e hoje eu vi soldados cantando por estradas de sangue frescura de manhã em olhos de crianças mulheres mastigando as esperanças mortas hoje eu vi homens ao Crepúsculo recebendo o amor no peito hoje eu vi homens recebendo a guerra recebendo planto como balas no peito e como Adorno e baixasse a cabeça eu vi os girassois ardentes de Van Gogh II E aí [Música] o seu gente tudo bem tia Camila na área de novo e a gente tá aqui para conversar um pouquinho sobre um poeta fofo querido que chama Manoel de Barros ele mato-grossense e ele ficou
muito conhecido pela poesia deles estão poesia ao mesmo tempo simples e profunda a gente ver navios Manoel de Barros uma próxima na vida e na poesia né uma aproximação do poeta com as questões na infância com as questões da natureza é um homem que trazia aquela a ideia da mãe terra né da aproximação do simples do natural com Os questionamentos da vida só que esses questionamentos da vida trazidos pelo Manoel de Barros não são questionamentos da vida assim a partir daqueles olhares complexos dos adultos cheios de problemas são três é um olhar da criança são
trazidos a partir da perspectiva infantil e não só de se olhar infantil de se olhar da criança mas também da própria natureza do ser pássaro os passarinhos que olham das árvores que observam né ele tem um pouco disso sim da poesia dá para ele as asas de um pássaro a pureza de uma criança Manoel de Barros tem disso entretanto uma coisa que a gente não pode fazer é confundir esse olhar a tentativa do Olhar infantil a tentativa do Olhar da natureza como sendo uma poesia infantil os poemas de Manoel de Barros não são infantis no
sentido ai que coisa tola o Haiti bobinho não é disso que se trata quando Manoel de Barros se propõe a olhar para poesia como o olhar da infância o olhar da criança ele tá sempre e a olhar com o jeito mais aberto mais puro mais límpido sabe aquela coisa que nós adultos às vezes damos obrigado a gente vai como pergunta eu vou querer essa fala aí porque porque então esse porque é o que faz da do Olhar da criança tão encantador tão descobridor então ele vai trazer para dentro da poesia dele esses elementos e existe
aqui uma discussão sobre observar o mundo observar os seus problemas observar os comportamentos mas dentro de um espaço quase um sua né né quase como se ele tivesse olhando de fora como se não necessariamente ele poeta Manoel de Barros estivesse vivendo isso mas que ele pudesse observar com os olhos não cansados o que essa poesia tá trazendo o que essa vida tá trazendo para ele e aí é interessante na obra do Manoel de Barros o que a gente tem diferentes estruturas poéticas ele é um cara que vai falar por exemplo fazer uma poesia de sonetos
com rimas perfeitas ele é um poeta contemporâneo Manoel de Barros faleceu no ano de 2014 Então a gente tem um cara está produzindo poesia até agora né então é claro que já não está mais ligada aquelas poesias prontas sabe todas estruturadas em rimas alternadas rimas consoantes decassílabos você que não versos mais simples às vezes mais curtos ou divididos por pequenos cantos é umas que Tragam uma simplicidade na linguagem uma possibilidade de leitura mais comunicativa com o público isso é bastante o Manoel de Barros traz para gente tão olhar assim trazer a primeira pessoa do verbo
fazer com que o eu lírico se coloque na observação como Oi Maria o leitor permitir sakate sou eu que tô olhando e permitiu ao leitor é ser outro olhar para o mundo o eu lírico que busca a simplicidade mas para entender as complexidades que ao explicar as complexidades entenda que se fosse para falar bonito estaria fazendo outra coisa que não poesia é um cara que tem nas suas costas a influência de até da poesia de cordel sem a influência dos modernistas e que vai discutir sua partir dos olhares da poesia de quem boa eu gostaria
de fazer um livro luxo Para mim seria isso se eu fizesse o vivo com as dez palavras é aquela filha está no bico dos Passos que é canto ainda antes dela antes dela ser antes de ser pronúncia a mãe dela ainda fosse Dez Palavras onde é que você vai buscar aí hoje tem umas coisas legais dele é brincar com a palavra né a metalinguagem conhecer a linguagem a trazer coisas dos dá mais regionalista trazer elementos do cotidiano da fala popular e com essa brincadeira o Manoel de Barros traz para gente o evento ótimo do neologismo
O que é neologismo parênteses da tia Camila neologismo é a criação de novas palavras importante é que dizer que não é um vou criar qualquer coisa inventada área eu falei trocávamos você que E aí vento e trocarmos os aqui é uma escada não é isso que eu tô falando neologismo são palavras que a gente utiliza prefixo sufixo o une duas palavras que já tem sentido na Língua Portuguesa e que fazem sentidos os seus significados tempo Oi Manoel de Barros que chama-se ashanti se achante é a pessoa que se acha que ela que tem né Muito
razão desse então esse Rodriguinho alto ou que seja Não é disso que a gente tá falando quando a gente fala neologismo e ele trabalha bastante disso na poesia dele que a característica típica de uma das características das fases né Para Além do Olhar da criança para além da tentativa de perceber o poema como libertação para além da própria meta poesia da própria metalinguagem porque eu tenho muito orgulho de ser lido e lixeira Vado através da leitura dos meus livros ficamos aí para pensar um pouquinho da poesia de Manoel de Barros uma leitura legal vou molhar
aqui embaixo na descrição vocês têm aula completa não esqueçam de deixar o like Aqui faça os exercícios para literatura fazer o exercício é essencial e sem interpretação de texto A gente não vai tão longe assim se cuida hein ó beijo tia Camila Vamos estudar