Público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150.000 alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal de qualquer estado, de qualquer município. Não dá para acreditar que você precisa concluir os estudos, terminar o ensino fundamental e ou médico completo e você não fez sua matrícula do Instituto Oliver no curso E supletivo, aonde você termina os estudos EAD em apenas 6 meses. Não dá para acreditar que você tá precisando de um curso
superior em apenas 3 meses reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada ou em teologia para tomar posse no seu concurso que só exige superior completo. Não fala na lei de provimento de carga e carreira diplomaduação de nível superior. Só fala superior. E se só fala superior, um superior sequencial de 3 meses que basta você ter nível médio completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele. Então não dá para acreditar que você tá dando bobeira. Vem pro Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer tecnólogo de recursos humanos de
gestão pública em um ano. Se você for formado no curso sequencial, consegue fazer pós-graduação, você consegue fazer faculdade também de educação física, então se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa fiada para boi dormir e nem mamãe chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa fiada para boi dormir. Professores altamente qualificados, todos os professores são policiais. Então para de Perder tempo. Quer ser aprovado de primeira no seu concurso público? Vem pro Instituto Oliver. Quer concluir os estudos, vem pro Instituto Oliver. Quer fazer curso superior, venha pro Instituto Oliver. Um forte abraço. Eu
sou o professor Mateus Oliver e aqui, meu brother, a sua aprobação, ela é garantida. Estamos junto. Muito boa noite, galera. Estamos começando mais um episódio aqui de RC. Sejam todos muito bem-vindos. Masters e hoje, segunda-feira, já estamos dando sequência à nossa agenda da semana. Pois é, como vocês sabem, começa a trabalhar cedo hoje 15 nós já tivemos aqui episódio com o nosso quadro de futebol com Vamp News, todos os dias às 2:15 e depois nós já tivemos um bate-papo sobre empreendedorismo com Denis na Camura e dessa vez, né, o assunto é debate, debate político. Pois
é, vocês gostam de um debate, eu sei que realmente a galera fica no chat pedindo as coisas quando a gente tá fazendo os podcasts, já ficam dando sugestões dos próximos temas e para isso nós estamos aqui para falar sobre a lei da misogenia. Eh, como que tá o áudio aí, Gabriel? O pessoal tá tudo certo? Tá todo mundo ouvindo bem? Então, já vou passar a palavra aqui pros nossos participantes. Vou já agradecer a presença de todos, sempre muitos solícitos em participar aqui do Redcast. Já vou passar aqui para Letícia Chagas pela primeira vez aqui no
nosso programa, né? Ela que é advogada e mestranda em direito. Seja muito bem-vindo aqui ao Redcast. Obrigada, pessoal. Tô muito feliz de poder debater aqui com vocês esse tema tão importante, não só do ponto de vista jurídico, mas político também. E tá aqui com a Amand, que é alguém que tenho muitos acordos políticos. É muito importante. Muito obrigada pelo espaço e pela oportunidade de estar aqui. Quer falar um pouco sobre o seu trabalho, sua rede social? Claro, total. Meu Instagram é @letíciachagassp. Eu sou advogada, venho lá da periferia de Campinas para estudar aqui em São
Paulo. Fiz direito na faculdade de direito da USP. Hoje sou mestranda na mesma instituição, faço mestrado em direito. Além disso, eu faço parte de um mandato coletivo, que é o mandato das pretas, o mandato de deputadas estaduais de diferentes lugares aqui do estado de São Paulo e milito pela organização MES, o movimento esquerda socialista, que é uma organização dentro do pessoal, que vem lutando aí para que o pessoal seja um partido independente do petismo. Perfeito. E estamos aqui também com mais uma vez aqui a presença da Mandi, muitas vezes já participando aqui no nosso canal,
né, Mandi? Salve Júnior. É isso mesmo, mais um debate hoje para começar a semana agitando daquele jeito. E nós vamos hoje debater um tema muito importante, fundamental, que tem a ver com o direito das mulheres, o projeto de lei da misogenia. Diante de um cenário bárbaro em relação aos direitos das mulheres, acho que é fundamental a gente aqui hoje desmascarar as ideologias todas de extrema direita, as ideologias Redpill e apresentar um programa e uma alternativa Que de fato defenda o direito das mulheres, em especial da classe trabalhadora. Aí já me apresentando, pessoal. Eu sou Mandi,
nesse momento pré-candidato à deputada federal por São Paulo pelo PSTU, que é o meu partido. Também sou militante do Rebeldia, uma organização socialista de jovens do Brasil inteiro. Quero convidar você a seguir no meu Instagram que é @mande. Me acompanhar aí no YouTube também, Mande Coelho, ficar de olho em todas as pautas e temas que nós vamos levar adiante em relação à pré-candidatura, tentando trazer a defesa dos direitos da classe trabalhadora contra a extrema direita, uma crítica ao capitalismo. Então, sou marxista, trotquista e também não tenho nada a ver com essa esquerda capitalista aí que
tá no governo Lula e que propõe eh como saída pra gente ficar por dentro das margens do sistema. Para mim, o problema é o sistema. É isso. Muito bom. Bom, gente, então vamos lá. Já vamos passar aqui também agora para o outro lado do debate. Ela que também é profissional do direito, advogada e está aqui com muitas anotações. Dout. Jamile Vences Lau. Seja bem-vinda aqui mais uma vez. Muito boa noite a todos. Para mim é uma honra e hoje ao meu lado feliz representando os homens em um debate que realmente vai atingir diretamente a eles,
né? Tem o meu Instagram Jamile Venceslau. Prazer ter você lá. Hoje nós estamos eh quase batendo aí 500.000 Seguidores, né? Uma pauta muito importante que é o direito do homem. Eh, e convido você a me seguir e saber mais sobre esse tema. Uma honra e obrigado pelo convite. Muito bom. Felipe Cestaro, diretamente dos estúdios do Iron Talks. É isso mesmo, né? É isso aí. Como tá tatuado, tá na cabeça, né? Não dá para esconder mais. É uma honra estar aqui, Júnior. A gente já se conhece, né? Você já teve lá conosco duas ocasiões. Foi muito
bom. Sou grato a você. O programa de estreia, né? Inclusive lá do estúdio. F contigo. E para mim assim é muito bom estar aqui. Vamos conversar. Eu acho que o diálogo é sempre importante, né, com todo respeito, para que o público de casa receba o que é de melhor. Agora eu espero ter lugar de fala. Na verdade, eu acho que eu tenho pelo menos 50%, né? E aí, vamos ver, vamos conversar. Eu acho que vale a pena. Vamos, vamos, vamos chegar às conclusões aí, porque essa lei ela é no mínimo, na minha opinião, complicada. Dá
para dizer no mínimo. Certo. Então, vamos lá, galera. Vamos começar já o debate. Você aí do chat, você vai fazer o seguinte, tá? Primeiramente você pode fazer o seu donate, tá? Tem a plataforma donate que funciona como live PKC, só que melhor, Que que você vai fazer? Você pode fazer a sua pergunta, pode mandar sua sugestão de temas para os para os convidados. Aí você fala: "A minha pergunta vai pra Mande, minha pergunta vai pro Felipe". Ou minha pergunta vai pra Letícia, pra Jamíli. Aí você pode fazer sua pergunta acima de R$ 20, qualquer valor
que você fizer para ser respondida no final, tá bom? Com uma pergunta sobre o debate em específico, tá? qualquer outro assunto aí pode pular. Enfim, e outra coisa também, você vai deixar o seu like, tá bom? Porque quando você deixa o like, a gente fica em evidência aqui no YouTube, a gente começa a ser recomendado pela plataforma. Então, aproveita para deixar o seu like, para você fazer presença aqui no canal, participar das nossas enquetes que a gente vai fazer ao longo do debate para ver com quem você concorda mais, de que lado você está e
também, né, de que, enfim, eh, a sua conclusão que no final é muito importante. Beleza, gente? É isso. Bom, isso aí, gente. Vamos começar. O primeiro tema da noite é a lei da misogenia e específico. Nós vamos discutir o texto. É isso mesmo, né? Temos o cronômetro ali. Por favor, põe o cronômetro ali. Como funciona o debate? Vamos para as nossas regrinhas, tá? Temos aí uma contagem de 5 minutos, tá bom? Que terá aí a dura, a duração da pergunta também, a da resposta, também paraa réplica, também paraa tréplica. Não tem problema se acabar antes,
tá? Você pode fazer somente a pergunta, pode ser mais curto em algum momento do debate, não tem problema. Por quê? Porque aí a gente zera o cronômetro, passa o pro outro lado, fazer a a interlocução da vez e assim a gente vai rodando, tá bom? Mas garantido, você tem Aí 5 minutos, tá bom? Todos os lados terão a oportunidade de fazer cada um uma pergunta por bloco e também ser respondido da mesma forma, tá? Então segue com pergunta, resposta, réplica e tréplica. Beleza? Qual dos dois lados começa? Lembrando que quem começar, tá bom? Quem começar
eh dessa vez encerra o debate do outro lado, tá? Então assim, quem começa agora, termina primeiro e fica o outro lado pro final. Eh, que que vocês acham? Decidi o cons espaço. Tudo bem para vocês? Tranquilo. Então, pode zerar o cronômetro aí, produção. E 5 minutos. Vamos lá. Não, antes de tudo, quero dizer que mais uma vez estô aqui debatendo contra a Jamile, já é a terceira vez que debato contra ela e nas outras vezes ela perdeu o debate. Vamos ver como vai ser hoje. E o Felipe a gente também já dialogou em outros dois
momentos, mas ele tava na situação de um entrevistador e sempre se colocando numa posição de neutralidade, de imparcialidade, hoje é que resolveu tomar um lado. Eh, para mim isso evidencia um pouco qual é a opinião política e o projeto político que ele defende. Então, não acho que hoje tem como você sustentar aqui, Felipe, a imparcialidade. Eu acho que ou você deveria ser entrevistador ou debatedor. Mas gente, olha só, nós estamos diante de um aumento muito grave da violência contra a mulher, em especial dos casos de feminicídio. E é por isso que há 10 anos que
o feminicídio é tipificado, todos os 10 anos ele só aumenta. E hoje nós temos uma situação que é muito lamentável, que quatro mulheres morrem vitimadas por dia porque são mortas pelo fato de serem mulheres. Essa situação se explica por alguns motivos. O primeiro motivo tem a ver com a própria crise do Sistema capitalista. O capitalismo vive uma crise mundial desde 2008. Isso afeta a nossa vida aqui no Brasil. Isso aprofunda a desigualdade social, aprofunda a miséria, empobrece as famílias. E o que é que isso tem a ver com a situação da mulher? Tem a ver
que isso aprofunda também a dependência financeira das mulheres, o que significa que elas estão mais submetidas a cenários e contextos de violência e não conseguem sair disso. É outro motivo que também explica o aumento da violência dos feminicídios tem a ver com a disseminação de uma ideologia de extrema direita que relativiza, naturaliza, eh que acha que está correto essas coisas funcionarem desse jeito, que por um lado, às vezes não reconhece que mulheres são mortas por serem mulheres, por outro lado, reconhece, mas naturaliza porque acha que mulheres são inferiores na sociedade. E é por isso que
hoje nós estamos vendo sair das profundezas do esgoto da internet, dos fóruns da deep web, a ideologia nojenta, Redpill. Eu tô aqui com adesivo falando, Redpill é indústria do ódio, porque para mim hoje parte do combate em relação ao direito das mulheres tem a ver com você criminalizar os discursos todos de ódio, criminalizar o discurso redpill e não fica só por aí. Para combater esse discurso na internet, você tem que enfrentar as bigtecs. Também tá escrito aqui no meu adesivo, mas isso é todo um outro assunto. Veja, o projeto de lei da misogenia, ele surge
como uma resposta, num certo sentido, à luta das mulheres diante deste cenário. No final do ano passado, nós tivemos um levante de mulheres no país, que foi o levante mulheres vivas, que pressiona o Congresso e os políticos a tomarem posições a esse respeito. Agora, nenhuma ilusão de que as nossas saídas virão do Congresso Nacional e do Senado. final. Flávio Bolsonaro, nesse momento, um dos nossos principais inimigos, foi lá votar a favor do PL. Digo, no mínimo contraditório, levando em consideração a ideologia política da extrema direita. Mas isso deveria nos fazer pensar, por que que o
mesmo Congresso que quer levar adiante projeto de lei 1904, que vai punir mais crianças, meninas, que sofrem estupro do que os próprios estupradores? Por que que esse Congresso agora vota um projeto de lei da misogenia? Então, a saída institucional, ela é um primeiro passo, ela é uma resposta a uma luta nossa, que nós travamos com muita força nas ruas, no entanto, nós não podemos parar por aí. Eh, para defender, de fato a luta contra o feminicídio pelo direito das mulheres, é importante que a gente exija dos governos, por exemplo, aqui em São Paulo, Tarcívio é
uma vergonha em termos de financiamento a políticas contra a violência à mulher, mas também o governo Lula. Em 2024, foram destinados apenas 11 centavos por mulher ao ano no combate à violência. Gente, isso aí é tipo o governo dando uma moedinha de 10 centavos na sua mão e falando: "Toma, é isso aqui que eu invisto para você se proteger." Então nós precisamos de mais investimento. começa pela lei, mas tem a ver com lutar para que a gente consiga ter delegacias, casas abrigo, mais estrutura pras mulheres, que as mulheres consigam se emancipar financeiramente, salário igual para
trabalho igual e que a gente combata eh no fundo mesmo o sistema que é o promotor desses discursos de ódio, da indústria de ódio, lucrando muito hoje na internet com a misoginia de mercado. tem uma série de estudos que Apontam o tanto de canais que existem hoje, eh, que estão lucrando com essa misoginia na internet e o quanto as BigTechs, inclusive, eh, se beneficiam disso na medida em que fazem anúncios, enfim, tem muita gente vendendo cursos e ganhando muito like, muita visibilidade nas redes por causa desse tipo de ideologia misógena. Então aqui quero saber dos
colegas o seguinte: o que é que vocês propõem para defender a vida das mulheres diante deste cenário? Crise do sistema, dependência financeira, governos que não investem, uma lei que é importante, mas contraditória, é um pequeníssimo passo que nós temos que dar aumento dos feminicídios. Inclusive, fundamental dizer, as principais vítimas do feminicídio são as mulheres negras. mais de 60% das vítimas de feminicídio, mulheres negras. O que tem tudo a ver com a gente tá vendo um cenário em que essa violência machista afeta mulheres, mas em especial a classe trabalhadora brasileira. Isso tem a ver com a
formação social histórica do nosso país. O que é que vocês defendem para enfrentar e combater esse cenário de aumento da violência? Vamos lá. Pode zerar o cronômetro. Pronto. 5 minutos. Felipe e Jamil. Vamos lá. Vamos lá. Bom, primeiro Mandia, a gente já participou, né, em três conversas, é muito bom. Fui convidado aqui pro Debate, tô com muita, muita alegria e honra estar aqui. Agora eu tenho posicionamento, tenho princípio, tenho a minha os meus valores. E aí eu não posso estar diante de algo que pode prejudicar amanhã crianças que hoje aí estão aí na no mundo,
como meu filho de 12 anos, porque é uma lei imprescritível. e eu ver isso e ficar calado, tá? Então, primeiro, respondendo a tua pergunta, eu acho que é bem simples. Pelo tudo que você falou, é fácil. Acaba com o capitalismo, eh, derruba o sistema, acaba com todas as bigtechs e pronto, as mulheres estarão todas salvas. Quer dizer, tu falou tanta bobagem, trouxe tanta bobagem aqui pra gente que não diz nada com nada. Vamos lá. Você falou pobreza como dificuldade para mulher. Bom, pobreza realmente é um problema, mas porque a pessoa é pobre, ela comete crimes,
a pobreza justifica crime? Então isso é uma coisa interessante. Vamos pensar, a maioria das pessoas nas comunidades, elas são violentas? Uma boa pergunta. Eu acho que não, tá? Então você pressupor que a pobreza provoca esse tipo de coisa ou até desigualdade que seja, então você tá justificando inclusive esse tipo de coisa. Segundo, você falou que o movimento Redpill é um movimento de discurso de ódio. O que é movimento redpel? Quantos tipos de pessoas que se dizem Redpill existem? Toda feminista é igual? Você sabe que não. Existem milhares de feministas dizendo que o Homem é lixo.
É o que eu faço o que com esse discurso? É misândrico. É ódio. Mas se eu chamar uma mulher de lixo, é o quê? Misogenia. Ódio? Então, tem mulher feminista que faz isso, como tem homem redpill que faz isso. Os dois são o quê? Os dois são criminosos, os dois são eh aberrações, os dois são abjetos. Eu eu condeno os dois. Eu quero saber se as senhoras também condenam os dois. Tá bom? Então essa é uma outra questão. Você falou: "Ah, não, misogenia, como que a gente faz?" Define misogenia. Faz o seguinte, defina a misoginia
para mim de uma forma tal que dois juízes sejam capazes de interpretar da mesma maneira, de uma maneira universal, porque aí eu consigo aplicar algo de maneira legítima e justa para as pessoas, sem criar distinções de gênero. Porque se nós estamos buscando é igualdade ou é o que que nós buscamos? O que que o movimento feminista busca? É igualdade. Se for igualdade, então não consigo entender todo esse elevante de vocês em relação criando leis que favoreça um grupo em detrimento de outro. Vamos lá, Jamil, se você quiser completar alguma coisa. Eh, Mand, para mim, sinceramente,
é uma honra estar aqui. Eu não vou entrar nesse teu jogo de ataque pessoal. Primeiro que se a pessoa já inicia com ataque pessoal é porque não tem argumento jurídico. Meu objetivo aqui é falar tecnicamente, juridicamente sobre essa lei. Você colocou dois pontos aqui de maneira bem, na verdade três pontos de maneira bem abstrata, né? A primeira Situação é informando que houve um aumento de violência doméstica contra a mulher. E por esse motivo essa lei é importante, porque as coisas que estão acontecendo na internet, a fala, isso acrescenta, isso aumenta o número de feminicídio, né?
Então a pergunta que eu faço é: Não, não, não, responde só não, eu estou igual como você tá não, desculpa aqui é uma uma Então, a pergunta que eu faço é: existe prova concreta de que opinião na internet está gerando crime ou isso é somente interpretação? O que acontece é criar uma lei baseado em uma narrativa, que é isso que estão tentando colocar na sua cabeça, como se tivesse dados oficiais dessa conexão da violência vinculado às redes sociais e por isso gerou o aumento do feminicídio. Mas isso não tem, não tem dados concretos nesse sentido,
tá? Então eu preciso entender onde está a prova dessa relação direta. Não existe a mesma coisa do feminicídio. Presta atenção. Hoje o sistema ele faz um levantamento de dados de mortes de gênero feminino e colocam isso como sendo o homem que matou. Você precisa entender, você que tá me assistindo, que a própria Mand, que inclusive esse dado está errado de de quatro mulheres mortas por dia, mesmo que fosse quatro, você Precisa entender que entra nessa nessa fala do feminicídio, que a mulher morreu por ser mulher. baseado que a mulher morreu por ser mulher. Isso daí
tanto entra o homem que matou a mulher, como também a mulher que matou a mulher, a mãe que matou a mulher, a mãe que matou a irmão, vamos deixar pra próxima passar agora 5 minutos pra Mand. Isso, pode passar pra Letícia e pra Mandi. A Letícia que vai responder. Mas só quero só quero pontuar que eles não responderam a pergunta, né? Isso diz muito sobre o debate, não. Pessoal, acho que é muito importante o debate que foi colocado aqui e acho que a resposta nos traz um pouco de quais são os problemas desse debate, né?
Primeiro, a Jamília, ela colocou aí que ela tá falando da técnica, né? Ela vai fazer um discurso técnico, ela vai falar de lei. Como eu disse para vocês no começo desse debate, estudei na melhor faculdade de direito do Brasil, vim da periferia e lá eu aprendi que na verdade, na verdade as nossas leis, a nossa técnica, o nosso judiciário, eles têm lado. Dizer que técnica é uma coisa que não é política, que é neutra, é uma mentira. E na faculdade de direito a gente também aprende sobre isso, né? Eu acho que esse é o primeiro
grande ponto. Segundo ponto é que sendo eu alguém que veio do direito, que foi estudar numa escola extremamente elitizada, vinda da periferia, com pais que nunca nem terminaram o ensino médio, porque eu vivi uma realidade que a maioria de vocês, a maioria da classe trabalhadora Vive hoje, que é a realidade de a gente tá colocado num bairro em que a maioria das mulheres elas precisam não apenas sair para trabalhar, mas elas precisam cuidar de casa, porque todo mundo sabe que o salário hoje é tão baixo que quem mora na periferia não tem as mesmas condições
de pessoas da classe média de contratarem alguém para fazer a sua comida, não tem as mesmas condições de contratar alguém para cuidar da sua casa. Essas mulheres elas estão tem uma dupla jornada, que é o que a gente coloca, né? Em contrapartida, os homens eles precisam trabalhar cada vez mais para sobreviver. E aí uma coisa que eu queria dialogar também com o que o Felipe trouxe aqui, né? Não sei que feminismo é esse que o Felipe tá falando, mas o meu feminismo é um feminismo que é feito também para defender os homens da classe trabalhadora,
especialmente os homens negros, que também são colocados sobre um regime de extrema violência, tendo que trabalhar horas por dia para conseguir sobreviver. Por que que eu tô dizendo tudo isso? Porque de modo algum, eu acho aí que esse projeto de lei vai resolver os nossos problemas. Importante colocar isso não é lei a misogenia ainda. É um projeto de lei que na semana passada passou no Senado, mas ainda vai ser discutido na Câmara dos Deputados. Então tem muita coisa que a gente pode falar aqui. Outra coisa, a Jamília, eu vi aqui que ela imprimiu a lei,
muito importante. Então ela deve ter lido, por exemplo, tanto na proposta que foi aprovada no Senado, quanto no relatório da senadora, né, que foi a relatora, que é a Soraia Tronique, que na verdade o Que que acontece? A gente incluiu aí a misogenia no rol de crimes discriminatórios lá da lei de racismo, a lei 7716. Mas lá no Senado houve toda uma discussão que é não se quer punir quem apenas é misógeno no pensamento. A própria lei faz essa diferenciação. A lei ela se propõe a punir quem exterioriza a misogenia. Ou seja, você pensar aí
na sua casa que você é misógeno. Eu acho que isso é um grande problema. Acho inclusive que isso abre espaço sim para que violências contra a mulher sejam cometidas, mas se você não cometer nenhuma violência contra a mulher, nada vai acontecer com você. Ou seja, quem não deve não teme. É isso aí. Pronto. Aí vamos gerar então o cronômetro, por favor. Não, aproveitar. Tem 1 minuto e 30. Eh. Ah, tudo bem. Felipe falou que eu falei bobagem. Você acha que eu falo bobagem? Não sei porque que você me convidou para seu podcast duas vezes, mas
enfim. Eh, e veja aqui não partiu do nosso lado nada no sentido dizendo que pobreza leva a crimes. Se você entendeu dessa maneira, este raciocínio, esse pensamento tá na sua cabeça. O que nós estamos falando aqui é que a situação de aprofundamento de barbário do capitalismo, que vive uma crise desde 2008 leva ao empobrecimento das famílias. Isso significa que as mulheres ficam mais dependentes, porque as mulheres têm uma dependência financeira maior em relação aos homens. E é por isso que aumentam os casos de violência, Violência doméstica, porque as mulheres não conseguem se emancipar financeiramente para
sair desses cenários. Mas veja, eh, eles não responderam a pergunta, né? Fala um monte de coisa, pode falar aqui de um feminismo misândrico, etc. Eu sou feminista marxista, defendo a classe trabalhadora, homens da classe trabalhadora. Mas o que é que vocês propõem? Vejam, debatam o que é que vocês propõem em relação ao direito das mulheres. A violência aumenta. O que é que vocês propõem? Com medida concreta. A gente tá falando projeto de lei é um primeiro passo, não resolve tudo. Precisa aprofundar e mudar a vida concreta das pessoas e combater as ideologias de extrema direita
e capitalistas. Vocês propõem o quê? Pronto. 5 minutos aí, Gabriel, por favor. Vai. Olá. Bom, de novo. Você falou que eu não respondi. Não, eu respondi segundo os argumentos que você trouxe. Acabar com tudo, [ __ ] muda o capitalismo pelo socialismo. Já falei, acaba com as bigtexs e acaba com a pobreza. Problema solucionado. Agora você não falou o que que é misogenia. Define aí para mim misogenia de uma forma tal que todo juiz vai entender da mesma forma e julgar da mesma forma. Você não vai conseguir fazer isso. Então já começa por aí o
problema. Segundo dentro do que a doutora falou, veja, eu acho interessante isso, né? Ah, poxa, vim, sou advogada, vim da classe pobre, periferia e etc, etc. Tá tudo certo. Lindo, muito legal a história e a história de vida de muitas pessoas também no Brasil e de muitas pessoas que estão na periferia e não é porque são pobres e não é porque são dependentes que sofrem. Isso é papo, Cara. Se fosse assim, a maioria dos homens seria misógeno, seria violento. E tu olha pra sociedade, você sabe que não é assim. Você tratar os homens dessa forma
é justamente fazer o que vocês estão lutando pela causa de vocês, só que contra os homens. Você não faz de dois erros um acerto. A lei, ela é equivocada por si só. O que você fala? Ah, propõe algo diferente. Me fala então das 14 leis que existem hoje em proteção à mulher, o que já não existe que as protege. Essa lei só visa e vai trazer apenas crime de opinião. Agora vem cá, pensamento misógeno. Se você não me define misogenia, eu tenho que guardar o pensamento para mim. O que que é misogenia? Segundo a Soratronic,
pode dizer, sei lá, que o lugar de mulher é na cozinha. Por que isso é misogenia? ou mulher submissa ao marido. Por que isso é misogenia? Veja bem, eu perguntei no programa, muito interessante isso para uma feminista. O que é mulher submissa ao marido? Você se sente ofendida? Ela: "Me sinto." Bom, mas eu perguntei pra minha esposa, ela não se sente. Sabe por quê? Porque é a interpretação de cada uma. Esse é o problema. O que é submissão quando eu digo isso? O que que tá passando na minha cabeça quando eu falo isso? Ou seja,
vocêou julgado, pré-condenado, sem vocês sequer saberem o que eu estou pensando. Isso é perigoso. Isso é, essa lei é perigosa. Ela não defende a mulher. Me falem, já existem 14 leis protegendo a mulher nesse país. A própria Maria da Penha, da Penha já é ampla. Me fala o que essa lei vai trazer de maior proteção às mulheres, a não ser criar o quê? preconceito é baseado, agora eu vou tentar completar aqui o meu argumento, eles informaram que o fato de criar essa lei estaria como base o aumento do feminicídio. Perceba, não existe um cálculo específico
sobre o aumento de homens que estão sendo mortos. O aumento de homens que estão sendo mortos, isso existe, só que não existe um dado. Por quê? Porque para o sistema, que inclusive a própria Mand falou, o problema é o sistema. fala dela. E realmente eles não querem saber quantos homens morrens. Sabemos que mais homens morrem, mas não é feito esses dados. Dá uma olhadinha aqui, ó. Elise Matsunaga, ela matou, esquartejou o corpo do marido. Olha isso. Flodelis, homicídio triplicamente e qualificado. Sentença destaca que o crime evidencia a frieza e menosprepreso pela vida humana. Olha isso
aqui, ó. Tudo casos em que a mulher ou mandou matar o marido ou matou, seja por ciúme, seja porque eh queria ficar com amante. Olha aqui, ó. Mulher presa pela morte do companheiro. Homem tomou vitamina de banana com chumbinho. Isso é tudo caso, ó. Mulher presa suspeita de mandar matar o marido. Todos casos em que a mulher manda matar o próprio marido, seja companheiro ou até mesmo mata. casos de mulheres matando namorado, noivo, companheiro, existe, mas o sistema não faz o cálculo. Agora, a questão é justificar esse e eh justificar a existência da lei baseado
eh no aumento do feminicídio. Agora eu quero trazer uma coisa para Agora eu quero trazer uma coisa para vocês. Eh, ninguém para para analisar que a partir do momento em que existe falsas acusações e esse número de falsas acusações existe, lembrando que não existem dados oficiais porque o sistema não quer fazer esse levantamento. Mas quando você analisa, inclusive fala de autoridades onde reconhece que existe sim falsas acusações, mulheres sendo condenadas, condenadas por denunciação caluniosa, e isso aumenta o feminicídio. Sabe por aumenta? Porque faz com que o sistema fica sobrecarregado com causas de falsas acusações. O
sistema não consegue investigar da maneira como deve ser. O sistema não consegue analisar ou dar atenção que a real vítima precisa. Então, mande, sabe o que que precisa fazer? Campanhas. Por que vocês não fazem campanhas contra as falsas acusações para proteger as reais vítimas? Quer aproveitar aí? Eh, a gente fala não. Então, vocês têm que fazer a pergunta agora, mas a pergunta para eles tá dentro desse tema. Uhum. Eu faço aqui. Vamos lá. Você quer justamente FR, você quer aproveitar, ô Jamile para completar aqui? É, você tava fazendo uma pergunta. Ah, sim. Agora vai ser
vai ser o Reformula sua pergunta para para eles. É a pergunta que a gente vai fazer para eles. Que não é não é não é a réplica. Não é foi pergunta, resposta, réplica e tréplica. Você fez a tréplica. Agora você faz a pode fazer a pergunta diretamente paraava rodada. Pode fazer, pode fazer. Bom, vamos lá pra pergunta para vocês. Só para posso fazer as considerações, como você falou, né? 5 minutos, não é isso? Então, beleza. Minutos. Primeiro, vocês só me provaram um ponto. Feminismo é tudo igual? Vocês acabaram de dizer que não. Você falou que
não sabe qual o feminismo que eu defendo. Pois é, feminismo que eu ataco é aquele que eu vejo na internet, mulheres dizendo que o homem não presta, que o homem é lixo, que todo homem é um estuprador em potencial. Eu sei que você já ouviu essas coisas. Ou seja, tudo isso é objeto. Ponto. Isso existe aos montes também na internet. Tá? Isso é também eh eh difundido nas redes sociais. Ponto. Isso é uma coisa, Não tem o que dizer. Então toda feminista é igual. Não. Você falou assim: "Ah, o movimento Redpill para propagar ódio." Claro,
tem pessoas do movimento Redpill que fazem isso. Sim. Mas, por exemplo, esse canal aqui, por exemplo, o Júnior, ele era Redpill, ele propagava ódio. Não, não. Agora vocês querem colocar todo mundo na mesma caixinha, [ __ ] É [ __ ] entendeu? Você vai acabar com tudo. Não dá. Você tem que saber exatamente o que que você quer atacar. Só que aí de novo, dois pesos e duas medidas nunca vão resolver. A lei vai ser equânime. Se um homem chega para uma mulher e fala: "Você é um lixo", ele está atacando ela. Certo? E quando
uma mulher fala para um homem, "Você é um lixo", ela vai ser punida igualmente. O que que essa lei promove? apenas uma diferenciação de classe, de gênero, o que é um absurdo. Somos todos iguais perante a lei. Isso aí já é inconstitucional em tese, cara. Mas não sei como no Brasil tudo é possível. Agora você falou algo interessante. Por que que é inconstitucional? Porque todos somos iguais. Isonomia. Desculpa só queria. Essa isonomia é necessária paraa justiça. Outra coisa, isso é importante. Outra coisa, veja bem que olha como é coisa interessante, vocês falaram assim: "Feminicídio cresce
de ano ao ano". Vocês já começaram o programa se eximindo do governo de esquerda que tá emig em voga? E é interessante, no governo Bolsonaro, No governo Bolsonaro, a culpa do aumento do feminicídio era dele, agora é do movimento Redpill, porque não é do Lula. Aliás, se essa lei for entrar em vigor, será que o nosso presidente vai ser preso? Porque ele tem dezenas de falas misógenas, segundo algumas mulheres. Segundo algumas mulheres. E eu acho interessante. Então, vamos lá. Sabe, eu acho que a coisa tá tudo muito mal elaborada. Vocês t que se definir no
debate, é para defender a lei. Então, defendam a lei. Vocês não fizeram até agora, não disseram o que é misogenia. Não definiram de uma forma tal que qualquer juiz possa julgar isso de maneira igual entre todos eles. Vocês não conseguiram dizer como são capazes de justificar o que passa no pensamento de um cara que tá falando alguma coisa, que pode ser uma piada, que pode ser sim uma opinião, que pode ser, por exemplo, um pensamento religioso dele, cultural. Ou seja, vamos acabar com funk. Vamos, vamos acabar com funk, com sertanejo, porque o estereótipo da mulher
tá ali, a objetificação da mulher no funk tá ali. Bora, vamos então. Se é para ser rigoroso, bora. Só que também Vamos punir as mulheres com pensamentos misândricos ou não é necessário? Porque o homem não precisa ser defendido. Aí a pergunta que entra, o ser humano não merece ser defendido? Todos. Todos. Seres humanos, eu acho que aqui é uma mora a questão. Vocês estão usando uma lei de racismo para justificar a misogenia, o que já é uma outra aberração. E vamos falar sobre isso, se quiserem. Mas eu quero que vocês respondam essa pergunta, por favor.
Eu já falei sobre isso. Você consegue formular uma definição de misogenia que seja simultaneamente objetiva, universalmente aplicável e independente da interpretação individual, de modo que duas pessoas diferente, analisando o mesmo caso, cheguem necessariamente à mesma conclusão jurídica. Por favor, se quiser completar, doutora, fique em paz. prefere? Pode ir. Tá. Não, acho que essa pergunta é um espantalho. O que que é racismo? Que que é capacitismo? O que que é gerontofobia? Eh, você é a favor do Estatuto do Idoso, Felipe? Jamile, vocês são a favor do estatuto do idoso, do ECA? Vocês são a favor? Não,
na hora que eu respondo, eu te respondo. Vai lá. São coisas criadas pela sociedade para proteger setores em vulnerabilidade. E ninguém, você, né, não questiona o que que é a gerontofobia, o que que é a situação de penúria, vulnerabilidade que as crianças podem passar e porque é que você precisa logo de um estatuto da criança do adolescente? digo, setores da sociedade sofrem de maneiras distintas e diante deste reconhecimento, é importante dar resposta específica para combater o que esses setores sofrem. E o projeto de lei da misogenia é um passo contraditório, completamente insuficiente, inacabado, mas é
um passo que veio da fruto da nossa luta das mulheres protestando contra a situação do feminicídio. Então, não, acho que as mulheres são um setor oprimido da sociedade. Ah, sim. Culturalmente elas são vistas como mais frágeis. Culturalmente elas são vistas como submissas. Culturalmente elas são inferiorizadas, secundarizadas. O problema não tem a ver com a sua mulher. O problema que não é individual e você gosta de debater sempre as coisas do ponto de vista individual. O problema não é atitude individual do júnior, da sua mulher, seja de quem for. O problema é existem ideologias, problemas sociais
que uma vez que são identificados são respondidos politicamente, juridicamente, ideologicamente, etc, etc, etc. Estatuto do Idoso é uma resposta jurídica e política num certo sentido, a um problema que existe na sociedade em relação ao setor Invulnerabilidade. Não tô dizendo com isso que idosos são inferiores. Tô dizendo que foi reconhecido que é um problema cultural, logo foi dada uma resposta. Mesma coisa aqui em relação ao projeto de lei da misogenia. Veja, eh, foi falado do Lula, tá? Não sei se você não ouviu, mas na nossa abertura aqui nós colocamos isso. E hoje, inclusive, as políticas do
governo são completamente insuficientes. Não só porque o Lula fala coisas machistas que não representam a luta das mulheres, não representam a luta da classe trabalhadora, mas porque ele submete o orçamento do combate à violência mulher ao arcabolso fiscal, o que significa que ele submete à defesa da nossa vida aos interesses em primeiro plano dos capitalistas, dos empresários, dos banqueiros, etc. Agora debatamos, existe ou não uma corrente de pensamento redpill de extrema direita inflada por esse ódio, por essa violência dos últimos anos? Existe ou não? E o que fazemos diante disso? Projeto de lei é uma
resposta nesse sentido. Tem que aprofundar, tem que ir além, tem que ter uma resposta mais contundente das ruas contra o sistema, eh, e em relação a coisas concretas, mas é uma resposta, vocês não trazem resposta nenhuma. Uma coisa muito importante também que o Felipe colocou, Felipe, acho que você não é da área do direito, né? Mas acho que é muito válida essa sua pergunta, né, de para quem, que que significa misogenia, que como que a gente vai eh colocar isso, deixar isso bem definido, né? Na verdade, Felipe, para quem faz faculdade de direito, sabe disso
muito bem. No direito tudo depende. No direito Nada é objetivo. E sabe por quê? pela própria maneira como o direito funciona, porque o direito vira para mim, para você, para todo mundo e diz: "Todo mundo é livre, todo mundo é igual, todo mundo é sujeito de direito." Mas na prática a gente sabe o tamanho da desigualdade do nosso país, o quanto que as nossas desigualdades também alteram a nossa opinião, a nossa vivência, tem a ver com as opiniões que a gente tem. E por que que eu tô falando de tudo isso? Porque não existe no
Brasil nenhuma lei que seja objetiva dessa maneira. Eu vou te dar um exemplo. Recentemente o Tribunal de Justiça lá de Minas Gerais, vocês devem ter acompanhado isso, que é um grande absurdo. Um desembargador do Tribunal de Justiça de de Minas Gerais absolveu um homem que tinha estuprado uma menina de 12 anos. Ninguém, especialmente quem é pobre, especialmente homens pobres, ninguém confia no judiciário, Felipe. Ninguém. Ninguém que é pobre. Ninguém quer um homem. Ninguém quer uma mulher que depende do seu trabalho, confia no judiciário, porque o judiciário tem viés, o salário dos desembargadores é altíssimo. Por
que que eu tô falando tudo isso? Porque a lei da misogenia sofre os mesmos problemas que todo o direito. E o que a gente tá falando aqui é que essa lei não vai resolver os nossos problemas. Ela tem uma coisa importantíssima que é um ponto simbólico de dizer pra população que a misogenia é um problema. E aí você falou assim, por exemplo, ah, o Lula vai ser preso com essa lei? Não, porque eu vou reafirmar Aqui, só ler lá o projeto de lei. O projeto de lei não criminaliza a opinião misógina, ele criminaliza a exteriorização.
Entendeu? Ele falou, né? Exatamente. Eu falei aqui, você pode pensar sua misogenia do jeito que você quiser, mas quais que são as coisas? Vamos lá. Quem é preso por racismo no Brasil? Você conhece alguém? Não existe isso. Calma aí. Não há prisão por racismo. Não há prisão por misogenia. Isso é impossível de acontecer. Ninguém é preso por racismo, ninguém vai ser preso por misoginia. Vocês precisam ler a lei. Então, pode, pode passar. Pode. Vamos lá, gente. Isso aí. Vamos. O pessoal, só avisar vocês que já tá rolando a enquete sobre o primeiro o primeiro tema,
tá bom? Vocês podem continuar votando aí. Eh, vamos lá. 5 minutos. Senhores, a lei ela é muito clara. Olha só, parágrafo único. Esse daqui é o projeto da lei da misogenia. Para fins desta lei, considera-se misoginia, a conduta que exteriorize ódio ou aversão a mulheres. Vamos ver aqui o que que significa aversão. Sentimento de rejeição, repulsa ou antipatia por algo ou alguém. Não gostar, evitar, sentir desconforto, rejeitar. Vejamos o que significa ódio. Demonstrar hostilidade a Mulheres por serem mulheres. Incentivar a violência. usão, a inferioridade, tratar mulheres com um grupo que merece menos direitos ou dignidade.
Preste atenção, exemplos como este é o que vai acontecer. Não entra nessa ondinha não, porque é isso que vai acontecer. Um homem não contrata uma candidata por não atender ao perfil técnico. Ela pode alegar discriminação ou aversão e isso pode virar acusação. Um homem escolhe promover um funcionário homem porque teve melhor desempenho. A colega pode dizer que foi discriminada por ser mulher. e que isso vai sim, ele pode responder um processo. Um homem discute com uma mulher por mensagem, fala de forma mais dura. Ela pode dizer que aquilo demonstra desprezo, a versão e ele pode
ser enquadrado na lei. Um homem recusa sair com a mulher ou não quer se envolver. Ela pode interpretar isso como desprezo ou aversão e isso pode virar problema jurídico. Acabou. Não, vamos lá. Um homem faz uma piada ou comentário que alguém considera ofensivo. Outra pessoa pode interpretar interpretar aquilo como a versão às mulheres. Isso vira crime. Um homem discute com uma mulher no trânsito. Ela pode interpretar aquilo como ofensa baseado em gênero e isso pode ser tratado como crime. Um professor, você que é professor, cobra mais de uma aluna da nota baixa diante da situação
que ela tá apresentando reprova. Ela pode dizer que está sendo perseguida e isso pode virar uma acusação. Uma um jornalista faz uma Crítica a comportamento feminino. Isso daí também pode virar um processo criminal. Sabe qual é o problema disso daí? É que vira uma lei subjetiva. É o princípio da legalidade. Vai contra o princípio da legalidade. Conceito vago. E outra coisa, direito penal não trabalha realmente com opinião. Mas o problema é o quê? que nós estamos diante de um conceito subjetivo amplo. Veja só o que que vai acontecer. Opiniões como essa, eu desorto de tal
comportamento, não concordo com essa pauta, acho minha visão isso errado. Pode ser desagradável, mas isso é opinião. Mas sabe o que que vai acontecer? Por isso ser genérico, isso ser amplo, vão querer sim eh entrar com um processo criminal contra essas pessoas. E sabe quem é que vai julgar? Quem é que vai definir o que que é misogenia, o que que é ógio? O que que é aversão contra a mulher? É o juiz. Só que a nossa colega, que inclusive é mestranda da USP, senhores, veja só o que a Dra. Letícia falou. Judiciário não tem
lado. Ninguém confia no judiciário. Judiciário tem viés. Perceba, senhores, perceba. Se nós estamos passando agora a responsabilidade para julgar o que que é misogenia para um juiz, o juiz que vai dizer se aquilo é crime ou não. Se a própria doutora que é mestranda da USP tá dizendo que o judiciário tem viés, perceba, o nosso sistema já é pró mulher. Qual é a tendência? E detalhe, Você pode ser julgado tanto dentro de uma vara criminal comum, como também numa vara de violência eh violência eh em favor da mulher, de proteção à mulher. Perceba qual é
a chance de você ser condenado diante de uma situação como essa grande. E perceba, qualquer fala dura, qualquer crítica, qualquer ofensividade, isso pode ser considerado como um ódio, sim. Tá? Como ódio, sim. Mas vamos lá. Você não responderam a pergunta que eu fiz. Vamos deixar claro. Não, não, não, não respondeu. Você não trouxe como o juiz vai julgar isso de maneira universal. Eu disse que não tem como julgar universal. E já não tem como, você tá mostrando para mim que a aplicação dessa lei é injusta. Ela não tem como não ser possivelmente injusta, como todas
as leis do nosso país. Então é o seguinte, dois errados nunca vão fazer um certo, então e ela já deixou bem claro, a lei não resolve esse problema só. Então dois errados nunca vão fazer um certo. Então você tá falando o seguinte, ó, o sistema é uma merda. Vamos ficar com essa merda que tá e vamos prejudicar as coisas usando a merda como é. Cara, é tão louco toda essa proposta que vocês estão falando. Vocês mesmos mesmas não definem isso aí. É claro. Isso aí, cara, é o, por exemplo, vamos lá. Vocês vão acabar com
a religião muçulmana no país. Propõe: "Ramais, pode jogar foguete, mas pode pode subjulgar mulher. Que que a gente faz? Funk! Vocês não me Responderam. Acabamos ou não acabamos com funk? Não, eu perguntei. Bora. Objetifica ou não objetifica a mulher? Eu preciso entender. Pronto, Felipe. Isso. Tréplica foi feita. Não foi. Réplica foi feita. Tréplica de vocês, meninas. Pode 5 minutos. Põe aí. Não, veja. Eh, Jamile tá fazendo todo showzinho aqui com os papéis, lendo, tal. O problema é que ela esquece quem é que esse sistema está beneficiando hoje, não é mesmo? Vamos fazer o debate aqui
sobre o caráter político do direito, das leis, do judiciário. Quem é que são as pessoas que hoje não estão sendo punidas diante de coisas que fazem? Gente, o direito, o judiciário, as leis, o estado burguês, eles servem a uma classe que é a classe dominante que propaga e perpetua os valores racistas, misógenos, machistas, LGBTfóbicos, preconceituosos. É por isso que nós temos apenas uma mulher no STF. É por isso que a maior parte dos juízes são homens. Então vocês estão falando que todos esses casos aí que vão hipoteticamente ser julgados, que a Jamile leu, que serão
avaliados por homens, serão todos julgados em favor das mulheres. Estranho, não é mesmo? Porque é uma instituição que até hoje tem um outro componente de gênero. Veja, vamos debater casos reais, concretos. Maria da Penha foi citado aqui. Maria da Penha passou 19 anos denunciando a situação de violência que ela sofria. Sabe quantos anos o agressor dela ficou preso? Não chegou a ser três. Olha só, né? Quem é que tá sendo beneficiado pelo sistema? Vamos falar de outro caso muito grave. Mari Ferrer Mari Ferrer tinha uma um calhamaço de provas para comprovar a violência sexual que
ela sofreu. No entanto, toda a prova, inclusive o material genético na roupa dela, foi questionada. Nada nunca era suficiente para ela ter a o discurso dela validado. Nada nunca é o suficiente. Essa é a vida real. Se você é uma mulher que já precisou ir numa delegacia da mulher, você sabe o que é a vida real. Não existem delegacias das mulheres. Em menos de 10% dos municípios do país existem delegacias especializadas para atender. Quem é que tá sendo beneficiado, Jamile? São as mulheres que estão sendo beneficiadas ao não ter estruturas específicas para elas poderem relatar
a situação que elas sentem. Quando elas chegam lá, elas são deslegitimadas, revitimizadas. A maior parte dos casos não chegam a ser relatados numa delegacia da mulher. Então, antes de você falar desses casos aí que você tá pegando, fazendo um showzinho com papel, você precisa falar da vida real, da vida como ela é, da Situação como ela é, do judiciário como ele é, da delegacia como ela é, da situação de violência que a mulher sofre como ela é, de casos concretos de violência absurdas que aconteceram como eles são. a menina de 12 anos que foi chamada
de esposa de um cara de 34 anos. A Tainara Santos aqui de São Paulo que teve as duas pernas amputadas e depois faleceu. A amiga da Tainara que menos de um mês depois faleceu também. A PM agora do batalhão que foi morta pelo seu companheiro, que disse que ele era o Alfa e ela era beta e depois deu um tiro na cabeça dela. Esses são os casos reais. Quem é que tá sendo beneficiado? Não, eu acho muito interessante assim, porque geralmente as pessoas de direita, de extrema direita, defendem aí inclusive pena de morte para estuprador.
E agora tá todo mundo aqui preocupado com a lei da misogenia. tranquilizar todo mundo. Ainda não virou lei, é projeto de lei. E tranquilizar ainda mais uma vez, como eu disse, a importância desse projeto é um projeto simbólico para dizer pra sociedade que misogenia não é tolerável por conta desse projeto de lei, inclusive, que nós estamos aqui hoje debatendo isso e dizendo com sinceridade, lei nenhuma vai resolver esse problema. Isso é um começo paraa gente debater melhor o que que tá acontecendo aqui no Brasil, mas aí também tranquilizar o Felipe todos os homens que estão
aí. De fato, o judiciário tem um viés, como eu muito bem disse. A Jamile reafirmou aqui, o judiciário brasileiro tem um viés. Então não se preocupem, porque o viés do judiciário brasileiro é masculino e é branco. É isso. Com licença mesmo. Porque assim, fazer faculdade de direito qualquer um faz. ler as leis, citar as leis aqui, qualquer um faz, mas há uma série de pesquisas que demonstram judiciário brasileiro é masculino e branco. E você aí que tá em casa, que trabalha mais de 8 horas por dia, sabe que mora longe, você sabe muito bem disso,
porque você não confia no judiciário. A juventude negra que mora lá na Brasilia, vocês sabem que toda lei tem, toda a lei tem viés. Agora os masculinistas estão descobrindo o mundo, mas toda a lei tem viés. A pessoa negra, o jovem negro lá na Brazilândia, se esver com uma verdinha na bolsa, ele vai ser preso. Agora o Playboy é lá na frente do Maense e pode fumar o que quiser na frente da polícia e nada vai acontecer, porque o judiciário tem viés. Agora eu quero que vocês me respondam, não são a favor da lei, são
a favor do qu Então como que a gente vai combater aí a misogenia? Ponto. Eh, vocês têm 5 minutos para pergunta. Quer reformular sua pergunta para eles? Pode ser. Na verdade é uma outra pergunta. É a vez de vocês agora. Ah, tá. Pode ser outra pergunta. Não é a gente que faz agora a pergunta? Não, não. Vocês acabaram, acabou de fazer. Ah, entendi agora. É. Ah, mas no mesmo. É, entendi. Na verdade, é uma outra pergunta porque a pergunta, né, para eles aí sobre desculpa, desculpa, doutora. Ele fez a pergunta foi para ela para responder.
Não seria agora a nossa réplica. Vocês fizeram a réplica e elas fizeram atléticas começaram fazendo a pergunta da da lei da misogenia. Depois a gente fez a pergunta. No próximo. Agora é outro tema, não é? É outro tema. Agora é o segundo tema. começa fazendo a pergunta do tema. Ah, elas vão fazer sempre começar a fazer porque o Felipe ele fez a pergunta, aí elas estão respondendo a pergunta do Felipe. Agora é Não, já passou, não, já passou. Elas responderam, a gente fez, vocês fizeram a réplica. Eu ainda falei a tréplica é delas discussão. Foi
a tréplica foi delas. Agora elas perguntam e depois vocês perguntam. Tá bom. Tá bom. Vamos embora. Na verdade não é a mesma pergunta, porque a pergunta aí, né, sobre o que que eles propõem, a Mand já fez na primeira rodada e não souberam responder. A minha pergunta aqui é outra, né? A gente trouxe aqui uma série de dados ao longo desse debate. A gente mostrou primeiro que o judiciário tem viés, o judiciário representa uma classe que é a burguesia. Isso de uma série de aspectos, a começar pelo salário altíssimo dos desembargadores, dos juízes, que é
um grande absurdo. Ninguém concorda com salário de mais de R$ 30.000. com dinheiro público. Ponto. A gente também discutiu aqui que a violência contra a mulher, ela é muito mais presente, sim, entre as periferias. E sabe por quê? Porque as mulheres elas não têm dinheiro para sair de relações abusivas. Inclusive há uma pesquisa que comprova que a grande maioria da violência contra a mulher é contra mulheres negras. Entre 2021 e 2024, saiu um estudo que mostrava que o feminicídio entre mulheres brancas teve uma ligeira queda, na verdade, mas o feminicídio contra mulheres negras teve um
aumento. Como eu e a Mand trouxemos aqui, a gente nunca achou que a solução para esse problema é a lei. A importância da lei é simbólica pra gente debater algo maior. E qual que é esse algo maior? Aí a gente tem uma pesquisa, né? O Felipe perguntou, né? Ah, porque no governo Bolsonaro aumentou os casos de feminicídio, ninguém culpa. Todo mundo culpava ele, agora ninguém culpa o Lula. Porque como a gente também faz esse debate, o problema vai para muito além de governos. Não à toa nenhuma de nós aqui é fã do Lula, não. A
gente faz muitas críticas a isso. Durante o governo Bolsonaro, o índice de feminicídio começou a crescer, sabe quando? durante a pandemia em que muitas mulheres perderam seus empregos, tiveram que ficar mais tempo em casa, então mais suscetíveis à violência doméstica. Tem relatos de mulheres que chegavam em casa depois do trabalho delas. O homem pedia para elas fazerem janta, elas não faziam porque também estavam cansadas do trabalho e elas eram agredidas por isso. Sei que todo mundo aí que mora também na periferia, todo mundo que não tem eh papai e mamãe para sustentar, sabe muito bem
que na nossa realidade isso, infelizmente é muito comum. A gente tem mães, tias, irmãs que trabalham fora e que tem que voltar para casa e fazer um mais um trabalho. Porque é isso, o salário hoje no nosso país é extremamente insuficiente para que a gente consiga ter uma ajuda paga dentro de casa, para que as mulheres que saiam para trabalhar não tenham que voltar para casa e trabalhar mais. Por que que eu tô dizendo isso aqui? Porque o problema não é só a nossa falta de leis, não é aumentar a pena. O problema tem a
ver com a condição objetiva das mulheres. A vida de ninguém tá boa hoje em dia. É o que a gente sempre fala, essa ladaainha de que agora todo mundo come picanha, todo mundo tem dinheiro para comprar cerveja. Não é verdade. A vida do brasileiro, mais do que no Brasil, né? Todos os países aí do sul global, todos os países pobres, a vida de ninguém está boa. Quem é imigrante, mesmo nos países ricos, a vida de ninguém está boa. A gente tá trabalhando muito para ganhar pouco. É só virar para um motorista de Uber. O cara
trabalha mais de 12 horas por dia para ganhar o mínimo para sobreviver. Por que que eu tô falando tudo isso? Porque eu acho que as causas da violência contra a mulher são muito maiores do que ah dizer que ah o homem é mal, tal, tal, tal. É mais do que isso. Eu sei que é mais do que isso. Eu queria perguntar para vocês qual que para vocês qual que é o motivo por que tá aumentando o número de feminicídios. De onde vem isso? Qual que é o problema? Por que o o número de feminicídios tá
aumentando nesse momento? responder. Eu acho melhor esperar o Põe só o cronômetro ali, por favor. Voltou aí, posso ir? Bom, de novo, vou responder a sua pergunta, mas mostrando para vocês que vocês não falam nada sobre as pautas que eu trouxe aqui. Não falaram, por exemplo, sobre a religião muçulmana, sobre o funk, não falaram sobre o sertanejo, não falaram sobre a religião cristã, tudo ponto de vista, tudo opinião que é externalizada nas igrejas, nos púlpitos, nas praças, enfim, há mais de séculos, milênios. E eu queria entender com vocês. Vamos acabar com eles. Segundo de novo,
Mande, você é uma defensora do Ramaz. Sua é o seu direito. É o seu direito, mas o mesmo Ramais objetifica e oprime as mulheres. Eu queria entender ramaz é bom ou ruim? Então são coisas muito loucas assim que eu não consigo entender. Outra coisa que a doutora falou: "Ah, o direito é desigual, a classe burguesa, em que país vocês vivem? Pelo amor de Deus, tudo bem, os juízes são a burguesia? Claro que são, mas 90% desse país vive com R$ 33.000 a família, [ __ ] Mas então é um absurdo. Ótimo. É um absurdo. Exatamente.
Agora, Qual é o viés? Se todo mundo é pobre, [ __ ] Todo mundo. Quem vai ser julgado? A mulher preta morre mais. É verdade. E quem mata mais? É um homem negro. Você acha que é? Não, tô te perguntando. É a maioria na cadeia. São eles que matam mais? Eu não sei. Se um branco matar uma mulher que vá preso pro inferno. Não vai acontecer muito. Vá, lógico que vai. Aí que eu acho interessante da sua parte, você relativiza a lei. A lei ela está tem que ser posta e ela tem que ser operada
de maneira igual. É isso que eu estou defendendo. Vocês estão propondo uma, não, vocês estão propondo uma lei desigual. Todas as leis são, ou seja, então vamos continuar com problema, vamos multiplicar eles. E aí não, e aí tem outra questão interessante. Vocês não responderam. Aponte qual lei já não é vingente que defenda a mulher de maneira plena. Vocês não responderam. Vocês não responderam nada. Vocês só ficam atacando espantalho. Tudo que a doutora colocou ali como modelos e exemplos possíveis são reais. São reais. São possíveis. O crime é imprescritível. Vocês vocês têm filhos? Não. Ótimo. Mais
fácil. Agora, vocês já pensaram se o menino começa a namorar a garota, 3 anos de namoro, quantas conversas, quantas discussões, brigas normais, normais de relacionamento, que pode ser usado amanhã por uma atitude de vingança, o crime é imprescritível. São várias formas que isso isso vai ser usado, Mande, como apenas eh calar as pessoas, vai mudar o governo de opinião ali, vamos pegar uma fala qualquer de qualquer pessoa que faz programa como esse nosso aqui, um debate desse aqui. Um homem vai debater com uma mulher em qual tema? Em qual em qual tom a partir de
agora? Porque isso pode ser usado contra ele. Mulheres vão perder um emprego. A mulher pobre que você fala, porque o homem vai ter medo de contratar ela, por ele vai preferir o quê? o resguardo jurídico, já que a lei, como você falou, que qualquer juiz ali julga segundo a sua cabeça, pode prejudicá-lo, então ele vai jogar no seguro. Essa lei não tem cabimento, como está posta, não tem cabimento. Mas eu vou responder como a gente reduz aí o feminicídio, mas eu preciso passar pra doutora. Olha só a situação. Perceba o que mais tem na internet
é ódio contra o homem. Primeiro, não existem dados que existem mais ódio contra a mulher. Todo homem é lixo. Você já ouviu. Homem não presta, você já ouviu. Homem não serve para nada. Homem tem que morrer. Todo homem é agressor. Todo homem é um abusador. Isso é o que a gente vê todos os dias na internet. Você considera isso aceitável? Agora, diante de toda essa situação que a gente percebe e a gente verifica que tem mais ódio sendo distribuído de maneira bem e bem ampla na internet de ódio contra eh o homem e nada é
feito. E agora eles estão colocando uma lei para dizer que todo o ódio e aí vai ser genérico, onde o juiz vai julgar de acordo com a interpretação de a própria doutora tá falando, que isso é o judiciário falando que ela falando que o judiciário tem viés. Então, o que você considera isso? Justiça se o judiciário já não tem viés, se o judiciário ele já vai pesar para um lado, você considera que vai ter justiça nesse caso? Perceba, a própria Mand falou sobre o caso da Mariana Ferre. Eu analisei eh eh a sentença, eu analisei
alguns pontos. Você não tá aqui para acreditar? Acabou. Aham. Pronto. Láícia. Primeiro, uma pena que a doutora não tenha dito, né? Ela mesma desmentido o que o Felipe disse. Na verdade, esse tipo de crime, o crime de racismo colocado lá na lei 7716, que a proposta feita agora, é um tipo de crime que dificilmente da cadeia pela própria maneira como o direito funciona. Na verdade, nem todo crime da cadeia, no caso, o crime de racismo e o de misogenia se aprovado, é um crime de reclusão, que geralmente começa em regime aberto. É isso. E outro
ponto muito importante que eu coloquei aqui é a gente perguntou para eles o que que eles acham que gera o feminicídio. Eu não tô perguntando aqui se a lei é boa ou não. Isso era tema da primeira pergunta. Eu tô perguntando aqui o que gera a violência contra a mulher. E eu disse aqui que eu e Mand nós acreditamos que a violência contra a mulher está sim ligado ao nosso sistema econômico por diversos motivos. Um deles é que uma mulher que é da classe trabalhadora que ganha pouco, ela vai pensar duas vezes antes de sair
de um relacionamento abusivo, porque ela precisa muitas vezes do dinheiro do marido para que ela e os seus filhos possam sobreviver. Então o aumento da violência contra a mulher tem a ver com o nosso sistema. O aumento da violência contra a mulher a começou a acontecer ali durante a pandemia também, porque muitas mulheres perderam emprego. Ou seja, a violência contra a mulher tem ligação com isso. Outro aspecto muito importante que a Mand colocou aqui, a gente não tem problema em criticar o Governo Lula, que foi um governo que propôs um projeto de arcabolso fiscal, que
foi aprovado. Inclusive o Hadad propôs o arcabolso fiscal que impõe uma série de limitações pro gasto público. E que gasto público que vai ser limitado? É o juiz que vai ganhar menos? Claro que não. Tão tirando da sua educação, tão tirando dos projetos sociais. E aí, por exemplo, um projeto social que foi muito atacado agora nesse governo foi o BPC, o benefício de prestação continuada, que é dado a idosos de baixa renda, a pessoas com deficiência de baixa renda. Isso também tem impacto sobre a violência contra a mulher. Sabe por quê? Porque a maioria das
pessoas que são responsabilizadas não só pelo cuidado das crianças, mas também pelo cuidado de idosos. Vamos lá. Você tem uma avó, um vô? Quem que cuida da sua avó e do seu vô? provavelmente a sua mãe, provavelmente é uma tia sua, ou seja, as mulheres são as mais responsabilizadas por esse tipo de trabalho quando o governo corta desse tipo de benefício social, que na verdade deveria ser direito dessas pessoas. Ou seja, se a gente quer diminuir a violência contra a mulher, a gente tem que dar melhores condições de trabalho para essas mulheres. Tem que permitir
com que essas mulheres não sejam as únicas responsáveis pelo serviço de casa para que elas tenham condições de sair de relacionamentos abusivos. Ou seja, a gente aqui não acredita que o PL da misoginia vai resolver nada, não. Mas a gente tem outras propostas que tem a ver com isso, com lutar com mais seguridade social. E a direita, qual que é a proposta além de ficar criticando, Criticando? Sinceramente, eu acho que nem vocês acreditam nisso. Eu acho que é importante a gente debater com honestidade aqui. Vejam, cada momento, um dos lados tem uma pergunta central para
fazer pro outro. Se você, Felipe, escolhe como retórica sua ficar fazendo uma série de perguntinhas e o outro para consolidar o seu raciocínio não vai respondendo suas perguntinhas, mas responde a pergunta central, acho que faz parte do debate. Também não via honestidade quando você falou que eu defendo Ramas, porque eu já fui duas vezes no seu podcast, já apresentei meu ponto de vista sobre isso. Eu defendo o povo palestino, a resistência do povo palestino. Uma guerra tem dois lados. No massacre que o povo palestino sofre hoje, quem está no lado da resistência é o Ramás
e uma série de outras organizações, agentes, instituições, pessoas, partidos. Eu tô do lado da resistência, o Ramas tá desse lado também. Significa que eu defendo eles ou que eu acho que Ramaz ou qualquer coisa, sei lá, defende o direito das mulheres. Não tem a ver com isso, entendeu? Diante agora da guerra, inclusive contra o Irã, a mesma coisa. Veja, um regime, uma ditadura. E ainda assim eu posso defender a libertação do povo iraniano contra a agressão dos Estados Unidos e de Israel. E não significa que eu passo o pano paraa ditadura machista também do Zatolá.
Então, debata com honestidade. Mas, gente, eh, quero perguntar para vocês, as trends que rolam aí nas redes sociais, elas são, em sua maioria, Chamando os homens de lixo ou que nem a trend recente que teve dos homens fingindo matar, espancar as mulheres companheiras, caso eles pedissem ela em casamento, em namoro e elas dissessem que não. Uma vez que a mulher recusou ou não os homens nos vídeos agredindo, violentando as mulheres. Esse é um exemplo de uma trend real. Veja, você tem um exemplo aí, Jamile, de uma trende real de homens como lixo. Você trouxe casos
hipotéticos. Eu trouxe casos reis. Nome casos aqui, minha querida. Casos reais. Passa, passa o tempo para cá. Passa o tempo para cá, por favor, Gabriel. Isso. Põe aí, Jamil. Pode ir. Vamos lá. Ô, Mandi. Então, o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Bom para caramba. Isso aí mostra caráter para [ __ ] tá ligado? Tipo, bom, vou est do lado do Ramais que, [ __ ] mata a mulher, joga gayota do prédio, [ __ ] Gosto deles, gosto do regime do Irã, legal para caramba. Mas eu sou feminista. Feminista, fale que eu não defendo.
Só uma outra questão. Não distorça as minhas palavras. Posso falar? Porque aí segura o tempo lá para nós. Vai, pode ir. Que eu respeito. Quando ela vai falar, eu paro de falar, entendeu? Eh, isso já é uma coisa muito interessante da sua parte. Outra, doutora, pobreza justifica crime. Pois é, mas vocês toda hora justificam baseado na dificuldade econômica do País. Pobreza. Porque a mulher, a mulher, a mulher, mas o homem também fode-se para [ __ ] trabalha três empregos. É a realidade. Sabe o que faz o homem matar a mulher? E a mulher matar o
homem? A [ __ ] da essência do ser humano. Maldade e bondade diante de nós. Nós temos capacidade racional e ética para bloquear os nossos impulsos animais. Quem não faz isso é o quê? Criminoso. Por isso é uma minoria e graças a Deus uma minoria da sociedade. Agora vocês estão tratando isso como? como regra. O que é uma exceção de novo, mande N1 importa, viu? Mande. Sabe qual é que é o problema? Você fala assim: "Não, você sempre particulariza". É claro que eu particularizo porque pode acontecer comigo, pode acontecer com o Júnior, pode acontecer com
meu filho, pode acontecer com qualquer homem. E quando chega naquele homem injustiçado, para ele importa, [ __ ] Vocês estão generalizando algo e esquecendo que a vítima lá vai ser punida. Ah, mas não vai ser preso. Não vai ser preso. [ __ ] Do anos de perseguição, acaba com a vida do cara, reputação do cara, a moral do cara, a família do cara. Aí você diz assim: "Ninguém é preso por racismo no Brasil, mas existe uma lei". Então, trabalha para que a lei seja cumprida. Isso sim. Agora, não dá para comparar racismo com misogenia, porque
o racismo ele é objeto per. Nós somos iguais. Raça, separar o ser humano por raça é uma idiotiça, uma aberração. Agora, o homem e a mulher, o homem e a mulher tem diferenças biológicas, psicológicas, naturais. Não tem. Você tem a mesma quantidade de testosterona que eu. Seu cromossomo é igual ao meu. A sua massa muscular é igual a de um homem. A sua densidade óssea é igual a de um homem. Bom, dizer isso talvez vire misogenia, mas eu estou tratando de ciência. Agora a ciência vale ou não vale? Será que essa minha opinião pode machucar
o sentimento de vocês? Por que que não tem mulher descarregando carro de cimento em trabalho pesado, em carvoaria, fazendo asfalto? Por que não tem mulher nas forças armadas? Porque vocês sempre foram poupadas das guerras? Ah, porque a sociedade é machista. Machista para [ __ ] Sempre protegeram as mulheres. Agora nós tínhamos limitações. Limitações tecnológicas, limitações, porque a biologia imperava. Hoje nós podemos, a mulher tem um anticoncepcional, por exemplo. Excelente. Vocês ganharam isso. Isso é ótimo para vocês. Todos os espaços estão dados. Vem cá. Qual trabalho a mulher não pode fazer? Qual salário é diferente? Qual
lei impõe homens e mulheres qualquer tipo de diferença no mercado de trabalho? Se ouçam. Vocês não se ouvem. Esse é o grande problema de vocês. Vocês só verborragiam as coisas. E Felipe, sabe qual é o maior problema? É que com se essa lei da misogenia for aprovada, aí sim nós vamos ter um colapso do sistema e aí vai ter um aumento do feminicídio. Eles não estão percebendo isso. Sabe por ter um aumento do do feminicídio? porque o sistema vai estar colapsado. E detalhe, nós vamos ter uma banalização do direito penal. Senhores, nós já temos leis
específicas que eh se você se sentir, mesmo que seja mulher, mesmo que seja homem, ofendido, lei que isso. Isso mesmo. Vem cá. Vocês são a favores de aumentar as penas? Porque veja bem, eu sou a favor. É que nesse país não pode. Prisão perpétua, trabalho forçado. E aí bora porque a esquerda vota contra toda sessão. O pessoal vota contra toda a toda a sessão. Por que que você é contra o Pes hoje? Bora. Porque é subjetivo. Vocês vão condenar homens inocentes por opinião. E aí eu digo de novo, vai criticar o muçulmano. Ela mesmo, ela
mesmo já afirmou. Matar alguém, por exemplo, um crime objetivo. Agora, qual foi a minha intenção ao matar? Você tem como alguém de porche é preso. [ __ ] Isso é problema da lei. Dois errados não fazem um certo, querida. Dois errados não fazem o certo, querida. A lei é objetiva. Por isso que eu critico direito. A lei é objetiva. Vamos, vamos continuar. Bora. Aproveitando você, eh, já respeitando a ordem, tal, vocês podem fazer pergunta para elas agora. Tá na vez de vocês perguntarem. Não é a réplica não. Já foi. Agora a gente pergunta a mesma
coisa. É a mesma coisa da outra vez. O mesmo tema. Agora feminicídio. Sobre feminicídio. Feminicídio. Você quer quer ler? Você quer começar? Você fazer não pode fazer? Tem certeza? Vamos lá. Concluindo. Concluindo. Quando é que vocês vão começar a responder as coisas que eu trouxe? Não falaram nada até agora. Feminista fica lá em bale funk ouvindo a música, dançando, quicando, quicando nas rolas lá e tá tudo bem. Objetificando a mulher, moleque da periferia, querida, ele cresce ouvindo essa merda. Isso é discurso de ódio, Mand, eu queria entender com vocês ou é cultura? É a cultura
da comunidade. Eu quero entender porque o garoto às vezes nem tem internet, não sabe nem o que é red pill, mas houve o tempo todo que a mulher tem que andar de quatro para ele, tem que quicar na rola dele e aí aí ele acha que aquela mulher pertence a ele. Lavagem cerebral desde cedo. Aí ele mata lá na frente lá porque ele olha a mulher como objeto. Cadê vocês vciferando contra o funk? Vamos criminalizar a religião muçulmana? Essa sim. Essa sim coloca mulher no lugar de inferioridade. Mas a religião cristã não faz isso. Não.
Em Cristo todos somos iguais. Homens e mulheres. Não há homem ou mulher em Cristo. Todos somos iguais. Mas você disse que homem e mulher é não, querida. Iguais diante de Deus. Iguais como seres humanos, diferentes biologicamente. É normal. Essa diferença tem que ser respeitada. Por exemplo, porque em países super desenvolvidos, escandinavos, paradoxo da igualdade, tá lá, ó, emprego, igualdade para todo mundo. Mas por que que as mulheres não ocupam certos trabalhos mesmo assim, ano após ano? Segue distinto, porque nós temos características inatas. Mulher engravida, mulher tem sonhos diferentes do homem. Isso é normal e sempre
vai parar no indivíduo, mande, não é no grupo. Nós não somos bandos, somos indivíduos. Cada família tem a sua história. Isso tem que ser respeitado. Inclusive a opinião. Agora a pergunta para vocês aí, eu deixo a doutora completar caso seja necessário. Qual é o critério objetivo, doutora, e verificável que permite distinguir sem margem interpretativa? Sem margem interpretativa. Um homicídio motivado por condição de ser mulher. Matei porque é mulher. de um homicídio motivado por ciúmes, rejeição, conflito emocional, especialmente quando esses fatores coexistem. Homem mata mulher, contexto doméstico, feminicídio, tipificação, tá lá, vamos jogar 50 anos de
cadeia pro feminicida. Eu sou a favor, a favor, tá tudo bem. E quando a mulher mata um homem, é o quê? Ela pegou o cara no no flagrante ali, adulterando, aí vai e mata o cara. Vários casos recentes, hein? Mulher jogou fogo no homem. Vários casos recentes. E aí é pelo quê? Porque ela tá cansada de apanhar. Ela olha ele como objeto. Ela olha ele para para esse homem como posse. A questão a questão, Felipe, é que na visão deles, delas, é que não existe mulher que mata homem. Toda mulher que mata homem é porque
é vítima de violência doméstica. Essa é a linha de defesa sempre. Aqui eu trouxe casos reais para você. Aqui eu trouxe só um exemplo, senhores. Se você colocar agora, você não é obrigado a acreditar neles, não acreditar em mim. O que eu te convido agora para você pesquisar, faça você o levantamento. Existe sim homens que são mortos por mulheres por causa de ciúmes, porque não aceita o fim do relacionamento. Aí ela vai lá e mata vários casos. Agora, o que acontece é que no plenário do júrio é muito mais fácil defender uma mulher porque vai
utilizar essa narrativa e essa narrativa vende, vende até para você que faz parte da sociedade. Agora a questão é que você precisa entender, não existem dados, levantamentos de homens que são mortos por mulheres. Como é que eu vou fazer um levantamento para saber exatamente quem morre mais? É tudo subnotificado, [ __ ] O cara ouve xingamento da mulher dentro de casa. Isso não é violência psicológica. O homem não tá nem aí para essa [ __ ] Agora o mesmo xingamento que a mulher faz pro cara, se o cara fizer pra mulher é crime. Ah, somos
iguais. Cadê o empoderamento feminino? Cadê o empoderamento feminino que vocês tanto exigem e dizem? Homem é diferente de mulher, é igual a mulher. Definam, por favor. Isso é importante. Então, para você que está nos assistindo, não tem como a gente fazer um levantamento de quanto se homens morrem menos ou mais do que mulheres, porque não é feito esse levantamento pro sistema. E esse é o problema. Se não é feito esse levantamento, você homem, é como se não existisse pra sociedade, para o sistema, que inclusive as colegas já deixaram bem clara. Claro, elas são contra esse
sistema atual. Bom, é isso. Eu quero que vocês respondam as coisas que eu trouxe, pelo amor de Deus. Pelo menos uma, duas. Bora. Vamos lá. Pode ir. Zera aí, por favor, o cronômetro, Letícia. Tá. Primeira coisa, vamos lá. A Jamile trouxe aqui vários papéis de jornal aqui para fazer um bom corte, mas vamos lá. Você no seu bairro, quantos homens você conhece que já sofreram violência das suas esposas? Tipo, você está piado, você conhece quantos? Eu não conheço nenhum. Agora já tive tia, já tive mãe, já tive gente da minha família que sofreu esse tipo
de violência. Segunda coisa, o Felipe aqui, Felipe, é por isso que a reforma do ensino médio é tão ruim, porque as pessoas não têm aula de história, não tem aula de sociologia e também não tem aula de direitos básicos. Se o Felipe tivesse tido essa aula, ele saberia que mesmo em crime de assassinato. Há Exceções, sabia, Felipe? Tem uma coisa que chama excludente de ilicitude, ou seja, matar é crime, é, mas, por exemplo, se é ilegítima defesa, não necessariamente. É óbvio, né, querida? Pois é. Não, para você não é óbvio, Felipe, porque o Felipe disse
aqui que tem crimes tipo matar alguém que são objetivos, mas existe é dolo, existe excludente de ilicitude. Aí a outra coisa falou do funk aqui. O funk na verdade Felipe, ele é um espelho da sociedade. Um espelho da sociedade, assim como sertanejo também é. E há muitas músicas machistas, tudo isso. E é por isso que eu disse para você que o meu feminismo não é um feminismo que não pensa nos homens. Eu penso nos homens, inclusive dos homens da classe trabalhadora. É por isso também que eu faço parte de um coletivo chama superação coletiva. A
gente promove debates com jovens de periferia. Sabe qual que foi o nosso último debate sobre isso? Foi sobre feminicídio. O nosso último debate foi sobre esse tema. E a maioria das pessoas que falaram nesse debate foram homens, homens periféricos. E eles falaram, reconheceram os problemas de criação, reconheceram o quanto o problema do feminicídio também tem a ver com os problemas econômicos da nossa sociedade. Ou seja, eu tô dialogando com os homens e tem muito homem que sabe uma coisa que você tá ignorando. Não, eu acho que a argumentação do Felipe aqui expressa o preconceito na
forma dele de enxergar. Ele fala do funk E é fácil falar do funk. Uma vez que você associa isso da cabeça deles com marginalidade, com periferia, aí você quer apontar aqui os problemas. Mas fala do rock também, fala da MPB, fala de tudo, fala da bossa nova, porvor. Mas por que que você não fala, por que que não vem na sua cabeça falar sobre isso? É porque você tá enxergando o mundo com uma lente racista, com uma lente elitizada, com uma lente preconceituosa. Então eu acho que é importante pensar sobre isso. Veja, nós estamos aqui
debatendo a situação do feminicídio. E o curioso é que os oponentes passam a maior parte do tempo falando sobre o direito dos homens. Eles não debatem sobre a situação de feminicídio. Quando eles debatem é para fazer como a Jamile para contestar e dizer: "Ess dados não existem". Foram divulgados os dados agora. A lei tipifica, feminicídio, foi feito levantamento, quatro mortes por dia. A Jamili tá dizendo que não. O engraçado é que a Jamil é aquela que vai pras redes sociais falar um monte de fake news. Por isso que ela tá sendo indiciada aí pelo Instituto
Maria da Penha. Por isso que Fórum de Segurança Pública já desmentiu ela. Por isso que o Conselho Nacional de Justiça já desmentiu ela, porque ela falsifica os dados e propaga fake news. Debater a situação concreta, feminicídio, quatro mortes por dia, ninguém fala nada. É a temática da pergunta, ninguém fala nada. Sabe por quê que eu acho? Vocês estão aqui Falando contra a lei, o problema é que ninguém consegue definir o que é misoginia, etc. Define aí então o que é racismo. Define o que é misoginia para você. define o que é um preconceito com mulheres
e com setores oprimidos e vulnerabilizados da sociedade. Tenta trazer essa definição. Mas sabe por que vocês não falam sobre isso? Porque o problema vocês não é a lei. Tanto é que se o problema fosse essa lei, vocês estariam propondo outra que fizesse sentido e que vocês achassem que punisse de acordo com critérios mais objetivos, etc. O problema é que vocês sequer reconhecem misogenia, machismo, feminicídio, como problemas que existem. E é por isso que num ponto para debater a violência e a morte de mulheres, vocês passam mais tempo falando que são os homens os afetados, os
homens nas redes sociais, os homens que estão sofrendo violência. E eu acho que isso existe sim, existem homens que passam por situações como essas. No entanto, nunca um homem morreu por ser homem. Nunca um homem morreu por ser homem. E a gente tá vendo quatro mulheres morrerem por dia pelo fato de serem mulheres, serem vistas como menores, desprezíveis, frágeis, que tem que obedecer e serem submissas. E aí você pode falar das religiões, é uma crítica importante, mas não fale só sobre uma, fale sobre todas. Doutora, só um minutinho, pessoal, até para dar um uma quebrada
no gelo aí. Joga a câmera aqui em mim, Gabriel. Isso, pessoal. Quero agradecer, a gente tá com uma excelente audiência hoje, tá? Estamos aqui fazendo o o debate. Vou pedir, por favor, pede por favor pro pessoal dar o like, se inscrever aí, Letícia. Galera, vamos lá, todo mundo dá um like, se inscreve, acompanha a gente aí nas redes sociais também para não ficar só vendo os cortezinhos tendenciosos desse debate. É, e falar que você, né, vai poder, inclusive, como o pessoal tá mandando super chat ou live Pix, vai poder ser respondido ao final desse debate.
Então, assim que a gente acabar os blocos, a gente passa para encerrar as perguntas, tá bom? Eh, agora sim. Por favor. Pode ir, Felipe. Doutora, Dolo, senhora tem razão. Agora vem cá. A senhora não me respondeu a pergunta que eu fiz. Qual que é? Pois é, esse é o problema daqui até agora. Não, não, não, não, não, não, não. Fiz uma pergun, tá? Não respondeu. Então, assim, qual o critério objetivo verificável que permite distinguir ser margem interpretativo ou um homicídio motivado por condição de ser mulher? Senhora não respondeu de um homicídio motivado por crimes como
eh por motivações de ciúme, Rejeição, conflito emocional. Ela não falou quando o homem mata uma mulher é feminicídio. Quando a mulher mata um homem por crime é crime passional. Eu preciso entender isso porque você falou que todo homem que mata a mulher é por ela ser mulher. Não, não falei. Todo homem que mata a mulher, falei que mulheres são mortas por serem mulheres. Ótimo. Quantas será? Quantas será que eu consigo ter certeza? Que eu consigo ter certeza que a motivação do cara foi eu vou matar ela porque ela é mulher. Porque essa é a grande
questão aqui. Vocês só trazem coisas para trazer o ah emocional. Me chamou de preconceituoso. Não, querida, eu sou a favor de acabar com qualquer música misógena. Não tenho problema. Agora vem cá numa comunidade do Rio de Janeiro, o que é que mais se ouve? Punk. Eu tô trazendo um contexto social. Qual o problema? Sou preconceituoso por causa disso? Não, de moder alguma. Você só sabe falar da classe trabalhadora da periferia? Não, falo de todas. Então fala aí dos Playboys. Todos, querida. Mau caráter tem que ir preso. Mau caráter tem que ir preso e se [
__ ] para mim. Ex. Eu não justifico criminalidade por pobreza, como vocês fazem. Isso é inato. Senão rico não roubava, rico não matava, rico não estuprava. Prova, mas não é preso igual pobre. Isso é outra coisa. Isso só prova que não tenha a ver com questão social. Isso, isso só prova que não tem a ver nada com questão social. Mas você nasceu na periferia, você não falou? Ótimo. Justificou você fazer e cometer crimes, justificou você ser subjulgada por qualquer homem? Então você aprova viva de que isso não é verdade para todos. Se a pessoa, quantas
de mim tem na universidade? Você sabe? Ótimo. Essa é a boa pergunta. Então você só tá mostrando o quê? Ah, pô, vamos educar a mulherada. Ótimo. Vamos tentar melhorar. Tem problema. Governo que está, vamos. Isso eu concordo. Isso não tem problema nenhum. Mas eu não justifico ma caratismo por causa de pobreza, como a senhora faz. Simples assim. Outra coisa, não responderam nada do que foi dito até agora. Eu tô esperando. Você falou sobre as outras religiões. Bora todas, todas que subjulgam mulheres. Traz os nomes. Bora. Vamos falar sobre isso, não tenho problema nenhum. O estado
tem que ser laico para você, Felipe. Com certeza. E por que que o seu candidato que você defende como ideal da política, que é o Nicolas Ferreira, não defende isso? O problema é dele, [ __ ] Eu não sou o Nicolas, [ __ ] Não sou advogado dele. Eu não concordo em tudo com ele e ele não é meu candidato, querida. Hum. Você sabe qual problema? Seu Instagram. Sabe qual o problema de vocês? Sabe qual o problema de vocês? Exatamente. Esse o Lula é o seu candidato, querida. Sabe por quê? Com certeza. No segundo turno
tu vai votar nele. Vai até tirar foto com ele. Eu tenho certeza. Essa é a grande questão. Vocês ficam acusando as coisas que tá cheio no coração de vocês e não respondem nada do que é trazido aqui. Vocês não responderam nada do que eu trouxe até agora. Nada. Essa lei é subjetiva. Doutora. Me diga que não. É, dados vocês não trouxeram, viu? Mande, você iniciou dizendo que trouxe dados. centrocidados nenhum. Ninguém aqui falou que é contra proteger mulher. Ninguém aqui falou isso daqui, tá? E outra coisa, a questão do feminicídio, a gente considera que existe.
Quem foi que disse que que não existe? [ __ ] Agora a questão que eu tô querendo dizer é que existe morte de mulheres matando seus companheiros simplesmente também por eles serem homens, porque elas querem ou elas estão com ciúme ou porque elas querem o seguro de vida, ou porque elas querem ficar como amante. Quais são as estatísticas disso? Então, minha querida, o seu sistema, o sistema de vocês não fazem esse levantamento. É isso que eu tô querendo dizer. Agora, a questão é a mesma coisa como vocês a mesma coisa que vocês estão querendo dizer.
Isso daqui não são casos reais. É o que vocês estão tentando desenhar aqui. É como se o homem não tivesse direito. É como se o homem não fosse nada e ninguém. E se você que está me assistindo prestar atenção exatamente o que elas estão tentando desenhar aqui, vocês vão ser engolidos pelo sistema. Elas estão dizendo que, ah, eu não sou contra. Eh, eh, a, a Amand, ela já se manifestou a favor da lei, ela já se manifestou contrário à lei de misogenia. Mas a questão é o seguinte, você precisa entender que essa lei, essa lei
vai vir para censurar censurar debates, redes sociais, opiniões, vai trazer um colapso. O direito penal não é para opinião, não é para crítica, não é para opinião, não é para posicionamento. Mas só que tudo isso pode virar crime. Quando o Felipe se manifestou aqui, Amandou falando que ele é machista. Você que não percebeu. Pronto, bora aumenta a pena dos estupradores. Bora. Vamos, vamos aumentar a pena. Vamos, vamos lá. Nossa pergunta agora, né? Terceiro bloco. Isso. Exatamente. Tá bem. Vamos lá. Por favor, cinco minutos para ir para isso. Pode ir. Não, vejam, gente, eu acho que
tem uma contradição em si no discurso deles aqui, tá? Porque por um lado eles falam que somos todos iguais, mas na verdade não, porque biologicamente somos distintos. Homens têm mais testosterona, tal. E por trás desse discurso deles, é, que eles não entraram nesse mérito aqui, tá embutida uma ideia de que homens são mais agressivos, de que homens são aqueles que fazem a parte braçal, etc. Porque justamente teriam as características biológicas que justificam isso. O problema é que se enxergam o homem desta maneira, logo, como é que não, em consequência, em conclusão do seu próprio raciocínio,
não falam sobre a violência? Porque se nós temos alguém com mais testosterona, isso faz com que seja dominante, blá blá blá, faz sentido pelo próprio raciocínio dos senhores que teriam violência, certo? Que teria um lado aí da sociedade que teria uma postura de intimidação, uma postura de dominância, correto? O problema é que eles não falam sobre isso porque é uma contradição com a lógica deles. Como eu disse, outra contradição também tem a ver com a própria posição sobre a misogenia, o machismo, feminicídio. O problema não é só o projeto de lei, mas o fato deles
estarem se contrapondo ao projeto sem apresentar uma versão que eles acham que talvez fosse eficiente diz muito sobre o fato deles não reconhecerem isso como um problema que precisa ter algum tipo de tratativa na sociedade. Então, vamos falar de dados de Amil. Vamos falar um dado que nós já trouxemos do anuário de segurança Pública. As maiores vítimas de feminicídio são as mulheres negras. 64% das mulheres mortas são mortas dentro de casa, no contexto doméstico, por parte dos seus parceiros, dos seus pais. E aí nós temos, inclusive, violência contra meninas e crianças. 97% da da dos
casos de violência contra a mulher são cometidos por homens. Vamos aprofundar essa situação. Vamos falar aqui sobre abandono parental. Vamos falar sobre as mais de 5 milhões de crianças em idade escolar no Brasil que hoje não tem o nome do pai. Não tem o nome do pai. Quantas são as milhões de crianças aí que não tem o nome da mãe? Porque se vocês querem apontar aqui que existe alguma desigualdade eh que justifique a situação de homens e mulheres, é uma situação em pé de igualdade, apontem quantos são os abandonos parentais em que a mãe abandonou
essas crianças. Nós temos 11 milhões de mãe solo. As mães solo são aquelas que recebem menos. recebem menos em comparação ao salário dos homens, mas inclusive recebem menos em comparação ao salário das próprias mulheres que não são mães. Vamos falar aqui sobre mães atípicas, Jamile. Mães atípicas que 70 a 80% dessas mães se enfrentam com abandono paterno. Porque é que isso acontece? Eu quero saber. Porque veja, vocês precisam dar alguma explicação. A explicação de vocês pode ser: "Esse problema não existe." Eu acho que é a opinião que vocês têm. A explicação de vocês pode ser:
"Esse problema existe, mas também acomete os Homens tanto quanto as mulheres." Ou a explicação de vocês tem que reconhecer que isso aqui é um fato, é um dado. Levantado pelo IBGE, pelo IPEIA, pelo anuário de segurança pública, reconhecido de diversas maneiras. Quantas são as mulheres que têm medo de andar de ônibus e andar eh numa rua escura? E quantos são os homens? Você que tá assistindo aí, digo, se pergunte sobre essas coisas, entende? Então vocês precisam trazer aqui alguma explicação. A explicação que nós damos é que isso tem a ver com os políticos, com a
falta de medidas concretas para regularizar a situação de homens e mulheres para trazer isonomia e igualdade. E políticos aí entra a extrema direita, entra a fraquejada do Bolsonaro, entra todo tipo de discurso misóno machista do Nicolas Ferreira e companhia dos Redpill. também entra a esquerda capitalista, que o Lula com as suas falas machistas, com ele a ausência de verba concreta para defesa eh da vida das mulheres, ausência de verba concreta para defesa da vida dos setores oprimidos em geral. A Letícia citou aqui o BPC, mas também tem a ver com o sistema. tem a ver
com o sistema, com a forma de organização da sociedade capitalista que se beneficia das opressões, que precisa nos dividir e nos tornar desiguais para nos controlar e nos governar. Porque uma vez que nós estamos brigando entre nós, nós não nos voltamos contra o sistema, que é quem nos explora e nos oprime. Essa é a nossa explicação para essa situação de violência hoje. Qual é a que vocês dão? Vocês precisam dizer. E veja, não vou votar no Lula, tem um pré-candidato à presidência da República nesse momento que é o Hertas, que é o candidato dessa eleição,
que por excelência vai enfrentar o machismo, a misoginia, o racismo, defender a classe trabalhadora, enfrentar todo esse tipo de discurso nojento e preconceituoso que vocês estão defendendo aqui. Po, vamos lá. Sobre a questão do abandono. Eu tenho culpa, você tem culpa que a mulher vai lá. E aí eu vou utilizar um exemplo muito clássico do baile funk. Ah, é? O pai some culpa da mulher. Eu vou querer o meu tempo de volta. O pai some a culpa da mulher? O pai abandona a culpa da mulher. Minha querida, se a mulher dá responde sim ou não.
O pai some culpa da mulher. Vou esperar ela. Hum. Por que que ela não respondeu, né gente? Os dois têm responsabilidade. Sim, pode falar. Pode falar. Vamos. Perfeito. Obrigado. Vamos lá. Pela questão do abandono. Você tem culpa que a mulher vai lá e ela acaba eh se relacionando intimamente com vários homens ao ponto dela não saber quem é o pai. Eu vou te contar uma coisa que você não sabe. Quando a mulher não sabe quem é o pai, no registro civil, o Ministério Público entra com uma investigação, notifica a mãe pra mãe apontar quem é
o pai e a mulher tem a obrigação de apontar. O problema é que muitas mulheres não sabem, não sabem quem são os pais. Agora vamos falar sobre processo. Quantos processos eu tenho no Escritório de homens que descobriram que não eram pais dos seus filhos? Porque a própria esposa teve relação extraconjugal, tendo um caso e acabou enganando o seu companheiro e ele teve que assumir. Perceba a questão de mãe solo. Quando você coloca, e ela falou aqui 11 milhões, não sei exatamente se é esse esse o o o valor, 5 milhões de mãe sola. Você precisa,
você precisa entender, 11 milhões. Você precisa entender que dentro desse, desse, dessa fala de mãe solo, vai entrar também toda mulher que acabou de se separar. Toda mulher. Toda mulher que acabou de se separar. Então, o pai que está lá na justiça brigando para ter acesso eh ao seu filho, para ter uma convivência ampla, essa mulher tá sendo considerada pelo sistema como solo. Você Brasil é por pensão, car. Agora vamos lá. Agora vamos sobre a questão da opinião. A gente volta. Amand de novo acusou o Nicolas de ser machista sobre o quê? Sobre a opinião
dele. Agora, você acha que essa lei não vai vir para atacar a opinião? Então, a partir do momento em que o Nicolas grava um vídeo deixando bem claro que ele discorda da pauta, ele discorda da lei, aí agora ele é considerado machista, pelo amor de Deus. Opinião. Acho que ele é machista. Coisa interessante. Olha só que interessante. Opinião é igual a gente costuma falar, né? Igual rabo. Cada um tem o seu. Para não dizer um um palavrão aqui de novo. Rapaz, você falou tanta coisa, Mand, de opinião, opinião sua sobre nós, sobre nós. Ah, que
eu acho que vocês não se importam com feminicídio. Não me importo. Eu quero que essas pessoas apodreçam na cadeia. Qual lei vocês acham que deveria ser incrementada para realmente punirmos de maneira objetiva e os estupradores? Por que que a bancada do pessoal sempre vota contra o recrudecimento das leis? Eu acho, [ __ ] mas a gente pega isso. É, eu tô trazendo aqui, ó. São sempre contra, mas aí opinião, opinião tá matando. Opinião tá matando. E aí a opinião que você julga, segundo a sua cabeça interpretação, o que é? Você acusou uma parte de gente
aqui de mach. Você me acusou de preconceituoso. A tua cabeça. Você não sabe quem eu sou. Você não sabe o que eu vivo. Você não sabe o que eu faço. Então traz uma definição concreta. Traz. Não. Quem tem que trazer é você. O que é misogenia. Você não trouxe. Esse é teu papel aqui. Eu te perguntei. Faz lei com a definição concreta. Só segue seguro. Tem 15 segundinhos. Então é o seguinte, querida. Você não respondeu até agora e definiu para nós de maneira clara e objetiva o que é misogenia. Não definiu feminicídio. Se somos capazes
de interpretar de maneira objetiva. Vocês não conseguem responder o básico. Doutora? A senhora é uma mestranda. Pois é, mas me responde porque isso aqui tá na sua alçada. Até agora nada. E aí é muito interessante diferenças biológicas. Mande. É. É ou não é realidade? É. ou não é? É ciência ou não é ciência? Aí você falou: "Não, se somos diferentes, a testosterona justifica violent". É claro que homens são mais violentos que mulheres. Ninguém nega isso. Claro. E está associado aos hormônios, querida. Sim, claro que sim. Mas sabe quem é mais violento contra? Presta atenção. Só
que se pasmem as senhoras. Vocês sabem quais homens são mais violentos contra as mulheres? Os com baixa testosterona. Vocês não sabiam disso, né? Pois é, porque o homem com testosterona alta, ele tem mais autocontrole, ele tem mais impulso, mas ele tem mais autocontrole ao mesmo tempo. Agora, homem com baixa testosterona, ele é mais violento contra a mulher. É, eu sei que vocês não sabem disso. Novidade para vocês. Agora, vem cá. Mulheres são violentas contra homens também em palavras, gestos, até ações. Até ações. Agora são subnotificados. Quantos homens vocês acham que vão pra delegacia para falar
que tomou tapa na cara da mulher dele? Existe campanha. Vamos lá, gente. Vamos lá. Vamos lá. Vamos ser sincero, [ __ ] Vamos ser sincero. Vamos ser honesto intelectualmente. Vocês não responderam nada até agora. Você perguntou como é que a gente muda a questão do feminicídio. Eu já falei para você. Vamos recrudecer as leis e me aponte uma das 14 que existam que já não protege totalmente as mulheres do país. Pronto. Aponto. Ei, Maria da Penha. A não protege. Os dados que existem demonstram que o problema real da Lei Maria da Penha é a subnotificação
da violência, que ela é uma lei importante para resguardar e respaldar as mulheres. No entanto, o principal problema em relação a elas são os casos que sequer chegam a ser relatados. Mas não é o problema da lei. A lei existe. A lei existe. Não, o problema não é a lei. A lei já existe. Calma aí, Felipe. Vamos lá, gente. Quem é que tá gritando aqui nesse debate? Tá. Pergunto assim para quem tá assistindo, eh, pense sobre isso. Pense sobre isso. É, cadê o autocontrole da testos? Calma aí, vai. Vamos lá. Então, você é agressor? Não.
Pode pergunta pra minha mulher casada há 18 anos. Querida, você é casada? Tá vendo? Gente, quantos anos? Calma aí. A contradição do discurso. Tá vendo a contradição do discurso? Eh, até me perdi. Já voltamos o tempo já. Perdi o que eu tava falando na pegue depois você volte. Não queria trazer algumas coisas. Eles ficam falando que a gente não respondeu nada. Perguntamos como resolve a misogenia, o que causa misogenia. Não sabem responder. Outro ponto aí é importante falar com vocês, um ponto que a Mand trouxe aqui que eu acho que é muito importante. Você que
precisa trabalhar para sobreviver cair nesse tipo de discursinho, porque a gente aqui falou de economia várias vezes. Não se trata sobre culpar o pobre de violência. Se trata sobre dizer que uma pessoa que tem menos condições de vida, uma pessoa que rala mais duro para trabalhar, ela tem muito mais dificuldade de lidar com a vida. Não é à toa que a maioria das pessoas que se suicidam no Brasil são homens e homens trabalhadores. E por que que eu tô dizendo isso aqui para vocês? Que a gente tá vendo que o aumento da violência contra a
mulher tem a ver sim com a piora da vida da classe trabalhadora. Só que o que que eles fazem? Ao invés de falar de economia, de melhora da vida das pessoas, inclusive para que as mulheres consigam sair da situação de violência que estão, que que eles fazem aqui? Ah, não. A culpa é das feministas. A culpa disso tudo aqui é Das feministas. Não sabem debater nada de economia, não sabem debater nada de política pública, só criam um espantalho falso. E é isso que os Red Pills fazem. Os red pills eles jogam sobre a mulher uma
culpa que na verdade é do sistema e fazem isso intencionalmente, que é para dividir a classe trabalhadora. Porque tanto homens negros, tanto homens da classe trabalhadora, quanto mulheres da classe trabalhadora precisam lutar contra o sistema. E aí, para finalizar e passar pra Mandia, aqui tem um outro ponto. Não se enganem. Os homens que a Jamil e o Felipe defendem não são a maioria dos homens. E ela tá falando aqui de violência contra a mulher, tá falando de dado, né? Não trouxe nenhum dado de quantas mulheres matam homens. Se não tem, ela podia entrar num mestrado,
num doutorado e fazer ela mesma essa pesquisa ao invés de ficar falando mentira aqui. Deixa eu terminar, senão pausa meu tempo, por favor. E aí um outro ponto já vou passar pra Mand, é o seguinte, ó. Inclusive você me fez aqui, né, eh, me perder me parando disso. O que a gente precisa lutar é realmente para que a gente tenha mais condições de vida para as pessoas no geral. Isso é muito importante, não é? Lembrei aqui o fio da meada, tava falando da Lei Maria da Penha. O principal problema da Lei Maria da Penha são
as subnotificações. 70% das mulheres que eh sofreram feminicídio, sequer chegaram a relatar, fazer um boletim de ocorrência, pisar numa delegacia da mulher. Eh, e por que isso é assim? Veja, gente, eu acho que a lei eh da misogenia, ela é um passo que pode trazer conscientização e fazer a Sociedade debater sobre isso, mas ela tem que ser um primeiro passo que não pode ser o mais fundamental, o mais importante, precisa vir acompanhado de investimento concreto na situação da vida das mulheres. E é por isso que eu perguntei, então o que que a gente faz? O
que que causa? Eh, se a gente quer entender o que que causa, a gente pode entender o que propor, certo? para combater essa situação. O que fazer diante desse cenário? Eles não trazem nada de concreto. O Felipe só sabe ficar dizendo aqui: "Não responderam, não responderam". Fica jogando um monte de perguntinha retórica. Mas você não tá, gente, desde a primeira rodada nós estamos perguntando o que vocês propõem, como fazer o projeto, que medidas concretas para combater a situação de violência mulher? O que que a gente faz? Veja, eu acho que nós precisamos de investimento nas
delegacias. Eu acho que precisa de casa da mulher brasileira. Eu acho que precisa de casas abrigo. Eu acho que as mulheres não podem estar em situação de desigualdade salarial. Eu acho que as mulheres precisam de creches públicas custeadas pelo estado para que elas não precisem arcar com a dupla tripla jornada. Eu acho que as mulheres precisam de lavanderias públicas para que elas não precisem garantir o trabalho doméstico. Eu acho que o estado precisa se responsabilizar pelo cuidado das pessoas, porque hoje a situação da mulher trabalhadora é que ela tem que fazer a gestão dos problemas
da família. Ela que cuida do parente doente, ela que cuida da criança, é a menina que larga a escola porque tem que cuidar do bebê da família, tem que cuidar do parente Adoentado. Eu acho que nós precisamos de medidas concretas, que passa por ter investimento, passa por ter dinheiro. Vocês estão propondo o que de concreto? O que de concreto vocês apontam pra situação de violência contra as mulheres hoje? E digo mais, os homens também são vítimas dessa situação, num certo sentido, porque estão sujeitos a uma masculinidade tóxica dominante, que é a que vitima mulheres, mas
é a que também oprime homens. E vocês não falam nada também sobre isso. Não falam nada sobre os homens que se suicidam, não falam nada sobre os homens que sofrem e que são reprimidos por sofrer e são desincentivados a falar sobre os seus sentimentos. Isso tem tudo a ver com a situação de violência mulher. Vamos lá. Já começou. Vamos lá. Pronto. A Mand tá o tempo todo falando que o sistema não é pró mulher. Agora eu quero te fazer uma enquete. Vamos lá. Coloca aí no eh nos comentários. Tem delegacia no teu bairro? Tem delegacia
eh da mulher na tua cidade? Em toda cidade tem uma delegacia da mulher. Se não tem uma delegacia da mulher por causa que é interior, essa delegacia também atende a mulher, tá? Fora isso, nós temos várias específicas. Fora isso, nós temos benefícios específicos para mulheres que sofrem violência doméstica. Agora, agora a doutora tá querendo colocar Responsabilidade para mim pelo fato do eh o Fórum de Segurança Pública, o IPEA e vários outros eh institutos que não fazem esse levantamento. Ela tá colocando a responsabilidade para mim para eu fazer esse levantamento, só que eu pago imposto. Você
é livre para criar o seu instituto. Esses são institutos privados.Ora, doutora, eu quero, eu quero esses dados. Eu, você, nós temos direito de saber esses dados reais. Sabe por quê? Porque nós pagamos impostos. Nós pagamos. Tá agora, Mandi, eu tô doido para responder as suas perguntas, só que eu preciso saber o que que é misogenia para eu poder saber como é que eu resolvo esse problema. Você não disse aí é complicado porque tá na tua cabeça alguma coisa que você não consegue nem externalizar. que a mulher sofre na sociedade. Definir. E aí, responde. Responde. Em
base a essa minha definição, responde. Na tua cabeça vai ser uma coisa, na cabeça da Joana vai ser outra, na cabeça da minha mulher vai ser outra, na cabeça da doutora vai ser outra. Esse é o problema. Mas essa desigualdade existe ou não? Você reconhece que ela existe ou não? Desigualdade do quê? Entre homens e mulheres na sociedade. Em tudo há desigualdade na sociedade. Agora a questão é outra. Então traga uma definição mais concreta. Eu não tenho o que trazer. Quem tá propondo a porcaria da lei são vocês, forando a lei? É óbvio porque já
existe lei suficiente para punir o agressor. O Flávio Bolsonaro votou a favor da Ele não é meu presidente [ __ ] nenhuma. Eu quero que o Bolsonaro se [ __ ] Certeza que é. Tenho certeza. Vamos lá. Já existem 14 leis protegendo a mulher e garantindo total proteção. Você citou Maria da Penha. Você citou Maria da Penha. A subnotificação não é culpa da lei, a culpa desse estado que você quer aumentar para ser o papai das mulheres do Brasil. Esse estado que é uma merda, você quer que seja o papai, não consegue ter delegacia da
mulher e vai cuidar das mulheres. Tu acredita nisso? Não, mas é muito interessante. Mas quer um estado grande, quer lavanderia de graça, quer tudo de graça. De graça não existe, querida. Tá alguém trabalhando para para pagar isso. E aí vamos a outra questão. Vamos lá. Vamos seguir. Primeiro crime de gênero no Brasil. Vocês lembram o caso? Lembram não o caso Juan. Quando duas mulheres mataram aquele menino porque ela tava cansado de ver ele ali com pênis. Arrancaram o pênis do garoto e mataram ele. Foi o primeiro caso, homicídio por gênero no Brasil. Como é que
a gente categoriza isso? E elas deixaram claro que tinha ódio do ex e quando viu o filho, esse ódio era demonstrado pro filho. Por meio de quê? dessas atitudes agressivas contra uma criança. Então assim, vocês, de novo, eu repito, não responderam nada do que eu falei, Absolutamente nada. Falamos aí de religião, de cultura, falamos da lei que existe, que protege a mulher, não falaram nada. Falei o que é misogenia, não falam. Falei sobre a subjetiv, me fale de forma objetiva que seja comum a qualquer interpretação. Essa foi a pergunta que eu fiz. Você não trouxe
a resposta. Tudo é, eu acho, eu acho. Eu no eu acho, querida, milhares de homens. Fala que é racional outra coisa. Outra coisa veja, olha, é coisa muito louca. Você pega o movimento feminista, quando pega as mulheres, como a Dra. Jamile que defendem homem. Olha, é uma advogada, ela tem que fazer isso de maneira correta. Que que as feministas, muitas feministas mandam mensagem para ela, vocês sabem? Você merece ser estuprada, você merece morrer, você merece ser agredida. E quando uma mulher fala isso paraa outra, doutora, com qual opinião a gente fica? Será que ela vai
ser, ela vai entrar na lei da misogenia? É louco, né? A senhora acusou o o senador de estupro, cara. Que louco, né? Ela era bolsonarista. E é louco, né? Pois é, mas ela tá com Lindenberg Faria lá. Tudo amigo de vocês. Fala para mim. Meu não. E aí? Fala para mim. E aí, o que que acontece com ela? Ah, eu vou pedir desculpas. E se fosse um homem? O eu acho de vocês vai punir milhares de pessoas, não somente homens, mas mulheres também. E vocês não estão preocupadas com isso, porque vocês não querem solucionar o
problema. Vocês querem apenas jogar merda no ventilador para nada. Vocês estão levantando um espantalho absurdo pra sociedade. Eu queria assim 15 segundos porque ela se manifestou várias vezes, inclusive respondendo perguntas dele. Eu queria só que você fez isso na anterior, inclusive me peredo durante os 5 minutos da sua pergunta e aí a gente já é a próxima pergunta agora. Porque assim, você tem que anotar a resposta, ela vai lá e dá a resposta, ele para com educação para poder aí complica. Não, mas o mas o debate tá indo bem. Parece tá indo bem. Último bloco,
né? É, é o último bloco. Tem agora, agora não. Ainda falta o último bloco. Agora é o terceiro. É, eu só preciso 15 segundos. Não, você tem 5 minutos. T de falar. Não, para dentro do tempo. Qual que é o terceiro tema? O terceiro tema que a gente vai debater agora, o que causa violência à mulheres. Ah, isso daí ela já toda hora só falou do femin Não, mas ainda é o mesmo tema. É vez de vocês perguntar sobre esse tema. Ah, o que causa o feminicídio, não é isso? Vocês estão estão debatendo sobre isso,
certo? Uhum. Você não falou que a você tava falando sobre a questão do do das mortes, né? Tem muita mulher que mata homem e muito homem que mata mulher, mas você quer os dados, você quer as fontes. É o que causa. Eu também queria saber justamente falei, doutora, porque tudo que a gente fala para vocês entra no ouvido final. O que causa? Então pode falar que eu não compreendi. Vamos lá. A gente pode 5 minutos, não é isso? Pode começar, doutora. É, tem um ponto que ainda não foi explorado, que é essa lei da misogenia.
Ela vai, vai ser uma lei, esse crime da misia, ela vai ser imprescritível. Agora imagina, você contratou uma jovem, você tá lá 10 anos depois, Felipe, aí agora a jovem, você ficou rico, aí a jovem entra com processo contra ti. E aí, como é que tu vai se defender? Como é? Primeiro, como é que tu vai se defender de um crime que nunca aconteceu e segundo que já se passou vários anos? você nem tem mais as testemunhas, as pessoas que trabalhavam com você para demonstrar que esse fato não não aconteceu. Isso é um crime imprescritível,
imprescritível. Ou seja, pode, você pode responder a qualquer momento, você não tá entendendo o risco, a situação. E aqui eu vou explanar novamente. Ô, ô, ô, doutora, o aumento do feminicídio eh do outa vai pelo pelo aumento da falsa acusação no Brasil. Vocês não fazem campanha. Olha, Calma, doutora. Quando uma mulher vai à delegacia, quando a mulher vai à delegacia, eu tenho casos em que mulheres foram condenadas por denunciação caluniosa. Importa sim. Importa sim, porque é diferente de vocês que fazem uma análise baseado em acusações e registro de boletim de alcên. Eu tenho ordenações. E
logo baseado nisso, quando uma mulher vai à delegacia e faz uma falsa acusação, ela eh eh sobrecarrega todo o sistema, fazendo com que as reais vítimas não são olhadas, não são analisadas. O fato não é investigado como deve ser, o fato, o crime não é investigado com a celeridade que deveria ser. E detalhe, é utilizado o nosso dinheiro público para movimentar essas falsas acusações. Fora isso, o o policial militar, o policial civil que deveria estar lá investigando, sabe o que que ele vai tá? Ele vai est investigando o trote. Agora vocês fazem campanhas contra isso?
Não, vocês não estão nem aí. E outra, essa lei da misogenia vai ser aplicada de maneira seletiva. Seletiva. Anota aí. Sabe qual o problema? A Lei Maria da Penha, ela já tem todo o dispositivo legal para proteger a mulher, só que ela não alcança a mulher que você falou, essa mulher que tá na periferia, tá na comunidade, ela não alcança. Sabe por quê? O cara que bate na mulher, doutor, ele é criminoso. Aí ela vai lá na delegacia fazer lá o BO contra ele. Aí pede a medida protetiva. Ele é criminoso, doutor. Ele pega a
medida protetiva, ele rasga. A mulher não tem abrigo, ela volta pra mesma casa, ele vai lá e mata ela na Sequência, porque ele é de novo criminoso, ele é bárbaro. Ponto. A falsa acusação é que é o grande problema também, porque além das da mulher que não tá protegida, deveria ser e não está, a falsa acusação é um problema grave, porque a falsa acusação pressupõe o quê? Um homem inocente que não tem índole para fazer nenhum mal para aquela mulher. Esse cara fica [ __ ] dois anos da vida dele, penalizado, marginalizado e às vezes
preso como estuprador, muitas vezes abusador dos próprios filhos, muitas vezes injustamente. E aí eu conversei com muitos delegados, eu conversei com muitos advogados, peritos criminais, todos me disseram a mesma coisa. Ah, mas não há um dado estatístico oficial. Realmente não há, porque o governo não dá, mas há o empírico. Todos falam que de cada 10 mulheres que são agredidas, apenas duas denunciam. Todos quem? Os que eu entrevistei. Você entrevist Quantas pessoas sem entrevistou? Pelo menos 15. E você acha que isso dá para usar com pros 15? Deixa eu te falar uma coisa. Pros 15, toda
a experiência deles vale. Eu tô te trazendo empiricamente na vida deles o que eles vivem. Aí, aí, aí, querida, depois você entra lá no meu canal e pesquisa. Aí você faz um inter, Tem que me contar qual que é a sua metodologia de pesquisa para ela ter validade, se não é uma pesquisa qualquer. Uma oficial, por exemplo, uma oficial, por exemplo, do Rio de Janeiro, especializada em Maria da Penha, da delegada ali, ela cuida ali, ela falou de cada 10, 10 acusações trazidas na delegacia, apenas duas são legítimas, oito são falsas acusações. Como que ela
sabe? Ela investigou todos. É óbvio. É óbvio. Eles investigam. Óbvio, é óbvio. Esse é o problema de vocês. Dissonância cognitiva. Você fecham os olhos pra realidade. Doutora a grama segue sendo verde, o céu azul. Tapar os olhos pra realidade porque é inconveniente para vocês, é problema de vocês. Gente, eu estou trazendo, eu estou trazendo um problema. É, eu já me manifestei, eu e eu já fiquei quieta no seu canto. No meu canto. Então, por favor, doutora, você precisa corrigir o seu colega que não entende nada de direito. Ele é adulto, ele vai falar que ele
quis público. Não, ele não tá mentindo. Ele tá falando a realidade que vocês querem esconder, que vocês querem manipular. Ampliação do do tempo. Pode mais 30 segundos. Pode ir. Bom, vou lá de novo tentando finalizar. Tô trazendo um dado que uma delegada me falou, por exemplo. Ponto. Essa ela falou, ela trabalha numa delegacia especializada em Maria da Penha, no Rio De Janeiro. De cada 10 mulheres que denunciam, oito são falsas acusações. E de cada 10 mulheres agredidas, apenas duas denunciam. Temos um problema grave no Brasil. Isso precisa ser solucionado. Só que as falsas acusações existem.
e dá dispositivo legal paraa mulher fazer isso. Ela não é ponida por isso. Essa lei só vai piorar essa merda. Vocês não estão propondo nada sobre nada e não respondem absolutamente nada. E detalhe, Felipe, essa lei de misogenia vai ser usada sim nos relacionamentos, nos processos de guarda, nos processos de separação, nos processos de alienação parental. Sabe o que que vai acontecer? Isso pode tirar um pai do filho da noite para o dia. Vamos lá. Eu acho que o Felipe precisa decidir. Ou o problema da lei Maria da Penha é que os homens estão sendo
punidos por falsas acusações, ou você precisa endurecer a Maria da Penha, porque os criminosos não estão sendo punidos e é por isso que endurece. Vamos punir as falsas acusadoras e vamos punir os criminosos. aí essa narrativa que já é a terceira contradição argumentativa aqui hoje sua no debate. Define a sua linha de argumentação. Bora punir os dois. Vamos lá. Vamos. Misogenia. O que é misoginia? Chegamos ao momento de falar sobre isso. É um preconceito, uma subjulgação, é ódio em relação às mulheres que gera desigualdades, que gera uma situação de subserviência, que gera situação de violência
em relação a elas. E o mesmo nós poderíamos falar em relação ao racismo, o mesmo nós poderemos falar em relação ao preconceito com pessoas idosas, o mesmo nós poderemos falar em relação a preconceito com LGBTs, com imigrantes, etc, etc, etc. Tá bom? Se você não está contente com esta definição, traga uma melhor pro debate, mas vou te citar um caso em que se expressa ódio às mulheres, um caso recente, que é o caso do Rio de Janeiro, que um subordinado não aceitou que uma mulher com quem que trabalhava com ele fosse promovida a chefe. Ele
não aceitou. Porque eu não sei. Então procure Rio de Janeiro. Põe aí no telão, tá bom? Põe aí no telão. Traz tu traz impresso também para mostrar pra gente que eu faço isso. Põ, põe aí no telão. Um caso que ocorreu na mesma semana que o assassinato da Tainara Santos aqui em São Paulo. Veja, esta mulher foi assassinada porque o homem simplesmente não aceitava uma mulher numa posição de poder, numa posição hierarquicamente superior a ele. Isso configura ou não uma situação de ódio, de repulsa, de não reconhecer mulheres ocupando determinados espaços que até então eram
considerados masculinos. Agora, Felipe, não sei se você sabe, a Lei Maria da Penha, ela tipifica os tipos de violência de maneira bem concreta. Na Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher pode ser patrimonial, pode ser sexual, pode ser física, pode ser psicológica. Você acha que isso não tá concreto o suficiente? Violência patrimonial impedir que a mulher acesse o dinheiro que ela e o marido construíram juntos na conta do banco. É pouco concreto para você? Um estupro é pouco concreto para você? Um tapa na cara é pouco concreto para você. Eu entendo que você
possa entrar com essa sua argumentação em relação à violência psicológica. E aí você vai dizer que tudo a mulher vai eh traduzir como violência psicológica. Mas nós temos outros casos aqui. Fale sobre eles. São pouco concretos para você. Fale sobre eles. Agora você disse que nada existe de graça, né, no estado. O estado não pode permitir creches públicas, lavanderias, não pode ter mais delegacias. A Jamília, acho que ela precisa estudar porque menos de 10% dos municípios brasileiros têm delegacias especializadas e inclusive um caso é São Paulo, não é só no interior não, Jamil. O governo
do estado de São Paulo, Tarcísio, está criando salas cor de rosa dentro de delegacias comuns para dizer que tá feito o problema de atendimento especializado ao invés de criar delegacias da mulher. Estude mais os dados para você saber do que você fala. Agora, poderia existir todo esse serviço para atender e para proteger as mulheres. Por que é que não existe? Porque o sistema beneficia ricaços, empresários, todos aqueles que estão por trás da violência misógena, do assédio sexual, do assédio moral dentro das empresas. Todos aqueles que aprofundam a subjulação da mulher trabalhadora com a escala 6x1,
que condenam a mulher a fazer dupla e tripla jornada, todos aqueles que se beneficiam e que não querem mudar isso, todos aqueles que exploram mulheres no campo, todos aqueles que usam trabalho infantil de meninas e crianças, todos esses, tira dinheiro deles e investe. Por que que você não propõe isso? Poderia. O problema não é de falta de dinheiro. O problema é a quem o sistema beneficia. O sistema hoje não está beneficiando mulheres. Meus amigos, o problema nosso hoje não é que os homens estão sendo perseguidos pelo sistema, é que as mulheres sequer têm a sua
voz reconhecida quando relatam uma situação de violência pela qual elas passam. Quem tem que estudar é você. Pode ir, pode ir. Pode ir. Ó, lembrando, lembrando só para explicar, é a última vez que vocês falam aí, passa para elas, tá? E aí é a última pergunta lá, certo? A última rodada. Última rodada. É, então tá. Vai. Olha só, quem tem que estudar é você, Tá? Quem tá na prática todos os dias sou eu. Não é você que tá nas delegacias de da mulher, nas varas, nos fóruns. Sou eu e eu sei como é que tá.
E protege sim, porque eu defendo o outro lado e vejo isso daí. Então você não tem autonomia para falar sobre isso. Agora dizer que a Lei Maria da Penha tipifica crimes, Lei Maria da Penha não tipifica crime. Tanto é que foi criado, mesmo estando, mesmo tendo, eh, falando sobre a violência psicológica, foi criada uma lei específica sobre a violência psicológica, porque a Lei Maria da Penha não tipifica. Então, antes de tu falar, tu estuda. Pode falar, violência. Bom, vamos lá. do que você falou da Lei Maria da Penha, só trouxe a favor do argumento que
eu tô falando o tempo todo. Quando você falou da violência psicológica, você disse: "É, aqui abre-se margem a interpretação para qualquer um que julga, querida. Para qualquer um que julga, esse é o grande problema. E ela me diz que o judiciário é envieszado. Aí eu vou criar uma lei para Aí eu vou criar uma lei para jogar na mão para criar uma lei para jogar na mão do judiciário que é enviazado para julgar. É isso. Vamos criar uma lei subjetiva e colocar na mão desse judiciário enviazado. É isso que vocês estão propondo. Isso é loucura.
Faz uma lei objetiva. Define objetivamente. Faz. Faz objetivamente. Eu faço agora. Já existem 14 leis, todas protegendo amplamente as mulheres. O homem caluniou, já existe crime de calúnia, de difamação, de violência, de homicídio, qualquer já existe. Inclusive na internet, se você faz discurso ali de ódio, você pode sim abrir processo contra. Já existe. O problema que vocês querem é criar um espantalho que é imprescritível. que pode ser utilizado contra homens a qualquer momento e que vai virar o quê? Simplesmente uma manipulação, uma coersão completa contra os homens. Isso é arma de manipulação. Amanhã vai mudar
o governo de questão. Amanhã tu vai est falando mal contra alguma autoridade. Vamos pegar teu vídeo lá atrás. Vamos pegar tua fala. Uma mulher vai. Ai meu Deus meu. Fiquei noiva há 7 anos. Aí o cara logo na semana seguinte. conhece uma outra mulher, casa no mês seguinte, isso acontece, a mulher fica triste, ela vai pegar, tá, tá magoada, ela pode usar isso contra o cara. São coisas que vão acontecer. As mulheres vão perder os empregos, vai acontecer. Os Estados Unidos aprovou uma lei protegendo o PCD, tá tudo certo. O homem não, os patrões não
podiam mandar embora. Tá lá, diminuiu 15% do trabalho dos caras. A lei da misogenia é tão boa. Por que que o Reino Unido negou? Não, não. Por que que o Reino Unido negou um dos berços do feminismo? Por quê? Por que será, cara? Isso, isso aí é uma aberração, porque ela é subjetiva. Quando eu falei de religião, por exemplo, para você, que que a gente faz nos púlpitos? Porque a tua interpretação sobre, por exemplo, mulher ser submissa é uma, mas a do cara que tá pregando pode ser outra. E você vai processar esse cara pelo
que você sente. E esse cara vai ter a vida dele escurhambada. Ah, mas ele não vai preso. Pois é, mas até lá a família dele, vocês não falam nada sobre isso. Você falou: "Você estão pegando uma lei de racismo para equiparar misogenia. É um absurdo, porque não dá para você comparar as duas coisas. É óbvio que não dá. E é isso que está sendo feito, pô. Por princípio, doutora, isso é um absurdo. Então, tudo isso aí é um grande elefante branco, só para chamar atenção. Vamos ser sincero. Vocês, eu digo o tempo todo, vocês não
responderam nada. Você falou assim: "Ah, vocês não falam como falei. Vamos, vamos, vamos punir o estuprador. Vamos castração química. Bora de rico, de pobre, [ __ ] Bora! Eu sou a favor. Mas cadê as propostas? Pessoal do pessoal é contra, filha. Todas as votações eles são contra. Objetivamente, como você decide que você vai castrar ou não? O estuprador, como você prova? Tem vários crimes de estupro que são muito difíceis. Então como é que você prova feminicídio, amor? Ótimo. Então vamos cancelar tudo. Não prova. Pronto. Então você acabou de matar teu argumento, querida. [ __ ]
Como? Eu não, eu tô falando Mar Ferrer foi estuprada e não conseguiu provar porque é difícil provar. consegiu provar, porque até as próprias testemunhas dela testemunharam contra ela. Minha querida, o que a Mand falou sobre o caso processo da da Maria da da Mariana Ferre não é verdade, Mand, você sabia que até as testemunhas arroladas pela acusação foram não cor não corroboraram a fala dela. Como é que o Tribunal de Justiça você tava atrapalhando? Como é que o o juiz, como é que o Tribunal de Justiça vai corroborar uma narrativa que não tem provas, minha
querida? Vamos lá, vamos lá. Fala. E não foi só um juiz, foi o Tribunal de Justiça também que inclusiveou a absorv, não dá para saber quando uma mulher, pra gente finalizar numa boa. O debate tá bom. Bora. Vamos lá. 5 minutos, Letícia, e mande. Tá. Pergunta anterior foi: o que que causa o feminicídio, né? Como a Jamile diz, tá aí gravado para quem quiser olhar, uma das maiores causas de feminicídio são as falsas denúncias. E ela tem essas informações com base nos casos dela de escritório. Então, das duas uma, ou a Jamile é a maior
advogada desse Brasil, que tem um monte de caso advoga para todo mundo desse país, ou ela tá mentindo para você? Tá mentindo, não tem dados, minha querida. Por favor, vamos lá. Tá, pode ir. E aí, tudo bem? Mesmo não sendo o principal, a principal causa. Eu sei disso, eu também acho que as falsas denúncias são problema. Sim. Não ignoro isso. Você pode. Inclusive, feministas negras há muito tempo denunciam como falsas denúncias recaem sobretudo sobre homens negros. Angela Davis, uma teórica que assim recomendo muito você conhecer, tem um livro Mulheres race e classe em que ela
tem um capítulo inteiro sobre o mito do estuprador negro, como homens negros eram acusados de estupro nos Estados Unidos falsamente. Isso era feito para criminalizá-los. Então, eu concordo que as falsas denúncias são problema. E a partir daí, a minha pergunta para vocês é: qual é o homem que vocês defendem? Porque eles estão aqui o tempo todo dizendo que defendem homens. Defendem homens desse feminismo, defendem homens dessas mulheres que querem criminalizá-los. Mas na verdade a gente tem muitos problemas. Há sim homens que morrem por serem homens, os homens negros e periféricos, sabia? Isso é uma um
dado muito importante. Eu não vi nem a Jamile, nem o Felipe falando disso aqui nenhuma vez. Peguei um dado aqui para você fv que inclusive é uma instituição privada. 62% dos usuários de droga são da classe A. Qualquer um que vai numa univers numa universidade de elite, vocês vão conseguir ver isso muito bem. A maioria dos que usam drogas são da classe A, mas a maioria dos que são presos são homens periféricos, homens pobres. Inclusive há muitos deles que são presos injustamente. Já que a Jamile não trouxe dados, ela falou aqui da experiência dela, eu
também vou trazer. Como que eu vou trazer dados se o sistema não traz dados? Pô, já que ela não falou, ela falou da experiência dela, também vou falar da minha. Eu tenho vários amigos, amigos negros, periféricos, inclusive alguns brancos também que tem um estilo mais chavoso assim, né? Eh, eles já me contaram várias vezes que eles foram parados pela polícia, não tinham droga nenhuma e o policial virou para eles e falou assim: "Ó, se você me encher o saco, eu vou forjar o flagrante, eu vou falar que você tem droga aqui". Isso às vezes funciona
porque o depoimento do policial tem um peso muito grande. Então, e esses homens, quem que tá defendendo? Será que eles defendem esses homens aí? Se vocês defendem esses homens, então o que que vocês estão Fazendo para defender aí os homens negros do nosso país? Que a maioria deles aí tão presos enquanto o filhinho é do Playboy, não é? E aí, quem defende esses homens? Quem defende inclusive a maioria dos homens brasileiros que estão tendo que trabalhar mais de 12 horas por dia por conta da Uber e da iFood, sabia? Ó, o motorista de Uber, ele
pode trabalhar 12 horas por dia, né? Mas o que que acontece? O motorista hoje ele desliga ali o aplicativo dele às 12 horas, vai lá, liga o outro aplicativo, liga 99 e vai trampar um tempão. É culpa do motorista? Claro que não. O cara precisa sobreviver, precisa trabalhar. Tem muita gente que tem trabalho formal, muitos homens tem trabalho formal, chegam em casa, ao invés de descansar, tem que fazer o quê? Tem que ligar o aplicativo para fazer entrega, fazer Uber, porque o salário hoje no Brasil tá uma vergonha e os preços só sobem. Sabia que
isso é uma realidade? Inclusive, a maioria dos motoristas de Uber e dos entregadores de Food são homens negros. E aí, quem que tá defendendo esses homens? Como assim? Como assim? Como a gente fala de aumenta violência contra a mulher sem debater economia, sem defender as condições reais da classe trabalhadora. E por que que eu tô dizendo isso aqui? Porque as coisas elas têm sim relação. O que os masculinistas Querem que você acredite é que a culpa dos problemas que os homens sofrem hoje é das mulheres, quando na verdade é de um sistema que retira a
autoestima dos homens. que diz que por ele ter testosterona, ele tem que ser o provedor da casa. E, portanto, se ele falha nisso, o que na verdade é uma falha do sistema, então ele é um homem que não não tem que ter autoestima nenhuma e muitas vezes ele chega em casa e desconta isso sobre a mulher. O que a gente tá dizendo aqui é que a gente quer que esse homem e essa mulher da classe trabalhadora não se revoltem um com o outro, se revoltem contra o sistema. E por isso o feminismo é importante para
ver se a gente abre os olhos de gente que cria falsos espantalhos como Felipe. Então a pergunta é: qual é o homem que vocês defendem? Ora, vamos lá. Vou responder para você. Todos os homens, filha, inocentes, sua filha, todos os homens, minha querida filha, todos os fal como eu quiser, filha. Fala como quiser. Homem negro, muito trabalhador, caminho. Ótimo. Ótimo. Sem problema nenhum. Tá. Tu não aguenta expressão, não? Isso não é normal no teu no teu cená para você não também não precisa me chamar de doutora porque não tem doutorado tal qual entendi. Entendi. Comfendida
fácil, né? Você vê como é perigosa essa lei. Você vê como é perigosa essa lei. Agora eu defendo. Não, não. Eu falo de maneira vemente, é diferente. Essa essa é a grande diferença. Talvez você querendo aí foi ironia. Aí foi ironia. Talvez você não tenha debatido até hoje com algum homem de verdade. Essa é a grande questão. Não, não se justificando não, porque ela não para de cortar. Atalhando aqui, porque ela não para de cortar ou entrou de novo no ouvido de sair? Agora vamos voltar. Eu defendo todos os homens inocentes, sejam eles de qualquer
classe social, cor, credo. Vocês não. O teu homem negro entra o pardo. Isso é interessante. Nosso país, nosso povo é missenado. É lindo. Nosso povo, nosso povo é lindo. Quê? missigenado. O nosso povo é lindo. Filha do céu. Entra no jogo dela. Não, não vou entrar. É porque aí é o Júnior, né? Aí vai cabar o Júnior. Júnior, realmente, Júnior, a gente vai ter a minha formação, filha. Eu vou te dizer, você quer que eu te diga? Eu sou formado em medicina, tenho residência em endocrinologia, pós em psicologia, eu fiz residência também em psiquiatria, assim,
eu tenho algumas pós-graduações. É, então, pois é, talvez o teu viés é da USP aí, talvez o teu viés exatamente do mestrado que tu faz, porque todos os argumentos que tu trouxe até agora, não todos os argumentos, vai já, já 3 minutos, porque todos os argumentos que você trouxe até agora são fúteis, são banais, São nada. De novo, quais homens eu defendo? Acabei de te dizer, todos os homens inocentes, não importa credo, cor ou religião, agora você diz o quê? Você separa por classe, você separa por raça. Isso é o que vocês fazem. Eu olho
o homem e uma mulher como seres humanos, respeitando as suas diferenças inatas. E isso é normal, isso é certo, isso é ciência que vocês simplesmente negam. O ponto todo até aqui do debate até agora é que vocês não responderam absolutamente nada do que foi trazido. Nada até agora nada. Não conseguir não conseguiram provar a subjetividade dessa lei como e a sua aplicação, aonde vai causar injustiças contra homens e mulheres. E você falou assim: "Mas é os homens negros que você defende? Vamos defender os homens negros". Eu te perguntei no começo do programa. Pergunta não é
sobre Eu perguntei no começo do programa para você, querida. Mulheres negras são é as que mais sofrem violência e feminicídio. Aí volta, mas quem tá cometendo esses esses mesmos crimes? Qual a cor da pele deles? Para mim não importa. Para mim é criminoso. Aliás, classe social. Quem comete crime para mim, para mim pouco importa. É criminoso. Para vocês importa. A culpa é do sistema. Qual o sistema? O malvadão, O bicho papão. Cadê o sistema? O que que é o sistema? Vocês apontam um espantalho, vocês não mostram absolutamente nada, causa nenhuma. Vocês não dizem sobre as
consequências reais do dia a dia, da prática. Esse crime é imprescritível. A lei tá baseada no racismo. A doutora mesmo falou o quê? Que é um absurdo, porque não dá para comparar racismo com misoginia. É uma lei mal elaborada de saída. E é o que vocês estão defendendo. Defender o injustificável, o indefensável, que é o problema. Vocês não têm argumentos. Então vocês não respondem absolutamente nada. Quer que eu diga mais? Me falem, por exemplo, sobre as questões do paradoxo da igualdade. Por que países super desenvolvidos, onde as leis são totalmente equalitárias? Cadê? Por que que
as mulheres seguem fazendo obras diferentes das homens? Por quê? Porque somos diferentes por natureza. Isso é normal, é lindo. Isso é humanidade. Vamos lá. Quando uma mulher mata um homem por ciúme, por raiva, é o quê? Ela pensa que ele é dele, não é? É posse. Não é. É o que que eu eu falo sobre isso? Me prova que o feminicídio de fato foi feminicídio. Como é que eu sei a intenção daquele cara real? Eu consigo dizer de maneira universal isso? Não, não consegue. Ah, mas essa tipificação vem proteger a mulher. Não tem problema não.
Vamos tipificar. Vamos, vamos punir mais esse cara. Não tem problema nenhum para mim. Só que vocês não conseguem provar nada do que eu disse. Vamos acabar com objetificação. Vamos mudar a cultura desse país. Então, porque ela não respondeu sobre o funk tão defendido. Ela respondeu. Eu também. Não, não respondeu não. Responde. Vamos acabar com funk. Vamos acabar com funk. Essa foi a minha pergunta. Vamos acabar com funk. Ela não respondeu. Vamos acabar com funk. Vamos acabar. Vai falar do funk. Todas as músicas que objetifica mulher, bora. Eu tô dando esse exemplo. Porque vocês defendem? Por
que que você tá dando esse exemplo? Porque vocês defendem sem verbaliz. Eu sou a favor de acabar com qualquer música que objetiva a mulher. E vocês? Vamos lá, pessoal. Todo e qualquer. Ó, duas coisas. Primeiramente, Jamile, pede like pro pessoal aí, pede pro pessoal se inscrever no canal. Eu queria mais. Pois então, pessoal, sigam aqui o o headcast. Eh, eh, compartilhe, curta e faça o seu comentário. Qual é a sua opinião aqui sobre o debate? Você concorda com essa lei 100% genérica que pode atingir não só o homem, detalhe, pode atingir você, mulher, também, você
pensa que não, mas você também pode ser acusada. Se você tiver no debate, como por exemplo, essas senhoras, vocês já podem, se vocês se manifestarem contra o pensamento delas, já podem serem acusadas de serem misógenas, tá? Então, deixe seu comentário aí. Vamos lá, vamos passar para as considerações finais. Vamos começar dessa vez, primeiramente. Ó, Mande, pode fazer suas considerações finais, tá? Tá. Depois, novamente, a gente vai fazer intercalando, tá? Então, primeiramente vocês, Amand pode fazer, depois o Felipe faz 2 minutos, tá, gente? OK? Que aí a gente tem perguntas aqui pro pessoal. Pessoal mandou perguntas.
Já vai separando aí, produção, as perguntas. o seu live Pix, o seu super chat acima de R$ 20 será respondido agora. Tá bom? Tá. Então vamos lá. Aí depois a a Letícia, por último, a Jamil a gente encerra esse esse quadro. Pode ir. Não, o Felipe fala que na cabeça dele as pessoas são todas iguais. No entanto, ele apresenta as pessoas como diferentes e aí diz: "Eu defendo todo mundo, eu defendo o ser humano". Nós sabemos que esse discurso de eu defendo o ser humano, na verdade, naturaliza problemas reais que subjulgam toda uma parcela de
pessoas na sociedade. Então, a Letícia falou aqui, homens negros, homens da classe trabalhadora, entregadores de aplicativo, homens que sofrem violência policial, digo mais, homens em situação de rua. Hoje o capitalismo está relegando uma parcela muito grande da população urbana a morar na rua, mesmo tendo casa vazia para as pessoas morarem. E esses homens, digo, na sua cabeça, Felipe, pode ser, entre aspas, igual. O problema é que na vida real não é. Na vida real, um playboy não passa pela batida policial como um jovem negro Da periferia. Então, nós precisamos dar respostas concretas a problemas concretos,
tal como eles aparecem na sociedade. O que é o sistema? Você falou, né? O que é o sistema? Vou falar para você. A cara mais nua e crua do sistema é o que a gente viu lá nos casos Epstein, que para mim são um exemplo do que é o machismo, a misoginia e de como se combina a exploração capitalista, porque são os líderes mundiais, os ricaços todos reunidos, me eh promovendo um discurso absurdamente misógeno, opressor, em de todas as suas formas, estuprando meninas, eh violentando os corpos de maneiras bárbaras, como a gente viu aí. nos
relatos. Isso é o sistema. E quem manda no Congresso, quem manda no judiciário, quem manda nas leis, quem manda na forma de organizar a sociedade, quem manda nas cidades, quem manda na política. São essas pessoas. São pessoas alinhadas com essa perspectiva que uma vez que tem poder, deitam e rolam e fazem o que quiserem. E esses caras fizeram o que eles quiseram e não são punidos. O Trump segue sendo presidente hoje de um dos principais países do mundo, mesmo tando com o pescoço atolado na lama dos casos EPS. Esse é o sistema. E esse é
o sistema que naturaliza e permite que a violência contra a mulher siga se propagando na Sociedade. E vocês, uma vez que não reconhecem a violência contra a mulher, a misoginia, o machismo como um problema real a ser encarado, uma vez que não reconhecem, vocês promovem esse tipo de ideologia. Então que fique escancarado aqui. Eu acho que o discurso de vocês promove, não porque eu tô sendo subjetiva, mas porque é muito concreto. Vocês gastam mais saliva para condenar situações que não existem do que falando do problema real, como ele aparece na sociedade. Flipe. Vamos lá. Ah,
sou eu agora. Po, pode. A, doutora Jamí, melhor não vai você, doutora. Ah, então tá bom. Pera aí, rapidinho. Só vamos lá. Considerações sinis. Bora. 2 minutos, né? 2 minutos. Bora. Bom, fizemos o debate aqui. Eu acho que ele foi muito bom. Tratamos de todos os temas. Nada foi respondido pelas pelas duas. Todas as coisas foram trazidas. Você não falou. Afinal de contas, todas as músicas, toda e quaisquer música, incluindo o funk. Vamos, vamos proibir, vamos, vamos prender os MCs. Bom, então são coisas que foram ditas, perguntadas sobre religião, não foi dito nada. Sobre a
lei ser subjetiva, não foi dita nada. Não foi dito nada sobre nada até agora. Sobre se importar com os homens? É claro que eu me importo com os homens, com todas as mulheres que sofrem violência. Sim. Mas então, o problema é o quê? É o capitalismo malvadão. É, o problema é o capitalismo malvadão. Então vamos mudar o sistema, vamos entrar num sistema socialista que deu certo em todos os lugares do mundo que foi implantado. Ah, mas é que nunca foi implantado em nenhum lugar de verdade. Aí eu tenho que acreditar que agora, pela milésima vez,
em algum lugar vai dar certo. [ __ ] eu eu não consigo entender esses argumentos, bicho. Não faz o menor sentido. A gente tá falando da lei da misogenia, mas o culpado é o é o é o capitalismo malvadão. É o sistema da ilha do Epstein, que ia cara de direita e de esquerda naquela ruaça, daquela merda, naquela desgraça. [ __ ] que coisa maluca. Estamos falando de um problema concreto. Mulheres estão sofrendo violência? Claro que estão. Isso tem que ser penalizado como recrudecimento das leis. Todas as leis para protegerem as mulheres já existem. Não
precisa de acréscimo de nenhuma lei. Basta você educar educação e punição, que a maioria do pessoal da esquerda é contra. Ah, não dá para ter castração química porque não dá para provar estupro. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. Não dá para provar o estupro, Cara. É absurdo a dissonância cognitiva que esse país e algumas pessoas chegaram. É o meu minha última fala. Pronto. Vamos lá, por favor, considerações finais, tá? Vamos lá, Letícia. Não, pessoal, acho que é importante no para quem assistiu esse debate até o final parar e pensar quem realmente aqui tá
propondo divisionismo, porque eu e Mand, a gente já explicou aqui que existem vários feminismos e o nosso feminismo é um feminismo que está ao lado daqueles e daquelas que precisam trabalhar para sobreviver. Por isso a gente combate o machismo, porque a gente quer que homens e mulheres compreendam que o problema aqui não é a mulher, não é o homem. O problema é o sistema. E ele se utiliza da opressão contra a mulher para continuar existindo quando a gente devia estar se unindo para lutar contra o sistema. Sim. E aí ele me pergunta aqui: "O que
que é o sistema?" pelo perdão da palavra, você que precisa levantar cedo todo dia, que mora lá na [ __ ] que pariu e precisa passar duas horas no transporte público para sobreviver, você que só vem pro centro da cidade para trabalhar, você que é o porteiro ali dos prédios de Granfino ali na Paulista e nunca tem condição de vir aqui pro centro da cidade para aproveitar o centro da cidade. Você sabe o que é o sistema? Eles não sabem o que é o sistema. Então isso é muito importante. Quem propõe o divisionismo aqui? Eles
não responderam nada. Eles não têm nenhuma proposta além do ódio às Mulheres e as feministas. É só isso que eles sabem fazer. E para finalizar também, todo mundo tem diferenças biológicas. O meu cabelo é diferente do cabelo da mãe, do cabelo de vocês aí. Isso é normal. Mas é desse sistema aqui que essas diferenças biológicas elas são usadas para justificar a hierarquia. Não é porque o homem é melhor carregando cimento que ele é melhor do que uma mulher. Isso é uma criação do sistema que a gente vive hoje. E é justamente essa criação que legitima
a violência. Por exemplo, vocês viram o caso do homem, né, que matou os dois filhos e depois se matou porque não gostou de ver a mulher dele com outro cara. Vocês viram isso? A gente vê casos disso todos os dias, de homens que acreditam que eles são os alfas, o policial que matou a sua esposa, uma outra, uma outra policial. O que que ele disse para ela? Eu te trato assim porque eu sou o Alfa e porque você é o beta diferenças são criadas. Fala do menino Juan aí. Fala do menino pô. Passou 30 segundos
do tempo. A Mand passou um minuto do tempo. Essas diferenças sociais, essas hierarquias são criadas. Elas são naturais. Letícia. Jamile, senhores, a lei ela é muito clara. Tem aqui um conceito aberto. Misogenia, Conduta que exteriorize ódio e a versão de mulheres. Nós não temos uma definição clara do que é ódio e do que é aversão de mulheres. Eu já trouxe para vocês significados amplos do que é a versão, do que é ódio. Trouxe para vocês casos, exemplos do que vai acontecer na prática, por mais que elas diga que não. Vocês perceberam? coloca aí aí em
vários vários vários eh vídeos curtos que aparecem em que mulheres por nada começa a acusar o homem, acusar outras pessoas, terceiros, de ser machista, de ser misógeno, sem ele ter acusado, sem ele ter falado nada. Isso são exemplos claros do que vai acontecer. Sabe o que que vai acontecer também? Por ter uma definição subjetiva aberta, um conceito aberto, quem vai julgar isso é o juiz. O problema é que a mesma pessoa ou duas pessoas que cometeram e falaram a mesma coisa vão ser julgados por pelo juiz A e esse daqui pelo juiz B. O problema
é que esse entende pela condenação, esse daqui pela absolvição, ou seja, vai ser de acordo com o que o juiz entender. E aqui eu gostaria de fazer um clamor para você. Agora chame, verifique quem foi que você votou como deputado federal. Comece a trazer esse debate para esse deputado federal. mostre os riscos para ele se essa lei for aprovada, tá? Meu é Jamil Venceslau. Eu convido você a entrar agora no meu story porque eu vou te mostrar vários casos de ódio contra o homem. E detalhe, ô doutora, para de se vitimizar, doutora. A humanidade sempre
trabalhou, Trabalou não. Se você é advogada, você é é doutora. E aqui eu tô vou te respeitar agora. que você não quer ser respeitada, é um problema seu. A questão é, eu sempre trabalhei, me acordava 4 horas da manhã, eu trabalhava o dia inteiro, me acordava 4 horas da manhã para estudar pra faculdade, ia pra faculdade à noite, durante o dia eu trabalhava, passei na OAB bem antes, no sétimo período, depois eu passei na OAB nono período, na segunda fase, e eu consegui o meu diploma da OAB sem me vitimizar. Para de de se vitimizar
e vai trabalar antes de me formar, já honra. O homem sempre teve honra em trabalho, cara. Isso é humanidade desde sempre, [ __ ] Faz o, manda o Live Pix aí, por favor, pessoal. O lá, o donate, você que tá usando a plataforma, inclusive você tem que usar lá no seu canal, cara. Vou usar, pô. Donate é fácil saque e também, cara, diferente de outras taxas e tal que não tem. É, cara, não trava. Pô, passa esse contatinho aí para mim que é bom, mano. Passa essa dica para depois. Pronto, manda aí. É bom, cara.
Isso daí é bom para caramba. Caio dou R$ 10. Vamos lá. Felipe apenas dizendo espantalhos e o Ramas e o funk. Apenas coisas que não existem. Enquanto a Mand e a Letícia jogando estatísticas e fatos concretos. Em momento falando sobre ideias, apenas fatos. Caio dou R$ 10. Felipe apenas dizendo espantalhos e o Ramas e o funk. Apenas coisas que não existem, enquanto Amand e a Letícia jogando estatísticas e fatos concretos em nenhum momento falando sobre ideias apenas fatos. O o Felipe, né? Ficou bem claro. Quer responder? Posso. Lógico. Não. E o inteligente aí, não sei
se é homem ou mulher, né? A mais não existe, né? Não existe na o funk objetificar a mulher não existe. É super inteligente aí, né? Eu que tô negando a realidade. As duas é que trouxeram estatística, estatística nenhuma. Não falaram nada, nenhum dado estatístico concreto, exceto quatro mulheres que morrem todos os dias. É um fato. Isso tá certo mesmo. Isso é um problema real. E nós propusemos aqui o quê? Vamos aumentar as penas? Vamos punir verdadeiramente as pessoas que cometem esse tipo de crime? Vamos proteger a mulher que precisa dessa ajuda, mas também vamos também
condenar as mulheres que fazem falsas acusações. Vocês estão a favor? Vamos punir a mulher que acusa falsamente o homem? Bora. Vocês têm um dispositivo legal da Maria da Lei? Não, não, não tem. Não, não tem. Sabe por qu? Sabe por não tem? Sabe por não tem? Porque a violência psicológica é subjetiva. A mulher se sentiu dessa forma. Caluniosa, né? Doutora, corrija. Eu sei disso. Senhora sabe, doutora, que já há punição, já há lei que pune, eu sei muito bem disso. Que a lei que pune dispositivo legal protege a mulher. Essa é a grande questão. Não
adianta tu tapar o sol com a peneira, não adianta tu mentir. Pouc do que trguntando e ela não respondeu porque ela sabe que eu tô falando. Verdade, eu não respondi porque eu respeito a fala dele. Outra coisa, coisa que você não faz. Agora a fala dele. Você sabe se você fez direito, você sabe. Então fala a verdade sobre a lei. Fala a verdade. Posso responder então já que ela senão você é uma péssima advogada pelo perdão da palavra. Um monte de live é bate bate tempo aí. J já foi. Não. Então já foi. Tá. Só
para pr para concluir, a última a questão toda é que a a lei dá margem pra mulher na subjetividade dela acusar pelo que ela sente. Mas um live PX não é sobre a lei. Simplesmente não. Eu tô só atrasando su Vai, vai, bora pro próximo. Aí o Cortz Fênix falou o seguinte, pergunta: "Quatro mulheres morrendo por feminicídio por dia daria 1460 por ano? Isso não é nem 0,002% Do total de mulheres no Brasil. Então, por que a esquerda pega esses dados de exceção e sempre quer fazer como regra? Primeiro, sem fazer um estudo de quantos
homens morrem. Faz 10 anos que o feminicídio é levantado como um dado estatístico. Nesses 10 anos os dados só aumentam. Eu acho que se nós temos um índice de violência que está crescendo na sociedade e se demonstra como um problema cada vez mais profundo, no mínimo as pessoas deveriam se preocupar com isso. Agora, nós não estamos só falando dos feminicídios. Esse é um tema em debate na sociedade, porque teve um boom de casos do final do ano para cá e por acaso está se falando mais sobre isso. Mas vamos falar aqui sobre as 5 milhões
de crianças que não tem o pai na sua certidão. Como eu comentei, um dado, eles dizem que não tem dados, né? Vamos falar aqui das mulheres recebendo salário menor. Vamos falar do índice de violência doméstica. Não só feminicídio. Violência é uma série de atitudes e comportamentos que podem ou não levar à morte, mas uma série deles não levam. Quando você vai observar esse cenário complexo e buscar origem, a causa para todos esses problemas, você entende que tem uma ideologia misógena sendo sustentada na sociedade, se ancorando em problemas bem concretos que tem a ver com o
sistema, Tem a ver com os governos, tem a ver com a forma de funcionamento do capitalismo. Então é isso, não é exatamente se importar com a exceção, é tentar jogar a luz a um problema concreto. Pois é, mas não é regra. Posso complementar debate? Não é debate. Posso complementar? Só podeã complementar. Não, já foi. Calma que vai ter uma próxima você. Vamos lá. Ã, aí vai. A subjetividade do que significa misogenia é surreal. Se eu, meu chefe, se meu chefe for uma mulher, ela pode, por algum motivo, me perseguir no trabalho de brinde me impulta
de misógeno até provar minha inocência. Até provar minha inocência. interrogação. Não existe lei simbólica. Jamile, você falou tudo, meu caro. Eh, o conceito ele tá genérico. Se ela realmente quiser te prejudicar, não só dentro do trabalho como fora, ela vai conseguir. Se tá genérico, ela pode fazer uma argumentação e assim entrar com uma representação criminal contra você e você vai responder um inquérito policial porque vai ser encaminhado pro Ministério Público. Ministério Público em situações como essa. Sabe por quê? Porque numa situação como essa, num crime inafiançável, eles vão levar muito a sério. E fora que
se se algum colega, Por exemplo, da Mand souber que esse caso está existindo, vão colocar na mídia e vão destruir também a reputação desse homem. Então, esse homem, ele vai agora eh perder a sua paz, ele vai ter que contratar um bom advogado para defendê-lo, ele vai ter a sua honra, a sua imagem destruída para depois com muita luta, com muita luta, ele conseguir provar a inocência dele. Mas aí eu te pergunto primeiro, será que ele vai conseguir provar a inocência dele? Porque se nós estamos falando de uma acusação que nunca aconteceu, como é que
ele vai provar? Porque provavelmente provavelmente vão utilizar a mesma coisa do ônus da prova, que é o quê? Nesses casos de violência doméstica, nos casos de crimes sexuais, a mulher, a mulher que é a suposta vítima, ela não precisa provar a acusação, tá? Então o homem realmente ele vai ficar a mercer desse sistema, tá? Então esse homem ele vai ter a vida destruída. Fora isso, quem é que garante que esse homem vai conseguir voltar ao status que era antes? Pronto, Letícia, agora assim, ó, tem um cara aqui que ele mandou um exemplo para você analisar,
hein? Esse sim foi prejudicado. Ó, namorei uma moça e após o término do casamento dela me disse que estava endividada. Emprestei 7K e depois abri um negócio de 20k, 25k para ela. Ela me traiu e me mandou vídeo transando. Mentiu gravidez minha para pedir dinheiro para tirar. Perdi tudo que eu guardei. Comentar. Pode. Não tem o nome da pessoa, né? É que os os @tiagobrá não sei, mas o é isso não, Thaago, primeiro dizer que eu sinto Muito e eu acho com certeza que essa sua ex-namorada é uma sem caráter. Isso não há dúvida alguma.
Sinto muito. Errado você estaria se você tivesse ido lá e por conta do que ela fez tivesse assassinado ela. Você não fez isso. É contra isso. Esse tipo de atuação. Homens que matam mulheres depois delas serem sem caráter que nós estamos lutando. Então eu sinto muito pelo que você passou, mas não é essa a nossa luta. E aí eu queria aproveitar uma coisa aqui, eh, para dizer uma coisa, né? Várias vezes foi trazido aqui a coisa do Ram e tal, blá blá blá blá blá. Mas na verdade eu queria saber se esse tipo de pessoa
também se sente mal com as meninas que foram assassinadas no Irã pelo Israel recentemente, uma escola de meninas. E a maioria da, na verdade, a maioria dos assassinatos no Brasil são contra homens e contra homens negros. A maioria dos assassinatos no Brasil são contra homens e homens negros. E a polícia brasileira importa muitas armas e softwares de Israel, as mesmas que matam os palestinos. Então vamos lá, vamos dar nome aos bois. Você tá defendendo Israel, mas é ele que ajuda, é esse estado que ajuda os índices de assassinato contra homens aumentarem muito. Eu ten que
responder ela acaberou fato que não tem nada. É a mesma coisa. Tu fez acusação. Respeitei a regra do jogo. Não, você não respeita a regra do jogo. Primeiro, eu não respondendo sobre eu e a gente a gente faz um debate depois sobre Palestina. Não tem problema. Eu não defendo Israel. Essa é a grande diferença. Não é, ele não defende nada. Ele nunca defende nada parcial. Você a favor do estado palestino. Estado palestino. Tudo bem. Dois errados faz. Isso queria saber. fazem certo. A bomba que caiu a bomba que Israel foi criado matando, estuprando mulheres. Isel
é o estado fruto do estupro de mulheres. Doutora, a bomba que caiu lá no Irã, que matou as crianças é objeto, não é? Interromper assim a Israel tem que acabar. Então, o ramis que entrou não. Por que que tem que acabar? Palestina tem que acabar porque é fruto do estúp de mulheres. Gente, vamos lá que a gente faz depois um debate só sobre a Palestina. Meu pai do céu. Dissonância incrível. Vai ficar preso na garagem. Já era. Bora. É, tem mais coisas aí, ó. Tem o o live, o donate do do Vini. E aí, Gabriel?
Coloca pra gente, por favor. É o Vin R$ 20. Sou motorista de app, trabalho à noite. Vou gastar dinheiro que não tenho. Só câmera, cara que filma à noite para colocar no carro. Porque tô só medo de ser falsamente denunciado. Homens causam 90% mortes no mundo, mas são 80% das vítimas dessas mortes. Boa. Bom, a gente trouxe um dado verdadeiro e aí a gente vai ampliar sobre isso, por exemplo. E aí é uma coisa pouco debatida. Eu não acredito que existam seres humanos, como você falou, diferentes. Isso não. Somos todos iguais, mas socialmente, biologicamente, vivemos
de maneira diferente, porque somos sim diferentes. E não tem como negar isso. É por isso que o racismo é abjeto, porque ele não aponta uma diferença, ele é um absurdo. Mas a lei da misia, ela é igualmente absurda. Ele não é objetivo. Como não é objetivo, querido? É claro que é. Acabei de falar para você. gritar com ela. Não tô gritando não, filha. Eu só tô falando de maneira firme. Essa é a grande diferença. Veja bem, o racismo ele não se sustenta por si. Por quê? Porque somos iguais. Ele não aponta nada que nos diferencia.
Então ele é sub a lei da cara. Não é possível. Mande, mande, pelo amor de Deus. Você tá me ouvindo? Eu tô falando que não. Como é que você tá mudando o que eu tô dizendo? Explica que não. Além de dizer que não, explica. Acabei de dizer que são iguais. Tá, mas dizer não me explica. Explica. Porque o ser humano é igual, filha. Não há nada que diferencia um homem negro de um homem branco, tá? Absolutamente nada. Por que que o racismo existe? Pela maldade do ser humano. Sempre existiu. Ah, não. Povos islavos não escravizavam.
Branco nunca foi escravo. A maldade é objetiva ou é subjetiva? Como que você mexe ela aí, filha? É complicado. Aí a gente faz um debate bom. Mas você quer saber? Vamos pensar. Olha pra sociedade. A maioria é boa ou má? Porque sabe o que esse rapaz trouxe antes? 0,001 matam mulheres nesse país, certo? Isso só me prova que essa sociedade não é machista, como você fala, porque se fosse, a maioria dos homens agrediriam as mulheres. Porque se fosse, as mulheres seriam colocadas nos piores postos de trabalho. E não são, São os homens que vão. E
por que que os homens vão? para proteger as mulheres. Homens se importam com as mulheres. Cai um avião. Homem, homens primeiro, não. Mulheres e crianças primeiro. Agora, por que que vocês não falam, por exemplo, ah, não, homens são mais violentos. É fato. Os homens mataram 90% só para matar. Fato. Vou acabar. Fato. Homens matar. Fato. Isso é tudo fato. Agora, mulheres através do aborto mataram mais pessoas nessa na humanidade, na história da humanidade do que todas as guerras e mortes violentas até hoje. Não, não é espantalho, é verdade. Sabe qual duro? É que vocês são
a favor do aborto. Essa é a criação. Vamos lá, gente, para não fugir do tema. Mande esse para você. Coloca o Vamos lá. Outro do Vini, por favor. Gabriel. Aqui, ó. Homens bons ficam muito indignados. Coloca aí, por favor. Vini de dou R$ 20. Homens bons ficam mato indignados feminicídio violência. Porém, esses homens bons estão sendo presos por falsas denúncias de mulheres ruins. Homens que matam mulheres não diminuirão prendendo o homem bom. Tá? Eh, gente, eu acho que tem para tudo existem exceções. Existem mulheres que fazem falsas acusações. Sim. Agora, a questão aqui não é
do caso individual, não é do exemplo de exceção, não é do escritório da Jamele, não é da esposa do Felipe. Nós estamos falando de problemas socialmente reconhecidos e que se expressam inclusive através dos dados que são levantados por instituições privadas, por instituições públicas. Então, não pode vir aqui falar da teoria da conspiração que tem algum agente feminista fazendo o levantamento de dados, porque veio de diversos lugares distintos. Eh, e eu assim, o que eu tenho a dizer sobre isso? Venha pro nosso lado da luta. Venha pro nosso lado da luta. Coibir que exista violência na
sociedade. Venha pro nosso lado da luta. Expandir conscientização na sociedade para que não exista mais um tipo de violência. Venha pro nosso lado da luta. Agora, sabe qual é o problema? É que aqui no debate, em nome de falar das falsas acusações, que eu acho que existem, mas eu acho que são uma exceção e que não se expressam como um problema social, em nome disso, o outro lado relativiza o problema social. Por quê? Você tá dizendo que você não concorda com violência contra a mulher e feminicídios. No entanto, eu não vi a mesma indignação com
esses fatos aqui por parte dos debatedores. Eles se indignam mais por situações que podem ocorrer, mas que são a exceção, do que por situações que se expressam Socialmente. E isso tá errado. Isso abre espaço para que a violência se dissemine. Pronto, gente, muito obrigado. Chegamos ao final. Quero agradecer a todo mundo que deixou o like, a você que se inscreveu e a você que acompanha esse debate até o final. comenta aí, deixa a sua opinião, quem que você acha que se saiu melhor, quem que ganhou o debate. Lembrando quecast tem episódios aí todos os dias,
tá bom? Temos aí a nossa programação de esportes todos os dias às 12:15 e às 8 horas da noite, episódios aqui também de, enfim, entrevistas, bate-papo, react, debates, tudo aqui no nosso programa. E para você que tá acompanhando aqui e ainda não conhece, você teve a participação da Letícia. Seja muito bem-vindo sempre, Letícia. Obrigada, Júnior. Letícia Chagas SP no Instagram, né? A Mande também. Mande e mandia rebeldia. Acompanhe minha pré-candidatura deputada federal por São Paulo. Jamile Venceslau. Certo. É isso aí, né? Porque rebeldia daí você já vem. Jamile vem me sigam lá conhecer mais. Qual
problema? Qual o problema do meu do nome do meu Instagram? Rebelde. É rebelde. Qual o problema? Rebelde. Te incomoda? Por isso que você me bloqueou no seu Instagram. Depende quando você vai lá e manda o teu os teus seguidores me cancelar, Inclusive seguidores de vocês mandando e querendo que eu fosse morta, querendo que eu fosse esquartejada. É isso. Não tô falando não. Não falei isso. Seguidor. Pessoas que seguiam vocês foram lá para fazer isso. Você querem cancelar as pessoas? Vocês quer vocês têm uma defesa? mulher seletiva, por exemplo. Agora podemos finalizar aqui. Eu posso falar
agora? Eu pode. Ufa. Ó, agradecer o Felipe do Iron Talks, né? E no Instagram também Felipe Cestaro, certo? Dr.felipestaro. Segue lá no Instagram e sigam o canal lá também, os programas do Iron Talks. Tá sendo muito bom. Júnior, muito obrigado pelo espaço. Acho que foi um bom debate. É isso aí. Obrigado pela oportunidade. Valeu, pessoal. Tamamos junto. Gente, tá de volta amanhã aí, galera. Valeu,