Olá gente boa tarde tô aqui para vocês não saírem prejudicados porque eu não pude dar a última aula na semana passada e hoje é feriado Peço desculpas por ter deixado vocês na mão mas assim em absoluto eh Eu até tentei mas não dava tá E acho que vocês nemam querer topar comigo quarta-feira de noite que o o bicho tava pegando eh mas tudo bem tudo resolvido aqui água luz saúde mental sanidade Então vamos nós eu vou fazer Uma uma breve revisão algumas alguns apontamentos sobre a disciplina conforme eu fiz presencialmente na turma B na quinta-feira
Tá bem então Eh eu acredito que vocês tenham compreendido que esse segundo módulo da disciplina é paraa gente poder entender eh uma certa como é que a gente faz com que esse conceito de saúde né de saúde pública que foi lá batalhado pelo movimento sanitarista né pela pela sociedade civil lá desde a década de 70 Passando pela conferência de 1986 e pela constituição de 88 como que a gente faz isso valer para todas as pessoas e não só para as pessoas que convencionou se dizer que esse é o modelo né então assim eh a saúde
é para todos mas ela tá chegando chegando nas pessoas que TM questões de saúde mental ela está chegando paraas pessoas que fazem uso de álcool e Outras Drogas ela tá chegando para uma população que de repente tá na rua e isso foi pauta né Isso tá aqui nos texos de de orientação paraa disciplina para segundo momento da da P2 eh e estudar reforma psiquiátrica é compreender a a gente radicalizar esses conceitos do SUS que já estavam lá mas que não chegava para todo mundo porque tinha gente que não era nem considerado um sujeito tá então
assim eh primeiro ponto dica número um para vocês fazerem a avaliação assistam ao documentário localo brasileiro se não assistir vai Ter dificuldade de fazer né alguma questão da prova eh e o documentário ele nos ajuda também a pensar Qual era o cenário né Por que que tem que ficar falando de saúde mental de reforma eh psiquiátrica porque que o último texto que eu passei para vocês lerem que é um texto meu inclusive né lá da tese eh ele tá falando de todo um desmonte que estão fazendo dessa estrutura que levou aí muitos anos pra gente
conseguir pensar numa saúde mental Eh na Perspectiva dos Direitos Humanos da Cidadania na Perspectiva daquilo que é público eh Por que que é tão perigoso quando a gente vê ali um determinado governo uma determinada política governamental né que aquilo não é uma política pública ameaçar acabar com Caps ameaçar pegar o financiamento que seria paraa rede né territorial e colocar no manicômio de novo então eh a reforma psiquiátrica é uma luta Constante E aí a gente precisa entender né vendo o documentário eh o que que ali apontava h para essa quebra dos Direitos Humanos né Eh
de do cidadãos o que que ali apontava para algo que não era a saúde que a gente defende né como saúde pública como um conceito integral seja com a OMS seja com o que que tá lá na Constituição né uma saúde pública de qualidade para todos os brasileiros então assim eh assistam o documentário e escolham ali Alguma coisa que que L atravessou né Nossa essa cena aqui ou esse diálogo essa fala ou essa situação e saiba falar dela agora eu conversei isso com a turma como é que a gente fala de uma cena né Eh
não adianta vocês virem me dizer coisa do tipo ah eu fiquei muito sensibilizada é muito triste a condi daquelas pessoas tá é triste por vocês estão falando aqui não a partir do senso comum vocês estão falando a partir do Olhar da Psicologia a psicologia olhando Para uma cena onde tá todo mundo trancado o que que o que que tem de errado ali então aprendam a descrever o que que é uma violação de direitos humanos o que que é alguma coisa que vai na contramão da saúde né O que que é uma coisa que vai na
contramão de um tratamento da dignidade e descrevam isso de uma maneira consistente né então eu acho que eu eu tô com a impressão que eu falei disso com vocês hein gente eu tô com essa impressão eh e aí eu quero que Vocês relacionem né Eh qual é a diferença da as pessoas vivendo naquelas condições pra gente pensar um tratamento que vai ser como aí a gente pega os texos que tão pra disciplina né eh como é que eh qual é a diferença né de um tratamento que agora vai ser em liberdade vai ser no território
você não tira a pessoa da sua família você não tira a pessoa do lugar de onde ela pertence e ela faz um tratamento e ela volta para casa né E aí ela não fica eh Não é só um médico né não é só o poder psiquiátrico Mas é uma equipe eh multidisciplinar é você de fato pensar na integralidade ali dos do eh nesse conceito da integralidade que a saúde ela é um somatório ali de de condicionantes né de fatores de proteção onde você precisa ter o quê Liberdade eh prevenção Onde você consegue ter o atendimento
ali que você precisar onde o seu corpo vai ser cuidado né onde você vai vai sei lá tomar uma vacina onde Você vai circular pela cidade onde você vai respirar onde você vai se alimentar bem tudo que tava sendo né o o Manicômio ele era o quê ele era a institucionalização eh daquele corpo então se você é louco você vai viver eh nessas condições aqui se você é e se você não é porque a gente sabe que o Manicômio funcionava ali também como um dispositivo para tocar o terror e para colocar medo um um dispositivo
de Disciplinamento que você poderia ameaçar muitas pessoas de irem parar lá né E aí se a gente pensa no contexto da ditadura era uma máquina ali também que tava a favor do silenciamento do desaparecimento das pessoas da Tortura enfim eh então primeiro ponto assistir a esse documentário eh saber falar de uma cena ali que uma ou mais ou resumir o documentário Mas alguma coisa assim que vocês tenham conseguido conect tá Eh por uma reforma psiquiátrica brasileira que que foi isso as pessoas que quiseram eh é uma coisa ali que só des respeito a quem tem
transtorno mental é uma coisa que se eu não for trabalhar com saúde mental não preciso saber daquilo Precisa sim e se você for trabalhar com gente é gente pode ter questões de saúde mental tendo eh pode nunca ter tido e de repente desenvol alguma questão e a psicologia né o nosso Código de ética ali é para atender todas as pessoas né da forma que atender no sentido amplo não tô falando só de atendimento psicoterápico Mas então são temas que nos interessam a todos né como é que a gente pensa na dignidade se tem alguém eh
violado nos seus direitos humanos ninguém tá seguro assim nessa Perspectiva da Psicologia né de que a gente vai caminho de uma sociedade que seja inclusiva que promova Eh os valores que a gente defende ali né de igualdade de eh solidariedade Equidade Enfim então o documentário Ok deixa eu ver aqui o que mais se quiserem assistir aquele de redução de danos e dar uma olhada nos slides de redução de danos é importante tá como é que a gente diferencia eh um tratamento mais tradicional Zão ali que cujo objetivo geralmente é que a pessoa pare né de
usar e que aí sim ela vai se Tratar e tal para uma diretriz né uma diretriz política de atenção integral que vai dizer assim você vai cuidar dessa pessoa agora né Eh não você não vai ficar esperando amanhã Ah só quando você souber falar direito só quando você souber me fazer uma demanda de tratamento que é os psicólogos eh inclusive contemporâneos né só quando você desejar de verdade não sei que não eu tô com aquela pessoa ali e Eh a oferta de cuidado né a oferta de de saúde eh vai ser igual paraas outras pessoas
e claro com as suas especificidades então que vocês possam saber falar minimamente eh qual é essa Perspectiva da redução de danos o que que ela traz de diferente que que causa tanta polêmica né O que que é isso que ela coloca de novo e que não é só pro redutor de danos e não é só para quem eh Super deseja trabalhar com usuários de eh craque álcool e Outras Drogas é uma diretriz para uma postura do psicólogo que ele vai receber todas as pessoas inclusive pessoas que ele não sabe se usa drogas ou não imagina
que beleza que essa proposta também da da raps né da rede atenção psicossocial eh que na atenção básica as pessoas estejam capacitadas para lidar com questões de de uso de drogas e de saúde mental também com ou sem o uso no sentido de que nem todo mundo vai dizer pra gente o que tem mas quando você tem Uma sensibilidade eh eh quando você tem uma uma postura que é integral né nesse sentido de você tá ali Por que der vier e que você consegue entender minimamente os temas Mas qual é a discussão né sobre álcool
e drogas no no cenário assim eh no cenário mais macro isso te ajuda a fazer um atendimento melhor isso te ajuda a prestar um um atendimento mais completo para aquela pessoa ainda que ela não tenha aberto a boca para te dizer ah eu uso isso e aquilo até porque Tem um grande estigma então principalmente com relação à às drogas ilícitas Tem pessoas que não vão chegar falando mas você tem profissionais que têm eh uma maneira de receber o outro que ele não moraliza as questões que ele não condiciona eh o atendimento a um bom comportamento
a sabe alguma coisa assim que ele queira que o paciente faça por ele Enfim então a redução de danos como uma diretriz que chama todos nós a compreender que você Não tem que exigir muito de quem chega né Você precisa entender o que que cada um pode entregar claro que você vai orientar claro que a gente não é uma múmia que vai ficar ali só o outro falando a gente recebendo e Ah tudo bem vai pra sua casa isso é né podia botar um poste ali mas a gente tem um Jogo de Cintura tem uma
flexibilidade eh e trabalhar os nossos preconceitos as nossas questões todo mundo tem uma questão com relação ao uso de álcool e Outras Drogas né no sentido de uma história na família Uma História de um vizinho alguma coisa que nos mobiliza que né nos deixa apaixonado com aquele tema Mas qual vai ser a postura que a gente precisa construir enquanto profissionais né que vão operar ali na na política pública de saúde de saúde mental de ã Assistência Social enfim o que que a gente precisa ter para ser um lugar seguro um lugar Mesmo um espaço nosso
corpo é um espaço né Eh de receber a subjetividade do outro tá então o que que a redução de Dan traz de diferença olha os slides vê o filme lembra das aulas O que que a gente foi conversando ali né de essa questão da guerras drogas guerra aos pobres mas que vocês possam saber minimamente alguma coisa de redução de danos entendendo que ela não é reduzida a uma estratégia ou outra então sei lá a redução de danos significa trocar Eh cocaína por maconha depende né isso pode ser só uma estratégia aleatória redução de danos ela
é uma multiplicidade de estratégias ela é um posicionamento né técnico ético político de promoção da saúde né de eh aceitar o outro da maneira que ele pode chegar é o que a gente chama de tratamentos de baixa exigência tá é o tratamento que você não tem que chegar curado tipo nutricionista né Você vai lá Ela te dá Uma lista um negócio difícil um negócio às vezes não mu acessível e você não tem tempo tal aí você chega lá ela ué mas você não fez Pô você não quer se tratar esse são tratamentos de alta exigência
né que vai exigir muito ali do sujeito na saúde mental a gente segura a nossa onda porque às vezes aquele sujeito ele já tá muito esfacelado né ele já tá muito eh perseguido ele já tá muito condenado então a gente precisa ter E aí redução de danos nos ensina muito isso Tipo assim o psicólogo baixa sua expectativa pega essa coisa que você idealiza no outro deixa um pouquinho de lado para você poder ver a realidade né dessa pessoa então o que que vocês puderem diferenciar lá né Eh a diferença né de um tratamento que busca
só abstinência que busca cura e que se você recai é um fracasso e que todo mundo que usa drogas eh é um dependente químico ou que se você experimentar alguma coisa você vai acabar lá na heroína e na Prostituição né Essas campanhas da década de 90 que a gente conversou então Eh se vocês puderem de repente Escreva sobre isso né a diferença da da redução de danos por uma outra perspectiva eh mais tradicional que entende o sujeito de uma outra maneira entende as drogas de uma outra maneira a gente falou daquele triângulo né do não
foi o darti Xavier não foi o outro psiquiatra substância cultura e sujeito o nosso foco vai ser sempre no sujeito Entendendo que o sujeito produz relações seja com a substância seja com o seu meio cultural ali então vai ter sempre uma singularidade né não sei o que é um usuário de drogas não sei o que é um louco né eu vou saber eh o que que são sujeitos a partir daquilo que eles podem me contar e isso parece simples na prática é um pouco mais difícil porque a nossa tendência é já saber já botar palavras
né na boca do outro enfim Então essa foi a segunda Dica da redução de danos Quais foram os textos que eu passei para vocês vamos confirmar aqui onde é que tá a P1 tá Aula oito né a função do psicólogo na saúde mental pública eu pedi dois capítulos né Eh daquele texto reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil e que é muito importante ali já no iniciozinho do texto aquela historicização eh de que existia uma reforma sanitária foi o que a gente reforma sanitária não Eh um movimento sanitarista né teve a reforma sanitária
sim mas tinha um movimento ali das pessoas dos sanitaristas os médicos a sociedade NS trabalhadores envolvidos para poder dizer fazer o embate a saúde ali na ditadura né que a saúde tem que ser para todos e que dá para ser público sim que dá para financiar E que história é essa de sua saúde quem tem carteira assinada mas esse primeiro texto ele vai diferenciar um pouco ele vai dizer o Movimento da reforma psiquiátrica vamos chamar aqui a luta antimanicomial ela tem as suas características por quê Porque a loucura gente era lá o holocausto brasileiro a
gente tá pactuando as coisas aqui tem um grupo que tá lá tão à margem tão à margem que não tem direito nem de um cobertor para dormir é meio que assim ah você você saúde para você não você é doido você fica aqui né então de vocês verem como é que foi eh como é que esse movimento né Eh foi precisando ganhar corpo foi precisando até hoje a gente não tem a sociedade toda com a gente nessa luta eu falei com vocês quando eu tava escrevendo a tese e eu tava o final dela já foi
eh na na pandemia E aí eu tava afastada do trabalho eu já não trabalhava Mais na verdade eu licença maternidade aí eu não voltei para lá fui nessa época eu tava dando aula na u foi isso E aí eu vi os meus colegas publicando uma coisa essa nova política De saúde mental que é o texto pra última aula né Eh vai acabar com capsad não sei o que e eu não tava entendendo assim eu vendo cara mas que bizarro eu vou eu falei vou botar um asterístico vou botar isso na na tese né porque tá
acontecendo aí eu ficava gente como que eu vou acabar isso se não para de acontecer coisa como é que eu vou finalizar um texto se a história tá acontecendo aqui agora aí eu fui estudar fui ver as portarias né artigo que tava saindo né Do do dos professores da frj do da galera que tá de frente também paraa luta enfim não não é possível que é isso estão destruindo eh todas as parcas conquistas de um movimento que tá ali se articulando durante todos esses anos né a lei da reforma psiquiátrica Demorou 12 anos em tramitação
vai volta vai volta uma lei que era para dizer uma lei muito importante mas que era para dizer tipo assim olha esse grupo aqui é sujeito Também é cidadão também você não pode matar torturar sumir com eles enfim eh a galera ali com uma canetada véspera de natal não sei quê Ah não isso aqui não é eficiente eh é melhor voltar com a internação não sei qu E aí eu fiquei tão pasma e eu fui é um capítulo né sobre isso sobre o que que tava acontecendo Então é importante a gente ir vendo Quais foram
as marcas as especificidades desse movimento da luta antimanicomial Tá que tá tanto nesse texto tá no meu também e que foi o outro que eu passei deixa eu ver qual foi o outro texto que eu passei segura aí que tem Capítulo 1 e dois eu passei de novo na outra aula a reforma psiquiátrica no SUS e a luta por uma sociedade sem manicômios deixa eu ver qual texto é esse Calma Nossa eu passei esse texto para vocês esse aqui também vai contando toda a história tá Dá um Panorama ajuda a Escrever ajuda a pensar mas
não precisa se preocupar em ficar decorando o texto tá gente eh calma aí eu acho que o outro texto aí veio redução de danos que tem os slides não tem o texto aí eu passei o meu que foi o último isso mesmo então são esses três textos o que que eu preciso que vocês foquem né Leia sempre bom e tal Façam aí suas leituras Mas algumas dicas assim eh por exemplo quem é que tava Lutando Para que acontecesse eh quem tava contestando o modelo do manicom o modelo do holocausto brasileiro eh não eram os familiares
eh não era o movimento sanitarista não era o qual o nome dele aquele cara ai meu Deus aquele cara que tem o nome dele em tudo até lugar da fio Cruz Sérgio Arouca tá quem tava contestando o modelo do manicómio eram os trabalhadores recém-formados que chegavam lá e ficavam apavorados com Aquilo né então os trabalhadores eh e os loucos quem tava lá vivendo aquela realidade tá era foi um sujeito político nessa luta e isso é muito interessante porque isso mostra essa mudança de paradigma porque é o seguinte diziam o quê que aquele povo era desarrazoado
que era burro que não sabia pensar né é o processo de desumanização que se faz com todo mundo que escapa da Norma então tipo assim não você não tem condição de de pensar por você mesmo né você ou Quando a gente se espanta né quando a pessoa é inteligente mas tem um diagnóstico Nossa você é tão inteligente apesar de n aí vem todos eh tipo assim é F haer né um elogio uma ofensa mas esses sujeitos que dizia-se que não podiam pensar por si próprios que não eram dotados da razão né que não sabiam de
nada que estava acontecendo E aí é por isso que você pode torturar por isso que você pode levar para trabalhar de graça na sua casa e dar um cigarro porque ele Não é gente que nem a gente esse é o processo de desumanização tá que a gente acho que a gente pode discutir um pouco isso na luta antimanicomial esse povo eh massacrado e considerado ineficaz considerado que não é sujeito eles eram jeito político da luta eles estavam lá eh denunciando eh todo o horror né que estavam vivendo Então isso é muito interessante quando a gente
for pensar Quem é o o Quem são os Atores políticos enfim né da luta antimanicomial os usuários e os profissionais que estavam ali não todos né Eh a psiquiatria muito dividida né a psiquiatria queria manter o seu poder né poder é dinheiro poder é eh eh vantagens né poder você controla toda uma narrativa então ela não ia abrir mão disso tão facilmente e aí os familiares nesse momento no início eh Quando começa essas contestações né a ao modelo do hospício do manicom os familiares muitos Médicos muitos trabalhadores assim técnicos de enfermagem e tal chegava e
falava ó tem um pessoal aí que tá querendo acabar com isso daqui se acabar com isso daqui como é que faz e os familiares ficavam os que ainda tinham ali o vínculo os que iam visitar apavorados então no início a família foi contra esse movimento da gente entender que aquelas pessoas podiam sair de lá eu consigo imaginar isso tão nitidamente assim se a gente vamos supor se a gente Tivesse vivendo se isso fosse hoje que isso acontecesse vamos tirar as pessoas tipo assim todo mundo concorda que é um horror o que tá acontecendo e sei
lá em Barbacena que tá acontecendo no manicom o pessoal tá pelado tá morrendo tem um cemitério do lado do do hospício Então você tem uma porta de entrada mas não tem uma porta de saída todo mundo sendo jogado lá seja doido seja não é eh não tem tratamento não é um médico para sei Lá quantos pavilhões com sei lá quantas centenas de pessoas aí todo mundo acha que isso é um horror Então vamos tirar essa galera de lá e ressocializar e pensar uma rede de cuidado não mas onde é que vai botar esse povo todo
eu consigo visualizar isso né que talvez a maioria da população seria contra Então as questões de saúde mental eu acho que até hoje é muito Nós por Nós eh é quem sofre ali hoje em dia família apoiando e os profissionais que trabalham naquele Nicho porque às vezes até o profissional da atenção básica não não não consegue alcançar o que que é um Caps né O que que é você fazer um acompanhamento de uma crise sem violência né Sem contenção às vezes é necessária contenção lá isso isso é muito discutível também mas enfim eh quem segura
né a Contenda é quem tá ali na ponta e é a ferramenta que ele aprendeu é a ferramenta que ele tem mas então tudo isso para dizer que eu Consigo imaginar isso acontecendo Eu acho que vocês também quem seria a favor quem seria contra quem ia dizer que são um idealismo se a pessoa é doida ela é perigosa ela tem que ficar ali mesmo trancada Mas por que que eu dei essa volta ah tá os familiar no início não estavam porque eles eles ficavam com medo não se tinha sempre que existe um modelo ele pode
ser ruim ele pode estar capengando ele pode ser a pior coisa a gente se agarra nele a gente tem medo Porque a gente acha que o mundo vai acabar se a gente promover uma mudança né mas foi só porque aconteceram mudanças só porque tiveram gente muito radical paraas coisas que hoje em dia a mulher pode votar que uma pessoa negra tem direitos civis nos Estados Unidos no Brasil que a gente pode discutir racismo que a gente não tranca mais as pessoas em depósitos humanos como se fosse holocausto que a Indústria Farmacêutica pode evoluir e fazer
os medicamentos que Ajudam a dar uma certa contenção um certo Contorno para algumas crises eh então só só tem SUS e só tem rede de saúde mental né a partir da reforma psiquiátrica porque eh alguém acreditou nisso né e a alguém quando eu falo alguém é um sujeito coletivo são muitos grupos né a gente eu gosto do Delis quando ele fala isso a gente deseja em conjunto né não é um sujeito individual que seu umbigo a gente sonha outros mundos possíveis Então os atores inicialmente né da luta antimanicomial foram os sujeitos loucos que se transformam
em sujeitos políticos isso é muito bonito eh e os profissionais só aqui no Brasil nã tal não no texto vocês veem era um contexto internacional né um contexto mundial de questionamento a esse modelo asilar eh com relação à loucura então a gente teve por exemplo que deu um super pontapé aqui apareceu no documentário também basaglia né esse psiquiatra Italiano que ele vem ele se escandaliza com a situação do Brasil e ele fala eu nunca vi uma coisa tão horrenda quanto o que eu tô assistindo aqui por que que eu quis que vocês assistissem eu quero
que vocês nunca se esqueçam que a gente tá falando de Corpos a gente tá falando de vidas né quando eu falo de uma lei que ela tá 12 anos sendo construída e que a partir dessa lei você não vai poder por exemplo internar mais as pessoas aleatoriamente jogar lá e esquecer você Vai ter que notificar o Ministério Público tentaram desconstruir isso lá esse governo aí da época da pandemia um pouco antes ali já pegando ali um pouco do temer e tal Ah mas não precisa notificar a internação não né ó para uma pessoa eh que
passaria a vida inteira dentro do manicom e a partir de uma lei né coloca aqui ó não pode mais e ela vai ficar livre Isso faz muita diferença gente um dia uma semana se meses faz muita diferença para quem tá internado Então assim eh por que que eu falei isso não sei mas é nesse sentido de de pensar uma construção né uma construção coletiva E que esses marcadores legais Eles foram essenciais para as coisas poderem mudar né então Eh já falei disso E aí eu preciso que vocês entendam com relação à à lei da reforma
psiquiátrica dá uma olhadinha porque a gente teve uma lei que foi antes né a gente teve um projeto de lei que se Chama Paulo Delgado projeto de lei Paulo Delgado eh eh um um político do PT enfim o irmão dele é psiquiatra eh o irmão dele dá aula até hoje Se não tá aposentado no FJ não vou nem tentar falar o nome porque eu fico trocando o nome das pessoas mas é um é Pedro outro é Paulo acho que o da lei é Paulo Delgado então tem esse projeto de lei Paulo Delgado que lá na
década de 80 começou ali eh foi tipo assim um texto formal para Poder dizer o que que não dava mais para ser tolerado e a partir desse projeto de lei a gente começa a eh ter isso de interromper as internações aleatórias aí vocês dão uma olhada lá no que que a esse projeto tá falando é importante porque foi a partir dele também que a gente começa a ter algumas experiências para dizer assim gente sociedade Eu juro que é possível a gente cuidar das pessoas em liberdade então a gente tem a experiência eh de um Caps
na cidade de Santos na década de 80 Gente o que eles fizeram lá eu fico até arrepiada assim o que a galera conseguiu fazer lá junto com as pessoas da cidade envolvia era tipo um cás de verdade de portas abertas né envolvia cinema envolvia eh como é que se fala isso a questão da renda tipo economia solidária assim eh produção de né de de coisas para você poder vender e para você pensar materialidade da vida também e eles não Eram que nem essa lógica às vezes de alguns Caps que eu vi em Niterói do tipo
não eu só atendo a pessoa que tem esse diagnóstico mas não pode usar droga não pode não sei quê eles eles eh estendiam o trabalho paraas profissionais do sexo né para pras e tal eh com naquela época já fazendo estratégias de redução de danos então depois vocês leem lá no no texto tem algumas coisas falando dessa experiência em Santos e do quanto que ela foi Revolucionária e foi como se fosse a inauguração do que depois veio a se o scap né porque no início chamava naps núcleo de atenção psicossocial aí mudou o nome e tal
aí eu fico pensando a gente tá em 2024 a gente é tão careta parece que você anda para trás né e não chega em lugar nenhum e mas claro as coisas melhoram as coisas voltam enfim também não é para ficar com esse pensamento derrotista mas assim quando eu penso que na década de 80 Tavam trabalhando com profissionais do sexo estavam falando em redução de danos estavam colocando a pessoa paraa cultura que a gente acha que quem tem algum transtorno mental só tem que ficar tomando médio não gente a pessoa precisa ser feliz a pessoa precisa
ter um prazer na vida né Nós também enfim tenhamos nós alguma questão ou não saúde não é só tomar remédio né Isso precisa valer para todo mundo tá toma o seu remédio mas vai assistir um filme vai eh ouvir uma Música Vai se emocionar com alguma coisa vai fazer algo que você gosta né algo que expande a sua vida enquanto sujeito no mundo então era isso eles entendiam esse esse poder da Saúde como como uma experiência que vai ser ali coletiva que é você sair de casa que é você sair do hospício né no caso
que é você respirar que é você estar articulado com os outros porque a questão da da institucionalização ela é uma questão assim que traz uma solidão imensa né não Tem ninguém por você ali você fica ali naquele movimento repetitivo né naquela marcha naquele efeito colateral daquele TR que você tá tomando seu corpo vai perdendo a a humanidade quando a gente coloca esse corpo na rua é para tirar o pó da institucionalização né é tipo assim olha sai né tipo eh então olhem essa questão do projeto de lei Paulo Delgado porque ele não é a lei
da reforma psiquiátrica ainda mas ele é a iniciativa né Ele é o começo Dessa luta nos campos eh legislativo tá porque a reforma psiquiátrica ela é um um projeto que ela precisa pegar a questão da lei a questão do judiciário a a questão ali eh da política pública da saúde né como é que ela vai entrar ali que nessa a lei da reforma psiquiátrica é de 2001 a lei 10.216 2001 2001 tá eh se a gente for pensar de alguma maneira pensando na história ela é recente então Eh já tinha SUS né que é a
década de 90 E tal então como é que a gente pensa uma estrutura ali dentro do SUS para poder incluir esse serviço a galera tava pensando isso década de 80 né mas como é que a gente efetiva como é que distribui o dinheiro então ela a reforma psiquiátrica ela vai envolver o campo judiciário o campo legislativo e o campo da cultura que é o que a gente não avança de jeito nenhum você vai falar de saúde mental com alguém que tá lá fora a pessoa não sabe nem do que que você tá Falando então eh
tem tem alguns grupos que se eles forem violados a gente sei lá criança né Não vou nem fazer corte de raça e de classe ser boazinha mas em tese a gente tem pena das violações que acontece com as crianças porque todo mundo em tese se preocupa com a infância quando essa questão da Saúde Mental as pessoas ficam meio assim ah mas será que não é melhor mesmo não é melhor fic lá né porque como é que você vai conviver é meio chato é Meio perigoso então é um grupo que fica totalmente marginalizado né E isso
não é só sobre fazer uma lei a lei é importante mas como é que você muda vamos dizer assim o coração das pessoas o pensamento você cresce né com Hollywood falando que loucura é é é aquele filme Psicose o cara com uma faca pam pam pã isso entra na sua isso produz a sua subjetividade até quando você vira psicólogo e fala que não quer atender esse público porque você tem medo tem Medo de quê vocês Confiam em gente normal vocês confiam no cidadão de bem vocês Confiam nesses homens de terno gravata vocês Confiam nessas mulheres
boazinhas caridosas Ó lá hein depois vocês me contam Mas enfim eh tô falando da reforma psiquiátrica E aí eu quero que vocês possam entender vocês possam me dizer quais que são as consequências dessa lei da reforma psiquiátrica E aí se a gente pensa naquele filme locausto Brasileiro né O que que essa lei barraria Então a primeira medida não pode internar mais as pessoas compulsoriamente aleatoriamente né a internação ela vai existir mas ela não pode mais ser de longa permanência não tem essa história de você passar sei lá um ano a vida né 30 anos aquele
meu paciente Doutor eu entrei em Jurujuba para ficar não sei quantos dias eu fiquei não sei quantos anos ele me falava isso em vários atendimentos né eu Ficava assim eh pensando a densidade daquilo vendo aquilo naquele corpo dele né um corpo institucionalizado e Que bom que ele pode sair e pode ir para uma RT e que ele podia ir lá para mim me contar essa história né na esse horror que ele passou então assim nada de internações longas nada de internação que ninguém vai ficar sabendo Então as internações elas são de alguma maneira notificadas né
o Ministério Público sabe as pessoas não vão mais ficar ali da maneira que Ficavam Outro ponto a gente precisa tirar essas pessoas dessa condição Então você precisa ter rede para cuidar deles como é que a gente estrutura esses Caps aí a gente tem por exemplo as conferências de saúde mental né as primeiras iam defender a saúde mental Global assim depois eles começam a perceber e as crianças tem criança internada como é que a gente pensa um cuidado que é o cuidado com a infância é diferente né não é tipo ah tudo louco Tem as suas
gradações né então como é que a gente cuida da infância que a gente vai ter os capsi e tal aí tem uma outra conferência que vai falar ó população usuária de droga isso aqui é um problema de saúde pública não é problema de polícia né Essas pessoas T uma questão eh de saúde que precisa ser acompanhada precisa ser cuidada de uma maneira que não é moralizando eh que não é um pensamento religioso não é um pensamento Punitivo infelizmente não é o que acontece na prática porque quem vai operar a política pública às vezes é moralista
às vezes é punitivo ainda que não seja religioso não é só quem é religioso que é moralista tá eh convido vocês a fazerem esse exercício de verem o que que em vocês é meio duro assim aquele ponto de que você não isso aqui também não vai eu busco fazer esse exercício vocês sabem que eu tenho várias durezas né inclusive como Professora Mas é isso eh Então essa lei vai permitir que a gente financie uma rede né então você tira quando eu falo para vocês que a questão não é bondade maldade a questão é poder a
questão é recurso financeiro você tira uma grana eh que ia tudo pro manicom o manicom é caro tá manicom prisão cadeia sabe cadeia não é à toa que querem privatizar não aquilo alhe dá dinheiro então não querem passar esse dinheiro pra iniciativa privada Você pode dar comida Podre pras pessoas mas o que vai est lá no recibo é a carne né são os produtos caros e tal então manter uma pessoa internada por x tempo isso é caríssimo dava pra gente investir muito mais numa equipe comprometida uma equipe séria que vai atender essa pessoa no Caps
que vai prestar um um atendimento técnico com qualidade que essa pessoa vai poder ir e vai poder voltar né quando vocês precisam de um médico vocês não vão e não volta e Vai pensando Nesse caminho e tá ali na vida mesma coisa então a gente vai tirar poder do manicómio até a gente poder fechar ele isso é um processo dura anos não é tipo assim ah abriu a pote sai todo mundo não isso tinha a gente tinha né na própria lei as equipes de desinstitucionalização eu acompanhei isso no Caps assim uma amiga minha fazia parte
de não ela era do CAPS e ela ia junto com as equipes de di zins conversar com se pessoas saber eu lembro De um cara gente Eu não o conheci né ele tinha o braço torto porque o braço dele quebrou lá dentro não teve um atendimento médico adequado ou em tempo o braço simplesmente ficou eh quando Resolveu a questão da da fratura ficou torto e é isso seu braço tá torto porque você não teve atendimento é uma uma desumanização né isso acontece com as pessoas fora do hospício também mas enfim tinha esse cara que ele
não ele falava que ele não Queria sair era um cara inclusive com grana assim é família de Caraí não sei que foi morrendo gente ele ficou lá ele tinha uma questão com drogas entendia-se que esse era o tratamento possível Ele ficou era um hospício o Alfredo Neves né que tinha uma parte pública do SUS mesmo uma parte privada essas coisas né esses híbridos e ele falava para ela não tem nada para mim lá fora e ele falava que os próprios técnicos que trabalhavam lá dentro diziam isso para ele aqui aqui Você tá cuidado aqui a
gente te conhece aqui você tá protegido o mundo lá fora mudou e tal então o trabalho dessa minha amiga junto com a equipe de dizin era primeiro fazer ele botar o pé fora do manicom era fazer ele ir até o capis então ia buscava ele tinha uma coisa de um carro não sei que ele nem sonhar em pegar ônibus eh desse cara assim olhar e falar nossa esse mundo me cabe Aí eu pergunto para vocês mas cabe a gente faz esse mundo cabe esse cara tá errado no Pensamento dele a gente deseja eles aqui fora
ou a gente deseja só um padrão um tipo de gente aqui fora se a gente é psicólogo a gente precisa ampliar isso que a gente chama de ser humano né ser humano eh é tudo que respira e é humano assim né Não pode ser só quem fala coisas concorda comigo não pode ser só quem tá limpo da maneira que eu acho que deveria estar com a roupa que eu acho que deveria estar que aí sim eu vou Respeitar né então esses profissionais falavam isso para ele porque eles eram uns filhas da sei tem gente que
tá tão alienado no próprio trabalho que às vezes acha que o trabalho é aquele acha que tá ajudando né Vocês lembram lá nas cenas do próprio holocausto brasileiro falando não eu rezava e dava o eletrochoque era o que tinha para fazer e tal então para uma para essas violações todas acontecerem seja com os loucos seja com outros grupos se a gente For pensar o nazismo por exemplo né questão dos judeus dos ciganos dos negros eh tem que ter cúmplices mas não só cúmplices filhas da tem que ter o cúmplice perverso filha da mas tem que
ter o cúmplice que acha que ele tá fazendo o melhor que ele pode que ele tá lá cumprindo as ordens dele que ele vai fazer que ele Trabalhe com afinco as pessoas precisam acreditar naquilo então a reforma psiquiátrica gente ela é uma disputa política ela é uma disputa de Narrativa porque pessoas bondosas pessoas legais pessoas que cumprem né com as suas questões de cadia elas eh acreditam numa determinada perspectiva de loucura e que então o tratamento é aquele é só dar uma melhorada vamos dar humanizada no hospício Vamos colocar tudo novo acolchoado tudo branco os
hospícios privados né da rede privadas clínicas bota uma grama não sei que ainda é um hospício porque aquele Sujeito ali ele ainda é um objeto da Medicina ele não pode sair ele não não tem liberdade né ele a palavra dele não é validada se o psicólogo chegar e falar que ele é um paranoico e que ele não fez o que que o paciente tá acusando ele a gente acredita na palavra do paciente e eu já vi muito profissional sendo escroto com usuário da Saúde Mental e ninguém acreditando no usuário da Saúde Mental porque eh ele
é doido então a palavra dele não tem valor né a palavra Quem tem E aí nisso acontecem o quê nessas instituições estupro né Eh roubo né Essas pessoas são roubadas quando elas ganham lá o benefício e fica lá e tal quem tá cuidando é rouba e a gente fica achando que o louco é Violento mas ele é muito violentado né em toda essa história onde eu estava a questão da Lei A desinstitucionalização então um dos efeitos ali né da reforma psiquiátrica ó a gente precisa de dinheiro para essas pessoas que o estado Sequestrou eh e
e Manteve presa por tantos anos e agora o mercado de trabalho não vai aceitá-las elas não vão ter dificuldade de de se adaptar né ao mundo porque é aquele corpo institucionalizado queele né assim com uniforme ou pelado ou sei lá o que ou com a cabeça raspada então a gente precisa tirar dinheiro para poder para essas pessoas terem um um benefício então isso aí é o benefício lá de volta para casa é um dos efeitos também da Lei 10216 então eh eh que vocês possam entender acho que é isso que tá em jogo nesse segundo
módulo a diferença de um modelo manicomial para um modelo pós-reforma psiquiátrica que vai ser um cuidado em liberdade em comunidade né territorial e com uma equipe multidisciplinar não é só a palavra do médico conta embora ela conte muito ainda embora aquele carimbo que vai ter valor na hora que você vai Pedir uma aposentadoria pro paciente aí a gente vai lá se vende é simp né com quem vai enfim corta essa parte eh deixa eu ver o que mais eu posso falar para vocês aí a gente veio paraa redução de danos Deixa eu olhar uma coisa
aqui só um minuto eu quero que vocês olhem pro desmonte tá eu quero que vocês olhem pro último texto que eu dei que é lá da Minha tese que vai falar baixaria que tava sendo feita em silêncio durante a pandemia dizendo Coisas muito graves do tipo ah vamos voltar com a eletroconvulsoterapia gente tinha um meme nessa época da Barbie era muito bom de uma Barbie com um estetoscópio assim ela dizendo eletroconvulsoterapia não é eletrochoque Porque de fato não é quando a gente fala em eletroconvulsoterapia não é nesse sentido da Tortura mas é aquela máquina né
é aquela carga elétrica toda só que vai ter uma anestesia vai ter uma assistência não é para sair dano em todo Mundo conforme acontecia lá não vai botar mais um pedaço de pau na sua boca mas assim tem controvérsia sobre isso e assim por que que essa galera da nova política de saúde mental né do revogaço enfim que tá lá no texto vai lá e lê o texto tá Por que que eles estão discutindo incluir eletroconvulsoterapia na na lei lá na pauta da Saúde Mental se não há dinheiro para comprar o dol se falta o
doll e coletivo e e curativo na nas farmácias né se falta Novalgina se Falta omeoprazol que é um remédio que sai muito também porque esses remédios psiquiátricos às vezes acabam né com com estômago e tal então a gente usa outras medicações também combinadas para dar uma aliviada se não tem dinheiro para isso da onde que vocês vão tirar dinheiro para um aparelho caríssimo desse né e e também a mão de obra que vai poder aplicar da onde que vai vir esse dinheiro e vai para quem e por qu que quer botar dinheiro Nisso Isso é
uma Questão política gente dinheiro é uma questão política então assim quem é que tá por trás disso pensando em eletrochoque se a gente não tem nem as medicações com menos efeito colateral que quem faz tratamento privado eh na saúde mental não vou nem dizer que tem tratamento bom tá que às vezes você fica ali sendo manipulado eh eu gosto do saúde mental Eu gosto do tratamento do SUS é isso desculpa e eu falo isso com conhecimento de causa de Quem já trabalhou no SUS de quem tem familiar que é todo ferrado com questões de saúde
mental e e como é que você né maneja isso esses atendimentos aonde é que você tem uma galera bem formada e bem qualificada e tal mas enfim eh a gente não a medicação a medicação que é mais cara muito cara Elas têm efeitos colaterais menores são os os antipsicóticos aí de não sei qual geração então por que que a gente não pega dinheiro e bota isso no SUS paraa Pessoa não não tomar uma medicação que ela vai ficar ali prostrada às vezes babando e aí não quer tomar Lógico né vocês iam querer tomar mas enfim
não vamos eh defender eletroconvulsoterapia vamos voltar pro eletrochoque Pelo amor de Deus né assim eh Então são questões políticas né falando que vai botar mais dinheiro tem um texto aqui que vai falar não existe eh serviço não é melhor do que o outro mas Tipo assim superior do que ao outro ele tá querendo dizer assim o Hospital Psiquiátrico vai voltar e vai voltar com força e ele tem a mesma importância do que um Caps não tem não tem Inclusive a gente precisa investir nos Caps três né Acho que Maricá tem um que é um Caps
comum não é o AD aí que é três não em Niterói acho que o AD é três Demorou anos eu saí de lá ainda não tinha Caps três aqui porque as pessoas não têm demanda só de segunda a sexta de 8 a 5 Horas da tarde então a gente precisa de fato eh ter uma rede que acolha né mas eh não é o Hospital Psiquiátrico a internação não é a resposta a solução para tudo e isso não é uma questão só ideológica assim isso é uma questão de estudo de pesquisa eh de teoria para caraca
da Psicologia de gente que tá lá trabalhando né com esses pacientes e aí vem um qualquer né e chega e fala assim aquela eh tá nesse teixo também ah no Sistema privado não tem esse negócio de caps a pessoa não passa o dia no serviço ele vai lá paraa sua consulta e volta para casa no meu consultório ele fala assim ou seja quem é né qual categoria que é no meu consultório o paciente não passa o dia inteiro comigo ele vai para casa aí ele fala assim em nenhum lugar do mundo tem Caps aí em
vez de ele ficar orgulhoso do tipo nossa no Brasil né Brasil que maravilha a gente tem Caps Olha a nossa sofisticação olha olha a Potência desse equipamento um equipamento que pensa que remédio é tão importante quanto Cultura né é um serviço que a pessoa fica ali em convívio que a pessoa pode ir almoçar é é um cuta de um serviço não né a pessoa vai lá e diz assim só no Brasil tem então não deve prestar que que esse sujeito sabe de saúde pública para ocupar o cargo que ele ocupa e dizer que tem que
acabar com os caps porque é ineficiente e aí Ah daana o caps é Eficiente depende depende da formação dos profissionais por isso que eu fico aqui lutando com vocês porque eu quero que vocês saiam daqui humanizados que vocês saiam daqui com algum conhecimento técnico né por isso que eu falo para ler texto né psicólogo precisa ler depende do como é que é usado esse financiamento né se você vai sucateando serviço se você não paga bem profissional se você atrasa o salário se você coloca lá um monte de Cabid né um monte de gente que para
uma pessoa para coordenar que não sabe nada com nada eh se a equipe é truculenta se a equipe não recebe os casos e tudo quer encaminhar para outro lugar dizendo não é aqui não Senhora não vai ser eficiente então é por isso que eu falo que a reforma psiquiátrica ela é uma luta constante ela é uma luta diária e ela tá ali no serviço que a gente vai fazer na ponta também ela tá na gestão Ela tá no jurídico ela tá na cultura e ela tá no serviço que a gente enquanto profissional vai prestar pro
outro tá então eu quero que vocês Leiam essa essa parte do desmonte não para decorar Ah no ano tal foi isso 2019 não sei que mas para entender que tem uma disputa ali de financeira de poder de perspectiva teórica de um grupo que nunca reconheceu o reforma psiquiátrica tem um grupo aí que que Inclusive a Associação Brasileira de psiquiatria está escrito lá Nunca reconheceu que isso foi importante então quer voltar com outro modelo e tem a questão das Comunidades terapêuticas né gente que é o novo Manicômio Manicômio perfumado e que a gente intuba porque a
gente não quer lidar com a compulsão de drogas que é uma questão social também Lembrando que o drogado é o paradigma de uma sociedade capitalista que você não para de consumir porque uma coisa é os incas lá Com a folha da Coca outra coisa é a gente misturando cocaína com sociedade capitalista e com essa isso da gente querer tudo né Eh você quer tudo você quer alcançar tudo você não consegue enxergar o outro e tal É claro que vai dar ruim Deixa eu pensar que mais deixa eu dar uma olhadinha aqui calma já falei do
da experiência de Santos os atores deixa eu ver o que mais Ah tem uma coisa específica que aí vocês precisam ler eh o texto tá falando lá sobre a raps tá que que é a raps é a rede de atenção psicossocial ela não surge em 2001 tá a gente vai ter a raps em 2000 11 2011 que a gente vai falar assim ó esse negócio de saúde mental tá muito bom mas tá ficando um saber muito especializado muito específico e isso gera eh segregação quem está no no posto de saúde precisa entender que o paciente
da Saúde Mental e que o paciente usuário de drogas também é dele não é só para ir encaminhando do tipo ah você é um psiquiátrico Não essa pessoa também precisa da saúde bucal também precisa da vacina do preventivo né do acompanhamento da gravidez sei lá o quê eh os primeiros socorros ali então a gente vai chamar vai colocar os caps dentro da raps a raps vai ser o seguinte vai ser toda a atenção básica vai ser eh os caps né as residências terapêuticas Os serviços de urgência e emergência tipo UPA eh as policlínicas né de
saúde e os hospitais Gerais também e deixa tiraram o Hospital Psiquiátrico mas deixaram as comunidades terapêuticas são as lutas que a gente perde no SUS Né desde que regulamentada não sei que n n mas tá lá então a raps ela é essa junção da atenção básica com os equipamentos da saúde mental que que acontecia quando era a gente estava lá na saúde mental meio que assim sozinho mas fazendo Articulação com outra parte da Saúde o caps é a grande porta de entrada o caps é como se fosse o caps está para atenção básica né na
saúde mental você chega lá no Caps acabou quando escrevem o texto da rapis eles falam que a porta de entrada de tudo é o posto de saúde e eles colocam o capis ali quase como serviço especializado E aí a galera da Saúde Mental chiou chiou falando o seguinte vocês não estavam lá vocês não estavam Fazendo a reforma vocês não sabem tratar doido vocês têm esse discurso biomédico protocolar vocês acham que todo mundo tem que ser igual a todo mundo e atenção básica tem suas questões né gente tem eh vai tomar a vacina dependendo Então a
gente tem pessoas maravilhosas e tem a galera meio truculenta meio assim naquela lógica meio biomédica mesmo né enfim aposto amo atenção básica acho que é um uma uma eh tecnologia do né enfim mas eles estão Dizendo uma coisa assim essa galera não foi capacitada o pessoal do CAPS vai falar para lidar com a saúde mental Então isso é uma briga aí O o lancete que é também um grande cara da ele faleceu recentemente tem texto dele aqui não para ler pra prova mas eu coloquei vale a pena tá Clínica peripatética Leiam Leiam e aquilo ali
é um diário de Campo maravilhoso que o cara não esconde nem soco na cara que ele deu de paciente Nesse mím eh mas o lancet vai falar assim olha só saúde mental e isso ele é da reforma psiquiátrica ele é da redução de danos um grande nome de redução de danos mas ele fala assim olha só saúde mental vocês só existem Porque existiu manicom então vocês nascem dessa herança maldita e o único motivo da gente continuar existindo é porque a reforma ela ainda não se deu completamente então a gente existe pra gente acabar não tem
que Existir isso de um profissional da saúde mental Tem que existir um profissional da Saúde porque a gente não não tem mais que diferenciar a gente tem que ser capaz de promover o cuidado para todos e qualquer um não perguntar Ah mas você que que você tem não sei que que tô com medo de você e ele fala assim os caps eles estão virando uma coisa burocrática E ele fala um Caps burocrático é um Caps que cheira mal eu falei com vocês o cheiro de alguns serviços públicos T Isso não é sobre o paciente isso
é sobre a burocratização isso é sobre a falta de paixão isso é sobre aquela energia negativa né daquele povo que às vezes não quer trabalhar com aquele desfinanciamento de prefeitura desfinanciamento eh do Estado a coisa vai ficando assim então Muitas vezes os caps vão ganhando uma Carazinho de Manicômio tanto que as pessoas mais assim preservadas né estruturalmente e tal acho que uma aluna an foi Maria Angélica falou de uma situação tem pavor de ir pro Caps que fala assim eu não lugar que é só para doido e tal então a gente vai criando Ilhas né
Eh de ilhas de manicómio na cidade Isso é uma discussão tá o que o o meu texto tá colocando é que tem um embate sobre isso Júlio Nicodemos vai lá fala uma coisa o lancete nos chama atenção para outra Mas qual que é o objetivo da raps é que a gente acabe com essa marca de Saúde Mental é uma coisa saúde é outra que a Saúde ela é o quê Ela é integralização então vocês deem uma olhada lá sobre isso o que existe é a rap de Fato né enfim mas o que eu acho que
nunca pode acontecer é a pessoa precisar de um encaminhamento para entrar no Caps Caps ele não pode perder essa característica de ser porta aberta de você chegar ali e você receber um acolhimento de uma pessoa você pode não receber o que você foi pedir né ah eu quero uma internação Eu quero um remédio eu quero falar com o Psiquiatra agora porque eu cheguei aqui agora não a vida não é assim né você tem que esperar você tem mas você vai receber alguma coisa no sentido de que o seu sofrimento ele vai começar a ser acolhido
né vão fazer ali uma ficha registrar que você esteve ali te dar uma te ajudar a chegar em algum lugar que você precisa marcar um atendimento para você ai tô cansada deixa eu ver aqui Ô gente acho que é isso hein me arrumar que eu vou no aniversário muito especial agora preciso começar a me adiantar aqui e esta foi a nossa revisão boa sorte para todo mundo é ah professor e o trabalho Calma Vamos ver o trabalho no dia da ai como é que chama aquilo vista de prova aquele nome que dão para não ter
aula por enquanto foquem na avaliação tudo bem um beijo para todo mundo vou parar de gravar aqui calma e já vou postar lá Para vocês