[Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] Olá pessoal Nesta aula nós vamos abordar os argumentos quase lógicos perma e titeca em seu tratado de argumentação dizem que os argumentos se classificam em dois tipos aqueles que se valem dos processos de ligação e aqueles que se servem de processos de dissociação os que se valem dos processos de ligação aproximam elementos distintos estabelecendo entre eles uma relação de solidariedade já os que se servem de processos de dissociação separam dissociam resumem elementos de um todo ou um conjunto solidário no sistema teórico esses esquemas de ligação estão
na base da construção de três diferentes tipos de argumentos os quase lógicos os que se fundamentam na estrutura do real e os que fundam a estrutura do Real então Nesta aula nós vamos abordar aqueles que são quase lógicos os argumentos são razões contra determinada tese ou a favor de determinada tese com o objetivo de persuadir o outro de que essa de que essa tese é justa ou injusta moral ou imoral benéfica ou prejudicial etc nos negócios humanos a gente não opera com verdades lógicas a gente opera com posições fundamentadas em convicções religiosas em crenças políticas
em princípios Morais preferências estéticas por exemplo não é logicamente verdadeiro que as campanhas eleitorais tenham que ser financiadas com dinheiro público ou que devam ser bancadas por contribuições de pessoas físicas e de empresas na verdade é mais adequado é mais aconselhável em função de determinadas características de nosso sistema político que essas campanhas sejam costeadas desta ou daquela maneira os argumentos quase lógicos são aqueles que lembram a estrutura de um raciocínio lógico mas as suas conclusões não são logicamente necessárias os raciocínios lógicos constroem-se com base nos princípios não contradição da identidade da reciprocidade da transitividade da
inclusão da divisão e da comparação de quantidades o argumento quase Lógico é um argumento aparentemente lógico todos nós pessoal trabalhamos com argumentos quase lógicos E isso não é nenhum demérito Já que é da essência da argumentação operar com raciocínios que são preferíveis vejamos agora os argumentos fundados no princípio da identidade o princípio da identidade na lógica enuncia-se com a proposição A é igual a dessa proposição decorre que o sujeito e predicado remetem ao mesmo referente é esse o princípio que sustenta a tautologia a definição a comparação a reciprocidade a transitividade a inclusão a divisão o
pare a regra do precedente o argumento ao contrário e o argumento dos inseparáveis e são justamente esses argumentos que nós vamos ver agora iniciando pela tautologia as tautologias são juízos cujo predicado não acrescenta nenhuma informação a sujeito Se alguém perguntar se por exemplo o que é gengibre e outra pessoa respondesse que gengibre é gengibre nós teríamos aqui uma tautologia pois o predicado é falsamente significativo agora quando se utiliza a tautologia na argumentação embora aparentemente ela possa né se assentar no princípio da identidade nós vamos ter na verdade uma falsa tauntologia porque porque nós vamos encontrar
sujeito e predicado com significados diferentes e portanto remetem a referentes diversos por isso que a tautologia argumentativa é um argumento quase lógico quando se diz o Brasil será sempre o Brasil é óbvio que o Brasil vai ser sempre o Brasil no então nós teremos aqui uma tautologia na verdade no entanto o sujeito e o predicado aqui eles têm significados diferentes o primeiro Brasil significa a nação brasileira enquanto que o segundo o Brasil tem acepção de Conjunto de características que nesse caso específico poderiam ser negativas né que dão identidade na ação brasileira trata-se aqui portanto de
uma crítica A certas características dos brasileiros quando se afirma quando o trabalho trabalho quando descanso descanso não se está fazendo uma repetição destituída de sentido mas o que nós temos aqui é uma declaração de que no momento de trabalhar todas as energias estão concentradas nos afazeres mas quando nós estamos descansando não se pensa em trabalho então percebam que nós temos falsas tautologias isso quando elas estão presentes né no universo da argumentação indo agora para as definições As definições são argumentos quase lógicos fundados no princípio da identidade porque ao contrário do que pensa o senso comum
não há uma maneira univaca de definir um objeto pelo contrário o modo de definir Depende das finalidades argumentativas As definições impõem um determinado sentido estão orientadas para conve o interlocutor de que um significado é aquele que deve ser levado em conta por isso elas podem ser conflitantes um conflito definicional é dado pela famosa frase não sou X mas por exemplo não sou homofóbico tenho muitos amigos gays mas não posso ver dois homens andando de mão dada nesse caso a pessoa que disse a frase usa uma definição bem restrita de homofobia a resposta poderia ser uma
definição mais Ampla mostrando que de fato ela é homofóbica por outro lado certas definições ganharam conteúdo bastante amplo é o caso da palavra fascista que serve como um insulto para tudo o que é mesmo vagamente de direita o enunciador para constituir um discurso deve levar em conta o discurso do outro que está presente no seu próprio discurso Além disso não se pode começar o dialogismo que foi proposto o batim em termos de relações lógicas ou semânticas pois o que é o diálogo no discurso são as posições de sujeitos sociais são pontos de vista acerca da
realidade e é justamente que nós podemos ver nesse Exemplo né da pessoa que se diz não ser homofóbica no que diz respeito a comparação nós temos aqui uma aproximação ou diferenciação de um objeto em relação a outros quando se faz uma comparação não se toma objeto em si expondo suas características ou suas funções mas se escolhe outro objeto mais conhecido e se fazem aproximações entre eles muitas vezes as comparações embora vigorosas argumentativamente pela aparência de Rigor aproximam apenas aspectos acidentais dos objetos deixando de lado diferenças fundamentais entre eles como por exemplo o contexto histórico quando
se trata de aproximar acontecimentos um exemplo é a afirmação da identidade do nazismo e do comunismo porque ambos eram regimes totalitários e causaram a morte de milhões de pessoas não é pelo fato de terem alguns traços semelhantes que eles são idênticos eles variam pela finalidade pelas forças sociais que o sustentam pelo gênero de sociedade em que se desenvolveram seu discurso também era diverso enquanto que o do comunismo era voltado para o futuro para a construção de uma sociedade igualitária e de um homem novo ou do nazismo era voltado para o passado para os mitos indo
europeistas que justificariam a supremacia da raça ariana é do mesmo teor o argumento de que os extremos se tocam o que permite identificar a Extrema direita e a Extrema esquerda as comparações vão ter também um papel pedagógico muito forte pois dão concretude aquilo que é uma abstração já a reciprocidade está baseada numa identidade mútua no princípio de simetria numa equivalência a está para B assim como B está para a em uma passagem do Evangelho de Mateus opera-se com argumento da reciprocidade assim tudo que desejardes que os outros façam para vós fazei também para eles nisso
se resume a lei e os profetas Esse é um ensinamento que se encontra em muitos autores antigos e modernos seja na forma positiva como aparece em Mateus seja na forma negativa não faças a outrem o que não queres que te façam a lei do talião também está fundada no princípio da reciprocidade todos os argumentos que pedem ao interlocutor para colocar-se no lugar de alguém dizem respeito ao princípio da reciprocidade pois o que se pretende é mostrar que se o enunciatário estivesse no lugar do outro não agiria diferente é por exemplo um dos argumentos daqueles que
desejam a diminuição da maioridade penal queria ver se você tivesse um filho morto por um menor No que diz respeito a transitividade nós temos aqui uma relação matemática transitiva Se A é igual a B e B é igual a c então A é igual a c nesse caso temos uma consequência necessária no entanto na argumentação o que se tem é um argumento quase lógico porque é consequência não é necessária ela é provável por exemplo no futebol o Brasil é melhor que a Espanha porque porque o Brasil ganhou dela na Copa das Confederações a Espanha é
melhor do que todas as demais seleções da Europa porque havia ganhado a última Eurocopa Portanto o Brasil é melhor do que qualquer seleção europeia e vai vencer a Copa do Mundo de 2014 essa conclusão não é lógica né não é lógica conclusão de que o Brasil tem a melhor seleção do mundo de que vai ganhar a Copa de 2014 como Aliás a própria realidade encarregou de demonstrar que isso não aconteceu né Vale lembrar o famoso 7 a 1 na argumentação podem se transferir propriedades do todo para as partes e das partes para o Todo essa
transferência pode criar argumentos válidos que são chamados de divisão quando se atribui uma propriedade de uma ou de cada parte ao todo o que vale para as partes vale para o todo por exemplo as peças dessa máquina são de Aço logo essa máquina é de aço ou então de inclusão Quando se considera que uma parte tem as mesmas características do todo ou seja o que vale para o todo vale para as partes um corpo é um organismo vivo ora o coração faz parte desse organismo Portanto o coração é vivo esses argumentos são quase lógicos porque
porque os argumentos de inclusão ou de divisão manifestam muitas vezes as concepções de uma dada época a questão que se coloca para nós é saber quando se podem transferir propriedades do todo para as partes E vice-versa e isso está sujeito a dois fatores a natureza da característica a ser atribuída as partes ou ao todo e o tipo de relação entre as partes e o todo Quando se diz que um time de futebol é excelente não se quer dizer que cada um dos jogadores seja excelente é o conjunto que é excelente os lógicos muitas vezes pensam
a questão da utilização das formas lógicas de argumentação sem levar em contas complexidades pragmáticas e semânticas da linguagem assim na questão da transferência das do todo para as partes e vice-versa analisam a natureza da característica a ser deslocada e o tipo de relação entre as partes e o todo e determinam Que tipo de propriedade pode ser transportada de um para outras uma propriedade relativa sempre produz argumentos Inválidos quando é transferida do todo para as partes e vice-versa no entanto há casos em que o deslocamento para as partes aparece como mais problemática do que a mesma
operação e sentido inverso vejamos o carro é caro portanto todas as peças do carro são caras todas as peças do carro são caras Portanto o carro é caro o argumento que aparece na primeira frase parece mais despropositado do que na segunda frase pois pragmaticamente entendemos que se todo um carro é caro isso não significa que alguma parte não possa ser barata no entanto Se todas as partes são caras parece impossível que o todo né não seja caro mais dois exemplos o carro é barato portanto todas as peças do carro são baratas todas as peças do
carro são baratas Portanto o carro é barato nessa primeira nós temos exatamente o contrário se o todo é barato parece implausivo que ele tem alguma parte cara entretanto todas as partes podem ser baratas mas a soma delas pode levar aqui um objeto seja caro por isso pessoal é importante a gente levar em contas de diferenças semânticas com implicações pragmáticas a contra-argumentação nesses casos é feita mostrando que não se podem transferir as características da parte para o todo ou vice-versa o argumento a pare ou assimile o argumento por semelhança também chamado de regra de justiça é
aquele que postula que casos semelhantes tem que ter um tratamento semelhante é aquele que recusa a lógica dos dois pesos e de Duas Medidas é um argumento fundado no princípio de identidade porque opera com a identificação de situações a regra de justiça e direito preconiza que uma regra se aplica todos aqueles que se encontram na mesma situação o artigo quinto da constituição federal em vigência estabelece todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida a liberdade a igualdade a
segurança e a propriedade a regra de justiça é contrária a lógica do privilégio o argumento ampare dependendo da circunstâncias e da maneira como é utilizado pode ser um argumento conservador ou um argumento no sentido de propugnar a igualdade observem como são diferentes os dois argumentos seguintes se o maior de 16 anos e menor de 18 pode voltar então pode responder penalmente como qualquer outro eleitor poderlitos que venha a praticar como todos os cidadãos os deputados e senadores devem pagar as despesas de aluguel com seu salário Na regra do precedente se suponha a identidade de duas
situações A diferença é que uma precede a outra então argumenta-se no sentido de que a segunda deve por isonomia ser tratada como foi a primeira a regra do precedente é a base do Comum LOL o direito vigente nos países de língua inglesa pois o que o fundamento são decisões judiciais anteriores os precedentes né tomadas em casos semelhantes nesses casos que se tem é uma generalização a partir dos casos particulares o argumento a contrário argumento pela oposição é o inverso do argumento O que significa que ele apela para o fato de que se uma situação é
vista de determinada maneira a situação oposta deve ser considerada de maneira diversa é citada que o exemplo do Jornalista Francisco Bosco em um artigo intitulado dois pesos e dois medidas publicado no Globo isso em resposta a luz Felipe Pondé quando falou né que o humor deveria atingir a todos os grupos sociais incluindo negros índios gays e nordestinos E por quê Porque se os humoristas defendem a liberdade né defendem que podem trabalhar com humor mesmo em questões de religião né não se pode impedir que este humor também atinja os homossexuais as mulheres os índios os negros
no entanto Jornalista Francisco Bosco aqui mostra aqui não são semelhantes os grupos identificados na argumentação de ele diz negros e índios gays e nordestinos são minorias identidades que sofrem preconceitos respectivamente de raça etnia sexualidade e região já os cristãos formam o maior grupo religioso do planeta cerca de 33% da população mundial seguidos pelos muçulmanos com 22% . no Brasil segundo censo de 2000 quase 90% da população brasileira é de cristãos a diferença quantitativa ainda não é Entretanto a resposta a pergunta de Pondé mas ajuda a chegar até ela minorias são discriminadas e sofrem consequências reais
por causa de preconceitos que tem em mentalidades como as dos monoteímos uma fonte privilegiada de formação no que diz respeito ao argumento dos inseparáveis nós temos aqui uma associação indissociável entre duas situações porque se considera que uma está inexplicável a outra é esse argumento que Funda a famosa frase não se faz omelete sem quebrar os ovos é o argumento que diz que só podemos criar empregos para todos pagando um preço ambiental só podemos assegurar o fornecimento de energia indispensável ao desenvolvimento admitindo alguns sacrifício ambiental São desse tipo os argumentos como se alguém é evangélico então
é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo essa tática argumentativa é destinada a deixar o adversário sem imagem de manobra a menos que ele consiga mostrar a falácia da indissociabilidade dos dois termos o princípio da não contradição diz que alguma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo nós temos aqui a contradição e a incompatibilidade a contradição é a oposição de uma ideia e de sua negação bem com a atribuição de dois atributos contraditórios por exemplo esse líquido é água e não é água essa água é insípida e tem um gostoso sabor
teremos aqui portanto uma contradição já a incompatibilidade refere-se a duas proposições que não podem coexistir no mesmo sistema sem se negar logicamente essa questão de conviver no mesmo sistema é extremamente importante no sistema do conhecimento biológico básico não se pode dizer que uma virgem teve um filho no entanto no sistema mítico quando se narra a história de um Deus feito homem sempre ele nasce de uma virgem porque se viesse ao mundo pelos meios pelos quais passamos a existir ele não seria Deus a questão da incompatibilidade é quase lógica porque ela se aplica a objetos definidos
a partir de suas qualificações e como vimos a definição não é onívoca como se pretende alguns provérbios por exemplo mostram a impossibilidade de Convivência de termos incompatíveis não se pode ser juiz e parte no mesmo processo não se pode servir a dois senhores se contra argumentar mostrando que certas incompatibilidades apresentadas não tem nenhum sentido ou ainda que elas podem ser desfeitas pode também utilizar a incompatibilidade como um valor irônico para efeitos argumentativos não acredito em Bruxas mas que elas existem a reduction absurdo a redução ao absurdo é também chamada argumento a pagogórico que vem do
grego apago-ger que quer dizer ação de desviasse do caminho certo na lógica a redução absurdo consiste no raciocínio em que se deriva uma contradição de uma premissa mostrando que ela é falsa por exemplo alguém afirma que não há regra sem exceção neste caso outra pessoa pode replicar você acabou de anunciar uma regra portanto ela deve admitir exceções visto que todas as regras as neste caso a sua regra é falsa o argumento apagógico consiste em Tomar uma proposição como verdade para dela tirar conclusões absurdas e assim mostrar a sua falsidade por exemplo fumar não pode ser
o mal Hitler não fumava o trânsito é um mal porque muitas pessoas perdem a vida em acidentes se não houver trânsito não haverá mortes Então vamos Proibir a circulação para salvar vidas vamos ter também o princípio do terceiro excluído Quem é aquele que admite apenas a verdade ou a falsidade de uma proposição não acolhendo uma terceira posição esse argumento é aquele que apresenta duas posições como as únicas possíveis existentes Talvez o mais Celebrar argumento do terceiro excluído seja chamada aposta de Pascal nos pensamentos esse filósofo francês mostra que não se pode saber com certeza se
Deus existe ou não existe ele então formula sim seu argumento para propor que se deve acreditar em Deus se você acredita em Deus e estiver certo você terá um ganho infinito se você acredita em Deus e estiver errado você terá uma perda finita se você não acredita em Deus e estiver certo você terá um ganho finito se você não acredita em Deus e estiver errado você terá uma perda infinita Então veja o que nós temos aqui esse argumento do terceiro excluído leva as pessoas né acreditar em Deus né porque porque se ela acredita em Deus
e ela estiver certa o ganho dela vai ser infinito agora se ela acredita em Deus e estiver errada né a perda dela não vai ser infinita ela vai ser infinita só enquanto durar a vida dela se ela não acredita em Deus e estiver certa o ganho dela também vai ser definido não vai ser para sempre agora se ela não acredita em Deus e estiver errada e Deus existir a perda dela será infinita então é mais aconselhável aqui acreditar em Deus nós vamos ter também o dilema o dilema apresenta uma entre duas teses um desdobramento que
remete a cada uma delas e uma Idêntica conclusão seja qual for alternativa escolhida por exemplo o colunista Sérgio Augusto escreveu no caderno aliás do Estadão em 2006 sobre o presidente Lula ou sabia de todas as falcatruas cometidas pelos delinquentes do PT ou é o chefe de estado mais trouxa de todos os tempos então vejam que nós temos aqui ou presidente Lula sabia das falcatruas cometidas pelos delinquentes do PT ou não sabia se ele sabia é conivente com elas se não sabia é o chefe de estado mais trouxa de todos os tempos Então não é um
bom governante então sendo um ou outro né é o que a gente vai ter aqui é uma conclusão a mesma conclusão não é um bom governante então o dilema ele leva aqui a mesma conclusão ok pessoal e nós finalizamos aqui esta aula Bons estudos a todos e até a próxima [Música]