[Música] discutir a questão da velhice do racismo é bem desafiador até porque nós vivemos numa sociedade que nega o racismo uma pesquisa realizada pela fundação rosa de luxemburgo mostrou mapeou mais de 5 mil municípios no brasil ea pergunta era tem racismo no brasil e as pessoas disseram sim você é racista as pessoas disseram não estão no brasil a gente tem esse jogo de esconde esconde por outro lado nós temos uma lei que diz que racismo é crime inafiançável e imprescritível ou seja afirma a existência legal do racismo e como discutir racismo e velhice ao mesmo
tempo que é desafiador é uma discussão que precisa ser realizada vivemos num país onde ser velho ainda é tratado como algo descartável e não reconhecendo o valor da pessoa velha como a pessoa sabe que teve uma vivência de muita espera e muita experiência que pode contribuir com a juventude e agora imagina você ser velho e negro no país racista porque não tem como negar a minha fala que o brasil é um país racista eu como mulher negra tem vivenciado isso em todas as dimensões da minha vida então eu gostaria de fazer duas afirmações para reflexão
de vocês primeiro envelhecer sendo um homem e uma mulher negra no brasil é um ato revolucionário e por que o diga um ato revolucionário porque o brasil é um país que mais mata jovem negro a cada 23 minutos morre um jovem negro então você imagina ea soma de quanto os jovens negro morre no final de uma semana e esses jovens morrem entre 15 e 29 anos então eu envelhecer é um ato revolucionário é quebrar com o padrão estabelecido onde o estado brasileiro não tem realmente atuado firmemente então é um ato revolucionário envelhecer nesse nesse país
chegar à velhice como a pessoa negra é realmente algo inesperado já que o brasil é um país que historicamente mata os jovens nem jovens brancos pobres e na sua grande maioria são jovens negros que morre a outra coisa que envelhecer no brasil sendo um homem e uma mulher negra é você entender que você viveu 70 e 80 anos experimentando cotidianamente do racismo praticado por pessoas pelas instituições e pelo estado brasileiro ou seja é uma vida toda de resistência de construir estratégias de sobrevivência de ter que lidar cotidianamente com o mal estar que o racismo causa
eo racismo não é algo abstrato ele é praticado por pessoas concretas por instituições concretas e pelo estado brasileiro e principalmente quando esse estado não garante a todos os brasileiros independente de raça de co de identidade sexual e identidade de gênero e orientação sexual garantias de viver com dignidade e finaliza a minha fala porque ficar o é uma coisa é ouvir pessoas falando outra coisa um vídeo dizer que também envelhecer sendo um homem e uma mulher negra é lutar cotidianamente para manter aceso dentro de você o sonho a beleza o desejo de viver plenamente já que
a maioria negra no brasil ainda é maioria é pobre então imagine o que é você sonhar com o acesso à educação superior a ter uma moradia ou seja tem uma vida digna como está posta na constituição de 88 não guardar o sonho guardar vida guardada veja é também um ato de resistência então não dá para discutir velhice racismo velhice negritude se não falar de resistência se não falar de de dessa revolução que a gente precisa fazer no cotidiano entendendo revolução como realmente um ato de quebrar os padrões que estão postos pela sociedade que é majoritariamente
racista espero que eu tenha provocado em alguns reflexões de vocês eu sei que vai ter uma outra pessoa que vai ficar fazendo a discussão com vocês e um desejo que seja uma tarde de muito aprendizado e de que os brancos aqui presente entendam que é preciso revisitar no seu interior se tem praticado racismo contra as pessoas e os negros aqui presente possam entender que a gente precisa se manter firme na luta é para se manter vivo pra existir e claro lembrando que a luta contra o racismo não é uma luta só do povo negro é
uma luta de toda mulher de todo homem que acredita em uma vida digna para todas as pessoas obrigado e bom evento