[Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] Ah. [Música] He He he he เฮ [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] เฮ [Música] [Música] [Música] เฮ [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] He he เฮ [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] เ [Música] [Música] เ [Música] [Música] Fala rapaziada, fala Globo Podcast. Mais um dia ao vivo, sorriso no rosto. Mais uma vez tendo a honra de poder falar com um colega da PMBA, meu irmão, nossa polícia barril da Bahia. Bahia, Bahia é barril, irmão. Já tô ligado já nas paradas. Barril dobrado. Muito bom. E é isso aí,
cara. Então, um abração para todo mundo que nos assiste aí, o Brasil todo, de outros países também que nós temos audiência. E vamos nessa. Vamos falar com soldado Correia podcast 296, irmão, é teu. >> Como eu falei a você, eu faço parte dos 300 espartanos, né? Se eu fosse o episódio 300 ia chegar chegar bem, que é Um dos ideais que eu trago pra minha vida. É os ideais de Esparta. Tenho tatuagem, eu acho, acho massa. Valorizo isso aí, Gláber, irmão. Primeiro eu queria agradecer a oportunidade, né, de sentar nessa cadeira aqui, onde sentaram tantos
outros combatentes, talvez até muito mais experimentado que eu, né? Corre é um cara humilde, irmão. Eu sou um cara que trabalho mais na vontade, na determinação do que ser um cara cursado que tenha Feito o curso. E aqui meu curso, fiz um curso de formação que trouxe pra gente muita experiência, né, quando eu entrei na polícia e foi um foi a coordenadora do curso, inclusive é uma pessoa que eu considero como mãe, a capitã Rosimério, mandar um abraço, um beijo para ela. Essa semana a gente conversou quase uma hora por telefone aí, trocando experiências de
polícia, né? E no curso ela pôde trazer pra gente muita a tentar aproximar o máximo da realidade do que Seria, né, a vida policial pós curso, que o cara sai do curso de de formação, o cara sai verde, né? E eu escolhi ir para o lugar que na época até hoje é o lugar mais temido. A polícia fica assim, pô, 40 eu não vou não. Como é conhecido na Polícia Militar, a Caverna do Dragão, né? Quem entra lá para sair é difícil. Eu escolhi, tenho muito orgulho de pertencer à quadª. Sou muito grato a Deus
por ter tido na 40 a experiência e a oportunidade de trabalhar com Policiais que agregaram muito a minha carreira. né? Mandar um abraço, posso ir falando, mandando um abraço para essa galera aí. Mandar um abraço para meu grupo Delta, >> né? Mandar um abraço para Tiofinho, para Orlandão, para Henrique Reis, Santos Araújo, Marley, Mauro, Jumentinho, Fues, eh, Ítalo, Boa Morte, é muita gente, eu não vou não vou lembrar de todo mundo, mas cada um teve uma porção fundamental assim em agregar a minha carreira. Aprendi muito com eles, né? E a minha história na polícia, né?
Não tô aqui para pagar mistério, como a gente fala, dizer que eu sou retado, que eu boto para [ __ ] que eu faço e aconteço, não. Mas é é fundamentada em muita vontade, muita determinação, né? Eu sou aquele tipo de policial assim que não consigo aceitar que traficante, ladrão, marginal se crie, faça carreira, né? Eh, desde que eu entrei na polícia até Hoje, a minha história foi essa aí. Foi sangue, foi vibração, foi para cima. O peto da 40 hoje, eu digo para você com propriedade, não perde para nenhuma especializada, nenhuma outra especializada da
polícia, né? A gente, a comandante, atualmente é uma comandante mulher, né? Ela a major que que é nossa comandante, sempre tá todo os serviços a gente tá treinando ali no quartel. a gente faz uma pista ali, tá indo ali treinando e daqui a pouco a gente desce Pra área para poder botar em prática o que a gente tá tá treinando ali, né? E como eu te falei, eu vim, a minha história para entrar na polícia foi muita dificuldade, né? Muita dificuldade mesmo. Passei muita necessidade durante o estudo, a época de estudo para chegar até a
polícia, né? Mas desde o momento que eu decidi ser policial, isso tá em mim, eu falei: "Eu vou vou vencer". Não tem a opção de desistir no caminho ou de arregar, não. Eu vou vencer, né? Não tive dinheiro para pagar cursinho nem nada. O meu concurso na Polícia Militar foi o mais concorrido até até a época que aconteceu o concurso tinha sido o mais concorrido da história da polícia, né? Na minha turma temos advogados, engenheiros, muita gente com com superior completo que foi tentar concurso paraa polícia. E hoje o que eu posso dizer para quem
tá chegando aí é que a Polícia Militar do Estado da Bahia não é lugar para Misterioso, não. Foi um dos piores dias da minha vida, mas que graças a Deus foi só um susto. E aí quando eu ol, cadê o guri, cara? Aí já veio na cabeça, levaram meu guri para dentro do boqueirão e os caras vão esculachar. Os caras vão fazer arregaça com meu filho, né? Desde que eu entrei na polícia fui ameaçado, já já tive minha família ameaçada, meus filhos, né? Vivi episódios assim que são marcantes para mim. Eu no dia do do
Lembro como se fosse hoje, no dia do aniversário do meu guri, do meu filho, inclusive mandar um beijo pra minha mãe que tá em casa me assistindo, minha esposa, minha filha mais velha, que eu acho que tá assistindo também. Não sei se tá a gurizada normalmente vê depois, né? Ó o papai ali, ó, na TV. Papai tá famoso, né? Mas não tô famoso, não tô buscando isso não, irmão. A, o ideal sempre é trazer um pouco da nossa realidade para quem tá em casa, o juízes De plantão, o juízes de sofá, que normalmente se você
for parar para analisar na história do mundo, né, sempre quem julga muito não tem noção de [ __ ] nenhuma do que a gente vive, não tem noção da nossa realidade e não é diferente. Eu me lembro no aniversário do meu guri, eu tava novo de polícia e a minha história no nordeste é bem bacana, irmão. É, é marcada por vários, como a gente fala lá na Bahia, vários [ __ ] que pariu, é a situação que chega aquele Caos ali, é troca de tiro, é agonia. Minha história na 40 é essa aí, né? Já
tive dias de de descer pra área, trocar tiro seis vezes, sete vezes no dia, subir pra companhia de novo, carreguear mais munição e descer de novo, né? Então, no no tava próximo ao aniversário de meu filho, a gente foi fazer um ensaio fotográfico no Parque da Cidade. Parque da Cidade ele dá acesso à área da Santa Cruz, que é uma das áreas que a quadª a 40 cobre, né? E meu filho é Traquino. Eu fui com um amigo irmão meu que é policial também, fotógrafo, Thiago Bost para fazer. Um abraço para Thagão aí, um abraço
pro meu irmão, uma pessoa que eu tenho muito carinho. E a gente foi fazer um ensaio fotográfico do guri no Parque da Cidade. E a chegar, ao chegar lá, eu já tava acostumado, sabia que a galera ali me conhecia. Eu trabalho ali, então é normal que me conheçam. Thiago começou a perceber os olhares, irmão, tem uns caras te olhando Aí. Tem os caras te olhando aí. Eu falei: "Não, não tem problema não. Tá cheio de guarda municipal, tem polícia aqui no parque. A gente só não pode ir muito lá pro fundo porque dá acesso ao
portal da que dá acesso ao pistão, né, da Santa Cruz. >> Nesse caso aí tinha carga do crime, >> tinha já já os monitórios, visão já aplotando. A polícia tá aí. Aí eu falei: "Irmão, na hora que a gente for sair, que for pegar o carro para ir embora, a Gente deixou no área de mato, os cara pode ir pelo mato e emboscar a gente, então vou pedir apoio de viatura aí". >> E tu falou assim: "Meu filho é traquino." O que que quer dizer traquino? >> É aquele menino que é arretado. >> Ah, tá.
Arretado. >> É porque eu tô aprendendo ainda aí a giras do do baiano. Do >> baiano. >> É. E aí meu menino é é brincalhão. Nessa Que eu tava conversando com com com Borges, meu filho deu um drible na gente, [ __ ] deu um drible na gente. Foi um dos piores dias da minha vida, mas que graças a Deus foi só um susto. E aí quando eu ol, cadê o guri, cara? Aí já veio na cabeça, levaram meu guri para dentro do boqueirão e os caras vão esculachar, os caras vão fazer arregaça com o
meu filho, né? E aí eu falei: "Porra, fodeu". Pedi apoio. Alfa 11, Alfa 11, Alfa 11. Meu filho sumiu aqui na época. Eu comandava o motopeto, a guarnição do motopeto era o comandante. Foi a primeira guarnição a chegar, né? E eu acho que o peto desceu pelo pistão. De onde eu tava, eu já ouvia tiros. Os cara trocando o tiro. Eu falei: "Puta, velho, meu filho tá aí dentro." Cara, foi uma sensação de desespero muito grande, irmão. Desespero muito grande. Depois os colegas até me apertaram: "Pai, o que que você veio fazer aqui, [ __
] Que [ __ ] você tem que vir fazer aqui no Nordeste?" Pô, esquece o Nordeste, pô. Vai para outro lugar. >> Já trabalha aqui, já tá aqui sempre. O visual do parque da cidade é lindo, pô. E eu sou daquela teoria que a gente tem que ser inteligente. Tem, mas não é o polícia que tem que temer o vagabundo, não. É o bicho que tem que temer o polícia, pô. Ele tem que ver o polícia, ó, vazar, pô. O lugar dele é lá como como eu admiro muito piton, piton, Policial do cóo da Bahia,
um cara, [ __ ] o cara tem feito uma história da [ __ ] aí na polícia civil e o lugar deles é dentro do boeiro, [ __ ] A gente não pode ter nosso direito privado por causa de vagabundo. Só que eu não vou colocar em risco nunca a vida de meus filhos, né? Eu fui naquele dia porque realmente tava tendo aula de fit dance, que é um grupo de dança, tava bem policial, muito, muito, tinha muito policial no no parque. Mas quando o guri sumiu, irmão, entrei desespero. Isso demorou cerca de uns 15
a 20 minutos eu procurando o guri. Eu falei: "Vou invadir o pistão sem colete, só com minha pistola. E Thago, né? Tava comigo. Aí quando os colegas chega, eu tava vindo disparo dentro do do do pistão, fala: "Meu Deus, tô matando meus filhos ou já deve ser os colega confrontando aí". Sério, irmão, foi eu fiquei fiquei [ __ ] >> nesse período. >> Quem é pai entende o que eu tô falando, né? [ __ ] nesse intervalo. Então, 15 minutos você ficou semu, >> antes você já tinha visto que tinha os caras ali do Já,
>> já, já tá, já tavamos me plotando. Não, eu a gente vai assumir o serviço, a gente passa por um esbazinhos que tem na na os caras já plotam, ó, ele tá chegando aí, a polícia tal tá chegando aí e tem alguns polícias lá no no Nordeste que Foi até a bandidagem que deu, que é o meu grupo me aguardendo, a tropa do acerola. Mandar um abraço pr pra Cerola aí, Tiofinho. Por quê? >> Tiofinho é negão, pô. Aquele negão se você lembra de Acerola do Cidade? Tu >> falou três nomes aí. Toofim, tu falou
vários, né? Aí tu citou também jumentinho. >> Jumentinho. >> E morte o quê? >> A morte. >> Morte seca. Que que falou? >> Sa. A morte é como é cham >> o nome do colega aí. >> A morte. >> A morte >> é como a gente chama ele. O homem é com esses caras que que que eu aprendi a ser polícia, irmão. >> Sim. E pode ser até assustador para quem tá em casa o jogador, a morte, esses caras devem ser psicopata, não são pais de família, são pessoas que tm um Coração maior que o
peito, que respeita a mãe, trata o filho com muito amor, a esposa com muito carinho. Atribuir a a ao policial a característica de agressivo, de agressor, de uma pessoa estourada é muito fácil, porque por vezes a gente tem que usar da violência no nosso serviço. Mas o nosso serviço é uma coisa, a nossa vida pessoal, a nossa família é outra. E no nosso serviço a gente só usa a violência quando ela é necessária. Ninguém eu não saio de casa com intenção, hoje eu tô afim de matar. Não, a intenção não é essa. A intenção é
fazer meu trabalho, pô. Agora você quiser trocar tiro, a gente vai trocar até o último carregador, até a última munição, [ __ ] Não tem não tem essa não. E aí pr para encerrar eu tava naquele desespero >> do teu moleque, né? E aí o pessoal do Motopéto que que era o os canga na época que trabalhava comigo, os caras foram Até o parque da cidade e aí corria. Qual foi, irmão? Qual foi? Quando a viatura chega no parque, as motos chegam no parque, eu sou pai, pai, seus amigos. Tinha um brinquedo inflável imenso. O
guri entrou no brinquedo, [ __ ] Nem a monitora, a pessoa que tava fiscalizando o brinquedo viu. Aí tá o guri lá em cima, ele se escondeu mesmo. Tava lá pulando, brincando na [ __ ] do brinquedo do Flávio, achando que o guri tava tinha tinha feito o meu guri refém. Quando ele Viu a viatura que meu filho é guiso mesmo de polícia. Meu filho é é guiso. Meu filho, ele tem uma aquela arma que você bota o dardadozinho e atira, né? E a gente em casa fica patrulhando os dois, pô. >> Ah, uma criança.
É, pô, se eu fosse médico, meu filho ia tá com estetoscópio, né? Ele tá com eu sou polícia, pô. Eu quero que meu filho goste de polícia, pô. >> Eu não ensino meu filho a fazer maldade Com ninguém dentro de casa. Eu digo ele quando ele aponta a arma para alguém, ó. Controle de cana, irmão. Controle de cana. Você não aponta arma para ninguém não. Você só aponta a arma quando você vai atirar, velho. É, pai. Ó, ganha o beco. Aí ele vai faz e é desse jeito. Então, meu guria guiso, quando ele viu a
viatura, pai, pai, pai, pai, seus colegas, eu, filha da [ __ ] >> já tinha chegado o apoio mobilizado. >> Irmão, eu fiquei desesperado esse dia. Aí eu já tava pensando assim, rapaz, eu vou entrar nessa [ __ ] aí do jeito que der, camicaze. >> Mas tu falou que eu vi um disparo. Teve. Teve disparo porque a viatura foi na Santa Cruz para ver se tinha alguma coisa lá. E lá sim, você entrou na Santa Cruz, em quase todos os lugares da do do bairro da Santa Cruz, Boqueirão, buraco e é e buraco é
Beco das Pedr, né? São Nolá, São Policarpo, Areal. Você entrou, vai trocar tiro, [ __ ] Então, a viatura Entrou, os cara entrou no apoio porque eu tinha dado o Alfa 11. Alfa 11 no o o no código da gente é alerta geral, polícia perigo. Então quando a viatura entrou, o pau quebrou e do parque é muito próximo. O acesso, um dos acessos ao a ao a ao a a Santa Cruz é pelo Parque da Cidade, principalmente para o pessoal da comunidade que pega ônibus, eles passam por dentro do parque, o ponto de ônibus é
na frente do parque e ali a galera de manhã cedo vai pro Trabalho. Então é um lugar de acesso, é próximo. Então eu vi disparos, eu imaginei, [ __ ] >> meu filho tá lá, o pau tá quebrando, mas graças a Deus, >> né? Então, minha história no no Nordeste sempre foi muita agonia. Os colegas falam: "Você atrai problema?" Eu falo: "Não, talvez Deus tenha me feito, me colocado na função de resolver o problema, né? E eu assumo isso aí. Eh, em casa eu não tenho muito apoio não, [ __ ] Minha mãe sempre que
fala comigo, mas que vida maluca essa que você vive, cara? Você acorda na agonia? É perseguição interna. É, é, e você sempre tá nessa de polícia, de polícia. Tudo que de 10 palavras que você fala, 11 é polícia. Eu amo o que eu faço, irmão. Eu tenho amor pelo que eu faço. Eu vou dizer a você assim que eu preciso do dinheiro, mas se eu tivesse uma condição financeira muito boa, até de graça, eu faria essa [ __ ] velho, que é o que eu Gosto, né? Eu tava no último serviço Marley com o smartwatch
dele lá, a gente andou 12 km dentro de favela, irmão. Isso todo serviço, todo mundo suado. A farda pingando, você torcia assim, caía o suó. Is você olha, tem que ter um preparo físico de atleta. E a gente tá ali, ó, todo dia quebrando e amassando em cima da criminalidade, né? Então assim, entrei na polícia, eh, quando a gente entra na polícia, lá Na Bahia tem aquele negócio do PO, né, que é o policiamento ostensivo. O PO ele tem várias modalidades e quando você entra na polícia a modalidade é a pé, né? e do é
como se fosse um período de estádio. Então quando eu cheguei logo na 40 eu fiquei durante um período nesse PO. Polícia com aquele colete reflexivo, parecendo guarda de nada contra os guardinha de trânsito, mas eu queria ser aquele polícia do peto. >> Eu queria, eu eu queria, eu era guiso. O grupo que eu que eu entrei, que eu me tornei quando eu quando eu fui subir por perto, o grupo que eu fiz parte era os caras que eu guisava, que eu ficava, pô, esses caras, eu tinha até medo dos caras, falei: "Esse cara é maluco,
porra". Me >> ajuda o Globo aqui. Guisava é o quê? >> O Guiso é o admirador do polícia. Aham. Lá na Bahia a gente fala que >> que tu falou: "Meu filho é guiso." Aí eu Fiquei, pô, vou perguntar de novo. Não, deixa falar. Mas é bom você falar porque >> daqui a pouco eu entendo. >> A gente fala achando que todo mundo tá entendendo, mas não tá, né, irmão? >> Então assim, lá na Bahia a gente fala muito isso. >> Tem o guiso do polícia e tem o guiso do ladrão. Tem um cara que
não é ladrão, mas quer aparecer o ladrão, se veste igual, quer tá o caminhar, o jeito de ser a gira de ladrão, mas não é ladrão. >> E você nesse meio aí, você tem que ter esse feeling para entender. Não, você não é ladrão não. Você só é guismo, né? Sim, >> mas a maioria desses caras que são guiso, por vezes colabora muito com tráfico, né? Pega uma carguinha ali para levar aqui, monitora, avisa quando polícia tá passando, na sua grande maioria é usuário, tem envolvimento, não diretamente de confrontar, mas tem envolvimento com tráfego. E
para mim É bicho. >> Ele ele ele admira, né, cara? Ele ele quer passar por bicho. Ele talvez só não seja, >> não tenha coragem de ser bicho, né? Na verdade, foi até um termo que eu tava conversando com a morte esses dias. >> Tava conversando com a morte esses dias com SA e ele disse: "Hoje, hoje em dia existe uma narcoideologia". >> Isso, né? O o traficante ele tem influenciado muito moleque novo de Favela que vê aquilo ali como referência, é a realidade dele, mas não é desculpa pro cara ingressar no crime, porque naquele
meio ali sai várias saem várias pedras preciosas, pessoas que no futuro escolhe um caminho diferente, né? Para mim é muito mais honroso salário, não é essas coisas, mas o cara vai trabalhar numa McDonald's, [ __ ] vai trabalhar de gari, [ __ ] vai estudar, fazer uma faculdade, procurar crescer na vida. E tem, na sua grande maioria, os Moradores do Nordeste são de pessoas de bem. são de pessoas de bem que não ajudam muito a polícia, não passam muita informação porque tá o tempo todo ali sendo coagido pelo tráfego. E às vezes a única presença
do estado dentro do Nordeste de Amaralina é a polícia, que às vezes você não tem uma iluminação pública decente, você não tem um saneamento básico decente, mas a polícia tá ali, né, ajudando a pessoa que tá vai parir, que vai tá ter entrar Em trabalho de parto, ajudando o cara que tá sendo ameaçado pelo tráfego, que chega no polícia, fala: "Irmão, o traficante me ameaçou, velho. passa aqui todo dia tal hora armado e a gente vai lá na rua, se bate com aquele cara, confronta e ele vai a óbito e o morador fica: "Pô, esses
caras botam para [ __ ] velho, ganha confiança, né? É um trabalho que vai acontecendo assim. Se de repente o morador chega, passa a informação pro polícia e não vê Acontecer nada, o morador já fica, pô, >> é, o polícia não tá, né? >> Não colaborou, não tá do meu lado, né? não tá do meu lado. Então assim, a gente sempre eh sempre todas as informações que veio, a gente foi para cima, a gente sempre, né? A informação normalmente vem mais pelo SICON, >> não? E tu tá falando desse cara, né, cara, que é de
mira, né? Tu falou narcoideologia, >> narcoideologia. >> É isso aí. Tá diariamente nas redes sociais, em notícia, em filme, em série. As nossas políticas públicas mostram é que o crime compensa. Pô, eu sou vítima disso na minha família. Eu tive meu avô assassinado, inclusive quando eu tava estudando pro concurso da polícia. >> Meu avô, já ouvi de alguns policiais que dizem assim: "Irmão, tô na folga. A minha postura, brother, é deixar a arma em casa. Se eu tô com minha família, com Meus filhos no carro, é deixar a arma em casa, deixar funcional em casa,
pegar o RG civil normal, paisano, andar de boa na rua. A minha postura não, irmão, eu tô armado 100% das vezes. 100% das vezes. Se eu puder até pro banheiro armado, eu vou. A primeira vez desde que eu entrei na polícia, que eu tô andando desarmado é aqui em Brasília, que inclusive eu tô pensando até em morar aqui. Cheguei aqui, vi um polícia sozinho na moto. Pô, Na Bahia não existe isso de polícia andar sozinho na rua fardado não. E aí o Uber falou: "Irmão, aqui é tranquilo". Eu falei: "Graças a Deus, vim desarmado aí
para não ter problema, porque eu tava no engarrafamentozinho quando saí do aeroporto aqui em Brasília e eu tô vendo as moto vindo. Eu, [ __ ] velho, eu tô desarmado aqui. Eu falei pro Uber que eu era policial, ele inclusive tem familiares lá na Bahia e me adicionou no Instagram, deve estar assistindo a gente Agora. Um abraço, meu irmão. E aí eu e eu pôra tô desarmado aqui, cara. Eu fico meio receoso. Ele não, irmão, aqui em Brasília fique tranquilo. >> Aqui é tranquilo. Aqui não tem auto aqui. Você ouvir a polícia matar aqui é
a raridade. Eu falei: "Pô, a realidade que eu vi como é, n tô o tempo todo parado na sinaleira e olhando." E aqui é outra realidade. Então, desse tempo que eu tenho de polícia aí, >> aqui aqui, irmão, o crime usa terna e Gravata, né? >> É, >> né? >> Aqui são os criminosos que eu queria. é de fato que são eles que orquestram tudo que a gente vive, né? A gente vi essa essa narcoideologia que eu digo a você, eh, é o que eu tento sempre acordar o cidadão que tá em casa. Eu sempre
tento chegar, passar essa mensagem pro cidadão que tá em casa, que coloca a polícia como responsável de Tudo. E a polícia é a ponta da lança. A polícia ela não é política, mas é cadenciado. As atitudes da polícia é determinada pelos políticos, >> né? E hoje a gente vive uma realidade aí que eu queria que o cidadão parasse para pensar. A gente sabe que o público que tá assistindo são pessoas que já abraçam a nossa causa, mas a audiência que você tem é muito grande. Os cortes, os vídeos que são lançados após o podcast, chega
também aquele que tá do lado de lá. Inclusive a gente sabe que tem gente que é do lado de lá, que tá aqui procurando uma falhinha, que tá assistindo. Obrigado aí por tá dando audiência, Glauer, né? Fortalecendo. >> E pede o like, pô. Pede o like e deixa o comentário. Tem quant quantas visualizações aí? Tem que ter a mesma o mesmo número de visualização. Tem que ter o número de curtida, mano. >> Estamos estamos com 100 ao vivo. Mas como é que vocês chamam lá? O o ganso, Né? O cara o guiso. >> O Guiso
tem que dar o like também, [ __ ] >> Então, irmão, eu eu dá o like aí. Você que é guiso, dos dois lados, o guiso do polícia e o guiso do bicho. Dá o like, fortalece o trabalho que é hoje tá aqui no seu programa, irmão. Muitas vezes é um reconhecimento sentar aqui onde vários caveiras sentaram, vários combatentes altamente experimentados, os caras com vários cursos de polícia. Pô, Eu sou sou guiso do eu sou guiso do polícia do Rio de Janeiro, tanque de guerra. Sou guiso do policial da Bahia, né? De todos os policiais,
o policial civil, policial militar, policial federal, né? Eu admiro a polícia porque eh todas as outras profissões que salvam vidas na área de saúde, qual for, elas salvam sem pôr a delas em risco. A gente salva vidas pondo a nossas em risco. Então, até quando a gente mata, a gente tá matando um elemento que ele podia lá Na frente matar 10, 15, 20 pessoas. A gente salvou 10, 15, 20 pessoas quando neutralizou aquele alvo ali, sabe? Então a gente a gente salva a vida colocando a nossa vida em jogo >> e um elemento que já
tirou outras vidas também não foi alcançado pela justiça. >> Foi. Não foi. Então assim, eu digo sempre para em casa, você parar para analisar, a Polícia Rodoviária Federal foi desautorizada a tá incursionando em favela. Qual a lógica disso? É Fortalecer o policiamento. Ah, vamos colocar a câmera no colete da polícia. Vamos. Coloca no no no no médico também. Coloca no professor. Por que só no polícia? A intenção é pegar o policial corrupto, o policial que comete abuso. A intenção é essa. O policial que é corrupto, ele vai continuar corrompendo, pô. Quando ele tiver assim a
câmara, ele vai fazer o jogo dele lá. A intenção muitas vezes é atar a mão do policial que quer fazer alguma coisa. Porque na nossa profissão somos policiais. Eu sempre digo, a gente não pode se apaixonar pela ocorrência. Quando eu digo se apaixonar pela ocorrência, quando você vê um mala que maltratou uma criança, maltratou uma mãe, a gente chega ali e querer machucar ele. Porque a nossa vontade é de machucar. Porque às vezes a gente sabe que a única consequência que ele tem do ato dele é a polícia. Ontem perdemos dois colegas policiais na Bahia
e na Ocorrência tava um vagabundo que tava de tornozeleira. [ __ ] quem foi que soltou ele? Então, antes de falar do do da forma como aconteceu a ocorrência, quem é culpado pela morte do polícia é quem botou esse vagabundo na rua, porque a polícia fez o trabalho dela de apresentar ele a justiça. Capitão Alden postou hoje no Instagram dele falando que o Ministério Público quer se reunir com a polícia para tratar da letalidade do trabalho policial. Mas eu nunca vi Ninguém tratar do policial que morre, ir lá na casa do polícia, falar com a
família do polícia, entendeu? Eh, como é que tá? Você perdeu seu parente? Vocês estão bem? Tô precisando de ajuda. Direitos humanos, né? Que a gente vê direitos dos manos, mas direito do polícia a gente não vê, sacou, irmão? >> É. E essa letalidade, cara, em qual circunstância, né? Todo mundo sabe da guerra que tá em Salvador, que tá lá na Bahia. Eh, o quantidade de armamento, aí você chega com a tua equipe do peto para impedir aquilo, tem letalidade e e vão se discutir a letalidade da polícia ou vão vão discutir como é que Salvador
ficou do jeito que tá nos últimos 5 anos, como é que evoluiu isso? Porque quando tu entrou em 2017 tu não tava nesse nível, né? >> Não tava. >> Eh, então é é é as referências, né, cara? As Referências estão um pouco bastante até, né, bastante distorcida, né? >> Aumentou muito, aumentou muito o crime, >> porque tu falou do camarada, né, que vem pagar de malandro, ele anda balançando, ele ele, [ __ ] faz todo aquele jeito ali que porque acha maneiro parecer com com o ladrão, pô. >> Não, o que o que o que
nossa política, nossas políticas públicas mostram é que o crime compensa, pô. >> Isso, pô. Desde o do criminoso de alto escalão >> ao criminoso que tá dentro da comunidade com fuzil dando tiro na polícia. >> Sim. >> A demonstração que a gente tem que o crime compensa. No Brasil, se você for olhar para para pensar comigo, o cara matou o inocente hoje, é ré primária, né? Ah, dia dos pais ele recebe a liberdade ali de ir ver os filhos e voltar pro presídio. Às vezes nem volta, Mas o pai de família que ele matou não
vai visitar o filho em casa porque não volta. O morto não ressuscita, pô. Então, qual é a proporcionalidade disso? Você tá dando uma pena branda a um cara que cometeu um crime, que deu fim à vida de uma pessoa. Eu sou vítima disso na minha família. Eu tive meu avô assassinado, inclusive quando eu tava estudando pro concurso da polícia. É mesmo. >> Meu avô 78 anos de idade, tava dirigindo O táxi dele, já aposentado, trabalhando. Os caras roubaram e mataram. >> Isso, >> entendeu? Eu não não sei onde é que esses caras tão. Já me
envolvi em ocorrência aí que vagabundo foi a óbito, que morreu, mas não tive o prazer de me bater com os caras que mataram meu avô. Espero que esteja no quinto dos infernos. >> E como é que foi, meu irmão, isso aí? você que e se preparando para entrar na Polícia, já tinha em você esse desejo de fazer eh a tua parte ali para mudar essa situação de insegurança, para que nenhum trabalhador perca pro pro ladrão, para que não fique, né, essa sacanagem do jeito que tá, né? E aí você, [ __ ] alcançado isso dentro
da tua família. Isso aí aumentou o teu vigor, cara, de entrar pra polícia quando você tá na rua. Essa responsabilidade, né? É um clássico aquele filme do Homem-Aranha, né? Que o que o >> Peter Parker, a gente chama isso na polícia de efeito Peter Parker. >> Você deixa o ladrão sair aqui lá na frente ele ele mata um parente seu. >> Então você não vai saber, né? Tu tu se referiu ao cara da tornozeleirilo, né? [ __ ] o Ministério Público tá reunindo para ver a letalidade, cara. E quem que dia que vai se reunir
para ver a responsabilidade desses caras de tornozel na rua que continuam roubando, continuam matando? >> Nós somos, irmão, homens. Eh, até o tom da minha voz muda. Eu falar de meu avô é nós somos homens e mulheres. A Polícia Militar da Bahia, o comandante geral que eu eu você já percebeu que eu eu falo o que tiver que falar e eu sou muito pelo certo. A polícia tem feito um trabalho de excelência. Jerônimo, governador Jerônimo, não foi o meu candidato, mas tem feito uma política de enfrentamento, tem ido para cima do crime, né? Inclusive o
candidato a CM Neto, que foi em quem eu votei, eh ele tem influência na na na TV Bahia. A gente vi a TV Bahia, a apresentadora da da a anâncora da da TV Bahia só massacrando a polícia a fim de atingir um governador. Nesse jogo dessa política toda aí que existe, a corda tava partindo pro lado do policial. Apura, investiga capitães do mato, assassinos, a polícia entra aqui para matar. Eu me sinto às vezes que eu escolhi a Profissão que me tornou um criminoso, porque eu sou visto por vezes como criminoso. Eu já fui acusado
no nesse curto tempo de carreira. Me lembro de uma ocorrência aqui que eu vou vou citar agora pra gente sem perder o o feeling. Eu tava num dia, tinha feito uma permuta, tava com outra guarnição do peto e a guarnição por algum motivo, teve que sair da área. A gente aprendeu uma moto, né? Foi levar a Moto pro pátio. Na volta eu falei com os caras, entra aqui pela olaria. Quando a gente botou na olaria, sacaninha pinotou, né? Pinotou que a gente fala é correu, deu pinote, deu pit. >> Sim, >> né? se saiu. A
gente desembarcou, foi atrás, ele adentrou na casa, né? Ele tava com a tira cola. Cheguei na porta da casa dele, falei: "Você pode sair, por favor, abordagem, tá com droga?" Aí ele mesmo falou: "Tô, tô com essa Quantidade de cocaína, essa quantidade de maconha aqui". E ele falou de maneira muito clara, tô traficando, tô passando a necessidade. Traficante deu essa ideia para mim, tô passando a dificuldade, tô traficando aí, mas eu sou chaveiro com certo celular, com certo relógio. Essa droga que eu tô vendendo não é daqui da favela. Se os caras souber, vão me
matar. Vê aí o que o senhor dá para fazer por mim. O que dá para fazer é você ser apresentado à autoridade judiciária. Você com certa relógio, com certa celular é chaveiro. Você mostrou três opções, mas você escolheu a quarta que foi traficar. Então você vai ser apresentado. Dentro da casa dele tinha cédula dólar, peso argentino, que ele vendia na orla para turista, né? E relógios. foi tudo apresentado na ocorrência e ele era sobrinho de um Policial civil. No outro dia eu tô de serviço, o polícia civil liga para lá para 40. Queria pedir pro
policial correr se dirigir aqui à central de flagrante. Eu falei: "Pô, devo ter eso, esquecido de assinar algum papel, né? Aí eu que tava comandando a guarnição. E aí com tudo eu apresentei dinheiro, tudo, relógio, tudo dele para você ver Como como funciona. E às vezes até do nosso lado nós temos colegas que eu fico sem entender muito o que passa na cabeça, né? No outro dia eu sou chamado na central de flagrante e o colega na frente de todo mundo de paisano olhou pra minha cara e falou: "Irmão, tem como você devolver o relógio
modelo tal lá que você pegou?" Olhei pra cara dele assim, irmão, eu perguntei, quer dizer que ele já chegou assim: "Não, velho, meu sobrinho É correria, velho, trabalhador, vacilou aí e cometeu esse erro, mas é uma pessoa de bem". Aí eu fiz a pergunta a ele, seu sobrinho é trabalhador, é correria, é uma pessoa de bem que escolheu vender droga, traficar e eu que sou polícia, sou ladrão. >> É, >> você tá vindo aqui para perguntar do relógio. E ele, como conhecedor da lei, mandou o sobrinho dele na corregedoria alegar que Eu tomei um cordão
de ouro e R$ 190 em dinheiro. Se você visse o que foi apresentado e que eu torturei ele, já caiu já, porque ele fez exame de corpo delito e não deu nada, né? Eu tava com a cabeça muito tranquila e confiava em quem tava comigo, porque pode, a gente não tá no coração de ninguém, de repente algum colega decidiu ter uma atitude isolada, mas eu confio. Lá na 40, irmão, polícia lá na 40 não tem acordo com vagabundo. Acordo lá é troca de tiro, Não tem acordo. E hoje o traficante ele ele tá bem mais
inteligente, né? Ele sabe onde chegar. É, se for de chegar, ele vai chegar em quem pode parar, não em quem tá ali todo dia, né? E aí muita gente já chega: "Ah, ladrão, que polícia ladrão". Aí quando vai, a coisa vai desenrolando que você prova por menores, só a ocorrência dele era essa essa espessura de de papel, né? Já respondi por importunação sexual e às Vezes essa orientação vem de pessoas que conhecem bem o sistema, como funciona. >> São parte, né, aí o da engrenagem. É. E aí não, você vai fazer assim, assim assado que
a gente vai vai [ __ ] ele agora. Agora a gente pega ele >> por qual o motivo? >> E até hoje ninguém me pegou, irmão. >> Não. Então vai te [ __ ] por qual motivo? Porque tu prendeu o cara que tava >> ele fez o exame de cor delito, não achou Nada. Sumiu esse cara. Não sei nem se tá vivo, viu, velho. Eu não sei. Pode, pode ser que ele tenha cavado no buraco, se escondido, sumiu, morreu ou tá, não sei, né? Mas enfim, sumiu, nunca mais eu vi. E eu falei ao colega,
ao policial civil, quer dizer que seu seu sobrinho é gente bem e eu que sou policial que sou ladrão. N que você me perguntar de um relógio, pô, quantos relógios foram apresentados aí? Eu vou pegar o seu por, Né? >> E ele ainda perguntou o que que dava para fazer com >> Você conhece a Romanel? Romanel. >> Conheço. >> Eu meu carro eu não tenho de minha esposa. Moro com minha mãe ali dividindo. Um paga a luz, outro paga. Essa é a história minha. >> Sim. >> Desde que eu entrei na polícia muita dificuldade. >>
Mas como você falou, guerreiro, né, irmão. Eu sempre falei: "É, vou nunca fugir da raia." Meus filhos são tudo para mim, velho. Tudo, tudo, tudo. Minha mãe, meus filhos, minha esposa. Eu digo sempre em casa, se um dia eu for preso, se um dia eu for demitido, a senhora sabe o motivo. Mas eu nunca vou deshonrar, nunca. Eh, meu avô não tá mais aqui, mas em cada ação minha, cada atitude que eu Tenho, eu penso o que o que é que a impressão que eu daria, a impressão que eu vou dar a minha mãe. E
a gente sabe que o sistema é [ __ ] né? E normalmente quem muito acusa é quem verdadeiramente tem o rabo preso. E eu não tenho rabo preso com ninguém, né? Eu faço, como eu disse a você, eu faço isso aqui porque eu amo, cara. Amo muito mesmo. Eh, tive tudo para desistir de ser polícia, irmão. Faltando 15 dias para o TAF o Teste de aptidão física da polícia. Eu sofri um acidente de moto, meu ombro, eu não conseguia levantar o braço assim, ia ter que fazer barra, ia ter que dar um tiro que chama
tiro de 50 m, 15 dias da véspera. E aí fiz o exame toxicológico, deu lá codeína, paracetamolcodeína, que é o tilex, né? Remédio para dor forte. E fiz meu TAF à base de tilex, pô. Mostrei a médica, a a oficial, né, da área de saúde da PM, que pega os exames Ali, mostrei ela, a receita médica. Meu corpo só era olhar, só era você olhar pro meu corpo, que eu era difícil você achar um lugaronde não tinha o negão, que a gente chama o asfalto, né? Não tinha comido um pouquinho de pele. E eu falei:
"Eu não vou desistir." Naquele dia eu chorei muito, falei assim: "Pôra, será que Deus não quer que eu seja a polícia?" Mas eu, pelo contrário, eu tinha certeza que era isso que ele queria, que ele Falou assim: "Você vai passar por provações, você vai passar por dificuldades e isso vai ser do início ao fim da sua vida". Foi assim na na história da minha mãe, eu não tive pai, né? Não tive pai. Minha história e vi da minha mãe vendia caldo de cana com barrigão na praia para poder levar o sustento para dentro de casa.
foi uma uma mulher que Me ensinou os valores mais altos, né? Eu me emociono para falar de minha mãe porque eu tenho muito orgulho dela. Me ensinou os valores mais altos de como cidadão, como sociedade, né? E ela sofre, velho. Sofre muito. Lembra que minha mãe no hospital quando eu fui baleado e todo dia ela diz: "Eu não creio você para isso". E eu digo a ela, se você fosse policial, você ia ser pior que eu. É o que eu amo. Eu amo o que eu faço. Eu eh não tô, eu não sou santo, não
sou perfeito não, mas eu sou uma pessoa que tenho muita empatia pelo próximo e às vezes esse essa empatia às vezes até me traz prejuízo, sacou? E desde pequeno foi assim, pô. A gente ia pra igreja, aí chegava um cara lá na igreja fedendo, aí ia pro lado. E aí, irmão, qual foi? Já comeu hoje? E aí o pessoal chegava assim: "Ah, ele é assim, Eu sou assim. Eu não consigo ver na rua uma criança que tá ali batalhando, velho. Enquanto outras estão traficando, o cara tá ali vendendo uma paçoquinha, uma água mineral para ganhar
o dinheiro, para levar o dinheiro do almoço, né? Eh, não tô falando para me promover e ele tá assistindo aí. Eu tava com R$ 140 na mão, irmão. R$ 140 na conta. Depois do podcast que acabei tendo essa visibilidade, um seguidor meu chegou e falou que a Filha dele tava com problema de saúde, tava com febre e tal. Eu, quanto é o remédio, irmão? Toma aí. Sacou? Fiquei com um valor pequeno na mão, mas meu maior medo, eu não não vejo o bicho com vagabundo, não tenho medo de marginal. Não tenho, irmão, não tenho. Pode
ser o o bicho bichão que matou 50, matou 100. A disposição que ele tem para trocar tiro, eu também tenho. Eu não vou recuar para ele nunca. Meu medo é de meus filhos crescerem e não saber quem foi o pai deles. Sabe quem foi seu pai? Pô, meu pai foi um cara que teve muita dificuldade na vida, mas mesmo assim permaneceu caminhando. Muita dificuldade, graças a Deus. Não sou um cara feio, né? Meu, sou bonitinho, né? >> Aí tava indo bem para [ __ ] e tá me fazendo chorar aqui com essa história da tua
família. Sou um cara que >> Mas não exagera não, mano. [ __ ] >> sou um cara bem humorado. Sou um cara que aonde eu vou, eu trato as pessoas bem. Eu só trato mal, na verdade, não é nem tratar mal. O tratamento que eu dou é de acordo com com as Mas eu sou um cara onde eu chego, eu sempre trato todo mundo bem, sempre tenho tenho muita humildade, né? Que a gente sabe que tem muito muito cara que admira a polícia e às vezes me coloca em um em um lugar que eu nem
sei que eu tô, Cara. Hoje eu tive várias mensagens de seguidor falando assim: "Irmão, você é referência para mim, cara. Mandei, mandaram uma foto. Posso mostrar aqui? >> Pode, cara. >> Alunos do Colégio da Polícia Militar. Eu não vou expor o nome não, porque a gente sabe, eu tenho muito vagabundo que que não gosta de mim, mas aluno da da Polícia Militar me mandaram uma foto hoje dizendo que eu Sou inspiração, pô. E é isso aí que motiva a gente a continuar nessa nessa caminhada. Vou procurar a foto aqui só para você dar uma olhadinha.
Eh, [ __ ] muita conversa, irmão. Muita conversa. Eu já não lembro mais não. Cara, menino. >> E a foto era o quê? >> Era eles fardado, né? ali na posição de descansar e dizendo fez um texto da [ __ ] dizendo que eu sou referência que se espelho em mim, esse espelho em matos que olha a caminhada da gente aí que na verdade as pessoas olham pra gente e vê a possibilidade de mudar a história de vida delas. >> Então irmão, o que tu o que tu já contou pra gente agora? Tua mãe teve
você sozinho, tu não teve referência de pai, tua mãe batalhou referência de pai. >> Teve teu avô, né? >> Teve meu avô e eu tive meu pai. Meu pai Jorge Patola, que foi um cara que era muito amigo de minha mãe, já deram deram as namoradinha assim, né? Com todo respeito, viu, manhã? Mas era um cara que tava com minha mãe ali, melhor amigo dela que ela teve, tava em todas as circunstâncias, ele não tá mais aquele que Deus o tenha. Foi era um cara que eu nunca vi reclamar da vida, nunca vi dizer que
tava ruim. era um cara que se ele tivesse de camisa e você sempre tirava do corpo para dar Para você. Eu não posso dizer que em momento nenhum faltou amor, faltou carinho, faltou vontade na minha educação. Minha avó, meu tio José, meu avô Manuel, minha tia Ione, né? Eh, foram pessoas que auxiliaram, ajudaram minha mãe na minha criação. Ela tinha que ir trabalhar, me deixava ali, que não são parente meu, só família mesmo. >> Então, irmão, com toda dificuldade você Teve o principal, amor e valores, né? E a gente fica vendo esse discurso, né, dessa
eh narco, como é que vocês chamam? >> Narcoideologia. >> Narcoideologia, né? essa banda de idolatria aí e querendo achar razão pro crime. E aí, [ __ ] tu colocou, [ __ ] ali na comunidade vão sair vários, né? Vários, pô, trabalha trabalhadores, médico, policiais, engenheiro e e você tá aí Como um [ __ ] um excelente exemplo, né? polícia policial e que preenche todos os requisitos dos argumentos pela opção pelo crime. Meu meu meu pai de sangue eh eu muito novo, eu nem lembro, me sequestrou, me levou paraíba, minha mãe chegou a ponto de ficar
sem comer, fumando um cigarro por dentro do outro. A vida dela acabou, era o único filho que ela tinha. Minha mãe, o médico tinha diagnosado, Diagnosticado ela com câncer e que ela não ia poder ter filho e tava a cirurgia marcada para tirar o úter. E foi aí que ela conheceu a fé, o a doutrina religiosa que ela segue, que ela passou para mim e que eu tomo como parâmetro pras minhas decisões na vida. Ela tava com a cirurgia marcada para tirar o útero e quando chegou lá, o médico falou: "Você tá grávida?" E não
veio só eu, ainda veio minha irmã que tá na Austrália. Não sei se tá me Assistindo por causa do fuso horário. >> Hã, >> gêmeos. >> Não, ela veio depois. Minha mãe tirou o útero. O minha irmã já já tava já grandinha já quando minha mãe minha irmã minha mãe tirou útera, né, que ela fez essa cirurgia para tirar. Acabou tendo câncer de intestino, problema de coluna, passou muita dificuldade. Foi o foi quem me ensinou meu primeiro emprego que eu Trabalhava prestando serviço para Petrobras. Minha mãe mudou a história de vida dela, né? chegou a
galgar um patamar melhor, com muita, muito sacrifício, foi se tornou funcionária de terceirizada da Petrobras, né? Formou pela Escola Técnica da Bahia, né? Eh, a história de minha mãe, o a o que fez minha mãe escolher o emprego dela, que foi também o meu primeiro emprego antes de ser polícia, foi minha avó, né? A mãe de minha mãe quando era viva disse: "Eu Passei ali vi seus colegas de guarda-pó verde, aquele jaleco verde que usava os alunos da escola técnica. E aí minha mãe foi se matricular na escola técnica e perguntaram: "Qual é a profissão
que você quer, qual é o curso que você quer seguir?" Aí ela disse: "O de guarda-pó verde, o que minha avó disse." E assim ela estudou, se sacrificou muito, mudou a nossa história, mas teve um problema de coluna, teve que ficar afastada. A gente Passou muita dificuldade financeira recentemente, um segurando as pontas do outro. Ela segurando muito mais a minha, que até hoje eu dou muito trabalho. Esse tempo todo é muita, eu tenho quatro filhos, né, irmão? >> Então, com salário de pracinha, >> que isso, guerreiro? >> Mas como você falou, guerreiro, né, irmão, eu
sempre falei: "É, vou nunca fugir da raia. Meus filhos são tudo para mim, velho. Tudo, tudo, tudo. Minha mãe, Meus filhos, minha esposa, né? Ainda tem os dois filhos que minha esposa tem, que eu ganhei esses dois filhos aí também. Então já aumentou para seis. >> Ah, é? [ __ ] quatro, são seis no total. >> 4000 dois dela. Mais mais dois cachorro. Moleque ido, hein, cara. [ __ ] eu tô aqui, né, meu irmão, achando que tá pesado com dois, pô. O cara tá com seis. >> Não, para mim não tá pesado não. Para
mim tá impossível, mas impossível, como a gente diz na polícia, se for possível Tá feito. Se for impossível a gente vai fazer. O impossível a gente vence. Bom, eu moleque sempre falar que eu queria ter quatro, né? Tu tá com seis, com dois, [ __ ] soma tudo, divide aí, dá quatro. Só que hoje eu já não sei se eu seu banco quatro mais não, mano. >> É nesse mundo. >> Mas é isso, irmão. Vamos lá. Parabéns aí. E vai falando, irmão. >> E aí, irmão, entrei e decidi fazer concurso pra polícia e foi eu
e minha Mãe ali. Eu não tinha dinheiro para pagar uma academia para treinar pro TAF. E a gente tinha uma casa, o o terreno íngreme, eu corria e malhava naquele terreno ali, fazia barra. E assim eu me preparei, tive amigos, Caio, Rafael, que somaram força comigo. Melk, eu me lembro estudando pra polícia, pô, o polícia chegou, o o irmão chegou lá em casa, a Melk falou assim, olhou assim na dispensa, acho que ele olhou assim, pô, O polícia tá [ __ ] tá sem comida, velho. Tirou R$ 21 do bolso ali e falou: "Irmão, toma
aí. Isso não é vergonha para ninguém. Isso não é vergonha para ninguém". E aí, irmão? Passei, entrei na polícia, fiz meu curso de formação, formei na polí no batalhão de polícia rodoviária. >> Cheio de dificuldade, né? Tu falou a questão do do acidente, né? >> Minha mãe me deu uma moto, me deu uma Moto mesmo. Toma essa moto aí para você se deslocar, porque você pegar ônibus aí fardado não vai dar muito certo, não. Me ajudou com essa moto. E depois formei, escolhi a 40. Cheguei na 40, passei três meses no PO, como eu lhe
falei, era o policiamento ostensivo a pé. Nesses três meses de PO, meu PO era alterado, era no comando do Major Valdino, sob comandante capitão Bonfim, que são referências na polícia. >> Irmão, deixa eu fazer um só um parêntese aí de tudo que eu ouvi e eu dei destaque para essa dificuldade, né, cara? Então, você encaixa num perfil que se você tivesse ido pro outro lado, alguém ia justificar, [ __ ] mas olha a vida do cara, [ __ ] é difícil, né? família e oportunidade não faltou de ir pro crime e tu deve ter vindo
de de um lugar pobre também, né? Tu tu cresceu, como é que foi isso aí? Eu já onde eu nasci foi no bairro do Luiz Anselmo. Bairro do Luiz Anselmo em Salvador. É um bairroado de favela, é um bairro de comunidade. Mas na época a minha mãe conseguiu comprar um apartamentinho ali, né? E já fui, já tive uma condição melhor. Não, não, não tava ali e eh eh tanto dentro do tráfico, né? Sim, >> mas tive amigos que ingressaram no crime, a oportunidade não faltou. >> É isso que eu ia te perguntar, cara. Eh, essa
vocação pra polícia que você tem, quando que tu descobre ela, né, cara? E Se no meio do caminho ali na tua infância, você teve aquela sedução, né? Eh, você não foi seduzido, mas aquele aquele aqueles encantamentos ao seu redor por essa vida, [ __ ] fácil do poder, do glamur, né, da ostentação dentro daquela região dominada pelo pelo crime. E o quando que você teve certeza, né, que tu nasceu para isso? Esse polícia que tem hoje aí, ele foi descoberto quando, cara? E aí complementando também com a situação que Tu falou do fato de ter
perdido teu avô no latrocínio, né? O quanto que isso firmou o teu propósito, cara? >> Irmão, desde muito novo, eh, eu tenho fome e sede de justiça. Eu me lembro uma vez eu saindo com o meu tio, a gente passava no bairro em Salvador, o cara tava com, botou a cabeça na mulher do da mulher no poste, deu um soco. Eu desci com o meu tio e falei: "Vamos dar um uma coça nesse filha da [ __ ] porra". Batendo na mulher Assim. Então eu não não aguento. Se eu tiver passando na rua ver alguém
com uma criança, eu eu sempre tive essa essa essa coisa em mim que [ __ ] nenhuma vou para cima, entendeu? Eu uma vez tava eu era aquele cara quando jovem Glober de sair na mão, eu brigava mesmo, caía para dentro, né? Não tinha besteira não, mas nunca por motivo, sempre naquela vou defender alguém. os filmes, os valores, o que me atraía Era o filme do último samurai, filme de honra. E e isso tá entranhado em mim. Foi o valor que foi passado não só por minha mãe, mas é minha a minha fé em Deus,
né? Então, desde de novo, eu sempre sempre fui guiso de policial. Então, se vier para cima, ameaçar minha família, pô, como eu digo na Bahia, pediu a chuva, aguente a lama. >> E essa região? Vou pra cadeia. Vou pra cadeia grandão. Abraçando grandão. Toma aqui. E a morte de meu avô, irmão. Eu Tava estudando na véspera da prova. Foi motivação, cara. Aquilo ali foi o ponto chave que determinou polícia que eu que eu ia ser. Eu não sou tipo de polícia que passa a mão na cabeça de vagabundo. Eu não sou tipo de polícia que
tem ah vou isso aqui vai, pô. a gente vai entrar numa ocorrência que vai demorar para [ __ ] Aí [ __ ] [ __ ] a gente vai para cima, entendeu? Então Eu eu sempre tive isso entre dentro de mim de não aceitar. Para mim tem vídeos aí da comunidade nordeste de amaralina no dia das crianças, as crianças descendo com pistola na mão, aquela pistola d'água e a maloca ea meu coroa. Crianças de 10, 8, 6. É a narcoideologia, como eu lhe disse, né? Então eu vejo isso aí, cara. Em contrapartida, eu quero influenciar,
quero mostrar o outro lado, porque não Compensa, pô. É difícil você ver um vagabundo que passa dos 25, mas mesmo assim continua engraçando. [ __ ] qual é o lucro que você tem? Independente de política que tenha toda dificuldade, a dificuldade você passa se meses a gente trabalha praticamente no ano, o nosso salário é pro governo, [ __ ] Seis meses é nosso, >> é >> fora um imposto que a gente paga para [ __ ] aí no mercado, uma gasolina, uma coisa, uma água que você pega, uma tudo é imposto, né? Então assim, não
é desculpa, [ __ ] Eu entrei na polícia, irmão, e já tive, já me ofereceram dinheiro. Já me ofereceram dinheiro. Quando ameaçaram meu filho, eu no bairro onde eu moro, eu filmei os cara passando armado. Eu era muito novo de polícia. Ainda sou novo de polícia, na verdade, mas vivi muita, muitas histórias intensas na polícia que Me fizeram ter uma bagagem. E ameaçaram porque eu fiz uma filmagem, disseram que ia me matar, que ia matar meu filho. Fiz uma filmagem dos caras passando armado e botei num grupo de polícia, crendo eu que eu tô num
grupo de polícia, pô. Tô com meus irmãos. E não foi bem assim, né? O vídeo chegou nos bichos, começou as ameaças, aconteceram algumas coisas lá entre eles mesmo. Guerra de facção que acontece muito em Salvador. A gente tá vivendo um Período de guerra de facção. >> E como é que era o vídeo? Esse vídeo >> eu filmei os cara armado e botei no grupo. >> Cha >> andando, passando com a CT apontada para cima. a submetralhadora caseira 38 na mão. E aí o vídeo chegou lá nos cara e aí mandaram recado que não sei o
quê, que vai ser assim, que vai ser assado. Aí teve uma guerra de facção lá, né? Começou a ter um confronto entre eles, foram morrendo um por um dos caras que que ameaçaram meu filho. Coincidentemente, eu acho que pensaram que foi alguma arte minha, alguma treta minha. É como eu digo a você, eu sempre trabalho dentro da legalidade. E aí chegou o recado, vou mandar um dinheiro para você aí para quetar, acomodar essa [ __ ] aí. Eu podia até pegar o dinheiro, né? Mas não fui eu, pô. Aí você tem que dar o dinheiro
para quem foi, [ __ ] Entre vocês aí, vocês que e não tem dinheiro no mundo, que ameaçou um filho meu, mexeu com minha família, irmão, acabou, pô. O limite da racionalidade, da legalidade acaba aí. Eu não tenho viatura parada na minha porta o tempo todo fazendo minha segurança para eu jogar limpo o marginal. Então se vier para cima, ameaçar minha família, pô, como eu digo na Bahia, pediu a chuva, aguente a lama. >> E e essa região? >> Vou pra cadeia, vou pra cadeia grandão, abraçando grandão. Toma aqui. Me leve. Eu só tenho uma
vida, tenho seis filhos, como eu te falei. Se eu pudesse ter seis vidas, eu espero que eu não tenha que dar nunca, mas se eu tiver que dar, vou dar minha vida por qualquer um deles de de forma tranquila. Minha minha mãe, minha família, não. Venha mexer comigo, pô. Eu tô na pista aí trocando tiro com vocês. Ameaça, venha para cima, né? Como já ameaçaram aí, tiof, a cerola que foi Na minha guarnição acho que só tinha mata rino, que não tinha sido baleado ainda. Do resto todo mundo já foi, todo mundo já tomou sua
badogada, como a gente fala lá. Badogada na Bahia é estiling, né? Todo mundo já tomou sua badogada, todo mundo já tomou sua pedrada no em algum lugar do corpo, né? >> Mas nessa aí que te ameaçaram, cara, e tu sempre morou n nesse nesse bairro, nessa região? >> Ah, >> e >> 17 anos. >> 17 anos >> antes de ser polícia. >> E o crime dominou ali ao redor? >> Não, muitos dos criminosos já jogaram bola comigo, andaram comigo, já que hoje é bicho, aí a maioria já morreu, né? Hoje chegaram os novinhos aí. >>
E você continua morando lá? continuo morando lá >> e hoje eh tem muito polícia que se muda, Né, cara, por conta disso. Eh >> lá hoje, graças a Deus, não tem problema nenhum. >> Isso que eu ia te falar. Em algum momento chegou a pensar em sair de lá por conta do crime? Eh, >> eu não, mas minha mãe sempre fala para mim: "Eu vou sair disso aqui, eu vou embora pra Austrália, vou ficar lá com sua irmã, isso aqui não dá para mim não." E eu hoje não tem mais nada. Hoje eu não tenho
mais nada. E eu também hoje A minha postura, infelizmente, é aquela ali. Se não mexeu comigo, irmão, deixa lá. Eu trabalho no Nordeste, lá eu tenho a 26 que é moralizado. Tenho muitos amigos lá perto da 26. Os caras sempre me dão apoio. Colega essa semana passou na minha porta. Irmão, passei aí, viu? Aí os cara passa lá, dá joga a sirene da viatura para eu saber que tá passando. Os caras me dão esse apoio. Eu tenho, tenho, tenho esse apoio da em qualquer lugar da polícia que eu fui, Porque eu sou esse policial, né?
Já entrei em guerra que não era minha, mas por causa de colega. Então eu sou esse tipo de policial. A gente é uma família, né? Independente se você é oficial, é praça, eu vejo a polícia como uma família. >> Sim. E lá nessa área aí que você falou, então é 26, né? É domínio de quê? Comando vermelho. Como é que é? >> Hoje hoje antigamente era quem quem quem era o coroa lá, o 01 lá do tráfico era Robson, né? né, Robson? Tá até no Rio e o o ele fez, ele era BDM, agora fechou
com o Comando Vermelho, né? E o Comando Vermelho, inclusive, é a facção de lá do Nordeste, onde eu trabalho, né? >> Sim. >> Mas >> e essas ameaças então quando chegou para você foi >> Não, ele ele era BDM na época. Era BDM Na época. >> Não tinha não tinha mudado isso não. E e realmente teve uma guerra de facção lá com eles lá. BDM CV e a o ô e entrava o pau quebrava lá e eu de casa ouvia muito tiro. Deixa lá, não é comigo. E aí foi morrendo, pô. Eles foram morrendo, foram
morrendo, foram morrendo, foram entrando outros. Os outros já entraram já no acordo. Não, não vou mexer com esse polícia não. Não, pô, eu não mexo com Vocês. Não quero guerra com vocês. A minha eu vou sair se vier, tem. >> E e o e o vídeo, cara? A história do vídeo ali, [ __ ] O polícia, tu tu viu quem vazou, como é que foi isso? >> Não, não, não, não, não, não, não, não tem como. Os caras são velados, né, velho? Os caras são velados. O que eu fiz foi sair do grupo e tomei
a lição de que hoje eu não vou confiar no homem só porque ele usa a mesma farda que eu, apesar de ser um ponto >> determinante para eu poder confiar, porque eu acredito na polícia, mas eu tenho o meu time, eu tenho meu fechamento, eu tenho meu baba ali que eu chamo, que é os caras que eu confio, é os caras que vai estar comigo para qualquer situação e eu tô com eles também para qualquer [ __ ] A gente não tá aqui para ser justiceiro, não. >> Já falamos dessa vocação a tua origem em
tua família, por honrar os seus e o como tu foi forjado, né? E aí eu quero que Você me conte como é que tu foi forjado na bala, né? Como tu foi forjado ali na tua primeira situação, quando tu chega na 40, o teu primeiro confronto, como é que foi isso aí? Começar a contar tua história na polícia, irmão. >> Dei trabalho a meu antigo comandante na época do po aí, do policiamento da pé ali com aquele colete reflexivo já. Troquei tiro na orla, troquei tiro no final de linha do Nordeste com com Cai Louro,
que é um dos dos gerentes do Tráfico lá do Nordeste. Eu sem saber de nada, porque a gente assim não tinha muita informação, né? Você polícia novo, você não tem não tem muita informação, o pessoal e eu e eu acho massa essa dinâmica da polícia. Você chegou na polícia hoje, o serviço de inteligência não vai passar informação para você, até porque você tá sendo estudado ainda. Tá sendo estudado ainda, né? Então não tinha muita informação, não sabia com quem eu tava me batendo. Mas no meu PO, Meu PO era alterado, a gente tinha uma área
de tipo 500 m para atuar. É daqui do desse estabelecimento comercial é esse. Vocês vão lá, anda um pouquinho para lá. São Corme, Damião, dois polícias, às vezes três. Anda lá, anda lá, daqui, vai ali, volta. Bom dia, comunidade. Tudo bom? Fala com a senhora que tá com a comprinha na mão, né? Mas o meu pior não, o meu pior é velho, vou meitar no biquinho aqui para dar uma olhadinha no beco. Eu entro no beco, me Bato com Caik Louro, com o primo dele lá, com saco de droga na mão. E aí uma moradora
viu, viu a gente adentrando, né? E aí na hora que a gente entrou, ela avisou, bateu a janela pros cara ouvirem que a gente tava entrando. E aí ele puxou uma uma Glock com com seletor de rajado, carregador alongado e e choveu em mim. Ele falou: "Esse esses polícia novo é bufa". Só que eu não no PO já os caras já começou a me plotar, né? É ele, é ele hoje era na época o apelido era Hollywood, né? Porque eu eu sou tabagista, né? Então falava o nome do cigarro da marca Hollywood, né? E aí
é ele que tá aí. Hoje troquei tiro com esse sacana, ele conseguiu evadir, deu tiro em mim, eu dei nele, eu já falei: "Porra, a parada aqui é a Vera mesmo, [ __ ] já no pior, né?" E aí o Major Valdinho na época falou: "Pô, sacaninha, sacaninha gosta. Teve uma Um rank de produtividade com os policiais novos que chegaram na unidade e eu minha pontuação deu 140, o segundo colocado deu 60 e pouco. Então eu tava quase o dobro. Eu se eu encontrasse o cara com uma unhazinha de maconha, eu tava apresentando delegacia novo,
cheio de vontade. Toda hora eu tava na 28ª delegacia que a delegacia do bairro. Você de novo, Correia, manda um abraço pro pessoal da 28ª que eu tenho amigos lá. Mandar um abraço para Renilson, para Di Maria, o Alas, o Rasta, a galera já saiu, alguns de lá, mas eu vivia na na 28ª e os caras me abraçaram, pô, esse polícia gosta, o cara sacaninha novo aqui, fica futucando. E aí dei trabalho pro Major Valdino, ele fez esse rank operacional e a e aí chamou, não, ele não disse o que é que a gente não
sabia que tá tinha existia esse rank que a gente tava pontuando. Eu fazia aquela [ __ ] porque eu gostava. É, o final tem um ranking operacional aqui. O melhor do Ranking operacional vai escolher onde vai trabalhar. E aí, Correia, você quer o quê? Eu, pô, comando, eu quero o peto. Ele, calma, calma, ainda não, ainda não, porque vocês ainda estão aprendendo. O peto toda hora é um problema respondendo, vocês ainda estão no estado probatório. Teve esse cuidado com a gente, né? Pode responder alguma bronca aí e e de repente vinha uma demissão, alguma coisa.
Vamos ganhar experiência. Primeiro, a gente vai ativar o motopeto. O motopeto é de moto. É um peto de moto. Só que vocês vão atender a orla e o peto a favela. Ala tem muito CVLI, >> roubo, furto, assalta ônibus e vocês ali rapidinho de moto vão estar focado nisso aí. Só que meu serviço do motopeto, o major falava, o o Major falava assim: "Vocês não vão entrar na favela porque eu só quero que vocês entrem na favela se vocês tiverem embarcado numa viatura quatro rodas. Até porque na moto éramos Quatro, três, eu comandava a moto
sozinho. Então, pilotando a moto você não tem como responder. Quem responde é o garupa. Numa troca de tiro, o garupa vai, se posiciona, ele ajoelha na [ __ ] da moto usando o cotovelo do do piloto como como para apoiar. E aquele ele reage. Então eu só tinha um homem de reação. E aí o major falava quando tiver chovendo vocês embarcam na viatura quatro rodas. E no meu dia sempre chovia. Eu olhava assim, vi uma Nuvemzinha, falei vai chover. Eu falava com mano, vou pegar a viatura aqui que vai cair uma chuva. Aí >> é
no dia anterior do plantão tu já começava ali, né? Senhor, manda a chuva, né? E quando não vier chuva, fingi que vai chover. Vai chover. >> Você tinha um vento passando assim, vai chover. E aí, por vezes, o meu serviço do motopeto chocava com a guarnição, que seria a minha futura guarnição do peto. >> Aqueles caras tanque de guerra que toda Hora eu vi a viatura chegando com fundo derramando sangue. Eu falei: "Rapaz, esses caras são psicopata, eu julgando os cara igual a sociedade me julga hoje, né?" Pô, esses caras são psicopata. Ah, tu tuas
ocorrências morre dois, morre três. Eu, [ __ ] esses caras só. E aí eu falava assim, rapaz, eu eu vou confesso a você, Gláber, que quando eu eu cheguei pra Guarção, cheguei com um pouquinho de medo. Eu falei: "Pô, qual é desses caras? Eu não conheço. Se eu fizer algum Desliz, será que esses caras vão me matar?" >> Só que são os caras excelente pai de família, trabalhadores, operadores de excelência, velho, com quem eu pude aprender. E aí meu serviço do motopeto, quando chocava com eles, eu ficava naquela guisaria guisando eles. Ô irmão, deixa a
gente operar com vocês aí. Aí, Mauro, Dembele, os cara, Mauro, Mauro fala assim mesmo, imita Mauro. Muito bem. P calma aí, segura a onda. Você tá novinho. A gente vai dar um rolé aqui. Se tiver alguma informação a gente chama vocês para trelar. Mas tem calma aí, novinho. Tá na hora ainda. Não, segura a onda. E [ __ ] os cara ia fazer a [ __ ] do serviço dele. Daqui a pouco eu via no rádio cotar Alfa 11, Alfa 11, troca de tiro. Viatura do pé. Tô aqui deslocando para HGE, elemento ao solo. Eu
falei, [ __ ] E eu não tô nessa [ __ ] Queria ver como era essa [ __ ] Queria ver de perto a [ __ ] acontecendo. E a gente aqui nada, nada, não acha nada. Então, nessas aí que eu comecei a embarcar na viatura procurando chuva, eu encontrei uma chuva, mas não foi de água, não. Foi a chuva foi de ti, né? A gente foi, tivemos uma troca de tiro que eu quase quase morro, né? A gente desceu um lugar lá chamado Babaçu e os caras que operava comigo, que era da minha turma,
operava com um pouco de medo, né? Os caras tinha medo às vezes porque via a minha atitude Assim, os caras achavam que eu muita gente me jogou como inconsequente depois que foi vendo a maneira, pois esse cara é inconsequente, esse cara é maluco, esse cara é camicaz. Não, irmão, eu não vou para perder essa atitude que eu tenho. Às vezes eu sou mais medroso que vocês, pô. Só que eu quando tô com medo, eu reajo, pô. A minha diferença é essa. Se eu tô me sentindo acuado e eu tenho uma arma na mão, eu vou
dar em cima deles. Se for para eu morrer, irmão, vai Ser dano. Vai ser dano de volta. E aí os caras ficavam meio assim, [ __ ] qual foi de correr? E a gente, uma das ocorrências que quase eu me lasco, eu fui no a gente entrou no babaçu, né? Quando eu ganhei o bequinho, aí viu os cara passando, né? E os caras faz assim, ó. Cara, vê você, o polícia no beco e aqui é outra rua. Aqui é o beco, aqui é outra rua. Quem tá na rua aqui não tá vendo o polícia. Aí
ele faz logo assim, ó, para mostrar que tem polícia chegando Aqui. Tá lá, pô. Qual foi que o sacana tá com a mão assim? Os polícia tão, as [ __ ] como eles chamam, né? As [ __ ] tá entrando aí. Os polícias tá entrando aí. É as [ __ ] é as [ __ ] é o peto, é a tampa e a panela, como eles chamam, né? Mas na época nem era o peto ainda, era o motopeto. E aí o sacana quando ela levantou a mão, abaixa, abaixa, abaixa, venha pro beco, venha abordagem, abaixa
a mão, venha na manha. Botei sacaninha na parede e aí falei com os kanga: "A Borda os cara aí, aborda os cara aí". E aí ajoelhei para ganhar o beco. Na hora que eu ajoelhei, os cara falou assim: "Porra, correia vai comer alguém aí". Ela esperava que ia ter um que eu ia tirar, né? Só que eu vi o sacando armado, só que tinha muito transeunt na rua. Eu não tinha uma linha de tiro perfeito. Só que quando eu me abaixei, os caras fizeram assim, esqueceram os três lá na parede e qual foi a corre,
arrastou e pá, [ __ ] bateu do lado da Cabeça. E ele correu armado atirando. E eu me lembro do colega falando: "Não atire não, irmão, pelas costas não. Não atire não pelas costas não". E o cara correndo e atirando de costa. "Não atire não, [ __ ] Tome, tome, tome, tome, tome". Aí tinha dois carros estacionados. Ele se jogou entre um carro e outro. Quando eu cheguei lá, só achei a o óleo, deixou o óleo na pista. Aí chega no hospital, o que que ele faz? Fui vítima De um assalto, tentaram me roubar. Cara,
chega no hospital, tava armado, tava trocando tiro com a Não, fui vítima de assalto, eu fui vítima da polícia, né? Porque eles, o jogo deles é sujo. O nosso a gente tem que amarrar bem. Aí eu falei: "Aí, irmão, como é que faz agora?" A gente vai informar. Troca de tiro. Aconteceu uma troca de tiro. O elemento atirou na gente, pô. Eu não vi quem era, não tinha característica. Então já comecei assim no motopeto. E aí Eu fui viajar reveon, tiveram outras ocorrências também de troca de tiro. Inclusive, >> deixa eu só falar mais sobre
essa aí, cara. Esse lance de levantar a mão já é um código ali >> na comunidade. Um levanta, o outro levanta lá e assim, >> por exemplo, eu vou ganhar o beco aqui. Quem tá lá na rua não tá vendo a polícia. Aí o cara que tá vendo, ele faz logo assim, ó. >> E os outros já gan. >> Porque normalmente a abordagem da gente é o quê? mão na cabeça, levanta a mão. Só que isso a gente já tá com alvo aqui na na área de busca pessoal, né? Mão na cabeça, abordagem. Então ele
já sabem isso. O que é que a eu eu olho f eu já sei que é vagabundo, cara. O cara tá vendo a viatura vir, eu nem dei voz de abordagem ainda. O cara já levanta a camisa e faz assim, [ __ ] Ele já tá querendo tô eu, eu me envolvo, Mas não tô armado. Vocês não vão fazer nada comigo agora. E realmente não vamos. não tem mandado em aberto contra você em seu desfavor. Você não tá armado. Eu sei quem é você, mas ó, hoje um joinha. Fica em paz, filho. Um dia espero
encontrar você armado e espero que você reaja para que você possa encontrar com seu pai, Satanás, né? Sentar no colo do capeta e porquito dos infernos. Então o cara o Sacana fez isso aí, teve Essa situação toda. >> E aí nesse caso ele já levantou e aí vocês vocês abordaram, pediu para baixar a mão porque ele tava fazendo um código. É isso. >> É, ele tava com mais outros dois. É, ele já tava, ele já tava levantando a mão, tipo assim, ó. A postura de abordagem é essa aqui. Então ele já levanta a mão assim,
>> mas quem tá fora, tá vendo? [ __ ] a polícia tá entrando >> aí, já avisa. >> O aviso já se posiciona para atirar. >> Sim. >> Quando você botar a cara vai vir chuva, né? E aí nessa situação, esse cara foi o que deu disparo. >> Foi o que deu disparo. >> Os colegas, ele ele tava ali, >> não achou que ele tava de boa, não tava pesado. >> Para tu ver, [ __ ] a dificuldade do trabalho da polícia, né? Um detalhe ali, Meu irmão, um descuido poderia ter morrido. E meu primeiro
auto de resistência foi ele tava do meu lado, Toof, né? Um menino de 16 anos. E cheguei a um ponto dessa da da minha guarnição chegar para mim e falar assim: "Aqueles caras que eu olhava, que eu falava assim: "Pô, esses caras são psicopat, os cara chega em mim e falava: "Irmão, dá uma segurada, velho, você tá muito pra frente, dá uma segurada aí para não vir covardia aí". Então, foi Esses caras foram meu termômetro, né? Era era o pitbull. Aí os cara só tacoleira do pitbull, como fala >> pitbullandão, meu comandante também, [ __
] meu irmão aí que >> Mas isso aí é o qu cara? É a juventude. Os caras são mais cascudos, já dosam mais é personalidade, né? é até mais novo que eu, mas a maioria são mais velhos. Só que estão os caras que tem muita experiência na área. Matarindo sempre me dizia uma coisa e Assim, ó, não preciso xingar, não preciso bater, não preciso falar muita coisa não, pô. Mauro sempre fala isso, cara. Tropa tática entra na favela sem fazer barulho, irmão. A gente não tá aqui para nada, não sei o quê, nada. Sem agonia.
A gente entra na favela sem fazer barulho. Eu aprendi isso aí. Hoje, há alguns anos aí, esses caras conseguiram me moldar. Pega essa cana. Vou lapidar Ele, vou apertar ele. Mauro por vezes falou assim, falava para mim para me sacanear. O melhor da sua turma aqui na 40 é não é você não, é Jeferson. Risadinha, meu irmão também. Você, você não tem jeito não, você é uma pedra que é impossível. Esses caras me apertaram muito, irmão. Os caras chegavam no meio do meu ouvido. Sua desgraça, sua miséria. Eu, [ __ ] ficava olhando assim, eu
tava no no meio da ocorrência aqui patrulhando. Daqui a pouco o TF Olhava para mim, retornar pra unidade. Vou operar mais não. Com esse cara não dá não. Era velho. E assim que os caras me fizeram, pô. >> Sim. >> Não, não dá não. BC de gente olhando na rua assim, eu ficava todo sem graça, ficava envergonhado assim, [ __ ] [ __ ] cara, você não aprende, [ __ ] Não é assim que funciona, não. [ __ ] não é assim não, [ __ ] Ah, acabou. Vou voltar para unidade. Para mim não dá
não. Eu ficava, [ __ ] velho. >> E por que isso, cara? >> Não, qualquer coisinha que eu fizesse, os cara me apertava mesmo, porque é assim que aprende, pô. Inclusive, mandar um abraço para meu irmão França, que é o novinho que tá aí na na guarnição, porque eu não tô mais no peto, né, como eu te falei, já hoje eu não sou mais do peto. Hoje eu tô trabalhando na guarnição do coordenador, né? A Guarnição do coordenador é ali na rádio. E tá ótimo de mim botar. A música que toca eu dança, irmão. Você
me deu a oportunidade de voltar pra área, eu tô na área. Mas França tá aí, meu irmão. E eu disse a ele, esses caras vão lhe apertar e vão comer o seu juízo, como me comeram o meu. Sacou? E os caras chegavam para mim sem nem saber qual é a minha. Logo quando eu cheguei na unidade, ó, irmão, aqui não tem nada de aqui. Não existe isso de Meter mão no bolso dos outros. Tu achou com baseado, achou com maconha pegar dinheiro. Não, aqui a nossa não é essa não. Que aqui essas desgraças aqui já
fica falando o dia todo que a gente é ladrão, que a gente é vagabundo. Então a gente não dá ousadia não. Aqui eles vão, a história da gente aqui, eles sabem o tráfego no nordeste sabe que a tropa do acerola é sangue, entendeu? Se a gente for para cima e confrontar, pô, se sair no nosso dia, Como eu falo os caras direto, se sair no nosso dia vai se machucar, pô. Se sair botar, né, o sacaninha lá do Rio, polícia que botar sair e eu pego, eu saio falando, se botar cara no nosso dia >>
vai se machucar. E aí, irmão, quando eu cheguei com esses caras logo no no início, eu nunca não conhecia ainda o Areal, que é o quartel general dos caras lá, a Globo, os cara é Correia, você vai Conhecer o Areal hoje. O areal você botou a vi, [ __ ] eu ficava olhando assim, maluco, eu Globen, as pernas tremia, irmão, mas eu não arregava não. Falei, vamos pr essa [ __ ] aí, vamos ver o que que vai dar. A gente entrava na rua direta do Areal, irmão, soprando a viatura. O motor da viatura. Uh,
já fazia aquele ronco, ó. Ronco da morte chegando. E aí, meu irmão, você só viu os cara levantando e começava os caras já Começava, quando a gente botava cada viatura já começava a chover. E aí o polícia botando o corpo para fora da viatura também pelo pela janela, se projetava para fora. E aí tome, tome, tome e eu do lado de cá, os cara é irmão, é agora [ __ ] você chegou aí, [ __ ] sua chance. E eu, [ __ ] é mesmo? E tom, toma tom. E foi lá no Arial, inclusive que
eu fui baleado. E meu primeiro auto de resistência foi ele que tava do meu lado, Toof, né? Um menino de 16 anos, uma ocorrência que acabou morrendo dois dois meliantes. Um eu não sei nem se a gente tava com apoio no dia de uma especializada, né, acompanhando os caras, né, informação de que tinha homens armados. E aí quando a gente chegou no local lá, a gente entrou pelo beco das pedras de viatura, veio até a beirada da creche na subida para São Policarpo. Meu primeiro Auto de resistência foi assim, foi com ele. Quando ele chegou
ali, os cara pau, pau, pau, pau, começou a troca. E aí quando a gente subiu mais um pouquinho, tinha um sacando o ele tomou um tiro, pô, no pé que arrancou daqui para baixo o pé dele. Só ficou cotoco e o sangue esguichando. Então, como ele tava com hemorragia, uma guarnição pegou ele logo para levar para hospital, para dar o socorro, para salvar, né, velho? Ele se Entregou ali, então vai viver, né? Só que a hemorragia acabou matando ele, infelizmente, né? E aí a gente continua no encalço dos outros. E aí vai, vai, vai trocando
tiro e avançando ponto a ponto, ponto a ponto. E o pivete de 16 anos bancou. Até que ele entrou na, na, numa residência e ficou sentado na porta da residência. Quando eu botei a cara, ele deu de lá, tiro pegou na porta, quase pegue em minha no colete, né? Chegou, não foi na cara não, tiro pegou Na porta na direção do meu peito e aí tóf ganhou um lado da porta e o outro e aí pau deu. Quando ele tomou, caiu, a gente deu socorro, chegou no hospital, constatou o óbito, né? Mas foi uma troca
que começou de, vamos dizer assim, de quase 1,5 k dentro de favela. Ah, parece um espaço curto, não, mas foi ganhando ponto a ponto, trocando, bancando, indo para cima, indo para cima, indo para cima. Até que a gente chegou ao ponto de neutralizar ele. O Primeiro, eu acredito que tenha sido o tiro deles mesmo. Alguém deu um tiro, um disparo acidental lá e e arrancou o pezinho dele. Ficou só cotoco, o toquinho da perna assim e o sangue orando. Mas eu, calma, filho, falei com ele, né? Calma filho, a guarnição vai salvar você, fique tranquilo,
você vai ficar vivo. Não se agonia não. Não fique com coração acelerado não, porque ativa hemorragia, irmão. Fique calmo, [ __ ] Fique Tranquilão aí que você vai ser salvo. Mas morreu também, infelizmente. E aí foi meu primeiro auto de resistência foi com ele, com chof ali lá da lado ombre. E aí os cara, ai [ __ ] agora você é peto, [ __ ] >> Tá batizado. >> Tá batizado. Batis, >> irmão. Olha só, areal eh me me situa aí, cara. Faz a geolocalização aí. Areal é é próximo ao Nordeste, é isso? É dentro
do Nordeste. Dentro do Nordest, na verdade existe. Nordeste é um complexo, >> é um complexo. Complexo Nordeste de Amaralina que tem Vale das Pedrinhas, Chapada, Santa Cruz e o Nordeste. >> Sim. >> Que é o bairro Nordeste mesmo. Mas é um complexo chamado complexo do Nordeste que tem quatro bairros ali dentro. >> Sim, >> né? Santa Cruz, Chapada, Vale das Pedrinhas que divide ali a Chapada do Nordeste, é uma uma avenida que tem a favela das casinhas, tem as bananeiras, tem várias vários pontos de confronto que sempre a gente sempre a gente confronta. Inclusive, é
um dos meus últimos confrontos aí que eu tive foi na na nas casinhas, acho que já deve ter alguns meses aí. >> E aí esse areal era uma área ruim, né? É, é o quartel general deles, é o QG deles. >> Quando, quando os, quando o camarada Falou, pô, vamos lá na areal e aí já vai a viatura e tu falou, pô, tava até nervoso e tal. >> Acredita, acredite que por vezes a gente evita o areal e não é nem por temor de nada, não. É porque a gente vai chegar para chegar até o
areal sem que a o monitoramento >> deles >> deles pegue a viatura é muito difícil. Então a gente tem que fazer uma logística muito grande para chegar lá, Né? Lógico que não existe flagrante presumido e a gente não vamos fazer, mas existe o cerco policial ali, ó, informação de elementos armados. A gente fala: "É melhor uma guarnição ir por aqui e outra ir por aqui para poder garantir a nossa segurança, né? Pessoal fala: "Ah, o cerco não é legal, você tá tipo e eh presumindo, né, querendo fazer uma emboscada contra eles." Não, quem embosca com
eles são eles que bom embosco. A gente tá indo ali preservando Pela nossa segurança e pela segurança do pessoal de bem que mora ali, sacou? Então é necessário, a gente divide algumas até porque são duas viaturas, né? E para chegar lá, p quebra, irmão, se você colocar entrar 10 vezes no 10 vezes você vai trocar tiro. 10 vezes você vai trocar tiro. >> E não dá para ir com a viatura até em cima, porque senão também não pega nada e vai tomar tiro em desvantagem, né? Às vezes a gente tem que vir andando, vir, Vir
andando pelos becos e aí trocando tiro, trocando tiro, trocando tiro, trocando tiro. Beco a beco, >> beco a beco. Tanto que a gente carreguei às vezes 180 munições, >> seis, três, seis carregador de 30 de fuzil de 556, né? São quatro fuzil na guarnição, né? E agradecer a comandante aí, a Major Cidreira, que é uma mulher moralizada, foi patameira, né? faz um comando com com excelência, independente de qualquer coisa que eu fiquei fiquei Triste porque eu queria ficar no peto, mas se ela entendeu como gestora que não é Brasil e para lá que vai, mas
agradecer aí, né, porque dá todo suporte à gente e muitas vezes foi fez botou as costas assim para segurar as broncas que chegava pra gente, né, porque conhece a postura do policial. Devo muito a ela, tanto na minha vida profissional como na minha vida pessoal, alguns problemas que eu enfrentei, que eu até troquei ideia com você, de algumas acusações. >> Sim, sim. E aí, irmão? E esse aí foi o teu primeiro momento ali, teu primeiro auto de resistência. >> Foi. >> Eu já tinha te questionado como quando que surgiu essa vocação sua, né, pra polícia.
O policial que tá aí hoje, ele foi formado, né? Eh, mas no início da carreira você foi, [ __ ] vendo que você nasceu para isso, você tinha essa vocação. >> Eu com eu eu gosto muito, gosto muito de De de incursionar de dessa onda de patrulhamento tático em área urbana, de a gente aquele padrão, a gente tem uma um entrosamento tão grande a guarnição que a gente é igual a música, é igual a dança, a gente vai culcionando ali que eu olho, [ __ ] tá sempre todo mundo ganhando todos os ângulos, um protegendo
o outro. a gente tem um efetivo um pouco maior do que a maioria das guarnições, porque uma guarnição é uma viatura, mas a nossa são duas, é uma equipe formada Por duas viaturas que tá ali atuante o tempo todo no terreno e a 40 sempre resolveu os problemas lá mesmo. São raras às vezes que que pede apoio, mas a Rondesplântico também é muito atuante dentro do nordeste de maral, então a gente por vezes tá disputando aí quem é que tá mais botando para lascar lá dentro. Mas a minha pergunta é, cara, como é que foi,
cara, para você esse esse batismo de fogo e essa primeira oportunidade, essa esse primeiro autor Resistência, esse primeiro confronto ali de >> Eu eu fiquei eu fiquei em êxtase, >> não porque tinha tirado a vida de Eu fiquei em êxtase porque eu voltei vivo, onde eu poderia ter voltado no caixão, né? Como eu fui baleado, no dia que eu fui baleado, pô, o tiro pegou na minha virilha, podia pegar na minha cabeça. E pegou na minha virilha, onde pegou na minha virilha, pegou muito próximo a femoral também. >> Isso i falar. >> Então o médico
falou foi centímetros da furoral, né? Então eu eu vibrei, irmão, eu já para mim aquilo ali em momento eu eu eu minha consciência pesou, fiquei vendo assombração ou precisei de apoio psicológico. Eu nasci para isso, pô. Eu tenho convicção que eu nasci para isso. Eu nasci para ser polícia, não para tirar a vida de ninguém. Mas é o meu trabalho. Você vai no necrotério, tem um Cara que abre o corpo lá e esse cara é psicopata. >> É. >> Não, mas ele tem que ter um condicionamento físico para abrir o corpo sem ficar não, [
__ ] Negócio de nojinho não, pô. É o trabalho do cara. O cara ele é preparado para isso. Eu sou preparado para fazer o que eu faço, pô. >> Perfeito. >> Sou preparado para fazer o que eu faço. Então não tive bicho não. Minha minha única preocupação de verdade é o famoso Ministério Público, né? E vim, rapaz, dentro de casa uma criança e tá tudo amarrado, irmão. Tá tudo amarrado. Tá mais que provado que ele trocou tiro, porque depois vieram e falar: "Não, vocês executaram não, ele trocou tiro, pô. A situação começou, né? Quem tava
na ocorrência, inclusive tenente Neves, um dos meus professores também. E assim foi a vivência da gente, Irmão, no Nordeste. Assim foi a vivência da gente até o último auto de resistência. Aí foi desse jeito. Aí ele fez assim, ó. Aí me viu a pontinha da minha cabeça, a farda marrom. Aí quando ele viu, pai, que ele tentou levantar o fuzil, foi a minha pistolinha batendo dentro, pai. E tome e tome e tome e tome e tome e tome. Só vi o ferrolho abrindo. Tirei um carregador e tome outro e tome e tome tome e tome.
É, o trabalho do polícia não é tá trocando tiro ali. Não Deveria ser, né? Não deveria ter um outro grupo armado com armamento melhor, com mais gente e o polícia em desvantagem de armamento, de viatura, tudo isso, isso é bravura do policial >> e de efetivo. De efetivo que a gente tem o Nordeste tem um peto diferenciado em número, né? >> Quantos >> são? A gente já chegou a operar com oito policiais, duas viaturas tipo C, que a gente fala com quatro policiais em casa. Hoje tá um pouco mais reduzido. >> Sim, oito. Mas lá
tem quantos? Ah, a gente já bateu a ocorrência, irmão. No dia que eu fui baleado, eu eu me bati com bonde de mais de 30. É. Então, eh, >> eu tive uma ocorrência dentro do que eu tinha chegado por serviço, a gente tava numa operação força total e a operação começava às 2 horas e eu cheguei às 2 horas no quartel, só que eu já vim de casa fardado, né? Vim de carro, vidro fumet, vim de casa fardado. E aí quando Eu cheguei lá, os caras já tava se arrumando para descer porque já tinha uma
ocorrência, tinha uma informação no areal de de vários homens armados. E eu eu não deu tempo de ir na sala de meios, para quem não sabe, sala de meios num quartel onde a gente carreguei o armamento para eu pegar uma arma longa, né, que normalmente o peto todo opera de arma longa. Então eu tava com minha pistola, né, e dois carregadores, 40 munições. E a gente desceu no areal. Nesse tiro eu troquei tiro com tal de Beneu. Foi Beneu foi ou foi o final do Jimar que morreu agora aí, né? Um dos caras mais perigosos,
um dos cabeças mais cara do CV. Foi morto no buracão pela pelo choque, pelo batalhão de choque que representou bem a polícia. Aí esse cara ele tá envolvido, você não sei se você soube o caso dos vigilantes que foram mortos lá no no no Itaigara, que é do Lado do Nordeste. >> [ __ ] eu vi, irmão. Vi, >> mataram os dois. Mataram um vigilante, o outro foi baleado. Ainda tomaram as armas dos cara. Eu vi esse esse vídeo rodou o Brasil na época. Tenho que >> quem matou foi ele, Jimar. >> Tem um ano
já quase. Isso, né? >> Quem matou foi ele, Jimar. E aí mostra a cena, né? Eu vi isso em reportagem. O cara saindo do carro, o o vigilante, [ __ ] bancando atrás do poste. Aí o Cara passa, né, e ainda pega, mata o o vigilante e ainda pega a arma e vai embora, né? >> Exatamente. Ainda ganhou uma arma pro crime, né? >> É, >> mas o o o vigilante foi foi resistência, man. >> Foi, [ __ ] O cara bancou com com um revólver com tambor com seis munições e ele de pistola, né?
E o cara bancou. E esse Jimar, ele inclusive no outro Podcast que eu fui no no pó de tcha, né? Meu um abraço para meu irmão Tchaca aí, o cara que me deu a oportunidade, me deu essa notoriedade, devo muito, a ele, é meu irmão, minha família aí também. E durante o podcas, esse Jimá até me ameaçou, pô. Disse que ia me matar. fardado. Vai morrer fardado. Já dei muito tiro na 4030, que é a viatura da gente do peto. 4030 e a 402, né? E ô Jucimar, ô, não conseguiu matar o índio. Correa Tá
aqui e ele tá lá, né? que sirva de exemplo para outros que tentam se propagar indo para cima do polícia, que vocês podem até bancar com o polícia, mas o estado não. Se o estado tiver manter esse foco aí, logo logo eles vão arregar ou vai para outro lugar, né, irmão, ou vai todo mundo cair no colo do capeta. >> É, tem que ser o lema do estado de Goiás aí, cara. ou muda de profissão ou muda de estado. >> Exatamente. >> Porque aqui não não vai se criar. >> E nesse dia, irmão, eu tava
com a pistola, dois carregadores. Aí eu falei com os cara, irmão, vou descer. Os cara não, rapaz, termine, vai pegar sua longa que a gente vai lá atender essa ocorrência. Eu falei: "Não, [ __ ] pera aí, pera, pera aí, eu vou, pô". Aí rola um [ __ ] que pariu, rola uma uma situação lá e eu não tô, minha consciência vai pesar. [ __ ] colega bancou, foi Baleado, tomou alguma coisa e eu não tava, pô. Não vou, vou. Pera aí que eu vou. E aí desci com os caras. Nesse dia eu me bati
com Jim, foi Jim, foi o tal do Benê, tava com fuzil, pô. uma K47 e a gente desceu. Eu consegui tomar ângulo aqui e vi os cara. E aí eu falei com o comandante, com Orlandão, falei com o Orlandão, irmão, fuzil, os cara tá armado ali. Orlando, segura, segura, porque a gente não tem condição de bancar, deixa os colegas Chegar que o colega vinha, vem outras viaturas por outros, outros outras entradas, né, que davam acesso à areal. E ness nesse nessa de segura, ele fez assim, ó. Aí me viu a pontinha da minha cabeça, a
farda marrom. Aí quando ele viu, pai, que ele tentou levantar o fuzil, foi a minha pistolinha batendo dentro, pai. E tome e tome e tome, tome e tome, tome. Só vi o ferrolho abrindo. Tirei um carregador e tome outro e tome, tome, tome, tome. Ele correu para dentro Do beco da mangueira, passou, ele te tomou, foi baleado, não morreu. Tanto não morreu que depois ainda matou o vigilante e matou todos os outros. Aí >> passou o fuzil na bandoleira para outro outro bicho. O bicho saiu, pai. E nisso que eu comecei a tirar nele, Glob,
eu progredi. Então eu saí do abrigo que eu tava e fui, porque eu vi que eu tava na constância, eu falei: "Você não vai tirar em mim, irmão". Ele tentava, tentou levantar, mas só que eu tava Chovendo nele e e alvejei ele, né? Então quando ele passou na bandoleira pro outro que o outro abriu, eu tava todo exposto. O cara deu uma chuva rapaz de fuzil. Então botou na nessa no modo fui aí pr o meu abrigo foi um passeio desse aqui. Eu me joguei no chão e me abriguei no passeio e eu, [ __
] só botei, escondi a cabecinha que que de pequena na minha cabeça não tem nada. Parece uma bola de beisebol. Botei de lado assim tentando dar uma de Matrix com esse Misquinho aqui. E ele não acertou, né? Quando eu vi que acabou o carregador, eu levantei. Tome, tome, tome, tome de novo. Sacana correu, conseguiu evadir, né? Nesse dia chegou dois bonecos já morto lá no HGE e a comunidade que socorreu porque a gente não viu. E quando chegou lá no HGE foi tiro deles mesmo. Acho que na agonia um Atirou no outro porque quando a
gente auto de resistência a gente vai até o final, a gente apresenta e dá socorro, né? E o cara normalmente até auxílio o médico ele pede lá dentro da favela mesmo. Médico vai lá dentro, enfermeiro vai lá dentro fazer sutura, né? Só quando o caso é mais grave que não tem jeito, que os caras vão saem e se expõe, né? Porque eles têm medo, né? De se expor, sair da favela. Não é só por causa do polícia, não. É porque chega o Informe até nas facções rivais, ó, fulano tá no hospital aí e quando o
cara sai do hospital, a facção rival passa aí, como aconteceu até com um tal de manga que foi envolvido até na mostra do policial Gladson do Choque, né? Manga foi assim, ele foi baleado pro hospital, a facção rival do BDM pegou ele na frente do hospital, tirou da SAMU e executou, sacou? Então eles se puderem eles se tratam ali dentro do hospital mesmo. >> Esse manga ele tinha sido baleado no >> numa ocorrência com a polícia. >> O com a polícia. >> Aí chegou no hospital >> que ficou lá dentro da comunidade, a polícia não
conseguiu chegar nele, >> ele evadiu. Nesse dia teve até uma R, uma R de de Pablo, né? Tava com a 380 na mão, né? E esse Fabio que era >> era um dos do dos caras envolvido. Era soldado. Não era cabeça cara não, mas era aquele soldado que fazia frente. >> Mas esse manga ela >> manga manga já tinha um histórico já pesadinho, né? Manga já já tava fazendo carreira, mas o a facção rival passou o rodo e manga. >> Aí veio a informação, os caras foram lá no hospital, >> foram lá no hospital. >>
Foram lá no hospital porque dentro, até dentro do tráfico mesmo, o cara que tá abaixo na hierarquia deles cobiça o cargo de quem tá acima. Então, entre ele mesmo rola covardia, né? Vai ver alguém que tava galgando o espaço que manga tinha na no tráfico, né? E aí, ó, a manga tá aí no hospital, aí passaram ele da SAMU e passaram o pau em manga, né? E isso acontece muito. Então assim, quando eles podem, eles eles, a gente já pegou várias vezes lá lugar com maca, com soro, com os caras, os cara fazem lá dentro
mesmo o curativozinho. Quando não Tem jeito, que precisa de sangue ou alguma coisa hemorrágica, eles vão, eles saem, né? Mas eles têm esse medo, né, de não é nem da polícia, é medo da facção rival, porque é um momento que eles não tm como sair de bonde fazendo segurança até o hospital, porque vai confrontar com a polícia. Então vai sozinho, vai na moita, não fala ninguém, mas a informação chega pra facção rival, os cara >> Pois é, irmão. E e o o polícia ele vai Agir dentro da legalidade. >> A gente só age dentro da
legalidade. >> Então assim, o cara tá lá e no hospital, ele vai preso. >> Não, ele iria ser preso, né? Mas no caso dele, ele eles chegam assim, chegou, foi baleado numa ocorrência policial, o cara chega no hospital, ele não fala: "Eu fui baleado numa ocorrência policial porque eu tava trocando tiro com a polícia". Ele falou: "Fui assaltado." >> É, >> fui vítima de assalto. Aí tomei um tiro, né? E é assim, >> eu digo o seguinte, né? Tu falou, ele não tem nem medo da polícia, ele tem medo do rival, porque o rival a
regra é outra, né? A lei é outra. Então os caras vão para executar mesmo. >> É, lá lá no Nordeste ele ele eles têm medo do rival, mas a a a terrível 40 30 >> Sim, >> eles não não não não se expõe muito não, pô. É aquele, normalmente a gente tem Confronto armado, tem aquelas trocas de tiro mais intensa, é um bancando aqui para o outro recolher o material, né? Que à vezes tá com droga, arma, dinheiro ali, eles estão recolhendo para poder ganhar o pinote. >> Fala, mano. Valta. >> Inclusive, inclusive eu achei
aqui uma reportagem que fala dessa situação do manga, né? Aham. >> Eh, descrevendo que ele foi ele foi Retirado da do SAMU e executado num sábado à noite. Eh, relato aqui da do noticiário é que chegaram dois homens numa moto, tiraram ele da ambulância e deram vários tiros. Eh, aí fala que o bandido era conhecido como manga e estava envolvido na morte do soldado Gladson. Eh, o PM foi morto no mês de maio. Isso foi em junho. Junho, junho, né? >> Foi recente. Eu lembro que a gente estava aqui num podcast. Isso. >> E foi
primeiro de julho >> aí. Aqui aqui tá escrito manga era nascido e criado em Nordeste. No nordeste era amaralina e suspeito de vários homicídios em Salvador. >> Eu tenho foto dele com fusil. Era era era criado mesmo, né? >> Era cria já já criado. >> Tem tem imagem aí nessa reportagem? Se tiver jogar aqui >> ou joga a própria reportagem aqui e vai passando. Mas deixa eu falar com com o Correio aqui. É o seguinte. E quando tu falou, né, cara, no início ali do nosso papo, >> é a carinha do menino inocente. Essa carinha
ele tá fazendo a cara de mooça, mas tem uma foto dele com fuzil na mão, com M4 na mão, >> [ __ ] Ó o a Lojca aí. A Lojca vai ter que pagar uma moeda pro canal aqui, ó. [ __ ] mais uma propaganda aí, ó, >> hein. >> Mas esse homem não dorme não, [ __ ] Toda ocorrência policial, Marcelo Cast >> é, né, cara? Ontem ele tava aqui e tava fazendo reportagem aí também, >> infelizmente no enterro do colega aí. >> Olha só, irmão. Isso aí é um menino, é um jovem, né?
quando bota essa fotinha assim, >> tá vendo o dedo dele ali pra pr o juíz de sofá? É só um dedo de paz e amor, não é? CV >> é >> duas letrinhas, comando vermelho. >> É, >> né? E aqui, ó, a pistola. >> É, >> é o codre da pistola ali. Bonequinho aí. >> Mas aí quando vem no na mídia, pô, né, que não tem muito compromisso com a segurança pública e que é só >> não queriam botar na conta do polícia essa >> não. Olha só, se você corta ali no braço dele ali,
ó. Primeiro que aquele cod ali ninguém vai Ver. O você vê porque tu manja, tu é o cara do da especialista. Aí tu tá tá na rua o tempo todo. Tu é polícia. Mas o o brasileiro ali que que não é polícia não vai ver >> não. Ainda olha com essa carinha dele aí. >> Com essa carinha dele com esse dedinho. É igual o filho de um monte de gente >> um futuro pela frente. E e >> e e o olhar é leve, né, mano? Mas quando ele tá aterrorizando alguém no no 157, >> a
foto dele, a foto dele que eu tenho, eu eu acho que eu não tenho mais no celular não. A foto dele com M4, você se você mostrar a foto, você vai achar que era outra pessoa. >> Mano, volta vai colocar outra aí. Olha só, irmão. E aí tu tava se referindo ao cara que matou os vigilantes, né? >> Sim. E ele tava também? Ele tava. Ele Jimar >> tava na na ocorrência do do vídeo? E aí no início da nossa conversa, tu falou: "Cara, [ __ ] o polícia quando mata, ele tá salvando, porque aquele
cara ali que é trocou com a polícia e foi neutralizado, quando ele sobrevive ou quando a polícia não consegue pegar, ele vai matar vários outros lá na frente." Esse caso é um exemplo perfeito disso. >> Uma semana antes dos vigilantes morrer, eu tive uma ocorrência que foi um auto de resistência meu também com um sacanão tal de Rubinho também era envolvido lá. E eu achei até que era a Jimar que tava com ele, mas não, era um tal do malhado que uma hora depois revelou para mim, mas faz uma semana antes e e eu fiquei
preocupado porque eu falei: "Pô, me bati com o Jimar, não consegui neutralizar ele e agora os vigilantes tão tão tão mortos". Aí eu trouxe essa até esse peso para mim. Eu falei: "Porra, velho". Mas não foi o caso, não. Foram foram foram outras pessoas. Mas a realidade é essa aí que você falou, irmão. A gente salva A vida às vezes tendo que tirar a vida de um de um de um cara desse, tirar ele de circulação, mas não é por opção nossa, não é por escolha nossa, é por escolha dele. >> E e como foi
você ver a reportagem da morte do vigilante sabendo que se tinha trocado tiro com ele de pistola de AK47? >> A gente, o todo, o peto todo já trocou tiro com Jucimar, né? Eu acho que todo mundo, quando morre um um pai de família, irmão, um cidadão de bem, eu me Coloco no lugar, eu sei a dor que a família passa, eu sofri a consequência da violência urbana dentro da minha família, né? E me surpreende algumas políticas públicas que hoje a gente vê dizer que esse crescimento de armamento no Brasil é por causa do do
governo do do antigo presidente que legalizou as armas pro pros CAC. Eu nunca peguei, viu, velho, arma de CAC na mão de traficante. A gente vê a política pública que vem falando aí da Descriminalização da maconha, mas mesmo com a discriminalização da maconha, o acesso à droga ainda continua sendo através do tráfico, né? Então, a gente vem com uma política pública aí que proíbe a Polícia Rodoviária Federal de tá incursionando em favela e aí a polícia número um do mundo em apreensão é a nossa Polícia Rodoviária Federal. Isso tá aí para todo mundo, quem quiser
pesquisar ver, né? Aí vem a questão da da câmera nos coletes. Eu queria que o Pessoal que tá em casa juntasse esse quebra-cabeça todo e me diga em qual é o resultado dessa equação, se realmente é uma maior efetividade policial ou se vai enfraquecer a polícia e fortalecer o crime, que é isso que o povo precisa acordar. Inclusive o morador de comunidade que quando vai votar ele esquece que aquele voto dele quem só quem quem mais sofre é o povo de comunidade mesmo, pô. Quem mais sofre é o povo de comunidade. E aí quando Acordar
às vezes já tá tarde. Acorda já partiu porque a corda sempre parte pro lado mais fraco. É a polícia e o povo da comunidade que mais sofre com o crescimento do crime, entendeu? Então o a as pessoas que tão o Senado, a Câmara, os deputados, hoje o Brasil a gente vive, como eu tava falando ontem lá no no nosso podcast, é uma engrenagem. A gente para falar de violência a gente vai ter que falar de educação. A gente para falar de violência a gente vai ter que falar de saúde. A gente para falar de violência,
a gente vai ter que falar de cultura. Não é só violência, o tráfico de droga aumentou e a violência é uma engrenagem, pô, que só vem enfraquecendo um lado e fortalecendo o outro. Eu tô cansado é de ver pai, mãe de família morrer na mão de ladrão e não dá nada. Eu tô cansada de ver inocente morrer na mão de criminoso e não dá nada. Olha o Que aconteceu no Calabá lá em Salvador. Um um criminoso que se intitulava vulgo Exu falou que não não via terror nenhum com a polícia, que se a polícia viesse
ia ia meter bala na polícia, que se a facção rival viesse ia meter bala na e aterrorizando a comunidade, no dia seguinte a Rondesplântico foi lá e houve alto 10 autos de resistência. Eu vibrei com isso, pô. E vibrei também com a postura do dos políticos, do secretário de segurança pública, que tem Feito um trabalho de excelência. O secretário tem feito um trabalho do [ __ ] irmão. A polícia não quer matar, mas se a política de vocês for enfrentar a polícia, vai tomar vai tomar chumbo, sacou? Então, e eh o cara que tá no
crime, ele tem que entender pelo menos. Você não quer sair do crime, não saia não, irmão. Fique lá dentro do seu Boeiro, fique lá dentro da sua boquinha, viva de maneira restrita >> e tenha medo, né? >> E tenha medo. Ameaçou, veio para cima de polícia, a resposta é dada, irmão. Essa não é uma resposta da polícia, é uma resposta da sociedade. E na Bahia, irmão, a Bahia sempre foi pioneira nisso aí. Na Bahia tem polícia. Você vê o carnaval de Salvador, 1 milhão de pessoas na rua, uma patrulha com seis homens. A galera respeita,
irmão. A galera respeita. Se vier para cima, vai tomar, pô. Se vier para cima, vai tomar. Autoridade policial. O polícia tá ali representando o quê? O braço forte do estado. Então, a representação da gente vai ser com força, vai ser muitas vezes até de forma violenta, mas a forma violenta que a gente tem é para combater a violência. Quando não tem mais nenhum outro recurso para combater a violência, a gente tem Que usar da violência, irmão. >> E quando perde esse medo e esse respeito, fica nesse estado aí, cara. Tu pega o comando vermelho lá
no Rio, em algum momento começou a eh confrontar com a polícia e é normal. E os caras bancam e pode vir um BOPE, eles levam a pior, mas ganham também. E os caras banca, banca, banca, banca, banca e não respeita. No passado, década de 80, era mais segura porque o polícia subia com um fusquinha e e um 38 eles corriam. Por Que que não corre mais? Não corre mais porque a mensagem é o seguinte, vamos bancar que dá para confrontar >> e perder. Perdeu. A vida é essa mesmo, vida louca, o crime é isso. Só
tem uma vida. Vou viver bem. Melhor viver 5 anos bem no crime do que ficar 50 anos. Eles são burros, que eles são burros, a gente já sabe, né? >> Então, mas essa cultura, irmão, leva para isso. E na Bahia, cara, e esse estado de violência, de confronto, de Não respeitar e e de ficar, [ __ ] na internet postando, mostrando o poder, tá fazendo com que a Bahia fique essa guerra que vocês estão vivendo lá e que o Rio já vive há muitos anos. E aí, o que que mudou? mudou que cada vez mais
o polícia é mais taxado, que o polícia é mais julgado, que o cara fica solto mais rápido. >> A corda sempre parte pro lado mais fraco. Lado mais fraco é a polícia. É mais fácil de fazer. >> Aí quando chega no poder, o que é o filho de do poderoso e tal, aí que que eles vão fazer? Usar essa força do estado para lá dar uma resposta para ele ficar mais confortável. Não chegou. Chegou só no trabalhador que perdeu o celular. que tava no ônibus que foi assaltado, tá só nessa nessa nessa camada pobre que
que não tem para quem reclamar. Ó, irmão, foi o polícia que morreu, >> irmão. São valores, são valores. E o o Meu voto, ele nunca deu alegria a bandido. Ele nunca foi razão de comemoração de bandido. A gente teve uma eleição que foi comemorada dentro do presídio. [ __ ] eu fico sem entender como é que um político se se propõe numa a fazer um discurso que de uma campanha de que tá cansado de ver a polícia matar a jovem de 15, 16 anos. Às vezes porque roubou um celularzinho >> para tomar a cervejinha. >>
Cara, eu tô cansado é de ver pai, mãe de família morrer na mão de ladrão e não dá nada. Eu tô cansada de ver inocente morrer na mão de criminoso e não dá nada. Teve um vídeo essa semana de uma mulher em Salvador que ela botou o corpo para fora do carro e começou a gritar: "Eu sou mulher de ladrão. Eu sou mulher de ladrão. Quem paga meu cabelo é o ladrão. Quem paga minha unha é o ladrão". O ladrão raspou a cabeça dela. Massa que sirva de exemplo para outra mulher que quer ser mulher
de ladrão também. Não gosto de ladrão? Então, [ __ ] vai ser mulher de ladrão são valores, irmão. Quem tem o poder de influenciar, né? Tive uma uma uma cantora aí que, [ __ ] tá um show dela com crianças encostadas no palco olhando ela com a com a calcinha enfiada, balançando a bonda e dançando. Ah, a criançada gosta de mim, pô. [ __ ] Eu não tô sendo só conservador, eu tô sendo moralmente correto, pô. a sexualidade hoje, a forma como tudo acontece aí é notório de que a gente que tá que é que
é do de um do lado certo, a gente às vezes tem que calar a boca, esconder nossa opinião, porque se a gente fala, a gente é crucificado, pô. Entendeu, irmão? >> E as referências acaba acabam virando essas aí, pô. >> E eu fico muito feliz porque >> o polícia o polícia não pode falar no Quem é esse policinha para tá falando aí, pô? Mas quem pode falar é quem estudou mais e tem um poder. Ou é quem canta uma música enaltecendo o crime? É a mulher que dança ali mostrando tudo pra criança. Isso aí é
cultura, pô. Isso aí é qual o problema? Qual o problema? Só que são referências que vão formando uma sociedade. Nós estamos há 30 anos e eu Só vejo cada vez mais trabalhador sendo assaltado, sendo escolachado na favela e e a polícia tocando tiro e aumenta é consumidor de droga. Quantos trabalhadores, mano, que não tem às vezes, pô, um lazer, uma televisão bacana dentro de casa, um sofá para chegar em casa, ter aquela honra do justo ali, meu irmão, o descanso do justo, cansado, tomar teu banho e descansar com a tua família, o cara não tem
nada dentro de casa, mas Tem pó. O cara é viciado, é escravo, >> é zumbi do tráfico, >> é [ __ ] >> [ __ ] E tu vê isso lá na tua área, tu vê isso como, mano? Tu vê isso toda hora? >> Toda hora. E às vezes até o que os caras usam cocaína mesmo para poder confrontar, para dar aquela disposição pro cara ir para cima da polícia mesmo, né? Tirar o medo, trazer um pouco mais o lado inconsequente, né? E Não não tem o o a proporcionalidade, a noção, né? Se você for
olhar a terça-feira agora, sai um vídeo na internet e uma troca de tiro lá no Nordeste. E você é muito notório porque as armas da gente a gente sempre usa em modo intermitente. Então você ouve bem claro quando o tiro do polícia tum tum tum e os cara >> é >> pô você é atirador irmão. Você é da trabalha a gente trabalha na mesma área. Você sabe que o cara não tem controle de cano nenhum em modo rajada, pô. A tendência do recu, >> né? São poucas as armas que você consegue ali controlar ela, pô.
Aa mais um cara, [ __ ] cheirado, que não tem perícia nenhuma com armamento, que tá de qualquer jeito. >> Paro aí, parece um morto. Foi quem que matou? >> O polícia. >> Não, pô, foi o tráfico. A gente vai na Corregedoria do tráfego, faz uma denúncia. Vai no Ministério Público do Tráfego, faz uma denúncia, né? Pega o morador, vai lá em cima falar com cura, ó, vocês parem de atirar na minha porta. Fala com 01 do tráfico lá para parar de atirar na porta para ver o que os caras vão fazer. Às vezes o
que os caras fazem às vezes muit das vezes que a comunidade vê, ah, o traficante aqui ajuda a gente com uma coisinha ou outra aqui. Não, pô, eles Não estão nem aí para vocês. Se eles cogitarem a possibilidade de que vocês é amigo de polícia, eles vão lhe matar. Eles fazem isso aí é para vocês não caguetarem no não ser x9 de polícia, não ser informante de polícia. Aí ajuda a comunidade, mas não tá nem aí, [ __ ] Porque eu já disse e preguei assim, se traficante se importasse com a comunidade mesmo, quando a
polícia entrasse, os caras fazia assim, ó, o irmão, perdi, a arma tá aqui que não vai Haver confronto, [ __ ] que todo mundo fala que a polícia entra atirando o tráfico normalmente, na maioria das vezes os caras que dão primeiro mesmo, [ __ ] A gente botou a ponta da viatura, tá? Eu tive uma ocorrência comigo, Toof e Magno, na saída de quase uma das das principais avenidas de Salvador que liga bairros Nobres. A gente saindo do da Chapada, a gente recebeu a ocorrência, a Informação veio através do SICON, que é o sistema de
rádio da polícia lá, sistema de comunicação, né? E aí veio que tinha homens armados e tinha um homem ajoelhado para ser executado pelo tráfico e a localidade. Quando essa informação veio, a gente fez assim: "Irmão, ninguém vai executar o cara ali na beirada da principal, né? Da na beirando uma avenida principal. Isso aí é contra informmação. Então querendo que a gente vá para lá com efetivo pesadão Para eles poderem em outro local fazer alguma coisa. Então vamos lá com uma viatura só mesmo. Foi eu, Chof Magnum. E a rua ela é um C. Você quando
entra na rua, você não vê toda a extensão dela. Então quando a gente se deparou com os caras, foi daqui na televisão, velho. E realmente tinha um cara no chão, baleado. Então quando a gente parou a viatura, do lado da gente tinha um bar, vários bares Assim, do lado da viatura, a viatura parou aqui do lado assim tinha uns barzinh, pessoas sentadas aqui no bar. Quando a gente se bateu, os cara lá tiraram na direção da viatura e cagaram para quem tava no bar. Teve três baleadas. no bar, >> uma senhora de idade bem bem
forte, bem bem gordinha, né? Um senhor porteiro de de condomínio e o outro eu não lembro quem foi, foi o foi não, o terceiro Baleado foi o que eles iam matar, né? Que já tinha baleado o cara. E a gente, eu falei a Toof, graças à sua reação, salvou minha vida. A Toof de dentro da viatura mesmo, que brocou o vidro da viatura e tá deu neles, eles correram, conseguiram evadir. A gente avançou no terreno atrás trocando tiro com os cara. E de repente Magno vai de lá, cessa, cessa, cessa, acessa, volta aí, volta aí.
Tem gente baleada aqui. Como o Tiof tinha feito do disparo, o semblante dele Fez assim na hora assim, ó. Ele ficou assim e o cara altamente técnico, altamente preparado, pô. [ __ ] E eu olhei, fiz a leitura do cenário, que eu eu tava na guarnição, mas eu fiz uma leitura do cenário, falei: "Irmão, não tem como você ter atirado no pessoal aí, até porque o que a gente viveu agora não foi aquele filme da Angelina de Oli que ela atira assim e o tiro vai fazendo curva, não foi." O bá tá do lado, pô.
Quem atirou foi os cara e tinha uma senhora que tomou um tiro na barriga. O filho dela veio para cima, ainda tentou pegar a arma dele, o fuzil na mão do polícia e efetuou, meteu a mão para efetuar o disparo. O tiro quase pega no polícia. revoltado como se o polícia tivesse matado. >> Vocês são sacando, seus filhs atiraram em minha mãe. Eu respondi isso aí, pô. Eu fui na corregedoria, fui ouvido e respondi isso aí. Saiu no jornal, projeto foi de um calibre 32. Quem foi que tava usando 32 na guardação? Porque só tinha
pon 556. Quem foi que tava usando 32? Foram eles. Ninguém foi até o jornal para se desculpar. Porque a notícia que vendia, né, o filho dessa mulher, inclusive, foi na corregedoria e quis retirar a denúncia que ele tinha feito. Só que não é assim que funciona. Houve uma uma situação em Que uma senhora foi agredida ou agredida não, ela foi lesionada, houve uma lesão corporal contra ela e a investigação tem que seguir independente dele querer retirar ou não, né? Mas a gente respondeu, corria o risco por uma decisão, sei lá, não, não tirou o projétil
porque tá é arriscado, uma cirurgia arriscada não tirou projeto, deixou lá. E entendemos que foi a polícia que atirou sem prova pericial. Quantos casos você vê de policial ser Preso, ter uma preventiva, ficar três meses preso que a juíza determina dá uma preventiva nele, vai lá pro batalhão de choque, ficar preso 3 meses, prorrogado por um período igual de mais 90 dias, 6 meses, para não atrapalhar o curso da investigação e depois o polícia é inocente, ficou seis meses na cadeia, [ __ ] Você tá entendendo, irmão? Então assim, a gente hoje o pessoal critica
muito o Marcelo Castro, né, de de da situação Que teve com ele do Pix. Ele conseguiu algumas coisas provar aí. Eu não não tô aqui para ser juiz de ninguém, não sei a situação a fundo, não ouvi por alto, mas é um cara que mostra a verdade quanto jornalista policial, ele não defende a polícia não, que eu tenho notícia de Marcelo Castro, inclusive reclamando, mas ele mostra a verdade. É um cara que tá ali operando com a polícia no terreno. Vai ver durante a filmagem já tá o pau quebrando O tiro comendo e ele ali,
ó, >> com o coletezinho dele agora a lojuca e tá ali no terreno com a gente. E não é mal intencionado para sabotar a polícia, né? >> Não, não é. >> E o e o trabalho dele faz com que a sociedade em casa consiga perceber um pouquinho do que vocês façam, um pouquinho dessa complexidade aí que é a atividade policial. >> No mesmo dia em que Morreu uma jornalista âncora da da da TV Bahia, né? tava metendo o pau na polícia. Vou falar o nome dela não. Tava metendo que ela não tem moral nem para
falar o nome dela, porque ela foi de outra emissora. Quando ela foi de outra emissora, ela era aquela amiga da polícia, até medalha recebeu. Aí o dinheiro é aquela notícia, a notícia vai depender de quanto eu recebo. Se tô me pagando para eu falar isso, eu Vou falar isso. A ética e a moral da minha profissão, que se [ __ ] Eu vou falar o que convém aqui agora pelo dinheiro. >> Compromisso social, né, com a sociedade. Não tem. também >> não tem. Então assim, enquanto ela tava falando mal da polícia, teve uma situação de
um corpo que foi encontrado dentro de uma caixa de isopor no maior ponto turístico de Salvador, que é o Farol da Barra. Para esse tipo de violência, eu quero ela como especialista, que tipo de enfrentamento ela espera para pessoas que são capazes de esquartejar um corpo humano, botar dentro de uma caixa de isopor e soltar no cenário, no cartão postal da cidade, que é o farol da Barra. Que tipo de polícia você espera pra gente que tem esse escrúpulo que na verdade não tem nenhum escrúpulo, né? Você espera uma polícia como? Se a Polícia da
Bahia hoje é a número um em auto de resistência, a mais letal do Brasil, não é porque a polícia da Bahia é assassina e gosta de matar, é porque o crime da Bahia também cresceu e tá tomando conta. É natural, se o crime tá tomando conta, vai ter mais ocorrência policial e vai ter mais auto de resistência. É uma equação. A gente não tem como correr disso, né? Hoje você de folga toda hora tem coisa, pô. Já teve várias ocorrências Comigo. Eu de folga, pô. Eu tá passando aqui, o cara tentar me assaltar. O bandido
hoje na luz do dia, nas principais, aí o cara mete a cara mesmo, vai roubar. E ó, como você falou, ele tá pouco se importando com a vida dele, com a vida de quem ele vai tirar, cara. Entendeu, irmão? Então assim, eh, a polícia ela precisa de ajuda e o que eu mais espero é Ministério Público, Defensoria Pública, Direitos Humanos, trabalhando junto com a Polícia. >> Aqui tem homem nessa [ __ ] na frente de qualquer um, irmão. Eu vou pra cadeia sorrindo. Matei, eu matei representando o estado, mas até hoje eu não sei por,
nem por quem, nem para quê, >> cara. Se você fala para mim que tem 2.000 envolvido com tráfico, a polícia não pode. >> Só no nordeste, só >> só na tua área. A polícia não pode com oito, cara. [ __ ] se tem 200.000 moradores, é o seguinte, que que o estado tá falando para 200.000 moradores? Olha só, aí desse lado tem 2.000 e eu tô mandando oito. Isso aí, >> beleza? Tu paga imposto, você faz tudo certinho, segue a as regras e tem oito comigo te representando e lá tem 2000. E é isso aí.
[ __ ] meu irmão, tá errado. Agora vou falar mais com você. Mais importante, tem mandar um abraço aí pros Reptilianos. Agora que eu lembrei uma turma nova que tá chegando aí na polícia que tá tá querendo entrar para vibrar. Tá muito polícia aí dizendo que vai chegar, que vai ombrear comigo. Eu não sei se Correa vai ficar na área muito tempo, não, que eu acho que agora eu vou ficar no administrativa. Mas assim, deixa eu te falar, irmão, que um ponto que você ressaltou aí que é muito importante, eu acompanhei seu raciocínio e vou
só mais um pouquinho Com a ideia. A questão de do efetivo é é muito importante, cara. Mas quer ver uma coisa que surtir um efeito do [ __ ] aí? aumenta em 30% aí o salário do polícia. Dá 30% a ele aí que você vai ver aparecer 50 correias aí hoje querendo acabar com o Nordeste. O efetivo é importante. É, mas é a valorização do policial que já tá aqui, sacou, irmão? Você chega assim, o Salário de um inicial de um policial aqui em Brasília é quase R$ 9.000. Soldado da Bahia, velho, ele ganha no
início na HP3 aí 3000, 2800. >> É isso aí. Você faz um recrutamento >> para vir às vezes voltar para casa dentro de uma caixa com a bandeira da Bahia em cima do dessa caixa de madeira. Então é o valor que você dá a vida do seu policial, né? Eh, mudou a política aí de janeiro para cá, mudou a presidência, né? E o Salário dos ministros aumentaram 50%. O do policial aumentou 4%, o policial militar da Bahia, sacou? Aumentou 4% e o plano servou. O plan serve é o plano de saúde que a gente paga
no estado. Aumentou 4% de salário, o plan serve aumentou 11% o custo do plano de saúde, né? Se você fizer uma hora extra, você cai no imposto de renda de 27,5%. Aí você tá achando que tá ganhando mais, você produz por mês aí R$ 2.000 de hora extra, mas só ganha líquido e efetivo Mesmo. R. [ __ ] né, cara? >> Então assim, eu digo assim, pô, efetivo é importante, pô. Número é importante para caramba. >> Aí, aí você, essa é a foto que o cara tá de fora, tá vendo? Aí ele vê o noticiário,
vê guerra de facção, polícia morrendo, bala voando, uma violência [ __ ] Aí ele fala: "Pô, meu irmão, eu vou eu vou eu vou entrar aqui 2800 para passar por Isso". Não, eu tô falando aqui, meu caso hoje, meu salário líquido, irmão, R$.700 com os empréstimos que a gente tem que fazer ao longo da carreira. >> Mã de filho. >> É, [ __ ] >> Não, irmão. Mas assim, >> e você tá vendo esse cara aqui vibrando cheio de tesão, irmão. E eu não tô indo paraa para ganhar nada além do meu salário, não. >>
Mas é raro, irmão. Você você tem Consciência disso. É raridade. E assim, >> eu não tenho tanta consciência assim, porque igual a mim tem outro quem trabalha comigo é assim, [ __ ] Não. Sim, mas assim, é difícil tu esperar, meu irmão, de um de um camarada que vai seguir a carreira, que tem 18 anos, 19 anos, ele querer ser polícia. Pô, não faz sentido ele querer ser polícia. >> Eu não quero meu filho na polícia. Faz sentido com essa sociedade, com com o Valor que é mostrado, o cara vai ser qualquer outra coisa menos
polícia, irmão. Entendeu? É [ __ ] Mas fica aí essa reflexão. Quero avançar nos digo eu digo mais a você. É, eu não quero meu filho na polícia hoje, irmão. É, eu ouço já ouvi, eu ouvi muito de tá no cantinho assim, tá nego falando assim, ó. Sabe por que correr foi baleado? Porque fica igual um maluco correndo favela. Aí deve tá ganhando alguma coisa, Irmão. O pneu do meu carro, eu tô falando, você não dê risada não, que é sério. O pneu do meu carro, do carro de minha mulher, todo mês a gente coloca
o pneu novo, comprou aquele remolde, bota no lugar de 60 con, 30 conto o pneu no lugar, porque não teve dinheiro para pagar e comprar um novo não, porque é quase R$ 2.000 de pneu. [ __ ] se a gente for fazer isso, vai faltar alguma coisa em casa, pô. Para vou ter que me chamar, como você Falou, tem que me chamar de maluco mesmo, de burro mesmo, que você falou, minha mãe deve tá em casa. Tome aí, Glauber. Obrigado, Glauber, porque diz você é idiota. Minha mãe fala mim, para com essa merda aí, rapaz.
Vai estudar, senta a bunda na cadeira para ser oficial ou então galgão cargo maior para você poder ter poder de influenciar mesmo, de de determinar se é um promotor, um juiz ou alguma coisa, porque você é inteligente para isso, tá Perdendo tempo nessa [ __ ] E obrigado porque eu acordei para essa [ __ ] Eu não quero mais essa cachaça não, irmão. Tô perdendo. Eu gosto muito, mas não dá, [ __ ] Não dá. Meus filhos não merece que um dia chega a notícia, não vai voltar mais para casa não. [ __ ] meus
filhos não merecem isso não. Ontem duas famílias chegaram a notícia que os pais não iam voltar mais para casa. Todos os dois policiais que morreram ontem eram pai de Família que não vão voltar mais para casa. Eu tô batendo meu braço na seringa. Para quê, [ __ ] Qual é o valor? O o o valor o o retorno que eu tenho disso? Eu fui chamado de ladrão por gente que nem me conhece, [ __ ] que não sabe de onde eu vim, [ __ ] que não, nunca ombreou comigo dentro de uma favela, [ __
] E é polícia e abre a boca para dizer que eu sou ladrão, passando dificuldade com uma [ __ ] me virando de vagabundo, já ter me oferecido dinheiro, Eu nunca ter aceitado. E eu tenho muito orgulho dessa [ __ ] porque o pão que entra na minha casa não é dinheiro de vagabundo, não, [ __ ] É dinheiro do meu suó. Essa [ __ ] tá alojada aqui, eu vou morrer e eu vou levar esse [ __ ] comigo porque não pode tirar não. Tem uma [ __ ] de um seguro que até hoje
eu não recebi, [ __ ] Sacou, irmão? Então você falou uma coisa que assim como o traficante tá ali, o maluco, o idiota, o otário tá ali todo dia confrontando, Enquanto coroa, os caras que estão na frente do tráfico não bota a mão numa arma, também tem um bocado de polícia idiota aí, [ __ ] igual a mim, maluco. A gente tem que acordar, [ __ ] Mas sabe o que é, irmão? Que é mais forte do que tudo, do que o dinheiro, do que tudo? É que eu jamais vou ceder pro crime, [ __
] Tá em mim. Mas se eu tiver a consciência de que tem outra forma de eu combater essa guerra, Porque eu tô sendo egoísta, nada. Bom entrar em favela, rodar 12 km, correr atrás de bicho, trocar tiro, trocar tiro. Eu tô sendo egoísta. Não tô pensando nos meus filhos. Às vezes eu não tô pensando na minha mãe, às vezes não tô pensando na minha esposa, às vezes eu tô pensando mais na sociedade do que nos meus dentro de casa. E eu me lembro o dia que eu cheguei no hospital, minha mãe chegou lá, [ __
] Olhou pra minha cara assim, o olho cheio de lágrima, ela podia tá indo ali pegar o corpo de um filho. [ __ ] eu não quero nunca passar por isso não, [ __ ] Não vejo o bicho não. Mas [ __ ] qual é o retorno que a gente tem, [ __ ] Você tá entendendo, irmão? Qual o retorno que a gente tem? Eu tava falando a você da troca de tiro que eu tive. Quando eu desembarquei da viatura, continuei trocando tiro no terreno, a [ __ ] foi Evoluindo, a gente invadi um beco,
outra guarnição entrou, o pau quebrou na ladeira, os cara dando de fuzil de de de rajada, de metralhadora, sustentando na gente. Quando eu volto pra viatura, p desce, eu foi um uma uma um palmo de mão assim, o tiro pegou no naquele vidinho de trás da janela, [ __ ] Pum. Acabou, acabou correa. Acabou Lucas Caribé, acabou os duas polícias ontem tá o colega com a sequela aí com tiro no olho. Guerreiro tá aí todo dia vibrando Já que a gente é. No dia que eu tomei meu tiro, irmão, a foto do HGE, o colega
tirou baleado. Eu levantei da maca, botei a mão aqui, ó. Tô aqui, [ __ ] Na favela eles estavam soltando fal comemorando que o índio tomou tiro. Tô aqui e depois voltei. Tô voltei. Tô na pista de novo. Não me parou não. Mas não é por mim não. É porque aquele que tá lá em cima tem me capacitado até aqui. Mas ele também tem me dito. Pera aí, calma. Acorda, filho. Porque não tá valendo a pena. Eu quando tava na minha na minha turma de soldado na sala de aula, o meu instrutor, soldado Moura, um
abraço para meu irmão aí, para Moura, foi instrutor da gente de da matéria de direito penal e ele falou: "Daqui a um ano que vocês se formarem na turma, algum de vocês já não estarão mais aqui. Por vezes vocês só vão se encontrar colega de turma enterro de policial. Fica às vezes sem se ver no enterro que A gente se encontra. Que [ __ ] de realidade é essa, Global? Quanto é que a gente recebe por isso? A gente não tá por essa [ __ ] pelo dinheiro não, mas a gente só vê é porrada,
irmão, de todo lado, [ __ ] Só vê porrada, porrada, porrada, porrada, porrada. E os tanque de guerra aí nada essa [ __ ] aí mesmo. Tem polícia aqui. E eu não consigo ser menos samurai, como o Henrique falava, a gente, nós somos samurais, velho. Eu não consigo ser Menos quando eu olho para um cara como TF, que tá dentro de favela, que foi baleado no número, que eu vi o filho dele chegar no hospital, o pai, cadê meu filho? achando que a gente tava escondendo, que a coisa era mais grave. Eu que fui avisar,
[ __ ] Eu que fui avisar o pai de que ele tinha tomado tiro. E eu fiquei assim, quando o pai chegou, aquilo ali quebrou meu coração. Eu me, eu fiquei assim, [ __ ] pai, cadê meu Filho? Eu quero ver ele. Porque achou que a gente não, tio, calma. Ele tá bem, ele tá bem mesmo. Ele tá bem mesmo. Eu quero ver ele. Ele não viu isso não, o pai dele chegando. Mas eu vi, pô. Eu que dei a notícia, eu que fui avisar. E minha mãe, [ __ ] chegando no hospital com a
bolsinha dela, os cabelos todo bagunçado. Cadê meu filho? Aí chega lá, tá o filho dela. Calma, eu tô bem, velho. Essa [ __ ] que a gente vive, vive, a Gente também coloca no nisso aí. A nossa família se torna polícia. A minha mãe tem medo. Minha mãe chegou para mim e falou: "Eu tenho medo de andar no bairro aqui, alguém fazer alguma coisa comigo". E eu disse a ela, eu não posso livrar a senhora disso não, mas eu posso lhe garantir uma coisa, que se [ __ ] a lei, que se [ __ ]
porque eu respeito essa [ __ ] Mas se o meu pagar, acabou, irmão. Vai ter que me matar, [ __ ] porque eu vou grandão para cima, [ __ ] Acabou a lei, irmão. Eu não tenho como garantir a segurança da senhora mesmo, não. Que às vezes eu tô trabalhando e quem tá que eu não tô aqui em casa garantindo a segurança da minha família, mas tô indo garantir a segurança de outras famílias. E eu não tenho como garantir que não vão mexer na minha mãe, que eu não vou receber a notícia que minha mulher
foi baleada. E eu peço a Deus, eu ajoelho no chão, falo assim: "Senhor, eu peço a Minha oração, irmão, em casa. Eu peço a Deus, se vi alguma merda para cima de minha família, que o Senhor jogue todo em mim, porque eu tô na pista. Mas eu não vou aceitar um filho meu fazer isso não, que eu despiroco, irmão. Aí você vai ver um psicopata mesmo, um doido maluco, que eu vou sair, parceiro, daquele jeito. Esqueça, esqueça a lei, esqueça direitos humanos, eu vou fazer, vou bagaçar e depois vou me entregar para cumprir. Mas com
sorriso aqui, Porque o vagabundo que tirou a vida de um família meu, de um parente meu, ele não vai viver, [ __ ] Ele não vai viver. É esse homem que eu sou e eu me exalto mesmo nessa [ __ ] entendeu? Ele não vai viver. Do lado de cá tem um homem aqui que esse vagabundo a gente pega. Ô senhor, senhor, tem um homem aqui que se tiver 30 homem aqui, irmão, que Deus não me deixe sair vivo do seu programa e me botar no chão, vai me matar. E se eu tiver uma na
agulha Mesmo, finalizo. Mas eu não arrego para eles não. Eu morro como homem nessa [ __ ] Que esse polícia que eu sou, porque para vir aqui a gente tá sendo perseguido, [ __ ] Tem gente que nunca vê a pracinha se destacar. Tem gente que nunca vê a coragem do cara na pista, não. Tem gente que tá preocupado com política enquanto a gente tá garantindo a segurança, inclusive deles. A gente tá se sacrificando inclusive por eles. Eu tomei tiro, não foi defendendo minha família não, parceiro. E do lado de cá tem homem. E a
gente tem um limite que a gente respeita a lei, mas a gente tem um limite, [ __ ] Se nós de bem tivéssemos a audácia que tem os do mal, os que escolheram do lado de lá, essa [ __ ] desse país não tava assim. E eu brigo para acordar o povo em casa para lutar nessa [ __ ] Não tava assim. Isso me irrita, Porque é pesada a nossa guerra, o nosso fardo é pesado. Você vê o polícia com aquele sembante, com aquela cara ali, é pesado. É quatro dias trabalhando, é tirando serviço em
Valéria, indo para Nordeste, tirando hora extra para vir uma [ __ ] de alguém me dizer que eu sou vagabundo. Aqui tem homem nessa [ __ ] na frente de qualquer um, irmão. Eu vou pra cadeia sorrindo. E eu disse a minha mãe, no dia que eu for preso, não é porque eu Roubei, não é porque eu cetei propina, não é por nada, é porque eu matei vagabundo, matei ladrão, porque eu sou homem. Quiser ficar lá, fique lá no seu bueiro que eu vou ficar cá na minha casa e a gente não se enfrenta. Mas
não mexa com minha família, não. Não mexa. Eu vim, eu sou filho de uma mulher que é mais homem do que muito homem, entendeu? que bateu de frente com muito macho. E esse exemplo que ela me deu. E ela pode até hoje querer que o filho Dela não seja, porque ninguém quer que seu filho seja Jesus que vai ser sacrificado na coz. Ninguém quer, mas sempre precisa de um. A gente precisa de um corajoso, um que vai para cima, um que caia para dentro da criminalidade. A gente precisa, mas ninguém quer que seja o seu
filho. Eu não quero que seja o meu, [ __ ] Eu não quero que seja o meu irmão, mas eu sou. Eu não consigo ser adverso. E você que me chama de ladrão, que acha Que a gente tá aqui para ganhar dinheiro, que a gente desce, venha um brinhar com a gente, [ __ ] Venha ver como é a realidade lá dentro. Quantas vezes a gente troca tiro naquela [ __ ] ali. Venha viver a realidade de você sair tomar um balaço no de um reboco caino na orelha assim, você [ __ ] bateu do
lado da cabeça. E quando termina esse [ __ ] que pariu, o Glabão olha pro outro. [ __ ] foi de [ __ ] irmão. Situação gostosa da [ __ ] Eu digo, esses caras São doido, mesmo. A gente é maluco, [ __ ] A gente vive com a morte, se normalizou ela. Mas sabe por quê, irmão? De verdade, hoje eu tava vim para cá de avião, vim comer a [ __ ] que eu tô odeio andar de avião. Mas vim, irmão, olhando assim, eu tenho uma convicção, é a minha fé. Jesus disse que daqui
ele foi para preparar-vos um lugar. Eu não sou capaz de suportar a dor, de ver minha família, mas eu tenho essa certeza de que eu tenho, a vida aqui não acaba aqui. Essa vida aqui é uma vida de teste. E qual é o teste que eu vou viver nessa vida? Uma vida de arregar para bicho e abaixar a cabeça para vagabundo. Qual é os exemplos dos legados que eu vou deixar para meu filho? Eu quero que meu filho abra a boca para dizer que meu Pai é homem. Meu pai foi homem. Meu pai honrou honrou
os culhão que ele tinha. Eu quero que minha filha diga assim: "Meu pai ganhava pouco, não podia me dar um iPhone 13, mas quando pegava para me abraçar era para fazer cosquinha, brincar, a gente ir na praia". Esse era o exemplo, exemplo de pai que eu quero ser, >> que às vezes eu não tenho tempo para estar com meus filhos porque eu tô representando o estado, [ __ ] Eu não Tenho tempo para sair com meus filhos porque eu tô representando o estado. Tô ali saindo de um servio, indo para outro de seguidor no Instagram
e fala assim: "Porra, você não para não?" Ué. Não, é porque eu não sou ladrão, é porque eu não sou corrupto, é por isso que eu não paro, não. É por isso que eu tenho que fazer 60 horas todo mês, 60 horas VD e chegou alguém lá de cima e fala assim: "Ele não vai poder tirar hora extra, não". Entendeu? Ele não vai poder tirar a hora extra, não. É isso aí, irmão. É, é, é, é, é de, de se emocionar, mas é isso aí. É essa luta aí que a gente vive. Eu não tenho
guerra com ninguém, mas eu sou um cara autêntico. Pessoas por inveja, por qualquer [ __ ] contra mim. Tem um bocado aí. A águia, irmão, eu vi ontem Piton postou esse vídeo e foi para mim. A águia, irmão, o único bicho que atrapalha, a única ave que atrapalha a águia é o corvo, que fica bicando nas Costas dela ali, ó. Mas sabe o que que a águia faz? Caga pro corvo. Ela vai, alcança os voos mais altos, onde o corvo perde o oxigênio e cai. E eu sou águia. É isso que minha mãe me criou
para ser águia. E é isso que Deus me colocou aqui hoje. Eu tá aqui com você para poder, de certa forma influenciar muito mais gente do que com arma na mão. Eu sou bom com arma na mão, mas sou bom aqui também. Entendeu, irmão? Eu quero chegar assim um dia assim de a gente poder viver uma sociedade realmente igualitária, tão bonita como fala a Constituição, que a gente não vive sangue sugas por todos os lados mamando as tretas do governo e a gente só só aí foi preso aí por atentado terrorista, né, dizendo que é
terrorista. 17 anos de cadeia, né? E mas eu sou militar, eu tô falando aqui como cidadão, mas eu sou militar. Vou sempre acatar a ordem. Eu sei o sistema qual eu sigo. Eu escolhi. Eu vou sempre acatar. Sempre acatar. Se é para botar a câmera no colete, a gente vai botar fazer o que gente que o que pede. Pô, sou militar, pô. Respeito. Tô na frente do meu superior. Bom dia, comandante. Posso estar por dentro alguma sorriso aberto sempre? Tudo bom com o senhor? Ah, é isso. O senhor que determina, o senhor que manda. Eu
sou militar, Entendeu? É isso aí. Eu não posso falar muito não, senão a gente acaba se prejudicando. Irmão, forte, parceiro. Eu fico preocupado, cara, tu falar assim, porque assim, tu veio aqui para ser exaltado e deixar ensinamento pra gente. Tu não veio aqui para se prejudicar. E e eu fico [ __ ] na dúvida, não sei se eu te interrompo, não, entendeu, irmão. Mas assim, saiu do coração, saiu da alma. E eu te pedi desculpa quando eu fiz essa provocação. Eh, não, não foi de forma alguma intencional. >> Ess essa emoção que eu causei em
você aí de ver seu olho cheio de lágrima, irmão. Eu eu sinto isso todo dia por vezes, eu me pego sozinho em casa e eu choro. Eu fico assim, [ __ ] o que é que eu tô fazendo? Glá, é, é, é, é [ __ ] Polícia morreu ontem, os dois polícia Morreu ontem. A primeira coisa que minha mãe falou para mim, venha para casa. Sai disso, filho. Por favor, não se exponha não. Você tá procurando o quê? Não, não, não. A gente não precisa de nada disso, não. A gente vive aqui na nossa aqui.
Deixa essa coisa aí. Sai disso aí. Sabe, eu fico olhando assim que é uma coisa do filme, matei, eu matei representando o estado, mas até hoje eu não sei por, nem por quem, nem para quê, como a gente vê no filme Capitão Nascimento, ele fala isso naquele filme, né, em plena assembleia alerge. Não mudou nada, >> só piorou, >> só piorou. Eu só vi colega morrendo. Tá morrendo todo dia mais polícia. Não tô falando querendo acovardar não, porque pessoas como eu, ninguém vai conseguir acovardar. Eu chego aqui antes de eu vir para cá, eu tava
vendo o vídeo que Pitom postou hoje. Eu sou guiso desse cara dele, do Investigador Thiago. E eu disse aí, essa semana veio falar comigo e eu como fã, pô, irmão, você tá falando comigo, [ __ ] E disse a ele, tô aí para qualquer coisa, sempre dentro da legalidade. Claro, mas tô aí para qualquer coisa. A minha é essa. E eu vejo um cara desse assim e quando eu faço isso, eu não fico em paz. Esse é correr. Ah, correia se quete, irmão. Que eu ouço muito de colega. Os polícia que me Ensinaram a ser
polícia, que é esse meu grupo, essa minha guarnição, chegou para mim e falou: "Irmão, deu uma segurada, pô". Mas eu digo assim, irmão, eu não consigo olhar para vocês, olhar para quem segura essa [ __ ] dessa tampa do bueiro. Tá fazendo esforço a ver alterada, segurando o peso da sociedade e a ficar do lado olhando assim: "Eu não consigo, [ __ ] Eu tenho que botar meu ombro aí também. Se for para se [ __ ] vamos se [ __ ] junto. Eu não consigo ser omisso. Vem um problema e largar lá. É, irmão,
eu eu eu O que o que dói, cara, é ver que não vale a pena. >> É, cara, meu irmão, entendeu? Tu falou aí da tua família, irmão, da tua mãe. Aí eles em casa com medo, orando, sem conforto, sem luxo, sem nada. E tu lá na rua para uma uma camada te chamar de burro ainda, pô. >> Mas eu sou burro mesmo. Deve ser >> te chamar te chamar lá, ó. No final quem morre é o guerreiro igual você, irmão. Que que esse cara tinha que ser, meu irmão, eternizado, pô. Tinha que ser o
exemplo, tinha que ser o o que mor. >> Você já ouviu falar de demissão pós morte? >> Ainda existe. Você sabia disso, né? >> O polícia ainda, o polícia ainda é jogado pra rua. família que você acha >> não, você morreu e de repente descobriu Alguma coisa sua ali, tem mite >> e aí não tem não tem pensão, não tem nada. Então assim, irmão, é isso, cara. Eu acho que no fundo, cara, quem toca, né, quem toca de verdade tudo de ruim que tem aqui nessa sociedade, seja do lado as margens e seja o dentro
da lei, né, que é a política, o os comandos, tudo isso. fundo, no alto do seu conforto, com seu carro, com a sua segurança, com Suas escolas privadas, né, com a tua família com tudo do bom e do melhor. Olha para esse soldado combatente, ri, fala: "Vai lá, trouxa, morre lá, morre lá que tá bom para mim aqui." >> E eu torço para que aconteça o efeito Peter Park. Eu torço para que esses que se dizem os senhores da razão, né, muitas vezes eles sofram a consequência das escolhas deles. Não, Eu e precise do maluco,
do otário. >> Na verdade, eles já precisam porque eles vão lá, >> a gente é o mal necessário, né? Então, eles vão lá e usa do poder para ter um maluco desse do lado dele para se ele for surpreendido num 57 na rua, ele já tem um policial desse para tomar tiro por ele, porque eles estão protegidos, eles estão com segurança, que é o militar que vai bater a cabeça ali e vai seguir certinho a Cart. Exatamente. >> Mas é isso, irmão. Não, não, acho foi foi um um desabafo, [ __ ] vibrante, emocionante, bonito
e que deixa muita reflexão. E aí eu tava atrás do carro, quando ele foi passar pelo carro, perdeu e liga a moto, desci da moto, bote a mão na cabeça, aí aí ele se assustou. A presença de de pessoas do Rio de Janeiro lá no Nordeste é muito comum. Já tive ocorrência. Bota a cara, peta o cu que você vê o sotaque é de vocês. >> É verdade, irmão. >> Seus brelo, né? Eu tive uma ocorrência lá que o rapaz até trocou tiro com a gente. Eu não sei se foi ele, né? Porque tem uma
troca de tiro. Depois a gente da troca de tiro a gente procura ali, não acha ninguém para dar o socorro, a gente vai embora, né? A gente procura. Às vezes os cara corre baleado, morre, mas a troca de tiro, irmão, a dinâmica da troca de tiro, você não não para e foca no rosto do cara Para dizer: "Olha, quem tá trocando tiro com a gente é Caik. Quando é muito conhecido a gente já sabe onde eu v o Glauber hoje, eu vou saber quem é você, irmão. Se eu ver de longe, pô, é Glaub ali,
né? Mas tem vários bichos ali que você não conhece a cara. Então eu já tive troca de tiro com com sacaninha que depois chegaram dois mortos no hospital lá e a gente não deu socorro porque não achou. chegaram depois no hospital morto, né? E depois dessa troca de tiro, Um do dos caras deixou o celular cair. Aí eu tava um aplicativo de rádio, pr quando eu atendi cara do Rio e ele falou comigo, né? Eh, Gabriel na escuta, Gabriel na escuta. Gabriel era o finado que tinha morrido. >> Como é que é? Gabriel na escuta.
Gabriel na escuta. Aí eu falei: "Não, Gabriel já se fodeu. Aí Gabriel já se fodeu. Aí ele: "Esse tiro bufa de vocês aí que não mata ninguém. Esse tiro desse espeto bufa Aí". Eu falei: "É, mas eu tô aqui no QG de vocês, porra". A gente não é [ __ ] Desce aí para troca tiro com a gente, [ __ ] Mostrar que você é homem. Vem pô tudo ou nada aí. Vem para cima aí. Você não não é não é de bancar para cima de polícia. Aqui tem polícia aqui. Enquanto tiver um morador de
bem, o peto tá aqui para incomodar vocês. Sacana desceu, velho. A troca de tiro que eu tive, o cara botou um retrovisor de caminão no beco, tentou fazer alimassa pelo Retrovisor de caminão e dando na gente. E eu com certeza que o cara tava perguntando aí que é uma arma que a 15 20 m tem uma precisão fantástica. É uma arma que ela é intermitente, ela não é de repetição, né? Para quem não para quem tá em casa é uma arma que não tem o modo rajado, até porque a gente não é interessante pro polícia
tirar. O tiro do de de rajado, o tiro do polícia tem compromisso, o tiro do ladrão não tem, né? E aí troquei tiro com ele, acertei No retrovisor, ele saiu correndo, depois se bateu com outra guarnição lá, tomou a cartuchada dele e voltou pro rio. Não sei se voltou no na caixa, se voltou, mas os cara eh a gente trocava mensagem assim com os caras direto, né? E os caras do Rio falava que ia ia ia pra Bahia, que o peto lá só mata ladrãozinho pé de chinelo, o peto, como eles chamam. Tô esclarecendo para
você, criminoso do estado do Rio de Janeiro, é o peto. Não é o peto, não. É peto. Pelotrão, pelotão De emprego tático operacional. E assim, se bater com o meu petinho vai se machucar. Os cara já sabe. Os cara da Bahia é Barria. Arrondes Atlântico, irmão. >> Sim. Tome, tome, tome, tome. Vocês estão vindo de lá para cá achando que aqui vai não, pô. Aqui tem polícia. >> E essa diferença aí, cara, desse confronto, né? Tu falou que tem os linguajar, né? A lá no Rio os caras Ficam com azul vai morrer, com azul pompeu
e tal. Nessa giga do carioca e o baiano, você você tá indo incursionando, tem carioca e tem baiano. Mas inimigo igual, né? >> Não, aqui na Bahia. Aqui na aqui na Bahia ele não chama gente de cor azul porque a gente usa marrom, né? Sim, claro. >> Aqui eles cham gente de [ __ ] Ó as [ __ ] aí, ó. As [ __ ] o >> as [ __ ] do estado, os pal mandado do Estado, é assim que eles chamam, gente. >> Pois é. >> É os caras que o estado quebra a massa,
não valoriza e mesmo assim vem aqui para poder mostrar que tem segurança. Eles mesmos chamam a gente de [ __ ] E aí eu tava alguns serviços atrás aí tava brigadinho, né? E aí tinha uma guarnição em cima no morro e eu tava embaixo a brigadinho assim tava eu e Dembelé. Você vê como é a aquela questão que eu falei com você de o cara convive com o Traficante ali. O cara desce de moto, não me viu a brigada, eu do lado dele e o cara não me viu. Ele chegou assim e falou pro pessoal:
"Pega a visão, pega a visão, as [ __ ] tá lá em cima, viu?" Aí a menina falou para ele: "Aí do seu lado também." Quando ele olhou para mim, eu falei: "Quem é as puta?" Sou eu, senhor. Sou eu. Sou eu, senhor. Da moto abordagem policial. Aí eu falei com ele, disse a ele de maneira muito carinhosa, qual é a sua intenção em Avisar que a gente tá aqui? Qual é o seu intuito? Não, senhor, não avisei não, pô. Eu vi você avisando que as [ __ ] ele viu os colegas lá em cima,
mas não sabia que cá embaixo a gente também tava. E aí falou as [ __ ] aí, as [ __ ] tá lá em cima lá, velho. Pega a visão aí que as [ __ ] tá aí, viu? É os cara do petto da 4030. falou assim mesmo. E aí eu tava atrás do carro, quando ele foi passar pelo carro, perdeu. Desliga a moto, desce da moto, Bote a mão na cabeça. Aí, aí ele se assustou. Eu falei: "Um aviso seu desse aí, coloca um vagabundo em condição de dar um disparo em mim e me
tirar tirar minha vida. Você tá defendendo?" Não, senhor. Quero fazer o concurso pra polícia. É que is >> falei: "Eu te espero ansiosamente aqui dentro, >> pô". Eu sou, eu sou, eu não, não sou ladrão não, senor. Não sou ladrão não. Você tá descendo e avisando que a gente tá colocando os caras em condição de tá esperando a gente vi para ser recebido a bala, pô. E era um cara que você via, Glauber, que realmente não era envolvido. Mas é o que eu digo a você, quando a gente fala dos 2000 homens, tem muito mais
de gente que não é envolvida, mas tá vendo o traficante ali todo dia aí, quer dar uma de de camarada do do Traficante, do criminoso. Ó, as [ __ ] tá vindo aí, viu? E falando mesmo linguajar, >> não. A gente às vezes eh durante a abordagem a gente aborda, se envolve e aí ele mesmo fala: "Não, não se envolvo não, se eu quiser olhe meu celular, pode olhar meu celular, olhe minhas conversas". Eu não me envolvo não falei: "Não, rapaz, a gente não tem o direito de olhar seu celular. É um, é reservado a
você, é sua intimidade. Não, senhor. Pode olhar, pode olhar meu celular e que o senhor vai ver que eu não me envolvo." E a gente abre o celular lá e aí eu coloco lá na pesquisa do WhatsApp em cima algumas palavrinhas chave que a gente já sabe que que os caras do monitoramento usa, como você falou aí. as [ __ ] a tampa e a panela, é o raio, é a massa, é o barro. Aí eu olho assim pro cara assim, depois que eu achei tudo ali, eu digo: "Ó, eu peguei seu celular porque você
ofereceu, obrigado, pode ir Embora". Ó lá, realmente você não se envolve não. Mas ali eu vi tudo que é envolvido, pô. O cara tá em grupo ali avisando que a polícia tá passando. Então, combater o crime dessa forma já a gente já não tem muita ajuda, né? Então, digo ao cidadão de bem, não se meta não, pô. Eu eu falo sempre, às vezes eu tô na favela incursionando aí, passo na frente de uma casa de uma área de uma zona conflagrada que a gente sabe que tem muito tiro. E Eu falo ao morador que às
vezes tá ali na porta, eu entendo que o morador de comunidade ele tem direito a se divertir, ele tem direito ao lazer, mas a senhora, o senhor entende que aqui toda hora tem troca de tiro. Toda hora tem troca de tiro. Vale a pena correr esse risco com seu filho? Fica em casa, dentro de casa. deixa a polícia fazer o trabalho dela, final de semana vai para uma prainha, passear, tirar um Lazer. Mas infelizmente é a realidade daqui que a gente não queria, a gente não queria que fosse assim, não foi a gente que procurou,
né? Então a gente precisa que o cidadão de bem era o meu sonho, né? Todo mundo saísse assim, deixasse só eles aí em uma noite só sombria, escura, de uma sexta-feira três, a gente se batesse aí, fosse por tudo ou nada para acabar essa [ __ ] de uma vez. Mas não tem como. O o que tem do lado de lá é muito forte, pô. Como eu falei a você, só o tempo todo na mão da gente, né? E por vezes a gente tem uma ocorrência assim com os caras do Rio lá, velho. Com os
cara ali que tá ali vivendo. A gente vê que que o quas uma uma ou duas semanas atrás aí, né? Eu abordei um cara e aí quando eu abordei que eu olhei o ele me pediu para olhar o celular aqueles sempre, eu não não peço o celular de ninguém porque é errado, né? Eu pedi o celular. Então eles que oferecem. Não se pode olhar aí O celular, eu não me envolvo não. Eu dou olhado DDD 21 a gente vê esse link. Eh, eu não sei hoje. Hoje o governo do Rio é do partido do antigo
presidente, né, Bolsonaro. >> É, PL. >> Então tem fortalecido muito o trabalho da polícia lá. Eu acho que tem encurralar os cara, então os caras tá vindo pra Bahia achando que >> não sei se tem essa relação, cara. >> Não, porque veio para cá o partido da Bahia, o PT e o PT tá botando quebrando maçando, tá botando para lascar. >> É, eu acho que não, não tem essa relação não. A gente tá lá no Rio, a gente sabe que tá ruim, talvez não tenha tido tanto barulho, talvez a polícia não esteja atuando tanto e
aí por isso não tem tanto confronto, entendeu? A grande verdade é o seguinte, que um lado, um lado é um grande negócio, né, cara? Então, o Comando vermelho já dominou, tem as guerra dele lá, tá em guerra também com a milícia, tomando o espaço da milícia, >> tá ganhando o espaço da milícia, né? >> E tá indo pro pra Bahia para ganhar na Bahia, entendeu? E tá indo para outros estados, tá no Acre, tá, >> tá no Ceará, tá em Fortaleza, tá tá nas fronteiras. >> A história do Comando Vermelho a gente sabe bem como
começou. >> Eles querem eles vão eles vão avançando, Entendeu? E e é isso. Mas o que eu queria pegar contigo é o seguinte, é essa dinâmica, né? Sem querer enaltecer os caras, é porque eu acho >> a dinâmica que você fala dos cara trocando tiro com a gente, conduta de patrulha de falar, eu tô pensando em falando ao mesmo tempo. Eu ia dizer o seguinte, eles são mais experientes, mas às vezes não, porque morre rápido também. Eh, mas aí, cara, a diferença desse desse cara que veio do Rio, que tá No comando vermelho pro pro
cara que é ali da região? >> Eh, eu vou vou vou falar um ponto que eu falo sempre, é a catiara, a catiara no no no Valéria tem um poderio bélico aparentemente muito maior do que o do Nordeste. Só que a dinâmica de confronto lá é outra. O diferencial do Nordeste tá na disposição, >> que é característico do do vermelho no rio >> vermelho, os cara até a morte >> do carioca, >> entendeu? E assim, já troquei tiro com os cara lá, os caras mantendo conduta de patrulha mesmo, um bancando, o outro fazendo beco, vai
passando, os cara se evoluem, assim como a polícia tem que se evoluir, os caras também estão evoluindo, pô. Os caras bancam mesmo, né? A diferença do Nordeste é essa, é a disposição dos caras. A gente já teve situação de de de troca de tiro lá de Você de você ver a ousadia dos caras e a gente trocar tiro aqui. A situação acabar. Inclusive mandar um abraço até para Darcus. Teve um auto de resistência dos caras que foi assim do de um outro grupo, de uma outra guarnição do peto lá, já tinha trocado o tiro aqui,
né? Tinha acessado o sacana esperou a poeira baixar, voltou para emboscar a guarnição pelas costas. Inclusive eu vivi uma situação dessa que da Cruz também tava no Japão. A gente lá Em cima na Chapada a gente trocou tiro, os cara correram, sandália, avaiana no chão, deram tiro, tiro, tiro. E aí quando veio o tiro, a gente primeira briga, tem condição de tiro, a gente dá. Eu só corro para cima de bala quando eu vejo que o cara tá tirando. A doida que eu falei, pô, tá não tá batendo. Mas às vezes até esse tiro é
o que mata o polícia. >> Pois é, >> né? Mas aí eu abrigado, a gente já tinha Acessado a situação de troca, irmão. Daqui a pouco eu tô vendo o maluco vindo assim mesmo, aí eu o lugar escuro, não tinha iluminação pública legal. Aí eu, [ __ ] qual foi ali? Tava eu, Toof da Cruz, Orlando. Eu não tive nem tempo de falar com os polícias. A gente tava numa, fez uma rodinha da gente assim e tava conversando sobre o que fazer. Pô, os caras tá correndo aqui toda vez que a gente tá entrando. O
que que a gente vai Fazer? Vamos a bolar uma situação aqui para que a gente possa conseguir apresentar esses caras à justiça, né? E nessa que a gente tá conversando aqui, os caras tinham acabado de pinotar, só vendo sacana vindo assim. Então tinha linha de fogo aqui, dois polícias aqui, irmão, só deu tempo de eu pegar a CT e levantar e dar polícia até que falou foi correr. Depois os cara, pô, irmão, se você não fizesse isso a gente tava morto. Aí o cara, eu acho que a pessoa, será que correu, atirou em fantasma? Foi
algum espírito, alguma entidade que ele viu aí? Não, mas depois quando a gente chegou lá, os caras deram tiro, estjo no chão, sandália no chão, os cara, pôra irmão, os cara voltou, pô, sabendo que a gente tava aqui, tipo assim, por vezes a gente vê, o normal é eles evitarem o confronto, mas sempre tem uns gaiato, manga, Jucimar, Trovão, Caik e os caras vai e e vem e é nessa exposição deles Que eles podem balear a gente e podem morrer também. É na hora que eles bota a cara para fora da gaiola que eles tomam
também, que vai, fica um pouquinho mais gaiato, vem oriçado de lá para caixando que vai comer o polícia, a gente também come ele assim, nessa exposição, né? >> Mas auto de resistência no nordeste de amaralina não é fácil. >> Não é fácil. Hoje a gente o peto a rondesplântico também e por vezes até a gente evita certo tipo de confronto que A gente sabe que pode gerar um efeito colateral que não vai ser muito bom pra gente a gente irmão, não vale a pena. Tem horário que você vai descer o areal, vai tá tendo paredão,
um bocado de gente na rua, mulher, criança no meio de traficante armado, os caras vão dar na gente, a gente não vai poder dar de volta e mesmo sem dar bale deles ainda vão botar culpa na gente >> e e já vai ter essa rede indireta que vai pra rua amando deles de propósito, Né? >> A gente já teve situações lá na na 11 de novembro, Diogo, paredão rolando, a gente foi ouvindo um som, a gente tinha cargueado, né, efeito moral. CS, aquela granada de pimenta de de CS e de efeito moral, luz e som.
Descarregue tudo, foi preparado mesmo assim. Se os caras tão de granada valendo, aquela granada e eh eh letal mesmo. A nossa não é não letal, né? Então a gente sabe os cara, Inclusive eu tive uma apreensão lá, irmão, que a gente tirou uma quantidade de granada caseira da [ __ ] que é a ordem dos cara. A gente, é o que eu falo a você, a gente salvou muito polícia. A gente tirou uma quantidade de granada caseira de circulação que a ordem era para dar ataque em viatura, velho. Os cara acender o pavio, jogar na
viatura assim, ó, e correr. E a gente prendeu um sacana, que inclusive já tá solto, né? Normal, né? O cara preso com granada, Não foi acusado de terrorismo, mas já tá solto aí. E a gente foi entrando na 11 de novembro e tava tendo paredão, a população na frente, os traficantes atrás com arma assim: "Venha, [ __ ] venha". E aquilo polícia fica assim, ó para aí, velho. Tinha brigado aqui, não dá para eu fazer nada. Aí eu cheguei. Pera aí. Aí pedi a piedade, meu irmão. Piedade. Me dá essa [ __ ] aí. Essa
situação nossa foi até Filmada aí para respaldar a gente. Me dá essa [ __ ] aí. Peguei a granada de CS. E aí, bum, a brigadinha, eles deram o tiro de lá, aquela fumaça espalhou e você sabe que ela tem um efeito psicológico que traz a sensação de que tá fechando a glote, né? E o pessoal, ah, eu tô com criança aqui e vocês sozinho isso tá com criança de colo uma hora dessa da noite >> no paredão, >> madrugada, no paredão, um som desse que até o o tipo não de uma criança dessa Não
suporta, um bocado de bandido armado, isso não te incomodou, mas a presença da polícia incomodou. Ali, irmão, não tem uma pessoa de bem, mas tem um bocado que não tem passagem, que a justiça tá doida, que aconteça uma uma coisinha errada para acusar a polícia. E quem tá acionando a gente é o cidadão de bem que tá querendo dormir e descansar, que tá ligando, pô, não tô conseguindo dormir, o som de paredão aqui incomoda. E diferente do rio que a dificuldade é Maior, o petto lá entra mesmo. A gente vai entrar em qualquer lugar. Então,
joguei a granada, meu irmão, abriu aquele clarão. Quando abriu aquele clarão já foi outra granada. Seguida, joguei umas duas, três, tinha uma caixa d'água daquelas azul da Forte Leve que os caras encheu de cachaça, botou a torneirinha para ficar bebendo ali. Era uma era o aniversário de algum coroa, não lembro quem foi nessa situação aí. E aí, por azar, um dos tiros que eu dei Acertou a caixa, acabou a caixaça, acabou a festa, acabou o milho, acabou a pipoca, os ignorantes chegaram, os mal educados, os agressivos e mas o povo tá ali, [ __ ]
O povo de bem não, mas tá ali, os caras tá assim, ó, chamando. Eu eu eu falo assim, vocês falam que a polícia entra tirando, pô, chega pro traficante que é cria que nasceu e foi criado com você aqui e fala para eles, [ __ ] Simples. Quando a polícia entrar, jogar arma no chão, pô. >> E usando, E usando, eles servem de escudo, né, cara? Escudo eles não vem isso, não vem isso. A ignorância, a ignorância, irmão, ela, a maior ferramenta, eu sempre digo isso, o maior combustível para um governo corrupto é a ignorância.
Porque às vezes você chega numa comunidade dessa, oferece qualquer merda e já tá ganhando voto, sacou? Como a gente vê a entrevista aí de Fernandinho Beiramar, quantos políticos no Rio prefeito, o o Outro lá que foi acusado, né, em todas as instâncias, Cabral, né, aí inocente, solto na rua. Ih, o cara fala que o cara entrava na favela para negociar voto. Pô, eu >> o Marcinho VP falou isso. >> Eu não vou falar aqui, irmão, mas isso acontece dentro do Nordeste de Amaralina. Eu peguei deputado fulano de tal aí trocando voto com a comunidade por
um fuzil, pô. Ele não ia dar o fuzil, ele ia dar o Dinheiro para os caras pagar um fuzil. E na internet, na rede social, esse deputado de um cara humano que defende o direito dos negros, sacou? E diz que a polícia só entra na favela para matar preto, sendo que 90% da população baiana é negra. Então o normal é que infelizmente morra mais negro, mas é um cara que pousa aí na na E eu não posso nem falar demais porque eu sou fraco nessa [ __ ] aí, eu Sou só uma, entendeu? Então deixa
ele se mantendo e os otários acreditando nele e dando volta a ele. Eu preciso dizer de qual é o partido esse cara ou você já faz uma ideia, >> irmão? E a repercussão desse desse dia aí que você jogou a granada e tal, acabou paragão. Como é que foi isso? Porque lá no Rio também é muito comum e a população queimar pneu e e manifestar e aí a imprensa repercute, tal, dá Notícia e aí, né, meu irmão, o comando vai, [ __ ] não quer problema, não quer crítica, o governador não quer exposição, ninguém quer
nada. Então é uma fórmula já usada pelo crime, pelo comando vermelho, para evitar as próximas ações policiais. Faz todo um barulho. >> Irmão, você você consegue na internet aí vídeo aí de ônibus pegando fogo no final de linha do Vale das Pedrinhas, tá? E o que acontece lá é isso aí. Quando morre Algum cabeça cara lá dele lá na mão da gente, que eu já tive um auto de resistência que morreu um um cabeça cara dele, no outro dia ficou ameaça de de tocar fogo na na em ônibus e acaba atrapalhando somente o morador de
bem. Essa situação que tá na internet aí desse vídeo aí, não sei se você achou, mas a situação que eh foi antes de eu ser polícia comigo lá nunca teve situação de queimar o ônibus, não, mas já já teve ameaça. Só que o Ônibus deixa de entrar no bairro, irmão, e o morador de bem que sai para trabalhar tem que andar não sei quantos quilômetros para pegar o ônibus fora do bairro. Então isso é típico deles aí. Morrer um cria, vamos dar prejuízo aí, queimar um ônibus. Atrasa o lado do pessoal que mora no bairro
mesmo. Atrasa o lado do pessoal que mora no bairro mesmo. O eu não, eu não vejo, Glá, possibilidade Disso mudar, não. Eu vejo de melhorar, de ter o controle. Mas de mudar não tem como, porque para mudar isso aí, eu digo a você, o melhor trabalho para mudar isso aí não é o trabalho de polícia, não, é educação. A médio longo prazo é a criança de hoje é o adulto de amanhã, né? Então, a média longo prazo não é não é munição, não é projétil, não é troca de tiro que vai mudar essa [ __
] não, sacou? É mais aquela questão de de você ensinar Valores novamente. E eu acho que um dia não muito longe a sociedade vai acordar de que tá cavando o próprio buraco. A gente não tem mais a condições de esperar esse momento em que a sociedade acorda. >> Pois é, irmão. A troca de tiro é necessária para manter ali enxugando o gelo e a tampa do bueiro. Mais uma vez falando do piton aí do nível aceitável. Mas se não tiver, né, os outros remédios Enquanto o polícia tá tocando tiro, o que que vai acontecer? Cada
vez mais vai ter menos polícia tocando tiro. >> Exatamente. >> Cada vez mais polícia vai perder e aí vai chegar o momento que vão falar assim: "Simples, a polícia não vai mais lá e aí não toca tiro." >> Força e honra. >> Essa [ __ ] aí mesmo. >> Muito bom. Força e honra. Você veio com a frase que me representa. >> Muito bom. E 20 propó 20 propósitos. Camisa presente do meu amigo Ivan Leite >> moralizado. Ivan leite moralizadíssimo. >> Ele me deu de presente, deu uma pulmão. Volto também e eu sempre uso e
a rapaziada sempre [ __ ] pergunta, né? >> Ivan Leite, irmão, pede para ir lá também. Não sei se >> eu cheguei, não trouxe presente para você. >> Tu é vacilona irmão. Não trouxe um presente pro irmão, cara. E falou que Gosta de mim. Gosto [ __ ] É porque meu irmão, o maior presente você poderia me dar e dar pro nosso público lá, ele, né? Tu já deu, parceiro, que foi 6 horas de conteúdo, energia, vibração. >> Não, mas eu vou mandar, vou mandar da Bahia para você, vou mandar. >> Sabe o que eu
mais valorizo aqui, cara? Visualização ajuda o canal, mas eu valorizo demais a entrega, irmão. Quando eu vejo um convidado aqui, meu irmão, de corpo e alma, um convidado feliz de Estar aqui, cara, pode ter 2000 pessoas assistindo, pode ter 300, a minha alegria mesmo, entendeu? Eu gosto disso, cara. >> E eu te agradeço, né? E você foi sensacional, irmão. >> Eu te agradeço. >> Certamente esse podcast vai muito longe pelo conteúdo que tu deixou, vai dar muita repercussão, que torço para que todas positivas, torço que a vaidade das pessoas que >> se sentiram ofendid >>
podem a vir se incomodar por o sucesso da tua participação aqui, que a vaidade não seja maior do que a tua luz, entendeu, irmão? Para não para não te dar problema. Amém. E que esse público aí te abrace verdadeiramente, entendeu? E você tem a maturidade para lidar com isso, porque é fácil, não. >> Tamos junto, meu irmão. >> Demorou, irmão. Fechamos. >> Fechamos. >> 1:42 irmão. >> Eu te agradeço, viu? >> Padrão. >> Fechamos com com honras. >> Força. >> Quanto tempo, mano? Volta. >> 7 horas. 7 horas. Exatamente. 7 horas. 7 horas de podcast.
Entrou no hall dos dos guerreiros de 7 horas nesse canal, irmão. >> Tem o das 8 horas? >> Tem tem de 12. >> [ __ ] [ __ ] Você me fala isso agora, [ __ ] >> 12 horas tem. >> Ele já vai, já vai. Se eu for até 12 horas vai dar, vai, vai dar horário do meu serviço. Não vai dar tempo de eu chegar nessa hora, que amanhã de manhã tá cheio de [ __ ] já também, >> hein, irmão. >> Te agradeço mesmo, velho. Obrigado aí. Obrigadão, irmão. Obrigadão. >> Tamo junto,
mano. Walter. Tamo junto. >> Tamo junto, irmão. >> E você, [ __ ] Fortaleça aí. Chegou o super chat. Não deixa a [ __ ] passar do hora. Fala na hora, pô. Já manda logo a pergunta. >> É isso aí, ó. >> Deu um soluço aqui. Vamos, vamos embora. >> Jun, irmão. Considerações finais aqui. Vamos que vamos. Agradeço aí a todo mundo que de certa forma vem sentindo Que a gente tem influenciado positivamente, né? Vem agradecendo, mandando mensagem, fortalecendo o nosso trabalho. Isso só faz a gente entender que esse é o caminho certo, né? Entenda
aqui do lado de cá não tem ninguém perfeito. Eu ten um ser humano que erra, que falha, que tenta fazer o melhor e que vai ser nessa força sempre. Força e honra. Estamos junto, família. É isso aí, meu irmão. Muito bom. Chegou um super chat aí agora, né, mano? Em Cima da hora. Eu vou ler aqui, ó. Rapaziada, estamos encerrando. Por favor, não mande mais. E o Alexandre falou: "Quando o governo da Bahia e Rio bancarão a polícia igual Tarciso, Tarciso, governador de São Paulo." É isso, irmão. Quando que o Brasil vai bancar a polícia?
Quando que a sociedade vai bancar a polícia? O o político tem que ser cobrado mesmo. Eh, a responsabilidade é dele. Ele é a autoridade maior da polícia, não é isso? Então ele tem que ser cobrado >> essa [ __ ] aí. >> Mas a sociedade também tem que fazer a parte dela e não faz, não valoriza o polícia. vezes o polícia tá na viatura, não tem nenhum lugar para poder fazer a necessidade dele, ir no banheiro, tá deslocando, tá patrulhando. Aí o polícia entra no estabelecimento comercial para usar o banheiro. Aí a sociedade olhada e
fala lá, o polícia foi pegar o arreglo e não sabe nada da vida do polícia, não Sabe nada da atividade policial, assim mesmo, >> acha que o polícia tá ali porque o polícia, [ __ ] tá pegando dino do comércio. Tem que pagar com isso, parar de comprar essa ideia que só desvaloriza o trabalho da polícia. Então, o dia que a sociedade valorizar a polícia, o governador valoriza também, porque ele só pensa no voto dele. Só que ele vê, você falou, >> ele vê que a que que a sociedade caga, Que não tá nem aí,
morre o polícia, ninguém ninguém tá nem aí para nada, entendeu? A imprensa não tá nem aí. Você acha que o governador vai est, irmão? Ele tá ganhando dele, entendeu? Ele tá preocupado com mais 4 anos. Então é isso. >> Você foi covarde comigo, viu, irmão? Por quão? >> Porque eu não gosto de ser desafiado, não. Você só me falou das 12 horas depois, porque ia falar que a gente ia Começar 16, mas a gente ia bater às 12, >> é isso aí, meu irmão. Muito obrigado, [ __ ] E dei uma porrada muito forte aqui.
A mze do do polícia frágil tá doendo aqui, mano. >> Tem que bater mais, >> [ __ ] Fico rindo não vai em tu, hein, irmão. Rapaziada, mais um dia, um beijão, um abraço, bom dia, boa noite para todo mundo, boa tarde para quem nos assiste depois. Podcast no padrão que o Fala Glob gosta, Né? 7 horas de podcast energia lá em cima do início ao fim. Se você gostou, deixa teu like, deixa o teu comentário. Não perca tempo, cara, que sai da transmissão agora, entrega só mais um minuto, manda um abraço lá pro Correia,
vai seguir ele no Instagram e acompanha o trabalho do irmão Leque junto com soldado Matos, que já foi nosso convidado também lá no podcast Alfa 11 Cash. Beleza? É isso aí. E o Fagl podcast vai tá aqui como sempre de porta Aberta para te receber. Eu sou o Fala Glob. Você tá no Fala Glob Podcast. Tamo junto. E fala Glá.