continuidade a nossa programação gostaríamos de convidar agora para a mesa redonda lugares da modernidade o professor Dr Mauro Barros Filho da Universidade Federal de Campina Grande o professor Dr Marcos Ceto da Universidade Federal do Amazonas [Aplausos] e para realizar a moderação a professora D Lívia Miranda da Universidade Federal de Campina [Aplausos] Grande o professor Dr cleuton da Universidade Federal do Rio Grande do Norte não pode se fazer presente conosco hoje e nos enviou um vídeo para eh Realizar sua participação nesta mesa redonda será exibido após a apresentação dos trabalhos do professor Mauro e do professor
sereto também aqui não né então gente eh Bom dia ainda né e é um prazer est aqui com vocês receber vocês aqui na casa da gente né que é a Universidade Federal de Campina Grande e essa mesa que chama lugares de modernidade né é uma mesa que a gente vai contar como eh Antônio já falou com o professor Mauro que vai apresentar primeiro o professor Mauro vai trabalhar o tema do açu de novo ao parque Evaldo Cruz a reprodução de diferentes paisagens urbanas deixa eu abrir aqui a minha colinha o o professor Mauro é professor
associado do curso de graduação em arquitetura e urbanismo aqui da UFCG é professor Permanente no programa de pós-graduação em engenharia civil e ambiental aqui também na UFCG e é professor colaborador no programa de pós-graduação em arquitetura e urbanismo o pgal lá da UFPB é pesquisador do Observatório das metrópoles é pesquisador do quadro da paisagem no Brasil e é coordenador do laboratório de espaços Livres urbanos então o professor Mauro vai estar agora com vocês né para conversar com a gente sobre esse tema muito obrigada Mao ficar fal não vou ficar aqui queria ficar segurando não al
Pode deixar não tá funcionando não B dia a todos de agradecer é um prazer participar Oi se Se pudesse usar aqui era melhor Alô pronto estão me ouvindo então Eh eu gostaria de agradecer a a o convite da professora cqui né Eh eu sou professor da da UFCG né sou como como lí apresentou eh le no curso de arquitetura no curso de graduação em arquitetura e urbanismo e de pós-graduação em engenharia civil ambiental e como coordenador e Sou coordenador do do lelu né que é o laboratório de espaços Livres urbanos que tá vinculado ao Observatório
ao Observatório das Metrópolis núcleo Paraíba atualmente estamos desenvolvendo uma pesquisa sobre a acessibilidade dos parques de Campina Grande e nessa pesquisa identificamos 10 parques e por vou falar aqui sobre um deles o parque Evaldo Cruz minha abordagem será sobre as mudanças que vem ocorrendo nesse espaço livre público desde 1830 quando ainda eram Açude até os dias atuais quando foi Principalmente quando foi transformado em parque para isso vou me embasar no conceito de paisagem de Berk que eh citado pela minha ex-professora Lúcia Veras a paisagem então feita de coisas e pessoas não reside apenas no objeto
nem tão somente no sujeito mas na interação complexa entre eles em diversas escalas de tempo e de espaço implicando tanto a instituição mental da realidade quanto a constituição materializada das coisas Lúcia Vera natural de garanhões Pernambuco na sua tese de doutorado ela fala sobre a sua segunda paisagem Recife onde mora e leciona eu já sou recif mas como Lúcia também me atrevo a analisar minha segunda paisagem Campina Grande a qual vivencio há mais de 14 anos diante deste recorde temporal de quase 200 anos vou recorrer algumas fotos antigas extraídas do blog retalhos históricos de Campina
Grande de trabalho realizado por colegas e ex-alunos e remetendo ao conceito de Berk como sou sujeito nesta interação com o objeto quero destacar quatro paisagens que são mais significativas para mim a paisagem das águas paradas a paisagem das águas iluminadas a paisagem sem água e a paisagem das águas dançantes repito a palavra água em todas elas para ressaltar que este líquido sempre foi foi muito precioso para Campina Grande É bom lembrar que esta cidade hoje com mais de 400.000 habitantes está inserida no semiárido sendo sujeit a longos e frequentes períodos de estiagem portanto água tem
um especial significado nas suas paisagens a paisagem das águas paradas surgiu com a construção da de novo em 1830 e perdurou por quase 150 anos este reservatório era assim chamado por ser constituído construído após o aço de velho com o intuito de garantir o abastecimento e a segurança de um Vilarejo que sofria sucessivas estiagens até o início do século XX o Açu novo juntamente com o velho foi o principal fonte de abastecimento da cidade durante esse período suas águas eram coletadas Ah desculpa durante esse período suas águas eram coletadas pelos chamados agueiros em lombo em
latas no lombo de jumentos até a residências o comércio do algodão impulsionou o crescimento econômico da cidade entre 1907 com a instalação do terminal Ferroviário Até 1950 sua população saltou de 17.000 para cerca de 173.000 habitantes diante deste acelerado crescimento a qualidade das águas do açu de novo ficou cada vez mais comprometida com o tempo suas águas não mais serviam para beber passando a ser para outros fins como banhos passeios de Canoa lavagem de roupas e animais o lugar proporcionava várias vivências e sociabilidades com o aumento da população a demanda por água na cidade foi
se ampliando em 1917 o novo Açu foi construído em modoc conol mas suas águas eram impróprias para o consumo humano devido a falta à Alta salinidade com isso foi necessário captar água de regiões mais distantes com a inauguração da doutora de Vaca Brava e posteriormente de Boqueirão as condições de saneamento da cidade melhoraram nesse período havia o desejo de se construir uma cidade moderna inspirada nos ideais de higiene circulação e embelezamento a reforma Urbana empreendida nos anos de 1940 implicou no alargamento no alinhamento e na conexão dos principais espaços públicos do centro da cidade com
isso as águas paradas do açu de novo tornaram-se cada vez mais temidas simbolizando o atraso e o abandono cujas práticas sociais precisavam ser erradicadas ainda assim até meados dos anos 70 o já assoreado reservatório continuava sendo utilizado para jogos de futebol e até mesmo para instalação de um circo cujos elefantes despertavam a atenção das pessoas a paisagem das águas iluminadas surgiu com a inauguração do Parque do açu de novo em 31 de janeiro de 1976 mas foi idealizado alguns anos antes na gestão do interventor Federal luí Mota filho a urbanização do açude novo foi uma
das prioridades do plano de desenvolvimento local integrado pdl cuja intenção era disciplinar as práticas sociais e trazer a segurança e o progresso Son pelo governo militar uma das suas diretrizes consistia em aumentar as taxas de áreas verdes da cidade por meio da erradicação de comunidades carentes promovendo o que hoje conhecemos como gentrificação verde para isso foram propostas 13 áreas para fins recreativos na cidade uma delas seria uma zona de lazer composta por três projetos o projeto de um parque no local antes opado pelo Açu de novo o projeto de de um parque cultural bem arborizado
que interligar o Açu de novo aou Açu de velho e um projeto de um Centro Cívico desses projetos o único concretizado foi o Parque do açu de novo Poucos Anos depois a área prevista para o Centro Cívico foi ocupada por um shopping center e por outros edifícios que não dialogam com o parque em 1986 a área destinada ao parque ral foi totalmente pavimentada e transformada no Parque do Povo para brigar o maior São João do mundo o Parque do açu de novo foi elaborado por Renato Azevedo arquiteto urbanista Campinense formado no Recife que fez parte
da equipe do p dli e conduziu suas propostas as obras do Parque foram realizadas na gestão do prefeito Evaldo Cruz e após sua morte passou a ser chamado pelo seu nome no seu interior foi edificado o museu de Ares a chatobrian um edifício circular um páo Central que atualmente funciona como Secretaria da Cultura no centro do Parque foi construído um Obelisco em homenagem aos índios arius a partir dele foi possível era possível vigiar todo o interior do Parque inibir usos indesejáveis isto não faz lembrar o pópo de benton um tipo de penitenciário que permitia um
único vigilante observar todos os seus prisioneiros o Obelisco era contornado por um espelho d'água circular que tinha uma fonte luminosa muito apreciada pela população ressignificando as antigas águas paradas do açu de novo esta grande área Central era circundada por área de recreação e por bosques com o tempo tornaram uma área densa uma área arborizada densa o parque o parque Evaldo Cruz era muito frequentado por crianças suas árvores ainda pequenas não escondiam a paisagem dos edifícios no entorno que era que pareciam ficar bem próximos e conectados a ele o a paisagem sem água surgiu gradativamente ainda
no período anterior no entanto para servir como referência escolhi o dia 12 de outubro de 1993 Quando foi inaugurado Um Novo Parque na cidade também projetado por Renato Azevedo chamado de parque da criança Gosto muito do projeto desse Parque teria muito para falar sobre ele mas como aqui não é o meu objetivo gostaria apenas de dizer que o parque da criança acabou sendo uma nova atração a nova atração da cidade contribuindo para o abandono do do Parque Evaldo Cruz pelo Estado chamo de paisagem sem água para simbolizar o estado precário de conservação do Parque nesse
período Quando não mais existiam Águas no seu espelho d'água diversos fatores contribuíram para abandono do Parque dentre eles podemos citar a pouca diversidade de usos as precárias condições de acessibilidade a falta de di com os edifícios do do Entorno para analisar a paisagem vou apresentar alguns resultados do TCC de Carla Nunes o qual tive o prazer de orientar uma síntese desse trabalho foi transformada no livro organizado por professores da UFPB o qual tive a honra de participar como coautor Carla aplicou diversas técnicas para analisar a intervis do parque e o comportamento dos seus usuários eh
ela registrou quem atravessava no parque obedecendo ciclo de observações de 30 minutos que se repetiam durante cinco períodos do dia a maioria dos usuários eram homens adultos e apenas cinco crianças os resultados revelaram que as copas das árvores do Parque embora gerem sombreamentos que estimulam a permanência das pessoas acabam se tornando Barreiras visuais devido a sua implantação em diferentes cotas do do relevo o que reduz a intervis do Parque Além disso as áreas que concentravam mais pessoas não era as mais intervis levando seus usuários levando que seus seus usuários preferiam ficar próximo delas mas não
nelas preferiam ver do que serem vistos o que reflete a insegurança do local a paisagem das águas dançantes surgiu em Junho deste ano na abertura do maior São João do mundo nesta ocasião foi inaugurada uma parte das obras de requalificação do Parque incluindo uma nova fonte luminosa cujos movimentos de jatos da água nos faz lembrar uma frenética dança Não é possível ainda avaliar adequadamente essa paisagem por ser muito recente e pelas obras do Parque ainda não estarem concluídas no entanto ao analisar as diretrizes e ações é possível identificar três estratégias a primeira estratégia busca remover
elementos para melhorar as condições de acessibilidade do Parque como a remoção de árvores de uma das plataformas do terminal de integração e de lanchonetes que ficam no seu perímetro Norte a segunda estratégia busca introduzir novos usos e equipamentos para garantir a reapropriação do Parque pelas pessoas como a implantação de uma pista de caminhada de uma quadra poliesportiva e de um espaço coberto para múltiplos usos a terceira estratégia busca resgatar algumas ideias previstas do pd li elaborado no início dos anos 70 como abertura de um túnel para conectar o Parque eval do Cruz ao do povo
e a reativação de uma fonte luminosa esta estratégia reproduz uma nova uma nova roupagem alguns elementos da paisagem anterior o que nos leva uma inquietação Será que a sua paisagem moderna não foi superada para concluir gostaria de ressaltar que a paisagem é a interação complexa de sujeito e objeto provoca sensa carrega memórias e muda comportamentos analisar diferentes paisagens tanto nos revela transformações como permanências nesse sentido o parque Evaldo Cruz pode ser associado a um pal sexto sujeito a uma constante sobreposição de novas paisagens que não consegue totalmente substituir ou Superar as anteriores mantendo rugosidades ou
requisitos do passado portanto compreender suas paisagens nos ajuda a desenvolver projetos paisagísticos mais justos mais sensíveis e mais mais acessíveis e mais sustentáveis obrigado pela [Aplausos] atenção muito obrigado Mauro Obrigado também pela justeza no tempo né ele foi fiels aos 15 é e também por trazer pra gente eh essa todas essas memórias do parque né que é um parque tão importante para Campina Grande e eh eu acho que vale a pena visitá-lo já que vocês vão amanhã passear bem pertinho né que vai ter lá na frente o o o teatro cino Cabral bom então vou
agora para o Marcos cereto né já falou com vocês de manhã mas e eu vou aqui apresentá-lo de novo Marcos é Mestre Doutor em teoria história e crítica da arquitetura estudou a obra de Severino Porto a partir da qual eh ajudou a criação do nama né que é o núcleo de arquitetura moderna da Amazônia um coletivo que reúne artistas arquitetos pesquisadores interessados na modernidade da Amazônia Legal é professor adjunto na Faculdade de Tecnologia da ufan é organizador e curador de várias Exposições também publicou vários livros e eh é também eh do Conselho Cadê Desculpe me
perdi aqui editor exclusivo do periódico científico Amazônia moderna e lidera o grupo de pesquisa ama arquitetura moderna na Amazônia então vou deixar vocês agora com o professor Marcos corito passando aqui vai para lá acho que é melhor né ah da Madona assim não só apar aqui bom de volta só um uma uma correção ali Acho que do lat eu não sou editor da revista Amazônia moderna tá eu fui né bom agora mais uma discussão de projeto em cima de dessas reflexões né que a documentação proporciona e também eh de algumas projeções né do que a
gente entende como por uma nova arquitetura na Amazônia eh esse livro todos vocês conhecem muito bem né Eu vim eu que tive minha formação no sul não conhecia esse livro né e eu fui apresentado eh para esse livro pelo arquiteto Roberto moito que estudou aqui na emão pessa e se formou lá em Fortaleza ã E era uma coisa que ele me mostrou do ponto de vista didático falando poxa é um livro Fantástico né para criar né diretrizes para os alunos entenderem a questão de projetos de arquitetura e por mais seja do Nordeste tem muita coisa
que se aplica por not e esse foi um mot isso mais menos foi em 2016 né que a gente a gente teve essa conversa na época eu baixei em PDF que tinha né e e achei Fantástico assim né a maneira como como ele eh apresenta e começaram algumas algumas reflexões Dent dessa discussão de arquitetura moderna eh né Eh o Centenário do livro que foi o ano passado por uma arquitetura do Lec bué me motivou a colocar isso um pouco em prática do ponto de vista de teoria né [Música] e trazendo né também do ano passado
todas essas questões de Emergências climáticas e na realidade a concepção de cidade da arquitetura moderna tem muito a ver também com um desastre climático né E que tivemos no início do século 20 da necessidade da abertura né dessas grandes vias em função de pestes dizer situações que de uma certa forma a gente pode fazer algumas analogias com a pandemia e com situações mais recentes eh e os desafios das emergências climáticas né que provavelmente hoje nós estejamos quebrando o recorde da maior seca do Rio Negro né que eh eh medida há mais de 100 anos em
que essas paisagens né da Amazônia que de uma certa maneira vocês estão habituados a vê-las na realidade eh São paisagens que estão muito diferentes eh Principalmente nos últimos do anos eh E então eh essas reflexões eh eh motivaram né a ideia de pensar em diretrizes para realização de projeto e por isso por uma nova arquitetura né da da Amazônia fazendo releitura de princípios corbus anos que não estão por uma arquitetura mas serão aplicados posteriormente em Vil savoa em 1929 eh e trazendo isso para uma para uma uma realidade eh não somente de arquitetura moderna mas
de olharmos os precedentes e de entendermos como essa continuidade da arquitetura moderna precisa eh compreender as questões eh de emergência climática e uma série de pontos então ah deixa eu só voltar aqui eh na realidade a gente listou ali os cinco pontos corbus anos e estamos fazendo analogias que eu vou mostrar agora para vocês em exemplos de questões eh que nós entendemos e isso acho que é importante eu teorize isso mas isso são discussões que a a gente gente tem um bom tempo já com os arquitetos que estão desenvolvendo obras posso falar Roberto moita Porto
Carreiro lour trust muna hawash eh Enfim uma série de arquitetos que são referência e de práticas que se repetem e que são importantes e que nós começamos a aplicá-las nas disciplinas de projeto como uma diretriz eh Aliás na minha disciplina de projeto né como como uma diretriz paraa realização do exercício e também na disciplina Que Nós criamos no curso de graduação que é arquitetura na Amazônia uma disciplina obrigatória e em que os alunos fazem as análises dos projetos considerando esses cinco pontos os resultados têm sido muito interessante Então o primeiro ponto fazendo analogia com o
piloti que nós chamamos o solo sagrado o que que é o solo sagrado né as pesquisas arqueológicas na Amazônia comprovam que na realidade nós temos populações há cerca de 12.000 anos habitando a Amazônia então é preciso desconstruir essa ideia de que a amazônia não tinha população não tinha cidades na realidade tinha né e a partir da invasão Europeia o que houve foi um apagamento disso mas a arqueologia comprova né através da Terra Preta indígena toda uma riqueza inclusive de absorção de CO2 na na comunidade e essa Floresta que de uma certa maneira os colonizadores colocam
de que ela era intacta Sagrada enfim na realidade ela é fruto do manejo dos povos indígenas ela é muito mais um jardim do que de fato algo em tocado e nesse sentido a questão eh do solo sagrado que é um ponto que a gente observa através das próprias eh construções dos povos indígenas e também arquiteturas contemporâneas e modernas de essa necessidade de se entender que permeabilidade tem que tentar atingir 100% porque no solo a gente não deve mexer a gente não deve fazer terra plagens essa questão do domínio do Homem Sobre a Natureza tem que
ser a convivência né ou seja nós estamos modificando todo o Caminho das Águas uma série de questões e que entender que é necessário manter um solo como se fosse um solo sagrado até paraa preservação da terra indígena é um princípio de projeto de arquitetura e que tô passando aqui alguns exemplos né Para que vocês vejam né o sítio passarinho do Roberto moit quer dizer topografia natural é o chão de folhas né que muitas vezes é retirado porque as pessoas entendem que folha é lixo né e folha na realidade faz parte dessa situação o segundo ponto
que seria a questão da planta livre nós chamamos de somos todos Floresta né interdependência entre a arquitetura e a floresta essa imensidão conhecemos e as arquiteturas que já mostram isso né na história né Por exemplo a residência Schuster essa interação e quem já teve a oportunidade de visitar lá graciete esteve conosco no Sama um ã em que muitas vezes a o próprio pilotis da casa interage com com os troncos da das Árvores isso cria né Toda uma condição de interação assim como a casa na floresta da muna rawash que já é uma obra mais recente
e que mostra né de uma certa maneira essa ideia da arquitetura não dominar a natureza da natureza ser o protagonista ou a casa campinarana do do lorat trust né Essa questão em que essa extensão do ambiente interno pro ambiente interno marcado pela estrutura independente e ao mesmo tempo da dos troncos das Árvores mostrar essa simbiose essa relação de pertencimento a nossa Cabana primitiva né que seria o Terraço Jardim no caso do Lecor buset pra Amazônia a 60% do calor vem da cobertura então é uma quinta fachada se tu deixa isso exposto tu vai ter problemas
críticos né então é o que a gente fala né da macr cobertura ou seja uma grande cobertura que além de abrigar o edifício protege ele contra uma série de patologias que vem né dessa ideia básica do Abrigo né de uma caverna e que nos povos indígenas aqui do ticuna quer dizer essa questão de que fachada e cobertura né né o volume praticamente é uma coisa só Porto Carreiro nos mostra isso através da tecnologia com duas Lajes de concreto com 8 cm de eh com 10 cm de espaço entre essas duas Lajes de concreto uma redução
térmica uma redução de temperatura eh de praticamente 10º né em no espaço interno em Cuiabá Assim como né o Rosenau e o Alf zero fazem né essa grande cobertura com né a tecnologia do héo alga do Ita que protege e abriga todo esse Edifício a Cosmologia né essa relação importante que a gente tem n do mundo dos povos indígenas e de como que eh eles estão conectados com o Cosmos e de uma certa forma a as nossas questões de modernidade nós cada vez nos afastamos mais dessas questões e que somos muito Racionais né mas também
podemos ser Racionais então nos projetos e uma das questões básicas é a questão da orientação em relação à forma ou seja menores fachadas para Leste Oeste maiores fachadas para Norte e Sul então a gente a gente vê aqui o campus dafan com essa estrutura pavilhonar né a própria casa treliça também do Roberto moita e o Cefa né o centro Floresta ativa eh da Cristina Xavier na região de Santarém aonde essa definição da forma né Tá diretamente relacionadas essas questões eh da orientação solar e por último né essa esse último ponto que poderia ser a a
a a questão da janela horizontal né Mas a questão da salubridade e consumo racional dos recursos Ou seja a ventilação cruzada e permanente em todos os ambientes isso não significa dizer que não tem que ter ar condicionado não uma questão de um uso racional né então vemos isso na igreja Vila Serra do Navio do bratic né em no Amapá a própria residência cafundó do Severiano pitto foi a primeira residência que ele fez em Manaus e no edifício mais recente do do arquiteto Vítor Pessoa em Manaus eh e a casa campinarana também né Essa questão eh
em que busca essa ventilação permanente eh e cruzada em todos os ambientes então gente né Na realidade é um trabalho que a gente tá construindo tá fazendo e que e que traz essas reflexões como diretrizes do ponto de vista pedagógico e que nós temos visto os resultados no final do semestre se não fala em forma não fala em não limita qualquer tipo de criatividade PR os alunos mas assim como o Armando de jolanda auxilia né muitas vezes aquela aquele síndrome do Papel em Branco na h de começar um um projeto encontramos essas diretrizes que os
resultados têm sido bem interessantes das na disciplina de projeto que eu trabalho era isso [Aplausos] obrigado obrigado Professor Isso é uma mesa que tá muito disciplinada né não tá dando trabalho nenhum então gostaria de agradecer e agora a gente vai ter a exposição do vídeo do professor José cleuton Nascimento ele não pôde estar aqui com a gente por problemas de saúde né mas mandou aí um esse o recado dele para vocês tá bom o professor José cleuton é arquiteto urbanista graduado pela UFC é doutor em arquitetura e urbanismo pelo programa de pós-graduação em arquitetura e
urbanismo da UFBA eh integrou de 2006 a 2011 como arquiteto a divisão técnica da Superintendência do ifan Ceará foi superintendente eh do Estadual do ifan do Rio Grande do Norte é professor do departamento de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e atua Nos programas de pós-graduação em arquitetura e urbanismo ppgau e no programa de pós--graduação em arquitetura projeto e meio ambiente PP papma não sei como é que pessoal chama lá bom eh integra eh o grupo Urban sket de Natal sendo um dos seus coordenadores Então já tá pronta aí podemos
então ver a a aqui o recado do profess todos todas Eh meu nome é José cleuton Eu sou professor do departamento de arquitetura da UFRN eu queria iniciar a minha fala com dois agradecimentos primeiro é pelo convite em participar dessa nesta mesa eh e a segundo é pela possibilidade né de poder eh fazer esta apresentação eh de modo remoto né tendo em vista né os imprevistos que que ocorreram aí nos últimos dias e que me impossibilitaram de estar presente aí em Campina Grande certo eh então para quem me conhece né Eu sou uma pessoa que
tô muito vinculada à prática do desenho né E a minha fala tem muito a ver com essa questão na verdade né com a utilização do desenho né como eh o reconhecimento eh da do patrimônio natalense de uma maneira geral e do patrimônio Modernista de um modo específico né então a ideia aqui é apresentar a partir dos desenhos algumas reflexões né que foram travados né durante esse período que estou aqui como eh professor efetivo do do curso de arquitetura e urbanismo esse desenho Inicial aí é do um desenho que eu fiz é do Hotel Internacional ris
Magos né um um prédio Modernista bastante significativo aqui para para Natal mas que infelizmente né Eh teve aí um o seu fim trágico foi demolido e eu acompanhei aí todo esse processo de uma forma muito incisiva porque fiz parte aí de uma luta né pela sua manutenção mas que enfim não acabou não gerando aí os os efeitos que eh pensavam ser o melhor para pra cidade né eu vou voltar a falar dele um pouco mais à frente né mas de início gostaria de falar so sobre para começar a prosa né sobre o desenhar né Essa
minha relação com desenhar que parte aí desses quatro pontos o primeiro é que eu entendo desenhar uma forma de pensar e ver o mundo né Muito mais do que está fazendo uma uma mera representação o desenhar para mim é uma forma de olhar né E esta forma de olhar gera interpretações e né e que também possibilita a construção de um quadro de de memórias n esse quadro de memórias por exemplo que eu vou utilizar para fazer essa apresentação e além do mais né esse desenho para mim como mediação dessa relação entre arquiteto e professor e
desenhador né não deixo de não deixo de utilizar os os para onde vou né e levar meus cadernos de viagens né Para Quem me conhece sabe isto é uma coisa uma prática bem comum né infelizmente né levaria meus cadernos aí para campin grande com certeza para fazer alguns registros mas não vão faltar oportunidades n bom então Eh eu passo a utilizar o desenho como elemento de diálogo para esse reconhecimento né Eh do do Rio Grande do Norte também de Natal né desde 2011 né sou professor do departamento de arquitetura como eu falei e eh esse
expediente né foi uma forma como de como eu passo né a fazer esse reconhecimento eh tanto do Estado né como da capital aí são alguns desenhos alguns ajustes que fiz aí durante ehos os primeiros momentosos primeiros anos aqui no RN eh e aí também né vou utilizar também para fazer essas aproxima com cenário Modernista natalense aí então tem quatro exemplos né a o famoso Pórtico dos exmos P de acesso de entrada da cidade a sede do América Futebol Clube A Capela do campus da UFRN a Reitoria da da ufrm então eu vou fazendo esse servício
como forma de estabelecer esse diálogo de reconhecimento com esse com esse esse patrimo né Outro exemplo é o cí Nordeste que infelizmente né passa por um processo de degradação já não é mais cinema né passou a ser uma loja de apartamento e depois eh ficou em desuso n aqui de volta a Hotel Reis Maros né também foi um edifíci foi registrado Logo no início aqui da minha da minha presença aqui no Rio Grande do Norte e aí eu chego no no caso do do Machadão quando eu chego aqui em Natal eh está vendo aí toda
uma uma movimentação com relação à questão da possível demolição do do edifício o que acabou realmente acontecendo eh eu acompanhei algumas reflexões algumas discussões mas Pou mas na verdade foram pouquíssimas discussões debate público sobre sobre o assunto né era algo parecia que já era algo de falas contadas né E aí eu fiz esse registro né ainda né no edifício eh em pé esse registro acabou se tornando eh um dos elementos de identidade visual do evento que nós organizamos aqui eh o docom norte nordeste 2012 né teve bem presente e né como reflexão né eu eh
escrevi este artigo né do do de poema poeira né Eh o caso né da da da demolição eh que ficou aí registrado como como reflexão né nesse processo depois eu eu também passei e a utilizar Alguns alguns desenhos a partir já de uma produção existente aqui né Aí no caso n acabei encontrando alguns registros dessas desses edifícios modernistas essa produção eh Residencial e foi aí alvo de pesquisa aí da da arquiteta Alexandra consolin né na dissertação dela chamada I nós temos arquitetura moderna onde ela vai mostrar eh vários exemplos da arquitetura Residencial E aí eu
vou utilizar aí como base né paraas minhas aulas né de de história da arquitetura desse período Modernista né e eh a partir de então eu começo também a a ampliar esse repertório né com essa produção Residencial Modernista mais nessa perspectiva né dessa de algumas referências que são criadas né que vão popularizar né Alguns alguns elementos né Eh estéticos né da arquitetura modernista né E aí são vários exemplos né que eu eu vou eh fazendo esse registro ao longo do tempo e vou inserindo incorporando eh nas aulas eh Além disso né eu faço parte de um
de um movimento chamado Urban sketchers Natal né esse movimento é um movimento internacional ele não acontece só só em Natal eh e que trata especificamente né da reunião de eh grupos de pessoas que saem para desenhar cidades né saem para fazer os registros eh de uma forma eh regular né e depois eh compartilham né esses esses registros nas redes sociais né Nós temos aqui eh o o grupo que eh já tem aí uma longa temporalidade Né desde 2012 nós eh eh saímos né para desenhar Natal e claro que o moderno vai est presente aí em
várias das nossas atividades e aí são alguns registros né que eu fiz durante alguns dos eventos Catedral Metropolitana sede da ABB né E também né fizemos várias eh encontros né Eh que unia a prática do do desenho com uma reflexão sobre eh todo esse processo né que terminou na demolição do do hotel né Então nós tivemos bastante presentes aí nessas nessas atividades nessas movimentação e aí nós temos aí Alguns eh eu mostro aqui alguns desenhos do que fiz né do do hotel durante Eh esses encontros né no estiveram bem presentes aí na nessa produção né
bom aí eh Além disso né eu resolvi né Depois que fui convidado para fazer essa apresentação eu resolvi também fazer um exercício né de eh procurar ver né como é que estão algumas das casas né que que foram eh objeto estudo da da Alexandra consulin como eu mostrei no slide anterior e eh e a intenção era mostrar também como essas casas realmente passam por um processo né de de degradação eh e de desaparecimento né eu eu fiz daquele conjunto eu fiz dois desenhos só para mostrar para vocês né E também para mostrar eh como Eh
esses edifícios né eles esse eles estão atualmente sobre o risco realmente de desaparecimento muito por conta as próprias legislações urbanísticas né plano diretor que que eh vai n enfatizar Esta possibilidade da da da verticalização de determinadas áreas E aí o desenho para mostrar exatamente né como é que essas essas edificações estão dialogando ou não rando com o seu entorno né né a gente vê claramente um processo de de verticalização bastante acentuado nessas áreas né Então são duas são dois exemplos que eu trouxe para vocês além né de de falar da mudança de uso né não
são mais residências né esses dois exemplos que eu tô mostrando aqui para vocês são o comércio ou serviços né que de uma certa forma já atuam né impactam negativamente na no processo de manutenção e preservação desses edifícios né Eh a bola da vez né são cinemas de rua né Eh nós temos no caso aqui praticamente de cinemas de rua e do início do século XX eh apenas praticamente esses dois que estão ainda de pé o c grande e o Nordeste como eu falei para trz o Nordeste ele já tá em Franco processo de degradação né
porque tá sem uso e o Rio Grande né Tem um hoje está em uso ainda em uso mas com um outra um outro uso eh é uma igreja evangélica né Eh e que eh agora né Essa recentemente né houve-se notícia de que esse esse Edifício ele foi eh vendido para uma empresa né uma construtora uma grande Construtora aqui que provavelmente vai né a tendência é a demolição né então Eh recentemente houve um aconteceu um evento que foi eh organizado pelo krm né como vocês estão vendo aí e uma manhã de cinema Onde se percorreu alguns
e locais né da da presença onde existiam cinemas de rua aqui em Natal eh e o o grupo doque Natal foi convidado para participar desse dessa desse evento E aí foram feitos alguns Alguns registros né desse desse momento né esse é o meu desenho né Um dos desenhos que eu fiz e aqui uma uma a informação né que eu já apontei para vocês de que eh da desta possibilidade aí de que esse Edifício Rio Grande né que é uma dec como vocês estão vendo aí passa também por um processo aí de desaparecimento né né Eh
só eh para finalizar né eu gosto sempre de falar né de trazer ess trecho dessa música da de uma artista Poá que é a Juliana Linares quando ela diz que eu não posso mudar o mundo mas eu balanço mas eu balanço o mundo né a gente tá sempre aí nessa nessa nessa disputa nesse nesse campo de forças né Eh procurando aí buscar preservar o nosso patrimônio a gente sabe que é bem bem difícil é por conta né das dessas grandes forças aí que agem né Principalmente em PR né da do da especulação imobiliária Mas a
gente não pode deixar né de procurar balançar esse mundo né Um dia a gente chega e transforma esse mundo para transformar para mudar a gente precisa balançar então é essa eh esse recado que eu deixo para vocês Muito obrigado Espero que tenha ajudado aí a contribuir no do debate eu deixo aqui as minhas eh as as minhas redes sociais aqui certo Instagram o meu e-mail e também nesses eh o o site nos meus cadernos exemp para quem interessar ver né Por onde eu por onde eu andei o que que eu registrei aí nesses últimos tempos
e peço né a comissão a organização aí do evento Se for possível né passe eh esse site aí para as pessoas eh interessados Muito obrigado e bom evento a todos e [Aplausos] todos então gente em função do adiantado da hora a organização aqui me comunicou que a gente não vai poder ter debate né tinha tinha juntado os dois para esse final momento final mas não vai ser possível eh em função de não atrasar também toda a parte da tarde do programa Então eu queria agradecer a aos professores né pela a a ao professor Marcos e
ao professor Mauro por estarem com a gente aqui e lamentar muito que o professor eh cleuton não não tá aqui com a gente para nos brindar com esses desenhos maravilhosos que certamente ele irá fazer em outro momento Então queria agradecer a todo mundo e vou passar aqui a palavra para Antônio continuar a orientar vocês pro dia de hoje [Aplausos] in