Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus sejam contigo. Hoje é uma alegria estar com você novamente aqui na plataforma Etos e tenho certeza de que o Espírito Santo está movendo na sua vida.
É Ele mesmo quem gera em você fome pelas coisas do Espírito, pelas coisas do céu, pela Palavra de Deus, pelo Evangelho. E, por falar em Evangelho, justamente hoje, eu gostaria de compartilhar com você sobre o Evangelho do Reino. Vamos chamar assim: o Evangelho do Reino.
Não existe mais de um Evangelho, mas vamos chamar de Evangelho do Reino porque a Bíblia fala lá em Mateus 24 a respeito do Evangelho do Reino. Então, nós temos compartilhado aqui já. .
. eu acho que já se vão para quatro meses, né? Já essa, acho, é a nossa 18ª aula sobre a visão dos vencedores.
Eu espero que você tenha compreendido que muitos textos que as pessoas usam para falar a respeito de perda de salvação ou de salvação, na verdade, não tratam de salvação no sentido de ser salvo da condenação eterna. Na verdade, estão falando de reino, estão falando de recompensa, estão falando da salvação da alma, que é diferente da salvação do Espírito. Eu sei que para muitos isso é algo completamente novo e soa como sendo algo errado, né?
Equivocado. Mas seja simples com a Palavra de Deus, tenha um coração disposto a aprender e o Espírito Santo vai te esclarecer. Amém?
Ele vai te esclarecer. Por incrível que pareça, tudo que diz respeito ao Evangelho é estranho para a igreja evangélica hoje, no Brasil. Não sou estranho isso para você?
Qualquer aspecto do Evangelho que você fale, imediatamente as pessoas levantam defesas como se fosse uma heresia. E é algo tão impressionante que agora, quando você está falando do Evangelho, você é tido como herege. Uma completa inversão de valores.
E quando a gente fala do Evangelho, nós estamos falando das boas novas do perdão dos pecados, das boas novas da justificação pela fé. Então, isso é tão maravilhoso, né? Tão maravilhoso contar para as pessoas que o Senhor Jesus, na cruz, pagou a dívida delas, que elas não devem mais nada para Deus.
Elas têm apenas que crer, confessar com a boca e crer com o coração, crer unicamente em Cristo e vir a Ele, se entregar a Ele. Não é receber essa graça extraordinária. Mas algumas pessoas nos ouvem falando isso e dizem: "Muito cuidado com isso!
Muito cuidado com essa mensagem", dizem eles. Por quê? Porque essa mensagem vai produzir crentes libertinos, crentes que vão querer viver no pecado.
Mas isso não faz o menor sentido à luz da Palavra de Deus. Eu estava justamente lendo isso, meditando na Palavra de Deus ontem à noite, e quero aproveitar e ler com você lá em Primeira Timóteo, capítulo primeiro. Vamos ler do verso 12 em diante.
Diz assim: "Sou grato" - isso aqui é Paulo dizendo, hein? - "Sou grato para com aquele que me fortaleceu. " Por falar em fortalecer, fortificar, eu quero já comunicar para você, né?
Hoje eu vou fazer, vou começar a divulgar isso. No culto aqui em Goiânia, nós vamos começar o nosso segundo jejum do ano no dia 2 de outubro. Ok?
Hoje é 4 de setembro, então menos de um mês. Daqui a um mês, daqui a quatro semanas, nós começamos o jejum. Marque na sua agenda: dia 2 de outubro.
Amém? E o tema vai ser esse: 21 dias fortificados na graça, 21 dias sendo fortificados na graça, baseado em Segunda Timóteo 2, versos 1 e 2. Fortificados na graça.
Domingo que vem, eu vou pregar especificamente sobre esse texto de Timóteo. Então, só estou te falando isso porque quero convidar você para participar conosco, mesmo que seja à distância, via internet. Nós teremos, como temos feito nos últimos jejuns, reuniões todos os dias.
Todos os dias, vamos nos reunir para orar, para clamar pelos nossos alvos pessoais, orar por enfermos, expulsar demônios. Todos os dias, vamos expor o Evangelho. Vamos falar para você algo a respeito do Evangelho, e esse aqui pode muito bem ser um dos temas de um dos dias.
Olha o que ele diz, vamos continuar lendo: "Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-se, né? Me escolhendo para o ministério. A mim.
. . " Olha o que Paulo diz, o testemunho de Paulo: "A mim que noutro tempo era blasfemo, perseguidor, insolente.
" Olha, essas três coisas são muito, muito graves. Quando você encontra uma pessoa que é blasfema, que fala contra Deus, fala contra Cristo, ela é blasfema. Ela faz peças teatrais, filmes para denegrir o Senhor, para falar mal do Senhor.
A Bíblia fala que essa pessoa é blasfema. Mas não é só isso. Paulo não era só blasfemo, ele também era perseguidor.
Hoje em dia, nós temos gente que blasfema contra Cristo, blasfema contra o Evangelho, e persegue quando pode, de todas as formas, a igreja, e ainda é insolente. Insolente é aquela pessoa que julga saber alguma coisa, não sabendo nada, que faz afirmações enormes a respeito de tópicos e assuntos a respeito dos quais não sabe nada. Insolente!
Esse era Paulo. Mas olha o que diz o texto: "Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. " Verso 14: "Transbordou a graça de nosso Senhor.
" Transbordou a graça! "Eu obtive misericórdia e transbordou a graça. " A graça foi dada para quem?
A graça foi dada para o blasfemo, perseguidor, insolente. A graça não foi dada para aquele bonzinho, para aquele certinho, para aquele que fazia. .
. Não! A graça virá para ele também, mas o exemplo aqui é do pior.
A graça transbordou para o que havia de pior. Paulo depois vai dizer que ele é o principal dos pecadores, no verso 15, e para esse a graça transbordou. Paulo experimentou graça transbordante e, depois que ele experimentou graça transbordante, o que aconteceu?
Com ele, ele continuou sendo mais blasfemo ainda; ele continuou sendo mais insolente ainda; ele continuou fazendo os pecados que ele fazia antes. É isso que as pessoas não entendem. Não, Paulo recebeu graça.
Isso mudou a vida dele; ele nasceu de novo. Aí você tem que entender a mensagem do Evangelho: ela produz Novo Nascimento. Novo Nascimento não é uma ilustração que a gente usa, né, para falar dos crentes; não é uma realidade.
Você tornou-se filho de Deus. Mas preste atenção no que eu vou te dizer: a única mensagem que produz filhos é a mensagem do Evangelho da Graça, que transborda da misericórdia que recebemos, do perdão dos pecados, da justificação por fé. Se nós não pregamos isso, não há Novo Nascimento.
Tá me ouvindo? Não adianta! Você pode pregar sobre liderança, você pode pregar sobre como se comportar bem, como ser um bom marido, como ser um bom filho.
Você pode pregar sobre prosperidade, até sobre cura; você pode pregar sobre tudo isso, é um direito seu. Mas nada disso produz Novo Nascimento. Tá me ouvindo?
Produz mudança de vida. Vou te dizer mais: você pode até pregar santidade e dizer: "se de santo porque eu sou santo". Essa mensagem não produz Novo Nascimento.
Não produz filho. A única mensagem que produz Novo Nascimento é a mensagem do perdão dos pecados, é a mensagem da justificação, é a mensagem da Graça que transbordou, como diz Paulo. E aí, quando acontece da pessoa ouvir essa mensagem, ela então nasce de novo.
E, uma vez que ela nasce de novo, ela não é mais blasfema, perseguidora, insolente. Não, ela não consegue ser. Na verdade, eu costumo usar uma expressão que estou usando recentemente.
Não costumava usar. Tenho dito, ultimamente, que o crente, quando ele nasce de novo, ele se torna alérgico ao pecado. Veja bem: ser alérgico ao pecado não significa não ter vontade de pecar; não significa nem não ser atraído por ele.
Você, às vezes, é muito atraído, mas depois as consequências são ruins. Então, eu tenho uma netinha que tem alergia de tilápia. É um peixe específico; ela nem tem alergia de todo peixe.
Então, ela não tem alergia de bacalhau, mas tem de tilápia. Ela não tem alergia também de outros frutos do mar, como camarão ou lula. Ela não tem alergia, mas tem alergia de tilápia.
E é uma coisa até impressionante: só dela ficar perto, às vezes, se ela sentar à mesa e alguém estiver comendo tilápia, ela vai ter a reação alérgica na hora. Uma coisa assim impressionante. Aí você pensa assim: ela deve odiar tilápia.
Você pensa assim: ela não pode nem ver tilápia. Não! Na verdade, ela morre de vontade de provar.
Na verdade, ela até é atraída; ela é curiosa. Ela quer saber o gosto, ela quer tudo a respeito da tilápia. Só que, se ela come, é muito; ela vai sentir muito mal, entende?
Então, a mesma coisa acontece com o crente, depois que ele nasce de novo. Antes, ele tinha natureza pecaminosa; agora, ele tem a nova natureza de Cristo. E aí o que antes ele estava morto, agora ele recebeu vida eterna.
E agora, o que acontece com ele? Ele não quer mais viver no pecado. Não que ele não peque, não que ele não seja tentado, seja atraído até, às vezes, para pecar.
Ele é. Mas, depois que ele peca, ele não se sente bem; a alergia se manifesta. Ele sente mal, sente angústia, ele sente tudo que é coisa ruim por causa disso, entende?
E aí ele resolve aquilo diante de Deus, crê no perdão. Amém! Larga o pecado, ele volta a se sentir bem de novo.
Mas, depois, se ele vier novamente a cair no pecado, ele vai sentir essa alergia espiritual novamente se manifestando. Por quê? Porque antes ele era escravo do pecado; agora ele é escravo da justiça.
Ele não consegue viver de outra maneira. Esse é o crente verdadeiro. Qual é o problema?
Tem muita gente, não é pouca, não, dentro das igrejas, que nunca nasceu de novo porque nunca nem ouviu a mensagem do Evangelho. Entende? Está há anos dentro da igreja e nunca ouviu, nunca ouviu.
Ele foi para a igreja por quê? Porque foi atraído por alguma coisa; tem um grupo de empresários, ou porque tem amigos, ou porque ele ouviu uma. .
. porque ele quer que o filho tenha uma religião, sei lá, por causa de quê. Ele foi atraído por alguma coisa que não é Cristo, tornou-se, então, membro daquela igreja, mas ele não nasceu de novo.
E aí essa pessoa é que produz nos outros todo tipo de conflito. Por quê? Porque ela vive mal.
Mal, porque ela tem alergia, na verdade, às coisas santas. Ela vive o tempo inteiro querendo voltar pra lama, porque ela é da lama. Ela só está lavada; é só uma porca lavada.
E aí ela é que cria essa ideia nas pessoas do mundo, né, de que nós, crentes, somos muito infelizes, porque nós queríamos viver do jeito que eles vivem. Mas nós ficamos nos reprimindo, então nós vivemos muito mal. Eles é que vivem bem!
Meu Deus! Isso está completamente fora da verdade. Aquele que é nascido de Deus, ele não quer mais aquela vida.
Entendeu? Ele sabe o tanto que ela é ruinosa; ele sente mal com ela. Ele sente mal com o ambiente, ele sente mal se ele praticar, ele sente mal só de ficar perto.
É uma alergia que a minha netinha tem: só de ficar perto ele sente mal. Esse é o crente verdadeiro. Então, tem muito crente falso por aí.
Então, você deve estar atento a essa questão. Então, veja bem, quando nós pregamos a respeito do perdão, nós estamos falando de um milagre que acontece simultaneamente. Por isso não tem esse negócio, né?
Ah, se eu. . .
Pregar o perdão, as pessoas vão cair na libertinagem. É, na verdade, isso não vai acontecer. A libertinagem vai acontecer com quem não se converteu e que está dentro da igreja.
Entendeu? São como Ananias e Safira, que não se converteram e estão dentro da igreja. Essas pessoas é que criam todo tipo de problema.
Por isso, a melhor coisa que o pastor pode fazer para o seu rebanho é pregar o Evangelho, porque quando ele fala do Evangelho, ele alimenta os filhos e dá oportunidade para os outros se converterem, nascerem de novo. Ok? Isso soa como uma palavra dura, mas não é; é porque às vezes a gente precisa ter um choque de realidade.
Se não nascer de novo, não entra no reino. Não adianta estar fora do reino. Se não nascer de novo, está fora do reino, não importa o quão bonzinho seja.
Né? Estava vendo a propaganda, esses dias, de uma ONG que reuniu centenas de pessoas em um lugar (não vou entrar em detalhes) para fazer boas ações. E aí, depois, elas foram todas vestidas de vermelho, e as pessoas então foram testemunhar do que estavam fazendo ali pela grande oportunidade de servir, de amar, de fazer o bem.
Elas se sentiram tão bem depois de fazer aquelas coisas todas. Eu fiquei olhando para aquilo, né? É muito bom fazer o bem, até o ímpio se sente bem, né, de fazer o bem.
Embora ele não goste de fazer o bem para todos, ele se sente bem por um momento. Mas veja: se não nasceu de novo, é inútil. É inútil, entende?
Ele até fala de amor, mas não faz aquilo porque Deus não está no meio. Então, toda aquela propaganda feita, que durou nem sei lá quantos minutos, foi uma longa propaganda daquela obra. Não há Deus no meio, não há Cristo no meio, não exalta o Senhor.
Por isso, não procede de Deus. Não é? Então, por mais que você se comporte bem e tenha uma vida exemplar, né, que viva de maneira irrepreensível, se não nascer de novo, não pode ver o reino.
Ok, mas vamos entrar aqui no tópico principal que eu quero compartilhar com você. Isso tudo que eu estou te falando aqui é o evangelho da graça, né, que prega a salvação. Mas tenho explicado para você que nós estamos vivendo os últimos dias.
Vivemos hoje a era da igreja. Amém? A era da igreja.
E hoje, o que você experimenta é o que Paulo recebeu: graça transbordante, misericórdia. Né? Porque as pessoas vivem na ignorância, então, é muita graça.
Mas vai chegar o dia — e não está longe, está mais próximo do que muitos imaginam — em que vai cessar essa graça transbordante e vai começar o dia da ira de Deus e do Cordeiro, como está lá em Apocalipse. A ira de Deus e do Cordeiro, que é Cristo. Hoje tem graça transbordante; naquele dia vai ter ira.
Isso é chamado de grande tribulação. Virão não sobre nós, que somos filhos. Não há mais ira de Deus sobre nós.
Está me ouvindo? Não há mais ira de Deus sobre você e eu, de jeito nenhum. Hoje, nós vivemos em outro reino, mas aqueles que rejeitam, rejeitam e novamente rejeitam a graça transbordante, a bondade de Deus, então, eles vão ter que sofrer a consequência disso.
E, no final da grande ação, então, vai encerrar essa era, e Cristo virá. Ok? Cristo virá, e Ele então virá para estabelecer o reino.
Então, o chamamento de Deus para a igreja é por causa do reino. A vontade de Deus é que haja em nós, hoje, uma ânsia, um desejo profundo para que venha o reino. Lá em Mateus 6, verso 9 e 10, quando Jesus ensina a oração do Pai Nosso — que não é uma reza, mas um roteiro —, ele diz o seguinte: "Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o teu nome.
" O que ele diz? Mateus 6:10: "Venha o teu reino. " Venha o teu reino.
Então, obviamente, o reino ainda não tinha chegado porque Cristo ensinou os discípulos a orar: "Venha o teu reino. " Então, o reino ainda não chegou. Hoje, nós temos que continuar orando: "Venha o teu reino.
Venha o teu governo. " Essa tem que ser a nossa oração. Infelizmente, nossos olhares ainda são muito naturais e a igreja ainda está muito iludida.
Grande parte dos seus líderes tem apenas os olhos focados aqui na terra. Estão preocupados com partidos políticos. Simplesmente, né?
Acreditam que tem homens que vão mudar essa era. Não tem. Esse mundo, do jeito que está hoje, ele está guardado para o fogo.
O fogo da ira de Deus virá, e nós deveríamos estar orando hoje: "Venha o teu reino. " Venha o teu reino. Significa "volta, Senhor".
Três coisinhas a respeito do Evangelho do Reino: primeiro, a pregação do reino apressa a vinda. Essa é uma afirmação extremamente complexa porque Deus é soberano. Deus não faz nada devagar nem depressa; Deus faz tudo no seu tempo.
No entanto, essa afirmação que está lá em Mateus 24, verso 14, é muito poderosa. E, mesmo que a gente não compreenda completamente, temos que reconhecer que está escrito. O que está escrito diz assim: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo para testemunho a todas as nações.
Então, virá o fim. " O fim dessa era. Então, existe uma relação entre o fim dessa era e a pregação do evangelho do reino.
O fim aqui, nesse texto, se refere ao fim dessa era; não é o fim do mundo. As pessoas falam: "Ah, o mundo vai acabar. " Não existe esse negócio de "o mundo vai acabar".
O que vai acabar é essa era; ela vai ser concluída, né, por aquele tempo que nós chamamos de grande tribulação. A Bíblia nem chama, nós chamamos, que culminará na vinda do Senhor. Nas nuvens, esse será o fim, fim dessa era.
Amém. Então, nós vemos aqui, baseado nesse texto, que a igreja é responsável por trabalhar com Deus para que o reino seja trazido, uma vez que o reino só virá com o fim dessa era. Então, nós temos que pregar o evangelho do reino para apressarmos o fim.
Esse é o motivo pelo qual o evangelho do reino tem que ser pregado. Amém. É necessário que seja pregado, e quanto mais nós pregamos, mais nós o apressamos.
A segunda coisa: o que é o evangelho do Rei? Bom, em primeiro lugar, você tem que entender que só há um evangelho, tá me entendendo? Não existem dois evangelhos; só há um evangelho, só há um evangelho.
Vamos ler algumas coisas a respeito disso. Primeira, essa afirmação é feita por Paulo, lá em Gálatas, capítulo primeiro, no verso 8. Olha o que Paulo diz: "mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que temos pregado, seja anátema.
" Entendeu? Então, se alguém pregar um evangelho que vá além, aqui não está nem falando de outro, mas está falando de um evangelho que vá além. Ok?
É outro evangelho. Paulo diz: "seja amaldiçoado", porque não existe outro evangelho. Só existe um evangelho, tá me ouvindo?
Mas esse evangelho tem dois aspectos. Como a moeda tem dois lados, ele tem dois aspectos. Quais são os dois aspectos?
A graça e o reino. A graça e o reino. O evangelho hoje é a expressão da graça para nos introduzir no reino.
Isso é visível lá em Atos, capítulo 20, nos versos 24 e 25, quando Paulo diz assim, falando para os presbíteros da Igreja de Éfeso: "porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus. " Qual o ministério? Qual foi o chamado?
Qual é a carreira de Paulo? Testemunhar o evangelho da graça. Então, qual é o chamado de todo aquele que é pastor, ministro, missionário, evangelista, profeta, mestre?
Qual é a carreira de todos eles? Não tem outra carreira. Qual é, na verdade, o ministério?
Está escrito aqui: "testemunhar o evangelho da graça. " O pregador prega o evangelho, o mestre ensina o evangelho, o pastor apascenta de acordo com a graça do evangelho, o profeta profetiza de acordo com o evangelho. O evangelho está no centro de todo o ministério.
Mas observa bem, e Paulo fala isso no verso 24. Agora, olha o verso 25: "agora eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o quê? O Reino.
" Veja, volta no 24. Ele diz que o ministério dele consiste em testemunhar o evangelho da graça, o evangelho da graça. Mas aí ele diz no verso 25 que ele passou pregando o reino.
Quer dizer, enquanto ele testemunhava do evangelho da graça, Paulo diz que estava anunciando o reino. As duas coisas caminham juntas, não tem separação. Amém?
Então, é uma distinção desnecessária, mas, apenas para efeito de compreensão, podemos dizer da seguinte maneira: que o evangelho da graça diz respeito à bênção de Deus sobre o homem, mas o evangelho do reino é dirigido contra a opressão de Satanás. Vou repetir: o evangelho da graça diz respeito à bênção de Deus sobre o homem; o evangelho do reino é dirigido contra a opressão, as forças demoníacas de Satanás. Lá em Mateus 12, verso 28, foi Jesus quem disse: "Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, pelo dedo de Deus, certamente é chegado o quê?
" Olha o que está dizendo: se os demônios são expulsos, nós declaramos que é chegado o quê? O Reino, o governo. Entendeu?
Então, não tem jeito de, presta atenção, você pregar o reino e não confrontar o outro reino. Então, tem dois reinos; eles estão em choque absoluto: tem o Reino de Deus e tem o império das trevas. A Bíblia chama de império.
Qual a diferença entre reino e império? No reino, o rei tem direito a ele; ele tem direito porque ele é da linhagem, é filho. Então, no reino, ele lidera por direito legítimo.
No império, porque ele tem poder, manda. Entendeu? Ele conquistou; ele oprime.
Então, todo imperador também é um opressor. Por quê? Porque ele entrou na outra esfera, no outro território e tomou.
Isso é imperador. Você entende a diferença? Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas é por isso que a palavra de Deus diz: "ele nos transportou do império das trevas para o reino do Filho do seu amor.
" Não é maravilhoso isso? Ele nos transportou, quer dizer, ele nos tirou do império das trevas e nos transportou para o reino. Então, hoje em dia, existe nesse mundo físico e espiritual dois reinos: o império das trevas e o reino do Filho de Deus.
O reino do Filho de Deus hoje está dentro de nós, dentro da igreja, ok? Que somos filhos, nós invadimos o império, expulsamos os demônios de dentro das pessoas, pregamos o evangelho para elas e o Espírito de Deus entra dentro dela. Ela, que antes tinha um demônio, passa agora a ter o Espírito de Deus.
Esse é o conflito dos reinos, tá entendendo? Então, o reino significa muitas coisas, mas o que o Senhor está mencionando aqui tem que ser colocado acima de tudo. Mais: presta atenção, o reino é a oposição direta ao governo do diabo.
O Senhor está dizendo aqui que o reino chega quando demônios são expulsos. O Reino é a manifestação da autoridade do céu na terra. Então, a igreja foi gerada e escolhida por Deus, eleita para resistir a Satanás e introduzir o reino de Deus na terra.
Amém? Então, vencedores pregam o reino e expulsam demônios. Isso é uma coisa que você precisa entender.
Nós não somos daqueles que ficam de maneira mística vendo demônio em tudo, ok? Tem crente que vê demônio em. .
. Tudo porque são supersticiosos, vê demônio em tudo, mas também nós não somos daqueles que ignoram quando de fato há demônio envolvido. Então, para alguns crentes, não existe, parece que nem existe possessão.
Eles nem levam em conta isso. Por quê? Porque muitas vezes as igrejas não estão saindo dos seus prédios para pregar.
São igrejas onde os crentes não saem; como eles não saem, os endemoniados também não vêm para o culto. Quem está endemoniado não vai para o culto. O único jeito de expulsar demônio é saindo do prédio e indo onde os endemoniados estão.
Não tem outro jeito. Então, se você é daqueles que acreditam que a igreja só deve existir e funcionar dentro de prédios supostamente templos sagrados, então você não está confrontando, você não está manifestando o reino. Para manifestar reino, temos que sair.
Por isso, nós somos uma igreja em célula, para manifestar o reino, porque o reino tem que ir; a igreja tem que ir. Os prédios mandam ficar, mas o mover de Deus é para ir, né? Usando uma expressão bonita na Bíblia, é o "ide".
Então, a igreja está relacionada com o reino, e o reino está relacionado com as obras do inferno. É preciso desfazê-las. É por isso que a primeira menção de igreja na Bíblia vem acompanhada da palavra "Hades".
A palavra "Hades" é traduzida como inferno. A primeira menção está lá em Mateus 16:18. Foi Jesus quem disse: "E eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
" Presta atenção: as portas do inferno estão lá, fechadas; o diabo se fechou. Nós estamos aqui fora e queremos invadir, queremos entrar, mas o diabo fechou a porta. Mas a promessa do Senhor é que essas portas não vão conseguir nos impedir.
Vamos entrar e vamos saquear! Isso não é discurso triunfalista, como as pessoas dizem; isso não é uma postura de você tratar as coisas do Reino de Deus como se não houvesse luta. Não!
Existe, sim, luta, mas é uma vitória garantida, porque o Senhor disse que as portas do inferno não vão prevalecer. Então, presta atenção nisso. Já falei isso aqui e estou repetindo muita coisa.
A manifestação do reino vai acontecer no milênio, quando Cristo vier nas nuvens. Ele vai entrar em Jerusalém e vai estabelecer o seu trono lá por mil anos. Amém?
Nesse tempo, a Bíblia fala que nós vamos julgar os próprios anjos. Não é impressionante? Isso quer dizer que você, no futuro, vai julgar os anjos caídos.
Isso vai acontecer quando Satanás for preso por mil anos. 1 Coríntios 6, verso 3, quem diz isso é Paulo: "Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? " Paulo está perguntando isso, né?
Mas quase ninguém sabe. Vocês não sabem isso? Paulo está dizendo, mas eu pergunto a você: tem alguém que sabe disso?
Provavelmente, muito pouca gente. Nós vamos julgar os demônios. Vamos julgá-los.
E hoje nós já estamos condenando eles. Então, o reino, o milênio, vai ser o tempo em que Satanás e os seus principados serão julgados e lançados no abismo, no lago de fogo e enxofre. Os poderes do Hades serão destruídos na era do reino.
O reino vai ser o tempo em que a cruz vai manifestar completa vitória e os filhos de Deus serão manifestos. Nós estamos aguardando a manifestação dos filhos. Então, na era do reino, não haverá nenhuma influência de demônio.
Você consegue imaginar? Não haverá nenhum ambiente demoníaco. Então, pregar o evangelho do reino é declarar que Deus reina nos céus hoje, mas amanhã vai reinar sobre a terra, destruindo completamente as obras de Satanás.
Isso é o evangelho do reino: é anunciar que o Rei está chegando e, quando Ele vier, haverá um governo na terra. Mas o evangelho do reino também é anunciar o evangelho da graça, para que possamos nascer de novo e sermos transportados para o reino do Filho do amor de Deus, que é o quê? Então, hoje nós já temos esse Rei.
Nós já estamos debaixo do governo desse Rei. Amém? Por isso, estamos aqui para desfazer as obras do diabo.
1 João 3, verso 8, diz: "Para isso se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo. " Então, parece claro que o evangelho do reino inclui expulsar demônios e também inclui curar enfermos. [Música] Hum, por quê?
Porque possessão demoníaca e enfermidade muitas vezes são colocadas na mesma categoria na Palavra de Deus, ou pelo menos são vistas como tendo a mesma origem. As próprias enfermidades são muitas vezes obra de Satanás. Lá em Atos 10, verso 38, diz assim: "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda a terra fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo.
" Então, aqueles que estão enfermos estão oprimidos por obras malignas. Então, quando você prega o evangelho, automaticamente você é inserido numa batalha espiritual. Não tem como você pregar o evangelho do reino sem fazer batalha espiritual para que a soberania do Rei se manifeste.
Satanás tem que ser expulso. Amém? Então, a era em que nós vivemos é chamada hoje de era da igreja ou tempo da graça, mas a Bíblia também chama essa era de hoje de geração adúltera.
Jesus, lá em Mateus 12:39, disse que essa é uma geração má e adúltera. Vamos ler Mateus 12:39: "Ele, porém, respondeu: 'Uma geração má e adúltera. .
. '". Você fica pensando que a geração era só aquelas pessoas que ouviram Jesus ali há 2000 anos atrás?
Não! A geração má e adúltera tem 2000 anos. Já é daquela época até a volta dEle.
Depois, lá no capítulo 17, verso 17, Mateus 17:17, Ele diz o quê? "Ó geração incrédula e perversa. .
. " Então, ela é má, adúltera, incrédula e perversa. Diz lá em Filipenses 2:15 que nós somos luzeiros, somos luz do mundo, filhos de Deus inculpáveis, irrepreensíveis no meio de uma geração que é pervertida e corrupta.
Então, você tem uma geração má, adúltera, incrédula, perversa, corrompida, pervertida, aliás, e corrupta. Essa é a descrição bíblica. Então, é da vontade de Deus que essa geração chegue ao fim e que o reino seja introduzido.
Pregar o Evangelho do reino envolve, sim, expulsar demônios e curar enfermos; não tem jeito. Quando nós pregamos o reino, quando nós falamos do senhorio de Cristo, do governo de Cristo, estamos confrontando o governo do diabo, e o governo do diabo se manifesta com possessão e doença, que são as duas maneiras como o diabo amedronta as pessoas, assusta e governa sobre elas. A terceira coisa é que é preciso apressar a vinda do reino orando.
Jesus disse: “Ore, ore, venha ao teu reino, venha ao teu reino”. Amém! Nós temos que orar e pregar o Evangelho do reino, expulsando demônios e curando enfermos.
Lá em Atos 14, verso 22, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, fortalecendo a alma, dando alimento da palavra, exortando a ficar firme na fé e para eles não ficarem desanimados, né? Mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus. Essas tribulações aqui não são possessão demoníaca e doença, viu?
Essas tribulações aqui são perseguições, as lutas que vêm, retaliações malignas. Porque nós estamos pregando, são calúnias, detrações, perseguições, algumas vezes até martírio, entendeu? Então, desta maneira é que nós vamos entrar no reino.
Pastor, nós já não estamos no reino? De certa maneira, sim, mas fisicamente não. O reino hoje está dentro de nós, mas o nosso corpo ainda é o antigo, e o Senhor Jesus não se manifestou, então nós também não nos manifestamos ainda.
Mas quando Ele vier ou se manifestar, nós vamos ser manifestados juntos. Nesse tempo é que vamos entrar no reino. Tá bom?
Quando Cristo voltar, hoje nós estamos, mas vamos entrar. Que coisa! São os paradoxos das coisas espirituais, mas isso vai acontecer por meio de muita tribulação, muita batalha, muita luta, que não é, volto a repetir, possessão e doença.
Essas são coisas que estamos aqui para desfazer, mas nós não temos como desfazer perseguições de todos os tipos; nós toleramos, suportamos em oração e perseverança. Lá em Atos 28, verso 23, havendo eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição, em testemunho do que?
Do Reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto por meio da Lei quanto por meio dos Profetas. Então, nós temos que pregar o mesmo evangelho que Paulo pregava. Temos que persuadir as pessoas a respeito de Jesus, e quando fazemos isso, nós testemunhamos do Reino de Deus.
Hoje só há um evangelho que é relevante mesmo para o nosso tempo: é o evangelho do reino. Então, nós temos de cooperar com Deus para introduzir a próxima era, e fazemos isso pregando o evangelho do reino. Nós nos tornaremos obreiros mais efetivos, e a minha oração é que você seja um obreiro.
Nós seremos mais efetivos na mão de Deus se sempre tivermos em vista o reino, o governo e o desfazer das obras do diabo. Deus deseja que o fim chegue e vai chegar logo, mas nós, os filhos, precisamos trabalhar com Ele em oposição a esta era, desejando a vinda do reino e clamando e orando para que o reino venha. Amém!
Isso só acontece quando nós repudiamos esta presente era, ansiamos pelas coisas do reino. Se nós fazemos assim, o Senhor vai se levantar e vai agir. Nunca tenha a ideia de que o fim vai vir automaticamente; a noiva precisa de clamar: "Vem!
" Precisamos desejar que seja feita a vontade de Deus. Se nós não clamamos por ela e o nosso coração está neste mundo e desejamos ainda coisas neste mundo, estamos presos ao mundo. Essa é uma questão muito séria, muito sutil, porque só de eu falar isso muitos já se levantam contra mim, né?
Porque o pastor Luiz é contra o posicionamento político, pastor Elízio não se posiciona. Não, eu me posiciono a respeito de tudo, mas no final das contas, o principal é: "Venha o reino, tempo da recompensa! " Aleluia!
Muito bem, eu tinha dito para você que nós tínhamos encerrado o nosso assunto aqui, mas estou pensando se não compensa eu falar um pouco do vencedor lá em Apocalipse, nas sete cartas. O que significa ser um vencedor em cada carta, para você entender o que é ser um vencedor? Eu acho que talvez isso seja relevante para nós.
Eu vou avaliar, se for assim, a gente continua ainda nesse tópico dos vencedores na semana que vem, talvez nas duas ou três próximas. Amém! Muito bem, temos alguma pergunta hoje?
Algum compartilhamento? Estou vendo uma mãozinha erguida. Silvana!
Olá, Silvana, como vai? Tudo bem? Você tem que ativar o microfone.
Parece que a sua internet deu problema. Silvana travou. Ok, tem mais alguém que levantou a mão?
Gostaria de compartilhar algo? Agora é o momento. Ok, parece que não.
Sendo assim, nós vamos encerrar por aqui hoje, e a gente volta no domingo que vem, às 8 da manhã. Fica na paz e até lá!