agora para fazer seu pronunciamento a senhora Patrícia Machado Veiga de Carvalho Melo médica e presidente da associação de medicina intensivista brasileiro [Música] ami bom dia a todos e excelentíssimo presidente da mesa Deputado Júlio acde e excelentíssimo Deputado Luiz Ovando eh excelentíssimo Dr Estevan rivelo Dra Lívia Vanessa pancera e d Sandra Carneiro em nome dos quais cumprimento todos os colegas médicos aqui presentes senhores deputados senhoras deputadas É uma honra estar aqui hoje representando a comunidade intensivista do nosso país e a amib para falar de um tema de grande importância a medicina intensiva e o cuidado de
excelência do paciente grave todos nós aspiramos ter saúde infelizmente esperar que a saúde não nos falte é um desejo fora do escopo da realidade mais cedo mais tarde vamos vivenciar ao longo da vida a falta da Saúde Nossa ou de pessoas próximas e em um dado momento a falta grave da Saúde levará à vida dessa forma na falta da Saúde o mais importante é que tenhamos o cuidado e que esse cuidado seja competente o cuidado competente exige exelência técnica e científica acesso a serviço de saúde estruturado segurança e humanidade o intensivista é o profissional especializado
no cuidar dos pacientes em seu momento de maior gravidade ele recebe paciente de todas as especialidades médicas e é o responsável por identificar rapidamente as situações de risco monitorar os órgãos vitais e oferecer um suporte avançado e complexo a pacientes com acometimento simultâneo de vários órgãos a medicina intensiva surgiu no mundo entre as décadas de 40 e 60 quando houve uma explosão da tecnologia e do conhecimento médico com o surgimento da hemodiálise de respiradores artificiais de desfibriladores de forma conjunta tornou-se possível sobreviver a quadros que antes eram invariavelmente fis tornou-se possível sobreviver até mesmo à
morte súbita com as técnicas de ressuscitação cardiopulmonar e passamos a fazer o coração que parava voltar a bater com isso a necessidade de um local e de profissionais vocacionados para cuidar desses pacientes graves nasceu o paciente crítico as u e os intensivistas creio que todos eh eh sabem que foi a através da Medicina intensiva e dos primeiros intensivistas do mundo que se tornou possível a medicina de transplante as cirurgias complexas como neurocirurgias cirurgias cardíacas e inúmeras outras condições clínicas que evoluem com gravidade no Brasil esses avanços chegaram de forma concomitante ao seu surgimento no mundo
na década de 60 nossas primeiras utis tinham acesso a todas as tecnologias disponíveis no entanto com duas diferenças muito importantes o pleno da especialidade medicina intensiva só ocorreu no Brasil em 2002 com um atraso de pelo menos 20 anos comparado aos países ditos do primeiro mundo e isso comprometeu retardou a formação de especialistas integralmente dedicados à especialidade e a sua profissionalização a especialidade foi largamente praticadas por outros especialistas o outro foi que esses avanços permaneceram em poucas regiões do país por muitos anos e até hoje falta Equidade no acesso a uma medicina intensiva de excelência
para muitos brasileiros para nós intensivistas e assim me refiro a toda a nossa equipe multidisciplinar é inacreditável que uma especialidade tão Vital e importante para a saúde de todos nós possa ter permanecido por tanto tempo em uma situação de tamanha invisibilidade em nosso país recentemente vivemos uma pandemia que revelou ao mundo e ao Brasil de forma inequívoca e inquestionável o papel e a importância dos intensivistas de repente todos compreenderam a importância de ter acesso a um leito de UTI para quem precisa todos compreenderam que um leito de UTI não é apenas uma cama rodeada por
equipamentos e que os bons resultados só são alcançados através do trabalho de uma equipe multidisciplinar adequadamente dimensionada e capacitada a qual representa o verdadeiro tesouro de toda UTI creio que todos lembram que no início da pandemia existe um clamor por leitos de UTI e respiradores mas em um segundo momento muitos pacientes passaram a temer ir para o hospital e a recusar o dos respiradores isso para nós foi muito emblemático e muito difícil pois sabíamos que um paciente insuficiência respiratória aguda refratária tem nessa terapia a sua única chance de sobreviver Por que recusavam o medo surgiu
dos relatos de insucesso o insucesso revelava o que nós já sabíamos o improviso não gera bons resultados em um ambiente complexo de uma UTI equipamento não salvam vidas e muito menos cuidam de pessoas o verdadeiro tesouro de toda UTI está na competência e na experiência de sua equipe e o que vivemos em uma situação de pandemia infelizmente não foi possível prover isso agora com a inteligência artificial estamos presenciando até mesmo no dia a dia grandes avanços tecnológicos que certamente trarão avanços científicos na medicina e quem sabe a chance de presenciarmos uma nova geração de Sobreviventes
de condições hoje ainda fatais os intensivistas certamente estarão no centro dessas transformações Estamos prontos para contribuir a medicina intensiva é uma especialidade dura complexa Tecnicamente difícil psicologicamente e emocionalmente desafiadora que nos coloca direta e diariamente em contato com os maiores desafios do viver e também de nossa própria finitude em seu exercício esperam de nós a entrega de um trabalho com Rigor científico Extremo e também com o melhor da nossa humanidade a escolha dessa especialidade é fortemente baseada por vocação e em troca recebemos sim as mais lindas lições da vida saindo a cada dia do trabalho
mais aptos a vivermos melhor antes de morrer mas Queremos mais que isso queremos e Precisamos de uma medicina intensiva de excelência para todos os brasileiros Então o que precisamos precisamos de vigilância para o funcionamento responsável dessas unidades precisamos de implementação e respeito aos Marcos regulatórios já existentes precisamos de estratégia de gestão eficiente dos recursos na UTI a gestão amadora dessas unidades pode promover distanásia ou seja prolongar de forma dolorosa e ineficaz a vida sem diminuir a mortalidade dos pacientes além de aumentar os custos de forma muito significativa dessa assistência precisamos de estratégias para solucionar a
má distribuição crônica de leitos e de profiss qualificados gerando Equidade no acesso a essa assistência precisamos de incentivo à pesquisa científica no ambiente de medicina intensiva brasileira que apesar de todas as dificuldades ter alcançado respeito internacional precisamos de educação continuada para os plantonistas não intensivistas em especial para os que atuam longe dos grandes centros precisamos de visibilidade a esse trabalho tão essencial e importante com investimento e valorização nosso trabalho acontece diuturnamente à beira leito dos pacientes mais graves não podemos ser lembrados apenas em catástrofes em e pandemias não podemos eh ser lembrados ser esquecidos e
não termos a compreensão de que precisamos viver sobreviver e envelhecer em nossa profissão e assim sermos guiança Beira leito e inspiração para que jovens possam acreditar que sim vale a pena seguir suas vocações por isso estamos muito felizes hoje e muito honrados com a homenagem e com a oportunidade de sermos ouvidos hoje nessa casa precisamos de vocês nossos representantes para que a qualidade e segurança dessa assistência seja assegurada a todo cidadão brasileiro para que quando lhe faltar gravemente a saúde ele possa receber o cuidado competente que precisa e merece nos momentos mais delicados de sua
vida então o nosso muito obrigada mais uma vez por essa oportunidade e pela atenção de todos muito obrigado a senhora Patrícia Machado ve Carvalho Melo