Sexto flow. >> Salve salve família, bem-vindos a mais um flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com Fábio Rabinho. Faz um tempo, pão que tu não vem aqui, né cara? >> Faz muito tempo. Acho que faz uns 9 anos já que eu não falo. >> Pelo menos um ano tem para tu ver o tanto que tu é um otário. A gente vai se encontrar, a gente vai se encontrar de novo no programa da Virgínia. >> Nossa, é verdade, mano. >> Mas aqui no Flow tu não vem, mané. >> [ __ ] que
pariu, cara. Tá, a gente tava lá, né, mano? Aconteceu esse momento que eu nunca pensei que fosse acontecer, inclusive. >> Eu também não. Que a vulsidão, né, mano? >> Mas foi meio estranho. Foi >> Você também foi pedir dinheiro para ela? >> Não, não fui pedir dinheiro. >> Eu fui pedir uma grana para ela, mas não rolou. Ela me deu aquela maquiagem lá. Você ganhou maquiagem? >> Ganhei. Ganhei. >> Dei pra minha mulher, ela perdeu um olho. Aconteceu com a sua também? >> Não, porque lá em casa ninguém usou ainda. Porque a gente ainda tá
tentando descobrir se é para homem ou pra mulher. Não >> é brincadeira. É brincadeira mesmo, ninguém usou o fato. >> Bom, ó, o o programa de hoje é patrocinado pela Insider e também pelo Hospital ortopédico da ACD, de quem falarei já, tá bom? Eh, se quiser mandar uma mensagem pra gente aí, fica à vontade. Tem o Live Pix aqui e o QR code aí na descrição, é para você, sei lá, vai que ficou faltando falar de alguma coisa aqui ou sei lá, você tem um quer mandar um beijo pro Fábio Rabinho? Teus fãs estão são
mais velhos ou são mais jovens? Cara, tem uma mistura, sabia? Tem uma galera mais velha e tem uma galera mais nova. Agora tá bem mesclado Assim. Meu público é muito louco, mano. >> Eu vi que nesse show que tu soltou agora, eh, tem acho que quatro dias que soltou o show, tem tinha lá o Nelson Rodriguees >> e tinha lá o moleque lá, o atendente da Apple, que gosta de atender. >> É atendente da Xiaomi. >> Bom, aí se tu quiser saber, legal. O link tá aí na tá aqui na descrição, se você tiver no
YouTube, mas o nome do show é ladeira baixo. >> Esse show que tá no YouTube chama ladeira baixo. Fala um pouco dessas coisas dos 40 anos, aquela dorzinha nas costas que você começa a sentir que você abui muito jovem >> no sentido de, mano, da zoeira, gosto de pegar onda e tal, não sei o quê. E aí daquela um dia eu sentei na privada para largar o negócio. >> E aí a hora que eu sentei eu fiz um barulho que eu nunca tinha feito. Sentei Fiz aquele falei: "Mano, que merda é essa, velho?" E aí
nunca mais parei de fazer. Toda hora tipo, enxuga com cascas. Aí pergunta que hora oito. Toda hora o barulho. E aí eu eu comecei a desenvolver esse show um pouco em cima disso. Mas ele vai para outros caminhos também. >> Ele vai para muitos outros caminhos. Ele fala das consequências, né, de tudo que eu tive que fazer para tentar Reconquistar minha esposa depois da Copa do Mundo, né, que foi um bo. E minha mulher um pouco perdeu a confiança assim, sabe? Aí eu tive que tentar correr atrás de realizar uns sonhos dela. >> Aham. >>
Então, mano, teve muito rolê que a gente fez. A gente foi ver os caras de volta pro futuro, mano. A gente foi lá para uma Comicon lá em Chicago para conhecer os car os atores do De Volta pro Futuro. Christopher Lloyd, Michael J. Fox. >> O Michael J. Fox tava lá. >> Tava lá. >> Ele tá legal? >> Não, lógico que não. Tá com par Não, todo [ __ ] também não. Ele tá bem, cara. Eu eu tenho uma pessoa próxima da família que tem Parkinson, né? >> E, cara, a pessoa tá bem, só que
tem o tremor, né? E o tremor ele causa umas coisas, né? Então, tipo, pô, dói o músculo, dá uma travada e tal, não sei o Quê, depende do ponto. E no final ele ele zoa mesmo. Mas o Michael J. Fox. Ele, cara, ele é ótimo assim, ele liga um som autográfico, autografa os skate, né, do de volta pro futuro. Pôster. O cara tira ma grana. >> Então, eu tô imaginando aqui que a tua esposa é muito fã de volta. >> Muito fã. Ela fez a tatuagem com o autógrafo do Christopher Lloyd e tal, mas é
óbvio que deu merda na viagem porque sou eu. Isso tudo tá no show Também, tá lá no ladeira abaixo. Mano, essa parte tá bem da hora. E é assim, é que bom, esse ano a gente tá chegando já vai na já faz 3 anos e meio mais ou menos, desde que tu deu aquele show lá no Qatar, né? Então só não vamos falar sobre isso que a gente já falou um monte de vezes, mas só para você que talvez não saiba do que a gente tá falando, o Rabim bebeu para [ __ ] lá no
Qatar e achou que ia morrer. E aí você vai procurar esse vídeo na internet aí que Você vai se divertir, tá bom? que é verdade. Mas falando do teu show, cara, na verdade falando um pouco de eh fazer comédia em si, cara, eu assistindo o teu show lá, eu consigo, eu imagino que eu consigo, tá, e observar uma certa estrutura em como a parada funciona. Então, tem ali aquele começo que tu chama os caras da plateia, quebra um gelo, não sei o que e tal. Isso é, isso tu descobriu que funciona melhor ou ou isso
é uma técnica conhecida? Porque eh Claro que eu já entendi que fazer comédia tem bastante de técnica, né, de saber fazer comédia, de entender, além de ser um tanto engraçadinho, mas dá para uns caras que não são engraçadinho o tempo inteiro fazer comédia de forma eficiente, né? Então, como não como é como é que tu constrói o teu show? O que que vem primeiro? É o sentir a dor e pensar: "Putz, isso daqui dá uma piada. Dá piada, putz, isso aqui dá duas. Das duas, putz, isso aqui acho Que dá um É assim que funciona.
>> É, a minha criação é muito instintiva, já vou falar disso. Mas primeiro a cada comediante tem um estilo de criação, né? Mas essa coisa que você falou é muito legal de trocar ideia assim com a plateia. É meio que é não diria que é uma defesa, é uma técnica mesmo, né? Porque muitas vezes, por exemplo, eu sou um cara que eu faço bastante evento corporativo, que é o show paraa empresa. E no show paraa empresa, e no começo do Standup, que tem essa semelhança, a gente fazia show para pessoas que não conheciam a gente.
E na empresa é assim, eu chego lá e, mano, os caras nem todo mundo sabe quem sou eu, >> geralmente 25% assim. Então, o resto você tem que atrair atenção. E como que você atrai atenção? meio que perguntando certas coisas que uma hora você vai bater na mesa do cara, tipo, pô, quem é de fora de São Paulo? Aí o cara não tá nem prestando atenção, o cara da mesa, Ô, sou do Rio. Aí a mesa inteira olha, aí você faz uma piada, pronto, puxou atenção. >> Aí o outro é da Bahia, pá, puxou atenção.
E você vai puxando atenção, um nome estranho dentro da empresa, pô, todo mundo tá rindo que você tá zoando o cara. Ah, vou zoar o chefe. Beleza, você puxou a atenção, aí você começa o show. Então é meio que uma técnica, é realmente que puxar a galera para >> para puxar a galera, né? Porque >> isso tu faz o tempo inteiro ou só quando tu tá gravando especial todos os shows? >> Não, a co não, a coisa do da interação eu acho que é uma parte legal para que eu mantenho no show. O que eu
tento fazer são interações diferentes. Cada show tem uma interação. Tô fazendo, tô viajando. A pergunta da onde você é, né? Fazer piadas com com as cidades. >> Isso aí já deu errado, rabinho. >> Com o quê? fazer piada de cidade. Já, já, já, já. Para [ __ ] Noronha, né? Me fodi. Mas Noronha foi no Queimando Filme que eu falei que é caro para [ __ ] não sei o quê, fazer as piadas e fui cancelado lá num piso em Noronha. Mas tudo bem, também é caro mesmo pr [ __ ] Tá [ __ ]
O Brasil tá crise, eu não consigo ir pra Noronha. [ __ ] que [ __ ] agora para ir pra Noronha tem voo direto de São Paulo. Tá uma delicinha, cara. >> Tá bom para ir? >> Hum. >> Não, e a onda é boa lá, né, mano? A natureza bonita, um morro bonito, mas tem tubarão naquela merda, então não quero ir também. Se [ __ ] Noronha. Brincadeira, um abraço. Quero muito ir. Ah, eu tenho vontade de ir, mano. Noronha é [ __ ] né? >> Eu fui uma vez só, cara, e foi [ __
] mesmo, >> cara. Pior que eu joguei Praga pro Rodrigo Marques, mano. >> Por quê, cara? >> O Rodrigo, eu fui, a minha história, você sabe, né? Eu fiz umas piadas com Noronha, tal, que que é das taxas que eles cobram. Eu achei muito suave porque tu falou a verdade. >> É, mas o acho que o que aconteceu talvez é que era o meu segundo especial de comédia que eu tava gravando e aí eu tava um pouco nervoso na gravação, então eu fui talvez um pouco agressivo no meu texto. As piadas eu manteria iguais, mas
eu tava agressivo, tipo assim, >> com a atitude de falar, pô, é caro para [ __ ] essa merda. E aí fazendo as piadas, tipo, ah, o hotel que eu fiquei era uma merda, né? falava, mano, tinha uma caixinha de sugestões n Eu escrevi, mano, fecha. E aí, tipo, e todas as pousadas são meio parecidas lá. Então, a rede hoteleira de Noronha [ __ ] >> o surfista puto e todo mundo puto. >> Nossa, deixou todo mundo puto.É, >> é. E tudo bem. Aí me me eu ia fazer o Show, me cancelaram lá, falaram: "Aqui
você não entra". Aí eu já mandei pra galera que me segue, a galera que me segue começou a xingar a Noronha, rolou uma guerra e aí fodeu mais ainda. Beleza, >> Noronha. Eu não tenho nada a ver com isso. >> Eu também não. Foi o rabim do passado que fez essas piadas. Eu hoje em dia acho maravilhoso Noronha e barato porque eu tô milionáodo. [ __ ] Mas >> tá doido para ela fazer um surubão, né? >> Eu posso ir lá. Sururubão eu não posso porque eu sou casado. Mas se for o Bruno Galhaço, eu
vou agora, né? [ __ ] >> Tá. >> Agora é o seguinte, >> se for irmão dele. >> Vou também. [ __ ] Loirão. Nada a ver. É [ __ ] besteira, né, cara? Não tem nada a ver o que eu falei. Mas é o seguinte, mano. Eu eu nem sei mais o que eu ia Falar. Que que eu ia dizer? Isso. >> Rodrigo Marques. Aí passou um tempo, passou um ano, >> eu acompanho meus amigos comediante Rodrigo Marques, um poxa, assim, vou fazer show em Noronha. Imediatamente eu liguei para ele, falei: "Rodrigo, beleza?" Ele:
"Beleza, tal, não sei o quê". Eu falei: "Irmão, você vai pra Noronha, né?" falou: "Vou, toma cuidado porque assim, a galera lá não costuma Aceitar muita piada, porque não é nem por mal, é que eu acho que eles vivem numa bolha protegida, sabe? É tipo mundo de avatar assim, Noronha. >> E aí, beleza, >> é mesmo. >> Aí, o tempo passou, uma semana depois eu vi umas matérias, mano, o Rodrigo tomando garrafada, saindo correndo do pau. Aí deu uma merda lá com ele. Depois chama ele para contar. chamar os dois aqui. A cara do Vitão
ali, >> cara. Tomou garrafada, maluco. >> Você é de Noronha? >> Não, >> não >> é nunca um cara de Noronha vai vir para São Paulo, né, mano? Cara, os caras de Noronha, de Noronha mesmo, é o que acontece. Tu que já foi lá algumas vezes, né, antes de ser banido. >> Eu fui uma vez, queria ir mais vezes, mas não não deu para voltar. >> Então, eu fui uma vez também. E a maioria das interações que eu tive com as pessoas que estavam lá era de pessoas que tavam prestes aem ir embora, porque eh
não deve ser muito fácil viver na ilha. >> É, não tem Starbucks, >> não tem um monte de coisa, né? >> A bosta. >> Tem que ter Starbucks para ser bom. >> Lógico, mano. Starbucks. >> Propaganda. Não, nem patrocínio. Só quis Fazer um. >> Que que tem de bom no Starbucks? Meu favorito é o chocolate branco quente. >> Ah, é louco, mano. Eu gosto do Fraputino de chocolate cranberry pistache. Esse [ __ ] Tá. Esse daí é muito mais fresco do que o que eu gosto. >> O pistache veio e saiu. >> Pistachi. >> Pistachi.
>> Quando tu comprar algo com pistache já vem com labubu, um Bob Goods e um Morango do Amor, [ __ ] >> E um e um consolo. E >> um consolo. >> Não, é minha esposa que é viciada em Starbucks. Eu nem curto tanto assim. Pensei que tu fosse falar que ela era viciada em pistach e, portanto, no consolo. >> Consolo. Aí fodeu. Não, pelo amor de Deus. >> É [ __ ] né? >> Não, mas eh as pessoas estavam indo Embora de Noronha. >> Por quê? >> Porque dá o tempo, mané. Eles cansam de
viver lá em geral, pelo que os caras estavam me falando lá, o cara que o cara da tabacaria, o cara do posto de de sei lá que tá vendendo cachaça lá, outro cara que a galera fica lá em geral três meses e vaza porque não dá para ficar muito mais. É >> complicada a vida, né? Tudo que tu pede é semanas para chegar. Então é meio Complicado. Imagina é >> a galera que surfa não sai de lá, né? Não tem nem como, cara. Lugar maravilhoso. E na real só fiz piada porque eu gostei do lugar,
porque outros lugares que eu não faço piada é porque não são irrelevantes. Mas enfim, >> é incrível mesmo. >> Galera não entende. Mas voltando, fazia piada com as cidades, aí teve outro show que fiz piada com nomes. >> Aí teve outro show que, mano, eu fiz Piada com outra coisa. E esse show, o novo que o ladeiro abaixo, ele ele ele teve mais uma interação de idade, >> um comparativo da molecada com os velhos, com a galera mais velha. >> Então tinha essa brincadeira e falava muito de legalização também. O ladeiro abaixo tem a coisa
da maconha, da legalização e tal, que eu resolvi trocar essa ideia. >> Por que que tu entra nessa nesse papo, >> cara? Porque simplesmente porque eu Tinha uma piada final boa que eu precisava de um callback. Ser bem sincero, não é nemum discussão que eu queria entrar. É pela comédia, tá ligado? >> É só pela comédia mesmo, porque eu gosto de ver essa essa essa coisa é um pouco da polarização, só que sem falar de política, porque é engraçado você ver opiniões diferentes >> sobre a maconha, entendeu? Você vê pessoas, cara, eu a minha primeira
ideia Era assim, pô, pegar o cara mais velho, certeza que ele vai falar que é contra e o moleque mais novo, certeza que ele vai falar que é a favor. E acontecia totalmente o contrário, muito velho maconheiro e moleque conservador e vice-versa assim, então nunca era previsível. E as melhores respostas assim: "Ah, você é contra legalização? Sou por quê?" Aí uma mulher falou: "Porque eu sou crente, é pecado, [ __ ] Engraçado para [ __ ] Eu já montei em Cima, falei: "Pô, como assim, cara? Você faz tudo certo na sua vida, Deus fala para
você, né? Você não vai pro céu. Você fala: "Por quê?" >> Hum. >> Você fumou um be >> baseadinho, tipo, mano, dá para usar. >> Não seria uma [ __ ] assim, com todo respeito a Deus, mas não seria uma sacanagem Deus criar a ganja >> e mandar pro inferno amigo que fuma. >> Pois é. Então eu acho contraditório, no mínimo contraditório. É, >> mas tem defesas boas, sabe? Que a pessoa defende e aí eu não falo nada, a pessoa, [ __ ] mas como assim? Ele aceitou minha defesa aí no final ele vê ladeira
abaixo, vocês vão assistir, sabe? Porque tem defesas boas, né? A pessoa fala: "Meu, por entrada pras outras drogas, eh, você desenvolve doenças psiquiátricas que você já tem tendência a ter. Tipo, o cara que tem uma Tendência a ter esquizofrenia, a maconha abre uma porta. Eu não tenho um contraargumento, tá ligado? E é simplesmente uma opinião. E o outro cara vai falar: "Meu, não, eu acho que eu acho que isso daí é um fato na real, não é? Eh, acho que, se eu não me engano, tem alguns estudos que dizem isso mesmo, que tu não que
ele potencializa, na verdade ele >> aflora algumaquizira que tu já teria, tipo esquizofrenia." Exatamente. Então, mano, é simplesmente pela comédia essa discussão. >> Entendi. O que o que volta para aquela ideia que eu tava falando antes, que é tu pensou no show de um jeitinho que até um tema polêmico que tu escolheu entrar foi por causa da piada. >> Só por causa da piada. Não tem outra outra razão assim. >> Então, aí tu tava me contando que o teu que cada comediante tem o seu jeito de estruturar o próprio show de certa Forma. >> Sim.
Mas calma, tem um show que vai estrear amanhã, >> hã, >> show novo, não é o ladeira baixo. E nesse show a interação é sobre terapia, >> tá? >> E aí, mano, eu pego todo tipo de interação, desde coisas leves como ansiedade até assédio e sai piada. Isso que é muito louco, cara. Tá muito legal. Agora vamos voltar Pro >> Tu tava fazendo piada, tu faz piada com a Sédio? Então, cara, >> que inclusive, lógico que eu faço. E amanhã o show vai rolar no Teatro Bradesco. O link também tá no na live, só para
falar. >> O show que tu vai fazer hoje é o quê? Um teste? >> Hoje é um teste para amanhã, mas já tá pronto. Ontem >> tu gosta de fazer essas noites de teste? >> Cara, eu amo, mano. Eu amo fazer show novo, na verdade. Eu gosto de de reciclar, sabe? Assim, depois de um tempo. O ladeira abaixo foi um show muito legal esse que tá no YouTube, porque ele vai crescendo, né? Isso que é o do [ __ ] assim do standup. Você vai fazendo >> e aí, mano, como não tem um diretor, o
show é seu, você vai, o show vai acontecendo de acordo com o teu estado de espírito. Tipo assim, tem um dia que Você tá mais puto, aí você pesa a mão numa piada, você fala: "Caralho, isso aqui ficou legal". Tem um dia você tá mais relaxado, cara. Parecia o Bolsonaro agora soluçando. >> E aí, mano? O dia que você tá relaxado, né, mano? Mas se olhar legal assim meio de três de quarto, tu parece o Bolsonaro. >> Eu parei, eu não queria entrar na política que tem uns noia aí, [ __ ] Mas Tá bom,
está ligado, né, que aconteceu comigo, né? Não, depois eu falo. >> Depois eu não sei não, mas depois falo. >> E e o show vai evoluindo. Aí tem um dia que você tá mais relaxado e [ __ ] daí você acha uma piada e o ladeira abaixo, ele chegou num ponto muito legal, cara, de show, sabe? Ele tava com 1 hora 40, eu fui cortando, cortando, cortando, meu, 1 hora10, 1 hora20, a galera, [ __ ] no final tava, tava do [ __ ] pessoal aplaudindo de pé, o show do [ __ ] Aí eu
falei: "Beleza, tá pronto, vamos gravar e vamos pra insegurança do novo". E é sempre assim, cara. O novo você começa testando aí, o primeiro geralmente vai bem, dá uns 40 minutos, eu chamo os comediante para abrir, ele vai crescendo. Aí tem um que é horrível, você fala: "Caralho, foi ruim por quê?" Aí você faz de novo, vai, vai, vai, vai, vai. E aí, graças a Deus, ontem foi do [ __ ] E o meu método para isso Acontecer foi simplesmente, mano, curtir a vida, tá ligado? Let it flow. Porque se você ficar escrevendo para [
__ ] um negócio, vira um vira uma coisa chata. O show já tava escrito, tava na hora de surfar ele. Sabe assim? >> Mas isso porque tu é experiente, né, Rabim? Tu tá fazendo isso há quanto tempo? Até dos primeiros, [ __ ] >> Sim, eu faço há 20 uns quase uns 20 anos aí. >> Pois é. Então, tu tem a experiência para Eh levar dessa forma, não é? Eu imagino que, [ __ ] 10 anos atrás tu não conseguia. Eu acho que é é uma é uma característica, porque eu sempre fui instintivo, >> tá?
>> Então assim, tem diferentes criações assim, né? Tem um cara mais racional que é o cara que senta e escreve linha por linha. >> E é >> quem é mais assim da galera >> racional? >> Eu chutaria o Diogo. O Diogo Portugal >> não tem. Pode ser, pode ser. Acho que o Rodrigo Marques ele é bastante racional também. >> Rodrigo Marques também estaria >> na estrutura dele, >> tá? Eu acho que o Ventura é uma mistura do racional com instintivo, né? Porque acho que ele primeiro solta o corpo lá para fazer os movimentos dele, depois
ele marca acho que coisa por coisa. E Eu, cara, totalmente extintivo, assim, por isso eu tenho uma base de teatro que eu consigo me soltar no palco. >> E foi totalmente gay. Eu tô ligado essa essa essa essa frase, mas eu faço parte dessa dessa galera também. Não que eu seja, mas enfim, eu talvez serei um dia. Abraço pro Winderson. E aí, mano? Teve nada a ver isso aí também, mas enfim, né? [ __ ] tem muito, muita viagem aqui. >> É, não, mas aí eu entendi, pô, como aí, mano? É tipo, [ __ ]
você se solta no Palco e o bagulho acontece. Eu não sei no teve um show que eu fiz, >> mas quando é que tu se o fato de tu ter, eu já entendi, a gente eu já sabia inclusive que tu tinha essa história com o teatro. Isso somado ao tempo de experiência que você tem. Ah, >> coloca num lugar que você tá ali meio, ah, deixa rolar. Hoje em dia eu consigo, eu fazer uns programas aqui, eu também consigo ir só deixar rolar, mas eh Precisa de uma experiência, eu diria. >> Sim. >> Precisa saber
o que você tá fazendo, já saber para onde ir quando o negocinho não funciona exatamente do jeito que você tá esperando e tal. Então, [ __ ] ainda mais subir para gravar um um especial nessa usando essa esse método é um pouco precisa ser experiente, senão é arriscado. >> É, para gravar o especial, não. Para gravar o especial, o show tem que tá Pronto, tudo amarrado. Agora eu vou eu vou explicar melhor. Todo show meu, ele tem, além das piadas, uma história no meio. uma história que é uma coisa mais física, mais encenada, mais atuada
em respeito até ao ambiente que eu tô, o teatro. Eu não gosto de fazer o standup inteiro parado com microfone aqui, porque eu acho que, cara, você tá num [ __ ] teatro, por teatro Bradesco que eu vou fazer amanhã, [ __ ] um lugar gigante, um palco enorme. É um pecado você ficar Aqui parado com microfone, entendeu? Então eu gosto de mexer, de fazer a coisa física e a piada ela surge em muita coisa física também. Então, uma parte do meu show, ela é essa história que geralmente ela tende a crescer no show, que
foi Noronha, que foi eh a história da baleia que tem nesse meu show aí do ladeira abaixo, que foi no outro show o Qatar acabou se tornando uma história física para [ __ ] >> que foi a minha história quase morrendo Ali com os árabes, né? >> Virou uma [ __ ] história legal, cara. Eu contei um texto de 40 minutos do Qatar. Dava para fazer um especial só do Qatar. já encheu o saco de falar dessa [ __ ] muita treta. >> Todo mundo pergunta dessa [ __ ] >> Não, tipo, acho que talvez
não, porque eu sou comediante, >> tá? >> Mas às vezes sim, por exemplo, com você acho que não tem problema porque você Aborda outros assuntos, mas às vezes a gente pega, sei lá, uma [ __ ] uma rádio local e aí cara tem muita coisa para falar, né? Porque, tipo, eu fiz, faço muita coisa e aí o cara se mantém nesse, nesse nesse negócio, entendeu? É que nem o cara entrevistar você e ficar falando, pô, e aí o que aconteceu ali? Tarará. E você fala, [ __ ] tá >> de novo, >> legal, mas de
novo. >> Então, mas tá tudo bem, tipo, sabe, [ __ ] >> Tá tudo bem, porque eu sou comediante, eu levo tudo na piada. Mas, mano, tem outros assegui. Há três anos, já estamos na outra Copa, na outra copa. >> Vou fazer uma merda pior agora. >> Agora são três países na que tu fez merda. Era basicamente a Copa numa cidade só. É, então agora tem muito espaço, tem o Ice para eu me meter em treta também. >> Tem bastante coisa, >> vou resgatar o Maduro nessa Copa, né? O cara nada a ver, o cara
faz uma [ __ ] merda. Tu tinha que tá do lado do Trump, né, cara? >> Não tô do lado de ninguém para, relaxa. Aliás, eu acho o Maduro um puto ditador, né, mano? O cara, >> mas também não sei lá, mano. É, o cara o cara perdeu as eleições com 80%, né? virou presidente. >> Ah, >> [ __ ] >> acontece. >> Mas eu, mas eu mas honestamente eu fiquei com medo ali do exército americano, cara. Porque os cara >> hã com medo do quê? Deles virem parar aqui, >> [ __ ] mano. Ô,
os cara faz o que eles quer, mano. >> Pelo visto, >> o cara duro. Maduro foi mais fácil que André Suraque, né? De pegar o cara, >> [ __ ] >> Pô, foi fácil, mano. Os caras pegaram o cara. mais fácil que Andrão foi >> Maduro. Foi fácil, mano. Os caras ficaram lá um ataque, caiu um raio ali, pá, subiram com o bigode, com a mulher dele, o [ __ ] botaram Nike no cara para fazer a propaganda. Os caras fizeram o que quiseram com o cara. A guerra mais fácil da história da humanidade. Falei,
mano, eu fiquei, eu Tô com medo. Imagina um dia eu tô cagando, eu fiz uma piada do Trump, pr cai um raio, subo eu e minha esposa lá, vamos pros Estados Unidos para uma prisão. [ __ ] ele pode fazer isso, >> pelo visto. >> O cara pode vir agora com a gente. >> Pensou, ele vem me buscar porque a gente, se tu fizer uma dancinha aí, é possível que ele venha, porque tu sabe que ele foi buscar o Maduro porque o Maduro imitou a dancinha dele, né? Já pensou o Laranjão fica puto? Ah, mano.
>> Ai, cara, esse mundo tá engraçado, né, cara? Vai se [ __ ] Mas e o o o Mas que você tá falando do dos caras sempre perguntar do sempre falar do lance do Catar, eu vou te falar quando a gente tava lá no programa da Virgínia, foi a primeira pergunta que os caras te fizeram também. >> Ah, mas é sempre, mano. É porque é o é o midiático, né? O que acontece, as Pessoas querem falar das polêmicas, né? Então, é normal que isso aconteça. Mas, cara, aconteceu muita coisa depois disso. >> Imagino que sim.
[ __ ] >> eu fiz, cara. Teve um trabalho, >> fez muita merda depois, >> cara. Eu acho que não. Acho que depois segurei um pouco a on, talvez a minha esposa vai mandar uma mensagem daqui a pouco. Fez merda para [ __ ] >> Mas aí se foi com ela no privado, é melhor não contar, né? >> Não, não, acho que foi no acho acho que foi no privado assim, >> mas eu tive um reencontro já com a torcida e tal. Tá tudo bem. >> É, entendi. >> Tudo legal com a galera. Fui num
jogo inclusive do Brasil, Brasil e Chile no Maracanã. Eu não conheci o Maraca, nunca tinha ido. >> Sério, cara? >> Espetacular, né, mano? >> Faz um tempo que eu não vou assistir um jogo no Maracanã. Faz um tempão, >> mas é espetacular. >> [ __ ] estádio. Eu gravei uma, eu eu passei num teste muito muito nada a ver assim, fiz uma participação numa série da Netflix. >> Não posso falar que que é porque tem aquele sigilo, aquelas porras, mas vai estrear esse ano, >> tá? >> Uma série brasileira. E aí, cara, o teste era
em russo. Falei, mano, que [ __ ] é essa? Aí, tipo, aí eu e só que não precisava decorar o texto porque era russo. Meu personagem era tipo um tradutor russo e tinha um lance cômico assim, porque ele traduzia o que o cara falava e ele tinha que traduzir meio errado para não dar treta, entendeu? Era esse o a ideia. Uma série sobre MMA que vai rolar. Pronto. Vai se [ __ ] hein, cara. Porque Tava pensando aqui, tipo, será que é aquela do do jogo do bicho? Não é. Tá bom, >> não é, não
é, não é. >> Tá bom. >> E aí, mano? Aí eu fiz, pedi pra minha filha me ajudar, pegou aquele do Olingo lá e eu comecei a estudar russo e eu fiz o teste em russo direto, nem precisava decorar, era para inventar a palavra, uma coisa que a gente chama de gromelô, tá ligado? >> Gromelô. >> Gromelô é uma técnica que você não fala língua, mas parece que você tá falando. Você fala na intenção, sabe? Tipo, eu vou falar em japonês, como é que você tá? fala o que pode ser isso aí. Então, >> como
eu e você não sabemos, não é? >> A gente sabe na verdade que não é. >> Estudei o russo, passei não sei o quê e aí tinha um ator da Argentina que falava russo também, que fazia dupla comigo e o Cara tava meio perdido. Aí eu liguei pros moleques da Copa, tava tendo jogo do Brasil, levei o cara no Maracanã, o cara pirou >> nosso dia de folga. É, mas é um argentino meio mais russo do que você é um cara do teatro assim, o cara tá cagando para futebol >> e ele gostou da zona
assim, a gente foi lá, tomou uma no bar com a torcida, >> foi pro Maraca, o cara pirou, mano. Foi legal, >> man. Maneiro, maneiro, maneiro. Eu tô querendo ir ver a final da Supercopa, cara. A final, quero ver a Supercopa do do Brasil. >> Quem vai ser? Flamengo e Corinthians, né, é fácil, né, mano? >> Eu também acho. >> Ah, até eu ganhando do Corinthians, tá louco, não é não. >> Eu acho que sim. Memphis vai engordar para [ __ ] nessas férias, mano. Panetone maluco, mano. >> Eu espero que não, cara, porque eu
gosto para [ __ ] dele e acho que o moleque é muita bola. Acho ele sinistro. E >> eu gosto do jeito que ele que ele eh parece ser identificado com a ele se comunica bem com a torcida do Corinthians, sabe? Ele usa os símbolos do Corinthians. Ele ele é muito identificado, sabe? Ou soube trabalhar muito bem a imagem com a torcida. Aí eu acho maneiro isso. >> Sim, sim, sim. Nossa, mano, eu nem quero Falar de futebol. >> Por quê? de time. Ah, meu time vai acabar, né, mano? São Paulo tá [ __ ]
cara. >> Vai, vai acabar, vai acabar. >> [ __ ] merda, tristeza, né, velho? >> Não sei. >> Ah, triste para [ __ ] >> Eu não sei. Eu tô feliz para [ __ ] mané. >> Você esquema ali, mano, você fala: "Ih, mano, mas é bom que apareça, né, cara? Melhor que apareça, porque aconteceu com o Flamengo também. Isso aí >> aconteceu, mas faz um tempão. >> É, mas eu lembro bem. >> A gente pode falar também, >> falar mal dos outros, né? Eu lembro que a virada, acho que de vocês foi a contratação
do Diego, não foi, >> cara? >> Teve uma [ __ ] festa e tal, >> mas Sim, isso aí foi em 2016. É, >> eh, na verdade o Flamengo começa a virar Uma parada séria lá em 2013, 12 13, que foi quando chegou o Bandeira de Melo, que era o cara que foi o cara que ajudou, >> bandeirinha que vocês contrataram para ajudar o time, >> profissional profissionalizar o Flamengo. Então, começa, a gente passou, desde que ele chegou, a gente ainda sofreu mais um pouco e aí as coisas começaram a melhorar depois e agora a
gente, [ __ ] agora é o Flamengo, né? Ficou até grande, hein, mano. [ __ ] >> ficou até meio, ficou até com todo respeito aí a galera aí, a torcida arco-íris aí, mas ficou até meio sem graça que não tem mais rival, né? >> É, Flamengo e o Palmeiras tão muito, vocês não sabem ganhar mundial, né? O Palmeiras também. >> Não sei quem é. >> Tá bem, tá bem. >> É porque eu tenho mundial, né? >> Mas vocês não sabem não. Vocês não sabem Mais ganhar, né, mano? Isso aí você precisa fazer curso com
o São Paulo. Disputou três, ganhou os três. Mano, >> o São Paulino [ __ ] ele pode estar na maior draga do planeta Terra, meu irmão. Ganha, >> mas ele vai levantar do três mundial e aí é [ __ ] Quem tem mais tem três. >> Não, mas é verdade isso aí, mano. Três mundial. São Paulo não disputa. O São Paulo ganha o mundial. Isso é fato. Eu conversei uma vez, eu eu fui a ESPN me Chamou para entrevistar o o Pintado. >> Hã, >> e o Rola. Não, brincadeira. Nada a ver, né? O pintado
e o Ronaldão é porque uns nomes de sexual. Pintado não tem nada de sexual no pintado, né? >> Ah, depende. >> Tomar uma pintada. Uma pintada. >> Pintado e o Ronaldo. E aí você vê os cara falando, mano, [ __ ] você fala, [ __ ] os caras entraram diferente mesmo, né? Eles falaram que eles Entraram, eu não lembro contra quem foi, Barcelona. O Pintado falou que, mano, deu uma chegada no cara no meio-campo, deu uma bicuda, levantou o cara. Hoje acho que não dá para fazer, o cara era expulso assim. e deu uma [
__ ] apavorada no maluco do Barcelona, falou: "Ó, mano, se tentar de novo, tá [ __ ] Esse jogo é nosso, tá ligado? Os caras entraram para ganhar, falaram: "Meu, ninguém vai perder e não vai perder, não tem como". >> Quem que é teu maior ídolo do São Paulo? >> Raí, sem pestanejar, Raí. >> Fácil >> não. Primeiro pela coxa dele, cara. Completamente sexy. O Raí é um tesão, né, mano? A torcida, tá ligado, >> e é um lord ainda. >> O Raí é especial, né, cara? Tá, cara, inteligente, >> a família dele é [
__ ] né? É, não, Raí é Raí é [ __ ] >> E Raí na sequência o Rogério, né? >> Tá. >> Se bem que tem tem os caras junto ali, o Cafu gostava para [ __ ] também. Mas é o Raí, mano. Raí era espetacular. Eu gosto de uns caras também lá do B que não fala muito assim, o Valber, >> mas o Raí, eu entendo o Raí, o Rai tava [ __ ] Rai é campeão do mundo, 94. Não. Rí 92, campeão do mundo. >> Quatro. >> Não, não, não. 92 >> fondo pelo
Brasil, [ __ ] >> Ah, tá. Sim. A Copa. >> Eu que eu não lembro do, eu não sei do título do São Paulo. Tá de sacanagem, [ __ ] >> 92, primeiro mundial, 93. Mas aí o Rai já tava no PSG e aí o outro foi 2005. >> Ó, ano passado, não, ano retrasado, [ __ ] Ano retrasado eu fui no na cerimônia da Bola de Ouro, né, lá em Paris. >> Olha que irada. E aí eu fui e quem me convidou foi o Gustavo, cara, que é filho do Sócrates, que é irmão do
Raí. >> Que legal. >> Então eu fui pela pela família do Raí. Então eu tava lá com o Raí, tá ligado? Ó como foi, olha como eu encontrei o Raí. >> Eh, eu foi tudo maior correria, né? Eu fui eu fui a Paris, eu cheguei um dia, aí cheguei já de noite, aí dormi. No outro dia eu fui, eu andei Paris inteira porque não ia ter, no outro dia eu já ia pro evento e já ia voltar para casa, né? Então não tinha muito tempo. Aí fiquei, Eu, eu e o Gustavo andando, fomos, andamos bastante,
vários pontos de Paris e de noite a gente foi num bar que lá estaria o Raí perto da casa dele. Quando a gente chegou lá, maluco, tá um raí na mesinha aqui assim de um pé sujo parisiense, tá ligado? sentado na mesinha assim, tomando um vinho, assistindo o jogo do PSG, tá ligado? E aí eu sentei lá junto com com Gustavo, disse aqui, começamos a trocar maior ideia, foi maneiraço, acabou o jogo, Todos os caras do bar tavam esperando acabar o jogo para ir falar com Raí, porque ele é ídolo, >> cara, quando quando a
gente foi no evento da Bola de Ouro, ele tá entrando aqui assim no tapete vermelho e aí a legenda que eu ouvi depois, né, a legenda escrita assim, lenda do PSG, tá ligado? É, ele é, mano. Não, Ra. >> Então, aí acabou o jogo, os caras tudo foram tirar foto com ele e o maluco muito gente fina, muito bravo. Ele tá lá Estudando, olha isso. >> É o Raí é [ __ ] cara. Ele estudando para quê? Para ser técnico ou outra coisa, >> cara, eu não eu não lembro exatamente o que que ele tava
estudando, mas ele tava fazendo assim, era era um bagulho muito [ __ ] Eu não lembro, mas era um bagulho muito [ __ ] Ele tava para acabar já. Sabe uma parada feia sobre Raí? Ele joga pickle ball. Pickle >> ball. Nem sei que é isso. Que que é isso? Feball com a [ __ ] Que que é Pickle ball? Que que é picoball? É tipo um mini tênis. Ah, tá, tá. Ah, tô ligado. Aquela raquetinha >> que é um truque que é mais suave. Todos os ex-atletas de qualquer coisa estão indo pro picoball porque
ele é, por exemplo, todos gostam de tênis, né? O Ronaldo, por exemplo, mas ele, mas o Pick ball impactos que tem no tênis. >> Ah, é na areia isso aí? >> Não, numa quadrinha. É um, é uma quadra Que é metade de uma quadra de tênis. >> Tô ligado. Não, mas o Raí era muito [ __ ] cara. O cara metia gol em todo o jogo, mano. Ele era, tinha muita classe, né, mano? >> E hoje quem que é o ídolo do São Paulo, cara? >> [ __ ] que pariu, mano. Hoje é difícil, hein,
cara. Vou te falar que o Lucas acho que é o que mais se aproxima, mas é tem muita lesão, né, cara? Mas ele que deixou saudade. >> Mas ele é muito rápido, cara. Eu lembro, eu lembro de eu ver um, teve um jogo que eu vi, eu acho que foi até ruim, o São Paulo, não sei se empatou, ganhou de 1 a 0. São Paulo e Novo Horizontino. Novo Horizontino. >> Calma aí. São Paulo e Novo Horizontino. Tu não lembra o placar que deve ter sido que >> não foi jogo de Paulistão assim meio meio
zoado. E o Novo Horizontin tem dois zagueiros que tinha dois zagueiros já Foi vendido, né? Para para time grande. >> Os cara dois armári assim, os 2 m de altura. E eu lembro de um lance, cara, que o Lucas saiu driblando e ele no meio dos dois deu uma trombada, deu para ouvir o barulho no estádio no Morumbi lotado. Você ouviu? Pá, cara, o Lucas não caiu assim, os dois caras foram meio pulado assim. Maluco tem uma força. >> É, >> ele é muito [ __ ] assim, cara, de estrutura assim, de e velocidade, mas
Não sei como ele vai voltar, né? Então, >> e Neymar, tu acredita no Neymar, cara, >> Lucas, ah, tem muita técnica, né, cara? Tomara, né, pô, o Brasil precisa dele, assim, mas por enquanto tá tá longe, né? >> Tu tem certeza que tu vai lá curtir a Copa do Mundo ou tu ainda tá vendo se tu vai? Ainda tô vendo. >> É, >> provavelmente eu se eu for eu vou para trampar, >> tá? >> Porque a Copa do Mundo ela vai acontecer em três países diferentes, né? >> Dessa vez eu vou para trampar porque para
curtir eu não tenho maturidade pra Copa. >> Leva tua esposa, cara. >> Não dá, não dá, não dá. >> Por quê? >> Ah, mano, melhor não. Deixa ela aí tirar umas férias. Não, tô brincando. Eu quero levar. Se der, eu vou levar certeza. >> Por que que tu não levou ela pro Qatar? >> Não dava, né, mano? Primeiro que, pô, o lugar estranho, né? Para pra mulher todas as, cara, o Qatar é muito estranho pra mulher, né? Você você viu, você tava lá. >> Uhum. >> Os cara olha pra mulher como se fosse um pedaço
de carne, né, mano? É meio escroto assim. Então, acho que ia passar muito nervoso, [ __ ] Ia ser pior, ia arrumar uma treta gigante ali, >> né? Os caras não estão acostumados com Mulher sem vestimenta assim, >> não tão mesmo. >> Então eles olham tipo, [ __ ] é é uma striper, que merda é essa? Então não dá nem para julgar, né? a cultura dos cara. Então é é estranho pra mulher. Tanto que foi a minha primeira Copa, né? E todos os cara que foram em Copa, muita Copa, os caras estavam falando, uma galera
solteira, né, falando: "Mano, essa é a Copa com menos mulher que eu já fui na minha vida, porque todas ficaram Assustadas de todas as torcidas". >> [ __ ] eu não lembro, eu não prestei atenção nisso. >> Boa defesa para sua esposa essa aí. lá foi esquisito para mim porque eu tava vivendo no horário trocado, então eu só via noite eu trabal como como a gente tava eh transmitindo coisas de lá para cá e os programas eles eram eh nos horários do Brasil, então, pô, a gente começava um programa meia-noite e ia acabar lá paraas
2:30 da manhã, então eu Eu vivia à noite. >> Mas você ia nos jogos também, >> então? Mas aí eu eu sempre ia dormir muito tarde, quer dizer, de manhã, dormia de dia e acordava à noite para ir no jogo, fazer os programas, fazer o que tinha que fazer e aí dormia de manhã. >> É, não, mas foi, mas foi bem legal, cara. Tirando o último jogo, >> muito, >> muito, cara. Curti muita coisa, mano. Primeiro a galera, né, mano, da torcida é muito legal, galera. >> Mas esse ano não vai ser tem menos chance
de ser legal, não tem? >> Por quê? Porque é muito espalhado do essa daí, cara, era uma cidade só. Tava todo mundo junto, toda a torcida tava junta no mesmo lugar mesmo. Era só pegar um metrô. Agora não, agora tem que pegar um avião. É, são três países, mano. >> E os Estados Unidos é um país enorme, Canadá é um país enorme e tem o México Ali. >> Eu acho que a galera vai selecionar, mas eu acho que de acordo com as fases, a galera vai movar nos jogos, né? Então, aonde forem os jogos, os
brasileiros vão estar lá e >> eu não sei se vai ter a mesma, eu não sei porque o que acontece, ficou bem melhor, >> caro. Ficou mais caro. >> Eu acho que vai ser muito melhor que o Qatar. >> Todos os roléis que tu tem que fazer são os rolé de avião e ficar trocando de acomodação. >> Eu acho que vai ser bem mais caro. >> Eu acho que a galera vai escolher. Vou na primeira fase, vou na semifinal, vou na quartas, vou na semi, vou na vou na final. >> Acho que a galera vai
meio que escolhendo assim, né? Mas é, pô, vai ser animal. Você é louco. E o esse ano para tu é o é o que tem Para fazer a Copa do Mundo. Não, >> tirando trabalho. >> Eu acho que tem uns tem trabalho para caramba. >> Não tá tirando trabalho. >> Copa do Mundo, cara. Eu acho que a é porque o meu trabalho eu não considero um trabalho, entendeu? Eu me divirto para [ __ ] fazendo show, mano. Por isso que eu falo, tipo, eu me divirto. Inclusive, se eu for pra Copa, eu vou fazer show
em inglês ali também. Vou Para Comedy Club. Eu realmente gosto do que eu faço. >> Mas para tu coração mesmo, para tu se meter no ch comedy club lá. É tranquilo. Que que tem que que precisa, >> cara? Contato e fazer um show legal, senão queima o filme, né? Eu tô há muito tempo fazendo show em inglês, não faço toda hora quanto eu tanto quanto eu gostaria. Mas eu ano passado eu investi muito nisso. Eu fiquei em Miami acho que uns 20 dias eu fiz 30 shows em inglês em Boteco, barzinho, comedy club, tudo. É,
o Rafinha me ajuda bastante também, abre bastante porta. >> Eh, >> e tem uns comediantes grandes também que eu conheci, não falando que o Rafinha não é, mas comediantes grandes americanos, >> né? Tipo Jing Afigan, que é um [ __ ] cara grande assim, o cara faz com Sefield, com todo mundo. >> Esse cara me procurou há uns anos atrás, Quando a gente tava numa pegada de fazer mais show inglês aqui no Brasil e trazer, foi antes do Covid e a gente ia tava trazendo comediantes americanos e ele tava fazendo >> por quê? Porque a
gente queria fazer junto com os caras que a gente >> estabelecer uma ponte, >> cara. Sou eu, o Daniel Bonatti, que é um cara que ele ele tem um esses métodos de inglês assim de imersão para ensinar a Galera >> e e outros comediantes. Aí tinha o Maurício Meirelles, acho que o Diogo, o Diogo tava junto também. >> E aí vocês estavam, a ideia era trazer comediantes para eles se apresentarem no Brasil e fazer network. E eu e o Maurício a gente abriu o show do Jingfigga. Então era além do network era trazer mesmo o
standup gringo para cá, negócios, >> solidificar Essa coisa, entendeu? Mostrar tipo, ó, a referência nossa é essa aqui, trazer para cá. Isso é o que a gente faz. >> Aí vê o COVID e a gente abre o show do cara, o cara conhece a gente, a gente vai para lá, faz também. Então todos os objetivos juntos, né? Porque a gente ama o que a gente faz. Então é tipo, [ __ ] é um cara que joga basquete trazer o o Orlando Magic para jogar aqui. Tipo isso assim. Eh, >> entendi. >> Trazer os caras para
fazer para quem fala inglês, é lógico. E pra comunidade dos americanos que estão aqui, dos ingleses, pará, pr, tem muito comediante legal, né? >> Tava bom esses shows em inglês? >> Muito. >> Que interessante. Vocês Tu fazia então show em inglês em solo brasileiro >> para gringo. >> Sim. Não, isso eu ainda faço, mas agora eu faço mais é shows menores com Objetivo mesmo de treino, cara. >> Entendi. >> Então eu faço show bem bem pequeno mesmo. Eu faço show para tipo, cara, desde 20 pessoas até 200 pessoas assim flutuando. >> E não interessa para
mim quantas pessoas t. O meu barato é treinar, >> porque você pega todos os tipos de cenário lá, né? Para você ter ideia, o teste do Rafinha >> que ele passou para fazer o comedy seller, né, que é o maior comedy club e tal, foi ele fazendo para uma mulher, >> para uma senhora que aprovou ele. Então, se você ficar acostumado a fazer só para 200, 300,00 pessoas, >> você se [ __ ] quando você vai fazer uma para uma pessoa. Então você tem que se acostumar com todos os tipos de cenário. E a realidade
dos Estados Unidos não é a que o Rafinha vive, é a que ele viveu, que foi o que ele passou para chegar até Lá, fazer show para pouca gente e não sei o quê. Essa que é a realidade. Então, mano, você tem que se preparar para tudo. >> Você vai lá, faz um show pequeno, o cara te vê legal, vem fazer o grande amanhã. Então é assim. >> Entendi. >> Você não chega sentando no na janelinha. É tipo isso, >> esse isso que você tá falando aí de como o Rafinha, de como foi o teste
do Rafinha lá para ele passar para fazer o o >> Eu imagino, né? Ele ele me contou, lembro por cima. >> Não, então o só o fato de ter um lugar que [ __ ] tu tem que passar por uma por uma um teste mesmo. >> Só um minuto, Dani, posso pedir um café para você? Acertei o nome. >> Boa. É, eh, >> eu joguei um nicorete aqui, pedi para trocar Ou ou só jogar o chiclete fora. Obrigado. Foi mal. >> Tu, tu mastiga esse tu, tu chupa esse chiclete aí escondido dos outros. Todo mundo
sabe que tu us essa [ __ ] aí. >> Todo mundo sabe. >> É, >> é nicotina para não fumar. >> Qual que é a onda? >> Há 30 anos. E >> pois é. Qual que é a onda? Não é melhor só fumar? >> Não, mano, pelo amor de Deus. Fumar causa dano no pulmão. Caramba. É um nicoretezinho de boa. Tô fumado. Entendi. >> Mas como é que Mas assim, fumar tem o Não tô não tô advogando a favor de fumar. Também acho que fumar não dev não deveríamos fumar porque faz mal. Mas eh >>
aí [ __ ] né? No esporte. Eu quando eu era mais adolescente, mano, eu fazia jits, fumava um cigarro, dava nada. Ou se eu faço para fazer um maizzinho para Surfar, eu morro. Não consigo nem remar até ali. >> Zero vontade de fumar. Teu bagulho é nicotina. >> Zé, zero vontade. >> Mas tem que tá mastigando essa [ __ ] o dia inteiro. >> Eu fui fumar um cigarro na pandemia, achei uma merda, joguei fora, gosto me deu. Falei: "Caralho, como é que eu fazia isso? Quanto tempo que tu não fuma?" >> Acho que há
dois dias. Tô brincando. 4 anos. >> Pô, maneiro, cara. >> Cara, parou há dois dias, né? Mas é bem legal. Mas que que a gente tava falando antes? Estados Unidos. Shows teste, Rafinha. tava falando de o fato de que existe um lugar como como esse que você precisa passar por todo um processo, pode se apresentar lá por conta da relevância e dos e do e do que representa aquele lugar ali, um lugar de Ali só tem show de qualidade. Eh, mostra como o mercado é desenvolvido diferente de porque eu não sei se tem, não tô
dizendo que a gente não tem clube bom no Brasil, mas eu não sei se tem um clube com esse tipo de cuidado. Temos, >> cara, na verdade aqui, eu acho que hoje em dia os comedy clubs aqui no Brasil virou uma tem essa guerrinha, né, de de vaidade entre os comediantes que então, tipo, você entra se você for de uma patota ou de Outra, aí você faz os comedy clubs. Tem uns comedy clubs meio isentos disso que eu acho, né, tipo o hilários assim, né, do ABC de São Paulo, que todo mundo, todas as tribos
ali fazem show e tá tudo bem. Agora lá fora, né, que que a gente tá falando, tem esse comedy seller que é impressionante. São tipo cinco comedy clubs, acho um do lado do outro ou mais, que é o que o Rafinha entrou e todos os cara [ __ ] fazem esse show. Então, às vezes o Rafinha tá numa noite Que tá o David Chapelle. >> Uhum. >> Que tá o Jeff Ross, que tá, sabe, Michele Wolf, não sei o quê. Sef deve aparecer para fazer show lá, Jingfingan, tal. Então, mano, ali, independente de de quem
tiver, tá lotado. >> Entendi. >> Nunca o elenco é divulgado. E os cinco comedy clubs, 24 horas, 24 horas, não, 365 dias por ano estão abertos e todos os dias tá lotada. Todos. E é por causa Da qualidade que é sempre mantida. Então, o Rafinha tá nesse padrão de qualidade. E mais uma coisa que eu acho que ajuda é porque o cachê do Comedy Club, né, que você ganha, sei lá, não sei, posso estar falando besteira, mas flutua, acho que de 100 a 300, uma coisa assim. >> Aham. >> E como são cinco comedy clubs
ou ou quatro, você faz quatro shows uma noite. >> Entendi. >> Então você por isso que é interessante tá nesse Comedy Club, entendeu? que aí você ganha um cachê maior para sobreviver ali fora. >> E num show e num lugar que tem show para [ __ ] o tempo inteiro, todo dia. >> Para [ __ ] muito turista, porque o o standup em Nova York, nos Estados Unidos, faz parte da cultura >> [ __ ] né? Assim como você vai para um Havaí, você vai ver um ula. Você vai ver a dança local, né? Você
vai observar o Surf nos Estados Unidos, Nova York é Broadway e Standup na sequência, né? Primeiro bro e [ __ ] >> Depois a galera vai ver. >> Falta muito pro Brasil chegar. O São Paulo tá há quantos anos de chegar nesse patamar? >> Não, acho que tá um nível ótimo assim, porque cara, primeiro depende, né? Nova York eu acho que é um é um outro nível. Mas o que que acontece? Por exemplo, você, eu fiquei muito em Miami, né? Porque tem várias cenas, né? Vários lugares. Miami é um lugar que eu acho que, por
exemplo, São Paulo tem mais qualidade de espaços de comédia, standup, porque em Miami você tem o improve de Miami, que é o Comedy Club grande >> que o Rafinha eh fez. Eu abri quatro shows dele ali lotados e tal e ali eu consegui fazer outro show. >> É brasileiro para [ __ ] não é? >> É. E ali, cara, >> falar português. >> Olha como as coisas são. Eu fiz o show do Rafinha aí, eh, uma conheci um pessoal no camarim, uma, um cara me viu, me chamou para fazer outro show dele lá mesmo no
Improve Miami. Aí depois eu fiz um show meu no Improve Miami em inglês com outro comediante americano que também conheci. Então eu fiz tipo uns cinco shows, os garçons do Improve fazem standup, me levaram para fazer shows em outros bares por Miami, ali que eu fiz Uns 30 shows. >> E aí tu foi viver com como um comediante >> americano e esse >> sem ser famosão. >> Exatamente. E esses bares que os caras fizeram, eu vi que não tem uma qualidade no sentido de estrutura. Eu fiz um show que era isso aqui, o lugar tinha
uns caras sentado aqui, um bar meio no meio falar que não tem qualidade aqui >> não. Para palco de standar zoando, pô. >> Tinha um um bar aqui, sabe aqueles bares Que fica um cara no meio? Tinha três cara aqui, dois cara aqui, bebaço, o palco aqui e os caras fazendo show e os cara, ah, fuck you. E você ali tentando entreter os cara, uma [ __ ] escola, velho. Então essa é a realidade. Ali >> tu curte essa doideira, cara. >> Não. >> Tá. Isso aí parece meio merda, né? >> É uma merda, mas
é, mas faz parte. É o que te dá casca. E é o que deu casca pra gente aqui no Brasil. A gente não fazia Show em teatro lotado. A gente não fazia show em bar com a galera assim para te assistir. A gente fazia show, mano, intervalo de banda, tomava garrafada, a gente tomava lata na cara, tomava, brigava, quase saía na mão, tinha cadeirada depois do show. A gente fez isso até formar a cena, até o cara sentar e respeitar, falar: "Pô, não tenho comediante aqui que eu preciso ouvir", então entendeu? Então a gente passou
por isso até criar casca, saber. >> No começo tu chegou a sair na porrada com alguém? >> Saí. Daí bati com a cadeira num cara, com o banco do standup na cara do bati, mano. >> Eu acertei o cara errado, na verdade. Acertei o dono do bar. Foi uma treta com a calabresa, cara. >> Como assim? A Dani Calabresa tava fazendo show com a gente no comédia ao vivo >> e acho que um cara >> quanto tempo atrás >> o cara foi meio desrespeitoso com ela. Ah, >> ma tempão, >> 17 anos tempão do [
__ ] Tá. >> Aí o cara falou alguma merda para ela. Aí acho que uns outros comediantes entraram na treta. Eu fui entrar também que eu tinha tomado umas. Eu catei o banco do standup e dei na na nuca do Só que era foi sem querer, né, mano? Era o era o dono do bar. >> Como é que tu deu uma cadeirada no cara sem quer? Eu eu achei que ia acertar o cara. O dono do bar entrou para apartar, catou na cabeça do cara, meio na nuca, o cara caiu. Aí foi maior bosta assim.
Mas eu nem Ele tá sabendo agora que fui eu que vez o cara achou que tomou uma garrafada de alguém e fui eu que errei a cadeirada. Já aconteceu, mano. Acontecia, >> tá? >> Para formar a cena, né? >> E aí vai. A gente tava falando que a cena aqui em São Paulo ela tá mais desenvolvida, não é Nova York, que em Nova York é cultura. Aqui ainda não tá nisso. >> É Nova York eu acho que tem comedy clubs e com estrutura aqui. Tem tem lugares, por exemplo, que você pode testar o seu show,
que são lugares legais. Tem vários Comedy Clubs para testar. Acústico, Minhoca, tem, acho que o do Danilo, tem o e o Hilários, né? Tem, pô, tem um monte de Comedy Club que tem uma estrutura que é um palco. >> Vou citar o do Barbichas. >> O Barbichas, pelo amor de Deus, legal para [ __ ] O clube do Barbichas, né? Inclusive, faço um show de improviso com eles mensal. Muito da hora. Os caras são [ __ ] demais, mano. >> [ __ ] tá maluco. >> E [ __ ] e você tem essa estrutura. Barbes
parece um comedy clube americano. É o mais legal, talvez que tem, né? E Você [ __ ] você tem uma luz, você tem um palco, você tem a plateia prestando atenção e lá >> e é completamente diferente fazendo um teatro, não é? >> E lá você só tem isso nos comedy clubs. >> [ __ ] >> [ __ ] Essa é a diferença. >> Entendi. >> Aqui a diferença é a seguinte. Nesses comedy clubs às vezes tem um comediante Que não é [ __ ] que tá se apresentando, >> porque talvez os comediantes não estejam
tão >> desenvolvidos. Todos. Veja bem, tem muitos comediantes bons, não dá para ficar citando aqui. Nanduiana, Rodrigo Marques, de Lopes, a galera todo >> também em perspectiva tem mais comediante [ __ ] lá em Nova York do que aqui em Nova York. >> Por quê? Por quê? Não porque os Americanos são melhor, mas porque comediantes do mundo inteiro vão para lá. Isso. >> O Rafinha, que é um dos melhores nossos aqui, foi para lá. A mesma forma que tem um dos melhores da Irlanda que tá lá, tem um cara italiano [ __ ] para [
__ ] que tá lá, tem o maluco da Finlândia, o Ismo que é engraçado pra [ __ ] que tá lá. Então você tem comediante do mundo inteiro e a comédia é muito rica lá por causa disso também. Você tá lá Assistindo e de repente, mano, vem um judeu [ __ ] e na sequência entra um árabe Mohamed engraçado para [ __ ] tá ligado? Aí vem o maluco da Índia. Olha quanta visão diferente. Aqui no Brasil você tem isso, mas regional. Você tá fazendo aqui, pô, vem o maluco da Bahia, aí vem o comediante
de Manaus, né, que tem aí até o Leandro Leite, o cara que cresceu legal, tá aí. Eh, [ __ ] tem os caras do Sul, né, que estão ali, tem, [ __ ] todo lugar, né, do espírito outro Tipo de, é um outro tipo de intercâmbio, por assim dizer, né, >> cara? É outro tipo de intercâmbio. Tem gente, mano, do mundo inteiro. >> Mas o >> Então é bem legal. Mas você diria que, bom, é que eu não sabia, por exemplo, dessa característica que tem um grupo que vai em um em um em um conjunto
de casas, outro grupo que vai num outro conjunto de casas, tem um conjunto de casos que recebe todo mundo. Então Assim, tem um monte de aspecto sobre o a cena da comédia de São Paulo que não é muito óbvia para quem não vive a cena de comédia para valer. Eu acho que tá meio exposto assim, a galera fez umas brigas pública aí eu não vou nem entrar no mérito porque eu acho besteira, cara. Porque é isso que eu vejo assim, sabe? Eu, por exemplo, quando eu quando eu pesquiso, é porque eu não sei se a
minha visão de comédia, de comediante, quando eu vou ver um comediante americano, eu Não procuro tipo >> treta do David Chapé, [ __ ] com quem que ele tretou. Quero ver as piadas do cara, quero ver o show do cara. E aqui no Brasil acho que tem muito ainda essa coisa do Ah, vamos ver com quem tretou, vamos ver o Rafinha com a Vanessa Camargo. Vamos, pô, Rafinha tem um monte de show legal. >> Isso. Só esse papo da Vanessa Cabaco já faz tanto tempo, mas o cara realmente ficou. >> É, então, mano, aí você
fica procurando essas merdas, entendeu? >> E aí eu acho que é enfraquece a comédia, porque a comédia é muito mais do que isso, cara. A comédia é um remédio. Eu me apaixonei pela comédia porque eu fazia teatro e eu lembro, cara, uma época que eu que eu era muito louco assim, não sou mais, você pode ver na não, mas eu era mais louco. >> Mas o que que é muito louco? >> Ah, mano, eu [ __ ] era louco, mano. Eu Eu fazia, eu roubei um mendigo uma vez. Eu roubei um hip. Teve essa história,
até contei no jogo, tá ligado, né? Essa história. Eu roubei um hip. Eu era desse nível, cara. >> Tá ligado? Aham. >> Bom, para quem não sabe, vou contar de novo. Será? >> É rápida essa aí. >> Eu tava na Augusta, né, mano, dando um rolê e aí, mano? O, mas no sentido de boa, né? >> Tá. Tava só passando a >> passando. E aí eu tava loucaço, mano. Aquela época que não tinha blitz, não. Totalmente errado. 19, 20 anos. >> Não, mas já caducou. >> É. E aí tinha um um maluco pedi uma carona,
mano. Um hip do nada. Parei no farol, cara, mano, me dá uma carona. Eu falei: "Pô, lógico, velho, completamente louco. O cara entrou no meu carro com as miçangas dele, né, botou atrás, falou: "Ô, mano, obrigado, não sei o quê". Falei: "Onde você vai?" Ele falou: "Vou lá na Sé". Falei: "É nós". Aí tava indo, uma hora ele parou numa bocada assim, falou: "Mano, para o carro aí que eu vou pegar umas parada". Eu falei: "Demorou, mano". Aí o cara foi pegar, aí no que ele saiu, me pesou a consciência. Falei: "Caralho, que eu tô
fazendo, mano? Vai saber esse cara vai voltar com uma arma?" Eu fui embora, mano, >> com as miçangas, >> fui pra minha casa e aí eu não me Liguei, eu levei as miçangas. Eu falei: "Caralho, quando eu cheguei na garagem, falei: "Mano, que [ __ ] [ __ ] que pariu, né, mano?" Aí levei as miçangas pra minha casa, né, mano. Botei no chão do meu quarto e dormi. Aí no outro dia eu acordei, cara, minha mãe gritando: "Que [ __ ] é essa, cara? Você virou um hip". Eu falei: "Não, mãe, relaxa, não virei
um rip. Eu roubei um hip. Eu não sou um rip, eu não sou rip, eu sou um ladrão. Ela falou: "Ah, bom, graças a Deus". Tá Ligado? Então, era esse cara aí. >> Entendi. Esse maluco. >> É. E aí teve um dia que eu tava numa ressaca, cara, uma [ __ ] dor de cabeça. Aí eu fui lá na Praça Roosevelt, eh, assisti o Parlapat Patões, que é um grupo [ __ ] de teatro comédia e tal. E eu vi a peça dos caras, eu lembro que eu tava mal, tava assim, tipo, >> é, os
caras ainda tão aí. >> Como é o nome? >> Parlapatões. >> Tá. muito [ __ ] Hugo Possolo, Raul, os caras são muito bom, mano. >> Tá. >> E aí, cara, me deu um negócio, tava, sabe, quando você tá enjoado, dor de cabeça, meu Deus. Aí eu comecei a ver aquela peça, aí de repente eu dou uma risada, aí de repente eu dou outra, aí de repente eu dou outra, aí de repente eu dou outra, aí acaba a peça, mano, eu tô zerado. Eu falei: "Que [ __ ] é essa, mano? [ __ ] esses
caras me curaram e eu era do teatro e eu tava fugindo da comédia porque eu tinha facilidade para fazer, queria fazer drama, tragédia. A hora que eu saí curado, sem dor de cabeça, sem nada, eu falei: "Mano, é isso que eu quero". Aí eu comecei a estudar a comédia. Então, mano, >> o que que tinha para estudar nessa época, Rabim? >> Estudar, eu digo no sentido de aceitar a Comédia. Eu ficava ofendido porque eu fazia cena, os cara ria, eu parava a cena, falava: "Mano, respeita, tá ligado?" Porque eu ficava puto mesmo. Tava fazendo cena,
tipo, eu fiz uma peça, >> nossa, devia ser um ator de merda, então, pô. >> É, então eu jogava, a galera ria, mano, no meio da cena, [ __ ] Tinha uma cena que eu fiz uma peça chamada Bentã >> que é um é tem até um filme que é o Único filme que o Mickey Jagger atuou que ele fazia um um transsexual no meio do da época do nazismo, né? Não sei se é bom de falar esse tema do Flow. >> Não sei. Você você que é judeu. >> Não, relaxa. É uma peça. Tá
tranquilo. É uma peça, né? E essa peça é muito [ __ ] porque conta o que aconteceu com os homossexuais na época do do nazismo, porque todo mundo fala que aconteceu com judeus e tal e foi [ __ ] >> mas os car >> teve uma outra galera que se fodeu. >> Os gays se foderam muito, mano. >> E tem cenas pesadas assim nesse filme. Tem uma cena que, mano, o cara é gay e o gay se fodia mais no campo de concentração. E o gay e eh chegou um nazista, falou: "Você é gay? Cara,
não, não sou. Sou judeu, cara. Então, prova que você não é gay. E atirou numa mulher, fez ele transar com cadáver. Era esse nível, bagulho pesado, para mostrar que ele não é gay, ele tinha que ter uma Ereção. Então era isso. Obviamente não tinha isso na peça, né? Porque ninguém é louco. >> Eh, mas era esse nível de seriedade. E aí eu fui fazer uma cena, eu era um cara apaixonado por outro cara, né? os dois no campo de concentração e o nazista vinha para mim. Você é gay? Você é gay? Você é não. Como
é que é? Você é gay? Eu falava: "Não, eu sou judeu chorando, mano. Sou judeu, eu não Sou viado". E quando eu falava isso, a plateia ria no meio do bagulho assim, eu chorando, cara. Ficava puto da vida. Mas a o ritmo da fala que eu dava, os cara ria e eu ficava louco. Então >> você é gay? Não, eu sou judeu. Só aí já é escroto para [ __ ] É >> escroto. Sou judeu, não sou [ __ ] E os cara ria para [ __ ] essa merda. E aí eu falava: "Caralho, por
que que tão rindo, mano?" E eu lutava contra assim. Aí eu comecei a aceitar. Então a comédia É muito. E >> tu deve ouvir aqui ali que que a comédia cura mesmo, né? Cura pr [ __ ] >> Tu deve receber uma mensagem, porque se eu recebo uma mensagem dos caras falando que, [ __ ] [ __ ] aquela uma conversa tal, [ __ ] me ajudou para [ __ ] >> tu deve receber para [ __ ] também. >> Eu já recebi várias mensagens, cara. Mano, você as minas falam: "Meu, você curou minha depressão
e não sei o quê". É uns caras também, meu, meu pai tava Vendo seu vídeo, acabou se matando também. Tem. >> Entendi. >> Às vezes faz uma piada ruim, né? >> Não, brincadeira. Geralmente você você, [ __ ] a comédia é medicinal para [ __ ] Então é muito mais do que ficar falando: "Ah, eu não gosto desse cara porque ele votou em não sei quê". "Ah, esse cara critica [ __ ] mano." >> Piada, mano. Tá ligado? é fazer, a gente tem uma missão que é fazer bem pras Pessoas e é só isso aí,
>> [ __ ] É porque eu concordo muito contigo entrar numa de [ __ ] julgar o, por exemplo, você gosta de música sertaneja, cara, se você gosta de música sertaneja, >> você é um bosta. Eu vi, eu ia dizer que se você gosta de música sertaneja, >> [ __ ] o o você sabe que os caras provavelmente não faz o L, né? >> Abraço pro Chitãozinho. >> É um outro, é uma, a galera gosta de um outro tipo de coisa e aí você para de curtir porque o cara não tá na pelo amor de
Deus, cara. >> Ah, mano, isso aí é [ __ ] né, cara? Não, mas tem a galera tá muito raivosa, cara. Tem muito boicote, né, de todos os lados. Ah, os caras de esquerda não vai na Avan. >> Pô, os cara de direita não compra Vaiana. Tem uma [ __ ] promoção, o cara de Esquerda, [ __ ] faltando dinheiro, o cara não vai fala: "Foda-se, mano, eu não vou pagar meu aluguel, vai na Apollo Hof Lauren, mas não vai na Avan custa R$ 1 a camiseta >> porque o careca vai ganhar dinheiro." >> E
aí o [ __ ] os outros cara não vai no Madeiro porque o Madeiro é direita e bom para [ __ ] o sanduíche, o cara vai no Rabibes, [ __ ] >> Car, >> que também faz arminha. É, então eu não Sabia, >> mas que como ele não fica falando, né? Né? Bom, cara, eh eh esse esse tipo de discussão >> nunca mais eu vou no Rabibs. Não tô brincando. >> Esse tipo de de discussão é sempre tão me dá tédio no fim das contas. Eu não sei se primeiro que nunca sai nada produtivo
e é sempre muito imbecil. >> Eu acho que a galera deu uma adoecida, velho. Eu fico preocupado, sabe? >> Tu viu essa parada das Havaianas aí? >> Eu tenho, eu tenho um amigo meu que, [ __ ] a gente era muito colado assim, cara. E ele ele não para de falar essas coisas, o cara não para de mandar mensagem. Alexandre de Morais, o [ __ ] pô, anistia, o [ __ ] pô. Não, ele manda no grupo assim para todo mundo, acho que ele manda para todo mundo, todos os contatos dele >> e cara, 24
horas pensando nisso aí, eu Acho que é é algum, eu fico preocupado dessas pessoas não voltarem desse assunto. E eu entendo, >> hã, >> porque, tipo, durante a pandemia, eu mesmo dei uma polarizada, acho que todo mundo, né, ficou meio [ __ ] noiado porque queria sair dessa, né, cada um da sua forma. uma galera preocupada com o emprego, outras pessoas preocupadas com a saúde. No final das contas, todo mundo queria a mesma coisa. Mas eu acho que, cara, a galera tá muito bitolada, sabe? Eu fico preocupado mesmo com a saúde mental das pessoas de
não saírem desse tema, cara, porque eu, graças a Deus, consegui sair. >> Os cara só fala disso, tá dizendo >> como? Tipo, você tava perguntando para mim no antes de começar o flow e o Maduro Trump? Eu falo, mano, nem vi, tava na praia, tipo, tô cagando, mano. E e eu tive que internalizar isso, falar, cara, a minha Missão é fazer as pessoas rirem. Eu não quero deixar um lado puto, outro lado feliz e e [ __ ] Obviamente, se um dia eu sentir que eu preciso falar alguma coisa, eu vou falar. Mas, cara, eu
acho que eh as pessoas têm que aproveitar a vida porque tá tá passando, né, cara, quantos anos o pessoa tá falando disso? Mano, do céu, >> cara. Eu acho que ajuda muito. Ajuda muito, não é? Eu acho que a gente tem que falar disso >> e não tem político bom >> não. E eu e eu acho que na verdade o que eu tô que eu quero dizer que assim, eu acho que ajudaria muito se a gente começasse a desenvolver o pensamento crítico. Ao desenvolver o pensamento crítico, você é menos burro porque você coloca as coisas
em perspectiva, você ouve outras opiniões e você enxerga de uma forma mais conectada com a realidade. Sim. Porque o grande, eu acho que um dos principais problemas que a Gente tem hoje nesse sentido é o cara que as pessoas que não conseguem que não conseguem perceber a realidade, elas estão elas estão focadas num num mito mesmo, sabe? Tanto para um lado quanto pro outro. A palavra aqui sugere que eu esteja falando do Bolsonaro, mas não. Tô falando de de dos dois lados. o o os avatares vai tanto do da esquerda, entre aspas, e da direita,
entre aspas também, porque, né, bolsonarismo é uma parada diferente dentro da da direita. Mas não vamos falar de política. Não, >> não, mas é isso. E eu sinto que eu não me, só para terminar, eu não me identifico com isso, porque assim, cara, eu comentei isso no meu show ontem, saiu >> do falei, mano, não tenho identificação com ninguém, porque as minhas piadas >> não dá para falar que eu sou de esquerda, porque, mano, eu falo muita merda. Eu sou extremamente cancelado. Se eu chegar numa plateia de esquerda, os cara ouvir, prestar atenção no que
eu tô Falando, fala: "Mano, vai preso, olha as bosta, [ __ ] insensível, não sei o quê". E ao mesmo tempo, mano, se eu tô trocando ideia com um cara de extremista de direita, >> ele vai, >> cara, vai falar um bagulho, ah, mano, como é que pode esse gay aí? Não sei o que eu falo: "Mano, você é louco, qual o problema?" Entendeu? Ao mesmo tempo eu sou cabeça aberta, ao mesmo tempo eu falo muita merda. Então, mano, eu sou Eu, eu não me identifico com essas correntes aí que tem e eu não quero
nunca me identificar, senão você perde a sua autenticidade. Você começa a seguir uma corrente, você vira um gado para cada lado. Eu não sou gado, eu sou uma pessoa. [ __ ] >> tu só é corno de sacanagem. >> Exatamente. Com todo agora vamos sair, vamos sair da política e vamos falar de aborto, que é um tema interessante. >> Aborto, liberação das armas e das drogas. Por onde tu quer começar? >> Droga. Não, vamos aí. Já tomou a arruca? >> Já para [ __ ] >> Que que como é que foi pra tua primeira vez?
>> Cara, a minha primeira vez foi muito legal, assim, na verdade, eu tomei com a galera do teatro, foi uma pesquisa, né, opcional, era tipo um um curso à parte, Como se fosse, né? A gente, eu fazia teatro num lugar chamado Indac, que é Instituto de Artes e Ciências, que tem o a escola que é meio zoada, né, de é meio supletivão. E o teatro era uma coisa séria. Então, >> tá, >> na parte do teatro eu tinha uma parte de autoconhecimento e algumas pessoas falaram: "Ó, tem, vai ter um aasca aí". Não é obrigatório,
óbvio, né? porque é um alucinógeno, mas quem quiser faz Porque é interessante. E aí eu e dois caras fomos fazer, eu e dois amigos meus do teatro. Um e >> E se tu tava estudando teatro ainda, tu tinha 20 anos. >> É, por aí, 19, 20 por aí. >> É, acho que é isso. E aí a gente foi para um sítio tomar aasca assim. E, mano, >> aí eu sei que tava uma [ __ ] galera assim, umas 300 pessoas assim tomando uma [ __ ] cerimônia, tinha uns artistas e Tal. Tem 300 pessoas. É
gente para [ __ ] >> É gente para [ __ ] Tinha uma galera tomando. >> Uma galera era tipo um salãozão no meio do sítio, >> todo mundo tomando e uma cerimônia meio guiada. >> Aham. >> Então, tipo, tipo, a galera tomava um pajé, uma parada assim. >> É. É. Não é, não era um pajé, era uma Mulher que tinha experiência assim. Então ela falava umas coisas >> de Jesus e não sei o quê, do bem, pra galera ir numa viagem meio positiva. >> E como é que foi para tu, já que tu não
acredita em Jesus? >> Aí toca. É, então foi isso aí. tocava aquelas músicas assim, né, tipo do meio eh, como é que é? Fácil, extremamente f, não era nem essa, mas umas músicas assim nesse sentido, J Qu, umas coisas meio mellow assim pra pessoa ficar no Mindset. E >> aí, >> mell ficar no mindset. Tu nasceu na Moca? >> Não, em San Diego, na Califórnia. E aí, mano? Você nasci no sei lá, no Einstein. [ __ ] >> E aí, mano? A gente, a gente, eu e um amigo meu, né, o japonês que era budista,
né, o Thiago, a gente olhou aquelas palestrinhas ali e falou: "Mano, vamos sair fora, vamos sair fora". Loucaço, >> tinha tomado já. >> Pedimos licença, pode sair, lógico, né? A gente saiu e foi, foi, ficamos sentado na grama assim, né? Olhando o bagulho assim, a natureza e falando: "Caralho, mano". E tipo, tinha dado uma [ __ ] sensação louca. E a galera começou a cagar e vomitar no meio da ceremônia, que é normal. E a gente só viajando. A sensação de, mano, [ __ ] ter fumado 78 baseado com Snoopy Dog, tá ligado? E Um
soco do Mike Tyson na cabeça. >> Tipo isso assim. E a gente [ __ ] Aí daqui a pouco >> Mas é assustador. >> Então, aí daqui a pouco quando você fecha o olho, você vê umas paradas >> e quando você abre o olho, tipo, eu tô vendo você e tô viajando. Aí quando eu fecho o olho, fodeu, mano. Aí eu rola uma viagem. E aí uma hora eu abri o olho e e vi um lobo branco, mano, no meio das árvores assim, te juro, um lobo, a [ __ ] De um lobo branco. Falei:
"Caralho, [ __ ] um lobo branco é impossível no interior de São Paulo, um lobo grande, branco, lobo branco." Aí o japonês falou: "Caralho, eu vi também". Eu falei: "Não acredito, você viu um lobo branco?" A gente viu o mesmo lobo. E aí a gente foi tentar falar com um cara que era mais experiente, falou: "Mano, a gente viu um lobo branco". Aí o cara falou tipo, tô ligado, um lobo branco cagou para nós assim. E a gente, mano, Que merda, né? E beleza. E aí a gente foi tal, a gente sentou meio tímido assim,
aquela sensação de chapado, né? 300 pessoas. E aí os caras chapado começaram a dar um depoimento, né? >> Aí uma hora um maluco assim, cara, o cara de, [ __ ] sem preconcei um gordão, né? Levantou a mão lá atrás. Queria falar uma coisa aí, meu. E todo mundo prestando atenção. Falou, gente, o seguinte, ó. Sabe que eu tô aqui há uns do anos, né? Eu tenho uma coisa para Dizer. Tô namorando. >> Ah, vai tomar no cu, cara. >> E aí, tipo, mano, a galera começou a rir. A galera começou a rir para [
__ ] assim, né, mano? E tipo, não, eu conheci ela e tal e tô feliz. E aí a gente, mano, [ __ ] né, cara? E todo mundo tipo rindo aí, aplaudiram e batendo palma. Pô, que legal, o gordo namorou. Beleza. E aí, mano, uma hora fodeu, né? Porque a Mulher falou: "Não, então agora a gente tem três iniciantes, né, aqui >> hum, >> que tomaram e aí a maior vergonha do mundo, não conseguia falar. E aí eles vão dar o depoimento, né? Não sei o quê, daqui a pouco e tal, não sei o quê."
Ah, não, isso foi depois. Aí, beleza, o gordão deu depoimento. Aí ela falou assim: "Gente, é o seguinte, a gente tá aqui num sítio, certo? E não tem funcionário aqui, porque não é a nossa Política, trabalho de de funcionários que façam isso. Todo mundo aqui usou, tomou aasca. Muita gente usou o banheiro, né? Passou mal. A gente precisa de alguém para limpar o banheiro. Alguém se oferece?" E eu pensando, mano, quem vai ser o otário, né? Aí levanta o japonês do meu lado. O japa levantou a mão. Eu falei que você tá fazendo, cara? Falou:
"Não, não quero limpar". Foi lavar o banheiro. Aí depois rolou Essa pergunta. Falou: "Não, então agora tem o pessoal, né, que usou pela primeira vez vai dar um depoimento". Aí, mano, o que eu vou falar, cara? Tô loucaço, né? Aí o maluco que tava com a gente falou: "Meu, não, eu tive uns uns insightes sobre a minha vida, não sei o quê, não sei o que lá". Falou maió bonito, né? Aí eu tentei copiar o cara, falei: "Não, eu também fechei o olho, mano, e vi umas imagens e vi mesmo, né, umas imagens que tem
significados para Mim. Então, achei muito legal a experiência. Para mim, eu entendi que eu não posso nunca abandonar a minha religião interna, embora eu deva quebrar o meu ego para umas coisas." Falei umas coisas meio profunda. E você, japonês? Aí o japonês falou: "Mano, sei, eu tava maior bem e agora eu quero lavar o banheiro, tá ligado? Tipo, mano, eu ri para [ __ ] Todo mundo os caras caíram no chão, mano, de dar risar. Então é isso, cara. >> Tu via quando fechava o olho, cara. >> Cara, você vê umas imagens, é tipo umas
pinturas assim abstratas que tem alguma relação com a tua vida, tá ligado? >> Ó, eu já conversei com alguns caras que tomaram essa [ __ ] Ô, Vitão, procura aí elfo máquina e coloca aqui pra gente ver. E os caras falam que eh tem até uns estudos que que falam que é normal e comum os caras verem esses elfo máquina e eles é umas porras meio assim, ó. Tu já viu? Tu viu umas porras meio tipo Aquele ali, ó. Aquele ali tá mais perto, ó, Vitão, da direita, direita, direita, direita, direita. Esse. >> Ah, esse
aí eu vi no Peru. Uma coisa parecida, >> né? Quando eu tomei no Peru gravando no Pânico, eu vi umas coisas mais de Anaconda, você tá muito na selva, né? Ali >> também é outra viagem aca, mas ali foi o Ruts. >> Por quê? Porque você não tinha alguém falando sobre Jesus, alguém dando uma direcionamento necessariamente positivo. Era só você na natureza, um monte de mosquito assim, toma aí >> em cima de uma madeira embaixo, mano. >> Cobra para [ __ ] assim, um rio, mano, gigante. E você, tipo, ali numa tenda e um chaman
tocando um instrumento e cantando umas coisas que indígena que você não sabe o que é. E você, mano? O bagulho batendo, se um Gorjo de barro do [ __ ] você gorfando, cagando para [ __ ] Você fechava o olho, via, mano, sucuri, anaconda, os [ __ ] esse maluco aí, o chamã doido. Então, é sempre a vibe do de olho aberto é uma coisa e fechar o olho é outra coisa. Isso é uma constante. Agora o que acontece aí muda, >> muda. Vai de pessoa para pessoa. Cada um tem uma imagem, entendeu? Sei lá,
você toma, você vê uma monarque caindo, tá ligado? Nada a ver. >> Car, fala bagulada. >> Tu toma uma garrafa de cachaça e um árabe, né? >> É, mano. Exatamente. [ __ ] Você vê, tá ligado? Você vê o Zico e o Romário se beijando do nada. >> Que merda. >> Entendi. >> Brincadeira. Entendi, entendi. Medo dessa por >> não. Você vê umas coisas que remete a sua infância que [ __ ] bem bem pessoal, Sabe? >> Quebou assim, todo mundo com 40 anos tem. É que tu tomou a primeira vez com 20, né? A
última tu tinha quantos anos? >> Não, tomei três vezes e parei. >> Tá. A última tu tinha quantos anos? >> Foi no Pânico agora. Acho que eu tinha uns 34. >> Ah, então já tinha um tempo. E aí, então com 34 anos tu já viveu uns trauma. Essa última vez ela foi é o meu medo é justamente que deu maior trabalhão Para deixar uns bagulhos guardado, [ __ ] Aí eu vou lá procurar essa [ __ ] >> Não, mas eu não acho que você vai eh soltar o bagulho assim. Eu acho que o problema
de tudo na vida, tudo na vida que nem é a gente estava falando de polarização, bolsonarismo, petismo, o problema todo é quando você se bitola, >> porque tem coisas talvez positivas nas duas correntes. Pô, você precisa ser mais sensível, você precisa que as leis sejam mais apertadas. Verdade. Então, os Dois estão certos aí nesse caminho, >> né? Todo mundo quer que o Brasil se evolua. um eh educação, rigidez nas leis e parará. Agora, se você se aprofunda muito, aí você vira uma coisa que não é você, você vira uma coisa que é o que eles
querem. E a mesma coisa para o Aasca. O Aasca, na minha opinião, tá, desculpa aí a seita de vocês, mas eu acho isso, tipo assim, eh, eu não quero ser um cara iluminado para [ __ ] senão nem faço Comédia. Subo no palco e falo: "Galera, tá tudo bem, vamos sentir essa energia." Aí fodeu, mano. >> Foi o que o Murilo Gan foi fazer, [ __ ] Eu vou pra rua junto com o hiip ali que eu roubei, >> entendeu? Não tenho o que fazer, mano. É verdade, [ __ ] Eu não quero me iluminar
nesse ponto, entendeu? >> Então assim, é isso, cara. Mesma coisa. Yoga >> você faz, é legal, alongamento, aí daqui a pouco te dão um livro, aí te dão dois, aí te dão três, aí você começa a tomar suco de beterraba, aí fodeu, mano. Entendeu? Aí suco de beterraba, acabou sua vida, tá ligado? Então eu acho que você não deve se bitolar em nada. Esse é o perigo do AASC, na minha opinião. O cara vai tomar, não é um bagulho para se tomar toda semana, não é uma breja que você pode tomar de fim de semana,
não é Isso, mano. É um bagulho que, pô, você respeita, você toma lá pro autoconhecimento, vive a experiência e acabou, mano. Se quiser voltar, volta daqui um ano. Mas essa é a minha opinião. >> Aham. Aham. >> Tá. Essas eh eu entendi que essa o arroca foi um bagulho que tu fez num primeiro momento por >> e obviamente desculpa, precisa ter alguém que é bitolado, senão não não não Tem ninguém para dirigir a cerimônia, sabe? Mas eu não acho que todo mundo deve ser obitolado. É isso. >> Tá. Entendeu? >> Entendi. Entendi. O que eu
ia dizer é esqueci. >> Foi mal. Obviamente tem alguém que dirigiu a cerimônia. Nada a ver. [ __ ] né? Maconha. Você bitolou na maconha. Tu que roubou a brisa, [ __ ] >> Desculpa, irmão. Não, é só isso. Não, não bitola em nada, tá ligado? Você aí, mano, não bitola em nada. Nem no flow. Sai agora. >> É verdade. Não bitola mesmo, não, pô. >> Não bitola mesmo, não. É para ouvir o que a gente tá falando aqui e e ir lá pensar, porque se fosse para senão eu tava aqui falando só vomitando uma
porrada de de afirmação e não é bem isso que a gente tá fazendo aqui, né? É, exatamente. Estamos trocando ideia Solta. Exatamente. Por favor, mano. Inclusive, meu pai tá vendo aí. >> Teu pai faz a minha ou faz o >> nada. Nenhum dos dois. Meu pai não é louco, mano. Meu pai é de boa. >> O pai ele critica tudo. Uma hora você fala com ele, você fala: "Hum, acho que ele votou no". Aí você conversa de novo, fala: "Porra, é Bolsonaro". Você não entende ele. Meu pai nem vota, né? Tá muito velhinho já. >>
Entendi, entendi. Entendi. >> Pai não vota. >> Que que é muito velhinho? >> Meu pai tem 86 anos já. [ __ ] teu pai tá muito velhinho. >> É, meu pai já tem uma idadezinha >> e ele tá na moral porque meu pai tem 80, acabou de fazer 80. Tá bichado. >> Teu pai tá bichado. Que que ele tem? >> Ele tem Alzheimer. >> [ __ ] que pariu. >> E aí, eh, tem umas horas que ele trava, tem umas horas que ele não consegue andar, vira e mexe, ele cai no chão. [ __ ]
merda. E aí vai, tem cuidador, essas coisas. É, aí tem que é tem que ficar tomando um monte de cuidado que não sei o que e tal. Ele esquece das paradas muito mesmo, tá ligado? Às vezes eu acho que ele só tá às vezes às vezes se >> só tá zoando, >> não, cara. Se se tu fizer um exercício, Tentar trocar uma ideia com ele e puxar as coisas, mas eu não sei se ele alucina ou se ele lembra, né? >> Hum. >> Porque aí é [ __ ] também. Não sei dizer se ele alucina
ou lembra. Tem que pegar uma como é [ __ ] porque como eu nunca eu não troquei muita ideia com meu pai ao longo da vida, então não sei muito as histórias dele para saber se ele tá alucinando, se ele lembra. Então aí é [ __ ] >> E você? >> E aí eu me fodi porque eu queria trocar. >> Você trocou muita ideia ao longo da vida? >> Não é? >> Por quê, >> cara? Porque sei lá, porque não tinha muita abertura, eu acho. >> Ah, ele era mais fechadão com você? >> É. A
meu pai, a gente foi ficar amigo depois que eu fiquei adulto. >> Ah, então melhor que você sofre menos, né? Também com isso. Pouco menos. >> Lógico, né? Você fosse apegado desde criança para [ __ ] trocasse uma ideia. >> Sim, sim. Verdade, verdade. >> Não tô dizendo que você não sofra, tô dizendo que é menos. >> Não, você tem razão. Você tem razão. Mas eu só fui me tocar que eu nunca tinha trocado uma ideia maneira com meu pai quando, pô, já tô, já não tô mais tendo, Não tô conseguindo ter essa, trocar essa
ideia qualidade mais, entendeu? Sim, sim. >> Que agora ele já esquece das paradas. Ele já não conversa tão na moral, de vez quando ele dá umas crises, ele esquece quem que é todo mundo e tal. >> Mas tem um lado bom também, né, que você pode falar umas bostas para ele, ele não vai brigar com você. >> Cara, é bom, >> rapaz, fumei uma tronca agora. Ele fala: "Vai tomar no seu cu, moleque, fumando maconha daqui a pouco". Ô, filho, vamos jantar? Ele fala de outra coisa. >> No caso do meu pai, ele ia falar:
"Porra, nem me chamou anos". >> É. E dizem que o o canabidiol pode ser bom para isso. >> Ele chegou a fazer um tratamento com CBD. É, mas como ele mora lá no, ele mora na Baixada Fluminense com a minha mãe, né, muito longe daqui, então eu não Tô lá para ver. E minha mãe, minha mãe ela não sei lá, pelo visto ela não curtiu muito o tratamento, mas eu não sei dizer muito bem porquê. >> É o que não faz sentido muito também, né? O Alzheimer faz você esquecer. Você usa um bagulho da maconha
que você esquece mais, >> você esquece que você esquece, entendeu? Aí você lembra, >> esquece esquecer. Aí fodeu. É, lembra, não faz sentido. >> Ué, menos com menos dá mais, [ __ ] Entendeu? >> Mas eu abordo esses temas também, cara, no meu show. novo. Agora eu falo >> no novo ou no ladeira baixo. >> Novo que vai estrear amanhã. Eu falo um pouco sobre terapia, essas coisas. E na terapia você fala da sua mãe, do seu pai. >> Aham. >> Minha mãe ela tem bipolaridade. >> Hã. >> Então, mano, eu herdei tudo isso e
eu me trato de tudo isso. Bipolaridade séria. Sim. >> Eu fui cri, eu fui criado com a minha mãe >> me dando bom dia, bom dia, filho. Boa aula. E à noite quando eu voltava, vai tomar no cu. vagabundo do cara. E eu sempre, mano, brigava e não entendia que aquilo era uma doença. E aí hoje a gente trata de outra forma. Minha mãe também tá passando por umas paradas aí que tá [ __ ] >> É, ela é velhinha também. >> Minha mãe é velhinha. Ela tem 80 85, pai tem 86, mas meu pai
tá ótimo >> da cabeça. E agora a gente tá também tratando minha mãe. Cuidadouro. Caramba, é [ __ ] né, mano? >> É meio [ __ ] >> Mas é isso aí. Tava falando com o meu pai, a gente vi. >> Quem mais se [ __ ] no no caso do meu pai, ela é minha é no fim se [ __ ] né? que é Minha mãe, que como eles moram muito longe lá, tem tem uma rede de apoio lá, a família da minha mãe tá perto, tem uma galera lá para para ajudar, >> mas
é ela que tanca, principalmente porque ele lembra basicamente dela, entendeu? >> Sim, >> ele não lembra muito dos meus irmãos, por exemplo, entendeu? Tem hora que ele pergunta quantos filhos ele tem, >> então ele lembra basicamente dela. Então, tudo é ela. Tudo é ela. >> Que bom que ele lembra. Uma paelela é uma merda que é tudo ela, entendeu? Tudo, cara. 100%. >> É [ __ ] cara. Precisa de um cuidador, né? >> É, mas bom, vamos fazer. >> Cuidador ajuda. Faz parte, né, mano? Meu pai, meu pai fala isso. Fala, cara, é, é bruto,
né, cara? A idade é [ __ ] >> No caso da minha mãe, ela é 15 anos mais nova que meu pai, entendeu? Então, eh, >> era meio óbvio que ia rolar uma parada assim, sabe? Porque ela é 15 anos mais nova com ele. Se eles que ele, se eles fossem ficar juntos, ele ia ficar muito velho. Bem antes dela. >> Pegou o velho da da lancha, não, da caravela, né? Da >> na época. >> Velho da caravela. >> O velho da caravela. Agora tá pagando a Consequência. [ __ ] >> Meus pais, eu passei
por umas situações assim, cara, dos dois ficarem doente junto. A mãe se fodeu, o pai caiu, os dois internado no mesmo hospital. Aí eu ia de um quarto pro outro, subir na escada de hospital. >> Parecia. Ele já veio. >> É os dois assim, mano. Passei por umas, cara. Teve uma de nossa, de não, não ia falar de polarização, mas é que essa engraçada, não é engraçado. É, >> mas é engraçado ou não é? >> Mais ou menos. >> Tá. >> A minha, eu tava no bagulho da prente, né? Minha mãe fez uma cirurgia de
hérnia, né? E aí o cara abriu, tal, fez a cirurgia e por causa da idade teve que ir para para UTI. E a UTI tem horário de visita, né? Então tava lá sentado, >> polarização, todo mundo de máscara, aquela época, né? Pandemia bosta. Eu tô de máscara lá, mano, pensando na minha Mãe, [ __ ] mano. Tomara que fique bem o [ __ ] E nem vi, cara. Tava passando Globo News com uma treta de de política, né? Essas [ __ ] Bolsonaro, aquela guerra que tava acontecendo. E aí sentou uma senhora do meu lado
assim, olhou para mim e falou: "Tudo ladrão isso aí, né? Quê? Bando de ladrão. Eu falei: "Pode crer, mano. Todo mundo rouba, né?" Achei que ia acabar por aí, né? Ela o único que presta é o Bolsonaro. Aí eu falei, "Minha senhora, falei: "Por favor, não vamos abordar a política agora, né? Eu tô vivendo um momento delicado. Minha mãe tá lá. Não, mas o Bolsonaro, você não gosta do Bolsonaro?" Falei: "Molaro, eu só não quero falar disso. Tá tudo bem, Bolsonaro?" Falei: "Não, de boa, tudo bem". Juro, ela ficou meio brava porque eu não queria
falar disso. Aí eu falei: "Ó, vou levantar". Fui super educado. Levantei e deixei a velha lá de boa, vendo a Globo News. Fui Pegar um café, esperar o horário para ver minha mãe. Beleza. E a minha mãe, ela tem uma característica muito louca assim, cara, que ela ela ela é meio sem filtro. >> Hum. >> A minha mãe, ela é sem filtro. A minha mãe dizem que ela tem a personalidade da avó dela que tá num conto da Clarice Lpector. Eh, a família da minha mãe trouxe a Clarice Lispector pro Brasil, fugida da Guerra. E
a Clarice tem um conto chamado feliz aniversário. >> Tô falando sério? Tô falando sério. E a Clarice tem um conto chamado Feliz Aniversário, que basicamente fala de uma senhora que faz 90 anos, vem a família inteira pro aniversário dela e ela tem um surto de falar a verdade para todo mundo, pra família. Você é uma [ __ ] você só tá aqui pela minha herança, você é um [ __ ] você é não sei o quê. Obviamente ela não escreveu assim, né? Aham. Mas de uma forma poética, ela destrói todo mundo. Essa é a minha
mãe. A minha mãe do nada ela destrói o ambiente falando a verdade. E aí ela tava lá no no na UTI fazendo um draminha assim, não conseguia falar e eu mãe, calma, vai ficar tudo bem. E do lado tinha porque na o ti da prevente, tipo, mano, totalmente outra família do lado dava para ver, né? Um velho todo entubado, todo [ __ ] >> E uma hora o velho fez um som, cara, muito estranho. Fez e a família inteira do cara lá. Minha mãe não tinha falado nada, ela levantou assim, falou: "Ele vai morrer, viu?"
E a família inteira do cara olhou: "Cala a boca, mãe. Cala a boca. Cala a boca, pelo amor de Deus". Não, ele vai morrer mesmo. Ele vai morrer. Deu para ouvir? Ele vai morrer. Mãe, cala a boca, pelo amor de Deus. Louca, sem zoeira. >> O cara morreu? Não sei, deve ter morrido. Aí eu olhei pra minha frente, cara, pra frente assim, né, para desbaratinar de trás, né, que os caras queriam me matar, matar minha mãe ali mesmo. >> Segurando a mãe da minha mãe. Mãe, por favor, fica quietinha, foca na sua recuperação, você vai
ficar bem. Tá bom, filho. Tá bom. Olhei pra frente, juro para você, cara, tinha um cara, né, deitado e a velia da política na minha Frente. >> Não, cara. E quando eu olhei, ela tava me olhando com ódio e eu com a minha mãe ali, a mulher lançando um olhar raivoso para mim e eu, [ __ ] que que tá acontecendo? Aí a mulher baixou a máscara assim, juro para você, baixou a máscara, falou: "Bolsonaro, >> não acredito." >> Aí eu falei, "Você vai morrer, mano". A gente falou que não ia falar de política, mas
já veio aí jeito. >> Mas ó, no meu novo show e nem no ladeira abaixo tem cor de política, porque mano, eu entendi que a galera tá tá dodói. Minha função é fazer vocês rirem. Então assiste o ladeira abaixo agora, tá? O link aí. >> Isso. >> Zero política. E no meu show novo que aí vai ser amanhã no Teatro Bradesco também. É que realmente tem temas que a gente passou por isso, né, cara? >> Não teve jeito. Vivemos isso, né? Isso, Mano. A polarização tava muito não tem como. >> É. Tá. Eu eu felizmente
esse ano tem tudo para ser a última vez que a gente vê um um uma algum tipo de embate Lula e Bolsonaro, >> eu acho, né? Os dois estão muito velho. O Lula nem caso reeleito, nem pode tentar de novo, né? Bolsonaro tá inelegível, mas tá ali o avatar dele, o Flávio, né? Mas eu acho que depois disso Aí e eh dá uma suavizada. Gosto de acreditar. Gosto de acreditar. Tomara. Mas não sei. Eu acho que é é muito louco, né, cara? Eh, as correntes assim, que que os caras se apropriam, né, mano? Esse dia
eu tava pensando assim no nos crentes, >> hã, >> nos crentes assim, cara, que eles são uma galera que acho que o povo subestimou um pouco, todo mundo subestimou, falou: "Mano, crente >> menos os cara da mais à direita, né, quando vai falar". É, os caras pegaram e é, eu tava reparando nas letras dos Racionais, cara. >> Os Racionais batem de frente com todo mundo, tá ligado, né? menos com os crentes. Você repara na letra, naquela vida louca uma hora tem uma hora que ele fala como é que é eles estão cantando não sei o
quê. Tem outras músicas também fala é que nem os crente nada contra, mas não sei o quê. Sabe assim o o Bano Brau fala: "Respeita os crentes, não sei o que, não sei o que lá". Fala: "Mano, por que que vocês batem tanta continência?" Porque sabe o tamanho do o tamanho da rede, quantos tem? É o cara que tá na o cara que vamos, eu vou chutar, tá? >> E a fé, né, que também salva os caras que estão mais [ __ ] Tem um lado que se aproveita para [ __ ] né? E tem
um lado da pessoa que tá jogada as traças, Que precisa acreditar em alguma coisa que realmente melhora acreditando em alguma coisa. >> Cara, quando tu tá na quando tu tá nas regiões menos privilegiadas, por exemplo, e lá onde eu morei lá no Rio, então >> admira os crentes. É isso aí. >> É, dá para dizer >> maor função, maior firmeza. Tu tá lá no Jacarezinho, no rato molhado, o o sei lá, no Capão Redondo. Eh, tu a galera Lá, meu irmão, tá no sufoco máximo. Legal. >> Tá no sufoco máximo. >> Onde que esses caras
vão encontrar alento? >> É >> na religião, não é? Tem igreja para [ __ ] meu irmão. Tem rua com cinco, seis igrejas, né? Então, e e são muitos, >> né? São muitos. E e em muitos níveis a religião ajuda os cara. >> Exatamente. >> Em muitos níveis, né? E qualquer religião, eu diria, né? É que nesse caso, como a gente é de uma matriz cristã, é natural que a gente vá para esse lado chuto, né? Não sou antropólogo. >> Tem mensagem pra gente aí, Vitão? Tem. Tem que ficar esperto aqui porque o amigo tem
que ir pro show dele fazer também, né? >> Que horas que é? Aliás, deixa eu falar, né, mano, que [ __ ] ah, tá de boa. Ainda tem, se quiser meia hora aí, tá de boa. Tem, [ __ ] ingresso pro meu show que vai ser no teatro Bradesco. Cara, eu tô nervoso porque assim, tinha falado ainda, >> é, o teatro Bradesco é o teatro mais [ __ ] Brasil, cabe 100 pessoas. E a estreia, eu nunca tinha feito uma estreia num teatro tão grande. >> Por que, qual que é a grande diferença para tu
de fazer um teatro e num comedy? O comedy ele ele cabe mais o teste no Sentido de você pode entrar com papelzinho, botar no banco, fala: "Galera, tô testando aqui o teatro você tem que entrar sabendo que você vai fazer. Então, >> mas tu não vai estrear um show? Como é que tu vai estrear um show no teatro?" Então, >> não, porque não não, eu eu eu tô na verdade fazendo esse show no comedy, amadurecendo ele há uns dois meses. >> Foi o que você falou que você estava Fazendo ontem, né? Tá bom. que foi
animal. Hoje tem mais um teste em Guarulhos, no um show comedy lá, já tá, já deve tá cheio. E aí vou estrear mesmo no Bradesco. Eu nunca tinha estreado num teatro tão grande. O máximo que eu estrei foi no teatro das artes lá no Shopping Aldourado. 700 pessoas. Aí eu dobro >> para fazer. Eu volto inclusive pro pro Adorado em fevereiro. >> Mas o Bradescão, cara, estrear nesse teatro. Até falei com o Alex, né, que é meu produtor. Falei: "Caralho, você é louco. Estrear no Bradesco. >> Quando é que o Alex vai fazer? Mano, tá
fechado. Vamos aí. Hã, >> quando é que o Alex vai fazer um implante >> capilar? >> É, >> [ __ ] eu não sei, né, mano? Tá, >> tá precisando, hein. Salve, Alex. Tá Careca, hein, meu irmão. Entradinha, né, mano? >> Tá estranho. Tá estranho. Todo respeito. Bom, mas ó, deixa eu falar para vocês, cara, da Insider, que é o nosso parceiro aqui de hoje, que é quem faz essa camisa que eu tô usando. Tu vai viajar pro no carnaval, cara? >> Provavelmente >> vai surfar, né? >> Eu devo surfar em algum lugar. Vou fazer
show também. Vou trabalhar aqui, mas vou Vou fazer show. Muita gente que não vai viajar, né, galera, em São Paulo, que não gosta do carnaval. Eh, >> tem gente que vem para cá curtir o carnaval, inclusive >> vou tá fazendo show. Vai, vai ser, deve ser algum sábado aí, sábado no Teatro das Artes vai ter. >> Então, presta atenção aqui na dica, meu irmão. Indo viajar ou fazendo o que você quiser, indo curtir ou para ficar em casa mesmo, a Insider, obviamente, a tua Melhor parceira. Por quê? Porque, cara, todos os aspectos tem um twist
tecnológico pensado para te facilitar a vida. Então, vai viajar, cara. Eu tô te falando que a Insider é a melhor coisa que dá para você colocar na sua mala porque desamassa no corpo, é seca muito rápido, tem um conforto térmico excelente. Então, cara, você vai passar menos sufoco quando você usa as peças da Insider. E, pô, tem camisa, tem moletom, tem cueca, tem calcinha, tem o que você Precisar, tanto para homem quanto pra mulher, de várias cores diferentes para você eh experimentar. E eu se você não conhece ainda, né? Porque você já conhece, tu tá
ligado do que eu tô falando, se tu não conhece, tu tá perdendo tempo, tá? Então entra lá em ciderstore.com.br, usa o cupom flow para tu ganhar um desconto aqui no Qcode e aqui no link na descrição já vai com cupom aplicado para tu eh ter menos trabalho. Mas se tu Tiver ouvindo isso aqui, não tiver no YouTube, é insiderstore.com.br, entra lá e usa o cupom flow, tá bom? Então não perde tempo não. E eu queria dar uma mensagem também aqui sobre o hospital ortopédico da ACD, cara. ACD você já ouviu falar, você conhece. A ACD.
Eh, bom, com certeza eu vou falar no Teleton, né? E o Teleton é uma iniciativa da ACD para levantar uma grana para custear a a o o a estrutura da ACD que é construída para ajudar as Pessoas inclusive a se movimentar, né? Então, eh, o hospital ortopédico da CD, eu já fui lá visitar algumas vezes e é impressionante como ele é preparado para realmente ajudar as pessoas a voltar a andar ou a se movimentar de uma forma geral ou ter mais qualidade de vida dentro das próprias limitações. Então, eh, tem uma fábrica lá que ela
adapta as coisas, cadeira de rodas, por exemplo, para as necessidades específicas dos pacientes. Então, se você precisa de Algum tipo de serviço ou ou um cuidado ortopédico ou conhece alguém que precisa desse cuidado ortopédico, considera conhecer o hospital, o hospital ortopédico da CD, que eu tô te falando que ele não perde em nada pros principais hospitais de São Paulo. Eu sei porque eu já fui lá visitado, tá bom? Então, eh, tem o QRcode aqui, tem o link aí na descrição. E ao utilizar o hospital ortopédico da ACD, você pode usar pelo SUS, pelo convênio ou
por ou Particular, você tá ajudando a ACD a continuar ajudando as pessoas que precisam dessa ajuda e não podem pagar, tá? Então, considera, vai lá, QR code aqui, o link na descrição e se quiser doar é sempre bom também. É, deixa eu ver a mensagem aí, Jean. Ô, Jean. Ô, Vitão, >> você tava falando de carnaval só, né? >> Sou limões. >> Eita [ __ ] >> Foi mal. Você vai viajar no Carnaval? Você tá? >> Cara, tô querendo voltar pra Floripa. >> Olha, mano, com a patroa. >> Sim, >> é lógico, né? >> Sim,
sim, sim. >> [ __ ] >> Tô querendo ir pra Floripa porque assim, eu fui, eu fiquei lá o fim de ano, né? Então, no Natal eu fui pra casa da minha mãe lá na Baixada Fluminense, tudo do [ __ ] >> Mas aí é, mas aí é [ __ ] né, mano? >> Carnaval de casado é que nem o [ __ ] o Halloween do diabético, né? Você só vê os docinhos passando, mas fala: "Mano, se eu comer, eu morro". Tá ligado? >> Ou ou a churrascaria do bariátrico, né? >> É, não tem o
que fazer, mano. Você é louco, mano. >> Mas eu não, mas eu sou velho há tanto tempo que eu vou para outra coisa, eu vou fazer outra coisa. A minha pira, cara, eu já sou pai há 12 anos, então eu Já eu já, >> então eu já eu já tô eu em outra, eu quero ir para eu quero ir pro clube ficar na na piscina. Isso que eu quero, >> cara. Inclusive, esqueci de comentar só um adendo. O meu show novo fala sobre isso. Minha filha tá com 12 anos sobre a transformação que ela cresceu.
>> Deve tá enchendo teu, com todo respeito, deve est te perturbando agora. >> Eu não tô lidando bem com isso. Então esse show fala disso. Você vai gostar, Mano. Se deve ser deve ser no Bradescão, você vai gostar. >> Demorou. Demorou. >> É, pô, carnaval. A última vez deu maior treta com a minha esposa. Já viu isso aí? >> Não. >> Que eu tava vendo com ela na TV, né, mano? >> E sempre é uma merda, né? Eu não sei, eu não gosto, cara, porque eu fico em São Paulo depois do casamento e aí a
gente Passa aquelas matérias da Globo, né, e tal, do, sei lá, qualquer canal. E aí a repórter entrevistando os bloquinhos, né, estamos aqui agora com a Gabriela no bloquinho e a minha mulher comentou um dia, a mina apareceu, minha mulher, nossa, olha só essa mina com esse vestidinho aí, você é louco. Falou, pode crer. Nossa, essa mina tá prontinha para dar. Falo, tá, tá mesmo. Daria para qualquer um. Eu falo: "Você acha mesmo? Até mesmo um cara. >> Fodeu, né, merda? >> Duvido que tu falou isso, cara. >> Não falei, não falei. É só >>
tá vivo aqui ainda. >> É só um textinho que eu joguei no meio da brincadeira. Fiz mal, fiz mal. No teatro foi o melhor. >> Vai da play. >> Vamos ouvir a galera. >> Solimões mandou uma mensagem pelo Pix. Boa noite, Igor e Rabim. O Rabim citou uma história que contou no Jô, como era Naquela época participar deste tipo de programa sem net. Sou muito fã do Joel Soares. Tem alguma história de bastidor lá? >> [ __ ] excelente pergunta. >> Boa pergunta, cara. Eh, mano, o Jô Soares foi o grande responsável pela mudança da
minha vida, assim, no sentido de prosperidade, sabe? Eu acho que eu devo, sem zoeira, acho que uns 80% ao Jô, porque naquela época você imagina, não existia nenhum podcast, não tinha Outro programa de entrevista, >> não tinha nenhum programa de entrevista >> além do Jô >> Aham. >> Eh, então eu lembro que era o sonho de todo comediante tinha um caminho a trilhar, né? A gente queria fazer standup para fazer o pânico na rádio que trazia público para [ __ ] pro show e era o único de rádio que dava resultado. E o Jô. E
aí o Jô era um negócio que se você Fosse bem mudava a vida, né? E cara, eu fui muito bem no programa do Jô, assim, a primeira vez que eu fui, eu tava muito nervoso, eu tinha saído do Pânico. É um quadro que eu fiz Silveira, Silveirinha, e na época, [ __ ] passei gel no Wagner More, fiz uma cagada, tipo, arrumei um monte de hater assim, acho que fui o primeiro cara a ter hater no Brasil assim, sabe? De comércio, cara, [ __ ] passou já que o Wagner Moura era amado 100% do Brasil,
era o 01. Os cara, mano, Que bosta que você fez, quem é você, seu [ __ ] E eu fiz um bagulho que eu não sabia, sabe? Tinha 23 anos, fui 25, sei lá quantos anos eu tinha. Não sabia que não podia tocar na pessoa. Passei um gel no maluco para tipo zoar ele. O cara ficou puto assim. Achei que ia rolar um bagulho engraçado. Ficou um bagulho maior, sem graça, tá ligado? E errei. E aí, mano, tinha saído do pânico depois de um quadro que eu fiz. Era beijo na boca, tapa na cara, tal.
Acho que eu Tinha até recuperado isso, mas tava meio assim num limbo, sabe? que naquela época a internet não tinha esse poder, então tava fora da TV, tinha acabado de sair e assim, [ __ ] mano, será que fodeu? Sair do Pant, será que é isso mesmo? E agora? Aí me convidaram para ir no Jô e aí eu falei: "Caralho, Jô, mano, [ __ ] que pariu, eu fiz a pré-entrevista e me preparei muito para fazer o programa". E quando eu sentei do lado dele, ele ele olhou para mim assim e com uma cara Tipo,
tá ligado? E eu senti que, cara, eu tava conversando com o meu avô, mano, foi muito louco, tá ligado? E ali você tinha que fazer para duas pessoas, para pro Jô e pra plateia, né? Plateia é uma pessoa e dividia essa atenção assim. Então, foi muito legal, cara, o a minha participação. Eu lembro que eu fiz e depois eu saí meio que em éêxtase assim, falando falando com o produtor, falando: "Caralho, mano, [ __ ] foi muito legal, foi muito legal, foi muito Legal". E eu lembro do meu irmão vindo na minha casa que eu
chamei a família inteira, falei: "Mano, é o seguinte, eu fiz o Jô, tava morando com os meus pais ainda e meu irmão falou: "E aí, né, meu irmão economista mais séria, falou: "E aí, o que que significa isso?" Falei: "Significa que eu vou >> vou sair de casa. Minha vida mudou >> e foi muito legal. Demorou uns 4ro meses para ir pro ar assim. E quando foi, foi muito legal, cara. Ficou tipo, todo Mundo assistia. Eu acho que eu fiquei 40 minutos no ar ali na Globo em primeiro lugar, né, que o Jô sempre ficava,
não é porque era eu, sempre ficava. >> E depois de anos eu fiz mais duas entrevistas no Jô, ele me chamou para fazer uma peça dele e foi muito [ __ ] Inclusive o Jô Soares escrevia com um cara chamado Maurício Guilherme. [ __ ] é cara de alto nível assim de escritor, né? Esses caras que provavelmente só vai ser valorizado quando morrer, né? vai Virar um gênio de academia de letra. Os caras tradu Shakespeare e tal. E esse ano eu vou fazer uma peça com Maurício Guilherme, >> [ __ ] >> que chama-se A
Nova comédia. A gente vai fazer no Shopping Morumbi, acho que em março, uma coisa assim, é quartas-feiras. >> Não é um standup >> não, mas é uma peça muito engraçada e diferente. A Nova comédia. >> Maneiro. >> O mesmo cara do Jô. Então, de uma certa forma, eu ainda tenho uma ligação com o Jô, porque o Maurício Guilherme é o melhor amigo do Jô Soares >> a vida inteira durante muitos anos. Eu >> queria, eu conheço gente para [ __ ] conheço muita gente, >> mas tem alguns que eu, [ __ ] Jô, >> é,
>> e Ricardo Boeixá. >> Ah, o Boeixá eu eu será que eu conhecia ele, >> cara? Eu gostava muito do Boxá, gostava muito. >> Dev ter eu devo ter cruzado com ele na Band, mas não não conhecia. Sim, esse eu gostava dele de com força mesmo. Eu eu eu acordava de manhã e ligava o rádio para ouvos de bochar. >> É, agora o Jô, o meu primeiro contato com ele foi no Pânico, cara. >> É, o >> Pânico me mandou para uma matéria, para uma livraria para zoar o jogo. Aham. >> Na época das sandálias,
humildade, uma coisa assim. E eu tava puto porque eu não não queria ir porque eu tinha um standup para fazer. E eu não queria zoar o jogo porque eu era fã. E aí eu lembro que eh eu cheguei no J segurança, driblando segurança, não sei o quê, eu e o Zulker, irmã. E aí eu eu cheguei no Jô no ouvido dele, falei: "Jô, eu sou muito seu fã, eu não queria estar aqui, eu não Queria estar te zoando. Foi a única batéria que eu arreguei assim, eu não queria estar te zoando." E ele olhou para
mim e falou: "Entendi, beleza". E aí, gordinho? fala com a gente. Eu dava uma [ __ ] zoada nele e ele entendeu que eu não queria fazer aquilo, tá ligado? Ficou uma bosta, não foi pro ar. >> Uhum. >> E ou foi, não lembro. E foi meu primeiro contato assim com ele e >> e depois ele ainda te chamou pro programa. >> Ele nem lembrava. Não lembrava que não lembrava. E aí >> tu falou para ele que isso rolou em algum momento? Não, acho que não, não chegamos a falar disso não, porque o Jô, cara,
o meu contato com ele foi no programa mesmo que a gente conversava >> e e uns e-mails assim que a gente trocou quando ele perdeu o filho, eu conversei com ele por e-mail, tal, não sei o quê, E era só isso, assim, eu sou um cara muito ruim de de pedir coisas, sabe assim? Então, eu nunca nunca pedi nada para ele, assim, eu só perguntava como é que ele tava. >> Aham. >> O filho dele e tal. Nunca pedi para ser entrevistado por ele. Eh, foi sempre ele que veio, chamou, chamou para cobrir. Então, eh,
era muito legal assim, foi, foi, foi, foi um cara que me ajudou para [ __ ] assim, quando minha filha Nasceu, ele me chamou para falar dela, então falei da minha filha, mostrou a Camila e tal, não sei o quê, umas piadas que inclusive hoje jamais passariam na Globo, né? zoando para [ __ ] minha esposa de uma maneira extremamente que hoje em dia machista, sexista, o [ __ ] que na época, [ __ ] >> totalmente normal. E e foi isso, assim, foi muito do [ __ ] assim, conhecer o Jô e me ajudou,
né, cara. Foi um cara que foi um uma luz assim, esse essas Pessoas que a gente conhece que te dão a mão e te puxam para cima, sabe? Tem muita gente para te jogar para baixo para derrubar a escada. Tem >> esse cara foi um cara que me jogou para cima assim, puxou e falou: "Caralho, você é um cara legal também". >> Eu? >> É lógico, mano. >> Obrigado. >> Você sempre me recebe bem, me chama. Você é um cara legal. Hoje em dia, eh, Talvez não tenha o mesmo resultado, não por culpa sua, porque
tem muito lugar acontecendo, muita coisa, né? Então, tem programa de entrevista, tem 300 podcast, mas é muito legal tá aqui também. >> Tá bom. Obrigado. >> É verdade, é verdade. >> Obrigado pela parte que me toca. Não, mas é verdade. >> Então acho que agora eu vou ter que ir no teu show amanhã, né? >> Lógico que vai. >> Acho que dá na real. Amanhã é sábado. >> Eu ainda não tenho o nome do meu show. Você acredita? Ele não tem nome ainda. Não tem nome. É novo show. Por enquanto é novo show. Não, >>
normal. >> Mas é que eu sou ruim de escolher nome. Eu eu demoro um tempo para falar, hum, o nome é esse? Eu tô em dúvida se vai ser alguma coisa sobre terapia ou se vai ser alguma coisa sobre a minha filha tá crescendo o nome e os nomes do meu show São sempre uma expressão eh popular, digamos assim. É o sem noção, queimando o filme, tô viajando, novo anormal, muita treta, ladeira abaixo, >> agora >> tá embaçado, é tudo expressão. Então tem que ser uma, opa, tem que ser uma expressão que fale isso. >>
Essa é a dificuldade. >> Você vai achar? >> Eu vou achar. >> É, >> então, rabinho, muito obrigado pela moral, cara. Obrigado por vir aí. Agradeço. Tá louco, mano. >> Dá tempo de tu ir chegar no teu show aí em paz, né? Ah, nem vou essa bosta, man. >> Bom, >> ó, minha mãe ligando já tá louca. >> Essa daqui é a tua câmera. Como é que as pessoas fazem para te encontrar e sei lá, ir comprar teus ingressos? >> Rapaziada, meu site fábioabin.com.br ou no Instagram tem um one link. Aqui embaixo também desse vídeo
tem o os ingressos pro show de amanhã que vai ser uma estreia. É sempre muito legal ir na estreia, porque, mano, vocês vão me ver nervoso, vão me ver testando, vão me ver numa noite especial mesmo. A estreia é muito especial e e [ __ ] costuma ser um dos melhores shows, eu espero. Vai ser, >> existe essa chance. >> E tem também aqui o Ler Abaixo, um show Extremamente legal, gratuito, >> postado há quatro dias, né? Tá fresco, >> de graça para você aí. 1 hora 23 minutos de comédia. Espero que vocês curtam e
que curem sua dor de cabeça aí. >> Importante, >> obrigado, rabim, pela moral. Obrigado por vir aí. Mano, nós estamos junto. >> Vocês que assistiram aí, muito obrigado pela moral também. Se tu quiser ver mais de Igor e Rabim, vai lá no programa da Virgínia, tá? Que a gente participou. >> Tem aí no YouTube, eu acho. Tá. Agora o SBT tá fazendo um bom trabalho de internet. E >> foi legal, né? O programa tá legal. >> Foi, pô. Foi. Tô zoando. Foi legal para [ __ ] Nunca. Eu não sabia que ia ser legal. Foi,
foi, foi, foi. >> É, vagabundo pegou no meu pé para [ __ ] lá, mas foi legal. Eh, bom, os links para tudo isso que o Rabim falou estão aqui no comentário fixado. Você vai encontrar facinho. Se você tiver no YouTube, né, só clicar e já era. E aqui na descrição você encontra lá no nosso Discord para você sugerir novos convidados, novos temas de episódios também, tá bom? No mais, compartilha esse episódio aqui, manda no grupo da família, no grupo da igreja, no grupo do da escola, no grupo, sei lá, do clube de tiro e
sei lá, comenta aí. Comédia é legal. Eu não sei o que que os caras podem comentar aí, cara. >> [ __ ] mano, sabe que eu sou ruim para nome, né? Mas pode ser comédia cura enxaqueca. >> Boa. Comédia cura enxaqueca. Bota aqui embaixo aqui. Pode ser cce comédia cura em xaqu. É porque em xaquea ninguém sabe escrever, >> é verdade. Então comenta aí só para eu saber que vocês chegaram até aqui e muito obrigado. A gente se vê depois, tá bom? Semana que vem. Beijinho. Tchau.