[Aplausos] [Música] bem-vindos a mais um podcast discutindo teses meu nome é Wagner Ginotte Pires e temos por objetivo a apresentação de trabalhos científicos produzidos e voltados ao universo acadêmico em princípio eh o que nós buscamos necessariamente teses e o status epistemológico que estas contêm teses são dentro daquilo que se produz cientificamente o ápice do estricto senso nosso público alvo são todos aqueles que se interessam e se importam com a ciência com o conhecimento científico com a pesquisa científica com a metodologia que é tão necessária para se produzir o saber e aqueles que têm seu foco
principal e área no desenvolvimento da humanidade ao depois funcionar esse podcast em nível de divulgação daquilo que se produz e que muitas vezes permanece doutora dentro de um anonimato recluso a bibliotecas recluso a instantes e acessados por alguns poucos escolhidos e sorteados pela sorte do saber científico dentro disso as teses comportam e atendem ao chamado quesito originalidade e inovação o que nos leva da ignorância ao conhecimento não suficiente a pesquisa científica é um trabalho a produção de conhecimento até então desconhecido dentro disso nós estamos hoje com a professora Dora Telma Renata Parada Simão formada em
odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo mestre e doutor em anatomia pela Universidade de São Paulo além de ser docente dos cursos de graduação e pós-graduação lato e estricto senso exerce atividade clínica em odontopediatria não suficiente a sua área de concentração é anatomia dentro disso o título do seu trabalho de doutoramento é doação voluntária de corpos para estudo anatômico e foi apresentado ao programa de pós-graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP como base a disciplina de anatomia humana para os que decidem atuar nas diferentes áreas
da saúde na hipótese aqui trazida a utilização de cadáveres e dentro desse conceito e contexto a sua insubstituição para o aprendizado mas existe sempre como o trabalho vai apontar a dificuldade de obtenção de corpos com entraves administrativos de distintas ordens então a doação voluntária passa a ser um caminho para a escassez do material biológico e isso temos que entender que restringindo-se esses corpos restringe-se a qualidade daquilo que será formado em caso os futuros médicos doutora seja muito bem-vinda e por gentileza fica à vontade vamos lá então obrigada pelo convite professora é um prazer estar aqui
me sinto bastante honrada em podermos divulgar esse trabalho que a gente tem em mente a gente já faz desde 2009 e que a gente percebe que tem ajudado bastante gente no Brasil então como eu gosto de começar fazendo uma pergunta em você tendo uma oportunidade de escolher um profissional que vai operar você sua filha seu filho sua esposa ou sua mãe você vai escolher um médico com o melhor diploma com a melhor formação e com poucas horas de treino ou aquele que tem mais de 300 horas de treino evidentemente que a a qualidade se deve
à quantidade de horas é igual um piloto de avião exatamente né você vai se sentir muito mais seguro fazendo um voo de um profissional muito mais experiente exatamente quem traz a experiência pra área da saúde principalmente para em loco é a anatomia é o conhecimento da anatomia então a gente entende que saber de fármacos saber de linha de diagnóstico de tratamento nenhum anula o outro mas é imbatível e insubstituível o conhecimento do corpo humano a anatomia ela é matéria básica para todos da área da saúde então é para medicina odonto farmácia educação física fisioterapia to
fono todos aqueles que estão dentro da grande diretoria da área da saúde tem dentro da sua matéria a anatomia e o que é anatomia é estudar o corpo humano é estudar o linguagem por que que se chama olho de olho porque isso é anatomia por que se chama sobrancelha de sobrancelha isso é anatomia então anatomia é a disciplina que dá o nome às partes do corpo humano de uma forma bem geral e onde estão essas essas estruturas então todo falou para um bebezinho onde tá o olho ele apontou ele já tem um conhecimento da anatomia
de acordo com a idade dele e aí a anatomia externa ela se dá óbvia para uma criança de 3 anos quanto mais velho a gente vai ficando maior tem que ser os tem que ser os passos da do conhecimento e a anatomia então na graduação ela não quer só saber onde está o órgão externo mas onde está um fígado onde está um lobo quadrado qual é o caminho de um ducto coléduco que são as outros nomes de outras estruturas internas para isso eu preciso ver o corpo por dentro e aí como que a gente melhor
conhece esse corpo por dentro antes de ir pros exames de imagem porque os exames de imagem uma radiografia uma tomografia uma ressonância são estudos anatômicos sem necessariamente abrir o corpo anatomia não anatomia é o conhecimento do corpo humano com ele aberto e que é muito usado dentro das disciplinas de anatomia onde que tudo isso surgiu paraa minha pro tema da minha tese que a gente começou lá em defendemos em 2013 já faz um tempo e que ela serviu e ela serve até hoje a gente teve eu até me orgulho de falar por um tempo num
ranking dos teses com maior download da biblioteca da USP porque ela serviu e serve ainda de base para muitos outros programas que acontecem no Brasil a gente entende então que o material humano ele é insubstituível então as a o digital veio para ajudar as fotos vieram para ajudar a tecnologia veio para complementar mas nunca para substituir embora a gente vê que tem muitas instituições substituindo o cadáver que não é a linha que eu trabalho não sou eh não é o que eu entendo de uma boa formação então como que a gente vai ter isso antigamente
antes de 1992 nós tínhamos uma dificuldade muito grande em comunicação então não tinha telefone nas casas as casas que tinham telefonia eram casas de pessoas com uma poder aquisitivo maior as linhas telefônicas tinham um custo que eu me lembro em épocas que custavam quase o valor de um carro popular para você poder ter um telefone em casa então geralmente era alguém na rua que tinha um telefone que passava recado você lembra dessa época professor tinha o orelhão na rua que tocava tinha ficha então a comunicação era muito lenta então vinha uma pessoa do Nordeste trabalhar
em São Paulo ou de São Paulo em outra região morria lá e não tinha como comunicar essa família quando comunicava esse corpo já tinha sido dado destino a ele para uma das universidades então até 1990 nós tivemos booms muito grandes de números de cadáveres que chegavam às grandes escolas de anatomia só que com a melhora da comunicação com saneamento básico com a qualidade de vida esses números foram decrescendo decrescendo em números quase iguais a zero então hoje a gente quase não tem cadáveres chegando nos laboratórios de anatomia em 1992 surgiu uma lei para regularizar esses
corpos mas essa lei ela é uma lei bastante burocrática então se a gente quiser usar o caminho para obter corpos dentro de um laboratório de anatomia obrigatoriamente eu vou ter que seguir essa lei essa lei dá muito custo e é um caminho um percalço muito grande para cumprir qual foi então o viés qual foi a linha que a gente entendeu isso não começou no Brasil mas o nosso trabalho ele desburocratizou ele que escancarou isso dentro do Brasil e serviu de apoio pros demais é a é o programa doação voluntária de corpos então o que que
seria isso quando a gente morre é a única certeza que a gente tem na vida é que a gente vai morrer uhum então tem gente que fala isso abertamente nas famílias tem pessoas que menos mas todo mundo sabe que vai morrer e na morte a gente tem algumas opções legais todo mundo geralmente discute você quer ser cremado ou enterrada e eu te apresento hoje nesse podcast a terceira opção você quer ser cremado você quer ser enterrado ou você quer ser doado então você pode em vida deixar os seus familiares sabendo escolher a instituição para qual
você quer ser doado e entrar em contato fazer toda a documentação e deixar o seu corpo doado para aquela instituição então a partir da sua morte seu corpo pós-mela instituição naquele laboratório de anatomia e vai servir de estudos para os alunos ali estando então é uma terceira opção que você tem como escolher quem escolhe isso geralmente nas nossas pesquisas como resultado da pesquisa doutorado nenhuma estatística nos definiu que tinha algum perfil específico de religiosidade ou de faixa etária ou de sexo o que a gente percebe muito nitidamente são pessoas com perfis altruístas então quem é
o grande doador o grande doador é o altruísta em primeiro lugar que não deixa de ser e é o que geralmente quer contribuir com a ciência então ele é um altruísta mas porque ou a familiar dele tem alguma doença muito rara ou ele tem uma doença muito rara e ele quer que com o o relato dele com a com a sequência de vida dele até a morte sirva paraas próximas gerações de ensino porque quando a gente recebe um corpo doado a gente tem o histórico desse corpo por exemplo se chegar no laboratório de anatomia todo
aluno quer saber assim do que morreu quantos anos tinha como que foi a vida dele teve oportunidade a tratamento não teve quando o corpo é não reclamado e nem todo corpo não reclamado não significa que ele é de indigente significa apenas que ele foi não reclamado são coisas distintas e eu já explico mas quando o corpo é doado ele vem com o histórico que saem até com os exames então você imagina como isso engrandece e enriquece uma aula então quando o aluno vai desse vai abrir um corpo vai ver um fígado diferente do outro e
tem ali no histórico que ele morreu de uma cirrose hepática ou de uma insuficiência hepática e ele poder entender aquilo na morfologia macroscópica ou seja no órgão na mão sem necessariamente pegar um microscópio para ver as células o quanto isso vai corroborar com o conhecimento dele for impacto que isso representa é isso dentro de uma questão emocional exatamente que Vossa Excelência aborda e aborda com a dsecação então ela necessariamente faz parte eh dos estudos formativos hoje de alguém da saúde a dissecção ela foi muito tempo obrigatória devido a hoje à falta de cadáveres nossos alunos
estão quase não desse a gente conta nos dedos as instituições que t a dissecção como componente curricular obrigatório e a gente também infelizmente conta nos dedos quantos professores hoje sabem desse secar então apesar da dissecção ser muito importante a gente tem eh uma área muito restrita a gente tem muito professor de anatomia mas a gente tem muito poucos anatomistas então o professor de anatomia é um professor que toca anatomia muito bem dentro de uma aula teórica e dá uma boa aula um professor de anatomia e anatomista ele faz isso muito bem na aula teórica e
na aula prática então a gente chama um anatomista se você der um cadáver para ele ele vai te dar aula em loco ali com bisturi com uma pinça perfeitamente ele não precisa de esquemas ele consegue construindo ali com as habilidades manuais e o conhecimento óbvio do corpo humano toda a sequência de aula das estruturas que ele quer apresentar pros alunos o cadáver ele se presta para quantas aulas em princípio você acredita que a gente tem cadáver de mais de 30 anos se ele é bem conservado porque assim professor deixa eu te explicar chegou um cadáver
o professor ou técnico a gente vai ver aquele cadáver para que que eu quero preparar aquele cadáver eu quero preparar aquele cadáver pros músculos superficiais eu quero preparar aquele cadáver para ver todo o trajeto de artérias eu quero preparar aquele cadáver para ver todas as víceras abdominais eu quero preparar aquele cadáver para ver toda a ramificação nervosa de face então para que que eu vou deixar aquele cadáver preparado quanto mais robusto for por exemplo se for só pros músculos superficiais de pele eh desculpa músculos superficiais do corpo humano rebatendo a pele são cadáveres que duram
porque são estruturas que mesmo com manuseio elas não se arrebentam muito fácil agora por exemplo se a gente vai fazer um preparo uma disseção e vai querer fazer toda a ramificação do nervo facial a gente vai deixar preparada uma boa peça mas os próximos alunos que vão estudar sobre a mesma estrutura se não tomar muito cuidado não vai mais conseguir ver as ramificações do nervo facial porque são estruturas muito delicadas então elas arrebentam mais fácil e eles são conservados Eh o formóvel é o clássico temos novas é o for existem várias técnicas anatômicas mas a
priori pro primeira o cadáver chegou fresco ele pode ir pra fresh frozen que são os congelamentos ou eles podem ir pra formol indo pro formall depois eles são mantidos em glicerina se eles vão pro Freshing Frozen que são as câmeras frias aí eles ficam lá porque eles ele no Fresh and Frozen eles mantém muito melhor o aspecto real da pele com a o formol ou com a glicerina a gente já tem uma alteração muito grande e a manipulação desse cadáver diferente da prática de conservação vai alterar o conteúdo da aula a visualização vai por exemplo
uma peça conservada no Fresh and Frozen e o aluno estudando sobre fresh and frozen é diferente do aluno estudando sobre formol que é diferente do aluno estudando sobre glicerina por exemplo a glicerina é uma técnica ótima para conservação mas ela escurece muito a peça hum o que mantém mais próximo do real é o fresh frozen que é o congelamento porém também tem todos os percalços você tem que tirar tantas horas antes você não pode descongelar rápido senão você é a pedra a peça é entra em putrefação então tem todos alguns critérios para manter uma boa
peça para uso contínuo nós temos a questão do tabu da morte e dentro desse tema da das doações como funciona isso no Brasil é assim a pessoa decide então eu por exemplo sou uma doadora eu quero quando morrer que meu corpo vá para uma universidade primeira coisa que eu tenho que fazer é escolher a universidade que eu quero que ela seja doada entra em contato com essa universidade eh a gente orienta eu tenho uma empresa que faz esse essa segmentação de orientação pro pro doador então ele é de Paraí da Paraíba manda uma mensagem pra
gente ou indica o programa mais próximo dele que é que funciona que ele pode deixar o corpo dele doado sou de São Paulo sou de Jundiaí sou do Paraná sou da Bahia então a gente vai fazendo essa orientação e mais do aí vai preencher toda a papelada vai seguir o passo a passo que a instituição apresenta e em segundo passo ele vai ter que avisar a família então a minha família inteira sabe que quando eu morrer é para doar não quero que seja enterrada nem cremada então meu corpo vai para instituições que eu deixei o
a documentação para doação e as Ezéquias o velório atrapalha isso depende se for para depende da técnica de conservação se for para uma técnica de fresh and frozen tem que ser o mais rápido próximo da morte para já ir para congelamento pra gente não ter muita perda se for para as técnicas normais de de formalização para depois glicerinar aí não pode para fazer o velório normalmente o próprio a própria funerária já vai fazer os os procedimentos da taxonomia do preparo do do caixão e depois do caixão quando fecha o caixão do velório ao invés de
ir pro enterro pro cemitério ou pro crematório ele vai pra faculdade mas eu noto essa questão das funerárias que o seu trabalho também se debruçou sobre isso que dentro do levantamento eh o que se comprovou que nem todas estavam preparadas para trabalharem com isso e nem todas estavam em 2013 e continuam estando em 2025 13 que nós temos 13 ou 14 não estão o tema doação de corpo ele é um tema ele é um viés que muitas pessoas preferem por não saberem preferem falar que não dá para doar sabe aquela coisa eu não sei como
fazer então é melhor desistir então eles desencorajam e são nesses casos que que me me enriquecem a vida de histórias então por exemplo eu tenho história agora de um parente do professor Drausio Varela eh que queria era uma senhora uma artista super engajada nas causas do teatro ã que me faleceu agora em janeiro e ela queria porque ela queria deixar o corpo dela doado e aí todo lugar que eles batiam eu falava que não tinha como doar o corpo dela por repetindo por sorte ou não da vida elas passaram o meu contato para ela para
pros familiares e a gente conseguiu fazer todo o trâmite doação porque por não saber o caminho das pedras e mais uma vez eu te agradeço essa oportunidade porque ela acaba sendo uma forma das pessoas saberem que sim é possível doar o corpo sim tem caminho se alguém te falar que ah essa doença impossibilita ou essa condição impossibilita não provavelmente você caiu na mão de alguém que não sabe como fazer e não sabe aonde pegar a informação então a gente aqui tá disposto a ajudar para que o sonho para que a pessoa morra em paz diante
do que ela escolheu e não é um programa de convencimento é um programa de esclarecimento eu tô aqui para esclarecer não para convencer eu não quero te convencer a do corpo mas eu quero te esclarecer tá eu quero doar como eu vou fazer tá você quer doar como você vai fazer escolheu uma instituição obrigada escolheu essa instituição sempre a mais perto de onde você mora claro você pode morrer numa viagem você pode morrer longe mas sempre mais perto de onde você mora a gente orienta isso a gente tem uma lista de de universidades então eu
te oriento mando lá por WhatsApp e aí você vai preencher tudos os documentos e vai deixar todo o documento pronto e avisar seus familiares familiar morreu você morreu seu familiar vai entrar em contato com o programa olha meu pai deixou o corpo dele doado e no ano de tal ele acabou de falecer quero saber como procedo daqui em diante e aí tem todo um fluxograma que varia de faculdade para faculdade por exemplo tem faculdade que tem o carro próprio vai buscar o corpo tem faculdade que tem parceria com funerária tem faculdade que quem tem que
pagar esse traslado é a família então tudo depende para onde você deixou o seu corpo doado e existe então uma empresa que cuida disso dessa desses esse aspecto burocrático é a mim hoje eu tenho uma empresa que cuida disso empresa por gentileza laboratório de anatomia chama Laboratório de Anatomia e só isso pcom.br pcom.br é o nosso site é importante é algo eh dentro desse altruísmo que as pessoas têm eu eu notei que dentro daquela daquele perfil do doador de corpos são as mulheres brancas que mais doam geralmente acima de 70 anos e mais que os
homens mas elas são mais altruístas e os homens mais ou menos qual a faixa etária também ele ele é que é quando mais chega perto de achar que tá morrendo é difícil a gente falar sobre morte com um jovem isso então a gente vai ter com o avanço da maturidade com a vida do adulto mais mais maduro já esse pensamento tanto da da sucessão de patrimônio de herança como também o estilo de morte que quer ter e e o nosso público de pesquisa a gente fez tanto em [Música] eh dentro de algum da de alguns
nosso N ele tem viés é isso que eu quero dizer então assim por que que ele tem mais branco porque o público que a gente tava que era um grupo universitário ele na época em 2013 2009 2010 que foi a época que as pesquisas foram feitas ele era um grupo majoritariamente de pessoas brancas né então por isso que tem esses vieses na pesquisa deu esse resultado mas a gente tem o viés do N da pesquisa há um trabalho hoje de conscientização pública sobre a relevância da doação de corpus não e o porquê disso isso aqui
é a verdade ou a simpatia verdade a verdade a verdade porque eh os defensores da doação de corpos a na minha leitura e é claro que a minha leitura ela tem um meu olhar um olhar muito subjetivo e e considero já que com alguns julgamentos que eu deveria não ter mas o que que eu vejo hoje em dia as as faculdades nós temos duas situações né as faculdades públicas que têm os professores de anatomia são raras aquelas que abrem concurso para professor de anatomia para anatomistas o verdadeiro anatomista que é o que sabe de secar
são poucos os que têm os melhores as melhores publicações e o que valida numa no concurso público na maioria das vezes é a publicação que você tem a gente tem e eu passei por alguns processos seletivos a gente tem algumas universidades que elas ã no seu edital na tabulação da pontuação elas validam a dissecção então eles vão o é concurso aberto para professor de anatomia quando você vai ler o edital o peso de saber de secar horas de secção elas são tão semelhantes quanto a quantidade de artigo ou o impacto da revista que esse artigo
foi publicado então que isso para anatomista é muito ideal então o que que a gente tem hoje dentro de universidades públicas grandes os professores que são da cadeira da anatomia não de secam e por que que eles estão lá porque o critério de concurso é via pesquisa científica impacto da revista que os artigos foram publicados o qu quando esse professor passou nesse concurso e vai dar aula na anatomia e aí a gente tem diversas histórias professor que coloca o ço ao contrário porque ou seja não sabe nada de anatomia mas ele tá dentro da cadeira
de anatomia porque o currículo dele era melhor e porque o edital assim era o que o edital queria então dentro das faculdades públicas é esse viés dentro das faculdades particulares o que que a gente tem a gente também tem bastante professores de anatomia não anatomistas e a gente tem ã um medo empírico do cadáver então ninguém sabe o que fazer ninguém tem a regra ninguém vasculhou a lei como a gente vasculhou apesar dela ser disponível é um material que tá disponível na biblioteca da USP eh e tá tudo aí de lei tá tudo explicadinho e
mas ninguém se dá o trabalho de lei então o cadáver ainda para algumas instituições ele ainda é algo a não pode mexer ai vai vir um vamos ter uma um eh vai ter algum problema eh policial e nada disso tudo isso é muito legalizado o cadáver uma vez doado ele pode ser estudado então quais são os vieses que a gente tem disso hoje a gente tem muita gente querendo doar o corpo algumas universidades estão com programa extremamente parados outros estão com os programas super funcionando e a gente tem programas ótimos no Rio Grande do Sul
a gente em Porto Alegre a gente tem programa ótimo em Minas Gerais a gente tem o nosso programa da USP que é um programa ótimo mas por exemplo esse caso que eu acabei de contar de janeiro de um familiar do professor Drauso Varela tiveram que pagar o traslado por que tiveram que pagar o traslado porque a ver a foi para uma universidade pública a universidade pública não tem verba para traslado então se a família não tem essa verba é uma doação que ela morre por ali e essa morte teria sido onde é São Paulo o
corpo foi de São Paulo pro Paraná Maringá então esse traslado que dá por volta de R$ 3.500 a R$ 4.000 a faculdade até libera verba atéá e esse corpo foi pra Universidade Estadual de Maringá foi mas quem pagou quem arcou com o traslado foi a família porque tinha verba queriam respeitar o desejo dela parece que a lei 8501 de 92 ela veda a comercialização dos corpos é por conta disso poderia sugerir uma comercialização a um eventual custeio do do traslado é não a 8501 de 92 ela ela regulariza os cadáveres não reclamados que eu falei
que tinha diferença de não reclamar indigentes que não nem todo indigente é não nem eh o não reclamado muito provavelmente era uma pessoa de família que só que a família não teve tempo de vir reconhecer o corpo naquela época que eu te falei que não tinha comunicação o indigente é aqui que nem tem mais o indigente tá porque até os nossos moradores de rua hoje dia em São Paulo eh eles não são mais indigentes porque eles vivem em comunidades né então o povo que mora na rua um acaba cuidando do outro eles são cuidados por
pessoas entidades que distribuem sopa distribuem cobertor eles têm um breve cadastro agora a lei 8501 ela regularizou esses corpos e a e a de 2006 regularizou a doação voluntária de corpos teve também alteração no Código Civil foi isso lá o artigo 14 que alterar de 2006 que é quando que o que viabilizou a doação voluntária que me permite sem ganho nenhum financeiro proibido eu ganhar qualquer coisa com isso a doação voluntária então eu posso deixar meu corpo doado a faculdade pode receber e voltando à pergunta inicial doutora doutora Telma como que eu posso ter um
médico cirurgião que não teve o estudo profissional em cadáveres humanos como que pode ser esse paradoxo eu não entendo quer dizer o que vai ser é muito dicotomizado são dois pontos e assim eu falo que para quem tem fé é rezar para não precisar de um desses porque é desesperador recentemente eu vi que nos Estados Unidos um senhor de 72 anos foi fazer uma cirurgia acho que do pâncreas e o médico extraiu o fígado porque confundiu o órgão é isso quer dizer causando-lhe a morte eu fiquei assombrado quer dizer como pode isso para a sua
pesquisa responde não teve formação suficiente como Isso que nos Estados Unidos ainda me surpreende esse tipo de notícia porque a maioria das universidades americanas todas têm programa de doação todas têm programa de doação então assim o desconhecimento do corpo humano de como chegar nesse corpo qual é o acesso hoje tá tudo muito robotizado a tecnologia tá aí mas ela veio para complementar o que me deixa muito pensativa é por que ela tá substituindo ela devia andar junto com o cadáver e não ou o cadáver ou a tecnologia que é o que a gente tá entendendo
eu também entendo que tem alguns cursos que precisam da anatomia mas que ã não eles não por não trabalhar invasivamente tudo bem mas outros que você vai ter o trabalho invasivo você não tem como odontologia e medicina você vai trabalhar direto com a com o ser humano vai ter cirurgia vai ter abertura de tem que ter cadáver eu não consigo pensar diferente e o que mais me admira é que quando a gente faz essa pergunta para qualquer pessoa se você sendo paciente você vai querer operar com quem e aí a gente vê essas aberrações nas
redes sociais que a pessoa com cirurgia plástica que o cirurgião plástico isso e aquilo é só perguntar quantas cirurgias esse cirurgião plástico fez na vida e atrás das horas cirúrgicas dele muitas vezes estão servindo de cobaia com preços enormes é eu vejo uma cidade como São Paulo imagine o número de óbitos que nós devemos ter diariamente quer dizer poderemos suprir as nossas universidades tranquilamente com tranquilamente com doação voluntária e principalmente com esses corpos indivíduos não reclamados não reclamados hoje tá mais difícil ele é mais caro pra universidade a faculdade que quer que investir na na
disse secção hoje em dia a faculdade de medicina que agora abriu abriram várias que investir em formação com cadáver ela vai ser completamente um leque diferente das demais e havia para isso é a doação voluntária usando a lei 8501 de 92 é o que foi usado até agora mas ela é uma lei demorada demais e ela é uma lei cara para as universidades para cada cadáver doado ela vai ter um custo alto se fizer o programa de doação voluntária que é o que a gente incentiva cada faculdade ter o seu programa de doação voluntária o
custo da faculdade tende a zero ela recebe um corpo inteirinho num custo praticamente zero hoje a gente tem muitos cursos se você jogar é pela internet você vai ver que tem muitos cursos em Fresh and Frozen que são as peças e reais né congeladas importadas o preço de uma cabeça importada gira por uma cabeça importada gira por volta de R$ 30.000 uma cabeça uma cabeça e eles importam importam importam importam isso afeta os custos de uma de um curso de medicina por exemplo o curso na área de saúde né sim sim mas esses R$ 30.000
se você tiver o programa de doação voluntária com R$ 30.000 você recebe mais de 10 corpos inteiros não só cabeça evidente com R$ 100.000 R$ 1000 você recebe não sei quantos mil corpos sendo que se você fosse comprar sua cabeça você teria três então essa matemática precisa ser feita eh fora a ética né então assim de secar sobre uma peça comercializada é completamente o que a gente não abordou na minha tese minha tese é sobre programa doação voluntária para as pessoas que querem ser doadas respeitando todos os princípios éticos morais espirituais religiosos e legais comprar
uma peça ou de secar sobre peças comercializadas em que esse trâmite do falecido até a mesa do aluno tem muita gente ali ganhando dinheiro isso é completamente não é do que a gente fala no nosso trabalho nosso trabalho é doação voluntária onde o objetivo maior é realmente devolver pra sociedade um profissional de melhor qualidade de formação é a sua pesquisa nada mais fez que e também teve esse propósito de organizar e sistematizar algo que é absolutamente confuso para variar no nosso país é confuso aí tem o passo a passo de tudo quem quiser montar um
programa de doação abre a tese só muda paraas suas leis municipais que elas mudam bastante e as leis estaduais mas o que for lei federal já tá aí também tá mais um ponto que eu dentro disso já não tenho essa questão da anatomia virtual ela é tão negativa assim ela não é negativa eu acho anatomia virtual e digital e de esquemas eu acho ela bárbara sabe para quando quando você vai introduzir o conteúdo então pensa assim olha no aspecto teórico no aspecto teórico então eu tô eu tô diante de uma sala independente se ele vem
de uma universidade pública ou numa universidade particular a muitos dos nossos alunos tiveram uma defasagem muito grande de ensino médio a gente não precisa aqui ficar falando que o ensino público básico da nossa do nosso país ele de se deixa muito a desejar então a gente chega dentro das salas de aulas com alunos com disfunção na leitura na interpretação os verdadeiros analfabetos funcionais na interpretação então quando a gente pega um público que uma sala heterogênea que eu tenho ali alunos formados de escola pública que foram provação automática mal foram cobrada essa presença e aqueles que
vieram de escolas particulares um pouco mais rígidas eu tenho uma sala heterogênea como que eu vou equalizar a anatomia virtual ajuda bastante então se eu vou explicar de osso imponho um vídeo de osso eles estão numa era digital então eu aproximo mais eles do real e depois vou pro laboratório com a peça então mas eu já fiz uma organização mental daquilo que ele vai assistir ele já tem uma ideia geral e depois ele vai transferir aquele conhecimento que é o que Piag sempre falou na transferência do conhecimento ele transfere o conhecimento então pras outras áreas
que vai precisar daquela base então a anatomia virtual ela não é ela não é de toda ruim para você introduzir um o assunto com um bom vídeo com esses vídeos em 3D é muito legal mas ela não é só isso ela é o introdutório e os alunos eles teriam a possibilidade não que tenha não sido objeto direto da sua análise a questão dos IMLs deles acompanharem eh o médico legista durante todos os os procedimentos isso é feito poderia ser feito isso alguns cursos fazem né os cursos da área da saúde quando a gente vai a
gente vai no SVO não no IML no SVO no SVO com morte natural e por que não no IML que é a morte violenta sim mas isso porque a gente eh quando a gente vai trabalhar com anatomia primeiro que a gente tem uma questão burocrática de entrada dentro de MLSVOS dentro de São Paulo que eu tô falando sobre aquilo que eu conheço né então o nosso viés como SVO ele tá ele tá ligado à Universidade de São Paulo a burocracia interna para você ter a permissão a papelada documentação da liberação de uma turma assistir às
aulas dos outros é muito mais fácil do que o ML que aí é outro departamento ele já é um departamento da polícia então seria isso mas também seria um campo propício para esse estudo não seria o médico perdão o médico legista ele vai estar tanto no IML quanto no SVO hum eh eu fiz estágio no SVO por madrugadas de quartas-feiras lembro nitidamente por uns 3 anos toda madrugada de quarta-feira eu tava na SVO aqui na Dra arnaldo né na ruinha de dentro e para para o conhecimento anatômico então para diferenciar um fígado de uma criança
de um idoso de um alcólatra então ali você tem uma gama de conhecimento do corpo humano que o laboratório de anatomia de um cadáver não reclamado não te dá porque dentro de um SVO você tem o mínimo do histórico do paciente sim o IML e aí quem que vai pro IML o senhor sabe bastante é geralmente quem tá uma morte peita por crime e dentro do ambiente do IML eles não vão eles não vão em investigação do órgão eles vão em investigação da causa do crime é uma investigação literalmente mais de perícia de policial a
do SVO não como não tem a causa você vai ter que ir atrás da causa você não tem nenhum histórico morreu em casa você vai ter que olhar o coração você vai ter que olhar o fígado você vai ter que olhar o pulmão e aí a gente entende que você tem um apanhado maior anatômico abertura das cavidades Sim maior é no SVO você começa abertura de crânio e depois vai pra região torácica e abdominal as três cavidades mas se você abriu a Torá a craniana e já tiver uma lesão ali você já fecha e já
vai pro ML não continua no SVO porque aí se tem hematoma craniano já a primeira suspeita é que não é morte natural mesmo que tenha sido uma causa a origem daquele trauma mesmo é por exemplo o idoso é o idoso chegou vou te tudo que eu tô te falando é algo de mais de 10 anos tá mas o idoso não uns três anos acho que não mudou mesmo eh o idoso chegou morte morreu em casa tava caído no chão caído no chão caído no chão alguém jogou ou alguém empurrou então o SVO se vira uma
um hematoma subdural qualquer coisa fecha e aí vai pro ML pro ML vê se tem investigação criminal aí necessariamente essa é a regra até onde eu sei do SV São Paulo é tá e esses corpos bom no caso do do do SVO São Paulo ele não seria capaz da capital não poderia já ir para uma universidade ele vai depois de 30 dias é que tem que obedecer a lei 25850192 por isso que ela é uma lei falha nesse aspecto é porque o corpo não reclamado professor ele tem que esperar 30 dias não reclamados entendeu entendi
30 dias por isso 30 dias aí que que diz a lei de 850192 tá no SVO ninguém reclamou vai ficar na geladeira nas câmeras frias 30 dias 30 dias depois o diretor pode liberar para alguma universidade freshing Frozen Refreshing Frozen aí pode se liberar para uma universidade essa universidade vai ter que seguir toda a lei para poder usar aquele corpo enquanto o juiz não der para ela certidão ela não pode mexer no corpo ela só vai ela só vai ser a depositária daquele corpo a fiel depositária acho que é is nome enquanto não sair tudo
o juiz não der ah esse corpo pode ser usado esse corpo tem que ficar intacto sem estudo que burocracia a lei por isso que veio a lei da doação de corpos a lei da doação de corpos ela tira tudo isso é a mais fácil não tem custo nenhum paraa universidade nenhum nenhum nenhum quer dizer tem que fazer a doação mas aí se depende da boa vontade ih mas o que mais tem é gente ó hoje mostra o meu celular hoje já duas pessoas professora eh me me orienta ó moro em São Paulo em qual faculdade
eu do hoje hoje que nem acabou o dia estamos na metade do dia é muita gente querendo doar sem sem ã divulgação se se divulgar então chove e a gente pode doar também sabe o quê professor membros de amputação bebês que as mães infelizmente perderam natortos pode doar então você tem Mas por que eu fiquei pensando nisso é os jazigos você tem lá sua família tem um aqui no cemitério da consolação do Araçá no Getseman e você tem ali 12 gavetas morreu mais um é o 13º tem que tirar alguém hum né que a gente
fala de esumar não vai por esses ossos pode por nossário pode pode ir pra faculdade pode aí você doa pra faculdade e a faculdade vai estudar esses ossos é e ao depois fica na faculdade porque o osso não deteriora e eu vejo que depois desses corpos serem utilizados a senhora também preconiza que todas as as instituições têm o seu jazigo isso é obedecido isso é seguido ah isso não é seguido mas é o que eu preconizo e é o que eu acho no mínimo respeitoso vou te explicar porquê uhum ã do Eu defendo a doação
voluntária de corpos porque ela surgiu paralelamente com uma situação pessoal familiar da minha avó e quando a pessoa quer doar e isso quando a gente quer do a pessoa o doador vai deixar o corpo doado é uma vontade dele mas nem necessariamente é a vontade dos familiares que gostam dele e a gente ainda tem muita questão cultural no Brasil de ir ao cemitério do dia do finados de ir a rezar uma missa de ir rezar um culto tem muito essa celebração pósm ã faz falta para algumas famílias ter um lugar para ir então um jeito
de minimizar isso na minha leitura é a faculdade ter um jazigo simbólico com o nome ali de todos os doadores porque se a se o familiar ai eu quero ir lá levar uma florzinha para minha mãe tem um lugar para ele levar então é mais uma questão de simbolização de respeito e de eternização daquele ato alturu de voluntariado de doar o corpo então isso é o que eu preconizo isso existe não por que não existe em todas de novo a gente esbarra nas verbas e uma vez esse corpo utilizado qual o seu destino eles eh
toda vez que a gente desseca um laboratório geralmente ele com um fluxo grande ele tem um caixão que a gente é mais de carga de enterro então eu tô secando um corpo aqui um professor ali um aluno ali e vai saindo as estruturas então se eu tô querendo chegar em nervo facial eu vou ter que tirar pele eu vou ter que tirar músculo isso tudo vira carga de enterro depois daquele caixão tá cheio aí ele é enterrado dentro de um jazigo o que hoje a gente tem as valas comuns mas o ideal era enterrar dentro
do da da do jazigo do corpo do programa de doação voluntária é recolhido o DNA para eventualmente uma futura pesquisa de quem era aquele indivíduo não dentro do que eu conheço não é eh o cadáver desconhecido eh dentro disso eu vejo que houve um questionário dentro da sua linha dentro de um dos dieses para subsidiar em que médicos foram consultados sobre a questão da prática de de secação e o quanto esses achavam que era importante eh e aí houve até um baixo retorno né de tudo que foi de 1000 questionários enviados que aliás muito significativo
apenas 163 responderam a gente estava numa época ainda de papel ainda que por si só não é ruim lógico não mas a gente tava numa época de papel começando os formulários eletrônicos então eu tenho certeza que se essa pesquisa a gente for refazer hoje que até uma ideia a gente vai ter outros números muito mais absurdos mas o que a gente entende que todos os médicos entendem da básica da anatomia isso é indiscutível mas entre eles serem doadores do próprio corpo esse viés já não é não é tão questionável isso é muito mais do altruísmo
da pessoa do que se se é médico se é engenheiro isso não eh e o bom essa questão desse altruísmo eh por que esse fator de resistência vou te contar algumas histórias que eu já ouvi é eh tinha uma professora nossa da anatomia e a gente falava: "Você vai doar seu corpo?" Ela: "Não." "Por quê?" "Porque eu sou muito gordinha" e gordinho é muito ruim de desse mesmo porque a o tecido adiposo ele penetra é uma dissecção mais trabalhosa ela falou: "Ah porque eu não quero morrer dando trabalho para vocês para chegar em em alguns
órgãos ã outros não quero ficar exposto pros meus alunos outros ai não confio nesses meus alunos não deixa eu debaixo da terra" então cada um quando não quer tem a sua justificativa mas é muito mais uma questão de emoção mesmo né de como lidar com a própria morte é um é um é um fator em compensação outros não outros falam: "Pelo amor de Deus me deixa no laboratório que eu quero viver com o aluno a vida inteira" ele fazendo coisa errada ou não que faça em mim pelo menos eu continuo ensinando que era um dos
lemas da minha avó né que ela queria ficar na faculdade porque ela queria mesmo pós morta continuar ensinando sua mulher a sua avó era uma mulher de ciência ai minha avó era uma pessoa atípica de tudo pensa numa pessoa mais diferente do mundo era minha avó eh ela ela era uma pessoa de 880 a os que amavam e os que a odiavam mas eu tive com falo com propriedade que ela era uma pessoa muito excêntrica uma pessoa que pensou muito fora da casinha dela nos dias até pros dias atuais imagina na época dela mas ela
tinha alguma formação específica não ela era professora de de primário né mas que visão não era é até eu digo choca choca e ela assim se eu te contar outras e tantas ela ela era olha ela achava que todos os netos delas tinham tinham que nadar saber nadar e ela era do tatuapé então ela ensinou a minha irmã nadar a minha irmã foi campeã muitos anos de natação e essa minha irmã ela que criou e aí meu pai falou que eu tinha que fazer natação com ela eu lembro que eu me escondi embaixo do berço
que eu não queria com ela na natação de jeito nenhum porque ela era 8,80 assim você só vai sair debaixo d' água depois que você souber fazer bolinha quando você não souber fazer bolinha ela te segurava embaixo d'água sério sério o clube do Corinthians que era perto da casela onde ela levava a gente para ensinar a fazer natação tem o trampolim trampolina ela me jogou lá de cima com três anos porque eu tinha que aprender a nadar sem nadar óbvio mas era isso ela era extremamente excêntrica então para uns trouxe muitos traumas e com dependendo
as pessoas que você for contar vão ter um viés e outras você vai perceber que vão ovacionar porque realmente ela foi muito muito diferente da época dela dentro da sua linha de pesquisa qual foi a maior dificuldade na construção do seu trabalho trazer esse tema do corpo trazer o tema as pessoas pensarem na sua morte a única verdade que a gente tem que a gente vai morrer mas é a única verdade que ninguém quer saber ninguém quer pensar ninguém quer deixar nada preparado ninguém quer facilitar a vida dos que vão ficar e ainda falo assim:
"Vamos deixar ã quem ficar que se vire" mais ou menos isso eh não quero pensar sobre isso e quando a gente vai falar a gente que fala mais sobre morte de uma forma mais desprendida mais natural ai você só pensa em morte nossa menina vai pensar em vida então as críticas e os julgamentos sempre vem mas eu me foco que é uma forma da gente ajudar então hoje só de eu poder ajud colaborar com esses altruístas que querem doar o corpo de como ensinar a fazer eu já tô feliz que eu já sei que o
meu o meu caminho tá indo aí a ideia de ser útil após o falecimento olha só isso já poderia ser o tema é uma ideia de imortalidade se você for um pouco mais filosófico né é é porque você não vai ser só imortal naquilo que você do seu legado como você se torna imortal então dependendo do do que for secado no seu corpo você fica ali mais 30 20 40 50 anos dentro de um laboratório servindo pros outros estudarem onde é o músculo tal qual é o osso tal qual que é o a cartilagem tal
como passa o trajeto da artéria tal então você continua sendo útil mesmo pós morte e e eu brinco assim tem gente que não é útil nem na vida nem vivo né verdade verdade não e e mais ainda quer dizer como traz luzes para essa questão da de secação para a prática profissional de um de um de um médico cirurgião como isso é importante e ó eu vou falar que não é só do médico cirurgião não vou pensar assim olha vou pegar rápido aqui um profissional de educação física um profissional de educação física que tem um
bom conhecimento de corpo humano de anatomia ele vai dar um resultado paraos seus alunos de personal muito melhor do que aquele que não tem o conhecimento básico não tem como você ser um bom profissional da área da saúde se você não souber ao básico por que um corpo do aluno tal responde melhor aquele exercício o outro melhor aquele tudo isso é explicado na anatomia o que vale muito por uma fisioterapia fico imaginando isso exatamente vou dar um outro exemplo tirar um dente de leite de uma criança se essa criança é negra ou branca tem uma
diferença anatômica tem isso você tem que saber para ter um preparo até do material que você vai separar para usar no centro cirúrgico vai quem que te dá essa informação anatomia se você não tem anatomia disso a sua cirurgia que poderia ser resolvida em 20 minutos vai resolver em 40 onde tá seu erro na anatomia impressionante impressionante anatomia e essa anatomia é uma matéria que ela dura quanto tempo dentro de uma graduação ó numa medicina geralmente ela é de 180 horas o que daria quase 3 anos dependendo de como for distribuída então tem medicina que
faz duas vezes por semana integral aí é muito da da universidade mas uma medicina geralmente são 180 horas de anatomia pouco né se se considerar relevância hoje hoje o Donto tá com 90 horas então caíram bastante com essa nova modificação que o Méic fez das quantidades de horas de tempo de formado a anatomia sofreu bastante ela acabou tendo sua carga horária bem diminuta e tem lá os 40% também EAD não anatomia só presencial mas e os outros as outras áreas eu não conheço nenhum curso que a anatomia seja online tá tá talvez ou eu não
conde pode ter e eu esteja sem informação mas dentro dos que eu conheço às vezes você tem aula de anatomia ao a teórica porque a anatomia tem duas frentes a teórica prática a teórica pode até ter e tem muitos deles que é online mas existe a prática presencial tá uma última questão minha e temos ainda médicos da noite gente não temos mais é certeza isso não não é certeza é porque eu não eu não vou olhar olho nu mas eh não porque aqueles que os médicos da noite para vocês que estão assistindo a gente eram
profissionais médicos que numa época que foi proibida a disseção eles iam aos cemitérios para retirar os cadáveres frescos frescos que tinham morrido naquele dia um dia antes para poder estudar e depois voltavam ao jazigo então eles faziam ali meio que algo escondido na calada da noite mas com o foco sempre do do objetivo do estudo e devolviam eh hoje em dia a gente não tem mais isso porque a gente entende que as universidades com poucos ou muito cadáveres ainda t aqueles alunos e tem as ligas né hum então as faculdades que tem as ligas de
anatomia elas proporcionam para esse aluno algum cadáver sendo esse cadáver da própria instituição é alguma instituição parceira que eles conseguem olha hoje vai assistir aula em tal lugar hoje tal lugar mas eu não conheço hoje mais médicos da noite ótimo doutora Telma paraas suas conclusões por gentileza olha as minhas conclusões são as seguintes em se tratando de doação voluntária de corpo eu vejo que é o grande caminho pra gente conseguir minimizar custos e aumentar muito a qualidade de ensino dos nossos alunos além de devolver profissionais muito melhores pra sociedade a doação voluntária de corpos a
gente consegue dentro de uma instituição uma vez que a instituição tem esse programa a gente consegue ter as três áreas muito bem assistidas: a graduação a pesquisa e a extensão a extensão eu consigo claramente atender uma sociedade altruísta a pesquisa inúmeras pesquisas podem ser feitas com aqueles corpos doados e a graduação sem dúvida nenhuma formar profissionais muito melhor qualificados que vão nós vamos devolver pra sociedade e o programa de doação não é um programa de convencimento então você que tá assistindo a gente você professor Wagner vocês meninos existe doação de corpo existe ah mas eu
sou contra respeito não não entra em embate mas se alguém falar: "Nossa acho que é isso que eu quero para mim como que eu vou fazer?" Tem dois caminhos ou entra em laboratoriodeanatomia.com.br br tem lá um acesso manda um WhatsApp e a gente responde qual o lugar que tem para você doar mais próximo ou no nosso Instagram que chama que é @amantesdanatomia que lá a gente dá bastante informações sobre a anatomia e manda por ali também que a gente sempre orienta qual instituição mais próxima que tem o programa de doação caso você queira ser um
doador e de jeito nenhum entrar em discussão com os vieses diferentes que pensem diferentes quem quiser ser enterrado vai ser respeitado quem quiser ser cremado vai ser respeitado e quem quer ser doado por favor respeitem também com absoluta certeza doutora Telma muito obrigado muito esclarecedor fantástico o trabalho fantástico a pesquisa de uma validade incomparável de um alerta que tá fazendo aí para toda uma comunidade que eu tenho absoluta certeza que nem refletia sobre isso eu mesmo nunca pensei sobre essa possibilidade e adorei adorei é isso aí só de trazer a luz olha existe essa possibilidade
já abriu já fez uma expansão de apesar que eu sou gordinho também então não tem problema é eu vou dar trabalho mas mas o cirurgão vai ter que operar e com a da minha avó eu vi mas ela é muito velhinha eh não tem mais nada para aproveitar não gente a o ensino da anatomia ele é feito em qualquer faixa etária em qualquer biotipo ele é sempre válido muito obrigado mais uma vez olha um show muito obrigado obrigada que agradeço mais uma vez o convite a oportunidade de estar aqui de divulgar isso e aos meninos
aqui obrigada gente obrigada obrigada [Aplausos] [Música]