Olá seres humaninhos mais um vídeo aqui nesse canal e eu espero que vocês gostem roda a vinheta [Música] o livro Como Ser um educador racista é de Bárbara Karim barba Karine é uma mulher Cisne negra é mãe da Bahia [Música] escritora professora idealizadora da Escola Maria Filipa primeiro escola afro-brasileira do Brasil formada em química e filosofia pela Ufba além de ser mestre e Doutora ensino de química pela mesma Universidade ela é autora de dois livros além desse aqui descolonizando saberes mulheres negras na ciência e história Preta das coisas 50 invenções científico tecnológicos de pessoas negras
ambas ambos finalistas do famoso prêmio Jabuti é meu bem tá pensando que a mulher veio a passeio não não você encontra ela no Instagram pelo arroba uma underline intelectual underline diferentona Então vamos para resenha desse livro aqui vamos lá [Música] e o livro já começa maravilhoso com o prefácio da deusa nenhuma língua Gomes que inclusive um dos seus livros para a parte aqui da resenhas de minhas leituras a primeira playlist Desse Canal Bárbara Karine se apresenta logo atribuindo-se como uma intelectual diferentona É e ela é mesmo gente basta olhar o Instagram dela que logo vocês
irão entender e já dá o papa firmando que não existe receita pronta de como ser uma Educadora de racista mas nos convida a refletir e discutir possíveis caminhos para tal Ela já me pegou nesse início do livro quando diz que professores e professoras são doadores de memórias gente isso é tão profundo quem é educador vai saber do que eu estou falando doadores de memórias isso é muito bonito mas eu vou deixar aqui uma observação minha eu acho que Todos deveriam ler esse livro Independente se você é educador se você é Educadora se você não é
eu acho que você deveria ler mesmo assim porque ele tem uma escrita de fácil compreensão porém não é superficial tá Que fique claro que nos prende e nos faz refletir muito sobre os impactos que o racismo gera na nossa sociedade então bora ali galera acredito que uma das maiores provocações desse livro está logo no primeiro capítulo a começar pelo título e que título eu professor Branco posso ser anti-racista esse é o título e a resposta é sim sim gente quando compreendemos que cada um de nós temos uma raça e o branco é uma categoria de
raça e não ser universalista hegemônico como fomos constituídos a acreditar ao longo de toda a nossa história entendemos que cada um tem o seu lugar de fala sim inclusive os brancos mas a pessoa branca por mais anti racista que seja precisa ter consciência dos seus privilégios na sociedade E por que não usar desse Privilégio para combater o racismo não é mesmo Bárbara fala justamente dos espaços de poder que o branco ocupa E como a sua voz ecoa muito mais do que a nossa e esse é o ponto pessoas brancas podem e devem exercer esse papel
na luta anti-racista mas carinho Alerta não é fazer um papel Tutelar de nós nos infantilizar sabe e tirar o nosso lugar de fala é usar justamente os espaços de poder onde a gente não chega e lá colocar a Boca no Trombone mesmo pelas causas antes de racistas no capítulo um caso de racismo na escola como atuar traz a importância das leis 10.639 e 11.645 como importante mecanismo de defesa anti racista para quem não está ligado essas lentes traz a obrigatoriedade do ensino da história africana afro-brasileira e dos povos originários não é facultativo galera é lei
e a Lei precisa ser cumprida ela também discorre sobre intelectualizar pessoas negras entre aspas enegrecer os espaços acadêmicos é uma importante estratégia anti racista Mas é claro que para isso precisa sim de políticas públicas de acesso e de permanência da população negra nas universidades já um maravilhoso Capítulo como pensar práticas anti racistas em sala de aula novamente ela afirma que gente não tem receita de bolo aqui não hein mas nos convida primeiramente a perceber o espaço escolar sobre uma cosmovisão da coletividade ela destaca a filosofia a um luto que tem como premissa o eu sou
porque nós somos Ou seja é o oposto do individualismo pelo contrário é a união a unidade a coletividade nesse capítulo ela cita também Ailton krenak sobre a percepção da velhice dos povos indígenas e por que isso é colocado como a questão que envolve a escola assim na minha opinião uma sociedade que respeita os seus mais velhos os seus antepassados os seus ancestrais é uma sociedade que terá uma outra percepção do ser de ser estar no mundo isso me lembrou muito a dinâmica de terreiros de candomblé por exemplo onde não há individualismo tudo é para todos
e todos é para tudo da criança até o ancião todos são tratados como tendo a sua relevância naquele espaço embora haja assim A Hierarquia de Carlos mas não há uma hierarquia de um sobre o outro enfim é um capítulo Norte a dor para pensarmos em outras potências culturais em outro modo de ver o mundo para Então exercermos as práticas anti-racistas inclusive ela até apresenta o calendário de Colonial da Escola afro-brasileira Maria Felipa da qual ela é a idealizadora e olha que sonho de calendário gente que é assim maravilhoso sonho de qualquer professora racista diversidade não
se constrói se celebra Bárbara quebra desmistifica a figura do homem sabe o homem branco hetero a figura central da sociedade o ser universalista é preciso destituir essa visão para enxergarmos o mundo plural E aí ela vai falar da pedagogia da implosão gente eu amei esse termo e não dá inclusão Pedagogia da inclusão e não dá inclusão eu quero muito ler um pequeno trecho aqui dessa parte tá na página 127 a pedagogia da inclusão eu falto uma diversidade de implosão e não de inclusão a perspectiva da inclusão perpassa pela concepção de que vamos colocar o diferente
para dentro mas sem nos preocuparmos com a subjetividade desse outro sem avaliarmos as estruturas já vigentes se elas comportam e escolhem essa diversidade inclusão significa ser incluída convidada para uma festa na qual as pessoas já estabeleceram o que você pode vestir o que você pode comer Qual música você deve dançar trata-se de uma falsa abertura que não reconhece esses sujeitos como a gente sociais que o tempo todo transformam a realidade social em seu entorno o que estão chamando aqui de pedagogia da inclusão destrói o Pródigo o edifício Branco sempre ocidental e constrói a várias mãos
a nova festa da diversidade cada um escolhendo o seu par sua vestimenta sua comida seu modo de dançar uma verdadeira celebração da existência humana e de sua ex amplas potencialidades muito bacana Pedagogia da implosão eu amei esse terminal Bárbara Karine vai encerrar seu livro definido o que é ser um educador anti racista E aí um pequeno trecho na página 145 o educador a Educadora anti racista é acima de tudo uma pessoa consciente de si dentro dos sistemas de opressão que estruturam a nossa sociedade ele ela é aquele sujeito que em uma sociedade estruturalmente racista compreende
que não há como fugir psicologicamente desse mal social se não destruirmos o racismo em suas bases e aqui o até inclui que a base puxando um pouquinho nessa sardinha para o meu lado afinal de contas eu sou professora de educação infantil para mim a base na educação está sem dúvida na educação infantil e com esse trecho eu encerro a resenha de hoje sejamos doadores de memórias percebendo a escola como um espaço de potência para a luta antirracista esse é o primeiro vídeo do resenhas de minhas leituras e eu espero que vocês tenham gostado desse conteúdo
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