Bem, bem, então vamos a essa primeira conferência da nossa jornada de casais de 2026, que eu espero que seja bastante proveitosa para cada um de vocês. pode haver, né, entre os temas, alguns mais ou menos conhecidos de de cada um, mas sempre é possível aproveitar, né, então para progredir em cada um deles. E essa é a nossa vida.
Deve ser uma vida de progresso no bem, de progresso na prática das virtudes, progresso de união com o nosso Senhor Jesus Cristo. Bem, eh, vou falar aqui hoje um tema que é bastante importante na vida familiar, na vida em sociedade, seja ela a sociedade civil, seja ela a igreja. Eu vou falar aqui do tema que eh da virtude da obediência, né?
Então, meu título um pouco provocador, né? Seria meu filho é desobediente. Então, como que a gente pode melhorar isso?
Desde já, claro, por natureza, né? pode ter crianças, né, filhos um pouco mais difíceis, bastante mais difíceis, mas se a gente vai procurando agir da maneira correta, e esse é o importante, se eu estou agindo bem, as coisas tendem a melhorar, ainda que pouco a pouco, né? que se realmente eu tenho procurado agir bem e a coisa não caminha, então tem aí algum outro problema, alguma outra dificuldade.
Mas antes de passar a aspectos mais práticos, é bem importante a gente entender um pouco melhor o que é a virtude da obediência. Porque muito se fala em obediência, sobretudo, né, entre pais e filhos, mas pouco se tem realmente ideia, né, do que é a virtude de obediência. Claro, fiz também um sermão sobre isso.
Eu dizer, não tem tanto tempo, mas já deve ter um ano e pouco, sei lá, acho que foi em 2024 ainda. Tem uns dois. Então, claro, podem também depois ouvir ou rever esse sermão com proveito.
Mas a obediência, ela é a virtude pela qual a vontade se inclina ou se dispõe a executar prontamente o preceito do superior. Então, a obediência a isso, né? Uma pessoa tem a virtude da obediência quando ela tem uma disposição da alma, né, bem enraizada para executar prontamente, quer dizer, sem enrolar, sem demorar, sem adiar, quando eh se pode e se deve fazer, né, longo, então executar prontamente o preceito do superior.
Quando a gente fala que preceito na nossa mentalidade moderna, né, e liberal, a gente pensa, então só sou obrigado a obedecer quando ter uma ordem, né, formal, né, um decreto, uma lei, né, promulgada, né, eu mando você fazer, eu te ordeno, eu etc. E na verdade não, né? O preceito aqui é a vontade do superior manifestada claramente de algum modo, né?
Então, entre adultos, por exemplo, se o superior diz: "Eu gostaria que, né, você poderia fazer assim, seria bom ir por esse caminho. " Muitas vezes isso é uma ordem, né? Na verdade, em geral é uma ordem.
Com criança, preciso às vezes ser um pouco mais claro, né? Porque ela talvez tenha dificuldade de entender um pouco isso. Vamos chegar aqui mais eh paraa frente, né?
Mas o preceito então é a ordem superior claramente é a vontade do superior claramente manifestada. Não precisa ser com termos, né, de eu mando, eu ordeno, preceitouo, né? Eu decreto que não, absolutamente não, né?
Eh, e outra coisa que é muito importante na virtude da obediência é que ela seja feita pelo motivo correto, né? como qualquer outra virtude, só é realmente virtude quando é feita pelo motivo correto. Então, por exemplo, se eu dou esmola para alguém na rua, vai ser uma um ato realmente de virtude, de caridade com o próximo ou de liberalidade, né?
Se eu faço realmente para ajudar o próximo por amor a ele, se eu faço por um motivo de vaidade pros outros reconhecerem como eu sou bom, não é um ato de virtude. E a virtude da obediência, ela tem como motivo, né, formal a autoridade do superior que vem de Deus, né? Então eu obedeço porque o meu superior seja ele qual for, em qualquer ambiente que seja, né, da sociedade.
Eu obedeço porque ele tem uma autoridade que vem de Deus em última instância. Como diz São Paulo, né, toda a autoridade vem de Deus. como diz nosso Senhor para Pôcio Pilatos, não teria nenhum poder sobre mim, porque de fato tem, porque é uma autoridade e nosso Senhor quis, né, colocar sobre essa autoridade.
Nenhum poder teria sobre mim se não tivesse sido dado do alto. Então, a obediência é executar prontamente a ordem do superior em razão da autoridade que o superior tem. uma autoridade que vem de Deus.
Todo mundo que tem alguma autoridade legítima tem essa autoridade recebida de Deus, né? Vem de Deus. Então isso é bem importante, né?
Ter essa noção. Então se alguém obedece porque gosta da pessoa, por simpatia, porque tá de acordo, porque gostou da ordem, simplesmente porque tá convencido, é isso mesmo, que é melhor. Nada disso é obediência propriamente dito, né?
Mas se eu quero realmente obedecer, eu tenho que colocar o motivo, né? Porque as pessoas tem uma autoridade que vem de Deus. E então, ao obedecer, não estou obedecendo em primeiro lugar aquela pessoa, estou obedecendo a Deus, né?
Se eu desobedeço, porém estou desobedecendo também a Deus. Então é por aqui que passa a obediência, né? Bem, então tudo isso, né, para terem noção, obediência depois das virtudes teologais, né, de fé, esperança e caridade, é a virtude mais perfeita quando a gente considera aquilo que é, digamos assim, sacrificado, oferecido para Deus.
Porque na obediência a gente oferece para Deus, por assim dizer, sacrifica a nossa própria vontade, né? Então é o que nós temos de mais perfeito, é a nossa vontade. Então obediência é uma virtude excelente, né?
tremendamente boa, excelente. Então, é muito importante formar os filhos para a obediência. Sem a virtude da obediência, nenhuma sociedade se sustenta realmente ou vive em paz, seja a família, seja, né, uma sociedade maior, mais ampla, seja a sociedade civil ou seja a igreja.
Então, sem obediência vai virando o caos. É evidente e não custa lembrar o pecado, a morte entrou no mundo pela desobediência de um só Adão. A desobediência que vem do orgulho, como em geral, né?
É também a nossa desobediência, vem do nosso orgulho. Não concordo, não quero, prefiro a minha visão, prefiro o meu jeito. É melhor, né?
como eu acho. E porém, pela obediência de um só, nos veio a possibilidade da salvação, né? nos foi aberto novamente o céu, nosso Senhor Jesus Cristo.
E o Evangelho, né, a Sagrada Escritura e a liturgia repetem em particular eh durante a Semana Santa no Tridô, principalmente exaustivamente, né? No senhor se fez obediente. Factos est obedi mortem até a morte mortem crutis e morte de cruz.
Então pela obediência de um só também nos salvamos. Então a obediência é uma virtude realmente excelente. Por ela a gente pode ter muita clareza de que estamos fazendo o que é bom.
chegar lá, né, com algumas nuances. Podemos ter certeza de estar fazendo a vontade de Deus, portanto, ter paz e verdadeira liberdade, porque não estaremos escravos da nossa própria vontade, dos nossos próprios gostos, dos nossos próprios caprichos, né? Então, a virtude da obediência é uma virtude excelente pro bem comum da sociedade e, claro, pro bem particular, né, de cada um de nós.
Até porque Deus dá as graças na ordem que ele estabeleceu ao criar o mundo. Então, portanto, é pela hierarquia em qualquer sociedade, né, mesmo na família, entre esposo e esposa. Falamos disso acho que numa jornada de casais há 2 anos, 2024.
Vale a pena, talvez rever também esse aspecto, eh, hierarquia na família, na sociedade, no trabalho, né, e também, claro, na igreja, Deus das graças na ordem. Muitas vezes a gente diz: "Ah, se eu soubesse exatamente qual é a vontade de Deus para mim, eu faria". E várias vezes no nosso dia, a gente sabe pela obediência e não cumpre.
que na obediência não tem nada mais claramente manifestado que a vontade de Deus do que na vontade manifestada claramente de um superior nosso, né? Claro, né? para além dos mandamentos, para além da prática das virtudes que nós devemos praticar e que são, claro, a vontade de Deus para nós.
Bem, então é importantíssimo procurar formar os filhos na obediência, primeiro pro bem deles, né, e pro resto da vida deles. que os filhos obedeçam não é só pros pais ficarem tranquilos, né, em paz, não terem desgaste, não sofrerem, é primeiro lugar pro bem do próprio filho, pro resto da vida dele. Todo mundo nessa terra tem um superior sobre si, com exceção do papa, né?
Eh, então, por exemplo, mesmo o Trump tem um superior sobre ele, que ele reconheça ou não, mas tem o Papa, né, e mesmo o bispo, eh, de onde ele mora, bispo católico, né, evidentemente tem uma autoridade sobre ele. Bom, enfim, e mesmo o papa, bom, tem que obedecer pelo menos ao seu diretor espiritual. Então, todo mundo nessa terra tem de alguma forma que obedecer, tem um superior sobre si, né?
Eh, então é uma virtude indispensável. Agora, o grande problema é que bem, com todas as ideias, né, que foram sendo incutidas pouco a pouco, né, aí principalmente desde a decadência da Idade Média, enfim, e Revolução Protestante, Revolução Francesa, Revolução Comun comunista, ideias liberais, o liberalismo. O fato é que 99, 9999% de nós não fomos formados para obedecer.
E quando eu digo obedecer, não é só simplesmente pelo medo da ameaça, que obedecer simplesmente pelo medo da ameaça, sem que isso vá evoluindo, né, também não é propriamente obediência. A gente é formado na obediência. né?
Quando pouco a pouco a gente vai tendendo a executar prontamente a vontade superior, porque no final das contas é a vontade de Deus, não simplesmente pela ameaça do pai e da mãe, né? Então, o fato é que nós não fomos formados, né? 99,99% para obedecer, para obediência e consequentemente temos uma dificuldade de formar aqueles que devemos formar.
Então, para vocês casais em particular, né, os filhos na obediência, se a gente, né, não teve modelo de quem sabia mandar, ordenar, né, como um superior, é difícil depois a gente conseguir exercer esse papel, né? Então, claro, né, que a obediência dos filhos tem um correspondente nos pais, que é a autoridade dos pais. Então, sempre gosto também de eh lembrar disso, né?
Vocês pais, né, e qualquer um que tem autoridade em qualquer âmbito, né, tem essa autoridade de Deus. Vocês receberam essa autoridade de Deus. Queiram, não queiram, vocês têm essa autoridade de Deus.
E é uma responsabilidade exercê-la bem, sem pro lado, né, do autoritarismo, de fazer simplesmente o meu capricho, o que me agrada, né, e simplesmente pela força ou brutalidade, é um erro, um erro grave e nem pro outro lado de não exercer essa autoridade, largar mão, né, abandonar aqueles que devem ser governados, dirigidos para o bem por você, né, por cada um que tem autoridade. Então, é uma responsabilidade que a gente tem que procurar exercer bem. E aí também eu quero reiterar um aspecto que é que é muito importante, sobre o qual eu sempre insisto.
Eu até comecei a faculdade de pais, mas ela entrou de greve. Não foi pra frente. Eh, consegui continuar.
Vamos ver aí. Vai tá difícil. eh, durou 3ês meses, entrou de greve sem previsão porque o professor não tava recebendo um justo salário.
Bem, então, mas assim, o que eu quero dizer é que realmente quando a gente tem então uma função e uma autoridade, um papel de governo, a gente precisa correr atrás e estudar, né? E eu recomendo muito e e desde as primeiras vezes, né, que eu falei sobre esse tema, eh, então já foi até traduzido para o português um livro que tem toda uma parte sobre educação dos filhos e que realmente é muito útil, muito proveitoso. Eu basei várias formações, né, no no terço aí dos pais e das mães sobre isso.
Acho que são as 10. então, que é a espiritualidade dos leigos do padre Roio Marim. Então, vale a pena ter esse livro em particular por causa desses capítulos aqui, né, dessa parte sobre educação eh dos filhos.
Então tem aqui educação dos filhos, educação em geral, bom, enfim, um programa de educação, a lei natural, a lei sobrenatural e depois ele passa, né, aspectos mais práticos e ele começa justamente pela arte de mandar, quer dizer, a arte de se fazer obedecido, a arte de formar a virtude da obediência no filho. Porque a questão do filho obedecer ou não vai muito mais do que obedecer ou não. E às vezes os pais levam muito para um lado pessoal, né?
O filho não me obedece, daí o orgulho e daí a ira e daí a impaciência. E não, tem que ir para um lado de formar essa virtude que é bom, que aí vai ser bom pro resto da vida do filho, né? E vai ser bom para o bem comum da vida familiar.
a arte de mandar, depois a arte de vigiar. Não poderia deixar de fazer alguma menção sobre a vigilância. Entre parênteses, tava lendo outro dia aqui paraa semana pedagógica da escola, alguns trechos da encílica do Papa, né?
P 11 Vilius Magister, ele fala nos nossos tempos, 1930, né, por causa da de como é o nosso tempo, as ocasiões de pecado para juventude, devemos vigiar ainda mais. Bem, enfim, arte de estimular e de premiar e o exemplo dos pais. Depois, educação em particular, educação física, psicológica, moral, educação sexual, educação social, educação religiosa.
O lar cristão, então a piedade familiar, né, a oração em família, as devoções do lar. Então, vale muito a pena ler isso aqui, né? Nós vamos nos ater e brevemente então a essa a esse ponto aqui, né, da arte de mandar, que no fundo a arte de se fazer obedecido, bem obedecido, de mandar bem para ser obedecido e consequentemente formar a virtude eh da obediência nos filhos, né?
E às vezes também eh é comum, né, os pais em relação aos filhos, né, eh, não se orgulharem dos filhos, verem as qualidades. O problema é quando eu passo a ver qualidades no que não é, né? Então, às vezes o filho não obedece, ah, meu filho tem um caráter forte e etc e tal.
E e não não é seu filho que tem um caráter forte, pode até ser que tenha, mas se não vai avançando, progredindo ainda que pouco a pouco, é porque, eh, os pais estão fracos, né, na verdade, de algum outro. Então aqui é para ver um exame, fazer um exame de consciência, ver o que já tem sido aplicado, o que não tem sido, ver o que se pode melhorar, né? E como também eu já disse, né?
Às vezes, bem, se também erraram até aqui, não interessa, né? O filho pode ter 17 anos, ainda é possível corrigir a rota, né? pode ter 18 anos, pode ter 20 anos, tá morando em casa, ainda tem que obedecer em muita coisa, né, por definição e consequentemente é possível corrigir essa rota, certo?
E às vezes os país podem estar realmente se esforçando, fazendo bem e se a coisa não tá caminhando, aí é possível que haja algum outro problema. é preciso então investigar, né, algum trastor neurodenvolvimento que realmente, né, tem que ter um manejo mais específico, mais particular, né, que eh porque senão a coisa não eh caminha. Então, ficar atento a isso, mas não se conformar com meu filho é desobediência.
A gente não pode se conformar com isso, porque isso não é verdade. Seu filho não nasceu com uma natureza de desobediência, né? Então ele pode ter alguma outra dificuldade que às vezes também já foi favorecida pela nossa maneira de agir, mas é possível ir melhorando as coisas.
Então, eh, vamos lá. Primeiro ponto, né, para se fazer obedecido. Bom, claro, né, que na medida em que a criança vai crescendo, vai tendo mais consciência, nós vamos explicando também o que é obediência e como cada um de nós tem que obedecer, né?
Eu sempre digo aqui pros alunos também quando a gente toca nesse assunto assim, obedecer, não são só vocês, coitadinhos, tem que obedecer, né? Cada um dos que trabalham nessa escola tem que obedecer a outras pessoas e eu tenho que obedecer ao meu superior, tenho que obedecer a Deus, né, inclusive. Então, e explicando as coisas, né?
Porque a obediência Deus nos fez animais sociais, quer dizer, para verem sociedade, por definição, para ordenar a sociedade, tem que ter uma autoridade. Deus fez as coisas sim. Portanto, a autoridade vem de Deus.
A gente vai explicando pouco a pouco, não é? que a criança, o jovem vão se convencer instantaneamente, né? Mas pouco a pouco isso vai se sedimentando na inteligência deles.
Eles vão eh entendendo, né, um pouco melhor com as lutas também deles, né? Bem, a primeira coisa, né, para se fazer obedecido ou dessa arte de mandar é dar ordens sóbrias, né? Então, não ter um excesso de ordens em cada momento, em cada instante.
Ó, faça isso, faça aquilo, faça não sei o quê, faça tal coisa, porque não tem quem aguente, né? Ainda mais a criança ou jovem às vezes vai até se perder com tantas ordens, vai se lembrar e evidentemente não vai fazer e não fazendo, vai ser punido dependendo, né? Vai levar uma bronca.
E uma coisa que no fundo não foi culpa dele, porque não tem capacidade de se lembrar de tantas ordens, né, de tantas diretivas que foram dadas num só momento. Então, ordens, né? não multiplicar as ordens em um mesmo momento.
Essa intemperança, né, no exercício da autoridade, vai levando ao cansaço do filho, uma certa rebeldia, né, ao desânimo, porque não vai conseguir cumprir aquilo. E dependendo, pode levar até mesmo ao desprezo pela autoridade. às vezes muitas ordens, né?
No mesmo tempo, sem pensar muito, podem até ter aspectos contraditórios, né? E a criança e o jovem percebem também isso. Depois as ordens precisam ser claras, né?
Então, mesmo entre adultos, né? Às vezes alguém faz algo diferente do que foi pedido porque não conseguiu entender bem. Então quanto mais uma criança ou um jovem, então é preciso que as ordens sejam claras para que entenda muito bem.
Então a gente, né, quando vai dar uma ordem, é preciso primeiro saber o que nós queremos e saber com clareza o que que a gente quer, né, que o outro faça. Então, que tenham essa clareza do que querem que o filho de vocês faça. Então, pensando antes, né?
Claro que aqui tem proporção, né? uma coisa, pega um copo d'água pro seu irmão, não precisa pensar muito antes, né? E tá claro, né?
Ainda mais pega um copo agora pro seu irmão mais claro ainda. Outras coisas podem exigir um pouco mais de eh reflexão, certo? Para que a ordem seja clara e se deve evitar generalidades, né?
Então, eh, fulaninho, sua educação tá deixando a desejar. Você tem que ser mais bem educado, você tem que melhorar, você tem que ser mais bem comportado. O que que é isso?
Em que exatamente a criança tava fazendo várias coisas naquele mesmo momento. Então, ela tava sentada botando dedo no nariz em silêncio. Você tem que se comportar melhor.
Que que é isso? tava tava sentado mal, é o dedo no nariz, é o eh o fato dela tá em silêncio. Preciso deixar claro, fã, você tem que ser mais bem educado.
A gente não coloca o dedo no nariz, né? Então as ordens tem que ser claras, né? Não coloque o dedo no nariz.
Então tá com seu filho, conversando com alguém, seu filho interrompe, seja mais bem educado. Ele não sabe o que é isso. O que que é ser mais bem educado, que ele fez de errado, ele não sabe que não pode interromper.
Então não, ó, seja bem educado. A gente você não pode interromper a conversa se é alguma coisa importante, você disse com licença, etc. Né?
Então tem que ir formando assim, tem postura, não sente corretamente de tal jeito, inclusive mostrando, né, como fazer. Então, sobriedade nas ordens, poucas, né, em cada momento, em cada situação e ordens claras, né? Por exemplo, Paulo caminha um pouco mais rápido.
Aí o Paulo começa a caminhar mais. Paulo, caminha um pouco mais devagar. Tá caminhando muito rápido.
Paulo pra direita, pra esquerda. fica desse lado daquele, quer dizer, uma profusão de odas, inclusive contraditórias. E às vezes a própria criança começa a se divertir com isso, né?
Então vai mais rápido, ela dispara, vai mais devagar e ela vai tão devagar que você fica esbarrando nela, então ela começa a se divertir e já é um certo desprezo da autoridade, não tão consciente, mas sim, né? Eh, e claro, você viu que deu essas ordens trajetórias, pode ter um certo bom humor, mas agora você vai dar uma ordem, né, clara, precisa e sóbria, né, também na sua quantidade. Outra coisa, então ordens sóbrias, ordens claras, saber o que que é evitar generalidades.
Preciso que as ordens sejam afetuosas, né? Então, não tá no seu filho, com o seu filho num treinamento de operações especiais, né? Então é isso.
Então, para ser as ordens podem, devem ser afetuosas. Então, que nas ordens, né, dadas aos filhos, o filho possa ver que é pro bem dele. Não é por capricho seu, não é por impaciência.
Não é por orgulho para mostrar que você tem autoridade pro bem dele e pro bem comum, né? Então, claro, né? Poucas ordens, ordens claras paraa inteligência entender o que que tá sendo mandado e depois que haja esse afeto, né?
Que não é ser meloso, etc. , a gente vai ver, né? Porque sobretudo com uma criança, se eu digo: "Ah, por favor, você poderia me fazer isso?
" Olha, bom, tá pedindo por favor? Não, não vou fazer. Crianças, às vezes não tem um discernimento de entender que aquilo é uma ordem, como um adulto já pode ter, né?
E deveria ter. Então, que as ordens sejam com afeto. Afeto nesse sentido de que transpareça realmente que ali é pro bem dele, pro bem comum que tá sendo levado em conta o bem dele, né?
Então, nós somos seres dotados de inteligência, vontade e sensibilidade, né? E essa afabilidade, né? essa esse afeto que se transmite de maneira muito simples.
Então, vai conquistando também, né, o coração da criança e do jovem e vai facilitar a obediência. [risadas] Esse afeto demonstrado, né, no momento da ordem e outros momentos da vida familiar. É muito importante demonstrar esse afeto, saber também dar ordens com o sorriso, né, com amabilidade, com afabilidade.
A educação, em particular educação para obediência, é um chamado incessante ao sacrifício. E o sacrifício é mais fácil quando está presente aí o amor de quem tá exigindo o sacrifício. Por isso, nosso Senhor quis morrer na cruz por nós, né, para mostrar o amor dele por nós, por nós e facilitar o nosso sacrifício por ele cotidiano de negação de nós mesmos.
Então, se os pais conseguem realmente transmitir, mostrar esse afeto, né, ordenado pelo filho, inclusive no momento, né, da em que a ordem é dada, com muita tranquilidade, com muita serenidade. Então, isso vai facilitar muito o sacrifício que a criança e o jovem devem fazer, né, para obedecer. Porque se a ordem, né, é dura, rude, grosseira, então nós estaremos aí diante de um fracasso, né?
A criança e o jovem tem o sentido, né, a consciência do afeto que é devido para ele, né, pelos pais. Então, se os pais são sempre duros, rudes, grosseiros, claro que a criança vai se fechar e aí acabou toda a educação. Ela tem consciência de que é digna de respeito, né?
A criança tem consciência do poder que os pais têm sobre ela, né? E se esse poder é bem exercido, as coisas vão caminhando bem, ainda que pouco a pouco as suas dificuldades normais, né? algumas variações, mas sim, se não existe, né, esse afeto, essa amabilidade ou essa afabilidade mesmo nas ordens, às vezes com a firmeza, né, que tem que ser, claro, quando tiver que ser firme, tem que ser firme, mas pelo bem do filho, né, que isso esteja claro.
Porque se houver, né, essa dureza, grosseria, as ordens forem dadas de forma rude, pesadas, violentas, o que que vai gerar? Vai gerar violência no filho. Então, ele vai resolver as coisas dele desse modo, né?
gritando, sendo rude, grosseiro, xingando, batendo em primeiro lugar. Ou essa é a guerra aberta, né, a autoridade dos pais. Ou pode haver a guerra silenciosa, que às vezes ainda é pior, né?
Teu filho não fala nada, mas ali dentro vai alimentando, né, sentimentos de aversão aos pais e contra a autoridade deles. Então essa afabilidade é muito importante, né? Mas ela não vai tirar em nada a clareza de que aquilo é uma ordem, né?
e de que deve ser obedecido, né? Bem, o que não se deve fazer, né, nessa arte de mandar? Primeira coisa, não ficar.
Se você quer dar uma ordem, então não deixe o filho entender que é um mero pedido, um favor. Muito menos que eu estou implorando. Fulaninho, faz tal coisa, não faz.
Por favor, fulaninho. Não, aí não vai caminhar, certo? Tá pedindo, por favor, fulaninho.
Quer dizer, é como se você fosse o inferior pedindo ao superior, suplicando para que, por favor, ele faça algo para você e aí não vai caminhar, tá? Ainda mais a criança que não consegue entender, né, a sutileza que poderia haver, né, entre um adulto, assim, dizendo: "Por favor, por caridade, a sua obrigação obedeça. " A criança não vai ter essa sutileza nunca, né?
ela vai achar que você realmente tá implorando para ela e a decisão cabe a ela, não é? Então, jamais pedir a criança que obedeça, [risadas] né? Implorar, rogar, por favor.
Isso não significa, como a gente acabou de dizer, ser grosseiro. Então, quando a gente, né, roga para a criança fazer algo, né, que na verdade a gente quer mandar, quer dar uma ordem, a gente falseia o espírito da criança, desorienta o seu pensamento, distorce a sua mentalidade. A gente não tá formando para obediência, vamos tá formando para virtude e para obedecer a Deus, né?
No final das contas, bom, se não ficou claro, a gente forma, né, os filhos na virtude da obediência para eles obedecerem a Deus, né, final das contas, sempre todas as circunstâncias. Então, filho que não obedece, o problema é que não vai obedecer a Deus depois e cada vez mais. Bem, outro aspecto é o da transação, né?
Outro erro a ser evitado, transação, transformar a obediência num comércio, né? No fato, então é o o fato então de que a criança, o jovem vai fazer não por obediência, por você ter uma autoridade que vem de Deus, mas para ganhar algo. Claro, gente, que a criança de 2 anos, 1 ano e pouco, 3 anos, 4 anos, ela não vai parar e pensar, são Tomás falou que, né, realmente eh, né, Deus fez o homem como animal social e, portanto, para ordenar a sociedade, né, as várias vontades, é para que isso dê certo.
Bem, como é preciso que haja uma autoridade. Então foi Deus fez a natureza assim, portanto a autoridade vem de Deus e eu tenho que obedecer a autoridade que assim eu vou obedecer a Deus. ela não vai fazer esse raciocínio.
Então é normal, né, que no início da educação e de maneira eh paulatina, né, pouco a pouco a gente vai mudando isso, mas é normal e necessária, né, que na educação haja muitas recompensas e recompensas positivas e consequências negativas pro comportamento bom, ruim do filho, porque ele não consegue abstrair e pensar ou eventualmente receber castigos, né, punições mais abstratas. Então, tem que ser coisas que ele, né, sinta mais sensivelmente pro bem e pro mal. Não precisa ser bater na criança, né, a outros caminhos, né?
Então, o castigo físico é o último é ponto, né? E e então a ah me perdi aqui. [risadas] Ah, então assim, então no início é normal, né, que haja coisas mais sensíveis e que a gente vai diminuindo aos poucos.
Mas é você que decide o que vai dar, quando vai dar, quanto vai dar. Não pode ser assim uma virar uma negociação completa, né? Por exemplo, aqui na escola a gente tem a nossa campanha, né, das virtudes.
justamente já tem um programa definido, a criança chega, entra, né, tal e tal coisa, vai ganhando o prêmio, a gente vai e aperfeiçoando a meta e depois a gente vai espaçando o tempo, né, da a recompensa, vai adiando a recompensa para aquela criança ir se acostumando a fazer, não mais por aquela recompensa imediata, sensível, mas cada vez mais porque é bom. Então, começa a cada semana, né? Depois passa para 4 semanas, 8 semanas, 12 semanas, se semanas.
O objetivo é que no terceiro ano do ensino médio não tenha mais recompensa nenhuma, né? Então esse é o nosso propósito. Então, eh, mas no início é normal, mas não é uma negociação.
O que que você quer para fazer tal coisa? Se eu te der coisa, você faz? Não, você tem que já ter um plano organizado, né, de recompensa.
O que é algo que a própria psicologia, né, atual, a boa psicologia atual, baseada em evidências, né, fundada em evidência, propõe e que a educação que funciona sempre proposto também, né, é normal nas escolas atuais de um sistema de prêmios, né, em que a gente vai diminuindo esse prêmio e coisas simples. A criança se move por coisas simples, mas se você já coloca uma coisa muito alta, você fizer tal coisa, vou te dar um sorvete. Aí depois o sorvete vai ser o quê?
Vou te dar um carrinho, depois do carrinho vou te dar uma bicicleta, depois da bicicleta te dar o quê? Aí vai falir, né? E a criança cada vez mais exigente.
Então às vezes coisas muito simples, tem que ser coisas simples. Então aqui na escola é estrelinha. que move a vontade da criança.
Bem, então assim, né, não fazer um negócio, você pode, deve dar prêmios e quanto menor é a criança, mais isso é necessário. A pouco a pouco a gente vai diminuindo esse prêmio aí, tornando menos imediato e cada vez mais abstrato, por assim dizer, né? e também uma consequência ruim se não faz, né?
Isso é importante. Já não ganhar o prêmio é uma coisa. Outra coisa também nada de capitulações, né?
Não capitular. Mandei o filho fazer alguma coisa, não posso não ser obedecido. Ou se eu não sou obedecido, tem que ter uma consequência.
Não pode ficar por isso mesmo, que aí é a catástrofe generalizada, né? Então, eu já insisti isso em várias vezes e retomando aqui. A suprema derrota paraa autoridade é a capitulação.
Quando a gente fala suprema derrota paraa autoridade, claro, é um problema da autoridade, né? Vai ser uma falta da autoridade diante de Deus, mas é ruim pro filho, né? É ruim para o filho, não é educá-lo e é formá-lo para desobediência, para rebeldir.
Vai ser uma uma dificuldade pro resto da vida. Bom, e aí os as crianças já e os jovens também são grandes diplomatas, né? Então sabem como fazer pressão de vários modos para obter o que querem.
A primeira é a discussão, né? O ataque ao inimigo por surpresa. Mamãe ou papai gostaria muito de sair.
Não, querido. Aabilidade. Você está resfriado.
Mas o tempo está tão bonito, mas você está resfriado. Colocar aí o casaco. Você está resfriado.
Mas o cararei pouco tempo, mas você está resfriado. Depois de 10, 20 resistências benignidas, mas cansativas, então a bandeira branca do pai e se rende. Vem, querido, então vá, já que os tempo, o tempo está tão bonito que você vai colocar o casaco que vai ficar pouco tempo.
Ele sabe, se eu insistir 10, 20, 30 às vezes pode dar certo. Uma coisa é o filho, né, apresentar um argumento razoável diante de uma ordem que não foi tão razoável assim ou um ponto de vista que você realmente não tinha visto. Outra coisa é ele insistindo, insistindo, insistindo, te vencer pelo cansaço.
>> Não pode acontecer isso em hipótese alguma. Se a cresce conseguiu isso uma vez, vai aí vai tentar de novo, vai outra. A gente funciona assim, a gente repete o que funciona.
Se essa insistência funcionou, ele vai insistir de novo e de novo e de novo e de novo. E às vezes os pais não, seu filho é muito inteligente. Hum.
[risadas] Toda criança tende a fazer isso, né? Em todo caso, sim, está sendo mais inteligente do que você. Bem, eh, outra criança percebeu que a simples argumentação pelo cansaço não está eh funcionando.
E ele vai então pela adulação. Todos os pais sabem, né? Filho chega, abraça, dá um beijo, não sei o quê, vai rodando, traz alguma coisa que gosta.
Então, para fazer alguma coisa, você não vai deixar ou não deixaria, né? Então, mamãezinha, eu te amo tanto. Deixa eu passear aqui também.
É um caso de resfriado, né? Não, meu filho, está resfriada. Mas eu fui tão bom com a senhora.
Fiz tudo que a senhora queria. Sim, meu querido, mas você está resfiado. Não, nunca mais vou chatear a senhora.
Vou ser bonzinho, eu prometo. A você está resfriado. Bom, aqui já juntou as duas, né?
Adulação com argumentação, cansaço. Bem, meu pequeno, então te permito, mas volte logo. Capitulação igual, né?
Outra estratégia, a violência ou a birra, né? Então, grande eh estratégia. Então, os pais já se determinaram a não se deixar vencer pela pela argumentação, pela adulação.
A criança viu que isso não funciona como grande estrategista vai agora então pela birra, pela violência, né? vai gritar, vai esperar, vai se jogar no chão, vai nadar no chão, né? Vai querer quebrar coisas, enfim.
Claro que você não vai deixar a criança, né, se machucar, mas também não se pode capitular, não vai deixar ela quebrar nada de valor. Se ela quiser quebrar um brinquedo dela, pode ser até interessante, porque depois ela vai se dar conta que não valeu a pena. vai tender a não repetir aquilo, né?
Eh, claro, deixa deixa eu quebrar, não compre outros depois, porque senão >> é um problema. E então ser firme, criança tá ali esperneando, birra, irada, violenta, você não vai capitular por causa disso. E mesmo em público, foi ao supermercado.
Criança, então você tem uma grande percepção social, ela sabe que é desagradável o pai e pra mãe ela fazer birra em um lugar público na casa dos outros, do supermercado, né, em qualquer outro ambiente público. Então ela quer lá eh sei lá, pasta de dente tand. Meu pai não quer comprar e ele eu quero.
Vai esperinhar, vai e aí ah, tá bom, então. Então fica quietinho, eu vou comprar para você. Não funcionou.
Se funcionou vai voltar a repetir e vai crescendo cada vez mais, né? A birra até ali deu certo, mas na próxima você talvez resista um pouco mais. Você vai aumentar a birra e aí vai, aí vai.
Meu filho é muito, tem um temperamento muito forte. Hum. A gente é que tá sendo fraco.
Não, mais uma vez. Então tem que ser firme. Você pode ir lá, não é?
deixar a criança também abandonado. Você vai lá e vai dizer: "Ó, eu entendo sua chateação, sua raiva, mas não vou comprar, não vou fazer isso, não vou deixar tal coisa pelo seu bem. " E pronto, é para ficar às vezes também dando uma atenção excessiva quando a criança tá ali fazendo uma birra, porque aí às vezes ela vai fazer birra só para ter sua atenção, né?
Então não se pode capitular, né? também pela violência. E tem também a semicapitulação, né?
Então, chega num acordo, nem um nem outro, mas também não era o que você tinha mandado inicialmente, né? Bem, então uma coisa que é muito importante que é preciso fazer o esforço, se a gente deu uma ordem, né, de qualquer modo que seja, não se pode deixar o filho desobedecer. Então eu preciso pensar antes de dar uma ordem que a gente precisa sustentar aquilo.
Não posso dar uma ordem que eu sei que eu não vou conseguir sustentar depois, que aí é a catástrofe, né? Então o filho sabe que as minhas ordens não tem valor. E mais, né?
Isso vai gerando um estresse, uma ansiedade pra própria criança ou o próprio jovem. Então pai ou mãe dá uma ordem, às vezes ele desobedece, não acontece nada. Ah, você não obedece.
Pronto, só isso. Aí depois acontece alguma coisa, né? O pai vai lá e dá um castigo, uma bronca, tira alguma coisa.
Quer dizer, qual que é a lógica disso? Não tem lógica, né? E a criança às vezes fica perdida.
Então é preciso ter consistência, né? Se eu dei uma ordem, eu tenho que procurar, eu tenho que realmente garantir que aquilo seja cumprido ou não sendo cumprido, que haja alguma consequência ruim. E a melhor coisa é combinar, né, com a criança.
Deixar isso combinado. Claro, quando a criança já tá um pouquinho maior, já entende. Ó, obedecer, pô, quando eu der uma ordem, você obedece.
Quando você desobedecer, vai acontecer tal coisa, não é? com crianças menores, então você pode fazer ela obedecer fisicamente. Por exemplo, quando um pai diz diante de mim, pede a bênção pro pai e a criança não pede, eu vou lá, pego a mão dela e dou a bênção para ela, porque porque senão ela vai desobedecer o pai, ainda mais à minha frente.
Ela vai achar ruim, vai. Quem é esse maluco aí que tá pegando minha mão a força? Mas ela vai ver que não tem escapatório, vai ter que fazer o que tá sendo dito, certo?
E que é previsível, certo? Então, eh, se a gente dar uma ordem, a gente tem que garantir que ela seja cumprida, senão a gente está formando o nosso filho na desobediência. Então, muitas vezes, né, em grande parte, o filho desobediente é culpa da autoridade, né?
Então, dos pais e assim com qualquer outra autoridade, né? E um fio pequeno, como eu falei, às vezes é fisicamente, ó, não mexe na cortina, um exemplo clássico, não mexe na cortina, o filho vai lá, então ele primeiro vai se aproximando aos poucos, né? Vai indo, olha pro pai, pra mãe, olha de novo, vai indo para ver se tem alguma reação.
Quando seu filho começar a provocar, você já pega ele, segura ele aqui e pronto, né? Você não vai ficar aqui porque você tava ameaçando que ia. E se ele for, né, mexer na cortina, você pode até repetir a ordem, não mexe aí.
Se ele não sair imediatamente, tem que ir lá e tirar ele, né? Não dá para para deixá-lo lá, senão tá sendo formado para a desobediência. Ah, mas isso é uma coisa de pouca importância.
Quando é algo mais sério, aí eu realmente vou, né, colocar a minha autoridade vai pro filho. Não tem essa essa distinção, né? E depois não tem lógica, né?
Então vai ficar perdido, vai ficar, né, ansioso e não vai respeitar por autoridade, né, realmente pela autoridade que você tem, mas por algum outro motivo, em alguma outra ocasião, ele talvez obedeça, né? E essa consistência, né? Então dei ordem, às vezes tem consequência, às vezes não tem, às vezes o exige, às vezes não.
Quer dizer, essa inconsistência, né, nesse caso de ser aleatório, então acaba com tudo, né? A consistência em pouco tempo traz muito resultados, tende a trazer muito resultados. Eu falei, o filho pode até ter isso, mais dificuldade, né, ali uma natureza um pouco mais forte, um pouco mais arredia, mas a coisa tende a ir melhorando, né, ainda que pouco a pouco.
Eh, se existe essa consistência, não quer dizer, eu dou uma ordem e eu faço de modo que ela seja cumprida ou não é cumprida. tem uma consequência para a criança. E se a gente vai agindo assim, dificilmente a gente tem que chegar em castigos físicos, né?
Então, a gente deixa clara a ordem, poucas ordens em uma dada situação, com amabilidade, com tranquilidade, com reflexão, com calma, sem negociar, sem se deixar vencer pelo cansaço. E não só, né, nessa questão aqui do filho tá argumentando muito, ah, mas não sei o que, ah, mas não sei o quê, né? que a gente tem que responder tudo.
Se a gente percebeu que o F tá querendo vencer pelo cansar de sol, não. E não, pronto, já dei a razão, você não vai sem ir até o fim, certo? Eh, >> então se a gente mantém essa consistência, né, com essas outras qualidades na arte de mandar, então a gente vai precisar chegar a questões que tem muitos pais que dizem que são firmes, são rígidos.
Aí pergunta como é que é. Então, falo para meu filho uma vez, duas vezes, ele não fez, três vezes não fez. Rígido o quê?
Aí na quarta vez eu vou lá e bato nele. Eu sou rígido. Não, tá tudo errado.
Tudo errado. E assim não tem rigidez nenhuma. Tem aí uma irracionalidade.
Você deu uma ordem na primeira vez que ele não fez que você ou vai fazer obedecer ou vai dar uma consequência ruim. E aí não vai precisar ser bater, né? Provavelmente o castigo físico vai ter vai ser outra coisa.
Aí às vezes simplesmente tirar a criança dali. Às vezes acontece, por exemplo, ó, eh, sei lá, vai, vamos lavar a mão. Não, não vou.
Você pega a criança, né, arrasta, ela, vai ser incômodo e ela vai tentar resistir e faz, ó. Você vai, você pode ir de dois modos, você pode ir tranquilamente sozinho, você vem comigo arrastado. Muitas vezes a criança quando ela percebe, realmente não vai ter jeito, ela eu vou sozinho, você me arrastar.
Então, né, a gente não precisa, na maioria esmagadora das vezes, nem chegar a castigos assim mais físicos mesmo, né, de bater Dombosco justamente educava crianças e sem esses sem bater, sem nada do gênero, educava muito bem. Então, justamente porque tinha muita consistência, previsibilidade das regras que eram claras, né? E e os alunos se acostumavam pouco a pouco aquilo, se tornavam eh regras, né, bem mais automáticas e viam que não tinham jeito, né, que tinham que obedecer, senão tinha uma consequência ruim.
Claro que isso aqui exige, né? É difícil, é errado, exige pensar essa ordem, eu não consigo sustentar como quando, né? Então exige, mas a educação é isso, né?
Ou a gente se sacrifica na obra de educação dos filhos pro bem deles e e pro bem, né, de vocês, pais, ou então vai ser um fracasso, né? Então, realmente ir por esse caminho, não se deixar vencer, né? Dei uma ordem, tenho que fazer por onde ela seja cumprida.
Se a coisa tá muito catastrófica atualmente, meu filho não obedece em nada. Eu vou começar por certas coisas, né? Algumas ordens precisas nas quais eu vou garantir obediência.
Não vou querer também às vezes resolver tudo de uma vez que eu não vou conseguir sustentar e aí não vai dar certo. Vai ser mais um fracasso. Vou escolher algumas coisas mais importantes para ele, pro bem comum da vida familiar e vou focar nisso primeiro.
E aí eu vou ser muito consistente nesses pontos, nessas ordens. E a partir disso, o próprio filho, criança, jovem vai entendendo que nesses pontos não tem jeito, né? Vai partindo para obedecer nesses pontos.
esse ponto resolvido, você vai partindo também para outros que você vai conseguir sustentar e aí a coisa vai caminhando pouco a pouco, altos e baixos, dificuldades, falhas, enfim, normal, mas a coisa vai caminhando. Então, para fazermos um pouco esse exame de eh consciência, né, da arte de mandar e de como nós estamos realmente formando, né, porque as duas coisas são faces da mesma moeda, né, a arte de mandar e a virtude da obediência no filho. O bom exercício da autoridade e a virtude da obediência no filho é uma coisa primordial e que esses sacrifícios para se fazer obedecer, né, que gastam tempo, vão nos dar muito tempo, muito tempo depois de paz, de tranquilidade, né?
Porque os filhos vão obedecer mais melhor, mas é que também vou obedecer tudo sempre, não é assim, né? mas muito mais vai ter muito mais tranquilidade eh em relação a isso. A vida familiar vai ser muito mais eh pacífica e vale a pena e muito a pena, portanto, o sacrifício, né?
Bem, o padre Rui Marin diz, né, no início desse trecho aqui da arte de mandar, que infelizmente, né, são raros os pais que numa prova na arte de mandar tirariam SS, né, para usar uma menção raríssimos. Alguns poucos eh tirariam MS, alguns poucos também MM e muitos estariam de recuperação. Porque é difícil, porque a gente não foi formado para isso.
Nós mesmos vivemos num mundo e liberal que procura favorecer a desobediência, a rebeldia. Então, exige muito sacrifício, mas vale muito a pena aqui agora por essa paz na família, pro bem também dos filhos. eh de vocês pro bem comum da sociedade e da igreja.
Vamos rezar. Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
>> Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bend sois vós entre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
>> Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Nossa Senhora das Dores, >> rogai por nós.
>> São José, >> rogai por nós. >> São Francisco de Sales, >> rogai por nós. São João Bosco, >> rogai por nós.
>> Em Jesus de Praga, >> nós >> no Pai, do Filho e do Espírito Santo. >> Amém.