o olá eu sou maurício e sejam bem-vindos ao curso online de dramaturgia um conteúdo artístico-cultural digital financiado com recursos do fundo municipal de cultura de novo hamburgo o fundo cultura e integrante do festival de conteúdos digitais de novo hamburgo nessa segunda de seis aulas a gente vai ver um pouco sobre formas de escrita em diferentes mídias como o poesia literatura cinema e teatro tentando entender suas conexões e influências lembrando que todas as possibilidades de escrita estão interligadas de alguma forma influenciam então quanto mais você entender essas possibilidades mais apropriadamente estará para subverter alterar em misturar
elas utilizando elementos de uma em outra e assim por diante inclusive para poder transformar e adaptar livros em peças peças em filmes filmes em livros cenas em músicas poemas e imagens e assim por diante eu vou defender muito durante esse curso que a gente seja ver e não se prenda a uma fórmula mágica não que a gente não possa usar estruturas pré-existentes mas que façamos isso como uma opção e não como uma limitação sendo assim vamos agora a nossa segunda aula abordando as formas de escrita dar começando pela poesia é interessante perceber que é bem
provável que você já tem escrito algum poema nessa vida ou pelo menos já brincou de o neymar de alguma forma e isso porque a poesia é uma das formas de expressão mais comuns que a gente tem pois ela pode ser simples e ainda se encarregaram o sentido subjetivo que se comunica pelo menos com uma pessoa que escreveu mas nessa subjetividade acaba se comunicando também com quem lê e se você estiver escrevendo em rimas poéticas então já está começando a entender o que é ter uma estrutura anterior ao conteúdo perceba se você se propõe a escrever
um poema sem rimas ou se está condicionando uma forma e criando uma limitação narrativa com qual você vai ter que lidar e no momento em que você entende essa limitação como uma delimitação então você está se propondo a ser criativo dentro de um modelo e quanto mais você praticar esse modelo mais facilmente você vai encontrar soluções para quando elas forem necessárias com o tempo você vai se acostumar com as rimas ou pesquisar anteriormente novas rimas para ampliar seu repertório e poder ter a sua criatividade trabalhando de forma mais fluida sem tantos bloqueios e também vai
permitir que a sua mente começa a fazer novas conexões para além da forma que você definiu naquele momento em que você começar a se sentir repetitivo e quiser desbravar outras possibilidades eh como aprender uma nova língua primeiro você precisa pensar para falar com o tempo seu vocabulário vai aumentando e você vai praticando falar até ficar natural escrever é assim também a criatividade é como um músculo que você pode treinar mas você tem que entender que é possível treinar e melhorar no seu tempo do seu jeito de uma forma que te dê prazer em escrever e
para isso você não pode ficar se julgando e nem ficar preocupado com o julgamento dos outros simplesmente escreva vamos sair poemas ótimos poemas excelentes formas tenebrosos e por fim poemas conscientes e consistentes os quais você vai saber alce autor e se são bons ou não e talvez algo que você nem acha bom a grade outras pessoas enquanto algo que você gostou muito não impacto de algumas outras a gente sabe quando gosta de algo que outra pessoa escreveu mas por que não conseguimos ter esse discernimento com as nossas próprias criações esse é o primeiro ponto que
a gente precisa treinar e a poesia pode ser muito útil isso quando a gente começa a escrever é importante perder um pouco do medo do público e mostrar aquele que fica guardado na gaveta de ideias nosso segundo ponto é a construção de narrativas em primeira e terceira pessoa na literatura o que nos interessa dentro da literatura nesse momento inicial pelo menos é o caráter descritivo da ação em que bom dia nós temos uma forma específica como alimentação ou de limitação no caso a rima poética de caráter subjetivo aqui na literatura teremos o treinamento de transformar
em palavras algo que enxergamos em nossa mente de forma que isso seja compreendido por quem lê de forma objetiva a partir da sua própria imaginação é um diálogo entre a imaginação de quem escreve e quem lê falando agora das duas formas que vamos abordar na literatura quando escrevemos em terceira pessoa a gente acaba tendo um foco maior na descrição objetiva visto que essa descrição não carregaria a voz de personagem nenhum por exemplo a cidade não estava tão barulhenta como de costume pois era um domingo frio de garoa fina que incentivava hábitos mais caseiros diana aguardava
a chegada de algumas amigas com quem havia marcado de assistir um filme em casa preocupado pois não estava se sentindo de muito bom humor enquanto que em primeira pessoa você vai escrever na voz de uma personagem que esteja assumindo o papel e são dos faço utilizando o eu agregando sentimentos e emoções dessa personagem nessa descrição por exemplo eu nunca vi a vista essa cidade tão silenciosa por mais que seja domingo ainda sem parece que essa garota é estranhamente diferente e está mudando meu amor mas eu preciso me animar antes que elas cheguem não quero ser
uma péssima anfitriã poderíamos até apontar que em terceira pessoa seria uma descrição material dos acontecimentos enquanto em primeira pessoa seria algo como uma descrição emocional dos acontecimentos interessante perceber que em terceira pessoa a narração abrange os sentimentos e emoções de todas as personagens visto que a objetividade e onisciência na descrição de tudo enquanto em primeira pessoa a narração se abstém dos sentimentos de todos para focar nos sentimentos de apenas uma de forma que os sentimentos de todas as outras personagens são apenas impressões dessa personagem que narra ou seja a haverá os sentimentos dos outros é
relativa a percepção de quem barra pense e lembre disso quando for escrever em primeira pessoa o quanto a sua personagem realmente sabe daquilo que ela disse que sabe eu com o verdadeiro é aquele que ela é de fato está dizendo além disso como não existe necessariamente uma transposição daquele que você vai escrever para uma obra visual isso que um livro depende da imaginação de quem lê para criar materialidade visual naquilo que está escrito então basicamente não há limites para aquilo que você pode criar não há a limitação do possível a literatura acaba sendo de certa
forma a arte de escrever o impossível por exemplo sentiu uma leve pancada na cabeça e despertou de um sono profundo percebendo que for atingido pela parede de seu próprio quarto tudo estava um pouco menor e se deu conta de que durante a noite havia se tornado um gigante e você pode criar o mundo mágico de fantasia ou uma narrativa de um sonho ou algo que seja totalmente absurdo não importa a ideia é escrever narrando algo completamente impossível na realidade que existe agora chegamos nos roteiros de cinema que vão servir muito mais como um dia tu
que como uma obra em si isso faz com que toda a descrição seja em sua maioria muito conciso e busque a síntese do acontecimento para que a direção tem a liberdade de trabalhar esse roteiro a partir de sua própria visão do que está escrito e isso sintetiza muito bem a ideia de que é direção quem vai contar essa história visualmente mais do que quem escreveu em forma de roteiro o roteiro para cinema é uma obra que já nasce com a ideia de deixar seu roteiro o que nos interessa especificamente nessa forma de escrita para cinema
é perceber a importância que se dá para conexão entre as cenas de forma que a história avance em cada uma delas sem muita enrolação em fazer com que os diálogos entreguem as perns uma das personagens por exemplo ser um diana e daniel se conhecem em uma festa descobrem que têm muito em comum e trocam telefones cena dois começam a conversar todos os dias e se interessar cada vez mais um pelo outro mas diana descobre que sua melhor amiga está apaixonada por ele ser atriz diana começa a se afastar de daniel sem dar muito explicação tentando
ajudar a amiga a conquistaram isso é na quatro daniel descobre que está acontecendo encontra as duas amigas para esclarecer tudo muitas explicações e lágrimas acontecem se ela 5 depois de tudo esclarecido diana e daniel termina o juros por favor sejam mais criativos do que as ideia genérica de comédia romântica hollywood ana que usa exemplo mas como forma de ilustrar a proposta espero que tenha servido ao seu propósito além disso por ser uma obra registrada uma vez finalizada na edição mais reproduzida infinitas vezes todo lugar que você escrever que uma cena acontece há a em várias
pessoas para filmar em lata de forma que não há teoricamente limitação de quantos funcionários você vai usar e sua história pode percorrer diversos ambientes de forma muito clara para o espectador ou seja no roteiro para cinema nós temos a liberdade ou vantagem de escrever uma quantidade de ambientes praticamente infinita desde que coerente com a realidade da produção nessa forma o cinema tem uma característica muito poderosa de caçar o real dramatizado e criar essa ilusão do real em quem vê além disso a partir do enquadramento a direção limita a capacidade de visualização do espectador direcionando de
forma muito controlada olhar desse espectador e agora chegamos no nosso ponto principal a dramaturgia para o teatro é a grande questão que me parece ser relativa ao escrever para teatro é a limitação do espaço e como superar essa limitação se a gente pensa no espaço do teatro em relação as outras três formas que eu comentei anteriormente fica claro como essa limitação interfere no momento da escrita e no momento da encenação nos trazer ao palco aquilo que foi escrito na poesia temos a subjetividade total dentro de uma forma rimada que não se conecta com real na
literatura temos a liberdade total da imaginação de quem escreve em relação a criação da cena na mente de quem lê no cinema temos a possibilidade de representar o real a partir da ilusão do real com maior verossimilhança agora no teatro no palco acabamos contando com uma suspensão muito grande da descrença por parte do público pois praticamente tudo em cena apenas remete ao real e precisa ser compreendido muitas vezes de forma simbólica pelo público suspensão da descrença esse é um termo utilizado para descrever algo que não é nitidamente réu mas é aceito como se fosse pois
o público compreende aquilo como uma representação se permite acreditar um exemplo muito engraçado é na peça conto de inverno de william shakespeare onde ele conclui uma cena com a seguinte frase sódio pelo seguido por um urso agora imagine você responsável pela direção tentando resolver como fazer isso acontecer no palco vai colocar uma pessoa vestida de urso vai trazer um urso de verdade vai projetar a imagem de um urso no fundo do palco se o público não estiver disposto a entender as limitações do espaço cênico então nunca existiria teatro outra grande questão que o teatro vai
ter que lidar é a relação de ser executado ao vivo nisso ele ganha outro elemento a se considerar durante a escrita que a interação do público a resposta imediata que ele tem a cada cena de forma que isso pode interferir na dramaturgia ainda mais quando ela é reescrita de acordo com o desenvolvimento da em ações do espetáculo a peça muda durante os ensaios da peça muda no decorrer da temporada a peça muda quando muda direção e uma nova montagem o teatro tem uma dramaturgia viva e essa dramaturgia viva também é importante de se entender se
pararmos para refletir terminar de escrever uma peça na verdade é começar a escrever essa peça a gente tem que lançar o mundo a nossa dramaturgia mesmo que saibamos que ela ainda vai mudar e aproveitar essa mudança como parte do processo de criação e reescrita porque escrever é reescrever mas voltaremos essa frase e nos próximos vídeos e eu gostaria de terminar essa aula comentando com o importante é ter a habilidade de entender as possibilidades de cada um desses universos para poder misturar elas nas nossas obras pensar como reproduzir certas sensações de um tipo de arte em
outra você criar delimitações de forma nos seus textos pode trazer resultados muito interessantes pensar como fazer um conteúdo ser mais impacto a forma também pensar para fora do que a dramaturgia teatral entender a escrita em relação ao interlocutor em relação a pessoa que lê ou interagem e é sempre vou lembrar que a técnica ea forma dialogam com a percepção de outros artistas mas o conteúdo dialoga diretamente com o público que é importante lembrar que outros artistas também são públicos então se você conseguir cativar os artistas a se sentirem apenas público pode significar que o seu
conteúdo transcendeu a forma que você mesmo como artista só vê se acha interessante ser um pouco mais público de vez em quando se permitir ser eternamente impactado pela arte sem a constante análise dos aspectos técnicos para não ao fazer arte perder a capacidade de apreciar arte ah e por hoje é isso pessoal até a próxima ao a e aí