Ele vendia, tipo, a preço de banana, tinha três elevadores, ele vendia lá e comprava um. Ah, não, tá aqui, ó, no meu nome, mano. Eu chamei a por a por chegou, falou: "Mano, tudo que tá aí dentro dele, olha, o elevador é dele, não sei o que é dele.
" Então, tudo que era nosso já não tinha mais. Então, assim, lembra aquela o centro de usinário? Só ali tinha R$ 270.
000? Ele vendeu tudo, mano. Pano, quando chamaram, a gente tava lá tal tal tal, chegou uns doido olhando, filmando, ó, quem construe caval foi a gente, tal, tá, tal.
Caramba, que legal, tal, tal, tal. Ó, meu nome é Fulana de Tal, sou diretor do caldeirão do UC lá, tô vendo o trabalho. A gente tem um quadro lá chamado Lata Velha, assim, assim, assado e tal, tal, tal.
Putz, mano, tem muito a ver com o trabalho que vocês fazem aí. Vocês teriam interesse em a gente falar sobre isso? Falei: "Sim, sem problema, temos sim, tal, tal, tal".
Cara, no outro dia os caras tava na nossa oficina lá, no domingo fizeram a gente abrir a oficina, já foi cara olhando tudo direitinho. Três dias depois a gente tava no Rio de Janeiro para conversar mais e tal, tal, tal. Tô resumindo tudo também.
Aí fomos lá, aí passaram que tinha uma outra oficina que fazia um trabalho bacana tudo, mas tiveram uma bo que trocaram o carro do cara. Foi na época da Belina. Ainda foi belina o primeiro que trocar.
Foi, não foi o o pior que deu foi uma caravan, né? Que picaram a caravan e trocaram o documento e meteram um documento de um de um Opala. Hum.
Foi mais ou menos isso. Era era isso mesmo. Isso mesmo.
Porque tentaram fazer um caminho, só que não usaram o carro do cara. Aí o cara recebeu o documento, era um Opala. Aí ele foi lá e contestou.
No outro dia voltou o documento. O documento da cara, mas o carro era o mesmo. Os cara foram lá e não cabritaram o carro.
Éitaram o carro depois de pronto. Deu ruim depois de pronto. E aí a gente entrou para fazer o latavera.
Cara, o primeiro ano foi muito punk assim porque era muito trabalho. Porque vocês como é que é? Vocês eram remunerado por isso também ou não?
Aí você já aí você já não atendia mais cliente, né? Não, não cara. Aí começou já.
Aí, aí vocês vão entender porque aí começa uma uma parte que a gente sofreu muito assim, porque o que que acontecia ali tinha lá um valor para X para fazer um carro na época era coisa de R$ 43. 000. Se fosse um Fiat 147 ou um Landal não importava o custo é o que eles pagavam para vocês.
É, era isso aí. Só que aí eu podia ter os patrocinadores, só que eu não podia mostrar marca de ninguém, tá? Então eu começamos a fazer as ações patrocino semar fazendo as ações por por fora, entendeu?
Não no programa um monte de evento. Tinha tinha lá o salão do automóvel tava a empresa tipo a Blau Punket que era da Bosch que patrocinava a gente com som. Ia ter um stand lá.
Putz, aí eles levava o carro que a gente fez pro lata velha com a gente tudo. Então a gente usava por fora as coisas, né? Faça igual a oficina tal do programa da televisão.
Use blau punk. Então a gente começou irando as nossas estratégias com isso. Você já tinha uma ideia de marketing?
Cara, pr você ter uma ideia, a gente chegou a ter 22 patrocinadores pagando grana e tudo. Só que tivesse muito problema, porque o cara que ia lá dava uma manopla que custava R$ 50 e queria aparecer mais que o Luciano Huk. Então tinha tinha de tudo isso, a gente tinha que ir administrando.
Fora isso, a gente sempre foi muito do operacional, não adiantava, a gente preparava, ajudava tudo, mas meu eu pintava o carro, o Dan fazia parte mecânica, elétrica, metia a mão na massa, fazia tudo, a gente fazia tudo. A gente tem, tinha poucos dias fazer o carro também, né? Era muito pouco tempo.
Para vocês terem uma ideia, era 20 dias, mais ou menos. [ __ ] 22 no máximo para fazer um carro inteiro. Então assim, a gente tentava fazer o melhor possível naquele período.
Mas já vinha tipo, meu, o próximo carro vai ser um F um 47, vai ser assim, vai ser atado vocês que ajudava a desenvolver. Quando a gente entrou para fazer o programa, a gente tem que mudar um monte de coisa. Vem umas ideias meio estranha ali, né?
Porque o que que a gente percebeu? Carro uma fradeira elétrica nunca era nosso projeto, tá? O projeto sempre vinha pronto da da parte televisiva da parada, sempre vinha, é o que eles queriam.
Só que nós tínhamos que entregar o carro com toda funcionando, tudo direitinho, com garantia de um ano, com manual técnico. Era um negócio bem chato assim. E a partir de que a gente entrou, já tinha cláusulas contratuais para os participantes, que até o carro dele poderia ser trocado por um igual do mesmo ano se ele não tivesse condição estrutural de ser restaurada naquele período.
Isso aí já era preocup já já sabia. Sim, sim. Na no nosso período que foram três anos, a gente trocou dois carros.
A gente sabe que a gente que era um pinado que faz um carro a cada quanto tempo era tipo por mês. Por mês, mês, por mês. E aí o que que aconteceu?
No primeiro ano, cara, a gente apanhou para caramba porque a gente trabalhava igual louco de segunda a segunda, velho. Sábado, sábado, domingo, tal, tal, tal, até pegar a veia da parada. E aí tá vendo legal tudo, mano.
Aí quando foi terminou o primeiro ano, que foi para ir pro segundo ano, mano, aí começa a nossa história já começa a ficar ruim, mano. Aí [música] tá vindo legal nós com um monte de patrocinador, tudo direitinho. Um cara bateu na nossa porta, camisa regata, tipo, ó, que eu faço um, eu trabalho com internet, eu faço uns negócios, faço uns coisas, tô vendo, vocês não têm site, tal, tal, tal.
Queria vir aí trabalhar com vocês. Eu tenho marketing tava se formando ali na hora. É aí, pá.
tal, não sei o que o cara entrou. Vou resumir tudo também, tá? Depois se vocês quiserem pesquisar aí é mais fácil.
Eh, aí, mano, esse cara veio trabalhar com a gente, aí, putz, mano. Aí junto com esse cara, ele conseguiu tal tal. Mano, vamos para um espaço maior assim, assim, assado.
Falei: "Cara, eu não consigo alugar, não sei o que não. Eu converso com a minha e tal, não sei o qu. " Vai dar o lofot pro cara?
Não, não vou nem dar o lofot, só para entender o tamanho da naba que a gente entrou de confiar nas pessoas. Vou resumindo tudo também. Chegou no segundo ano, foi da hora.
No terceiro ano, o que que acontecia? Já não tinha mais aumento, a Globo já não pagava mais. Tava mandando um monte de trampo nós com projeto de 700 pau, mano, para fazer pra Mercedes, pra feira Fenatran, para customizar dois dois caminhão e o caramba e tal, não sei o que lá, mano.
Tendo que devolver os camião, já tava dentro da oficina, eu tenho que devolver porque aí mandavam dois carros velho do do lata velha para a gente fazer. Falei: "Gente, vocês não estão me dando a mente, vocês estão começando a prejudicar, porque aí a gente fazia os trampos do lata velha e fazia outras coisas, porque aparecia um monte de coisa pra gente fazer. " E aí, o que que acontecia?
Esse cara, para você ter uma ideia, na época a gente pagava mais de 30k pro cara, pagava mais de 30 pau pro cara. Isso em 2007, 2007, 2008, para ele cuidar de toda essa parte de marketing administrativa, ele já tava meio que meio que tomando conta da oficina e o caramba, tal. Dava resultado isso?
É, dava para caramba. A gente tinha ali um faturamento mensal ali de uns 150 pau na época, né? Mais ou menos.
Eh, só de patrocínio, mais o dinheiro da Globo, entendeu? Então, e a nossa estrutura era meio que enxuda, mas na época a gente chegou a ter 20 funcionário, tudo certinho, com carteira assinada, com plano de saúde, tudo certinho, era bem legal. E aí o que que aconteceu?
A gente falou: "Mano, vamos pedir aumento. Se eles não der aumento, nós vamos parar que vamos parar, mano. Cheio de trampo aparecendo aqui pra gente, a gente vai ficar fazendo.
Deixando de fazer o filé para fazer o osso. " É. Aí o que que aconteceu?
Esse maluco já sentiu tipo, putz, mano, se no tiver aqui, esses caras vão me podar. Aí ele já começou a ir armando umas paradas. Eu tô resumindo também.
Então, quando a gente mudou para lá, Hum. Eh, que o contrato era anual, a gente foi muito ingênuo, tudo pagode, aquelas coisas, tal, tal, tal. Ah, não.
Agora eu vou assinar com a Globo, ó. Mas tem que ter aqui o contrato da de locação do espaço. De locação do espaço, tudo direitinho.
Não, tá aqui o contrato. Tá lá. Beleza.
Ctei o contrato, mandei tudo, cara. Tô resumindo tudo. Chegou no final do ano, a gente falou: "Nós não vamos continuar".
Aí marcaram uma reunião, fomos pro Rio de Janeiro lá e tal, tal. Vocês que falaram pra Globo, ó. Isso, não queremos mais.
Não queremos mais. Aí o que que aconteceu? Fomos para lá, chegou lá os caras falou: "Mano, vamos fazer o seguinte, faz o seguinte, então ó, o chama Mohammed, o cara vou dar palco para esse picareta, mas vamos lá".
Hum. Ó, o cara tá, já tá cuidando de tudo, meu. Por que que vocês não fazem um bem bolado?
A gente paga um salário para vocês assim, assim, assado, inverte as coisas, vocês vão ter do patrocínio assim assim assado. Vocês vão lá só para gravar, deixa ele tocando oficina, tipo como se ele tivesse arrendando a nossa estrutura, ele ia ser o responsável pelo projeto. É.
Aí a gente falou: "Beleza, mano". Cara, era tipo assim, ó. Vamos dar um exemplo.
Nós estava ganhando 80 pau de 80 conto de patrocínio. Nós ia ficar com 40 para mim, 40 pro meu irmão. A Globo ia pagar acho que era mais 10 pau de salário, ia dar mais tanto tal, 50 p.
Toda a minha oficina tá lá, o cara ia fazer tudo, ia ganhar parte dele. Eu falei: "Da negócio top". É, é bom demais para ser verdade.
Bom demais para ser verdade. Onde é que eu assine? E nós topamos.
Aí o que que aconteceu? Olha o golpe. Tomamos, tiramos o final do ano de férias.
Aí nós ficamos de férias tudo direitinho, que ia começar na temporada de 2010 já nesse esquema novo. Cara, por Deus tá no céu, mano. Nós tinha centro de usinagem dentro da oficina até para você ter ideia contorno, fresa, tudo.
A gente tinha tudo dentro da oficina. E aí um belo do dia eu chego lá, mano, cadê os bagulhos aqui? Ele falou: "Não, eu levei, eu mandei devolver porque eu não ia usar, eu vou terceirizar isso daí".
Eu falei: "Ah, então tá bom". Mas beleza, vai ficar ficamos meio desconfiado, tá? Cara, chegou no final do ano, eu tô em casa ano, um ano rolando isso.
Isso. É. Não, não, não.
No final do ano, meses assim, dois meses, começou a dar umas atitudes que eu comecei a ficar meio cabreiro. Aí um dia eu fui lá, dei uns [música] na porta lá, dei um mão no peito dele lá e tal, dei uma tretada com ele, falou: "Mano, que que tá acontecendo? " "Man, você vier dar bola nas costas de mim, mano, eu venho aqui com você, velho".
Falei para ele, a não, prima, prima, não, prima, não é nada disso. Ô maluco, minha mãe servia café pro cara, velho. E enfim, tal, tal, tal, deu aquela tretinha lá.
Mas beleza, saímos de férias. Fala, agora vamos voltar de férias, vai tá da hora, cara. Em férias eu de boa, tal.
Aí eu entro lá, o cara cria, ele criou, ele arrendou e já criou um tal de garagem 50, garagem 59. Ele criou outro nome lá, já mudou tudo. Eu falei: "Opa, pera aí, mano".
Aí o Dani mais uma vez com aquelas ideias dele, se sai do caramba, já entra lá no registro. br, tá tá tá na puf. O a marca Garag 59 tinha sido criada dois meses antes da reunião que a Globo tinha feito com a gente, mano.
O cara já tava ontem eles tinham me oferecido a parada. Putz, na hora que nós vimos isso, a gente falou: "Mano, esses malucos estão armando fomos lá, estouramos as caixas de e-mail. Aí catamos e-mail dele mandando para amigo dele, mano, consegui que eu queria, agora é tudo meu e o caramba nós escol Mas pera aí, eu não entendi.
Ele fez o esquema junto com os caras da Globo ou não? Com dois produtores da Globo, mano. Você é louco.
Dois produtores da Globo. Eu tenho inclusive eles coisando, os cara não fica tranquilo, nós vamos pintar você bem aqui dentro e tal, tal, tal, porque ele ia tomar o espaço de vocês lá dentro. Era isso o plano era esse.
Isso. O plano era esse. E continuar lá.
Os caras da Globo nem sei se ganharam alguma coisa. Não posso nem acusar isso. Só sei que os caras sabiam.
que ele tava, ele ia ficar lá no nosso lugar, os caras sabiam disso daí. E aí o que que aconteceu? Quando deu essa treta que eu descobri isso, nós já fomos lá pra porta da oficina.
Fui lá pra porta da oficina. Aí eu já falei: "Mano, esse e na Globo vocês não foram não? Tudo em nome de vocês?
" Olha o que que aconteceu na hora que eu cheguei na porta da oficina que eu falei: "Chega aí, vamos trocar a ideia aí". Tudo com os papel na mão. O cara virou para mim e falou: "Vocês não tem mais nada aqui, ó.
Vocês não t mais nada aqui". Jogou uma caixa no chão cheia de papel. Eu falei: "Como?
Não tem nada aqui? Mas você tá me tirando? " A hora que eu entro dentro da oficina, tudo que era nosso, ele vendeu.
Ele vendia tipo a preço de banana. Eu tinha três elevadores, ele vendia lá e comprava um. Ah, não, tá aqui, ó, no meu nome, mano.
Eu chamei a polícia e a polícia chegou, falou: "Mano, tudo que tá aí dentro dele, cara. O elevador é dele, não sei o que é dele. Então tudo que era nosso já não tinha mais.
Então assim, ele montou essa oficina quando vocês estavam de férias, ele desmontou a sua, montou a dele. Isso. Lembra aquela o centro de usinário?
Só ali tinha R$ 270. 000. Ele vendeu tudo, mano.
Tava no nosso nome, cara. Eu liguei de lá da pra polícia, de lá pro Luciano Huk da porta da oficina e tal, tal, tal. Enfim, dois dias depois eu tava lá no Rio de Janeiro, eu e o meu irmão sentado com a cúpula da Globo lá e o caramba, tudo com maluco, mano, arregaçando.
Joguei tudo na mesa, eu falei: "Ó, mano, eu quero minhas coisas". O cara tava, o cara foi foi junto, foi junto. A Globo falava: "Mano, agora eu tenho um contrato com esse filho da mãe aqui".
Enfim, porque o contrato já tava no nome do cara. É, já tava. E a, só que a Globo não sabia que o maluco tinha feito tudo aquilo, entendeu?
Só que eu falei, mano, agora vocês quer o quê? Que que eu falo pro patrocinador que acreditou no programa durante 3 anos, velho? Colocou R$ 270.
000, esse cara levou tudo. E aí a Globo queria o quê? Que tipo que a gente aceitasse, mano.
Deixa quieto, continua do jeito que tá e fica quieto. Falei aqui, velho. Tem a dizer lá, mano.
Engol, engole o choro. Ele fal, engole o choro. Aí eu fiquei, acho que a gente ficou uns três, quatro meses, mano, tentando, ó, eu quero minhas ferramentas, quero minhas ferramentas e nada e nada e nada.
Daí chegou um dia, nós deu uma conseguiram ainda engolir seco e é fomos indo. Minha mãe tirou eu, meu irmão duas vezes dentro de carro. O maluco já andava com segurança que falou: "Nós vai deitar esse maluco, vamos é ele era a vontade que a gente tinha".
Mas meu Deus não permitiu. #graças a Deus. Aí o que que acontece?
Fomos indo, fomos indo, fomos indo. Aí um dia eu falei, ó, mandei uma última carta pro Luciano, pra diretoria da Globo, falei: "Ó, se não resolver, nós vai jogar Merlin no ventilador". Aí não resolveram.
Aí meio que eu até mandei pro Luciano já meio que eu falei, eu tenho certeza não vai responder, mas beleza. Merlin no ventilador no outro dia tava eu, lembra na época do Tânio que eu mais participava, grupo de internet, velho. Carros de rua, tuning, não sei o quê, tudo tava muito forte o Twitter, mano.
Nós já tinha 100. 000 inscritos no Twitter naquela época, mano. Bombamos em todos os grupos e o caramba tudo que a gente tinha tomado o golpe, cara.
Deu dois dias depois já tava trade topics do Twitter. os manos da oficina, tal, tal, tal, não sei o que lá, devolve as ferramentas dos caras, devolve as ferramentas, os caras fazia vídeo no YouTube, mano. Foi um fuzuê do caramba.
E aí um boa, o Luciano ligou tentando fazer um acordo e tal, tal, tal, que queria me mandar um carro lá para pra gente cobrar, para fazer as ferramentas, enfim, nunca mandou o carro, nunca mandou nada, deu uma ajuda lá para nós lá. Mas enfim, que que aconteceu aí? A gente come aí, mano, eu não tinha mais nada.
Saímos de lá sem nada, nada, nada, cara. Você é louco, cachoeira. Da noite pro dia nossa vida virou assim, ó.
Vocês perderam a oficina da noite pro dia. Fo todo vocês conseguiram pegar de volta. Ó, olha que como foram o cara, o cara tipo assim, é se você começa, é que é ruim ficar dando low forte pro cara, mas se você pega a história dele assim, é, parece teste, fala assim, mas bagulho sem pé, sem cabeça, mas ele era umas costuras assim absurdas, sabe?
Eu abri o e-mail, falar assim, ó: "Meu nome é fulano de tal, eu li a sua história, o seu tos eu tenho uma história para te contar. Eu era chefe desse cara na Alco alumínio, tal. Ele tomou o meu cargo, ele era, ele sentou no meu computador, mexeu nos documentos, me ferrou, fui mandado embora, tomou o meu lugar, comecei a receber coisas, denúncias do cara, mano.
Nossa, o cara com a Globo e tudo não deu certo, cara. Aí a Globo, o que que ela pensar como empresa, velho, o que que nós vamos fazer agora? Já tirou os malucos que saiu daqui, cara.
Eu ouvi isso do diretor da Globo falar: "Mano, você sai daqui, ó, de forma exí, de forma exí. Eu não tenho nada para falar contra vocês. Vocês nunca me atrasaram um carro um dia sequer aqui.
Só que agora eu tenho um contrato com esse filho da falava na cara do cartal que agora eu não tenho o que fazer. Então eu entendo o lado da Globo. A Globo eu entendo que ela foi conivente, que ela soube de tudo que acontecer.
Mesmo assim ela se manteve com o cara, entendeu? Mas sabe o que que é louco? Louco é assim, ó.
Tudo isso aconteceu, né? E é óbvio que a merda foi pro ventilador e o mundo ele vai dando voltas, né? Porque eh várias empresas que tinha participado desse contexto, a gente na nossa caminhada começou a reencontrar esses caras na época até do UV ali, né?
Na época do UV. Olha que louco que foi. Chegou no dia que a gente descobriu tudo, a gente olhou lá, meu irmão falou: "Ju, nós temos empresas aqui que a gente tem os contratos de patrocínio, que é boleto.
Eu assinei o contrato, eu já emitia 12 boletos pro cara. Eu tinha coisa de R$ 280. 000 para receber nos próximos até 12 meses, tá?
Eu tinha Sim, já tava amarrado. Tava amarrado. Como que eu faço a minha parte?
Pensa eu ligando pro cara, chorando, falando, mano, tô cancelando os boletos. Eu tô cancelando os boletos. Juliano, eu não acredito que acontece isso.
Tô cancelando os boletos. Tá, tá, tá. Ia cancelando, cara.
Mano, você não perdeu a oficina, você perdeu toda a história. Tudo, perdi, tudo. Todas as ferramentas que eu tinha ganhado da época do Res, América Latina, tudo aquilo que eu tinha conquistado, perdi tudo.
Ele vendeu tudo. Aí, beleza, saímos de lá sem uma chave de fenda, velho. Só que assim, tudo que a gente ganhava, a gente investia lá dentro, mano.
Então, a gente morava de aluguel, entendeu? Dependia 100% da oficina, cara. Aí pensa, aí já começa, aí já não tem onde trabalhar, aí começa a trazer as contas de casa, aí vende carro, vende não sei o quê, da hora que ia ver não tinha mais nada, mano.
Fomos coisando. Aí eu fui morar de favor no Grajaú da minha sogra, fui lá pro Grajaú, meu irmão com meu pai, com a minha mãe e o caramba e nós sem uma chave de fenda para voltar a trabalhar. Enfim, fomos indo.
Só que Deus foi tão maravilhoso da gente ter feito o certo que a gente, eu me lembro como se fosse hoje, a senhora tava descendo a rua do seu Bigil ali assim, ó. Era uma ruazinha, tinha um espacinho que a gente tentou alugar pela imobiliária e o cara era vizinho, era o dono da da casa, era do lado. Então veio o dono e veio a imobiliária para alugar o o espacinho.
Na hora que a imobiliária pediu um monte de coisa, eu falei: "Mano, não tem como, não tem nem como". Aí um belo do dia, eu tô vindo com a minha filha a pé da escola, porque eu já não tinha mais carro nem nada, vindo com a minha filha a pé, eu já em depressão, zoado também. Esse cara me viu, falou: "E aí não vai alugar lá não?
" Eu falei: "Ah, meu, era, deu um monte de coisa. A gente tá numa situação ruim, não tem como, é muito burocracia para alugar lá e tal, tal, tal. Falou: "Vamos comigo lá".
Descemos lá embaixo assim, ele catou a chave, falou: "Tó pode vir para cá o tiozinho. " Aí nós montamos ali aquele espacinho e começamos, mano, pega um ferramenta de um, não sei o quê, fomos tentando se reerguer ali. Nós já fizemos um trampo pra Mara, pro salão do automóvel.
Ali eu já consegui um patrocínio com uma com Mas aí vocês tinham os contatos, né? Tinha os contatos. Todo mundo falava, Juliano, eu sei que o tombo que vocês tomaram tudo direitinho, tá precisando do qu elevador.
Tô mandando um elevador. Tá precisando do quê? Tô precisando, tô mandando não sei o quê.
Vamos indo. Aí foi passando esse período, tudo direitinho. Conseguimos se manter maior roubada, despejado de casa, despejado, um monte de coisa, tudo, mas conseguimos se manter.
Aí o Cloves, um brother nosso, maravilhoso também, amigo de infância nosso, sempre curtiu as arrancadas, as paradas, tudo, tinha se metido numa treta tudo e acabou eh pegando um dragster para fazer, né? E aí a gente já manjava dessas paradas tudo. Ele falou: "Ó, tô comprando um galpão lá no Ipiranga".
e que eu vai fazer a garagem pro Drgs. Se vocês quiserem, meu, ficam trampa lá, porque pelo menos vocês não gastam aqui. Vocês vão me ajudando, vamos montar esse carro, vamos pôr esse carro para andar, vamos fazer uns negócios tudo e vocês vão usando lá.
Então a gente ficou durante quase 4, 5 anos trabalhando de favor no espaço do cara, no espaço do cara. Ele liberou lá pra gente. Aí lá a gente foi se reguendo de novo, mano.
Lá nós fizemos o projeto para Guarana Antártica do carro movido Facebook. Red Bull, fizemos a combi da Red Bull. E aí, senhores, o que vocês acharam dessa história do nosso digníssimo bico do tucano?
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