e o que é texto nesta série de quatro vídeos apresentam quatro definições de texto na linguística e comenta alguns pontos fortes e fracos de cada uma delas para você poder formar sua opinião no vídeo de hoje vou falar da definição pós-estruturalista de texto mas antes não se esqueça de se inscrever no nosso canal e deixar seu like Este é o canal linguagem na lata e meu nome é alessandra Castilho Ferreira da Costa Sou professora linguística e pesquisadora do departamento de letras da UFRN na definição pós-estruturalista o texto é entendido como um mosaico de situações por
exemplo Julia kristeva diz que qualquer texto é construído como um mosaico de citações qualquer texto é a absorção e transferência e de outro e Roland barthes defende que todo texto é um tecido de situações mas o que isso significa significa que nós sempre reformulamos textos anteriores de algum modo primeiro porque todas as nossas experiências no mundo estão armazenadas na nossa mente como linguagem como palavras Além disso construímos nossos textos a partir de textos e modelos anteriores fragmentos fórmulas ritmos que são redistribuídos formando um novo texto por isso kristeva defende que todo o texto é um
mosaico de citações um conjunto de possíveis ligações com outros textos agora como mosaico de citações nenhum texto é fechado em si mesmo primeiro porque quem escreve escreve e o que ele leu em outros textos segundo quem lê também Lê a partir de suas experiências anteriores com outros textos e cria novas interpretações nessa perspectiva ler e escrever seriam sempre repetir reler e reescrever apropriar-se absorver e transformar textos anteriores Então como todo texto Depende de textos anteriores ele não tem sentido em si mesmo mas é aberto assim o texto eu não seria produto de um único autor
mas de sua relação com outros textos um texto plural portanto para kristeva todo texto é na verdade um intertexto uma intersecção do universo infinito de textos e vozes e essa ligação entre os textos é conhecida por intertextualidade termo que Iuri é kristeva cunhol em 1967 a intertextualidade tem um papel fundamental na produção e interpretação de textos por exemplo as músicas que você ouve as séries filmes e novelas que você assistir fazem referência a outros textos então é ponto Pacífico na linguística entender a intertextualidade como a ligação entre textos que exerce um papel fundamental quando falamos
escrevemos ouvimos e Lemos as implicações dessa ligação porém não são consenso na linguística ang Lica link e Marcos nos bauma falam de duas posições diferentes sobre o papel da intertextualidade a posição moderada EA radical que é é estruturalista a posição moderada é aquela propaganda por exemplo por grandes ideias ler em 1981 quando eles incluíram a intertextualidade como um dos princípios de textualidade daquilo que faz de um texto um texto eles falam de sete princípios coesão coerência intencionalidade aceitabilidade informatividade situacionalidade intertextualidade o sétimo princípio de textualidade é denominado intertextualidade e concerne aos fatores que tornam a
utilização de um texto dependente de um ou mais textos previamente conhecidos é a posição moderada se preocupa em investigar como textos anteriores influenciam a produção EA interpretação de novos textos diferentes abordagens textuais e discursivas na linguística se interessam por essa questão já a posição radical da intertextualidade é a pós-estruturalista para entender de onde ela vem temos de ir a Paris na década de 60 mais exatamente no ano de 1967 aqui vivia a filósofa e psicanalista búlgara e olhei a tristeza nessa época kristeva cunhou o termo intertextualidade influenciada pelo dialogismo do Russo Mikhail bakhtin para bakhtin
o texto é a manifestação material do enunciado e o enunciado é que é a unidade a aplicação e ele tem a propriedade de ser dialógico isto é de participar de um diálogo com outros enunciados como réplica refutando descordando concordando completando e assim por diante por isso ele sempre marca uma posição sobre um problema e revela pelo menos duas vozes duas posições a sua própria posição EA posição contrária o professor José Luiz fiorin da Universidade de São Paulo ilustra isso de forma Clara com o enunciado é mulher se alguém diz é mulher com admiração estará se
opondo aos discursos de alguém que diz é mulher por exemplo para criticar uma manobra e navio no trânsito os dois discursos o discurso que admira e o disco a crítica mulher dia logo uma entre si um existe para refutar um outro o conceito de dialogismo de bakhtin inspirou kristeva desenvolver sua própria teoria da linguagem introduzindo o termo intertextualidade e argumentando que o texto literário não tem um sentido fixo mas é um cruzamento de várias situações a visão pós-estruturalista do texto não é um bloco homogêneo mas de forma geral ela se opõem ferrenhamente a visão pragmática
especialmente a teoria dos atos de fala desenvolvida por Justin e sel é o que separa o pós-estruturalismo da pragmática É principalmente a visão da linguagem na Perspectiva pragmática o autor de um texto o remetente é alguém que tem uma intenção e busca conscientemente realizar essa é por meio de uma ação num contexto como criticar perguntaram responder pedir aconselhar etc na Perspectiva pós-estruturalista o sujeito teve sua consciência moldada através da língua e dos textos quer dizer todos nós nascemos numa determinada cultura e adquirimos ainda na infância uma língua espontaneamente antes de estarmos conscientes da influência de
nossa língua e cultura essa língua não é neutra mas suas estruturas as palavras carregam a visão de mundo de uma sociedade Por isso os pós-estruturalistas argumentam que somos subjugados primeiro pela língua e pelos valores e pontos de vista que essa língua carrega assim não somos nós que falamos a língua Mas é ela que fala por meio de nós também os textos a nossa mente e que nos moldam carregam vozes sociais sejam as vozes da família da igreja do partido com isso esse sujeito absorve internaliza essas vozes esses pontos de vista e seu mundo interior está
portanto sujeitado a língua e as vozes sociais assim esse sujeito é um sujeito dividido sem ao centro e sua própria consciência é um mosaico de textos e citações ele próprio é uma intersecção de textos por isso kristeva diz que a noção de intersubjetividade é substituída pela de intertextualidade a partir disso tanto kristeva quanto barthes negam o papel do sujeito individual como autor e decretam que não é o autor que cria o texto mais o texto que criou o autor o que eles querem dizer com isso é que os textos já bom e que as pessoas
apenas dão voz a eles e não tem domínio de seu dizer então o autor está morto EA intencionalidade de um sujeito racional é uma ilusão na Perspectiva pragmática na tarefa de interpretação do texto o ouvinte ou leitor deve recontextualizar o texto e para tanto deve identificar a intenção do autor na situação de comunicação na Perspectiva pós-estruturalista com a eliminação do autor como fonte do texto o leitor está livre para criar o sentido que desejaram contudo também o leitor selecione combina textos anteriores também ele não é Senhor de seu dizer e é dominado pela língua e
pelas vozes sociais que internalizou por isso ele também é um intertexto e na Perspectiva pragmática a toda a forma linguística corresponde um uso isto é uma determinada função Num contexto específico a perspectiva pós-estruturalista parte da premissa estruturalista de que um signo tem valor em relação a outros signo E propõe que a língua é uma cadeia de significantes sem um significado fixo o significado de uma palavra resultaria da diferença com outras palavras e portanto o significado não seria algo positivo presente no signo mesmo pelo contrário o significado produzido nesse jogo transitório resultado da diferença de uma
palavra e outra sempre seria adiado a esse processo de lidar chama de fenny Yin e na Perspectiva pragmática diferentes textos são veiculados por diferentes canais por exemplo uma conversa face-a-face é veiculada pelo som pela fala já um artigo científico é veiculado pela grafia pela escrita abordagem pragmática se preocupa com a variação linguística relacionada à escolha do canal que é chamada de variação de América na Perspectiva pós-estruturalista Mais especificamente na perspectiva de dar a repetição ou recorrência de um signo de uma palavra leva sempre a modificação de seu significado pois há um rompimento com seu contexto
de produção essa característica de ser repetido em novos contextos chamada de iterabilidade seria a principal característica da escrita pois a escrita p o signo permaneça mas desde argumento aqui na verdade essa iterabilidade do signo que permite romper com seu contexto de produção Não é só característica da escrita mas é inerente a qualquer tipo de linguagem escrita ou oral verbal ou não verbal qualquer sistema de significação qualquer enunciado pode ser repetido e separado de seu autor e de seu contexto nesse sentido de lidar fala de uma árvore escrita uma escrita anterior a qualquer fala ou escrita
é e na Perspectiva pragmática a mensagem ou texto é a ação ou ato de fala realizado numa situação de comunicação como por exemplo pedir perguntar e responder criticar e assim por diante Eu tratei dessa definição na parte 3 na Perspectiva pós-estruturalista Como já vimos no início deste vídeo o texto é definido como um mosaico e cruzamento de citações com isso o texto adquire vida própria e se torna uma máquina de criação de sentidos na visão pragmática o contexto engloba todos os fatores e circunstâncias envolvendo a produção da mensagem o conhecimento compartilhado pelo remetente e pelo
destino é uma situação incomum em que ambos se comunicam aspectos sociais e culturais entre outros na Perspectiva pós-estruturalista não apenas o texto verbal mas a própria realidade as estruturas econômicas históricas entre outras são textos aqui os limites entre texto e contexto se apagam uma vez que a cultura a sociedade e o mundo também são vistos como textos assim nós nunca nos referimos a contextos mas apenas a textos agora duas abordagens pós-estruturalistas famosas são o desconstrucionismo proposto por Jacques derrida e análise do discurso na linha de Michel Foucault a abordagem desconstrucionista postula que todas as oposições
binárias tais como bem versus mal a natureza versus cultura homem versus mulher são na realidade hierarquias quer dizer um dos termos é visto como inferior ao outro com tudo para desvendar esse segundo termo que parece inferior sempre traz algum aspecto que permite inverter A Hierarquia em que se encontra a abordagem desconstrucionista a entrega portanto as seguintes estratégias na análise dos textos um identificar oposições binárias no texto por exemplo a oposição fala escrita demonstrar que essas oposições são hierarquias por exemplo de lidar argumenta que a fala sempre foi vista como mais básica e essencial que é
escrita o que ele chama de fonocentrismo três mostrar que o termo em inferiorizado possui algumas o que permite inverter a sair ar Kia por exemplo de idade defende que a qualidade que a escrita tem de romper com seu contexto de produção e ser usada em novos contextos é uma qualidade de toda a linguagem e portanto a fala também é uma arca escrita com isso A Hierarquia fala e escrita pode ser invertida outra abordagem famosa é análise do discurso na linha de Michel Foucault como os desconstrucionistas focou ver a linguagem como um fator decisivo para o
modo como pensamos Além disso ele também defende que não é o sujeito autônomo a fonte do sentido mas Diferentemente dos desconstrucionistas fucou não estava interessado na linguagem comum sistema abstrato de regras mas no modo como a linguagem manifesta poder é essencialmente em instituições como prisões escolas hospitais fábricas e assim por diante quer dizer o uso da linguagem não é livre mas sim controlado e organizado você não pode dizer qualquer coisa em qualquer lugar por exemplo no âmbito da Ciência da física você pode dizer algo como o universo está em expansão mas não que essa expansão
é resultado da respiração de uma divindade assim cada esfera cada disciplina reconhece proposições como verdadeiras e falsas dentro de seus limites Então nem todo indivíduo pode dizer qualquer coisa em qualquer situação a determinadas regras que controlam o que pode ser dito e focou procura analisar quais são essas regras em a arqueologia do Saber ficou investiga enunciados em disciplinas todos esses enunciados estão sujeitos a determinadas regras do discurso que tornam possível que o enunciado x seja feito numa determinada disciplina num determinado ponto do tempo e não o enunciado Y daí ele Analisa essas formações discursivas Isto
é o que pode e deve ser dito numa determinada formação ideológica se fazendo uma série de perguntas tais como quem fala quais contextos institucionais permitem que o que é dito seja dito como determinados enunciados são sancionados e outros excluídos Qual é a relação entre o sujeito e os objetos do discurso essas e outras perguntas servem para delinear as regras que controlam a formação de um enunciado a totalidade dessas regras é chamada a cor de arquivo por exemplo em vigiar e punir o coisa mina os discursos sobre crime e criminosos e suas relações com instituições sociais
e formas de punição ele também discute como o corpo dos criminosos se torna um campo em que esses discursos exercem poder cocô argumenta que o poder que antes aparecia como o poder do soberano por meio da execução pública toma uma nova forma de poder um poder disciplinador para ele a história dessas mudanças não é a história de um progresso de formas mais brutais de punição a formas mais Racionais mas sim a substituição de uma forma de dominação por outra revelar essas ligações entre o conhecimento o poder EA história é a proposta dele focou influenciou fortemente
a linguística é especialmente análise do discurso que utiliza categorias advindas de sua obra tais como formação discursiva arquivo dispositivo entre outras em suma a palavra chave da visão pós-estruturalista de texto é intertextualidade pois bem vamos alguns pontos fortes e fracos da definição de texto como mosaico de citações um ponto positivo é que essa definição em fatias o papel da intertextualidade para a produção e interpretação de textos a gente realmente não consegue entender bem um texto se a gente não captar as referências dele a outros textos Além disso essa definição de estaca como nossas interpretações de
um texto passam por um filtro de nossa visão de mundo crenças expectativas e conhecimentos e esse Fi e é tão forte que nem sempre nos damos conta disso agora vou mencionar quatro pontos negativos dessa definição um primeiro. Negativo é que ela Desconsidera a intencionalidade um debate famoso entre o teórico dos atos de fala de um céu e o pós-estruturalista já que deve dar se tornou bastante hostil por causa do papel da intencionalidade não estudo de 1971 derrida criticou a teoria dos atos de fala proposta por John Austin professor de Johnson que escreveu uma réplica e
entre outras coisas argumentou que nossas intenções não estão separadas de nossos enunciados e sentenças como se fossem algo independente delas ele afirma que cada sentença de uma língua é justamente a realização de uma intenção os templos eu digo chato é você por causa da ordem das palavras você vai entender que alguém me chamou de chata me insultou e que eu estou respondendo a esse Insulto também ofendendo essa pessoa essa sentença tem essa organização sintática porque a minha intenção é a de responder ao Insulto se não fosse uma resposta eu teria que organizar o enunciado de
outro jeito como por exemplo você é chato aí seria apenas um insulto e não uma resposta a um insulto anterior por isso são diz que é simplesmente impossível desconsiderar a intencionalidade ela está na língua e nos textos segundo ao desconsiderar a intencionalidade essa definição também desconsidera o papel da linguagem um instrumento de comunicação Imagine que você tem uma caixa com letrinhas feitas de madeira e seu gato derrube a caixa e espalhando as letrinhas no chão e formando a seguinte frase estou com fome se isso aconteceu por Acidente não houve uma comunicação entre seu gato e
você mas se o gato teve a intenção de emitir para você uma mensagem houve comunicação terceiro essa definição desconsidera o contexto situacional pois na Perspectiva pós-estruturalista o texto não mais resulta de uma ação Internacional e com isso de uma intenção do remetente que deve ser reconstruída pelo destinatário como um elemento do contexto com isso o texto é desancorado do contexto de produção O que permite que o leitor construa seu próprio texto mas o professor já com esse friozinho da Universidade de São Paulo lembra que não somos totalmente livres para isso na interação entre o controlador
de voo eo piloto do avião não cabe negociar sentidos pois se as instruções do controlador não forem seguidas o resultado seria um acidente aéreo o quarto. Negativo é que como A negação da autoria do sujeito e da intencionalidade surge uma questão ética quanto à responsabilidade pelo texto se o autor está morto como dizem os pós-estruturalistas ninguém mais é responsável moralmente pelo que diz mas será que isso é assim mesmo tá vendo só definir o que é texto é mais complicado do que parece o que você achou dessa definição Escreva aí nos comentários não se esqueça
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