Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda à nossa segunda aula em que nós vamos falar da raiz de todos os problemas emocionais. Você deve estar se perguntando, mas opa, a raiz de todos os problemas emocionais? Sim, é o que nós vamos falar hoje. O objetivo deste minicurso é mostrar a você que depois de mais de 100 anos de evolução na psicologia, na psicanálise, nos métodos de terapia de todas as áreas que se interessam pelo sofrimento humano, finalmente foi desenvolvida uma ferramenta que efetivamente consegue ajudar as pessoas a resolverem todos os seus problemas emocionais. Preste muita
atenção no que eu vou te afirmar agora. Tudo aquilo que a mente humana é capaz de danificar emocionalmente falando, esta metodologia que você está começando a tomar contato neste minicurso é capaz de resolver definitivamente de uma vez por todas. Para que você já possa ir se Acostumando, o nome dessa terapia que foi desenvolvida por mim chama-se TRG. terapia de reprocessamento generativo. Nós estamos em pleno século XX. Nós avançamos em todas as áreas do conhecimento. Então, por que que nós não teríamos avanços significativos na área do conhecimento da psicologia, do psiquismo e do mundo emocional humano?
E é claro, é óbvio que nós avançamos, mas por que ainda se faz terapia do modo antigo? Eu tenho certeza que quando se fala em terapia, você imagina uma pessoa fazendo centenas e centenas de sessões por meses ou até mesmo por anos, nas quais você só fala, fala, fala e praticamente nada ou muito pouco muda na sua vida. Quando muda é muito lentamente, mas no fim você continua com a mesma depressão, com a mesma ansiedade, com o mesmo aperto no peito que você sempre sentiu. E convenhamos, isso é muito frustrante. A TRG ou terapia de
reprocessamento generativo é a evolução da terapia. Ela Foi totalmente construída para obtenção de resultados. Ou seja, a TRG é voltada para que você possa ficar livre da depressão, da ansiedade, da insegurança, da angústia e de todas as dores emocionais que você carrega, tornando você uma pessoa completamente livre de tudo isso para sempre. Só tem um detalhe que talvez você não saiba. Você sabia que uma descoberta, até que ela cede os laboratórios, dos pesquisadores, das universidades, até que ela venha ser acessível ao grande público, a mim, a você no dia a dia, leva cerca de 50
a 60 anos. Exatamente isso. Uma vez que é feita uma descoberta no laboratório ou em pesquisas ou até que isso seja validado, popularizado e divulgado, nós levamos de 40 a 60 anos para tomarmos conhecimento. Hoje nós já temos tecnologia de ponta em todas as áreas, como eu falei, mas principalmente no psiquismo humano e no reprocessamento emocional. E nós vamos falar disso a partir de hoje. Mas antes, eu só quero dizer que a nossa primeira aula foi fantástica e foi a nossa base até aqui. Se você ainda não Assistiu, para tudo e vai lá e assiste
a primeira aula e depois volta para assistir a segunda aula. Sabe por quê? Nós fizemos de tal forma que tudo está encadeado, como se fossem degraus de uma escada ou como se fosse uma espiral crescente para que você possa pouco a pouco ter o conhecimento mais amplo possível, mas de forma bem empilhada, bem construída, bem sedimentada, encadeada, para que você não ache que é algo complicado. Pelo contrário, para que tudo seja simples, muito simples de entender. Se você perceber, eu de propósito não escolho palavras complicadas. E se eu precisar falar alguma palavra complicada, a primeira
coisa que eu faço é explicar o significado. O objetivo é transmitir de forma simples e clara como funciona o nosso psiquismo. É por isso que eu ilustro tudo que eu falo com relatos de casos, mostrando na prática como aquele conceito se aplica no que eu expliquei. Isso me leva a querer fazer uma pergunta. Você está gostando desse jeito de aprender de forma leve, descomplicada E com muitos relatos de casos para esclarecer os conceitos que transmitimos? Se gostou, por favor, escreve aqui nos comentários ou no chat, no bate-papo, enfim, isso me dá um feedback que nos
ajuda a saber se estamos conseguindo atingir o nosso objetivo. Bem, já que eu falei tudo isso, vamos aos aspectos práticos da nossa aula. Eu gostaria de começar relembrando aquela afirmação enigmática do apóstolo Paulo. O bem que eu quero, eu não faço, mas o mal que eu não quero, este eu faço. A minha pergunta é: por que que a gente não faz aquilo que a gente quer? Por que que a gente faz aquilo que a gente não quer? Como é que a gente pode traduzir isso? Ora, eu não vou dar aqui nenhuma aula de religião, não
é esse objetivo e terapia não tem nada a ver com isso, mas só quero pegar um aspecto de uma frase muito interessante, de um question de perdão, de um questionamento muito interessante, de uma figura bem conhecida para aplicarmos a nossa vida. A pergunta que eu lhe faço novamente é: por que eu saboto a minha vida e não consigo prosperar? Por que eu não consigo vencer os meus medos, as minhas fobias, as Minhas angústias? Por que eu me saboto? Por que é que eu tenho relacionamentos tóxicos ou abusivos repetidamente? Porque eu tenho depressão, porque eu tenho
ansiedade, enfim, porque tenho comportamentos que eu não quero. E os comportamentos que eu quero, esses eu não tenho, esses eu não consigo colocar em prática. De onde vem isso? Como funciona isso? É a descoberta que você vai aprofundar a partir deste exato momento. Você está com papel e caneta na mão aí para você anotar, porque se você não tiver, você vai perder muita coisa. Anota tudo que você puder para tirar dúvida conosco. Não se preocupe em ficar escrevendo nos comentários ou no chat agora. Não se preocupa com isso. Se concentra no que eu vou falar,
porque isso vai ser essencial para você entender muita coisa que aconteceu e que acontece na sua vida e você não consegue entender normalmente as razões disso. Feito isso, vamos em frente. Primeiro, vamos recapitular o que você já aprendeu até aqui. Você se lembra que nós enfatizamos bastante que O inconsciente tem algumas regras e algumas peculiaridades? A primeira peculiaridade do seu inconsciente é de que ele é atemporal, o que significa que não existe passado para o seu inconsciente. Uma dor que te marcou quando você tinha 2, 3, 4 anos de idade ou até menos, vai repercutir
em sua vida até hoje, todos os dias. E o mais importante, todos os minutos da sua vida. É por isso que a sua personalidade acaba sendo formada em função de tudo que você viveu, principalmente na infância. Você começa a ter comportamentos que muitas vezes até mesmo você não concorda. Quantas vezes a gente se arrepende de coisas que a gente fez? Quantas vezes eu já escutei no meu consultório ou em atendimentos online a pessoa falar: "Nossa, eu estouri, eu perdi a cabeça, eu explodi, eu perdi o controle". Isso me faz lembrar de uma senhora que me
disse o seguinte: "Me ajuda porque eu trato mal todo mundo, até mesmo quem vi me atender, que vi me ajudar em uma loja, por exemplo." Agora mesmo, eu cheguei de uma loja no shopping, eh, cheguei numa loja, né? numa loja no shopping e porque a moça demorou um ou dois minutos, ela não Demorou mais do que isso para me atender. Eu simplesmente explodi com ela. Eu tratei ela muito mal e todo mundo ficou olhando pra minha cara como se eu fosse louca. Até mesmo eu me achei louca. Eu fiquei tão envergonhada que saí de lá
quase correndo sem comprar nada. E olha o que eu tava precisando. Eu só armei o maior barraco, a maior confusão e sai de lá. Eu não consigo controlar como é que eu faço isso. Ora, como é que ela faz isso? Por que que isso acontece? É o que nós vamos esclarecer agora. E a chave disso frequentemente está ligado ao passado. Uma coisa interessante a se acrescentar nessa história é que essa senhora tinha algumas peculiaridades no corpo, algumas características. Ela sempre foi muito gordinha e sempre foi baixinha. Então, a vida inteira ela sofreu muito bullying por
causa disso. Ela sofreu bullying na escola, com a vizinhança, com os amigos, mas acima de tudo, ela sofria bullying com o seu próprio pai. O pai não era fisiculturista, mas era alguém que gostava muito, muito de exercícios de manter a forma física. Muitas e muitas vezes ele dizia que ela era uma bola de Gordura, que ficaria doente, que parecia uma pessoa doente, que tinha que mudar aquele corpo, senão ninguém nunca iria querê-la. Desde que ela se entendia por gente, era isso que ela ouvia. Ela cresceu ouvindo aquilo. Então, logicamente, ela acabou registrando dentro dela muita
dor, muita frustração, muita insegurança e muita raiva. Ora, o pai que ela amava era justamente a pessoa que mais a machucava, mais a humilhava. É óbvio que ela não conseguia ser diferente. E ela não conseguia fazer nada para ser diferente. Ela não conseguia emagrecer, ela não conseguia fazer dieta. Para uma criança não faz sentido fazer dieta. treino, exercícios. Ora, se para um adulto se submeter a esse sacrifício já é difícil, imagina para criança de 4, 5, 6 anos de idade. Imagina uma criança recebendo reclamações continuadamente porque o corpo dela não está adequado às normas da
sociedade. Para uma criança, isso não faz o menor sentido. Ela não sabe muito menos o que é preciso fazer para emagrecer. O que aconteceu com essa menina? O mesmo que acontece com toda criança que se sente humilhada, desprezada, criticada, Desrespeitada na infância. Ela acabou jogando para dentro dela toda aquela dor e toda aquela raiva. E é justamente essa dor que vai explodindo continuamente o tempo todo, todos os dias da vida dela até hoje. Por quê? Porque para o inconsciente não existe passado. Ou seja, as humilhações que ela sofreu na infância continuam do mesma intensidade, no
momento presente, justamente porque o inconsciente é atemporal. Ele não tem passado, ele não tem futuro, só tem presente. E além disso, de acordo com a segunda regra do inconsciente que você aprendeu na aula passada, o inconsciente busca a felicidade. Mas quando o inconsciente não consegue dissolver aquilo, não consegue dissolver aquela dor, a pessoa entra em uma compulsão a repetição, ou seja, aqueles eventos traumáticos ficam dentro dela explodindo para sempre, o tempo todo, dia e noite, sem parar. Agora eu te pergunto, imagina você ter uma coisa explodindo dentro de você, uma dor, uma angústia, um sofrimento
o tempo todo explodindo, explodindo, explodindo dia e noite? A primeira pergunta que eu Lhe faço é: você vai ser uma pessoa calma? Você vai ser uma pessoa tranquila e relaxada, com uma coisa explodindo no seu psiquismo o tempo todo? Claro que não. Aí nós começamos a perceber a raiz das ansiedades, dos medos, das inseguranças, das sensações que tudo vai dar errado, de que você está fazendo as coisas erradas, que você é um impostor, etc. E isso vai ficando claro a cada vez que eu te der um novo exemplo, a cada vez que eu te der
uma nova metáfora, a cada vez que eu te trouxer uma nova analogia e um novo caso para você entender. Eu adoro fazer isso, porque você vai entendendo de forma simples e vai adequando as informações ao seu mundo, o conhecimento que você tem e ao conhecimento eh que você já assimilou durante a vida. Então, todo conhecimento que eu te passo, eu te passo dessa forma. Porque as coisas não têm que ser complicadas, elas têm que ser compreensíveis. Tudo tem que ser transmitido de uma forma que você entenda o que você precisa saber. E esse é o
nosso objetivo aqui. E eu espero que você esteja enxergando isso. Pois bem, o que Acontece com essa moça? Acontece que isso dói tanto, dói tanto que ela fica o tempo todo machucada e revoltada. Só que tem um aspecto importante. A criança ela aprende por generalização. Lembra disso? Exatamente isso. A criança aprende por generalização e dessa forma o nosso software, o nosso programa mental que rege o nosso psiquismo, vai sendo construído, só que com um verdadeiro vírus dentro dele. Lembra que na aula passada eu fiz analogia com um cachorrinho? Quando você chega para uma criança e
fala: "Olha, isso aqui é um auau". E esse auau é um chitzo desse tamanhinho, um cachorrinho bem pequenininho. A criança no outro dia chega para você e aponta para um dog alemão que é gigantesco, que é cinco, seis vezes maior e diz: "Au, au! Como assim? Como ela conseguiu entender que Shitso é a mesma coisa que um dog alemão, que é muito maior e totalmente diferente, porque ela generaliza o aprendizado. Nós generalizamos, nós humanos, generalizamos sempre, só que a Gente tem um filtrozinho que regula essas coisas, mas a criança ainda não tem. A criança generaliza
tudo. Ela recebeu muitas pancadas do pai, pancada emocional, muitas marcas emocionais. O pai a machucou com comentários dolorosos e humilhantes. O que acontece? Ela generalizou para a vida. As pessoas são mais. As pessoas, todas elas querem me machucar, me agredir. Todo mundo quer me humilhar o tempo todo. Para completar, ela acaba atraindo isso no dia a dia com as suas coleguinhas, na escola, enfim, em todo lugar que ela vai, ela acaba se sentindo rejeitada ou agredida, porque a gente acaba atraindo isso. a gente entra numa compulsão à repetição para atrair justamente aquela dor que a
gente estava sofrendo. Por quê? É uma tentativa do teu inconsciente de fazer você entender desta vez aquilo que você não superou e tentar superar dessa vez. Percebe? O inconsciente tá buscando a felicidade. Então, com 60 anos de idade, ela não aguentava mais de ver assim, machucando Todo mundo ao seu redor. Quando eu perguntei para ela, né, qual era a vontade que ela tinha naquela hora quando ela falava essas coisas para as pessoas, ela respondeu: "Ah, eu queria ser maior do que as pessoas, eu queria bater nas pessoas. É isso que eu quero fazer nessas horas."
E eu respondi: "Independente de quem quer que seja, é essa a vontade que você tem nessas horas?" E ela disse: "Eu sei que é estranho, mas um sentimento que eu tenho é este muito claramente. Ora, não parece para você muito mais uma criança pequenininha que tem um sonho de crescer, ficar forte, para se vingar de todo mundo tá machucando ela? Pois bem, agora imagina se a gente disser que ela estava congelada, preste bem atenção nisso, congelada emocionalmente na infância. Apesar de ter crescido, dela ter se tornado adulta, emocionalmente, ela estava congelada na infância. Ela ficou
congelada naqueles momentos de impotência, de frustração, de humilhação. Aqui ela era submetida frequentemente. Faz sentido para você? Eu vou te passar mais casos para ampliar A sua percepção. Uma vez chegou no meu consultório um executivo de uns 50, 60 anos de idade. Perceba, ele tinha várias empresas, tinha mais de 300 funcionários. Ele chegou aqui cabis baixo, contrariado, frustrado. Eu perguntei naturalmente o que ele estava passando, o que que tava acontecendo. Já era nossa quinta, sexta sessão por aí. Ele disse: "Jair, eu não entendo. Eu acabei de ter uma discussão terrível no trânsito, sem a menor
necessidade. Eu estava vindo para cá, tava dirigindo e tinha um outro carro do meu lado e a pessoa se distraiu e simplesmente levou o carro mais pra frente. Não fez nada demais. Ele só oscilou o carro na minha frente. Ele balançou o volante e pronto. Depois ele ajustou. Pronto, foi isso. Ela nem chegou a ficar na minha frente, não me trancou, não fez nada. Essa pessoa só estava um pouco na minha frente, distraída e fez esse oscilação e pronto. Mas isso me enchiu de uma raiva tão grande que eu comecei a buzinar, fit louco, a
xingá-la, a esculhambar, a chamar palavrões, enfim. E a pessoa acelerou, foi embora, porque tinha um Maluco, né, gritando lá com ele do nada. Sabe o que que eu fiz? Eu fui atrás dela, eu persegui o carro dela, eu tranquei ela, fui para cima da pessoa com toda a violência, enfurecido, soltando espuma pela boca. Quando eu cheguei lá, que eu tranquei ela, que eu parei ela, eu já tava brigando com ela, apontando dedo na cara dela, assim, absurdamente. E a pessoa olhou para mim e falou: "Amigo, me perdoe, eu tava distraído, eu não sei nem o
que que aconteceu. Eu fiz alguma coisa para você. Eu nem sei o que eu fiz para você estar com tanta raiva de mim. Se eu fiz alguma coisa errada, me perdoe. Neste momento a ficha caiu. Eu comecei a me dar conta, a perceber que eu estava todo arrumado de terno, gravata, um sol escaldante, discutindo com uma pessoa que eu que nem sabia porque eu estava discutindo com ela. Por que isso? Eu não consigo entender. Foi aí que eu caí em mim e me dei conta do papel ridículo que eu estava fazendo. Eu fiquei tão constrangido,
tão envergonhado, que eu baixei a cabeça e vim embora. Constrangido e destruído emocional e moralmente. Bem, eu já sabia o que tinha acontecido com ele. Ficou muito fácil explicar. A pergunta que eu fiz para ele foi: "Você Lembra que você era uma criança bem gordinha e na escola que você estudava tinha uma gang, como você mesmo me falou na primeira ou segunda sessão?" E essa gangue de meninos, eles faziam você de gato e de sapato, faziam você de saco de pancadas. Eles tomavam o seu lugar na fila do lanche, eles tomavam o seu lanche quando
você estava jogando, eles tiravam você de dentro da pelada do jogo de futebol e diziam que eles é que iam jogar. Enfim, eles sempre estavam tomando o que é seu, tomando o seu lugar o tempo inteiro, não é verdade? Pois bem, quando a gente sofre uma pancada emocional muito forte, a gente fica congelado naquele momento. A gente não cresce, não amadurece emocionalmente. E o que acontece? acontece é que como o seu inconsciente não tem passado, isso para o seu inconsciente não aconteceu há quatro, cinco décadas atrás quando você era criança. Para o seu inconsciente isso
está acontecendo agora. Então, quando essa pessoa fez menção de passar na sua frente, você hoje, um homem adulto com força, com Tamanho que você tem hoje, você não quer, você não aceita que ninguém tome o seu lugar e isso dispara automaticamente os seus gatilhos internos. Então, você toma atitude que você não conseguia tomar contra a criança. O que que essa pessoa acabou fazendo sem saber? Claro, foi disparar o gatilho emocional que você tem de tomarem o seu lugar, de tomarem a sua vez, o que ativou aquela dor congelada na infância. Que foi que brigou com
aquela pessoa hoje lá no trânsito? Foi adulto de hoje? um empresário que tem empresas, vários funcionários, que faz negócios internacionais, ou foi aquela criança congelada que tomou conta de você e brigou com aquela pessoa. Nesse momento, ele começou a chorar, parecia uma criança em desespero. E eu confesso, até eu mesmo às vezes me emociono contando coisas como essa, porque naquele momento caiu uma ficha. muitas fichas, na verdade, na cabeça dele. Ele me confidenciou. Olha, agora tudo faz sentido. Todas as vezes que meu comportamento foi intempestivo, foi agressivo, que eu machuquei pessoas que eu amo, na
verdade Eu estava me comportando como aquela criança. Agora eu me lembro, eu consigo passar o filme e lembrar que eu agia como uma criança revoltada, que eu não sabia o que fazer. Eu só queria brigar, esmurrar as pessoas. Eu maltratei e machuquei as minhas duas esposas, porque eu acabei dois casamentos justamente por causa desse comportamento. Eu machuquei meus filhos, eu machuco meus funcionários por causa desse meu comportamento. Tanta coisa agora faz sentido. E aí ele perguntou: "Então quer dizer que agora eu estou livre disso?" Eu falei do jeito, de jeito nenhum, porque saber qual é
a raiz dos problemas não resolve o problema de ninguém. Concorda? Aliás, essa é uma grande frustração dos meus próprios colegas de profissão, psicólogos. As terapias baseadas em fala procuram fazer a pessoa entender o seu problema. Só que quando a pessoa finalmente entende, praticamente nada muda. Pela mesma razão de que se eu souber que estou com a doença grave, por exemplo, Não é só pelo fato que eu fico sabendo dela que vou ficar curado. Claro que não. Uma pessoa que tem câncer e descobre que a origem, a causa, a raiz do problema foi o excesso de
substâncias químicas que ele teve contato no seu trabalho ao longo dos anos. Somente pelo fato de ter descoberto o que originou o câncer, ele vai ficar magicamente curado? Claro que não. Essa pessoa vai ter que restaurar a sua saúde para curar-se. No nosso caso, nós vamos ter que fazer o processo da terapia de resultados, utilizando o reprocessamento emocional para reestruturar o seu psiquismo e descongelar você desses momentos dolorosos do passado. Mais adiante, a gente se aprofunda nisso pra gente não atrapalhar, claro, o andar das coisas, das explicações, para não botar o boi na frente da
carruagem e não atrapalhar todo, na verdade, é não botar a carruagem na frente dos bois e atrapalhar tudo, não é verdade? Essa é a explicação certa. Enfim, o objetivo que eu prezo muito o tempo todo é ser didático. Então, eu vou te dar passo a Passo tudo que você precisa para entender esse processo. Afinal de contas, esse é um minicurso que tem que te ajudar a mudar a sua vida sem complicações. Eu só quero que você saiba que tudo tem solução. E no caso dele foi simples e fantástico. A gente resolveu isso fácil, por incrível
que pareça, é muito fácil. Eu sei que muita gente deve estar olhando e falando, mas espera aí, já você está falando que é fácil resolver problemas emocionais de uma pessoa que foi congelada a vida inteira. É, é fácil e é o que você vai saber a partir deste minicurso. Você está começando a entender que eu sei do que eu tô falando, né? Porque o feedback que eu recebi da primeira aula foi incrível. Eu fiquei realmente encantado. As pessoas estão falando ali: "Caramba, eu nunca vi as coisas desse jeito. Eu nunca vi como é simples, as
fichas estão caindo". Enfim, exatamente isso. É por isso que eu falo que é fácil resolver os problemas. Aliás, eu me lembro agora de uma coisa que aconteceu há um tempo atrás e eu queria que você se preparasse porque objetivo dessa aula vai ser bem Didática, então eu não vou ter muita pressa. Tudo bem? Vamos lá. Uma pessoa me pediu ajuda porque o seu filho de cerca de 11 anos de idade, que era muito calado, muito fechado, não estava conseguindo falar nem sequer com a própria psicóloga dele. E todos os psicólogos, os terapeutas lá, três deles,
na verdade, deram alta dizendo que olha, o seu filho não deve ter nada, ele é só um pouco introspectivo, não parece ter nenhum problema, é só o fato dele ser uma pessoa fechada, mas também a gente não consegue acessar ele, entender porque eh ele tem ou teria algum problema. Enfim, a gente não consegue nem saber o que é para tentar resolver. Enfim, eu acho que não é nada, que é só personalidade. Bem, foi isso. Só que tem um detalhe. O menino pensava em se matar. Ele dizia pra mãe que ele queria se matar. E a
mãe, ao ver isso, obviamente, ficava desesperada. E foi quando ela me pediu ajuda. Quando eu conversei com a criança, eu perguntei para ele: "Você Tem algum problema? Ele olhou para mim e falou: "Não, eu disse: "Sua mãe me falou que você tem vontade de se matar". Ele respondeu: "Sim, muitas vezes." Eu perguntei: "Você não tem problema, mas você tem vontade de se matar, sabe? Eu te entendo." Ele olhou para mim e falou: "Você me entende?" Eu falei: "Sim, eu entendo. Como é que você entende? é que você não consegue expressar o que você sente, não
é verdade? Ele falou: "É". E a próxima e a próxima pergunta que eu fiz foi: "Quando você olha pro seu passado, você fica triste?" Ele respondeu: "Fico, fico muito triste." Essa criança tinha passado por muitas frustrações, por muitas situações dolorosas. viu muita agressividade dentro de casa. Enfim, nesse momento que eu perguntei sobre o passado dele, ele começou a chorar e lágrimas começaram a escorrer do rosto dele. Eu olhei bem para ele e falei: "Tá tudo Bem, eu vou te ajudar". E nesse momento a gente utilizou o reprocessamento emocional. Gente, é comum terapeuta da TRG passar
por isso, graças a Deus, muitas vezes. E eu espero que você venha passar também por isso, porque foi muito, mas foi muito emocionante mesmo. Nós começamos a fazer o nosso trabalho utilizando o reprocessamento emocional e cerca de uma hora depois nós concluímos, ele olhou para mim e falou: "Ingraçado, tô me sentindo muito mais leve". Eu falei: "Que bom, a partir de agora, pelo menos metade dos seus problemas foram resolvidos. A gente tem que fazer mais sessões para resolver o restante. Mas o mais importante é que ele saiu do consultório com um sorriso no rosto e
dizendo, sabe aquela vontade que eu tinha de me matar? Eu disse: "Sim". Ele falou: "Acabou. Eu não quero mais me matar. Eu tô com tanta vontade de viver. Eu não Sei o que tá acontecendo comigo, mas tô muito feliz. 11 anos de idade e uma única sessão. Imagina o quanto isso é poderoso. Bem, eu estou aqui somente semeando na sua mente, no seu coração, que é possível que você possa ajudar pessoas e que esse trabalho, que é maravilhoso pode te trazer inclusive liberdade financeira. Agora vamos explicar como as nossas crenças são criadas, como elas influenciam
a nossa maneira de pensar, de agir e de tomar decisões, o que acaba determinando o nosso destino nessa vida. Como é que são criadas as nossas dores emocionais, a depressão, a ansiedade, o pânico, o transtorno obsessivo compulsivo, o toque. Ora, de onde vem tudo isso? Simples, muito simples. A primeira coisa, e eu acho que até preciso explicar um detalhe antes, quando a gente fala que você tem uma doença emocional, eu peço que você repense bastante isso. Por que repensar bastante isso? Porque esse não é exatamente o termo. Doença emocional não é o termo. Você tem
transtorno. Transtorno emocional. Depressão é um transtorno emocional. Pânico é um transtorno emocional. Ansiedade é um transtorno emocional. O transtorno obsessivo, compulsivo toque, é um transtorno emocional. O conceito de doença nesses casos está completamente equivocado, porque não há de fato alteração neurofisiológica no seu corpo. Isso é uma coisa que você precisa entender. Não vou me aprofundar muito mais aqui, não, mas eu só quero que você enxergue com muita clareza o seguinte. Muitas vezes, eh, alguns meios de divulgação científica eh saem com a seguinte notícia. Conseguimos encontrar um gene que parece estar associado à depressão. Ótimo. Eles
estão falando de um caminho na pesquisa científica que parece promissor. Muitas vezes a pessoa escuta isso, até mesmo pessoas da classe médica e aí falam: "Descobriu-se o gene da depressão, principalmente em jornais sensacionalistas que a gente vê na internet. Mas não é a realidade, não é verdade. Por quê? Porque alguns meios de comunicação que vivem de audiência, de Audiência pegam aquela informação e já transforma e já amplifica, distorce com objetivo de chamar atenção. Na verdade, o cientista não disse isso. Eles normalmente dizem o seguinte: "Parece que há associação desse gênio ou daquele gene com a
depressão, por exemplo." No final de tudo, a verdade é que até hoje não existe nenhum gene que tenha sido encontrado pela ciência, que seja o causador de qualquer transtorno emocional. Então, vamos separar bastante as coisas já a partir deste momento. Tudo que acontece com você emocionalmente, todos os seus problemas emocionais, eles foram criados pela sua mente. Esse é o ponto. Foi criado pela sua mente. A sua mente gera os problemas. Se ela gera o problema, ela tem mecanismo para corrigir. Não parece lógico isso? Se a sua mente está funcionando muito bem e a partir de
determinado momento ela começa a gerar um comportamento diferente, disfuncional, não significa que seu cérebro foi quebrado, foi partido ou foi machucado. Não se arrancou um pedaço do Seu cérebro, não ficou faltando um bloco de neurônios, nada. Seu cérebro, de um dia pro outro começou a gerar um padrão de comportamento que não tinha antes. Somente isso. Como é que isso surgiu? em função do nosso software mental. O que é software? É um programa de computador. O seu programa de computador mental, o seu programa mental é que está com probleminha. Entenda, você pega um computador e você
bota um programa. Se esse programa tem lá um monte de comandos para deixar a tela bem escura, ele não vai deixar a tela bem clara. Claro que não. Por quê? Porque o seu computador foi programado com aquele programa, com comandos, com software, com os códigos que estão dizendo que é para deixar a tela escura. Acabou. Não adianta você ficar dizendo: "Ah, computadorzinho, porque você não fica com a tela clara? Porque a programação é outra. Como é que você pode fazer com que o computador agora faça com que a tela fique clara? Simples. Você vai lá
no programa, Corrige o ponto que está errado no software, no comando, dá o comando certo e pronto. O que vai acontecer com a tela? Vai ficar clara, simples e óbvio desse jeito. Mas Jair, como é que funciona esse computador humano? Essa mente, esse software humano, esse programa de computador que nós temos na nossa mente? Vamos descobrir isso agora. A primeira coisa que eu preciso que você entenda é que nós, ao vivermos nesta vida, desde que a gente nasce, cresce e não só na infância, ao longo da nossa vida, a gente vai aprendendo. Nós aprendemos dia
após dia, porque nós precisamos sobreviver. E o primeiro aprendizado que nós temos é como nós sobrevivemos ao mundo. Isso significa que toda vez que você passa por alguma coisa que te machuca emocionalmente ou que te marca, isso vai começar a repercutir no seu corpo. Como assim? Imagina um lago bem tranquilo e aí você pega uma pedra e arremessa com muita força na superfície desse lago que está Tranquilo. A pedra que foi arremessada vai traumatizar o lago. Essa pedra vai ficar no fundo do lago para sempre, que é o objeto desse trauma. Vai ficar ali para
sempre. E vai ter um terceiro elemento, a repercussão desse trauma, desse traumatismo no lago. Vai ser o quê? As ondas da superfície do lago vão tomar conta dele completamente. Todo esse lago vai ficar ondulando. A gente vai fazer aqui a analogia com o psiquismo humano e a partir daí com o seu cérebro, com a sua mente, com o seu software, com o seu programa. mental e emocional. Quando você leva uma pancada emocional, essa pancada emocional fica dentro de você para sempre, até que seja retirada. E a consequência disso vai ser a interpretação que você vai
começar a ter ao longo da sua vida. E isso é fazer com que você, a partir dali, comece a entender a vida através daqueles filtros mentais, daqueles códigos do software que foi traumatizado. Você lembra que na primeira aula eu falei do caso da senhora que bateu em Uma criança de 3 anos de idade aproximadamente? Quando a criança foi passar por baixo da catraca, quando a criança foi se balançar e ela estava somente tentando ser feliz, a mãe pegou com toda a força, bateu com muita violência e ainda gritou: "Seu imbecil, não faz nada que preste,
nunca vai ser nada na vida, nunca vai fazer nada certo na vida". Aquilo foi a pancada emocional, o trauma emocional. Aquilo fica registrado onde? dentro da pessoa. Lembra que o inconsciente é atemporal? Ele registra para sempre. Ele registra tudo. E qual vai ser a consequência dessa pancada, desse tapa, né, dessa pancada e de tudo de ruim que foi dito junto com aquela agressão? Qual é a consequência para a criança? Ora, a criança pode ter naquele momento inúmeras interpretações. Uma delas é que ela pode começar a achar que se ela for ser feliz, ela vai sofrer,
ela vai se machucar. Exatamente. Vai doer ser feliz. Por quê? Porque na hora em que ela estava tentando ser Feliz, a mãe bateu com força, agrediu, machucou. E aí você vê gente que se sabota quando está sendo feliz na vida. Simplesmente no melhor momento da vida, ela destrói tudo. E quem está por perto não consegue entender nada. Mas só para concluir a explicação, quando acontece isso, a criança pode agir dessa forma que eu falei ou ela pode interpretar aquilo como se ela fosse um imbecil, que ela não faz nada certo, que ela não pode ser
criança, que ela não pode ser feliz, que ela não pode ser leve, que ela não pode ser simplesmente uma pessoa de bem com a vida. Seja lá qual for a interpretação que o inconsciente dela escolher, automaticamente vai ficar com ela para o resto da vida. Por quê? Porque a dor emocional está dentro daquela pessoa. Então, com 30, 40, 50 anos de idade, ele não se lembra mais do que o que é que tem lá dentro. Ele não se lembra mais do que aconteceu. Mas o inconsciente lembra. E o que o inconsciente faz? Ele entra em
uma compulsão, uma repetição. O Inconsciente faz com que a pessoa acabe atraindo para ele reviver situações parecidas com essa. Por quê? Porque o inconsciente está tentando fazer com que a pessoa passe por aquilo mais uma vez para aprender. Assim, da mesma forma como quando você é reprovado na matéria, na escola, você tem que estudar de novo. É basicamente isso o que nós temos. Essa criança agora é um adulto. Simplesmente toda vez que ela vai se divertir com alguma coisa, com alguém, ela se ativa inconscientemente para aquela mensagem e é disparado um gatilho e aí ela
fica triste, fica desconfortável ou sai de perto dos amigos. Mesmo que os amigos chamem essa pessoa para sair, ele mesmo sem saber, conscientemente vai ficar preferindo se recolher, ficar em casa, ficar sozinho. E muitas vezes vai contar uma história na cabeça dele para justificar o seu comportamento que ele não sabe de onde vem. Ah, é porque eu sou uma pessoa muito caseira, mesmo que sinta falta de sair com os amigos, de se divertir. E por que que ele não consegue fazer isso? Porque tem uma mensagem muito forte dentro dele de que se ele sair e
for se divertir, ficar feliz, vai doer, vai se machucar. Isso é inconsciente. Quando todo mundo Está se divertindo, ele não consegue se divertir e não sabe porquê. Aí ele procura um terapeuta e o terapeuta não consegue nem explicar, nem ajudar, porque ele não sabe o que você está sabendo agora, que aquilo é o gatilho do medo de ele se ver feliz, que tá disparando nesses momentos. E tudo começou naquela pancada e naquele trauma de infância. Você está conseguindo entender com clareza como é que funciona o psiquismo humano? Tá? E acredite, a gente não aprende isso
que você está aprendendo aqui comigo com essa clareza numa faculdade de psicologia. Só para que você tenha uma ideia disso, há algum tempo atrás eu atendi o caso de uma pessoa que veio de um outro estado e ela estava desesperada. Ela disse: "Olha, o meu problema é que eu tenho disfunção erétil." E todas as vezes, todas as vezes o que ela relatou é, tendo disfunção herétil, a vida dele é um inferno ou era um inferno. Ele começou a falar que isso deixava extremamente triste em depressão, que o Casamento já não tinha mais sentido, já estava
acabando, que a esposa dele não entendia como, porque isso acontecia, nem ele, enfim, tudo tava horrível. E ele clamou por ajuda. Eu perguntei para ele, mas exatamente como é essa disfunção erétil que você tem? Porque podia ser uma ejaculação precoce, podia ser impotência, podia ser qualquer coisa. Aí ele me falou: "Olha, quando eu tenho ereção normal, e é normal a ereção que eu tenho, eu tenho vontade de ter relações sexuais, eu tenho muito tesão na minha esposa, inclusive." Só que quando a gente tá ali tendo relações sexuais, na parte mais interessante, que eu estou muito
excitado, que muitas vezes até mesmo próximo de ter orgasmo, de uma hora para outra, eu per eu perco completamente a minha ereção. É automático, isso é frustrante. Eu começo a entrar em pânico, eu fico desesperado, fico nervoso, a minha esposa fica frustrada. Claro, ela não entende isso. Ela não entende por que de uma hora para outra eu perdi a vontade e ela acha que eu não tenho mais interesse nela. Nós discutimos praticamente toda semana, enfim, a relação está muito Ruim, a gente tá eh de uma forma que a gente não consegue nem conversar mais. Eu
falei para ele: "Tá bom, então me faz o seguinte, me responde a seguinte pergunta: O que foi que de pior aconteceu na sua vida inteira? O que você consegue se lembrar que te frustrou muito na sua vida? Me diz qualquer coisa que você se lembra, se você conseguir se lembrar, né, de situações em que você estava muito feliz e de repente você sofreu uma grande queda na sua expectativa, uma grande frustração. Alguém te frustrou, te arrancou o que você queria, enfim, que deixou você muito triste imediatamente. Ele olhou para mim e falou: "Ninguém nunca me
fez essa pergunta. Eu já estou em terapia há 5 anos com um psicólogo e ele nunca me perguntou isso. A única coisa que eu consigo lembrar, não sei se tem muita coisa a ver, mas quando eu tinha cerca de 7 anos de idade, eu e os colegas da minha rua, nós organizamos um campeonato na nossa rua mesmo, só que a gente se empolgou tanto Que a gente conseguiu comprar um padrão de uniformes de time, famento, camisetas. a gente conseguiu comprar calção, chuteira, medalha, troféu. O meu pai inclusive foi com a gente. Enfim, a gente marcou
para o domingo, final de semana e tava todo mundo muito, muito entusiasmado. Na rua inteira não se falava de outra coisa. Essa é uma lembrança que eu tenho que muito marcante. Por quê? Porque nós ficamos tão excitados, tão eufóricos naquele dia, eh, que eu não vi a hora de chegar o domingo. E no domingo de manhã, eh, naquela expectativa, né, já acordei muito ansioso, muito eufórico, eu tava vestindo a minha roupa, calçando e o meu meião, minha chuteira e eu tava, claro, muito, muito feliz. Na hora que eu ia sair para jogar, o meu pai
olhou para mim e disse: "Sem mais, nem menos. você não vai. Eu olhei para ele meio aturdido e e falei: "Como?" Ele repetiu: "Você não vai, você vai ficar aí parado dentro de casa, não vai sair daqui". E se levantou e foi embora. Não falou mais nada, não deu nenhuma explicação, nada, simplesmente me proibiu de sair de Casa e foi embora. Nesse momento, a voz desse meu cliente que tava me contando isso começou a tremer. Ele baixou a cabeça e os olhos começaram a se encher de lágrimas. A sensação que eu tinha claramente é que
tava ali uma criança frustrada diante de mim revivendo aquela cena. Não a pessoa adulta que estava contando, mas a criança congelada. Ele estava congelado naquele ponto da vida dele. Ele continuou. Eu passei o dia inteiro vendo pela janela os meus colegas jogarem bola e disputarem um campeonato até o final. O time que eu ia jogar, inclusive ganhou o campeonato e eu passei o dia inteiro chorando, sem entender nada, sem entender porque que meu pai fez aquilo comigo. Eu perguntei, isso se repetiu de alguma forma? alguma vez na sua vida. Ele falou assim: "Uns 3 meses
depois, eh, eu acho, a gente tava todo mundo se arrumando para ir para o cinema. Eu, meus primos, meus irmãos, meu pai e Minha mãe." Aí meu pai, meu pai olhou para mim do nada e falou: "Você não vai". Eu olhei pra cara dele e fiquei congelado, parado. Ele disse: "Você vai ficar em casa tomando conta da casa". E todo mundo foi embora, todo mundo foi pro cinema e de novo ele não deu nenhuma explicação, nem disse o porquê dele estar fazendo isso. Eu perguntei para ele: "Como é seu relacionamento hoje com seu pai?" E
a resposta naturalmente foi: "Eu odeio meu pai. Ele é uma pessoa ruim?" E meu cliente respondeu: "Acho que sim." Você não tem certeza disso? Ele falou: "Olha, na verdade ele nunca fez nada, a não ser essas duas coisas. Ele tinha um comportamento às vezes um um tanto quanto diferente, mas nada grave. Grave mesmo foi somente isso. Eu só sei que eu tenho muita raiva e às vezes é insuportável estar perto dele." Eu falei: "Entendi". Então, seu pai só fez isso de muito ruim para você e você tem muito ódio dele e você não sabe porque
tem esse sentimento por Ele, não é verdade? E ele disse: "Não." Eu disse: "Bem, eu tenho uma boa ideia do que tá acontecendo, porque essa dor está até hoje te martelando e você não consegue perdoá-lo? Você não consegue nem entender porque ele fez isso. Mas o que importa é o seguinte. Primeiro, vamos resolver o seu problema. E eu já sei o que aconteceu com você. Ele falou o quê? E eu disse, como disse para você muitas vezes, é muito, muito simples. Tudo é muito simples. O seu psiquismo registrou a seguinte mensagem: toda vez que você
está muito feliz, isso é muito perigoso. Por quê? Porque alguém pode te frustrar muito e você ter uma dor muito grande. Ora, quanto mais você ficou feliz quando ia fazer o campeonato de futebol com sua expectativa lá em cima, de repente seu pai do nada, sem que você tivesse nenhum domínio, frustrou aquilo e você se sentiu impotente. Não é exatamente como você se sente na cama com a sua esposa ou com qualquer mulher. Na hora que você está no ápice Da sua energia, da sua felicidade, do seu tesão, você se sente impotente. Ele fez caramba,
exatamente isso. E quanto mais perto eu estou do orgasmo, mais eu fico nervoso e mais eu perco a ereção completamente. Na verdade, agora eu consigo entender que quanto mais excitado eu estou, mais impotente eu fico. Perceba, o seu inconsciente generalizou esse trauma, essa mensagem de alerta da infância pra vida. Todas as vezes que você estiver próximo a ter uma situação de muito prazer, de muita alegria, de muita exitação, você começa a ficar mal, triste, angustiado, nervoso, inseguro. Por quê? É como se fosse uma mensagem explodindo na sua cabeça, no inconsciente, dizendo: "Opa, perigo, você está
muito feliz, aquilo pode acontecer de novo. Faz sentido para você?" Ele falou: "Caramba, faz todo sentido". E isso aconteceu a minha vida toda e eu não sabia porque eu ficava tão nervoso, tão angustiado de uma hora para outra. Pois é. O seu psiquismo registrou que felicidade e prazer dóem. Dóem muito. Então ele generalizou pra vida. E aí o que que a gente fez? Nós fizemos o reprocessamento emocional e a gente conseguiu resolver essa dor. Porque, perceba, não é o fato dele descobrir o porquê que ele estava tendo aquele comportamento que ele ia conseguir controlar. A
mensagem tava vindo do inconsciente. Ele não tinha como resolver. Nós libertamos ele daquela dor emocional, descongelamos aquela criança e hoje ele é um adulto feliz, tranquilo, seguro, confiante e não passa mais por esse tipo de situação. Até eh eu preciso dizer, no caso dele, ele entendeu que aquele relacionamento que ele estava era um relacionamento tóxico que era humilhante para ele muitas vezes e na verdade não fazia sentido continuar. Cerca de alguns meses depois, ele me encontrou e falou: "Olha, já eu encerrei meu casamento em paz, tranquilo e acabei me apaixonando por uma outra mulher e
inclusive estou me casando com ela. Estou extremamente feliz e a minha Disfunção erétil é coisa do passado. Hoje eu consigo viver as coisas com alegria, com felicidade, sem ficar tenso, ansioso, porque a gente conseguiu entender e resolver o problema. Compreende como as coisas são muito simples quando você entende a lógica do inconsciente. E quer saber de uma coisa? Se tem algum psicólogo aqui, eu tenho certeza que tem vários me assistindo nesse momento, por favor comenta aqui. Você aprendeu isso com essa clareza na faculdade? Se você aprendeu, parabéns, porque eu não aprendi e eu nunca encontrei
nenhum colega psicólogo em qualquer universidade que tenha passado, que tenha feito o curso de psicologia, que me diga: "Nossa, Jairí, isso eu já sabia da faculdade". Não, com essa clareza eu nunca vi. Eu não conheço nenhum professor que te explica com tanta tranquilidade, com tanta clareza e com tanta lógica o que eu estou te explicando agora. Bem, algumas pessoas chegam e falam: "Olha, mas eu não tenho nenhum trauma e não tem nada que explique isso porque Não tem um trauma. Uma situação dessa que você tá falando foi bem traumatizante, mas eu não tenho traumas". E
aí eu quero que você entenda dois conceitos simples. Primeiro, o que é um trauma emocional? É uma pancada que te machuca muito, que te marca muito. É algo muito violento e muito intenso. Mas existem pequenas pancadas que você vai levando ao longo da vida que também te machucam. Te machucam bastante e que causam quase tanto estrago quanto um único trauma emocional. Quer ver a analogia? Se você pegar um carro a 300 por hora e você bater ele contra uma parede, jogar ele com toda a violência numa parede a 300 km/h, ele vai ficar totalmente destruído,
não é verdade? Agora, se você pegar um martelo e der para uma criança, digamos, e a criança ficar ali martelando esse carro o tempo todo na força que a criança tem, como se fossem pequenas pancadinhas emocionais, o tempo todo ali martelando, martelando, martelando, o que que vai acontecer com esse veículo depois de um ano? Ele vai Estar totalmente destruído, não é verdade? Então, pancada emocional não é o mesmo que um grande trauma, mas muitas vezes a gente vai levando tantas pequenas pancadas emocionais ao longo do tempo que tem um impacto gigantesco na nossa vida, um
impacto tão grande quanto uma grande pancada ou um trauma muito forte, como um abuso sexual, um estupro, uma violência, um abandono, ou coisas desse tipo. Você entende o que eu estou dizendo? Há algum tempo atrás chegou para que eu atendesse uma pessoa com uma síndrome chamada síndrome do peak eaters ou síndrome do comedor seletivo. Afinal de contas, o que é isso? Primeiro, síndrome é um conjunto de sintomas. Então, toda vez que você ouvi falar que alguém está com uma síndrome, é porque ela está com um conjunto de sintomas. Quem está apaixonado, por exemplo, tem um
conjunto de sintomas, fica abestalhado, fica imaginando coisas, Fica pensando na pessoa o tempo todo, fica romântico e emotivo. Isso é uma síndrome, síndrome do apaixonado. É um conjunto de sintomas. Então, a síndrome do pequeor seletivo é a seguinte: a pessoa só come determinados alimentos, só bebe determinados tipos de bebidas, enfim, seleciona tudo que vai comer e acaba tendo muito sofrimento ao comer. Normalmente são pessoas que não comem comidas pastosas, não comem comidas que dê uma sensação de que ele pode engasgar. Normalmente as pessoas comem carne seca, uma carne bem assada, em tiras pequenas, bolacha seca,
batata frita, eh coisas em pequenas quantidades, não tomam todos os sucos, todas as bebidas, enfim, são pessoas que acabam sendo muito seletivas na escolha da sua alimentação e comem normalmente um número bem reduzido de de variedade de alimentos. Pois bem, essa pessoa chegou para mim e falou: "Olha, eu já procurei todo tipo de de profissional e ninguém consegue resolver. Essa pessoa tinha cerca de 27 anos de Idade e a vida dele estava totalmente destruída. Pode parecer uma bobagem, mas a pessoa que só come alguns alimentos tem deficiência de nutrientes, tem problemas sociais, porque você não
pode comer em todos os lugares, você não vai comer o que todo mundo come. A pele também dele já estava muito agredida. Ele tava com deficiência de nutrientes que tava causando até perda de cabelo. Enfim, a vida vira um transtorno, vira um verdadeiro inferno. E ele me contou brevemente a situação, me contando principalmente uma coisa. Ele me falou que não tinha namorada, não tinha ninguém. Por quê? Porque isso que ele sofria impedia ele de ter relacionamentos. E eu vou explicar. A primeira vez que ele teve namorada, a namorada levou ele paraa casa dela. A mãe
dessa moça, ou seja, a sogra dele, resolveu preparar um jantar para receber o futuro genro na casa dela. Prepararam, só que prepararam macarronada e ele tinha pavor de comer macarrão. O Que aconteceu quando colocaram a macarronada no prato ali na mesa com todo mundo ao redor? Ele simplesmente entrou em pânico, entrou em desespero. Ele começou a ficar desesperado, com uma vontade incontrolável de chorar e só soube fazer uma coisa, sair dali o mais rápido possível. Ele se levantou desesperado, chorando. Não olhou nem pra namorada, não olhou pra mãe dela, não olhou para ninguém, simplesmente saiu
correndo, fugindo. Ele estava em pânico. Ele simplesmente se levantou e foi embora. Nunca mais teve coragem de ter contato com aquela pessoa novamente, inclusive bloqueou ela nas redes sociais, nunca mais falou com ela. Claro que ninguém entendeu nada. E desde aquele momento ele criou agora um trauma, um medo de relacionamentos. Por quê? Ele não podia passar por umação daquela de novo. Então ele não podia ter relacionamento com ninguém. Isso faz sentido, porque não querer namorar é uma maneira de se proteger de uma outra situação constrangedora como essa. Eu perguntei para ele se ele tinha tido
Algum trauma grande na infância. Ele falou: "Não, meus pais foram bons. Eu tenho uma família muito equilibrada. Minha infância foi muito boa, nada demais. Eu achei meio surpreendente, mas deixei para lá. Nós começamos a trabalhar e ele começou a progredir. Um determinado dia, ele começou a falar o seguinte: "Jair, você me perguntou se eu tinha tido algum trauma no passado." Eu falei que não. Hoje eu já estou bem melhor, já estou comendo outros alimentos, estou mais calmo, estou mais seguro, mas eu não sei por tá me vindo muito frequentemente a lembrança de uma coisa da
minha infância. Quando eu era pequeno, meu pai nunca me bateu, meu pai nunca me traumatizou. Mas meu pai tinha uma coisa, ele era militar e era um sujeito bem grandão. Tinha uma voz, um vozeirão muito, muito grave, muito forte. E além de ser um cara muito forte, muito grande, ele falava fazendo muito barulho. E eu lembro de ter muito medo muitas vezes quando ele falava comigo. E desde pequeno, todas as Vezes que eu ia comer, que eu sentava à mesa, ele sempre reclamava comigo. Ele reclamava como eu pegava no garfo, o barulho que eu fazia
no prato. reclamava se o talher não tivesse disposto da forma certa, se eu comia rápido, se eu falasse com a boca cheia, se eu fizesse barulho quando estava comendo, se eu demorasse muito para comer. Enfim, era um inferno na minha vida. E todas as vezes que eu sentava para comer, eu ficava tenso, ficava nervoso, ficava angustiado, começava a faltar a respiração e eu começava a ficar com a respiração presa, como se fosse ficar entalado. Aí eu falei: "Veja se faz sentido para você". Você associou seu inconsciente, criou um gatilho comida. Comida igual a perigo. Por
quê? Você ficava tenso quando sentava à mesa quando ia comer. E nesse momento o teu inconsciente registrou: "Olha, isso é angustiante, você vai ficar entalado. Isso é muito ruim, é uma experiência muito desagradável. Toda vez que tem comida perto, tem tensão, tem medo, tem angústia. principalmente quando você estava diante de algum alimento. Então, obviamente, o risco de você se Instalar era muito grande. Inconscientemente você começou a associar comida com desconforto na mesa. Comida que traz sofrimento, angústia, desespero. A comida te trazia a sensação de medo e de angústia que são sufocantes. E se é sufocante,
você podia engasgar com comida. Essas pancadas emocionais foram criando um trauma emocional em você e fez com que você simplesmente associasse um gatilho de que dor e sofrimento estão vinculados à comida. A lógica é a seguinte. Se eu dou uma pancada em você aqui, digamos aleatoriamente, que tenha peso 10, pá, se daqui algum tempo, antes que aquilo ali sare, eu der outra pancada de peso 10, vai doer 10? Não, vai doer 20, 30, 40, 50, porque aquilo ali ainda estava machucado com a primeira pancada. Então a segunda pancada, mesmo que seja com a mesma intensidade,
vai ser muito mais doloroso. E a terceira pancada ainda mais dolorosa, porque aquelas pequenas pancadas vão machucando e vão deixando a área muito sensível, vão deixando você emocionalmente muito mais sensível. Isso faz que você sinta emocionalmente a mesma dor e o mesmo congelamento de um Trauma violento, como se fosse de uma vez só, uma pancada muito forte, mas foram pequenas pancadas dadas no mesmo lugar, machucando cada vez mais, cada vez com mais intensidade, mesmo que sejam somente as mesmas reclamações de sempre. Faz sentido para você? Você tá conseguindo encaixar as explicações que eu te dou
simples e clara para que você entenda como nós funcionamos? Bem, até aqui você já entendeu como funciona o seu inconsciente, que o inconsciente é atemporal, que ele tem algumas regras, que ele busca felicidade, que ele registra absolutamente tudo que você passou e que se você não conseguir dissolver os seus problemas emocionais, você vai entrar numa compulsão, a repetição e que se aquilo te marca excessivamente, você vai ficar congelado naquela idade. Então você vai ser muitas vezes um adulto que tem um congelamento emocional em muitos aspectos da sua vida. E claro, esse congelamento não é só
um. Tem gente que se congela aos 5 anos de idade, mas também aos 7, aos 9, aos 10, enfim, cada situação traumática vai acabar Congelando você emocionalmente. Então isso é importante que você tenha na sua mente. Além disso, você entendeu que uma pancada forte emocionalmente, um trauma muito violento vai te deixar marcas pro resto da sua vida. Mas ao mesmo tempo, pequenas pancadas emocionais levadas ou sofridas ao longo do tempo vai causar um estrago tão grande quanto um grande trauma emocional. Faz sentido para você tudo o que nós estamos explicando até agora? Eu tenho certeza
que sim. Agora, o próximo tópico que vamos abordar é o seguinte. Frequentemente nós vemos pessoas que começam tendo um problema emocional e logo depois começam a ter sintomas de doenças físicas. E qual é a conexão entre a mente e o corpo? Porque muita gente chega no consultório de um psicólogo, um terapeuta e começa a falar da angústia de sofrimento que tem. Ele não sabe de onde veio aquela dor, aquele sofrimento. Ele não sabe porque aquela angústia está daquele jeito. É claro que ele só sabe Que sente angústia. Então ele vai elaborar um monte de pensamentos,
um monte de coisas, explicações, mas efetivamente ele acaba não resolvendo o problema. Por quê? Porque para te explicar, eu preciso te dar um exemplo bem simples. E eu não quero complicar não, tá? Mas olha só, o centro da fala é aqui, exatamente aqui, nessa área é a área de brocar, em homenagem ao descobridor da função desta área, Pierre Brocar. Essa é a área que regula o centro da fala. Você começa a falar sobre a angústia que você está sentindo a partir daqui, centro da fala. O centro de controle da angústia em contrapartida está aqui embaixo,
nessa outra parte do cérebro, no que nós chamamos de cérebro reptiliano. Para te explicar melhor, eu vou te mostrar um cérebro aqui na frente, ó. Isso aqui é um cérebro, tá? Aqui é justamente o centro da fala, bem aqui na frente, na camada mais externa do teu cérebro. E aqui embaixo no bubo já ligando com a coluna vertebral na sua nuca, está sediado o cérebro reptiliano. E a partir de agora, eu vou apresentar a você os três cérebros, as três camadas do nosso cérebro. E nós vamos começar justamente por esse, pelo cérebro reptiliano. Entenda que
é muito simples, é muito tranquilo de você entender e ao mesmo tempo é importantíssimo, na verdade é vital. Então anote isso. Cérebro reptiliano. Entenda o seguinte, nós estamos falando aqui do ponto de vista evolutivo, não necessariamente do ponto de vista anatômico ou fisiológico do seu cérebro. Nós podemos classificar o nosso cérebro em três partes, em três grandes épocas de desenvolvimento da nossa vida. O primeiro cérebro, nós herdamos dos répteis, que é essa parte aqui é o chamado cérebro reptiliano na nuca. Os répteis são cobr, lagartista, jacaré, enfim, dos répteis. Eu espero até ter feito a
classificação correta. Enfim, mas você entendeu aí o que que acontece? Um réptilo, ele só pensa em atacar ou Fugir. Ele tem um cérebro pouco desenvolvido. Inclusive, se você olhar essa parte aqui, ó, somente essa parte aqui, ela é muito pequena em relação ao cérebro todo. Ele é muito basal, é um cérebro muito básico. Para você ter uma ideia, a cobra, por exemplo, ela passa a existência inteira dela, o tempo inteiro, 24 horas por dia, ativando o modo estou em perigo ou estou em segurança. Por quê? Por ela precisa preservar-se e ela é basicamente o cérebro
reptiliano. Uma cobra, ela é subdesenvolvida em relação ao ser humano. Claro. Então o cérebro dela é muito pequenininho e o cérebro dela é totalmente reptiliano. É um cérebro que vasculha o tempo todo, monitora o tempo todo o ambiente para se proteger. Percebe? Tanto é assim que se você vê uma cobra, se aproximar de uma cobra, todo mundo ao seu redor vai dizer: "Não se mexa". Por quê? Porque se você se mexer, pode ser que a cobra interprete o seu movimento como um perigo real para ela. E aí, se ela resolve te atacar, você tá frito,
porque ela só tá querendo Se defender. É por isso que não se pode fazer movimentos bruscos diante de um animal acuado, por ele tem um cérebro reptiliano e o cérebro reptiliano inteiro só cuida de proteger você, proteger a sua existência, mesmo que para isso precise atacar. O cérebro reptiliano é o guardião da sua sobrevivência. É onde está o seu instinto de sobrevivência. Vamos deixar isso bem claro e por favor anote isso, porque isso vai seguir com você ao longo das aulas. O que acontece é, se você tem um cérebro reptiliano hiperativado ou excessivamente ativado por
excesso de traumas, seu instinto de sobrevivência está hiperativado. Isso vai te causar repercussões negativas pra vida. Nós herdamos esse cérebro reptiliano no nosso desenvolvimento. Ele fica exatamente aqui, ó, nessa área. E é por isso tem muita gente que quando está com muitos problemas emocionais começa a sentir uma pressão, um calor na nuca. Por quê? Uma coisa importante de você saber é que o seu inconsciente ele tem uma sede física. E a sede física do seu inconsciente é justamente aqui na região Do cérebro reptiliano localizado na sua nuca, na base do seu cérebro. Exatamente isso. O
seu inconsciente é sediado fisicamente no cérebro reptiliano. Quando você tem algum problema emocional, o seu inconsciente está ativado. O seu inconsciente começa a trazer toda aquelas situações de perigo, de emergência, de dor, de sofrimento. Só que ele tá justamente aqui. E esse cérebro reptiliano responsável sabe pelo quê? pelo seu sistema simpático e parassimpático. Traduzindo, esse bloco aqui, esse cérebro aqui, é ele que controla seu batimento cardíaco, controla a função dos seus esfíncteres, controla as suas sensações de medo, de angústia, de sofrimento, aperto no peito, paralisia, sensação de dormência no corpo, sensação de que você está
em perigo, pânico, frio na barriga, enfim, tudo isso, situações até mesmo como prisão de ventre ou diarreia, tudo isso é controlado por essa área do corpo. Só que imagina, você está com o inconsciente todo machucado. O inconsciente está com um monte de marcas ou pancadas ou traumas emocionais que estão te machucando. A sede física dele É justamente nesse sujeito nervosinho aqui, nosso cérebro reptiliano, que controla todo o seu corpo. Ora, isso faz com que o cérebro reptiliano fique o tempo todo hiperativado e pronto para atacar. E como é que ele ataca? mandando mensagem para o
seu corpo todo para produzir adrenalina, para você ficar em estado de hiper alerta. E aí você vai reagir sempre de forma intempestiva. Você não vai raciocinar com calma diante das coisas da vida. Você vai se tornar uma pessoa precipitada, uma pessoa que fica o tempo todo imaginando pior. Tudo isso por quê? Porque você tem muito sofrimento e muita coisa acumulada no seu cérebro reptiliano. E aí o seu corpo vai sentir essa sensação. Se você começa com esses sintomas todos que a gente tá descrevendo aqui e você começa a achar que há alguma coisa no seu
corpo, você vai pro médico e ele vai falar: "Isso é tudo da sua cabeça". Às vezes a pessoa acha que o médico está dizendo que aquilo não é nada, que ele está dizendo que é alucinação. Não. O que ele está dizendo é que todo o sofrimento do seu corpo está sendo Gerado pelos problemas da sua mente. Ou seja, que aquele problema físico é uma doença psicossomática. Psicossoma, mente e corpo. Compreende? Aí quando você não tem uma explicação adequada, você não entende, acha que esse médico está sendo irônico ou sarcástico, como educado ou grosseiro com você,
mas ele não está. Normalmente não está. Percebe? Faz sentido isso? Fica fácil você entender dessa forma? Bem, agora que nós já explicamos a você o cérebro reptiliano, nós vamos falar do segundo cérebro. É o cérebro emocional. É a segunda camada do cérebro. Nós temos a fase reptiliana, que é essa parte aqui, e essa parte mesial aqui é a parte emocional. Essa é a parte responsável pelo gerenciamento das emoções. É essa parte interna aqui, ó. Essa parte interna das emoções. Ele que é responsável pela percepção, pela compreensão e pela metabolização das emoções, digamos assim. Ou seja,
ele é o gerente das emoções. Aí você já vai começar, vai Conseguir entender que nós temos duas fases, dois blocos no seu cérebro até aqui. Um cérebro mais antigo, que é o que tá na base, que é o reptiliano, e esse límbico, esse emocional, esse que na escala evolutiva nós teremos herdado já dos animais. Quem tem um cachorro em casa, por exemplo, sabe que um cachorro pode ser muito carinhoso, ser muito dócil, ficar triste, ele pode gostar muito de carinho, pode ficar muito feliz quando você chega. Então ele já expressa emoções. É isso. Nós recebemos
esse cérebro animal dessa fase da evolução, digamos assim. Olha, isso é apenas uma teoria, uma hipótese para justificar esse empilhamento de desenvolvimento cerebral. Essa segunda camada cerebral, esse segundo cérebro é o chamado cérebro animal ou emocional. E isso já ficou claro, né? Pois bem, agora nós vamos falar da terceira camada cerebral, é a fase neocortical. Ora, se a gente traçar uma linha do tempo evolutiva para esta teoria, o que que nós temos? Nós temos o cérebro reptiliano, o mais antigo. Depois a Segunda camada, o cérebro animal. E a terceira camada, que é a camada humana
ou a camada humanoide, que é justamente essa parte externa, essa parte rugosa que dá essa aparência ao cérebro. É interessante você entender isso. Por quê? Porque normalmente o teu cérebro ele é dividido em partes de processamento. Olha só, o cérebro reptiliano aqui ele é muito rápido. Isso é uma coisa a se notar. Ele é muito rápido. Só tem um detalhe. Ele é muito básico, ele é muito simples, ele só consegue fazer poucas coisas ao mesmo tempo. Ele é 16 vezes mais rápido do que o próximo cérebro, o cérebro emocional, e gasta 16 vezes menos energia
para funcionar. Já o cérebro emocional é oito vezes mais rápido do que o cérebro neocortical e gasta cerca de oito vezes menos energia para funcionar. Tradução, nós temos o cérebro reptiliano, que é extremamente rápido, e nós temos o cérebro neocortical, que é extremamente lento. Por quê? Porque o cérebro neocortical, essa camada externa do cérebro rugosa, é responsável pelos raciocínios complexos, por análise, informações de interpretações das situações, compreensão do ambiente, pela criação de estratégias, enfim. Então, é Algo que precisa de muita comparação, muita análise, muito processamento complexo. Além tudo isso, nós somos capazes, com essa camada
do cérebro de fazer coisas que os animais não conseguem normalmente, que é, por exemplo, imaginar. Nós conseguimos criar na nossa cabeça cenários extremamente complexos. Isso graças à complexidade, à tecnologia, digamos assim, desse cérebro neocortical. O reptiliano não, ele é o mais básico de todos. Então isso já está muito claro para você. Eu vou fazer uma analogia para você entender isso com ainda mais clareza, porque é muito importante. Imagina uma empresa, uma fábrica em que temos três níveis de pessoas responsáveis por ela. A pessoa que cuida da segurança, que monitora o tempo todo, se a fábrica
está em perigo. Esse é o vigilante, o segurança da fábrica, o nosso cérebro reptiliano. Acima dele temos a pessoa que gerencia as situações o dia a dia da fábrica, aquele que mantém tudo funcionando, gerenciando estresse, frustrações dos funcionários, digamos que cuidando da parte emocional da fábrica. Esse é o gerente ou o cérebro límbico. E três, acima desses dois, nós temos o presidente da empresa, que cuida do planejamento da empresa, de estratégias para o futuro, de análise de cenários complexos, analisando concorrentes, etc. Enfim, que seria o neocórtex da nossa analogia. Ora, se eu perguntar para você
quem é que manda nessa empresa, o óbvio, mais correto seria o dono ou presidente da empresa. Ou seja, o mais lógico é que aquele que tem mais conhecimento e mais poder, é quem manda, é quem deveria mandar na empresa. Em uma empresa em que tudo está funcionando perfeitamente, essa é a lógica e não há o que se questionar. É para isso que serve a hierarquia. Agora vamos fazer um exercício curioso. E se a gente inverter tudo, imaginar que, mantendo essa mesma analogia, que nessa fábrica quem manda ali a partir de agora não é o presidente
e sim o vigilante, o segurança, você vai falar: "Nossa, como é que a empresa vai ser administrada? Isso não vai dar certo, na verdade". Exatamente. Agora vamos traduzir isso paraa nossa realidade. Se fosse o nosso Cérebro reptiliano que estivesse tomando conta da gente, isso não ia dar certo, não é verdade? Em vez de ser o nosso cérebro inteligente neocortical, o cérebro mais evoluído, que seria o presidente, o dono da empresa, para tomar decisões e analisar tudo com calma, não seria o segurança. Eu vou fazer a analogia ainda mais clara. Imagina o seguinte, olha, eu sou
lá do tempo de Obama, tá? Então o que acontece? Imagina que Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, está lhe discursando. Obama é o presidente, então vamos compará-lo ao cérebro neocortical, a camada mais evoluída, mais alta do cérebro, a que tem mais poderes. Aí ele tá discursando ali e vamos dizer que a camada emocional é todo aquele público que tá ali escutando ele, se emocionando, etc. Nessa comparação, quem é que a gente poderia colocar no papel de cérebro reptiliano? o segurança de Obama, óbvio, imagina o segurança de Obama totalmente traumatizado, todo cheio de problemas, porque ele viu
da guerra do Iraque, da Síria, um ex-combatente, enfim, ele viu bomba explodindo, colegas sendo despedaçados, Amigos sendo metralhados, todo tipo de situação apavorante. Então, obviamente ele está hiperativado, ele está o tempo todo em estado de hiperalerta. Então o que acontece? Ele é o segurança, ele tá ali na dele, só que de repente uma criança vai e estoura um balão. Nesse momento, qualquer pessoa que tem a sua vida equilibrada, emocionalmente tranquila, em que o cérebro neocortical, o emocional e o cérebro reptiliano estão funcionando corretamente, sem traumas, sem problemas, ela vai olhar e no máximo vai tomar
um pequeno susto. Mas esse segurança que tá hiper alerta, hiperativado, cheio de traumas e quem tá mandando nele, quem é? É o cérebro reptiliano. Então o que acontece? Ele imediatamente toma um susto gigantesco, corre para cima do Obama gritando: "Perigo, perigo, tão atirando em você!" e arrasta Obama, sequestra Obama e sai correndo e leva ele pro bunker, correndo sem parar o tempo todo, sem parar. Por quê? Porque o inconsciente só tem Presente. Então, o tempo todo ele tá achando que tá em situação de perigo, percebe? E o tempo todo ele sequestra o presidente, ele sequestra
o raciocínio, mesmo que o problema já tenha passado, mesmo que seja identificado que foi uma bola de festa de uma criança, mas o cérebro reptiliano dessa pessoa não consegue desarmar, desativar, não consegue reduzir, não consegue paralisar, não consegue parar essa reação de desespero seria um caos, não é verdade? Então é exatamente isso. Quando você tem a sua vida desequilibrada emocionalmente, é assim que você age, precipitadamente, agitadamente, fala mais rápido que as pessoas, não espera as pessoas terminarem, toma decisões sem pensar adequadamente, porque tem uma coisa gritando dentro de você que tudo ao teu redor te
traz perigo. Quando você não está equilibrado emocionalmente por carregar uma carga muito grande de dor, sofrimento, traumas, abandonos, você acaba agindo na vida de forma desesperada, precipitada, Inconsequente, irresponsável e até sem saber se autossabotando, atrapalhando pessoas, prejudicando pessoas, machucando pessoas, não tendo ânimo para viver, porque tudo isso tá fazendo com que haja uma disfunção no no seu corpo, no seu cérebro, porque quem tá mandando, na verdade é quem deveria estar recebendo ordens. Percebe? Então, espero que tudo isso tenha ficado muito claro para você. Agora eu acho que ajuda você a entender muita coisa na sua
vida, muitas atitudes que você até pode dizer: "Puxa vida, por que eu fiz isso? Por que eu agi desse jeito?" Enfim, agora você já começa a ter uma visão muito clara. E só para concluir esse raciocínio, lembra daquilo que eu já citei duas ou três vezes que eu falei do apóstolo Paulo? Por que é que o bem que eu quero, esse eu não faço? Mas o mal que eu não quero, esse eu faço? Quantas vezes eu não vejo pessoas dizerem: "Eu não quero me drogar. Eu não quero frustrar minha família nem me prejudicar, mas eu
acabo me drogando. Eu acabo bebendo demais. Eu sei que eu não posso beber, mas tem hora que eu não resisto e Bebo, eu não consigo mais parar. O bem que eu quero eu não faço, mas o mal que eu não quero, isso eu faço. De onde está vindo isso? desse sistema aqui, o cérebro reptiliano, do cérebro que está desestruturado, que tá cheio de dores, cheio de traumas, porque ele é a sede física do inconsciente. Eu tenho certeza que isso fez com que você eh ficasse bem consciente do funcionamento do seu principal software mental. Eu tenho
certeza disso, porque a gente se esforçou bastante para que isso ficasse muito límpido e você começasse a encaixar praticamente todas as situações da sua vida no que a gente tá explicando. Como eu gosto de ilustrar tudo que eu falo, eu tenho ainda mais um relato de um cliente que se encaixa perfeitamente nisso que nós acabamos de falar. E aí vai ficar ainda mais nítido o quadro completo. Há algum tempo atrás, uma pessoa me procurou porque ela tinha compulsão alimentar, só que era uma compulsão muito específica, com dia e hora para funcionar. Que que ela falou?
Olha, eu malho a semana inteira, eu me esforço, Eu faço dieta, faço exercício, faço tudo certo. Só que no final de semana eu me acabo de comer chocolate. Eu adoro chocolate. Eu acabo comendo barras e barras de chocolate. Eu saboto todo o trabalho da minha semana, de segunda a sexta, que eu acordo cedo, preparo uma marmita, comida natural, não bebo refrigerante, não como chocolate, eu faço tudo, faço tudo certo, faço todas as séries do treino, só que eu não consigo resistir no final de semana e não consigo evitar de comer chocolate e ainda completou. Eu
sei que eu sou uma pessoa esclarecida. Eu sou inteligente, eu tenho minha profissão. Eu sei que isso tá errado. Eu sei que isso vai me frustrar, mas por que que eu não consigo parar de comer esse maldito chocolate? No fim de tudo, depois que a gente já tinha resolvido todos os problemas dela, que ela já estava livre inclusive dessa compulsão alimentar, foi que ela se lembrou de uma coisa. Ela falou: "Jaí, olha que interessante, quando eu era pequena, o meu pai tinha uma amante. Exatamente isso. Minha mãe sabia, mas minha mãe não queria se separar
do meu Pai. Olha só, veja cada situação que você vê na vida, né? A mãe sabia que o marido tinha um amante, mas por medo de perder esse marido, ela se submetia a esse tipo de situação. Ela fez praticamente um acordo. Ela queria ele a si mesmo, desde que ele não abandonasse o lar. E o que é que aconteceu nesse momento? Eu já completei porque eu já sabia o resto da história. O que aconteceu foi o seguinte, como o pai dessa minha cliente tinha essa amante, no final de semana o pai dela ia ficar com
a amante. A mãe não queria que ele separasse, então combinou que ele passava a semana em casa e o final de semana com amante. OK? Só que o que acontecia é que a minha cliente era pequenininha, era uma criança e amava muito esse pai. E esse pai também gostava muito dessa filha. Mas como todo final de semana ele se afastava dela para ficar com amante, para diminuir esse sofrimento dessa criança, o que que esse pai fazia? Ele comprava caixas de chocolate para ela Porque sabia que ela gostava muito de chocolate, que ela ficava muito feliz
quando tá quando ia comer chocolates. Então ele comprava várias caixas para ela ficar o o final de semana inteiro comendo chocolate numa maneira de compensá-la pela ausência dele. Então ele dava isso como uma forma de troca, de substituição da ausência dele. Ou seja, ele não ia estar no final de semana dando atenção, carinho, brincando com ela. Para compensar essa ausência, para compensar a solidão que ela ia passar, tome chocolate, que seria o substituto dele. O que que aconteceu quando ela cresceu? Ora, essa criança naturalmente, ao se tornar adulta, já tinha o vínculo de uma coisa
com a outra. Quando eu não tenho afeto, quando eu não tenho carinho, quando eu não tenho amparo, proteção, quando eu estou sozinha, o meu companheiro é o chocolate. Percebe o link que foi criado a partir deste momento? Então agora fica fácil para você entender. Quando ela cresceu, ela trabalhava a semana inteira rodeada de pessoas, com gente, interagindo, etc. Mas no final de semana, já que ela morava só e a família morava em uma cidade muito distante, ela se sentia sozinha. Quando ela se sentia sozinha, o que acontecia? Ela começava a comer compulsivamente o chocolate. E
ela nunca tinha conseguido entender o porquê. E o mais óbvio, quem estava ativando esse comportamento, quem estava mandando nela, mesmo que ela quisesse fazer uma outra coisa, era o cérebro reptiliano, que foi programado para fazer aquilo que ela aprendeu na infância. O cérebro reptiliano estava buscando segurança e conforto enquanto ela estava sofrendo porque estava tendo compulsão alimentar. Percebe? É exatamente o que o apóstolo Paulo dizia: "O mal que eu não quero, esse eu faço". Mas o bem que eu quero, esse eu não faço. Porque eu não consigo fazer? Porque eu estou sendo controlado pelo cérebro
reptiliano. E agora você consegue entender com muita clareza as razões da frustração do apóstolo Paulo, que nem ele mesmo conseguia compreender. Por que que isso é assim? Isso tudo bate, faz sentido com o que eu venho falando desde a primeira aula. Isso tudo é assim porque toda emoção tem lógica. Todo transtorno emocional tem lógica, tem uma razão de ser, tem um gatilho que foi ativado lá atrás. Agora, inclusive, eu posso dizer para você que depressão é excesso de pressão. Depressão é excesso de sofrimento acumulado. Ansiedade. Ansiedade são registros de medo acumulados ao longo da vida.
Mas aí, como é que funciona? Eu vou te explicar também relatando mais um caso, porque fica extremamente didático e você já compreende tudo com muito mais facilidade. Desta vez foi uma colega de profissão, uma colega psicóloga. Ela veio de um estado próximo e estava desesperada, implorando praticamente por ajuda. Eu lembro que como eu não tinha muito espaço na agenda, naquela época eu ainda atendia, hoje eu não atendo mais, só cuido dos meus alunos, eu trabalhava s dias por semana, praticamente, na verdade, seis dias por semana, até 16 horas por dia. Eu não consegui encaixar mais
ninguém, porque eu tinha uma fila muito grande de espera para atendimento. Como eu não tinha espaço, eu marquei para ela no domingo o único dia de folga que eu tinha. Por quê? porque ela era Uma colega de profissão e eu sabia que ela salvava a vida de muita gente e era uma pessoa que estava precisando de ajuda. Quando ela chegou, a primeira coisa que ela falou foi: "Jair, eu não entendo. Eu estou há 3 meses sem tomar banho. Muitas vezes eu sou obrigada a tomar banho. A minha sobrinha vai lá, me leva pro chuveiro e
praticamente me dá banho, porque eu não tenho a menor vontade. Como é que é isso? Eu sou psicóloga, eu ajudo pessoas com depressão, com ansiedade, com um monte de coisas. Eu nunca pensei que eu ia passar por isso. Não faz sentido. Eu não consigo entender por que eu estou passando por isso, pelo amor de Deus. O que que está acontecendo? Eu expliquei para ela que era o excesso de dores acumulados que levava à depressão. Ela não entendeu isso imediatamente. Então expliquei dessa forma que eu vou te falar. Imagina a situação dela, palavras dela. Jair, no
espaço de 5 a 6 anos, eu perdi o meu marido para o câncer, eu perdi o meu cunhado, eu perdi minha mãe, eu Perdi uma irmã e eu perdi um amigo. Tudo isso no espaço de 5 a 6 anos. E eu não tive depressão, mas faz três meses que eu perdi o meu cachorrinho de estimação, que já estava velhinho, inclusive, eu simplesmente entrei em depressão, eu caí. Como? Como é que eu perdi meu marido, minha mãe, minha irmã, meu cunhado e meu amigo, que são perdas terríveis e eu não entrei em depressão. E como uma
coisa que para mim foi doloroso, claro, mas não foi tão doloroso quanto perder minha mãe, como é que isso faz com que eu entre em depressão? Eu simplesmente não consegui entender. Pois é, mesmo ela sendo psicóloga, estava claro que ela não sabia como funciona o inconsciente. Ou seja, mesmo sendo psicóloga, ela não sabia o que você está sabendo agora. Eu falei: "Olha, eu vou te explicar de forma simples. Perceba o seguinte, imagina que toda vez que você teve uma dor na sua vida, uma perda que foi se acumulando ao longo do tempo, toda vez que
você teve um machucão, uma traição, um abandono, vamos imaginar que são marcas que vão Ficando no seu psiquismo, porque o seu inconsciente, ele é atemporal, ele registra tudo que ele não consegue dissolver. Então imagina que cada vez que você passou por uma situação difícil, isso se torna, digamos que uma pedra que você vai colocando nos ombros, nas costas e tem que continuar a vida, tem que carregar essa pedra. Você foi traída, uma pedra. Sofreu abuso sexual, outra pedra. Você foi abandonada, mais uma pedra. Alguém te humilhou, outra pedra. E tome pedra e tome pedra. e
você bota as pedras nas costas, a vida vai tendo o mesmo brilho? Claro que não. Vai ter a mesma alegria de antes? Claro que não. Mas você não pode parar. Você tem que continuar continuar vivendo. Você tem que pagar contas. Você tem que se sustentar. Sustentar filho. Tem compromissos financeiros, tem profissão. Então, tem que estudar, você tem que dar conta da vida, tem que trabalhar e você segue. Mas a vida já não é mais leve. Tudo já está muito pesado. A vida já não tem mais mesmo alegria de antes. Mas Vamos lá, vamos tocar o
barco. Só que vai chegando o momento que esse peso que você carrega durante tanto tempo tá tão pesado, tão pesado, que você começa a falhar. Aí quando você está já exausta de carregar tanto peso por tanto tempo, uma pedrinha que é colocada nas costas faz com que você não suporte mais e dobre os joelhos. Foi o que aconteceu com você. Você teve várias perdas, mas mesmo assim foi mantendo a força, carregando aquilo, carregando. Só que depois quando você não aguentava mais, aí viu a morte do cachorrinho. Sabe aquela pedrinha que é o último peso que
você não consiga, não consegue carregar? E aí você já estava completamente vulnerável e exausta de carregar tanta pedra. Chega o momento que você perde mais alguém, esse cachorrinho, mais uma pedrinha que foi colocada em cima. E é nesse momento que a pressão é tão grande, o excesso de pressão é tão grande que você entra em depressão. É quando você dobra os joelhos e não consegue sequer se mover porque está Soterrada por tanta dor, por tanto sofrimento, por tanta pedra acumulada ao longo da vida. Faz sentido para você? Faz sentido quando eu te explico dessa maneira?
Quando você vê que o seu inconsciente funciona dessa forma, não fica tudo mais nítido e mais óbvio? Pois bem, só para terminar, que eu gosto de terminar as histórias, nós também conseguimos ajudá-la naturalmente, usando o reprocessamento emocional. E hoje, graças a Deus, ela continua atendendo e de vez em quando, eventualmente curto minhas postagens nas redes sociais, comenta alguma coisa, enfim, está linda, está maravilhosa, está plena, ajudando muita gente. Bem, eu queria terminar a aula falando sobre outro tema que atinge muitas vezes a gente, a ansiedade. Porque você encontra muita gente ao seu redor com ansiedade.
E se você se tornar um terapeuta, se você passar para a segunda fase com a gente e fizer a formação completa de terapeutas, você vai Entender que uma das maiores dores da humanidade hoje é a ansiedade. Você vai encontrar muita gente com ansiedade, muita gente com pânico, muita gente com transtornos graves de ansiedade, com medo de elevador, com medo de avião, com medo do futuro, enfim, com todo tipo de coisa. Então, o que é ansiedade? Ansiedade é o acúmulo de registros de marcas emocionais, de traumas que te deram mensagens de que você estava em perigo.
A criança, diferente dos outros animais, não tem como sobreviver sozinho. Os outros animais quando nascem já sabem se virar, já sabe andar, já sabe atrás de comida, de alimento. Nós não. Nós somos a única espécie do planeta que quando nasce nasce completamente dependente. Na verdade, a criança nasce com, digamos, um duplo chip que busca o tempo todo a atenção do pai e a atenção da mãe. O tempo todo a criança busca saber se tem alguém olhando para ela ou se ela está abandonada sozinha, ou seja, em perigo. Uma pessoa chegou no meu consultório muito ansiosa,
com muito medo, medo de tudo. Tinha medo o tempo todo de ser abandonada, medo de que tudo na vida desse errado, Medo de tudo e de todos, enfim, não sabia como viver. Ela acordava de manhã, já acordava com um monte de medo, de angústias, enfim, passava a vida inteira pensando um monte de situações que podiam dar errado. O interessante é que ele não tinha grandes traumas emocionais, não. E aí a história dele, só para que você saiba, eu estou sendo aqui bem didático e eu preciso contar essas coisas. O que acontece é que ele foi
abandonado quando tinha cerca de 1 ano de idade. Um ano de idade. Imagina com um ano de idade a criança não tem nem noção muito clara das coisas, mas o inconsciente dela registra tudo, certo? E o duplo chip dela começou a perceber que agora ele não tinha o amparo e proteção que ele tinha. Significa o seguinte: se viesse uma fera, o pai não estava ali para protegê-lo. Quando nós nascemos e até os 6, 7 anos de idade, o que é que predomina na gente? É o senso crítico de análise? Não, é o cérebro reptiliano, que
é o primeiro a se desenvolver. é o cérebro instintivo, aquele que busca o tempo todo saber se você está em perigo ou está em segurança. Porque quando você nasce, quando você está crescendo, você precisa aprender a se defender do mundo. Na verdade, essa é a prioridade. Você precisa aprender tudo muito rápido. Você precisa observar tudo com muita clareza. Você precisa entender como o mundo funciona para que você possa se proteger. E se você está desamparado, você tem que ser mais rápido ainda. É por isso que a gente tem pai e mãe para ir nos protegendo
e nos ensinando como é que funciona a vida, esse universo, o planeta, enfim. Só que a gente vem com isso, com esse aprendizado, mas não vem com instinto de análise crítica. A gente vem com o chip que nos ensina a aprender, mas a gente não vem com análise crítica para criticar o que a gente aprende. A gente vem com o instinto de sobrevivência que predomina dentro da gente e governa todas as nossas percepções do mundo ao redor. A gente não fica analisando coisas do tipo: "Meu pai fez isso". Ah, isso é muito ruim, mas na
verdade eu não tenho nada a ver com isso porque são problemas emocionais dele. Não, a gente não tem essa capacidade de análise. A criança absorve tudo que ela recebe sem filtro. Só o que ela tem desenvolvido é um Instinto básico de sobrevivência. Isso é o básico no ser humano. Então ela automaticamente quando percebe que o pai não está mais lá sem que ela entenda, o seu cérebro reptiliano começa a dar sinal de insegurança. Se tem o sinal, o aviso de insegurança, dia após dia, ela só tem um apoio e não tem o apoio do outro,
tem só apoio, digamos, da mãe, não tem apoio do pai ou vice-versa, fica faltando um outro pilar, entende? ou mesmo a criança que nasceu no lar com mãe, eh, ou e pai também, mas que muitas vezes vive no meio de discussões, de brigas, pancadarias, humilhações, ou seja, sentimentos contraditórios, acabam sendo registo que a criança recebe de que ela está em perigo. Por quê? Porque uma criança não tem uma sofisticação emocional, obviamente a criança sempre vai dizer: "Eu estou triste". ou eu estou feliz. É uma coisa ou outra. Ela reduz tudo que acontece a uma dualidade.
Um adulto não. Um adulto, se um adulto não consegue uma coisa que ele quer, ele não diz eu estou triste ele diz eu estou frustrado que já é uma Coisa muito mais sofisticada. É uma sofisticação da percepção. Já criança não. A criança é só tristeza e alegria. Só isso. Então o que acontece? A criança olha pro lado e vê que não tem gente ali. Ele só entende que tem uma coisa, perigo. O cérebro reptiliano dele começa a ativar. E lembre-se, o inconsciente atemporal, ele entra na compulsão à repetição quando ele não entende aquilo. Aquele sentimento
de medo, de insegurança, vai ficando registrado e essa pessoa cresce sentindo-se insegura. Quando você está em perigo, a primeira coisa que você recebe é uma descarga de adrenalina. Agora, imagina você viver o tempo inteiro com o nível de adrenalina muito alto. Por que que isso acontece? Porque o tempo inteiro o seu cérebro reptiliano, que é a base do seu inconsciente, está descarregando a adrenalina no seu corpo porque ele está recebendo a mensagem do seu inconsciente de que você está em perigo. Mas aí a pessoa tem 30 anos de idade, está casada, tem filhos, tem emprego
público federal, estabilizada financeiramente e por que ela se sente insegura? Ela não Sabe. Ela sente isso porque esse registro entrou no psiquismo dela na infância e fica o tempo todo rodando, gritando perigo, perigo, perigo. Não tem lógica na realidade objetiva de hoje, mas o registro é poderoso e está dentro do software mental dela, entende? Tá fazendo sentido para você? Eu até te peço desculpas, porque eu sei que essa aula foi bem longa e eu tinha muita informação para dar, mas o objetivo é realmente te entregar algo que mude sua vida, porque isso que eu estou
te falando foi o meu caminho. Eu precisava chegar aqui, porque você já conhece um pouco da minha história. Foi muito dolorosa e eu não tinha ninguém que me ajudasse, que me esclarecesse. Eu só dizia que eu queria me livrar daquilo, mas ninguém entendia. E o que eu recebia era você tem que tomar remédio, tem que tomar medicação, tem que ir paraa terapia que não vai acabar nunca. E hoje eu não tenho ansiedade, eu não tenho depressão, hoje eu não tenho essas tristezas aleatórias, não tenho gagueira que eu tinha. Quando tem alguma tristeza, o que é
normal, eu sinto ela, eu absorvo naturalmente, mas isso não me para não me paralisa. Todo esse conhecimento que eu estou passando para você é para que você entenda que o Psiquismo tem lógica. Agora imagina nesse minicurso correndo, porque nós temos pouco tempo, eu estou dando o máximo de informações e não consigo te dar nem 5% do que eu tenho para te falar. Imagina você na nossa formação a quantidade de informações de material que eu posso te passar e o quanto você não pode ajudar pessoas. Imagine você conseguir se livrar dos seus problemas emocionais, você conseguir
ajudar quem você ama e você ainda viver profissionalmente disso. Hoje nós temos mais de 50, 60.000 pessoas que já estão formadas e hoje fazem o seu horário, trabalha na sua casa, tem um rendimento mensal de 10, 15, 20, 30 até R$ 40, R$ 50.000 mensais ou 2, 3, 4, 5, 10.000 mensais. Imagina isso. É por isso que eu repito nossa formação, que é chamada de formação de terapeuta de resultados ou como a gente chama internamente uma formação de superheróis. E por que que a gente chama assim? Porque a gente muda vidas. A gente ajuda as
pessoas a mudarem suas vidas. E a sensação que você tem é de que você é um verdadeiro superherói ou superheroína. Bem, eu espero estar ajudando, espero que você esteja gostando. Fique com Deus, Deus te abençoe e vamos paraa frente porque nós temos a terceira aula e eu tenho muita coisa para te dizer e para te explicar, fechando todo esse raciocínio, combinado? Estou te esperando. เฮ Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda à nossa segunda aula em que nós vamos falar da raiz de todos os problemas emocionais. Você deve estar se perguntando, mas opa, a raiz
de todos os problemas emocionais? Sim, é o que nós vamos falar hoje. O objetivo deste minicurso é mostrar a você que depois de mais de 100 anos de evolução na psicologia, na psicanálise, nos métodos de terapia de todas as áreas que se interessam pelo sofrimento humano, finalmente foi desenvolvida uma ferramenta que efetivamente consegue ajudar as pessoas a resolverem todos os seus problemas emocionais. Preste muita atenção no que eu vou te afirmar agora. Tudo aquilo que a mente humana é capaz de danificar emocionalmente falando, esta metodologia Que você está começando a tomar contato neste minicurso é
capaz de resolver definitivamente de uma vez por todas. Para que você já possa ir se acostumando, o nome dessa terapia que foi desenvolvida por mim chama-se TRG. terapia de reprocessamento generativo. Nós estamos em pleno século XX. Nós avançamos em todas as áreas do conhecimento. Então, por que que nós não teríamos avanços significativos na área do conhecimento da psicologia, do psiquismo e do mundo emocional humano? E é claro, é óbvio que nós avançamos, mas por que ainda se faz terapia do modo antigo? Eu tenho certeza que quando se fala em terapia, você imagina uma pessoa fazendo
centenas e centenas de sessões por meses ou até mesmo por anos, nas quais você só fala, fala, fala e praticamente nada ou muito pouco muda na sua vida. Quando muda é muito lentamente, mas no fim você continua com a mesma depressão, com a mesma ansiedade, com o mesmo aperto no peito que você sempre Sentiu. E convenhamos, isso é muito frustrante. A TRG ou terapia de reprocessamento generativo é a evolução da terapia. Ela foi totalmente construída para obtenção de resultados. Ou seja, a TRG é voltada para que você possa ficar livre da depressão, da ansiedade, da
insegurança, da angústia e de todas as dores emocionais que você carrega, tornando você uma pessoa completamente livre de tudo isso para sempre. Só tem um detalhe que talvez você não saiba. Você sabia que uma descoberta, até que ela cede os laboratórios, dos pesquisadores, das universidades, até que ela venha ser acessível ao grande público, a mim, a você no dia a dia, leva cerca de 50 a 60 anos. Exatamente isso. Uma vez que é feita uma descoberta no laboratório ou em pesquisas ou até que isso seja validado, popularizado e divulgado, nós levamos de 40 a 60
anos para tomarmos conhecimento. Hoje nós já temos tecnologia de ponta em todas as áreas, como eu falei, mas principalmente no psiquismo humano e no reprocessamento emocional. E nós vamos Falar disso a partir de hoje. Mas antes, eu só quero dizer que a nossa primeira aula foi fantástica e foi a nossa base até aqui. Se você ainda não assistiu, para tudo e vai lá e assiste a primeira aula e depois volta para assistir a segunda aula. Sabe por quê? Nós fizemos de tal forma que tudo está encadeado, como se fossem degraus de uma escada ou como
se fosse uma espiral crescente para que você possa pouco a pouco ter o conhecimento mais amplo possível, mas de forma bem empilhada, bem construída, bem sedimentada, encadeada, para que você não ache que é algo complicado. Pelo contrário, para que tudo seja simples, muito simples de entender. Se você perceber, eu de propósito não escolho palavras complicadas. E se eu precisar falar alguma palavra complicada, a primeira coisa que eu faço é explicar o significado. O objetivo é transmitir de forma simples e clara como funciona o nosso psiquismo. É por isso que eu ilustro tudo que eu falo
com relatos de casos, mostrando na prática como aquele Conceito se aplica no que eu expliquei. Isso me leva a querer fazer uma pergunta. Você está gostando desse jeito de aprender de forma leve, descomplicada e com muitos relatos de casos para esclarecer os conceitos que transmitimos? Se gostou, por favor, escreve aqui nos comentários ou no chat, no bate-papo, enfim, isso me dá um feedback que nos ajuda a saber se estamos conseguindo atingir o nosso objetivo. Bem, já que eu falei tudo isso, vamos aos aspectos práticos da nossa aula. Eu gostaria de começar relembrando aquela afirmação enigmática
do apóstolo Paulo. O bem que eu quero, eu não faço, mas o mal que eu não quero, este eu faço. A minha pergunta é: por que que a gente não faz aquilo que a gente quer? Por que que a gente faz aquilo que a gente não quer? Como é que a gente pode traduzir isso? Ora, eu não vou dar aqui nenhuma aula de religião, não é esse objetivo e terapia não tem nada a ver com isso, mas só quero pegar um aspecto de uma frase muito interessante, de um question de perdão, de um questionamento muito
interessante, De uma figura bem conhecida para aplicarmos a nossa vida. A pergunta que eu lhe faço novamente é: por que eu saboto a minha vida e não consigo prosperar? Por que eu não consigo vencer os meus medos, as minhas fobias, as minhas angústias? Por que eu me saboto? Por que é que eu tenho relacionamentos tóxicos ou abusivos repetidamente? Porque eu tenho depressão, porque eu tenho ansiedade, enfim, porque tenho comportamentos que eu não quero. E os comportamentos que eu quero, esses eu não tenho, esses eu não consigo colocar em prática. De onde vem isso? Como funciona
isso? É a descoberta que você vai aprofundar a partir deste exato momento. Você está com papel e caneta na mão aí para você anotar, porque se você não tiver, você vai perder muita coisa. Anota tudo que você puder para tirar dúvida conosco. Não se preocupe em ficar escrevendo nos comentários ou no chat agora. Não se preocupa com isso. Se concentra no que eu vou falar, porque isso vai ser essencial para você entender muita coisa que aconteceu e que acontece na sua vida e você não consegue entender normalmente As razões disso. Feito isso, vamos em frente.
Primeiro, vamos recapitular o que você já aprendeu até aqui. Você se lembra que nós enfatizamos bastante que o inconsciente tem algumas regras e algumas peculiaridades? A primeira peculiaridade do seu inconsciente é de que ele é atemporal, o que significa que não existe passado para o seu inconsciente. Uma dor que te marcou quando você tinha 2, 3, 4 anos de idade ou até menos, vai repercutir em sua vida até hoje, todos os dias. E o mais importante, todos os minutos da sua vida. É por isso que a sua personalidade acaba sendo formada em função de tudo
que você viveu, principalmente na infância. Você começa a ter comportamentos que muitas vezes até mesmo você não concorda. Quantas vezes a gente se arrepende de coisas que a gente fez? Quantas vezes eu já escutei no meu consultório ou em atendimentos online a pessoa falar: "Nossa, eu estouri, eu perdi a cabeça, eu explodi, eu perdi o controle". Isso me faz lembrar de uma senhora que me disse o seguinte: "Me ajuda porque eu trato mal todo mundo, até mesmo quem vi Me atender, que vi me ajudar em uma loja, por exemplo." Agora mesmo, eu cheguei de uma
loja no shopping, eh, cheguei numa loja, né? numa loja no shopping e porque a moça demorou um ou dois minutos, ela não demorou mais do que isso para me atender. Eu simplesmente explodi com ela. Eu tratei ela muito mal e todo mundo ficou olhando pra minha cara como se eu fosse louca. Até mesmo eu me achei louca. Eu fiquei tão envergonhada que saí de lá quase correndo sem comprar nada. E olha o que eu tava precisando. Eu só armei o maior barraco, a maior confusão e sai de lá. Eu não consigo controlar como é que
eu faço isso. Ora, como é que ela faz isso? Por que que isso acontece? É o que nós vamos esclarecer agora. E a chave disso frequentemente está ligado ao passado. Uma coisa interessante a se acrescentar nessa história é que essa senhora tinha algumas peculiaridades no corpo, algumas características. Ela sempre foi muito gordinha e sempre foi baixinha. Então, a vida inteira ela sofreu muito bullying por causa disso. Ela sofreu bullying na escola, com a vizinhança, com os amigos, mas acima de tudo, ela sofria bullying Com o seu próprio pai. O pai não era fisiculturista, mas era
alguém que gostava muito, muito de exercícios de manter a forma física. Muitas e muitas vezes ele dizia que ela era uma bola de gordura, que ficaria doente, que parecia uma pessoa doente, que tinha que mudar aquele corpo, senão ninguém nunca iria querê-la. Desde que ela se entendia por gente, era isso que ela ouvia. Ela cresceu ouvindo aquilo. Então, logicamente, ela acabou registrando dentro dela muita dor, muita frustração, muita insegurança e muita raiva. Ora, o pai que ela amava era justamente a pessoa que mais a machucava, mais a humilhava. É óbvio que ela não conseguia ser
diferente. E ela não conseguia fazer nada para ser diferente. Ela não conseguia emagrecer, ela não conseguia fazer dieta. Para uma criança não faz sentido fazer dieta. treino, exercícios. Ora, se para um adulto se submeter a esse sacrifício já é difícil, imagina para criança de 4, 5, 6 anos de idade. Imagina uma criança recebendo reclamações continuadamente porque o corpo dela não está adequado às normas da sociedade. Para uma criança, Isso não faz o menor sentido. Ela não sabe muito menos o que é preciso fazer para emagrecer. O que aconteceu com essa menina? O mesmo que acontece
com toda criança que se sente humilhada, desprezada, criticada, desrespeitada na infância. Ela acabou jogando para dentro dela toda aquela dor e toda aquela raiva. E é justamente essa dor que vai explodindo continuamente o tempo todo, todos os dias da vida dela até hoje. Por quê? Porque para o inconsciente não existe passado. Ou seja, as humilhações que ela sofreu na infância continuam do mesma intensidade, no momento presente, justamente porque o inconsciente é atemporal. Ele não tem passado, ele não tem futuro, só tem presente. E além disso, de acordo com a segunda regra do inconsciente que você
aprendeu na aula passada, o inconsciente busca a felicidade. Mas quando o inconsciente não consegue dissolver aquilo, não consegue dissolver aquela dor, a pessoa entra em uma compulsão a repetição, ou seja, aqueles eventos traumáticos ficam dentro dela explodindo para sempre, o tempo todo, dia e noite, sem parar. Agora eu te pergunto, imagina você ter uma coisa explodindo dentro de você, uma dor, uma angústia, um sofrimento o tempo todo explodindo, explodindo, explodindo dia e noite? A primeira pergunta que eu lhe faço é: você vai ser uma pessoa calma? Você vai ser uma pessoa tranquila e relaxada, com
uma coisa explodindo no seu psiquismo o tempo todo? Claro que não. Aí nós começamos a perceber a raiz das ansiedades, dos medos, das inseguranças, das sensações que tudo vai dar errado, de que você está fazendo as coisas erradas, que você é um impostor, etc. E isso vai ficando claro a cada vez que eu te der um novo exemplo, a cada vez que eu te der uma nova metáfora, a cada vez que eu te trouxer uma nova analogia e um novo caso para você entender. Eu adoro fazer isso, porque você vai entendendo de forma simples e
vai adequando as informações ao seu mundo, o conhecimento que você tem e ao conhecimento eh que você já assimilou durante a vida. Então, todo conhecimento que eu te passo, eu te passo dessa forma. Porque as coisas não têm que ser complicadas, elas têm que ser Compreensíveis. Tudo tem que ser transmitido de uma forma que você entenda o que você precisa saber. E esse é o nosso objetivo aqui. E eu espero que você esteja enxergando isso. Pois bem, o que acontece com essa moça? Acontece que isso dói tanto, dói tanto que ela fica o tempo todo
machucada e revoltada. Só que tem um aspecto importante. A criança ela aprende por generalização. Lembra disso? Exatamente isso. A criança aprende por generalização e dessa forma o nosso software, o nosso programa mental que rege o nosso psiquismo, vai sendo construído, só que com um verdadeiro vírus dentro dele. Lembra que na aula passada eu fiz analogia com um cachorrinho? Quando você chega para uma criança e fala: "Olha, isso aqui é um auau". E esse auau é um chitzo desse tamanhinho, um cachorrinho bem pequenininho. A criança no outro dia chega para você e aponta para um dog
alemão que é gigantesco, que é cinco, seis vezes maior e diz: "Au, au! Como assim? Como ela conseguiu entender que Shitso é a mesma coisa que um dog alemão, que é muito maior e totalmente diferente, porque ela generaliza o aprendizado. Nós generalizamos, nós humanos, generalizamos sempre, só que a gente tem um filtrozinho que regula essas coisas, mas a criança ainda não tem. A criança generaliza tudo. Ela recebeu muitas pancadas do pai, pancada emocional, muitas marcas emocionais. O pai a machucou com comentários dolorosos e humilhantes. O que acontece? Ela generalizou para a vida. As pessoas são
mais. As pessoas, todas elas querem me machucar, me agredir. Todo mundo quer me humilhar o tempo todo. Para completar, ela acaba atraindo isso no dia a dia com as suas coleguinhas, na escola, enfim, em todo lugar que ela vai, ela acaba se sentindo rejeitada ou agredida, porque a gente acaba atraindo isso. a gente entra numa compulsão à repetição para atrair justamente aquela dor que a gente estava sofrendo. Por quê? É uma tentativa do teu inconsciente de fazer você entender desta vez aquilo que você não superou e Tentar superar dessa vez. Percebe? O inconsciente tá buscando
a felicidade. Então, com 60 anos de idade, ela não aguentava mais de ver assim, machucando todo mundo ao seu redor. Quando eu perguntei para ela, né, qual era a vontade que ela tinha naquela hora quando ela falava essas coisas para as pessoas, ela respondeu: "Ah, eu queria ser maior do que as pessoas, eu queria bater nas pessoas. É isso que eu quero fazer nessas horas." E eu respondi: "Independente de quem quer que seja, é essa a vontade que você tem nessas horas?" E ela disse: "Eu sei que é estranho, mas um sentimento que eu tenho
é este muito claramente. Ora, não parece para você muito mais uma criança pequenininha que tem um sonho de crescer, ficar forte, para se vingar de todo mundo tá machucando ela? Pois bem, agora imagina se a gente disser que ela estava congelada, preste bem atenção nisso, congelada emocionalmente na infância. Apesar de ter crescido, dela ter se tornado adulta, emocionalmente, ela estava congelada na infância. Ela ficou congelada naqueles momentos de Impotência, de frustração, de humilhação. Aqui ela era submetida frequentemente. Faz sentido para você? Eu vou te passar mais casos para ampliar a sua percepção. Uma vez chegou
no meu consultório um executivo de uns 50, 60 anos de idade. Perceba, ele tinha várias empresas, tinha mais de 300 funcionários. Ele chegou aqui cabis baixo, contrariado, frustrado. Eu perguntei naturalmente o que ele estava passando, o que que tava acontecendo. Já era nossa quinta, sexta sessão por aí. Ele disse: "Jair, eu não entendo. Eu acabei de ter uma discussão terrível no trânsito, sem a menor necessidade. Eu estava vindo para cá, tava dirigindo e tinha um outro carro do meu lado e a pessoa se distraiu e simplesmente levou o carro mais pra frente. Não fez nada
demais. Ele só oscilou o carro na minha frente. Ele balançou o volante e pronto. Depois ele ajustou. Pronto, foi isso. Ela nem chegou a ficar na minha frente, não me trancou, não fez nada. Essa pessoa só estava um pouco na minha frente, distraída e fez esse oscilação e Pronto. Mas isso me enchiu de uma raiva tão grande que eu comecei a buzinar, fit louco, a xingá-la, a esculhambar, a chamar palavrões, enfim. E a pessoa acelerou, foi embora, porque tinha um maluco, né, gritando lá com ele do nada. Sabe o que que eu fiz? Eu fui
atrás dela, eu persegui o carro dela, eu tranquei ela, fui para cima da pessoa com toda a violência, enfurecido, soltando espuma pela boca. Quando eu cheguei lá, que eu tranquei ela, que eu parei ela, eu já tava brigando com ela, apontando dedo na cara dela, assim, absurdamente. E a pessoa olhou para mim e falou: "Amigo, me perdoe, eu tava distraído, eu não sei nem o que que aconteceu. Eu fiz alguma coisa para você. Eu nem sei o que eu fiz para você estar com tanta raiva de mim. Se eu fiz alguma coisa errada, me perdoe.
Neste momento a ficha caiu. Eu comecei a me dar conta, a perceber que eu estava todo arrumado de terno, gravata, um sol escaldante, discutindo com uma pessoa que eu que nem sabia porque eu estava discutindo com ela. Por que isso? Eu não consigo entender. Foi aí que eu caí em mim e me dei conta do papel ridículo que eu estava fazendo. Eu fiquei tão constrangido, tão envergonhado, que eu baixei a cabeça e vim embora. Constrangido e destruído Emocional e moralmente. Bem, eu já sabia o que tinha acontecido com ele. Ficou muito fácil explicar. A pergunta
que eu fiz para ele foi: "Você lembra que você era uma criança bem gordinha e na escola que você estudava tinha uma gang, como você mesmo me falou na primeira ou segunda sessão?" E essa gangue de meninos, eles faziam você de gato e de sapato, faziam você de saco de pancadas. Eles tomavam o seu lugar na fila do lanche, eles tomavam o seu lanche quando você estava jogando, eles tiravam você de dentro da pelada do jogo de futebol e diziam que eles é que iam jogar. Enfim, eles sempre estavam tomando o que é seu, tomando
o seu lugar o tempo inteiro, não é verdade? Pois bem, quando a gente sofre uma pancada emocional muito forte, a gente fica congelado naquele momento. A gente não cresce, não amadurece emocionalmente. E o que acontece? acontece é que como o seu inconsciente não tem passado, isso para o seu inconsciente não aconteceu há quatro, cinco décadas atrás Quando você era criança. Para o seu inconsciente isso está acontecendo agora. Então, quando essa pessoa fez menção de passar na sua frente, você hoje, um homem adulto com força, com tamanho que você tem hoje, você não quer, você não
aceita que ninguém tome o seu lugar e isso dispara automaticamente os seus gatilhos internos. Então, você toma atitude que você não conseguia tomar contra a criança. O que que essa pessoa acabou fazendo sem saber? Claro, foi disparar o gatilho emocional que você tem de tomarem o seu lugar, de tomarem a sua vez, o que ativou aquela dor congelada na infância. Que foi que brigou com aquela pessoa hoje lá no trânsito? Foi adulto de hoje? um empresário que tem empresas, vários funcionários, que faz negócios internacionais, ou foi aquela criança congelada que tomou conta de você e
brigou com aquela pessoa. Nesse momento, ele começou a chorar, parecia uma criança em desespero. E eu confesso, até eu mesmo às vezes me emociono contando coisas como essa, porque naquele momento caiu uma ficha. muitas fichas, na verdade, na cabeça Dele. Ele me confidenciou. Olha, agora tudo faz sentido. Todas as vezes que meu comportamento foi intempestivo, foi agressivo, que eu machuquei pessoas que eu amo, na verdade eu estava me comportando como aquela criança. Agora eu me lembro, eu consigo passar o filme e lembrar que eu agia como uma criança revoltada, que eu não sabia o que
fazer. Eu só queria brigar, esmurrar as pessoas. Eu maltratei e machuquei as minhas duas esposas, porque eu acabei dois casamentos justamente por causa desse comportamento. Eu machuquei meus filhos, eu machuco meus funcionários por causa desse meu comportamento. Tanta coisa agora faz sentido. E aí ele perguntou: "Então quer dizer que agora eu estou livre disso?" Eu falei do jeito, de jeito nenhum, porque saber qual é a raiz dos problemas não resolve o problema de ninguém. Concorda? Aliás, essa é uma grande frustração dos meus próprios colegas de profissão, psicólogos. As terapias baseadas em fala procuram Fazer a
pessoa entender o seu problema. Só que quando a pessoa finalmente entende, praticamente nada muda. Pela mesma razão de que se eu souber que estou com a doença grave, por exemplo, não é só pelo fato que eu fico sabendo dela que vou ficar curado. Claro que não. Uma pessoa que tem câncer e descobre que a origem, a causa, a raiz do problema foi o excesso de substâncias químicas que ele teve contato no seu trabalho ao longo dos anos. Somente pelo fato de ter descoberto o que originou o câncer, ele vai ficar magicamente curado? Claro que não.
Essa pessoa vai ter que restaurar a sua saúde para curar-se. No nosso caso, nós vamos ter que fazer o processo da terapia de resultados, utilizando o reprocessamento emocional para reestruturar o seu psiquismo e descongelar você desses momentos dolorosos do passado. Mais adiante, a gente se aprofunda nisso pra gente não atrapalhar, claro, o andar das coisas, das explicações, para não botar o boi na frente da carruagem e não atrapalhar todo, na verdade, é não botar A carruagem na frente dos bois e atrapalhar tudo, não é verdade? Essa é a explicação certa. Enfim, o objetivo que eu
prezo muito o tempo todo é ser didático. Então, eu vou te dar passo a passo tudo que você precisa para entender esse processo. Afinal de contas, esse é um minicurso que tem que te ajudar a mudar a sua vida sem complicações. Eu só quero que você saiba que tudo tem solução. E no caso dele foi simples e fantástico. A gente resolveu isso fácil, por incrível que pareça, é muito fácil. Eu sei que muita gente deve estar olhando e falando, mas espera aí, já você está falando que é fácil resolver problemas emocionais de uma pessoa que
foi congelada a vida inteira. É, é fácil e é o que você vai saber a partir deste minicurso. Você está começando a entender que eu sei do que eu tô falando, né? Porque o feedback que eu recebi da primeira aula foi incrível. Eu fiquei realmente encantado. As pessoas estão falando ali: "Caramba, eu nunca vi as coisas desse jeito. Eu nunca vi como é simples, as fichas estão caindo". Enfim, exatamente isso. É por Isso que eu falo que é fácil resolver os problemas. Aliás, eu me lembro agora de uma coisa que aconteceu há um tempo atrás
e eu queria que você se preparasse porque objetivo dessa aula vai ser bem didática, então eu não vou ter muita pressa. Tudo bem? Vamos lá. Uma pessoa me pediu ajuda porque o seu filho de cerca de 11 anos de idade, que era muito calado, muito fechado, não estava conseguindo falar nem sequer com a própria psicóloga dele. E todos os psicólogos, os terapeutas lá, três deles, na verdade, deram alta dizendo que olha, o seu filho não deve ter nada, ele é só um pouco introspectivo, não parece ter nenhum problema, é só o fato dele ser uma
pessoa fechada, mas também a gente não consegue acessar ele, entender porque eh ele tem ou teria algum problema. Enfim, a gente não consegue nem saber o que é para tentar resolver. Enfim, eu acho que não é nada, que é só personalidade. Bem, foi isso. Só que tem um detalhe. O menino pensava em se matar. Ele dizia pra mãe que ele queria se Matar. E a mãe, ao ver isso, obviamente, ficava desesperada. E foi quando ela me pediu ajuda. Quando eu conversei com a criança, eu perguntei para ele: "Você tem algum problema? Ele olhou para mim
e falou: "Não, eu disse: "Sua mãe me falou que você tem vontade de se matar". Ele respondeu: "Sim, muitas vezes." Eu perguntei: "Você não tem problema, mas você tem vontade de se matar, sabe? Eu te entendo." Ele olhou para mim e falou: "Você me entende?" Eu falei: "Sim, eu entendo. Como é que você entende? é que você não consegue expressar o que você sente, não é verdade? Ele falou: "É". E a próxima e a próxima pergunta que eu fiz foi: "Quando você olha pro seu passado, você fica triste?" Ele respondeu: "Fico, fico muito triste." Essa
criança tinha passado por muitas frustrações, por muitas situações dolorosas. viu muita agressividade dentro de casa. Enfim, nesse momento que eu perguntei sobre o Passado dele, ele começou a chorar e lágrimas começaram a escorrer do rosto dele. Eu olhei bem para ele e falei: "Tá tudo bem, eu vou te ajudar". E nesse momento a gente utilizou o reprocessamento emocional. Gente, é comum terapeuta da TRG passar por isso, graças a Deus, muitas vezes. E eu espero que você venha passar também por isso, porque foi muito, mas foi muito emocionante mesmo. Nós começamos a fazer o nosso trabalho
utilizando o reprocessamento emocional e cerca de uma hora depois nós concluímos, ele olhou para mim e falou: "Ingraçado, tô me sentindo muito mais leve". Eu falei: "Que bom, a partir de agora, pelo menos metade dos seus problemas foram resolvidos. A gente tem que fazer mais sessões para resolver o restante. Mas o mais importante é que ele saiu do consultório com um sorriso no rosto e dizendo, sabe aquela vontade que eu tinha de me Matar? Eu disse: "Sim". Ele falou: "Acabou. Eu não quero mais me matar. Eu tô com tanta vontade de viver. Eu não sei
o que tá acontecendo comigo, mas tô muito feliz. 11 anos de idade e uma única sessão. Imagina o quanto isso é poderoso. Bem, eu estou aqui somente semeando na sua mente, no seu coração, que é possível que você possa ajudar pessoas e que esse trabalho, que é maravilhoso pode te trazer inclusive liberdade financeira. Agora vamos explicar como as nossas crenças são criadas, como elas influenciam a nossa maneira de pensar, de agir e de tomar decisões, o que acaba determinando o nosso destino nessa vida. Como é que são criadas as nossas dores emocionais, a depressão, a
ansiedade, o pânico, o transtorno obsessivo compulsivo, o toque. Ora, de onde vem tudo isso? Simples, muito simples. A primeira coisa, e eu acho que até preciso explicar um detalhe antes, quando a Gente fala que você tem uma doença emocional, eu peço que você repense bastante isso. Por que repensar bastante isso? Porque esse não é exatamente o termo. Doença emocional não é o termo. Você tem transtorno. Transtorno emocional. Depressão é um transtorno emocional. Pânico é um transtorno emocional. Ansiedade é um transtorno emocional. O transtorno obsessivo, compulsivo toque, é um transtorno emocional. O conceito de doença nesses
casos está completamente equivocado, porque não há de fato alteração neurofisiológica no seu corpo. Isso é uma coisa que você precisa entender. Não vou me aprofundar muito mais aqui, não, mas eu só quero que você enxergue com muita clareza o seguinte. Muitas vezes, eh, alguns meios de divulgação científica eh saem com a seguinte notícia. Conseguimos encontrar um gene que parece estar associado à depressão. Ótimo. Eles estão falando de um caminho na pesquisa científica que parece promissor. Muitas vezes a pessoa escuta isso, até mesmo pessoas da classe médica e aí falam: "Descobriu-se o gene Da depressão, principalmente
em jornais sensacionalistas que a gente vê na internet. Mas não é a realidade, não é verdade. Por quê? Porque alguns meios de comunicação que vivem de audiência, de audiência pegam aquela informação e já transforma e já amplifica, distorce com objetivo de chamar atenção. Na verdade, o cientista não disse isso. Eles normalmente dizem o seguinte: "Parece que há associação desse gênio ou daquele gene com a depressão, por exemplo." No final de tudo, a verdade é que até hoje não existe nenhum gene que tenha sido encontrado pela ciência, que seja o causador de qualquer transtorno emocional. Então,
vamos separar bastante as coisas já a partir deste momento. Tudo que acontece com você emocionalmente, todos os seus problemas emocionais, eles foram criados pela sua mente. Esse é o ponto. Foi criado pela sua mente. A sua mente gera os problemas. Se ela gera o problema, ela tem mecanismo para corrigir. Não parece lógico isso? Se a sua mente está funcionando muito bem e a partir de Determinado momento ela começa a gerar um comportamento diferente, disfuncional, não significa que seu cérebro foi quebrado, foi partido ou foi machucado. Não se arrancou um pedaço do seu cérebro, não ficou
faltando um bloco de neurônios, nada. Seu cérebro, de um dia pro outro começou a gerar um padrão de comportamento que não tinha antes. Somente isso. Como é que isso surgiu? em função do nosso software mental. O que é software? É um programa de computador. O seu programa de computador mental, o seu programa mental é que está com probleminha. Entenda, você pega um computador e você bota um programa. Se esse programa tem lá um monte de comandos para deixar a tela bem escura, ele não vai deixar a tela bem clara. Claro que não. Por quê? Porque
o seu computador foi programado com aquele programa, com comandos, com software, com os códigos que estão dizendo que é para deixar a tela escura. Acabou. Não adianta você ficar dizendo: "Ah, computadorzinho, porque você não fica com a tela clara? Porque a Programação é outra. Como é que você pode fazer com que o computador agora faça com que a tela fique clara? Simples. Você vai lá no programa, corrige o ponto que está errado no software, no comando, dá o comando certo e pronto. O que vai acontecer com a tela? Vai ficar clara, simples e óbvio desse
jeito. Mas Jair, como é que funciona esse computador humano? Essa mente, esse software humano, esse programa de computador que nós temos na nossa mente? Vamos descobrir isso agora. A primeira coisa que eu preciso que você entenda é que nós, ao vivermos nesta vida, desde que a gente nasce, cresce e não só na infância, ao longo da nossa vida, a gente vai aprendendo. Nós aprendemos dia após dia, porque nós precisamos sobreviver. E o primeiro aprendizado que nós temos é como nós sobrevivemos ao mundo. Isso significa que toda vez que você passa por alguma coisa que te
machuca emocionalmente ou que te marca, isso vai começar a repercutir no seu corpo. Como Assim? Imagina um lago bem tranquilo e aí você pega uma pedra e arremessa com muita força na superfície desse lago que está tranquilo. A pedra que foi arremessada vai traumatizar o lago. Essa pedra vai ficar no fundo do lago para sempre, que é o objeto desse trauma. Vai ficar ali para sempre. E vai ter um terceiro elemento, a repercussão desse trauma, desse traumatismo no lago. Vai ser o quê? As ondas da superfície do lago vão tomar conta dele completamente. Todo esse
lago vai ficar ondulando. A gente vai fazer aqui a analogia com o psiquismo humano e a partir daí com o seu cérebro, com a sua mente, com o seu software, com o seu programa. mental e emocional. Quando você leva uma pancada emocional, essa pancada emocional fica dentro de você para sempre, até que seja retirada. E a consequência disso vai ser a interpretação que você vai começar a ter ao longo da sua vida. E isso é fazer com que você, a partir dali, comece a Entender a vida através daqueles filtros mentais, daqueles códigos do software que
foi traumatizado. Você lembra que na primeira aula eu falei do caso da senhora que bateu em uma criança de 3 anos de idade aproximadamente? Quando a criança foi passar por baixo da catraca, quando a criança foi se balançar e ela estava somente tentando ser feliz, a mãe pegou com toda a força, bateu com muita violência e ainda gritou: "Seu imbecil, não faz nada que preste, nunca vai ser nada na vida, nunca vai fazer nada certo na vida". Aquilo foi a pancada emocional, o trauma emocional. Aquilo fica registrado onde? dentro da pessoa. Lembra que o inconsciente
é atemporal? Ele registra para sempre. Ele registra tudo. E qual vai ser a consequência dessa pancada, desse tapa, né, dessa pancada e de tudo de ruim que foi dito junto com aquela agressão? Qual é a consequência para a criança? Ora, a criança pode ter naquele momento inúmeras interpretações. Uma delas é que ela pode começar a achar Que se ela for ser feliz, ela vai sofrer, ela vai se machucar. Exatamente. Vai doer ser feliz. Por quê? Porque na hora em que ela estava tentando ser feliz, a mãe bateu com força, agrediu, machucou. E aí você vê
gente que se sabota quando está sendo feliz na vida. Simplesmente no melhor momento da vida, ela destrói tudo. E quem está por perto não consegue entender nada. Mas só para concluir a explicação, quando acontece isso, a criança pode agir dessa forma que eu falei ou ela pode interpretar aquilo como se ela fosse um imbecil, que ela não faz nada certo, que ela não pode ser criança, que ela não pode ser feliz, que ela não pode ser leve, que ela não pode ser simplesmente uma pessoa de bem com a vida. Seja lá qual for a interpretação
que o inconsciente dela escolher, automaticamente vai ficar com ela para o resto da vida. Por quê? Porque a dor emocional está dentro daquela pessoa. Então, com 30, 40, 50 anos de idade, ele Não se lembra mais do que o que é que tem lá dentro. Ele não se lembra mais do que aconteceu. Mas o inconsciente lembra. E o que o inconsciente faz? Ele entra em uma compulsão, uma repetição. O inconsciente faz com que a pessoa acabe atraindo para ele reviver situações parecidas com essa. Por quê? Porque o inconsciente está tentando fazer com que a pessoa
passe por aquilo mais uma vez para aprender. Assim, da mesma forma como quando você é reprovado na matéria, na escola, você tem que estudar de novo. É basicamente isso o que nós temos. Essa criança agora é um adulto. Simplesmente toda vez que ela vai se divertir com alguma coisa, com alguém, ela se ativa inconscientemente para aquela mensagem e é disparado um gatilho e aí ela fica triste, fica desconfortável ou sai de perto dos amigos. Mesmo que os amigos chamem essa pessoa para sair, ele mesmo sem saber, conscientemente vai ficar preferindo se recolher, ficar em casa,
ficar sozinho. E muitas vezes vai contar uma história na cabeça dele para justificar o seu comportamento que ele não sabe de onde vem. Ah, é porque eu sou uma pessoa muito caseira, mesmo que sinta falta de sair com os amigos, de se divertir. E por que que ele não consegue fazer isso? Porque tem uma mensagem muito forte dentro dele de que se ele sair e for se divertir, ficar feliz, vai doer, vai se machucar. Isso é inconsciente. Quando todo mundo está se divertindo, ele não consegue se divertir e não sabe porquê. Aí ele procura um
terapeuta e o terapeuta não consegue nem explicar, nem ajudar, porque ele não sabe o que você está sabendo agora, que aquilo é o gatilho do medo de ele se ver feliz, que tá disparando nesses momentos. E tudo começou naquela pancada e naquele trauma de infância. Você está conseguindo entender com clareza como é que funciona o psiquismo humano? Tá? E acredite, a gente não aprende isso que você está aprendendo aqui comigo com essa clareza numa faculdade de psicologia. Só para que você tenha uma ideia disso, há algum tempo atrás eu atendi o caso de uma pessoa
que veio de um outro estado e ela estava desesperada. Ela disse: "Olha, o meu problema é que eu tenho disfunção erétil." E todas as vezes, todas as vezes O que ela relatou é, tendo disfunção herétil, a vida dele é um inferno ou era um inferno. Ele começou a falar que isso deixava extremamente triste em depressão, que o casamento já não tinha mais sentido, já estava acabando, que a esposa dele não entendia como, porque isso acontecia, nem ele, enfim, tudo tava horrível. E ele clamou por ajuda. Eu perguntei para ele, mas exatamente como é essa disfunção
erétil que você tem? Porque podia ser uma ejaculação precoce, podia ser impotência, podia ser qualquer coisa. Aí ele me falou: "Olha, quando eu tenho ereção normal, e é normal a ereção que eu tenho, eu tenho vontade de ter relações sexuais, eu tenho muito tesão na minha esposa, inclusive." Só que quando a gente tá ali tendo relações sexuais, na parte mais interessante, que eu estou muito excitado, que muitas vezes até mesmo próximo de ter orgasmo, de uma hora para outra, eu per eu perco completamente a minha ereção. É automático, isso é frustrante. Eu começo a entrar
em pânico, eu fico desesperado, fico nervoso, a minha Esposa fica frustrada. Claro, ela não entende isso. Ela não entende por que de uma hora para outra eu perdi a vontade e ela acha que eu não tenho mais interesse nela. Nós discutimos praticamente toda semana, enfim, a relação está muito ruim, a gente tá eh de uma forma que a gente não consegue nem conversar mais. Eu falei para ele: "Tá bom, então me faz o seguinte, me responde a seguinte pergunta: O que foi que de pior aconteceu na sua vida inteira? O que você consegue se lembrar
que te frustrou muito na sua vida? Me diz qualquer coisa que você se lembra, se você conseguir se lembrar, né, de situações em que você estava muito feliz e de repente você sofreu uma grande queda na sua expectativa, uma grande frustração. Alguém te frustrou, te arrancou o que você queria, enfim, que deixou você muito triste imediatamente. Ele olhou para mim e falou: "Ninguém nunca me fez essa pergunta. Eu já estou em terapia há 5 anos com um psicólogo e ele nunca me perguntou isso. A única coisa que eu consigo lembrar, Não sei se tem muita
coisa a ver, mas quando eu tinha cerca de 7 anos de idade, eu e os colegas da minha rua, nós organizamos um campeonato na nossa rua mesmo, só que a gente se empolgou tanto que a gente conseguiu comprar um padrão de uniformes de time, famento, camisetas. a gente conseguiu comprar calção, chuteira, medalha, troféu. O meu pai inclusive foi com a gente. Enfim, a gente marcou para o domingo, final de semana e tava todo mundo muito, muito entusiasmado. Na rua inteira não se falava de outra coisa. Essa é uma lembrança que eu tenho que muito marcante.
Por quê? Porque nós ficamos tão excitados, tão eufóricos naquele dia, eh, que eu não vi a hora de chegar o domingo. E no domingo de manhã, eh, naquela expectativa, né, já acordei muito ansioso, muito eufórico, eu tava vestindo a minha roupa, calçando e o meu meião, minha chuteira e eu tava, claro, muito, muito feliz. Na hora que eu ia sair para jogar, o meu pai olhou para mim e disse: "Sem mais, nem menos. você não vai. Eu olhei para ele meio aturdido e e falei: "Como?" Ele repetiu: "Você não vai, você vai ficar aí parado
Dentro de casa, não vai sair daqui". E se levantou e foi embora. Não falou mais nada, não deu nenhuma explicação, nada, simplesmente me proibiu de sair de casa e foi embora. Nesse momento, a voz desse meu cliente que tava me contando isso começou a tremer. Ele baixou a cabeça e os olhos começaram a se encher de lágrimas. A sensação que eu tinha claramente é que tava ali uma criança frustrada diante de mim revivendo aquela cena. Não a pessoa adulta que estava contando, mas a criança congelada. Ele estava congelado naquele ponto da vida dele. Ele continuou.
Eu passei o dia inteiro vendo pela janela os meus colegas jogarem bola e disputarem um campeonato até o final. O time que eu ia jogar, inclusive ganhou o campeonato e eu passei o dia inteiro chorando, sem entender nada, sem entender porque que meu pai fez aquilo comigo. Eu perguntei, isso se repetiu de alguma forma? alguma vez na sua vida. Ele falou assim: "Uns 3 meses depois, eh, eu acho, a gente tava todo mundo se arrumando para ir para o cinema. Eu, meus primos, meus irmãos, meu pai e minha mãe." Aí meu pai, meu pai olhou
para mim do nada e falou: "Você não vai". Eu olhei pra cara dele e fiquei congelado, parado. Ele disse: "Você vai ficar em casa tomando conta da casa". E todo mundo foi embora, todo mundo foi pro cinema e de novo ele não deu nenhuma explicação, nem disse o porquê dele estar fazendo isso. Eu perguntei para ele: "Como é seu relacionamento hoje com seu pai?" E a resposta naturalmente foi: "Eu odeio meu pai. Ele é uma pessoa ruim?" E meu cliente respondeu: "Acho que sim." Você não tem certeza disso? Ele falou: "Olha, na verdade ele nunca
fez nada, a não ser essas duas coisas. Ele tinha um comportamento às vezes um um tanto quanto diferente, mas nada grave. Grave mesmo foi somente isso. Eu só sei que eu tenho muita raiva e às vezes é insuportável estar perto dele." Eu falei: "Entendi". Então, seu pai só fez isso de muito ruim para você e você tem muito ódio dele e você não sabe porque tem esse sentimento por ele, não é verdade? E ele disse: "Não." Eu disse: "Bem, eu tenho uma boa ideia do que tá acontecendo, porque essa dor está até hoje te martelando
e você não consegue perdoá-lo? Você não consegue nem entender porque ele fez isso. Mas o que importa é o seguinte. Primeiro, vamos resolver o seu problema. E eu já sei o que aconteceu com você. Ele falou o quê? E eu disse, como disse para você muitas vezes, é muito, muito simples. Tudo é muito simples. O seu psiquismo registrou a seguinte mensagem: toda vez que você está muito feliz, isso é muito perigoso. Por quê? Porque alguém pode te frustrar muito e você ter uma dor muito grande. Ora, quanto mais você ficou feliz quando ia fazer o
campeonato de futebol com sua expectativa lá em cima, de repente seu pai do nada, sem que você tivesse nenhum Domínio, frustrou aquilo e você se sentiu impotente. Não é exatamente como você se sente na cama com a sua esposa ou com qualquer mulher. Na hora que você está no ápice da sua energia, da sua felicidade, do seu tesão, você se sente impotente. Ele fez caramba, exatamente isso. E quanto mais perto eu estou do orgasmo, mais eu fico nervoso e mais eu perco a ereção completamente. Na verdade, agora eu consigo entender que quanto mais excitado eu
estou, mais impotente eu fico. Perceba, o seu inconsciente generalizou esse trauma, essa mensagem de alerta da infância pra vida. Todas as vezes que você estiver próximo a ter uma situação de muito prazer, de muita alegria, de muita exitação, você começa a ficar mal, triste, angustiado, nervoso, inseguro. Por quê? É como se fosse uma mensagem explodindo na sua cabeça, no inconsciente, dizendo: "Opa, perigo, você está muito feliz, aquilo pode acontecer de novo. Faz sentido para Você?" Ele falou: "Caramba, faz todo sentido". E isso aconteceu a minha vida toda e eu não sabia porque eu ficava tão
nervoso, tão angustiado de uma hora para outra. Pois é. O seu psiquismo registrou que felicidade e prazer dóem. Dóem muito. Então ele generalizou pra vida. E aí o que que a gente fez? Nós fizemos o reprocessamento emocional e a gente conseguiu resolver essa dor. Porque, perceba, não é o fato dele descobrir o porquê que ele estava tendo aquele comportamento que ele ia conseguir controlar. A mensagem tava vindo do inconsciente. Ele não tinha como resolver. Nós libertamos ele daquela dor emocional, descongelamos aquela criança e hoje ele é um adulto feliz, tranquilo, seguro, confiante e não passa
mais por esse tipo de situação. Até eh eu preciso dizer, no caso dele, ele entendeu que aquele relacionamento que ele estava era um relacionamento tóxico que era humilhante para ele muitas vezes e na verdade não fazia sentido continuar. Cerca de alguns meses depois, ele me Encontrou e falou: "Olha, já eu encerrei meu casamento em paz, tranquilo e acabei me apaixonando por uma outra mulher e inclusive estou me casando com ela. Estou extremamente feliz e a minha disfunção erétil é coisa do passado. Hoje eu consigo viver as coisas com alegria, com felicidade, sem ficar tenso, ansioso,
porque a gente conseguiu entender e resolver o problema. Compreende como as coisas são muito simples quando você entende a lógica do inconsciente. E quer saber de uma coisa? Se tem algum psicólogo aqui, eu tenho certeza que tem vários me assistindo nesse momento, por favor comenta aqui. Você aprendeu isso com essa clareza na faculdade? Se você aprendeu, parabéns, porque eu não aprendi e eu nunca encontrei nenhum colega psicólogo em qualquer universidade que tenha passado, que tenha feito o curso de psicologia, que me diga: "Nossa, Jairí, isso eu já sabia da faculdade". Não, com essa clareza eu
nunca vi. Eu não conheço nenhum professor que te explica com tanta tranquilidade, com tanta clareza e Com tanta lógica o que eu estou te explicando agora. Bem, algumas pessoas chegam e falam: "Olha, mas eu não tenho nenhum trauma e não tem nada que explique isso porque não tem um trauma. Uma situação dessa que você tá falando foi bem traumatizante, mas eu não tenho traumas". E aí eu quero que você entenda dois conceitos simples. Primeiro, o que é um trauma emocional? É uma pancada que te machuca muito, que te marca muito. É algo muito violento e
muito intenso. Mas existem pequenas pancadas que você vai levando ao longo da vida que também te machucam. Te machucam bastante e que causam quase tanto estrago quanto um único trauma emocional. Quer ver a analogia? Se você pegar um carro a 300 por hora e você bater ele contra uma parede, jogar ele com toda a violência numa parede a 300 km/h, ele vai ficar totalmente destruído, não é verdade? Agora, se você pegar um martelo e der para uma criança, digamos, e a criança ficar ali martelando esse carro o tempo Todo na força que a criança tem,
como se fossem pequenas pancadinhas emocionais, o tempo todo ali martelando, martelando, martelando, o que que vai acontecer com esse veículo depois de um ano? Ele vai estar totalmente destruído, não é verdade? Então, pancada emocional não é o mesmo que um grande trauma, mas muitas vezes a gente vai levando tantas pequenas pancadas emocionais ao longo do tempo que tem um impacto gigantesco na nossa vida, um impacto tão grande quanto uma grande pancada ou um trauma muito forte, como um abuso sexual, um estupro, uma violência, um abandono, ou coisas desse tipo. Você entende o que eu estou
dizendo? Há algum tempo atrás chegou para que eu atendesse uma pessoa com uma síndrome chamada síndrome do peak eaters ou síndrome do comedor seletivo. Afinal de contas, o que é isso? Primeiro, síndrome é um conjunto de sintomas. Então, toda vez que você ouvi falar que alguém está com uma síndrome, é porque Ela está com um conjunto de sintomas. Quem está apaixonado, por exemplo, tem um conjunto de sintomas, fica abestalhado, fica imaginando coisas, fica pensando na pessoa o tempo todo, fica romântico e emotivo. Isso é uma síndrome, síndrome do apaixonado. É um conjunto de sintomas. Então,
a síndrome do pequeor seletivo é a seguinte: a pessoa só come determinados alimentos, só bebe determinados tipos de bebidas, enfim, seleciona tudo que vai comer e acaba tendo muito sofrimento ao comer. Normalmente são pessoas que não comem comidas pastosas, não comem comidas que dê uma sensação de que ele pode engasgar. Normalmente as pessoas comem carne seca, uma carne bem assada, em tiras pequenas, bolacha seca, batata frita, eh coisas em pequenas quantidades, não tomam todos os sucos, todas as bebidas, enfim, são pessoas que acabam sendo muito seletivas na escolha da sua alimentação e comem normalmente um
número bem reduzido de de variedade de alimentos. Pois bem, essa pessoa chegou para mim e falou: "Olha, eu já procurei todo tipo de de profissional e ninguém consegue resolver. Essa pessoa tinha cerca de 27 anos de idade e a vida dele estava totalmente destruída. Pode parecer uma bobagem, mas a pessoa que só come alguns alimentos tem deficiência de nutrientes, tem problemas sociais, porque você não pode comer em todos os lugares, você não vai comer o que todo mundo come. A pele também dele já estava muito agredida. Ele tava com deficiência de nutrientes que tava causando
até perda de cabelo. Enfim, a vida vira um transtorno, vira um verdadeiro inferno. E ele me contou brevemente a situação, me contando principalmente uma coisa. Ele me falou que não tinha namorada, não tinha ninguém. Por quê? Porque isso que ele sofria impedia ele de ter relacionamentos. E eu vou explicar. A primeira vez que ele teve namorada, a namorada levou ele paraa casa dela. A mãe dessa moça, ou seja, a sogra dele, resolveu preparar um jantar Para receber o futuro genro na casa dela. Prepararam, só que prepararam macarronada e ele tinha pavor de comer macarrão. O
que aconteceu quando colocaram a macarronada no prato ali na mesa com todo mundo ao redor? Ele simplesmente entrou em pânico, entrou em desespero. Ele começou a ficar desesperado, com uma vontade incontrolável de chorar e só soube fazer uma coisa, sair dali o mais rápido possível. Ele se levantou desesperado, chorando. Não olhou nem pra namorada, não olhou pra mãe dela, não olhou para ninguém, simplesmente saiu correndo, fugindo. Ele estava em pânico. Ele simplesmente se levantou e foi embora. Nunca mais teve coragem de ter contato com aquela pessoa novamente, inclusive bloqueou ela nas redes sociais, nunca mais
falou com ela. Claro que ninguém entendeu nada. E desde aquele momento ele criou agora um trauma, um medo de relacionamentos. Por quê? Ele não podia passar por umação daquela de novo. Então ele não podia ter relacionamento com ninguém. Isso faz sentido, porque não querer namorar é uma maneira de se proteger de uma outra situação constrangedora como essa. Eu perguntei para ele se ele tinha tido algum trauma grande na infância. Ele falou: "Não, meus pais foram bons. Eu tenho uma família muito equilibrada. Minha infância foi muito boa, nada demais. Eu achei meio surpreendente, mas deixei para
lá. Nós começamos a trabalhar e ele começou a progredir. Um determinado dia, ele começou a falar o seguinte: "Jair, você me perguntou se eu tinha tido algum trauma no passado." Eu falei que não. Hoje eu já estou bem melhor, já estou comendo outros alimentos, estou mais calmo, estou mais seguro, mas eu não sei por tá me vindo muito frequentemente a lembrança de uma coisa da minha infância. Quando eu era pequeno, meu pai nunca me bateu, meu pai nunca me traumatizou. Mas meu pai tinha uma coisa, ele era militar e era um sujeito bem grandão. Tinha
uma voz, um vozeirão muito, muito grave, muito forte. E além de ser um cara muito Forte, muito grande, ele falava fazendo muito barulho. E eu lembro de ter muito medo muitas vezes quando ele falava comigo. E desde pequeno, todas as vezes que eu ia comer, que eu sentava à mesa, ele sempre reclamava comigo. Ele reclamava como eu pegava no garfo, o barulho que eu fazia no prato. reclamava se o talher não tivesse disposto da forma certa, se eu comia rápido, se eu falasse com a boca cheia, se eu fizesse barulho quando estava comendo, se eu
demorasse muito para comer. Enfim, era um inferno na minha vida. E todas as vezes que eu sentava para comer, eu ficava tenso, ficava nervoso, ficava angustiado, começava a faltar a respiração e eu começava a ficar com a respiração presa, como se fosse ficar entalado. Aí eu falei: "Veja se faz sentido para você". Você associou seu inconsciente, criou um gatilho comida. Comida igual a perigo. Por quê? Você ficava tenso quando sentava à mesa quando ia comer. E nesse momento o teu inconsciente registrou: "Olha, isso é angustiante, você vai ficar entalado. Isso é muito ruim, é uma
experiência muito desagradável. Toda vez que tem Comida perto, tem tensão, tem medo, tem angústia. principalmente quando você estava diante de algum alimento. Então, obviamente, o risco de você se instalar era muito grande. Inconscientemente você começou a associar comida com desconforto na mesa. Comida que traz sofrimento, angústia, desespero. A comida te trazia a sensação de medo e de angústia que são sufocantes. E se é sufocante, você podia engasgar com comida. Essas pancadas emocionais foram criando um trauma emocional em você e fez com que você simplesmente associasse um gatilho de que dor e sofrimento estão vinculados à
comida. A lógica é a seguinte. Se eu dou uma pancada em você aqui, digamos aleatoriamente, que tenha peso 10, pá, se daqui algum tempo, antes que aquilo ali sare, eu der outra pancada de peso 10, vai doer 10? Não, vai doer 20, 30, 40, 50, porque aquilo ali ainda estava machucado com a primeira pancada. Então a segunda pancada, mesmo que seja com a mesma intensidade, vai ser muito mais doloroso. E a terceira pancada ainda mais dolorosa, porque aquelas pequenas pancadas vão machucando e vão Deixando a área muito sensível, vão deixando você emocionalmente muito mais sensível.
Isso faz que você sinta emocionalmente a mesma dor e o mesmo congelamento de um trauma violento, como se fosse de uma vez só, uma pancada muito forte, mas foram pequenas pancadas dadas no mesmo lugar, machucando cada vez mais, cada vez com mais intensidade, mesmo que sejam somente as mesmas reclamações de sempre. Faz sentido para você? Você tá conseguindo encaixar as explicações que eu te dou simples e clara para que você entenda como nós funcionamos? Bem, até aqui você já entendeu como funciona o seu inconsciente, que o inconsciente é atemporal, que ele tem algumas regras, que
ele busca felicidade, que ele registra absolutamente tudo que você passou e que se você não conseguir dissolver os seus problemas emocionais, você vai entrar numa compulsão, a repetição e que se aquilo te marca excessivamente, você vai ficar congelado naquela idade. Então você vai ser muitas vezes um adulto que tem um congelamento emocional em muitos aspectos da sua vida. E claro, Esse congelamento não é só um. Tem gente que se congela aos 5 anos de idade, mas também aos 7, aos 9, aos 10, enfim, cada situação traumática vai acabar congelando você emocionalmente. Então isso é importante
que você tenha na sua mente. Além disso, você entendeu que uma pancada forte emocionalmente, um trauma muito violento vai te deixar marcas pro resto da sua vida. Mas ao mesmo tempo, pequenas pancadas emocionais levadas ou sofridas ao longo do tempo vai causar um estrago tão grande quanto um grande trauma emocional. Faz sentido para você tudo o que nós estamos explicando até agora? Eu tenho certeza que sim. Agora, o próximo tópico que vamos abordar é o seguinte. Frequentemente nós vemos pessoas que começam tendo um problema emocional e logo depois começam a ter sintomas de doenças físicas.
E qual é a conexão entre a mente e o corpo? Porque muita gente chega no Consultório de um psicólogo, um terapeuta e começa a falar da angústia de sofrimento que tem. Ele não sabe de onde veio aquela dor, aquele sofrimento. Ele não sabe porque aquela angústia está daquele jeito. É claro que ele só sabe que sente angústia. Então ele vai elaborar um monte de pensamentos, um monte de coisas, explicações, mas efetivamente ele acaba não resolvendo o problema. Por quê? Porque para te explicar, eu preciso te dar um exemplo bem simples. E eu não quero complicar
não, tá? Mas olha só, o centro da fala é aqui, exatamente aqui, nessa área é a área de brocar, em homenagem ao descobridor da função desta área, Pierre Brocar. Essa é a área que regula o centro da fala. Você começa a falar sobre a angústia que você está sentindo a partir daqui, centro da fala. O centro de controle da angústia em contrapartida está aqui embaixo, nessa outra parte do cérebro, no que nós chamamos de cérebro reptiliano. Para te explicar melhor, eu vou te mostrar um cérebro aqui na frente, ó. Isso aqui é um Cérebro, tá?
Aqui é justamente o centro da fala, bem aqui na frente, na camada mais externa do teu cérebro. E aqui embaixo no bubo já ligando com a coluna vertebral na sua nuca, está sediado o cérebro reptiliano. E a partir de agora, eu vou apresentar a você os três cérebros, as três camadas do nosso cérebro. E nós vamos começar justamente por esse, pelo cérebro reptiliano. Entenda que é muito simples, é muito tranquilo de você entender e ao mesmo tempo é importantíssimo, na verdade é vital. Então anote isso. Cérebro reptiliano. Entenda o seguinte, nós estamos falando aqui do
ponto de vista evolutivo, não necessariamente do ponto de vista anatômico ou fisiológico do seu cérebro. Nós podemos classificar o nosso cérebro em três partes, em três grandes épocas de desenvolvimento da nossa vida. O primeiro cérebro, nós herdamos dos répteis, que é essa parte aqui é o chamado cérebro reptiliano na nuca. Os répteis são cobr, lagartista, jacaré, Enfim, dos répteis. Eu espero até ter feito a classificação correta. Enfim, mas você entendeu aí o que que acontece? Um réptilo, ele só pensa em atacar ou fugir. Ele tem um cérebro pouco desenvolvido. Inclusive, se você olhar essa parte
aqui, ó, somente essa parte aqui, ela é muito pequena em relação ao cérebro todo. Ele é muito basal, é um cérebro muito básico. Para você ter uma ideia, a cobra, por exemplo, ela passa a existência inteira dela, o tempo inteiro, 24 horas por dia, ativando o modo estou em perigo ou estou em segurança. Por quê? Por ela precisa preservar-se e ela é basicamente o cérebro reptiliano. Uma cobra, ela é subdesenvolvida em relação ao ser humano. Claro. Então o cérebro dela é muito pequenininho e o cérebro dela é totalmente reptiliano. É um cérebro que vasculha o
tempo todo, monitora o tempo todo o ambiente para se proteger. Percebe? Tanto é assim que se você vê uma cobra, se aproximar de uma cobra, todo mundo ao seu redor vai dizer: "Não se mexa". Por quê? Porque se você se Mexer, pode ser que a cobra interprete o seu movimento como um perigo real para ela. E aí, se ela resolve te atacar, você tá frito, porque ela só tá querendo se defender. É por isso que não se pode fazer movimentos bruscos diante de um animal acuado, por ele tem um cérebro reptiliano e o cérebro reptiliano
inteiro só cuida de proteger você, proteger a sua existência, mesmo que para isso precise atacar. O cérebro reptiliano é o guardião da sua sobrevivência. É onde está o seu instinto de sobrevivência. Vamos deixar isso bem claro e por favor anote isso, porque isso vai seguir com você ao longo das aulas. O que acontece é, se você tem um cérebro reptiliano hiperativado ou excessivamente ativado por excesso de traumas, seu instinto de sobrevivência está hiperativado. Isso vai te causar repercussões negativas pra vida. Nós herdamos esse cérebro reptiliano no nosso desenvolvimento. Ele fica exatamente aqui, ó, nessa área.
E é por isso tem muita gente que quando está com muitos problemas emocionais começa a sentir uma pressão, um calor na Nuca. Por quê? Uma coisa importante de você saber é que o seu inconsciente ele tem uma sede física. E a sede física do seu inconsciente é justamente aqui na região do cérebro reptiliano localizado na sua nuca, na base do seu cérebro. Exatamente isso. O seu inconsciente é sediado fisicamente no cérebro reptiliano. Quando você tem algum problema emocional, o seu inconsciente está ativado. O seu inconsciente começa a trazer toda aquelas situações de perigo, de emergência,
de dor, de sofrimento. Só que ele tá justamente aqui. E esse cérebro reptiliano responsável sabe pelo quê? pelo seu sistema simpático e parassimpático. Traduzindo, esse bloco aqui, esse cérebro aqui, é ele que controla seu batimento cardíaco, controla a função dos seus esfíncteres, controla as suas sensações de medo, de angústia, de sofrimento, aperto no peito, paralisia, sensação de dormência no corpo, sensação de que você está em perigo, pânico, frio na barriga, enfim, tudo isso, situações até mesmo como prisão de ventre ou diarreia, tudo isso é controlado por Essa área do corpo. Só que imagina, você está
com o inconsciente todo machucado. O inconsciente está com um monte de marcas ou pancadas ou traumas emocionais que estão te machucando. A sede física dele é justamente nesse sujeito nervosinho aqui, nosso cérebro reptiliano, que controla todo o seu corpo. Ora, isso faz com que o cérebro reptiliano fique o tempo todo hiperativado e pronto para atacar. E como é que ele ataca? mandando mensagem para o seu corpo todo para produzir adrenalina, para você ficar em estado de hiper alerta. E aí você vai reagir sempre de forma intempestiva. Você não vai raciocinar com calma diante das coisas
da vida. Você vai se tornar uma pessoa precipitada, uma pessoa que fica o tempo todo imaginando pior. Tudo isso por quê? Porque você tem muito sofrimento e muita coisa acumulada no seu cérebro reptiliano. E aí o seu corpo vai sentir essa sensação. Se você começa com esses sintomas todos que a gente tá descrevendo aqui e você começa a achar que há alguma coisa no seu corpo, você vai pro médico e ele Vai falar: "Isso é tudo da sua cabeça". Às vezes a pessoa acha que o médico está dizendo que aquilo não é nada, que ele
está dizendo que é alucinação. Não. O que ele está dizendo é que todo o sofrimento do seu corpo está sendo gerado pelos problemas da sua mente. Ou seja, que aquele problema físico é uma doença psicossomática. Psicossoma, mente e corpo. Compreende? Aí quando você não tem uma explicação adequada, você não entende, acha que esse médico está sendo irônico ou sarcástico, como educado ou grosseiro com você, mas ele não está. Normalmente não está. Percebe? Faz sentido isso? Fica fácil você entender dessa forma? Bem, agora que nós já explicamos a você o cérebro reptiliano, nós vamos falar do
segundo cérebro. É o cérebro emocional. É a segunda camada do cérebro. Nós temos a fase reptiliana, que é essa parte aqui, e essa parte mesial aqui é a parte emocional. Essa é a parte responsável pelo gerenciamento das emoções. É essa parte interna aqui, ó. Essa parte interna Das emoções. Ele que é responsável pela percepção, pela compreensão e pela metabolização das emoções, digamos assim. Ou seja, ele é o gerente das emoções. Aí você já vai começar, vai conseguir entender que nós temos duas fases, dois blocos no seu cérebro até aqui. Um cérebro mais antigo, que é
o que tá na base, que é o reptiliano, e esse límbico, esse emocional, esse que na escala evolutiva nós teremos herdado já dos animais. Quem tem um cachorro em casa, por exemplo, sabe que um cachorro pode ser muito carinhoso, ser muito dócil, ficar triste, ele pode gostar muito de carinho, pode ficar muito feliz quando você chega. Então ele já expressa emoções. É isso. Nós recebemos esse cérebro animal dessa fase da evolução, digamos assim. Olha, isso é apenas uma teoria, uma hipótese para justificar esse empilhamento de desenvolvimento cerebral. Essa segunda camada cerebral, esse segundo cérebro é
o chamado cérebro animal ou emocional. E isso já ficou claro, né? Pois bem, agora nós vamos falar da terceira camada cerebral, é a Fase neocortical. Ora, se a gente traçar uma linha do tempo evolutiva para esta teoria, o que que nós temos? Nós temos o cérebro reptiliano, o mais antigo. Depois a segunda camada, o cérebro animal. E a terceira camada, que é a camada humana ou a camada humanoide, que é justamente essa parte externa, essa parte rugosa que dá essa aparência ao cérebro. É interessante você entender isso. Por quê? Porque normalmente o teu cérebro ele
é dividido em partes de processamento. Olha só, o cérebro reptiliano aqui ele é muito rápido. Isso é uma coisa a se notar. Ele é muito rápido. Só tem um detalhe. Ele é muito básico, ele é muito simples, ele só consegue fazer poucas coisas ao mesmo tempo. Ele é 16 vezes mais rápido do que o próximo cérebro, o cérebro emocional, e gasta 16 vezes menos energia para funcionar. Já o cérebro emocional é oito vezes mais rápido do que o cérebro neocortical e gasta cerca de oito vezes menos energia para funcionar. Tradução, nós temos o cérebro reptiliano,
que é extremamente rápido, e nós temos o cérebro neocortical, que é extremamente lento. Por quê? Porque o cérebro neocortical, essa camada externa do cérebro rugosa, é responsável pelos Raciocínios complexos, por análise, informações de interpretações das situações, compreensão do ambiente, pela criação de estratégias, enfim. Então, é algo que precisa de muita comparação, muita análise, muito processamento complexo. Além tudo isso, nós somos capazes, com essa camada do cérebro de fazer coisas que os animais não conseguem normalmente, que é, por exemplo, imaginar. Nós conseguimos criar na nossa cabeça cenários extremamente complexos. Isso graças à complexidade, à tecnologia, digamos
assim, desse cérebro neocortical. O reptiliano não, ele é o mais básico de todos. Então isso já está muito claro para você. Eu vou fazer uma analogia para você entender isso com ainda mais clareza, porque é muito importante. Imagina uma empresa, uma fábrica em que temos três níveis de pessoas responsáveis por ela. A pessoa que cuida da segurança, que monitora o tempo todo, se a fábrica está em perigo. Esse é o vigilante, o segurança da fábrica, o nosso cérebro reptiliano. Acima dele temos a pessoa que gerencia as situações o dia a dia da fábrica, Aquele que
mantém tudo funcionando, gerenciando estresse, frustrações dos funcionários, digamos que cuidando da parte emocional da fábrica. Esse é o gerente ou o cérebro límbico. E três, acima desses dois, nós temos o presidente da empresa, que cuida do planejamento da empresa, de estratégias para o futuro, de análise de cenários complexos, analisando concorrentes, etc. Enfim, que seria o neocórtex da nossa analogia. Ora, se eu perguntar para você quem é que manda nessa empresa, o óbvio, mais correto seria o dono ou presidente da empresa. Ou seja, o mais lógico é que aquele que tem mais conhecimento e mais poder,
é quem manda, é quem deveria mandar na empresa. Em uma empresa em que tudo está funcionando perfeitamente, essa é a lógica e não há o que se questionar. É para isso que serve a hierarquia. Agora vamos fazer um exercício curioso. E se a gente inverter tudo, imaginar que, mantendo essa mesma analogia, que nessa fábrica quem manda ali a partir de agora não é o presidente e sim o vigilante, o segurança, Você vai falar: "Nossa, como é que a empresa vai ser administrada? Isso não vai dar certo, na verdade". Exatamente. Agora vamos traduzir isso paraa nossa
realidade. Se fosse o nosso cérebro reptiliano que estivesse tomando conta da gente, isso não ia dar certo, não é verdade? Em vez de ser o nosso cérebro inteligente neocortical, o cérebro mais evoluído, que seria o presidente, o dono da empresa, para tomar decisões e analisar tudo com calma, não seria o segurança. Eu vou fazer a analogia ainda mais clara. Imagina o seguinte, olha, eu sou lá do tempo de Obama, tá? Então o que acontece? Imagina que Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, está lhe discursando. Obama é o presidente, então vamos compará-lo ao cérebro neocortical, a camada
mais evoluída, mais alta do cérebro, a que tem mais poderes. Aí ele tá discursando ali e vamos dizer que a camada emocional é todo aquele público que tá ali escutando ele, se emocionando, etc. Nessa comparação, quem é que a gente poderia colocar no papel de cérebro reptiliano? o segurança de Obama, óbvio, imagina o segurança de Obama totalmente traumatizado, todo cheio de problemas, porque ele viu da guerra do Iraque, da Síria, um ex-combatente, enfim, ele viu bomba explodindo, colegas sendo despedaçados, amigos sendo metralhados, todo tipo de situação apavorante. Então, obviamente ele está hiperativado, ele está o
tempo todo em estado de hiperalerta. Então o que acontece? Ele é o segurança, ele tá ali na dele, só que de repente uma criança vai e estoura um balão. Nesse momento, qualquer pessoa que tem a sua vida equilibrada, emocionalmente tranquila, em que o cérebro neocortical, o emocional e o cérebro reptiliano estão funcionando corretamente, sem traumas, sem problemas, ela vai olhar e no máximo vai tomar um pequeno susto. Mas esse segurança que tá hiper alerta, hiperativado, cheio de traumas e quem tá mandando nele, quem é? É o cérebro reptiliano. Então o que acontece? Ele imediatamente toma
um susto gigantesco, corre para cima do Obama gritando: "Perigo, perigo, tão atirando em você!" E arrasta Obama, sequestra Obama e sai correndo e leva ele pro bunker, correndo sem parar o tempo todo, sem parar. Por quê? Porque o inconsciente só tem presente. Então, o tempo todo ele tá achando que tá em situação de perigo, percebe? E o tempo todo ele sequestra o presidente, ele sequestra o raciocínio, mesmo que o problema já tenha passado, mesmo que seja identificado que foi uma bola de festa de uma criança, mas o cérebro reptiliano dessa pessoa não consegue desarmar, desativar,
não consegue reduzir, não consegue paralisar, não consegue parar essa reação de desespero seria um caos, não é verdade? Então é exatamente isso. Quando você tem a sua vida desequilibrada emocionalmente, é assim que você age, precipitadamente, agitadamente, fala mais rápido que as pessoas, não espera as pessoas terminarem, toma decisões sem pensar adequadamente, porque tem uma coisa gritando dentro de você que tudo ao teu redor te traz perigo. Quando você não está equilibrado Emocionalmente por carregar uma carga muito grande de dor, sofrimento, traumas, abandonos, você acaba agindo na vida de forma desesperada, precipitada, inconsequente, irresponsável e até
sem saber se autossabotando, atrapalhando pessoas, prejudicando pessoas, machucando pessoas, não tendo ânimo para viver, porque tudo isso tá fazendo com que haja uma disfunção no no seu corpo, no seu cérebro, porque quem tá mandando, na verdade é quem deveria estar recebendo ordens. Percebe? Então, espero que tudo isso tenha ficado muito claro para você. Agora eu acho que ajuda você a entender muita coisa na sua vida, muitas atitudes que você até pode dizer: "Puxa vida, por que eu fiz isso? Por que eu agi desse jeito?" Enfim, agora você já começa a ter uma visão muito clara.
E só para concluir esse raciocínio, lembra daquilo que eu já citei duas ou três vezes que eu falei do apóstolo Paulo? Por que é que o bem que eu quero, esse eu não faço? Mas o mal que eu não quero, esse eu faço? Quantas vezes eu não vejo Pessoas dizerem: "Eu não quero me drogar. Eu não quero frustrar minha família nem me prejudicar, mas eu acabo me drogando. Eu acabo bebendo demais. Eu sei que eu não posso beber, mas tem hora que eu não resisto e bebo, eu não consigo mais parar. O bem que eu
quero eu não faço, mas o mal que eu não quero, isso eu faço. De onde está vindo isso? desse sistema aqui, o cérebro reptiliano, do cérebro que está desestruturado, que tá cheio de dores, cheio de traumas, porque ele é a sede física do inconsciente. Eu tenho certeza que isso fez com que você eh ficasse bem consciente do funcionamento do seu principal software mental. Eu tenho certeza disso, porque a gente se esforçou bastante para que isso ficasse muito límpido e você começasse a encaixar praticamente todas as situações da sua vida no que a gente tá explicando.
Como eu gosto de ilustrar tudo que eu falo, eu tenho ainda mais um relato de um cliente que se encaixa perfeitamente nisso que nós acabamos de falar. E aí vai ficar ainda mais nítido o quadro completo. Há algum tempo atrás, uma pessoa me procurou porque ela tinha compulsão Alimentar, só que era uma compulsão muito específica, com dia e hora para funcionar. Que que ela falou? Olha, eu malho a semana inteira, eu me esforço, eu faço dieta, faço exercício, faço tudo certo. Só que no final de semana eu me acabo de comer chocolate. Eu adoro chocolate.
Eu acabo comendo barras e barras de chocolate. Eu saboto todo o trabalho da minha semana, de segunda a sexta, que eu acordo cedo, preparo uma marmita, comida natural, não bebo refrigerante, não como chocolate, eu faço tudo, faço tudo certo, faço todas as séries do treino, só que eu não consigo resistir no final de semana e não consigo evitar de comer chocolate e ainda completou. Eu sei que eu sou uma pessoa esclarecida. Eu sou inteligente, eu tenho minha profissão. Eu sei que isso tá errado. Eu sei que isso vai me frustrar, mas por que que eu
não consigo parar de comer esse maldito chocolate? No fim de tudo, depois que a gente já tinha resolvido todos os problemas dela, que ela já estava livre inclusive dessa compulsão alimentar, foi que ela se lembrou de uma coisa. Ela falou: "Jaí, olha que interessante, Quando eu era pequena, o meu pai tinha uma amante. Exatamente isso. Minha mãe sabia, mas minha mãe não queria se separar do meu pai. Olha só, veja cada situação que você vê na vida, né? A mãe sabia que o marido tinha um amante, mas por medo de perder esse marido, ela se
submetia a esse tipo de situação. Ela fez praticamente um acordo. Ela queria ele a si mesmo, desde que ele não abandonasse o lar. E o que é que aconteceu nesse momento? Eu já completei porque eu já sabia o resto da história. O que aconteceu foi o seguinte, como o pai dessa minha cliente tinha essa amante, no final de semana o pai dela ia ficar com a amante. A mãe não queria que ele separasse, então combinou que ele passava a semana em casa e o final de semana com amante. OK? Só que o que acontecia é
que a minha cliente era pequenininha, era uma criança e amava muito esse pai. E esse pai também gostava muito dessa filha. Mas como todo final de semana ele se Afastava dela para ficar com amante, para diminuir esse sofrimento dessa criança, o que que esse pai fazia? Ele comprava caixas de chocolate para ela porque sabia que ela gostava muito de chocolate, que ela ficava muito feliz quando tá quando ia comer chocolates. Então ele comprava várias caixas para ela ficar o o final de semana inteiro comendo chocolate numa maneira de compensá-la pela ausência dele. Então ele dava
isso como uma forma de troca, de substituição da ausência dele. Ou seja, ele não ia estar no final de semana dando atenção, carinho, brincando com ela. Para compensar essa ausência, para compensar a solidão que ela ia passar, tome chocolate, que seria o substituto dele. O que que aconteceu quando ela cresceu? Ora, essa criança naturalmente, ao se tornar adulta, já tinha o vínculo de uma coisa com a outra. Quando eu não tenho afeto, quando eu não tenho carinho, quando eu não tenho amparo, proteção, quando eu estou sozinha, o meu companheiro é o chocolate. Percebe o link
que foi criado a partir Deste momento? Então agora fica fácil para você entender. Quando ela cresceu, ela trabalhava a semana inteira rodeada de pessoas, com gente, interagindo, etc. Mas no final de semana, já que ela morava só e a família morava em uma cidade muito distante, ela se sentia sozinha. Quando ela se sentia sozinha, o que acontecia? Ela começava a comer compulsivamente o chocolate. E ela nunca tinha conseguido entender o porquê. E o mais óbvio, quem estava ativando esse comportamento, quem estava mandando nela, mesmo que ela quisesse fazer uma outra coisa, era o cérebro reptiliano,
que foi programado para fazer aquilo que ela aprendeu na infância. O cérebro reptiliano estava buscando segurança e conforto enquanto ela estava sofrendo porque estava tendo compulsão alimentar. Percebe? É exatamente o que o apóstolo Paulo dizia: "O mal que eu não quero, esse eu faço". Mas o bem que eu quero, esse eu não faço. Porque eu não consigo fazer? Porque eu estou sendo controlado pelo cérebro reptiliano. E agora você consegue entender com muita clareza as razões da frustração do apóstolo Paulo, que nem ele mesmo Conseguia compreender. Por que que isso é assim? Isso tudo bate, faz
sentido com o que eu venho falando desde a primeira aula. Isso tudo é assim porque toda emoção tem lógica. Todo transtorno emocional tem lógica, tem uma razão de ser, tem um gatilho que foi ativado lá atrás. Agora, inclusive, eu posso dizer para você que depressão é excesso de pressão. Depressão é excesso de sofrimento acumulado. Ansiedade. Ansiedade são registros de medo acumulados ao longo da vida. Mas aí, como é que funciona? Eu vou te explicar também relatando mais um caso, porque fica extremamente didático e você já compreende tudo com muito mais facilidade. Desta vez foi uma
colega de profissão, uma colega psicóloga. Ela veio de um estado próximo e estava desesperada, implorando praticamente por ajuda. Eu lembro que como eu não tinha muito espaço na agenda, naquela época eu ainda atendia, hoje eu não atendo mais, só cuido dos meus alunos, eu trabalhava s dias por semana, praticamente, na verdade, seis dias por semana, até 16 horas por dia. Eu não consegui encaixar Mais ninguém, porque eu tinha uma fila muito grande de espera para atendimento. Como eu não tinha espaço, eu marquei para ela no domingo o único dia de folga que eu tinha. Por
quê? porque ela era uma colega de profissão e eu sabia que ela salvava a vida de muita gente e era uma pessoa que estava precisando de ajuda. Quando ela chegou, a primeira coisa que ela falou foi: "Jair, eu não entendo. Eu estou há 3 meses sem tomar banho. Muitas vezes eu sou obrigada a tomar banho. A minha sobrinha vai lá, me leva pro chuveiro e praticamente me dá banho, porque eu não tenho a menor vontade. Como é que é isso? Eu sou psicóloga, eu ajudo pessoas com depressão, com ansiedade, com um monte de coisas. Eu
nunca pensei que eu ia passar por isso. Não faz sentido. Eu não consigo entender por que eu estou passando por isso, pelo amor de Deus. O que que está acontecendo? Eu expliquei para ela que era o excesso de dores acumulados que levava à depressão. Ela não entendeu isso imediatamente. Então expliquei dessa forma que eu vou te falar. Imagina a situação dela, palavras dela. Jair, no espaço de 5 a 6 anos, eu perdi o meu marido para o câncer, eu perdi o meu cunhado, eu perdi minha mãe, eu perdi uma irmã e eu perdi um amigo.
Tudo isso no espaço de 5 a 6 anos. E eu não tive depressão, mas faz três meses que eu perdi o meu cachorrinho de estimação, que já estava velhinho, inclusive, eu simplesmente entrei em depressão, eu caí. Como? Como é que eu perdi meu marido, minha mãe, minha irmã, meu cunhado e meu amigo, que são perdas terríveis e eu não entrei em depressão. E como uma coisa que para mim foi doloroso, claro, mas não foi tão doloroso quanto perder minha mãe, como é que isso faz com que eu entre em depressão? Eu simplesmente não consegui entender.
Pois é, mesmo ela sendo psicóloga, estava claro que ela não sabia como funciona o inconsciente. Ou seja, mesmo sendo psicóloga, ela não sabia o que você está sabendo agora. Eu falei: "Olha, eu vou te explicar de forma simples. Perceba o seguinte, imagina que toda vez que você teve uma dor na sua Vida, uma perda que foi se acumulando ao longo do tempo, toda vez que você teve um machucão, uma traição, um abandono, vamos imaginar que são marcas que vão ficando no seu psiquismo, porque o seu inconsciente, ele é atemporal, ele registra tudo que ele não
consegue dissolver. Então imagina que cada vez que você passou por uma situação difícil, isso se torna, digamos que uma pedra que você vai colocando nos ombros, nas costas e tem que continuar a vida, tem que carregar essa pedra. Você foi traída, uma pedra. Sofreu abuso sexual, outra pedra. Você foi abandonada, mais uma pedra. Alguém te humilhou, outra pedra. E tome pedra e tome pedra. e você bota as pedras nas costas, a vida vai tendo o mesmo brilho? Claro que não. Vai ter a mesma alegria de antes? Claro que não. Mas você não pode parar. Você
tem que continuar continuar vivendo. Você tem que pagar contas. Você tem que se sustentar. Sustentar filho. Tem compromissos financeiros, tem profissão. Então, tem que estudar, você tem que dar conta da vida, tem que Trabalhar e você segue. Mas a vida já não é mais leve. Tudo já está muito pesado. A vida já não tem mais mesmo alegria de antes. Mas vamos lá, vamos tocar o barco. Só que vai chegando o momento que esse peso que você carrega durante tanto tempo tá tão pesado, tão pesado, que você começa a falhar. Aí quando você está já exausta
de carregar tanto peso por tanto tempo, uma pedrinha que é colocada nas costas faz com que você não suporte mais e dobre os joelhos. Foi o que aconteceu com você. Você teve várias perdas, mas mesmo assim foi mantendo a força, carregando aquilo, carregando. Só que depois quando você não aguentava mais, aí viu a morte do cachorrinho. Sabe aquela pedrinha que é o último peso que você não consiga, não consegue carregar? E aí você já estava completamente vulnerável e exausta de carregar tanta pedra. Chega o momento que você perde mais alguém, esse cachorrinho, mais uma Pedrinha
que foi colocada em cima. E é nesse momento que a pressão é tão grande, o excesso de pressão é tão grande que você entra em depressão. É quando você dobra os joelhos e não consegue sequer se mover porque está soterrada por tanta dor, por tanto sofrimento, por tanta pedra acumulada ao longo da vida. Faz sentido para você? Faz sentido quando eu te explico dessa maneira? Quando você vê que o seu inconsciente funciona dessa forma, não fica tudo mais nítido e mais óbvio? Pois bem, só para terminar, que eu gosto de terminar as histórias, nós também
conseguimos ajudá-la naturalmente, usando o reprocessamento emocional. E hoje, graças a Deus, ela continua atendendo e de vez em quando, eventualmente curto minhas postagens nas redes sociais, comenta alguma coisa, enfim, está linda, está maravilhosa, está plena, ajudando muita gente. Bem, eu queria terminar a aula falando sobre outro tema que atinge muitas vezes a gente, a ansiedade. Porque você encontra muita gente ao seu redor com Ansiedade. E se você se tornar um terapeuta, se você passar para a segunda fase com a gente e fizer a formação completa de terapeutas, você vai entender que uma das maiores dores
da humanidade hoje é a ansiedade. Você vai encontrar muita gente com ansiedade, muita gente com pânico, muita gente com transtornos graves de ansiedade, com medo de elevador, com medo de avião, com medo do futuro, enfim, com todo tipo de coisa. Então, o que é ansiedade? Ansiedade é o acúmulo de registros de marcas emocionais, de traumas que te deram mensagens de que você estava em perigo. A criança, diferente dos outros animais, não tem como sobreviver sozinho. Os outros animais quando nascem já sabem se virar, já sabe andar, já sabe atrás de comida, de alimento. Nós não.
Nós somos a única espécie do planeta que quando nasce nasce completamente dependente. Na verdade, a criança nasce com, digamos, um duplo chip que busca o tempo todo a atenção do pai e a atenção da mãe. O tempo todo a criança busca saber se tem alguém olhando para ela ou se ela está abandonada sozinha, ou seja, Em perigo. Uma pessoa chegou no meu consultório muito ansiosa, com muito medo, medo de tudo. Tinha medo o tempo todo de ser abandonada, medo de que tudo na vida desse errado, medo de tudo e de todos, enfim, não sabia como
viver. Ela acordava de manhã, já acordava com um monte de medo, de angústias, enfim, passava a vida inteira pensando um monte de situações que podiam dar errado. O interessante é que ele não tinha grandes traumas emocionais, não. E aí a história dele, só para que você saiba, eu estou sendo aqui bem didático e eu preciso contar essas coisas. O que acontece é que ele foi abandonado quando tinha cerca de 1 ano de idade. Um ano de idade. Imagina com um ano de idade a criança não tem nem noção muito clara das coisas, mas o inconsciente
dela registra tudo, certo? E o duplo chip dela começou a perceber que agora ele não tinha o amparo e proteção que ele tinha. Significa o seguinte: se viesse uma fera, o pai não estava ali para protegê-lo. Quando nós nascemos e até os 6, 7 anos de idade, o que é que predomina na gente? É o senso Crítico de análise? Não, é o cérebro reptiliano, que é o primeiro a se desenvolver. é o cérebro instintivo, aquele que busca o tempo todo saber se você está em perigo ou está em segurança. Porque quando você nasce, quando você
está crescendo, você precisa aprender a se defender do mundo. Na verdade, essa é a prioridade. Você precisa aprender tudo muito rápido. Você precisa observar tudo com muita clareza. Você precisa entender como o mundo funciona para que você possa se proteger. E se você está desamparado, você tem que ser mais rápido ainda. É por isso que a gente tem pai e mãe para ir nos protegendo e nos ensinando como é que funciona a vida, esse universo, o planeta, enfim. Só que a gente vem com isso, com esse aprendizado, mas não vem com instinto de análise crítica.
A gente vem com o chip que nos ensina a aprender, mas a gente não vem com análise crítica para criticar o que a gente aprende. A gente vem com o instinto de sobrevivência que predomina dentro da gente e governa todas as nossas percepções do mundo ao redor. A gente não fica analisando coisas do tipo: "Meu pai fez isso". Ah, isso é muito ruim, mas na verdade eu não tenho Nada a ver com isso porque são problemas emocionais dele. Não, a gente não tem essa capacidade de análise. A criança absorve tudo que ela recebe sem filtro.
Só o que ela tem desenvolvido é um instinto básico de sobrevivência. Isso é o básico no ser humano. Então ela automaticamente quando percebe que o pai não está mais lá sem que ela entenda, o seu cérebro reptiliano começa a dar sinal de insegurança. Se tem o sinal, o aviso de insegurança, dia após dia, ela só tem um apoio e não tem o apoio do outro, tem só apoio, digamos, da mãe, não tem apoio do pai ou vice-versa, fica faltando um outro pilar, entende? ou mesmo a criança que nasceu no lar com mãe, eh, ou e
pai também, mas que muitas vezes vive no meio de discussões, de brigas, pancadarias, humilhações, ou seja, sentimentos contraditórios, acabam sendo registo que a criança recebe de que ela está em perigo. Por quê? Porque uma criança não tem uma sofisticação emocional, obviamente a criança sempre vai dizer: "Eu estou triste". ou eu estou feliz. É uma coisa ou outra. Ela reduz tudo que acontece a uma Dualidade. Um adulto não. Um adulto, se um adulto não consegue uma coisa que ele quer, ele não diz eu estou triste ele diz eu estou frustrado que já é uma coisa muito
mais sofisticada. É uma sofisticação da percepção. Já criança não. A criança é só tristeza e alegria. Só isso. Então o que acontece? A criança olha pro lado e vê que não tem gente ali. Ele só entende que tem uma coisa, perigo. O cérebro reptiliano dele começa a ativar. E lembre-se, o inconsciente atemporal, ele entra na compulsão à repetição quando ele não entende aquilo. Aquele sentimento de medo, de insegurança, vai ficando registrado e essa pessoa cresce sentindo-se insegura. Quando você está em perigo, a primeira coisa que você recebe é uma descarga de adrenalina. Agora, imagina você
viver o tempo inteiro com o nível de adrenalina muito alto. Por que que isso acontece? Porque o tempo inteiro o seu cérebro reptiliano, que é a base do seu inconsciente, está descarregando a adrenalina no seu corpo porque ele está recebendo a mensagem do seu inconsciente De que você está em perigo. Mas aí a pessoa tem 30 anos de idade, está casada, tem filhos, tem emprego público federal, estabilizada financeiramente e por que ela se sente insegura? Ela não sabe. Ela sente isso porque esse registro entrou no psiquismo dela na infância e fica o tempo todo rodando,
gritando perigo, perigo, perigo. Não tem lógica na realidade objetiva de hoje, mas o registro é poderoso e está dentro do software mental dela, entende? Tá fazendo sentido para você? Eu até te peço desculpas, porque eu sei que essa aula foi bem longa e eu tinha muita informação para dar, mas o objetivo é realmente te entregar algo que mude sua vida, porque isso que eu estou te falando foi o meu caminho. Eu precisava chegar aqui, porque você já conhece um pouco da minha história. Foi muito dolorosa e eu não tinha ninguém que me ajudasse, que me
esclarecesse. Eu só dizia que eu queria me livrar daquilo, mas ninguém entendia. E o que eu recebia era você tem que tomar remédio, tem que tomar medicação, tem que ir paraa terapia que não vai acabar nunca. E hoje eu não tenho ansiedade, eu não tenho depressão, hoje eu não tenho essas tristezas aleatórias, Não tenho gagueira que eu tinha. Quando tem alguma tristeza, o que é normal, eu sinto ela, eu absorvo naturalmente, mas isso não me para não me paralisa. Todo esse conhecimento que eu estou passando para você é para que você entenda que o psiquismo
tem lógica. Agora imagina nesse minicurso correndo, porque nós temos pouco tempo, eu estou dando o máximo de informações e não consigo te dar nem 5% do que eu tenho para te falar. Imagina você na nossa formação a quantidade de informações de material que eu posso te passar e o quanto você não pode ajudar pessoas. Imagine você conseguir se livrar dos seus problemas emocionais, você conseguir ajudar quem você ama e você ainda viver profissionalmente disso. Hoje nós temos mais de 50, 60.000 pessoas que já estão formadas e hoje fazem o seu horário, trabalha na sua casa,
tem um rendimento mensal de 10, 15, 20, 30 até R$ 40, R$ 50.000 mensais ou 2, 3, 4, 5, 10.000 mensais. Imagina isso. É por isso que eu repito nossa formação, que é chamada de formação de terapeuta de resultados ou como a gente chama internamente uma formação de superheróis. E por que que a gente chama assim? Porque a gente muda vidas. A Gente ajuda as pessoas a mudarem suas vidas. E a sensação que você tem é de que você é um verdadeiro superherói ou superheroína. Bem, eu espero estar ajudando, espero que você esteja gostando. Fique
com Deus, Deus te abençoe e vamos paraa frente porque nós temos a terceira aula e eu tenho muita coisa para te dizer e para te explicar, fechando todo esse raciocínio, combinado? Estou te esperando. เฮ