ah [Música] [Música] veja que interessante eu vou é ter um diálogo que aconteceu nos anos 80 entre meu filho e eu e num certo momento ele compor ânsia que aconteceu fora bem a menina veio depois a menina na caixa da caixa já pois ela no chão e vem um carinha pai todo gol pra cima de mim e eu joguei a menina no meio das canetas dele quando peguei a menina do outro lado do rapaz veio outro carinha dele um drible na vaca quando peguei a menina de novo goleiro saiu em cima de mim eu não
tive dúvida meti o pé embaixo a menina qualquer hora na coruja pág baita de um golaço que eu fiz eu me dei conta primeiro ter e não fez tudo aquilo final seria um gênio futebolístico mas ele estava demonstrando nos seus oito anos na capacidade imaginativa uma capacidade criativa no imaginário futebolístico inpa mas o que isso tá demonstrando o domínio de elementos da cultura futebolística que só o menino naquela época dominava porque a menina não tinha acesso àquele universo porque aquele universo é restrito ao gênero masculino a mulher ao longo da sua história né da sua
posição na sociedade ela sempre teve em segundo plano então nós vivemos fomos educados e eu acredito isso vem mudando com o tempo mas nós somos educados dentro de uma sociedade machista patriarcal então o lugar da mulher não era para a exposição do corpo não era para as práticas esportivas [Música] [Aplausos] a mulher então passa a ter um espaço no mundo esportivo não que ela não participasse antes disso mas ela não tinha o mesmo espaço conferido aos homens e isso vem mudando ao longo do tempo era se apropria e mostra com todas as letras que a
melhor capacidade do menino diz muito menos a uma imitação bill fisiológica da menina e muito mais é uma limitação cultural de uma menina que teve historicamente restrições de acesso os professores ampliam a possibilidade da menina dominar trabalhar conhecer sem fazer com que ela fosse estereotipada como mas colonizada como alguém que fugisse do universo feminino que tivesse que abrir mão de sua feminilidade para se apropriar de uma prática corporal o que as meninas mesmo pensam disso como é que elas vêm a participação delas meninas dentro do futebol ou dentro de modalidades esportivas que culturalmente foram ditas
masculinas eu quero mostrar presente que futebol não é só nessa caminho para o pódio da menina também que é bom jogar isso se dá no caminho inverso o menino pode hoje brincar de boneca sem necessariamente ser estigmatizado como feminino porque depois mais tarde ele vai casar vai ter um relacionamento vai ter um filho e ele também vai estar lidando com o seu filho vai estar trocando fraldas do filho embalando filho por conta de um aprendizado que na época da brincadeira ele pôde exercitar quando a questão é a futebol é coisa de menino ou uma marolinha
coisa de menina a gente simplesmente disse que não é eu jogo amarelinha e as atividades é simplesmente você fazer também você falou a gente vai pular amarelinha o professor lá participar quem tivessem grupo depois a gente prende bom melhor que mistura é que sejam ficam misturados tudo bem se não tiver se não tiver como tem problema mas é melhor eu misturo porque vocês aqui estão misturados porque lá tem que ser diferente se dentro da escola eu criar situações e que em que meninos e meninas tenham que compartilhar o mesmo espaço tenho que dividir as mesmas
opiniões que eu tenha que dialogar sobre determinados assuntos sobre determinadas participações e que nessa participação eu sou levado a entender que o corpo da mulher que está ali é igual ao meu corpo que a maneira com que ela olha o mundo também pode ser a mesma maneira com que o menino olha e que isso seja discutido e que isso seja vivenciado experimentado nas aulas de educação física se pressupõe se imagina que também isso vá pra rua vai pra vida desse menino respeitar o próximo respeitar a mulher e aí você vai aos poucos na contramão daquilo
que a história produziram ao longo da construção do lugar ou do papel da mulher na sociedade o fato da dessa construção é de que a menina quando nasce ganhou uma boneca o menino quando nasce ganha uma bola de futebol e isso historicamente vai sendo levado é para a sociedade de uma maneira geral então de alguma maneira não se admite ou é não se pensa dessa forma é se a gente pensar que o professor também ele constrói as suas atividades ele é tem uma maneira de encarar essas atividades e essa forma de encarar também foi construído
anteriormente socialmente ele também tem que ter uma visão ou tem que ter uma postura de inclusão é inclusão da menina para que todos tenham repito uma possibilidade de sucesso nessas práticas [Música] ah [Música] [Aplausos]