[Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] 50 anos depois a gente está retomando essa peça que foi interrompida porque o CCC atacou o teatro espancou os atores depois do terceiro exército em Porto Alegre perseguiu os atores num hotel eles tiveram que se despachados de volta para São Paulo no momento que a peça ela estava assim já tinha desabrochado e ela tava tomando as multidões e essa essa peça agora ela retornou com o corpo do Oficina na nossa remontagem ela ela veio atualizada ela veio mais forte do que nunca um texto Nunca foi tão poderoso quanto agora foi
a mudança foi o que fez com que Zé se dedicar se a fazer um teatro que ele faz hoje em dia então trouxe o Teatro Musical O Zé ele é super musical essa versão a gente tem muito mais música coisa que a gente compôs durante os ensaios né tem muito mais músicas do Chico Buarque só [Aplausos] [Aplausos] acho que uma atualização que não foi assim exatamente de de encenação mas eu acho que a gente teve uma questão na hora de trabalhar o texto da peça que era justamente o que colocar em cena desse couro de
agora né O que que é um couro O que que é uma multidão em 2018 né pensa antes de pensar no couro pessoal o que que é a multidão que que são qual a importância das lutas e identitárias por exemplo né do movimento de mulheres movimento lgbtq mais do movimento negro né então isso não podia não entrar na peça a gente quis fazer um couro muito heterogêneo porque a gente vive um momento heterogênio eu acho que uma das coisas fundamentais que a gente encontra de desafio nesse momento é como contracenar diferenças agora são 25 da
pista e boa parte das marcações e da direção de arte se inspiram no Flávio Império que foi quem criou os figurinos e cônicos tem um pulso muito forte que talvez tenha muita ressonância com o pulso de 50 anos atrás Claro tudo é muito forte os momentos são fortes mas não são os mesmos e um dos movimentos muito fortes de Roda Viva de paralelo diante-se de agora no aqui é justamente a força do Povo de uma multidão de um couro em quebrar a máquina de formação de Mitos de cortar de profanar idolatrias né a gente encontra
um jeito de colocar em cena todas as nossas tragédias todas as nossas dificuldades então eu acho que a peça é um uma grande possibilidade para a gente sacar essa virada de chave da gente tirar estampar a cabeça e tirar o messiânico da gente e tentar dar uma virada que ela venha do corpo que ela venha das pessoas que ela vendo olhar da cara que ela venha de outro lugar e não esperando que nem o Messias vai salvar [Música] essa peça eu sou a Juliana eu faço a namorada do Ben Silver que é o papel que
foi da Marieta Severo da Marília Pera aí foi muito interessante eu tô falando isso porque foi muito interessante tá num papel num papel numa personagem nessa peça que tem um personagem muito forte que é o couro e que era muito importante que existisse essa contracenação entre couro e o chamado protagonistas apesar de ser um couro de protagonistas né porque ela é viva ela não para todo momento é uma metamorfose Como diria o nosso cantor rosa e ambulante na metamorfose constante o personagem vira outro vira outro agora de fato é bem mais difícil muito mais difícil
a hora que eu fui torturado porque é tortura às vezes não vem pela ver exatamente pela pela seca de dinheiro etc o teatro ele acaba sendo um momento de meditação coletiva e ele é muito bom quando a gente está perdido assim tá todo mundo sem saber para onde né então o teatro ele pode abrir determinadas não é qualquer coisa se o ídolo nacional e o Chico mostra essa ambiguidade a personagem do Ben Silver mostra isso é o ídolo Ele tá clamado nos ombros do Brasil mas o ídolo ele tá todo momento passiva perdeu aí do
cavalo a ser jogado doando pela multidão [Aplausos] [Música] [Música]