exposição sobre línguas indígenas no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo oferece uma amostra da riqueza cultural do Brasil o uso da língua vai muito além da comunicação é uma forma de ver o mundo é cultura e conhecimento amostra fica em cartaz Até abril de 2023 vindo das nuvens um rio de palavras atravessa exposição em eporã memória e transformação expressão que entupi-guarani significa boas palavras elas também se transformam em chuva e cachoeira e se misturam aos sons da floresta o canto dos pássaros lembra que as línguas se originam de sons anteriores a presença humana cada
árvore representa um tronco linguístico um conjunto de famílias da mesma língua ao colocar o fone descobrimos nova sonoridades este vídeo mostra que antes da chegada dos colonizadores europeus eram faladas mais de mil línguas guerras massacres conflitos durante a construção de rodovias invasão garimpeira desmonte de políticas indigenistas entre outros acontecimentos foram e são brutais para essas culturas que resistem imaginar um Brasil Colônia em que a língua mais falada era uma língua indígena e de repente né essa língua essas línguas são proibidas e o português se tornam obrigatório contextualizar as línguas também é contextualizar a luta dos
povos indígenas suas histórias de resistência né porque não é apenas não só apenas grupos né as línguas foram perseguidas também a pedra onde está representada a arte feita pelos ancestrais dos povos originários atuais pode ser tocada a lembrança dos primeiros contatos é revivida e Neste contexto estão as obras de artistas indígenas contemporâneos como Denilson banilla jaideres Bel e da curadora dayara Tucano além da urna funerária em destaque estas outras peças entre elas adornos e cerâmicas são do museu de arqueologia e etnologia da USP essa viagem no tempo inclui a conquista de direitos com a Constituição
de 1988 em pleno século 21 a riqueza cultural do Brasil impressiona 305 etnias indígenas resistiram ao processo de colonização e ao avanço de ameaças como desmatamento de várias regiões naturais e mais adiante a invasão de territórios demarcados por lei com tudo isso ainda temos o registro no país hoje de 175 línguas indígenas a gente se relaciona com o mundo a partir da língua ela não é só comunicação ela é construção de conhecimento quando uma língua morre ou adormece né porque ela pode ficar adormecida e voltar como já está acontecendo com muitas línguas indígenas morrem formas
de pensar formas de se relacionar com o mundo e culturas hum coisas da Terra e do céu emoções e sentimentos plantas e animais na parte interativa da exposição descobrimos palavras e seus sons em gang e Xavante Irã falar de línguas está muito além de entender o som que elas têm o ritmo que elas têm e enquanto a gente se encontra numa dificuldade do introduzir né de haver conceitos ideias que não são literalmente traduzíveis para as línguas ocidentais existe uma um aspecto que a gente pode transmitir sim a qualquer um que é o sentimento aqui está
uma mostra da produção de realizadores indígenas contemporâneos em vários Campos do conhecimento temos ali os pesquisadores Os estudantes os linguistas os antropólogos os cineastas Escritores músicos artistas né que estão ali em diversas frentes né trazendo através de diversas expressões suas histórias de vida mas também individuais e coletivas nessas histórias de seus povos e juntos nós fazemos parte dessa grande movimentação né juntos todos nós somos indígenas em movimento Existe sim uma uma invisibilização muito grande das Produções indígenas que é uma coisa assim faz parte dessa violência estrutural no Brasil mesmo então assim a gente precisa ter
uma postura muito combativa em alguns momentos para poder falar não esse lugar é meu então tá ali a gente já passou né dessa fase dos paternalismos dessa fase da da tutela né nós merecemos temos direito porque somos filhos desta terra também em culturas estreitamente ligadas a espiritualidade não poderiam faltar os pajés suas vozes seus objetos rituais palavra tem espírito como explica o texto do xamãmi e em português e de um rio voador de palavras como aqueles que formam as chuvas na Amazônia a partir das evaporações em nuvens surge a poesia em forma de serpente voadora
dizendo que as línguas não morrem elas sonha como ensinam esses anciãos após essa sala do Canto dos pajés a gente atravessa essa chuva novamente e recai na floresta e eu espero que as pessoas possam recair na floresta com aquele encanto de estar redescobrindo né essa sensação de que a todo momento nós estamos redescobrindo a vida a todo momento nós podemos aprender a amar essa essa vida eu ia fazer de tudo para respeitá-la nós estamos num momento que é a sexta maior extinção em massa no planeta de drásticas mudanças climáticas né de grandes crises econômicas e
sociais e políticas também decorrentes disso e as terras indígenas são as que protegem mais de 80% da biodiversidade no planeta e se isso acontece é devido aos valores ao direcionamento de nossas culturas e agora tá na hora de ouvir e única e o melhor ouvido é o coração né agora está na hora sentir [Música] calma e o líder [Música]