[Música] Boa noite eu me chamo Sara Sacramento faço parte da base de voluntários do miô e hoje eu vou revisar com vocês o que aprendemos na nossa aula inaugural bom nessa aula nós contamos com a presença do professor Rogério José que é pesquisador na área de juventudes religiosidade Relações raciais e a história do negro no Brasil nós discutimos um pouco sobre o perfil da Juventude Negra e quais as possibilidades e desafios se apresentam pro jovem no mundo do trabalho e num primeiro momento nós vamos pensar Quem é esse jovem e o que ele quer Nós
aprendemos que a inserção do jovem no mercado de trabalho é influenciada de forma objetiva subjetiva pelos marcadores sociais desse indivíduo Eh Ou seja as questões de gênero orientação sexual raça classe e isso é influenciado diretamente pela construção história Política e social do nosso do nosso país Então vamos conferir um trechinho dessa conversa trabalho hoje pro jovem né a situação do mercado do trabalho jovem hoje é bastante desafiador desafiador exatamente pelas condições sociais em que nós nos encontramos né não só como consequência da pandemia Mas também como consequência da histórica situação social política econômica que o
Brasil sempre eh Eh viveu né então assim de imediato passar para vocês algumas informações que com certeza vocês já sabem porque leem os jornais ou estão estampados aí em várias questões Mas elas são importantes pra gente pensar um pouquinho depois as outras provocações que eu vou fazer então de imediato Vamos pensar esse contexto de inserção do jovem no mercado de trabalho vamos lá de imediato segundo a o o pnad né Pesquisa Nacional de amostra D do IBGE de 2020 eh Dos 15 milhões de desempregados que nós temos aproximadamente 70% desses 15 milhões de desempregados estão
entre 14 e 24 anos quando a gente pensa a situação do jovem negro essa essa questão ainda se agrava um p um pouco mais eh o desemprego entre entre pretos e pardos ou seja negros né Eh é o dobro da população branca para as mulheres a situação não é menos difícil eh a para as mulheres e 14,5 né do primeiro trimestre do ano do primeiro trimestre de 2020 para o atual houve um salto de 16,4 do desemprego Pode parecer pouco mas não é o que acontece é que a taxa de desocupação ou seja desemprego das
mulheres é maior três vezes maior do que a dos homens Então por que que eu tô colocando isso primeiro jovem negro e a questão do desemprego sobretudo mulher negra é um desafiador o mercado de trabalho segundo Para as mulheres as mulheres também têm muitos desafios a serem enfrentados no mercado de trabalho pensamos agora pensemos agora na população lgbtq mais os dados também não são são bastante preocupantes né de acordo com com o levantamento feito eh por uma empresa de consult teia chamada Santo Caos 38% das empresas afirmam que não contratariam pessoas lgbtq e mais Eh
Ou seja e na maior parte das vezes as pessoas pertencentes aos grupos lgbtq e+ Precisam esconder a sua sexualidade para poder manter-se ou mesmo ingressar no mercado de trabalho no caso das pessoas travestis ou transsexuais 90% dessas pessoas estão no mercado completamente informal né e o que já bota mais uma mais um desafio para vocês em termos de ingresso no mercado de trabalho se formos pensar do ponto de vista dos jovens periféricos a situação também não é das mais adequadas né Eh ainda também segundo uma consultoria Alemã 33% das famílias com renda mensal de até
um salário mínimo eh 33% das famílias que possuem renda mensal de eh de até um salário mínimo ao menos uma Ou pelo menos duas pessoas estão desempregadas há uma relação muito grande entre renda e e e e e e e escolaridade e emprego para jovens Nessas questões né nessa dinâmica o que eu quero dizer é que a questão da renda e da da escolaridade sobretudo se pensarmos hoje juventude Ela tem um impacto na vida de cada um de vocês ou seja o jovem mais pobre algo que nós vemos e muitos de nós sentimos mesmo eu
não sendo eh jovem mais mas também eh e e há muito tempo não jovem mas também eh passei por essas questões né as questões de escolaridade e e as questões de renda influenciam nas nossas escolaridades e geração e empregabilidade né E aí se formos pensar também na questão do perfil das mulheres voltando um Pouquinho eh a maior parte das mulheres desempregadas são mulheres jovens são jovens que possuem filhos né E essas mulheres via de regra né entre 14 e 24 anos como eu citei estão no grupo que se chama classificado pelo pelo IBGE neném ou
seja serão aqueles jovens que estão incluídos na categoria nem estudam e nem trabalham Então são mulheres negras na sua maioria jovens né nessa faixa etária que Eu falei e que possuem filhos e aí esse quadro de desemprego também impacta significativamente essas mulheres esses dados que aparentemente possam podem mostrar uma Dura realidade da inserção do mercado de trabalho eles também apresentam uma importante informação para nós quando falamos informação política para o mercado de trabalho é fundamental conhecer essas dimensões e conhecer essas dimensões gente e aí é Importante nós pensarmos sobre isso não como um aspecto que
vai nos paralisar ou como um aspecto que vai dizer Poxa as minhas situações são tão complicadas e já que eu me insiro nos grupos que citados acima anteriormente são que eu não tenho muita escapatória bom E aí que vem o meu debate hoje quando Nós pensamos em em nesses dados muitas das vezes muitos dos jovens podem né E todas as pessoas porque esses dados atravessam diferentes Gerações mas na situação atual né que na verdade já tem um espaço de tempo maior mas sobretudo agora no período pandemia ela vem atingindo sobremaneira O jovem quando a gente
pensa no que esse jovem quer nós temos jovens que estão buscando a inserção no mercado de trabalho não apenas pelas necessidades financeiras ou para adquirir bens nós estamos pensando em jovens que eles estão Ia uma sobrevivência da sua comunidade então é um desafio para esse jovem eh pensar na educação como um caminho porque muitas vezes essa educação ela não agência financeira né ela não não traz frutos a curto prazo então a gente tá falando de uma realidade de pessoas que precisam trabalhar para garantir a comida de hoje né e segundo momento onde nós Somos convidados
a pensar essa estrutura essa estrutura que se coloca na nossa sociedade que é uma estrutura Racista patriarcal lgbtq fóbica classista que nos oferece uma série de obstáculos né e e e eh o professor ele traz ideia eh de destino e de empenho social sendo esse destino entendido como a aquela ideia de que aquilo aconteceu porque tinha que acontecer Ou seja quando a a a ideia que se coloca na na nossa cabeça é de que se eu não conseguir acessar o mercado de trabalho é porque era para ser né ou não era para ser e também
a questão de empenho social Que no nos nos afirma que basta a gente se esforçar que a gente consegue E aí eh nessa aula Nós aprendemos que isso na essas questões são na verdade armadilhas né armadilha que mascaram a realidade que mascaram uma estrutura que é racista eh numa estrutura que é sexista né E que nos exclui de certa forma eh dos espaços de trabalho e E aí eh o que o que se coloca pra gente é a questão da teoria do negro único né Eh vendem pra gente a ideia de Que ó se Fulano
conseguiu chegar em tal espaço qualquer pessoa consegue e essa ideia de mérito eh que é vendida para nós Ela está na verdade a serviço da manutenção dos privilégios ou seja essa exceção ela apenas confirma a regra ela ela apenas nos mostra que existe uma pessoa ocupando um espaço de de poder uma pessoa negra médica um um um promotor de justiça enfim a gente tem apenas um sabe mas cadê os negros nos lugares comuns ocupando todas eh os Espaços ocupando as Universidades em maioria já que somos a maioria da sociedade brasileira então assim eu queria aprofundar
um pouco com vocês aqui essa ideia de mérito né Afinal um jovem preto que faz um esforço sobre humano para para conseguir passar num vestibular ou num concurso público se manter na universidade a gente percebe que essa vontade essa força de esse Querer é apenas os ingredientes que influenciam no processo né mas ele não é O fator determinante a vontade não é tudo Afinal é uma pessoa que não consegue se alimentar direito que passa duas horas no trajeto do blusão que não tem acesso a livros a internet que precisa trabalhar para sustentar a família que
tem que limpar casa cuidar de criança cuidar de idoso eh como que essas pessoas elas vão ter os mesmos resultados daqueles que só estudam que tem comida que vão de carro pros lugares que tem uma mulher preta Limpando a sua casa que que tem todos os acessos como que os resultados eles vão ser os mesmos se nós temos recursos diferentes sabe as condições elas seam para cada um de nós de formas desiguais nós partimos de lugares diferentes poxa se um de nós tem um bloco de um bloco de cimento para construir uma casa e o
outro só tem graveto e terra como é que as nossas casas elas vão ser iguais sabe é óbvio que elas serão diferentes uma casa vai ter infiltração e a outra vai Ser muito bem njada e muito bem construída sabe então assim a trajetória de algumas pessoas T muito mais difícil é preciso que a gente questione a meritocracia para compreender que ela só vai existir quando todos nós partirmos de lugares equivalentes e agora queria vocês para conferir o finalzinho dessa conversa a presença de todos todas todes eh Nessa para mim maravilhosa oportunidade de trocar eh aprender
com todes e dizer que é importante que a gente tenha aí para fechar e mais uma vez reforçar essas dimensões que Sara trouxe tão brilhantemente da questão do cuidado do autocuidado que diz respeito à ideia do da principalmente da Saúde Mental e também do cuidado no acesso às redes sociais que acabou surgindo isso Né que é que tá diretamente ligada a esse autocuidado por outro lado gente pensar nessas dimensões para finalizar de destino e empenho pessoal acabei usando o empenho pessoal como como sinônimo meritocracia que era para entender um pouco mais uma meritocracia Com certeza
mais popular eh e eu tava preocupado com isso mas pensar nessas dimensões e não cair nessas armadilhas né essas questões esses duas dinâmicas elas não são determinantes e a gente Pode ver isso nos inúmeras experiências que nós temos ao nosso redor eu usei aqueles exemplos como representativos mas eles não são não não precisamos pegar pessoas famosas ou conhecidas para pensar que essas dimensões não são determinantes das possibilidades de inserção no mercado de trabalho que nós teremos então sim temos um quadro delicado de fato apresentado nos dados lá em cima mas não podemos pensar que isso
é determinante e que isso de alguma Forma tem um efeito paralisante ou um efeito eh pessimista sobre nós e aí e e para finalizar eh usar esse momento da internet n que esse momento de pandemia né Eh em contato com a justa medida em relação ao autocuidado de saúde mental mas usar toda essa possibilidade que a pandemia de alguma forma trouxe como um momento de formar-se e informar-se para que no presente como falou a Carol e no futuro Nós possamos vocês par particularmente possam enfrentar muito melhor essa essa questão da da da entrada no mercado
de trabalho enfrentar agora à medida que tiver informando informando-se e enfrentar também posteriormente eh vislumbrando a inserção no mercado de trabalho sem perder de vista o planejamento algum planejamento alguma estratégia Vocês precisam ter para delinear para eh Organizar aquilo que vocês desejam em relação não só ao presente como ao futuro também lembrando e para finalizar ninguém vai ser jovem para sempre então é fundamental Que isso fique bastante eh explicado né enegrecido Para que vocês possam aí transitar nessa sociedade que de fato não é fácil mas que eu não tenho dúvida que eh nós eu tenho
sou esperançosa né que não tenho dúvida que nós seremos vitoriosos e que muitas mudanças Positivas virão para o futuro não sei se né como vocês já ouviram falar não sei se eu vou ver e tudo mas eu vou ver com certeza dias melhores que esses isso eu não tenho dúvida mas eh mas que a gente juntos coletivamente nós vamos enfrentar essa sociedade e transformá-la seão de todo pelo menos o com o mínimo né que a gente consiga aí sobreviver nós lembrando nossos passos vem de longe nós não somos de agora a gente tem a maior
parte de nós a gente Chegou aqui h 500 anos atrás e sobrevivemos aí ao longo de mais de 500 anos estamos aqui temos uma história maravilhosa para contar com nossos ancestrais sobrevivendo as mais diferenças adversidades então assim vou terminar com a com a frase eh eh eles combinaram de nos matar e nós combinamos de não morrer bom galera exatamente sobre isso né Eh essa frase o professor conclui essa aula Eh nos convida a pensar estratégias a explorar as brechas e abrir portas pros outros e é basicamente assim que a gente encerra essa nossa revisão da
primeira aula boa noite vocês gostaram é um agradecimento pra voluntária Sara que separou os trechos e fez essa breve explicação então aos novos inscritos esse só um pedao da nossa aula de inaugural tá tudo aqui no YouTube Eh vai ficar a gente tem uma surpresa também Sobre como reassistir essas aulas passadas só ficar até o final que a gente revela E caso surja alguma dúvida principalmente desses trechos É só colocar aqui no bate-papo que daqui a pouco a gente vai trocar ideia sobre isso então Puxa agora or o vídeo do nosso segunda aula aula sobre
interseccionalidade meu nome é Bruna eu tenho 20 anos e atualmente eu sou voluntária do mio eh hoje vou falar um pouquinho sobre a Primeira aula com a professora Ana ela fala sobre interseccionalidade e o que isso é que no caso é o conjunto de opressões que incidem sobre o mesmo indivíduo ou eh sobre como a professora usou o termo sobre o mesmo corpo A gente tem um exemplo também do jovem periférico ele sofre opressão no mercado de trabalho por ser jovem e mais ainda por ser periférico essas dois tipos de opressão elas eh não se
Dissociam E aí eh eu gostaria de mostrar essa parte no próximo trecho e qual é a prática sexual que você tem é só com você é individual é só para entender intersexualidade eu convido que comecem a observar o corpo porque são as marcas do corpo que vão nos dizer o que nós somos os que nós queremos e para onde nós vamos são as marcas do nosso corpo que vão definir a nossa Identidade a nossa identidade política são as marcas do meu corpo que vão dizer se eu sou ou não uma moradora de favela se eu
sou ou não uma mulher se sou ou não uma mulher negra e em cima do corpo que vem as opressões e muitas de nós como eu por exemplo vai trazer no seu corpo muitas marcas eu trago no meu corpo marca de que sou mulher eu trago no meu corpo marca de que sou negra eu trago do meu corpo marca de que sou idosa eu trago no meu corpo marcas de Que sou pobre e essas coisas elas estão sobrepostas eu não tenho como desmembrar eu não tenho como hoje eu sou só mulher hoje eu sou S
só negra hoje eu sou só idosa Hoje eu só sou uma mulher pobre não eu sou uma mulher negra pobre idosa isso vem comigo isso compõe a minha identidade essas coisas estão interalizadas em mim cada um de vocês tem nos seus corpos coisas interseccionalidad estarão Interseccionalidad as formas e as maneiras com que vocês se deslocam se vocês se deslocam necessitando de adaptação necessitando de acesso se você se comunica necessitando de acesso se você necessita de acesso para ver para ouvir todas essas coisas estão no corpo portanto a interseccionalidade ela tem a ver e só pode
ser entendida como as marcas que Você tem no E assim a gente começa e eu escolhi esse trecho porque ele ajuda a gente aprender sobre eh a nos identificar como corpos que tão estão submetidos a esse sistema de opressão e a nos conscientizar sobre o corpo do outro que também tá inserido nesse sistema e como resposta a todas essas opressões a gente tem a justiça social e no próximo trecho a professora Ana vai Falar um pouco mais sobre sobre a justiça social principalmente os estadunidenses e tem a ver com o trabalho da interseccionalidade porque essa
discussão que elas trazia era uma discussão em que elas avam nas estratégias de construção de justiça social e vidas emancipadas e não será emancipada a vida que estiver presa no racismo no sexismo na asperção no patrial ismo na homofobia no Capacitismo E tantas outras opressões elas precisam ser super e substituídas pelo Desejo de solidariedade política e aí por isso eu tô dizendo agora e trazendo que isto Começa dentro de um movimento aqui Cunha em 89 Mas isso é espelho de um movimento e pra gente pensar em mercado de trabalho e pensar interseccionalidade a gente tem
novamente que pensar num movimento no Movimento em que nós trabalhadoras e trabalhadores temos que pensar na forma de conhecer e o que está no mundo temos que nós trabalhadoras e trabalhadores ampar ampliar estratégias de construção de justiça social de vidas emancipadas comprometidas com a liberdades individuais mas também com o fortalecimento coletivo plural e esperançoso tô repetindo no qual o racismo sexismo a Espação de classe o eh o patrimonialismo a homofobia o capacitismo aí eu vou dizer mais uma série de coisas eh o capacitismo já falei ali do sexismo o heterosexismo E tantas outras opressões eh
a lesbofobia tantas outras opressões existem é preciso que nós também e principalmente nós trabalhemos na reivindicação e na construção deste lugar de solidariedade política quem tem que ter solidariedade política uns com os outros umas com as Outras uns com umas e nesse último trecho A professora falou sobre duas formas de opressão e dois exemplos dela são o racismo e o sexismo e é justamente sobre isso que a intersecionalidade ela aborda é que o mesmo indivíduo ele pode sofrer vários tipos de eh opressão indivíduo ou corpo que é o foi o termo muito utilizado aqui na
nossa aula eh e eu queria chamar agora o mente Eh o mente ele vai fazer a seguinte pergunta né que como a pessoa se sente eh a respeito do mundo do trabalho ou vivenciando ali e a gente tem algumas respostas bem fortes três exemplos eh São eh se sentir incapaz se sentir inexperiente ou se sentir invisível eh são realmente respostas bem fortes para como pessoas se identificam no mundo do trabalho e a gente consegue perceber que a gente ainda tem muita coisa para mudar e muita coisa para Melhorar mas através dessas aulas a gente consegue
aprender muita coisa e aprender aprender a ter consciência dos nossos corpos e se você sentiu alguma curiosidade quer terminar de assistir essa aula inteira ela já tá disponível no nosso canal do YouTube nossa galera essa aula com a Ana Foi incrível né sobre intersecional um Bel de um palavrão mas a aula ficou muito simples V vale muito a pena voltar a agradecimento especial PR Bruna Nossa Voluntária que separou os trechos e fez a gravação PR gente muito obrigada Bruna e agora a gente já revisão das duas primeiras aulas eu queria chamar de volta FIPE PR
gente trar uma [Música] FS projeto né lá no início do mês e aprendemos tantas coisas né Eu eu até brinco com a Carol e com o Cléber que eu internalizei a interseccionalidade agora todas as minhas falas eu Trago essa essa Esse recurso de linguagem porque realmente eh pensar essa interseccionalidade que atravessam os corpos sobretudo no mundo do trabalho é é olhar também olhar também pra origem da nossa sociedade brasileira né como é feita essa construção da nossa sociedade brasileira e aí a gente se depara com um um abismo social a partir dessa dessa desigualdade que
é construída e sistêmica né Cléber exatamente Felipe exatamente eh e Foi muito interessante e potente de gente colocar aula inaugural com o Rogério né E logo na sequência Ana Gomes porque o Rogério ele começa a na nossa formação faz fazendo perguntas muito iniciais e potentes pra gente entrar nesses Desafios que o Felipe a Carol e os vídeos né foram ficaram muito bons assim as voluntárias né arrasaram maravilhosas que fazem a mediação aí com a Carol que o o Rogério coloca né O que você sabe sobre a situação do Mundo do Trabalho São questões iniciais mas
que traz duas dois dois pontos de partidas um que é o indivíduo e e um outro que é o indivíduo em sociedade n então existem dois pontos importantes que é o que nós estamos aqui nos movendo o que que leva você a estar aqui nesse nesse curso de formação né às 7:53 da noite numa quinta-feira né e o que isso também significa dentro de um conjunto de de de ações coletivas desde a secretaria especial da Juventude Desenvolvendo vários programas né Há esse contexto histórico também que a Ana Gomes traz eh tão bem que Felipe coloca
que é né Quais são as características que nos atravessam né E que nos une e forma a nossa identidade na sociedade que é essa Perspectiva da esse palavrão que a Carol colocou da interseccionalidade ou como Felipe costuma de colocar né Essa dimensão interseccional que acho que é melhor uma palavrinha ficou muito bom E aí Carol O que que você achou desse percurso até aqui eu queria falar um pouco porque a gente começou muito ai o que que é o mundo do trabalho e a gente sabe pensa muito que sabe o que é o mundo do
trabalho aí Você tá na hora e fala Poxa parece que a gente sabe só o que tá ali no na ponta do iceberg né e uma coisa que d aula com a Ana Gomes que assim a gente via eu vi muito pelos comentários a gente conversando depois é é sobre como o mundo do trabalho também Tem é sobre percepção individual e do outro né para você entender por exemplo o lugar que você quer ocupar você tem que entender Poxa Quais são os outros corpos que estão ali eh quando você tá numa na faculdade a gente
discutia isso na aula também e e você olha ao redor quem quem é que tá ali com você e quem são as pessoas que por exemplo conseguem aquele estádio que todo mundo tá tava buscando Eu acho que um um grande ponto que a gente tá tá ganhando né Nós que Estamos estudando com com a estamos gan Estamos ganhando é essa per ão de tipo dos corpos qual corpo que chega lá qual corpo que chega onde eu quero chegar Pô parece que não é assim tão tão parecido com o meu mas não quer dizer que a
gente não possa chegar lá a a simples percepção já faz a gente ter muito mais força para correr atrás Então eu acho que principalmente nessas duas aulas foram foi o o que mais abriu a mente assim da gente que Tava acompanhando as Aulas ah Carol e e e e complementando o que você disse também trazendo no Cléber para para essa discussão eh enxergar a interseccionalidade é também a gente enxergar que os nossos projetos de vida são interligados em sociedade né mostrar que nós construímos a mudança a partir da nossa interação com a comunidade porque muitas
vezes eh eh até por uma estruturação dos do do do que é do simbólico né do campo do Simbólico nós não nos identificamos com o outro e e essa percepção de interseccional ade nos traz essa unidade né de de pensar como eu que sou filho de um migrante né tenho interseccionalidade por exemplo com quilombolas ou com a a a a com o processo migratório venezuelano como que eu me enxergo nesse lugar quanto sujeito e como nós propomos ou Podemos propor a partir desse encontro uma mudança sistêmica né Cléber A partir porque nós sempre discutimos isso
né não É um projeto de vida individual é um projeto emade né Exatamente exatamente isso parece a gente falando assim né muito simples né só que não não é mesmo um um movimento que a gente partir dessa experiência que eu tive que eu vejo também sou professor de geografia e vejo também os jovens que eu Ministro aula entrando no mundo do trabalho que muit em muitos momentos é aquela narrativa Aquela fala de que você faz por si só né então é seguindo ali que você não é só você você você você só que existe uma
outra dimensão que não é oposta que nem anula n como a Carol bem colocou ess esse esse essa ação eh que também né parte do indivíduo mas esse indivíduo ele está em sociedade não tem como não tem como como Felipe meem coloca não tem como separar né então a Ana Gomes ela conseguiu fazer acho que exatamente essa essa tecitura né Carol De puxar o social puxar as questões que o Felipe coloca que são questões históricas que nos formam enquanto país questão da escravidão do machismo sexismo né desse desse desse lugar bem específico em relação a
migração os imigrantes para alguns e para outros são de outras formma como Felipe bem coloca Hoje nós estamos vivendo isso né no contexto da América Latina que também envolve a questão do acesso ao trabalho que é muito importante pra gente Certamente vocês que estão aqui assistindo essa esse encontro formativo já conhece alguém já viu algum jovem né venezuelano haitiano ou de algum outro país da América aqui próximo a nós né no nos Espaços urbanos ou até mesmo Rural tentando aí né também entrar no mundo trabalho que é fundamental Então essa interseccionalidade que Ana atrás e
essa provocação que o Rogério também trouxe anteriormente que é como é que a gente consegue nos eh pensar e Atuar como sujeitos sociais né e históricos que nós temos sim a nossa individualidade que dialoga e é formada e é tecida também com toda essa estrutura social e histórica que né nos forma enquanto país enquanto sociedade e aí tá as grandes questões né pensar em mundo do trabalho hoje não tem como você não pode excluir a questão ambiental néma tem que de forma intersecional você não pode excluir questão racial de gênero porque você faz parte desse
Processo na verdade esses temas lhe compõe de algum modo né De algum modo foi assim que eu fiquei né pensando e a Ana foi muito didática né Carol para puxar aí Felipe né tipo como eh muitas vezes a gente precisa colocar um espelho na nossa frente não é isso para tentar nos ver Quer comentar Carol alguma coisa quer quer acrescentar algo Ah não é só assim foi eu acho que todo mundo teve um pouco aquele susto com a palavra a Intersecionalidade da centralidade dá um susto né mas aí durante a aula ess ISO foi embora
a gente aprende que um é um palavrão porque tem muito significado e até quando a gente eh começa a costurar com as próximas aulas como a terceira aula do do Jail que a gente aprendeu mais sobre a estrutura mesmo sabe como essa estrutura afeta o mundo do trabalho a gente foi vendo assim é como se a Ana primeiro ensinasse a gente como perceber o nosso Corpo né dentro do nosso espaço e o ja isson ensinasse a gente a entender o espaço por si né o lugar onde a gente se coloca é eu são coisas de
geógrafos né seu Cléber o o antes da gente partir então para o react da nossa terceira aula eu queria pedir pro ti soltar um recado que a na a Natália Azevedo lá da secretaria especial de juventude do Rio mandou para todos vocês diretamente de Fortaleza pode soltar aí ti voltamos já já direitos da Juventude da secretaria Especial da Juventude carioca é um grande prazer pra gente poder est essa noite aqui trazendo uma mensagem de boas-vindas para vocês a gente espera de verdade que essa oportunidade né que a plataforma 1000 tem trazido juntamente com seus parceiros
né como iPad Unicef que traga realmente um diferencial na vida e na formação de vocês então a gente agradece muitíssimo essa noite a participação de cada um e a gente agradece Principalmente ao esforço e Empenho de cada um a gente está aqui pensando no futuro melhor pra nossa cidade e também pensando em alcançar voos incríveis no mundo do trabalho contem sempre com a Juv Rio né curtam a gente lá nas mídias sociais é o @ju Rio e sempre mantém o contato com a secretaria então nunca deixe de nos informar de trazer também as suas ações
soluções falar pra gente também trazer a devolutiva de como tá sendo esses módulos para vocês e é isso gente mãos à Obra que se vocês são o futuro e o presente dessa cidade muito obrigada Oi pessoal eu sou a Amanda Freire Barbedo tenho 23 anos e sou do interior de São Paulo sou voluntário também no me e tô aqui para falar um pouquinho para vocês de como foi a nossa aula dois da trilha formativa que falava por uns e não outros no mundo do trabalho foi a aula do professor Jaílson o professor Jaílson em um
dos momentos da aula aponta que o nosso estado Bras Ero foi Construído de forma eh que colabora com esse processo histórico da desigualdade então ele aponta dois pontos que o estado eh construiu que faz com que a gente tenha essa desigualdade ainda nos di de hoje certo Um deles é o controle de determinados corpos na sociedade que seria o caso das mulheres negros e indígenas e o segundo que bate de contraponto com esse primeiro é a construção eh de de pegar todas as riquezas da sociedade brasileira e Colocar na mão de um determinado grupo social
específico que seriam os homens heterossexuais brancos ele fala que essa riqueza que é entregue na mão dessas pessoas ela tá colocada eh não somente na questão Econômica mas também eh em cima da religião em cima de questões sociais culturais e ele traz inclusive um ponto desse reflexo muito importante um dado muito importante ele fala que 1% eh eh dos recursos que dos recursos que a gente tem na nossa Sociedade 1% é das pessoas mais icas possuem a mesma quantidade os mesmos recursos que 50% de da população mais pobre brasileira junta então é um dado muito
importante que faz a gente pensar sobre isso tá então agora a gente já sabe de onde isso veio mas para onde isso vai né Por que a desigualdade continua reinando na nossa sociedade para explicar isso ele aponta dois pontos o primeiro deles é o patriarcado então o que que é o Patriarcado né De acordo com o professor Jaílson o professor Jailson apontou pra gente que o patriarcado nada mais é do que uma sociedade em que os grupos em que os homens na verdade estão nesse nessa faixa de poder né de autoridade que acaba colocando dentro
das instituições as mulheres em papéis subalternos muitas vezes ligado à questão doméstica familiar Ou seja as mulheres ficam ligadas a funções que estão relacionadas Ao l e ao cuidado das crianças e para falar isso para exemplificar melhor tudo isso a gente vai passar agora um vídeo que dá alguns exemplos de como esse processo funciona curda muitas vezes no mercado de trabalho brasileiro que é a mulher por exemplo tem direito a creche a trabalhadora tem direito à creche e o homem não né na verdade a creche é o direito da criança tanto trabalhador masculino como feminino
deveriam ter Direito a creche outra coisa que é absurda no mundo feminino brasileiro no mundo machista brasileiro é a mulher ter Obrigatoriamente quro meses de licença quando tem um filho e o marido no máximo o pai tem uma semana nos países escandinavos por exemplo se garante um ano de licença para o casal e o casal define quem é que vai ficar licenciado que muitas vezes quando a mulher fica quase 6 meses fora do mercado de trabalho e fora de outros ela termina Muitas vezes tendo que abandonar sua carreira Então não é dado não é natural
o instinto Maternal e efetivamente o cuidado da criança tem que ter responsabilidade recíproca então falar que apenas a mulher tem esse instinto Maternal e por isso ela tem que ter licença e o homem não não tem cabimento isso é a base do machismo como outras características principalmente do ponto de vista sexual que vocês conhecem bem então essa reprodução do machis Termina reforçando uma posição de inferioridade da mulher e aí já no campo do mercado de trabalho que muitas vezes foi o nosso primeiro ponto de porque essa desigualdade continua reinando o nosso segundo ponto é o
racismo institucional o que que é esse racismo institucional Amanda é o racismo que não é aquele voltado para pessoa pessoa racista mas sim para instituições R racistas né né são as estruturas racistas dentro daquela sociedade que Continuam sendo eh preservadas e ele dá um exemplo também o professor Jail são muito relevantes sobre isso de que muitas vezes a gente monstrua as pessoas e não a estrutura Vamos dar um exemplo baseado em um dos exemplos que ele apontou na aula por exemplo a gente tem uma empresa é uma grande Corporação e daí por exemplo um funcionário
funcionário x comete uma atitude extremamente racista a gente eh monstr realiza a própria empresa muitas vezes Faz isso monstr realiza o funcionário mas nada não se pensa de que aquele funcionário tá inserido num contexto muitas vezes que não é eh não é favorável para romper com aquele ciclo racista certo então muita muitas vezes tá dentro da e é dentro da instituição e não necessariamente na pessoa agora a gente vai pro próximo tópico que o professor Jaílson apontou muito bem na aula que é o ponto da meritocracia a meritocracia é a visão A falsa visão de
Que todo mundo tem a mesma oportunidade por assim dizer dentro da sociedade ou seja você pode atingir tudo que você quiser basta você se esforçar basta você batalhar duro né Como o pessoal fala e isso como o próprio Professor Jailson apontou é uma fala errônea né não existe a gente sabe que não funciona dessa forma e um exemplo muito relevante que ele deu sobre essa parte da merit é que muitas vezes a gente pega por exemplo o exemplo de uma pessoa que teve Que batalhar muito ele mesmo fala da história dele né que teve que
passar por várias coisas e chegou num ponto muito legal a gente tem que parar de pegar essas pessoas e usar ela no discurso meritocrático tipo não todo mundo consegue porque Fulano conseguiu então é uma uma uma atenção que ele deu pra gente pra gente começar a olhar bem essas falas e perceber eh como acabar com elas né parar de reproduzir e usar essas pessoas que sofreram muito Para continuar colaborando elas não precisariam sofrer né então é sobre isso e pra gente terminar essa fala da meritocracia a gente vai apresentar também um outro vídeo de uma
outra parte da aula em que ele faz uma provocação muito legal né sobre a que mérito tem uma universidade que coloca tantos critérios eh logo na entrada ali nos tibular Então vamos lá e eu era entregador Na época eu trabalhava de entregador o dia inteiro Estudava à noite prov eu teria muito mais dificuldade de entrar na frj então que méo tem Universidade que define a excelência na porta de entrada aí eu sempre falei isso muito tempo a gente conversa é a excelência na universidade especialmente universidade pública tem que ser garantido tem que ser garantido em
todas e a pública tem mais obrigação ainda porque tá lidando com dinheiro público mas esse excelência tem que tá na porta de saída e não na porta de Entrada você não pode criar critérios excludentes discriminatórios porque você ajuda a reproduzir a desigualdade uma coisa er meu filho que é filho de professores Universitário já viajou pro exterior fala inglês fala espanhol é é claro que por exemplo se eu disputasse uma bolsa com ele dentro da Universidade inicialmente ele teria muito mais chances que ele teria muito maior repertório Mas quem precisava mais da bolsa era eu ou
ele nas minhas condições Ou Nas condições que ele tinha então era fundamental garantir que os estudantes de origem Popular principalmente população negra tem acesso a universidade e possa superar esses limites ditos meritocráticos por isso que eu estou dizendo que a meritocracia é apenas um ideologia quer dizer é uma falsidade é uma ilusão quando você fala que pessoas que têm condições muito distintas possam efetivamente ser tratadas como iguais Nós não somos Iguais nós negros favelados periféricos estudant escola pública temos um conjunto de habilidades um conjunto de repertórios mas nós precisamos que haja as condições devda para
que a gente possa ampliar cada vez mais esses repertórios por isso um programa de ações afirmativas no observatório de favelas Nós criamos o conexão de saberes foi o maior programa de Educação de de ações afirmativas que o MEC já fez o ministério de educação fez no Brasil Foram milhares de estudantes negros indígenas favelados periféricos oriundo da escola pública que recebiam bolsa que recebiam formação teórica complementar que recebiam um apoio para construir as suas narrativas da sua vida para eles serem orgulho de quem eram da sua Negritude da sua condição indígena da sua condição periférica da
sua da sua condição de pessoa de origem Popular mas bem agora a gente vai para um dos últimos conceitos que a gente vai Abordar nessa revisão que é o paradigma da ausência e o paradigma da potência bom vamos começar né para começar para entender bem esses dois conceitos vamos ver primeiro o que que é um paradigma Professor Jaílson apontou pra gente que um paradigma nada mais é do que uma visão de mundo baseada naquilo que foi construído dentro de você no decorrer da sua vida certo então isso seria um paradigma o que que é o
paradigma da ausência Então como o próprio nome Aponta é uma visão de mundo baseada naquilo que falta para exemplificar o professor Jaílson trouxe pra gente o exemplo das favelas muitas vezes eh na maioria das vezes para ser sincero eh O Discurso hegemônico ou seja geral né que abrange a maior parte das pessoas ele fala das favelas a partir de uma visão muito negativa na visão daquilo que falta ou seja eh falta segurança falta água falta isso falta aquilo falta diversas coisas na favela isso seria uma Visão a partir do paradigma da ausência e em contraponto
o paradigma da ausência que é aqui que a gente tem que prestar atenção é o paradigma da potência ou seja não é aquilo que falta mas aquilo que tem de muito importante certo então ele é ponto traz novamente a visão da favela que é Lá tem muita sociabilidade lá tem um laboratório de novas ideias que podem ser construídas Lá tem muita caridade Lá tem muita amizade né dentro daquele espaço as pessoas se conhecem se Comunicam Então isso é muito interessante ver esse contraponto então pesso pessoal foi isso a nossa revisão da aula dois e para
finalizar e todo esse processo né de revisão eu vou deixar vocês com um vídeo em que o professor Jaílson explica um outro conceito muito importante que é a pedagogia da monstr realização Muito obrigada são hoje basicamente historicamente são jovens brancos criados na classe na zona sul do Rio de Janeiro né Claro numa favela tem muito medo de entrar na favela inclusive não tem nenhuma relação então tem uma representação da favela a partir da lógica da Extrema carência e precariedade então qualquer E aí tem um indivíduo a gente tem no mundo uma coisa fundamental de reprodução
desigualdade que nós chamamos de pedagogia da monstr realização que é assim quando a gente é pequenininho já vai sendo ensinada a monstr realizar a Desc de quem é Descartável quem é não anda com essa menina que que ela é piranha não anda com esse moleque que ele é maconheiro não com essa pessoa que ela não vale nada e assim a gente vai aprendendo quem é que vale a pena viver quem é que vale a pena morrer por isso que se matam 28 pessoas no Jacarezinho e as pessoas têm a indignidade jornais de nem colocar nome
e fotografia e o e e e a polícia fala no mesmo dia que eram todos suspeitos serem do crime como se fosse a Justificativa para assassinar para esse massacre Então essa representação que a favela é o caos a carência é precariedade quase que a não cidade justifica qualquer coisa como essa e principalmente o traficante também ser esse tipo então tudo que é feito na favela que possa ter algum efeito coletivo como ter piscinas por exemplo coletivas nas ruas e que é é uma questão fundamental de lazer a laje é um espaço fundamental dentro da dentro
das favela Que é justamente espaço de lazer é visto a partir dessa lógica monstr realizada e essa lógica criminalizante uma vez o Luiz Eduardo Soares que um dos maiores pensadores desse país Ele lei um artigo meu ele falou que ficou muito envergonhado porque ele falou que reproduzia aquilo na política dele de gestão F ela falava quando se faz uma praça numa área rica ou no formal da cidade é um direito de cidadania quando você faz a mesma Praça de espores por Exemplo na favela é para combater a criminalidade prevenir a criminalidade porque a lógica é
que todo morador da favela prente os jovens são potenciais criminosos e logo ele é só visto nessa condição muitas vezes o traficante por exemplo não é visto na sua condição de morador afinal ele é um bandido que pode ser eliminado logo qualquer coisa que ele faça Independente de quem botou a piscina na rua de quem bota porque tem muita ações coletivas a ideia de que a Piscina tava à disposição do crime efetivamente eh cria essa monstr realização de todos os moradores inclusive da favela Então essa ideia de que ess são pessoas que efetivamente devem ser
levadas em conta já vi traficantes eh eh motoristas de táxi quando eu pego e falo que Maré o seguinte tinha jogar uma bomba ali acabar com aquilo tudo nós estamos falando de mais de 140.000 pessoas que efetivamente nas suas diferenças nas Suas e essa pessoa acha que basta jogar uma bomba que é isso que resolve quer dizer ela constrói essa pessoa provavelmente é de Periferia Ela Vem de Periferia mas se constrói essa ideia do valor da vida a partir do acesso a determinados bens a condição obviamente racial também E aí nesse sentido você pode eliminar
a favela a favela faz mal quando a favela é um instrumento fundamental de acesso à cidade por parte das famílias empobrecidas historicamente A favela foi uma genial invenção Acabei de lançar um livro chamado a favela reinventa a cidade eu Jorge Barbosa e Mário Pires e a gente mostra que a favela venceu a favela foi combatida desde o início do século XX quando ela nasce e ela se torna hegemônica a sua presença na cidade são quase 2 milhões de pessoas que vivem na favela e o estado nunca garantiu coisas fundamentais em particular Segurança Pública hoje nós
temos 1/3 da cidade do Dominado pelas milícias porque o estado permite isso Nós criamos 40 Ups recentemente e efetivamente só uma tava em área de Milícia e elas obviamente não tinham como dar certo que era muito mais a questão de controle do território do que de garantir o acesso à segurança pública para os moradores então é nessa perspectiva que a gente tem que tentar Reinventar as relações estabelecidas na cidade né E aí a gente tem que reconhecer o papel fundamental da Chavelas muito forte a fala do Jailson né deixa aqui o agradecimento pra voluntária Amanda
que fez pra gente escolher os trechos e ainda gravou o vídeo o Jaílson ele é uma lenda né E só retificando como a nossa trilha foi eh desenhada com muito carinho é uma parceria do Ipad com o mio agora a gente tá aí com a parceria com a Juv rio que a Nati fez um vídeo bem bacana pra gente então assim a nossa TR foi desenhada com muito muito carinho e agora eu queria Convidar pra revisão da próxima aula de novo se você é um novo inscrito São só alguns trechinhos e logo no finalzinho a
gente vai ensinar para você como fazer então para assistir as aulas que você já perdeu Oi gente meu nome é Karen eu tenho 17 anos e sou voluntária aqui do 1000 e hoje eu vim trazer para vocês um resumo da nossa terceira aula da trilha formativa primeiramente a gente vai passar um resuminho aqui para vocês de um trecho e depois a gente vai fazer Alguns comentários em cima desse trecho para vocês ok Passos dela na organização sindical né E ela foi aqui presidente dos sindicatos Metalúrgicos aqui da região da região metropolitana de Belo Horizonte depois
ela foi da Central Única dos Trabalhadores e nessa vivência sindical né eu aprendi com essa minha prima muito sobre o debate sobre o lugar o papel reservado às mulheres as mulheres negras e sua presença nos Quadros né e nas definições políticas eh dos próprios sindicatos e das centrais sindicais né E por que que eu lembrei da da Rita né Se ela é essa coisa eu queria trazer para vocês eh essa presença né Eh de uma mulher negra periférica que foi empregada doméstica depois foi Metalúrgica entrou pro sindicato foi da Central Única dos Trabalhadores e dentro
de uma central dos trabalhadores ela discutia né o lugar das mulheres a presença das mulheres a participação das Mulheres e debatia né o machismo né mas o que que é o machismo né e e é pensar o machismo né é a gente olhar para as mulheres que tão à nossa volta e observar como que é algumas circunstância elas vão se repetindo ao longo do tempo né então por exemplo é muito fácil a gente encontrar homens nos altos escalões né seja do serviço público seja no setor privado seja dentro dos sindicatos seja nos partidos políticos agora
no geral é muito difícil A gente encontrar mulheres nesses lugares né é fácil a gente encontrar mulheres né odiadas eu falo olha mulher é é muito fácil a gente encontrar mulheres odiadas principalmente se elas estiverem em postos de poder né em lugares que ocupam que de ocupar o o poder né se ela tiver no no alto cargo executivo se ela tiver na Gestão na Gestão Pública a gente vai encontrar mulheres odiadas e acho que a gente tem um exemplo muito forte que nós vivemos No nosso país que foi a nossa primeira presidenta eleita que foi
né que sofreu um golpe de uma maneira absurda e a gente sabe o quanto que teve de machismo de misoginia né Eh de de patriarcalismo nesse nesse golpe a presidenta Dilma então é fácil a gente encontrar mulheres que são odiadas e at é muito difícil que a gente veja esse mesmo ódio se manifestando em relação aos homens inclusive em função das mesmas características né um homem bem Né que é determinado no seu trabalho né que é forte que toma decisões que não tem dúvida isso quando é num homem é considerado qualidade né E quando muitas
vezes é em mulher isso é considerado uma coisa eh abominável vou dizer assim o que que é o o que que é o machismo né o machismo ele é um culto né gente é um culto a esse a a ao ao macho né a esse homem branco hétero né e ele se estrutura sobre um sistema que a gente vai chamar né que é um sistema Patriarcal do patriarcado que na verdade ele não prevê espaço na sociedade para ninguém que não seja esse homem branco é esse sujeito né então Gente o que esse trecho fala basicamente
para nós esse trecho fala bastante do conceito Geral do Marxismo estando eles estata de forma simples pra gente como é fácil que a gente acha homens em posição de Alto Escalão mas não mulheres e até mesmo como as mulheres são respeitadas ou não Respeitadas quando elas estão nesse posto de Alto Escalão dentro de uma empresa tanto pública quanto privada a gente fala um pouco aqui de como elas são vistas e depois de como elas não são incentivadas a seguir carreiras em áreas de exatas ou qualquer tipo de carreira que as coloquem em uma posição de
Poder Além disso essa citação da Macaé também estata pra gente como machismo enraizado na na nossa sociedade e Eli já puxa também a gente para outro assunto muito Importante que a gente falou na nossa aula e aí para isso a gente vai puxar Outro trechinho para vocês para ficar bem explicado lembrar aqui de uma outra coisa né ao pensar nessa minha prima eu lembrei de uma outra pessoa que foi a Bet Lobo que é uma pesquisadora que é a primeira né que ela escreve um livro muito interessante esse livro foi relançado eh nesse ano eu
queria inclusive sugerir para vocês se Vocês procurarem esse livro ele tá liberado em PDF na na página da fundação perceu abram né é um livro que chama a classe operária tem dois sexos né então a classe operária sem dois sexos fala de trabalho de resistência e é o primeiro eh eh eh vamos dizer assim é um dos primeiros estudos do Brasil né que vão olhar paraas classes trabalhadoras e ela é uma mulher que ela aliou militância vida acadêmica vai olhar então paraas mulheres e vai olhar pros trabalhadores Né até então muito aprisionados nessa ideia de
trabalhadores e vai dizer que não são só trabalhadores né que são trabalhadoras também né E que a gente precisa entender né ela vai trazer essa ideia do gênero para esse debate e vai dizer que a gente precisa entender essa ideia e Como que essa construção social né que é feita pelo patriarcado muitas vezes norteia tanto as nossas relações pessoais nãoé mas norteia toda uma estrutura que vai deixando as mulheres Eh à margem Esse estudo da B Lobo é um estudo bem interessante ele foi publicado há mais de 30 anos atrás porque hoje é mais comum
né E aí depois a gente teve tem contribuições importantes como lélia Gonzales a lélia Gonzales vida do movimento negro e do movimento de mulheres negras vai trazer toda uma uma uma discussão sobre a a como que as mulheres e as mulheres negras né Elas vão ser eh Eh submetidas né a um um duplo triplo sistema de opressão Porque elas estão submetidas a a as as segregações as hierarquizações de classe social mas ao mesmo tempo elas estão submetidas né Eh ao racismo né ao racismo estrutural e elas estão submetidas ao ao machismo ao patriarcado né então
eu acho que é é é bem interessante quem que tiver Aim de de conhecer um pouco mais de ler essa essa bibliografia eu acho que é bem legal procurar isso Né então gente além de uma das suas citações de indicação de livro livros que a gente tem aqui a maquia também explica pra gente como o machismo e o patriarcado também tem influência naqueles dados como minoria na nossa sociedade então homens e mulheres negros aqueles que aqueles que não se encaixam no padrão heteronormativo Ou as partes mais empobrecidas e vulneráveis da nossa sociedade então esse trecho
nos mostra claramente que além do machismo as Mulheres negras e homens negros e pessoas consideradas em situação vulnerável tem que lidar com um duplo sistema de opressão e não apenas o machismo ao longo da aula a Maia nos deu diversos exemplos de como essas ideologias estão enraizadas em nossa sociedade e comunidade tanto no mundo do trabalho quanto no mundo Educacional e também no nosso mundo cultural e até mesmo Educacional também nos foi mostrado que para muitos grupos é tão Comum lidar com áreas como machismo quanto racismo e Preconceito nos dando uma ideia bem Ampla de
como funciona esse sistema opressor para nós em todos os setores da nossa sociedade aí ao longo da aula Nós também tivemos diversas citações de livros que seria muito bom nós seguimos É lógico e também algumas coisas que a gente pode fazer como se juntar em grupos para lutar É lógico contra essa ideologia que está em nossa sociedade gente isso aqui foi só Um pouquinho do que tá na nossaa trilha formativa e de todas as aulas que nós vimos se você ainda não viu a gente te convida a participar dessa experiência conosco porque é lógico está
muito muito boa então se você ainda não viu nenhuma das aulas ou apenas essa da trilha formativa cliquem no link que a gente vai disponibilizar todas as nossas plataformas e assistam e fiquem ligados porque tá o máximo essa experiência primeiro muito obrigada Karen por separar os trechos e o gravar o vídeo pra gente e assim como mulher uma coisa real né a gente sabe que os homens são fortes e as mulheres são loucas e assim gente vamos ser sinceros também no ponto dois machismo Não é só para mulher aprender também é independente se você é
homem ou mulher ou não binário não importa machismo ele tá dentro da nossa edade como um todo e é muito muito importante a gente aprender sobre isso que foi o que a Macaia trouxe pra gente queria chamar agora então o clé e o Felipe pra gente poder falar um pouquinho dessas aulas da experiência que a gente teve com elas Ô Carol foi foi ótimo né foi uma experiência muito importante com duas né Jaílson Souza Silva e Macaé varisto eh foram são duas pessoas muito importantes no Brasil intelectuais e e e que estão no mundo da
política produzindo eh estratégias de sobrevivência e de resistência e também de potência né Nesse espaço então foram duas aulas muito bom o Jaílson né como você bem colocou aborda a questão do machismo esse machismo diário né como você coloca do patriarcado mas numa perspectiva para além daquela coisa que você vê um machista na rua fazendo né eh processo de violência Mas também como é que estrutura a sociedade isso é um ponto muito importante né que ele traz na na na fala dele e aí eu separei aqui tentei achar o livro Felipe não achei Ele tem
um um o que ele json coloca na na produção intelectual dele é muito a partir de um de uma pesquisa como n pesquisador da faculdade que é essa essa brincadeirinha aqui né porque uns e não outros outros Exatamente é porque uns e não outros caminhada de estudante da Maré Maré a galera tá aqui do Rio de Janeiro conhece muito bem certamente tem galera da Maré aí né para a universidade e então importante porque ele faz uma uma fala de quais são por uns não outros Porque uns né como a Carol coloca conseguem entrar e Tem
algum tipo de acesso e outros TM maior dificuldade né a partir da questão do território a questão social de gênero sexualidade né são todos marcadores como nós vimos com a Ana Gomes que são muito que atravessam bastante os corpos dos jovens né e o corpo os corpos de toda a sociedade né então achei muito bacana Felipe porque ele traz um um uma uma fala do dia a dia né eu achei muito bacana isso você como É que isso como é que a fala do Jaílson te te impactou né te relacionou sei que você também Bem
ti como eu pois é pois é e eu eu eu acho interessante pegando um gancho que você trouxe né Essa pesquisa do Jaílson fala da trajetória de sucesso de alunos da escola pública e trazendo uma uma conexão com o que ele trouxe na fala esse diálogo né esse conflito entre o simbólico e o Real ele sempre Traz essa essa essa perspectiva e na aula aqui conosco foi muito interessante Observar que toda construção social é orientada ao Imaginário simbólico então quando ele propõe essa pesquisa né na na própria no próprio corpo do Jaílson quanto educador não
foi aceito imediatamente pela orientadora na qual ele ele havia eh selecionado para para esse trabalho e isso traz muito dessa construção do simbólico a partir da do do paradigma da ausência no qual ele traz também né de como como alunos de escola de escolas públicas podem ter uma Trajetória de sucesso né então discutir isso também é discutir o que que essa literatura O que que a academia discute a partir de uma visão eurocentrada né branco heteronormativa como o o o iPad traz também na sua na Su na sua proposta né olhando para esse lugar de
como é construída essa Cultura né E a gente tem uma potência merín aqui na América Latina na América do Sul que pode pensar outros outras formas de sobrevivência né né e eh inclusive nessa intersecção com O mundo do trabalho né essa relação do que que pode ser uma uma economia um capitalismo pautado pela sociobiodiversidade né Hoje é trazendo um pouco dessa biocentrum acho que essa ess essa fala do jailso é muito potente Carol Ah com certeza e é quando ele fala muito da da vida ele né e a gente percebe todo como é difícil primeiro
quebrar essa roda ser ser a a ideia de de de exceção e é muito foi muito legal Também a gente ter uma troca Direta com ele né durante a aula acho que isso é uma coisa porque o Jaílson Ele tem ele é um grande nome ele é pô o Jailson é o Jailson né então acho que a esperança de pô tá aqui numa Live trocando ideia com ele foi Foi incrível e a percepção dessa da trajetória dele dentro do Meio acadêmico traz pra gente uma percepção Nova até sobre a gente eu venho de escola pública
também foi um fofo para passar na faculdade e ainda converso com Os meus colegas eh situações e n situações que a gente passa no no ensino público a gente acaba sempre ficando poxa é agora acabou né estamos no ensino público acabou o ensino público e parece que não tem mais nada eh ver essas histórias como e até mesmo o próprio discurso do Jailson acho que dá muita muito muito mais energia pra gente continuar essa essa trajetória né Por exemplo começar continuar buscando os nossos sonhos É eu fiquei eh tem um eu tem uma tem duas
coisas que eu quero falar vou vou Aqui organizar minha cabeça uma em relação ao que a Carol falou no começo que é a perversidade do de uma sociedade patriarcal né que tem né como centro um único centro a referência desse homem branco potente né da força da potência intelectual da certeza eh que constrói eh essa figura todo um um o relações perversas e que históricas de desigualdade na sociedade né em que faz Com que estimula constrange né Para que determinadas pessoas fiquem no centro e u constr determinadas pessoas fiquem à margem né E e aí
tem uma reflexão importante é como é que a gente consegue desenvolver uma sociedade potente igualitária né E que o amor acho que é um ponto importante pra gente falar aqui a gente às vezes fala pouco sobre amor no mundo do trabalho mas o amor no sentido do respeito sentido de Estar próximo a outro ter empatia né Desse amar que é fundamental para que a gente construa ações saudáveis são muito difíceis até mesmo impossíveis numa sociedade tão demarcada com essas desigualdades né tanto né E aí é um ponto importante né como é que uma relação de
hierarquia né quem tá no topo consegue amar a potência do amor não tá não tá ali e também as pessoas também que estão às margens que aí é um ponto que é Importante constrói estratégias né que o ja traz que é questão da da pedagogia da potência né de dentro de um um processo coletivo comunitário né construir estratégia de vida e também de potência de amar Isso é um ponto muito importante pra gente porque como a Carol colocou muitos jovens aqui como eu também viemos da escola pública né viemos de territórios periféricos ah Cléber não
moro na favela sou do subúrbio mas são considerados também muitas das vezes Passos periféricos mora longe Carol quando eu entrei aqui na faculdade aqui na na Universidade Federal Fluminense eu sou de Mesquita né E aí que é um município aqui da região metropolitana o meu apelido se tornou aqui né que eu até adotei xatuba Chatuba de Mesquita por conta da Chatuba que é um um um espaço uma favela né uma comunidade maravilhosa as pessoas lá são maravilhosas mas o quanto essa essa questão né das periferias desse Simbólico periférico está marcado na identificação das pessoas e
o quanto isso distancia né tenta tende nos distanciar de relações afetivas E muita das vezes né nesse movimento a gente vai se aproximando das com dos nossos e das nossas para construir estratégias de reinventar a cidade foi o que o J colocou e a gente tá tentando aqui Reinventar né o mundo do trabalho a partir de outros princípios né Felipe gostaria muito que você falasse a partir Disso o quanto a gente olhou para essa trilha formativa perspectiva de de de atualizar temas tão importantes para estar no mundo do trabalho dentro né da perspectiva do Sem
dúvida eh tanto que no no umio nós adotamos agora a a a premissa né que nosso nossa agenda programática é a reconciliação das juventudes com o mundo do trabalho com o setor produtivo e a gente escolheu a dessa palavra né reconciliação porque a gente parte de Uma palavra de um de um lugar de alteridade né de se enxergar um no outro os setores produtivos eh e e esse distanciamento dos anseios da Juventude com o o o mundo do trabalho muitas vezes geram um confronto social que não é benéfico para ninguém né tanto pro desenvolvimento eh
sócioeconômico quanto pro desenvolvimento até das das empresas no que tange eh eh a a sua qualificação de mão de obra de muitas vezes não estabelecer uma escuta tia junto a essas Juventudes e entender a potência que opera nessas brechas de reinventar vida no precário então nós propomos aqui no no miô essa essa esse protagonismo no âmbito de pautar políticas de diversidade dentro das empresas a partir da da da Fraternidade desse encontro fraterno nós não observamos para esse lugar do confronto e sim como nós conseguimos construir pontes de reconciliação eh com com o sistema produtivo mas
Sobretudo com a garantia de direitos no mundo do trabalho né uma um ponto muito sensível para nós quando identificamos nas ruas aqui de grandes cidades do Brasil é ver a precarização desse trabalho de jovens que estão colocando um caixote nas costas subindo numa bike e fazendo a vida acontecer a partir disso e nesse lugar existe muita potência existe eh sonhos existem anseios que muitas vezes estão distantes por uma condição que lhe é imposta e não Por uma falsa meritocracia que é imposta por um sistema hegemônico no qual a gente dialoga e constrói essa disputa de
narrativas seja na nossa vida cotidiana se seja nas redes sociais seja na relação familiar então Eh é para nós é muito mais do que vaga de trabalho para nós é como que a gente transforma o mundo do Trabalho em um lugar de acolhimento para os anseios dessa juventude que hoje a maior maior parte da nossa população no Brasil e quando a Gente olha pro número de desempregados a gente tem o dobro do número da população eh eh da população dessa faixa quando a gente olha pros números do cadastro único a gente tem 11 11.5 milhões
de jovens dentro de algum programa de benefício social alguma coisa precisa mudar né e acho que no lugar que nós estamos aqui é uma bandeira que a gente carrega daqui até o fim né Eu acho que é é um pouco disso Carol eu queria trazer um Comentário o comentário do Francisco Lucas ele fala assim precisamos fazer micror revoluções e elas são feitas no dia a dia eu acho que esse é um ponto de partida pra gente pensar nessas mudanças né começar do pouco para ir pro grande e aí assim voltando um pouco na na parte
de da Educação no ensino público a gente tem toda uma construção do Fundão e da frente né E aí é aquele aut pensamento Ah você é da frentona lá da primeira linha se você não consegue ter empatia Pelo seu colega do fundo que talvez não entregue o trabalho porque ele trab ele tem um trabalho formal com horas fora da CLT que não é um menor aprendiz que é exaustivo e que não dá para ele Seguridade talvez eh se você não consegue olhar esse seu colega com empatia e ISO você tá ali dentro da escola como
fica no futuro quando você entrar no mundo do trabalho quando você tiver em uma empresa ou até mesmo quando você tiver na própria faculdade né no no Percurso acadêmico eu acho que a mudança a gente tem é toda uma estrutura que deve ser mudada mas pensando individualmente essas micro micro revoluções que a gente pode fazer pelo nosso comportamento mesmo é muito important an olhar assim o nosso histórico escolar pode dizer muito sobre quem a gente quer se tornar e quem a gente poderia ter se tornado ou não no futuro e como a gente ajudou outras
pessoas a seguir o se a sua própria seu Próprio Son seus próprios sonhos e caminhos CL é ver se você quiser complementar é eh quando eu lhe escuto sempre escuto no no no né no pano de fundo é como a gente consegue estar juntos para viver melhor né para viver e aí tem um uma um um conceito importante do Bem Viver Felipe puxou essa questão da América Latina e eu tô aqui fando com isso porque acho que é um diálogo muito fundamental que a gente precisa fazer né que tá exatamente Nessa nessa nessa perspectiva né
nesse lugar de como a gente consegue construir relações de composição de confluências né Para o Bem Viver não só nessa nesse paradigma mas já que você já sabe já o que é paradigma porque foi muito bem explicado no resumo que a voluntária fez ficou maravilhoso né já que esse paradigma desse homem sozinho individual não dá conta das questões que nós estamos vivendo hoje desde o desemprego estrutural né e da restruturação do Mundo do trabalho que o Felipe bem colocou com avanço tecnológico muito grande como também as questões ambientais que não atravessa são questões do comum
a gente só vai conseguir seg aí pegando a questão do que o Francisco colocou das micr revoluções e das macro confluências que são necessárias são fundamentais e espaços de diálogo né de entendimento sobre a realidade a gente fez esse percurso aqui o IP democracia nós Estamos desenvolvendo Um percurso formativo de Formação política para lideranças de territórios periféricos do Brasil já né mais de 2 anos exatamente nessa nesse nesse campo de como a gente constrói diálogos ações potentes mas juntos e juntas e juntas esse é o é é a aposta e e O Grande Desafio que
nós temos hoje né porque tem muitas narrativas né Felipe colocada no na mídia e colocada no nosso dia a dia que nos diz o Contrário que é muito mais fácil né fazer um percurso do jogo da Mega Cena a gente nem joga mais Bolão o jogo só que eu ganho vou sozinho aqui para garantir o meu só que esse percurso é muito mais difícil e Impossível a gente sabe disso é impossível né no sentido de de fato de ter um Bem Viver Porque você só consegue fazer isso em sociedade né em sociedade eu vou só
pegar tem um um livro que isso aqui é potência das periferias muito bacana que nós lançamos lá né Instituto Maria e João alich onde o Jaílson né Faz parte também né da da equipe e que de fato busca fazer essa reflexão com pesquisas enfim sobre o que é a potência das periferias então Caso vocês Alguém tem interesse vai lá no Edu periferias e do periferias que coloca na internet você pode baixar esse esse esse livro em ebook tá bom e né consegue fazer uma leitura avançar aí a partir das questões que o Jaílson trouxe e
a Macaé foi maravilhosa né acho que ela conseguiu Trazer pro corpo negro da mulher negra que é fundamental a gente precisa né partir das bases e a mulher negra está na base historicamente desse país e que tem muitas proposições e propostas de transformação da sociedade de construção desse bem biv né Então as histórias que ela trouxe a troca que foi muito potente né Carol né de de leituras de pessoas da internet que que é essa produção Francisco do Comum essas micror revoluções começam com Oi tudo bem eu Sou o clé quem é você que que
nós podemos construir juntos né então aqui hoje às 8:44 nós estamos fazendo aqui né um um processo de encontro para desenvolver revoluções a partir do mundo do trabalho mas de uma perspectiva política consciente não é Felipe e e esse processo gostaria muito que você falasse um pouco desse desses desafios colocados nesse percurso né das narrativas que vão competindo principalmente com o a inclusão social Produtiva né E aí tem um um uma referência importante para para esse curso né do quanto esse esse entendimento do que é essa produção né ess social a inclusão social social que
eu acho importante produtiva no mund do trabalho nos marca nesse curso né Beleza eh eh nós nós trabalhamos no miô com a inclusão socioprodutiva né a gente fez uma uma aberturinha aí nessa terminologia que já é consagrada vem Desde dos anos 1980 mas trazendo sobre uma ótica do desenvolvimento do sujeito né de forma integral que ele possa pensar o seu seu espaço e sua posição no no mundo do trabalho e a sua intersecção em sociedade então eh eh no no umio não é só eh trabalhar competências técnicas né nós trabalhamos com as competências paraa vida
como a gente chama isso para que esse jovem tenha condições de se desenvolver a partir das escolhas ol que Ele pode fazer por isso que no âmbito de oportunidades nós e nós almejamos que o jovem possa se projetar e ser quem ele quiser ser então se ele quer ser um trabalhador de uma multinacional nós tentamos aproximá-lo desse sonho se a gente se ele quer ser um empreendedor nós tentamos aproximá-lo desse sonho e como a gente faz isso numa intersecção E aí brincando um pouquinho com a Carol um tiquinho de cada um então a gente vai
lá lá no setor produtivo e Trabalha o o as políticas de diversidade no acompanhamento das empresas um tiquinho com as organizações sociais pautando as organizações para que de acesso aos jovens em situação de vulnerabilidade e possa atender os anseios de capacitação dessa juventude e pautando as políticas públicas junto aos municípios então um tiquinho de cada um a gente faz esse empurrãozinho para que o jovem logre sucesso e possa de maneira consistente superar essa esse essa Trajetória na qual é imposta a partir de todo um sistema conjuntural no qual a gente vivencia aqui no Brasil e
encaminhando um pouquinho da do do pro final Cléber eu queria comentar e e e e também trazendo a Carol Porque eu queria muito ouvir a Carol sobre sobre eh a aula da Macae que eu acha que ela tem contribuições super potentes e eu já passo a bola para ela e mas queria iia falar sobre as próximas aulas queria dar Um spoiler aqui porque nós temos aí a partir da próxima quinta-feira né A retomada das aulas onde a gente vai discutir o racismo estrutural né Cléber a gente tem essa próxima aula aí que vai ser super
potente e no dia 11 nós temos uma aula sobre religião e mundo do trabalho então essa aula vai ser muito legal eu tô muito ansioso para que a gente possa discutir isso porque a formação política também passa pelos sistemas de construção da desse Imaginário da religião no Brasil então será que na minha empresa ao meio-dia quando toda a empresa para para fazer uma reza ou uma oração ou um momento será que como que isso é percebido pelos corpos que ambientam o mundo do trabalho a gente vai trazer essas questões aí para discutir Então essas são
as duas próximas aulas é o spoiler que eu posso dar até o momento porque senão a Carol e o Cléber vão lá e e brigam com fico dando spoiler sou o rei do spoiler Mesmo e e e a importância fazendo essa conexão com a aula da Macaé Carol e passando a bola para você e a importância da gente ter mais mulheres e essa diversidade no mundo do trabalho né a gente tem expoentes maravilhosos como ada lovelace que nós podemos considerar como a primeira programadora né mulher e foi uma mulher e ela foi extraordinária no filme
estrelas além do tempo né Nós temos ali cientistas marav maravilhosas que foram super reconhecidas a gente tem Aqui Um caso brasileiro de uma mulher negra Jaqueline go que fez o mapeamento do RNA do do covid-19 enfim a Bet Lobo citada pela Macaé a lélia Gonzales tantas outras então a importância dessa desse desse lugar do pensar por uma outra perspectiva né Eu ouvi uma vez do Padre Júlio Lancelote e uma uma frase que ele você quer apoiar um país socialmente apoia uma mãe de família não você quer quer quer que quer que você quer Melhorar sua
sua comunidade sistemicamente apoia uma mãe de família Carol chegou a bomba né acho que é muito importante pensar eu lembro que quando na aula até fiz uma pergunta Tem uma a gente mulher a gente sofre uma bela de mand dualidade né você tá ali você tá começando a entrar na vida adulta e falam para você você tem que ser matura você tem que ser os homens eles não amadurecem no mesmo ritmo aí tem aquela Piadinha que ai o homem é sempre dois anos tá na mesma idade mas el é do anos mais novo mentalmente que
você e aí quando a gente chega por exemplo em postos de de comando e quando a gente chega em oportunidades a gente não tem o espaço a gente não tem a gente é cobrado uma maturidade e no momento que a gente poderia demonstrar tudo isso eh a gente não tem a viabilidade né a gente sempre dá a gente sempre acaba sendo não não tá mas fica aí no seu canto porque aquele Cara ele tá pedindo para falar então eu foi muito importante toda a fala da Macaé porque a gente eu acho que você tá numa
aula e você vê pô uma mulher falando com uma força assim não é isso mesmo é isso mesmo é uma mulher fala e ela tá achada de louca mas se fosse o homem tava tudo bem eu acho que isso passa eh para quando como mulher assistindo a gente se constrói na ideia de que poxa se essa mulher tá falando forte assim vão me chamar de doida não Tem problema porque tem muito mais eh mulheres doidas por aí e a gente aprende que esse adjetivo ele pode significar que na realidade a gente muito forte que a
gente eh superou muita coisa na vida e muita diversidade eu acho que a aula da Macae todo o discurso da Macae eh ass falando assim como mulher assistindo assistindo a aula ela ela deixou a gente com esse sentimento sabe de ai vamos te chamar de louca e tá tudo bem pai esteja louca mesmo porque eh você tem toda a Capacidade é at querem convencer com a mulher que a gente não tem mas a gente tem a gente não é vulnerar o sexo frágil muito pelo contrário a gente é luta para caramba di