Muito bom dia a todas e todos presentes aos colegas que nos acompanham de forma virtual pelo canal do ia no YouTube sejam todos muito bem-vindos ao nosso Urban SUS com o tema desafios das cidades inteligentes quero fazer um agradecimento especial e convidar já para vir à frente a professora Dra Vanda guintar a nossa coordenadora do centro de síntese USP cidades globais vinculado Ao Instituto de estudos avançados da USP convido também agradecendo a presença o professor Dr Valdenir Caldas da escola de comunicação e artes da nossa universidade de São Paulo que também estará no debate hoje
conosco Professor seja muito bem-vindo convido também a minha colega de organização desse Urban SUS a professora D Cristiane Wagner professora Cristiane por favor seja muito bem-vinda fazemos também um Agradecimento especial à nossa convidada que nos acompanha de forma virtual a regane pena Rodrigues que é diretora de esporte amador lazer e inclusão social do Ministério do Esporte fazemos também um agradecimento especial à escola de comunicação e artes da USP a faculdade de Filosofia letras e ciências humanas da de São Paulo ao Ministério do Esporte ao aos programas de pós-graduação em comunicação e mediações contemporâneas da Univille
ao programa De pós-graduação em Sistemas produtivos da Univille a qual eu integro o colegiado desses programas ao programa de pós-graduação em turismo da escola de artes e ciências e humanidades da USP em nome do professor Ricardo vinha ao centro de síntese úp cidad globais né aqui do ia e toda a sua equipe pela organização desse evento muito Especialmente na data de hoje que a nossa colega Dilma está de de aniversário então para nós é um prazer Poder estar aqui organizando esse evento Então eh nesse momento eu passo a palavra pra professora Vanda para Que ela
possa deixar uma mensagem aqui em nome do ia professora Vanda um bom dia aos presentes e aos que estão nos assistindo de modo virtual eh dizendo que este é mais um seminário né da série Urban SUS e esse é um seminário eh que vai tocar então os desafios né dos centros urbanos na perspectiva das cidades inteligentes Ok Eh este seminário é eh organizado então pelos pesquisadores aqui do centro de síntese USP cidades globais né que é um um um dos centros do Instituto de estudos avançados em nome do qual eu dou as boas-vindas a todos
desejando aí um ótimo evento nesta manhã Eh este os desafios dos centros urbanos né na perspectiva das cidades inteligentes e aqui vai envolver as questões de políticas públicas e práticas de desenvolvimento né ambas responsáveis Como e eh está no programa né E nesse contexto torna-se muito importante considerar então a diversidade cultural né na criação destes espaços que serão depois utilizados por eles mesmos né então espaços públicos acessíveis inclusivos e sustentáveis Ok e aqui o foco vai ser o turismo né e o lazer e turismo então fazendo parte aí da indústria cultural eh atual contemporânea né
que integra eh não só a infraestrutura o cono da infraestrutura Mas também a participação social na sua concepção e na sua criação então eu desejo em nome do centro de síntese do do Instituto de estudos avançados uma ótima manhã que seja bem Profa né agradecendo já a participação do professor que está aqui presente e da nossa eh palestrante também que vai fazer virtualmente a sua contribuição bom trabalho a todos então muito obrigada professora Vanda gua agradecemos a sua introdução Eh daremos início então a temática desafios das cidades inteligentes bom em princípio não é novidade para
mais ninguém que as tecnologias digitais vieram para ficar e que todos nós estamos vivendo a quarta revolução industrial com seus efeitos Principalmente nos centros urbanos pois bem é justamente sobre Esse aspecto relacionado ao propósito ao encontro das cidades Inteligentes que Essas tecnologias digitais podem proporcionar recursos para uma cidade sustentável no entanto para a resolução dos problemas sociais e até mesmo para essa cidade sustentável por meio das tecnologias digitais não significa uma resolução automática imediata os desafios estão justamente nas Complexas questões nos problemas sociais e todos nós acompanhamos nos últimos anos na última década eh exaustivamente
como as instituições culturais de comunicação econômico e politicamente instrumentalizam o ideal de sustentabilidade promovendo os objetivos do desenvolvimento sustentável pois bem para saber mais Como funciona e como Qual o contexto atual dessa dinâmica nós discutiremos no primeiro tópico desse seminário sobre cidades sustentáveis e sobre a temática eh Os desafios da cidade inteligente a indústria cultural e a sustentabilidade com o professor Valdenir Caldas Professor titular da Escola de Comunicações e artes da Universidade de São Paulo onde também foi diretor E professor Caldas ele desenvolve pesquisas em ciências políticas sociais comunicação e cultura e conta também com
inúmeras publicações no a respeito desse dessa área de pesquisa no Brasil na Itália na França na Alemanha e na América do Norte pois bem Professor caa seja bem-vindo a palavra agora é sua durante 40 minutos Muito obrigado muito obrigado a a professora Vanda obrigada a Professora ion Obrigada professora Cristian e obrigado a grande massa que veio participando bom é bem verdade que Como existe um uma uma participação online Imagino que que as pessoas estejam nesse momento assistir então eu tenho 40 minutos para falar e vou usá-los integralmente quero começar com uma com Uma notícia que
eu recebi ontem que talvez Alguém já saiba mas que ainda que já saiba é importante ouvir pela segunda vez porque é uma coisa que eu particularmente considero importante é que a Universidade de São Paulo foi eleita a oitava Universidade mais sustentável do mundo e a primeira da América Latina de acordo com o Green matric World ou seja University ranking pera aí Green Magic World univers University rank de 2026 23 notícia essa notícia foi dada durante a conferência do clima da ONU da cop 28 ou seja 28ª reunião desse grupo que se que que se reúne
anualmente o presidente Lula esteve nessa nessa conferência muito rapidamente e foi embora não tenho bem certeza mas parece que foi no Qatar não É 20 28 foi no Qatar bom muito bem Isso é uma notícia que é importante nós sabermos porque trata-se da Universidade de São Paulo tá existe uma uma literatura que cresce muito rapidamente sobre a relação da sociedade do estado e da sustentabilidade dessa sociedade e desse estado no sentido de propiciar melhores condições de vida para as Pessoas participar ser comprometido com a sustentabilidade eh hoje é uma coisa que a gente diria que
é Politicamente correto Ou seja a sustentabilidade é o tema do momento e é ao mesmo tempo uma forma de desafio que todos nós enfrentamos porque muito dificilmente a gente vai encontrar alguém que não Concorde com com a possibilidade de termos um estilo de vida melhor sem toda essa poluição que conhecemos e no decorrer do tempo cada vez melhorar agora mesmo tava conversando com com os meus alunos que daqui a mais ou menos 30 ou 40 anos nós vamos não sei se nós todos mas alguém daqui certamente vai ficar perplexo com o fato de que não
que os que os carros os carros mecos de combustão Desapareceram e não tem mais aquele barulho de de motor porque tudo vai ser elétrico e enfim será será um outro universo esse tema eu coloquei aqui ó tem um cidadão que chama-se John elkington que escreveu um trabalho que chama-se Canibal de garfo e faca que é um é um trabalho que quando menos quando menos é uma Referência para quem estuda o tema e esse esse autor que é americano Ele criou um modelo de participação da sociedade do estado e da sociedade que é o chamado Trip
Bottom Ou seja é o tripé da sustentabilidade ele é formado pelo social pelo ambiente e pelo econômico e ele diz uma coisa que Bastante interessante que ele diz para para ser sustentável uma empresa deve ser financeiramente viável socialmente Justa e e ambientalmente responsável ou seja Então essa empresa preenche os requisitos que que são determinantes para que tenhamos uma vida mais saudável o John lington autor da da da teoria do Trip Botton reconhece que as empresas isso é uma coisa muito importante ele reconhece que as empresas burlam os seus relatórios anuais esses relatórios anuais são maquiados
de uma forma muito otimista no sentido de levar ao estado que esta empresa tem se comportado dentro dos ditames de beneficiar uma vida sustentável ambientalmente Sustentável então ele diz aqui o seguinte o autor reconhece que as empresas burlam com seus relatórios anuais a sugestão e o desempenho do Trip botton bom então Aqui começa a haver um problema se as empresas burlam com seus relatórios anuais para prestarem contas ao estado e consequentemente por extensão à sociedade se elas burlam é porque essas empresas não Estão fazendo entre aspas a lição de casa por que que elas não
estão fazendo porque se elas estivessem fazendo elas não precisariam burlar elas fariam o que pudessem e o que não pudessem diriam Olha nós fizemos até aqui nós fizemos Apenas 60% quando deveríamos fazer 100% esses 40% nós ficamos devendo para que possa no próximo no nosso Próximo relatório nós avançarmos um pouco mais em relação a ambiente mais favorável mais sustentável E aí eu coloquei de minha parte eu coloquei o seguinte não me parece que esta burla seja só uma questão de status junto a estado uma empresa quando burla o estado com dados falsos e isso olha
vejam eu eu eu estou dando um exemplo mas esse exemplo ele Ele ele tem alcance Mundial quando eu fale em alcance Mundial não estou nem pensando no Oriente estou pensando Só no ocidente porque a China é um dos países juntamente com os Estados Unidos as duas grandes potências iis são exatamente as mais poluidoras portanto no ocidente nós temos um país que seguramente os relatórios anuais das empresas não São suficientes para darem conta do que elas deveriam fazer do que elas se propuseram fazer e daquilo que o estado espera que elas façam portanto se há uma
burla há uma atitude irresponsável e eu lamento usar uma palavra muito forte mas é uma atitude de desonestidade porque se você burla a boa fé do estado você está sendo desonesto com o estado mas não é só com o estado que você está sendo desonesto você por Extensão está sendo desonesto com a sociedade com toda a população então eu coloquei assim não me parece que esta burla seja só uma questão de status ou seja de Prestígio que eventualmente a a empresa poderia ter junto ao estado e por extensão junto à sociedade ter uma boa imagem
junto à sociedade Olha a a empresa x não não polui tanto polui o mínimo o mínimo possível isso significa que logo logo ela estaria com 100% de de dispol Lui do ambiente que ela que ela trabalha e E com isso a gente tá conseguindo todos os todos os as metas que nós teríamos bom mas não é assim não é assim Politicamente correto seria se eles fizessem agora é politicamente incorreto burlar a boa fé do Estado Porque estão burlando não só o estado mas a própria sociedade estão nos burlando e isso é muito grave então não
me parece que esse trabalho Seja só uma questão de status é de sobrevivência em Face da concorrência isso é um texto meu né é sobrevivência em Face da concorrência selvagem de um capitalismo selvagem da concorrência selvagem que existe nas sociedades capitalistas é possível que as grandes empresas e as multinacionais os grandes conglomerados com capital aberto ações nas bolsas de valores possam realmente fazer uso do Tbl ou seja do triplo botom é possível mas as pequenas e médias empresas não terão essa essa oportunidade essas pequenas médias empresas elas não têm o capital elas não TM o
fôlego econômico para fazer o que fazem os grandes conglomerados para fazer por exemplo o que faz a Volkswagen o que faz a Mercedes Benz o que faz a a a a Volvo apenas para citar duas dois países europeus a Alemanha e e a Suécia que fabrica o Volvo por exemplo Tô falando da Indústria automobilística é claro que uma indústria de porte médio e de de pequeno porte não tenha o o mesmo a mesma robustez Econômica não tenha magnitude do Capital que tem a a a esses essas empresas multinacionais que eu acabei de citar como a
Volvo da Suécia como a o o o a Volkswagen a Mercedes Ben dos Estados Unidos e a a Chevrolet a Ford a Fiat da Itália dos Dos Estados Unidos e assim por diante as empresas médias e pequenas não tem este fôlego econômico para poder financiar uma produção politicamente correta dentro dos dos cânones esperados pelo Estado o que vai acontecer eles não vão seguir essas normas e pelo menos no nosso país não serão punidos por isso eu não Posso falar se num país como a Dinamarca por exemplo se o cidadão cria uma empresa eu tenho a
impressão que que seja uma é impressão eu não posso afirmar isso mas eu tenho impressão que seja a condição sinequanon que num país como a Dinamarca como a Noruega enfim os países escandinavos se cidadão deseja abrir uma empresa essa condição sinequan para que ele abra é que ele não use de qualquer forma de combustível Poluente Isso é muito difícil para uma empresa para uma empresa de médio e pequeno porte é muito difícil essa empresa sobreviver né porque ele não tem não tem ações a empresa pequena os grandes conglomerados como eu falei aqui por exemplo Petrobras
nitroquimica Mercedes Benz etc etc Essas são grandes conglomerados multinacionais a Petrobras é uma multinacional ela tem ela ela tem trabalho em toda a América Latina ela tem no Qatar ela tem na África é uma mul de Capital brasileiro mas que não é som mais brasileiro e ela ajuda a poluir onde vai porque aqu ela ela polui e nós ajudamos a poluir com o nosso carro quando viemos para cá para PR pra universidade quando nos movimentamos qualquer para qualquer lugar nós estamos contribuindo negativamente o que seria politicamente incorreto Agora eu eu eu me pergunto e antes
de entrar nessa discussão de de ver a contribuição da indústria cultural para tudo isso eu quero dizer quero ler o seguinte texto que eu escrevi não esqueçamos não esqueçamos que as pequenas e médias empresas pelo menos no Brasil são as que empregam a maioria dos trabalhadores a gente pensa que são as grandes empresas não são o IBGE mostrou Isso nas pesquisas e quem quem acompanha as pesquisas do IBGE sabe disso eu por uma obviedade por uma questão de necessidade profissional acompanho as estatísticas não vou guardar números porque não tenho cabeça para tanto para para guardar
números e alguma coisa telefone essas coisas a gente guarda trivial a gente guarda mas eh quem tiver dúvidas sobre isso consulte bge a maioria dos empregados no Brasil não é de empresas de grandes empresas é de médias e de Pequenas Empresas eu fiquei muito surpreso com quando quando sou disso não esqueçamos que as pequenas e médias empresas pelo menos no Brasil são as que empregam a maioria dos trabalhadores bom se empregam a maioria dos trabalhadores aqui nós vamos entrar num num problema extremamente delicado o livro da professora Cristiane Wagner esse livro está aqui visualization uran
Space ela cita um autor que chama ren e o seu colega alemão desculp precar entendo eu pronunciei Como como é possível para um cidadão brasileiro pronunciar quando não entende alemão esses dois autores questionaram e aqui eu vou entrar na indústria cultural questionaram a viabilidade desse desenvolvimento Sustentável questionaram diz a professora vender Bom enfim questionaram a viabilidade desse desenvolvimento sustentável Face ao sistema global é claro são necessários requisitos adjetivos adicionais para traduzir o significado da sustentabilidade em metas e requisitos para a conão de produtos e Serviços a Aqui nós temos um grande um grande problema que
é o seguinte os autores questionaram o fato de que a a viabilidade do desenvolvimento sustentável não é possível dentro do sistema capitalista que é o sistema que vivemos é claro que nós podemos discordar deste cidadão é claro que nós podemos discord Mas se nós olharmos por exemplo Para a importância da indústria cultural este tema da da indústria cultural foi cunhado por teodor Adorno e Max orheim em 1947 quando eles escreveram um trabalho chamado dialética do esclarecimento que no Brasil foi traduzido como dialética do Iluminismo porque eles falam bastante dos iluministas franceses Mas eles criaram uma
teoria que Revolucionou significativamente a forma de como a gente via os Mia e como nós vemos os Mia hoje há alguns mídias alguma Existem algumas mídias menos fortes que outras mídias mas todos os mídia juntos são poderosos todos os mídia juntos são muito Poderosos e o teodor dorno e o Maxim perceberam que o poder dessa dessa dessas mídias estavam elas inseparado ou juntas estavam influo influenciando significativamente na sociedade na informação da sociedade não podemos esquecer que foi uma foi uma situação pós nazismo n 1947 Eles já estavam indo embora da Alemanha porque eram judeus eles
o Adorno o Walter Benjamin o Eric FR o Albert marcuzzi e todos esses todos esses filósofos maravilhosos que revolucionaram com o seu pensamento que quando eu falo deles eu fico comovido porque se dedicaram de corpialma a pensar na importância dos mídia para nós e o Adorno quando escreveu o seu texto sobre indústria cultural ele ele disse o seguinte abre aspas a indústria cultural é a integração deliberada a partir do alto de seus consumidores ela Força os domínios da arte com prejuízo de ambos a arte superior se vê frustrada na sua seriedade pela pela especulação sobre
efeito e a arte inferior perde os o elemento resistente rud enquanto o controle social não era Total fecha aspas isso é um trecho de duas linhas que tem no livro do do Adorno chamado dialética do esclarecimento mas que o professor Gabriel com da Faculdade de Filosofia ex-professor porque se aposentou eu não sei se ele tá rodando por aí mas não porque eu tenho contato com ele ele não me fala nada porque não está o professor Gabriel com publicou um livro chamado a indústria cultural que tem este texto que eu vou dar pros meus alunos estudarem
sobre isso bom em que consiste essa indústria cultural consiste em estimular a produção Capitalista o capital não seria tão forte se não tivesse os media ou seja os veículos de comunicação de massa o rádio a televisão a imprensa escrita falada televisada que não tivesse outros elementos de comunicação como hoje temos as redes sociais e assim por diante as redes sociais foram o grande Plus da da da indústria cultural eu fico pensando e gostaria que Vocês pensassem junto comigo o que acontecerá por exemplo como estarão as comunicações digitais daqui a a 40 anos eu seguramente não
vou ver poucos de nós aqui vamos ver isso mas o fato é que haverá pessoas para para poder ver isso e a indústria cultural é o grande estímulo do Capital a indústria cultural é que é responsável por por nos levar ao consumo quando nós compramos a nossa Roupa quando nós compramos Quando nós vamos ao ao supermercado Quando nós vamos ao cinema em qualquer lugar que você for você Está contribuindo com a sociedade contribuindo para a bonan para o desenvolvimento para a riqueza do estado no caso do estado brasileiro e Está contribuindo para que uma parcela
da dessa sociedade ou seja ou se os empresários que investem o seu Capital possam continuar investindo cada vez mais e tornar os produtos que nós consumimos tornar uma rotina para que nós consumamos sempre E para isso eles se valem de uma coisa que chama-se publicidade coisa que o GB lá em 1947 um pouco antes porque ele ele ele foi escolhido ele foi escolhido pelo pelo pelo Adolf Hitler para ser o o grande testa de de Ferro cidade eh nazifascista na Alemanha ele era um homem extremamente talentoso de uma inteligência brilhante uma inteligência a serviço me
desculpem Mas na minha opinião a serviço do mal não é porque não me parece que o nazi-fascismo seja um sistema político bem-vindo mas o fato é que o nazifascismo foi um sistema político Próspero e deu essa pujança que a Alemanha conhece e que na Segunda Guerra perdeu tudo e recuperou depois e hoje é o terceiro país mais terceiro país mais rico do mundo depois dos Estados Unidos e da China vem a Alemanha e esses países distribui a suas multinacionais pelo mundo inteiro e todos eles vendem produtos da indústria cultural Quais são esses produtos da Indústria
cultural tudo não existe um produto que não seja um produto da da indústria cultural não é só o cinema não é só o teatro não é só o o a compra de um disco do brams do do do do do do do do list do betoven do bar não do Chico Buarque do do Lobo ou um disco punk funk todos os produtos da indústria cultural agora esses produtos da indústria cultural como eles são fabricados eu entendo que a indústria Cultural Diferentemente do que se possa pensar ela é benéfica e Malévola Malévola porque os industriais se
valem da indústria cultural para nos vender em grande escala para toda a sociedade para o mundo inteiro mas para eles fabricarem isso eles não estão fabricando com energia eólica não estão fabricando com energia não poluidora estão fabricando com energia que polui mas isso com Beneplácito do Estado porque o estado Não pode proibir a proibição é muito curioso porque a a indústria a indústria cultural é uma espécie assim de lugar Tenente do capitalismo sem a indústria cultural o capitalismo não teria esta grandeza que tem por outro lado nós podemos dizer que o capitalismo é o pau
responsável pela poluição aí alguém deve estar pensando bom Valdenir Você acabou de dizer que a China é o Segundo país mais poluidor do mundo é é mesmo a China também produz produtos que poluem portanto nem o nem o capitalismo nem o comunismo são sistemas políticos que est que estejam interessados em acabar com a poluição eu não quero eu não quero ser não quero ser pessimista muito menos negacionista mas também não não posso falar amenidades quando todos nós sabemos que as indústrias poluem e que a Possibilidade de não não vierem a poluir é muito pequena não
existe se se se se se o empresário se o se Se chegarmos ao empresário o o que que o senhor acha o senhor o senhor prefere eh esperar que se desenvolva uma um um tipo de energia que não polua Enquanto isso o senhor o senhor para a sua indústria e depois o senhor continua ele vai dizer não eu vou continuar poluindo eu vou pagar eu vou pagar multa se for o Caso mas eu vou continuar poluindo porque o o meu lucro depende da poluição portanto quando o cidadão quando este cidadão aqui falou o Renê vever
falou que eh a é é muito difícil a a viabilidade de um desenvolvimento sustentável na sociedade capitalista mas eu Eu me permito dizer que não é só na sociedade capitalista que não é não é possível os os chineses também poluem Cuba está muito perto do do do Brasil mas a gente não tem informações os os os os cubanos TM uma indústria incipiente o negócio deles a grande a grande força econômica dos dos dos cubanos está principalmente na cana de açúcar e eles não não não não não tem enquanto E se a gente pensar por exemplo
aqui no caso brasileiro a indústria cultural ou seja como diz o Adorno a indústria cultural é integração deliberada a partir de alto de seus consumidores ela Não escolhe consumidores ela ela é é a integração deliberada do Alto dos seus consumidores todos os todos nós consumimos a todo momento produtos da indústria cultural Enquanto estamos escrevendo aqui enquanto eu estou falando aqui este microfone está tendo um desgaste a minha caneta está tendo um desgaste e eu vou comprar produtos da indústria cultural quantos bilhões de pessoas nesse momento estão no mundo inteiro comprando produtos e estão Ajudando com
a poluição a comprar produtos aí você vocês devem estar pensando Valdenir você é muito apocalíptico não eu não sou apocalíptico eu quero ver eu quero ver uma indústria eu não conheço ainda se vocês conhecerem ótimo é é um bom handcap pra gente mas eu não conheço nenhuma indústria cuja poluição chegou a 0% ainda não existe existirá daqui algum tempo Agora nenhum cidadão vai investir o seu capital pensando que não eu vou investir mais eh eu vou investir Tenho que pensar numa numa numa numa numa energia sustentável porque e não essa essa energia ela é mais
cara mas não faz mal eu pago não é assim os americanos não estão levando a sério isso porque se estivesse levando a sério não estariam brigando pelos pelo petróleo da Venezuela pelo petróleo da Arábia Saudita não teriam invadido o Iraque não teriam invadido o Vietnã não teriam agora invadido o o o o invadido o Cazaquistão não estaria vindo não estaria havendo a guerra da da de Israel com com o grupo ramas eu não chamo de de de grupo terrorista porque a ONU não reconhece Como terrorismo a ONU disse oficialmente que é grupo ramass é um
grupo político da Faixa de Gaza não é um grupo terrorista e a e a e a diplomacia brasileira adotou esse critério por isso é que eu estou falando para não ser radical e dizer que é grupo ramais se se se tivesse se a não tivesse admitido isso e a diplomacia brasileira também eu estaria chamando de grupo terrorista mas eu estaria indo contra um um um um uma orientação da ONU e do e da da Diplomacia é brasileiro por isso eu prefiro usar a expressão grupo ramas e não grupo terrorista ramas então não estaria havendo a
guerra da Ucrânia a guerra da a guerra da Ucrânia é basicamente uma guerra que implica em energia do gás Russo né Então meus Caros Amigos se se por um lado o gás poluir menos por outro o gás é devastador para ser Extraído então é muito difícil você muito difícil você imaginar eu se fosse um empresário não estaria preocupado com com com o ambiente sustentável estaria preocupado com o meu lucro é por isso que eu não sou empresário primeiro porque não tenho dinheiro para ser segundo porque eu ficaria eu ficaria dilema e muitas pessoas entram nesse
dilema bom eu vou eu vou investir numa Coisa que polui mas aí como é que fica os empresários que estão aí não estão mais preocupados com isso governo americano fala a todo momento e acabar com a poluição os chineses falam a todo momento acabar com a poluição e não existe nenhum tratado efetivo que mostre o fim desse dessa tentativa de se despoluir o Mundo todas as vezes que as pessoas todas as vezes que ocorrem reuniões nesse sentido não existe acordo desde desde um acordo lá no Japão que já faz muito tempo no Japão teve um
talvez talvez tenha sido o primeiro o primeiro encontro eu não me lembro o nome agora não me lembro não me lembro o nome do do do do do do encontro que houve no Japão que Foi o primeiro encontro com o objetivo exatamente de acabar com essa poluição e de lá para cá não houve nenhum lugar nenhum desses encontros houve um resultado satisfatório houve sempre uma coisa muito mediana ível na verdade esse que é o fato e eu termino aqui dizendo dizendo o seguinte não sou não sou defensor um defensor negacionista Mas vejo com muito Pessimismo
é uma luta quase que em Glória quase que em Glória mas não podemos desistir dela mas quase que em glória porque é uma luta a sustentabilidade contra o capital e o capital é muito forte e a sustentabilidade É depende da Boa Vontade de muitas pessoas no mundo inteiro mesmo assim continua sendo mais fraco que o capital Muito [Aplausos] Obrigado Agradecemos a sua contribuição professor e daremos sequência ao nosso evento e gostaria de comunicá-los que o debate será coordenado pela professora Fraia fres socióloga professora livre docente do departamento de sociologia da Faculdade de Filosofia ciências humanas
e letras da Universidade de São Paulo ela está aqui presente conosco Subirá no final para coordenar o debate o debate do da palestra do professor Valdenir Caldas e da nossa palestrante seguinte Que será introduzida pela minha colega iada Alonso quero também orientá-los de que todas as perguntas que vocês tiverem interesse em fazer serão coordenadas pela professora Fraia frese junto ao debate no final do evento e para os que estão nos assistindo ao vivo o chat não está disponível mas qualquer pergunta pode ser enviada por e-mail o e-mail é iea responde @uspicaretas regane que nos acompanha
virtualmente direto de Brasília Agradecemos imensamente o aceite a este convite Estar Neste nosso seminário a regan vai trabalhar conosco nessa parte agora a temática né Eh políticas públicas em lazer e eventos fazendo justamente conexão quando se fala de indústria cultural e sustentabilidade apresentando Então a nossa convidada a regan pena eh Rodrigues ela é mestre em educação física pela Universidade Metodista de Piracicaba especialista em desporto coletivo handebol basquete e voleibol pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul licenciada e baixarel em educação física pela Escola Superior de educação física de Cachoeira do Sul atualmente ela desempenha
função de diretora de esporte amador lazer e inclusão social no nosso Ministério do Esporte também já desempenhou as funções de assessor especial do gabinete do Governo do Estado do Rio Grande do Sul foi diretora De operações e serviços de autoridade pública Olímpica no Rio de Janeiro secretária Nacional de Desenvolvimento de esporte de lazer do Ministério do Esporte e Secretária Municipal de Esporte recreação e lazer da cidade de Porto Alegre então com toda essa experiência profissional com a sua formação sua trajetória acadêmica e profissional acredito que nós teremos um debate bastante interessante a partir desse Momento
então regan eu passo para você e por aqui eu vou dando sequência a apresentação muito obrigada obrigado meu bom dia a todos e a todas eu recentemente eu acompanhei pelas mídias a comemoração do aniversário dos 90 anos da USP não é e a gente tem tem muito orgulho dessa Universidade que é reconhecida como uma das melhores do Brasil e do mundo então para mim é muito honroso fazer parte desse momento e quero agradecer Especialmente ao professor Ricardo vin e a professora Ioná que me oportunizaram essa experiência eh nesse diálogo com vocês eu quero reforçar a
importância do tema esporte e lazer na centralidade das políticas públicas e por meio da intersetorialidade de mostrar o quanto esse tema é instigante e importante na humanização de uma cidade e na alegria bem-estar físico mental e emocional dos cidadãos e das cidadãs Então como a Yoná me apresentou aí como gestora pública Por mais de 30 anos eu percorro este caminho desde a gestão da Secretaria Municipal de Esportes em Porto Alegre por quase 12 anos depois como secretária Nacional de Desenvolvimento do esporte e lazer do Ministério do Esporte lá por 2016 fiquei por 6 anos pois
tive a oportunidade muito rica de participar da autoridade pública Olímpica que fez a transferências dos jogos de Londres Jogos Olímpicos de Londres para o Rio 2016 e também tive a oportunidade de Assessorar o governador tso genro no Rio Grande do Sul e mais recentemente então retornei ao Ministério do Esporte que tá sendo reconstruído como diretora de Esporte amador lazer e inclusão social então São 44 anos de experiência com esporte e lazer então ao longo desses anos eu observo que as chamadas cidades inteligentes elas emergiram como um paradigma contemporâneo na busca por soluções urbanas inovadoras e
sustentáveis enquanto que Tradicionalmente a gestão das cidades era focada em infraestrutura digital governança e serviços públicos eficientes as cidades inteligentes agora estão expandindo sua abordagem e incluindo novos entendimentos de áreas como do Esporte e do Lazer também deixa trocar aí um exemplo notável que tem dessa interferência seria a vem da maior cidade do continente do Brasil que é São Paulo né que tem no seu município outros Municípios também fazem isso o programa ruas abertas em São Paulo que fecha temporariamente algumas vias para o tráfico de veículos transformando-as em espaços de lazer e atividade física e
esta expansão ela reflete a ampliação de oportunidades de vivências da cidade Integradas a uma compreensão crescente da importância do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos urbanos o estatuto das cidades que existe desde 2001 e desde a sua Criação ele aponta para a necessidade de uma constituição de uma nova cultura de gestão das cidades buscando ampliar condições para maior qualidade de vida da sociedade por meio da promoção de políticas públicas de Nova governança Nos alerta sim que precisamos ter um olhar mais amplo sobre as nossas cidades entendendo-as como um conjunto de ações e espaços
de diferentes relações conflitos e com construções alguns estudiosos em suas Palestras sobre cidades inteligentes nos chamam a atenção para a superação de desafios ambientais e sociais postos pelas cidades de hoje é por exemplo Marcelo Nunes da direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos ele apresentou as cidad de São José dos Campos como a primeira cidade inteligente do Brasil entre 79 do mundo na época que ele fez essa apresentação onde foram considerados dos 266 indicadores para se chegar a este Reconhecimento Com estes dados fica claro que uma cidade inteligente não tem a ver só
com tecnologia mas Sobretudo o impacto positivo de suas ações na qualidade de vida da população que nela vive não se define uma cidade inteligente somente a partir de parâmetros como sustentabilidade ou eficiência tecnológica e energética mas sim é preciso a gente considerar que tudo que melhora a vida do cidadão como Por exemplo se a população consegue se comunicar mais entre si se o poder público pode responder ao que a população realmente quer e precisa entre outros aspectos a serem considerados o Marcelo Nunes também citou como exemplo as academias do céu aberto e os quilômetros de
ciclovias em toda a cidade de São José dos Campos é quando a população consegue perceber que está num ambiente melhor para ela então a relação entre o esporte tecnologia e mídias Sociais tem tido um profundo Impacto também na indústria esportiva é fato que grandes equipes esportivas geram uma identidade local e um estímulo econômico porém o entendimento de uma cidade inteligente integrada com o esporte ela é mais Ampla o a gente teria que vê também um olhar em todas as manifestações do Esporte quando a gente pensa no esporte educacional que é o praticado nas escolas o
do alto rendimento que é o Olímpico e as Competições de performance E também o esporte de participação que consideramos o esporte atividade física e o lazer para toda a vida essa é o que mais dialoga com a cidadania local então assim as diversas manifestações do esporte por sua vez estão ligadas diretamente às infraestruturas adequadas às práticas de diversas modalidades esportivas dando oportunidade de vivências a todos os cidadãos e cidadãs assim como aos esportistas profissionais E às pessoas que assistem as competições dos seus times então o que que eu penso A esse respeito tanto de forma
profissional quanto os jogos esportivos eles precisam acontecer em estádios bem conservados pois re milhões de espectadores quantos de forma amadora e atividade física esportiva e recreativa no lazer que é quando os jogos acontecem em espaços menores espaço mais de bairro as infraestruturas esportivas elas precisam ser adequadas à práticas de Suas modalidades e elas devem ser preservadas e seguras a construção e a manutenção desses espaços para as práticas esportivas desempenha um papel importante no desenvolvimento geral da infraestrutura das cidades inteligentes os cidadãos praticando atividade física esportiva e recreativa desenvolve fatores essenciais a sua saúde e qualidade
de vida e além disso interagem mais contribuindo para o desenvolvimento da sua comunidade tanto social como Economicamente sobretudo a cultura esportiva humaniza a cidade vários países de cidades ao investir no esporte e principalmente a serem sedes de mega eventos esportivos transformaram-se completamente com esses projetos revelo o que pensamos sobre cidades inteligentes elas precisam considerar o todo e não apenas os setores individuais constituintes da cidade cada órgão cada secretaria faz parte de um sistema educação saúde Transporte Fazenda lazer meio ambiente e ficam se relacionando entre si por isso nossos projetos esportivos Eles precisam saber como afeto
o todo e como o todo influencia cada um dos setores implicados vejam bem eu recentemente eu esve passando o período do carnaval no Rio de Janeiro e num determinado dia estavam previstos quase sem blocos de carnaval de rua além das que acontece nos bairros nas diversas regiões da cidade além das pessoas que participam Do desfile da Sapucaí e dos turistas que foram às praias e sem falar dos cariocas que estavam seguindo a rotina do seu dia a dia com pacto desse Mega evento carnaval na mobilidade urbana nos serviços nos atendimentos de saúde na segurança pública
e em outros setores no período também que eu estive à frente da secretaria nacional de desenvolvimento do Esporte e do lazer nós nos dedicamos muito aos estudos dos Legados de mega eventos esportivos isso porque o movimento da vinda de me eventos para o Brasil foi principalmente jogos mundiais militares ã Copa do Mundo 2014 jogos olímpicos Rio 2016 esse movimento da vinda desse Mega eventos ele aconteceu nas décadas também aconteceu um movimento histórico em que a sociedades viv mudanças significativas baseadas na afirmação de um novo paradigma social e tecnológico segundo o Qual o Conhecimento e a
informação são fatores expressivos no desenvolvimento das Nações então nós os o entendimento que a valorização dos conhecimentos e tecnologias poderiam qualificar ações e políticas esportivas que atendessem às necessidades e conquistassem diferentes resultados positivos a curto médio e longo prazo isso não se restringiu à políticas que se voltavam ao desenvolvimento do esporte mas também para projetos Estruturantes necessários para o país e para a cidad sedes e vivemos uma intersecção entre Esporte política cultura e mercado o Dr hoger PR é um professor Doutor especialista em economia de mega eventos esportivos ele é aponta que os jogos são
um catalisador importante de melhorias na qualidade de vida eles podem ajudar a acelerar o processo de regeneração de uma cidade nas mais diversas áreas como habitação transporte segurança convivência Educação sucesso econômico entre outras oportunizando legados tangíveis e intangíveis o mesmo pode se dizer sobre a importância do desenvolvimento científico e tecnológico dos esportes e seus efeitos nas mudanças sociais culturais econômicas e ambientais para nós do governo o que estava em jogo na época dos jogos era muito mais a própria reorganização social Urbana na qual os megaeventos se Realizaram e aini e a definição ou redefinição dos
papéis que foram desempenhados por todos os setores sociais os megaeventos eles modificam a estrutura do cotidiano de uma cidade tanto do espectador individual do que é que vai aos jogos aos espetáculos esportivos como dos beneficiário das inúmeras ações que fazem parte do projeto os operários que trabalham na construção e manutenção dos equipamentos esportivos e de infraestrutura Em geral Os cidadãos que passam a utilizar um transporte coletivo de melhor qualidade equipamentos públicos de esporte e lazer Enfim tudo isso faz parte do Capital simbólico acumulado no processo o fato de uma cidade ser sede de um mega
evento não a torna uma cidade inteligente porém o grande número de oportunidades de interação e de investimento pode levar a isso se considerarmos os casos de Barcelona Londres e Rio de Janeiro apenas para me Referir a alguns exemplos que acompanhei mais de perto me atrevo a dizer que os avanços eles iniciam desde o lançamento das candidaturas as cidades sedes e eventos como com a apresentação do master plan e Estudos Delegados até a preparação da cidade e finalmente a realização dos eventos que trouxeram mudanças estratégicas para essa cidade sedes se o projeto não aconteceu de forma
uniforme ou em todas as áreas que são base para os indicadores de cidades Inteligentes certamente fizeram a diferença na maior parte delas os Mega eventos não terminam Quando começa quando né os jogos se encerram na verdade para cidades sedes talvez aí no encerramento dos jogos é que começa os seus impactos nessa cidade e na vida dos seus cidadãos Então apesar do do atraso agora em fevereiro de 2024 mês passado a Arena carioca 3 que foi construída por jogos olímpicos Rio 2016 ela se transformou no maior Colégio do Rio de Janeiro tornando-se a a única Arena
esportiva mundial convertida em escola pública Esse foi um dos compromissos com o legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e na arena carioca 2 será criado o campus Parque Olímpico Cidade de Deus do Instituto Federal do Rio de Janeiro com a entrega prevista para 2025 consolidando a cidade como um Centro Educacional e Esportivo o caso do centro de operações do Rio ror ele passou concentrar Diversos sistemas tecnológicos de controle e monitoramento de fluxos através de uma extensa rede de câmeras criada com amplo apoio de diversas empresas de tecnologia inclusive da IBM outro exemplo por exemplo eh
Curitiba a criação de uma ferramenta tem facilitado o acesso aos espaços destinados às práticas esportivas e de lazer gratuitas na cidade através de um mapa da plataforma é possível os endereços dos 36 centros esportivos Academias e Quadras Ao Ar Livre distribuídos pela cidade e pelo Portal Curitiba em movimento é possível fazer as matrículas para as aulas dos espaços mantidos pela prefeitura Então esse é um exemplo de como a tecnologia aliada ao esporte pode contribuir inclusive para a saúde e bem-estar da população a tecnologia permitindo o acesso mais rápido ajuda no combate às vendas Ilegais de
ingressos nas competições esportivas e esses ingressos Muitas vezes são vendidos por cambistas e também essa entrada por que tem uma inovação utilizada nos estádios através da biometria facial também ajuda no Combate à violência então com a tecnologia se tornando mais acessível financeiramente foi implementado que prevê também a lei geral do esporte que tornou compulsória a adoção da biometria facial até 2025 em arenas com capacidade igual ou superior a 20.000 pessoas então a tecnologia Ela ajudou no Combate à Violência ajuda no Combate à violência passando a fazer parte dos programas estádio seguro que é uma parceria
entre o Ministério da Justiça e segurança pública e a CBF o ST seguro ele prevê o uso de dados colhidos no momento da compra de ingresso e do acesso ao estádio para identificar foragidos desaparecidos pessoas que se envolvam em casa de violência durante o jogo nas Arenas e nos arredores e querem praticar preconceito a coleta de dados como nome Completo CPF data de nascimento setor e portão da entrada número do ticket data e hora do registro do bilhete na catraca além da biometria facial é um grande avanço mas esse programa também ele lida com aspectos
preocupantes a serem considerados já que envolve informações pessoais podendo ferir a lei de proteção de dados entre os dados sensíveis está o risco de erros os chamados falsos positivos Principalmente quando se trata de pessoas negras já que há estudos Comprovando o enviesamento dos algoritmos usados para o reconhecimento facial então é preciso que se avance mais nesses estudos a gestão e uma e a governança de uma cidade influem diretamente no processo de torná-la inteligente assim como impossíveis retrocessos a experiência do orçamento participativo em Porto Alegre não se resumiu a incentivar a Participação Popular de uma forma
espontânea fazer Obras ou simplesmente azeitar os mecanismos da Democracia formal na verdade representou a criação de um novo centro decisório que junta ente com o poder executivo e o legislativo democratizou efetivamente a ação política e integrou os cidadãos comuns no Novo Espaço público esse novo espaço ele potencializou o exercício dos direitos da Cidadania e instigou os cidadãos a serem mais exigentes e mais críticos por exemplo a construção de um Ginásio de esportes de quadas esportivas iluminação de campo de futebol de vsia foram algumas das demandas atendidas a partir do orçamento participativo em Porto Alegre mas
também são imprescindíveis as parcerias do setor público com as Universidades o setor privado e cidadãos para o desenvolvimento de projetos e a conservação dos espaços e dos equipamentos o processo de concentração da riqueza e da renda agrava a exclusão Social e diminui o financiamento do estado para as políticas públicas provocando o aumento da concentração dos assentamentos humanos em condições precárias de infraestrutura e serviços nos centros urbanos médios e grandes evidenciando fracasso das chamadas políticas compensatórias para resolução dos problemas da sociedade estamos recuando no processo civilizatório onde o fazer político é desqualificado cada vez mais uma
fórmula Sagaz para desestimular a participação cidadão das populações carentes e é por isso que eu trago aqui né o que eu tenho acompanhado a necessidade de um orçamento participativo nacional que seria o opbr pois o debate e as definições de prioridades para a elaboração do orçamento público ele anual né tem que ser feito com a participação social levando em conta os programas e ações das políticas públicas de investimento Os serviços para a melhoria da qualidade de vida da popula ação O serv promovendo o desenvolvimento econômico e social e ao mesmo tempo contribuindo para um processo
de solidariedade e de construção da Cidadania e também com as diversas formas de participação social direta da população na definição das prioridades das políticas e da gestão pública é por isso que a experiências do orçamento participativo são amplamente Reconhecidas nacional e internacionalmente bem como o recente e Virtuoso processo de participação social na elaboração do plano plurianual participativo do atual governo no governo federal porque ele responde aos desafios da modernidade a proposta do governo tem como uma das suas diretrizes estratégicas a participação social com a retomada do diálogo com a sociedade e a instituição de novas
práticas e Metodologias na relação entre estado e sociedade para implementar esse PPA participativo que aconteceu no ano de 2023 se considerou a Praxis das ricas experiências históricas da Participação Popular na elaboração dos orçamentos participativos municipais estaduais e até internacionais como também os conselhos setoriais nacionais e suas conferências é sempre considerando a relação e o papel dos movimentos sociais né e sem Perder a organização e mobilização social e popular no território dos estados e municípios do país Então como é que foi feito esse essa participação primeiro fórum intercel que articula os conselhos setoriais nacionais e o
conselho de participação social que é o CPS através de plenárias estaduais presenciais nos 26 estados e no distrito federal que mobilizaram mais de 3 4000 pessoas e uma plataforma digital o Brasil Participativo viabilizando para que a população brasileira possa priorizar programas de governo apresentar e votar propostas na plataforma complementada e integrada por reuniões plenárias livres e autogestionárias eu queria passasse outro slide por favor então eu trago aqui para vocês também as tendências deem esporte e lazer eh da cidades inteligentes né uma seria a questão da infraestrutura adaptativa né Que as cidades inteligentes estão adotando uma
abordagem adaptativa a infraestrutura esportiva de lazer utilizando tecnologias com sensores que é io internet das coisas para monitorar o uso de instalações e ajustar recursos de acordo com a demanda eh um exemplo disso nós temos é o monitor a Rio no Rio de Janeiro um sistema de monitoramento que utiliza sensores para verificar a qualidade da água em praias e Lagoas garantindo a segurança dos praticantes De esporte Aquático a conectividade digital a conectividade digital Está transformando a maneira como os cidadãos acessam às informações sobre eventos esportivos programas de condicionamento físico e áreas de lazer através de
aplicativ tivos móveis e plataformas online dedicados um exemplo é o aplicativo Curitiba P que fornece informações sobre os espaços verdes ciclofe e eventos esportivos na cidade a Próxima a sustentabilidade Opa volta a sustentabilidade ambiental eh iniciativas esportivas e recreativas em cidades inteligentes estão cada vez mais alinhadas com objetivo de sustentabilidade ambiental promovendo o uso de transporte ativo como ciclismo e caminhadas e o desenvolvimento de espaços verdes multifuncionais um exemplo é o Parque Vila Lobos de São Paulo que oferece uma ampla Gama de atividades esportivos e culturais em Meio a uma área verde preservada e temos
também a questão da participação Comunitária que é o envolvimento da comunidade fundamental para o sucesso das iniciativas de esporte e lazer em em cidades inteligentes com ênfase na cocriação de programas e na promoção da inclusão de grupos sub representados um exemplo é o Projeto favela da Paz em São Paulo onde os moradores se uniram para transformar áreas abandonadas em espaços de recreação e de convivência Próximo então assim para finalizar eh os desafios e as considerações as desigualdades sociais né que apesar do potencial das cidades inteligentes para promover a Equidade no acesso à atividades esportivas de
lazer existem desafios significativos relacionados à inclusão digital e ao acesso físico igualitário às instalações e programas por exemplo o programa lazer na quebrada em São Paulo Visa levar atividades esportivas e culturais para Áreas periféricas da cidade enfrentando desafios da infraestrutura e segurança temos a questão da privacidade e segurança de dados que a gente já falou sobre na questão da Leitura facial mas a integração e de Tecnologia de monitoramento e coleta de dados e iniciativas esportivas de lazer levanta preocupações sobre privacidade e segurança de dados exigindo estruturas regulatórias e de governança robustas um exemplo é o
Observatório de segurança de Ciclistas em Curitiba que utiliza dados de ciclistas para identificar áreas de risco e melhorar a segurança Viária E também como desafio fica a questão dos custos e sustentabilidade financeira o desenvolvimento e a manutenção da infraestrutura esportiva eh e e também a recreativa nas cidades inteligentes elas podem ser financeiramente desafiadoras exigindo modelos de financiamento inovadores e parceria Público-privadas um exemplo é o programa transforma Rio no Rio de Janeiro que busca o financiamento privado para revitalizar espaços eh públicos e promover atividades esportivas e culturais Então o próximo o que fica aqui é que
maximizar os benefícios dessas iniciativas é crucial que sejam abordados e tratados os desafios relacionadas a Equidade a privacidade e sustentabilidade Financeira garantindo que a cidades inteligentes sejam verdadeiramente inclusivas e resilientes muito obrigado Rejane muito obrigada pelas tuas contribuições pelas reflexões aqui colocadas ao grupo eu agora passo para colega Cris para dar continuidade aqui a sequência do fechamento do nossos trabalhos na manhã de hoje agradeço mais uma vez a presença de todos e principalmente a pres de nossa convidada especial professora Fraia Free para coordenar o debate seja bem-vinda professora por favor bom bom dia a todas
a todos Bom dia professor valir Bom dia Reane aí de Brasília em Brasília eh eu queria agradecer aqui a convite eh das duas organizadoras desse evento eu sou eh professora do departamento de sociologia da USP e sou pesquisadora eh membra aqui do do programa eh USP cidades globais né do centro de síntese USP cidados globais e é nessa condição Eh que eu supervisiono o trabalho da Cristiane aqui o o o trabalho dela de colaboradora né em regime de digamos assim pós dooc aqui na no instituto de estudos avançados justamente porque na aqui noo Instituto de
estudos avançados eu colaboro com o programa um centro de síntese eh numa linha de pesquisa que eu denomino espaços públicos e sustentabilidade Urbana então Eh espaços públicos urbanos né enfim no fundo então É é a partir desse ponto de vista né e da das pesquisas que eu venho fazendo eh na própria Faculdade de Filosofia sobre sustentabilidade Urbana e desigualdade social nos espaços públicos é com foco em particular no cotidiano da população estação de rua em São Paulo aliás eu eu organizei dois Urban SUS aqui no durante a pandemia quer dizer durante o período terrível da
pandemia 202021 né então é muito bom para mim estar de volta aqui é uma alegria tá de Volta ao ia eh no semin no âmbito do seminário Urban SUS agora como como debatedora dessa mesa organizada ou dessas né dessas duas apresentações aqui desse seminário organizado pela Cristiane e e pela sua colega aqui né as duas aqui do do Instituto de estudos avançados então eu eu tô me aqui dando esse contexto né Coisa de de socióloga para eh vocês também entenderem um pouco por onde eu vou nas minhas na minha vontade aqui de debater tanto com
Valdenir quanto com a Rejane né e com as organizadoras do evento e com o público aqui presente né então eu eh Considerando o tema né desafios de cidades inteligentes eu acho que as duas apresentações elas a meu ver elas evidenciaram os dilemas que aqui no Brasil a gente tem em relação a isso porque eh Os desafios da sustent da da da da cidades inteligentes pensando na sustentabilidade Urbana Então na verdade A gente tem aí digamos duas duas palavras chaves a as cidades inteligentes e a sustentabilidade Urbana né e eu digo Desafios que essas apresentações evidenciaram
porque a minha percepção aí eu queria ouvir vocês dois sobre isso e mesmo as as duas coordenadoras das da da da da do seminário né a sensação é que a gente a gente até consegue a gente define a sustentabilidade Urbana para mim é isso né que apareceu muito forte na sua fala Né Valdenir você trouxe ali ó tô definindo sustentabilidade Urbana sustentabilidade nesses termos né Eh a Cristian a regan desculpa trouxe a a questão das cidades inteligentes né Eh também definiu mas eu acho que os dilemas que a gente tem aqui no Brasil estão ligados
Justamente a a esse caminho para chegar até lá entre aspas né e o dilema no fundo É exatamente esse e essa é uma primeira pergunta que qu dizer que eu Faria vocês dois né Eh como que vocês vem que a regene trouxe aqui exemplos né olha aqui a gente foi já tem aqui alguns avanços nessa agenda né você trouxe exemplos né e eu vou depois falar desses exemplos né problematizar os exemplos mas eu acho que a gente tem aqui uma um dilema geral eu queria até ouvir o público também se vocês também quem trabalha com
esse tema com esses dois temas aqui no Brasil sente isso que é de que sim tem um debate Esse é um debate Que não vem não emerge né não vem daqui ele vem de fora né Essas duas esses dois temas e a gente fica tentando um pouco ver como a nossa realidade se eh relaciona com isso aí né mas o problema é que as próprias definições que que a gente utiliza né Eh eh eh as as definições são estranhas ao que acontece aqui em parte e tal então eu eu sinto que a gente tem o
seguinte eh tem um um um problema digamos assim que é Eh a gente acaba caindo né que eu acho que isso apareceu aqui nessas falas também numa coisa de que de uma visão eh de como as coisas deveriam ser ou seja uma visão normativa paraa gente chegar lá paraa gente chegar lá pra gente então define-se o teu fenômeno E aí o que que a gente precisa para chegar lá para chegar lá para chegar lá mas aí eu acho que a gente acaba caindo numa armadilha que é de assumir que isso é um parâmetro o parâmetro
né sendo que o grande dilema Eu acredito né entendo isso não vale apenas para esses dois fenômenos mas isso vale para todas essas essas esses conceitos né que por trás dos quais existem concepções de mundo e de cidade né que vem vem pro pro debate né trabalho muito sobre cidade estudos urbanos sociologia da cidade do espaço da vida cotidiana então Eh esses essas concepções nos vê de fora ela eu não acho que ela não é que não tô aqui fazendo a ódio de que a gente a jogue Fora mas eh o que me interessa E
é isso que eu gostaria de saber assim se vocês têm assim se vocês tiverem Aim de debater isso aqui tá eh a minha pergunta seria um pouco assim o que que vocês acham que a contribuição que a gente que as realidades brasileiras podem dar a esses fenômenos Eh Ou seja esse debate das cidades inteligentes esse debate da sustentabilidade Urbana É isso que me Interessa mais e eu acho que a gente corre o risco de acabar assumindo essas essas esses dois digamos esses do essas duas tendências vai digamos assim de natureza sociopolítica e de política Urbana
e tal como um parâmetro a ser seguido mas mas pera aí mas eh a partir de uma definição que a gente assume de cara e vamos embora né porque a gente precisa definir o fenômeno e eu fico aqui me perguntando eu gostaria de ouvir vocês sobre o que que vocês acham como Que vocês acham que o Brasil contribui ou não contribui pode ser que não pode ser mesmo que não e aí que eu acho que aí a gente teria algo a dizer para esses debates mais amplos sobre esses dois temas porque eh eh que eles
são definidos da inclusive de várias maneiras né Eh isso a gente já sabe isso vem de lá a gente aqui mesmo m no Urban SUS tá muito em torno aliás é em torno dessas dessa agenda 2030 da ONU que que as linhas de Pesquisa aqui são definidas né e eu eu também acho quer dizer acho que isso né um pouco para mim assim né como como cientista social acho que a a agenda 2030 para além de todos os problemas que ela tem ela cria uma possibilidade de um denominador comum para a gente debater com áreas
diversas com agenda das Ciências Sociais debater com o pessoal da ECA debater com o pessoal do esporte debater com o pessoal da saúde pública debater com o pessoal enfim isso que é o Bacana e também com o mundo lá fora então eu não não tô aqui dizendo abaixo a agenda 2030 de jeito nenhum mas eu t tenho interesse em saber como a gente pode contribuir com as nossas com as com as com com os fenômenos que a gente vivencia no Brasil para essa agenda né E para esses dois fenômenos Então essa é um pouco a
introdução de fundo e as perguntas de fundo para vocês dois E aí eu tenho uma pergunta no fundo para cada um eh especificamente né ó Dani eu vi Que eu fiquei curiosa de saber assim né você trouxe quando você falou de indústria cultural você trouxe os os velhos né queridos e importantíssimos e eh Adorno rock haa enfim todo esse debate da indústria cultural que vem lá do século XX né mas evidentemente que já deve ser já deve ter feito essa pergunta milhares de vezes mas eu vou fazê-la de novo para você ter chance de de
de de desenvolver isso mais aqui mas como que você imagina Que essa bibliografia consegue ou não dar conta do que a gente tá vivendo em termos aqui de mundo digital de redes sociais dessa dessa dessa desse mundo do Século XXI né porque é claro que eu entendo eu não trabalho especificamente com essa área mas eu entendo que esses que essas redes sociais todas toda essa né E como a gente vê isso tá moldando política o mundo a fora etc etc quer dizer que isso aí integra uma indústria Cultural também ou não eu queria ouvir você
sobre isso E como que você a bibliografia com a qual você trabalha como que você acha que ela consegue ou não pode ser que ela ó desculpa isso aqui não funciona para entender o mundo que a gente tá vivendo né então é um pouco isso que eu queria ouvir de você eh E no caso da Rejane Rejane Olha você falou do Vila Lobos olha Reane eu vou te contar uma coisa eu sou eu eu trabalho muito com cotidiano né como já te disse E e eu sou muito então sensibilizada para essa questão da das vivências
cotidianas inclusive as minhas né E por algum acaso eu sou eu eu frequento Vila lupos Eu caminho no Vila lopos e você aqui falando né da da da digamos dos exemplos né do Vila Lobos eu vou falar uma coisa para você a pergunta que eu queria te fazer o seguinte qual que é o preço que a gente paga ou que as cidades não gente as cidades devem pagar eh para ter uma entre 1 aspas cidade Inteligente porque o que eu vejo no Vila Lobos tá é eh eu sei que eu vou ser meio dura agora
mas é é inevitável assim eh é uma política de privatização do espaço público na na qual a a a a marca da cidade inteligente é utilizada como propaganda então para te dar uma ideia para te dar um exemplo eh O A O parque tá entupido de Tótens não são aqueles tótens de propaganda certo só que agora não é mais a a propaganda que é digamos o Outdoor agora são os tótens com uma com com propagandas eletrônicas que ficam passando o tempo todo de manhã de tarde e noite e que na verdade em vez de dar
qualquer informação que você podia dizer bom então tá bom vamos vamos dar informações sobre o mundo sobre a vida sobre São Paulo sobre o que quer que seja né não eles estão fazendo eles são Basicamente letreiros de propaganda esperando por propaganda Então eu fico realmente se se cidade tô provocando você para você soltar sua franga aí viu se você quiser se você puder Eh eu quero saber se é isso Eh aí tá vendo a gente tá falando de contribuições brasileiras para o tema é isso então eu queria muito ouvir você então quem quem quem tá
por trás entendeu quer dizer qual é a a aí é o me meu lado socióloga Quer dizer um pouco Eh que que uma coisa é a tal cidade inteligente como uma uma marca uma um conceito uma política a outra coisa é quem a mobiliza e com que interesses a minha sensação eh de quem trabalha com espaço público no Brasil hein é de que o risco é imenso dessa dessa digamos dessa concepção virar uma marca que é utilizada no no grande âmbito das políticas de privatização dos espaços públicos nada contra você mesma diz não tem que
fazer Parceria pública privada tem mas eu quero saber quem controla os quem controla os os os sujeitos dessa de que que estão colocando em prática no dia a dia dos espaços públicos essa política Então é isso eu sei que é polêmico mas eu acho que Esse é um nós estamos na universidade né E a universidade é o lugar para esse tipo de coisa em particular eh um um centro que que se define pela pela pelos estudos avançados sobre os temas sobre os quais C debrus Então é isso queria tô jogando aqui umas umas bolas para
vocês eu a minha proposta agora seria o seguinte eu queria aqui né também tô assumindo a quest me pediu para assumir aqui a coordenação do do debate então eu gostaria sim talvez assim Eh vamos ver o que que vocês acham eh gostaria de saber acho que antes de passar a bola pros nossos dois convidados eu primeiro saber aqui do público que tá aqui presente e ou do do Eventual público no na internet se existem perguntas ou alguém quer pegar a Toada aqui para para fazer alguma algum comentário né e com base nisso A gente passa
a bola pros nossos colegas aqui e paraa nossa colega nosso colega para que ele se relacion se se se coloque em relação a tudo isso depois a gente continua abre uma segunda rodada se for o caso mesmo mesmo Vale aqui paraas nossas colegas organizadoras né que eventualmente também tenham coisas a Dizer sobre essas provocações e as falas dos colegas que que vocês acham esperar que alguém se Manifest é vamos ver alguém que gostaria de falar alguma coisa tem alguém com alguma pergunta eu aproximo o microfone a Aonde vocês estiverem então o assistente nosso pode aproximar
o microfone fiquem à vontade se algum de vocês tiver alguma pergunta para um dos nossos palestrantes ela tem né A Vivian está lá olá eh eu sou pesquisadora aqui no no Instituto de avançados supervisionada pelo Professor Pedro jacobe eu estudo cidades efetivas quando eu comecei o percurso de pesquisa as minhas indagações na época a respeito das cidades inteligentes era justamente essa questão da de toda uma outra dimensão que não é abarcada em termos de políticas públicas em termos de uma sociedade que poderia se contrapor ao desenvolvimentismo em prol de uma vida comum do conv realismo
e do Bem Viver Então Eh são essas as bases essenciais conceituais que que a minha pesquisa ela vai permeando me parece que diante de tudo que vocês colocaram desde a perspectiva epistemológica que o professora apresentou Adorno rockheim enfim e a professora também que apresentou brilhantemente toda a questão da problematização das cidades inteligentes por exemplo em relação à segurança de dados a privacidade mas também éa Dualidade né parece que as coisas são eh Opostas Mas elas são simultâneas e complementares ao mesmo tempo então como se pensar um modelo de cidade que pudesse de fato abarcar essa
proposição de uma cidade com uma tecnologia mas que uma tecnologia que facilitasse de verdade a inclusão das pessoas porque me parece que as cidades inteligentes elas estão mais empenhadas no desempenho ou seja nas métricas nos rankings para atração de investimentos eu queria ouvir Um pouco né também o que que vocês pensam sobre isso obrigada tá você quer falar então então essa é uma pergunta Obrigada Vivian ou desculpa Obrigada Vivian Então essa é uma primeira pergunta eh eh aqui acho que a você tem mais uma nós temos uma pergunta que veio de uma colega que nos
acompanha pelo canal no YouTube Professora Maria Aurora que é da Universidade do Contestado em Santa Catarina Eh ela faz a pergunta ela ela direcionou o professor Caldas mas eu entendo que é uma pergunta também Rejane que tá no escopo da sua fala quando se fala de cidades inteligentes ela pergunta diante dos problemas provenientes da falta de sustentabilidade energética apresentados né na fala Quais os principais desafios para a tradição energética nos centros urbanos ou nas cidades ou para cidades sustentáveis Obrigada alguém mais gostaria de fazer algum comentário al uma pergunta então eu acho que a gente
passaria agora né para vocês duas gostariam de fazer alguma pergunta algum comentário segunda segunda Leva né então acho que na ordem da exposição então professor por favor tá bom eu queria começar respondendo uma pergunta da professora Fraia que é a seguinte da atualidade ou não Da Da Da obra do Adorno que é é um grande era um Grande P tá vivo ele tá vivo ele só morreu fisicamente mas continua vivo como grandes pensadores que que iguais a Ele o realmente o Adorno antes de morrer ele escreveu um texto chamado revendo a indústria cultural em que
ele faz algumas correções mas a base teórica de tudo que ele colocou na no no trabalho que fez com orimer eh permanece que tá no livro que eu Citei aqui para vocês a diferença é que no decorrer do tempo os mídias os Mia mudam não são os todos os mídia não são iguais Eles são diferentes e trazem mensagens diferentes as redes sociais hoje trazem mensagens que eram inimagináveis pelo menos há 40 anos atrás e um sociólogo americano chamado Alan Sing escreveu um trabalho chamado mito da cultura de massa e nesse trabalho o Alan inú eu
acho que ele avança um pouco além do Adorno quando ele mostra que na verdade a indústria cultural é um instrumento criado pelo capitalismo indústria cultural em outras palavras significa cultura de massa ou seja é é tudo que consumimos até macarrão também é cultura de massa Mas não é só isso todos os todos Tudo o que Você consome uma roupa um disco enfim todos os os elementos que eu citei aqui isso é cultura de massa o Alan disse olha ele discorda do Adorno dizendo o Adorno pensou numa sociedade em que o estado teria o controle sobre
a produção mas o estado no capitalismo não tem o controle sobre a produção porque o o capitalismo não tem os meios de Produção e não tem controle sobre a mão de obra os sindicatos é que controlam essa mão deobra os sindicatos é que aglutinam a mão de obra e isso cria uma situação bastante delicada que seguinte de uma de um lado nós temos o estado que é soberano mas o estado democrático Ou pelo menos dito democrático é aquele que não interfere na Produção e se ele não interfere na produção isso significa que o capital pode
fazer o que bem entender porque não vai interferir na produção agora quando o capital interfere quando como bem entender o Adorno ter razão dizendo que a a a indústria cultural é integração deliberada a partir do Alto dos seus consumidores quer dizer não existe consumidor a a indústria cultural tem tem o o aparente caráter de socializar o Consumo mas ele não socializa porque quando ele produz o consumo ele estratifica esse consumo a ponto por exemplo de ter uma bolsa Luis vitton e ter o o o kit da bolsa Lui vitona 25 de Março portanto não não
não não socializa o consumo e não é função da indústria cultural socializar o consumo porque é um instrumento do capitalismo e isso é o cerne da teoria adorniana da teoria Crítica especialmente da indústria cultural o o o termo indústria cultural ele é ele decidiu junto Comim evidentemente porque o texto dos dois ele decidiu substituir esse termo indústria cultural para evitar que as pessoas confundam cultura de massa com cultura popular cultura popular nada tem a ver com cultura de massa é uma cultura segundo ado que Brota espontaneamente de determinados segmentos da Sociedade então a indústria cultural
não é diferente ela objetiva o lucro e a cultura popular pelo menos no plano teórico não objetivo lucro mais tarde é claro que a indústria cultural industrializa a própria cultura popular e se torna farinha do mesmo saco isso aconteceu com a música sertaneja e com diversos outros produtos da cultura popular que foram ambarados e se tornaram produto comercial da indústria Cultural portanto eu eu afirmo e reitero que a a base teórica da indústria cultural na minha opinião permanece válida embora o alwood faç uma contestação com alguns fundamentos importantes que que a cultura a indústria cultural
não é tão Malévola assim porque afinal ela coloca produtos à disposição para o consumo de todas as pessoas coloca sim mas el coloca de de forma estratificada De forma estratificada eu não acredito por exemplo que um cidadão humilde um trabalhador que que passe 8 horas na linha de produção de uma empresa vá sair de lá muito raramente ele vai comprar a terceira sinfonia de brames para ouvir mas ele vai adorar por exemplo ouvir Leandro Leonardo cantando portanto nesse sentido a teoria adorniana nesse aspecto continua continua válida e é isso O que o adono foi foi
esse o reparo que o Adorno fez Foi isso dizer que a indústria cultural é a integração deliberada do alto de seus consumidores Mas como eu como eu citei para vocês aqui Exatamente isso ele mantém como verdadeiro obrigado pela pergunta eu gostaria de tá uma observação eh desculpe regan eu quero aproveitar a fala do professor Valdenir Caldas em resposta às questões da professora Fraia e eu gostaria de acrescentar algumas observações sobre a Atualidade do da teoria crítica especificamente a obra relacionada pelo Valdemir Caldas e também questionada pela nossa colega Vivian e provavelmente muito de vocês devem
estar questionando apesar de não terem feito a questão a obra referência que é a e Alemão chama-se dial e tem várias traduções entre dialética do Iluminismo dialética do esclarecimento ou simplesmente dialética da Razão agora o que a faz atual ao meu Ver eh como eh estudante pesquisadora há alguns anos da teoria crítica a meu ver a importância dessa atualização independentemente de uma época Quando foi feita esta obra em 1947 não se ter ainda as tecnologias digitais e um sistema digitalizado e a proposta da cidade inteligente na utilização desses recursos o que faz essa obra atual
hoje pois bem especificamente É essa a questão Independentemente da indústria cultural e todos os aspectos já cidos pelo professor Valdemir Caldas O que é importante a meu ver é a essência da criação dessa obra que tá no próprio título dialética da razão que é a instrumentalização da razão tá no desenvolvimento do do cismo tá cartesianismo E E o que e nessa instrumentalização tá da razão cartesiana eh o capitalismo Condicionou em uma dialética do desenvolvimento por um lado essa razão trouxe uma liberação do ser humano do homem em sua autonomia para pensar para atingir uma iluminação
um conhecimento podendo ter autonomia nas suas escolhas mas por outro lado nessa dialética ele se tornou subserviente de um sistema tecnocrático desenvolvido pelo capitalismo e essa atualização da obra dialética da razão aos nossos nos nossos Dias diz respeito exatamente à essa supers viên de um sistema tecnocrático definido pelos Recursos da tecnologia digital da automação de uma revolução que é terada a quarta Revolução Industrial indústria 4.0 do qual a Alemanha é precursora mas que também encontra problemas para uma cidade sustentável O problema não é só no Brasil é mundial as metas estabelecidas para o desenvolvimento sustentável
os 16 os 17 itens Considerando especificamente o nosso eh objetivo que é o o 11º especificamente sobre as cidades e as comunidades não os os objetivos não estão sendo alcançados por nenhum país por nenhuma cidade muito menos como por uma por um país referência como Alemanha só que as discussões e a complexidade dos problemas sociais são diferentes nós temos uma divisão entre o países desenvolvidos países emergentes como são denominados Hoje os países do Global Norte ou do Global Sul e em suas diferentes eh condições para o contexto dessa meta a ser atingida portanto a a
atualização da obra do Adorno e do do rockheim a meu ver está presente justamente nessa condição da supercia né do do ao sistema capitalista né seguindo a razão cartesiana da Tecnológica do desenvolvimento agora por outro lado como a professora Fraia Fraia deixou bem claro eh ninguém aqui tá querendo ser eh Contra né as metas estabelecidas ninguém aqui é negacionista nós apenas estamos eh trazendo para um debate né os pontos necessários para sabermos como poder contribuir portanto essa ideia de sustentabilidade ela também pode ser contextualizada nos clássicos da filosofia das teorias Como por exemplo o ideal
Platônico né o ideal da sustentabilidade como uma referência e Então a partir daí nós temos que colocar em prática de forma empírica no sentido Aristotélico para a resolução desses problemas e encontrarmos então uma solução portanto a meu ver os clássicos da filosofia estão sempre presentes se entendermos e revisarmos e contextualizarmos em nosso dias nós vamos encontrar essa atualização né por isso são os clássicos eu agora passo paraa Regiane e a a questão né pode ser respondida também especificamente no que diz a colega que mandou o e-mail questionando eh Na verdade eu eu não não Pretendo
estabelecer uma resposta mas dá uma ênfase a uma parte do conteúdo que eu trouxe pro debate que na verdade eu não sou uma estudiosa nem da sustentabilidade e nem das cidades inteligentes a minha aplicação se dá principalmente na gestão pública e no link que a gente pode estabelecer do esporte lazer atividade física qualidade de de vida e a relação com uma cidade dita inteligente né esse exemplo que eu trouxe do Vila Lobos Ele era mais para Permear e trouxe exemplo de São Paulo poderia ter trazido no Parque Maria do Brasil em Porto Alegre da da
Redenção do Parque de Curitiba de Belém era a conexão de eh Gama de atividades esportivas e culturais em meio a um espaço Eh vamos dizer de sustentabilidade ambiental que são os parques O que ocorre para Além disso ou seja o uso que se faz das mídias das comunicação e não era o meu foco então eu realmente desconheço a questão do os Tótens Não concordo também mas aí nós vamos viver também a contradição do do próprio capitalismo que é o uso de determinados espaços para determinadas vendas e aí vem tem a ver com as escolhas dos
gestores e por isso eu reforço a questão do ouvir o cidadão do cidadão a cidade inteligente ela passa pelo cidadão inteligente e pela participação desse cidadão E aí que também trago a experiência de orçamento participativo e planejamento Participativo porque através desse olhar e dessas dessa fala da da sociedade é que é que a sociedade vai se manifestar Assim como nós estamos tendo oportunidade de fazer aqui e dizer olha eu concordo com isso eu não concordo com aquilo eu gostaria que fosse de outra maneira E lembrando que numa democracia a maioria sempre vence então assim ó
de dizer que para mim a tem essas contradições mas que a gente tem que buscar é inteligência coletiva da cidade E essa inteligência ela se tá de maneira intersetorial principalmente focado nas relações sociais e da educação e que espaços de atividade física e de lazer também são muito Ricos para que se dê esse desenvolvimento humano é isso obrigada Rejane agora eu gostaria de passar a palavra PR professora que ela vai contar Ela também quer fazer alguma uma reflexão aqui sobre essas falas Obrigada bem eh como a o tema de de discussão de investigação Ao qual
eu e o professor Ricardo vinha trabalhamos aqui no iea se relaciona com o turismo o lazer né o uso dos espaços para o desenvol dessas atividades e tem uma conexão direta com a temática trazida no nesse seminário de hoje quando se fala de destinos quando se fala de de cidades inteligentes o Brasil também ele vive um momento dentro do aspecto né das políticas para o turismo de um olhar estratégico para o desenvolvimento dos chamados btis Destinos de turismo inteligentes que uma metodologia que veio da de Portugal e Espanha adaptado a partir do Olhar dos colegas
aqui da Argentina e que tá sendo trabalhado enquanto política pública no nosso território nacional em diferentes municípios em diferentes cidades e os dtis fazendo essa conexão com a temática da discussão de hoje quando se fala os eventos trazendo a dimensão dos eventos que os eventos são movimentos aonde levam as pessoas para o lugar de outras Pessoas aonde elas precisam se relacionar onde elas vão se relacionar e como é que se dão essas relações e como é que se dá a transformação nesses espaços para receber esses eventos e essas pessoas e aí vem toda a questão
da estrutura desses espaços né a adequação e o pós evento que nem a regane muito bem colocou né Que destino se dará a esses né a esses complexos essas estruturas que elas vêm para atender uma demanda só que ao mesmo tempo ela Precisa estar conectada com o quê com as pessoas com os lugares com os residentes aqueles que ficam aqueles que sempre estiveram ali e que vão permanecer né então Eh fazer uma conexão com a discussão sobre C inteligentes quando se fala eh destinos de turismo inteligentes a metodologia que tá sendo adotada aqui no Brasil
ela estabelece aí são oito eixos ao qual precisam ser atendidos para que efetivamente a cidade ela possa receber esse selo o lugar né como Destino de turismo inteligente e Muitos são os desafios que foram colocados né Eh por todos os colegas aqui quando falamos em destino em cidade inteligente estamos falando em conectividade estamos falando em acessibilidade estamos falando em segurança em qualidade né dos lugares enfim são vários fatores acessibilidade E aí professor Caldas tem um uma uma discussão que ela é muito sempre latente nesses nossos espaços que Já vem lá atrás do professor eh krippendorf
né que eh um economista que debateu durante décadas trouxe lá na década de 80 discussão a primeira discussão sobre a sociologia do Turismo o olhar a partir das pessoas nessas relações e e tem um debate muito crítica em cima da questão do Turismo de massa quando a gente fala cultura de massa né Nós remetemos também ao turismo de massa e aí eu gosto sempre de trazer um exemplo que a gente já discutiu na Nos nossos grupos aqui ah de encontro no iea que é algo que tem relação Direta com a cultura Nossa popular e ao
mesmo tempo com a cultura de massa com o turismo de massa que é o carnaval pegando exemplo carnaval e vamos pegar outro exemplo também as festas juninas que acontecem em todo o território nosso Nacional de diferentes maneiras né o carnaval da mesma forma e a gente observa que cada vez mais principalmente vamos pegar a temática do carnaval ela Vem eh trazendo muito mais atenção dos visitantes aquilo que era uma festa popular algo para as pessoas nos seus lugares vem tomando essa dimensão cada vez maior e aí vem os desafios né eh e aí eu jogo
justamente né pro professor Valdenir e paraa Rejane essa eh essa essas questões que sempre nos levantam n dos Desafios né a quem compete a quem é o poder público a quem né mediar Essas relações no momento que você eh organiza algo que é para as Pessoas para a cidade mas ela também começa a brigar outras pessoas que vem com outras perspectivas e de que maneira eh eh e a quem compete né você não digo normatizar mas estabelecer um pacto de Harmonia entre essas relações então só essa reflexão que eu gostaria de colocar aqui para os
nossos dois convidados obrigada que turismo turismo é um produto da indústria cultural fora de dúvida né é um produto se não quiser falar ind Fal cultura de massa é a mesma coisa agora como é que a gente vai conciliar por exemplo o interesse da sociedade interesse lúdico da sociedade senão através dos produtos da indústria cultural não tem como eh o eu citei eu citei ainda agora o livro do Alan chamado mito da cultura de Massa quando ele quando ele discorda do Adorno ele discorda dizendo que os produtos da cultura de massa eles democratizam a cultura
bom mas se você pensar duas vezes você percebe que não democratiza como o próprio turismo existem faixas de turismo não é não são todas as pessoas que podem por exemplo viajar num Transatlântico durante não sei quanto tempo e pagar o Que a gente vê as as companhias cobrando R 5.000 para você ficar 10 dias num Transatlântico coisas do gênero assim que que que não é exagera eu tô dando dados reais que a gente sabe que que eles são quer dizer isso não é isso não é uma uma coisa democratizada você você tem determinadas faixas de
turismo o fato é muito simples esse raciocínio é muito objetivo é a linha reta na Sociedade do Capital tudo tem que ser estratificado É como diz o budi o capital cultural quer dizer você só pode receber da da produção da da da produção da indústria cultural você só pode receber aquilo que lhe é compatível com a sua classe social di esse turismo eh que é uma coisa lúdica essencialmente lúdica o turismo também é estratificado e não tem não tem Como você sair do processo de estratificação a estratificação e o consumo na sociedade capitalista pertence a
ao sabor da produção da do do da indústria cultural é isso bom gente gostaríamos de saber aqui gostaria de saber se alguém tem mais alguma dúvida alguma algum comentário a fazer Oi eu só queria dar uma opinião aqui sim regen por favor eh com relação Ao que aon tinha comentado e falou A quem cabe o o pacto de harmonização não é eu acho que num estado democrático a garantia deveria ser dar pelo poder público pelas políticas públicas pela gestão democrática e que esse deveria garantir a Equidade e a inclusão de toda a cidadania Então para
mim tudo passa sim pela governança legal obrigada você quer comentar alguma coisa Mais agradec a Prof Caldas e a reg A reflexão Porque sim a gente tem a nossa discussão elaia muito pel políticas públicas né nesse sentido e muitas vezes eh ah nesse processo que que se tem de governança né Eh instituída na em muitas localidades a gente percebe uma participação eh na definição obviamente que tudo parte eh do da adoção de políticas Públicas que elas permanecem de forma permanente na sociedade mas muitas vezes as discussões elas elas surgem elas estão muito mais no escopo
de da sociedade civil da necessidade de ela né ter que se posicionar por conta daquele aquele seu espaço que não de certa maneira não tá sendo ordenado como se deveria né então acho que é bem nesse olhar regan de de antecipação no olhar principalmente do poder público de enxergar né muitas questões que às vezes Não estão no olhar que estão muito mais da na discussão da sociedade civil das entidades das pessoas doos lugares das associações de bairros das associações comerciais ou que sejam ou que vivem ali que estão no cotidiano né então a gente percebe
que muitas vezes tem um movimento de dessas tensões essas discussões elas saírem no âmbito do escopo desses grupos para depois elas né e não ser e não ter um movimento eh síncrono junto com o poder público Então Mas são debates discussões que eu acho que Principalmente agora falando né com esse posicionamento do Brasil como destino de turismo inteligente que vai vai requerer com que as cidades elas estejam muito mais organizadas nesse sentido vão precisar de um aprofundamento maior e uma participação coletiva de todos ainda maior n Obrigada profess S só complementando o que a fala
Muito importante as políticas públicas são fundamentais mas existe algo tão fundamental e até mais fundamental que as políticas públicas que é a educação de base porque só as políticas públicas não resolvem tá cheio de políticas públicas mas estão cheio de sofás pneus de caminhão cheio o tit Cada dia fica pior então não bastam as políticas públicas há Que há que se se criar um princípio de educação da sociedade Brasileira para que não jogue pneu no no no no tit não jogue sofá no meio da rua e assim por diante as políticas públicas e a e
a educação de base desse povo no sentido de se tornar cada vez mais mais exigente com relação a a à sustentabilidade das cidades Seria o ideal isso tá bom obrigada valdeni bom pessoal tem alguma algum comentário alguma pergunta mais a a lona tava me dizendo aqui agora que Né Nós temos que encerrar no máximo até às 11:45 então que existe a transmissão pelo canal do do iea no YouTube então Eh se não houver mais nenhuma nenhuma manifestação então eu gostaria assim de digamos assim de declarar aqui encerrado o seminário e desejar a todas a todos
a todes um um ótimo uma ótima continuação do dia tá eh um abraço para [Aplausos] todos