[Música] salve salve quebrada Nós somos o coletivo Ciranda da paz feito pela comunidade para comunidade Lá do Jardim Nossa Senhora da Paz que todos conhecem como favela dabrataque lutamos para que nossos direitos sejam garantidos como acesso à arte cultura lazer saúde educação e assistência vamos contemplados pelo promic programa Municipal de incentivo à cultura para realizar a terceira temporada do nosso podcast Vozes da comunidade onde entrevistamos escutamos e recuamos as histórias não contadas de moradores conhece as periferias para a série desse mês iremos escutar as histórias do São Jorge bairro localizado na Zona Norte de Londrina
eu sou a Bia Melo Sou psicóloga com a gestora do Ciranda da Paz Estou aqui com a minha amiga Gabriela meneguelli que é também psicóloga e com a gestora do coletivo e aí ela vai apresentar um pouquinho da história do bairro para vocês então no final da década de 90 especificamente 26 anos atrás Um grupo de aproximadamente 30 famílias iniciaram uma nova ocupação na Zona Norte de Londrina após serem removidos o assentamento no fundo de Vale do Jardim José Giordano Onde viviam e é dessa ocupação que nasceu em um jardim São Jorge o bairro hoje
com quase três décadas de história consolidada através de muita luta apesar de reivindicar muitas melhorias acumulam uma série de conquistas como asfalto rede de esgoto abastecimento de água e luz e uma escola própria mas que viu o passado se repetir com o início de outra ocupação eu estou a vizinhança no começo dos anos 2000 surgem ao São Jorge o assentamento Nossa Senhora Aparecida ou como é mais conhecido Aparecidinha que chegou a ter suas famílias e alocadas pela Cohab companhia de habitação em 2012 mas que foi retomado no início de 2014 atingindo em poucos meses 120
mil metros quadrados o dobro da área ocupada anteriormente onde atualmente vivem segundo o último censo mais de 600 famílias bom depois desse Panorama todo aí né a gente tá aqui hoje com as nossas entrevistadas a Adriana e a Fátima que são moradoras aqui da comunidade também e eu gostaria de pedir para vocês contarem um pouquinho sobre como vocês chegaram aqui como é que como é que isso rolou se vocês enxergam quais as mudanças né que teve na época que vocês chegaram aqui para o momento que tá agora pode pode começar quem sentir à vontade a
gente quer ouvir vocês duas também eu cheguei no São Jorge no início de 2005 certo então já tava São Jorge já tava praticamente montado já já tinha escola já tinha lá embaixo tinha um mercado já tinha na época que tinha lotérica hoje não tem mais tinha lotérica material de construção grande lá embaixo tem ainda até hoje e agora depois que eu cheguei também que foi muito bom que teve esse projeto que agora que nós estamos juntos né amigas do São Jorge sim então São Jorge já tinha já tinha asfalto antes não tinha a única coisa
que também que não tinha depois ter acontecido depois que eu cheguei é a rede de esgoto que eu já tava ali aí tinha rede de esgoto mas eu já tinha asfalto já tinha está tudo certo já não cheguei a pegar o tempo ruim do São Jorge foi que na hora que invadiram né que que tinha as casinhas nos barraco não tinha água água lá embaixo lá num sítio onde atravessava no meio de animais os boi corria atrás deles eles ia lavar roupa lá né era bem bem difícil aí depois Colocaram uma um registro né na
praça para todo mundo tipo isso né uma caixa para várias pessoas em cada ponto uma caixa de água isso aí as pessoas tinham que ir lá buscar água e às vezes faltava porque era muita gente né eu não estava aqui naquela época mas a minhas irmãs estavam porque ela que estava Deus do começo aqui né só que quando eu vim a visitar trazer as coisas para ela eu tomei acompanhava Ela nisso daí então E hoje né Tem tudo legalizado asfalto né hoje tem escola tem iluminação né da creche né e por último a rede de
esgoto que foi muito importante porque a lenda negócio de fossa né sim tava muito a doença de pele né Aí como a rede de esgoto Melhorou 100%. sim você não morava aqui né então você morava onde e como é que você chegou aqui também eu morava no Leonor vizinho com a nossa senhora da paz será da época isso mesmo menina Só trabalhei numa creche lá também né e a comunidade Lá é bem acolhedor também né A minha família veio para cá porque as minhas irmãs veio aí a minha mãe não saia daqui daí eu acabei
vindo também né que eu vou ficar lá a filha desgarrada já tava saindo no asfalto é já tava saindo no asfalto aqui Não eu ainda não sofri tanto igual as primeiras primeiros morador daqui você veio para cá em 2006 5 por aí vocês chegaram juntas aqui no início eu vi no início de 2005 já tinha asfalto e a senhora teve um contato com a comunidade ainda sem esses recursos né porque tinha familiar aqui é a minha família veio tudo foi mais ou menos história parecido com ela da Adriana veio Minhas irmãs Primeiro meus irmãos tudo
conseguiu aí construiu o lar deles né aí depois em seguida ver minha mãe já tava melhorzinho São Jorge já tava se faltando minha mãe comprou uma casa aqui e eu fiquei para lá né fui morar em Ponta Grossa lá em Ponta Grossa aí no início de 2005 eu vim já peguei São Jorge uma mãozinha com açúcar então aí sobre vocês falaram um pouco mas já aceitaram um pouco amigos do São Jorge então será que a gente tem vários amigos aqui que são voluntariadas também né E aí como é que funciona qual que é o vínculo
com a comunidade né como é que surgiu né Quais foram os desafios que vocês tiveram né na formação coletivo que cresceu né para você Eu amo a comunicação de vocês Ah eu eu não sei eu me dou muito bem todo mundo eu não tenho assim atrito com ninguém para mim são todo mundo igual eu gosto de todo mundo e assim então São Jorge para mim é ótimo assentamento para mim é ótimo tudo de bom sim e o início do coletivo como que foi E aí tipo assim as duas podem falar que eu sei que as
duas têm história para contar e a gente quer ouvir também tchau conversando nos Bastidores com ela gente então é bastante história passa fala para ela isso dói amiga São Jorge né para começar somos todas mulheres né a mulherada no trabalho do negócio só que as mulheres que Agar levanta cedo a gente vai para o CEASA né Se precisar de levantar a madrugada igual eu levantei essa madrugada né para receber alimentos né A gente levanta então a gente tá toda à disposição ali e esses alimentos tudo isso que a gente consegue é em prol da comunidade
para a gente tá ajudando as famílias mais carentes né E como começou como tá né do jeito que tá hoje não sei como que cresceu tanto gente não sabemos né tia saudade sei que um belo dia a nossa Val né que hoje não está aqui no nosso meio ela me chamou para fazer sopa para a comunidade né que a gente via que precisava né fazer alimento e aí daí em diante eu fiz a primeira vez não sabia fazer tanto alimento assim para tanta gente né E aí a tia chegou lá tia Fátima e aí já
propôs já que a próxima seria ela que ia para o fogão né E aí já começou a chegar as próximas voluntárias que uma foi vendo o esforço da outra e daí foi querer entrar também acho que acharam que nós era bem legal né E era bom é muito bom isso E aí começou eu e a Val né como liderança né onde se eu estava em um lugar ela estava no outro né que a gente Às vezes tem bastante demandas né então a gente se dividia e as meninas né que são as voluntárias Elas ficavam lá
ajudando a tia Fátima fazendo a comida né a tia Fátima como a do fogão e elas são as auxiliares certo né e atendendo as pessoas também é a questão assim por exemplo como começou né É difícil de explicar né Foi um belo dia que a gente resolveu fazer e ali deu início né E se tornamos um projeto bem assim grande né só que às vezes a gente não a gente que tá ali dentro não vê o bem que a gente faz para comunidade né Não só aqui no assentamento e no São Jorge como em outras
comunidades também que a gente somos Exemplo né que tem como tem comunidade que ainda não tem uma liderança sim né então tipo assim isso é muito importante quando você chegar num lugar e você saber aonde que você vai ser acolhido né ou você pode fazer você pode levar as pessoas aonde ela mais precisa né as famílias que mais precisa ou para conhecer o assentamento como funciona também né Igual a gente tem o pessoal da UEL que é o pessoal de história de geografia eles vêm para conhecer como que funciona a vida no assentamento porque eles
não tem noção né só falar só de foto e ali não eles entram em contato com a comunidade né como os moradores e entrou nas casas e ver como que é a moradia deles então ele sai daqui com uma outra visão né pena a realidade da do assentamento que são pessoas muito carentes conversando com vocês a gente percebeu assim que vocês até se falou né a tia Fátima lá em mais encabeçada de fazer as comidas né de preparar comida e tem as pessoas que te ajudam né E aí você já tá mais na questão de
fazer toda a ponte de arrecadação de contatos contato com a prefeitura e reivindicar os direitos aqui da comunidade assim né E já é um coletivo que a gente faz um tempo né e a comunidade ela muda mas tem problemas que eles permanecem o mesmo né numa periferia Então como que foi para você estar fazendo isso assim né fazendo as comidas Foram quantas Qual é a quantidade de comida como você se organizavam sabe onde vocês distribuíam a gente começou vou falar Desde do início lá tá com a Valquíria que inclusive gente da foto aqui né começando
com ela de uma pessoa lá não sei se é aparente trazia sopa lá para servir em frente à casa da Valquíria daí trazia lá o pessoal trazer a pronta já a gente não fazia trazer a prova Só que essa sopa que a mulher trazia a Valquíria já conseguia algumas doação sabe fruta verduras legumes e etc Então ela vinha trazer ali servir começou com uma vez só daí começou aí começou a trazer duas vezes aí um belo dia lá não sei o que que houve com a senhora lá não sei se ela ficou doente aconteceu lá
que ela parou ela falou que não ia trazer mais e a Valquíria já tinha né um coração bem maior do que o dela do que ela já falou assim Ah eu não queria parar eu queria continuar aí foi aonde que ela chamou de Adriana que elas fizeram essa primeira sopa primeira sopa que ela fez tinha até pão no meio né para aumentar o caldo aí na segunda sopa já já tinha melhorado para fazer melhor fazer mas já tava melhor não não assim questão entendeu já tinha mais coisas para família e o dia que eu fiz
né já já tinha aumentado né eu fiz um tambor Mas duas panelas panela grande aí a próxima segunda-feira já foi na terça-feira já foi Sim foi só aumentando a cada dia cada dia que fazia Ai que que você acha tem que aumentar as panelas porque sempre ficava alguém para trás que chegava atrasado não alcançava não tinha mais então foi indo foi indo quando ela sopa fazia cinco panelas pois a gente começou a servir esquentou meu tempo né dá para ficar fazendo sopa com calor vai vamos fazer janta vamos servir arroz feijão e uma mistura e
um refogado vamos teve dia que eu fiz cinco pacotes de arroz Nossa 5 pacotes de cada cinco pacotes de arroz para uma refeição assim fazer aquelas cinco panelas fora o feijão eu cozinhei 12 kg de feijão cozinhava 12 kg de feijão tem um monte de feijãozinho e mais as outras coisas que fazia fazer uma macarronada que vinha bastante água bastante macarrão ganha bastante fazer macarronada fazia um refogado dos legumes que vinha assim tanto de chuchu tanto de abobrinha tanto assim aquele refogadão tudo junto todas as coisas aí servia para o povo e nós ficava contando
as meninas aqui tava contando com outras famílias pessoal chegou 150 família Inclusive eu ia perguntar isso mesmo como que funcionava qualquer o público de vocês assim ou se vocês tinham alguma forma de cadastro das pessoas ou chegou já tá na fila e já faz parte já come já podia vir com potinho qualquer pessoa comer né porque não tem como assim você falar tal pessoa não precisa você não então a gente servia todo mundo que chegar tudo que chegava entrava na filha pegava e tinha pessoas que levava até uma marmita para poder comer no dia seguinte
né Algumas pessoas estavam com dificuldade né no dia seguinte e algumas que ia trabalhar também levar uma marmitinha para levar para o trabalho também ali junto com uma pessoa né falava a gente também colocava aqui esses que trabalham né em obras né então tem muitos homens que morava que moram sozinho então eles já levaram a Marmitinha deles já falava essa aqui é a minha marmita para mim levar pro trabalho inclusive [Música] a gente pensa as coisas antes porque a gente como a gente comentou né Vocês estão estão no mesmo projeto mas cada uma cabece alguma
coisa né Fiz uma troca de ideia a gente conversando com a Adriana né percebeu assim o apoio que ela dá para para mulheres que às vezes te procuraram que tá passando por alguma situação dentro de casa e aí você acolhe enfim você poderia falar um pouquinho disso pra gente também é a gente a gente tipo a gente somos amigas né somos psicóloga também né tudo a gente tenta abraçar social isso então chega várias situações pra gente né amiga do São Jorge tá dando jeito de fazer ah gente faz então porque a gente acolhe as crianças
violência doméstica né nesse caso entendeu então assim que que acontece alguns anos eu venho percebendo que a gente está atendendo muitas mulheres de violência doméstica né E daí eu fiquei né pensando mas que que a gente pode fazer né O que que tem para oferecer para essas mulheres aí comecei prestar atenção né E algumas falava comigo em códigos Claro entendeu que a forma que dá no momento né Aí eu marcava um dia para ela vir conversar comigo sozinha pessoalmente é aí aonde que ela se abria né algumas então algumas perguntas para a gente se tem
aonde ela se abrigar o que que ela pode fazer né para ela poder fugir porque assim existe o vício né também pelo vício daí os agride as mulheres né então elas cansam daquela vida só que elas acordam não é elas querem sair e acabam procurando a gente e tem outras situações também que é agressão mesmo né só agressão E aí a gente também tenta ajudar né A gente temos alguns amigos né que são os doadores que apoiam a gente né E aí traz também algumas questões assim para a gente que a gente pode estar levando
para eles né então quando acontece essa situações aí é onde que a gente vai atrás de ajuda para essas mulheres hoje a gente tem palestra sobre a violência doméstica né tem psicólogo quando precisa que daí a gente indica né então assim tem várias situações e a gente teve assim uma situação que a gente deu abrigo para uma que deixou é tudo que ela tinha uma casa grande né E ela ficou lá no quartinho com duas com dois filhos mas ela tava feliz porque ela não tava sendo agredida ali claro né E hoje ela ficou lá
vários meses né até ela se reerguer e hoje ela tem a vida dela tem emprego dela é a gente trabalha como menor aprendiz também a filha arrumou emprego né que a gente indicou ela ela a mãe fez um curso de porteiro né E hoje tá trabalhando sabe então ela construiu a vida dela de novo né mas ela saiu ali né que é um cômodo que tem lá no projeto aí outra pessoa entrou aí eu falei assim ah a gente vai arrumar para alguém né ali que que Deus mandou outra mulher que separou do marido que
nem conhecia a gente né tanto que ela é amiga da Gislaine né Gi né então assim as coisas acontecem não é que a gente procura não chega até a gente né então isso é muito importante mas imagino que é porque vem vocês um ponto de apoio também né de segurança que vocês junto com você e aval não foi a Val morava lá né E aí agora esse quartinho já tinha lá mas lá no fundo já era onde ela morava né isso a casa dela no fundo e a cozinha onde que a gente faz o projeto
que cozinha dela na frente e aí ela onde vocês fazem esse acolhimento para mulheres mas também onde faz a comida onde faz as atividades ali né tem dia das crianças também né isso daí a gente tem o dia da criança a gente já começa a se movimentar o ano todo a gente faz a gente recicla os brinquedos os brinquedos que chega para gente a gente tem uma especialista que é uma das voluntárias Dejanira que ela lida com as bonecas dá banho nas bonecas faz roupinha para as bonecas sabe um monte de coisa aí tipo a
boneca fica nova né então a gente vai juntando o ano todo e pedindo arrecadação para quando chegar no dia das crianças né a gente fecha a rua e faz a festa sim para as crianças época de Páscoa também a gente pede doação também né então são várias ações e nisso também a gente tem uma parceria com outras instituições algumas igrejas que chega até a gente para poder doar também né a gente tem uma doadora com o nome dela é Madalena vai ter uma ação do Dia das Mães né é uma pessoa que é aposentada e
ela se preocupa com uma como as pessoas né com a comunidade ela ajuda várias comunidades né então assim a gente temos várias parceria então aí com a gente mas e pensando nessa questão assim de que eu até comentei onde o estado não chega amigas do São Jorge tá chegando e tá fazendo as coisas né pensando nisso assim serviços públicos e tal como que é o acesso por exemplo ao posto de saúde aqui no bairro que eu acho que a gente até trocando uma ideia pode saber que o posto que tem é mais longe mais distante
ou como que é o transporte público e também o espaço de lazer que a gente estava até comentando lá fora sobre a pracinha que não é nem era uma pracinha depois se tornou né Vocês puderem falar um pouquinho pra gente como que é essa essa relação como que era antes o que que o coletivo conseguiu reivindicar também para ter agora né E aí falando do posto ou você pega o ônibus vai lá no terminal do Vivi Pega outro ônibus é mais difícil Então pessoal acho melhor ir na bota que pega mais rápido não fica tão
longe mas também não é perto né mas é o prefeito tudo para mim tem uma coisa para nós esse ano né no próximo com a pessoa Às vezes tá doente ela não consegue ir até lá né não é longe a gente fala assim que aperta mas a gente mora aqui na parte de cima e quem mora lá na parte de baixo né E aí vocês o prefeito ele falou que ele vai né ele prometeu isso para vocês sim fez um vídeo e vai dar Vamos esperar né Faz quanto tempo já que ele falou isso foi
foi mas do ano ele prometeu que vai fazer esse UPA para a gente e aí você não vem a gente tem que brigar para vim também eu tirava a foto era todo cheio de entulho tinha cavalo não Praça era um local para ser uma praça só que o terreno tava tomado de lixo entorno sabe assim faz assim era horta mas o outro era só só entulho aí eu tirava foto colocava na rede social daí a Brenda já marcava lá os vereadores marcava um prefeito e sempre daí a gente fazendo isso né sempre fazendo isso acho
uns dois anos a gente fazendo isso e marcava eles Daí eles colocavam alguma coisa lá pra gente mas ele já Através disso aí a gente começou a ficar conhecido já insistir pegar no pé dela isso daí um belo dia eles entraram em contato conosco e daí falou que ia fazer ia começar a obra da praça né então para a gente a praça chama Val dias sim claro que é memória aval que começou o coletivo com vocês é e hoje a gente é a praça mais cuidada aqui quando eles vem fazer reforma né eles falaram Nossa
aqui é a mais cuidado que a gente está sempre cuidando a gente fala para as mães tá cuidando cuidando dos seus filhos lá para não estragar os brinquedos que tem Inclusive a criançada ama né você passa a tarde ele tá sempre cheio de criança brincando sempre e a noite é bem iluminado também lá né então assim né nesse calor Então as crianças ficam lá até tarde com seus pais né e Nossa é muito eu olha as crianças lá eu já lembro assim da Val né olha a minha Praça cuida da minha Praça ela falava desse
jeito né então assim tudo que a gente luta e conquista né muito gratificante deve ser um lugar onde vocês fazem atividades também né Sim a gente faz várias atividades a gente já teve [Aplausos] dentista lá né orientação vem o pessoal da igreja também fazer culto com as crianças a gente faz tipo um piquenique né a gente faz a noite também a gente faz assim pastelada às vezes uma festa assim para as crianças para comunidade né porque às vezes os lugares são muito longe para eles poder ir então daí a gente faz também sabe faz Feirinha
e aí ela para poder divulgar vocês fizeram um grupo no WhatsApp né Isso é verdade moradores e Moradores aqui não que participa do WhatsApp amigas e o projeto das crianças né E aí as mães que tem criança aí tem um outro que é que das Crianças a gente fala projeto das crianças né porque aí tem as atividades das crianças e atividade nesse outro grupo ele é geral porque quem faz artesanato quem vende algo daí posta lá também que legal né isso que a comunidade não vai sair daqui para comprar em outro lugar ela vai comprar
aqui mesmo ajudando o comércio geral né então isso é muito importante quem gosta de comer um pastel espetinho já vai lá no grupo já vai lá no grupo já pergunta o telefone Daí já começa as postagens é a Fátima que faz né tia Fátima maionese Será isso mesmo aí o pessoal vai postando tudo lá uma criança sumiu coloca lá alguma coisa perdeu uma carteira perdeu um óculos ela lá é bem informativo também sabe bem legal né aqui hoje uma mulher perguntou quem faz marmita aqui no São Jorge teve uma pessoa falou lá tia Fátima já
inclusive começou a ser cuidada de idosos antes né E aí você começou a a cozinhar depois a fazer comida para mim vender depois da pandemia porque eu fiquei desempregada né porque teve quem pegava primeiro a família pegou eu eles cuidar né Eu fiquei desempregado daí eu fiquei assim como é que eu vou fazer vou ficar sem ganhar meu dinheiro não dá meu marido só ganha um salário o salário do meu marido não dá para contar muito então eu gosto de contar com meu mesmo é daí Aí como eu fazia feijoada um tempo para Valquíria ela
fez feijoada no tempo no sábado para conseguir dinheiro para ela falou que o ativo dela né para ela sobreviver mas daí ela parou ela parou daí eu cheguei nela e falei assim você vai continuar com a feijoada ela falou assim não tia por um tempo não eu falei assim você não se importaria de eu fazer para não passar na frente dela né porque eu preciso ganhar um dinheiro né ela falou assim não estouro Tia pode ir aí você começou a fazer eu comecei fazer e já faz três anos né e estou fazendo aí eu comecei
a fazer a feijoada eu faço para estar calor eu vendo botar frio vendo graças a Deus louvado seja Deus e daí comecei a fazer também na época do inverno frio comecei a esfriar eu faço mocotó dobradinha eu faço agora esse ano já comecei fazendo com caldo de mandioca é bom caldo de mandioca com costela e aos domingos eu faço maionese mas sai marmitas também de comida no domingo hoje mesmo saiu bastante marmita de comida eu levantei hoje coloquei as batatas cozinhar e já e já vou cortar as coisas Cebolinha cortar todas as coisas né para
adiantar aí 9:30 9:47 eu sento no celular e ó Fulano hoje tem maionese sim eu vendo mesmo né e a feijoada também eu tenho bastante cliente lá para cima mas a maioria é aqui minha volta aqui é o comércio né local daqui na entrevista anterior quando ele disse que fez a uma fachada para uma senhora também acho que era marmita mesmo que aí ela vendia eles fizeram uma troca né daí ela com a marmita e ele fez o trabalho dele assim as pessoas vão se fortalecendo né isso de alguma forma então e aí assim voltando
um pouco sobre o assunto com as mulheres Vocês tiveram uma tem pensam em fazer tipo um grupo com mulheres para você se fortalecerrem para um acolhimento mesmo assim entre vocês se já existe ou não então sobre a violência doméstica você fala né assim né então já existe né a gente tem uma vez por mês uma palestra Aonde que a palestrante ela é a vítima né de violência doméstica né então é aonde que aí surgiu de estar colhendo essas mulheres né sobre a valorização da mulher né sobre sair do escuro porque as mulheres elas acham que
muitas vezes aquilo é normal porque muitas vezes passa de geração em geração a mãe passou por aqui ela conviveu então ela acha que aquilo é normal no casamento dela também entendeu então tem umas que estão no escuro né isso porque eles aconteceu com a mãe né então acho que aquilo é normal com ela também né então é onde que ela nessas palestras ela Faz aquela mulher enxergar o que é uma violência doméstica né e sair daquele escuro né no Dia das mulheres aí teve essa palestra na praça a gente teve vários eventos tem tinha uma
tenda lá e foi o dia todo até à noite né e uma dessas mulheres que mora aqui no assentamento né durante a semana depois que passou ela chegou e me falou tia Adriana não acredito que eu saí do escuro tudo com aquela mulher falou na palestra era o que tava acontecendo comigo e eu tomei coragem não dou o marido embora tchau obrigada e falou tudo era para mim tudo era para mim que ela levantava cedo e ia trabalhar e o marido ficava em casa e os vizinhos falava para ela Onde você viu isso você trabalhar
e o ficar em casa e além de tudo não valorizava ela sabe falar falava algumas coisas lá Raquel às vezes não bate mas o as palavras são piores né exato tem a violência verbal a violência na sua física e isso mesmo então aí eu lá fazendo visita né a gente vai fazer algumas visitas né quando a gente recebe assim tem alguma família que tá passando dificuldade então eu vou lá nessa família aí nisso ela me encontrou e tava contando falou assim que nós se foi a melhor palestra que ela teve que aquele dia lá salvou
a vida dela né e eu fiquei assim né fiquei feliz né porque se falar que a gente faz algo pela pessoa né E quando acontece mesmo né ali a gente tá tá sabendo que foi bom que a gente fez uma coisa boa né então é muito gratificante é um ciclo assim né então trabalho com criança que também tem a ver com essa forma de acolhimento né que é a mamãe da criança às vezes passa por essa situação então saber que isso existe é importante né para quebrar um pouco isso e às vezes é através da
fala né da de uma mulher saber que existe A outra por isso vocês falam às vezes eles são psicólogas assim né e assistente social né porque nós conversamos entre nós assim sempre sabe É sim porque a gente pega ali para conversar é isso porque muitas vezes no bate-papo você já passou pela quilha e aquela pessoa tá passando então você pode passar a experiência para aquela pessoa né então vai ser muito importante e quando a gente não quando eu não posso ajudar eu vou procurar meios pedir ajuda para poder trazer uma solução pra pessoa e só
dessas mulheres poderem se sentir seguras para falar com vocês é muito importante saber que vai ter um ouvido que vai escutar assim julgar vai acolher o que se precisar de uma mão sei lá para ir em tal lugar para buscar ajuda ou fazer sei lá não sei talvez Imagino que algum caso precise de denúncia ou envolver algumas outras coisas e que é extremamente difícil de conseguir fazer sozinha e a gente sabe o medo a complicação que é então saber que tem uma mão para segurar falar agora vamos isso faz muita diferença né isso porque se
ela chegou pedir ajuda porque a situação tá muito grave né então é isso que eu falo acorda a pessoa chega e aí às vezes a gente vai conversar a gente vê que tem marcas no corpo algumas já estão assim depressiva tá com marcas cortado tem uma situação né então daí que a gente vê que a situação tá bem difícil mesmo sabe que às vezes nem precisa dela falar mas aí o olhar né que a gente tem para pessoa a gente vai começa a observar a pessoa o jeito dela ver se ela tá tremendo quando vem
falar com a gente né porque ela tem medo né medo do que se o marido descobrir que que ele possa fazer tudo isso né então é aquele tem que sair do escuro né dar um passo à frente e ter certeza que não vai viver aquilo de novo né então para isso Ela tem desagarrar ela tem que contar com pessoas né que vai estar ajudando ela e entender que não precisa repetir as histórias que já aconteceram pode ser um ponto de virada né Exatamente isso sim e pensando nas ações do coletivo assim né e que vocês
começaram a fazer quando vocês vieram para cá né O que que mudou na vida de vocês depois que vocês vieram para cá e começaram a fazer essas ações né em relação a estrutura do local em relação a segurança me conta um pouquinho sobre isso deixar você responder as de novo então é chegar várias situações né a gente assim começou como a comida né fazendo ali a sopa no inverno né aí depois que que aconteceu várias pessoas vinha atrás de alimentos cesta básica não só alimento né isso umas aqui no assentamento chega a família bem dizer
assim todo mês famílias de fora vem de São Paulo é mato mato grosso também vai Maranhão e ele só vem com a roupa do corpo né aí chega aqui chega até a gente o pessoal vai lá e procura o projeto né aí que a gente pede né Muito é só a questão de colchão Cama tudo que é de uma casa até louças né tudo que é de uma casa utensílios né aí a gente sempre fala o pessoal se você tiver para doar Pode trazer que tem para quem doar né Então aí vai montar a casa
dessas famílias entendeu fogão geladeira tudo né então chega essas demandas para a gente também desde remédio remédio leite leite especial para criança que toma esses leite mas é como que fala pessoas que toma na sonda vem também fralda para criança ela também ajudar em geral né coberta tudo cadeira de roda tudo pessoal cadeira de banho tudo aí essas coisas começou o pessoal a perguntar se não tinha para emprestar Ai que tem uma situação só foi um acidente fez uma cirurgia aí a gente começou a ganhar que antes o pessoal oferecia só que a gente achava
que o pessoal não precisava né aí a gente começou a receber então a gente empresta daí a pessoa devolve aí outra pessoa usa e assim vai indo né E quando tem assim a gente visita quando tem tipo pessoas com câncer né idoso acamado né muitas mulheres com câncer a gente teve uma fez uma campanha várias vezes para ajudar né ela faleceu né esse ano e a gente ajudou muito ela como medicamento alimentação é claro né tudo caro né aí fralda todas aí ela tava ficou depressiva Porque ela foi desenganada então assim sabe várias coisas então
a gente ia lá eu levava várias pessoas para fazer oração para ela sabe então a gente tenta ali acolher conforme a necessidade assim sabe aí a gente ajudava com sexta ela tinha várias crianças pequena sabe ela morava na casa ela tava morando na casa de uma cunhada cunhada que acolheu ela quando ela ficou doente aí a gente ajudava porque a cunhada também tinha uns filhos né era uma família bem grande ali no caso que se tornou então a gente tentava ajudar bastante com fruta verduras né quando a gente vai para o CEASA eu já separava
a caixinha dela então assim é situações de doença a gente tenta ajudar também leva no hospital que você levava Aquele Menininho lembra fisioterapia tratamento lá tinha que levar lá no huh lá no HU daí não tinha como a mulher não tinha como levar acho que não era só uma vez por semana né não era duas vezes por semana então daí ela via ou ela ia ou ela ou ela Val levava e trazia e tipo a gente conseguiu especialista para esse menininho que ele não tinha movimento a mãe parou de trabalhar aí ele começou todo assim
Deus do começo assim é com médico especialista daí a gente conseguimos uma pessoa que daí levou ela no hospital infantil E aí Ali começou o tratamento aí depois conseguiu fisioterapia no HU para ela e hoje O menino tem um pouco de movimento já e assim essas famílias você falou né que elas chegam diariamente assim né com muita frequência elas ficam numa Aparecidinha isso também tá parecidinha né E aí elas fazem as casas dela e ali e começa a construir a vida isso então a gente dá assim o início né para elas no que a gente
pode né aí depois Elas começam a se adaptar se tem criança daí a gente já fala ó tem que matricular a criança a gente orienta ela onde ela é isso tem que ir para o Cras né na escola tudo no posto arrumar também é verdade é muita coisa é muita coisa arrumar emprego em geral menor né Aprendi ajuda a arrumar curso para fazer tem curso de crochê lá no projeto das meninas fazem e tem outros outros cursos ajudou uma moça a casar né a gente ela pediu para mim um vestido de noiva que era o
sonho dela a gente conseguiu o vestido dela a roupa do noivo dos filhos a festa o fotógrafo a maquiagem tudo a gente conseguiu para ela a comi isso gente tudo a gente conseguiu tudo o orçamento completo para ela daí Porque existe muitos doadores muitas pessoas que querem ajudar com certeza né envia o nosso trabalho né e é onde que as pessoas chegam agora vocês estão com um projeto de reforço escolar né E isso que vai ser aqui onde a gente tá inclusive vai ser aqui nessa vai começar Tá começando ainda né e Da onde veio
isso assim né como é que é a qual é a escola mais próxima daqui e se tem ônibus escolar se elas vão a pé como que funciona então a escola é aqui no bairro mesmo então é pertinho para as crianças né só quando tá chovendo muito aqui algumas faltam porque não assentamento não tem asfalto então tem essa dificuldade quando tá chovendo demais né a criança vai tomar chuva a criança vai vai chegar na escola toda suja aí já tem um preconceito também né é importante dizer isso porque são dois problemas né Às vezes você a
criança se expor ali a a chuva que às vezes fica gripadinha várias questões né e do outro lado Opa e do outro lado também o preconceito na hora de receber ela dentro da escola amanhã acha melhor não levar né então a escola até já sabe que quando tá chovendo demais aí a criança não vai então tem essa dificuldade mas a o reforço escolar para crianças de até dificuldade de ler né É do 5º ano para que para cima a criança Algumas crianças tá tendo dificuldade na escola não tá tendo reforço eu conversei com a diretora
para a diretora tá divulgando na escola até onde encaminhar até o dia toda Tá apoiando a gente né porque é uma coisa que precisa e a gente conversando assim com as mães ela falou assim que os filhos estão com dificuldade que Eles saem para sexta série e não sabe ler algumas ainda tem dificuldade na escrita né aí apareceu uma professora voluntária né que queria fazer algo né aí ela chegou até nós e nós abraça tudo né E aí vai acontecer agora aí a gente tem o espaço temos algumas carteiras né aí a gente ganhamos caderno
lápis tem tinta guache também para crianças se divertir sim né então assim as coisas vai acontecer legal e queremos trazer mais mais para as crianças para os adolescente aula de violão né a gente tá tentando trazer alguns esportes também claro né com celular no Ciranda a gente recebe oficinas também né E aí a gente teve oficina de contação de história e teve oficina de dança também né de hip hop E aí é bem massa assim né Elas Gostam bastante de dançar aí de tocar instrumento também bater no que um professor levou assim um balde para
ficar batendo foi muito mal aquele tempo né que ela tá vai para escola e depois né além de aprender algo diferente né soltando pipa ali às vezes elas querem dançar fazer uma coisa diferente né E aí isso assim a gente vê muito quanto que a é Val né o quanto que é Val é importante para vocês e eu vejo que né A Greice ela falou muito vocês falam então eu vejo que ela é muito presente né como é que vocês podem falar dela quem que é a Val ela era bem dura quando ela falava não
tinha ela tinha presença mesmo sim você ia doer se não ia sim era aquilo que é necessário né [Música] vocês estão bem a casa aconteceu alguma coisa outra hora as meninas já colocando que preocupa bastante Sim ela era maravilhosa era bem preocupada então há 24 horas ali a Val online né conversando vendo que tava tudo certo não precisava que ela morreu dentro do shopping né bem bom para ela morrer dentro do shopping Ah tia as netas dela ligou para mim eu tinha eu tava no salão lavando meu cabelo tinha a mulher tinha acabado de molhar
meu cabelo a menina gritou ligou mas como elas brincava demais comigo zuava e eu não acreditei porque a Valquíria ligava para mim às vezes era meia-noite Ai tia eu tô passando mal corre aqui tia por favor tia eu tô sozinha tô passando mal eu levantava correndo e ia lá chegava lá a Brenda dava risada eu fui lá pra minha tia falei miojinho para mim hahaha Ô tia faz uma sopinha para mim tava bem sabe tava bem tava bem daí com as meninas ligou ai é mentira aí elas pegaram fez uma chamada de vídeo eu vi
ela caída lá no chão e eles tentando reanimar ela sim deu um gelo aqui na minha cabeça um arrepio no meu corpo inteiro foi lá na sala do meu pé eu já vi que ela foi lá ela não vai voltar eu já senti dentro de mim sair com uma toalha molhada perto fui atrás da Adriana atrás do meu cunhado para ir lá de carro tava ela e uma amiga nossa junto e as netas dela tava chorando demais né Em volta dela sim Em volta dela daí já anunciaram no grupo algum alguma pessoa que foi até
anunciou no grupo que era para o Povo Orar né que a Brenda tava passando muito mal e era para o Povo Orar para fazer uma corrente de oração para ela ficar bem criançadinha já tudo Escutou já Claro tudo lá as criança adorava ela imagina adorava ela correu tudo lá no projeto já fica tudo por lá aquelas crianças sentado eu fiquei lá no quintal daqui a pouco sobre a notícia que ela tinha falecido que não conseguiu marcar aquela criançada fez um griteiro dentro do quintal mas choraram aquelas crianças era criança chorando Para Tudo do lado ela
era muito amada né [Música] não tava muito pelas crianças fazia de tudo mesmo né E aí vocês agora estão seguindo o caminho dela aqui fazendo também que ela fez por amor né que vocês fazem por amor e por cuidado né tipo assim a gente fala que tá sem ela né mas a gente tem uma uma pintura né que é bem diferente assim com o projeto daí a gente fala assim ó ela tá olhando todos os dias a gente lembra dela lembra das coisas assim né momentos que a gente vivia coisas que ela falava sabe então
assim não tem não tem como enquanto existe memória a pessoa tá tá vivendo de alguma forma sim né memória viva Ela morou no assentamento né então ela ela sabe mais ainda do que do que eu porque eu não morei no assentamento né então Ela morou lá dentro do assentamento ela sabe mais ainda das dificuldades porque ela pisou na terra ela ficou sem água ali né tudo isso e mesmo que depois que ela veio né para que para o São Jorge ela continuou vendo não esquecendo né do assentamento E é aonde que ela trouxe isso para
nós ensinou pra gente a gente tem que olhar pelo próximo claro né Ela vivia Sozinha sim né não morava ninguém com ela só a gente ficava lá enchendo o saco dela então as crianças ia lá as crianças tinha liberdade as crianças estava banho no banheiro dela os chão bem mais ela né e dormia lá com ela quando queria sabe assim então assim ela era bem bem querida mesmo pelas crianças é verdade legal é aquele famoso nós por nós né que a gente que faz acontecer pela gente quando a gente se une tinha um pote que
vivia cheio de doce né lá e hoje pode continuar quando chega a criança a gente dá doce para as crianças né lá então a gente continua Tem coisas que vai ficar para a vida inteira né continua assim e ela era mais Explosiva e eu mais calma Então ela os outros falava que ela era a Bruxa Má aí ela era muito boa e eu era a bruxa boa né quando uma pessoa já conhecia ela e chegava para conversar queria falar comigo meu Deus ela falava assim por que que você quer com a força lá com a
tia Adriana porque a tia Adriana passa a mão em tudo né E aí Adriana coração mole isso ia falar que todo mundo passava a mão na minha casa desse jeito né porque eu já coração mais mole era mais dura né ficou muito sério daí eu levo pronto tive que aprender também ia ser dura também né para encarar a vida né A gente precisa ela me ensinou muitas coisas assim da vida olhar saber se a pessoa tá dando verdade se não tá muita coisa assim eu aprendi com ela observando ela né E para aí já encerrando
que a conversa tá muito boa mas já tá indo pro finalmentes aqui é para você falar para vocês falarem pra galera que tá assistindo a gente sobre a potência do São Jorge assim né falar um pouco sobre como que é aqui para vocês e sobre as potências que existe eu gosto muito daqui eu falo assim Londrina para mim essa região sabe para mim é maravilhoso lugar que eu moro me dou bem com todo mundo alguém que quer falar também aqui no microfone para quem está escutando Qual são as potências do São Jorge não quer falar
tia Adriana tem que falar aqui no microfone [Música] gente já tá encerrando vai então fala que ela vai repetir mudou muita coisa sim mudou muita coisa no São Jorge de antigamente por hoje não tem nem comparação hoje tem ônibus tem água tem luz tem asfalto cada dia as coisas estão melhorando tipo Saneamento de esgoto agora elas estão procurando mas melhorias Adriana sempre tá lá ligando que fizeram na praça então querendo uma academia ao ar livre para as pessoas eu acho que melhorou muita coisa e sobre as amigas do São Jorge quando a gente está junto
todo mundo junto todo mundo fazendo um pouquinho não pesa para ninguém [Música] eu vejo assim um crescimento até fora daqui tem um crescimento até fora daqui Sim eles que as pessoas quando precisam de mim procurar né que amiga pedindo remédio cesta básica mandando áudio [Música] [Música] e os filhos não ajuda não ajuda os filhos não tem tudo a mãe tem que estar pedindo para vir ajudar a dar um banho e aí ela falou assim para mim ela falou falou me ajuda porque eu não tô tendo condições de ajudar ele ele caiu da cama de madrugada
e eu não conseguia levantar ele do chão né ela falou assim vê se você consegue para mim porque vocês tem tanto contato sistema social como psicóloga né ela falou vê se vocês conseguem eu nem comentei isso não deu tempo tá com Adriana né aí ela falou assim para mim ver se vocês conseguem mudar aonde eu possa deixar ele porque ela não tem condições de pagar porque se ela for dar o cartão eu ia fazer o quê entendeu tudo isso e ela chegou até porque realmente está sendo reconhecido pelo que a gente faz com as pessoas
né para as pessoas antes de eu chegar na Adriana e falar ela me mandou um outro áudio assim me agradecendo porque um casal se colocou para ir na casa dela ajudar ela cuidar do marido e ela falou assim para mim a única coisa que eu peço para você se quando chega a fralda aí que vocês passa para mim que vocês já estão me ajudando então eu acho uma coisa muito importante né tem cadeira de banho fora daqui para as pessoas que precisa vem procurar então eu acho que isso daí é uma coisa muito boa e
é um crescimento das amigas do São Jorge Com certeza quer dizer assim não estabilizou só naquilo as amigas São Jorge não estabilizou Só na comida tem várias frentes exatamente então é como Adriana tá falando né É teve tempo aqui no ano passado a gente receber quase 500 toneladas de comida né verdade entendeu de dar sexta assim agora as coisas tá muito difícil mas mesmo assim a gente vai buscando a Deus Então é isso São Jorge tá certo a gente super agradece a presença de vocês a abertura de vocês para poder contar um pouco da história
do que vocês fazem com certeza essa união e essa força coletiva é uma baita de uma potência nesse bairro que também estava comentando com a Adriana se espelha em outros e tem uma galera em outro lugar fazendo o mesmo que com certeza são ações que vão se ramificando né E que uma uma ação vai apoiando a outra também a gente não é Exatamente exatamente é a coletividade né as amigas são os nomes são exemplos né para outras comunidades né que algumas ligam para a gente né de outras comunidades perguntando como que como que elas fazem
para elas fazerem mesmo na comunidade delas né isso vai se multiplicando e apoio em Londrina né muito bom a gente vai lá pelo pelas pessoas pelas que aqueles que que precisam né mas né e é isso aí gente muito obrigada [Aplausos] [Música]