[Música] viver em situação de rua não é uma escolha ou uma simples consequência unicamente da falta de moradia em um Brasil empobrecido e desigual o número de pessoas que vivem em situação de rua é cada vez maior e se a gente parar para ouvir quem passa por essa experiência vai conhecer muitos caminhos diferentes que levam as ruas e é sobre esses caminhos e sobre como suas faz para alcançar parte dessa população que a gente vai conversar na sala de convidados que começa agora a equipe mais responde as necessidades da população em situação de rua é
o constando a sociedade é extremamente preconceituosa as pessoas em situação de Rua São muitas histórias de vida todos os dias na verdade assim eu dou um pouco sem família a gente não forma para trabalhar com população vulnerável como é a população estação de rua a gente tem que ter muito Tato para falar com eles frases esse atendimento que ajuda pessoas que está precisando morrendo no chão e na calçada comigo no estúdio hoje conversando sobre saúde para pessoas em situação de rua médica Doutor em saúde pública e pesquisadora do departamento de Ciências Sociais da escola nacional
de saúde pública da Fiocruz Vânia rosa que já viveu em situação de rua e hoje é coordenadora do fórum permanente sobre pessoa adulta em situação de rua do Rio de Janeiro e participando dessa conversa remotamente Lilian Silva Gonçalves médica sanitarista pela Fiocruz Brasília e coordenadora de acesso e Equidade da secretaria de atenção primária do Ministério da Saúde e olha eu adoro quando você participa de casa me mandando suas perguntas Dividindo uma experiência com a gente eu recebo aqui pelo WhatsApp 021997018122 ou Pelas nossas redes sociais então não deixa de participar Eline Vânia Lilian Que bom
ter vocês aqui obrigada pela sua presença em especial Vânia porque essa é compartilhar essa experiência é muito rico é muito importante para quem tá distante dessa realidade né E aí eu queria começar com você com essa abertura que foi inspirada numa fala sua né a rua não é uma escolha e as pessoas muitas vezes olham para as pessoas que vivem em situação de rua com estigma muito grande como se a pessoa tivesse escolhido caminhos que levassem ela para ali que você falasse brevemente só para a gente trazer uma introdução disso da sua experiência e do
que que é tão importante a gente colocar que viver na rua não é uma escolha Então bom dia obrigada né Por esse espaço é muito importante né meu nome é Vânia Rosa eu tenho uma história eu tenho uma trajetória de quase 15 anos em situação de rua e cada pessoa é que estão ali não escolheu ninguém escolhe está numa situação extrema vulnerabilidade está ali né naquele toda aquela falta de política pública então quando eu falo a rua não é uma escolha é consequência de todas as faltas de políticas públicas e a primeira dela é moradia
porque só vai estar ali quando ela não tiver mais nenhuma condição de estar embaixo de um teto numa casa com sua família e assim aconteceu comigo como a toda história de cada um vai ter uma bem parecida com a minha e a gente vai ter oportunidade de falar mais profundamente sobre isso sobre projetos que nasceram dessa sua experiência né Muito bom você tá aqui com a gente e aí ele muito interessante a gente observar que esse atendimento ele não se restringe a um atendimento médico o que a gente vai trazer aqui hoje nesse programa sobre
o consultório na Rua vai muito além trazendo Inclusive essa complexidade da vivência que a Vânia já pincelou aqui para a gente né então assim eu queria que você começasse falando brevemente aí sobre essa experiência do consultório na rua e a importância de se olhar para essa situação e para essa vivência de forma complexa bom também é muito bom tá aqui com os colegas e participando desse debate que eu acho que é muito importante nesse momento de reconstrução reconstrução de uma série de políticas de saúde que foram desmontadas ao longo desses últimos anos e esse para
ele esse esse tema da população em situação de rua especialmente o meu olhar vem da área da saúde né E daí eu tô numa instituição que trabalha em cine pesquisa e discute um pouco todas essas políticas para populações situação de rua eu eu particularmente Tive uma experiência de gestão também de um território como Manguinhos que é um território por todas as suas violências e complexidades e iniquidades e acompanhando um pouco essa trajetória de políticas públicas que foram promotores de acesso e de Equidade para essa população Então a gente tem por exemplo a política de atenção
básica de 2011 que trabalhou equipes específicas para a populações estavam mais vulnerabilizadas como população de rua e outros grupos em 2012 a gente teve especialmente essa formulação das equipes de consultório na rua isso vem frutos uma experiência nacional que já trabalhava alguma coisa de saúde mental mas a gente viu que estar na rua era necessário assim as pessoas errou eram sujeitos de direito e precisavam de cuidados e os cuidados devem se dar em ato nas ruas mas bem integrado é a uma rede de atenção básica uma rede de saúde porque a gente sabe que os
problemas Como você mesma adiantou são complexos então precisa de uma escuta de um acolhimento de cuidado mas precisa ter uma equipe multiprofissional atuando na rua que vai desde médicos enfermeiros assistentes sociais psicólogos agentes de saúde para atender essas diferentes demandas em tempo oportuno e de forma flexível a necessidade do usuário Vamos mostrar esse aqui é o esse que é o diferencial desse equipe ser uma equipe flexível adaptada para promover autonomia das pessoas a gente vai abordar essa questão das equipes bem humilde aí porque as nossas reportagens trazem um pouquinho disso agora Lilian queria saber com
você como é que tá a distribuição regional desse desse trabalho né que é tão importante no SUS é uma grande porta de entrada mas ao mesmo tempo ainda com uma abrangência limitada como é que o ministério da saúde que assume a pouco tempo atrás nessa nova gestão do Ministério da Saúde observa a distribuição territorial e que o que que se tem em mente aí para os próximos anos para proteger essa política né então e as meninas a gente tem um grande compromisso um grande desafio que começou já na pauta do governo Lula trazendo a necessidade
né de trazer ou fazer um encontro com os com as pessoas em situação de rua trazendo um encontro né com Padre Júlio Lancellotti selando né esse compromisso do nosso governo da nossa ministra Nísia com todo o seu histórico né e trabalho dentro da Fiocruz com relação a necessidade de nossas inserções quanto trabalhadores e trabalhadoras nos territórios vivos né e o Nossa secretaria Nossa Secretaria de atenção primária saúde né que traz a pauta da Equidade né como um carro chefe para cuidado e para diminuição das iniquidades e também da do resgate do direito à saúde o
direito à cidadania né Resgate a todas as políticas sociais inclusive vídeos de todos os outros setores né trazendo educação emprego trabalho renda moradia na educação para dar autonomia de fato e colocar todas as pessoas incluindo as pessoas em situação de rua como portadores de direitos né Eu acho que a fala da Vânia e a fala da Eline só reforça o nosso compromisso quanto o Ministério da Saúde de colocar o que hoje institucionalmente as equipes de consultório na Rua surgiram dentro de uma da política nacional de atenção básica em 2011 mas nós não temos uma política
com relação às pessoas em situação de rua uma política nacional de atenção à saúde integral das pessoas em situação de rua e nosso compromisso e eu como coordenadora dessa dessa pauta de Equidade de acesso estamos já começando a trabalhar uma minuta de portaria para demorar a política nacional de integral para as pessoas em situação de rua Nós ainda estamos numa fase pré técnica para começar a chamar os movimentos né Evânia já já estará já está sendo acionada para que possa com pouco conosco essa questão essa discussão porque também discutir política pública e construir política pública
principalmente para a pauta da Equidade tem que inserir as populações e os movimentos para que a gente possa colher as necessidades e fazer uma política pública que que seja as pessoas se sintam representadas e cuidados vamos ver uma reportagem porque Muitos são os desafios de acesso à saúde para as pessoas que estão em situação de rua implementado em 2011 como parte da política nacional de atenção básica o consultório na rua é uma possibilidade efetiva de acesso e cuidado para qualidade com qualidade para essa população [Música] a estratégia de consultório na Rua existe há 12 anos
para garantir o acesso e o direito à saúde das pessoas em situação de rua sem dúvida a equipe que mais responde as necessidades da população em situação de rua é o consultório na rua né então hoje nós temos no Brasil né 195 equipes atuando Então são equipes multiproficionais Então são equipes que fazem o cuidado da população que está em situação de rua que está em situação de vulnerabilidade de uma maneira Ampla de uma maneira integral o trabalho consiste na formação de equipes específicas Integradas por médicos psicólogos assistentes sociais enfermeiros entre outros profissionais que atendem a
população predominantemente nas ruas tendo como base as clínicas da família por exemplo elas são equipes que estão a base dela está na Unidade de Saúde mas é elas que vão na rua né Elas vão aonde essas pessoas vivem Fabiana baraldo explica que essa é uma política fundamental diante da dificuldade que essa população tem em acessar os serviços de saúde a sociedade é extremamente preconceituosa com as pessoas em situação de rua então as pessoas acham que aquilo elas nem vão porque elas acham que aquilo não é um lugar que ela tem direito de entrar ela ainda
pontua que as equipes Além de auxiliarem a população nas diversas questões relacionadas à saúde também fazem uma ação integrada com o sistema único de assistência social então uma grande parcela da população estação de rua não tem documentação por exemplo Então essas equipes também caminham para fazer é documentação muita das vezes as equipes vão junto com essas pessoas ao serviços que fazem é a retirada de documentação por exemplo Então as equipes vão no Detran que tem no posto avançado da Defensoria junto com os usuários para fabianos desafios desse trabalho são diversos entre eles o acompanhamento de
uma população que muitas vezes Itinerante e que cresce a cada dia de acordo com o ipea estima-se que hoje no Brasil mais de 220 mil pessoas vivem em situação de rua esse número representa o aumento de 38%, quando comparado ao período anterior ou da pandemia para Marcelo pedra é Preciso aumentar o número de equipes atuando no Brasil ele ainda pontua que com a crise sanitária o perfil dessas pessoas também mudou com mais famílias nas ruas e um percentual maior de mulheres ele chama atenção para necessidade do fortalecimento de políticas voltadas para a saúde das mulheres
em situação de rua já apresenta muito mais mulheres como provedoras muito mais mulheres como organizando as famílias com a perda do trabalho essas mulheres que estavam à frente das famílias né necessidade na saúde da mulher é que é fundamental que a gente entre num cenário onde eu tenho mais mulheres em situação de rua ao relembrar o período da pandemia Marcelo destaca que apesar de ter sido uma fase desafiadora as equipes continuaram garantindo o acesso à saúde para as pessoas em situação de rua foram equipes assim como o SUS né que nos enchemos de orgulho porque
as equipes consultório na rua não deixaram de ir para rua não deixaram foram para batalha Batalha técnica e batalha política nos espaços de defesa para garantir por exemplo vacina para a população para vacinar a população para tentar logo no primeiro momento a vacina em dose única né porque é mais difícil acompanhar e dar duas três doses para quem está em situação de rua ao longo de 12 anos da Estratégia ele comenta que muitas são as conquistas a ampliação do acesso o trabalho integrado com o sistema único de social Mas que mesmo com avanços ainda existe
um caminho necessário de aperfeiçoamento desse trabalho a começar pela formação dos profissionais da área da saúde para ele falta uma capacitação específica para que os trabalhadores da saúde em geral saibam como atuar com essa população nós precisamos melhorar a qualidade da formação para o sistema único e isso é também trazer o tema das populações vulneráveis da população estação de rua é nas formações em saúde a gente não forma para o SUS infelizmente as Universidades públicas as Universidades privadas elas não formam com a necessidade que o sistema único de saúde tem não formam com a necessidade
que a atenção primária tem imagine formar para trabalhar com população vulnerável como é a população Estação a gente pode avançar muito a gente já tem algumas participações aqui da nossa audiência quero agradecer a todos que estão encaminhando perguntas e comentários eu já vou trazer duas aqui Vânia para você porque eu acho que é muito importante a gente voltar a questão da do que leva uma pessoa a viver em situação de rua né e que vem com toda uma série de conceitos e preconceitos que as pessoas têm de estarem distantes dessa situação então Rodney encaminhou para
gente aqui do Rio de Janeiro pelo WhatsApp ele diz o seguinte as motivações para as pessoas passarem a viver nas ruas ainda que temporariamente são múltiplas mas o fator econômico nos últimos tempos tem sido preponderante por isso a conexão entre assistência à saúde e assistência socioeconômica para pessoas em situação de rua torna-se fundamental correndo se o risco de tornar de se tornar a primeira efêmera quase como um movimento de enxugar gelo né se não tiver essa complexa cadeia de proteção e o Wagner Martins também caminho para a gente pelo Instagram fato que se estrutura dia
após dia tornando fator de extrema relevância para a vida nas grandes metrópoles Com certeza o que é gasto para estruturar essa essa situação poderia ser aplicada em moradias populares eu deixei essa do Gabriel por último até porque ele fala dessa questão das moradias populares que é um fator muito importante né Vânia mas eu queria primeiro se você se sentir confortável em trazer suas o que te levou a viver em situação de rua por um tempo por um bom tempo né E como é que você avalia essa esse fator moradia dentro de uma cadeia complexa de
acontecimentos que a gente sabe que muitas vezes as famílias as pessoas têm uma família tem uma casa mas tem violência doméstica tem questão com uso de consumo de drogas e vários outros fatores que essa casa não acolhe essa pessoa mais né então uma das coisas que é muito importante deixar muito claro voltando né que se a rua não é uma escolha não deve ser mesmo não é lugar de morar né Rua ninguém mora na Rua Carlos vou na casa de ninguém não tem teto né não tem uma família ali estruturada não tem nada toda dignidade
necessária para parar uma família como é que vai ser numa calçada Embaixo de uma Marquesa não tem como então começa por aí ela é consequência das faltas de políticas públicas eu coloco isso novamente porque são todas as faltas porque e também dizer que cada história de uma pessoa Cada pessoa tem uma história diferente para está Ela só vai ser igual quando todas elas estiverem ali sim são todas iguais aí eu digo porque já já mas também é importante dizer que esse estigma de que a rua é quem vai para rua quem fica na rua quem
quer porque é vagabundo que gosta de liberdade que Liberdade né enfim nunca é isso e que se quem não gosta de trabalhar é vagabundo tá na rua que só drogado está na rua e etc mundaréu de coisas que nada tem a ver com a realidade então a minha história por exemplo eu fui por conta de da minha história com a com álcool e Outras Drogas tá mas se eu colocar esse número em uma escala né de uma uma inúmeros seria assim 30% essa uma das causas 30 a dicção depende essa química alcoólica aí quando o
sujeito já perdeu tudo né porque tem muitas pessoas que continuam usando isso mas que tem ainda condições de até nas coberturas todo mundo sabe disso aqueles que não tiveram condição de manter eles vão para a rua aí tem 10% aí que são aquelas pessoas com problemas de saúde mental E aí as famílias não tem condição de tratar e ou elas mesmo se perdem pela Júlia e ficam e o instante é falta de emprego de dinheiro para a situação econômica por que que eu tô dizendo isso Se lá na calçada de onde eu estive naquela situação
ali com papelão também o cobertor Quanto tem uma crise diversas vezes Eu dividi meu papelão um cobertor ou fizeram comigo juízes com professores com assistente social com enfim com pessoas que tiveram todas as condições e perderam devido à situação faliram economicamente e foram parar ali então nada tinha então é só um estigma mesmo essa coisa na realidade está na rua é consequência de falta de política pública e é a questão principalmente econômica do Brasil bom quando você chega no meu caso que eu perdi de vida ao alcoolismo eu tive problemas com familiares de pai mãe
irmã não consegui resolver meu problema emocional perdi para as drogas do alcoolismo perdi tudo e perdia dignidade que esse é o caminho né também de quem usa as drogas mesmo e o álcool e aí perdi emprego né aí sim eu não tinha minha família tava adoecida eu já estava adoecido eu aí eu tive que mesmo que para situação de rua para as calçadas você chega ali o que que você encontra se você vai e tem um momento como aconteceu comigo que no meu caso né Eu queria me tratar eu queria eu sabia que aquilo na
vida para ninguém não seria para mim como não é para ninguém mas eu procurei tratamento e não encontrava se você não encontra portas principalmente no meu caso da Saúde Mental eu ainda encontrei em 2009 graças a Deus novinho né chegando bebê Uma das uma das políticas né que era o caps EAD de São João de Meriti eu sou eu sempre gosto de colocar isso eu não posso me esquecer disso que eu sou um prontuário 318/2019 2009 foi quando chegou a política o decreto lei assinado coincidentemente será pelo nosso presidente atual o Luiz Inácio Lula da
Silva né e ele é importante você tá falando essa questão do prontuário né porque daqui a pouco o cara bordar isso com você porque porque tomar posse dessa dessa vivência que você teve também te propiciou hoje na frente de movimento você é um resultado tá ali ajudando outras pessoas que estão vivendo isso também eu vou te interromper para você não entrar nesse assunto porque eu quero entrar nele com cuidado merecido e dar atenção preciosa que ele merece agora tem uma outra participação da audiência aqui é da Bárbara que encaminhou pelo Instagram e queria trazer para
você Aline ela pergunta o seguinte quantas pessoas são atendidas por dia e qual a maior demanda nos atendimento do consultório na rua ela agradece o tema discotema é muito importante muito bom se tem uma média uma ideia durante a sua gestão de que quer esse movimento e onde se concentra uma gargalo aí de atendimento realmente eu acho que eu queria dar uma um passinho Atrás só antes eu acho assim o atendimento a a população em situação de rua tem no consultório da rua um dos dispositivos de porta de entrada de acesso e que é extremamente
importante e concordo com a com o vídeo anterior que a gente tem que aumentar o número de equipes não só o número mas a resolutividade porque às vezes você tem equipes que não tem as condições profissionais insumos tem que ter um teste rápido que chama esse point of care no ponto do Cuidado você tem que ter uma série de outras recursos para atender melhor certo e resolutividade Mas você também tem que ter uma rede de atenção de porque é impossível você abordar problemas complexos como ele ali só naquele naquele local Então você precisa de rede
tanto rede de saúde quanto à rede de outros equipamentos você precisa ter uma casa de acolhida que possa antigamente a gente tinha aqui a casa da Paz que eram locais para banho para higiene locais para alimentação atenção à saúde mental então assim com isso você estrutura uma rede de apoio que tem que ter políticas públicas Com certeza agora é não só o consultório na rua é um local onde as pessoas de rua que estão na rua né pessoas em situação de rua tem que ser atendidas tem que ser atendido nas emergências nas unidades básicas onde
não tem consultório na Rua tudo preparado né Universal é um direito então assim só para deixar claro que não é essa equipe ela favorece facilita e tem que ser incentivada então assim o número de pessoas É depende muito não é como um território que a saúde da família atende hoje se diz que saúde da família deveria atender em torno de 3.500 pessoas mas esse número já está sendo reduzido para 2.500 e as equipes na rua como todos os casos quase todos são complexos e exigem vocês vejam e a rua fazer só para fazer número esse
atendimento esse atendimento eu preciso olhar número é assim esse número mil a gente tava trabalhando com o número de de cadastros mais ou menos nessa área mas até ter cadastro é uma questão é que varia de área para área porque veja bem você fez o primeiro contato aí conversou com a pessoa isso é um atendimento ou algumas equipes acham que não que atendimento é aquela que você segue acompanha tem de certa forma uma adesão ao acompanhamento então assim esse número de atendimento Varia muito ele é por não é só médico ele é médico enfermeiro psicólogo
assistente social tá E acho que isso é uma coisa que a política deve se debruçar nas diferentes modalidades de equipes né e uma área urbana e uma área como Manguinhos por exemplo é onde é é muito a concentração de pessoas que usam drogas aqui é maior no centro é diferente o perfil do centro da zona sul é diferente é importante olhar a demanda com com especificidades territoriais eu queria eu não poderia sentir a pessoa porque a gente já está estourando aí o primeiro bloco do programa não quero terminar esse bloco sem levar uma questão aqui
para Lilian é só uma política aplicada nos municípios né mas o ministério da saúde tem um papel importantíssimo como né um centralizador da política e distribuidor da política nacionalmente né E aí eu te pergunto o seguinte como é que funciona essa parceria esse apoio do Ministério da Saúde no intuito de olhar essa território a realidade olhar essa distribuição Regional né dentro das diferenças mas dentro também de uma Equidade do SUS então né O Grande Desafio da implementação de política pública é justamente o olhar no território né o sistema único de saúde né com a potência
da sua regionalização né e de estar e de ter uma gestão compartilhada Onde está o município estado de União né trabalham no processo de respeito ao pacto interfederativo Ou seja que o comando está no estado no município na União mas nós quanto Ministério da Saúde não é uma questão de centralizadora é uma questão de que nós somos os que induzem as boas práticas de cuidado nos territórios né esse é a proposta né quando a gente fala a nível Nacional de reestruturação do cuidado e a propósito de construção de uma política nacional de atenção integral a
população e situação de rua a gente está olhando no primeiro momento para o setor saúde mas entendendo que a resolução do problema da vulnerabilidade social do qual as pessoas que estão em situação de rua e muitas outras condições e situações de vulnerabilidade só vai se dar resolução se a gente tiver políticas intersetoriais né que dê conta da complexidade tanto objetivas e subjetivas dos indivíduos né então assim a Vânia coloca muito bem que ela teve uma condição objetiva e subjetiva que a levaram para essa situação de rua né Essa questão da adição é uma condição subjetiva
que necessariamente não está condicionada e atrelada há uma a perda Econômica patrimonial ela pode levar essa situação do qual as pessoas e às vezes algumas famílias acabam ficando nessa situação Então hoje o Ministério da Saúde olha e tá sim resga junto aos estados e municípios diálogos né diálogo que enriquece o processo de construção de uma gestão que acolhe que escuta as necessidades e estamos atentos e como eu posso dizer com Muita ansiedade em tentar resolver todos os problemas dos últimos 6 7 anos que foram simplesmente colocados de uma certa forma para baixo do tapete não
houve nenhuma resolução para relação de empobrecimento da população brasileira né a situação de fome a situação da moradia situação de violação dos Direitos Humanos Enfim tudo isso que aconteceu nesses últimos anos e a gente tá resgatando a lógica da política pública e eu só queria dialogar um pouco com os dados que Marcelo pedra traz que a gente precisa é urgentemente na nossa avaliação no Ministério da Saúde que seja estabelecido senso né Para a gente conseguir saber de fato quantas pessoas hoje atualmente estão em situação de rua no Brasil porque a estimativa do ipea na estimativa
é boa é importante porque nos dá um certo nos norteia para a gente planejar Nossa política pública mas a gente consegue ver algumas algumas Como é que se diz discrepâncias né porque entre eu vou trazer assim com relação a dados de cadastro de pessoas em situação de rua no nosso sistema de informação que é o csabe né a gente tem uma média de cadastro de pessoas em situação de rua de 476 mil né estimativa do iPad 282 mil a gente teve uma duas reuniões com movimento Nacional da população na rua aqui na nossa secretaria no
início de Fevereiro que eles trazem uma estimativa muito maior do que essas duas estimativas que eu coloquei para vocês então a gente precisa resolver para ontem para que nós quanto Ministério consiga dar uma resposta que que dialogue com a necessidade dessa população né E que a gente consiga junto com as políticas intercessoriais as outras políticas sociais fazer com que essa situação né de vulnerabilidade do qual essas pessoas em situação de rua estão nesse momento caminho para uma situação de plena Cidadania de direitos né a relevância do senso né para as políticas públicas a gente precisa
fazer um intervalo rapidinho mas no próximo bloco A nossa equipe acompanha um dia de trabalho da equipe do consultório na rua a gente volta já não sai daí [Música] [Música] sala de convidados está de volta conversando sobre saúde para pessoas em situação de rua comigo no estúdio para essa conversa elineangstron médica Doutor em saúde pública e pesquisadora do departamento de Ciências Sociais da escola nacional de saúde pública da Fiocruz Vânia rosa que já viveu em situação de rua e hoje a coordenadora do fórum permanente sobre pessoa adulta em situação de rua do Rio de Janeiro
e participando da conversa remotamente Lilian Silva Gonçalves médica sanitarista pela feuco dos Brasília e coordenadora de acesso e Equidade da secretaria de atenção primária do Ministério da Saúde e você que ainda não participou do programa Hoje Amanda suas me manda suas perguntas seus comentários pelo WhatsApp 021997018122 e pelas redes sociais do canal saúde e nós acompanhamos um dia de atividades da equipe de consultório na Rua do Centro Municipal de Saúde Marcolino candau localizado no centro do Rio de Janeiro [Música] todos os dias a equipe multidisciplinar de o consultório na Rua do Centro Municipal de Saúde
Marcolino kandau localizado no centro do Rio de Janeiro se divide entre quem atende na unidade e quem vai para as ruas ao encontro de uma população que tem dificuldade de acessar o SUS você tá fazendo tratamento nesse trabalho a rua vira a extensão dos consultórios as equipes realizam atendimento de rotina dão continuidade a tratamentos vacinam a população uma ação que faz a diferença na vida de muita gente na vida do Marcelo por exemplo ele está em situação de rua há seis anos a perda do pai e o envolvimento com álcool e drogas ocasionaram a saída
de casa medicado para dores no corpo Ele conta que a equipe já o ajudou diversas a médica já te ajudou em que por exemplo para mim parar de beber vários conselhos bons para de cheirar esse atendimento é maravilhoso que ajuda pessoas que está precisando morrendo no chão e na calçada eu acho maravilhoso já Luciana tem depressão está em situação de rua há três anos por conta de conflitos familiares para ela o apoio psicológico da equipe é fundamental tá emocionada porque te ajuda né de que forma você acha que é mais é mais importante para você
essa ajuda Porque que na verdade depois de muita tosse Luciana foi diagnosticada com tuberculose a Tânia agente social há nove anos acompanha o tratamento dela descobriu essa tuberculose e ela tá em tratamento qual é a perspectiva agora desse tratamento se ela ficar tomando remédio todo dia direitinho tem a primeira segunda fase daqui a uns seis meses acredito que ela já vai estar curada desse tratamento para ela aqui todos os dias aí as sextas a gente deixa de sábado e domingo como é que é esse sentimento de gratidão a equipe revela que nas ruas apesar de
questões diversas Muitos são os casos relacionados à saúde mental e ao consumo de álcool e drogas a gente tem que ter muito Tato para falar com eles para agir para eles saberem que a gente tá ali para ajudar a gente tá ali para somar com eles para ingre Guedes médico de família em comunidade o acolhimento dessa população é fundamental para a perspectiva de redução de danos vai falar para a pessoa que a gente vai estar ali para colher que ninguém vai julgar que ela não precisa largar a droga de um dia para o outro né
que é um processo a gente faz a parte da medicação que dá uma ajudada e a gente também caminha para serviços né que tem alguns grupos e terapias para as pessoas ter também esse auxílio apesar de ser nova na equipe já contribuiu com histórias que reafirmam a importância de políticas como de consultório na rua a gente teve um paciente agora por exemplo que passou no concurso para ser professor do Estado e vai sair da rua e é muito bom ver isso assim até pessoas que estão tentando de alguma forma né Então eu acho que é
mais são muitas histórias de vida todos os dias sabe é muito gratificante você vê aquelas pessoas ali que há anos que eu acompanhava não tinha nenhuma perspectiva né a gente vê as vezes pelo cuidado é alguns autoestima voltar traz uma perspectiva de vida para eles e traz uma perspectiva de prazer é sentimental de saber que aquela pessoa tá mudando e que eu tô fazendo parte do pedacinho daquela história Vânia para a gente que é jornalista é sempre um desafio enorme Eu também fico emocionada e te vendo emocionada não peça desculpa é muito bem recebido a
sua emoção porque assim eu como a repórter já fiz algumas matérias e é sempre muito difícil para nós que estamos fora daquela situação sentar ali e ouvir aquela pessoa como o ser humano que ela é e merece ser ouvido né e a gente vê a vulnerabilidade principalmente da Luciana quando ela fala eu tô um pouco sem família eu acho que a matéria deveria se resumir a essa fala da Luciana eu estou um pouco sem família eu queria te ouvir e até entender até onde que vai essa escuta né a gente tem a falta de um
senso que ela escuta mínima para se fazer política nesse país né essa população ela não é ouvida ali no corpo a corpo como deveria e muito menos nos últimos anos de uma forma ampla para a gente poder olhar e canalizar as políticas da forma adequada queria que você trouxesse essa emoção dessas experiências que você acompanhou agora desculpe inevitável é toda uma história vivida que eu pessoalmente mas eu me vejo hoje em cada cada pessoa dessa ali né e por isso eu retorno bom mas eu queria antes de falar do senso vou tentar resumir porque eu
sei que o tempo é curto é um tema muito amplo não dá mesmo para falar em 40 minutos em um dia não daria é complexo demais para isso é eu eu o Censo no Rio de Janeiro eu tive na apresentação bem recentemente na prefeitura do Rio e a doutora falou que que o modo geral no Brasil inteiro Já já tá contraditório no Rio de Janeiro não foi diferente Inclusive eu falei que o contraditório é porque a gente durante o intervalo a gente tava comentado com o que foi apresentado né nunca foi real durante a pandemia
a gente teve aí um alerta que é assim de do que a gente já tinha aqui entre 15 e 17 mil eu tô falando a nível de município eu tô falando em todo estado mas a gente já tinha a nível de município na real uma média entre 15 e 17 mil Antes da pandemia em 2020 com todo essa questão essas questões que aconteceram que trouxeram um perfil até diferenciado Então quer aumentou gravemente o número e absurdamente dessas pessoas na rua mudou o perfil porque vieram famílias etc etc é profundo demais para falar disso mas um
resumo aumentou então entre 15 e 17 mil foi para uma média de 24 22 a 24.000 a nível de município lembrando por que que eu tô falando e o município onde eu estive mais precisa se olhar de perto da Faculdade a minha experiência eu tive ali eu tive durante a pandemia inteira com projeto e o coletivo a solidário a gente atendeu o consultório na rua sim mas também foi o único né a prefeitura foi a primeira que fechou bem enfim mas é uma outra história vamos lá então ali ele já apresentaram já já haviam apresentado
o último censo número de 4.600 e pouco depois de 4.600 e pouco quando já tinha 15 a 17 mil a pandemia aumentou na real é de 20 a 22 mil e agora como é que pode 2022 apresentar em um senso eu acho que foi assim desculpe o termo foi um esculacho é o Censo tá em processo né E também complexo esse processo eu tenho que dizer isso porque é grave demais em todos os sentidos se eu for apresentar cada ponto do que é grave isso daí eu acho que a gente vai tomar muito tempo porém
deixa deixa o número que eles desculpem o número que eles apresentam de 7.600 e pouco é tão absurdo e eu só vou citar aqui é não e Manguinhos eles apresentaram a cracolândia com 140 e poucas pessoas usuárias quer dizer eu preciso dizer mais alguma coisa aonde você quer mais grave isso é o dinheiro que se gastou para todo esse movimento nem vou tocar nisso agora não me compete agora a gravidade é se a gente já tem um aumento essas pessoas continuaram porque houve toda uma destruição novo uma assistência no período da pandemia a prefeitura fechou
a porta então não houve assistência essas pessoas retornaram pra casa Não elas estão lá elas são vidas Cada uma com uma necessidade né e é uma população Itinerante né assim o senso precisava viajar e não dita 142 pessoas não significa que aquela seja a população assim ó sobre isso só se aquele número de 140 poucas pessoas usuárias só em Manguinhos Então assim tá dizendo até quer dizer que não precisa nem mais de consultório na rua tá uma das coisas tem que ter uma sensibilidade né Aline deixa deixa eu trazer um pouquinho aqui para para ele
ir para ali né Eh reverberarem né não precisa usar o erro é o tempo que a gente tem que deveria ser muito precisaria para esse tempo mas a gente vai voltar esse tema outras vezes Agora sim ele é realmente o senso é uma é um pontapé inicial né porque depois precisa ser ali verificar a rotina dessa população as necessidades né E nesse enfim como é que eu queria trazer dentro disso aí para você comentar algo que a gente ficou aqui comentando durante conversando sobre durante o intervalo que a questão feminina nas ruas quem envolve pobreza
menstrual envolve muitas vezes a falta de um pré-natal envolve n outras questões que indiferentemente da mulher ser a maior parte dessa população é uma agravante é uma agravantes né então voltando só que ela tá falando Vânia eu acho que sim ter informações é de suma importante para a gente poder planejar e fortalecer as políticas públicas Porque sem política a gente não tem ações investimento não tem e a gente não tem estabilidade das que ele muda governo entra governo a gente precisa ter continuidade e também identificar as prioridades então assim é difícil essa metodologia e achei
que foi até interessante o rio tentar fazer isso mas precisa de ter uma diretriz Nacional sobre isso e que vai identificar homens idosos populações específicas porque para o idoso talvez abordagem seja diferente tem muito jovens na rua pessoas trans mulheres aonde estão entendeu então assim poder entender essas diferenças é importante para formular as políticas e aí no caso que a gente tem observado aqui além de famílias pessoas viveram na rua há mais tempo não é só um curto tempo famílias e cresceram o número de mulheres muito em conta de violência e de Talvez o que
levou a mulher na rua não seja só drogas podem ser álcool drogas mas tem outras coisas então entender isso e trabalhar políticas focalizadas eu acho que é importante tem que fazer as duas coisas a gente não tem aqui uma coisa outra coisa a gente tem que tratar o conjunto e questões específicas para mulheres especificamente a gente tem a questão é da proteção à violência nas mulheres na rua em relação a toda essa coisa de estupro e o próprio contracepção porque ela tem que se proteger se proteger das doenças infecto doenças sexualmente transmissíveis e quando grávidas
a gente tem que cuidar dessa mulher e que é muito sensível é a maternidade na rua porque a perda de direitos desta mulher o que se faz essa criança já né o que se faz hoje é de uma é de uma insensibilidade como que porque é um direito da criança não está na rua e ser cuidado ok mas qual é a alternativa é só retirar a guarda então você vê como é que a intencionalidade de trabalho tem que trabalhar aí é saúde é assistência social que precisa dar em alguns locais Canadá por exemplo faz isso
tem uma experiência de moradia primeiro que chama esse housen first o acompanhamento da da própria equipe para ajudando é geração de trabalho e renda para essa mulher voltar que ela seja enfim é a justiça para proteger a criança e o bebê então assim em pequenas iniciativas a gente vai construir essa eu digo alguns focos específicos que não é pequeno isso não A começar por olhar essa população sem julgamento né Exatamente isso eu vou passar para você uma outra discussão ou o que que eles são programas o que a gente julga e Condena sem pelo senso
comum como ela falou é bandido é enfim não quer trabalhar juramento eu vou passar para você mas antes deixa eu ouvir um pouquinho ali reverberar com você ali nessas essas esses comentários que tanto Vânia quanto ele me Trouxeram ouvi um pouco de você vários temas aqui abordados né E a gente já tá caminhando no final do programa é não tem muita coisa a gente tem muito trabalho aqui é a pauta da Equidade toda diversidade toda tá dentro da minha coordenação né são 13 patas parabéns primeiro primeiro assim né Acho que abordar de que a população
e situação de rua também tá expressa a diversidade da sociedade né que tá ali naquela situação né então o cuidado as pessoas nessa situação também dialoga com a complexidade da diversidade né das mulheres das pessoas trans né das doenças crônicas porque isso porque a gente também caracteriza o cuidado para as pessoas em situação de rua apenas ligada álcool e droga né então a gente pensa e aqui dentro do nível do Ministério da Saúde é de que a gente vai trabalhar na lógica da integralidade do Cuidado ou seja olhando para essa pessoa para esse indivíduo né
entendendo que ele é portador de direitos né o cidadão a gente vai ser uma porta condutora para as demais políticas públicas né quase que levando essas pessoas para coletores olharem né e darem a continuidade do Cuidado Com relação à necessidade de assistência social auxílio os auxílios que eles que essas pessoas em essa situação tem direito tem direito a programas de acesso à moradia tem direito a questão a questão de inclusão para para emprego e renda né então a gente entender que essas condições elas se dão no mundo objetivo da construção da política pública é a
gente entender que a saúde né a saúde ela é uma política social assim como educação como emprego né como renda então a gente entende que a construção dessa dessa condição faz com que a determinação social da saúde que pode tanto adoecer as pessoas quanto também potencializar o seu cuidado é os fatores primordiais mas nós pontos setor saúde temos o compromisso de ampliar o acesso como ampliando o número de consultório na rua eu quero trazer os dados rapidamente nossos aqui que hoje nós temos né 235 consultórios na rua credenciadas o que que isso significa que a
consultórios aptos para serem implantados né e 194 homologados Ou seja que já já tá com recurso e com a ida do dinheiro para implantação dessas dessas equipes mais de 25 estados e mais de 123 municípios hoje né hoje a nossa meta né O Plano Nacional de saúde né que é o nosso nosso instrumento de planejamento que se dá de quatro em quatro anos né eram uma implementação de de equipes que eram 185 ou seja nós já superamos a meta de 185 que esse plano nacional de 2019 2023 a nossa proposta para o próximo Padre Ênio
é de 2024 2027 é aumento para mais 352 equipes de consultório na rua né a gente entende que há uma necessidade de qualificação dos profissionais que atuam no consultório na rua e também das equipes da estratégia de saúde da família porque bem diz de Celine o cuidado começa no consultório na rua e ele é continuado dentro das equipes estratégicas de Saúde da Família pelo Brasil inteiro e também pelas equipes né do núcleo do núcleo de atenção Saúde da Família Ou seja que o cuidado ele é multiprofissional interprofissional o trabalho do CAPS integrado ao consultório na
Rua ele é primordial para dar essa integralidade do Cuidado a questão das condições subjetivas e tinha adoecimento e sofrimento psíquico na maioria das vezes das pessoas em situação de rua então a gente precisa entender também que o caps é um equipamento da saúde que também trabalha essas condições objetivas são haja sozinha né então a gente é outro Ministério da Saúde estamos empenhado uma equipe técnica comprometida em resolver essas questões e um governo né preocupado com olhar para isso com uma ministra preocupada com isso com uma Secretaria de atenção primária com os olhos bem abertos e
atentos nas resolução de todas as políticas de prioridade que bom que bom ouvir um representante do Ministério da Saúde trazendo essa fala sabe ler porque foram alguns anos aí que a gente realmente viu abandono dessas políticas a gente infelizmente tem um Tempo muito curto para esse tema que é tão grande em todos os sentidos e eu não quero terminar sem ouvir o pedido de fala da Vânia para a gente é muito precioso e também agradecer quem caminhou perguntas para gente eu realmente precisei privilegiar a fala das nossas convidadas aqui presentes a gente teve algumas grandes
participações aqui da audiência eu queria só trazer uma delas que é uma pergunta Vânia para você finalizar o programa para a gente meu tempo tá bem curtinho Tá mas a Rosilene ela faz uma pergunta que eu acho que traz uma reflexão muito importante para a gente ela é de São Paulo ela mandou para gente pelo WhatsApp ela diz o seguinte eu sou colaboradora da Vila reencontra o Cruzeiro do Sul um projeto novo lindo para pessoas em situação de rua aí nisso fica também oportunidade para você muito brevemente falar do projeto que você tá envolvida a
possibilidade de se trazer essas pessoas tão sozinhas por algum motivo de volta à realidade sem a saúde estar envolvida perceba que eles perdem um valor familiar o valor do ser humano se sentem muito rejeitados com a discriminalização todos os sentidos eu acho que você é um exemplo de que isso é possível né Vânia Com certeza com as suas com os resquícios dessa vivência que talvez não se Elim nunca principalmente da sua memória mas eu queria que você respondesse essa pergunta a gente pergunta eu respondo né claro que eu eu particularmente a saúde se eu tiver
uma casa se eu tiver uma família todo uma estrutura e não tiver saúde então eu não tô bem então a saúde É realmente um fator primordial né no contexto da situação de rua então não se fala porque quando uma pessoa em situação de rua se ela já não foi uma determinada doença ela vai adquirir ali é fato porque tava vulnerável tá todo exposta né então a saúde tem que andar junto com todas as outras políticas então uma das coisas também que é importante eu voltar é o comitê intersetorial implementado aqui no Rio de Janeiro não
nós temos uma briga uma medonha né entre parceiros entre defensoria sociedade civil organizada os fóruns democracia dá trabalho né na 7.053 que eu iniciei falando que foi aquele decreto lei que também a gente luta para que seja lei não fique mudando de governo para governo né porque se a gente teve o Lula na época assinou implementou depois saiu aí desconstruiu é agora ele retorna Vamos retomar eu acredito por isso que eu tô aqui porque eu tenho fé no melhor né o melhor tá aí a gente tem todos os motivos do mundo tá mas que seja
lei e e o comitê intersetorial efetivamente que eu acredito eu tenho certeza que é o que vê vai transformar essa situação porque o senhor poder público não vai conseguir resolver a situação da rua somente eu assisto social menos ainda Essência mas a sociedade civil organizada Com todas essas instituições com todas as secretarias sim então importante é essa luta com para que seja implementado comitê intersetorial no estado do Rio de Janeiro no município de estado mas que sejam eh efetivamente implementado trabalhado junto todas as secretarias não é isso essa dívida é pública historicamente sim o poder
público ter uma dívida com a sociedade civil sociedade civil também trabalhando junto cada um cumprindo seu papel vai chegar lá importante dizer que olhar humanizado que a capacitação é importante para cada servidor para cada equipamento para cada trabalhando profissional técnico porque caneta e papel somente não vai resolver é preciso isso que a Fabiana Adriana que eu vi agora né com a com a doutora ele que fazem diferença tá o olhar humanizado o atendimento humanizado capacitado para isso se pedir sentimento para uma pessoa não é uma ordem não é obrigatório agora o dever de ser cumprido
sim se os dois tiverem junto pronto melhor é assim que funciona eu funcionei porque eu cheguei num capsula dele eu vim como eu disse no meu caso né da questão das drogas eu encontrei em 2009 uma assistente social de cara me atendeu com Sorrisão de de ponta a ponta mas era uma grande profissional como ainda é Cláudia Lage Muito obrigado pela adenoide dali ela me encaminhou para todas os serviços ali de todos os competentes assim como a psicóloga doutora Magda como é que eu vou esquecer nunca sou pontuário de 318 bem atendida mas eu peguei
novo e depois desconstruiu agora eu não sei o resultado então é possível sim se trabalharem com o trabalho humanizado com capacitação os serviços de aborda é o os as secretarias é uma pessoa da invisibilidade e tentar superar esse não olhar né porque a sociedade a sociedade as políticas às vezes não olham deixa de fora né Eu acho assim a gente eu vou me comprometer com vocês a gente fazer outros programas sobre esse tema porque e até com a participação no Ministério da Saúde eu fico feliz volta a dizer com essa fala que vende uma representação
do Ministério da Saúde e essa escuta porque quando a Vânia tá falando o Ministério da Saúde Tá ouvindo e quem tá em casa tá assistindo então assim eu infelizmente digo isso com o coração apertado mesmo eu tenho que encerrar o programa Quero Agradecer muitíssimo bem especial a você Vânia a gente vai estar em contato com você Vânia é uma idealizadora do projeto Juca e coletivos solidária que são é lindo quando a gente vê iniciativas com a vivência sabe esse trabalho que você faz é muito importante para nos sensibilizar porque a gente só tem coisas que
só vive vendo para saber eu acho que é o caso da situação na rua né Muito obrigada Lilian muito obrigada Eline muito obrigada Vânia pela participação de vocês e a gente vai se encontrar para mais uma conversa porque esse assunto não se esgota aqui e Obrigada a você que acompanhou o programa de hoje eu te encontro na próxima semana até lá [Música] [Música]