[Música] [Aplausos] [Música] Olá, estudantes. Eu sou a professora Clara Silva do curso técnico de Design Interiores da Escola Técnica Estadual Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, a ETPAC. E a gente tá aqui hoje com o podcast da segunda unidade falando sobre a ergonomia, mas no que diz no que diz respeito à antropometria, à acessibilidade.
A gente tá aqui hoje com Gabi Coutinho, que ela é a diretora da Casac e ela vai responder algumas perguntinhas pra gente hoje, eh, explicando um pouco do desafio que foi projetar espaço, um espaço acessível economicamente correto para todo mundo, né, num evento desse porte que é a Casa Cor, meu professor aqui, Adaberto, meu colega, sou professor Adalberto Dantas também da escola TEPAC e a gente tá aqui com Gabi Coutinho e vai entrevistar ela. já procurar saber como foi os desafios, né, para construir esse espaço aqui na Casa Cor. Exatamente.
Gabi, a gente gostaria que você falasse um pouquinho da tua trajetória, né, dentro da arquitetura, como é que você veio parar aqui na Casa Com aí, enfim, para o pessoal conhecer. Eh, meu nome é Gabriela Gabi. Todo mundo me chama de Gabi.
E aí eu tô há 9 anos junto com Carla Isabela, fazendo a casa de Pernambuco. Somos as três mosqueteiras e e realmente a gente tem um um cuidado muito grande de todo o imóvel que a gente entra. Eh, Casac tinha um estigma no passado de que não era eh utilizava os espaços e depois eles não tinham outro futuro.
Então, a gente teve que fazer uma mudança nesse nesse trato mesmo em respeito aos imóveis de preservação e tal. Então, a gente começou a reestruturar e ressignificar essa essa história, vamos dizer assim, essa trajetória. Então, estamos há 9 anos, a gente já teve mais de seis imóveis de preservação em que a gente atuou.
A gente tá no terceiro ano aqui no bairro do Recife, especificamente, e a gente tem tido um um um assim gratas surpresas desde que a gente iniciou aqui no bairro. [Risadas] E aí, qual foi o desafio que você teve ao chegar nesse prédio, na no Palácio de Itália, do estado que ele tava para transformar ele num ambiente mais acessível? Vamos lá.
Eh, quando a gente chegou, a gente, na verdade é arquiteto, enfim, muita imaginação, muitas ideias e tal, então a gente não se abala quando a gente vê uma coisa que necessita de muita obra. por natureza a gente já consegue saber que vai ser um desafio, vai, mas assim, isso isso também em casa principalmente dá margem pra gente sonhar mais, fazer uma masterplan em que a gente possa modificar mais coisas e tal. Então, quando a gente chegou, o prédio ele já tava passando por uma reestruturação de coberta e de e de estrutural mesmo há há do tr anos.
Mas aí quando a gente chegou não tinha nada e aí a gente chegou, eu tinha um vão livre, então a gente tinha a mente para começar do zero, para projetar os espaços e pra gente conseguir eh junto quem faz a masterplan da gente é Mário Santos, que ele é o filho de Janete Costa e ele faz a nossa masterplan há 9 anos e faz a da Casa com Rio de Janeiro há uns 20 anos. E aí ele tem muita experiência nessa parte espacial e a gente também como mostra a gente consegue adaptar as demandas a eh ao circuito e tal. Então, é um papo de muitos arquitetos opinando e a gente consegue garantir até por conta eh não apenas a acessibilidade, que é um dos principais pilares que a gente tem maior cuidado, ma respeito, eh de ter uma amostra 100% acessível a qualquer cadeirinha que chegar aqui, ele não vai ter dificuldade de entrar em nenhum espaço.
Ele vai conseguir transitar sozinho. Isso é, isso é fundamental. Isso não é apenas uma obrigação legal.
Isso é uma obrigação, meu Deus, legítima. Isso, enfim. Aham.
a gente tem humana que a gente isso, isso aí a gente não tem. Eh, mas além disso, a gente tem uma série de outras coisas que a gente tem que seguir como bombeiros. A gente tem que saber o fluxo que a gente tem no dia de inauguração, por exemplo, que é um dia de absoluto extremo fluxo nas últimas semanas.
Então, a gente tem grandes eventos, né, os grandes eventos. Então, a gente tem que estar preparado para sinistros, para eventualidades, para várias pessoas saind ao mesmo tempo e tal. Então, a gente sempre trabalha com corredores largos, né?
A gente não pode ter degraus. Quando tem degraus, a gente tem que ter alguma plataforma elevatória ou elevador para fazer essa compensação. Então, enfim, são muitas coisas que a gente tem que pensar e que é um é um conjunto de pessoas, de profissionais de equipe que a gente consegue chegar nesse denominador, certo?
como garantir que as entradas principais, né, já nessa pegada da da de de acessibilidade, nessa parte de bombeiro também, que a gente tem que ver bastante, como garantir que essas entradas principais e as secundárias dos ambientes sejam acessíveis para todo mundo, né, respeitando as normas, certo, né? Como foi essa parte de de pensar as entradas? A gente sabe que tem as entradas do Cajá, tem a entrada do lá do do Bóis.
Perfeito. Isso daí facilitou que há três anos também, desde que a gente chegou no bairro, a gente eh começou a fazer uma masterplan eh permeável, inclusiva, que a gente conseguisse ter uma permeabilidade visual e física, literalmente, uma interação com a cidade e que o passante que ele tivesse ali no bairro do Recife, ele conseguisse transitar sem necessariamente ter que pagar o ingresso, porque Casacor, por mais que seja um evento de decoração comercial e tal, a gente a rapaz, a gente tem que interagir com a cidade. Não adianta a gente revitalizar o prédio todo e querer que as pessoas subam e paguem, mas a gente distança, tem uma distância da comunidade também, não pode.
Então a gente entende que isso daí é um dos principais pilares, assim, a gente tem sido muito bem sucedido. Inicialmente, vou lhe confessar, a gente tinha um pouco de medo de só atrapalhar a visitação, a bilheteria e pelo contrário, a gente vê numa crescente de público surreal, porque a gente tá interagindo com a cidade. Então, às vezes a pessoa entra, vai tomar um café e diz: "Eita, tô interessada aqui em subir, achei bacana, quero ver como é que ficou lá em cima e tal".
Então, isso daí foi um dos principais pontos que a gente eh eh ajudou muito nisso. E aí a gente tem também pelos bombeiros as rotas de fuga. Quando a gente faz essa abertura para a cidade, isso facilita porque a gente tem ali de cara cinco portas de entrada de saída.
Então a gente já tem todo o fluxo de vazão, no caso de sinistro. Então, bombeiro, a gente já dá o cheque, a parte de permeabilidade também, show de bola. E aí a acessibilidade, naturalmente a gente tem a entrada principal que a gente tem uma preocupação maior, porque é onde a gente tem que ter uma rampa totalmente acessível, né?
A gente sabe que as ruas muitas vezes não tm as condições ideais. Então, como a gente tem aberturas para a rua, a gente teve que eh se preocupar com uma entrada padrão ideal, em que a gente conseguisse fazer essa entrada que é a entrada frontal, que é a entrada principal pela vigário tenório. Então, a gente tem um deck ali que a gente colocou uma rampa e a partir daí todo o circuito que o cadeirante fizer, ele tá com liberdade para circular perfeitamente, entendeu?
Então, é só pegando um gancho nessa tua resposta, colocar rampa e elevador, que são coisas bem fixas, certo? Como é que a gente faz para colocar rampa e elevador sem perder elegância e estilo? Veja isso daí pra gente, como é um um pilar inegociável, a gente sempre há 9 anos trabalha dessa forma e a gente já tá familiarizado, já já é natural.
A gente vê, putz, eu tenho que botar uma rampa aqui. Vamos fazer uma rampa bonita então. Botar um corrimão bacana, botar uma coisa legal.
como é que a gente vai vai eh eh eh tapar, vai tornar isso fluido, por exemplo? É melhor a gente fazer uma rampa única e depois você chegar no outro nível ou você fazer uma rampa muito contínua? Isso gera degra nas laterais de certa forma por conta do desnível.
Então a gente eh como já tá careca de fazer isso, vamos dizer assim, a gente já consegue pensar já pensando em como é que a gente vai deixar bonito, porque a casa todo cantinho a gente deixa, uma coisa faz o link com a outra, né? Exatamente. Então isso ocorre de forma muito natural.
Eh, outro aspecto que a gente tem que observar também que o Palacio Itário era um prédio antigo. É um prédio antigo e que não tava com essas condições. Eh, tava realmente foi um desafio bastante com todo mundo que a gente conversa.
Isso. E conversou aqui da dos arquitetos, eles faz falam realmente do do desafio que foi eh pegar um um prédio histórico que tava realmente com deteriorado e transformar ele num espaço, né, de trazer ele para pra amostra, né, da da Casa Cor. E aí, eh, trazendo isso, qual foi esse desafio para pegar esse espaço para poder organizar a circulação, organizar os acessos, o layout, a o, no caso aqui as divisões dos ambientes todos, como é que foi para vocês assim esse desafio de de estar dividindo?
Veja, a a separação dos espaços, ela é um ponto muito importante pra gente eh é o fio condutor, vamos dizer assim. Quando a gente decide o imóvel, a gente tem que fazer uma circulação fluida, pouco confusa, acessível, que atenda aos bombeiros, que atenda grande. Então, a gente tem 10 itens que a gente tem que chegar.
Os ambientes não podem ser muito grandes, nem muito pequenos. Então, enfim, é uma série de fatores que a gente vai eh realmente pensando juntos. São muitas cabeças eh eh para colocar esse projeto de pé e aí a gente consegue ir dos, né?
Então essa Masterplan que é é Mário Santos eh que faz já há muito tempo, ele já tem essa experiência. Eh, em outras casa se você observar, muitas pessoas costumam fazer um fluxo em que você obrigatoriamente você passa de um espaço para o outro, certo? Aqui isso não ocorre dessa forma, porque a gente entende que o visitante ele não tem que se perder entre os ambientes, ele tem que ter a liberdade para começar por onde ele quiser, de forma fluida e tal.
E isso facilita, por sua vez, bombeiro, acessibilidade. Eu acredito até também na construção da da obra como um todo. Isso facilita bastante, porque se falando de dessa parte de de obra operacional da obra mesmo como um todo para se ele tivesse que entrar em um ambiente e outro, de repente um estágio que esse ambiente tá o próximo exatamente atrapalharia chegar um, enfim, fornecedor no próximo e tudo mais.
O o arquiteto A, ele tá num momento de obra diferente do arquiteto B, apesar da gente ter um cronograma, mas atrasou um piso, atrasou alguma coisa, enfim, um acabamento e tal, então acaba que um ambiente que você tem um atraso de obra massivo, ele impacta em todos, porque se você tá limpo, você começa a gerar um efeito cascada e passar com o pé sujo de gesso e sujar todos, entendeu? Então assim, foram coisas que a gente foi aprendendo e que a gente foi maturando e entendendo que não vale a pena o desgaste. Os pontos positivos são muito mais positivos do que você se perder no espaço, porque o visitante em casa cor, ele vai até o shaft, eles abrem, é tudo, é área técnica.
v um DML eh eles querem entrar, então não tem perigo do do visitante que pagou aquele ingresso não acessar absolutamente todos os espaços. Então a gente entendeu, botou na cabeça e isso é sucesso. Eu queria agradecer tua disponibilidade.
Obrigada. Queria agradecer bastante e queria que você deixasse uma mensagem pros estudantes assim que tão agora começando o curso de anteriores. Para muitos isso tá sendo muito importante, porque realmente o curso técnico para mim foi muito importante, mudou minha vida de fato.
E eu queria que tu deixasse uma mensagem pros alunos. Ah, com certeza. Veja só, queria dizer que o trajeto ele é difícil, mas ele é, olha, muito gratificante.
A gente consegue enxergar isso aqui em Casac. eh essa transformação dos ambientes em ambientes bem pensados e tal e é tudo muito próximo. A gente vê muitas coisas aqui que são extremamente tecnológicas, mas a gente também vê aqui coisas que a gente consegue aplicar no nosso dia a dia, que a gente consegue aplicar, né, no projeto que a gente tá fazendo para aquele cliente.
Então, eh, espero que CasaCô tenha contribuído na na no trajetória de vocês. Espero que vocês possam sempre nos visitar. e sempre para que a gente possa sempre estar junto e contribuindo e tal, que a gente tem, enfim, um um carinho enorme eh eh a gente quer ensinar e a gente quer trocar e a gente quer que vocês vivenciem, experienciem e muito possivelmente estejam aqui expondo como expositores, porque não vamos abrir sempre a cabeça e tá e tá aberto porque o mercado, o céu é enorme e trabalhando e estudando muito, vai dar tudo certo.
Muito obrigado, Gabi. Parabéns pela amostra. Curta e compartilhe nossa página no YouTube, nosso Instagram, Educa P.
E vamos lá. Isso aí. A gente tá terminando hoje a disciplina de da unidade dois e acompanhe.
Hoje vimos como desenho universal, antropometria e acessibilidade podem ser aplicados em prédios antigos, como este, que é o da Casa Cor 2024. muito importante, sem perder eh a característica, elegância e estilo. Isso mesmo.
Na próxima aula a gente vai aprender como adaptar outros espaços de uma residência, salas, escritórios, cozinhas. Eu espero muito que vocês tenham estejam gostando do conteúdo que a gente tá preparando para vocês. Não deixem de ler o e-book, não deixem de ler os materiais complementares, aproveitem muito esse conteúdo.
tá sendo preparado com muito carinho para vocês. Até já. Até mais.