Salve camaradas, tudo bem? O tema do vídeo de hoje é as mentiras de Thiago Braga sobre a União Soviética. Parte um, teoria e metodologia da [Música] história. Antes de começar propriamente o tema do vídeo do canal, quero muito agradecer a você que ajuda a manter e melhorar nosso canal a partir do apoias. Seu apoio é fundamental pra gente continuar o nosso trabalho. Você Preferiu Pix? Tá aparecendo aqui como QR code na tela do vídeo. Camaradas, note, recentemente o Thiago Braga deu uma entrevista para o Inteligência Limitada, em que ele lança um novo livro dele. E
a entrevista por Inteligência Limitada foi focado no que ele chama dos maiores mitos do socialismo soviético, da União Soviética, né? Então ele pega basicamente ali, ele fala de três mitos, mas na real, real, real, real mesmo, ele foca em duas coisas, né? O pacto de não Agressão germano soviético chamado molotoventrop, a afirmação de que a revolução russa não teve apoio popular e que na verdade foi um golpe de estado e passeia de maneira muito rápida por algum outros temas laterais. Eu prometi nas redes sociais e vou começar a cumprir. Eu vou gravar uma série de
três vídeos sobre o tema, né, reagindo à fala dele. E aí, veja, eu tô pensando se vale a pena comprar o livro para fazer uma crítica sistemática. Na apresentação que Ele fez de Inteligência Limitada, ele fez uma preparação para vender o livro e tal. E foi uma apresentação que ele sintetizou os principais argumentos ali sobre o pacto de não agressão germano-soviético, sobre a argumento de que a revolução russa seria um mero golpe e não tinha apoio popular. Ele não argumentou muito bem. Então, talvez nesse aspecto precise pegar o livro para fazer a crítica. Vou pensar
ainda como é que eu vou fazer. sobre o pacto de não Agressão germano soviético, ele argumentou com vagar, foi o que levou mais tempo no vídeo e d assim uma série de erros, uma série de omissões históricas assim impressionantes, né? Então a gente vai gravar três vídeos, só que este primeiro vídeo vai ser um vídeo focado em aspectos teórico metodológicos. Explico. Primeiro, quando eu vi que tinha uma entrevista do Thago Braga, eu falei pro Vilela, eh, ô Vilela, vamos marcar um debate aí nós Dois? E aí o Vilela propôs ao Thiago, o Thiago disse que
não topava, não aceitava debate. Então assim, você que é fã do Thiago Braga, só para você saber, eu propus ao Vilela um debate os dois sobre o tema de história da União Soviética, história das experiências socialistas. O Thiago Braga não topou, viu? E aqui eu não tô com discurso que ele correu, tal, ele tem direito de não topar. É isso, viu, gente? Cada um só aceita o debate que quiser, mas fica sem Informação. Perfeito. Aí vem a questão. Tem muita gente que usa o argumento de que o Thiago Braga não é historiador, que ele fez
só uma após de uma universidade privada e tal e tal. Veja, quem me acompanha aqui sabe que eu não uso esse argumento, né? Eu também não uso argumento, a jornalista metido a escrever livro de história. Gente, assim, é claro que em toda profissão, particularmente nas ciências humanas, é importante você ter uma formação para Desenvolver bem contribuições teóricas naquela área. Mas, mas pra pessoa ser um grande economista não precisa ser formado em economia. Ser um grande historiador não precisa ser formado em história. Pra pessoa ser um grande antropólogo, não precisa ser formado em antropologia e por
aí vai. Esse argumento, inclusive, eu acho elitista, né? Eu nem uso. Até quanta gente muito escrota, como o final do Olavo de Carvalho, eu não ficava, ah, Olavo de Carvalho nem terminou o ensino fundamental, sabe? Não é não é minha praia. Meu problema com Thiago Braga é que ele não entende nada de teoria e metodologia da história e que ele busca colocar-se como alguém neutro e que não é. E quando ele tenta falar alguma coisa, ele acaba escapando e saindo da falsa neutralidade. Isso aqui é importante, né? E ele é um cara desqualificado no trato
dos documentos, no trato da pesquisa histórica, no trato Da metodologia, no trato do que a memória, de como abordar as fontes e por aí vai. Então, antes, o próximo vídeo vai ser sobre o pacto germano soviético, pacto molotov, ribentrop, de não agressão, né, entre União Soviética, Alemanha, nazista. Esse primeiro vídeo a gente vai focar nesse debate sobre teoria e metodologia da história. Eu quero que vocês prestem atenção porque o Vilela, o Vilela, ele faz boas perguntas. A galera Fala mal do Vilela, mas eu acho Vilela um bom entrevistador. Ele só tem um cacueta que ele
concorda com tudo que a galera fala, né? Ele faz é mesmo? É. Aham. Sim. Tã. Então, mas o Vilela faz boas perguntas e aí o Vilela abriu a entrevista basicamente porque comoo eles começam falando gracinha, não sei o quê, e o Peter pá pá pá contando resenha e tal. Quando começa de verdade a entrevista, o Vilela começa fazendo uma pergunta a ele é a dizem que você não é Historiador e por aí vai. Como é que é isso? Vamos ver o que que o Thiago Braga fala e fazer um debate a partir disso. Vamos lá.
Gente boa pr cara. E cara, para quem não te conhece, apresenta, dá um oi pro pessoal para aquela câmera lá. E aí galera, Thiago Braga aqui, canal Impérios AD e Brasão de Armas pela quarta vez aqui na Vilela. Falo sobre história. O meu foco nos meus canais é história no Impérios AD, animação de história geral e brasão de armas, Estudos mais específicos sobre idade média, Grécia antiga, comunismo também. Aliás hoje vai sangrar, cara. Vai sangrar também conhecido como terror dos comunistas. O pessoal tá falando aqui, ó. É, a galera chama, né? Eu nunca quis isso.
Eu sempre quis falar das minhas espadinhas, cara. E outra coisa que te acusam bastante aí é de não ser historiador, não entender de história. O que que você tem para dizer para esse pessoal aí? Ah, prova que eu não sou Historiador, né? Só isso. Que falar, Vil? Olha só, qualquer pessoa que cria uma conta pode falar o que quiser, né? Geralmente não tem foto de perfil. Mas tem acusa que tem provar, tem que provar. O meu l está lá. O meu lado tá lá. Eu acabei de lançar um livro que eu vou falar depois pra
galera. Deixa eu deixa colocar aqui na câmera. Olha aqui, ó. É por uma editora acadêmica, editora dialética, uma editora muito respeitada. Vamos lá. Ele falar: "Meu lá está lá" e Tal. É isso. Péssimo argumento. Mesmo jeito que eu não gosto desse argumento. Sou historiador porque eu fiz faculdade de história. Porque assim, o Guerreiro Ramos, ele era muito feliz em dizer que ser sociólogo não significa alguém que fez faculdade de sociologia. Você fazer faculdade de sociologia possibilita você tomar contato com a literatura sociológica. Ponto. Se você vai ser sociólogo, fazer um bom trabalho de pesquisa sociológica
já é outra coisa. Não é a faculdade por si só que vai dizer isso, né? E aí o Thago usou o argumento péssimo do LAT, horrível. Ele fala que a editora dialética é uma editora acadêmica. E assim, veja, com todo respeito, a editora dialética não é. O Brasil, deixa eu até abrir a tela aqui. Isso é importante para você que não conhece o mercado editorial. O Brasil tem uma característica que ele tem o mercado editorial acadêmico muito centrado em universidades. Então, o a Editora da UFRJ, a editora da USP, a editora da Unicamp, a editora
da UNESP, a editora da UF, a editora da UFPE, a editora da USPA, enfim, cada região e de maneira mais geral, né, para o Brasil, Rio, São Paulo e Minas, essas editoras acadêmicas, elas concentram o grosso do que é o mercado literário acadêmico no Brasil. Ali essas editoras acadêmicas, você tem editoras que são comerciais, mas que também tem muito prestígio acadêmico que circulam nesse rol. Penso, Por exemplo, em editoras como a Companhia das Letras, em editoras como a Boi Tempo Editorial, a editora Record, a editora Cortez. A editora Cortez, inclusive é quase que a editora
oficial do Serviço Social no Brasil, né? Os principais pensadores e pensadoras do serviço social publicam fundamentalmente pela editora Cortez. Então você tem essas editoras que são comerciais, mas que t um trânsito, um enraizamento muito forte na universidade. A editora Dialética não tá nesse rol, não é essa editora. É uma editora comercial que tem a dinâmica de você quer publicar sua dissertação de mestrado, sua tese de doutorado, mande pra gente que a gente publica, né? E aí veja, não tô atacando a editora, não tô desabonando e tal, mas o Thiago tenta usar um argumento de autoridade.
Ah, publiquei por uma editora acadêmica. A Dialética não é uma editora acadêmica no sentido forte da palavra. E aí, veja, zero problema Também. Tem muita gente que escolhe publicar seu livro por editoras de maior apelo comercial do ponto de vista de estratégia de vendagem. Então, dando um exemplo bem básico para vocês, o Gess Souza, por exemplo, ele publica boa parte dos livros dele pela editora Leia e é uma editor, essa editora é uma multinacional, né? É um grupo editorial multinacional português que foi criada em 2008. É uma holding que tem um peso gigantesco e ela
consegue fazer uma Distribuição de livros [ __ ] né? Então, tem livro em aeroporto, tem livro em rodoviária, tem livro na lojas americanas, tem livro em todo canto, né? Em todo buraco ela consegue distribuir o livro. Veja, é uma opção comercial você publicar por uma editora como a Leia. Evidentemente que do ponto de vista do mundo acadêmico, tem mais prestígio você publicar pela editora da UFMG ou pela Companhia das Letras do que você publicar pela Leia. Mas aí a leia Provavelmente vai vender mais, assim como outras editoras também tem uma estratégia comercial de muito mais
circulação de livros, como é o caso, por exemplo, da editora Planeta. Então assim, é isto não é editora acadêmica, Thago. Enfim, a autoestima dele pode ter ficado abalada e tal, o argumento é ruim, mas enfim, vamos tentar chegar na questão central, né, que ele vai entrar, tirar esse elefone da sala. Não pensa falar que você não é historiador, não. Claro que não. Eu não só sou historiador quanto eu tenho uma pós-graduação em ciências humanas, história, filosofia e sociologia. Então, é porque a galera tem que descredibilizar de alguma maneira o que a gente tá tentando apresentar,
porque vai contra a ideologia, né, que eles acreditam, pregam. Então, o que que eles têm que fazer? Ataca a pessoa ao invés de tentar atacar o argumento. Engraçado que mesmo com todos os ataques que essa galera tentou fazer contra mim, Nunca deu certo. Meus canais só cresceram, eu só ganhei credibilidade no público. Porque é isso? Porque a galera sabe que o que eu faço, eu faço com carinho e dedicação, né? E esse livro aí é uma prova disso. Então, assim, essa história de que eu não sou historiador é eu não preciso, preciso nem perder tempo
com isso, porque a galera que me segue sabe, é só isso que vale para mim. Ó, mitologia soviética, os mitos fundadores do comunismo russo. Que que você que que Você abrange aqui nesse livro? Isso, esse livro aqui, Vilela, é o seguinte. É um trabalho de muitos anos de estudo assim acumulados, né, que foram condensados justamente no meu canal Brão de Armas, que a galera sabe que cada vídeo isso é engraçado demais, porque assim, cada vídeo que eu faço sobre esse assunto é em média mais de uma hora. Cada vídeo, eu tenho vídeo de 2 horas.
E se você vê os vídeos de duas horas, o que eu acho incrível e aí acaba com Aquela falácia, pelo menos no meu caso, eu posso dizer isso, que brasileiro não gosta de estudar ou não gosta de história. O público gosta de história, cara. Os episódios aqui de história arrebentam, cara. Exatamente. A galera quer aprender, sabe? Fala sobre Segunda Guerra, fala sobre guerra do Vietnã, guerra da Coreia, não sei o quê. A galera quer ver, cara. É, o que a galera fica encucado e às vezes desanima é em relação a quando eles vem que a
Ideologia é ultrapassa qual assim qualquer noção de equilíbrio e se torna uma propaganda. E aí então a galera se afasta. Não, pera, isso aí é propaganda pura. Diferência, qual a diferença aí? Presta atenção. Vou até voltar um pouquinho aqui. O Vilela vai fazer uma outra pergunta muito boa. Qual é a diferença entre o trabalho historiográfico e a propaganda? Você vê que o Thiago ele não conseguiu responder porque ele é historiador, né? Assim, ele Não conseguiu situar de maneira teórica, metodológica, que faz de alguém um historiador, né? Perfeito. Vamos lá. Não conseguiu situar isto. Aí o
Vilela faz uma ótima pergunta. A diferença entre propaganda e um trabalho de história, sério mesmo, científico, com rigor teórico. Vamos ver qual é a resposta do Thiago Braga. Propaganda. E aí então a galera se afasta. Não, pera aí, isso aí é propaganda pura. Diferença. Qual a diferença? Como a gente estabelece um Limite de um vídeo ou de uma obra, de um de um estudo, até onde aquilo é baseado é uma coisa. Qual o espaço do hisorador de colocar assim? Eu estudei, peguei peguei e peguei e escritos, depoimentos, não sei o quê. E daí eu tiro
uma conclusão. Qual é a sua, qual é a parte sua que você pode tirar uma conclusão? Ou você pode a partir daqui falar, quer saber? Eu considero esse, esse e esse não. Como funciona isso? Você seleciona algum? Exente. Excelente. A gente Precisa selecionar pela qualidade do material, né? Vamos lá. O Vilela fez uma pergunta muito boa, repito, sobre o que é que diferencia a propaganda de um trabalho historiográfico sério, científico, rigoroso e tal. Veja, o Thiago Braga, ele vai começar a responder. Repare como ele não sabe [ __ ] nenhuma com uma desculpa da palavra
sobre o ofício do historiador. Ele começa a falar do material das fontes. Vamos ver. E o que é que sai mais disso? Então, por exemplo, esse livro aqui, esse livro aqui, aqui dentro não tem nada que o Thiago Braga apresentou de novo, tá? Não é uma coisa assim, eu tô dizendo uma coisa nova, que vai quebrar assim, fala: "Meu, eu descobri uma parada nova." Exatamente. Eu tenho conclusões, eu faço interpretações aqui também, baseado nas obras secundárias principalmente, mas a gente já tem pronto materiais assim acadêmicos dos mais relevantes no mundo Inteiro, Vilela. Só que, infelizmente,
por uma questão assim de eu não vou nem dizer questão ideológica, nem nada disso. Vamos pro paraa objetividade aqui, por uma questão de não ter o interesse de muitas editoras em ter que traduzir livros acadêmicos, que às vezes não vai atingir um público grande, vai atingir um público muito reduzido. Aí tem que pagar direitos autorais, tem que pagar traduções, tem que pagar um monte de coisa para chegar aqui e talvez não Ter uma uma venda interessante. Então é uma burocracia muito grande que as editoras desanimam. Não quer dizer que não tenha obras muito relevantes aqui.
Uma das obras que eu cito assim exaustivamente aqui, uma das obras, não, um dos autores, né? É um dos maiores sovietólogos do mundo, um historiador russo, professor Oleg, Clevuk, ele tem uma obra traduzida aqui, Stalin, a biografia de Stalin. Stalin, uma nova biografia. Isso, tipo, mas tem muit, a Maioria das coisas estão em inglês, pelo menos. Exatamente. Então a galera não tem acesso isso. A gente tem uma uma uma bibliografia especializada muito ampla em inglês. É esmagadora a maioria, né, do que a gente tem do mundo. A gente tem material robusto e eh o suficiente
para fazer para ter uma ideia realmente o que o que aconteceu lá aqui no Brasil. Não, não há dúvida, não, mas muito material. Esse é o grande problema. Porque a gente a gente sabe que tanto China quanto os Regimes mais socialistas eles não são tão abertos. Como a gente penetra esse negócio? Tem tem material bom. A União Soviética, eu explico isso nesse livro, quando ela caiu em 1991, na verdade um pouco antes da queda, inclusive passou a ver a perestroica e a Glasnost, que foi um período de liberalização com Gorbachov. Perfeito. Então, nesse período aí
de 85 paraa frente, esses documentos começaram a ser liberados. Dois caras foram fundamentais, dois Russos foram fundamentais nesse processo. Alexander Yakovlev, que era ex-chefe de propaganda comunista da União Soviética, e Dimitri Vokogunov, que era ex-general e um dos principais historiadores desse período. Então eles foram aos arquivos e abriram os arquivos pro mundo inteiro. Aí nesse período então ficou conhecido como revelação arquivística, ou seja, a partir desse momento que estava fechado como arquivo secreto, passou a ser liberado pro mundo Inteiro. Então, Vilela, de 1000, vamos botar 1987, aproximadamente em diante até agora, um novo fechamento por
parte de Putin. Não vou nem dizer tão novo, na verdade tem historiadores que já apontam esse problema. Numa biografia recente do do Stephen Kotkin, ele fez três volumes da obra de Stalin, três colossos, deve dar quase 4.000 páginas os três volumes dele. Ele lançou em 2011, o primeiro e ele já apontava dificuldades para acessar os arquivos. Putin começou a a Proibir o acesso mais irrestrito, não significa que era bagunça, todo mundo entrava a hora que quiser, não. Obviamente precisava ter uma uma liberação, mas você tinha liberdade para acessar os arquivos a partir dos anos 90.
Então, múltiplos estudos, incontáveis estudos, caras aproveitaram para tentar entender o que aconteceu entend? Porque realmente enquanto tava o regime existia, havia um véu, eu diria nem véu, na verdade, havia uma cortina De ferro mesmo, sabe? Que impedia o acesso. Então era era propaganda ideológica a princípio pros dois lados. É o que eu falo muito nesse livro aqui. Então, o Oeste denunciava, a Rússia não, isso é mentira, isso é propaganda imperialista, isso não é verdade. Prove que isso é verdade. Você não tinha documentos para provar. Então, com essa revolução arquivística, tudo veio à tona. Então, assim,
eu lamento muito que a gente não tenha acesso aqui no Brasil A, pelo menos, a uma vasta gama de estudos especializados so sobre assunto. Aqui dentro, por exemplo, nesse livro, deve ter mais ou menos umas três ou quatro fontes que são estão traduzidas. Todas as outras estão em língua inglesa, sabe? Então, por isso que eu acho que esse livro vai ser muito útil pra galera entender que ele ele é dividido em três mitos principais, que é o apoio da revolução russa, que ao longo de toda a União Soviética foi propagandeada que a Revolução Russa teve
um apoio popular massivo. Sim, sempre ouv isso isso que a revolução russa, sabe, foi um um fenômeno autêntico onde o povo estava nas ruas e o povo queria aquilo. Mas que povo é esse? O que que representa apoio popular? Por em Petrogrado, que onde aconteceu o golpe, o professor Richard Pipes, que é um outro grande sovietólogo e vários outros também professora Sheila Fitpet, diz que havia 30 a 40.000 pessoas em Petrogrado. 30 a 40.000 Pessoas uma população de 150 milhões. É, então veja, né? Como é que a gente pode dizer que 30 ou 40.000 pessoas,
sendo que dessas 30.00040 pessoas, 30 e 40.000 pessoas. Veja, é basicamente isso. Ele foge do assunto da pergunta de Vilela e não responde. Eu nos últimos tempos gravei dois vídeos aqui de resposta ao Eduardo Bueno, debatendo justamente o que é o trabalho do historiador. Veja, gente, o que que faz de alguém ser historiador. Seu historiador não é um Título acadêmico e tal. Seu historiador é uma prática científica. é historiador, é historiadora aquele que contribui para a pesquisa histórica, aquele que contribui para a ciência da história. Pressuposto de fazer um trabalho historiográfico, a gente pode resumir
e alguns elementos. Primeiro elemento, você precisa estar minimamente habituado com o estado da arte do seu objeto de pesquisa. Então, por exemplo, se minha pesquisa é sobre coluna prestes, né, que Eu ando lendo bastante sobre o tema, eu preciso, antes de me propor a escrever um livro, a escrever uma tese, doutorado, qualquer coisa assim sobre a coluna prestes, preciso conhecer os principais escritos que existem sobre a coluna prestes, né? Ó, quem são os principais autores e autoras que conseguiram escrever sobre o tema, né? Eu preciso fazer um levantamento bibliográfico, preciso conhecer o estado da arte,
né? E aí na hora de conhecer o Estado da arte, eu não posso selecionar de acordo com minha ideologia, não posso selecionar de acordo com meus ideais, com que eu acho certo, com que eu acho errado, com que eu acho bonito, com que eu acho feio. Tenho que selecionar as obras que têm mais impacto na construção da memória e da historiografia daquele tema. Que que é historiografia? A historiografia é meio que o percurso de estudo, de produção, de polêmica historiográfica sobre um tema, a Historiografia de um tema, né? Então, eh, quem tem mais impacto e
também as melhores obras, porque não necessariamente as melhores obras são as que têm mais impacto, né? Pode ser que uma obra seja muito boa sobre o tema, mas foi esquecido. Por exemplo, dou um exemplo banal para vocês. O livro do Guerreiro Ramos sobre a crise do poder no Brasil tem uma reflexão muito boa sobre a questão do populismo. Ninguém hoje mais lembra, né? Se alguém for Fazer um estudo sobre populismo, seria muito bom ler a obra do Guerreiro Ramos, que não tem impacto hoje, né, mas tinha nos anos 50. Então, até explicar inclusive porque a
formulação do Guerreiro Ramos sobre o populismo foi esquecida na sociologia brasileira. Então você precisa dominar o estado da arte. E aqui eu tô citando elementos não necessariamente por ordem de importância, viu? A ordem dos fatores não altera o produto. Então você precisa Dominar o estado da arte, você precisa dominar a historiografia sobre um tema, você precisa também dominar quais são as principais fontes sobre o tema, né? E aí, fonte na ciência da história é um termo muito amplo para uma porrada de coisa. pontos, podem ser documentos, podem ser depoimentos orais, podem ser livros de memória,
podem ser monumentos, podem ser cartas, podem ser músicas, podem ser filmes, enfim, a o que se entende aqui como fonte é algo muito Amplo, que se a gente fosse tentar dar uma definição, a fonte seria algo que possibilita captar elementos daquela realidade histórica que se quer estudar. O trato metodológico que se dá para as fontes depende para que tipo de fonte a gente tá falando. Um documento de estado, por exemplo, é uma fonte. O diário de um militante que foi preso, eh, por exemplo, e o diário dele foi capturado, também é uma fonte, só que
são fontes diferentes, né, que demandam Tratos diferentes. Então, por exemplo, quando você vai tratar um documento oficial do Estado, você tem que fazer algumas perguntas básicas. Primeiro, esse documento é público ou é interno? Né? Esse documento era de conhecimento público ou era só de circulação interna da burocracia do Estado? Porque isso já muda, por exemplo, tendencialmente o grau de objetividade desse documento, né? que é que vai est ali registrado. Ou então você vai se perguntar coisas, vou Dar um um exemplo para vocês que é importante. Se alguém daqui a 20 anos quiser estudar a história
do BPC, do benefício de prestação continuada no Brasil e aí quiser estudar como foi que o governo Lula 3 tratou do BPC, ele não vai achar a palavra corte em nenhum documento oficial. Tem lá revisão, combate à fraude e por aí vai. Mas a palavra corte no BPC não existe. Se o historiador, historiadora que for estudar o tema pegar o documento de Estado como algo transparente, algo, a realidade tá aqui chapada, é só recolher a informação, ele vai errar, né? Ele vai errar. Do mesmo jeito que no exemplo que a gente deu, um militante político
que tava sendo perseguido pelo Estado, se ele tem um diário, é muito fácil especular o quanto a escrita daquele diário estava condicionado pelo medo da repressão e quanto informações ali foram ocultadas, né? Assim como, sei lá, você vai pegar a o documento da transcrição De um depoimento de uma pessoa na ditadura empresarial militar. Você não pode pegar aquele documento e tratar como, ó, a verdade tá aqui. Você precisa problematizar, você precisa fazer perguntas, você precisa refletir o quanto aquela versão está de acordo com a realidade ou é fruto da tortura ou do medo ou de
alguma estratégia para despistar a polícia política. Você precisa confrontar documentos, né? Então, por exemplo, tem uma polêmica, Eh, que é muito boa, muito interessante sobre a Segunda Guerra Mundial, que o Thiago Braga até entra rapidamente, a gente vai debater no próximo vídeo que a gente vai dedicar ao tema, que é no 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, o Nikita Kruchov divulgou a versão de que o Stalin, assim que começou a invasão da Alemanha nazista na União Soviética, entrou em choque, entrou em depressão, porque ele que não esperava invasão. E por não esperar a
Invasão, ele entrou em depressão e passou quase 10 dias de cama, recluso, sem trabalhar, sem assumir a liderança política do processo. Essa versão, inclusive, aparece no famoso filme da BBC, lançado sobre o Stalin, eh, em que o Stalin foi, a atuação foi feita pelo Robert Duval. Só que aí, qual é o problema? O Nikita Krochov divulgou isso no 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Isso foi tomado como verdade por muitas pessoas, por muitos Historiadores sérios, inclusive. Só que a partir dos anos 70, 80, muita gente começou a dizer: "Ei, menino, isso aqui não
se sustenta". Por que não se sustenta? Porque no dia que teve a invasão da União Soviética, teve reunião da direção do Partido Comunista e tem lá documentos com intervenção do Stalin. Você tem diários, livros de memória das pessoas que participaram, foram protagonistas da época que falam do envolvimento do Stal. Você tem discurso No Stalin transmitido em rádio poucas horas depois da invasão da União Soviética pela Alemanha nazista. Você tem ordens do dia que foram assinadas pelo Stalin. Você tem documentos da secretaria do partido que mostram que o Stalin estava trabalhando. Você tem reunião e debate
sobre estratégia militar do Stalin com generais. Então assim, um conjunto de outros documentos, confrontando os documentos, mostra que não é verdade a versão divulgada pelo Nikita Krochov, que assim que teve a invasão da União Soviética, o Stalin entrou em depressão e passou quase 10 dias sem trabalhar. Perfeito. Então, o levantamento do documentação, você conhecer o o que existe disponível de documentação, quais são as principais documentos e conhecer inclusive os limites de acesso, porque veja, Thiago Braga e o Vilela, essa conversa e é a velha cantinela, né? Dá a entender que só país socialista que Restringe
o documento de estado. Veja, gente, todo estado tem segredo de estado, viu? Todo estado restringe informações, alguns mais, outros menos. Faz poucos dias atrás, foi um grande assunto no Brasil que a CIA liberou, por ordem de Donald Trump, documentos da época do assassinato do John Kennedy. Gente, o Kennedy ele foi morto há mais de 50 anos. Ainda tem documento que não foi liberado. Alguns documentos foram liberados faz três semanas atrás, né? Vocês entendem isso? Vocês entendem que tem documentos da época do assassinato de Mart Luther King que não foram liberados e provavelmente nunca vão ser
documentos da época do assassinato do Malcon. Vocês entendem que tem documentos ali da virada do século XIX para começo do século XX dos Estados Unidos que não foram liberados, como por exemplo documentos sobre a perseguição a e a militância de pessoas negras no regime de segregação racial Jow que Nunca foram liberados, que faz mais de 100 anos, que podem nunca ser. Vocês entenderam que no Brasil até hoje tem documento sobre a ditadura empresarial militar que acabou de completar 60 anos do golpe que não foram liberados e que tudo constante, se a gente não tiver uma
revolução, uma mudança na correlação forças políticas, nunca vão ser liberados. O debate sobre o o trato do historiador, da historiadora com as fontes, é o debate sobre os documentos Que existem conectado ao debate sobre a historiografia sobre o tema o estado da arte, ou seja, o quanto as produções históricas que já existem sobre o tema já analisaram esse documento, já já se debruçaram sobre eles, como analisaram um debate sobre que documentos a gente não tem acesso, que documentos a gente não tem acesso e especular teoricamente as implicações disso pro objeto de análise e um debate
também sobre alguns documentos existem, foram Preservados e outros não, né? Porque veja, no debate sobre teoria da história existe uma uma distinção clássica que é documento e monumento, né? Veja, há fontes que o poder político escolheu preservar, escolheu passar para posteridade. E há fontes que simplesmente o poder político do momento escolheu destruir, escolheu não se criar memória em torno disso. Exemplo clássico do do tema, a destruição dos documentos sobre a escravidão no Brasil no contexto Da abolição. a escolha política, o poder político da época destruir os documentos para dificultar a pesquisa histórica sobre o que
que foi o período escravagista no Brasil. Veja, isso foi uma escolha política. Então, tem todo um debate aqui sobre a documentação, o manejo da documentação, porque veja, é possível provar tudo com documento, viu? E aí alguém vai dizer assim: "Mas Jones, é por isso que a esquerda não dialoga com o povo. Veja como seu discurso é Difícil. Thiago Braga foi mais fácil de entender." É porque veja, gente, você explicar isso, você blinda as pessoas de charlatão. E aí tratar a história como mero escrever, pegar uma fonte e escrever é muito fácil, né? Porque veja, é
possível provar tudo. Então veja, é possível, por exemplo, provar absurdos. Por exemplo, eu consigo provar aqui aspas, viu, gente? Eu consigo provar, por exemplo, que o Jango era comunista. Como é que consigo provar que o Jang era Comunista? Tem documentos oficiais da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, né, falando do jango rumo ao comunismo, do jango se aproximando do comunismo, do jango comunista. Tem artigos de jornais da época falando do jango comunista, dizendo que o Partido Comunista, o PCB, mandava no governo Jango. Isso é verdade? Não. Mas assim, se eu quiser tratar o documento como
a verdade revelada, sem fazer nenhum debate teórico, metodológico, sem fazer Perguntas ao documento, sem fazer um um questionamentos críticos àela fonte, eu consigo provar qualquer coisa, né? Eu consigo provar que o governo Jango era comunista. Porque não vai faltar documentos, fontes dizendo isso. É, não era verdade, mas não falta documento. Do mesmo jeito que se eu quiser provar que o governo FHC era um governo de esquerda, também não vai faltar documento não. Eu consigo achar várias matérias de jornal, eu consigo achar Artigos de intelectuais da época, eu consigo achar artigos de órgãos de pesquisa e
tal, dizendo que o governo da Fegacia era um governo de esquerda, né? Era um governo socialista. Dá para achar, sabe? Então assim, eh, inclusive o Brasil Paralelo, ele se baseia muito nisso, naquele documentário do Brasil paralelo sobre o golpe 64, entre armas e e palavras e letras, alguma coisa assim, ele cita um documento que é falando que existiam agentes da República Checa Atuando para difundir o comunismo no Brasil no pré-Golpe. Veja, o documento existe, é verdade? Eles nem se perguntam. Sabe? Você pega um documento e você quer provar o quê? Você quer provar que existia
infiltração comunista no Brasil, que o Brasil tava na boca de um golpe comunista. Você consegue provar a partir dessa lógica tosca de você pegar o documento como a verdade revelada, você afirma uma coisa e diz aqui, ó, tá aqui O documento para provar, sabe? Então assim, existe todo um debate teórico muito amplo no trato das fontes. Isso vem diretamente para o terceiro elemento. Veja, o historiador tem teoria e metodologia da história, né? Tem uma teoria da história. Eu baseio na teoria da história marxista, né? Me baseio na forma de produzir análise histórica marxista. Algumas pessoas
têm muito mais influência da escola do Zanali. Tudo certo. Algumas pessoas t muito mais Influência uma abordagem lá Michel Certô. Outras pessoas já tem uma influência muito grande do Michel Fou que não era historiador de profissão, mas produziu obras históricas, haja vista, por exemplo, vigiar e punir e o nascimento da biopolítica, que em alguma dimensão são obras históricas. Existem marcos teórico-metodológicos diferentes. Algumas pessoas já têm uma abordagem histórica mais positivista, né? qual é o seu marco teórico metodológico? Porque Veja, o marco teórico metodológico, ele diz muito sobre inclusive a forma que você vai olhar os
documentos, né? A forma como você vai tratar as fontes. Exemplo clássico para vocês. A editora Dandara tá republicando o livro As injustiças de Cleo, o negro na historiografia brasileira do Cloves Moura. Coloca aí na tela, Maxwell. Floves Moura mostra como foi uma tendência todo o século XVI X tratar o quilombo dos palmares de forma Pergeorativa. Qual era a lógica dominante? Era os historiadores da época tratar o quilombo dos Palmares como uma série de bárbaros, de ignorantes, de burros e tal e tal. Isso tava ancorado numa lógica de pensar a história, numa teoria da história, em
que a história era privilégio exclusivo dos grandes homens, né, dos estadistas, dos generais, dos diplomatas, dos presidentes, dos reis. Então, não existia um marco teórico para Compreender uma história dos de baixo, uma história dos explorados e oprimidos. E partia também de uma compreensão de uma teoria, especialmente no século XIX, de uma teoria de um darwinismo social, que pensa que pessoas negras são intrinsecamente inferiores do ponto de vista biológico e consequentemente do ponto de vista intelectual, né? Então necessariamente você tem que enquadrar o quilombo dos pomares dentro dessas dessas fontes teórico-metodológicas que Você usava, né? Então,
os caras tinham lá uma porrada de documentos, a maioria deles inclusive acessados em arquivos de Portugal, dizendo o seguinte, dizendo que teve que fazer expedição, que só a [ __ ] para tentar derrotar Palmares, que várias expedições organizadas pelo reino português foram derrotadas, mas mesmo assim os palmarinos eram burros, imbecis, ignorantes, não tinham tática, não sabiam guerrear. Mas como é que não sabiam guerrear? Demorou décadas para Destruir o quilombo, sabe? Tipo, a coisa não horna, né? coisa não orna. Então assim, mas aí paciência, problema da realidade. Veja, todo mundo tem ideologia, gente, todo mundo tem
concepção teóricomodológica. Qual é o central aqui? O central é você expor de maneira clara e aberta qual é seu marco teóricomodológico, porque não existe neutralidade política, existe rigor científico, são coisas diferentes. Veja, Você pode ter militância política, projeto político ideológico aberto, declarado, claro, e ter muito rigor teórico, rigor teórico científico. Neutralidade político-ideológica não existe não. Ninguém é neutro. Ninguém é neutro. Jones, pode acontecer de você se defrontar com um objeto de estudos que negue, por exemplo, oos seus pressupostos teóricometológicos. Pode. É isso. Eu vou dar um exemplo para vocês. Recentemente, Outras Palavras publicou um texto
do Perry Anderson, que é papel das ideologias mobilizadoras, alguma coisa assim. Não vou lembrar o título bem agora, também não vou abrir o Google. Depois me pergunta Maxwells não conseguiu achar Perry Anderson. Ele faz um apontamento que é correto. É do ponto de vista de uma análise materialista, né, fica muito difícil encontrar uma conexão, uma conexão de interesses econômicos de classe direto Entre a força e expansão do islamismo e as relações produtivas que estavam ali colocadas na Península Arábica. Então assim, não adianta meio que forçar a buscar uma razão econômica para expansão gigantesca e rápida
e eficiente do islamismo, sabe? Assim, é isso. E aí alguém pode dizer: "Mas Jones, o marxismo não diz que a explicação de tudo tá na economia?" Eu também acho que não, mas só para vulgarizar, dar um exemplo vulgarizado, só para vocês Entenderem, em alguns momentos você vai ser confrontado com objetos que podem sim aparentemente ou realmente tá em contradição com o seu marco teórico metodológico e você tem que reformular o marco teórico metodológico, porque aqui a relação entre sujeito e objeto, veja, a relação entre sujeito e objeto de pesquisa nunca é neutra. Você chega pro
objeto de pesquisa já com a concepção teóricometológica prévia para inclusive você conseguir formular as perguntas de Pesquisa, perfeito? Formular as perguntas. Aí você vai ver as respostas que o objeto lhe dá, que você extrai a partir da pesquisa. A partir do momento que você vê que existem uma inadequação do aparato teórico conceitual e categorial que você tá usando na pesquisa, você tem que refazer esse aparato. Perfeito. Então é uma relação aqui tensa de idas e voltas entre sujeito e objeto de estudo, entre sujeito que pesquisa e objeto de Pesquisa. Você tem um aparato teórico, metodológico
prévio para começar a se debruçar sobre o objeto científico, levantar as hipóteses de pesquisa. No processo de pesquisa, você vai ver, inclusive, se suas hipóteses iniciais estão certas ou não. Eu, por exemplo, entrei com projeto doutorado e hoje eu já tenho dúvidas sobre a validade da hipótese de pesquisa que eu levantei no meu projeto de doutorado. Eu tô neste momento, aquele momento que quase todo Doutorando passa, né, que é o momento de [ __ ] será que meu objeto de pesquisa realmente faz sentido? Sabe? Então veja, eu tô num momento de dúvida e esse é
um momento indispensável de toda a pesquisa teórico-política e faz parte do processo de refinamento do marco teórico metodológico que você tá usando, que todo mundo tem, né? E aí para mim é isso. Quanto mais aberto declarado for, ó, eu sou positivista, eu sou neopositivista, eu sou Pós-estruturalista, eu sou pós-moderno, eu sou marxista, eu sou o seguidor da escola dos análises, eu sou seguidor do paradigma da microhistória, eu sou seguidor do paradigma da história das mentalidades. Quanto mais aberto, declarado for seu marco teórico, metodológico, melhor vai ser o seu trabalho. E por último, por último, o
historiador, a historiadora, veja, tod, toda essa ciência humana, ela é necessariamente, toda disciplina, aliás, Das ciências humanas, ela chama necessariamente uma interdisciplinaridade, né? Você ser um bom economista, você tem que saber bem história, teoria política, sociologia. Para você ser um bom sociólogo, é bom saber economia, teoria política, filosofia política. Para você ser um bom antropólogo, para inclusive não ficar viajando muito, é bom saber economia também. Você ser um bom geógrafo é muito importante saber história, etc, etc. O Historiador vai ter que mobilizar uma série de conhecimentos no seu processo de pesquisa, que é fundamental que
o historiador, além de dominar o estado da arte sobre o tema de pesquisa, além de dominar um debate crítico sobre as fontes, além de ter muito claro qual é o marco teórico metodológico que ele ou ela vai trabalhar e colocar esse marco teórico metodológico para dúvida frente ao processo de pesquisa, ele tem que também conseguir mobilizar uma série de Conhecimentos que são indispensáveis. indispensáveis para conseguir encarar o objeto na sua totalidade, porque a realidade, como diria o grande Lucax, é um complexo de complexos sociais de várias totalidades interagindo em movimento, em contradição, né? Então, eh,
eu, por exemplo, voltando na fala da minha pesquisa do doutorado, para mim tá muito claro, muito claro mesmo, que um dos problemas que eu tenho na minha formação é uma deficiência em geografia E que eu preciso sanar isso o mais rápido possível, porque para o meu objeto de pesquisa, eu estou sentindo falta de compreensões que só a disciplina da geografia pode me oferecer. Então, preciso me apropriar melhor do debate sobre geografia humana, né, para estudar com mais qualidade as relações agrárias no Brasil, o processo de urbanização no país, a construção da e as transformações da
lógica de Territorialidade no Brasil. Então você num processo de pesquisa vai percebendo demandas de interdisciplinaridade, de transdisciplinaridade, de conhecimentos fundamentais para você conseguir realmente atingir aquele todo que configura seu objeto de pesquisa. Então, esses são alguns dos requisitos fundamentais para uma boa pesquisa histórica, não se reduz. Aí a gente poderia passar muito tempo falando de metodologia, falar muito tempo sobre o Trato diferencial das fontes, etc, etc. O Thiago Braga, ele não consegue falar nada disso, é impressionante. Ele não consegue fazer um debate. E aí ele faz um debate, ah, falta fontes em português. Veja, falta
chegar em português a nova historiografia sobre a União Soviética dos últimos 20 anos. Isto é verdade. Não é verdade que os principais livros publicados sobre a União Soviética no século XX não existem em português. Existem. Aí você pode Dizer que vários deles demandam novas edições, que é de difícil circulação, que você só acha encebo por uma fortuna. Verdade, vou concordar com você. Verdade. Mas não é verdade que falta de maneira geral, grosso modo, chegar livros em português sobre a União Soviética. Inclusive o Thiago Braga, ele não fez isso. Vejam, isso é tranquilo, vê pela exposição
dele. Ele trata, como uma grande novidade teses que já foram Inclusive refutadas e muito bem refutadas em português. Então, a tese de que a revolução russa, na verdade, foi um golpe de estado e não tinha base popular, ela é muito antiga. Ela é parte do movimento de revisionismo histórico, muito alinhado à onda neoliberal que surge ali nos anos 80. tem mais de 40 anos circulando aí na praça e já foi muito bem respondida pelo Domênico Lo Surdo Guerra e Revolução, publicado no Brasil pela Boi Tempo Editorial, né? Bota aí na tela, Maxwell, por favor. Então,
o Thiago Braga, ele trata como grande novidade, grande novidade, teses muito antigas. No Brasil, a mais importante revista marxista em circulação há muitos anos é a revista Crítica Marxista, né? é publicada ali em parceria a galera da Unicamp, inclusive com a Boi Tempo por um tempo, não sei nem se publica ainda, também tem a margem esquerda publicada pela Boi Tempo. Se vocês forem navegar nas Páginas da revista Crítica Marxista, que tem um site tudo certinho lá todos os anos, edição da revista e tal, vocês vão ver esses esses debates, por exemplo, sobre a revolução russa,
foi um golpe de estado, não teve base social e para aí vai, vocês estão ver esses debates 10, 15, 20 anos atrás. Eu aposto com vocês que no livro do Thiago Braga, você que eventualmente é fã do Thiago Braga e comprou o livro dele, vamos lá. Eu aposto com vocês que o Thiago Braga não Enfrentou nenhuma das críticas a essas teses, que ele só repetiu como se fosse uma grande novidade e fosse a verdade revelada. Aposto com você, ó. Não precisa gostar de mim, não precisa gostar de marxismo, de comunismo. Vamos fazer essa aposta. Você
que tá vendo esse vídeo e é fã do Thiago Braga e eventualmente comprou o livro dele só na parte da revolução russa, supostamente ter sido só um golpe de estado sem apoio popular, me diga se o Thiago dialogou Com os principais críticos dessa tese no Brasil e no exterior, nos Estados Unidos, na União Europeia, na própria Rússia, por aí vai. Eu aposto com você que não. Aí você já vê o viés do sujeito, né? viés envieszado. Aí um pouco mais à frente, provando que todo mundo tem ideologia, quem nega para você que tem ideologia política
é um charlatão. O Thiago Braga tenta falar um pouco sobre a história do socialismo e aí vai dar uma opinião que parece que é Uma opinião insenta, mas mostra como ele não tem compromisso com a verdade histórica. Presta atenção aqui, gente. Eu vou adiantar um pouco, viu? Vou para casa dos 40 e tantos minutos, que é quando chega no ponto que eu quero mostrar para vocês. Lembrando que a gente vai ter mais dois vídeos em que a gente vai entrar nos pontos mais factuais da coisa. O próximo vídeo é sobre o pacto de não agressão
germano soviético. Precisa ser corrigida. E eu Sou um cara que é isso, tudo tudo no na conversa, né, em relação a qualquer assunto é válido dentro da perspectiva democrática, né? Eh, porque não há nenhuma possibilidade, Vilela, por isso eu falo, né, que isso não me incomoda, esses esses canais, né, comunistas que falam sobre esse assunto, não me incomoda. Por quê? Quantas cadeiras esses comunistas conseguiram nas eleições agora? É, quantas? Eu posso dizer que zero, posso Estar enganado, mas eu acho que não conseguiram nenhuma em qualquer estado. Não tem ecoado, então, no no no voto. Não
tem ecoado, né? Então assim, esse crescimento já tá estancado, esse crescimento que de repente a galera, né, se a galera extremista, golpe de estado e revolução e e matar o burguês, o burguês tem que ser escapelado. Eu já vi, eu já vi palestras de comunistas, até pessoas idosas, cara, comunistas idosos. Ah, com com Conservador a gente não tem que conversar não. Com conservador é no fuzil, pendurar em um poste, pendurar em um poste, escalelar e coisas do tipo, né? Então isso é risível. Isso é até risível, né? Porque se você vê, se você vê o
a quantidade testosterona que emana desses web comunistas, é assustador mesmo você imaginar uma revolução feita por esses caras, né? Então assim, eu acho que no fundo o povo brasileiro encara isso como sendo um teatro, né? Eu Acho que é tem um interesse genuíno de, ah, deixa eu ver qual é a parada, mas não não se sustenta. No final vê que tipo porque é político, no final, no final é política. No final sai o conservador, sai o capitalista, vai entrar um comunista que é corrupto, que vai fazer uma, sabe, uma desgraça na vida das pessoas. Só
olhar a história. Se você olhar a história, o meu livro ele ajuda muito nesse sentido. Se você olhar a história, você vai ver a Quantidade de resistência e de brutalidade que foi feita. Então o povo não vê milagres acontecendo, de repente vai virar uma chave e o sistema vai melhorar. Não. Então eu diria que o povo tem muito mais ódio de político do que do patrão, cara. Ah, sim. Você concorda com isso? O que que você acha disso? Eu acho que o povo brasileiro, eu diria povo da América do Sul, os pais mais pobres, pobres,
vamos dizer assim, eles tm muito mais ódio e desconforto com o Político do que com o seu patrão, cara. mesmo que seja uma grande empresa ou o cara que detém os mesmos produção, eles tm muito mais ódio do político. Então eles sabem que vai sair um e vai entrar outro. Então a a a dialética histórica, a a história sendo analisada diacronicamente, o povo, por mais que não entenda o que é socialismo, o que é capitalismo, ele sabe que é mais do mesmo, né? É, é basicamente mais do mesmo. E o comunismo, todo dia ele vai
Querer segurança pr pra rua dele, pro bairro dele, vai querer ter uma escola boa, onde vai deixar os filhos. É isso que importa, né? Ele não acredita que vai mandar, Vilela, o trabalhador não acredita que em algum momento da história ele vai mandar em qualquer coisa. Por isso que na na na nas eleições aqui o Marcel teve esse crescimento absurdo, porque o que ele acredita que meu, já que o governo não tá nem aí para mim, eu vou eu mesmo Empreender, quero vender minhas paradinha, eu quero controlar minha grana, eu quero eu mesmo pegar essa
grana e eu quero decidir o que fazer com ela. Não quero que o governo fique mordendo minha grana e falando: "Você não pode isso, você tem que pagar isso, pagar isso". Então isso isso é um movimento que já tá acontecendo e a esquerda não tá se ligando, cara. Tá ouvindo a voz. Você vê o crescimento, isso é engraçado, você vê o crescimento Da tal da extrema esquerda na Europa? Ô, perdão, extrema direita na Europa. Sim. Tipo, agora Europa é extrema direita. Cadê o comunismo na Europa? É para contrapor, né? Para contrapor. Não, você vê que
por questões democráticas e e eleitoreiras, a galera não vota no O comunismo historicamente, Vilel, ele só veio por vias de guerra mundial, primeira guerra mundial. O problema de de da gente esperar uma guerra mundial para ter essa virada de chave é que pode Ter dois grandes problemas. Surgir o comunismo, mas o fascismo também. É, foram duas políticas brutais que surgiram no pós-guerra, extremas, né? E uma surgiu primeiro, qual? o comunismo. Em 1917, comunismo veio primeiro, depois veio fascismo italiano e depois os dois dominaram lá, quase dominaram a Europa inteiro. E daí o nazismo. Exato. Então
é é é é é bizarro a gente imaginar que por mais populista que sejam essas promessas, que o povo tá sendo Explorado, que o burguês tá enriquecendo cada vez mais, o povo não compreende uma solução lógica pra vida dele. Ele não entende o que é consciência de classe. Ele nunca entendeu e ele nunca vai entender porque todo mundo pensa em si próprio. E, e, e se, seja, isso aí é a ideologia do Thiago, né? E aí você vê que por essa ideologia ele vai ter dificuldade e vai ser impossível para ele analisar vários processos históricos,
porque o povo não entende o Que é comunismo, o povo nunca entendeu, o socialismo só veio a partir da guerra, só a guerra mundial é que cria condições pro comunismo e tal. E aí veja, repare como isso é factualmente falso. Qualquer pessoa minimamente versada em história vai dizer assim: "Ei, pô, mas no Chile, por exemplo, a maioria do povo votou para eleger um presidente marxista, salvador alien que o socialismo, teve um golpe de estado e um banho de sangue dos regimes mais sanguinários da história da América do Sul para impedir o socialismo." Veja, não tô
entrando num debate aqui se dá para criar socialismo ou não pela pelas urnas. Perfeito. Tô dizendo o seguinte, a maioria do povo votou, votou num presidente marxista, né, e queria o socialismo. Ponto. Se você pega também a história brasileira, o PCB, quando teve o seu registro eleitoral reconhecido em 46, ele assustou pela quantidade de votos que fez. O PCB fez 10% dos votos presidenciais. O PCB fez 14 deputados federais. O PCB fez o senador mais votado do Brasil, Luís Carlos Prestes, e o PCB fez maioria legislativa numa porrada de cidades, inclusive cidades muito importantes, né,
como a capital federal, né, antes de ser Brasília, lá lá no Rio de Janeiro, como a capital federal, como em Santos, cidade portuária, industrial e por aí vai, e uma porrada de cidade média grande, etc. Vale dizer, inclusive, vale Dizer inclusive que a proibição do registro eleitoral do PCB em de 47 para 48 foi um dos motivos, foi impedir uma futura candidatura presidencial do Luís Carlos Prestos, né? Então assim, vale dizer inclusive que na boca do golpe de 64, um dos motivos do golpe era a força, o prestígio e o crescimento, inclusive eleitoral do PCB,
porque o PCB não tinha registro eleitoral, mas lançava candidato por outros partidos, né? Era força e o prestígio eleitoral do PCB. O Muniz Bandeira no livro O governo Jango, as lutas sociais no Brasil, coloca aí na tela Maxwell, ele cita um dado que na época o PCB tinha mais ou menos 150.000 1 militantes e uma base orgânica de apoiadores, de pessoas dirigidas pelo partido de mais de 200.000 pessoas, né? E aí pense, por exemplo, eh, base de sindicato, base de entidade estudantil dirigida pelo PCB. Parece pouco para você? Compare qual era a população da época.
Bota no Google, população do Brasil em 1964. você vai ver que o Brasil tinha 72, 74 milhões de habitantes. Então assim, a gente tá falando de um Partido Comunista de uma base gigantesca, que assim teve um golpe de estado, né, para derrubar o governo Jango e impedir o crescimento dos comunistas. Se a gente for em outro momento na história, a eleição italiana de 48 é fartamente documentada, inclusive pão comido, todo mundo sabe Que a eleição foi fraudada. para impedir a vitória eleitoral do Partido Comunista da Itália, que era o maior Partido Comunista, inclusive do Ocidente,
e que os Estados Unidos estava pronto, estava incitando separatismo para garantir que se os comunistas ganhassem a eleição e até a separação, né, entre norte e sul da Itália, assim como é fartamente conhecido, aliás, fartamente documentado, conhecido é pouco, né, que quando acabou a Segunda Guerra Mundial, Os comunistas defendiam a Assembleia Nacional constituinte e eleição na Alemanha, não a fragmentação, né? Os Estados Unidos não quiseram porque tinham certeza que os comunistas iam ganhar a eleição e ganhariam mesmo, viu, gente? E ganhariam mesmo. Então, impediram a eleição na Alemanha e dividiram o país nas zonas de
influência, o que acabou depois se conformando na Alemanha Oalemanha oriental. Assim como eh a Proposta dos comunistas para reunificar o Vietnã também era eleição geral ao reunificar o país a partir de um processo eleitoral de uma Assembleia Nacional Constituinte. E os Estados Unidos não deixou, né, invadiu o país. E a gente pode citar vários outros exemplos. Vou pegar aqui meu livro Batalha pela Memória, bota aí na tela, Maxwell, por favor, e citar alguns exemplos para vocês. Por exemplo, o Irã. O Irã, vocês sabem que teve um golpe no Irã contra o primeiro-ministro Mossadeg, né, que
estabeleceu uma ditadura no Irã que foi derrubada com a revolução islâmica. Pois bem, na época do governo Moçadeg, que foi derrubado, sabe quem era muito forte lá? Vou ler aqui um trecho do meu livro que fala sobre o Irã antes do golpe que derrubou Mossadegue. Vamos lá. Nesse clima político ganhava a força o Tudê, Partido Comunista do Irã, com siglo em português PCI. Fundado em 1941. O TUD era uma organização Comunista que defendia a independência nacional, a modernização e desenvolvimento da indústria, a nacionalização do petróleo, melhora radical nas condições de vida da classe trabalhadora e
dos camponeses e o respeito à religiosidade do povo, mas sob um estado laico e com pleno direito e igualdade para as mulheres. Nas palavras de um dos principais líderes históricos do Tudê, Ali Cavari, relembrando a trajetória do partido, a Fundação do PCI teve impacto real na sociedade do Irã. A emergência do PCI na arena política e de classes não é comparável com a emersão de nenhum outro grupo ou partido político em termos de importância e impacto na sociedade iraniana. Dentro de um pequeno período de tempo, o partido estava enraizado tão profundamente na sociedade que em
qualquer lugar que você fosse, você ouviria algo sobre ele, desde os diversos locais de trabalho, com Atividades para formar sindicatos industriais, comerciais ou campesinos até as universidades. Existia uma clara influência do nosso partido, mas importante, pela primeira vez, desde a formação do PCI, as mulheres de nossa nação ouviram uma poderosa voz na sociedade defendendo seus direitos durante aqueles tempos, com as condições atrasadas em que a sociedade iraniana se encontrava devidas à opções reacionárias e supersticiosas da religião, nosso Partido conseguiu desempenhar um papel importante no despertar da mulher iraniana. A influência do PTI provocou profundas mudanças
nas relações sociais e culturais da nação, cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Muitas das figuras sociais e culturais mais importantes da época adotaram as ideias progressistas do partido e se tornaram membros ou simpatizantes. Aí, continuando, eu digo. Quando foi eleito primeiro-ministro do Irã em 1951, Moçodegou responder algumas demandas da classe trabalhadora, lutou para nacionalizar o petróleo do país, empreendeu campanhas de alfabetização de direitos das mulheres e melhoria na infraestrutura física e social, como construção de hospitais, escolas, creches, etc. O Partido Comunista tinha restrições a Mossadeg, mas o apoiava nas suas medidas mais avançadas. Um
pouco mais abaixo, veja, o imperialismo britânico estadunidense, por óbvio, não Podia ficar parado olhando a ação do governo Msadeg e o crescimento da força dos comunistas. Como muitas vezes na história, o imperialismo decidiu armar um golpe de estado e derrubar um governo eleito pelo voto. Uma breve descrição dos preparativos do golpe. Aí eu cito aqui um autor importante que diz o seguinte: em 1952, logo após a eleição do generaluer para presidente dos Estados Unidos, altas autoridades britânicas Propuseram a seus pares americanos o planejamento conjunto de um golpe de estado contra Moçadeg. Os americanos responderam que
o governo naquele momento em fim de mandato, jamais empreenderia uma tal operação. Mas o de Azenhauer, que começaria em janeiro, determinado a intensificar a Guerra Fria, estaria provavelmente propenso a fazê-lo. O relato da CIA descreve bem a maneira como a intervenção foi preparada. Após a autorização do Presidente Eisenhauer em março de 1953, funcionários da CIA estudaram o modo de executar o golpe e voltaram para o problema de substituição do primeiro-ministro. A escolha recaiu rapidamente sobre Fazlala Zaed, um general reformado que havia conspirado com os britânicos. Em maio, um agente da CIA e um especialista do
Irã, a serviço do CCR Intelligence Service britânico, passaram duas semanas em Nicósia, Chipre, onde elaboraram uma primeira Versão do plano. Autoridades da CIA e do SIS revisaram na e uma versão definitiva foi escrita em Londres em meados de junho. E aí em seguida o golpe de estado foi vitorioso. As políticas democráticas, populares e laicas foram abandonadas. O Irã ficou nas mãos do imperialismo, sendo na prática uma neocolia dos Estados Unidos dirigida por Mohamed Reza Pavlev. Vejam isso aqui tem um capítulo no meu livro em que o título é Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A Outra história
dos comunistas no século XX. É basicamente um capítulo de livro que eu mostro os comunistas como maiores defensores de direitos políticos, direitos civis, liberdades democráticas, estado laico, direito das mulheres, escola pública, contra a guerra, campanhas em defesa da paz, contra armas atômicas. É basicamente os comunistas sendo mortos, assassinados, presos, torturados, deportados, mostrando que várias e várias vezes na história do Século XX tentou, né, criar o socialismo por meio da democracia burguesa e o resultado sempre foi um golpe de estado com extrema violência para impedir isso, inclusive matando milhões de pessoas. No livro eu debato o
golpe na Indonésia, né? Partido Comunista da Indonésia, por exemplo, era o maior Partido Comunista do mundo fora do poder. Tinha mais de 1 milhão de militantes. O governo era um governo progressista nacionalista, que tinha apoio do Partido Comunista. O Imperialismo estadunidense tinha medo que na próxima eleição o Partido Comunista pudesse ganhar a eleição, promover um golpe de estado lá, né, que matou mais de 1 milhão de pessoas. Então veja, o Thiago ele simplesmente ele falta com a verdade factual em nome da ideologia dele e se proclama como neutro, né? Vocês vão ver no próximo vídeo
da série em que a gente debate diretamente a leitura do Thiago sobre o pacto de não agressão germano soviético, Como ele mente sistematicamente e como a ideologia dele impede que ele ver o básico da verdade histórica. Só queria abrir com essa introdução pra gente começar a conversa. Não percam os próximos dois vídeos da série que a gente vai mostrar as mentiras de Thiago Braga sobre a história da União Soviética. É isso, galera. Espero que vocês tenham gostado do vídeo de hoje do canal. Não se esqueça de se inscrever no canal, ativar O sininho, curtir esse
vídeo, compartilhar tudo isso que vocês já sabem. Um beijo e até a próxima.