Lindo como vocês sabem né os nossos encontros eles são gravados eh E vocês estão me ouvindo como vocês sabem os nossos encontros eles são gravados né para depois eh vocês poderem acessar né pela plataforma do Instituto então eh a gente grava né né Eu Já acionei aqui a gravação bom então eu vou me apresentar para quem eh não me conhece eu sou a Karina eh a minha formação Eu Sou formada né em pedagogia eh tenho mestrado em educação e currículo atualmente estou no dout no doutorado em Ciências Sociais eh na Unesp venho pesquisando políticas públicas
eh ações afirmativas na educação né adas pr pra Juventude pra Juventude Negra eh e hoje a gente então vai falar sobre os fundamentos da educação e sobre didática eh como são dois momentos né nesse primeiro momento agora na parte da Manhã das 10 até oo meio-dia a gente vai falar sobre didática eh e na parte da tarde a gente vai falar sobre fundamentos né Eh eu disponibilizei eh no início da semana Ana encaminhei paraa coordenação pedagógica dois textos eh acho que vocês conseguiram acessar né pela plataforma eh São dois textos então que a gente vai
trabalhar aqui nesse encontro eh eu optei Por trazer um texto que fala aí sobre uma didática eh por uma por uma Didática decolonial acho que vocês receberam e eh um texto da Bell hooks que é uma conversa né com ela eh Bell hooks eh enquanto escritora com ela né antes de ser eh escritora Enfim acho que vocês perceberam Como Ela traz eh isso no texto não sei se vocês fizeram a leitura Mas é bem interessante eh Bell hooks que é uma teórica eh feminista Negra eh recentemente ela eh faleceu né não é tão recente acho
que já tem uns 2 TR anos ou mais um pouco não Não me lembro o certo mas ela é uma importante teórica né paraa educação paraa educação antirracista e não só para isso né paraas epistemologias negras e essa perspectiva de trazer a eh um pensamento né sobre sobre os fundamentos da educação numa perspectiva eh das epistemologias negras das feministas negras eh está em consonância né com uma educação antirracista com as leis 10639 anos de 1645 e eh esse trecho né Esse texto que eu destaquei paraa Leitura para pro nosso encontro ela falando da relação né
dela com o Paulo Freire Então acho eu acho interessante assim o quanto ela foi eh ela se inspirou né pela pelo trabalho do Paulo Freire E como foi esse encontro ela tá ali relatando Então acho que é importante a gente eh ler esse texto né a partir da do que ela f fala né Desse encontro de como foi das contradições né e de como eh o Trabalho né do Paulo Freire inspira inspirou eh enfim a produção o pensamento dela né a a a própria forma dela se perceber eh professora enfim atuante né nesses espaços eh
da educação né que antes de tudo né Como o próprio Paulo Freire nos fala eh somos militantes né em alguma medida temos eh somos militantes não naquele lugar eh banalizado né que se coloca hoje mas eh somos militantes porque temos uma causa né E aí Eh Pode ser que esse esse conceito esteja eh amplamente difundido e de várias maneiras e maneiras até eh enfim eh como posso dizer né está muito distante daquilo que realmente é né e daquilo que Paulo Freire coloca pra gente mas somos militantes porque estamos na ação na Praxis né m chando
a escola no dia a dia Eh no cotidiano a gente fala a partir de uma realidade concreta né não é algo que a gente eh supõe né a gente vive a partir de da experiência de uma realidade concreta então só trazendo aí eh o porquê desses dois textos né E aí já iniciando a nossa fala trazendo a intencionalidade desse desse encontro né porque como professoras e professores a gente tem uma intencionalidade né quando a gente faz o planejamento das nossas aulas Quando a gente se coloca para debater esses assuntos então é importante que a gente
tenha isso sempre como eh referência né assim o que nos motiva a falar sobre determinados assuntos né a gente tem uma intencionalidade e não só né O que nos motiva mas o que é necessário falar né O que é necessário trazer para para o debate O que é urgente trazer para o debate né então Eh eu entendo enquanto professora que é urgente a gente debater as questões eh Das relações etn espaciais né E aí pensar eh os fundamentos de uma educação a partir dessa perspectiva e também pensar uma uma didática a partir dessa perspectiva né
E aí a essa essa essa intenção os objetivos da desse encontro eles estão em consonância né os objetivos estão em cons ância com o que está na LDB na Constituição Federal nas leis 10639 11645 então é Eh importante a gente ter isso em mente aí então nesse primeiro momento a gente Inicia agora das 10 até o meio-dia a gente para pro intervalo que é do meio-dia a 1 né pra gente almoçar tranquilamente retornamos a 1 hora e aí com a segunda parte da nossa aula que aí sim a gente vai falar sobre é os fundamentos
né então Eh esse diálogo com Bel rooks e Paulo Freire e aí a gente encerra às 3 horas eh eu eh no segundo momento eu vou Disponibilizar para vocês um fmes que normalmente eu coloco eh uma ou duas perguntas que não são na verdade perguntas mas eh São momentos ali de reflexão que vocês terão né E que precisa eh ser registrado né que vocês precisam registrar na escrita enfim que pode ser um parágrafo né pode ser um pouco mais de um parágrafo mas é importante que vocês registrem aquilo que vocês compreenderam da aula aquilo que
tocou vocês né a enfim como é que Vocês relacionam eh o que a gente conversou aqui com a prática de vocês né com o repertório que vocês eh estão trazendo para esse momento então Eh no sentido mais de ampliar o que vocês já sabem expandir o que vocês estão trazendo de repertório a partir do que a gente construiu aqui tá E aí a presença se dá dessa maneira né Eh pela atividade eh existe um prazo né até domingo às 22 horas eu sei que amanhã é um dia né de eleição mas eh Esse formma já
vai est dispon já vai est disponível hoje para vocês assim que encerrar o Encontro vocês podem fazer né ou vocês podem deixar para para finalizar no domingo mesmo mas Lembrando que o prazo é até às 22 horas tá porque aí a gente eh precisa fazer a leitura avaliar e eh enfim conceituar né Eh dar uma nota Eu também não gosto muito desse termo mas a gente precisa de alguma forma avaliar como é que é a minha avaliação né como é Que eu tenho avaliado pela participação no encontro né pela presença eh e também pela atividade
escrita mas não que quero dizer não somente a atividade escrita né então é um conjunto aí de de é um conjunto de de ações que a gente avalia tá eh também no segundo momento eu vou passar rapidamente como tem que ser eh preenchido esse formulário né para não ter nenhuma dificuldade eu sempre disponibilizo os meus contatos né porque Caso vocês tenham dúvidas eh sobre o Atividade eu eu consigo responder eh questões mais técnicas né s sobre eh o Instituto sobre aulas que vocês não conseguiram assistir eu não consigo responder porque eu não tenho acesso à
plataforma que vocês acessam então eu sugiro que caso eh vocês tenham dúvidas né Eh sobre questões mais administrativas ou mais eh pedagógicas nesse sentido né de acesso a plataforma conteúdos passados aí entrar em contato com a coordenação tá normalmente as Meninas respondem rapidamente são sempre muito acessíveis eh mas é isso meu contato também eu vou disponibilizar né E vocês também podem me procurar já vou deixar aqui inclusive para não eh pra gente não esquecer então é Karina Barros eh Kina P Barros aliás Kina P Zacarias @ unesp.br e aí vocês podem também me escrever se
vocês tiverem em dúvidas tá bom Eh então eu também costumo dizer que a gente está numa roda de conversa que eu quero dizer com isso aqui eh né pensando aí numa didática decolonial acho que um dos primeiros pontos pra gente romper é com essas hierarquias né então a gente tá numa roda de conversa eh eu entendo que todos aqui eh tem seus repertórios t suas trajetórias de vida suas experiências de vida e isso é que faz com que a gente consiga compor eh o encontro de hoje né Não só hoje mas eh não só o
encontro de hoje mas a gente compõe eh vários lugares vários conhecimentos vários momentos com aquilo que a gente traz então eh eu gosto sempre de falar isso para já romper com essas eh hierarquias né que a gente eh que fomos socializados né E aí nesse sentido pensar autoridade aqui a autoridade eh naquele naquela compreensão de que eh a gente tá num outro num outro Momento né da educação mas que esse momento é construído coletivamente então é uma troca né Eh a autoridade aqui no sentido de que você sabe você tem um conhecimento especializado sobre determinada
área e você tá aqui trocando né construindo conhecimento mas não autoridade no sentido de impor alguma coisa de impor uma opinião um pensamento é construção de conhecimento é troca né E aí eu gosto muito de de retomar aqui o que o Paulo Freire fala né sobre essa eh Pedagogia dialógica né é o diálogo a gente se constrói num diálogo a gente se constrói pelo outro né então é sempre bom a gente frisar isso para não ter eh Enfim acho que isso é parte também de uma pedagogia decolonial né a gente eh deixar isso sempre muito
eh definido assim nos encontros né E também pensando que é uma perspectiva que pode mudar né se é um conhecimento que tá sendo construído isso pode ser pode ser eh alterado ao longo do encontro então Qualquer dúvida que vocês tiverem por favor vocês podem levantar a mãozinha a gente para e conversa e esclarece então eh eu queria agradecer todo mundo que tá presente agora somos em 29 assim subiu rapidamente eh qualquer dúvida mesmo por favor podem me interromper eh aqui é um espaço é um espaço nosso eu já deixei o e-mail Caso vocês tenham dúvida
eh Espero que todos tenham acessado os textos caso não me avisem que aí eh eu tento compartilhar aqui Também no chat tá bom eh Alguém gostaria de falar alguma coisa alguma dúvida alguma questão eh todos conseguiram acessar os textos não peguei os textos no portal lá do aluno isso ah eu não peguei então Eh se você depois conseguir acessar eh então gente eu queria Então desejar que a gente tenha um bom encontro nesse dia de sábado tá que a gente consiga aqui eh estabelecer ótimos diálogos tá bom Qualquer dúvida O Fábio quer falar alguma coisa
e E aí bom dia para quem tá chegando né bom dia para quem vai chegar para quem já chegou e é isso então eu vou projetar aqui Se alguém quiser falar alguma coisa só interromper levantar a mãozinha e fazer a pergunta Tá gente eu só peço assim que eh vocês mantenham o microfone desligado por quê Porque por exemplo de tô tem algumas interferências né Sempre Tem uma reforma de sábado acho que aí na casa de vocês também né então é isso isso é próprio do online é próprio desse meio né a gente tem algumas interferências
né helicóptero eh construção e porta telefone essas coisas né então isso acontece mas eh manter para não atrapalhar a fala do colega da da colega né para não atrapalhar a comunicação e o Fábio coloca nessa sociedade contemporânea como e qual a didática Seria melhor para aplicar em sala de aula então Fábio eu acho que não tem uma eu não consigo te responder assim qual a melhor didática né Eh eu acho que isso os isso a gente vai descobrindo né a gente vai na verdade construindo a nossa didática ao longo da nossa jornada né Eh o
que eu posso falar enfim a parte partir da minha experiência e do lugar que eu ocupo enquanto professora é que eh a gente na em sala de aula a gente na nas nossas práticas a gente mobiliza né Vários tipos de didáticas assim como a gente também mobiliza eh vários tipos de concepções de educação que eu quero dizer há momentos em que você vai ser um pouco mais tradicional porque você vai ter que ser burocrático com algumas coisas e isso a escola a PR que o cotidiano eh vai trazer E aí não como eh não como
algo para definir né mas que está presente na escola né é uma não só na escola como outras instituições se a gente for pensar a burocracia né Enquanto parte das das instituições enquanto parte de uma sociedade eh capitalista né então a gente também não pode esquecer que a nossa escola as nossas escolas a nossa educação ela tá eh né inserida Nesse contexto de uma sociedade capitalista neoliberal então Eh existe aí muita burocracia Há momentos em que você em que seremos mais tradicionais mais eh legalistas burocráticos Mas há momentos em que a gente vai Eh trazer
outras ter outras concepções né a gente vai buscar outras formas de eh atuação que a gente não fique só nesse lugar né como se a gente tivesse cumprindo regras né assim a gente cumpre regras né não é não é isso mas não é só isso que eu quero dizer a gente tem um currículo a gente tem legislações mas isso é construído né a gente sempre tem que ter essa perspectiva que o currículo ele se constrói no dia a dia no cotidiano Então a gente tem esses Atravessamentos né da burocracia de uma pedagogia de uma concepção
de educação e portanto de uma pedagogia de uma didática Talvez um pouco mais tradicional eh que segue ali os regimentos as legislações Enfim sem ter essa essa dialog essa esse diálogo né Sem estabelecer um diálogo mas a gente tem outras perspectivas outros caminhos né então a gente tem concepções mais construtivistas a gente tem uma concepção mais construtivista sócio Construtivista sociohistórica que é referência do professor saviani a gente tem eh Enfim uma perspectiva mais eh voltada para a aprendizagem do aluno né isso a gente vê nessa perspectiva construtivista que assim no Brasil às vezes é pouco
ou mal interpretado né porque em alguns momentos a gente pode ver que assim ah eu trabalho numa perspectiva construtivista então o Protag ismo é do aluno sim é do aluno mas existe uma questão existe uma mediação né Nós somos mediadores nesse nessa perspectiva né então é sempre interessante a gente pensar nessa nessa nessa nessa concepção nesse lugar não é que eh eu já fui perguntada em alguns momentos né E existe uma confusão aí né Do tipo eh ah o protagonismo é do aluno da aluna do meu estudante do meu educando eh então isso significa que
eu não tenho eh que eu não tenho Eh que mediar que eu não tenho que estar presente ali então é exatamente isso a gente sai desse lugar de de de professor né dessa relação hierárquica e faz a e inicia a mediação né E aí o que que é a mediação né a mediação é justamente essa possibilidade de você dialogar de você construir uma perspectiva mais horizontal né em que sim a o protagonismo está nos nossos alunos mas a gente vai mediando porque a gente vai eh provocando né perguntas questões Problematizações que talvez nosso aluno eh
não se fa ou não tenha feito até aquele momento o que também não é um problema porque a gente tá mediando né mediando conhecimento mediando as relações então isso eh quando eu penso em mediação eu penso nas possibilidades que a gente tem de se perguntar de problematizar né E para isso acho que é importante o livro do Professor Paulo Freire que fala né a pedagogia da pergunta né quais perguntas a gente Precisa se fazer né Muito mais do que ter a resposta a gente pensa as perguntas mas no sentido de pensar também eh a educação
enquanto um processo né é algo que tá sendo construído Então as perguntas né A forma como a gente pergunta também é faz parte desses desse processo então para essa pergunta Fábio eu não tenho eh uma resposta e acho que não é essa a ideia ter respostas né acho que a gente tem que problematizar eu posso apontar Alguns caminhos de antemão eu acho que pensar que eh a gente não eh trabalha com uma única didática né Em alguns momentos a gente vai ser vai ter um um comportamento eh vai lançar mão de algumas eh ferramentas instrumentos
que são mais burocráticos a gente vai trabalhar com uma concepção eh de educação eh um pouco mais tradicional um pouco mais teórico um pouco mais mas em alguns momentos essa essa percepção essa Concepção se altera né o que eu quero dizer que assim não é uma não tem um único uma única metodologia uma única didática uma única concepção uma única eh forma de atuação Eu acho que isso já é uma mudança de perspectiva muito importante né porque eh a gente tem que pensar por exemplo em perspectivas mais interdisciplinares né mais transdisciplinar n uma perspectiva interseccional
né Eh então eu quero dizer em alguns momentos você vai Caminhar né Por uma perspectiva talvez mais tradicional Mas aí você vai construindo a sua própria Ática né enquanto Professor E aí sempre pensando que eh a sua didática a forma como você vai construir eh né enfim a sua ação a sua prática ela não se dá de forma isolada né É sempre em relação é sempre em relação ao É relacional né você tem que pensar na nos seus alunos pensar no território em que essa escola essa comunidade escolar está Inserida então por isso também que
não dá pra gente assim trazer uma resposta né Qual o melhor didática eu acho que principalmente aquela didática que reconhece né as pessoas que estão à sua frente as pessoas seus intercores ali então portanto seus alunos suas alunas seus estudantes como eh sujeitos do conhecimento sujeitos de conhecimento Então a partir do momento que você tem isso como perspectiva eu acho que na sua didática eu acho que você eh pode eh Estabelecer esses diálogos né entre aquilo que é que é tradicional no conhecimento aquilo que se coloca como contemporâneo aquilo que se se se apresenta né
E se se afirma Como decolonial que é o que nós vamos ver hoje aqui mas sempre em diálogo né Sempre estabelecendo diálogo eh então Eh eu vejo nessa perspectiva não sei se eu consegui responder só pergunta acho que com o texto que a gente vai trabalhar hoje talvez isso fique um pouco mais Eh fique mais claro para você e aí eh com vários fatores sociais Qual a realidade que a senhora traz para para sua escola o que vai dep aí a Débora colocou eh o que vai depender é da sua sala alunos Pois cada indivíduo
é diferente temos que saber identificar a necessidade de cada um ou seja qual deidade vai funcionar para que possamos atingir o nosso objetivo de fazer com que o aluno consiga aprender e aí é é importante a gente pensar que dentro da Nossa sala de aula eh a gente tem várias realidades E aí o que eu ia falar sobre a a concepção construtivista que muitas vezes eh se tem um pensamento de que a gente tem que considerar a realidade dos alunos mas eleger uma única realidade para a partir desse momento eh estabelecer uma didática só que
isso é um pouco contraditório né como é que é numa sala de aula com 35 alunos ou mais né E aí quando a gente pensa 35 a gente tá pensando 35 culturas diferentes 35 Famílias diferentes né não tem como a gente eh eleger uma única realidade né perante essa essa esse multiculturalismo presente na nossa própria sala de aula né então eh eu acho que tem outras referências também pra gente pensar sobre isso mas principalmente é considerar que a gente a realidade brasileira né a realidade da educação brasileira Então qual é a nossa realidade a gente
vem de um contexto Histórico né Eh de escravização de ditadura o que que isso significa significa que eh eh a gente ainda né viv os resquícios Desses desse período Então não dá pra gente pensar uma didática né Ou uma ou ter uma assuma uma concepção de educação que a gente não olhe né para contexto histórico e para que a gente não eh não dá pra gente pensar numa didática numa concepção que a gente não tenha isso eh muito eh compreendido né O que que Significa atuarmos eh numa sociedade de um passado escravagista de um passado
eh de ditaduras né E que esse esse passado ainda não foi resolvido e que a gente vivencia né os resquícios desse passado principalmente na educação então Eh se a gente pensa a partir desse dessa perspectiva a gente tem que entender o seguinte que racismo existe racismo está presente na na escola o racismo está presente nas nossas relações racismo é é Se dá nas relações de poder e que está associado também ao a sociedade capitalista em que vivemos e não dá pra gente pensar portanto eh uma educação que não problematiza essas questões então pensar racismo pensar
a construção histórica cultural e social de raça pensar que os corpos estão hierarquicamente eh organizados né então Essa sociedade capitalista organiza hierarquicamente os corpos nesta sociedade portanto a subjetividades isso Está presente na escola e que a gente reproduz racismo porque fomos socializados nessa lógica né com isso não significa que a gente não tenha que problematizar e que a gente não tenha que ter um olhar crítico para isso por isso é que é importante a gente retomar o que o Paulo Freire fala na Pedagogia do Oprimido por isso que na parte da tarde a gente vai
dialogar com Paulo Freire e Bel hooks né então eh é isso Independente de como você vai construir a sua didática eh é importante você ter isso eh em mente assim Eu vou eu tô eh na na sala de aula com realidades diversas eh partindo desse contexto histórico de que a realidade brasileira é atravessada por essas questões Aliás a escola a educação é fundada a partir dessa perspectiva né uma perspectiva eh das desigualdades sociais que são desigualdades raciais sociais de gênero De classe então Eh está presente então o que eu enquanto professora eh tenho que fazer
diante né dessas dessas questões Ou seja eu tenho eu vou a minha didática ela vai ser uma didática que eh se encaminha numa perspectiva antirracista ou eu vou assumir eh outras práticas que que vão reforçar essas violências acho que também são essas perguntas que a gente tem que se fazer né E aí eu não tenho uma resposta né Assim por isso que eu acho que a nossa educação ela é uma educação continuada né acho que esses momentos aqui também de reflexão ajudam a gente a compor Nossa prática Nossa didática eh né Eh os estudos as
leituras né a participação eh enfim em eventos que discutam mas acho que é também a gente se sentir provocado a mudança né e eh quando eu também falo sobre essa perspectiva Histórica entender que a gente é processo e que essa perspectiva histórica eh faz com que a gente entenda que a Nossa o nosso Ofício né Eh já foi executado anteriormente por outras pessoas em outros momentos em outros contextos e que o que a gente faz é histórico né o que eu quero dizer que eh outras pessoas já fizeram a gente está fazendo nesse tempo e
nesse espaço e futuramente outras pessoas também Farão né enfim eh eu não acredito que a nossa o nosso Ofício vai deixar de existir né porque sempre haverá a necessidade de ter a mediação do conhecimento a troca a partilha talvez a gente tenha que pensar numa outra perspectiva né mas eh é histórico nesse sentido então a gente tá eh a gente é mobilizado por aquilo que foi feito a gente mobiliza nesse tempo e espaço e isso também vai ser eh vai ter Consequências né num tempo espaço futuro então também a gente tem que pensar nessa perspectiva
O que que a gente tá fazendo agora construindo agora né para as gerações futuras né para outros professores e professoras né também e o que a gente tá o que a gente consegue mobilizar nesse tempo e espaço né dentro das nossas escolas né assim acho que também uma perspectiva que a gente tem que ter a gente a gente tem uma rede né a gente se constitui em rede né rede de Professores sim as redes que já estão institucionalizadas nas redes municipais estaduais a gente enquanto classe né de trabalhadores e trabalhadoras a gente chama r né
então acho que também a gente tem que olhar para isso num lugar de potência né E aí se a gente comparar com outras eh com outros profissionais eh eu entendo que a educação ela ainda tem eh uma possibilidade de organização social mobilização social né os Professores professoras não só professores e professoras mas outros profissionais que atuam na educação tem uma uma potência de mobilização muito grande assim ainda que a gente tem a gente passe por eh Momentos Assim de deslegitimação né do que fazemos em sala de a enfim do que de comoos eh do nosso
lugar né do nosso papel social Mas ainda eu acho eu eu prefiro eh olhar paraa Nossa experiência como uma experiência histórica também é Capaz de mobilizar né a gente tem aí né a gente pode retomar a história e pensar nos movimentos de professoras pensar no movimento de professoras na em São Paulo professores né dos professores e professoras em São Paulo no estado a gente vê os momentos de greve eu acho que existe uma fragmentação né como em outros setores mas eh pensando né a a a nossa capilaridade eh o alcance eh eu acho que a
gente precisa também olhar numa perspectiva Eh assim de potência né é eu acho que quando por exemplo você fala assim Fábio eh os professores Eles não têm didática eu acho mesmo quando a gente fala que eles não têm didática eles estão tendo né é que eu acho que eh às vezes ele ainda não eh a pessoa não se encontrou né ali ela ela tem dificuldade mesmo acho que tem várias vários motivos assim né para eh talvez pra gente perceber ali alguma dificuldade eu já não falo que a pessoa Não tem eu acho que ela tem
algum alguns limites como todo mundo aqui tem né E aí a gente precisa também entender Em que momento da formação dessa pessoa ela está né porque também não dá pra gente comparar uma pessoa que tá começando com uma pessoa que tem muitos anos de experiência né então o que que significa didática é um pouco que a gente vai ver no texto agora né Eh por exemplo teve dificuldades para se adaptar à escola mas como Então como pensar uma adaptação Né para essa para esse profissional né como ele tem que como ele quais caminhos ele pode
buscar então para se adaptar eu eu penso que assim tem que conhecer a comunidade escolar tem que conhecer o território né tem que e eu acho que qual um caminho para adaptação né presença né participação né então a gente estabelecer esses lugares né de participação de reflexão de presença como é que a gente faz isso né em tempos como os de hoje em que né a gente a Gente foi atravessado aí por uma pandemia eh e é tudo muito diferente né retornar desse período de pandemia como é que a gente estabelece lugares espaços de reflexão
de presença porque a didática também se dá nesse lugar né porque muito da nossa percepção do que a gente faz tem sempre uma relação com a nossa presença como é que que a gente está nesses lugares como é que nós somos percebidos nesses lugares como é que a Gente constrói relações né Eh nesses espaços né então eh como é que eu estou na escola para além de professora como é que eu estou como professora né Eh então aí eu vou adotar uma uma uma concepção de educação eh mais tradicional em que o conhecimento Tá concentrado
no professor e um aluno eh eu vou estabelecer uma uma uma concepção de educação eh plural mais democrática eh eu vou estabelecer uma de um práticas Que sejam mais conteudistas eu sou uma professora conteudista Ou seja a minha preocupação é somente com conteúdo Eu Vou estabelecer outras formas de de alcançar os meus alunos né Então acho que são perguntas que a gente tem que se fazer a todo tempo né e a gente também tem que ser provocado a pensar sobre essas questões eu acho que tem várias maneiras da gente se sentir provocado né assim eh
eu acho que não exatamente esperar com Que essa provocação seja feita por outra mas por outra pessoa mas que a gente se sinta provocado por exemplo eu participo Participei de um encontro em que eh o professor eh fez determinadas atividades isso me me mobilizou a pensar sobre entendeu então Acho que por isso que a formação continuada ela tem que ser também uma uma referência pra gente aí eu não tô dizendo eh a formação continuada como algo obrigatório né E que assim a gente sempre tá nessa Perspectiva né de não sei como é para vocês mas
por exemplo para mim Eh eu tô nos espaços e eu sempre tô eh eu sempre observo como outros professores constróem o pensamento deles né a prática a didática o que eles estão mobilizando né como eles fazem para eh apresentar aquela proposta aquele conhecimento aquela referência aquela teoria Como estão construindo teoria Como estão teorizando eu sempre observo isso né então o espaço né como é que Esse espaço dialoga com outros espaços as pessoas né não só os professores mas e que outras que outras que outros profissionais aqui espaço eh como eles estão agindo né as relações
entre professores e esses outros profissionais que estão presentes na educação como é que se dá né Por exemplo ele ele trata diferente essas pessoas que atendem que limpam que abrem a escola que fecham a escola eles tratam diferente há uma diferença entre alunos Por exemplo né entre os alunos negros e brancos dentro da sala de aula tudo isso faz parte da didática da do professor e da professora né a gente não pensa muito sobre isso mas faz né porque se a gente pensar que a nossa prática ela é relacional e por exemplo nas eh nos
anos iniciais eh principalmente se é relacional a criança né ela tem na gente um exemplo né então a forma como eu me dirijo as pessoas como eu falo eh como eu né como eu eu eu dialogo com As pessoas com como eu cumprimento né se eu chamo pelo nome se eu me dirijo a essa pessoa pelo nome se eu sei o nome das pessoas tudo isso faz parte da didática tudo isso faz parte de uma concepção de educação eu preciso saber aquela pessoa que abre o espaço onde eu trabalho como professora você precisa saber o
nome dela não é a tia da merenda né Isso parece ser um exemplo eh clichê mas não é se tornou Clichê porque é isso né as pessoas se apropriam desses Debates de forma muito esvaziada e aí Tudo vira né Tudo vira clichê mas no dia a dia a gente vê que isso não acontece né Então as pessoas não sabem as pessoas tratam de maneiras diferentes as pessoas eh eh não tem esse não estabelecem diálogos né ali mesmo dentro da escola então pouco se conhece pouco se sabe sobre o seu aluno sobre Sea aluna sobre a
família sobre as pessoas com quem você Trabalha ao lado né isso não tá só circunscrito na experiência da escola né gente isso tá Para Além da escola mas se a escola é um espaço de reflexão de teorizar de reflexão né de problematização dessas questões a gente tem que problematizar o que acontece né Eh nessa sociedade né essa essa individualista essa perspectiva neoliberal ela tá presente na escola né então a gente tem que também problematizar eu acho então também a Escolha do meu texto foi nesse sentido assim sabe eh diante D desse contexto como eh como
a gente pode eh problematizar isso né então para assim eh para além né do do Diálogo na prática como a gente pode fazer e mais um ponto né só para finalizar e a gente já vai pro texto tem uma grande discussão entre teoria e prática né Eu acho que vocês também já devem ter passado por por isso em algum momento da vida de vocês como Professores eh muito se cobra da gente a prática né e eu penso que eu eu penso não é um pensamento meu Karina Mas a partir de pesquisadores né de uma produção
intelectual é que vem discutindo a relação prática e teoria é não dá pra gente pensar na teoria na na prática se a gente não pensar na teoria eu acho que novamente são coisas que não estão distantes né Eh não dá para você ir pra prática se Você não eh né tem ali uma um pensamento eh eh uma teoria E aí gente assim também a gente tem que entender né A Teoria sim eh essa eh é o ato né de você se debruçar sobre eh determinadas teorias de você fazer leituras de você né ter essa base
conceitual mas de que maneira a gente produz teoria é também fazendo as leituras recorrendo aos Referenciais recorrendo né a a pesquisas né que já foram realizadas então portanto a leitura mas de que maneira a gente produz teoria bom a gente teoriza a nesse momento estamos teorizando quando estamos em conversa né Eh com os nossos alunos com os nossos educandos né quando Eh estamos eh diante de um de um conteúdo sei lá a gente tá fazendo não só leitura mas quando a gente eh vai a um espetáculo teatral e sai desse Espetáculo teatral e inicia uma
conversa com quem enfim a com quem está próximo a nós a gente tá teorizando né a gente tá iniciando a possibilidade de uma teorização sobre aquilo né teorizar significa refletir sobre problematizar a partir dos nossos referenciais das nossas eh enfim da nossa dos nossos referenciais do que daquilo que a gente tem já como conhecimento então assim a gente também Tem que deslocar um pouco essas referências do que é teorizar e do que é do que é a teoria e do que é a prática a teoria vai exigir que a gente faça que a gente se
debruce né que a gente faça leituras que a gente problematize aquilo que já foi construído de conhecimento até ali mas eh isso não quer dizer que essa teorização também não passe por momentos práticos né então por isso que eu falo eh eu falo não pesquisadores o próprio Paulo Freire né fala sobre isso a gente vai pra prática para eh e na prática a gente e da prática a gente reformula a as nossas teorias né assim como a gente leva paraa prática essas teorias já alteradas elas nunca serão como a gente acessou num primeiro momento então
não eu acho que não tem uma eh um rompimento entre teoria e prática o que se o que se coloca é que assim que a gente tem que sistematizar e organizar as nossas ações né em Determinados momentos eu vou precisar eh me debruçar sobre determinadas leituras que são mais que vão exigir mais de mim mas nem por isso o que tá sendo dito e lido ali não faz parte de uma realidade né de uma realidade concreta então por isso que não não tá eu acho que a gente confunde muito a Teoria com o ato né
Eh do da forma como a gente estuda se prepara não então teoria é essa possibilidade de problematizar de Refletir sobre de construir um pensamento que tem sim eh uma certa lógica mas que lógica é essa assim eh pensar que isso esse pensamento ele tá sendo eh construído a partir de um contexto histórico de elementos da realidade concreta o que eu estou construindo de pensamento dialoga com outras referências ou e esse diálogo Nem sempre é um diálogo de concordância pode ser um diálogo de Discordância né que também tem isso a gente né parece que temos sempre
que concordar não a gente pode discordar conhecimento é isso né a gente discorda conhecimento é conflito E aí a prática é a nossa ação por isso que o Paulo Freire vai falar da Praxis né e não só o Paulo Freire outros intelectuais também então o que que isso significa que não no meu ponto de vista no que eu estudo na partir da minha perspectiva de professor que também está se construindo que as Coisas não estão dissociadas e que em algum momento na nossa formação a gente vai ter que se debruçar a leituras né Acho que
em algum momento não todos os momentos né Eh e a ação ela tá sem eh eh em consonância com a com as teorias ou não muitas vezes né a ação pode inclusive contradizer a teoria e a teoria e é o que eu quero dizer que assim uma coisa não tá destituída da outra e que a gente sempre tem que Pensar os contextos e mais quando a gente pensa a teoria eh a teoria ela não eh ela existe mas a gente pensa assim a a elaboração de um conceito as pessoas estão aqui a gente tá nesse
momento nesse dado momento e espaço estamos aqui né Eh dialogando produzindo conhecimento de uma certa forma teorizando né sobre esse momento a construção de de conceito ela ela não ela não se dá eh anterior a esse momento né então o que eu quero dizer eu não estou aqui nesse momento Escrevendo sobre algo que ainda não aconteceu né Ou seja a educação não é prescritiva né Por exemplo estamos aqui nesse momento dialogando provavelmente se a gente eh for escrever sobre esse se for escrever a gente vai escrever sobre esse momento a gente ainda não tem certas
noções do que isso do que esse momento aqui significa eu quero dizer esse momento histórico em que a gente está fazendo a nossa aula o nosso encontro por meio eh da internet nesse Formato híbrido a gente tem estudos né atuais que que vão falar sobre a experiência relato de experiência como tá sendo como enfim mas os efeitos disso a gente vai ter a posterior a depois a gente já consegue perceber algumas coisas hoje mas a com a compreensão do que a gente vive hoje das relações a gente vai ter mais à frente não tô dizendo
que a gente não possa ter agora mas é de uma forma eh preliminar E aí com isso tô dizendo a gente não pensa um Conceito antes né Por exemplo educação híbrida não foi pensada antes de ser de ser vivida a experiência de uma educação híbrida e mesmo se a gente for pensar o híbrido conceito híbrido hoje a gente tem uma compreensão Em alguns momentos anos anteriores né décadas passadas a gente tinha uma outra relação né com essa ideia do híbrido então quero dizer a gente a gente não trabalha com uma perspectiva de educação prescrita né
O que a gente tem a gente tá sempre Mobilizando essas conhecimentos né para construir eh algo neste momento em que estamos né Eh a gente pode utilizar a ideia de Jean eu não não conheço exatamente essa referência se você quiser falar Fábio ele foi um grande precursor da didática comprometido entre prática e teoria essa didática moderna segundo esse Pensador podemos aplicar nessa sociedade contemporânea se você quiser falar sabe um pouco mais sobre essa Referência essa essa relação entre a prática e a teoria ela vai est presente em várias referências a gente vai ver aqui também
no nosso texto eh Mas é por isso a gente se a gente pensar no nosso cotidiano a gente consegue eh eh eh assim a gente tá teorizando sempre né Eh e a gente tá e a gente tá teorizando inclusive na prática né Então as coisas elas não estão dissociadas né existe esse comprometimento existe essa relação Até porque pensar as teorias eh da educação a gente pensa a partir de uma realidade concreta então a gente teoriza também na prática né Eh que assim talvez pensar a teoria formal né então a gente vai formalizar vai institucionalizar uma
teoria aí é um passa por um outro processo de construção mas a gente tá teorizando né os nossos as nossas reflexões também se encaminham para a teorização né Eh e o que torna aquele conhecimento uma teoria é que a aquilo Que tá sendo proposto ali é verificado né Foi verificado né Tem uma uma uma construção lógica que eu como eu falei naquela perspectiva né de eh está em diálogo eh faz eh está eh dentro de um contexto histórico né então é verificado não só por quem está propondo a teoria mas por outras pessoas né então
a gente tem sujeitos né que eh eh podem verificar e verificam aquela teoria aquele conhecimento Aquela aquele Fenômeno então a gente sempre também fala nas teorias a partir de de uma compreensão dos fenômenos sociais né os fenômenos sociais da educação então sim eh se a gente for trazer uma perspectiva histórica Eh Fábio sobre eh o pai a gente pode ir até lá no início na filosofia né sobre o pai da sobre a criação da didática a gente pode no início da filosofia eu acho que eh pensar sobre didática assim eh ela tá eh concepção de
didática o Entendimento de didática vai est presente em vários momentos assim né então como eu falei até mesmo a forma como a gente compreende hoje ela se se altera né A partir dessa visão histórica mas eu acho que assim para além da gente achar eh eh essas definições eh que são importantes pra gente mas mais do que a gente pensar numa essência da didática né eh pensar que eh em determinados contextos históricos A gente teve uma compreensão de didática e hoje a gente tem eh uma abertura para uma pluralidade de didáticas e aí a gente
vai pensar no contexto Brasil a didática que a gente tem vem muito de um contexto jesuítico né de catequização né que vem desse contexto da escravização da colonização né então Eh é importante também vocês trazerem as referências né Tem alguns dicionários eh da educação que eh vão trazer aí a as Referências de didática é importante a gente trazer né até para perceber esses resquícios que a gente tem Ah no texto né Eh que eu vou trazer aqui para vocês tem né eh e aí a gente tem essa perspectiva né Eh da modernidade na educação e
aí o que que significa eh a gente pensar numa perspectiva moderna na educação vocês têm fazem alguma ideia assim disso O que foi a modernidade né E como Eh ela está presente na nossa educação Então se a gente se a gente Pens Professora posso falar pode pode assim quem tá falando a Erica Oi Érica pode falar sim fique à vontade então ó na questão da modernidade na educação para mim é bom não acho ruim não eu gosto eu tenho quase 50 anos então do jeito que eu fui alfabetizada e do jeito que eu foi meu
tempo de escola eu acho que me prejudicou muito na vida profissional Adulta fiquei fragilizada na minha formação mas não deixei de aprender mas deixou a desejar né o jeito que foi ensinado para mim e eles também não têm culpa porque também Eles vieram de um jeito que foi ensinado para eles também agora com a modernidade na educação favoreceu para mim hoje para mim trabalhar favoreceu muito a tecnologia a abertura para novas conversa nov jeito de família abertura para outras religiões Eh nov jeito de política novo jeito de fazer a política a sociedade em si conversa
mais temos problemas sim mas todos Eles mudaram muito isso favoreceu demais então para mim na minha visão no meu ponto de vista ajudou muito a modernidade eh então a gente eh só precisa definir assim a modernidade a modernidade no tempo histórico né quando a gente fala de modernidade tá tá muito atrelada eh hoje na contemporaneidade a gente Pensa na modernidade eh como eh as a as relações que a gente tem com a tecnologia né Mas se a gente for pensar eh modernidade tempo mod a modernidade no tempo histórico significa aí um rompimento né Eh com
eh esse Essa sociedade está tal feudal eh e aí a gente tem essa perspectiva de modernidade muito eurocêntrica muito uma perspectiva do notte Global por isso é gente que a gente na nossa educação a gente tem Muita influência né Por exemplo de eh pedagogos e pedagogas né dos do Norte Global o que não é nenhum problema certo nós fomos eh formados nessa perspectiva e acho que é importante a gente estabelecer diálogo Mas a nossa perspectiva de modernidade vem muito desse eh dessa desse lugar né modernidade tá muito atrelada a uma ideia eh eurocêntrica né Eh
desse Eurocentrismo estadunidense Então a gente tem que pensar que a modernidade na história foi um rompimento com essas sociedades feudal né eh e aí assim datando né a gente pode pensar nessa sociedade moderna ali né no advento das revoluções da revolução eh Industrial das revoluções da Revolução Francesa E aí né E essas referências estão eh são como eu disse dos do Norte global e a gente tem muita influência aqui na Nossa educação e aí quando a gente vai pensar aqui no Brasil a gente tem fortemente essas influências aqui no início do século XIX no início
do século XX né que a gente vai ver como é que a nossa educação foi construída né com essas referências então por exemplo se a gente tinha um cenário né no sul global no norte Global né das eh eh das revoluções né da Revolução Industrial desse período o que que tava acontecendo Aqui no sul Global em em outros territórios né então a gente tem a colonização a escravização E aí a gente tem esses momentos depois da colonização escravização que né da dessa falsa abolição a gente tem aí construção a construção de uma república né que
Brasil primeiro foi Império depois foi uma república né se a gente olhar paraa experiência de outros eh países todos fizeram a revolução tiveram sua Independência o Brasil foi Império então o que que isso significa para a educação a gente vai ver isso no texto também né Eh então essa ideia de modernidade vem muito associada a a essa perspectiva a gente é muito influenciado por isso e também é uma ideia de cidadania né como é que a gente constrói eh a gente constitui uma cidadania né quem tem acesso a essa cidadania porque a relação né com
as cidades esse esse grande eh enfim com a Revolução Industrial com As revoluções industriais a gente tem esse essa expansão né Eh Industrial então a gente percebe isso na na construção das cidades né de como é pensado o espaço público Então quem é que vai acessar esses espaços públicos e a educação ela tá ela tá também nessa perspectiva né se amplia se expande então a educação ela entra né passa a fazer parte dessa desse novo cenário né porque você precisa formar construir constituir Sujeitos cidadãos né para esta nova configuração E aí quais são as referências
que você vai ter como é que você constitui sujeitos para essa nova configuração de sociedade Industrial sociedade eh capitalista que surge que vai sendo né que esses arranjos vão surgindo ali então como é que a gente eh pensa Então a gente vai aí a gente tem a a gente tem a educação né também eh nessa perspectiva né porque Aí o que antes estava circunscrito somente a um grupo específico e a gente tem isso na história né Se a gente for retomar eh novamente a experiência aí da Essa visão eh do Norte Global eh poucas pessoas
tinam acesso né quando você tem a Revolução Industrial quando você tem o surgimento da Imprensa você começa a ter o acesso né a ao conhecimento Então quer dizer você precisa também formar essa classe Trabalhadora para outra trabalho né então a educação também nasce dessa a educação nasce mas a educação começa a ser pensada também nessa perspectiva né preciso formar essa classe trabalhadora preciso formar esse cidadão para esta cidade para essas novas configurações do trabalho com a relação do trabalho né então eh a gente precisa ter eh eh isso também como uma referência E aí se
a gente pensar aqui no su Global o que que tava acontecendo também a gente precisa De uma educação né para Esses povos eh compreendidos como selvagens né uma educação uma catequização né porque ó se olha então para para os indígenas Para os Povos originários enquanto um povo sem alma eh se retira pessoas né Eh do continente africano para a escravização aqui neste Território que hoje conhecemos por Brasil e a educação então né Eh também vem numa prática de eh catequização né desses Povos por isso que a gente também não pode eh eh aí negligenciar um
pouco né Essa perspectiva histórica e não trazer o papel da igreja né como um papel fundamental pra gente entender a nossa educação né E aí pensar por exemplo o processo da escravização O que foi pós o que é a as consequências dessa pós Abolição que é uma abolição não concluída né E aí assim aí a gente tem todo um um desdobramento disso porque eh A gente vê isso eh nas lacunas históricas né do da do para o povo negro né o acesso à educação né Eh das da população negra se deu de que maneira né
Eh a gente sabe que eh por exemplo se a gente for pensar numa perspectiva histórica a nossa LDB é de 96 1996 estamos hoje em 2024 eh uma análise histórica eh não faz muito tempo quando a educação passa a ser Universal para todos em 96 então pra gente pensar no que que isso significa E aí a gente pensar que a nossa Constituição é de 1988 que é importante a gente pensar que a constituição mesmo a gente tendo críticas e sim a gente tem que ter porque existem ali referenciais né Eh de propriedade privada que a
gente entende que a gente entende critica e Mas a gente não pode perder de vista que a Constituição foi um documento ante que garantiu e garante o acesso à educação a todas as pessoas a todos os os grupos sociais então pensando historicamente isso é algo assim recente né ente assim historicamente tem algumas pessoas que tem para alguns historiadores talvez não Mas assim a Vou pensar numa perspectiva de longa história de dar longa história eh a gente É recente né a nossa democratização a nossa a universalização da educação por isso é gente que a gente vê
constantemente essas esses conflitos né Essas disputas em torno da educação então a gente agora vai pro texto passo vou ler aqui os comentários Mas é bem importante eu queria ouvir mais vocês se vocês tiverem dúvidas podem levantar a mãozinha abrir o microfone e falar que é ée éu momento eh o Fábio ele Então traz aí as as Referências eh Montessori valdorf fren né o método tradicional Método construtivista São metodologias são referências importantes né E E foi isso que eu falei nesse momento aqui da gente entender eh O que é a modernidade na história né E
como a modernidade chega pra gente eu acho importantíssimo a gente ter essas referências mas por exemplo pouco se fala Eh das metodologias né Eh aqui do su Global né as pedagogias do Sul tem até um uma referência né Eh pensando aí Alguns pesquisadores que já já apresentaram Eh esses trabalhos né né como eh o Boaventura dos Santos enfim outras intelectuais por isso gente que na segunda no segundo momento a gente vai falar né sobre Paulo Freire Bel hooks então assim que são referências eh mais próximas a gente né E aí sim existe uma intencionalidade aqui
como eu disse No início do encontro né Eh esse encontro ele foi eh propositalmente construído pensando uma perspectiva decolonial E aí a minha Olha a minha intencionalidade se dá muito porque a gente né vem desse processo né de eh mudanças aí nos currículos né Não só no no currículo da educação da pedagogia mas de outras áreas do conhecimento isso muito porque a gente tem uma constituição federal de 1988 uma LDB de 96 a gente tem eh as diretrizes né Curriculares para paraa educação das das relações étnico raciais a gente tem a lei 10600 39 de
2003 a gente tem a lei 11.648 de 2008 né então Eh eu no início do meu encontro eu falei né sobre a perspectiva que eu estava que eu estou adotando para esse encontro por a gente ainda tem referências muito eurocêntricas né estadunidenses um exemplo da da referência estadunidense é a escola nova né E aí muito se fala eh Que a escola nova trouxe eh mudança mç sim trouxe mudanças mas ela também perpetuou muitas eh desigualdades né então a gente também precisa ter um olhar eh crítico né para eh essas referências o que isso o que
o que significa dizer que a gente também tem que ter um olhar crítico para não só para essas referências mas como para outras que a gente está mobilizando na atualidade na contemporaneidade né pensar que a educação é um campo em Disputa ou seja um campo que se se constrói se reconstrói a todo o tempo né a gente vê que a cada mudança de governo eh os impactos que isso tem na educação não só na educação mas principalmente na educação Porque como a gente se vocês leram o texto tem uma referência que a gente traz muito
na educação que é do alts que aí é a educação a escola como um aparelho de ideologia de ideológico né de control que que controla a gente vai ver isso controla ideologicamente né Então o que que isso significa nas nossas práticas e principalmente na nossa didática né eh e aí em qual método estamos vivenciando na nossa realidade enquanto professora educador Então essa é uma pergunta que a gente pode problematizar aqui qual eu também eh entendo Fábio que não é o método né mas sim quais métodos a gente traz paraa Nossa prática né e eu acho
que antes da gente pensar em trazer conceitos a gente também tem que Entender eh como a gente constrói por exemplo se a gente tá pensando numa perspectiva do Diálogo quais referências eu tenho de teorias que trabalham diálogo colocam o diálogo como centro como a centralidade da prática eh dos professores das didáticas dos professores Então a gente tem uma referência Paulo Freire né E aí também Paulo Freire é muito eh questionado né só aqui no Brasil porque fora ele tem ele tem outra eh Relevância né com isso eu não estou dizendo que o pensamento dele não
tenha contradições ele mesmo fala isso nas obras dele que ele eh reconhece inclusive algumas lacunas na pesquisa dele ele voltou lá para dizer olha realmente nesse ponto aqui eu eh eu não [Música] eh eu preciso rever e eu acho que isso é importante nas pesquisas né Eu acho que isso é importante para paraa construção Do nosso pensamento porque se tem uma ideia de que nosso pensamento ele é constante e não muda Pelo contrário né se o Paulo freir el tá ele tá inserido num contexto histórico como sujeito histórico a gente tem que entender que o
pensamento dele tá sendo construído Portanto tem contradições Portanto ele pode voltar no pensamento dele revisar revisitar o próprio pensamento e se e questionar e problematizar isso eu acho que é um fator importante pra gente se Pensar PR a gente pensar as teorias que a gente tem acesso e constrói essas teorias elas não são irrefutáveis né Elas não são inquestionáveis pelo contrário elas existem para serem questionadas porque a construção de uma teoria passa por esse lugar da problematização né então a gente tem algumas teorias muito cristalizadas na educação né por isso que é eh eh é
eh até eh desafiador falar por uma didática Decolonial né aí a Débora a realidade é outra por isso que vem as adaptações o que acabamos formando a nossa didática metodologia para conseguir atender o nosso público alvo que são os alunos Fábio acredito que acabamos usando um mix Como já escrevi anteriormente vai depender da sua sala dos seus alunos dependendo da Necessidade alunos que estão cada dia mais digitais e menos informados isso é isso realmente Ângela Trazendo aqui é uma questão que nos atravessa eh e mais do que isso né pensar as autorias né pensar autoria
a criação nesse processo em que a gente está exatamente sabem usar a tecnologia mas não sabem a tabuada me identifico com eh eh Davi alubel com a sua metodologia não sei se é assim se pronuncia baseada em aprendizagem significativa dos Estudantes a era digital nas escolas oferece recursos que tornam aprendizado Lado mais acessível e interativo mas também traz desafios como distrações falta de interação humana e desigualdade de acesso equilíbrio entre tecnologia e práticas tradicionais é essencial eh trabalho a Débora trabalho em uma escola particular que hoje adotam uma apostila que tem muitas atividades interativas e
digitais que torna o aprendizado bem interessante e facilitado utilizamos hoje método tradicional e pedagogia fren eh porque a Educação fora é sempre bem diferente Bem eu utilizo a realidade é verdade que os alunos estão cada vez cada vez menos alfabetizados então assim eh um ponto também pra gente pensar é que eh a educação nos moldes em que a gente tem assim ela não vai dar conta de resolver questões todas as questões sociais né Eu acho que a gente também tem que ter isso em mente né assim se projeta muita coisa na educação mas a Educação
eh sozinha ela não a educação enquanto instituição né ela não dará conta não está dando conta de resolver eh algumas questões então eh pensar por exemplo que os nossos alunos eles estão cada vez mais com uma defasagem eh na aprendizagem na alfabetização eh isso is tem eh parte disso também é é é responsabilidade da educação assim quero dizer parte disso também a gente pode Encontrar como resposta eh na educação Como a educação tá sendo pensada hoje proposta hoje enfim mas isso também diz de um tempo né Assim que estamos esse tempo neoliberal né E que
aí a gente vê a essa essa Concepção Liberal na educação mas no no próprio nos próprios modos de vida e de produção de conhecimento e das relações em que a gente vive então a gente enquanto indivíduo eh a gente tá numa num momento em que a gente tem que Produzir produzir produzir entregar produzir produzir entregar produzir produzir a gente não não pensa mais né Eh sobre as sobre o que a gente tá fazendo isso não é próprio só da dessa sociedade neoliberal mas de uma sociedade capitalista né Eh mas o que que isso né Isso
tá se acentuando cada vez mais e aí em contextos digitais né em contextos atuais eh do online né do estar on não estar Off é isso a gente tem que produzir então nesses ambientes virtuais a gente tem que postar a gente tem que ter cliques né então outras coisas estão sendo eh não estão sendo eh problematizadas e não estão sendo eh valorizadas né então isso também tá gerando mudança no nosso comportamento né a gente não existe se a gente não tiver na internet se a gente não tiver um perfil se a gente não tiver uma
foto Lá no perfil se a gente não tiver likes né Isso muda todo um contexto né de relações de produção de conhecimento né Eh então acho que também a gente tá no momento de problematizar né como eu disse há pouco tempo né No início da minha fala eh a gente esse momento que a gente tá vivendo a gente só vai Talvez ter se dar conta disso um pouco mais para frente do que significa do que isso está significa principalmente paraa educação né Portanto assim a gente hoje nesse momento atual a gente problematiza né Eh e
uma outra coisa que eu queria falar gente a disciplina eh esse encontro eu acho importante a gente ter as outras referências né de metodologias e tal mas a minha proposta é sempre uma proposta reflexiva não é um curso de didáticas de metodologias né é mais para refletir porque acho assim por a gente tem muitas referências Eu acho que isso é importante sabe mas a gente às vezes por Exemplo eh não problematiza porque que a nossa educação ela é influenciada Ela tem muito influência eh eurocêntrica né Fábio abre o microfone quero te ouvir faça perguntas pode
falar fale um pouco da sua experiência é importante eh Pode falar fazer a pergunta não precisa me chamar de mestre pode me chamar de Karina eh eu sou mestre tanto quanto vocês e a Ângela colocou assim a verdade que Os alunos estão cada dia menos alfabetizados na minha opinião estamos mais preocupados em ideologizar do que alfabetizar é eh e aí eu não eu não sei o que que você tá entendendo por ideologizar e alfabetizar né porque eh todas as nossas ações como diria Paulo Freire né Elas Tão eh eh atravessadas por ideologias a a ideologia
ela não tá fora da gente Inclusive a forma como a gente alfabetiza ela diz sobre uma uma ideologia o método que você utiliza é Uma ideologia pode ser uma ideologia eh conservadora pode ser uma ideologia mais tradicional pode ser uma uma ideologia mais contemporânea mas parte de uma ideologia ou seja não tá tá fora da gente né con eh né Qual a diferença de Educar criança e educar adulto então educar criança a gente tem que entender que a aquele sujeito ele tá no início da sua formação né então ele tá ali mobilizando Várias várias áreas
do conhecimento vários vocabulários ele tá construindo o seu repertório eh com isso eu quero dizer que ele não chega na escola sem nenhum um conhecimento ele já tem um tipo ele já tem conhecimentos acumulados né Eh o adulto eh o adulto ele já vem né de uma trajetória né e ele tá retornando aquele espaço de educação né já por várias questões Então são momentos eh né Diferentes né da vida né Eh a gente tem Que pensar nesse movimento de retorno que o adulto faz para escola ou seja ele já passou em algum momento por por
essa por essa instituição e provavelmente né teve algum tipo de trauma ou não mas teve ali uma uma uma ruptura em que ele precisou sair e est retornando Não sei se esse é o contexto se a gente for pensar em educação jovens e adultos mas eh a gente tem esses relatos né eh e aí são momentos diferentes a gente aqui tá num na na a criança a gente tá Construindo relaçõ repertórios ela tá descobrindo né a na fase adulta o adulto tá retornando a educação né então são perspectivas diferentes né O que a gente vê
que na educação de jovens e adultos se tem uma infantilização né Eh das pessoas adultas né das dos adultos eh nesse momento de retorno O que é um problema o que é uma questão né Eh não se trata de adaptar o ambiente da educação infantil para Eh a educação jovens e adultos né Isso aí a Margarete colocou a linguagem alfabetizar a vivência é diferente a realidade é levada em conta e a Ângela fez uma pergunta concordo mas em relação a alta taxa de baixo desempenho nas escolas segundo o MEC então eh eu acho que o
desempenho é precisa a gente precisa também problematizar desempenho desempenho em relação ao quê né Quais são as referências que o MEC tá Trazendo né E aí a gente pensa eh desempenho mas o desempenho ele é construído a partir de vários índices de várias referências né de vários critérios se como é que a gente pode pensar em desempenho satisfatório diante de estruturas tão sucateadas e vulnerabilizadas com como que a gente como as que a gente tem como é que a gente pode pensar em aod desempenho se nós professores e professoras não Participamos da construção de políticas
públicas para a educação como que a gente pode pensar em alta taxa eh em Um Bom desempenho é o contrário né do que eh em taxas satisfatórias de desempenho se a gente eh ainda tem uma sociedade muito desigual Ou seja a gente tá falando de Brasil território continental não é a mesma realidade para todo mundo como é que a gente pode pensar como é que o MEC avalia e mensura esse desempenho o que Que que que ele está entendendo por alto ou baixo desempenho então a gente também tem que olhar para isso e pensar nessa
perspectiva né porque eu não posso comparar por exemplo eh o desempenho de uma cidade né de de um estado como São Paulo que é um dos Estados né mais ricos ou vamos pensar na cidade eh se a gente for comparar com uma cidade Eh sei lá do Nordeste que tem dificuldades isso com isso não estou Dizendo que não tenha outras realidades mas eh Vamos né trabalhar nessa perspectiva não dá o o mesmo cabe esse questionamento quando a gente vai vai pensar a bncc a gente pode pensar num documento que eh trabalho com uma única perspectiva
de educação não por isso que a bncc ela não é currículo ela é uma orientação o currículo ele vai ser construído no cotidiano no chão da escola com os sujeitos né com a gente com a comunidade Escolar né Isso vai est presente aonde no nosso ppp então eh eu acho que a gente tem que olhar para essas pesquisas sempre como um referencial Porque elas estão trazendo indicadores né mas também pensar como essas perspectivas elas estão sendo construídas eu preciso pensar num alto desempenho Mas como eu faço isso diante de uma realidade tão desigual como a
realidade brasileira né Aí eh a Edna coloca problematizar a Educação para mim é entender que estamos em meio a um contexto social tecnológico com valores meio deturpados com problem socioemocionais cada vez mais evidentes e com secretarias educacionais pensando cada vez mais em lucros com a utilização de plataformas educacionais que entendiam que entendiam os alunos e os obrigam a fazer para cumprir metas a aprendizagem fica em segundo plano sempre então uma das questões né Desse alto ou baixo Desempenho vem é isso que a Edna tá colocando a gente trabalha por metas né Isso é uma visão
neoliberal Isso é uma visão Da da escola enquanto empresa acho que vocês já devem ter eh escutado aí eh como referência o eh teórico laval que a empresa que a escola não é empresa ele tem uma obra muito depois coloco aqui como referência para vocês mas se a gente retomar o Paulo Freire a gente tem a educação bancária né Gente olha como Paulo Freire Ele é versátil né nas teorias que ele produziu e a gente pouco reconhece ele traz Aí a a educação bancária que é exatamente isso Edna só que no contexto em que ele
tava escrevendo ele trouxe essa Perspectiva da Educação bancária essa educação tecnicista essa educação voltada para as metas essa educação que não está comprometida com a aprendizagem essa educação que estabelece plataformas essa educação que trabalha com apostila acho que eh considerando aí as as Realidades apostila o apostilamento da educação também é uma perspectiva de nessa perspectiva de plataformas Oi professora mudei aí passei pro celular para conversar com a senhora Bom dia aí de novo deixa eu te falar aqui eu moro no Espírito Santo né em Vila Velha e Aqui nós temos o chamado curso qualificar eu
tô ouvindo a senhora falar aí sobre curso né De da escola tecnicista e aqui tem vários curso de informática pros alunos os alunos terminam o ensino médio e já entram nesse projeto né qualificar de Formação né eles faz três eh três anos de ensino médio e já entra no projeto mercado de trabalho né e o qualificar ele tem marketing ele tem administração ele tem informática básica intermediária avançada e os alunos já saem com uma proposta de mercado já direcionado pro Pro mercado a todos os alunos aqui assim que eles terminam o ensino médio Eles já
tem a proposta de entrar no qualificado Então eu acho que eh no meu ponto de vista enquanto pesquisadora enquanto professora eu eu não vejo eh eu não vejo essas questões assim exatamente como um problema a gente tá falando que assim quando isso se torna a perspectiva única sabe por exemplo o que a gente vê n em pesquisas em educação é que para Eh as juventudes para eh juventudes pobres eh o trabalho sempre é colocado como perspectiva mas por exemplo se a gente vai em alguns territórios eh ou se a gente pega a experiência de jovens
que não são não estão em condições de pobreza ou vulnerabilidade a gente vai eh analisar a juventude da classe média classe média alta eh qual é a perspectiva não é o trabalho não é a formação técnica com isso não estou Dizendo que a formação técnica não seja importante mas há sempre uma única perspectiva para eh determinados grupos sociais e aí a gente precisa assim questionar eu não tô dizendo que eh não que isso não não que não é importante não é não é sobre isso a gente vê os números né Eh as pessoas são qualificadas
para entrar no mercado de trabalho mas o que a gente vê é como essa essa essa estrutura ela tá sendo apropriada por Uma lógica neoliberal Então você tá formando ali eh também Eh você tá formando para o mercado de trabalho mas tem uma ideologia né uma ideologia neoliberal você você tá formando muitas vezes pessoas que vão sair dali eh eh reproduzindo e não eh enfim mobilizando problematizando eu não tô dizendo que isso é assim geral para todas as pessoas mas pesquisas eh quando a gente vai olhar para as pesquisas principalmente para as Juventudes é isso
para juventude pobre trabalho para juventude rica são outras perspectivas né É você pode ver os cursos a diferença entre os cursos há mais fruição para juventudes é privilegiadas do que para as camadas mais pobres né então e novamente diante de uma realidade desigual né de desigualdades sociais em que a gente vive eh sim H importância gente conhece a importância dos cursos técnicos para formação e qualificação mas muitas vezes Eu fico me perguntando eh Será que a gente não pode pensar outras perspectivas para essas juventudes né assim eh eh que que não sejam essas somente voltadas
ao trabalho assim não tô dizendo que o trabalho seja ruim mas eh muitas vezes o que a gente vê ali reproduzido essa lógica tecnic essa lógica da educação bancária Angela você quer falar alguma coisa pode Eh abrir o microfone falar mais alguém quer falar gente Fábio você já terminou de de falar você quer concluir quer colocar mais algum alguma complementar sua fala a que Angela colocou assim ela fez Oi é um ponto de interrogação eu não não entendi eh então gente assim eh porque assim a gente vai ver que existe uma uma uma né uma
diferença né então a gente tem uma escola que é voltada para a população pobre e uma escola que é Voltada para a população rica isso não sou eu quem estou dizendo né Kina isso tem pesquisa pesquisadores aí falando debatendo sobre isso inclusive isso tá presente no texto né o trabalho não deve estar presente em todas as classes Então mas isso é condicionado Ângela a gente vai ver por pesquisas né Eh que a escola enquanto aparelho ideológico de controle o trabalho é direcionado somente para as classes eh populares essa perspectiva do Trabalho né então professora isso
veio mudando com o tempo né vamos dizer assim sécul século de tempo em tempo né Eh Inclusive inclusive foi observado através da mudança da da sociedade da mudança dos governadores né e tudo houve houve um entendimento também né que só só o tecnicista só a escola tecnicista não podia só existir teria que ter essa essa escola Né tradicional essa escola né que hoje a gente se vê o protagonismo dentro da escola né Muito se falar em protagonismo né o aluno sendo né o protagonista da sua própria história dentro da escola dentro de uma comunidade dentro
de uma sociedade então Eh quando quando eh surgiu Essa tecnicista ela desapareceu nesses tempos nossos agora do século XIX século 20 retornamos a tradicional porém com com abertura esse A essa essa escola tecnicista também de formação de trabalho então como eu disse no início da aula a gente não tem a gente não entra mais na sala uma única eh por exemplo as mudanças elas acontecem o que você falou tá tá é é é isso mas por exemplo o fato da gente ter avançado não significa que essa concepção tecnicista ela não exista ainda nas nossas práticas
e nas nossas escolas entendi entendeu elas tão el são são eh São concepções forças né Assim Que tão um exemplo de tecnicismo é o apostilamento é que a gente talvez muitas vezes não consiga acionar mas é o apostilamento professora deixa eu deixa eu te perguntar uma coisa eh a gente tem uma grande preocupação que é assim eh o interesse do estado da prefeitura do governo em geral eles estão preocupado com quantidade tantos isso é tecnicismo é então é há essa diferença da qualidade do ensino paraa Quantidade e a gente vê assim uma preocupação por quê
o ano todo a gente se esforça se dá o melhor cria né Eh eh vários conhecimentos dentro da escola várias habilidades várias oficinas e e tem aluno que Aproveita e tem aluno que não aproveita Tem aluno que tá porque a gente tem duas realidades aqui duas dentro da escola nós temos o itinerários formativos o que que seria o itinerários formativos criação de oficinas prática fora Extra classe e nós temos as aulas Tradicionais português matemática geografia etc tem essa divisão aqui dentro da escola do estado Escola Estadual então o que que preocupa a gente o aluno
que não vai bem durante o ano todo a gente arbitrariamente é obrigado a passar esse aluno porque se você não passa esse aluno ou ou uma uma determinada quantidade de aluno você é um péssimo profissional então Eh eu eu a minha pesquisa eh eu pesquisei os itinerários Formativos né Assim que foi instituído e eu estava numa escola estadual aqui em São Paulo eh na periferia de Guarulhos e o que eu vi Fábio aqui até a atenção do que esses itinerários formativos eles devem ser eh Né tava sendo ainda eh construída né E aí muitas vezes
o o é isso né esses itinerários formativos eles são oficinas havia uma dúvida também nesse lugar nesse eh nessa nesse momento assim também se é se são somente oficinas se Não então assim eh o que eu quero dizer que essas reformas no ensino fo gado que muita gente ficou perdido Nós ficamos como adando Então essas reformas essas reformas na educação o que a gente tem que pensar assim essas reformas de uma certa forma elas estão trazendo mudanças significativas para nós ou elas estão reproduzindo reforçando desigualdades eh e como isso está sendo construído isso está sendo
construído numa perspectiva coletiva com a nossa Participação com a com a participação de quem está na Escola Professora posso falar e aí só para fechar porque eu tenho que ainda começar o texto com vocês a Angela colocou assim nós não estamos fazendo esse curso para o trabalho para eh qualificação e para o desempenho Sim estamos fazendo pra gente para pra nossa eh prática enquanto professores porque é um trabalho paraa Nossa qualificação para nosso desempenho mas quando a gente fala por exemplo eh Que para as classes e pobres é colocado com única perspectiva ao trabalho a
gente tá trazendo aí uma comparação com a outras com outras populações que para outras populações privilegiadas e Preconceito oi oi preconceito também né sim para preconceito da diferença para outras populações você tem outras perspectivas Então você vai pensar pro cultura você vai pensar em cursos eh voltados para eh Artes né você pensa numa formação em que a os sujeitos ali vão ter autonomia protagonismo E aí por exemplo você tem uma formação voltada pro trabalho mas um um protagonismo somente para o trabalho né Eh a gente pode questionar essa esse esse protagonismo também pode ser pensado
em outras perspectivas as eu posso pensar o protagonismo para esse aluno eh que tá que faz parte de uma camada eh da população pobre em outro contexto que senão o trabalho então Assim eu tô dizendo Claro estamos aqui nos formando pro nosso trabalho né mas a perspectiva as concepções de educação que a gente tem aqui que a gente estabelece são outras né de protagonismo de emancipação né de eh criticidade de problematização e muitas vezes o que a gente vai ver na realidade é que alguns cursos técnicos algumas formações técnicas eh mesmo quando se dizem progressistas
emancipatórias enfim eh críticas Estão Sim reproduzindo uma lógica eh né voltada para o trabalho ou seja estamos eh eh eh enfim o utilizando esses espaços atuando nesses espaços para formar pessoas para o trabalho né para o capital né em que elas não vão ter espaço de reflexão sobre o que elas estão fazendo então assim a educação Ela também tem que ser pensada como um instrumento controlador como um instrumento sabe eh ideológico não é Porque a gente tá na educação que a gente que né a ideologia não tá presente como se a ideologia tivesse fora da
gente não não ela faz parte da né da nossa realidade do nosso dos nossos atos né enfim eh mas é é como a gente constrói né esses espaços como a gente constrói estabelece reflexões problematização porque assim Eh estamos aqui produzindo conhecimento dialogando refletindo Pode ser que as pessoas entendam esse debate aqui como algo que Não é importante mas veja só nós estamos aqui refletindo sobre nossas experiências e realidades né Em que momento a gente faz isso a gente consegue fazer isso na escola a gente consegue fazer isso em outros cursos todos os cursos vão abrir
esse espaço pra gente refletir e pensar sobre nossas realidades então assim eh eh se tem uma uma preocupação em colocar as pessoas para refletir para falarem sobre suas Experiências em todos os lugares vocês podem falar sobre as suas experiências eu se eu tivesse que responder essa pergunta eu diria eu não consigo falar sobre as minhas experiências em todos os lugares primeiro quando falo das minhas experiências ou estabeleço aulas nessa perspectiva de abrir pros meus alunos alunas falarem ou primeiro que eu nunca eh eu só vinha a ter aula nesse formato de poder falar muito recentemente
mas sempre foi o o Professor falando falando falando falando falando e a gente anotando anotando anotando anotando né onde aparecia as nossas experiências onde onde aparecia por exemplo pessoas com realidade muito próximas a minha sempre nos exemplos né então o professor queria falar de um problema social aí a nossa experiência aparece em dados em estatística em número de mortes em número de pessoas Que estão fora da escola em número de pessoas que então Eh em condições de fome de precariedade de ausência mas nunca numa perspectiva de protagonismo né e nunca foi solicitado a minha palavra
o que eu acho o que eu penso isso tá mudando né como vocês disseram tá mudando Mas pensa a gente tem e diz aí colic e diz ainda que a gente vive numa numa sociedade democrática né e não vivemos né exatamente aí a gente tem uma Constituição de 88 a gente tem uma LDB de 96 a gente tem as leis 10639 11.645 que são recentes então assim quando a gente fala eh de uma perspectiva tradicional bancária eh É nesse lugar assim a gente não podia Em que momento a gente podia falar e por exemplo como
as professoras e os professores eles avam os nossos Erros ou quem era sempre solicitada a falar quem tinha esse espaço da fala sempre solicitado Quem era compreendido como problema problemas né na escola então é é essas perspectivas estão presente nesse momento quando eu sou né me coloco nesse lugar de detentora do conhecimento Eu sei tudo eu conheço tudo eu conheço todos os métodos todas as referências então portanto eu sei mais do que vocês eu tô aqui para transferir conhecimento Eu não tô aqui para construir eu tô para transferir então eu parto de um lugar parto
do pressuposto que vocês não têm conhecimento e isso não tá falando só para criança não viu gente né eu parto do pressuposto que eu tô falando para uma sala a gente sente isso por exemplo estamos falando numa instituição particular certo aí você vai para uma instituição pública o que que as instituições públicas pensam sobre as instituições Particulares então assim essa relação público privada essa questão do eh também tá presente nisso mas essa relação entre as escolas particulares e as escolas públicas que a escola pública eh em etapas né como eh nível superior graduação pós-graduação tem
uma qualidade boa mas quando a gente vai para a educação básica a escola pública não tem uma qualidade boa quem é Eh aí as escolas particulares é que que são Colocadas nesse lugar como escolas com boa qualidade né então assim aí o aluno da escola particular ele é melhor o aluno da escola pública não só que aí você vai vendo as referências né as concepções de educação as didáticas os métodos né E aí você tem métodos para uma para para uma educação voltada para a população pobre você tem métodos diferentes para uma população privilegiada então
aqui eh com a população pobre eu você mais Mais rígida mecanicista eh bancária Vou trazer essa perspectiva né de ordem de de fragment né tudo vai eh sendo encaminhado para esse lado da eh do trabalho né da organização da fragmentação da Super fragmentação né até a forma como eu entendo o meu aluno não tá no lugar de protagonista mas mas alguém que precisa aprender que não portanto não tem conhecimento mas aí eu tô lá na escola Eh né voltada paraas classes privilegiadas aí eu vou entender o meu aluno como protagonista aí eu vou entender meu
aluno como alguém que é criativo que produz conhecimento que o trabalho se ele quiser é uma das possibilidades que ele vai ter porque ele tem várias não só o trabalho né então assim isso são é são a gente não tem nada de Sutil nisso isso tá presente né na forma como a gente atua Né Eu acho que tá na hora de a gente dar um grito de liberdade de expressão né Opa porque a gente tá muito calado né e aceitando tudo da forma que eles querem né aí fou assim mas esses projetos prejudicaram muitos estudantes
principalmente do no médio a Angela Estou na educação pública os professores colocam seus filhos em escolas particulares eh e aí por exemplo esses projetos por exemplo que não Eh não estão tão definidos essa se formas né Eh da educação Elas têm uma definição é que elas não são definidas por nós né Elas não são construídas coletivamente Pensa como foi a reforma do ensino médio gente como foi a construção da BNC vocês foram consultados vocês sabiam que a bncc ficou um tempo lá aberto para consulta Isso foi em 2017 depois do golpe da Dilma quando o
Temer promulgou a bncc gente foi um Negócio rápido ninguém e quem participou dessa consulta vamos lá são as grandes editoras se se a Edna participou eu sinceramente Edna eu conheci pouquíssimas pessoas que participaram mas assim eu não participei não coitado jogado lançado não foi uma coisa Ampla difundida E se a gente pensar em Como a educação está institucionalmente consolidada no território brasileiro né Eh assim É então assim é um negócio a contra caixa né Vamos por quê Porque tem aí interesse eu não estou dizendo gente que com isso não seja importante a gente ter esses
documentos como referência mas também a gente precisa entender que tem sempre uma intencionalidade né e não dá pra gente eh ter uma visão uma postura um tanto quanto eh eu quero dizer ingênuo né assim no sentido de que existem Intencionalidades né Por trás desses documentos por trás dessas legislações por isso que eu sempre falo é um campo em construção em disputa né é disputa de narrativa é é disputa semântica é disputa por linguagem é disputa por definir quais conteúdos eu vou trazer para a minha sala quais conteúdos eu vou discutir é disputa por eh qual
concepção de educação eu quero né que tenha na minha escola não só na minha escola mas que concepção de educação essa que eu Abro para diálogo para conversa ou é essa que eu vou me manter num lugar de superioridade e e a gente vê isso sendo isso ainda tá presente né assim eh foi o que eu também disse lá no início não quer dizer que a gente temha avançado que essas questões ainda não estão presentes né na educação e aí a Érica fala o que atrapalha muito é a indisciplina dos estudantes na escola então eu
acho que essa indisciplina ela também é consequência de tudo isso assim De toda essa negligência que se tem com a educação então a gente também tem que entender que eh é próprio né também assim tem uma questão também da gente pensar como o sujeito vai se constituindo porque há momentos da nossa vida etapas da nossa vida que a gente é eh mais questionador menos questionador porque a gente tá ali construindo né nossa trajetória se constituindo enquanto sujeito mas eh não dá também Pra gente olhar isso isoladamente sabe sem relacionar com todos esse esses processos que
a educação passa né Eh eu vejo isso muitas vezes como uma resposta né a toda essa negligência que esses jovens e com isso eu não tô dizendo que não que seja assim para todo mundo que não tenha questões que a gente precisa observar mas eu acho que tem um uma um movimento também de resposta a Tod essas negligências que a educação passa e que Essas juventudes também vivenciam né então tem um movimento transgressor e eu acho que a gente pode orar também para isso não estou romantizando longe disso mas também como algo potente né assim
é um lugar de transgressão da indisciplina mas que tem também eh a gente precisa olhar também nesse aspecto né como uma resposta a todas essas violências é claro que a atuando nos espaços de educação essas essas Questões elas ganham outros lugares Não tô dizendo porque é para Romantizar mas muitas vezes esses jovens eles estão respondendo a violências eh sistemáticas né de de exclusão de negligência né de preconceito de estereótipo eh e aí a gente precisa olhar para isso para esse fenômeno né que é um fenômeno social eh A partir dessa análise também contextual histórica né
porque esse jovem e muitas vezes na maioria das Vezes aquele jovem eh que está num contexto de vulnerabilidade né e eu sei gente que a nossa a função a nossa prática ela é muito determinada né por tudo isso assim não tem como também muitas vezes a gente não vai conseguir olhar para isso como se deveria fazer mas acho que a gente Em Momentos Assim eh também ter eh esse movimento de refletir sobre isso sabe porque muitas vezes a gente tá no dia a dia eu falo também por mim assim a gente não Consegue eh eh
buscar outras referências aí parece que meio que tá tudo assim não tem uma saída né assim também até a própria ideia de buscar uma saída também às vezes é tem que ser eh problematizada mas eu fico pensando que eh as reflexões esses momentos debates conversas são importantes assim porque por exemplo vocês trazendo a experiência de vocês o olhar de vocês a partir do Território onde vocês estão isso vai fortalecendo as nossas a a minha experiência a experiência de outras pessoas aqui que estão aqui né porque primeiro que a gente reconhece que não é uma coisa
localizada somente na nossa experiência né e depois a gente a gente consegue identificar que tem pessoas também problematizando e se mobilizando para eh trazer alguma mudança que seja significativa para ela na atuação dela enquanto professora e professora mas mas Também que seja significativa para aquele espaço onde ela atua Então a gente vai se fortalecendo assim né também né porque mais do que por exemplo Ah eu chegar aqui e falar gente faça isso vocês vão trabalhar se vocês tiverem uma turma assim trabalhem com uma metodologia Montessori isso faz sentido eh naquele momento mas e se por
exemplo isso não acontecer então o que eu tô tentando trazer aqui é que a gente consiga ter esse olhar assim eh que a Gente possa refletir a partir das nossas experiências sabe eh que às vezes na maioria das vezes a gente consegue buscar caminhos A partir dessa própria eh compreensão e análise do que a gente vive né Principalmente porque pesquisas também em educação a gente se a gente faz muito eh nessa com essa metodologia do empirismo do empírico Ou seja a gente parte de uma realidade né a gente não tá fazendo pesquisa de gabinete certo
a gente vai pra realidade a gente Tá na realidade a gente nós somos professores pesquisadores quem diz se isso já é vocês sabem né Paulo Freire a gente tá na realidade eh interagindo mobilizando questionando problematizando portanto quando a gente volta pra teoria a gente já volta com outras questões né então a gente pode até voltar com questões para essas teorias que questionem né Essas teorias por exemplo é importante a gente trazer Referências de fora mas assim por que que a gente é tão influenciado né Eh por essas referências Por que que por exemplo a gente
nosso curso de pedagogia a gente não tem as pedagogias eh pedagoginga a gente não tem pedagogia de terreiro a gente não tem a pedagogia das rodas a gente não tem eh mais efetivamente assim eh leituras né sobre Paulo Freire por exemplo para mim na minha experiência Paulo Freire no meu curso de pedagogia Passou passou eu posso dizer que o Paulo Freire ele tava presente e não tava ao mesmo tempo Sabe porque também tem isso né Eh é como se assim ele não tá presente ali na na na no no no plano de aula não gente
mas a gente é freiriano ah como né então assim eu só fui saber por exemplo que o Paulo Freire ele teve uma influência eh também de escritoras negras como a Bel rooks escritores teóricos negros como a Milcar Cabral depois de passar pela pedagogia então assim isso também é intencional Por que que eu não eu não por que que a Não é porque eu Kina não tive mas Por que que a gente não tem isso n nossas n nossas formações porque assim a gente tá muito mais próximo a nossa realidade é muito mais africana do que
estadunidense ou eh eurocêntrica assim é que existe todo Um imperialismo para que a gente seja né Tenha comportamentos culturais a isso se dá na língua na cultura cultura de massa de massa né que a gente viva experiencie uma única perspectiva mas Sim a gente a nossa relação com o continente africano é muito maior do que com a Europa com os Estados Unidos né então por que que a gente não tem essas referências e mais por que que a gente não tem referências eh dos povos originários porque eles também construíram pedagogias eles Também teorizam E por
que que a gente vê pouco isso nos nossos currículos dá pra gente falar que eh a gente não tem porque eh eles não construíram conheci porque eu já escutei isso também acho que vocês também devem ter passado por isso em algum momento em algum momento a gente não aborda uma perspectiva eh de pedagogias indígenas porque eles têm pouco conhecimento produzido registrado ou ah a gente não traz uma Referência eh de teóricos e teóricas negras intelectuais negros e negras porque tem pouco acho que vocês já devem ter escutado isso né isso não tá distante isso tá
eh presente na atualidade então quando a gente fala de didática a gente fala de concepção de educação a gente fala de fundamentos da educação a gente tá falando também nessa perspectiva né quando eu escolho trazer eh uma Perspectiva eurocêntrica estadunidense o que que eu tô dizendo o que que eu assim isso pode acontecer mas eh pensando nesse contexto isso todo eu tô diante de uma sala que é plural multicultural né Eh tô num contexto Brasil aí para mim Karina eu sempre tinha essa essa essa compreensão assim Em que momento na escola a gente vai falar
sobre algo que está mais próximo da minha realidade eu nem tinha ainda essa Formulação e essa compreensão que isso passa por currículo que isso passa por uma política né que a educação é um projeto né eu não tinha essa dimensão né nos meus questionamentos lá enquanto eu estava na educação básica ou mas é é isso é sobre isso né tipo eh que eu quero dizer a gente tem uma influência muito forte eh isso tá mudando tá mudando mas isso ainda é isso tá presente ainda né Eu Acho que se a gente olhar por exemplo pras
eh pros currículos né das Universidades sim se você for se a gente for fazer uma análise mais aprofundada eu eu tive a oportunidade de fazer isso né em relação a ao curso de pedagogia onde Eu me formei e outros cursos eh também de escolas públicas e escolas e universidades públicas e universidades privadas você vê as referências são eh a maioria é Eh nessa vertente assim estadunidense eurocêntrica branca não tem referências né Isso tá mudando isso está mudando mas eh como eu disse a gente passou por essas mudanças mas a gente ainda vê isso é presente
né então assim um pouco da aula hoje é nessa perspectiva a gente já tá indo aí pro intervalo eh só queria falar não consegui entrar no texto mas é porque esse primeiro momento também ele é importante pra gente eh pensar né desconstruir algumas Questões alguns conceitos que a gente tem muito cristalizado na educação hein Carina eu só consegui me conscientizar em relação a isso quando eu fiz uma um curso na faculdade da prefeitura do Ceará é ético raciais então aí foi bem trabalhado mesmo e eu comecei a levar pra escola o trabalho tipo Projeto em
relação a isso né inclusive agora nós temos projetos de movimentos sociais né cultura etnia raça respeito mas isso foi a partir de de que Ano hã Isso foi quando você é recente é dois anos eu fiz esse curso na prefeitura do Ceará e comecei já a embutir e tentar né conversar dialogar na escola conscientizar Cultura né e os professores gestores pra gente elaborar esse tipo de projeto e a coisa assim tomou uma outra forma porque até o próprio estado começou a lançar esse curso que eu fiz né na prefeitura do Ceará foi um curso a
distância foi um Curso de 200 horas é uma carga horária muito boa e eles começaram a se estimular e estimularam abriram no cfop que é uma é um curso que tem dentro do da secretaria de educação aqui de do Estado né do Espírito Santo e colocou esse curso de ética racional diversidade gênero e tal e os professores todos fizeram e agora a gente tá fazendo aplicação dos projeto através do meu do do estímulo né Então aí assim e que que bom que isso Está assim isso é é muito importante a gente valorizar essas práticas essas
mudanças né mas o que eu quero dizer que isso assim as mudanças estão acontecendo mas são mudanças recentes acho que a gente também não tem que ah mas só agora não é agora né tá acontecendo e que bom a gente tem que valorizar e reconhecer a importância disso também pensar né Eh os efeitos as consequências que isso está tendo paraas nossas práticas e os impactos e é importante a gente né Eh Ter esses relatos né das mudanças e quão significativas essas mudanças estão sendo porque E por que são significativas né Eu acho que porque falam
de uma experiência que tá próxima a gente fala falam de algo que a gente consegue mobilizar a partir da nossa experiência e isso é extremamente importante porque quando a gente tá falando de educação a gente tá falando de experiência e aí se a gente olhar para pro Paulo Freire a gente encontra Todas as respostas porque ele parte da experiência né dos alunos dos educandos dele né que ele teve Então se a gente pensar na experiência de anjico se a gente pensar no mido que ele desenvolveu né então assim ele tá partindo da experiência e aí
isso é importante paraa gente na educação e muitas vezes a gente com essas perspectivas que estão distantes da gente a gente não fala sobre o que a gente vive sobre a nossa realidade a gente fala sempre sobre Outras realidades e quase nunca sobre nossas realidades e experiências né E mesmo às vezes quando a gente vai falar sobre as nossas experiências é sempre numa perspectiva num olhar né Eh de reprodução de violência e isso acaba eh também não trazendo uma experiência eh positiva ou uma experiência de protagonismo para quem né tá vivenciando essa realidade Então acho
que a gente eh tem que valorizar essas essa esses Projetos Que Vocês participam de formação continuada Eu também participo de vários eh acho que se a gente hoje pode falar com mais tranquilidade assim ou se a gente pode falar de uma forma mais consciente vem dessa construção e dessa busca também porque a gente parte de uma inquietação né também E aí eu acho que isso também é importante né porque as nossas inquietações quando a gente tinha e percebia a gente não tinha esses canais de diálogo a gente tinha as Inquietações a gente tinha que se
calar a gente era silenciado né e agora com as formações continuadas a gente encontra espaço né para poder levar as nossas inquietações para poder problematizar para poder questionar o porque que a gente eh passa por por essas questões Porque que a gente tá trazendo né porque que isso Volta isso retoma paraa nossa experiência né então Eh e eu acho que a a mobilização eh coletiva ela é Fundamental assim paraa nossa ação enquanto professor né porque não é uma coisa só da Karina ou do Fábio ou da Érica ou da Sandra não é é uma é
é algo que que é né percebido em outros territórios outras experiências Claro de uma maneira eh diferente mas que né atinge a todos nós alcança então da mesma forma que os problemas nos alcançam eh isso também pode ser ressignificado enquanto potência porque a gente Eh passa né a conhecer a realidade do outro é entender que não é um problema isolado né e muitas vezes mais do que deu problema o que tá sendo feito que Quais são as mobilizações que aquele Território que aquele grupo social tá fazendo né ô Kina o grande o grande assim problema
que a gente vê também é na na cultura das religiões né no ensino religioso né porque se a gente eh eh participa né tem no sangue nosso né as nossas raízes seja ela indígena ou Qualquer uma né que a gente queira expressar a gente tem sempre o preconceito até até o sino religioso de dar a própria fala do conteúdo é bloqueador é preconceituoso né Eu acho que tá na hora da gente quebrar porque você vê como tá né Eh eh então a gente a gente conse também por exemplo eh o Laico né a a ideia
do que é o Laico eh enfim a gente também tem que trazer a religião a religiosidade num aspecto Histórico né E aí quando a gente elege uma única religião né como sendo Central na nossa formação e nos processos educativos isso se torna né Aí é novamente essa imposição é são os resquícios os resquícios né Desse período colonizador né dessa experiências dessa experiência jesuítica né Eh que a gente teve então gente assim agora são meio dia 6 eh só pra gente atualizar aqui a gente vai parar Então Fazer essa parada para almoço como meio dia 6
a gente pode então voltar eh para não estender muito 1:10 assim que aí eu vou finalizar aqui de dar alguns secados e esse primeiro momento a gente ia eh vai fazer porque quando a gente Volt L do do intervalo eh então eu vou retomar com texto tudo isso que nós conversamos está no texto tudo isso ela passa por todos esses momentos da educação e ela vai falar sobre a metodologia dela a Proposta da metodologia dela Como ela fez e aí eu vou também trazer algumas perguntas para vocês né do tipo o que que vocês entendem
por didática porque essa que essa é a problemática que a autora traz na pesquisa que que aí eu acho extremamente importante a gente falar sobre isso porque aí a partir da metodologia dela do trabalho empírico que ela fez ela chega a conclusão de que essa concepção de de didática que a gente tem tá muito atrelada a uma ideia Tecnicista de que a gente tem que produzir manuais de que a gente tem que produzir respostas receitas né para eh a educação para paraa nossa prática em sala de aula então essa pesquisa assim gente se vocês puderem
ler esse texto é fundamental tal para vocês inclusive pensar como fazer pesquisa na educação metodologia que a nossas pesquisas elas se baseiam muito no empirismo que isso não é um problema é um ponto de partida pra gente problematizar e sim a gente Tem que problematizar nossa realidade tá eu vou colocar no chat tá E aí a gente volta então 1:10 e aí a gente vai também discutir Paulo Freire e Bel E aí eu vou enfim compartilhar com vocês um pouco do meu conhecimento né sobre Paulo Freire e Bel rooks tá certo vocês têm dúvidas querem
falar alguma coisa eh eu acho assim gente é é importantíssimo a gente Eh ter esses espaços de fala e diálogo por eu tive que só fechar porque senão eu não consigo eh eu acho que a informação não chega para vocês tá gente mas eh porque que fica muito eh vasa muito né o ruído assim até peço desculpas mas é porque são informações importantes eh eu acho que é importante a gente inverter essa lógica sabe assim eu não tô num lugar de autoridade sabe acho que é isso a gente pensar essas esses encontros como conversa a
partir Da nossa experiência porque eu não tô dizendo que a gente também não tenha que buscar nas referências eh a nossa base sabe mas eh eu acho que falta esses espaços de diálogo de reflexão a partir da nossa experiência porque fica uma coisa muito assim a gente tá falando de de metodologias assim que são importantes mas que não não dizem sobre a nossa realidade a gente passa o o tempo todo assim da nossa formação fazendo Adaptações E aí quando a gente vai ver claro a gente pensa Ah mas é uma met neologia que foi pensada
em outro em outro território e a gente tá aqui sempre adaptando a gente nunca tá nesse lugar da criação da elaboração né da construção coletiva então mudar eh pensar uma outra didática pensar uma didática Colonial que seja decolonial que descolonize passa por esse lugar também sabe como é que a gente eh pensa concebe Conhecimento é um conhecimento individual é um conhecimento que tem ser construído coletiv ente eh como é que a gente faz isso a gente faz isso mantendo essas estruturas eu de um lugar vocês de outro a gente estabelece uma roda uma conversa né
então Eh temos que quebrar esses paradigmas né exatamente levar consciência não Regional mas a nível Nacional né E mais uma coisa por exemplo como é que a gente alcança outras pessoas que não estão na Escola que não estão na academia que não estão na universidade você chega para essas pessoas e fala assim ai de acordo com eh fulano de tal página 55.32 a educação não a gente não faz isso naé gente então assim só pra gente porque assim às vezes também a gente fica muito num assim num academicismo exagerado e que é importante a gente
ter referências mas não para inferiorizar o Outro né e assim professor não sabe de tudo isso também é um outro lugar pra gente discutir Mas vamos para o almoço 1:10 a gente volta gente até daqui a pouco daqui a pouco quase não coloquei quase estava esquecendo Mas enfim eh esse primeiro momento Foi um momento de dúvidas né E de de orientação do link do forms como eu disse tá aqui no chat qualquer dúvida vocês podem me escrever por e-mail ou se vocês tiverem dúvidas agora no encontro Também podem seguir me perguntando que é assim tá
a gente vai parando e vai eh tirando as dúvidas dizer que talvez vocês estejam escutando ruídos né Eh Aqui é do carro do ovo isso é normal né gente é sábado antecede eh né momentos de feira tal e aí é isso tem ess professora professora Carina eu fiz as duas atividades que a senhora tinha mudado a outra aí em Ve as duas tá com as duas tá certo desculpa tá com com versões diferentes e a última Feita tá OK Tá certo tá lá já no link muito obrigada gente nada obrigada senhora vamos seguir aqui com
a atividade eh Vocês estão vendo aí a apresentação sim então gente eh Nossa nosso encontro aqui hoje né Fala justamente sobre os fundamentos da educação né e didáticas concepções pedagógicas eh aqui eu trago então a a foto né da Bell rooks e Paulo Freire né Bell rooks eh ela eh faleceu em 2022 não estou enganada Paulo Freire já tem um pouco mais de tempo mas são duas referências aí pra gente né na educação eh que tem uma trajetória importante significativa né Eh para o movimento para os movimentos de educação no Brasil fora do Brasil e
a o encontro né dessas duas referências paraa gente é importante é significativo e a gente vai ver isso ao longo eh dos nossos do nosso da nossa conversa aqui Eh eu havia disponibilizado para vocês ao que vocês chegaram a a ver enfim eh lá na na plataforma é um resumo né uma apresentação do que eu tô propondo aqui né então a disciplina de fundamentos da educação ela vai ser conduzida a partir das contribuições de Bell hooks eh de uma teoria Negra estadunidense né que ela formula ela como uma teórica formula que é uma teoria eh
que integra eh né que se integra a esse quadro de teóricas né da teoria feminista Negra Então em diálogo com Paulo Freire Bel Hook estabelece uma pedagogia que engaja e que se propõe a mudanças efetivas no ensinar para transgredir é a metodologia adotada neste encontro na de hoje está ancorada nos ensinamentos Paulo Freire na dialogicidade que nos permite a partir do Diálogo pronunciar o mundo isso é muito importante né como a gente consegue pronunciar o mundo Quais as as mudanças queo traz paraa gente e para quem tá né Eh para quem a gente com quem
A gente está eh enfim mantendo essas relações né os nossos interlocutores espera-se Então dessa proposta iniciar e dar continuidade aos estudos críticos sobre os fundamentos da educação em consonância com os contextos históricos né E aí considerando também as legislações né que a gente tem atualmente eh então e a disciplina didática e concepções pedagógicas ela se propõe a Discutir definições acerca do conceito didática e as concepções pedagógicas presentes na docência nesse encontro será apresentada uma perspectiva decolonial para didática eh no artigo por uma didática decolonial é aqui tá errado depois eu corrijo por uma didática decolonial
eh epistemologia e contradições da professora Maria Amélio Sant touro Franco ela vem questionando né Qual a didática para escola básica pública em tempos tão adversos onde está A didática na escola pública as respostas serão eh ao longo da apresentação da autora abordadas mediante a metodologia do billan The sav que é como se fosse um um balanço né Ela é muito presente na na nas nas metodologias da pesquisação né Acho que vocês já devem ter tido acesso a essa essa definição Então a gente vai ver como ela vai construindo o pensamento dela a partir dessa metodologia
né e a provocação né da professora eh nos Coloca ela nos coloca diante das das contradições presentes na educação acerca do que se define do que se é definido do que se compreende por didática né então é uma metodologia eh para mim eu AC é muito inovadora Talvez para outras pessoas já sejam mais eh esteja em outro contexto né de mais familiaridade mas é interessante a gente ter uma abordagem eh numa outra perspectiva né então para esse encontro né para o curso para essa disciplina de Didática que a gente tá construindo aqui eu tô trazendo
então também essa os ensinamentos do Paulo Freire né numa Perspectiva da Pedagogia da Autonomia que é uma autonomia compreendida a partir de uma dialética que forma sujeitos críticos Ou seja a partir das contradições né Eh e espera-se aqui né dar continuidade então a essas a os estudos críticos né da didática e da dessas concepções pedagógicas por isso gente que como eu falei lá no primeiro Momento eh não é uma não é um encontro para eh falar sobre todas as eh didáticas concepções assim mas é para eh promover né para estabelecer provocar na gente aqui uma
discussão sobre uma pedagogia sobre uma didática eh decolonial né que traga é uma outra perspectiva E aí acho que tem alguém com a mãozinha levantada alguém que quer falar alguma coisa não tô conseguindo ver agora mas quem tiver pode abrir o o microfone e Falar não então vou seguir gente eh então no texto que eu sugeri pra leitura da professora Franco por uma didática decolonial epistemologia e contradições a gente tem uma questão então né Qual a didática para a escola básica pública em tempos tão adversos onde está a didática na escola pública eh a proposta
era para que ela né trazendo aí eh uma Fala da professora né A Proposta era para que eu considerasse os tempos atuais na Perspectiva de sua adversidade assim as minhas preocupações iniciais foram a questão metodológica e a questão do contexto temporal o método deveria provocar uma reflexão nos docentes que fariam parte da pesquisa e produzir a participação deles tanto na perspectiva de disponibilizar dados de reflexão quanto ajudar a ler a Escola Atual e interpretar as reflexões dos demais sujeitos com relação ao tempo histórico adverso foi preciso recuar um Pouco no tempo e problematizar alguns momentos
que demarcam sinais perceptíveis no sentido Poo nos sentidos deolo que é um pouco que a gente fez na parte da manhã e aí ela coloca considerei que cada tempo histórico Segue uma lógica específica porque é organizado conceitualmente por sujeitos condicionados em subjetividades temporais no entanto o tempo atual se torna mais cruel quando se organiza em Torno da lógica neoliberal nos contornos da supremacia do mercado financeiro em detrimento das perspectivas humanistas e de valores de solidariedade e participação do sujeito nos rumos da sociedade em que em que vive então assim isso também a gente conversou né
no primeiro momento eh de que esse contexto ele tá atravessado por essa essa lógica neoliberal mas que também é a forma como o sujeito né interpreta né Eh interage Com essa eh com essa lógica né então eh a gente pode compreender e entender que assim não é não há não se tem uma passividade né Eh como se pode se pensar existe aí eh uma dialética né uma contradição né existem contradições dialéticas existem conflitos né então eh a lógica neoliberal ela existe mas assim há movimentação há pessoas mobilizando né Há a contradições que a própria lógica
estabelece né na que a gente Percebe na educação e uma dessas contradições é perceber que assim não é algo eh enfim que nos nos torna nos paralisa totalmente né Há mobilizações acontecendo há questionamentos acontecendo mas assim a gente vê que essa lógica neoliberal ela ainda é acontece se realiza de uma forma muito imperativa né porque ela tá associada aí a formas de governança né Eh imperialistas ditatoriais né como a Gente vem vendo aí observando na na contemporaneidade mas que esse contemporâneo ele também é eh O Legado de outras eh governanças anteriores né de outros governos
de outros momentos Então é isso que ela por isso que ela volta um pouquinho para entender eh como a escola hoje a concepção de escola hoje é é trabalhada é colocada né E aí ela então recupera né esses resquícios esses legados que a gente tem na nossa educação e um deles é educação Jesuítica né porque como a gente eh contextualizou lá no primeiro momento a gente vem né desse contexto da colonização né da escravização então a educação ela tá ali também como uma forma de eh de imposição né cultural né de aniquilamento dos povos originários
e dos povos que foram trazidos de África escravizados aqui em território que hoje a gente conhece por Brasil né esse também tem esse legado do ensino Enciclopédico né que é esse momento aí né eh de uma sociedade partindo lá da referência eurocêntrica né Eh Essa sociedade feudal né que o conhecimento era limitado para poucos né então esse conhecimento enciclopédico também tá nesse lugar né da do decorar né do é memorizar sem ter eh uma relação com propriamente o conhecimento né você decora são essas práticas né que a gente ainda vê hoje né um ensinamento enciclopédia
enciclopédico não Possibilita reflexões sobre o conhecimento né sobre as suas práticas sobre o que está se colocando ali né E aí Ela traz né a década de 1920 produziu o declínio das oligarquias né Eh tão firmemente instauradas em solo brasileiro então a gente sabe que ali no início do século X a gente tem século XX a gente tem século XX a gente tem essas essas esse contexto né eh e aí tão firmemente instauradas no solo Brasileiro né que São essas oligarquias que são essas classes eh sociais detentoras né de poder eh enfim Eh esses detentores
de privilégios né Isso tá muito ligado à terra né a a ao solo à Terra eh a produção enfim a aos donos né das das máquinas da da produção mesmo né então isso a gente vê no contexto brasileiro e aí ela segue falando né a classe burguesa ganhou o destaque se fortaleceu como poder Econômico e expectativa social a queda da oligarquia e ascensão da burguesia industrial porque aí a gente tem a oligarquia que tá muito também ligado né a aos à questão agrária do solo Mas também da religião da igreja e aí a gente vê
esse declínio eh e aí a ascensão da burguesia industrial aliadas às transformações político culturais emergentes as guerras mundiais né como a gente falou a Revolução de 1930 que para algumas Pessoas não é revolução mas é golpe a tenentismo a presença do Partido Comunista é a Semana da Arte Moderna as linhas de pensamento filosófico eh dos escolanovistas que a gente viu dos católicos serão incorporados à educação e influenciarão a organização escolar nesse período Então olha o que está acontecendo né Eh o contexto em que a educação ela vai no Brasil vai se for vai se construindo
né a gente tem aí declínio dessas oligarquias a gente Tem uma classe em ascensão que é a classe burguesa eh a gente tem eh as transformações políticas e sociais e culturais acontecendo né então a gente não pode também eh não pensar sobre a os impactos das guerras mundiais n a gente tá aí eh na nos anos 1920 que ela tá trazendo a gente tá eh na depois da guerra da Primeira Guerra Mundial a revolução aqui em 1930 que há todo uma um Questionamento se foi uma revolução se foi um golpe mas não é o Eu
sou professor CONIC Santin eu sou da época da ditadura Uhum eu n nessa década aí vi tudo Aí eh a gente tem todo esse debate sobre Esse período aí tem o tenentismo que é então esse esse movimento aí né dos tenentes coronéis que a gente vê que também tá relacionado com a questão da terra a presença do Partido Comunista E aí gente pensar que assim isso é muita Influência eh de né Eh da Europa Estados Unidos mas assim não é uma coisa que não teve teve uma recepção né assim porque parece que assim ah eh
o que como acontecia lá acontecia aqui não existe uma influência mas aqui teve uma recepção teve uma forma de interpretação isso depois a gente vai ver se eh vocês tiverem interesse em aprofundar Como isso aconteceu mas quais são eh os impactos Disso paraa educação paraa classe trabalhadora no Brasil né porque aqui também já tinha uma classe trabalhadora sendo formada sendo pensada articulada né então assim eu quero dizer não tem uma eh uma passividade assim existe também né uma eh conflitos né existe uma eh já um uma classe né de trabalhadores se constituindo aqui a semana
de arte moderna né as linhas de pensamento dos escolanovistas né católicos como a gente Viu então tudo isso tá fazendo parte né desse momento e aí a gente tem então a escola nova a partir de 1932 E aí nas décadas de 1950 160 a rede pública de ensino estava disponível para apenas 35% da população então pensar que década de 1950 e 1960 lembra do que que eu tinha falado o ensino ele não era disponível para todo mundo isso passa a ser disponível quando a partir da constituição federal de 1988 depois com o LDB em 1996
isso é Recente a gente tem aí a pedagogia do prindo do Paulo Freire como uma referência que é de 1984 que vai trazer a experiência a realidade do nordeste brasileiro e ela traz aqui uma uma fala né Eh Enfim uma reflexão a partir da leitura do do livro né Pedagogia do Oprimido que aí ela retoma junto com a gente é preciso desocultar a ordem prévia Que estrutura a sociedade é fundamental que cada sujeito aprende a identificar seu local Social para que deste lugar aprenda a lógica de domesticação que o sistema social impõe Isso é uma
fala né do Professor Paulo Freire preciso desocultar a ordem prévia Que estrutura a sociedade e a gente faz isso como problematizando refletindo agindo atuando né a partir de uma própria Praxis que o Paulo Freire traz pra gente a gente tem os estudos do INEP a partir De 1971 isso eh Ela traz um texto mas aí ela também vai retomar ali 1964 que é o período da ditadura né que é um dos períodos eh mais eh intensos né ali da ditadura e aí ela fala né que de 64 a 85 houve um aprofundamento das práticas pedag
lógicas tecnicistas da didática instrumental e do ensino domesticador do pensamento é o período né em que a gente tá vivendo no Brasil eh a a ditadura né enfim não só esse período né a gente Sabe que teve outros períodos Mas esse período foi um período marcado na educação por esse aprofundamento das práticas tecnicistas de uma didática instrumental né e eh desse ensino domesticador E aí Ela traz a referência do INEP porque o Inep ele é um instituto que vai começar que surge né n num perspectiva de eh possibilitar pesquisas né sobre a educação ou seja
índices indicadores né então isso também é importante a gente Pensar papel dos institutos na educação e aí a gente tem aqui ela dividiu o texto né em algumas teorias que vão atravessando aí a a nossa educação que é teoria a as teorias críticas reprodutivistas né que é de 1960 a 1970 que é um movimento de acordo com a professora marcado é um movimento de pesquisadores que absorvem as teses produtivas reprodutivistas e passam e passaram a Pesquisar os mecanismos que permitem a escola servir aos interesses capitalistas e produzir práticas sorrateiras disfarçadas que dificultavam a presença permanência
e o desempenho das classes populares na escola ela retoma eh um pensamento né do eh desse teórico que é importante paraa gente na na educação e aí depois ela traz eh a referência do Aler segundo Aler 1970 pesquisador dessas teses reprodutivas reprodutivistas a escola se Constitui como um dos principais aparelhos ideológicos do Estado pois funciona como regulador e controlador das massas sendo as práticas escolares responsáveis por eh por eh preparar a mão de obra para as indústrias consumando a ideologia da alta burguesia dominante então Eh como a gente falou lá no primeiro momento né a
a educação é permeada por ideologias não está fora da gente está na gente né a gente tem essa ideia de Que a ideologia tá fora das nossas práticas não a gente as nossas práticas elas são permeadas por ideologias né e está relacionado aos contos os históricos a escola desterritorializada né em 1900 e aí 1964 né dados do E aí essa ideia de escola desterritorializada é resquício desse período né da ditadura então aí Ela traz uma reflexão sobre isso dados do censo de 2018 esse texto que eu passei que eu sugeri como Leitura para vocês é
de 2022 Então é um texto né recente são reflexões eh realizadas recentemente então dados do Sens de 2018 mostram que a rede pública no Brasil é ainda muito grande que 77% dos alunos do Ensino Fundamental estão na escola pública porém a escola pública está aos poucos se configurando como uma escola para pobres como bem Explicita libani que também é um pesquisador né teórico né Eh da educação e aí ele ajuda a gente a compreender Essa realidade a escola que sobrou ele vai trazer e ela eh e a professora eh Franco traz aí pra gente refletir
a escola que sobrou para os pobres caracterizada por suas missões assistencial e acolhedora incluídas Na expressão educação inclusiva transforma-se em uma caricatura de inclusão social as políticas de universalização do acesso acabam em prejuízo da qualidade do ensino Pois Enquanto se a pregou índices de acesso à Escola agravam-se as as agravam-se as desigualdades sociais do acesso ao saber inclusive dentro da escola devido ao Impacto dos fatores intraescolares na aprendizagem acho que a gente trouxe isso aí no primeiro momento quando vocês trouxeram eh que as escolas estão eh enfim de uma certa forma atendendo muito mais a
esses índices né de qualidade que a gente nem sabe como são construídos e formados e que são Externos muitas vezes a gente pode pegar aí avaliações como pisa né eh e aí a gente tá send sempre em constante avaliação inclusive o Libano ele tem vários trabalhos sobre essa sobre as avaliações né que a gente vivencia em escola enfim E tantas outras aí que eu quero dizer não é que somos contra avaliação Mas se a gente tem uma avaliação como pisa que tem critérios que não dizem sobre nossa realidade como que a gente estabelece né Essas
Comparações né Eh seria então com qual intuito né Eh essa avaliação para reforçar ainda mais né Eh eh as desigualdades né então assim eh deveria se pensar outros parâmetros outros índices e mais ao invés da gente responder a essas esses mecanismos internacionais que aí tá muito atribuído ao Banco Mundial eh internacional enfim a gente né deveria ter uma outra eh enfim outros parâmetros a gente deveria olhar mais pra gente do que para Fora mas isso é está presente na nossa realidade e aí entender que essa universalização ela aconteceu mas de uma forma fragmentada né que
a gente ainda vê muitos prejuízos aí na qualidade de ensino também tá também vem nesse contexto né da ditadura Vem Nesse contexto em que eh Brasil foi formado foi forjado enfim eh e aí é isso é uma quando ela Traz essa essa reflexão do Libânio né Essa caricatura da inclusão é porque a gente Também se a gente for analisar os documentos oficiais né da educação inclusiva da educação especial porque assim eh eu tenho trabalhado muito com a educação inclusiva né E aí quando você vai ler a legislação me parece que o legislador né entende o
seguinte se você atribui um uma uma qualificação à educação basta você colocar esse qualificador né então educação inclusiva que já se subentende o que é uma educação inclusiva né E aí não é bem Assim que acontece né então o que que é de fato inclusão né então acho que esse esse ponto aqui também é importante pra gente refletir e aí ela já vai então paraa eh paraa abordagem né ela vai já apresentando como ela constituiu então a pesquisa dela a metodologia de pesquisa que através desse recurso né que eu falei eh desse dessa metodologia que
é o Band The S eu não sei se é savor uma coisa assim que se pronuncia mas Traduzindo paraa nossa realidade é como se fosse um eh um balancete um balanço eh sobre eh a esculta coletiva sobre como eh as pessoas né no caso os sujeitos aqui da pesquisa os professores e professoras eh pensam a didática então ela vai construindo esse balanço reparem que ela não trabalha com perguntas né ela trabalha com afirmações para que os professores e as professoras possam completar essa afirmação possam complementar essa essa afirmação mas Essa afirmação ela não tá eh
definindo Ela não é uma afirmação que define né então assim é menos invasivo é menos eh eh ela não tá eh influenciando né diretamente nesse nesse nessa complementação que os professores estão fazendo porque se a gente sabe que a gente pode fazer perguntas eh já comum com alguns vieses né ou mesmo deixar de fazer perguntas justamente porque a gente é induzir o resultado de uma pesquisa ou fazer perguntas de uma forma Determinada porque a gente quer ter resultados e isso eh para pesquisa não não é eh não é nem aconselhável que isso aconteça né mas
T dizendo que eh a gente pode observar práticas assim no nosso dia a dia de que há pesquisas que vão induzir resultados né conforme a gente faz uma pergunta né a gente vai ter resultados ou não então aqui ela ela tá fazendo justamente uma crítica a essa essa forma também de conduzir pesquisas Né como que eu consigo chegar de fato numa resposta que seja menos atravessada pelo pelo que eu tô pensando né Eu pesquisadora como é que eu consigo estabelecer uma pesquisa formular uma pesquisa uma pergunta que seja menos que tenha menos vieses né que
a gente sabe que toda a pesquisa tem um viés mas assim de que maneira eu enquanto pesquisadora produzo conhecimento sem um viés né enfim sem vieses sem ou diminua eh reduza né esses vieses assim ou então Aqui é uma prática é importante né pra gente pensar né sobre como que a gente produz metodologia de pesquisa e aí não é só para pesquisa né gente a gente como é que a gente eh cria possibilita olias que sejam menos eh enviesadas né assim que a gente consiga eh eh estabelecer formular metodologias né que estejam distante desses vieses
assim e que assim não é um problema a gente se colocar na pesquisa Nas metodologias enfim mas como que a gente eh estabelece metodologias que eh a gente alcance propriamente os sujeitos né que a gente eh tem como interlocutor E aí a Edna fez um comentário né educação inclusiva ela está longe de acontecer efetivamente isso ela está longe de acontecer efetivamente mas não por isso que a gente né Eh eh enfim deve de alguma forma desistir porque realmente quando a gente se Aprofunda nos estudos assim nos dados na realidade a gente vê o quanto ainda
eh assim tá um pouco distante né daquilo que se tá colocando ali em lei né enfim então a gente vou ler aqui para vocês eh sobre a metodologia uma das grandes questões no B é identificar uma pergunta ou um roteiro de perguntas que produz uma reflexão no sujeito para além das respostas prontas que este normalmente teria como afirma C né a referência que ela traz a partir da tradução que ela Mesma fez da ótica dos sujeitos a relação com o saber se assemelha a um processo de autoformação revelador da subjetividade e da reflexividade e da
reflexividade o indivíduo né do individo então Eh que que a gente entende né por essa essa compreensão essa definição que ela traz dessa metodologia de ban que assim é um é parte sim de uma estrutura de uma pergunta mas assim é uma pergunta que Traz uma afirmação a ser completada a ser complementada então as chances de da gente trabalhar com perguntas eh produzidas e respostas prontas ela vai se reduzindo nessa perspectiva porque você eh né atravessa pouco você se coloca pouco nas perguntas né então eu eu achei isso interessante interessante assim pras nossas práticas sabe
como que eu faço eh trago uma pergunta sem eh ser Eh assim diminuindo a minha presença enquanto pesquisadora sabe acho que isso é uma coisa também que a gente precisa Como eu disse se colocar nas nossas práticas dentro de sala de aula assim como é que eu coloco eh eu faço uma mediação e e trago a presença o protagonismo dos dos nossos alunos né Eh sem ser diretamente muito eh invasiva talvez nas práticas eh ou controladora nas práticas mas trazendo uma outra perspectiva de mediação né Então acho que são questões pra gente pensar né eh
não só na pesquisa e também eh trazendo aí na prática e aí gente é uma coisa que eu quero fazer com vocês né que eu fiz como proposta aí na atividade mas aqui também a gente pode fazer em conjunto né quando eu leio ou ouço a palavra didática ou coisas ligadas à didática minha reação é pensar que essa foi uma das das questões que Ela traz E aí ela teve alguns resultados né E a gente vai ver E aí a gente depois eu vou abrir para vocês e eu quero também ouvir vocês e aí essa
pergunta segue de outras né segue para outras Quando olho em volta do meu espaço de trabalho na escola pública eu percebo a presença da didática e aí é pra gente complementar onde a didática está presente em minha vida profissional de docente sinto que a Didática pode me ajudar em pode me ajudar com E então eh São questões pra gente complementar tá eu penso que ensinar é então aqui ela tá trazendo essas questões que não são tão questões mas são questões para eh justamente avaliar e chegar a alcançar na a concepção dos professores e das professoras
né E aí ela fala né que ela tentou né Sempre que foi possível chamar os Participantes da pesquisa e outros sujeitos do mesmo lugar social e ou profissional os sujeitos da pesquisa para estranharem e reconhecerem os dados na direção da construção de conhecimento olhar os dados escutar as circunstâncias e os contextos tentar compreender e buscar interpretar para então puxar e tecer fios de compreensão coletiva e assim gerar uma aproximação com a criação do conhecimento Ou seja a mesmo tempo que ela tá fazendo a pesquisa ela Tá gerando conhecimento quer dizer a gente né tem essa
ideia assim ai pesquisa para que serve as nossas as pesquisas para construção e criação de conhecimento e ela tá fazendo isso de Fato né quando ela tá chamando aproximando sujeitos paraa própria pesquisa Ou seja é um conhecimento construído coletivamente né E aí as respostas mais frequentes né giraram em torno do eixo didática e ensinar Então ela teve respostas ela Elencou aqui 15 tocos né penso nas possibilidades de ensinar sempre vejo um professor ensinando quando se pensa né em didática didática para mim me conduz a pensar em métodos de ensinar penso em maneiras de ensinar penso
numa força a conduzir o ensino penso em formas tradicionais de ensino sempre aligo a técnicas de ensinar penso nas disciplinas e ensinar conteúdos conduzir a aula método e técnica de ensino aplicar métodos recursos para o ensino Sistematização do ensino transmitir conhecimento como fazer para ensinar aí tem eh uma uma observação aqui né Eh eu não sei eu não consegui identificar o nome da pessoa porque está como user como educadores temos muitos desafios a serem vencidos pois a realidade da política pública precisa ser revista e reformulada dentro de cada realidade Regional de acordo com o Público
para ser alcançado exatamente a gente não pode deixar de pensar os nossos territórios né gente e aí Seguindo aqui Ela traz uma outra reflexão aqueles que eh se lembraram da aprendizagem o fizeram em sua maioria de uma forma bem instrumental bancária e estratégica E aí ela teve algumas respostas facilitar entre parênteses ajudar a aprendizagem do aluno que foram três respostas passar o conhecimento para o aluno ela teve Seis respostas repasse de conteúdo cinco respostas conquistar a atenção do aluno quatro respostas e aí ela né ela traz aqui um arcabouço aí teórico né de de enfim
pesquisadores intelectuais que nos ajudam a pensar sobre didática então há diversos estudos né como o de Franco ela mesmo Franco e Mier Libânio Pimenta Franco e Libânio mostrando que a didática está ausente nos processos formativos de futuras de futuros Professores e como isso pode ser percebido em algum e como isso Isso pode ser percebido em algumas respostas que classifiquei como sentidos de uma didática em desuso então Eh como ela percebeu né através desses estudos que a didática não está presente e aí ela que tinha uma recorrência também nas respostas ela trouxe aí uma forma de
classificar né que é eh os sentidos de uma didática em desuso porque né se já foi constatado que não tem didática nos Cursos de formação e que a isso foi constatado através de muitas pesquisas né ela chega a essas eh classificação então conceito em desuso eh hoje está substituído por metodologias e projetos uma resposta eh conceito usado antigamente na escola tradicional ela conseguiu aí recuperar Duas respostas palavra antiga hoje fala-se eh construtivismo sala de aula do antigo magistério doas E aí a quinta Classificação né como veio ensino antigo Duas respostas F assim quando se pensa
em didática muitas pessoas vão pensar Ah é um conceito já em desuso né a gente hoje usa outras metodologias como metodologias de projeto ou conceito usado antigamente na escola tradicional ou palavra antiga que hoje a gente fala construtivismo e é uma me penso em alguns vão dizer quando se pensa em didática que é uma sala de aula do Antigo magistério ou ainda que é o ensino antigo eh enfim pra gente ver como eh os conceitos são construídos historicamente também E aí nesta pesquisa eh ela pôde perceber que há um grupo de né desses professores jovens
em torno de 10% que acredita e valoriza o conceito de professor que reflete e assim respondem em reflexão ao sentido que atribuem a palavra didática um reflexão sobre o Fazer dois formação contínua três ensinar com qualidade quatro ideologia para ensinar Então veja a ideologia não está fora da educação que a gente tem que retomar é um pouco lá da referência do Paulo Freire né de qual ideologia estamos falando né cinco postura para ensinar seis ética para ensinar sete direção de sentido a gente precisa atribuir sentido isso tá muito ligado à nossa à nossa eh eh
função social né de educadores Alfabetizadores né muitas vezes a gente tem que trazer sentido para aquilo que a gente tá ensinando E aí Ela traz aí uma contradição né uma das contradições que ela pode verificar é essa contradição interna a didática como teoria do ensino ela se pergunta e pergunta a nós né leitores a didática como teoria do ensino ou a didática como teoria da formação que é muito mais amplo né então ela traz aí né a didática como teoria de Ensino precisa continuar insistindo na compreensão de que não há ensino fora do sujeito que
interpreta nesta perspectiva todo o ensino será sempre um processo formativo que induz a autoformação que reinterpreta convicções e atualiza concepções de mundo então acho que a gente também precisa eh pensar numa didática sim do ensino que se encaminha para uma didática né para formação por isso que a didática também não está só Circunscrita à escola a educação [Música] né E aí Ela traz outro tópico é didática e o ensino contradições por meio de duplas de duplas triangulações nas categorias de análise né foi possível vislumbrar ao menos cinco contradições internas que perpassam historicamente a concepção de
didática que é essa eh enfim dupla triangulação que ela traz aí né então uma das primeiras eh contradições é contradição pedagógica Uma teoria de ensino ou uma teoria de Formação que ela né especificou no tópico anterior a contradição ontológica ensino requer relações verticais ou participativas a contradição prática didática que quer ensinar vers didática que não pode ensinar a contradição epistêmica o aluno não quer aprender o professor não pode ensinar o professor quer ensinar o aluno não consegue aprender contradição conceitual o Professor que o professor que ensina o aluno que aprende ou aprende-se ensinando-se e a
contradição ética enquanto ensino do meu jeito do meu modo excluo gente excluo alunos eu acho que essa é uma é uma das contradições que eh históricamente foram que foi construída e que ficou né E aí a gente pode ver pela análise dela aí que eh Onde estão né assim onde a gente encontra respostas né para essa contradição ética e é para Essa contradição conceitual também é só o professor que ensina que aí também já já vai muito naquele lugar né quem eh essa né hierarquização do conhecimento né a é contradição epistêmica o aluno não quer
aprender o professor não pode ensinar Não o professor ele ensina mas ele aprende ao mesmo tempo muitas vezes também tá presente na nossa fala né como eu falei eu não estou aqui para ensinar não eu também estou aqui para ensinar Mas eu também estou aqui para aprender né talvez eu não esteja aqui somente para ensinar eu estou aqui para aprender também né com vocês o professor quer ensinar o aluno não consegue aprender então é é diferente quando você fala o aluno não quer aprender o aluno ele não consegue aprender veja Olha a diferença ele não
consegue dele não querer né Eh a contradição prática didática quer ensinar vezes didática que não pode ensinar né a didática é para ensinar ou A didática é o modo como a gente ensina eh eh a gente pensa numa contradição ontológica né que vai pensar na Constituição dos sujeitos né então requer relações verticais Eu professora autoridade falo e vocês só escutam ou a gente pensa nessa Constituição dos sujeitos a partir de uma perspectiva participativa E aí como a gente trabalhou no outro tópico é uma teoria de ensino ou uma teoria de Formação Acho Que nem é
out eu acho que é e é uma teoria de ensino e uma teoria de formação e aí a gente chega eh eh na e na Bel hooks enfim na sugestão de texto que eu trouxe aqui para vocês mas eu queria só interromper um pouquinho aqui para saber se tá tudo bem se eu posso seguir aqui com a apresentação tá então eh o livro ensinando a transgredir ele é tem vários capítulos ali que a Bel hooks vai apresentando né a relação dela com a Educação e eu sugeri para que vocês fizessem a leitura eh do encontro
dela né com Paulo Freire ali vocês podem perceber que ela se coloca como eh enfim professora e escritora né ela faz essa dupla eh apresentação né para apresentar para falar do Paulo Freire né da relação dela com o Paulo Freire eh mas antes da gente ir propriamente pro texto eu vou aqui então apresentar rapidamente como a obra tá Eh construída tá deixa eu ver se tem perguntas aqui no chat [Música] eh não não vou seguir aqui com apresentação aí eu trouxe para compartilhar uma interpretação também né de uma outra pesquisadora que é éca Cecília Soares
de Oliveira Vocês também vão ter acesso compartilhei aí no chat o texto e aí a gente tem na introdução né como a Érica traz pra gente ela trouxe De uma forma sistematizada e condensada e na introdução ensinando do ensinando a transgredir a já vai contando da experiência dela né da escola onde ela frequentava que já tinha essas separações essas divisões né e para ela era um lugar fundamentalmente político de resistência de luta antirracista Então ela foi aprendendo desde muito cedo que a devoção ao estudo era um ato contra hegemônico para resistir à estratégias de colonização
né E aí ela A Partir dessa experiência da books ela vai Eh constituindo aí a sua fala sobre uma pedagogia anticolonial então estar nesses espaços né na visão na posição da Bell hooks É sim eh um ato de resistência porque o que se espera né O que se coloca eh geralmente né isso não só nesse contexto que a Bel está trazendo Mas a gente pode ver isso na atualidade também eh o que se espera né Eh dos alunos nos negros das pessoas negras que ou que se é falado né que a Escola não é eh
não é um espaço ou não era um espaço né para ser ocupado por pessoas negras né então eh e aí ela se coloca não é um lugar de resistência um espaço de resistência em que eu devo ocupar Não só eu como Tod das as pessoas negras né que vivenciam a experiência né o racismo da apag Então isso é um ponto extremamente importante porque aqui há um movimento de coragem né de resistência E aí eh o que que do que que a O que que a gente consegue Aprender a partir dessa experiência da experiência da B
hooks porque a gente não aprende só com a experiência de pessoas brancas né gente isso já é uma mudança de perspectiva muito grande pra educação [Música] né E aí no capítulo eh sobre pedagogia engajada Bell hooks mostra como a obra de Paulo Freire né permitiu compreender as limitações do ato pedagógico né que ela mesma havia tido como aluna e ao Mesmo tempo como Paulo Freire inspirou eh e inspira né professores a e auxilia né a transgredir fronteiras algo que figura no seu título né do livro que é ensinando a transgredir incentivando a dar um passo
para além das aprendizagens que mais se parecem com rotina de uma linha de produção então Eh ela vai se posicionando Né desde o início assim eh pensando numa pedagogia engajada né uma pedagogia que Eh questiona que transgride essas fronteiras né daquilo que é colocado como natural né ah sempre assim vai ser sempre assim não existe outras perspectivas é sempre a mesma perspectiva eurocêntrica colonial E aí no capítulo uma revolução de valores né a gente tem aí essa perspectiva dessa mudança eh da Promessa da mudança multicultural mas aí a gente também tem uma abordagem crítica né
a essa a essa ideia de multiculturalismo Por isso que eu também sugeri para vocês o texto da professora petronília que aí ela vai eh ali também problematizar né para Bell hooks ela tem como referência Martin Luther King né que eh põe também uma revolução né nos valores né porque quando a gente pensar n nos grandes líderes né esses líderes eles estão ali eh movimentando articulando mas eles também estão propondo uma mudança nos valores uma mudança conceitual epistêmica semântica né isso É importante pra educação né E aí que eh essa mudança nos valores ela se propõe
a colocar as pessoas contra eh esses sistemas de de dominação né questionando a própria Universidade do seu papel de partilhar a verdade e a partir de a partir de suas próprias particularidades ou seja essa mudança de valores faz com que as pessoas passem a questionar a universidade como o único lugar de produção de conhecimento né E aí com isso também Proponham questionamentos A partir dessa verdade que a un construir constrói né porque é há uma certa parcialidade né você pensa uma a construção da Verdade mas vocês eh tem vieses né tem atravessamentos quem é que
tá produzindo essas concepções de verdade né a universidade representa tem representado historicamente quais grupos sociais né a gente percebe mudanças e as mudanças estão acontecendo mas historicamente a universidade ela foi Criada e constituída se a gente pensar na experiência brasileira para representar grupos sociais privilegiados né é a Os Herdeiros daquelas daquelas oligarquias ali né da burguesia industrial né então Eh no capítulo três né Ela traz aí abraçar a mudança o ensino no mundo multicultural eh Ela diz que as discussões sobre multiculturalismo na educação são insuficientes E aí por isso a gente tem que olhar tem
que tem que Ter esse olhar crítico acho que a leitura da do texto da professora petronília vai ajudar ajuda colabora ajuda não é essencial e Fundamental pra gente compreender sendo que muitos professores perturbam com as implicações políticas de uma educação multicultural por terem medo de perderem o controle da turma então acho que essa perspectiva multicultural eh entendida nesse lugar que a justamente questiona essa relação da educação com controle né Eh e aí no em no capítulo que ela fala sobre teoria como prática Libertadora ela fala né que no interior dos movimentos feministas revolucionários é preciso
reivindicar continuamente a teoria dentro de um exercício de ativismo Libertador sendo necessário valorizar teorias que sejam partilhadas não apenas na forma escrita como também na forma oral algo que a categoria experiência pode assegurar por isso gente que desde o início do nosso Encontro eu acho que eu coloquei isso em alguns momentos né como como que a gente faz teoria quando eu perguntei lá no primeiro encontro quando no primeiro na primeira parte do nosso encontro como a gente faz teoria ela não existe apenas na forma escrita ela também existe na forma oral né então e a
gente consegue assegurar essa forma oral pela nossa experiência então quando a gente tá falando da nossa experiência a gente também está Teorizando né E aí eh no capítulo que ela fala sobre essencialismo e experiência né A Érica na sua a abordagem mais concisa do livro que nos ajuda também a refletir ela eh seleciona ali um momento que a b Hook está falando então né sobre como abordar né Eh os alunos né os grupos que são eh marginalizados né Eh tendo as suas vozes silenciadas dentro das instituições do saber então ela a Bel hooks ela define
uma Estratégia pedagógica que assegura por meio de diferentes ferramentas que esses alunos possam falar para tanto traz a necessidade de que suas experiências sejam relatadas a fim de produzir novas teorizações então a gente precisa falar a gente precisa falar sobre a nossa experiência então isso é algo eh na minha vivência eh recente para mim né de me descobrir pela fala Eh ressignificou toda a minha trajetória né ISO falando Carina Mas pode ser que Isso também aconteça para outras pessoas então a importância da fala e a fala não só eh a fala num ambiente público né
quando você fala em público quando você se coloca em público né é uma forma de você você existir de você re existir aí não é um discurso pelo discurso mas eh considerando né os contextos e as nossas vivências e experiências o que a qual é o lugar da fala para nossa experiência sempre como ela traz aqui né sempre num lugar de silenciamento né Eh de né as nossas falas são controladas ou muitas vezes falam por nós ou na maioria das vezes há sempre uma tentativa de traduzir o que nós estamos falando né então quando a
gente eh pega né se apropria da fala a gente ressignifica toda a nossa experiência né Toda a nossa jornada toda a nossa formação né Sem reconhecendo os momentos em que fomos silenciadas e os traumas que isso nos causou e as consequências Disso e também reconhecendo que a fala é um lugar de potência né e no sentido potência né de de mudança de transformação você está falando você pode falar você deve falar e você deve fazer com que outras pessoas falem também ou seja a sua fala produz reverbera né Na ação de possibilitar que outras pessoas
também falem né E aí Ela traz também uma crítica né quando ela vai falar no capítulo sobre de mãos dadas com a minha irmã eh Ela Traz uma denúncia eh solidariedade feminista Ela traz uma denúncia abertamente as relações de explorações praticadas pelas mulheres brancas em relação às negras algo que se inicia com a escravidão perpassa as relações entre eh patroas e empregadas e persiste ainda dentro das Universidades eh Hook pond era que que esse tipo de relação abusiva usualmente não se dá com as mulheres brancas de classe menos favorecida que também vivenciam Eh mais cotidianamente
situações de opressão Então veja Ela não tá falando que não existe opressão entre as pessoas brancas existem mas para as pessoas negras para as mulheres negras se dá de uma outra maneira porque existe aí todo um contexto né de violência de opressão histórica que é a experiência da escravização né É mais ou menos assim traduzindo outras palavras pessoas brancas vão vivenciar essas experiências de opressão porque Pessoas negras né vivenciaram em contextos eh muito mais vulneráveis né e violentos né aqui não estou querendo comparar mas a gente precisa olhar paraa história né Para entender como essas
relações elas vão se constituindo porque no no no início do nosso encontro eu falei as relações rascismo ele acontece nas relações né nas relações de poder também como uma relação de poder né E aí aqui as referências né Eh essa Apresentação também eu vou compartilhar com vocês mas agora eu vou propriamente lá pro capítulo que eu pedi para vocês fazerem a leitura depois eu vou compartilhar um momento de fala da Bell hooks né que ela deu uma entrevista uma das entrevistas que ela deu aí né enfim que acho que é é é interessante a gente
ver né Eh como as nossas referências eh constroem os os pensamentos né articulam as ideias assim eu eu gosto muito assim E curioso né a gente vê a pessoa falando a gente fala nossa é muito próximo do texto da forma como ela escreve né assim então só um minutinho então Gente esse daqui é o texto né que vocês receberam E aí por que que eu falo desse Diogo lúdico né porque ela o nome dela é Glória watkin acho que assim que se pronuncia wat E aí ela usa né o nome B em Homenagem à avó
dela E aí o b hooks dela éem minúsculo né E ela tem uma explicação para isso porque ela não de acordo com o que ela fala né nos escritos e mesmo nas entrevistas é porque é uma forma dela eh talvez aparecer menos ou ela tem uma presença eh eh talvez menor assim eh ela quer que na verdade os sujeitos a enfim sobre o que ela está falando tenha mais eh eh seja mais percebido né seja o foco ao Invés dela entendeu mas assim eu acho que isso eh eu eu acho isso muito interessante essa perspectiva
né de tirar o foco dela né de como escritora e colocar o foco no que ela tá discutindo mas assim é já é uma mudança né de posicionamento né em relação como ela se percebe em relação como ela recebe o conhecimento ou seja ela não tá nesse lugar né de autoridade de especialista de que sabe de tudo de que tem resposta para tudo ela tá se colocando nesse Lugar mesmo de aprendiz né de alguém que tá construindo conhecimento então ela vai aqui trazendo e é então é uma entrevista dela com ela mesma né mas em
dois momentos ela enquanto eh a voz dela ela enquanto glória e ela enquanto Bell hooks escritor e ela é uma entrevista né E aí a entrevista é sobre eh o encontro com Paulo Freire E aí eh uma das das primeiras perguntas né Eh então ela se faz para escritora Você pode falar porque a obra dele do Paulo Freire tocou tão profundamente a sua vida e ela responde eh anos antes de conhecer Paulo Freire eu já tinha aprendido muito com o trabalho dele aprendido maneiras novas e libertadoras de pensar sobre a realidade social muitas vezes quando
os estudantes professores universitários leem Freire eles abordam a sua obra a partir de um ponto de vista voirs ou seja aquele que observa tudo que não está né na não vive a experiência quando lem vem Duas posições na obra a posição subjetiva do educador Freire com em quem muitas vezes estão mais interessados do que nas ideias e temas de que ele fala é isso né gente muitas vezes a gente quer saber mais do autor do que as ideias que ele tá colocando né e a posição dos grupos oprimidos marginalizados de que fala em relação a
essas duas posições eles próprios se posicionam como observadores como quem está de fora quando encontrei a obra de Paulo Freire Bem um momento da minha vida em que estava começando a questionar profundamente a política da dominação o impacto do racismo do sexismo da exploração de classe e da colonização que ocorre dentro dos próprios Estados Unidos me senti fortemente identificada com os Camponeses marginalizados de que ele fala e com os meus irmãos irmãs negros meus camaradas de guiné Bal veja você eu chegava à universidade com a experiência de uma negra de zona rural Né como com
a experiência de uma negra de uma mulher negra da zona Rural do Sul dos Estados Unidos tinha vivido a luta pela dessegregação racial e estava na resistência sem ter uma linguagem política para formular esse processo Paulo foi um dos pensadores cuja obra me deu uma linguagem ele me fez pensar profundamente sobre a construção de uma identidade na resistência uma frase isolada de Paulo Freire se tornou um mantra revolucionário para mim não Podemos entrar na luta como objetos para nos tornarmos sujeitos mais tarde realmente é difícil encontrar palavras adequadas para explicar como essa afirmação era uma
porta fechada e lutei comigo mesma para encontrar a chave a essa luta me engajou num processo transformador de pensamento crítico e essa luta me engajou essa experiência posicionou Paulo Freire na minha mente no meu coração como um professor des desafiador cuja obra alimentou minha Própria luta contra o processo de colonização a mentalidade colonizadora então Eh como isso é importante né a gente tem a gente tem a luta a gente tem o movimento da luta mas a gente precisa de uma linguagem da luta né a gente precisa pensar eh e acho que se aproxima muito do
que eu falei também né no primeiro momento a gente tá na luta na no movimento né mas a gente não pensa conceitualmente o que isso significa né E essa linguagem ela vai ser construída ela tá sendo construída mas é importante também a gente pensar sobre o que a gente faz né então Eh no fim assim acho que não é no fim mas quando a gente começa a pensar a nossa busca é sempre por uma linguagem né então acho que a gente também tem que isso tem que ter isso m eh acertado nas nossas práticas né
E aí as a entrevista segue né E aí a próxima pergunta eh você enxerga um elo entre o Processo de descolonização e a insistência de Freire na conscientização Sem dúvida pelo fato de as forças colonizadoras serem tão Poderosas neste patriarcado capitalista de supremacia branca parece que os negros sempre T de renovar um compromisso com o processo político descolonizador que deve ser fundamental para nossa vida mas não é E assim a obra de Freire em seu entendimento Global das lutas de libertação sempre enfatiza que Este é o importante estágio inicial da transformação aquele momento histórico em
que começamos a pensar criticamente sobre nós mesmas e nossa identidade diante das nossas circunstâncias políticas mais uma vez Esse é um dos conceitos da obra de Freire e da minha que frequentemente que frequentemente é mal compreendido pelos leitores Muita gente me diz que pareço estar afirmando que é suficiente que os indivíduos mudem sua maneira de pensar e veja até o uso Da palavra suficiente me diz algo acerca da da atitude com quem eles encaram eh como com que eles encaram essa questão né ela tem uma sonoridade paternalista suficiente também tem uma sonoridade né gente empresar
eh que não transmite o entendimento profundo de o quanto uma mudança de atitude e não somente o término de qualquer processo transformador pode ser significativa para um povo colonizado e Oprimido repetidamente prir T de lembrar Os leitores de que ele nunca falou da conscientização como um fim em si mas sempre na medida em que se soma a uma Praxis significativa gosto quando ele fala da necessidade de tornar real na prática o que já sabemos na consciência dois pontos aí ela vai trazer um pensamento do Paulo Freire Isso significa enfatizem que os seres humanos não sobrep
a situação concreta a condição na qual estão por Meio de sua consciência apenas ou de suas intenções por boas que sejam a possibilidade que tive de transcender o os estreitos limites de uma sela de 1,70 de comprimento por 60 cm de largura na qual me achava após o golpe militar brasileiro no do primeiro de abril de 1964 não era suficiente contudo para mudar a minha condição de encarcerado continuava dentro da cela sem Liberdade apesar de poder imaginar o mundo lá fora mas por outro lado a Praxis não é ação cega Desprovida de intenção ou de
finalidade é ação e reflexão mulheres e homens são seres humanos porque se fizeram historicamente seres de praxes E assim se tornaram capazes de trans E assim se transformaram capazes de Transformando o Mundo dar significado a ele então a gente tem que pensar transformação nesse caminho de dar significado né E aí a entrevista segue né Eh e aí sobre a Praxis né eh Ela traz também uma outra referência aí né o Antônio fumes que afirma que uma das coisas que aprendemos no Chile que aí também é é provavelmente uma outra pessoa uma outra intelectualidade que vivenciou
Talvez o exílio não sei mas enfim a experiência de ditadura no Chile uma das coisas que aprendemos no Chile nessa as afirmações abstratas políticas religiosas ou Morais que eram excelentes Não se transformavam não se concretizavam nas ações individuais éramos revolucionários em abstrato não na vida cotidiana creio que a Revolução começa Justamente na Revolução da vida cotidiana então gente isso isso é um ponto eh na verdade esse trecho é do livro por uma Pedagogia da pergunta que o Antônio found está entrevistando o Paulo Freire veja que ela traz referências de outras entrevistas né em outros momentos
do Paulo Freire E aí é isso gente a gente não pode pensar eh numa revolução em abstrato e isso é muito atual porque a gente vê inclusive alguns discursos dentro da Universidade fora da Universidade assim de pessoas que estão promovendo a revolução né mas essa revolução é abstrato porque aí você vai ver no cotidiano as pessoas continuam reproduzindo suas violências diárias né então por isso que eu acho que nós Professores e professoras nós estamos fazendo revolução porque a gente tá no cotidiano agindo a gente tá ali diretamente com os nossos alunos alunas as famílias né
Os territórios que são atravessados por né conflitos contradições e a gente tá ali né a gente é questionado a gente é diminuído em várias coisas mas a gente insiste né em a gente insiste então isso Isso é uma revolução insistir na vida insistir na Educação e aí não é uma coisa não é um discurso romantizado né Eh a gente não é abstrato né a gente existe no concreto né e existe mesmo né a gente sente dor a gente eh adoece a gente não porque essa coisa também já existir em abstrato é isso sim é Romantizar
né porque aí esses problemas essas contradições esses conflitos eles não aparecem né porque você fica no discurso nessa existência abstrata mas é na concretude das coisas Na realidade concreta que as coisas acontecem né que os conflitos as contradições acontecem e aí Eh vai Seguindo aqui a entrevista eh e aí uma outra pergunta eh você não vê contradição entre a sua valorização da obra de Fei e o seu compromisso com os estudos feministas porque é isso né ela tá falando eh do Paulo Freire né um homem branco ela sendo uma mulher negra eh e as Contradições
eh desse movimento né dessas aproximações e também para os movimentos feministas né E aí ela a Bel R responde é o pensamento feminista que me dá força para fazer a crítica construtiva da obra de freir da qual eu precisava Para que como jovem leitora de seus trabalhos não absorvesse passivamente a visão de mundo apresentada mas existem muitos outros Pontos de vista a partir dos quais abordo sua obra e que me permitem perceber o valor dela permitem que essa obra toque o próprio âmago do meu ser conversando com feministas da acad é geralmente mulheres brancas que
sentem que devem ou desconsiderar ou desvalorizar a obra de Freire por causa do sexismo Vejo claramente que nossas diferentes reações são determinadas pelo ponto de vista a partir do qual encaramos a obra encontrei Freire quando Estava sem enquanto estava sedenta morrendo de sede com aquela sede aquela carência do sujeito colonizado marginalizado que ainda não tem certeza de como se libertar da prisão do status qu encontrei na obra dele também na de Malco e de fanon um jeito de matar essa sede encontrar uma obra que promove a nossa libertação é uma dádiva tão poderosa que se
a dádiva tem uma falha isso não importa muito imagine a obra com água que contém um pouco de terra Como estamos com sede o orgulho não vai nos impedir de separar a terra e ser nutridos pela água para mim essa experiência é muito semelhante ao jeito com que os indivíduos privilegiados encaram o uso da água no contexto de primeiro mundo quando você é privilegiado e vive num dos países mais ricos do mundo pode desperdiçar recursos e pode especialmente justificar o fato de jogar fora algo que considera impuro veja o Que a maioria das pessoas faz
com água Neste País muita gente compra água porque considera água de torneira impura E é claro que essa compra é um luxo mesmo a nossa capacidade de considerar impura a água que sai da torneira é informada por uma perspectiva imperialista de consumo é uma expressão de luxo e não simplesmente uma relação à condição da água se encararmos o consumo de água de torneira a partir de uma perspectiva Global vamos ter de falar Sobre e sobre ele de outra maneira vamos ter de lev de levar em conta o que o que a grande maioria das pessoas
do mundo T de fazer para obter água quando estão com sede a obra de de Paulo Frei foi uma água viva para mim E aí eh a pergunta né em que medida Você acha que a sua experiência de ser afroamericana possibilitou que você se sintonize com a obra de Freire como eu já dei a entender fui criada numa área rural do Sul Agrário entre negros que trabalhavam a Terra e me senti intimamente ligada à discussão da vida dos Agricultores na obra de feira e sua relação com a alfabetização sabe não existem livros de história que
realmente contem Como era difícil a política da vida cotidiana para os negros no sul Segre segregacionista quando tantas pessoas não sabiam ler e frequentemente dependiam de gente racista para explicar ler e escrever e eu fiz parte de uma Geração que aprendia essas habilidades que tinham um acesso à educação que ainda era novo a ênfase na educação como necessário para a libertação que os negros afirmavam na época da escravidão e depois durante a reconstrução informava a nossa vida e por isso a ênfase de Freire na educação como prática da Liberdade Faz Sentido imediatamente para mim consciente
desde infância da necessidade da alfabetização levei comigo para a universidade a Lembrança de ler para as pessoas de escrever para as pessoas levei comigo as lembranças de professoras negras no sistema escolar segregado que tinham pedagogas críticas e tinham nos nos proporcionado paradigmas Libertadores foi essa experiência precoce com a educação libertadora na obra de booker eh Washington e cpos atos as escolas negras dos meus anos de Formação que me deixou perpetuamente Insatisfeita com a educação que recebia em ambientes predominantemente brancos e foram educadores como o Freire que afirmaram que as dificuldades que eu tinha com o
sistema de educação bancária uma educação que nada tinha a ver com a minha realidade social era uma crítica importante voltando a discussão do feminismo e do sexismo quero dizer que me senti eh incluída em pedagogia do do Oprimido um dos primeiros livros que Freire de Freire que li muito mais do Que me senti incluída em Minha experiência de pessoa negra de origem Rural nos primeiros livros feministas que li obras como de femin de femini eh mystique e borne family nos Estados Unidos não conversamos o suficiente sobre o modo como a classe social M da nossa
Perspectiva da realidade visto que tantos dos opr visto que tantos dos primeiros livros feministas refletiam um certo tipo de sensibilidade burguesa Branca essas obras não tocaram Profundamente muitas mulheres negras não porque não reconhecemos as experiências que todas as mulheres partilham mas porque esses pontos em comum eram mediados por diferenças Profundas em nossas realidades criadas pelas políticas de raça e classe e social eh políticas de raça e classe social e aí ela né segue falando né ao contrário das pensadoras feministas que fazem uma separação nítida entre o trabalho da pedagogia feminista e a obra de Paulo
e Para mim essas duas experiências convergem profundamente comprometida com uma pedagogia feminista peguei fios das obras de Paulo Freire teci teos naquela versão da pedagogia feminista que acredito estar incorporada no meu trabalho de escritora e professora quero afirmar mais uma vez que foi a intercessão de Paulo Freire com a pedagogia vivida dos muitos professores negros da minha meninice mulheres em sua maioria que se viam cumprido a missão Libertadora de nos educar de maneira a Nos preparar para resistir eh eficazmente ao racismo e a supremacia branca que teve profundo Impacto sobre o meu pensamento a respeito
da arte e da prática de ensinar essas mulheres negras não defendiam abertamente o feminismo se é que né a gente eh se é que conheciam a palavra mas o próprio fato de insistirem na excelência acadêmica e no pensamento crítico e aberto para as as negras Jovens era uma prática antissexista e aí ela fala do eh de um dos livros dela né que ela um dos primeiros livros que é e eu não sou uma mulher né Eh o livro que ela escreveu é a manifestação concreta da luta né da B hooks com a questão de deixar
de ser objeto e passar a ser sujeito a própria questão que Paulo tinha proposto e agora que muitas estudiosas feministas se não a maioria estão dispostas a reconhecer esse impacto O impacto da raça e da classe social como fatores que moldam a identidade feminina é fácil esquecer que no começo movimento feminista não era um ambiente que acolhia bem a luta radical das mulheres negras para teorizar sobre sua subjetividade a obra de Paulo Freire afirmava meu direito como sujeito de resistência de definir minha realidade os Escritores eh os escritos dele me proporcionaram um meio para situar
a política do racismo nos Estados Unidos Dentro de um contexto Global onde eu via meu destino ligado ao dos negros que lutavam toda a parte para descolonizar transformar a sociedade então é é uma entrevista que né ela vai ela com ela mesmo e ela também fala aqui né uma das razões pelas quais o livro Cartas agn Bissau registro de uma experiência em processo foi importante pro trabalho dela né que trata de um exemplo crucial como um Pensador crítico privilegiado aborda a Partida de conhecimento e recursos eh com os necessitados né É o Paulo num momento
de Sabedoria e ele escreve ajuda autêntica não é demais insistir É aquela em cuja prática os que nela se envolvem se ajudam mutualmente crescendo juntos no esforço comum de conhecer a realidade que buscam transformar somente numa tal prática em que os que ajudam e os que são ajudados se ajudam simultaneamente é que o ato de ajudar não não se distorce em dominação do que ajuda sobre quem é Ajudado então eh a gente pode e deve trazer né Eh essa perspectiva para paraas nossas práticas né E aí eh Ela comenta né sobre Paulo Freire aceitar as
críticas especialmente da as pensadoras feministas né ela fala em boa parte da obra de Paulo Freire há um espírito Generoso uma qualidade de mente aberta que sinto estar frequentemente ausente nos meios intelectuais acadêmicos é claro que Paulo Freire parece ficar mais aberta a medida que fica mais velho Também à medida que envelheço me sinto mais fortemente comprometida com uma prática de abertura eh nas obras de Paulo Freire dos últimos anos há muitas respostas à críticas dirigidas a seus escritos e há aquele diálogo crítico adorável entre ele né e Antonio FS em uma em por uma
Pedagogia da pergunta sobre a questão da linguagem sobre o trabalho eh de Paulo na Guiné Bal aprendi com esse exemplo aprendi a ver sua disposição de lutar de Modo não defensivo nos textos publicados eh especificando suas deficiências de visão suas mudanças de pensamento suas reflexões críticas né E aí ela vai falando né sobre esse encontro eh O que eh qual era o objetivo e Qual é o objetivo da discussão trazendo esse texto é pensar que mesmo eh os pesquisadores as referências que a gente tem né na nas nossas práticas elas também são passíveis né de
contradições né E que essas aproximações elas são Possíveis né E por que elas são possíveis e elas existem né eh porque eu assim entendemos aí pela leitura da Bell hooks que o Paulo Freire tava falando de uma realidade que se aproxima da realidade que ela viveu então Eh se aproxima da realidade que muitas pessoas que muitas pessoas vivem Então esse encontro se dá né Eh nesse sentido mas também porque a gente tá falando de duas pessoas que estão teorizando a Partir da experiência são dois teóricos fosse uma teórica Negra uma mulher negra feminista uma teórica
e o Paulo freir um teórico né homem branco então eh essas aproximações elas são possíveis e elas existem né Eh existem principalmente pelas suas contradições porque a hooks faz né a a faz alguns apontamentos né das falhas e o próprio Paulo Paulo Freire também reconhece as falhas né são os limites da experiência Dele então eh não é não é para justificar mas é para pra gente pensar também sobre as nossas sobre os nossos limites sobre as nossas contradições né E aí o que é eh fica né de importante de reflexão eu acho entendo que é
eh teorizar a partir da nossa experiência né E também esse ponto né que ela fala de outras possíveis formas de teorizar que a eh a gente também teoriza pela oralidade né porque se a gente pensar que Eh né muitas pessoas foram excluídas né do contexto escolar que muitas pessoas não sabem tiveram acesso à escrita mas de que de uma certa forma elas estavam teorizando sim pela palavra pela palavra dita Então eu acho que eh são essas as reflexões que eu queria que eu tinha como objetivo por para vocês eh nesses últimos minutos eu queria então
Eh compartilhar um um vídeo uma parte de uma entrevista da B hooks eh para vocês conhecerem ela né assim Talvez vocês já conhecem mas para quem conhece paraa gente ouvir de novo para quem não conhece está aqui o momento de apresentação né A partir dessa entrevista eh mas antes queria abrir né Vocês têm alguma dúvida vocês querem falar alguma coisa dúvidas perguntas desabafos eh impressões Eh estamos aqui para ouvi-los E ouvi-las então entendendo que ninguém tem dúvida eu vou então aqui Compartilhar o vídeo só um minutinho m I'm B hooks and I'm speaking freely What
this is all fre SPE made SPE Now Welcome to speaking freely I'm Ken paulson Bell hooks is a noted author scholar and social cri she's written 22 books all of which are in print including this thoughtful and thought provoking communion the female search For love I'd like to read to you from your own booksy Celebration of the sech loveful heric Place at the C of our lives Tell me about that we've always thought of our Heroes as having to Do With Death and War and you know when we think of Joseph Campbell and the whole
Idea of the heroic Journey it's rarely a Journey that's About Love it's about you know deeds that have to Do With conquering Domination what have you and so Part of what i wanted to say to people Is that Living as we do Culture of Domination to truly choose to love is heroic to work at love to really let yourself you know understand the art of loving you say in the book the Revelations for you After the age of 40 about love that there insights you gained that you wished you'd had earlier well absolutely buse I
I think that like so many other people in our Culture I had very very confused Ideas About Love in you know in the first book all about love one of the ideas that was really hard for people to accept was that um if Somebody is abusing you they're not Loving You Ian you would think that would be a Basic understanding most of Us would have but in fact so many of Us Have been wounded in some way in our childhoods that we really need to cling to the Idea that if someone hurts you they can
also be Loving You and I try to make a Big Distinction In That B between care and love like my parents cared for me Deep and Care a rece Any care only one inent of love love love is a top that many people have written about And and now recently you written three very well received books about it what is your Take On Love that's different from others I always think that Part of the genus of Bell Hook such as It is is that I bring Togethers that are often um Together in our Nation you
know I bring Together thoughtfulness about Race gender Class When I'm writing about love i you know One of these fanatic readers I read a book A Day a nonfiction book a day and I'm a fanatical Mystery reader and I May read two mysteries a day so I'm always bringing Together um not unlike speaking freely um diverse ways of knowing and I think that that has been kind of the The Mark of Abell Hook books that you may you may be Reading all you budism then You read Gangster rap May a whole combination of ideas and
I believe that in our deeply anti society most people read along very narrow Lines and think along very narrow Lines so I think that the excitement many people feel when They come to a Bell Hook Book she's brought These Things That just seem like they you would never them Together mention you Books That's extraordinary That doesn't Happen sh Life that most don't Enjoy but do you ever sit down and say you know I really want a best seller I want I want this One made into a movie I want all of my books made into
movies you know because you know what I think that I believe that I am can the emb of that sort ofical Idea the intell as someone Who want to be whole and to me Part of WH is I really do like the people the mass I Really um you know want to be able to write books that that are touching the Pulse of a diverse audience so to me the only exciting aspect of having A Best Seller Is that you know that you have that capability that you're spread Across a Wide Body of people Cross
CL Cross Race and I think Inc that you know there nott to kind water Down your mess to BR it in a way that everyone Will Finding S of like Who moved The cheese well you know what I Think is in these real Deep and profound times and I I don't want to make Light in Any Way because for the past few Years I have just been so concerned about The Question of censorship and censorship of the imagination that that Begins even before people are censoring what we write I think that when I look at
my care as a thinker and a writer that What is so amazing Is that I have a dissenting Voice and that I was able to come into Corporate publishing and bring That dissenting Voice with me I mean the fact is that it May seem to people that the love books which are easier to read unlike all the other Bell hooks books I did write them with a mass audience in mind mindful of my language mindful of a lot of things but in them there ideas drive people w because they feel that they're so dissenting that
idea I mentioned to you earlier that care isn't love I mean I can't tell you How many talks I went on Where people were up Yelling how dare you say you know that mom and Dad didn't love me because you know they they gave me that beating every Week that I needed I'm curious about your take about the Marketplace of ideas speaking fre is about about All those ideas floating around and the need to hear all of them and to Share viewpoints and yet it seems that in recent Years especially on College campuses we've seen
a different Take On Freedom Speech I know that you teach you See College students up Close do they have the same feel for Freedom of Speech that you may have had when you going to school well I think that the key Word that you US kin was the Marketplace and I I think What's really tragic about education particularly at a High level in our Nation right now is that it has Become to be something that is about the Marketplace students because want to prep themselves for the maret place for you know getting The money and
getting the power and getting the status and getting the Fame and you know that means that you know you can't always say um you know what you want to say you know you have not hesitated to question projects programs individuals frankly a lot of the african-american community embrace with Pride um you raised questions about quan The Million Man March and and not least of All opra What is is it difficult to speak Out on those topics I think you know It's difficult when you're Misunderstood you know It's difficult when people stand up and say you
know why do you hate spik Lee so much and I say you know actually Moments in spik Lee film I think Inc that I love that doesn't me that I don't have a real Critical comary about his work I know that as a teacher I'm constantly encouraging my students to recn the difference between a Critical commentary about something that Can illuminate it for you that can help you to see it in a different Way and that's just trashing danger free SPE in oury long people have in our personal and Public lives to avoid Conflict to
avoid hurting someone's Feelings to to not you know be polite and um and I think that you know if you think about all the work that's been done by C Bach and others about How as a Nation We're lying more and more I think we have to Connect that To an absence of free SPE because when you in a Country that makes Truth something that is associated with the painful That Should not be spoken it becomes hard to get people to value speaking freely because you know there are things that we have to say that
will be wounding like for example in in my latest book that I'm talking to you about about Black People and sestem there are Things That I have to say about Black Children and How they parent That that would SSH to of people those things have to be said if We're Going to add in Any Way What is happening over collectively with black Children and self-esteem so To Me You Know a lot of what I do in the classroom is to try to teach that kind of Courage that allows you to speak I mean recently I
you know I'm a big Martin Luther King Fan especially of the later sermons and When I go back you know in strength to love he talks about Standing in the shadows Of fascism and he talks so much about the importance of protecting free spee our democracy and yet you know I think that People Don't realiz How radical much of what he was saying I mean he was talking about We're Going to see a day of terrorism We're Going to see all of These Things and I think that that's a really um Amazing I mean here
is this man for example that most people remember by you know what is what is a very poetic you know I have a Dream spee but not by the deep penetrating social and political analysis he had about imperialism and why because in a sense we censor that Martin Luther King even like a Martin Luther King Holiday is constructed to to make him more palatable to to make him be this Guy Who was just about Peace and love but not about the fact that he was an incredibly sophisticated thinker about Peace and love and to me
the Dangerous Censorship então gente eh é esse esse vídeo eh que eu trouxe para vocês desculpa gente eu tirar uma dúvida aqui eh então esse vídeo é da Bell RS a entrevista né Eh eu enfim se vocês perceberam na entrevista a gente consegue visualizar eh alguma das questões que várias questões que a gente eh trabalhou aqui né no nosso encontro então Eh agora eu abro para vocês né para vocês falarem sobre o que vocês Eh sentiram entenderam eh e aí aqui talvez eh vou aqui o comentário da Edna já gostei dessa escritora ela tem um
jeito simpático de se referir a uns assuntos permeados por crenças pedagógicas com um tom inovador um tom de Recomeço de reconstrução tão presente na prática de Paulo Freire já ganhou mais uma admiradora Obrigado professora por ter me apresentado essa mulher pois ainda não a Conhecia E aí ela ela começ ela ela sofreu né professora ela sofreu através do imperial né muita opressão né E se libertou através da expressão né escrevendo esse grande livro né e mostrando o mundo né de como como as pessoas podde cultuar né A paz o amor e a liberdade de expressão
né então e aí Achei magnífico a gente tá falando né Eh hoje a gente fala sobre amor de uma Forma muito banalizada e o que significa falar sobre amor numa sociedade que tem esse contexto escravagista de escravização né capitalista imperialista então Eh e o amor que a Bel R está falando no vocês vocês conseguiram acompanhar na entrevista né de que amor ela tá falando né Eh né esse amor romantizado idealizado que chega paraa gente né Eh meio hollywoodiana né ou Um Amor de Salvação né Eh não é sobre isso né ela falar sobre eh a
experiência com a família dela né em que ela vivenciava a experiências de violência e que ela conseguiu entender depois de um tempo né enfim muito também pela eh posição dela enquanto professora que essa era a forma né da fam se eh se relacionar com dizer né enfim afirmar o amor Existem várias implicações nisso né gente a gente não sabe mas assim se a gente for parar para pensar nas nossas Relações com né as eh enfim nas nossas relações familiares elas também são atravessadas por isso né nem sempre a gente tem essa experiência né de expressar
o amor eh mas ele é expresso de outras maneiras né Não por exemplo não deixar faltar comida né Eh enfim e outras coisas né posicionar a gente diante eh de algumas violências né Eh enfim desejar que as as os nossos filhos As nossas filhas não vivenciem as mesmas violências que a gente vivencia É também um ato de amor né então escutar das nossas mães eh não quero que as minhas filhas passem sim pelo que eu passei como empregada doméstica então isso também é uma forma de expressar o amor né a gente tá falando de amor
eh de um ponto específico né de pessoas que não eh tiveram a fala né Eh como ela coloca na entrevista né o direito à fala então falar sobre dor é difícil assim Como expressar o amor também né então como é que a gente expressa asos nossos o nosso amor né e é essa amor esse amor tá na ação também né ela ela deixa isso eh ela evidencia isso na entrevista ela tem um livro né tudo sobre amor né então acho que vale depois a pena vocês lerem também e outros livros dela também não só eu
ensinando a transgredir mas eu não sou uma mulher também acho que eh tem aí um repertório muito grande assim né da B rook tem gente que não gosta né né Tem gente que vai criticar mas é isso ela mesma fala né que a crítica tá presente no trabalho é importante trazer eh a crítica né paraa discussão e e é isso é construção de conhecimento é conflito não é concordância o tempo o tempo todo a discordância também né então é isso gente queria saber se vocês têm algo a falar eh podem ficar à vontade a gente
já tem alguns minutinhos a gente voltou o 10 né então a gente já tá tá encerrando mas eu gostaria de Ouvir vocês críticas dúvidas questionamentos esse é o momento professora eu achei muito interessante essa eu tô já H um bom tempo formada né dou aula já há 16 anos e vejo que a didática ela tá bem transformada mesmo né e a fala a sua fala foi bem diferente do que eu eu tenho ouvisto visto até hoje porque a gente tá em sala a gente Já vivencia a metodologias né os projetos mas a didática essa visão
assim da didática eu achei muito interessante né e achar que a a forma de que você colocou a didática paraa gente uma forma assim mais inovadora né Não da forma mais antiga de que era colocado antigamente né isso essa sua fala eu achei bem interessante e eu levei para mim porque foi um conhecimento que eu tive da sua aula hoje assim não vários conhecimentos né Até dessa escritora Mas eu achei algo bem interessante obrigado que agradeço eh eu acho que eh porque assim isso também era um incomodo para mim sabe Margarete assim eh que que
se fala se fala tanto né sobre didática mas assim às vezes o professor que tava conduzindo a disciplina de didática tinha eh referências muito distantes né da gente assim então você você tá na sala e Você assim você não conseguir olhar né paraas pessoas que estão eh na sala com você e aí essa coisa muito eh eh sistematizada né assim muito fragmentada a gente não consegue estabelecer as conexões né entre entre os conhecimentos entre as áreas então isso também tem uma relação com a didática né de quem tá ali mobilizando os conhecimentos né E aí
eu acho que assim é um pouco a a gente tem responsabilidade nesses processos mas É Também sobre tudo isso que a gente viu né sobre como eh a didática foi sendo construída né na educação brasileira todos esses contextos que que atravessaram a educação brasileira que atravessam né que a gente vê que mesmo não vivendo Eh esses períodos atualmente eles estão vivos né os resquícios da ditadura da escravização a gente vê esses resquícios né de uma educação Jesus política colonizadora né porque a gente isso tá na na forma né nos Conteúdos na forma como a gente
aborda ou deixa de abordar eh como somos formados né Eh nessas instituições como a gente tem que abordar determinado assunto como a gente tem que falar e aí a Bel R fala uma coisa interessante ela consegue aproximar assuntos que talvez não não teriam relação nenhuma ou que já são colocados nesse lugar de que não tem relação e ela consegue eh trazer essa essa perspectiva de que sim eu posso falar sobre determinados aç Sem excluir out né as coisas não estão destituídas umas à outras e quando a gente vai para paraa nossa realidade a gente não
separa né ah agora então eu vou falar sobre não a gente vai falando vai construindo e as coisas vão assim acontecendo né assim que a gente vai eh teorizando né por isso a importância eh eu acho quando ela fala a gente teoriza também na oralidade falando expressando Porque isso é uma mudança de perspectiva muito grande ou seja eh para para Aqueles povos que foram eh historicamente subiz ados silenciados eh é importante a gente afirmar isso porque sim há teoria né no conhecimento oral né então é uma mudança de perspectiva muito grande né assim eu entendo
pelo menos né mais alguém quer falar Oi professora Oi professora eu gostei muito desse texto da o primeiro texto que a gente discutiu queria fazer um só uma fala em cima disso porque a Gente sabe que a didática né Ela é presente a todo momento aí no nosso fazer diário né fundamentação já pedagógica de todo professor de todo profissional da educação mas esse texto foi muito esclarecedor queria agradecer inclusive os dois né porque eu eu acabei de ler o segundo também da Bell hooks Achei o máximo ainda não conhecia vou procurar conhecer mais sobre ela
mas assim eh eh essa questão do eu empírico né do eu epistêmico Nossa ficou muito Claro para mim agora a gente sempre vê porque eu eu Sou coordenadora meus professores pediram modelos como eu vou fazer isso como eu vou fazer aquilo e aí você percebe que na verdade a gente tem que fazer de novo né tentar novo reconstruir recomeçar ter assim uma visão a partir da realidade que você tem da sala de aula dos seus alunos eu achei nossa muito bom adorei parabéns pela aula foi excelente agradeço Ed n eu queria dizer que a aula
Só assim esse encontro teve esse resultado porque vocês participaram né então a gente é um resultado que a gente construiu né é a nossa é é o nosso encontro foi construído juntos né aqui e eu coloquei o vídeo eh para vocês aqui no no chat aparece assim mas se vocês clicarem já vai direcionar pro vídeo aí já tem a tradução também nesse vídeo vocês quiserem depois continuar assistindo e é isso gente queria agradecer também né a Participação de vocês a Margaret eh escreveu aqui verdade a teoria precisa da prática e a didática Sempre achei distante
da realidade e essa escritora se relaciona com a nossa vivência é isso assim Acho que depois que a gente começa a acessar essas outras né perspectivas né perspectivas que estão mais próximas a gente que falam sobre a nossa experiência que a gente se reconhece né experiências e isso as torna Universal também né porque se são povos eh que Foram suizos silenciados E aí eles são compreendidos né somos compreendidos n na na especificidade eh mas nesse lugar que não faz parte desse Universal quando essas escritoras falam sobre a experiência delas eh a gente tá percebendo que
essa experiência ela também é universal ela não é eh distante da gente né então é uma forma também de humanizar a educação Né E ela fala ali também na entrevista né é importante falar sobre determinadas dores né porque se a gente não fala sobre essas dores é como nessa sociedade em que a gente vive como se elas não existissem né e é isso gente queria agradecer Então vou Encerrando por aqui tá Qualquer coisa Qualquer dúvida podem me inscrever eh a gravação da aula vai ser disponibilizada para vocês tá bom os textos foram disponibilizados aqui também
lá na plataforma eh queria Agradecer novamente a participação de todos vocês de todas vocês e dizer que é isso eh a gente se encontra aí num outro encontro alfabetizar é muito importante né porque alfabetizar é dar sentido né dar significado Às nossas experiências Então é isso obrigada gente obrigado obrigado professora Obrigado professora tudo de boa pra senhora tchauzinho Obrigado tchau a todos Até a próxima Até a Próxima valeu muito obrigada