Fala galera, sejam bem-vindos a mais um vídeo da Ballistic Brasil. Hoje vamos tentar responder de uma vez por todas se essa arma aqui é um fuzil ou uma carabina. Sempre é bom lembrar pro YouTube que estamos no stand de tiro, local seguro, as armas estão descarregadas conforme as condições de segurança.
Mas voltando ao tópico de hoje, João, isso aqui é um fuzil ou uma carabina. Primeiro é um tema polêmico, então você tem que ter em mente que existem várias posições e isso varia muito de idioma para idioma ou de país para país. Não existe uma resposta definitiva para essa pergunta se o correto é fuzil, se o correto é carabina.
Isso de fato varia bastante. Qual que é o a origem do problema? Se você pegar um fuzil de assalto, o Stumevel, como foi criado na Alemanha no final da Segunda Guerra Mundial, ele era basicamente uma arma longa, raiada, que era capaz de rajada, ou seja, tinha fogo seletivo e que empregava um calibre intermediário.
O que que é um calibre intermediário? É aquele situado entre um calibre de pistola e um calibre de potência plena. Na época, anteriormente no K98K, que era um fuzil de ferrolho, a Alemanha usava o 792 por 57 mmer.
Isso foi reduzido na composição do estômog passou a ser o 792 por 33 mm, ou seja, se manteve o calibre real diâmetro do cano e se reduziu o estojo, porque se percebeu que os combates naquela fase da guerra, especialmente depois de Stalingrado, já eram combates mais aproximados. tinha necessidade de um calibre tão grande, com grande recução por combatente em relação aos combates que estavam acontecendo naquela fase. Então, se criou uma arma automática com calibre mais reduzido, que ele ficava no meio termo entre a pistola e um fuzil de potência plena.
Então, essa é a origem do fuzil de assalto do Stum EVAP. Como exemplos de fuzis de assalto moderno, nós temos o americano M4, o francês FAMAS, o alemão G36, o L85 britânico, o alemão também com 416, o brasileiro IA2, ou seja, praticamente todos os exércitos modernos do mundo hoje, pelo mesmo ocidente utilizam e fuzil de assalto na acepção do termo que foi criada lá no final da Segunda Guerra Mundial. O problema é que no Brasil a gente tem diversas armas, como esse T4, por exemplo, que ele é uma arma longa raiada que dispara um calibre intermediário, no caso o 55 por 45 mm, só que ele não tem rajada, ó.
O seletor dele tem apenas as posições de travado e semiautomático. Ele não tem a posição adicional do tiro enrajado, então ele não pode ser um fuzil de assalto na acepção mais clássica do termo. Então o que nos resta é chamar isso aqui de carabina.
Só que no Brasil especialmente carabina é isso aqui. É uma arma longa raiada que não dá rajada. Ou seja, ela pode ser de repetição, no máximo semiautomática e que utiliza um calibre de arma curta, seja um calibre de revólver, como uma carabina Puma, por exemplo, que pode disparar o 38 SP, 357 Magnon, 44 Magn e assim por diante, ou um calibre de pistola como essa Fire Eagle aqui, que dispara o 9x19.
Ou seja, classicamente as carabinas como regra disparam calibres de armas curtas. Então, o que nos resta? nos resta um critério subsidiário, que isso vem muito também do padrão americano, que é o tamanho de cano.
Por qu no conceito americano, o que vai definir carabina ou fuzil, ou no caso carbin ou rifle, vai ser justamente o tamanho de cano. Se você pegar um M16 clássico, ele tem 20 polegadas de cano, é considerado um rifle. Enquanto que você é, se você pegar um M4 que tem 14 polegad me, que nem esse T4 aqui, ele é considerado uma carbing.
Eles não se preocupam com o regime de fogo, é o sistema deles. O que que a gente fez? a gente não, o que que o o brasileiro fez ou um conceito brasileiro foi pegar esse esse critério também de cano como algo subsidiário, ou seja, até porque na acepção do tema na na acepção do termo eh originária que vem lá do francês Carabine, isso varia um pouco de de autor para autor, mas é aceito que vem do carabini do francês, que é uma arma menor que a cavalaria ligeira usava no começo da idade moderna, mais ou menos ali pelo século 16, ou seja, a carabina já tem no seu âmago, no seu cerne, a questão de ser uma arma menor, que faz sentido.
Então, por ter um cano mais curto, nesse caso, 14,5 ou 11 polegadas de cano, apesar de usar um calibre de fuzil, entre aspas, essa arma aqui é considerada no Brasil uma carabina. seria o mais tecnicamente correto, mas lembrando que é um tema altamente polêmico. Tanto é que o próprio exército brasileiro, quando ele vai emitir o craf lá, o registro de uma arma de fogo, ele vai via de regra colocar fuzil barracarabina, porque de fato são são zonas meio cinzentas aí do mundo das armas de fogo que vai variar bastante, vai depender de país para país de autor para autor.
Não há uma resposta definitiva, mas essa é a minha opinião. E pr acrescentar, João, o que que é uma submetralhadora? Simples, no que que ela difere de um fuzil de assalto ou de uma carabina?
É o critério do fogo automático. Para ser uma submetralhadora, ela tem que ter a capacidade da rajada. Ou seja, se isso aqui fosse uma SMT40, por exemplo, que é praticamente idêntica a essa arma aqui, é uma arma longa, raiada, que dá rajada e dispara calibre de pistola.
geralmente 9 por 19, 40 SM 45 ACP e assim por diante, como a MP5, por exemplo, a FNP90, as BT da Suíça e assim por diante. Se você tirar a capacidade de fogo automático, que nem essa arma aqui, por exemplo, ela só tem o travado e o semiautomático. Se ela tivesse a posição de rajada, seria uma semetralhadora.
Como ela não tem exatamente a mesma arma, apenas com seletor reduzido aqui para semiautomático, ela vira uma carabina no sentido mais estrito da palavra, porque é uma arma longa raiada, que não dá rajada e usa um calibre de arma curta, como eu falei anteriormente. Se você concorda comigo, se você discorda de mim, deixe seu comentário. Eu quero saber o que que vocês pensam sobre essa classificação de armas de fogo em espécie.
Fique com a gente.