Após derrotar a terrível esfinge, como premio Édipo recebeu a mão da rainha Jocasta de Tebas em casamento e se tornou Rei de Tebas. Com a rainha Édipo teve 4 filhos os meninos Etéocles e Polinices e as meninas Ismênia e Antígona Muitos anos se passaram, e Édipo, apesar de possuir alguns defeitos, era visto como um rei justo e bom. Contudo uma peste passa assolar a cidade de Tebas e muitas vidas passam a ser ceifadas pela doença.
Desesperada a população recorre ao seu rei, que já havia salvado a cidade no passado e suplicaram que Édipo salvasse a cidade novamente. O rei Édipo não se esquiva de sua responsabilidade com a cidade e ordena que Creonte seu amigo e cunhado vá ao oráculo de delfos e descubra a causa de tamanha desgraça. Creonte retorna do oráculo com a resposta para o motivo de tamanha calamidade.
- Vou revelar o que me foi dito por Apolo através do glorioso oraculo de delfos. Ele ordena expressamente que purifiquemos a terra da sagrada cidade de Tebas, que esta manchada graças a um vil criminoso. O oráculo revelou que a peste persistirá até que o culpado pela morte de Laio antigo rei Tebas, seja expulso da gloriosa cidade de Tebas a qual ele usa como refugio.
Tudo que se sabia era que o Rei Laio havia sido assassinado por um bando de ladrões em uma encruzilhada, mas suas identidades eram desconhecidas Édipo chama para si a responsabilidade de desvendar a identidade de tão vil elemento que se esconde dentro das muralhas de Tebas e diz: - Qualquer um que saiba a real identidade do assassino está intimado a relatar o que sabe a mim, não tema nenhum tipo de represália quem quer que seja o criminoso, você será devidamente recompensado. - Quero que o assassino saiba que se ele se entregar de boa vontade, sua integridade física será preservada e não sofrerá nenhuma pena a não ser o exílio exigido pelo oráculo. - E quero que todos saibam que não descansarei até que o homem responsável pela morte de Laio seja encontrado e expulso desta cidade, mesmo que ele faça parte de minha corte ou família e rogo que os deuses castiguem tal sujeito e lhe imponham toda dor e sofrimento.
Creonte sugere que seja chamado Tirésias. O velho cego era uma notório adivinho e com a ajuda de seus poderes o criminoso poderia ser encontrado. O velho Tirésias se apresenta perante Édipo que lhe diz.
- Sábio ancião, sua reputação como adivinho lhe credencia a nos ajudar a descobrir a identidade do verdadeiro assassino de meu antecessor. Então ordeno que revele tudo que sabe. - Terrível é o conhecimento que só traz desgraça, a quem conhece.
Deixe-me ir meu rei e carregue seu próprio fardo e deixe que eu carregue o meu será melhor para os dois. - Se tem ciência da identidade do assassino revele agora. Não permita que a cidade de Tebas continue a sofrer por sua omissão.
- Não sabes o que pedes. Tal conhecimento só trará desgraça. E de minha boca nada saberás.
- Como ousa trair a pátria que o acolheu. Tal traidor só pode ser cúmplice de tal crime. Tirésias fica profundamente ofendido com tal acusação e decide revelar o que sabe.
- Você insistiu em buscar a sua própria ruína. Pois saiba que o ímpio que profana nossa cidade és tu rei de tebas. - Tirem este homem da minha frente, ele não passa de velho demente.
- Você queria a verdade e me forçou a dizê-la agora imponha a si mesmo os castigos devidos e receba os frutos da maldição que rogou. Pois eu conheço a verdade poderosa e o que está dito está dito. - Tirem este traidor da minha frente, ele só pode estar em conluio com o príncipe Creonte que trouxe este homem aqui para roubar minha coroa.
Édipo acusa Creonte de traição, e conspirar junto com Tirésias uma forma de remove-lo do poder. - Por que me impõe tão pesadas acusações de forma tão leviana. Eu que sempre fui seu amigo e ti fiz rei.
- Não desejo sua cora, e porque desejaria. Ao seu lado tenho todos os benefícios da realeza, sem ter que assumir os pesados fardos de ser um rei. Nunca ambicionei tirar sua cora.
A rainha Jocasta que a tudo observava tentou acalmar os ânimos de seu marido e de seu irmão. Contudo, Creonte partiu revoltado com as acusações de Édipo. - Meu marido não ligue para o que este velho charlatão lhe disse, estes adivinhos e oráculos não mais possuem o poder que um dia já tiveram.
- Foi profetizado que Laio seria morto por seu filho, e este morreu quando era apenas um bebê. Neste momento é anunciada a chagada de um mensageiro vindo de corinto, cidade onde os pais de Édipo reinavam. - Meu senhor, trago tristes noticias de Corinto, seu velho pai faleceu.
E por isso deves voltar a sua amada cidade e assumir seu trono como herdeiro do rei. - A noticia que me traz é triste mas mesmo assim, me proporcionou grande alivio. O oráculo havia previsto que eu mataria meu próprio pai e que me casaria com minha mãe.
- Vês Édipo, a palavra dos oráculos não possui mais valor. O velho rei de corinto Morreu sem a sua intervenção. - Mas e se meu velho pai morreu devido a tristeza e o desgosto por eu te-lo abandonado.
Não é prudente retornar a corinto e correr o risco de acabar me casando com minha mãe. - não se preocupe meu rei. A rainha não é sua verdadeira mãe.
Ela apenas o adotou. - como sabes de tal segredo? - Pois fui eu que te entreguei a ela quando era apenas um bebê.
Você foi entregue a mim quando eu passava com meu rebanho por estas terras. Você tinha os pés perfurados. Após ouvir o que foi dito pelo mensageiro, Jocasta sentiu um profundo aperto no coração.
- Você reconheceria o homem que me entregou caso o visse novamente. - Esqueça isso Édipo. Mexer em tais feridas só lhe trará mais dor.
- É importante para mim, saber a identidade de meu pai e de minha mãe, pois não quero trazer-lhes a desgraça de minha profecia. - Não insista neste caminho, eu lhe imploro. - Assim como tenho que descobrir a identidade do verdadeiro assassino de laio é meu dever descobrir a identidade de meus pais.
Este é meu dever para com Tebas e para comigo mesmo. - Ai de ti Infeliz. Se insistir nisso este será o único título que carregará para o resto da vida.
Jocasta desolada cai em prantos, e corre para seu aposento real. Édipo não entende o motivo da reação tão exaltada de sua esposa e acredita que Jocasta deve temer que os pais dele provenham das classes inferiores e isso manche o nome de sua família. Enquanto Édipo conversava com o mensageiro lhe é informado que foi trazido a corte a única testemunha do assassinato do rei Laio.
O servo do antigo rei parecia pálido ao se deparar frente a frente com Édipo. O mensageiro lhe disse: - Senhor não tenho dúvida, este é o homem que lhe entregou a mim quando o senhor era apenas um bebê. - Servo, este homem diz que você lhe entregou um bebe ha muitos anos - Senhor não de atenção a este homem ele apenas faz você perder seu tempo.
- Lembra daquele pequeno garoto dos pés feridos, agora ele esta perante a tu como um rei. - porque não te calas desgraçado. - é verdade o que ele diz?
- não sei do que este homem esta falando. - você falará a verdade por bem ou por mal. Amarrem-no no tronco - por favor não faça mal a um velho.
Maldito dia que poupei sua vida, melhor seria se estivesse morto. - quem lhe entregou a criança? quem era seu pai?
- eu lhe imploro meu rei, não me pergunte mais nada - se tiver que repetir tal pergunta você será um homem morto. - sobre tal ameaça, me dobrarei a sua vontade. Doerá muito dizer isso.
Mas a sua dor ao escutar será ainda mais horrível. - diga logo e ponha um fim nesta história. - Você foi me entregue pela rainha Jocasta, que colocou em meus braços seu filho com o rei laio para ser entregue as feras do monte citerão, para evitar que uma terrível profecia fosse cumprida.
Neste momento de revelação fez-se a luz sobre toda escuridão que deixava cego o pobre Édipo. Sua profecia havia se cumprido. Ao tentar fugir de seu destino partindo de corinto Édipo na verdade correu de encontro a ele.
Mas a penúria de Édipo ainda não havia chegado a fim, chega a noticia de que a Rainha Jocasta havia cometido um ato desesperado. Édipo corre em direção aos aposentos reais. Mas a porta estava trancada - Jocasta não faça nada que não possa ser desfeito.
Não temos culpa no que aconteceu, foi tudo uma fatalidade do destino. Após forçar a porta, Édipo se depara com Jocasta pendurada por uma corda em seu pescoço. Édipo deita no chão o corpo já sem vida da rainha.
Ele retirou os broches de ouro que lhe seguravam o vestido e com suas agulhas perfurou seus próprios olhos. - Malditos sejam meus olhos, que testemunharam tão hedionda cena. Por isso eu os mutilo para que eu não possa encarar meus pais no reino de Hades.
Cego Édipo se dirigiu a população de Tebas e disse: - Eu mesmo arranquei meus olhos, o que posso eu contemplar ou amar nesta vida. Levai-me para o exílio, para longe de Tebas. Pois eu sou um maldito, a criatura mais odiada pelos deuses entre os mortais.
Épipo transmitiu sua cora real para seu cunhado Creonte, que cuidará do reino até seus filhos alcançarem a idade para reinar. A Édipo foi entregue o cajado dos desvalidos, e o desgraçado rei foi conduzido por seus próprios filhos até os portões da cidade. Sua filha mais amada Antígona, estendeu-lhe o braço e decidiu acompanhar seu pobre pai no exílio.
Para Édipo a presença de sua filha ao seu lado só poderia significar que os deuses finalmente se apiedaram do homem tão cruelmente perseguido desde o início de sua vida.