Gente, muito prazer, gente. Olha aí, Fabiana, Juliana, Camila, Verônica, Ana Paula, Suelen, Suelin, Bruna, Rita, Gabriela e o Wilson. Deixa eu ver se tem mais alguém aqui. Pelo menos não apareceu aqui para mim. Eh, Nadine, tudo bem? Sejam bem-vindos. Bom dia. Obrigado, pessoal. Valeu. Então, vamos começando a Nossa aula. Hoje nós vamos começar uma jornada de conhecimento, eh, maratonística. Essas aulas do CTC são maratonísticas, né? Porque normalmente, só para esclarecer, gente, normalmente a aula é sexta e sábado, tá? Então, sexta é de noite, né? E sábado o o de manhã e de tarde, tá? Só
no dia da aula inicial, né? a gente tradicionalmente começa essa aula, dá para chamar de aula magna, né? Uma aula Especial, uma aula introdutória, né? Onde eu apresento algumas pinceladas, uma introdução à terapia cognitiva, né? Então, o objetivo dessa aula de hoje é introduzir o tema da terapia cognitiva, alguns dos fundamentos da terapia cognitiva e eh as a questão das neurociências, né? né? Quer dizer, a gente vai ver as origens da terapia cognitiva, eh, com Aron Beck, né, Judit Beck, Aron Beck, claro, primeiro o Aron Beck, né, o pai, depois a filha que Seguiu os
eh o caminho do pai e vamos ver eh também eh uma teoria e uma técnica psicoterápica que foi eh surgiu junto com com praticamente paralelo a a terapia cognitiva do Aronbeck, né, a terapia eh racional e motivo comportamental do Albert Elles, né? Então o Albertes, como a gente vai ver, o Albertes e o Aron Beck chegaram a conclusões muito parecidas, claro, um influenciou o outro, né, porque eles eh se conheciam, se encontravam nos Congressos, né? Eh, e na verdade eles até poderiam ter feito a mesma abordagem, né? acabou muito parecido eh em alguns aspectos. Ambas
abordagens têm distorções cognitivas, tem modelo cognitivo, um chama de modelo cognitivo, outro chama de modelo ABC, mas tem muitas semelhanças realmente, né? Tem algumas diferenças eh diferenças de estilo entre Aonbeck e o Albertes, né? Mas digamos na origem da da digamos segunda onda das TCCs, né? Eu não gosto Muito dessa classificação de ondas, né? Porque da impressão vocês devem ter ouvido assim: "Ah, as TCCs têm três ondas, né? A primeira onda, a segunda onda, a terceira onda ou três gerações, né? Eh, essa coisa de ondas, quem quem falou primeiro em ondas foi um carinha da
terceira onda, né? O Steven Reace, né? Então, foi um pouco de malandragem dele, porque eh parece que a teoria dele é a terapia de aceitação e compromisso é de terceira onda, né? Então parece que a Terceira onda é melhor que a segunda que é melhor que a primeira, né? Então não é necessariamente assim, né? Não, eu não vejo desta forma, né? Eh, de certa maneira a gente acaba induzido a achar que a terceira é a mais recente, a melhor, alguma coisa assim, né? Então, não é bem assim, né? tem muitas coisas boas paraa gente beber
nessas fontes eh da da das gerações anteriores ali, né? Então, é mesmo porque o Aron Beck é um cara que se renovou até o final da vida, Né? Ele viveu até bem pouco tempo atrás. Eh, e foi muito produtivo e foi um cara de mente aberta que modificou as suas ideias muitas vezes, né? O que eu acho que é o verdadeiro espírito científico, né? no espírito científico é da gente construir hipóteses, teorias e e alimentando aquilo com evidências, com dados, né? E se os dados não fecham, a gente vai modificando as teorias, modificando as hipóteses,
modificando as ideias, né? Então, é saudável a gente Mudar de ideia, né? O Aronbeck sempre foi isso, sempre foi uma pessoa aberta e os evoluiu muito, portanto, as teorias do Iron Beck no nos o último livro dele tem uma abordagem que é completamente diferente, né? do do da abordagem que foi do início da terapia cognitiva, né? Ah, por exemplo, ele a terapia eh como é que chama? É terapia baseada eh recovery. Em inglês é recovery, o último livro do Aronbeck, né? Recovery, eh, terapia de recuperação, né? Eh, que é voltado inclusive para pessoas eh a
última paixão dele era pessoas com esquizofrenia ou pessoas com psicose, né? Vejam que esquizofrenia, que era considerado inclusive, né, algumas décadas atrás, né, ou, por exemplo, na época de Freud, assim, era considerado incurável, né, a esquizofrenia, né, e hoje tem terapia, psicoterapia que aborda com eficácia, com sucesso a esquizofrenia, né? tem um Livro do Beck só sobre a terapia eh terapia da esquizofrenia, que era uma das paixões dele, porque é um desafiador, muito desafiador você tratar uma condição psicótica gravíssima, né, com conversa, com fala e texto acesso com isso, né? Quer dizer, claro, é um
tratamento integrado com com medicação, né? Eh, essa ideia de integração entre a farmacoterapia e a terapia é uma ideia bem própria da TCC, né? A TCC trabalha sempre com esse modelo chamado Combinado, né, de integração, né, eh, entre eh a abordagem farmacológica e a abordagem psicoterápica, né? Então, se trabalha numa visão inclusive de equipe, né, em relação a isso, né? Claro, hoje está muito evidente de que eh o uso de medicamentos ele pode ser muito muito reduzido, né? A gente quem domina as técnicas de psicoterapia eh você tem eh uma redução muito grande do da
necessidade de uso de Fármacos, né? Você consegue abordar com terapia muitas condições, muitos problemas, com sucesso, né? sem realmente precisar recorrer à farmacoterapia, né? Por exemplo, depressão. Se for uma depressão grave, que a pessoa tá com risco de suicídio ou não tá com risco de suicídio, mas se for uma depressão grave, a gente já pensa em realmente na questão de de um colega psiquiatra, de falar com um colega psiquiatra ou de indicar que normalmente A pessoa já tem alguma algum profissional que atende, né? Mas a gente pensa já nessa integração, né? que as eh os
estudos mostram que não dá para brincar, né, com esse tipo de condição. Então, a gente usa tudo que pode usar ali para ajudar. Mas, por exemplo, uma depressão leve, né, eh eh as evidências mostram que a gente pode sim abordar sem necessidade alguma de eh de buscar questão de fármacos, né, inclusive depressão eh leve e moderada, tá? Apenas Na depressão grave é que já fica uma indicação clara, né? Então, claro, a gente vai vendo a resposta que a pessoa tem a terapia. Bom, mas então eu tô, né, comentando sobre os objetivos da nossa aula. Nós
vamos falar hoje, o nosso tema são eh as neurociências, né? Ou seja, os estudos, as ciências que estudam o cérebro, né? Eh, e qual a relação dos conhecimentos que nós temos de neurociência com a Terapia, né? Em outras palavras, né? Como é que funciona o cérebro, né? Durante a terapia, o que que tá acontecendo, né? Qual é nosso objetivo? né, dentro do entendimento da circuitaria eh cerebral, né, qual é a o tipo de relação que existe, o suporte neurobiológico da terapia, né? Então, a ideia é que vocês entendam um pouco mais sobre isso, né, a
partir dessa aula e também eh dentro da ótica do processamento inconsciente, né? Essa é Uma é uma uma coisa que eu sou um expert, né? Na verdade, sou um expert, eh, posso dizer no mundo até, um expert em processamento inconsciente, né? Eh, vocês receberam meu livro, receberam as aulas, não sei quem pôde assistir alguma coisa. A ideia foi a primeira vez que a gente usou isso, foi um presente que eu resolvi eh nessa turma que vocês são da turma 20 do CTC, tá? Que quando precisaram se identificar são da turma 20, né? em 20 turmas,
antes da turma 20 Já tinha eh, se não me engano, 12 ou 14 turmas de formação que que o CTC já havia realizado. Então, o CTC é uma das instituições mais tradicionais eh de terapia cognitiva, embora seja uma das mais atualizadas, né? eh eh é uma das mais tradicionais eh instituições do ensino de terapia coletiva. Eu sou eh bem pioneiro da TCC, né, no no Brasil. Faço parte de um grupo ali que que trouxe a terapia cognitiva pro Brasil praticamente, né? Tanto que eh Participei da fundação da da origem da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas,
né? teve uma eh lá em 2000 e 10, eu acho, eu assumi a presidência da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas, sou ex-presidente, né? Então eu faço parte desse movimento que que trouxe a terapia cognitiva pro Brasil, né? E e que eh hoje com muito muito muita felicidade eu vejo eh por exemplo, nós tivemos o congresso da Federação Brasileira em Florianópolis, eh foi Agora eh no mês passado, né? Eh, a gente vê aí milhares de pessoas participando dos congressos, né, quando na verdade era restrito a um pequeno grupo. A a o movimento, a federação foi fundada
em Gramado com menos de 30 profissionais, né, se reunindo lá no começo, que se reuniram e disseram: "Olha, né, somos as pessoas que sabem disso, que estão trabalhando com isso, vamos eh fundar uma associação sobre isso, né?" E hoje a FBTC é muito grande, Eh tem milhares e milhares de associados, né? E tá eh digamos um crescimento muito grande, tem apoio de livros, a parceria com a editora Arte Médica, aliás, eu já falo onde vocês encontram os livros principais, né? A principal editora, que é editora oficial da FBTC, é a ArteMED, né? Então vocês entrando
na ArteMED, vocês Bom dia, Juliana. Eh, eh, apareceu uma mensagem aqui. Eh, vocês encontram a linha de de livros da TCC, né? O meu livro e outros Livros estão lá, porque inclusive foi na minha gestão como presidente que a gente fez uma parceria eh com Artimédia no sentido de a eh é a o conselho da federação ajuda a indicar livros que vão ser traduzidos, né? Então ficou uma linha eh muito completa e muito atualizada de livros de terapia cognitiva. Nossa, são na casa de centenas de livros. Então hoje nós temos uma literatura maravilhosa em português,
bem atualizada. Tá saindo o livro no Exterior, já tá saindo aqui, né? Porque a gente indica já antes, olha, tem um livro que vai ser lançado, eles já estão correndo atrásão. Quase que é lançamento eh simultâneo, né? Então a gente tá realmente muito bem de literatura, né? Eu lembro de não ter, só tinha literatura em inglês, a gente tinha que buscar no exterior, não tinha nada dessas coisas, né? Tinha eh essas facilidades que hoje a gente tem de acesso às informações, não havia nada Disso. Então, eh de fato vocês encontram muitos livros na coleção de
terapia cultiva da Arméd, tá? Mas já vou desvendando onde começar, né? Começar da onde? Começar bem do começo, né? A minha sugestão é o os livros da Juditbeck, assim, por exemplo, o livro eh que são muito didáticos e, digamos, constrói os alicerces, as bases pra gente compreender o que vem depois, tá? Então, começar estudando hoje o ditback é o melhor caminho, tá? Eh, é claro, depois Vocês vão seguindo a mais ou menos a sequência do curso que foi projetada para vocês construírem os alicerces, os fundamentos todos da compreensão da TCC, né? Então vocês vão ter
logo em seguida eh uma aula de eh vocês vão ter logo em seguida aula de fundamentos, conceitualização, os fundamentos da TCC. Eh, fiquem tranquilos que vocês vão ter um suporte muito bom pro seu aprendizado, tá? a gente tem eh bastante Experiência com isso. Eh, são décadas aí de experiência. Vocês vão ver que a gente tem um knowow, um conhecimento bastante grande de como é que o aluno eh aprende, como é que ele funciona e como a gente pode ajudar nisso, tá? Deixa eu falar uma coisa legal para vocês, que é a carreira de TCC, de
terapeuta TCC, tá? Não tem arrependimento, gente, nunca vi, tá? Nós temos aí mais de, eu tenho que fazer as contas aí, deve est na casa dos 2.500 alunos formados, né, hoje pelo CTC, tá? Nunca vi ninguém arrependido de tá dentro dessa eh dentro desse universo, tá? Porque é um universo, as TCC são universo. Começou lá com Beck, com Hélies, que a gente vai ver esse começo, mas depois se espalhou para várias eh eh vários tipos de abordagem, né? por as abordagens chamadas de terceira onda, um nome mais correto seria as abordagens contextuais, né? Então, eh,
falando da carreira, não tem arrependimento. A, o terapeuta TCC eh, tem paciente, tá claro, tudo se constrói, né? Vocês vão construir um consultório, tá? Então, eh eh é uma é uma carreira que você vai ali começando e tal, mas logo se você vão ter um reconhecimento, especialmente se estudarem, tá? Se estiverem qualificados, tá? Porque a qualificação é que faz a diferença. Se você for um terapeuta estudioso, qualificado, é uma carreira muito recompensadora, tanto em nível, na minha visão assim, o que é Principal, em nível de realização humana, né, que é uma das coisas importantes para
a nossa felicidade como ser humano, né, a gente tá engajado, isso depois a gente vai ver a psicologia positiva. Eu também eh faço parte desse movimento da psicologia positiva, né? A gente vai ter aula sobre isso mais à frente. Claro, primeiro vamos entender muito bem a TCC. Lá na metade do curso, a gente vai ter mais ou menos, eh, na metade a gente vai ter a disciplina de Psicologia positiva comigo, né? E eu dou três disciplinas do curso. Eu dou essa disciplina inicial, né? Eu, eh, sempre sobre temas que eu entendo, né? Então, eu não
fiquei, eh, digamos, ocupando muitas disciplinas. Porque é muito importante que vocês tenham diferentes modelos, diferentes professores e diferentes influências, né, estilos de terapeutas diferentes. Eh, isso enriquece muito o curso. Então isso, o corpo docente do CTC, a gente eh Realmente tem muito orgulho porque é muito, muito selecionado em função das características de conhecimento, de didática, de produção científica. Eh, são, vocês vão ter aula com os autores dos livros, né? Não com professores que estudam nesses livros dos autores, mas com os autores dos livros, com os pesquisadores, tá? e ou e ou com clínicos extremamente experientes,
eh, e com uma grande didática que conseguem passar a transmitir o conhecimento para Vocês, porque não adianta ter conhecimento, né, para um professor, não adianta ter conhecimento e não conseguir transmitir esse conhecimento, né? Então, tem que saber transmitir o conhecimento para que vocês realmente assimilhem, né? Eh, então, voltando à carreira do do terapeuta TCC, é muito de muita realização. Você trabalha eh vai ter indicações de de colegas, construir um network de colegas, inclusive da área médica, psiquiatria, os psiquiatras ou Área médica indicam direto para TCC. Na verdade, dentro da área médica, praticamente quando vão indicar
um tipo de terapia, vão dizer: "Ó, procure um terapeuta TCC, porque a gente sabe que as evidências, né, científicas apontam que esses tratamentos funcionam, que esses tratamentos ajudam realmente as pessoas. A gente sabe que num tempo X o transtorno X vai ter um resultado Y ali, ou seja, vai ter eh comparados com outros tipos de tratamento que vai ser Um tratamento eficaz, né? Ou seja, que vai, quem tem um pânico não vai ter mais pânico, né? Vai, vai tá, vai est realmente sem sintomas, quem tem uma depressão vai est melhor e assim por diante, né?
Então o estudo é medido hoje nos estudos de resultado, estudo de eficácia, né? Vocês vão ter aula sobre isso, entender toda a lógica da terapia eh baseada em evidências, né? Que é praticamente TCC, né, gente? Porque e existem outras abordagens, vamos ser Justos que existem outras abordagens que têm evidência favorável, né? Mas assim, em geral, a esmagadora quantidade de evidências não é querendo também eh puxar a a brasa pro lado da TCC, mas é fato, a esmagadora eh quantidade de evidências aponta para TCC, tá? nós temos eventualmente algumas outras abordagens ali que conseguem eh reunir
algumas evidências em alguns estudos, né? Mas as TCC são realmente campeã eh campeãs de eficácia, né, Realmente. Então, eh, quem tem base científica, né, pro seu trabalho, eh, a aponta isso. E quem pesquisa na internet vai chegar, né, se a pessoa tem pânico, isso é muito comum, o paciente chega já, eh, eh, eh, ele chega, diz: "Olha, eu eu li que eu preciso, né, de uma TCC, né, porque é isso que vai me ajudar, né? O paciente entende o fundamento disso, ele ele vai pesquisar, ele entende, ele já chega com alguns conhecimentos inclusive de TCC
e Vem procurar porque ele sabe que é aquilo que vai ajudar ele, tá? Então não tem arrependimento. E outra coisa importante, é bastante rentável também, né? Uma carreira que você tem sucesso financeiro também, ganha um bom dinheiro sendo um terapeuta competente, tá? O valor eh das consultas de um terapeuta PCC, a procura, né? faz com que seja uma carreira eh extremamente recompensadora em termos financeiros, o que permite que a gente se atualize, que esteja sempre Indo aos eventos. Então, essa coisa de estudo contínuo, a a aprendizado contínuo, né? A gente deve continuamente, não tem fim.
Essa coisa da gente aprender, não tem fim, né? Então estimulo muito que vocês entendam essa lógica da educação continuada e que na importância de ir para eventos científicos, de participar de congressos, de cursos, de eh ler bastante, ter livros, ter biblioteca pessoal de vocês. Então, é uma carreira Muito muito interessante, gente. Então, bom, sejam todos então bem-vindos ao ao mundo das TCCs, né? Ah. Eh, então vamos começando a nossa jornada. Eu vou puxar aqui a a apresentação. Deixa eu abrir aqui a apresentação. Bom, vocês tão tão vendo aqui certinho? Sim, sim. Tá legal. Eh, sei
a configuração aqui. Não, eu não tô vendo vocês aqui. Tem alguma configuração? Só tô vendo a minha Apresentação, mas tem algum alguma configuração aqui. Ã, porque eu queria ver você junto, né, que aparece lá. Eu acho que quando compartilha a tela não dá de ver a as câmeras. Não tenho certeza, mas acho que não dá. Bom, deixa eu botar aqui do começo que vamos ver. Tá perfeito, gente. Então, vamos lá. Eh, vou fazer uma introduçãozinha mostrando o que que a gente vai ter no curso Ainda, né? E depois a gente entra na aula propriamente dita,
tá? Eh, terapias com, como eu disse, as terapias eh ditas de terceira onda, um nome mais correto que inclusive a Federação Brasileira eh utiliza esse nome, terapias cognitivas e contextuais, né, fazendo essa diferença. Então, quais são essas terapias contextuais? Só para dar um, vocês vão ter tudo isso aqui no no curso, tá? E muito mais, tá? Eu coloquei apenas algumas aqui, não deu Nem para esgotar, vão ter muita coisa, né? Mas eh só pra gente ter uma ideia, então a terapia comportamental dialética da Mar Linehan, terapia de citação e compromisso do Steven Hay, terapia focada
na compaixão do Paul Gilbert, terapia focada na emoção do Leslie Greenberg, mindfulness, eh, o Mindfulness Based Rest Reduction do John Kabatzin, terapia do esquema do Jeffang. Essa nós enfatizamos bastante, tá? Porque Enfatizamos bastante. Nós temos inclusive duas disciplinas, né, com uma autoridade nisso, professora Fátima Vasques de São Paulo, que vai, inclusive, acabou de lançar um livro fantástico, super atualizado. Eu participei da, eh, como co-autor um capítulo do livro, acabou de ser lançado em São Paulo. Na semana passada foi lançado o livro sobre a terapia do esquema da professora Fátima. Então, uma autora de um livro
importante, Referência na área, com capítulos bem originais, que vai ser lançado inclusive no exterior. Esse livro tem muito orgulho de ter contribuído com um capítulo justamente sobre a neurobiologia da terapia do esquema, né? Ah, e por que que a gente enfatiza? Porque é uma das terapias que mais eh, claro, é aí é uma opinião pessoal, né? Mas essa opinião é muito compartilhada pelo meio. É uma terapia muito eficaz, tá? Que tem é muito Resolutiva aqui. Eh, é genial, né? É realmente genial. Claro, tem muitas eh terapias legais e muitas sacadas boas desses terapeutas, mas é
uma das terapias mais resolutivas que tem, né? Hoje, na nossa aula, a gente vai ver alguns dos fundamentos e exemplos clínicos da terapia de esquema, tá? Então vocês já vão ter uma palhinha da terapia de esquema, né? Também a terapia metacognitiva do Adrian Wells, tá? essa novidade. Nenhum Curso no Brasil tem a Adrion Wells. Na verdade, eu pouco ouvi falar. Eu conheci o RS num congresso de Boston lá, assisti a conferência, depois fui conversar um pouquinho com ele, mas gostei muito dessa terapia eh metacognitiva. E eh nós temos um professor André Moreno, que eh é
colaborador de algumas pesquisas com o Adrian Wells e que é um poucas pessoas no Brasil capaz de de ministrar uma disciplina sobre isso. Então eu pedi que Ele eh tivesse essa eh trouxesse por CTC uma disciplina somente sobre a terapia metava do Aon Wells. Então vamos ver a carinha do pessoal aqui. Tá o John Cabatsin, que é eh é o cara da meditação mindfulness, né? Eh, e ele criou é um dos das pessoas, né? Mas ele criou um protocolo de eh que é chamado, tem essa sigla ali, né? MBSEr, mindful mindfulness based stress reduction, tá?
Então, a ideia de permanecer no momento presente com a Meditação mindfulness é um do tipo, tem mais de 30 tipos de meditação, né? Eh, a meditação do tipo mindfulness, ela é um muito eh associada a TCC, né, justamente pelo trabalho do John Cabatsin, tá? O temos aí o Papai Noel da TCC, um óbvia semelhança com o Papai Noel, né? E que é um cara muito muito gente boa, assim mesmo, o Leslie Greenberg, né? Eh, tive eh a gente já eu já trouxe para Florianópolis o Les Wimber e num evento e fizemos uma mesa, Um evento
eh eh onde ele foi eh conversou com terapeutas brasileiros ali. Muito legal. O pessoal gostou muito dele porque a terapia focada na emoção, né? Muito interessante a as relações entre a cognição e emoção, mas ele empatiza muito as emoções. Muito interessante a abordagem do canadense Les Greenbang, o Papai Noel da TCC, Mar Linehan, né? Essa tá muito em alta o o trabalho da Maralinen com a DBT, né? DBT quer dizer dialetical dialetical Behavior therapy, né? terapia de eh comportamental dialética, né? Então, essa esse tipo de terapia tem eh feito realmente muito sucesso. Aqui no Brasil
tem muita gente estudando a estudando a a terapia da marcha linea, né? Temos também, deixa eu ver aqui, temos também o Adrian Wells, tá aqui a a carinha dele, que é o o inglês, ele é da Inglaterra com a terapia metacognitiva. E o Jeffre Young, né? Eh, agora que eu vi que essa foto tá uma Baixa resolução aqui, não tinha visto isso, mas o Jeffre Yang com a terapia do esquema, tá? Eh, então o Steven Reace, né, o o eh carequinha da TCC com a terapia de exceção compromisso. E o esse aqui eu gosto muito,
né, é o psicólogo inglês também, Paul Gilbert, com a terapia focada na compaixão, né? Eh, então nós vamos entrar agora na na aula propriamente dita. Vamos começando a nossa aula Examinando o pensamento, começando pela terapia racional emotiva comportamental do Albertis, né? Então, bom, vamos iniciar a gravação. Não sei se se já está em gravação. Vamos lá. O Albertes, ele se doutorou em psicologia clínica em Nova York. que todo o trabalho dele foi desenvolvido em Nova York e o treinamento dele foi baseado na teoria da Karen Horney, tá? Eu aposto que esse nome Karen Horney, é
a primeira vez que vocês estão Ouvindo. A maioria de vocês, se alguém já ouviu falar em Karen Horne, vai ser até uma surpresa para mim, tá? Porque de fato é uma ilustre desconhecida do público brasileiro, né? Eu tenho inclusive um artigo, né, de um, na minha opinião, um grande psicólogo que é o Scott Berry Cman, né, que ele ele é da TCC, mas é também da neurociência, ele é de várias da psicologia positiva, é um é um cara relativamente jovem, muito competente, né? Se vocês quiserem eh Conhecer, eh vale a pena anotar o o nome
aí, Scott Berry Kalfman, né? Scott Berry Kalfman, né? Ele tem eh SBK, às vezes chamam ele de SBK, o sigla do nome dele. Ele tem muito, tem um podcast chamado The Psychology Podcasts, né? E que tem muitas entrevistas com gente top nesse, os melhores nomes da psicologia, ele entrevista ali, então ele tem artigos e livros muito interessantes. Vale a pena conhecer o trabalho do nosso colega psicólogo americano Scott Barry Cffman. Mas o Scottberg CF, ele tem um artigo que vejam, o nome do artigo dele é muito significativo, né? É um artigo, ele tem e uma
coluna, né, na revista Scientífica América, uma revista super tradicional de de ciência, né? Eh, e esse o Scott Berry Kaffan, ele publicou esse artigo na coluna dele chamada eh Beautiful Minds, né? É interessante o nome da coluna dele, Bildful Minds. Mentes bonitas, Mentes Eh, Mentes Bonitas, né? Beautiful Minds. Eh, e ele escreveu um artigo sobre a Karen Horney com o título A psicóloga mais subestimada de todos os tempos, tá? Então, de fato, não é só no Brasil. Eu achava que no Brasil ela era desconhecida, mas a partir da leitura desse artigo eu vi que é
no mundo todo, né? A a Karen Horn é uma é a psicóloga mais o a terapeuta, né, mais subestimada de todos os tempos, né, segundo o Scott Barry CF, né? Por quê? Porque não se deu A importância devida ao trabalho da Carne Horn. Agora, quem conhece admira muito, tá? Eu conheci a Carne R através do meu pai, né, que é psiquiatra, tá com 90 anos, né, tá firme aí, presidente do dos congressos, meu pai é Joares Calegaro, né, tem um trabalho, tem livros publicados e tem um trabalho muito grande na psiquiatria. de pioneiro no modelo
da medicina integrativa, né? A a medicina integrativa, que é um outro modelo de medicina que integra com Terapia, com eh com com a nutrição, com várias coisas e e que tá crescendo bastante esse modelo. Nos Estados Unidos é chamado de medicina funcional, né? Então, alguns chamam de integrativa funcional, né? Mas o meu pai é pioneiro nessa eh na saúde mental, na medicina integrativa, na saúde mental. Inclusive os congressos que ele organiza é a a a medicina integrativa na saúde mental, o título dos congressos, né? Então eu aprendi com o meu pai que Sempre gostou eh
eh da Karen Horne e tinha os livros da Karen Horn. E aí que eu estudei desde pequeno, bem antes de estudar psicologia, já estava estudando os livros da Karen Horn com grande admiração, tá? Então, eh na verdade a gente reconhece a influ, quem conhece a Karen Horn reconhece a influência da Karen Horn na TCC, tá? Ela foi uma espécie de précognitivista, tá? Ela era humanista, foi, veja, ela ela foi Contemporânea do Freud, tá? Ela era alemã e foi buscar o Freud na época que o Freud tava, tinha o grupo de estudos das quintas-feiras, né, que
ele até hoje eu não eu não lembro direito se é quintas ou quartas-feiras, né, tem eh talvez eu esteja falando o dia errado, mas o Freud tinha um grupo de estudo que reunia a galera interessada em psicanálise e ela participou aí todos os grandes nomes da psicanálise, o Abraham Sax, por exemplo, eh que lá na origem da Psicanálise era um digamos um um braço direito do Freud. Ele foi, inclusive ela, a Kod fez foi psicanalisada pelo Branhan Sax, né? Então ela ela tava lá na origem na turminha que começou a psicanálise, né? E aí ela
começou a a ela achou interessante, principalmente a ideia do inconsciente, né? né? Ela achou muito interessante e só que ela começou a apontar algumas coisas pro Freud e começou a dizer: "Olha, eu acho que Você, né, tá muito tá muito machista aí na sua, né, esse negócio de inveja do pênis e coisa, tá tudo centrado no pênis." E ela como mulher começou a, poucas mulheres, né, haviam na na ciência naquela época, né? E ela eh foi eh começou a apontar algumas críticas eh pro Freud. E aí, como qualquer e eh discípulo do Freud que que
era crítico, que que tinha pensamento crítico, que não era bajulador, né? Por exemplo, vou citar o Jung, Carl Gustov Jung, suíço, Que todos conhecem, né? O Jung, eh, da psicologia analítica. Eh, que aconteceu era do começo lá da turma do Freud, né? Era, era se encantou com a psicanálise no começo, foi da turma lá junto com a Karen Horne também, né? Depois brigaram, né? Por quê? Porque era crítico. E aí ele fez a sua própria teoria, Jung, né? A partir de uma dissidência. Isso tá contado num filme sobre Jung, né? Tem toda a história da
da despidência dele com o Freud. Eh, e a Carne Horn é a mesma coisa, tá? A Carne Horn. Então, todas as pessoas que criticavam Freud ou ou sugeriam mudanças na teoria ou que sugeriam que alguma coisa pudesse ser melhorada, né? eram eh expulsos da sociedade e perseguidos. O Freud colocava todo mundo para perseguir a pessoa e acabar com a reputação da pessoa, né? Então ele fez isso com todas as pessoas que o contrariam, né? E a Karen Horn foi a mesma coisa. Ela inclusive migrou para Os Estados Unidos, era alemã, né? Migrou pros Estados Unidos
e foi para Nova York. E em Nova York, aí que o Albertes, que era de Nova York, né, teve influência da Karen Horn, porque ela ele teve o treinamento baseado na teoria da Karen Horn, né, ela fundou um instituto lá em Nova York, né, a Karen Horn. Então, é genial. Eu poderia falar muito tempo sobre Karen Horn no meu livro, né? Eh, o Novo Inconsciente. Eu dedico ali eh, uma parte quem buscar ali no índice E quiser conhecer, tá lá a teoria da Karen Horn resumida, eu acredito que em umas três ou quatro páginas, é
uma coisa bem sintética, mas tem um resumo da teoria da Karen Horn e e e dá para entender qual foi a influência que ela deixou ali no Albert Teres, tá? Mas eu vou contar aqui para vocês resumidamente. Então o Albertis, ele situou a sua teoria em pressupostos epistemológicos que são compatíveis com a chamada revolução cognitiva da década De 60, né, ao utilizar conceitos da emergente psicologia cognitiva como avaliações e crenças, tá? Então vejam, o Zitgast, o Zitgast, eh, todos conhecem essa expressão, né? Weggast, o espírito do tempo, a palavra em alemão, né, que quer dizer
mais ou menos, né, a tradução no português da palavra Zgast quer dizer o espírito do tempo, né, ou seja, é o contexto científico, tecnológico, social, eh Eh todo o contexto das ideias, aonde as ideias surgem, todo aquele contexto influencia aquelas ideias, né? Então, é o espírito do tempo. A gente para entender uma teoria que surgiu na história da humanidade, a gente tem que entender os gast daquela teoria, né? Então, qual era o Zgast? Vamos entender qual era o Zgast da que estava cercando, qual era o espírito do tempo que estava cercando o trabalho do Albertis
e do Aon Beck no Comecinho quando eles começaram a bolar a teoria deles. Veja, estamos falando lá por eh 1950, 1960, tá? 1960, tá? Que que aconteceu? A revolução cognitiva, tá? revolução cognitiva foi o nome que deram, tá, para a [Música] a revolução, né, que se seguiu ao império do beviorismo, digamos assim, a o behaviorismo dominou ah a psicologia de base científica, né? foi dominado pelo Beviorismo entre 1940 eh até 1950. De 1950 até 1960, o berriverismo começou a se enfraquecer um pouco, tá? e começou a surgir essa revolução cognitiva. Chegou em 1960, uma série
de publicações, uma série de autores eh lançaram eh eh ideias, publicações e aí chamaram isso de revolução cognitiva, né? Que é dizer: "Olha, o modelo comportamental é muito limitado, ele não não tá errado, ninguém tá dizendo que tá errado, né? Ele é Muito legal, o beviorismo é muito legal, mas ele é muito limitado, tá? Ele é parte da verdade, ele tá incompleto, né? Por quê? Porque de fato o Skinner, né? Então vamos ver o Skinner, né? Todo mundo sabe que a terapia comportamental foi eh na verdade, né? O Pavlov, Ivan Petrovic Pavlov, né? É o
russo eh que ganhou prêmio Nobel, inclusive em fisiologia. Ele fez pesquisas lá com cães, né, e outros animais, né? Hoje não Se pode mais pesquisar com cães, que é considerado eh quer dizer, pode, mas tem que seguir princípios éticos, né? Mas ninguém pesquisa com cães porque as pessoas têm muitos sentimentos pelos nossos amigos, nossos grandes amigos cães, né? Então, mas naquela época, na Rússia, né? O P trabalhava com cães e ficou famosa a experiência dele, onde um assistente entrou no laboratório, o assistente que alimentava os animais e que viu que os animais que estava Estudando
a fisiologia da salivação, Pablo, e aí viu que ah ele tava medindo quantas gotas o o o bichinho salivava, né? Ele olhava numa pipeta e via quantas gotas o tava uma fístola ligada à glândula salivar do do cachorro, né? E caía nessa pipeta, nesse tubinho ali de laboratório, dava para medir quantos milímetros de saliva tinha eh eh pingava a a glula salivar, produzia de saliva no cachorro. Então, o cachorro não tava salivando muito e entrou lá o assistente Que dava comida no laboratório, né? E e quando entrou o o Pablo observou que o animal começou
a salivar muito, né? Ele disse: "Tá, mas como é que pode?" Quando dá carne pro cachorro, ele começa a salivar. E o entrou o assistente, ele começou a se elevar. Opa, ele associou o assistente com a Carling, tá? Então, como é que é essa associação? Ele chamou isso de condicionamento, tá? Então, o primeiro tipo de condicionamento foi descoberto Lá pelo Pavlov, né? O segundo tipo de condicionamento, né? O, então foi o condicionamento clássico ou pavloviano, né? Se você pode condicionar, a palavra condicionar é vem de condição, né? Então, uma condição, né? Por exemplo, do carne
tá associada com quê? Uma pessoa, tá? Então o assistente, então normalmente tem uma resposta fisiológica, né? Resposta fisiológica de salivar quando tem carne, preparando a digestão, né? Mas você condiciona e Quando vem o assistente, eu vejo o assistente, eu já salivo para preparar a digestão, porque eu condicionei aquela condição, que que ela aconteceu? várias vezes se repetiu aquela condição do assistente trazer a carne. Então, já associei, ou seja, condicionei o assistente com essa elevação, né? Então, a resposta condicionada, a salvação fica associada com o estímulo condicionado, que é o assistente, tá? Primeira geração lá do
do do condicionamento, né? a Descoberta do condicionamento operante ou pavloviano em homenagem ao Pavlo. Condicionamento clássico, falei operante errado. É o condicionamento clássico ou pavloviano, tá? Esse é o primeiro tipo de condicionamento. O segundo tipo de condicionamento quem descobriu foi o Thorn Diyck, né? O Thor Dike é que descobriu, né? Mas aí veio o Skinner e criou um conceito melhor do condicionamento operante, né? Então, eh, na verdade, até o termo operante foi, Eh, foi dado pelo próprio Skinner. Então, todo mundo acha que foi Skinner que descobriu como o condicionamento operante, mas foi Torn Dark, né?
Mas foi de fato melhorado o conceito pelo Skinner, tá? Então, o Skinner aí definiu muito bem, foi a sacada do reforçador foi muito boa, eh, porque o, ã, ele ele ele percebeu, eh, que o conceito de reforçador era muito importante. Torque falava em recompensa ou coisa assim e ele definiu melhor, ele Dis, olha, reforçador é aquilo que aumenta a probabilidade do comportamento ocorrer, né? E o punidor é um estímulo que diminui a probabilidade do comportamento ocorrer, tá? Então aí o conceito é diferente do condicionamento clássico. Você tem um comportamento e o que segue o comportamento
que ele chamou de contingência de reforço, né? Aí se é um se se é reforço, aumenta a frequência do comportamento. Se é punição, se o que acontece depois do comportamento é uma Punição, diminui a frequência do comportamento. Claro que eu tô falando uma coisa bem básica para vocês, que vocês isso, vocês estudaram realmente a questão da comportamental. Então comportamental tá tudo tá tudo certo e ela funciona muito bem, tá? a a os conceitos da da terapia comportamental são muito úteis e funcionam muito bem, tá? Só que o Skinner ele na eh no final da vida,
vejam só, no último dia, no dia que ele morreu, tá? Na manhã do dia que Ele morreu, eu não sei dizer se foi na manhã, mas foi no dia que ele morreu, ele terminou a publica, terminou o artigo e depois o artigo foi publicado, né? H, e esse artigo, então, ou seja, até o final da vida, né, o o ele não morreu por causa do artigo, tá? Ele foi independente, mas ele publicou um artigo eh no final da vida, o Skinner, eh que o título já é muito interessante. Eh, can Psychology be a science of
mind, né? Ou seja, a psicologia pode ser uma ciência da mente, tá? E ele no artigo ele dizia: "Não, né, tem que ser como eu penso, tem que ser eh um modelo de caixa preta, né, ou caixa negra, né? Eh, o que que é caixa negra? É uma, ele imaginava que a mente era como uma caixa negra, tá? Eh, lembrando ali que eh Watson, né, o Watson foi antes do Skinner, o Watson já pegou os conceitos do Pavlov lá nos Estados Unidos e e já falava: "Olha, ninguém cheirou a mente, ninguém tocou a mente". Então,
eh eh a mente não pode ser estudada cientificamente. Nós podemos só estudar aquilo que a gente pode medir e e e quantificar, enfim. E a mente, então, é um conceito muito abstrato que nós não podemos, nós temos que expurgar a mente da psicologia. É um conceito que não é científico, tá? Temos que, não podemos fazer qualquer referência à mente, tá? E o Skinner Defendeu isso, né? os conceitos mentalistas eh eram antiscientíficos, porque a gente não devia fazer qualquer referência à mente na psicologia científica, e sim ao comportamento, que o foco do estudo era o comportamento,
tá? Então, nesse site gastem melhor. Então, o o Skinner ele achava que a caixa preta, o que que é? Eh, é como se fosse a a mente era para ele era como uma caixa preta que ninguém sabe o que que tem dentro, tá? Você só pode dizer o Que entra e o que sai e traçar correlações entre a entrada e a saída, tá? Então, eh, na verdade, a psicologia devia fazer isso por Skinner. O comportamentalismo tinha essa quase que essa doutrina, né? Essa essa essa crença a crença do do Skinner era de que a gente
não deve falar em crença. Ele acreditava que não existiam crenças. A mente do Skinner achava que a gente devia Eliminar a mente da psicologia. Eu tô sendo, claro, fazendo um pouco de ironia, um pouco de brincadeira, né? Eh, então, ah, o que acontece? Claro que ele acreditava na mente. A mente do Skinner acreditava na mente mesmo, porque evidentemente, né, o próprio Descart, né, filósofo Henry Kart já falou, penso logo existo. Quer dizer, tudo que a gente sabe de verdade sobre o mundo é que nós pensamos que nós existimos, a nossa mente existe, nós vivemos e
tudo Que nós conhecemos é através da nossa mente, não é, gente? Eh, não tem como escapar, né? A gente só tem certeza que existe a nossa mente, tá? Isso na filosofia. né? É claro, eu não acredito no solipismo, quase ninguém acredita no solipismo, que é uma vertente filosófica muito esquisita, que diz que só existe a tua mente, né? Eu dizer a tua porque nessa versão só existe a nossa mente. E se você aí tá pensando sobre isso, então é a sua Mente. Mas o solipcismo ninguém leva muito a sério o solipismo, né? Inclusive, quando o
filósofo que tava defendendo sobre essicismo, tava defendendo lá, o outro que tava discutindo com ele, pegou um pau e bateu na cabeça dele e disse: "Tá, então isso aqui é tua mente", né? Aí ele, mas o cara respondeu bem, né? Ele falou assim: "Não, mas isso tudo pode ter sido você e essa paulada na minha cabeça pode ter sido como um sonho, pode tudo pode estar Na minha mente, pode ter sido, eu posso estar sonhando com você, pode ser uma produção da minha mente, né? Até essa paulada aqui, né? Mas tá, para com esse pau
aí. Então, eh, de fato, o, o, eh, o que acontece, isso é revolução cognitiva, gente. A revolução cognitiva é dizer, a mente existe, não é que não exista, por skinner, ela existe, entende? Ele só, ela só não deve ser eh no beberismo metodológico, né, que tem o beverismo Radical e metodológico, né? Ele dizia, vamos retirar do estudo científico eh do comportamento. Eh, a mente ela não serve para nada, ela só nos atrapalha, né? Porque a mente é um epifenômeno, dizia o Skinner. Ou seja, ela acontece ali junto, em paralelo com comportamento. A gente pensa umas
coisas, mas o que que nos controla? Nós somos como uma espécie de, sei lá, robô controlado. Eh, são os organismos, como ele dizia, né? Ele pesquisava com pombos E e com ratos. O favorito do Skinner era o pombo, né? E os pombos eh ele os organismos, como ele dizia, né? Nós éramos vistos como organismos e todos os estudos eram feitos com pombos e ratos, né? Mas ele dizia que eram os mesmos conceitos, que o sistema nervoso era tinha evoluído das mesmas coisas e que era a mesma coisa, né? Então, eh, claro que nós tínhamos temos
a linguagem dizendo que a gente não dizia que a gente era rato nem hombos, mas ele Achava que era um modelo de estudo adequado, que a gente devia estudar a psicologia com rato em laboratório, com a caixa de Skinner, que era o melhor caminho para compreender o comportamento humano, era entender eh eh como é que responde a recompensas e punições eh em laboratório, eliminando todas as variáveis intervenientes e deixando tudo controladinho na chamada caixa de skinner, era uma caixinha onde tinha a entrada, o estímulo e se anotava Ali a resposta comportamental do animal, a saída,
entende? Sem precisar entender o que que acontecia dentro da mente, tá? Mas gente, tá lá em 1960 a galera começou a se revoltar com essa ideia, tá? Porque é muito limitada, né? Vamos con eu tenho maior respeito pelos eh comportamentalistas, tenho maior respeito, inclusive dizer grande admiração pelo trabalho do Skinner e por muitas eh a herança que o Skinner deixou. Então não tô falando, não é Falando mal assim da comportamental, nada disso. Absolutamente. A gente usa muito de terapia comportamental dentro da TCC, tá? Assim, quanto mais, por exemplo, assim, criança, autismo, tá? condições de picose,
né? Eh, eh, nesse tipo de cenário, eh, se animais, né, eh, se usa mais, eh, se usa a terapia comportamental, né, porque os aspectos cognitivos já não são não são tão não se Destacam tanto, né? os aspectos comportamentais às vezes são mais importantes para criança pequena ou coisa assim, né? Mas à medida que a criança vai crescendo ou por tem autismo também, né? O autismo é praticamente é muito comportamental, né? O o a o aba, né? O o modelo e de tratamento do autismo é basicamente comportamental, né? Mas, eh, então à medida que existem aspectos
cognitivos mais salientes, a terapia cognitiva passa a Ser eh mais relevante também, tá? Então, veja, com grande admiração pela terapia comportamental, né? Mas de fato, eh, a, a galera ficou eh insatisfeita com a limitação do behaviorismo, tá? Então, começar a revolução cognitiva, o que que foi isso? dizer assim: "Olha, a mente ela não só existe, mas é importante cientificamente. Vamos trazer a mente para o estudo científico." Então, Conceitos mentais como avaliação, crenças, né, foram começaram a ser pesquisados eh com recursos e as neurociências, o estudo do cérebro e do comportamento e das emoções, da neurobiologia
do comportamento, as neurociências foram eh também mostrando, os métodos de investigação das neurociências foram mostrando E como é que se dava o processamento dentro da Caixa Negra, né? Então a gente foi abrindo a Caixa Negra, tá? Essa é verdade que hoje a gente sabe muito do que tem dentro dessa caixa negra, mas continua tendo negra em alguns as muitos aspectos, né? Quer dizer, nós não sabemos muito do funcionamento do sistema mente cérebro, né? Eu gosto de chamar sistema mente sério, porque, por exemplo, como é que a mente, a nossa consciência emerge do funcionamento do cérebro,
é um produto de uma grande discussão, né? Tá havendo Muita discussão sobre isso, muitas teorias eh estão inclusive sendo contrapostas para explicar essa conexão entre o cérebro físico e a mente, a consciência, tá? Mas naquela época a visão, vamos simplificar, a visão era a seguinte, era a visão baseada no justamente no no impacto do computador, tá? Eh, então a metáfora era o computador, esse era os gas, né? A mente é como um computador, o hardware é o cérebro e a mente é o software, tá? Então, esse conceito hoje eu considero bastante simplista esse conceito. Eu
acho que ele não é eh totalmente correto, tá? Mas foi o conceito que foi durante décadas foi o conceito mais proeminente, o conceito de que eh a mente é o funcionamento do cérebro. Quando o cérebro tá funcionando, ele gera a mente, a complexidade do cérebro. emerge, né, a mente a partir da complexidade do cérebro, né? Bom, essa é Uma discussão muito longa, né, que ninguém conseguiu responder adequadamente, né? Eu tinha uma visão sobre isso e a minha visão foi se modificando ao longo do tempo, tá? Então, o que aconteceu? eh eh a psicoterapia que foi
concebida pelo Albert Elles, que foi chamada de terapia racional emotivo comportamental, né? Ela foi inicialmente publicada lá em 1958 e depois ela foi ampliada para um modelo mais preciso em 1984 e hoje ela faz parte das terapias cognitivo comportamentais, tá? Então, resumindo, o Zgast, o contexto do Albertis, né, era esse. Ele estava mergulhado junto com o Aronbeck na revolução cognitiva. Então, ele participou da revolução cognitiva, eh, ele era um cognitivista, né, assim como Aron Beck, tá? Eh, e ele foi influenciado por uma humanista, né, que era ex-psicanalista, que foi treinada no lá pelo com pelo
Obra Hansax, pelo na Teoria psicanalítica, né, mas que depois fez a sua própria teoria, que não não usava nada da psicanálise, fez uma teoria própria, inclusive eh eh a questão do inconsciente. A Ken tem um modelo do inconsciente bem diferente do Freud, né? Ela abandona grande parte da teoria psicanalítica, mas fica com a ideia do consciente, mas é um outro inconsciente, um inconsciente da Carror, né? Então esse é a influência que e o contexto que Influenciou o ã o Aron Beck e e o Albert Tellis aqui, né? Os dois eram contemporâneos. Então vejam a terapia
racional emotiva do Albertes, né? Eh, o eixo central é obter mudança nos padrões de pensamento dos sujeitos, na forma como eles interpretam os seus acontecimentos de vida e nas crenças sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o mundo, tá? Ou seja, é a mesma é a mesma ideia Básica da terapia cognitiva do Aon Beck, tá? A ideia de que a interpretação da situação é que leva a gente a reagir, tá? Em outras palavras, as nossas reações, que pode ser as reações emocionais, comportamentais ou fisiológicas, não são desencadeadas por uma situação da vida. São desencadeadas pelo
jeito que a pessoa lê aquela situação, pelo jeito que a pessoa interpreta aquela situação. Tá, mas e por que que a pessoa interpreta daquele Jeito? Um interpreta de um jeito, outro interpreta do outro pela história de vida. toda a história de vida da pessoa e inclusive a genética da pessoa, tá? Ou seja, todo o ambiente que que pessoa vivenciou, todos os estímulos ambientais que a pessoa vivenciou desde o útero, desde o nascimento, eh, de bebê, criança, então, todas as influências ambientais e todas as influências Genéticas, né, estão contidas na interpretação que uma pessoa faz das
das situações que ela vai vivenciando, tá? Equivale a dizer no modelo comportamental, né, a dizer a história de reforço do organismo, como o Skinner falava, tá? Então, veja, esse isso não dá para negar, gente. Isso é um é um pressuposto muito importante, tá? E innegável, não tem como negar isso, tá? Eu até diria a resposta de um cognitivista para um bevorista é assim: "Olha, ah, história de reforço importante, então é reforço e punição que nos dirigem o nosso comportamento." O cognitivista vai dizer: "Ó, calma lá, Skenner, você não tá considerando que é a interpretação do
estímulo que interessa, tá? Uma coisa reforçadora para uma, não reforçadora para outra, né? Claro que o Skinner ele ele ele ele sacou isso, entende? O reforço é o Reforço é absolutamente pessoal, né? É singular ali. É o reforço é aquilo que faz a pessoa aumentar a frequência do comportamento. Então, eh, não, ele não diz que é reforçador para todo mundo o Skinner, não, não vamos confundir com isso. Mas o cognitivista vai dizer assim: "Olha, a a interpretação ali que vai dar o significado daquele reforço, né? E aí que eu vou eh eh aquele estímulo para
mim é reforçador, para outro é um punidor, né? E e assim por Diante, de acordo com a minha interpretação, né? Então o Albertes, ele se baseou, na verdade, no epíteto, né? Até coloquei uma fotinha dele aqui, né? Brincadeira. Claro que é uma representação artística, né? Do epíteto, né? Que evidentemente não tinha fotografia na época. Eh, o Epíto era um filósofo histórico que no século depois de Cristo, ele anunciou a premissa a perturbação emocional não é causada pelas situações, mas pela Interpretação dessas situações, tá? Então, na verdade, ah, até deixa eu falar um pouquinho para vocês,
o estoicismo é uma influência importante na TCC, tá? Que que é o estoicismo? é um movimento filosófico, tá, que eh vem lá dos dos gregos antigos, tá? Eh eh e eh realmente é genial, tá? Eu eu tenho aqui um um livro de um eh de um terapeuta comportamental e e filósofo, né, que é agora tá me fugiu o nome, eu posso até depois Mostrar para vocês, acho que é Donald, né? Agora me fugiam. Eu detesto quando eu não lembro o nome de um autor, mas eh agora me fugiu o nome dele, mas é muito interessante
o livro bem recente, o livro inclusive aonde ele eh acho que é Donald Patterson, tá? Veio esse esse nome agora eu tenho impressão que é o Donald Patterson. Eh ele é o grande defensor do estoicismo na TCC, né? ele é filósofo e eh ele pega as bases lá do estoicismo e ele mostra coisas Maravilhosas a respeito do do estoicismo. E olha, dá para usar muito, tá? Na verdade, eu só vi esse autor falando disso, tá? E a gente chega à conclusão, tá? de que ao ler a riqueza da abordagem do estoicismo para a a tratar
a mente humana, né, que era uma forma de de eh os princípios históricos eles são úteis até hoje para você se guiar na vida e para resolver problemas psicológicos, lidar com ansiedade. Vou dizer um um princípio muito importante Do estoicismo, por exemplo, que é genial e que tem que utilizar no tratamento da ansiedade, por exemplo, né? Foca, o epítro dizia isso, né? Foca naquilo que tá no teu controle, né? Não te foca, esquece aquilo que não tá no teu controle, né? Então as pessoas normalmente se angustiam com um monte de coisas, ficam ansiosas e coisas
que não estão sob controle, né? Foca naquilo que você pode controlar, tá? Isso tem muitas implicações, mas só para dar uma Palhinha de um prinpiozinho do estoicismo, tá? Mas tem vários, tem assim dezenas de princípios todos muito úteis paraa clínica. Quem explica muito bem, faz toda a relação eh da da com TCC contemporânea é o o Donald Patterson. Espero não tá me equivocando no nome, depois eu confiro. Eh, esse autor muito legal aí que traz o estoicismo para a a a nossa paraa nossa era contemporânea aqui, tá? Eh, então, na verdade, o Aron Beck, a
Gente chega à conclusão que o Aron Beck, né, eh, pesquisou o estoicismo e ele se influenciou pelo epíteto, mas foi uma leitura muito rasa, porque ele só pensou uma coisinha lá do estoicismo e não trouxe muitas outras coisas interessantes que poderia trazer e adaptar para paraa psicoterapia, tá? Da mesma forma, Albertes, eles ficaram só em cima do epítope, só em cima disso aí, né? não falaram mais nada do estoicismo, né? Sendo que o estoicismo ele sobrou Mais ou menos 1% da literatura eh do estoicismo, que foi quase tudo, 99% foi queimado na grande queima, na
tragédia da queima da biblioteca de Alexandria, né? quando tocaram fogo lá na no no biblioteca incrível que em Alexandria que tinha armazenado o conhecimento da humanidade, eh, foi uma grande perda, mas então se perdeu grande parte, 99% dos escritos, dos filósofos históricos e ficamos com Cênica e alguns outros eh autores, né, eh Epírio e alguns outros Autores que que foi o que restou ali, né? Mas imagina se a gente tivesse ficado com tudo, toda essa literatura maravilhosa e genial. Quem estuda o esto ensino fica encantado assim com a sabedoria dos princípios históricos. Eu ainda vou
escrever sobre isso e eh é realmente muito interessante. Bom, mas voltando aqui ao Albertis, né? Ah, o modelo ABC a gente pode descrever da seguinte forma, tá? Eh, é muito fácil de explicar, tá? Então, uma vantagem é que a gente explica pro pro paciente em um minuto, tu explica esse modelo e o paciente entende, tá? Então é muito didático, tá? Vejam que didático que é, tá? Isso a gente explica na na terapia racional, emotivo comportamental do artes, a gente explica isso pro paciente, tá? E aí usa isso como ferramenta para modificar as cognições do paciente,
tá? Então o que que é o modelo ABC? O A, claro que veio, a a A, B e C são é a primeira letra, é um acrônimo, digamos, né? São as primeiras letras de das palavras em inglês, tá? Então, o A vem de eh eh do acontecimento ativador, né? Ah, o B vem de beliefs ou crenças, né? H, e o C de consequências que podem ser comportamentais, emocionais ou fisiológicas, tá? Então, vamos lá. Tem um acontecimento. O acontecimento faz a gente interpretar aquele acontecimento Que é o B. E aí a gente reage com C, com
o nosso comportamento, as nossas reações fisiológicas, as nossas emoções, tá? Então, aconteceu uma coisa, eu interpreto, eu reajo, tá? Então, o que acontece? Se é o B aqui, se é a interpretação que vai determinar as nossas reações, quando a gente tá tendo reações que a gente não gosta, por exemplo, ah, eu tô ficando triste, eu tô ficando com raiva, eu tô ficando com medo, tô Ficando ansioso, né? Eh, eu tô tendo reações fisiológicas, né? Eh, negativas, eu tô, né? Eh, eh, eu tô com uma útera, eu sentindo dor no estômago aqui por causa das minhas
emoções. Eu tô com vito, porque um sistema imune, né? Eh, sei lá, n coisa, eu tô com uma disparada de coração aqui, né? Tô com uma taquicardia, eu tô com falta de ar, né? As reações fisiológicas, não tô gostando. Bom, então eu posso, onde é que eu que eu posso? Eu posso mudar a Vida. Não posso mudar a vida. Não posso mudar o A, eu posso mudar o B aqui. Posso mudar o jeito que eu tô interpretando a vida, tá? Essa é a sacada do Albert Telis, essa é a sacada do Aon Beack, tá? Que
nós podemos mudar a nossa interpretação dos acontecimentos, tá? Então, o Albertes usou esse modelo. Então, segundo o modelo ABC, os acontecimentos ativadores, o A passa pelo sistema de crenças, pelo B do sujeito antes de Despertar as consequências, o C, que podem ser emocionais ou de conduta ou até fisiológicas, tá? Então, nós não reagimos simplesmente aos estímulos, né? Antes de reagir, nós avaliamos o significado que esses estímulos vão imprimir em nossas mentes em função do quê? Da nossa história passada e das circunstâncias atuais, tá? Se essa interpretação é a chave pro desencadeamento das reações, então mudando
a interpretação, a gente Muda as reações, tá? né? Como eu disse, o o ponto de mudança que a gente tem acesso, que nós temos controle, é mudar a nossa interpretação dos acontecimentos, tá? Então, se os problemas emocionais e comportamentais são originados por crenças irracionais, a terapia racional e motivo comportamental, a sigla tá aqui, é track, né? eh terapia racional, motivo comportamental, poderia substituí-las por crenças racionais ou Através do método de refutação ou debate. O Héli chamou de método de refutação ou debate essa ideia de eh refutar, debater com o paciente, tá? Essas crenças que ele
chamou de irracionais, tá? Aqui tem uma diferença. O L chama de crenças irracionais e o B chama de crenças eh disfuncionais, tá? Eu acho assim irracional, eu prefiro bastante esse termo disfuncional, tá? Eh, hoje em dia Quase ninguém fala, é mais o pessoal que trabalha com com a terapia do Albertes que fala irracionais para manter o termo original ali, tá? Porque não é exatamente racional, né? Tem uma lógica própria ali, né? Então a gente chamar não é disfuncional no sentido de que não está conectado com as evidências de realidade, tá? Uma definição mais precisa do
que que ser ah, o que que é irracional, o que que não é, o que que é disfuncional, o que Que não é. é é aquilo que funcional, aquilo que tá conectado com a realidade e disfuncional aquilo que não tá conectado, que é distorcido, tá bom? Então vamos ver o modelo ABC, né? A reputação eh das crenças irracionais. Deixa eu tomar tomar uma aguinha aqui. Importante se hidratar. Pessoal, quem quiser perguntar, aliás, a nossa cultura é essa, quem quiser perguntar, claro, quando vocês percebem que tá ali muito quente, né, né, que tá, A gente tá
apresentando uma ideia, né, OK, mas eh a qualquer momento que vocês se sintam à vontade para perguntar, tá? Eh, não, eh, não, vamos criar uma cultura de interação, tá? A gente realmente aqui não é aula gravada, tá? Eu conheço, ó, eu até tenho outros cursos, tem cursos com tem cursos de pós-graduação sobre terapia do esquema junto com instituições, eh, instituições, tem cursos aí, são cursos gravados, né? Eh, É muito diferente, tá? Quer dizer, o, o ponto forte aqui do CTC é a nossa interação, tá? É, é uma sala de aula virtual onde a gente tá
tá discutindo, tá tá tá supervisionando os casos, vocês vão ver a supervisão de casos que é interação o tempo todo, tá? Então a gente fiquem à vontade. Inclusive eu tô tô vendo que no chat já tem umas deixa eu dar uma olhadinha no chat aqui para ver se eu tô Ah, as perguntas aqui, desculpa, eu não respondi porque eu não Vi, né? Tá aqui já já responderam aqui a pergunta, tá? Então, Donald Robertson, alguém botou na internet. Eh, bom, se ele tem um livro, depois eu posso ver agora. Eu achei que era Patterson, mas pode
ser Robertson também. É meio parecido. Acho que eu confundi o nome ali, tá? Depois eu eu tiro a foto lá do livro e e mando para vocês, tá? Eh, me lembrem disso. Eh, o Daniel me lembra disso. Então, com certeza, às vezes eu vou falando coisas em aula, depois eu, Eh, a gente tem que matar a cobra e mostrar o pau depois, né? Então, é isso. Vamos lá. Eh, refutação das crenças irracionais envolve três etapas, tá? Primeiramente, os terapeutas estimulam os pacientes a descobrir as crenças irracionais que vão fundamentar os seus problemas emocionais e comportamentais,
tá? Então, primeiro, descobrir quais são as crenças irracionais ou disfuncionais que fundamentam os problemas do paciente, Tá? depois debater com os pacientes sobre a validade das suas das suas hipóteses e inferências que o o Albert chamava de absolutistas e dogmáticas, né, ensinando os pacientes a discriminar e a reconhecer que essas crenças são irracionais, tá? eh aracionalidade das de certas crenças e suposições. Então, o debate empírico objetiva atacar as inferências irracionais e o debate Filosófico objetivo atacar os devo dogmáticos e implícitos que subjazem, que são subjacentes aquelas inferenças irracionais, tá? Então veja, ele dividia em debate
empírico, que é trazer evidência que combate aquela aquela aquela crença irracional. E o debate filosófico já atacava o que ele chamou de devo. Devo quê? Tem tem o quê? Devo quê, né? Ele chamava assim, devo que tem o quê, né? Na verdade, isso vem da Karen Horn. Caren Ron falava em deveres, Deveres neuróticos, que o eu ideal, né, acarreta, isso é um conceito da carne horror, acarreta para dentro deveres. Eu deveria ser assim, ser assado para para atingir o meu eu ideal, né? E eu deveria eh em termos de para fora a carreta exigências, né?
Eh, que servem para alimentar aquele eu ideal, né? Mas enfim, são os conceitos da Karen Horn. Ele puxou esse conceito de devo lá da Karen Horne, né? Então, finalmente o Terapeuta desenvolve um diálogo socrático. Que que é diálogo socrático? Ou maêutica, tá? O Sócrates, filósofo grego Sócrates, ele usava isso eh nas suas falas eh eh eh filosóficas, né? Na Grécia antiga, ele usava, ele criou esse método, né, que foi chamado em homenagem a ele socrático, né, ou também maêutica, tá? Que é maêutica é a arte de dar a luz, a arte do parto, tá? Então
isso já dá uma ideia, a arte de dar o parto, de dar a Luz a ideias, tá? Ou seja, você tem uma espécie de arte, um diálogo que eh tem uma arte de levar a pessoa, porque não é só ciência, é uma arte de levar a pessoa a ela chegar a um insight, a uma conclusão, tá? Você não dá a conclusão pronta pra pessoa, você ajuda a pessoa a ela chegar à conclusão, tá? Eu vou te dizer o que que muda uma pessoa. É o insight, é a tomada de consciência do terapeuta ou do paciente?
Claro que é do paciente, né? Então o insite tem que ser Do paciente, não do terapeuta, tá? É ele que tem que sacar uma coisa que tá errada e o que que ele deve fazer. É ele que tem que sacar, tá? Ter um insight. Então, para ele ter um insight, né? Eh, a questão é conduzir um diálogo, né, de forma que ele chegue à conclusão. Como é que se faz isso? Então, se questiona o o paciente através de perguntas engenhosas que estimulam a pessoa a se perceber, se aperceber de suas distorções, né? Eh, o diálogo
Socrático, ele objetiva conduzir o próprio sujeito a refletir e se aperceber irracionalidade de suas suposições, passando a gerar crenças apropriadas e a reagir adequadamente. Então, a ideia é corrigir as distorções, né, fazendo a pessoa perceber que aquilo são distorções, entende? Então, tu vai fazendo perguntas, né? Bom, mas o que que que você o que que você acha disso? Tá, mas e isso aqui? Eh, haveria alguma implicação disso Aqui, tá? Mas se isso acontecer, então quer dizer, você vai provocando a pessoa para ela pensar, entende? Para ela relacionar coisas que ela não tá relacionando, entende? Então
existe um um aspecto de arte nisso também, tá? E a gente vai pegando a manha quando vai atendendo. Então para o Albertis, os transtornos psicológicos são produtos de avaliações pouco funcionais das situações de vida. E essas avaliações são distorcidas essencialmente pelas Exigências absolutas e deveres irracionais. Conceito da terapia racional e motivo comportamental. exigências absolutistas, deveres irracionais. Isso é Karen Horn, tá? A Karen Honor falava para fora, a pessoa neurótica, né? O neurose, né? Hoje no DSM, que é a Bíblia da do diagnóstico de saúde mental, o que a gente chamava antig antigamente tinha as categorias
de neurose e psicose, né, praticamente, e alguns tipos de neurose, Alguns tipos de psicose, né? Mas a a psicopatologia era mais ou menos dividida assim, dessa forma, né? Eh, então hoje no DSM, DSM surgiu, tinha 80 transtornos mentais, depois foi 100 e poucos, depois 200, hoje 400, né? Tem uns 400 e poucos transtornos mentais catalogados no DSM, né? Eh, ajuda muito a vender remédio, né? Quanto mais tu aumenta o número de classificações e coloca critérios como o DSM tem, que são critérios, na verdade o DSM, inclusive o DSM5, a última versão, o TR, né, texto
revisado, é muito criticado, né, porque e como modelo de diagnóstico, que ele, na verdade, eles tem uma espécie de contaminação de é uma opinião, né, assim, eh, tem gente que gosta ali, mas ele recebeu muitas críticas, não só minhas, mas recebeu muitas críticas ter, digamos assim, critérios muito meio vagos, enfim, né? eh eh se contamina os critérios, quer dizer, na verdade, tu aumenta muito o número de diagnósticos Que são feitos pelo sistema do DSM, né, praticamente. Eh, isso significa venda de eh bilhões de trilhões de medicamentos. Quando tu inclui, né, um critério de diagnóstico do
transtorno bipolar ou de TDH lá no no DSM, tu pode aumentar a venda de medicamentos. né, para aqueles transtornos, eh, em trilhões paraa indústria farmacológica, né? Então, a indústria farmacológica tem um um um infelizmente um namoro muito negativo com esses sistemas de Classificação diagnósticas, porque ela influencia nos sistemas de classificação diagnóstica, tanto que tem sistemas alternativos, tá gente, ao DSM, mas ainda continua sendo o sistema, o DSM e a mesma equipe faz o sid, a classificação internacional de doenças, é mais ou menos a mesma turma lá de psiquiatria da sução de psiquiatria que faz a
a os dois, tá? Então eles são parecidos, tem algumas terminologias diferentes, mas são tem a mesma mesma Lógica, mais ou menos. Mas tem outros modelos eh de de que tão tendo pesquisa hoje, que, né, podem ser mais promissores para eh classificar as psicopatologias, tá bom? Mas não vamos entrar nessa questão, vocês vão ter aula de psicopatologia, né? E aí pode haver esse tipo de discussão, tá? Então, o que que o Albertes eh falava? Que as pessoas eh os transtornos psicológicos são eh produtos de interpretações muito distorcidas da das Situações de vida, tá? E por que
que são tão distorcidas? Por para dentro tem os deveres, né? Para fora tem as exigências que ele chamava de absolutistas e para dentro os deveres que ele chamava de racionais, tá? Que que é isso? As exigências desembocam em ten o que obter determinada reação da parte dos outros ou certo tratamento especial da vida como comodidade ou consideração. Eh, Quanto a si mesmo, o sujeito exige o cumprimento dos devo absolutas e dogmáticos. Então, segundo o Albertis, as exigências absolutistas com os seus tem o que e os deveres irracionais com os seus devo constituem crenças básicas que
ocasionam uma série de suposições ilógicas ou distorções cognitivas, tá? Well e Driiden lá em 1987 enumeram algumas das distorções cognitivas mais frequentes. Então vamos Ver as distorções cognitivas da terapia racional emotiva, tá? Depois a gente vai ver as distorções, a lista de distorões cognitivas da TCC, da da terapia cognitiva do Albert, do Aronbeck, tá? Então vamos lá, né? Eh, isso aqui, na verdade, eu tirei, são exemplos que eu usei no meu livro, tá? Então, vamos lá. Conforme a terapia racional e motivo comportamental, exigências irracionais sobre si mesmo, sobre os outros e sobre O mundo desembocam
em suposições carregadas de distorões cognitivas, como as que se seguem, tá? Então aqui nós temos a lista de distorções cognitivas segundo a terapia racional comportamental, tá? Então tem um exemplinho depois um exemplinho que eu bolei aqui para simplificar a compreensão de vocês, tá? Perfeccionismo. Se eu não for perfeito, ah, é porque eu sou incompetente, tá? É uma distorção. Falceamento. Se eu não for como deveria ser aqui a o eu ideal, a idealização. Se eu não for como eu deveria ser, ah, é porque eu sou um farçante. Logo as pessoas vão perceber. Personalização. Eu estou agindo
muito pior do que eu deveria agir. Tão rindo de mim, portanto, tenho certeza. Tão rindo. Tão rindo, tá? Portanto, tenho certeza que estão rindo de mim. Então não é que estão rindo de mim, tão rindo, mas eu interpreto que estão rindo de mim, tá? Estou personalizando, tá? Personalizar puxar para si. Rotulação e supergeneralização. Supergeneralizar é, por exemplo, dizer assim: "Eu não deveria falhar jamais. Se eu falhei, é porque eu sou um perdedor e um fracasso, né? Então isso é se rotular e se e supergeneralizar uma situação, tá? Outra distorção, o raciocínio emocional, né? Eu me
sinto como um completo estúpido e, portanto, meus fortes sentimentos demonstram que eu sou mesmo um estúpido, tá? O raciocínio emocional é quando a força da emoção é a principal evidência que a pessoa tem para, quer dizer, como ela tá se sentindo, né? a intensidade que ela tá sentindo é a própria evidência de que aquilo que ela tá sentindo é verdadeiro. Minimização é na verdade colocar uma lente de diminuição nas coisas, né? Uma distorção que coloca uma lente que diminui algum aspecto da realidade. Então, minhas conquistas são resultado de sorte, os erros são responsabilidade minha e
totalmente imperdoáveis, né? sempre e nunca. Ah, veja essas palavras, né? Eh, sempre, nunca, tá? As pessoas que utilizam isso tão provavelmente ã distorcendo, porque quase que não Existe isso na na vida real, quase que não existe, né? A pessoa sempre fazer uma coisa ou nunca fazer outra, né? Então, é uma espécie de exagero, né? Isso aqui, então, a vida deveria ser boa e não é. Sempre será assim e nunca serei feliz, né? Então, a versão correta é assim, ó. Eh, nesse momento estou assim, né? E logo eh eh já retomarei a minha felicidade, coisa assim,
né? Mas a pessoa distorce desse jeito, o que que vai acontecer? Ela vai ficar deprimida, Né? Então, desqualificando o positivo, né? Quando me elogiam, só estão sendo amáveis. esquecendo-se das minhas falhas, centrando-se no negativo. Como as coisas estão indo mal e não deveriam ter dado errado, não vejo nada de bom em minha vida. Adivinhar o futuro. Nunca vão me aceitar. Eu já sei. Vou fracassar e vão me depreciar para sempre, né? Então isso é uma espécie de adivinhação do futuro, Né? bem negativa, cautando as conclusões, já que me viram falhar e eu não deveria ter
falhado, né? Vão me ver como um idiota incompetente. Eh, pensamento tudo ou nada. Se eu fracassar em algo importante, é porque eu sou um fracasso total e completamente indesejável, né? Quer dizer, um exagero, né? Tipo tudo ou nada. Bom, então essas são as distorções cognitivas. Segundo o Albertes, segundo a terapia racional e motivo Comportamental. Então, gente, a ideia a até aqui eh não é um aprofundamento da terapia racional motivo comportamental, mas sim uma introdução, uma pincelada para vocês entenderem eh a evolução das ideias eh eh do Albertis e do Aron Beck bem no comecinho da
desses modelos em em terapia eh desses modelos eh tanto a terapia comiva como a terapia racional em motiva complemental. Então, uma das escolas mais influentes na atualidade, a terapia cognitiva, né, desenvolvida pelo AONBEC, ela segue uma linha de raciocínio teórico bastante próximo da terapia racional emotiva do Hélice, tá? Então, agora vamos entrar na no nascimento da terapia cognitiva propriamente dito, tá? Temos aqui o Aron Beck, é claro, quando era vivo e quando era mais novinho, né? E com a sua filha Jud Beck, tá? Eh, ah, então o, o Aronbeck é sempre descrito aqui uma situação
que a a Judit Beck pediu para tirar foto comigo, então eu concedi essa Foto com ela. Tô brincando, claro que eu que pedi para tirar foto com ela, né? Mas isso foi num num evento que teve num curso que ela que ela ministrou e foi muito legal, né? Muito didática a Judith Beck. Então, eh, nasceu a terapia cognitiva lá nos anos 60, foi criada pelo um psiquiatra, né, o Aron Beck, né, que com a sua famosa gravatinha borboleta, que ele gostava muito, psiquiatra com formação inicial em psicanálise Ortodoxa. Veja, a psicanálise eh dentro dos gast
a psicanálise ela tava junto ali com a comportamental. Quando eu falei que tava vendo a revolução cognitiva, em paralelo com isso havia a psicanálise, né? A psicanálise, ela, o Freud foi para os Estados Unidos eh em 1940 e deu uma série de palestras na em universidades americanas e aquilo gerou um interesse grande, ninguém conhecia aquilo, né? então gerou uma onda de Psicanalistas nos Estados Unidos e começou a influenciar eh eh também a formação dos terapeutas, né, no mundo todo, eh com a questão de psicanálise, né? Então, o próprio Aonbeck foi treinado no modelo da psicanálise
ortodoxa, né? E ele eh desenvolveu o TCC porque foi testar as ideias da psicanálise, né? Então, que que o Aron Beck fez? ele foi pesquisar depressão, tá, usando as ideias da psicanálise, né? Então, ele se voltou para buscar apoio Empírico paraa teoria do Freud, segundo a qual a raiva voltada contra o self seria a origem da depressão, tá? Então, paraa psicanálise é uma raiva eh retroflexa, tá? Eh, que eh causa depressão, raiva voltada contra o selfie, né? então que apareceria nos sonhos, nos pensamentos dos pacientes deprimidos, tá? Eh, mas o Beck não encontrou essa raiva
retroflexa, não encontrou evidência disso quando examinou os sonhos e pensamentos dos Pacientes deprimidos, tá? Porque ele disse: "Bom, que interessante, né? As pessoas têm depressão porque tem uma raiva voltada contra si mesmo, né? Então, eu vou pesquisar eh os pensamentos dos pacientes que estão deprimidos, vou pesquisar os sonhos deles para buscar justamente eh documentar essa essa raiva retroflexa, mas ele não achou essa raiva, essa tal de raiva retroflexa, né? O que ele achou ajudou a moldar a Terapia cognitiva. Ele achou uma tendência negativa no processamento cognitivo. O que salientou para ele foi: "Olha, as pessoas
com depressão elas processam muito negativamente as suas cognições, tá? Então vamos usar as palavras do próprio Aron Beck, tá? Eu não vou colocar palavras na boca dele. Vamos ver o que que o Aon Beck falou, tá? né? Ele falou um tempo atrás, é claro, fui um dos pioneiros, soube falando, fui um dos Pioneiros da teoria da terapia cognitiva há mais de 30 anos, treinado como psiquiatra no modelo freudiano, tentei analisar a base empírica da teoria de depressão de Freud, quando percebi que os pacientes com depressão sofriam de um fluxo consciente de pensamentos negativos automáticos, tais
como minha parceira acha que eu não sou bom, isso não vai dar certo ou ainda meu parceiro está pensando em me deixar. Em meu primeiro trabalho, continua o Aon Beck falando aqui, ele conversando com o Dalai Lama no encontro de neurociência, né, e TCC, que tem muito espiritualidade também, que tem eh teve muitos encontros, na verdade, com Dail Lama, né? Meu primeiro trabalho, percebi que quando ajudava os pacientes a mudar seu diálogo interno, seus pensamentos, ajudava os a sentirem melhor. Então veja a revolução Cognitiva, os gast da revolução cognitiva. Para vocês terem uma ideia um
pouquinho um pouquinho melhor da revolução cognitiva, eu coloquei algumas livros da época, algumas informações sobre a revolução cognitiva, tá? Então aqui nós temos um livro que foi importante, quer dizer a revolução cognitiva na psicologia do Bernard Bars, né, onde mostra até alguns autores e a relação entre eles aqui na capa, né, os autores cognitivistas como Skinner, Hcklin, o Chomsky, Simon, Fodor, Norman, Kenless, Mzman, Hoss, Niser, Urick Niser e Hilgard e assim por diante, né? dizer, tem vários autores aqui que fazem parte dessa linhagem que, eh, ou seja, são adeptos do comportamentalismo, eram a maioria da
comportamental e foram impactados pela revolução cognitiva nos anos 60. Na década seguinte, parte da terapia comportamental se deslocou pro domínio cognitivo, tá? Em outras Palavras, os bevioristas foram muitos foram migrando para o cognitivismo, tá? Houve uma debandada em massa do comportamentalismo em direção ao cognitivismo. Claro que muitos ficaram no comportamentalismo, né? Nós temos até hoje, eh, inclusive no Brasil temos muitos bervioristas e e eles, eh, são bem resistentes a ao cognitivismo, inclusive até hoje, né, os remanescentes, tá? Eh, tem muito periorista que vai dizer Assim: "Ah, não, isso é cognitivo, isso aí é, isso é
crença, isso é comportamento encoberto, é comportamento encoberto. É, né, mas é, né, fica meio limitado, né, gente? fica meio limitado, mas enfim, não quero criticar o os colegas que tanto contribuem, né, com os aspectos de terapia comportamental, né, mas de fato ah houve essa revolução cognitiva. Então temos aqui alguns dos representantes da Revolução cognitiva, né, o Albert Bandura, tá? Que contribuiu muito com a teoria da aprendizagem social, tá publicada lá em 1977, tá? O Bandura tá vivo até hoje e tem um trabalho muito legal, inclusive eh tem um livro do de Bandura pela Arte Médicos,
enquanto pela Arte Médica, que é do Bandura com uma psicóloga brasileira que estudou com ele e que daí publicou um livro sobre, acredito que se chama Teoria da aprendizagem social, se não me engano, Livro da Arte Média também, com uma psicóloga brasileira, cujo nome eu não recordo, e o Alberto Bandura como co-autor, né? Eh, controle cognitivo do comportamento com Michael Mahroney. Michael Mahroney já faleceu, né? Eh, e o título do livro dele de 74 é interessante, controle cognitivo do comportamento, tá? O Donald Michenbound, né? Ele eh lá em 1977 ele escreveu sobre modificação Do comportamento
cognitivo, tá? Então veja, modificação do comportamento cognitivo. Quer dizer, ele adicionou os elementos cognitivos, né, a aos aspectos comportamentais, né? Então são três grandes pioneiros da revolução cognitiva, de que eram terapeutas comportamentais que migraram pro bevorismo naquela época, levando muita gente também, tá? Então vamos lá. O BEC tá aí com, vou dizer para vocês, o BEC é muito fofo, tá? Ele muito querido e um Cara genial assim, tá? Eh, eh, é muito muito legal. Aron Beck era, né? Assim, faleceu, mas eh deixou muita coisa boa, realmente, tá? Ele é um um o Albert Elias, ele
tinha um estilo diferente, ele era mais assim de refutar o paciente, contestar o paciente e discutia assim com o paciente, debatia com ele, né? e tinha um estilo muito mais assim persuasivo e incisivo do que o Aronbeck, né? O Aronbeck é muito muito pouco ali no jeito de de conduzir Socrático a entrevista e e bem eh é bem legal, bem apaixonante a a personalidade do do Aronbeck, né? Então, a terapia cognitiva eh do Aronbeck foi conquistando reconhecimento por sua eficácia, que foi verificada em vários estudos. e saindo-se também ou melhor do que o uso de
medicamentos antidepressivos no caso de depressão unipolar, tá? Então veja aí já começa as evidências, né, de então um estudo duplo cego, o que que é duplo cego, tá? cego, Quer dizer, eh, a pessoa, eh, o sujeito da pesquisa não sabe o tratamento que tá recebendo e quem vai avaliar o resultado também não sabe qual é o tratamento que tá tá recebendo, né? Pra gente ter certeza que não tem nenhum viesque, não tem uma nenhuma distorção na leitura eh dos dados, né? Então, o estudo duplo cego, a psicoterapia cognitiva é mais eficaz do que a medicação
na melhora da depressão, né? Estudos adicionais sugerem que a terapia Cognitiva produz resultados muito mais duradouros do que antidepressivos, tá? Então, gente, olha só, tá? Ah, se um paciente, tá, faz, pergunto para vocês, tá? Se um paciente faz terapia, tem depressão grave, ela tem depressão, tá? E faz psicoterapia, tá? E outro paciente tem depressão e usa só medicação, tá? Quem é que tem mais chance de ã de ter depressão novamente? Quem usou Medicação ou quem fez psicoterapia? Deixa eu ouvir vocês. Quem usou a medicação, né, professor? Provavelmente, exatamente. Aí, né, o vi dessa depressão, eh,
se é só um fator químico, né, do cérebro, se tá faltando ali algum, alguma questão hormonal de vitaminas, aí investigar primeiro, né, a questão da da depressão e ver aí o que cabe melhor, né, mas é sempre indicado eh os dois, né, a Psicoterapia, gravidade, da depressão, a farmacoterapia. Perfeito, Verônica. Perfeito. Sim, não tem o que o que adicionar na tua fala, tá exatamente descrito. Exatamente isso. Tá. Eh, de fato, a, então, nós temos uma vantagem muito grande. Isso vale não só para depressão, tá? Vale para tudo. Com terapia você aprende coisas, tá? Com medicação
você não aprende nada, tá? E tem mais, tá? Tem mais. Se vocês quiserem, eu tá lá no site, é só entrar Lá no no site do CTC, tem uma uma sessão, não sei se já descobriram, mas no site do CTC digo porque talvez eu me esqueça de mandar, né? Ou se eu lembrar eu coloco lá na pasta de material, mas tem um artiguinho bem curtinho, duas pagininhas, né? São umas umas eu era colunista de neurociências de uma revista, revista, não sei se lembra, revista Psique, eh, que tinha tinha revista Mente e Cérebro e tinha revista
Psiquê, né? Aí com a pandemia eh, acabou A revista, né? Mas eu, eu durante muitos anos eu fui colunista dessa revista na coluna de neurociência da revista Psiquê. Então eu coloquei esses artiguinhos que eu escrevi ali à disposição ali do público no no site do CTC, tá? E tem um artigo ali que se chama, o nome é a piora da depressão depois dos antidepressivos ou com o uso dos antidepressivos, tá? É só entrar nessa coluna artigos, né? tem uma coluninha do do site que tem esse esse Artiguinho ali. Eu cito o artigo original ali, tá?
A fonte do artigo original. Então, não sou eu que tô dizendo. Eu tô citando um artigo que me chamou atenção, que foi por quê? Então, veja só, né? Eh, os estudos que se fazem com eh eh os estudos que a indústria farmacológica faz, eles em geral tup, um segmento, né? Ou seja, você administra lá o medicamento para um grupo, administra placebo para outro. Placebo é um comprimido que de farinha Que não não tenha nenhuma ação, né? Então, vamos supor, é um grupo de pessoas deprimidas, você vai dar para uns antidepressivo e outro vai dar um
placebo, um comprimido neutro, principal com farinha ou com açúcar ali, que não faz nenhuma ação farmacológica. é o chamado efeito placebo. Todos conhecem isso. Todo medicamento tem que ser testado em relação ao efeito placebo. Então você tem que incluir eh um grupo controle ali, um grupo experimental, o Grupo controle ele recebe apenas o placebo, tá? Para ver qual é a diferença, tá? Aliás, né? Isso vocês podem perguntar aí pro ou pro Google ou para ou pro Grock ou pra inteligência artificial. Aí pode perguntar que vocês vão ter, não sei, né? que tá eh que que
vai aparecer ali porque tem um viés assim muito grande da indústria farmacológica, mas o mas perguntando ali vai surgir, né? Qual a diferença que tem do estudos, as metaanálises, né? Análise, metaanálise, que faz uma análise de todos os estudos já publicados dentro de um certo critério. Você pega todos os estudos já que foram publicados sobre antidepressivo e coloca lá um tabelão de todos os grupos controles, o resultado que deu, todos os grupos experimentais, o resultado que deu antes e depois, né, da administração para ver a o índice de melhora, tá? OK. Então, o que acontece?
Antidepressivos melhoram as pessoas, tá? Mas o grupo Cont, o grupo recebe o placebo tem uma melhora quase idêntica, tá? Tem muitos autores, tem alguns estudos que dão uma diferencinha pequeninha os grupos, e tem outros que não dão diferença nenhuma. Zero diferença, tá? Que que eu que esses estudos, eu não vou dizer que eu tô dizendo que que esses estudos estão dizendo, tá? que a diferença entre tomar um antidepressivo e tomar um comprimido de farinha é Zero, que não há diferença. Esses estudos estão dizendo, tá? Tem outros estudos que dão uma pequena vantagem para os antidepressivos
que dizem: "Ó, as pessoas tomaram antidepressivo melhoraram mais do que o grupo que tomou sua farinha, tá?" Não, mas pera aí, mas como é possível? Pessoa vai, um antidepressivo não faz efeito. Então é o efeito psicológico, é a crença da pessoa que faz efeito. Bom, é o que esses estudos dizem. A crença é Muito poderosa, tanto que o efeito placeo é pesquisado obrigatoriamente em qualquer medicamento que é lançado, porque é muito forte o efeito placebo. A pessoa, a palavra antidepressivo é uma palavra que foi muito feliz paraa indústria farmacológica, tá? Se eles tivessem dado um
outro nome, não teria, não faria tanto efeito. Mas se eu tomo um antidepressivo, o que que vai acontecer? Eu vou melhorar da depressão. É o que eu Espero, as minhas expectativas, a minha interpretação daquilo vai de alguma forma direcionar eh o meu cérebro para que ele ã produza aquele efeito esperado, tá? Hoje já tem estudos mostrando que o giro do símbolo fica ativo lá durante 90 dias, produzindo algumas mudanças fisiológicas que são responsáveis sobre isso. Por exemplo, uma pessoa que acredita numa numa intervenção lá eh para dor ou coisa assim, você pesquisou Muito com isso,
nente dor com aquilo, mas porque ela tá, o giro do c tá lá produzindo uma espécie de anestesia daquela dor, ela acredita naquilo, mas depois vai passando, né? Então veja isso, isso é bem chocante, né? Então veja, não estou dizendo que os antidepressivos não funcionam porque eles funcionam, tá? Mas eles funcionam tanto ou um pouquinho mais, dependendo do estudo, né? Como um comprimido de farinha, tá? Então tem Gente que diz: "Bom, então os médicos deviam usar um comprimido de farinha, porque os antidepressivos, na verdade tem um monte de efeitos colaterais, um monte de efeito, assim
na, se não me engano, tem um artigo que eu vi que se listava 40 e poucos efeitos colaterais, a maioria desconhecidos, tá? por exemplo, ficar em ah, mas não é de nada, muito importante ali você vai melhorar aquilo, não é de nada os efeitos colaterais, né? Sei, você se Tornar, o teu leque de emoções fica mais restrito, tá? Eh, esse é um efeito observado. Você fica com um leque de emoções mais restrito, fica com eles chamam de emocionalmente num, né? Fica nublado, né? Como se tivesse nublad emoções, entende? como se tivesse meio opaca as emoções,
seja mais sentir as emoções, não só as emoções de tristeza, mas as as as não só as negativas, mas as positivas também. Todo o leque de emoções fica Restrito, tá? Eu não acho uma coisa pequena, não. Eu acho que eu não eu não eu não queria ficar assim, né? Eh, mas tá, né? Então, claro, às vezes salvar a vida da pessoa, então veja o o medicamento bem utilizado, né? bem diagnosticado e bem prescrito, ele salva a vida das pessoas, tá? Não vão confundir a minha posição como posição antimedicamento, tá? Não é isso, tá? Eu acho,
o que que eu acho a respeito do medicamento que é eh tem eh é super Diagnóstico e super prescrição, tá? Que a indústria farmacológica vai empurrando garganta abaixo da sociedade, né? né? E o modelo de medicina e o modelo de treinamento médico eh faz isso. E o fato dos médicos receberem uma comissão da indústria farmacológica, né? Os médicos recebem uma comissão, tem um software que rola nas farmácias ali que a cada receita é contabilizada. Vocês sabem disso? Que o o médico recebe o médico recebe mais dos Laboratórios do que das próprias consultas. Muitas vezes dinheiro
eles pagam, tá? para prescrever. Isso é contabilizado através de um software. Cada receita que o cara prescreve lá, tá indo, ele vai ganhar pontos lá, ele vai ganhar com depois ele ganha presentes do laboratório, ganha presentes, viagens com a família, viagem para congresso e coisa, tá? Em outras palavras, existe uma espécie de suborno, tá? Da indústria farmacológica. tudo oficial, tudo não é Considerado suborno, mas é o jeito que se estrutura, né, a nossa eh uma expressão de um professor muito interessante da da federal aqui de de Santa Catarina, que é professor Paulo Bitencur, neurologista, que
ele chama de economicina, né? a expressão do professor Paulo Bitencur aqui, economicina, a medicina que foi dominada pelo mercantilismo, né, de fato, que é uma indústria muito grande, né, um tratar doenças é uma indústria muito Grande, né, e quem a a maior indústria do planeta que mais gera dinheiro é a indústria da guerra, indústria da morte, né, da guerra de produção de e de armamentos, né, essa a maior indústria do mundo. Segunda maior é a indústria farmacológica, tá? Então chamam de big pharma, né? Os críticos, né? Chamam de big farma, né? Mas já até quando
se usa essa expressão Big Pharma, a gente já pensa: "Ah, você é da teoria de conspiração, não sei quê". Porque se Eh se se espalhou essa visão assim, ah, se você é crítico, ah, então as evidências científicas não sei quê, bom? Mas não vamos entrar tanto nisso, mas esse estudo ali que eu que eu tá no meu artigo, na verdade eu conto de um artigo ali, não eu que tô dizendo isso, mas esse artigo me chamou atenção. Esse que tá lá no site do CTC, ele ele acompanhou não só 3 meses as pessoas depois de
uma medicação, ele acompanhou 9 meses, tá? 9 anos. 9 anos, tá? O único que eu Vi até agora eu não tenho conhecimento. Deve ter, mas eu não sei, eu não achei artigos de até pesquisei na época, né? Esse follow-up, esse segmento aqui é sempre curtinho, tá? Pô, mas o que que acontece depois de anos com a pessoa que tô antidepressivo? Eu tava interessado em saber isso e não achei artigo, só achei aquele um artigo meio fora da curva ali que os caras pesquisar, comparar 9 anos depois. O que que eles fizeram? tem depressão grave, um
grupo Se tratou com antidepressivo, né? O outro não tomou antidepressivo, tá? Os dois grupos, depois de 9 anos, os dois grupos recuperaram a depressão, um espontaneamente lá, né? E o outro com antidepressivos, tá? Comparando os dois grupos depois, quem teve mais chance de recaída depois de 9 anos? Claramente o grupo que tomou antidepressivo. Claramente, né? Em outras palavras, os antidepressivos não protegem o nosso cérebro, tá? Porque Tem, eu já vi psiquiatra dizendo isso, psiquiatra de orientação biológica, aí tem a psiquiatria biológica. Psiquiatria biológica, ela diz: "Ah, terapia é só para não existe assim, é só
para pessoa se confortar, né? E o que importa são gênesos e drogas, né? Essa psiquiatria biológica, um modelo que já tá bem caído, né? Até já tá bem caído porque é muito reducionista, né? Mas tem professor. Oi, diga. Oi. Eh, desculpa não ligar a câmera, né? Meu nome é Suel Eli. Tudo bem, Marco? Tudo bem. Eh, eu tô eu tô te ouvindo e eu queria até aproveitar para fazer uma pequenina supervisão. Pequenina, né? Porque tem muito a ver com o que você tá falando, com esse processo de medicalização que, no meu entender ainda tá em
alta, sabe? E muito, né? Eu atendi um, não é paciente, tá? Eu trabalho com avaliação psicológica para trânsito, né? E ao fazer a entrevista, a entrevista é riquíssima, a gente consegue perceber Muitas coisas na entrevista, na namnese, né? H, e ao perceber determinadas características ali de TDAH, que também tá virou modismo, também na minha concepção, eu solicitei um exame ao candidato, né, novo, jovem e aí ele retornou com o exame. Bom, eu não sou médica, eu sou psicóloga, né? Sou especialista em saúde mental, não sou médica, mas trabalho com médico. E aí levei pro meu
parceiro médico olhar e Ele disse assim, ele realmente eh a hiperatividade dele, a impulsividade é muito elevada. E aí eu disse o seguinte para ele, pro candidato, olha só, eu quero que você retorne, né, ao médico que te avaliou e solicite eh um laudo, confirmando ou não se você pode assumir direção de veículo automotor. Tudo bem? Aí é o ponto. Ele levou quase que uns 30 dias para retornar. Quando retornou, ele me traz ali um laudo Liberando ele para subir a direção do veículo automotor. E eu perguntei para ele assim: "Eh, o que foi que
você disse para o neurologista?" "Ah, o neurologista não me Ele foi um outro médico, na verdade, né? Ele não, ele não me perguntou muita coisa não. Eh, eu disse para ele que era TDH, ele não me solicitou mais nenhum outro tipo de exame e me liberou para conduzir veículo automotor. Claro que isso já não é, não compete a minha Ossada, não é da minha responsabilidade e nem dá do médico em questão que é meu parceiro, né? Mas se o médico neurologista liberou ele, OK. Só que assim, a gente fica preocupada também, eh, professor Marco, com
essa questão, né, da gente às vezes encaminhar para profissionais que são muito, eu não sei agora qual foi a expressão que você usou, eh, biológicos, né, profissionais biológicos que querem, eh, Medicalizar e não tão nem aí pro contexto, né? Só tô trazendo isso até para enriquecer a tua aula também, eh, porque realmente é complicado, tá? a gente faz um trabalho legal, faz uma entrevista profunda, mas a gente se depara com essas questões aí, né? Eh, dessa medicalização ou dessa negligência frente ao paciente é muito complicado. É só para enriquecer, tá, Marco? Perfeito, Si. Não, enriqueceu
muito. Eh, de Fato, eh, isso, nossa, é muito comum, a gente se depara muito com isso. Então, acho interessante a gente comentar. Eh, a, o objetivo é mostrar que a gente tem uma ferramenta muito poderosa com a psicoterapia, tá? A psicoterapia do TDAH ótima, ela tem muito, muito resultado, tá? E tem muitas críticas à medicação do th, para vocês terem uma ideia, tá? Hoje tem medicamentos, tem a ritalina, que tem novas versões da ritalina, tem uma Versão versões um pouquinho diferentes, metilenidato, tem umas outras substâncias ali. E agora tem o tal do vivance que tá
na moda, sabe, professor? É, é uma, é um variante ali, são variantes da da do metiofenidato, na verdade tem outras substâncias, mas tem uma ação farmacológica semelhante, tá? Na verdade, sim, eh são estimulantes, né? Por exemplo, ritalina, cocaína, né? Cafeína. Uhum. São estimulantes, né? Então o que acontece? Você, se você tomar um três café expresso, tu vai ficar muito atento, vai ficar nervoso para caramba também, né? Vai ficar muito ansioso, né? É muito parecido. Sim. Tá. Dá um estimulante, só arregala o olho ali, fica sistema simpático, ativo, a pessoa fica alerta, porque tem um predador
atrás dela, ela fica alerta. Então, nossa, ela tá prestando mais atenção Agora, né? Uhum. Uhum. Bom, aí tem muitas coisas para analisar. Deixa eu até perguntar ali, eh nós temos um algum colega psiquiatra na turma por enquanto? Eu só trabalhei em psiquiatria durante 3 anos. Ah, você trabalhou sobre? Eu só trabalhei na área, tive muito acesso assim a certas patologias. Então, viu? De fato, tem, mas tem, tem, claro, tem muitos psiquiatras do bem, né? Tem muita gente boa na psiquiatria, tá? Meu pai é psiquiatra e tem muitos psiquiatros. E Tem essa coisa hoje, dá para
dizer assim que tem dois grandes paradigmas. Tem o paradigma tradicional da farmacologia, né, que os caras são treinados naquele paradigma lá na universidade, saem fazendo aquilo que receberam, né? Os caras do laboratório, tu vai no congresso de psiquiatria, tão os é patrocinado pelos laboratórios e estão os caras do laboratório lá doutrinando as pessoas que aquilo é uma aquele medicamento é uma maravilha que Não sei quê e que ele vai ganhar ainda com aquilo, não sei quê. Então os cara que tem estudo tal, estudo tal, estudo tal, estudos desenhados para comprovar o que eles querem comprovar,
porque venderem muito de metodologia, o design da metodologia de pesquisa para ver se não tem pegadinha ali, né? Como eu tô falando, por exemplo, antidepressivos são ótimos se você analisar só o que acontece logo alguns meses depois, né? Mas se você analisar Depois, se você analisa, se essa se esse estudo se reproduz, se ele passa no teste de ser reproduzido por outras universidades, né? Se tu consegue fazer uma um dado realmente eh de meta, se ele for verdadeiro, né, que a pessoa fica mais vulnerável à depressão, né? depois de tomar antidepressivo, na minha opinião, deveria
ter assim, o médico deveria ter uma ética, tá, de dizer assim: "Olha, eu posso, se você quiser, você eu posso te Prescrever s depressivo, mas você vai ter que aceitar que você vai se tornar mais vulnerável à depressão pro resto da vida e você vai ter mais chance de recaída. Então eu posso te dar porque isso pode te ajudar agora, mas você vai ter que aceitar essa consequência e escolher. Isso é o princípio do consentimento informado, tá? Que é um princípio ético fundamental, que a pessoa a pessoa tá tomando um remédio, ela tem que saber
qual é a consequência Daquele remédio. Ela não é não é médica. O médico tem que informar para ela. Então, o princípio do consentimento informado, qualquer procedimento que tenha uma consequência ali pra pessoa, que a pessoa pode desconhecer, ela tem que ser informada daquela consequência para decidir se ela quer ou não aquilo ali, tá? Vamos ver. Já viu algum psiquiatra falar isso? Olha, para começar que o psiatra nem sabe disso, nem pensa nisso, nem nada. Ele só Prescreve porque ele foi doutrinado lá que tem estudos não que antidepressiva. É isso. Tem esse último aqui, tem aqui.
Tem uns estudos que mostram que os depressivos antigos funcionam melhor do que os do que os novos, inclusive. Eh, aqueles que eram triciclos lá. Depende lá. Aí tem várias pesquisas, né? Não vou dizer isso porque, né? Isso foi um um determinado autor lá que defendeu isso, né? mostrando os dados lá. Bom, enfim, mas de fato, eh como eh eh tu estavas Comentando, né, eh tem muita muita gente da psiquiatria biológica que reduz tudo ao funcionamento eh biológico e que, portanto, o que interessa é drogas que podem mexer nos neurotransmissores. Então, depressão, olha, um reducionismo isso,
depressão é falta de serotonina. Tá faltando serotonina lá, tem que dar um remédio porque tá faltando serotonina. O resto é uma conversinha, a psicoterapia é uma conversinha de apoio Lá, só para ajudar um pouquinho, mas o que tá faltando serotonino, tá? Isso é um reduccionismo. Então, gente, quando você interage socialmente com uma pessoa bem, vai aumentar a tua serotonina, entende? Quando você resolve conflitos psicológicos, vai aumentar tua serotonina, nosso cérebro tá e responde ao social, responde ao psicológico, é uma coisa só. É isso que eu na aula de hoje eu quero passar essa ideia para
vocês. É uma coisa só, né? Nós temos um Um um corpo que tem um cérebro interagindo com eh com outros organismos. Tem um corpo que tem um cérebro socialmente, né? Tem um ecossistema todo que funciona. Tudo isso que vai afetar a nossa química cerebral, né? Nossa química cerebral não é só influenciada por drogas, influenciada por alimentos, influenciada por exercício físico, porum, né? por suplementos, por interações sociais, entendees? Escovar Os dentes modifica os nossos neurotransmissores, né? Só que vai micar um pouquinho, não vai mticar muito. Eu digo isso como exemplo, que tudo vai afetar a nossa
neuroquímica, né? Nossa neuroquímica tá é um nível de análise, né? O nível da neuroquímia é um nível de análise do do que tá acontecendo lá no cérebro, mas o cérebro tá ali respondendo a todos os estímulos ambientais e tal. Então, nós estamos agindo num nível diferente de Intervenção, que é o nível ali da psicoterapia, né? Eh, eu tem um um texto que eu mandei para vocês ali que a palavra pode ser como um bisturi, ela pode agir como um fármaco no cérebro, a palavra, na psicoterapia, ela modifica o tecido neural, modifica a neuroquímica, tá? Uma
intervenção psicoterápica, tá? Então é muita ignorância essa turma da psiquiatria biológica, é muita ignorância esse desdém que eles têm pela nossa nosso Trabalho como psicoterapeutas, né? Eh, enfim, mas eh eh é um modelo que cientificamente tá muito derrubado, né? Hoje epigenética substituiu a visão do determinismo genético, né? a epigenética de que não é a genética, mas os gatilhos do ambiente é que vão ativar os genes. Gene não é nada, né? Gên não, se tu tem gênio para depressão, não determina que vai ter depressão, né? O que vai determinar vai ser se tu vai ter gatilhos
ambientais que vão ativar Aqueles genes, senão os genênes ficam dormindo ali silenciosos, entende? Isso é epigenética. Epigenética é a interação do ambiente com a genética. Então, o organismo é produto da epigenética, não é produto da genética, tá? Nós não temos nada genético, nós temos tudo é epigenético. Nosso comportamento, nosso organismo, nossa cirurgia é um produto da interação entre o gene e ambiente. Isso chama Desenvolvimento humano. Desenvolvimento produto da interação gen ambiente. Isso se chama epigenética, tá? É um conceito novo sobre isso, tá bom? Mas então, voltando que fizemos um percurso aqui, vamos voltar a compartilhar
a nossa apresentação aqui. Acho que não tava compartilhada de novo, que eu tô conseguindo ver vocês, né? Agora acertei o botãozinho aqui. Deixa eu ver só ver que horas são, porque a gente faz uma pausinha às 10, Tá? Ou 10:15. Até me passei aqui, tá, gente? Como eu me passei, então a gente aproveita e faz um breakzinho. Deixa eu até ligar aqui a câmera de novo. Ah, a gente faz um breakzinho, né, de 10 minutinhos, né, fazer um break de 10 minutinhos e depois voltamos. Então, normalmente a gente faz um break às 10 horas e
e de tarde às às 15 horas, tá? Então vamos tomar um aí, dar uma arejar as ideias e e aí a gente volta daqui a 10 minutinhos, tá? Então Já voltamos aí, tá? Até mais, gente. Vamos lá, gente. Então, em estudos duplos cego, a psicoterapia cognitiva é mais eficaz do que a medicação na melhora da depressão. Estudos adicionais sugerem que a terapia cognitiva produz resultados muito mais duradouros do que antidepressivos, tá? O Beck desenvolveu conceitos importantes sobre o tratamento de pacientes suicidas. Ele criou escalas para avaliar a depressão, a ansiedade, a ideiação Suicida, a intenção
suicida e a desesperança, tá? Então vocês encontram essas escalas. Eh, tem eh vocês podem utilizar a escala back de depressão, escala back de ansiedade, a escala back de ideia ação suicida, a escala back de desesperança. Inclusive a desesperança está é o que mais está correlacionada com a tendência a suicídio, por exemplo, tá? Então, o modelo cognitivo, ele foi aplicado desde então em uma enorme gama De transtornos mentais e problemas de comportamento, sendo considerado hoje a terapia de escolha para muitas patologias por apresentar uma extraordinária eficácia em metaestudos de resultado terapêutico, né? Eu coloquei aqui uma
fotinho do da terapia dos transtornos de personalidade, que é um livro clássico aqui do Aronbeck com colegas. eh, e que, por exemplo, se estendeu para praticamente todos os estudos hoje, todos os transtornos Mentais hoje tem eh protocolos de tratamento que são, eh, testados em relação à eficácia, tá? Então, os difíceis transtornos da personalidade, os transtornos psicóticos também, né? Então, eh, realmente se espalhou muito a a a gama de, eh, aplicações da terapia cognitiva. Então, o segundo bec, a terapia cognitiva está baseada em uma ideia extremamente simples, a noção de que as crenças que temos sobre
nós Mesmos, sobre o mundo e sobre o futuro, determinam o modo como nos sentimos, como nos comportamos e até sobre as nossas reações fisiológicas, né? Então, o que e como as pessoas pensam afeta profundamente o seu bem-estar emocional. Então, vamos lá. Frase do Buda, né? Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos fazemos o nosso mundo, né? Frase do epíteto. O que perturba o Ser humano não são os fatos, mas a interpretação que ele faz dos fatos. Então, qual é a nossa qual é a nossa o nosso trabalho,
né? É fazer uma relação entre a o que eu sinto, o que eu faço, o nosso comportamento, né, e o que eu penso, né? Existem várias sobreposições eh entre essas áreas, né? Então, os transtornos mentais, de acordo com a terapia cognitiva, apresentam um conteúdo de pensamento típico. Olha só, vê se não faz sentido para vocês isso Aqui, tá? Uma pessoa que tem transtorno de ansiedade generalizada, tag, né? Eh, ela tem, qual é o conteúdo mental típico de uma pessoa que tem ansiedade? Tá? Medo de risco físico ou psicológico. Qual é o conteúdo mental típico de
uma pessoa que tem transtornos alimentares? O medo descontrolado de não ser fisicamente atraente. Qual é o conteúdo mental típico de uma pessoa com hipocondria? Preocupar preocupação com o Distúrbio médico sério. E uma pessoa com dor crônica, uma sensação de dor insuportável e impotência para controlar. na depressão, visão negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. Faz sentido, não faz? Então, é a interpretação dos acontecimentos de vida que determina a forma como vamos reagir a eles. A ideia básica da terapia cognitiva é um trabalho conjunto entre terapeuta e Paciente, onde se exploram as crenças e
as suas implicações, examinando e modificando e só um minutinho, modificando as crenças disfuncionais. O modelo cognitivo. Então, as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados pela sua percepção dos eventos. Não é a situação por si só que determina o que as pessoas sentem, mas antes o modo como elas interpretam a situação. Então, as crenças centrais, elas se ramificam em crenças Intermediárias. E essas crenças intermediárias se ramificam em pensamentos automáticos, tá? As situações de vida ativam os pensamentos automáticos e esses vão desencadear as reações emocionais, comportamentais e fisiológicas. Então, qual é o modelo cognitivo segundo
a terapia cognitiva de Aron Beck? Tá? Veja, nós já vimos o modelo ABC do Hélice, tá? Posso dizer para vocês, é a mesma coisa, é só uma Linguagem diferente do que é a mesma coisa do que o modelo do Arumbeck, tá? Por quê? Porque eh, claro, tem uma linguagem um pouco diferente aqui, né? Então, aqui nós temos o A, A, B e C, tá? Ó, situação, o A, acontecimento ativador do do Hélice, situação de vida, ativa o quê? No caso do modelo do back, são pensamentos automáticos, tá? O que que vai acontecer? vai desencadear reações
do comportamento, da fisiologia, das emoções, tá? Da onde vem os pensamentos Automáticos? Vem lá das crenças centrais, que essas vão se ramificar em crenças intermediárias, tipo C. Então, né, as crianças centrais já vamos ver isso, crianças centrais já são afirmações mais globais, mais dogmáticas, né? são verdades, por assim dizer, né, que o paciente eh acredita serem eh aplicável aplicáveis a a si mesmo, né? Eh, verdades que não são verdadeiras, né? Na verdade, são verdades distorcidas, né? Então, as Crenças centrais são afirmações tipo: "Eu não tenho valor", né? Crenças intermediárias sempre tem uma estrutura tipo C,
então, né? Então, se eu não tenho valor, ou seja, se essa crença central é verdadeira, se eu não tenho valor, então que que acontece? Então, bom, eu tenho que me esforçar muito para agradar as pessoas. Então, eu tenho que eh eh evitar um relacionamento profundo, porque senão alguém vai me rejeitar, né? E assim por diante. Ou seja, cada crença central eh ela se desdobra em várias crenças intermediárias, tá? E e as crianças intermediárias se desdobram em vários tipos de pensamentos automáticos que são aquilo que tu vai pensar naquela situação, entende? Mas por causa dessas estruturas
cognitivas que a nossa história de vida vai fazendo nós armazenarmos na nossa memória, tá? Então, acho que fica claro Para vocês, esse é o modelo cognitivo de BEC, tá? E é bem semelhante, na verdade, ao modelo eh em essência, é a mesma coisa que o modelo do AONB, tá? Com a a com exceção de que ele introduz o conceito de crenças centrais e crenças intermediárias, tá? Então é um modelo tipo cebola que tem um no coração, digamos, do inconsciente da TCC. existe as crenças centrais, tá? no num aspecto um pouquinho mais periférico, Perdão, num aspecto
um pouquinho mais periférico, nós temos as crianças intermediárias e no aspecto externo, mais visível, né, mais consciente, visível, os pensamentos automáticos, eles vêm do nosso, digamos, do nosso inconsciente, mas eles se manifestam como pensamentos conscientes que nós percebemos, tá? Então eles vem do inconsciente, mas eles são emergem no nosso sistema consciente, tá? O que acontece? O Jeffrey Yo Angapia Do esquema, ele tornou um pouco mais profundo e mais complexa esse modelo cebola. Ele postulou, ele criou o conceito de esquemas iniciais desadaptativos, tá? Então isso aqui, ó, isso foi acrescentado pelo Jeffrey Young com a terapia
do esquema, não faz parte da TCC, da terapia cognitiva inicial do Beck, tá? Mas o que que acontece? O Jeffrey Young foi aluno do Beck, tá? Ele foi aluno de pós-doutorado do Aron Beck, tá? Então ele inclusive escreveu Capítulos de livro junto com Aon Beck, tá? num capítulo de livro específico, ele eles dizem, claro, que essa é uma formulação que já ficou para trás, mas eles dizem assim, ah, os dois juntos, né? Ah, a terapia cognitiva eh clássica é muito boa para eh tratar eh eh tratar as patologias, né? E para prevenir a recuperação eh
para transtorno de personalidade, a terapia do esquema é muito útil, né? Eh, eu entendi que foi uma espécie de acordo Que eles fizeram ali na hora de escrever, dizer: "Olha, tu fica com isso, eu fico com isso, né?" Eh, eh, porque hoje já não é mais assim, tá? A terapia do esquema, ela já tá sendo usada para tratar tudo, entende? Tu pode ser um terapeuta do esquema e tratar eh eh digamos, usar praticamente só o modelo de terapia do esquema para para tratar. Embora assim, o modelo da terapia do esquema, ele se baseia muito na
TCC eh clássica, na na ele ele usa Ferramentas da terapia cognitiva clássica e adiciona um monte de outras ferramentas. Então, eh é uma abordagem que veio depois da terapia cognitiva e que eh, digamos, se ergue nos ombros da terapia cognitiva, né? Não sei se se ficou claro, estamos tentando sintetizar, né? existe essa abordagem, né, agora da chamada terapia do esquema, que tornou a a própria teoria clássica mais sofisticada, porque hoje se reconhece isso, essa ideia se reconhece Até a própria Juditbeck e e, né, reconhece eh e usa elementos da terapia do esquema, né, é como
se eh eh da origem, né, eh da terapia cognitiva. Eh, eh, a terapia cognitiva veio de uma origem eh deu um filho, né, que foi a terapia do esquema, mas esse filho já tá influenciando o pai, digamos assim, né, mais ou menos para vocês entenderem. Então, hoje em dia a terapia do esquema já se estabeleceu, né, a maioria dos Terapeutas entende e usa esse conceito de esquemas iniciais desadaptativos que vocês vão ver nesta aula. No no final dessa aula, a gente vai juntar as coisas, vai ver eh na na parte da tarde, na verdade, a
gente vai ver os a terapia do esquema e juntar isso com o que a gente viu sobre as neurociências da terapia cognitiva, tá? Calma que a gente chega lá. Mas só para dar uma pincelada para vocês, o inconsciente da da terapia do esquema é esse aqui. É a coisa, a Parte mais profunda da nossa cognição são os esquemas iniciais desadaptativos. que o Jeff Frank eh sugeriu 18 tipos de esquemas iniciais desadaptativos, esquemas que são feitos muito cedo no desenvolvimento humano, antes da criança ter até a capacidade de de palavras, tá? Deixa eu ver. Eu vi
que a Juliana tá querendo falar. Juliana, deixa eu te ouvir. Bom dia, professor. Eh, eu queria saber se des adaptativo nesse Contexto eh seria sinônimo de disfuncional ou são conceitos diferentes. Hum, gente, eu acho que o meu som não tá deixa eu ativar. Tá saindo no computador aqui. Um instante. Tava bem baixinho mesmo. Juliana. Não, desculpem. Tá. Posso, posso repetir? Perfeito. Tá me ouvindo bem agora? Tô ouvindo perfeitamente. Tá bom. Eh, eu perguntei se desadaptativa nesse Contexto é sinônimo de disfuncional ou se são conceitos diferentes? sinônimo de disfuncional. Perfeito. Eh, desadaptativo ou disfuncional tem o
mesmo a mesmo significado que é conectado da realidade, né? É desadaptativa ou é disfuncional porque eh tá distorcido, é uma interpretação, tá baseado em uma interpretação distorcida da dos dados de realidade, tá? Então, Onde fica desalativo ou disfuncional? Perfeito. Bem importante esclarecer isso, tá bom? Então, vamos ver aqui o modelo cognitivo, segundo o Aronback. Não sei porque eu tô ouvindo vocês no som do computador, mas Ah, acho que eu tenho uma opção aqui, tá? Eh, microfone, etc. Que coisa dificuldades aqui. Eh, agora acho que eu vou ouvir vocês. Alguém fala alguma coisa só para mim
ver se tá Saindo aqui no fone. Olá. É, tá corrigido. Tinha um uma configuração que não sei porque mudou aqui sem fazer nada. Eh, então o modelo cognitivo, segundo o Aronbeck, no modelo cognitivo, as crenças centrais, também chamadas de nucleares, são ideias e percepções quanto a si mesmo, quanto ao mundo e quanto ao futuro, que nos transtornos mentais podem ser distorcidas e irracionais, sendo então chamadas de Crenças centrais disfuncionais, tá? Então veja, crença central, conceito super importante, tá? São ideias, são percepções muito arraigadas, muito raiz, tá? Eh, de percepções quanto a nós mesmos, percepções quanto
ao mundo e projeções do futuro, tá? que quando elas estão distorcidas, a gente chama de crenças centrais disfuncionais, tá? Porque claro que existem crenças centrais funcionais, tá? Eu acredito que Me chamo Marco, eu acredito que sou um psicólogo, eu acredito que sou um neurocientista, eu acredito que sou pai da Antonela Filoquinha. Eh, isso são crenças centrais funcionais, né? Então, nós temos um monte de crenças centrais funcionais que são verdadeiras, são baseadas nos fatos de realidade, tá? Em terapia a gente chama de crenças centrais disfuncionais, as crenças que estão distorcidas e que acabam Acarretando sofrimento psicológico
pra pessoa, né? Então, no modelo cognitivo, as crenças centrais disfuncionais são identificadas em afirmações, como, por exemplo, sou um fracassado, sou incapaz e são caracterizadas por serem absolutas, sendo percebidas pelo sujeito como verdades absolutas e imutáveis, tá? Olha, uma forma de descrever isso seria assim, é como se fosse uma segunda pele, tá? Eh, a gente desde Criancinha a gente bate tanto em cima dessa criança central, né, disfuncional, a gente vai, digamos assim, captando evidência que vem de distorções, mas que reforça, como tá distorcido, reforça aquela crença central, né, que a gente acredita profundamente naquela criança
central para pra gente, pra pessoa ali, pro nosso paciente, Não existe diferença entre a criança central funcional e disfuncional. Ele não diz assim: "Ah, eu tenho tal criança disfuncional". Ele Acredita naquilo. Ele acredita que aquele é verdadeiro. Ele diz assim: "Não, que eu sou um fracassado, ninguém gosta de mim". Tá? Se um paciente diz assim: "Ah, ninguém, eu nunca vou ficar com ninguém porque ninguém eh todo mundo enche o saco de mim, todo mundo me abandona, entende? Ela tem, na verdade, uma crença central assim, eu não tenho valor, né? Já no no na terapia do
esquema, a gente poderia pensar num esquema de abandono, por Exemplo, né? Eh eh no caso que ela falou ali que será abandonada, né? Então vocês vão ver mais tarde eu vou mostrar o que são os esquemas e a gente vai ver nessa aula mesmo alguns exemplos clínicos inclusive de esquema, tá? Mas por hora vamos tentar entender bem esse conceito de crença central, tá? Então no núcleo da psicopatologia, tá? as crenças centrais e disfuncionais, tá? Então, voltando ao modelo cognitivo, tá? Tem várias formas de Apresentar. Iria dizer para vocês com essa ilustração, eh, que o, eh,
o modelo cognitivo, ele não é assim eh ele não diz assim que a a nossa interpretação ela determina a fisiologia, determina o comportamento e a emoção eh numa via unidirecional, tá? Existe influenças recíprocas, tá? Na atualidade existem influenças recíprocas. Como assim? Vamos dar um Exemplo, tá? Tem um determinado evento aqui, tem uma determinada situação. Essa situação então é interpretada, tá? Tem uma variação cognitiva, uma interpretação da situação, tá? Essa interpretação vai desembocar em uma emoção, correto? Essa emoção vai afetar o comportamento, mas essa emoção também vai influenciar, vai voltar aqui, ó, setinha voltando também vai
influenciar a própria avaliação, a própria interpretação vai ser Influenciada pela emoção também, tá? Ah, o comportamento então vai ser influenciado e o comportamento também vai influenciar a emoção e a variação cognitiva, tá? e o comportamento e a emoção e vai influenciar o próprio evento, tá? O jeito que a gente se comporta e a nossa emoção naquele naquela situação vai influenciar aquela situação, o jeito de nós nos comportarmos. Então tudo afeta tudo, né? é um sistema onde tudo afeta tudo. A Partir da interpretação de uma situação, a gente desencadeia emoção, desencadeia comportamento, desencadeia fisiologia e elas
retroagem, se influenciam mutuamente, inclusive influenciam a situação e a própria interpretação, né? Então, vai havendo vários várias rodadas, várias, na verdade isso é dinâmico, né? muito dinâmico, vai havendo, não é estático, vai havendo uma uma uma sequência ali dinâmica de influências recíprocas, tá? Então isso Torna um modelo cognitivo muito mais eh realista ali, muito mais ajustado ao que realmente acontece, tá? Vamos dar um exemplo clínico, tá? A formulação do modelo cognitivo básico para um paciente com fobia social, tá? Então esse paciente tem fobia social. O que que é a fobia social? É ter medo de
gente, é ter ansiedade com pessoas, tá? Você olha nos olhos das pessoas, baixa o olhar, eh procura evitar as pessoas, evitar o olhar das pessoas, fica travado. É uma Super timidez, né? Como você sabe, é uma super timidez. Os 5% mais tímidos têm o que a gente chama de transtorno de ansiedade social. Eles têm realmente evitação de interação social e sofrem com isso, tá? Então, o evento aqui é preparando-se para ir para uma festa, tá? A avaliação cognitiva, a interpretação que o paciente faz, né? Eu não vou saber o que ele já pensa assim, né?
Convidaram para ir para uma festa e ele já pensa: "Eu não vou saber o que Dizer. Eu vou vou parecer um desajustado. Eu vou travar, vou querer ir embora imediatamente, vou ficar num cantinho ali, ninguém vai falar comigo, tá?" Aí ele fica ansioso, fica ansioso, fica tenso, tá? Essa tensão já tá fazendo ele pensar mais catastroficamente ainda. Quando ele vai ficando tenso, vai influenciando a a a interpretação, ele vai ficando mais tenso ainda, né? E mais catastrófico. E ele Vai no comportamento dele entrar num esquema, numa numa evitação, tá? Ele dá uma desculpa e evita
a festa, tá? Ah, evitei a festa. Pronto, né? Não vou nessa festa. Vou dar, vou dizer que eu tô que eu tô gripado aqui e não vou na festa. Opa. Tá. Então, a evitação, ela é uma ferramenta que os pacientes usam para evitar a ansiedade, tá? Mas que deixa a vida deles muito empobrecida, tá? Então, uma evitação Muito importante em terapia, né? Significa a gente tem aí que tá tem evitação. Isso o Jeffre An contribui com essa ideia que tem não só a evitação comportamental da gente evitar a situação, mas tem evitação emocional que é
a gente evitar de sentir aquela emoção associada a lembrar uma coisa ou a participar de alguma determinada situação, tá? Ou de imaginar o futuro também de uma determinada situação, né? a gente pode tentar evitar de sentir a Emoção associada com aquilo, né? Ficar frio, digamos assim, né? E é uma defesa, né? E também tem evitação, então tem evitação comportamental da gente evitar de a situação que nos deixa, por exemplo, ansioso ou triste, né? e tem evitação emocional de não sentir aquela emoção e tem evitação eh cognitiva de não pensar naquilo ali, de não ficar sem
pensar naquela situação ali, tá? Então esse é o modelo cognitivo onde há uma interação entre todos os pontos, tá? Então, o modelo cognitivo segundo a terapia cognitiva do Aronbeck, as crenças centrais disfuncionais são então avaliações globais e excessivamente generalizadas que permanecem cristalizadas e rígidas, apesar de serem imprecisas e são aceitas pelo sujeito sem qualquer questionamento, tá? Por quê? que desde pequenininho aquilo tá aquela interpretação é o que tá circulando ali tá sendo reforçada centenas, milhares de Vezes, né? Porque tem mecanismo de distorção ali que tá alimentando, né, aquela aquela visão, aquela percepção de si mesmo
e dos outros e da realidade, né? Uma visão distorcida, tá? Então, pro paciente, aquilo é uma segunda pele. Ele ele já se enxerga daquele jeito, enxerga o mundo daquele jeito, tá? A nossa missão é fazer- ele perceber que aquilo é uma construção que foi feita a partir da história de vida dele, de traumas, de experiências negativas, de Interação que que foram eh criando, né, uma eh uma visão muito distorcida a respeito de si mesmo e e do mundo e que desemboquem sofrimento para ele e para as outras pessoas que ele interage, né? Então vamos dar
exemplo. Isso aqui é bem Juditbeck, tá? Isso aqui da Juditbeck. Crença central. Ela divide a Juditbeck em crenças centrais de desamparo, de desamor e desvalor, tá? As desamparo, sou impotente, estou frágil, sou vulnerável, sou carente, sou Necessitado, né? Desamor, eu sou indesejável, ninguém me quer, sou incapaz de ser amado, sou imperfeito. Vou ser rejeitado, vou ser abandonado, tá? Já o conteúdo das crianças centrais de desvalor é sou incapaz, né? É assim, eu não tenho valor, né? Então aqui a criança central é assim, no desamparo é estou desamparado, né? O desamor é ninguém gosta de mim.
Desvalor eu não tenho valor nenhum. Então sou incapaz, Sou incompetente, sou inadequado, sou ineficiente, sou falho, sou enganador, né? Então as crianças centrais desamparam o tema principal incompetência, né? Eu sou desamparado, eu sou impotente para vocês reconhecerem melhor, né? Então, quando a pessoa eh passa essa visão aqui, o tema principal é incompetência, crianar dos desamparos. Sou desamparado, sou impotente, sou fora de controle, sou fraco, vulnerável, carente, inferior, um Fracasso, uma vítima, estou sem saída, sou ineficiente, sou incompetente, sou um fracasso, sou desrespeitado, sou defeituoso, não sou bom o suficiente, sou passivo de maus tratos. são
variantes, né, dessa ideia de incompetência, tá? Mas assim, ó, no fundo, ah, se tu for reduzir tudo a uma coisa só, tava pensando esses dias, é tudo falta de amor, tá? É tudo assim, o medo, na verdade, a gente precisa de amor, né? E o medo de não ser amado é Predominante. Então, a gente pode achar que não vai ser amado porque é incompetente, porque tá desamparado, né? Eh, eh, e aí não vai ser valorizado, não vai ser amado. A gente pode diretamente achar que não merece amor, que não vai ser amado, que nunca e
que não merece amor, né? Ou a gente pode achar que não tem valor e, portanto, não vai ser amado. Mas no fundo, no fundo, a gente quer ser amado, tá? Amor é coisa, eu digo de uma forma poética, amor é a é a Maior força do universo, é o amor, né? Eu não sou capaz de ser amado. Eu sou incapaz de ser querido. Eu sou indesejável. Eu não sou atraente. Ninguém me quer. Ninguém liga para mim. Eu sou ma. Eu não tenho valor. Eu não sou bom o suficiente. Eu tô a ponto de ser rejeitado.
Eu tô a ponto de ser abandonado. Tô a ponto de ficar sozinho. Eu sou diferente, eu sou diferente, sou imperfeito. E assim por diante. E as crenças de desvalor tem um um aspecto Moral, né? Eu não tenho valor, eu sou inaceitável, sou mal, sou louco, sou derrotado, sou cruel, sou perigoso, sou maligno, não mereço viver, sou um lixo. Apenas variantes dessa dessas crenças, tá? Vou dizer para vocês, a os esquemas iniciais desadaptivos do JF são mais bem mais detalhados, tá? Bem mais detalhados. tu tem 18 tipos de esquemas que tu fica com foco assim muito
detalhado. Então eu me parece um modelo mais sofisticado e mais preciso Do que o modelo clássico aqui da da Judit, tá? Eh, que quem desenvolveu bem, isso aqui foi a Judit, não o Aronbeck, tá claro? A em cima da ideia do Aronbeck, né? Aronbeck falou sobre tudo isso, tá? As crenças intermediárias, tá? Como eu disse para vocês, elas são ã desdobramentos das crenças centrais, tá? Então, as crenças centrais disfuncionais dão origem a uma gama de crenças intermediárias ou condicionais, Pressupostos também arregados aí, só que são mais flexíveis, mais modificáveis do que as crenças centrais. Então,
essas crianças têm a estrutura condicional, tipo C. Então, como por exemplo, na criança, se eu enfrentar um problema difícil, eu não conseguirei resolvê-lo sem ajuda. São crenças, são pressupostos, são regras e atitudes que se ramificam como desdobramentos das crenças centrais, tá? Vamos dar exemplo, gente. Eu eu coloquei Bastante exemplo, tá? Exemplo clínico. Quando a gente fala dos pacientes, fica bem mais fácil para vocês entenderem, relacionarem as coisas, tá? Então, tem bastante exemplo clínico pra gente ver, tá? Exemplo, a paciente Débora estruturou uma autoimagem como sendo incapaz de ser amada, tá? Débora vai processar a experiência
de uma rejeição amorosa. Então, lá na infância ela construiu essa essa imagem de que ela não é digna de amor, tá? Crença central, Né? Então, não sou digno de amor, não mereço amor. Débora vai processar a experiência de uma rejeição amorosa mais tarde na vida, quando adulta, né? ela tem uma rejeição amorosa, ela vai processar isso como uma evidência da veracidade das suas crenças. Ou seja, ela vai dizer isso, prova que eu tô certa, né? Reconfirma a cada experiência negativa a crença dela, de tal forma que parece certa e real a crença sobre si mesma
num Processo que cria um circuito de retroalimentação, ampliando a ideia que ela indigna de amor. Entende? Em outras palavras, gente, eu quero ver se vocês estão entendendo isso. Os pacientes desde pequenininho, quando eles vão construindo essas crianças centrais, eles vão tendo um viés, um viés, uma distorção típica ali na forma de interpretar as experiências de vida que vai reforçando aquela crença. Não porque aquela crença verdadeira, mas porque Elas estão colhendo dados distorcidos da realidade que vão para eles, né, reforçar aquele jeito de pensar, tá? Então o nosso papel é virar a mesa aqui, entende? é
começar a mostrar que essas evidências tão distorcidas e que ele vai buscar evidências, outras evidências, né, de que eh ele não é como eh que ele não se identifica, na verdade, que aquela crença central não Descreve realmente quem ele é, tá? Então, o comportamento da Débora é negativamente entranciado por esse conjunto de crenças. Então, faz ela agir de modo a confirmar a sua, olha só o conceito aqui da da terapia cognitiva, conceito de profecia catastrófica é a previsão sem fundamento de que algo catastrófico vai acontecer, o que gera continuamente aquilo que é percebido como evidência
confirmatória dos esquemas, tá? Então os esquemas vão Ter alimento, né, para se manter, né, porque eles vão eh eh tá distorcendo as coisas e e com isso se confirmando o tempo todo, tá? Então, quando a Débora se considera indigna de amor, ela vai agir de forma tímida, ela não vai olhar nos olhos, ela vai falar baixo numa situação social, então esse comportamento vai aumentar a chance dela ser rejeitada mesmo, tá? Ela pode realmente ficar de canto numa festa. As rejeições que ocorrem vão confirmar os Esquemas de Débora em um círculo vicioso, auto perpetuador, pois ela
pensa, ninguém se interessa por mim. E outros pensamentos automáticos relacionados a não merecer amor também vem cabeça dela, tá? Então, gente, crianças intermediárias podem ser suposições, regras ou atitudes, tá? suposições. Se eu falhar, ninguém vai gostar de mim. Então, regra, devo estudar incessantemente ou devo ser sempre Perfeito, né? Atitude, estudo demais, tá? Ou então tô sempre buscando o perfeito e não o suficientemente bom, né? A gente tem um conceito para combater esse grande problema do perfeccionismo. A gente tem um conceito, esse conceito vem muito da psicologia positiva, conceito do suficientemente bom. A gente deve mirar
no suficientemente bom, não do perfeito, porque o perfeito, a perfeccionismo é uma tragédia, eh, uma tragédia para pra Humanidade, né? Eh, realmente a gente sofre muito pelo perfeccionismo, né? E o ideal é a gente não ser perfeccionista, mas sim buscar o suficientemente bom, tá? Então, pensamentos automáticos, pensamentos automáticos, eles são os pensamentos que intermediam os acontecimentos externos e as reações emocionais, comportamentais e fisiológicas do indivíduo. E frequentemente passam despercebidos, a frase do Beck, né? frequentemente passam Despercebidos porque são parte de um padrão repetitivo de raciocínio e ocorrem tão seguidamente quanto rapidamente. Então, os pensamentos automáticos
são pensamentos ou imagens que surgem automaticamente de repente, eles são com frequência bastante rápidos e breves, não decorrem de deliberação ou raciocínio, tá? Eu vou dizer para vocês, não decorrem de deliberação ou raciocínio Conscientes, tá? Mas claro que ocorrem em função de processamento inconsciente, né? Então veja, é muito importante isso que eu vou dizer agora. Prestem atenção, né? Os pensamentos automáticos frequentemente são imagens, tá? E são não só imagens estáticas, são imagens dinâmicas, ou seja, são como um filmezinho que se projeta, né, eh, eh, na nossa mente. É como se passasse um filmezinho na nossa
cabeça, tá? E isso pode ser Muito rápido, tipo 1 segundo, tá? Eh, menos de 1 segundo, tá? é um flash, é um filmezinho que passa breve, tá? E que aquele filmezinho, aquela imagem dinâmica, vai fazer uma espécie de previsão de futuro ali, tá? E que é baseada nas nossas crenças centrais ou baseadas nos nossos esquemas, dependendo da da, né, se é terapia do esquema ou terapia cognitiva, tá? Então são com frequência bastante rápidos e breves, não vem do raciocínio consciente, vem do Inconsciente. Então quando a gente identifica, quando a gente avalia e responde a pensamentos
automáticos, eh responde de uma forma mais adaptativa, usualmente isso produz uma mudança positiva no afeto, tá? Então a pergunta chave do terapeuta cognitivo é: o que tá passando pela sua mente nesse momento? Tá? A gente tá sempre perguntando isso pro paciente, porque a gente quer saber que tipo de pensamento automático o Paciente tá tendo, né? Ou o que passava eh na sua, pera aí, deixa eu voltar aqui. O que passa estava passando na sua cabeça naquele momento onde você está você está relatando aqui, tá? Es pera aí um pouquinho. Slide Paul. Tão vendo a apresentação,
né? Tá. Eh, então os pensamentos automáticos eles coexistem com os manifestos, tá? Eles ocorrem espontaneamente, tá? Eles são Aceitos como verdadeiros, eles passam despercebidos, tá? Então, associados emoções específicas, em geral negativas. Pode ser um pensamento verbal ou imagens, tá? A maioria das vezes são imagens, porque a pessoa vai lá e pergunta e acha que o pensamento é como se fosse verbal, assim, né? Ele não, vocês não vão achar muito pensamento automático procurando um pensamento verbal claro na cabeça do paciente, né? Eu eu vou mostrar como é que a gente Pode eh identificar pensamentos automáticos. Já
já falo sobre isso. Podem ser identificados, avaliados e corrigidos, tá? Então, registro de pensamentos dysfuncionais, tá? Registro R de pensamentos P dysfuncionais de RPD, tá? A sigla que é usada dentro do da galera TCC é RPD, tá? Registro de pensamentos funcionais. Então, os pensamentos automáticos são, em geral eh eh eles não estão em foco Consciente. E na terapia cognitiva, o paciente é treinado para reconhecer e estimulado a registrar os seus pensamentos automáticos disfuncionais mais relevantes, tá? O back dizia assim: note, anda note, notar e anotar, tá? Então eu acho sábia as palavras do do professor
Beck, né? Eh, a gente tem que treinar nossa cabeça para notar as coisas e anotar, registrar as coisas. Registros são muito importantes, tá? Então, o paciente é Ensinado a usar o registro de pensamentos disfuncionais, o RPD, para anotar a situação, os pensamentos automáticos que ele teve naquela situação e as suas reações de comportamento, as suas reações fisiológicas, suas reações emocionais. A estratégia é formular modos alternativos de interpretar a situação, modos mais realistas e modos mais racionais e explorar as possíveis mudanças positivas nas reações, tanto comportamentais, Tanto emocionais, como tanto fisiológicas também, tá? Então, o registro
dos pensamentos diários, pensamentos funcionais, tá? ensina o paciente a autorregistrar suas cognições com eh normalmente tem alguns elementos nesses RPDs, tem vários modelos, vou mostrar aqui alguns modelos, tá? Nos livros da Juditbeck ou nos livros de terapia conta, geralmente tem no apenice do livro uma série de ferramentas que a gente pode utilizar, Tá? Como esses inventários de registro de pensamentos disfuncionais. Então, eh, geralmente os elementos são situação, o texto exato e as emoções, né? Eh, então, ajuda o paciente a conscientizar-se do seu fluxo de pensamentos, identifica situações que disparam os pensamentos automáticos negativos, os laços
entre a cognição e emoção e momentos do dia particularmente problemáticos, tá? Então, eh, é bem interessante essa Técnica do RPD. Que que é, que que é isso? a gente pede pro, a gente dá um modelo do RPD, do registro de pensamento funcional pro paciente, pede que ele faça, preencha esse registro, né, que ele coloque ali, escolha uma situação, né, e, eh, para colocar dentro desse modelo a a situação. Então, veja só a as os elementos, né, a situação, né, eh eu vou colocar já com exemplo aqui de paciente, tá? Então, a situação, onde eu estava,
o que Que aconteceu, tá? Eu tava no meu quarto, levantei da cama, percebi que fiquei tonta, uma paciente de sexo feminino, pensamento automático. O que passou pela minha cabeça naquele momento? Ah, vou morrer agora. 90% de chance disso acontecer. Naquele momento eu pensava que tinha 90% de chance de acontecer, tá? Emoção. O que que eu senti? medo e ansiedade, 100%. Comportamento, que que eu fiz? Comecei a chorar e chamar o meu esposo. Pensamento alternativo, ou seja, qual o pensamento mais realista que eu poderia ter nessa situação? Tá? Pensamento mais realista seria: "O que estou sentindo
é tontura, pois levantei da cama rapidamente, eu não vou morrer agora". Tá? Então, é um exemplo do registro do pensamento automático. Tem esse outro modelo aqui, né? Eh, a, nesse caso aqui é um modelo um Pouquinho diferente, né? Tem a situação, tem o pensamento automático que foi desencadeado, tem a emoção que foi desencadeada e o comportamento, tá? Esse é o modelo, outro modelo mais com mais elementos. Nesse modelo, nós temos aqui a situação, o pensamento automático, a emoção que ele que ele gerou, o comportamento, o resultado de estudo, o pensamento alternativo que poderia ser adotado,
ou seja, uma outra Interpretação daquela situação, a emoção que esse que essa nova interpretação ocasiona e o comportamento, o resultado alternativo que poderia ter sido desencadeado, né, mas que teve uma eh distorção da interpretação, né? Eh, lá no começo, tá? Então, a identificação dos pensamentos automáticos na terapia cognitiva, o terapeuta e o paciente trabalham em equipe, de forma colaborativa, para descobrir os Pensamentos específicos que precedem as emoções, tal como ansiedade, raiva ou tristeza, né? Então, os eh no começo do trabalho eh de terapia cognitiva, é bem interessante eh pesquisar os pensamentos automáticos, né, para eh
descobrir o que que vem antes das emoções negativas que o paciente sente, tá? Os pensamentos automáticos podem ser revelados com o questionamento do terapeuta sobre que Pensamentos ou imagens percorreram a mente do paciente em resposta a acontecimentos particulares, tá? Terapeuta pode também pedir que o paciente relaxe, feche os olhos e evoque a situação geradora de respostas emocionais desagradáveis, o que facilita a identificação dos pensamentos automáticos disfuncionais, tá? Então, gente, como é que a gente identifica os pensamentos automáticos? Aqui tem dois Caminhos, por exemplo, tem mais, tá? Mas dois caminhos, tá? Então, um caminho, pedir que
o paciente relaxe, fecha os olhos e vamos lá. Você tá lá naquela situação, tá? Então, se transporte para lá. O que que você tá vendo, o que que você tá escutando, né? Eh, OK. depois que a pessoa mergulhou naquela situação, eh, bom, o que que tu tá pensando aí nessa situação? O que que tu tá sentindo, né? Então, aí tu vai Identificar os pensamentos automáticos disfuncionais, tá? A dramatização role playay pode ser utilizada quando a situação envolve acontecimentos interpessoais. O terapeuta faz o papel da outra pessoa envolvida enquanto o paciente representa a si mesmo na
interação vivenciada. o que vai despertar os pensamentos automáticos quando existe um suficiente engajamento do paciente na dramatização, tá? Então, eh, dramatização ou role playay é isso. O terapeuta faz o papel, eh, vamos imaginar uma situação, o paciente tá se queixando assim, olha, eu tenho que falar com o meu chefe, eu tenho que pedir um aumento e tal. Bom, terapeuta diz, eu sou o teu chefe, você é você mesmo, tá? Então, como é que é o nome do teu chefe? Ah, é Márcio. Bom, então sou Márcio e você é o usa o seu nome aqui. Então,
faz uma representação daquela interação, tá? O paciente vai treinar eh eh eh vai Eh simular aquela aquela situação, a interação que houve naquela situação, né? E no calor dessa representação, você tem evoca melhores pensamentos automáticos, né? Então você transporta, digamos assim, a pessoa para aquela situação, eh, imersivo ali com interação, né? E eh isso tem aumenta a chance de evocar os pensamentos automáticos, né? Bom, esquemas mentais, tá? Eh, como a gente viu, os esquemas mentais, é claro que o Beck utilizou o conceito de esquema mental, né? Mas quem utilizou, aprofundou nisso, usou mais ainda foi
o Jeffre An com a terapia do esquema, né? Na terapia do esquema, o ponto central dela é esquemas, né? Então o esquema mental é um conceito muito importante, né? Para BEC, um esquema se refere a uma rede estruturada e interrelacionada de crenças, tá? Então, que que é esquema? Que que é esquema? É uma rede de Crenças. Essas crianças estão completamente? Não, elas estão encadeadas, estão interconectadas, tá? Então, voltando, esquema é uma rede de crenças interconectada que pode ser ativada ou desativada conforme a presença ou ausência de experiências estressantes. Em outras palavras, a ideia aqui é
que se tem uma experiência estressante, ela pode ativar aquela aquele esquema, tá? Eh, se não tem uma experiência estressante, ã, pode estar aquela crença pode estar eh, desativada, tá? Então, segundo SIG, um esquema pode ser definido como um conjunto de elementos organizados de reações e experiências passadas que formam um corpo de conhecimento relativamente coeso e persistente, capaz de guiar a percepção e avaliação subsequente, tá? Então, gente, esquema mental, eu peço atenção porque é um dos Conceitos mais complexos da terapia cognitiva, tá? Então, uma outra definição, um esquema, é uma estrutura cognitiva que processa informação e
que filtra, codifica e avalia os estímulos aos quais o organismo é submetido. Com base na matriz de esquemas, o indivíduo consegue orientar-se em relação ao tempo e espaço e categorizar e interpretar experiências de maneira significativa, tá? Então, eh, veja, um esquema é um filtro cognitivo, tá? Que faz com que a informação seja [Música] eh chegue a, digamos, que ela seja interpretada de uma determinada maneira, tá? Então, veja, os esquemas podem explicar o fenômeno que os psicanalistas identificaram, o fenômeno da repetição, né? Ah, os psicanalistas identificaram muito bem esse fenômeno de que a pessoa Repete. Eh,
eh, quanto mais psicopatologia, mais ela repete, se torna repetitiva, né? Se torna muito automatizado o comportamento da da pessoa, né? Então, os esquemas podem explicar o fenômeno da repetição que os psicanalistas identificaram clinicamente. As imagens, sonhos e associações livres apresentam temas inativos ou que podem ser ativados como resultado de mudança no ambiente. Os esquemas contaminam a Arquitetura mental do sujeito e governam sua forma de interpretar o sujeito. Os esquemas contaminam a arquitetura mental do sujeito e governam sua forma de interpretar os acontecimentos, resultando em uma percepção distorcida e tendenciosa. Tá, professor? diga eh esse esquema
mental, conforme você foi falando até da questão da da psicanálise, né, o processo de repetição, ele estaria eh também relacionada à crença central, por Exemplo, crença de desamor, né? E aí o indivíduo ele vai fazendo escolhas que vão reforçar, né, essa crença de amor. Pode também exatamente estar eh associado uma coisa com a outra, porque vai repetindo o padrão, né? É repetição de padrão, né? Sim, sim, sim. Na verdade, eu eu vai se reforçando mutuamente, né? Então, eh, tu tu tem uma uma visão a teu respeito, né? E aí tu começa a agir de uma
forma que produz aquele efeito esperado. Sim. Entende? Inclusive tem um termo eh o termo eh, quando esses casos são bem eh salientes, né? Quando a pessoa tá produzindo aquele efeito que ela inclusive não quer aquele efeito, a gente chama isso de profecia catastrófica, né? Uhum. Eh, eh, porque de fato, eh, a pessoa tem uma profecia a seu respeito. Diz: "Ah, eu vou eu vou acabar sozinho, ninguém gosta de mim", né? Aí ela age de um jeito que eh afasta as pessoas, né? Pessoas que em relacionamento, eu tenho uma paciente Que tem uma visão muito distorcida
sobre ela mesmo, eh, em relação a relacionamentos. Ela tem essa essa ideia de que ela vai ser sempre abandonada, que quando conhece a verdade de fato quando conhecerem ela de verdade, ela vai ser abandonada, né? Então é terrível isso, terrível porque a pessoa fica presa numa espécie de realidade virtual ali, entende? Que vai se reforçando, entende? A realidade virtual acho que ajuda a entender um pouco, né? Ó, o Wilson levantou a mão. Wilson, deixa eu te ouvir. Diga lá, professor. Eh, bom dia. Eh, você falou a respeito, né, primeiro dessa questão da retroalimentação e dessas
crenças, né, pensamentos automáticos, todo essa parte disfuncional que a gente tem. Quando a gente tem essa dificuldade na da modificação desses parâmetros, né, das dos pensamentos, das crenças, é correto a gente falar que tem existe uma rigidez cognitiva, certo? Uhum. Sim. Né? E Assim, eh, para mim o esquema sempre foi uma coisa que ficou muito, né? não ficou muito clara, só para eu entender aqui, para afirmar realmente isso. Então, seria um esquema, ele seria eh um uma parte, uma outra categoria do dentro do modelo cognitivo. A gente tem, por exemplo, assim, os pensamentos, as crenças
intermediárias, as crenças centrais e o esquema ele é formado como uma relação de tudo isso. Então, vamos supor, você iria fazendo toda essa Modificação, essa remodelação nos níveis mais baixos, até que você conseguisse fazer a sua, a nossa intenção, na verdade, é trazer uma modelação, uma nova modulação do do cliente, do paciente nesses esquemas. É esse o o intuito mesmo, né? Brilhante, Vilson. Eh, exatamente. Acho que tu falou muito bem, na verdade, assim, só porque é um conceito extremamente difícil, né, da gente Entender. Então, natural essa. Por isso que eu reforço bastante, eu procuro bater
bastante em cima desse desse conceito, porque é importante realmente que vocês entendam esse esquema, esse conceito de esquema, né? Então, eh, o que que acontece? Eh, tu a identificou corretamente que se olhar ali os esquemas na visão, vamos para esclarecer isso, na na a terminologia inicial da terapia cognitiva, ela realmente no modelo Cognitivo ela usou essas expressões, crenças centrais, crenças intermediárias, pensamentos automáticos, né? Não fala em esquema na formulação inicial, tá? Mas o próprio Beck fala muito em esquema e eh embora não esteja ali eh não é tão claro, né, ali na terapia contal, mas
o que compõe as crianças centrais são esquemas, né? Eh, são conjuntos eh de esquemas, é uma visão esquemática que se consagra numa crença Central, tá? Então, eh, já com a o advento da terapia do esquema do do Jeffre Hang, conceito de esquema, ele ganhou mais importância ainda, né? Aí tá visto como a origem das próprias crianças centrais, bem claramente ali, tá? Que as crianças centrais seriam uma camada um, digamos que adicionada mais tarde na vida, no desenvolvimento da criança. Quer dizer, porque os esquemas eles são pré-verbais. a gente forma esses esquemas antes da própria Linguagem
se estabelecer, tá? É porque a gente vai ver isso mais à frente ali, a o esquema dentro da definição da terapia do esquema, tá? Que eu tô falando agora, tá? mas que hoje já tá aceito até na própria terapia cognitiva, que o esquema é uma estrutura mental, né, que é eh digamos a eh das primeiras estruturas mentais que são construídas no desenvolvimento de uma criança, né, na interação com os cuidadores, na interação com os pais, né, tu já começa A construir esquemas, eh, primeiro protoesquemas, né, talvez aí me aprofundando um pouco, né, existe até teoria
do apego do John Bobby, tá, Vilson, que eh não sei se já ouviram falar, mas que é muito interessante, né? Eh, eh, eh, o John Bob foi um isso às vezes a pessoa estuda na universidade, né? A, às vezes não, né? A questão do John Bobby, a teoria do apego, que é muito legal, muito legal Mesmo, é muito baila no meu entendimento. O John Bobby era, alguns dizem assim, ah, o psicanalista John Bob e que ele passou pela psicanálise, mas depois viu que não tinha não tinha muito fundamentar ali, ele passou para eh passou para
outros modelos. Então ele teve uma passagem lá pela psicanálise, enfim, mas depois ele não é um psicanalista, né? Ele tem as ideias próprias dele, tá? Eh, mas a teoria do John Bobb é a seguinte, de que eh existe Um protoesquema, ou seja, um esquema muito primitivo inicial, tá? Que é a estrutura do apego. Quem tá falando proto esquema sou eu, tá? eh a minha minha definição ali e é o link que eu faço entre a a teoria do apego do John Bobb e a terapia do esquema. Mas assim, o Jeff Friends se baseou na terapia
do na teoria do apego do John Bolb explicitamente, tá? Ele diz isso e e de fato a gente nota isso, que ele se baseou na teoria do apego, tá? Então, Eh, digamos o um os primeiros esquemas que a gente forma eh eh são é chamado modelo de apego, tá? Então, seria um próo esquema, um esquema ainda muito rudimentar, a gente nem chama de esquema ainda, chama de modelo de apego, que pode ser o apego seguro, inseguro ou ambivalente, né? seja com o primeiro cuidador, né, a mãe, né, ou se algum outro cuidador que não é
a mãe, se é criança adotada, né, a mãe ou mãe Adotiva, eh a pessoa que está cuidando lá no início, geralmente a mãe, né, eh ela forma, a criança forma uma relação com a mãe, tá? Que uma relação de apego, tá? Esse apego pode ser seguro quando tudo dá certo. Quando a mãe é consistente eh no seu amor e carinho em relação à criança, a criança fica segura. Ela diz: "Ah, me amam, né? Eu sei porque eu sou amado aqui pela minha mãe. Eu sinto o amor da minha mãe, tá? Ela é estável e me
dá sinais de amor. Então, a criança fica mais tranquila, né? Mais segura, tá? É um apego seguro, tá? Mas muitas vezes as coisas não dão certo. Existem inconsistências, né? Eh, eh, eh, no tratamento que se dá para criança. Então, uma hora a mãe é apoiadora, outra hora não é, uma hora bate, outra hora eh tá tá é negligente, uma hora tá ausente, uma hora tá, né? Então, problemas de comportamento da eh da mãe eh podem se eh manifestar, né, num apego inseguro, né, ou ambivalente. O inseguro é quando, eh, eh, a criança sente que não
tem aquele aquele amor, né, não é amada, tem negligência, maus tratos, eh coisas assim. Eh, tem aqueles que alternam, né, aqueles cuidadores que alternam assim, uma hora tão tão amando e protetores e outra hora tão batendo ou tão ou tão indiferentes ou dão preferência para um irmão, alguma coisa assim. Então, e essa isso é bem no comecinho da vida, é Quando é bebê, tá? Então, terapego é genial, gente, é genial. E a gente entende um monte de coisa do comportamento a partir disso, a partir disso, tu pode ter tem eh formas de tu ver qual
é o teu estilo de apego, né? E e é uma coisa super raiz, digamos assim. Se a gente for colocar aquele modelo cebola, teria um um lá no núcleo da cebola teria o estilo de apego, tá? Ser se ser seguro inseguro ambivalente. Depois a formação dos esquemas. né? Depois vem a formação das crenças centrais e depois das crianças intermediárias. E aí a pessoa vai tendo os pensamentos automáticos à medida que as situações vão ocorrendo. Não sei se eu consegui explicar, tá? Ah, o eu acho que o Vilson tinha erguido a mão de novo. V se
eu quiser comentar e depois eu tava me enrolando aqui com a o sinal para baixar a mão. Já explicou bem. Obrigado. Ah, já deu, viu? Tá. Que bom. Que bom que porque é difícil um negócio De é um esquema, é um conjun é um conceito muito eh complexo. Ah, Sueli, professor. Eh, ah, tem duas. Ah, é, tem duas. A Suel e a Sueli. Suelen e a Sueli. Tá, então a Suelen primeiro ali. Deixa eu dar. Vamos lá, Suele. Vamos lá. Desculpa, imagina. Então, pro eh, você falou que esse sistema do apego, ele é formado conforme
a interação do bebê com a mãe, né? Uhum. Mas daí me pintou uma dúvida que eu lembro que a gente estudou esse o experimento dos bebês, né, que eles fazem de tirar mãe. Então, eh, só para contextualizar, deixa eu te interromper, mas só para contextualizar para quem não conhece, tá? Experimento do bebê é da Mary Antsws, que foi uma seguidora do Bob, que ela criou um teste ali para o bebê, né? Então, a situação toda de teste, que é, até não sei dizer com detalhes, mas eh a colocam a mãe e eh Com o bebê,
daí daí a mãe sai numa sala todo filmado com espelho, aí tem um protocolo assim, daí a mãe sai e o bebê fica sozinho. Daí você observa o que que o bebê faz, né, para justamente ativar aquela questão dele sem a mãe ali, o que que ele faz, depois a mãe entra de novo, como é que ele interage com a mãe, daí a mãe sai de novo. tem várias eh etapas ali. Então se anota as reações do bebê de acordo com as categorias ali, tu de acordo com o registro, tu vai ser mais Objetiva, como
se fosse um teste, tu vai chegar à conclusão o apego é seguro, inseguro, omivalente, de acordo com as reações da criança. Tá, mas pode continuar, por favor, que explicar. Isso mesmo. Esse esse estudo mostra é realmente isso, né? Que cada bebê já tem esse sistema de apego diferente, né? Cada um já reage de uma forma diferente. Mas então esse sistema ele já nasce, então não é? são as, é epigenético, são as Interações, então com a mãe, mas ele já tem, vamos supor, essa predisposição genética que já tende ele a nos mãe sai perto de mim,
então eu choro. Ou outra criança que não é tão sensível já não fica mais tranquila. E daí, claro, isso vai visão é uma visão muito interessante e na minha opinião correta, tá? tá falando muito correta em relação à epigênese, em relação porque a gente tem influenças Genéticas, de fato, a gente tem chama-se temperamento. Temperamento é a parte genética da personalidade. Mas hoje a gente sabe que ela, né, que como eu te disse, como eu disse para vocês, né, tudo é epigenético, ou seja, essa, mas digamos a criança nasce, ela temperamento puro, tá? Eh, mas assim,
ó, já dentro do útero já começa a aviação do ambiente, tá? Dentro do útero, intrauterino já vai modificando, já vai acionando algum, já Vai conforme conforme a mãe foi Uhum. configura. É assim, muito interessante. Tem, é interessante. Tem estudos, principalmente Renê Bon na França, tem estudos sobre as as crianças que influências dentro do útero, toca uma música lá pra criança, depois a criança reconhece, o bebê reconhece aquela música, depois reage o cérebro dela, né? Criança não fala, mas ela mostra um padrão de de onda lá, de tem várias técnicas de laboratório para mostrar que As
experiências dentro do útero elas nos moldam também. é um tipo de ambiente, é um ambiente intrauterino, né? Mas aí tem, claro, é um ambiente muito limitado ali, mas que já tem influenças acontecendo ali, tem influências tanto fisiológicas de coisas, né, e os alimentos da mãe, coisa que a praticamente tudo que tá, a mãe tá vivenciando ali, a criança tá tá interligada, é claro, também vivenciando também as emoções da mãe, por exemplo, Batimento cardíaco, ela tá escutando, tá, né, sentindo, enfim, essas coisas todas, as emoções da mãe, sem dúvida, a criança tá tá imersa naquele meio
ali das emoções. Então é isso mesmo. Mas eu concordaria com a sua visão. Eu não sei dizer, tá, se o Bob na teoria original dele, ele falou sobre isso, eu previu, previu isso. não tem um conhecimento da teoria do bobe a esse ponto para dizer sobre as influências genéticas, mas para mim faz todo o sentido que o Temperamento da criança, ou seja, a parte mais genética, ele mais herdada, né, ela ela já vem no começo, se a criança é mais sensível, ela vai agir de uma forma mais sensível ali, vai ser mais sensibilizada pelas experiências,
se ela é mais resiliente ou não. a gente sabe que existem essas diferenças de temperamento, né? Então, na esquema é muito claro isso. O o Jeffre Hank foi beber, ele foi buscar a a teoria do desenvolvimento. Eh, eh uma teoria de um De um que eu vou mostrar para vocês eh aqui uma pincelada quando falar do Jeffreang, né, que ele foi buscar uma teoria sobre o desenvolvimento do temperamento ali, o temperamento, quais são as dimensões eh do temperamento, né? E ele ele é explícito ali que é em cima dessas desse temperamento que as experiências vão
vão batendo, né? Então gente é muito complexo, né? Vamos supor daí tá um bebê que tem um temperamento mais extrovertido, que vai sorrir mais, Ele automaticamente vai ser mais amado também. Exatamente. Deu um ótimo exemplo. Exatamente, né? Uma criança que é mais tímida, fim ou vamos supor, uma criança com tendência lá para ser menos depressão emocional assim, né? Aham. É uma criança que é mais hiperativa ou coisa já vai eh, por exemplo, ela pode ser mais impulsiva, por exemplo, né? E aí já desencadear mais punições ou mais reprimendas dos pais ou mais toda uma interação
mais negativa ali já desde o Começo, né? Eh, a gente sabe que os estudos, por exemplo, que eh crianças que têm TDH tem um aspecto eh genético no TDH, né, neurológico e genético, que já de bebê já se manifesta, porque crianças choram mais ou se movem mais no lá naquela caminha do do bebê, quando nasce elas já estão com mais e já estão hiperativas de certa maneira ali, já se mexendo mais que as crianças que não têm aquela tendência, né? tem uns estudos, o Russel Barkler, que é especialista em DDH, um dos maiores especialistas do
planeta. Aí ele ele cita nos livros dele esses estudos aí sobre a a base eh genética do TDH, por exemplo, né? Então, é claro. OK, muito obrigada. Exatamente. Com a tua base, tu vai desencadear um tipo de vai direcionar o ambiente de uma certa maneira para interagir com o ambiente de uma forma característica e aquilo vai dar um círculo vicioso ou círculo virtuoso, né? Quando uma característica é positiva, Vai trazer um círculo virtuoso de desenvolvimento paraa criança. Quando é uma característica negativa, vai trazer um círculo vicioso, né? Então, ou seja, vai se retroalimentar. Exatamente. Eh,
acho que faltou Sueli. Vamos lá, Sueli. Faltou e já não falta mais. Professor Suelen, muito obrigada, tá? Porque eu ia perguntar algo aí parecido, viu, minha? Imagina. Legal. Tá mais do que esclarecido. Obrigada, professor. Legal. Tô gostando de ver as primeiras interações entre vocês aí também, que vão acontecer muitas também. Nós somos uma um grupo aí que tá que tá aprendendo junto aí, gente. Eu também aprendo com vocês aí, de verdade. Aprendo muito com vocês também, tá? A gente tá sempre aprendendo. H, então vamos lá. Não sei se deixei alguém para trás. Qualquer coisa é
só falar, tá? É só levantar a mão ou falar mesmo também, tá? Então vamos lá. Eh, a terapia cognitiva e o processamento inconsciente, eu vocês vão ver que eu tenho um viés, é claro, né? é bem explícito de de olhar pro processamento inconsciente no meio de tudo isso. Então eu vou apresentando para vocês tudo à luz do processamento inconsciente, tá? Que para mim a gente tem que entender de processamento inconsciente e consciente a interação entre os dois, né? Para para entender de terapia, né? É isso que eu pretendo ir Mostrando para vocês. Mas é claro
que não é um consciente da psicanálise, né, gente? Não é um consciente preodiano, é um novo inconsciente, tá? Então vamos lá. Os esquemas se manifestam em padrões complexos de pensamentos e são, em geral empregados mesmo na ausência de dados ambientais. Olha só, atenção aqui, ó. Mesmo que não tenha nada no ambiente, nada de dado ambiental, se não tiver, o cara cria, ele cria, ele fixiona, ele imagina. Essa imagem eu escolhi por Causa deixa verção. Eh, 12, acho que tem microfone aberto ali, mas foi importante. Faltam 12 minutinhos pro meio-dia. Ao meio-dia a gente vai dar.
Ah, desculpa, professor, esqueci de de desligar meu microfone. Imagina, isso acontece. Eh, tranquilo, tranquilo. Então, olha só, eh, essa imagem aqui, vamos olhar para essa imagenzinha que eu achei Interessante, né? É um carinha aqui, ele tá olhando, tem um dia de sol, ele tá olhando pro sol, tá? Mas na cabeça dele é que tá bem pequenininho aqui, né? Tem uma chuva aqui, né? Eu não sei se eu consigo ampliar aqui. Não, acho que não. H, aqui tem uma imagem para deve ser pequenininho para vocês. Tem uma imagem de um dia chuvoso, né? Na mente aqui
do cara tem uma imagem de um dia chuvoso, tá? O carinha tá vendo um dia de sol, mas ele tá interpretando como um dia de Chuva, tá? Então é tipo um distímico, né? pessoa deprimida ou distímica que tá vendo o lado vazio do copo, né? Quer dizer, ele já tem esquemas, né, de percepção que ele já enxerga, né, muito fortemente o mundo à luz daquele esquema de percepção, né? Então, eh, claro que isso aqui é uma forma metafórica, né, de falar. Eh, as pessoas não não vão delirar e enxergar um dia de sol uma chuva,
né? Não é isso que acontece, mas é a metáfora é que a gente enxerga, né, Um lado negativo, né, o lado vazio do copo, eh, quando observa o copo, né, tem um viés, né? Então, às vezes isso ocorre, por exemplo, a pessoa acha que não tem valor, acha que ninguém vai amá-la, tá? E se não tiver isso, ela vai ela vai eh enxergar isso, entende? Ela vai enxergar uma rejeição onde não tem, tá? Então é isso. Os esquemas deformam a realidade para que a realidade se encaixa naquele esquema, Tá? Meu esquema é quadrado. Eu tô
vendo um círculo, ó. Vou pegar o círculo, vou transformar em quadrado. Mais ou menos isso, tá? Então, falhas características no processamento de informação vão manter essa distorção das experiências de vida. E o Beck adotou o termo distorsões cognitivas. Vocês já viram as distorções cognitivas da terapia racional emotiva do Albert Ellis, né? Pois a TCC tem distorção Cognitiva com o mesmo nome, inclusive. Só que o nome geral é distorções cognitivas, né? Mas tem eh eh os nomes específicos das distorções são um pouco diferentes, algumas são até iguais, tá? A gente vai ver quais são as distorções,
o nome das distorções cognitivas dentro da terapia cognitiva do do Aronbeck. Agora, tá? Primeiro vamos ver aqui, ó, as crenças disfuncionais elas são perpetuadas através das distorções, tá? Então, o alimento das crianças Disfuncionais estão as distorções, que são o quê? São modos mal adaptativos de processar informações. Exemplo, tá? Pessoas ansiosas tão, qual é o viés delas, né? São hipervigilantes em relação a ameaças ambientais. Pessoas com depressão, qual é o viés delas? Que que elas enxergam salientemente? eh uma excessiva e uma indevida responsabilização pessoal pelas falhas e pelos erros que foram Cometidos pelas eh pelo pelo
próprio sujeito, né? Ou seja, o sujeito deprimido, ele se culpa exageradamente pelas coisas, tá? Culpa, esse é um sintoma clássico de depressão, né? Culpa, culpa imotivada. Imotivada. A pessoa atribui lá, se se tu quiser ser culpar de alguma coisa, tu vai encontrar motivos, né? Ficar olhando para teu comportamento aí, revisando tua vida, vai tiver um viés, né? Tu vai encontrar uma narrativa que Encaixe com, ah, eu sou culpado disso, daquilo outro, né? E, portanto, eu tenho que me arrastar aqui e ficar deprimido, né? Eh, então, de fato, são eh tendências de processamento. Então, então as
distorsões cognitivas são eh da terapia cultiva são essencialmente os mesmos mecanismos identificados. Vejam aqui o Aron Beck com o Albertes, né, um verdadeiro museu aqui. Eles já de idade avançada, né, num congresso aqui, se Encontraram num congresso para ver que eles eram contemporâneos, eram amigos, na verdade, né? Eh, então, as distorções cognitivas da terapia cognitiva, essencialmente são os eh são os mesmos mecanismos identificados na terapia racional emotiva do Albert Ellis. Existem algumas diferenças em geral semânticas do nome que é atribuído, tá? Então aqui estão as distorções cognitivas da terapia cognitiva, tá? Então, conforme a terapia
Cognitiva, eh, erros sistemáticos no processamento de informações sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo, vão desembocar em distorções cognitivas como essas que se seguem aqui, tá? Então, uma definição aqui do BEC, né? erros sistemáticos no processamento de informações sobre o mundo, sobre os outros e sobre o mundo, tá? Isso são as distorções cognitivas, né? E aí tem várias aqui com exemplo também, né? Pensamento dicotômico, né? Classificar as experiências de forma radical e dicotômica com dois polos assim, dicotomia, né? Exemplo, se eu não fizer um sucesso estrondoso com a minha palestra, é porque
eu sou um fracasso como eh como comunicador, né? Rotulação é rotular indevidamente a si mesmo, de forma autodepreciativa, tendo como base falhas do passado. Falhei no meu casamento, portanto não falho Nada. Personalização. Essa é igualzinho o nome, tá? lá do do Hélice, eh, atribua atribuir esse mesmo acontecimentos externos, mesmo na ausência de evidência que permite tirar de uma conclusão. Você passou o dia chateado, devo ter sido uma companhia muito desagradável. Então, não, a pessoa pode ter ficado chateada por muitas razões. Você que tá, a pessoa lá que tá distorcendo e tá se apontando como sendo
uma companhia desagradável, né? Magnificação e minimização nada mais É do que botar uma lente de aumento, magnificar ou botar uma lente de diminuição, minimizar. Significa aumentar, diminuir a importância de uma situação. Exemplo, ele não me ligou, então deve est deixando de gostar de mim. Tá bom? É claro que é um exagero, a pessoa pode não ter ligado por outras razões, mas a interpretação foi não, então tá, não, não vai me ligar mais, não gosta mais de mim, né? Super generalização, né? é generalizar Abusivamente, excessivamente, de algumas situações para todas as situações. Exemplo, se eu eu
já fui traída e sei que não posso confiar em nenhum homem jamais. Então, é super generalizar uma experiência eh, né, de de um homem para todos os homens, tá? Abstração seletiva, abstrair um detalhe ou contexto global da situação, né? e extrair conclusões a partir desse detalhe, a partir desse dessa dessa pincelada de informação ali, ignorando As outras informações, ignorando o contexto mais global, né? Então, a testa estava muito boa, mas eu acho que não gostaram de mim porque um dos convidados não foi simpático comigo, tá? Então, pegou lá um convidado que não foi simpático, né,
e que pode ter sido por outra razão e já interpretou que não, ninguém nessa festa gostou de mim, tá? Interferência, inferência arbitrária, tirar conclusões sem base nos fatos. Fui demitido e isso mostra Que eu sou um péssimo profissional, que eu sou incompetente. Ah, quanta gente, tem um caso de um paciente agora que eh tá saindo, saiu da do trabalho dele, mas porque eu fui examinar uma coisa com ele, ele tava com uma leitura de que tinha sido por ser eh falho e incompetente. E aí ficou muito claro que a empresa tinha demitido um monte de
gente para fazer uma reestruturação lá de redução de despesa e toda uma reestruturação do Quadro de salários ali de coisa, redução de era um movimento que ela fez com aquilo sem base na na na própria méritou competência da pessoa. Ela simplesmente demitia uma leva lá, então, né, todos que ocupavam aquele cargo foram demitidos porque ela extinguiu aquele cargo não porque a pessoa trabalhava mal, né? Então, antecipação, fazer previsões negativas sobre o futuro, sem perceber que essas previsões podem ser imprecisas. Nunca consegui um Relacionamento duradouro, tá? É uma profecia autorrealizadora, tá? Também se chama assim, né?
Raciocínio emocional é assumir que as emoções negativas, né, refletem necessariamente os acontecimentos. Estou totalmente sem esperanças, portanto a situação é irremediável. E finalmente pensamento tipo deveria a tentativa de motivar-se através de devo e não posso. Eh, exemplo, eu não deveria Estar me divertindo agora, deveria estar estudando, né? Então, enfim, são as distorções cognitivas da terapia cognitiva. E, gente, pra gente, eu acho que estamos aqui nos últimos slides, embora chegando no meio-dia, mas vamos para terminar esses últimos slides que na parte da tarde a gente já entra na em no assuntos de neurociência e de eh
outros assuntos aqui. Ah, diagnósticos e sintomas são elementos que entram na Nossa conceitualização, tá? Deixa eu apresentar uma coisa. Vamos juntar a forcinha que que resta aí antes do almoço para prestar atenção nisso aqui, porque é muito importante. Vocês vão ter uma disciplina só sobre isso, que é a conceitualização cognitiva, tá? A conceitualização de casos ou conceitualização cognitiva. Que que é isso? Vamos definir conceitualização de casos, tá? Conceitualizar é criar uma teoria sobre o sofrimento do paciente. Essa teoria é provisória. Podemos chamar também de uma hipótese de trabalho, tá? Aqui estamos chamando de hipótese de
trabalho, tá? Essa teoria, essa hipótese de trabalho sobre o que que faz o paciente sofrer? Vai gerar um plano de tratamento. Que que eu vou fazer pro paciente não sofrer? que que eu como profissional TCC, que recursos que eu vou usar, né, já que eu sei o que que faz ele sofrer, é a partir Disso que eu vou traçar o meu plano de terapia, tá? Então, veja quais são as etapas de um tratamento em TCC. Primeiro você vai fazer um diagnóstico, tá? Depois do diagnóstico, você vai conceitualizar, depois você vai gerar um plano de tratamento
e aí você vai implementar o plano de tratamento. Talvez no final você possa fazer uma prevenção de recaída, né? E esse é o tratamento de TCC. Então, começa o tratamento com um diagnóstico, claro, entrevistas, avaliação, né? Aí você vai coletando dados para fazer o diagnóstico, né? Fazer um processo dinâmico. Você vai, é uma, o diagnóstico já é uma hipótese de trabalho provisória que você vai melhorando ao longo do tempo, né? Mas o diagnóstico vai entrar na conceitualização, tá? Então veja, a conceitualização não é só o diagnóstico, é muito mais do que isso. É essa Hipótese,
essa teoria sobre o que que tá pegando ali pro para aquele paciente. Então cada paciente, esse singular, isso é o único de cada pessoa, cada paciente vai ter a sua conceitualização. Ela começa no primeiro momento da terapia, começa já a buscar informação, tentar conceitualizar, vai construindo uma teoria que é muito rudimentar no começo e que vai se tornando cada vez melhor. Então tu só vai parar de conceitualizar no quando Terminar a terapia. O tempo todo tu vai alimentando essa conceitualização, reformulando essa conceitualização, tá? E vai redirecionando a terapia conforme isso, tá? Então é a espinha
dorsal da terapia, da importância, tá? A partir da conceitualização, ó, diagnosticou errado, conceitualizou errado, tratou errado, tá? Então, veja, o diagnóstico também é bem importante. Então, vocês vão ter aula, tá, de psicopatologia, tá? Aula de Psicopatologia. Por quê? Porque a psic isso na verdade é até uma novidade, tá? Tô entrando com uma novidade. Depois de todas essas turmas, eu entrando com uma novidade aqui. Vocês vão ter eh essa aula de psicopatologia foi uma eh eh essa turma tá entrando pela primeira vez aí com aula de psicopatologia, porque eh a psicopatologia que a gente tem é
muito fraca, né? né? Quer dizer, eh, eu notei isso que, ah, o primeiro eh eh processo Que um terapeuta TCC tem que fazer lá é saber diagnosticar para poder conceitualizar corretamente, tá? Então, realmente a gente tem que tá bem afiado na psicopatologia, saber reconhecer sinais e sintomas de psicopatologia para poder chegar a um diagnóstico eh preciso do paciente. E com esse diagnóstico, então vamos lá, vamos entender a conceitualização. Com esse diagnóstico, tá? Aí você vai usar, Então vamos fazer uma metáfora bem simples e assim, ah, mas eu quero estudar a conceitualização, tá? Eh, conceitualização vem,
acho que na terceira aula vocês vão ter psicopatologia e depois vão ter uma aula de conceitualização, tá? Com a professora Fátima Vasco de São Paulo, que é muito boa, tá? Aliás, os professores todos não é são são não fera mesmo. Vocês vão gostar muito dos professores, eles estão muito bem Ajustados ali para cada disciplina que eles falam, tá? Então vocês vão notar que eles são mandam muito bem ali naquele naquela naquela questão. Então vocês vão ter um aulaço de conceitualização, tá? Só sobre isso, para treinar as habilidades de conceitualizar, tá? E antes disso vão ter
as bases da psicopatologia, tá? Mas uma metáfora onde tu dá. Eu tava dizendo onde tu dá, tá? Tem um livro que eu tive a o prazer, a felicidade de de ser Chamado para fazer a revisão técnica, tá? Que revisão técnica a gente pega, tem o original inglês de um livro, né? Um livro lá de uma gringa norte-americana, três, na verdade, que é dizer qual é o livro. Então, eh, tá aqui na instante, depois eu posso mostrar. Eh, conceitualização cognitiva de casos. Eh, não esquece. Eh, eh, conceitualização colaborativa de casos, repetindo, conceitualização Colaborativa de casos, tá?
é da editora Armed, é da Eu fiz a revisão técnica do livro, é da Cristine Padsk Quicken, eh, William Quick e mais um carinha que eu não tô me lembrando o nome, tá? São três autores. Quicken, daqui a pouco vem o nome, mas eh é bem fácil de achar ali. É um livro na série da Arte Médic, Cristine Padsk, conceitualização colaborativa de casos, vai achar o livro. Eh, esse livro é para mim é um melhor que tem em língua portuguesa, um dos melhores que eu já vi, né, sobre conceitualização, onde a Cristina Padesc e os
colegas dão um show ali, eh, mostrando vários tipos de conceitualização, conceitualizações bem simples, conceitualizações mais complexas, onde considera toda a etiologia das coisas longuitudinais, né? eh, ela apresenta vários tipos de conciliação e ensina Muito bem a gente a conceitualizar, tá? Eh, foi muito legal ter traduzido esse livro e aí me perguntaram sobre ela falar, ela faz uma metáfora nesse livro que é o cadinho, né? Ela usou a expressão lá cadinho, quer dizer, o a tradução falou em cadinho, eu disse, vamos usar caldeirão, sen ninguém vai entender cadinho. Quer dizer, eu nunca es falar a palavra
cadinho. Deve ter colegas aí do Nordeste. Parece que o Nordeste fala cadinho, né? Eu não sei se Alguém conhece essa palavra, mas eu não conheci a palavra cadin e pensei que todo mundo ia dançar nessa palavra. Então sugeri caldeirão, tá? Com licença. Cadinho. Cadinho. É o nordestino fala e bucadinho ou senão cadinho, né? Bocadinho. Pouco. Cadinho. Ah, é um é cadinho. Gente, eu estou aqui no sertão da Bahia, tá? Então, fala aí pra gente. Ô, ô, querida, eu adoro bem no sertão mesmo. Bem no sertão. É bem. Adoro essa Baianidade. Os baianos. Nossa, já fui
tantas vezes lá para Salvador aula e assim e o calor humano é incrível, né? É verdade. O baiano tem um calor humano, nossa, inacreditável, assim, ó. Inacreditável. Aliás, o Nordeste tem, né, o pessoal lá para cima do Nordeste tem muito calor humano. Eh, e na Bahia também ali, mas Bahia é especial, né? Eu acho muito especial a o jeitão do baiano. Eu acho muito simpático assim, né? E e professor, eh só um complemento que eu sou de São Paulo, mas a minha família eh é muito de Minas. Em Minas eles falam muito cadinho, muito. Eles
falam que é bocado. Aí eles falam: "É um cadinho cadiquim". Eles falam sempre isso. O cadinho é um pouco mesmo. É uma uma pequena parte um pouquinho. Um cadinho. Um cadinho é um diminutivo, tá? Então eu achei que eu conheço essa expressão, né? E achei que ia dar confusão com ela tava usando no sentido de caldeirão, tá? A Cristina Padesc, então ninguém entender. Daí, então vamos botar caldeirão. Botaram caldeirão no livro, isso que interessa. Então eu vou dizer a metáfora que eu ia usar, tá? Eh, é de caldeirão, tá? Então, imaginem aqui um caldeirão, tá?
A a hipótese de trabalho é como um caldeirão que tu vai jogando os ingredientes da conceitualização, tá? Fica mais fácil assim. Então, a conceitualização é uma sopa com vários ingredientes e dessa sopa que sai o Plano de tratamento, tá? Eh, quais são os ingredientes dessa sopa? Tu joga no caldeirão lá o diagnóstico, os sintomas da pessoa, tu joga as influências do desenvolvimento, tu joga questões situacionais. E é, vamos, vamos dar tentar dar um exemplo aqui de cada para ficar mais fácil. diagnóstico sintomas da pessoa, ela tem ansiedade, tem pânico, né? Eh, a influença do desenvolvimento,
ela teve muito estress durante a Infância, eh, pais separados e com conflitos, com muito estress, alguma coisa assim. Questões situacionais interpessoais. Ela hoje vive, é um estudante que vive com numa república com os colegas e sofre bullying, eh, fatores biológicos, genéticos e e médicos. Ela tem uma eh um eh gente com ansiedade na família, gente com pânico na família, pontos fortes, recursos, ela tem eh é inteligente, tem muitas muitas Habilidades. Aqui os pontos fortes, deixa eu falar um pouquinho sobre isso, tá? Os pontos fortes é o seguinte, o nome correto seria dizer as forças e
virtudes, tá? Porque hoje nós temos formas de medir com o advento da psicologia positiva. Psicologia positiva é uma nova escola de psicologia, né? Não é tão nova assim, mas eh é a mais recente escola de psicologia, tá? A psicologia positiva é uma escola completa de psicologia, assim como Existe a psicologia comportamental, a psicologia cognitiva, a psicologia da Gestalt, a, né, as escolas de psicologia clássicas, né, a psicologia positiva é uma escola completa de psicologia e existe dentro dessa escola que é a psicologia positiva, existe a psicoterapia positiva, tá? que é a aplicação clínica da psicologia
positiva. Vocês vão estudar isso comigo na disciplina de psicologia positiva. Eh, na verdade, o nome da disciplina Dizer é é psicologia positiva e psicoterapia positiva, tá? Então a gente, claro, vai dar as bases da psicologia positiva e a aplicação disso no protocolo de psicoterapia positiva, que foi e que eu também fiz a revisão técnica do livro do da ArteMED, né, que que o livro se chama psicoterapia positiva e que justamente lançou a a psicoterapia positiva, tá? Mas por que que eu tô situando esse contexto? Porque a ideia da a psicologia positiva, ela Tem influenciado muito
a TCC contemporânea, tá? Eu até mostro lá na aula de psicologia positiva a foto do Aon Beck, eh, de mãos dadas lá com o Martin Selligman, que foi o o grande o psicólogo que que é o grande líder, né? Eh, o, alguns chamam o inevitável Martin Céo, não tem como fugir dele, mas o é o grande, digamos, criador, né, da psicologia positiva, eh, no aspecto acadêmico e e científico, porque, na verdade, havia Muitos antecessores, né, da psicologia positiva, aqueles humanistas lá, tipo Maslow, né, ou eh eh outro outros personagens da história, mais no humanismo, existem
antecedentes, né, da psicologia positiva, né, dá para dizer que o Masl era um psicólogo positivo, mas e não sabia, né, porque não havia esse termo, né, mas enfim, eh, a psicologia positiva é super interessante. Então ela, o que que ela diz para basicamente de que eu vou usar A expressão do Marin Seliman que diz assim, ó, o máximo que a que a que [Música] a a psicologia e a psiquiatria podem fazer para um indivíduo é levar ele até o zero, tá? Ou seja, ele sair de uma situação onde ele tem sintomas, sinais e sintomas de
patologia até ele não ter sintomas, tá? Então o que a gente faz é focar nos sintomas para enfraquecer esses sintomas e aí diz: "Ah, você já não tem mais essa Psicopatologia, legal, acabou o trabalho, tá?" Mas o Martin Sérum vem dizer: "Tá, e o que que tem acima do zero? Tem um ser humano melhor, tem o florescimento humano. Aí vem o o conceito de florishing, de florescimento humano, ou seja, aquilo que vai nos tornando um ser humano melhor, a melhor versão de nós mesmos, tá? Então, para alimentar esse esse esse conceito de que existe eh
um florescimento humano, quer dizer, que é levar o sujeito de Estados ali do zero para estados positivos de aperfeiçoamento como ser humano, tu tem um conceito de forças e virtudes da psicologia positiva. Então, tem um inventário de forças e vent de de forças e virtudes, que é o via strengths. eh eh tem eh foi desenvolvido uma forma de medir, né, uma régua para medir as pontos fortes os recursos. Esse teste tá disponível pela internet, se chama via Strands, né? Eh, eh, e tu entra no site, coloca lá em português, ele te dá um relatório depois,
um PDF sobre a tua, teus pontos fortes ou tuas forças e virtudes. Então, tu responde a uma série de perguntas lá e ele faz um levantamento das tuas principais forças, né? Então, a Cristine parece que nesse livro ela eh viu que que existem vários pontos fortes eh ali e que podem ser eh que é os da psicologia positiva. estudou isso E disse: "Olha, a gente tem que conceitualizar não só com os diagnósticos, sintomas, mas também com os com as forças e virtudes da pessoa, que elas também entram nesse caldeirão aqui e também ajudam a a
alavancar o plano de tratamento, a mudança positiva também, né? uma pessoa eh pode digamos ser inteligente ou ter eh bondade ou ter eh eh aí tem os diferentes forças e virtudes, né? Tem um mapa de força e virtudes que a psicologia construiu. E Essa e essa bondade, essa inteligência aqui pode na conceitualização pode ser usada para alavancar a melhora dela, tá? Então, na verdade, existe eh eh um papel hoje na TCC contemporânea para a a análise de forças e virtudes de acordo com eh os elementos da psicologia positiva. Tem pensamentos automáticos? Diga. Eh, seria semelhante
eh as crenças adaptativas pensando nesse modelo voltado paraa recuperação ou não? Nesse nesse sentido, o modelo perfeito, Brilhante, o modelo do Beck, o último livro do Beck, que é eh a terapia voltada recovery, terapia recovery ou voltada para recuperação, essa que você tá citando, que é o último livro do Beck, ele é muito influenciado pela psicologia positiva, tá? e ele cita especificamente ali eh a psicologia positiva, os conceitos e inclusive o conceito de forças ali, olha, até espiritualidade, coisas ali que eu mais recentemente tenho me dedicado a à Espiritualidade. E tema que tá me interessando,
falei no último congresso sobre espiritualidade e TCC e cérebro espiritualidade TCC foi o tema da minha conferência. Isso é um trabalho bem inédito por causa não tem nada em TCC sobre isso. TCC é muito eh pouco porosa, né? A espiritualidade a não, esse livro do Beck tem, eu citei o livro do Beck, que ali ele fala especificamente espiritualidade, né? Como Importantíssimo. Eu cheguei a ler esse novo livro do Beck, mas o livro da Judit teoria e prática, a versão atualizada já traz algum, já cita o próprio o livro do Beck, né? que é que é,
digamos, a última teoria do Beck ali, né, que é muito aberta. Ele incorporou várias coisas, inclusive a psicologia positiva, tá? Então, eh, de fato, já é conhecer alguns aspectos da psicologia positiva já é parte do do da base da TCC de contemporânea. Por isso vocês vão ter, Na verdade, foi o primeiro curso do Brasil, né, que tem a disciplina de, como eu fui pioneiro da psicologia positiva, eu trouxe em primeira mão para vocês essa disciplina no curso de TCC, que é psicologia positiva e psicoterapia positiva, tá? Então, hoje já tá, isso já tem em outros
em outros cursos também, mas a gente foi pioneiro nisso, tá? Então, eh, a questão de pontos fortes seria forças e virtudes. Os recursos pontos fortes da pessoa entra no Caldeirão. Pensamento automático, emoções e comportamentos típicos também vão ajudar, vão pro caldeirão para ajudar a fazer a sopinha aqui da conceitualização. Esquema subjacente, né, também vão ajudar a compor esse potes de trabalho, tá? Aí você mistura tudo isso aqui, faz a a sopinha e aí sai o plano de tratamento da sopinha. O tá vendo a setinha bidirecional de tratamento realimenta a hipótese de trabalho, Tá? Então gente,
já devo ter passado meio-dia aqui um tempo, ih, 20 minutos no meio-dia, nossa, passamos bastante. Então eu ia dar um exemplo, a gente volta aqui nesse nesses slides aqui, não tem problema, a gente volta aqui depois, né? Senão eu queria dar um exemplinho de uma um diagrama de conceitualização, que é o diagrama que a Juditbeck apresenta. Vou mostrar para vocês ele como ele é, porque ele ajuda a conceitualizar e depois ele preenchido com dados de um Paciente pra gente entender como é que aplica isso com paciente, tá? Então, voltamos aí depois do almoço, como estamos
terminando, então, um pouquinho mais tarde aqui, grosso modo meioia 200, a gente volta então o 20. Tá? Então, uma hora de pausa pro almoço pra gente ter um tempinho aí para almoçar, tá gente? Então, 1:20 nos encontramos aí, tá? Então, bom moço para todos e até mais. M.