Se eu estivesse começando hoje com o objetivo de alcançar meu primeiro milhão, eu faria exatamente isso que eu vou mostrar para você nesse vídeo. E não, isso não é um plano para você ficar rico em pouco tempo. Até pode acontecer, mas vai dependendo da sua renda, capacidade de aporte, do quanto você já tem investido hoje.
Mas no geral, esse é um plano que qualquer pessoa pode começar a executar hoje do jeito certo. E agora eu tenho que ser honesto com você, porque esse plano ele é chato e talvez por isso eu veja pouca gente aplicando na prática. No começo você vai sentir que tá nadando contra maré às vezes sozinho e com resultados pouco perceptíveis.
Diria até que dependendo do quanto você começa a investir, imperceptíveis. Mas com o tempo a aplicação constante desse plano e a força dos juros compostos vão te levar a descobrir a verdadeira mágica que leva as pessoas a enriquecerem, só que não da noite pro dia. Tem gente que diz que não existe fórmula mágica.
Eu falo: "Existe sim a do juros compostos, só que a mágica é só no longo prazo. " Mas vamos lá. A primeira coisa que você tem que ter antes de qualquer ação é definir onde você quer chegar.
Você tem que ter uma meta clara. um valor que você quer alcançar. Lá atrás, quando eu tinha 20 anos, por exemplo, estabeleci minha primeira meta financeira chegar em 10 anos, ou seja, até os meus 30 anos ao meu primeiro milhão.
Era uma meta ambiciosa, sobretudo para um militar, né? E eu lembro até de um instrutor meu falando: "Pô, militar não fica rico". Ele fez questão de me lembrar isso, mas com o tempo e com juros compostos, eu entendi que eu poderia chegar lá.
E aí, passado um certo período, quando eu comecei a estudar mais sobre finanças e descobri a questão da inflação, eu atualizei essa meta para viver de renda. Na prática, eu tava buscando um valor que pelos rendimentos fosse suficiente para bancar o meu padrão de vida. E esse valor lá em 2017, que foi o ano que eu fiz a minha migração, né, do exército para redes sociais, mas sem saber como é que seriam as coisas, era de 880.
000. Se eu for pegar esse valor e corrigir pela inflação, daria alguma coisa em torno de 1. 5 milhão hoje.
E por si só, eu já acho isso impressionante, né? Porque 2017 a gente tá falando de um período, 2026 acabou de começar, então basicamente são 8 para 9 anos. Mas enfim, voltando aqui, se eu tivesse começando hoje, a primeira coisa que eu faria seria estabelecer essa meta.
E para te ajudar nesse processo, eu vou te mostrar um passo a passo simples. A primeira coisa que você precisa para isso é saber o quanto custaria o seu mês ideal. Não tem que ser na ponta do lápis, né?
Até porque você pode não ter muita noção disso. E eu falo isso pelo seguinte, eu não quero que você pegue o seu curso de vida atual hoje, somar alimentação, moradia, transporte. Eu quero realmente aquele curso de vida que você entende como é o ideal.
Digamos que tem um custo de vida de cinco hoje, mas pensa, pô, se eu ganhasse 10, aí sim eu estaria muito bem. E aí, quando você chegar nesse valor que você definiu pro mês, nesse meu exemplo aqui, R$ 10. 000, o próximo passo é entender o quanto você precisa ter investido para que os rendimentos desse dinheiro investido bquem seu padrão de vida do futuro.
E para te ajudar com isso, eu vou usar um referencial conhecido no mundo todo quando você pensa em planejamento financeiro, que é chamada regra dos 4%. E essa ideia, ela é muito simples, né? Com o patrimônio investido, você poderia tirar alguma coisa próxima de 4% ao ano, de forma sustentável para bancar o seu padrão de vida e continuar vendo esse patrimônio crescer acima da inflação.
Na prática seria assim, né? Você pega o quanto você quer ter por ano de renda e divide por 0. 04.
Então, por exemplo, você concluiu que o seu padrão de vida ideal por mês seria poder gastar R$ 10. 000. Logo, isso dá R$ 120.
000 no ano. Se eu divido R$ 120. 000 por 0.
04, 04 dá 3 milhões. Perceba que agora você tem realmente um número, um alvo a ser perseguido, um valor que pelo menos em teoria te permitiria viver de renda. Feito isso, né, já definindo essa renda mensal, esse valor que você tem que ter investido, agora vem a pergunta: em quanto tempo você quer chegar lá?
Qual será o prazo da sua meta? Até porque meta sem prazo não é meta, né? Simplesmente sonho.
Lembra que lá atrás, por exemplo, eu coloquei uma meta, era um prazo de 10 anos. Eu quero que você faça a mesma coisa. E não precisa ser um prazo de 10 anos igual o meu.
Esse número, assim como o valor que você vai usar para viver de renda, ele é pessoal, né? O Morgan House tem uma frase que eu acho brilhante. Ele diz sempre que finanças são mais pessoais do que finanças.
Então, por exemplo, para um jovem de 20 anos, pode ser um prazo de 30, talvez até 40 anos para um cara mais paciente. Para alguém na casa dos 30, um pouco menos, 20, 30 anos para chegar no objetivo. Para alguém com 40, esse cara quer se aposentar com 60 anos.
Então, 20, talvez uns 15 anos, puxando ali para 55. E aí, perceba que não existe prazo certo ou errado, existe o prazo que faz sentido para você, pro seu plano. E agora a gente vai pegar esses números que você tem na mão para descobrir o mais importante, né?
O quanto você teria que investir por mês para alcançar essa meta dentro do prazo que você estipulou para si mesmo. E para isso não ficar vago, eu pedi pro meu time montar uma planilha bem simples, só para você enxergar isso na prática. Aqui na planilha tem algumas informações.
A primeira coluna são os anos, ou seja, o prazo da sua meta. A segunda, a quantidade de aportes, quantos meses você vai investir até lá. A terceira é a rentabilidade mensal.
Aqui é uma média só para fazer uma simulação. E o objetivo é o valor final que você quer alcançar. E o mais importante, o valor mensal que você teria que investir para chegar na sua meta dentro do prazo.
E eu não vou colocar essa planelha para baixar, até porque ela é muito simples, mas vou colocar os valores na tela e basta que você pause o vídeo, tire um print para ver como é que seria pro seu caso. E além disso também tem aqui uma coluna com valor diário para você ter noção de quanto isso representa por dia. Porque tem gente que gosta de olhar assim, né, vê que por dia não parece ter tanta coisa ou às vezes até desanima, né, se for realmente muita coisa, porque o prazo tá totalmente incompatível com que a pessoa consegue aportar no momento.
Bom, mas continuando, pra simplificar, eu tô considerando aqui também ganho real, ou seja, ganho acima da inflação. Então, veja, se o meu objetivo fosse ter 1 milhão deais investidos com uma taxa média de 05% ao mês, o que daria algo próximo de 6% ao ano, muito abaixo da Selic que tá agora em 15%, por exemplo, mas veja que eu tô realmente pegando números reais. Tem alguma coisa mais próxima da realidade hoje de PCA mais 7%, que é o que você consegue receber com título público.
Tô jogando até um pouquinho para baixo, mas nesse exemplo eu precisaria aportar R$ 14. 3328. R$ 332,80 por mês para chegar em 5 anos ou R$ 6.
102,5 por mês para chegar em 10 ou R64,31 por mês para chegar em 20 e R$ 995,51 para chegar em 30 anos. Agora, puxando pro exemplo anterior de alguém que quer viver de renda com R$ 10. 000 por mês, essa pessoa precisaria ter para isso R 3 milhõesais investidos.
Então, colocando na planilha, se o objetivo fosse chegar lá em 10 anos, daria um valor aí de R$ 18. 30,15 R6,15 por mês. Em 20, R$ 6.
492 e alguns centavos. Em 30, R$ 2986 e 52 por mês. Pô, Bruno, olhei a planilha aqui, fiquei desanimado, né?
E eu até entendo, porque quando tudo é sonho as coisas parecem mais simples, não fica tão palpável. Mas quando você coloca em número, você percebe que é possível, só não vai ser tão fácil e definitivamente não é automático, vai exigir consistência. Mas se o seu plano, a sua meta fosse chegar em R$ 100.
000 R em 5 anos. Eu já gravei um vídeo explicando porque você deveria ter essa meta de chegar aos 100. 000 quanto antes.
Para isso, seria necessário você investir 1433,28 por mês. Eu sei que para muita gente ainda é um valor alto, mas também entendo que para várias pessoas que acompanham aqui o canal não é tão alto assim. Poderia ser bem incrível.
E veja, meu objetivo aqui não é te desanimar, é mostrar que é possível. Não é achismo, né? É simplesmente matemática.
E eu te mostrei esses números por um simples motivo. Você tem que tratar isso como algo concreto, não mais uma ideia vaga. Quando você coloca um número, você sai do: "Ah, um dia eu vou ter tal patrimônio investido e entra no agora eu sei o que precisa ser feito para chegar lá".
E tem uma coisa que ajuda muito a tornar essa meta real, é deixar ela pública. E aqui não é porque alguém vai te cobrar, não é por isso, mas é porque quando você escreve e assume, você cria um compromisso real com você mesmo. Eu fiz isso lá atrás.
Quando eu defini a minha meta, eu contei para muita gente e eu acreditava que esse compromisso público me levaria a encarar o meu plano de uma maneira mais séria. E no exército, foi até interessante, quando eu fui servir em Boa Vista, capital de Hororaima, o quartel mandava militares para fazer o curso de guerra na selva. Meu cunhado, por exemplo, fez o Guerra na Selva, né?
Ele sempre conta uma história que quando você vai pro curso, eles têm que astar uma bandeirinha, todo mundo sabe que você foi pro curso e você volta antes do final do curso, ou seja, você não concluiu com sucesso, você vai lá e tem que arriar sua bandeira. Então, todo mundo viu que você falhou. E entre os meus amigos que fizeram guerra na selva, alguns admitem, cara, eu fui até o final, mesmo odiando uma parte do curso que era muito puxado, com saudade de casa, não aguentava mais o desconforto, porque eu não queria voltar lá pro quartel e ter que arra uma bandeira na frente dos outros.
Então veja que essa meta pública, apesar de botar mais pressão e alguns indivíduos não lidam muito bem com isso, não era o meu problema, ela acaba ajudando a chegar até o objetivo. Você começa tomar decisões sempre pensando na meta, você deixa de fazer algumas coisas que seriam incompatíveis com a chegada da meta, mas você tem que prestar atenção também, porque só ter a meta, ela é bom, né? Mas é só um começo, porque de nada adianta você ter essa meta clara se mês após mês você não consegue fazer a sua parte para chegar nela.
Lembra que antes de olhar pra confissão da sua meta, você olhou pra renda que você pretende ter no futuro, né, para bancar o seu curso de vida ideal. É aqui que o jogo começa, porque se você gasta tudo que entra, você não tem condição nem de começar, não existe aporte, não tem plano simplesmente na construção de patrimônio. E para muita gente isso ainda é pior por causa de um problema que puxa a gente para trás, que são as dívidas.
Então o segundo passo do plano, ele é simples e obrigatório, é arrumar a sua casa. E é exatamente isso que eu vou te mostrar agora, porque antes de pensar em investimento, tem uma regra que eu colocaria como prioridade. Simplesmente não dá para construir patrimônio carregando dívida cara.
Porque a conta é simples, né? Juros de cartão de crédito, cheque especial, parcelamento caro, quase sempre são maiores do que o rendimento que você tem no mercado. Ou seja, tem gente que tenta avançar, mas a dívida puxa a pessoa para trás.
Então eu vou ser bem direto, né? Se você tem uma dívida cara, seu primeiro foco não é investir, é tirar isso do caminho. Pô, Bruno, mas como é que eu diferencio uma dívida cara de uma dívida barata?
Porque eu citei algumas coisas aqui, mas vamos supor que você tenha dúvida sobre o seu financiamento imobiliário, seria caro ou não. E aí basta que você olhe o quanto ele custa para você ao ano e qual o rendimento que o capital que você usa para pagar essa dívida poderia obter no mercado de maneira conservadora, né? Então, citando o exemplo, quem fez um financiamento lá atrás a juros de 9% ao ano, vale a pena quitar esse financiamento de forma adiantada, sendo que agora você pode investir o dinheiro a 15% ao ano com a CELIC atual?
Não. Quando é que vai valer a pena que tá? Quando o rendimento da CELIC, por exemplo, cair e aí você começa a amortizar o seu financiamento.
Talvez até possa fazer uma portabilidade porque o custo financiamento pode ter caído junto também, mas o ponto é que essa dívida não é cara, ela não é uma prioridade para ser quitada. Agora, as que realmente roubam o seu dinheiro antes do mês começar, já recebeu, já tem uma conta gigante para pagar de juros. Essa tem que ser prioridade.
E aí perceba, né, isso é algo que muita gente ignora, que sair das dívidas não é só pagar as dívidas existentes, é também parar de criar novas dívidas. Porque se você continua parcelando, continua girando cartão, continua tapando buraco, criando outro buraco na frente, você paga hoje e volta pro mesmo lugar amanhã. Inclusive, ainda que você ganhe dinheiro do nada, sei lá, receber um pedaço de uma herança, se você tem essa cabeça de gastar mais do que você ganha, tem um fluxo negativo, você vai dilapidar esse patrimônio que você recebeu até uma hora que não vai sobrar nada dele, você vai continuar fazendo dívida depois disso.
Por isso é tão importante parar com essa parte das dívidas, né? E não é que parando com a dívida você vai ficar rico do nada, não. Mas você cria uma base, que é algo muito importante para poder ter riqueza no futuro, né?
que esse controle do seu orçamento. E por falar em controle de orçamento, o próximo passo é justamente esse orçamento. Só que aqui eu não vou me aprofundar na construção do orçamento em si, porque eu já expliquei isso passo a passo em um vídeo específico.
Ele tá aparecendo inclusive aqui no card, então basta você tocar no card para assistir esse vídeo. Inclusive eu recomendo que você faça isso e veja também outros conteúdos que eu deixei aí para complementar essa parte de organização. Mas o que eu quero que você entenda é o seguinte, né?
Orçamento não é sobre anotar gasto ou fazer planilha bonita, né? Orçamento é sobre tomar decisões antes. É você olhar pro dinheiro que entra e falar: "OK, isso aqui vai pra conta, isso aqui eu vou usar na minha vida, isso aqui é pro meu eu do futuro".
Porque se você não decide, o que acontece é que o mundo vai decidindo por você, né? O parcelamento se impõe, minha emergência aparece, você faz uma nova assinatura de streaming, você gasta mais dinheiro com iFood e no fim do mês você não sabe nem para onde foi o dinheiro. E aqui que entra a regra mais importante desse plano.
Independentemente do que você faça com seu dinheiro no mês, a primeira coisa é pagar a si mesmo primeiro. Para isso, você define um valor, ele pode ser pequeno no começo e trata isso como uma conta fixa. Seria como um novo boleto que você tem, só que agora com você mesmo.
Se você quiser automatizar até para tirar o atrito de você ter que fazer aquilo, que o salário, esse valor já vai direto lá para uma corretora, por exemplo, para você investir, ótimo. Diria que melhor ainda. E aí sim, com o restante do mês, você vai lá e se vira nos 30 para fazer dar certo.
E eu digo isso porque existe uma diferença enorme entre essas duas pessoas, né? A pessoa que fala aqui, ó, eu vou investir quando sobrar e a pessoa que recebe e ela se paga primeiro. A primeira ela depende de sobra e quase nunca sobra com esse tipo de cabeça.
A segunda, ela cria essa sobra na marra, cria consistência e essa consistência de investimentos após mês que vai criar o patrimônio dela. Eu vou te dizer uma coisa, né? É aqui que o jogo começa a virar, porque no momento que você se paga primeiro, todo mês, mesmo que seja pouco no começo, você deixa de ser alguém que quer investir e vira de fato investidor de verdade.
E aí, antes de falar de longo prazo, eu tenho que te avisar, né? Investir não é sair por aí comprando ações simplesmente, principalmente se você ainda não tem um conhecimento, porque aí vai parecer muito mais uma aposta do que o investimento em si. O jeito certo é começar pelo básico, garantir que o imprevisto não vai te obrigar a mexer no seu dinheiro, sobretudo em mercados de baixa, e não ter que desmontar o seu plano que muitas vezes mal começou.
E aqui que entra a parte do seu salário que vai ser destinado à construção da sua reserva de emergência. Esse é o seu primeiro foco dentro dos investimentos. E para isso você tem que definir o tamanho da sua reserva.
Até porque a reserva não tem que ser igual para todas as pessoas. Eu penso da seguinte forma: quanto maior a volatilidade da sua profissão, da sua vida, maior precisa ser essa reserva, esse colchão financeiro que você terá. Então, por exemplo, quando era oficial do exército, ou seja, eu era funcionário público de âmbito federal, eu tinha remuneração garantida, inclusive sem atrasos.
Primeiro dia útil, tava lá o meu pagamento. Por conta disso, meu colchão financeiro era menor, já era de 3 meses da minha renda. Agora, se você tem uma renda muito volátil, como por exemplo um corretor de móveis, que ele pode vender muito bem um certo mês, mas ficar depois seis meses sem vender nada, esse colchão tem que ser maior.
Diria que no mínimo 6 meses, talvez até 9 ou 12, para um cara que queira ser mais conservador nesse ponto. A segunda etapa, depois você definir o tamanho dessa reserva, é também definir onde você vai alocar esse dinheiro. E para isso você precisa ter investimentos que tenham duas características, né?
sejam muito líquidos e muito seguros. Só que por serem muito líquidos e muito seguros, eles terão rendimentos não tão altos assim comparando com outras opções no mercado que são mais arriscadas. E isso é completamente normal, tá pessoal?
Até porque existe um tripé impossível no mundo dos investimentos. Você não consegue essas três coisas ao mesmo tempo. Alta liquidez, alta segurança e alto rendimento.
Tem que abrir mão de uma delas. Ah, vou comprar um imóvel, né? Pode ter um alto rendimento, pode ter uma alta segurança, mas não tem uma alta liquidez.
Pô, vou comprar Bitcoin. Pode ter alto rendimento, tem uma liquidez altíssima, mas não vai ter essa segurança. E na reserva de emergência você vai abrir mão do rendimento mais alto para ter liquidez e segurança.
Pô, Bruno, e quais investimentos você recomenda para reserva de emergência? Basicamente dois. Nós teremos um terceiro no futuro, né?
Porque o tesouro tá lançando tesouro reserva, mas não tá disponível ainda pra gente investir. Parece que vai começar pelos clientes do Banco do Brasil. Mas enquanto isso não acontece e quando tiver liberado eu devo fazer um vídeo no canal sobre isso, as duas opções são tesouro Selic e um CDB de liquidez diária de um bom banco.
E provavelmente ele vai te pagar alguma coisa próxima 100% do CDI. Os grandes bancos pagam 100% do CDI. O Itaú, por exemplo, paga o no bank paga 100% CDI.
Os menores costumam pagar um pouquinho a mais para ter o seu dinheiro, mas esse pouquinho na reserva de emergência, sinceramente, eu não acho que vale a pena. Não com esse dinheiro, né? Você quer correr mais risco, vai lá, mas não com a reserva de emergência.
Mas aqui eu tenho que te avisar de um ponto prático pro qual pouca gente presta atenção, que é o fato de que construir essa reserva é demorado. Se você, por exemplo, destinar 10% daquilo que você ganha para investir na sua reserva e você tem a meta de ter 6 meses da sua renda lá, perceba que com 10 meses você tem um mês. Com 20 tem 2, 30 tem 3, 40 tem 4, 50 tem 5.
Com 60 meses, sem contar os rendimentos, você conseguiu chegar a sua meta da reserva de emergência. Só que 60 meses são 5 anos. E aí, perceba que como a gente tem essa demora, você pode estar fazendo certo, mas mesmo assim, se uma emergência acontece, você tá descoberto durante um tempo, porque você está montando sua reserva, mas com seis meses você sofreu um acidente de carro e aí por isso não consegue mais trabalhar direito.
Que que se meses da sua reserva vão fazer por você? Pouca coisa. E aí, já que a gente tá no começo do ano, eu quero colocar uma ferramenta no seu radar para você dar uma pesquisada.
Vou deixar inclusive uma indicação de site aqui, que é o seguro de vida. A ideia é simples, né? É garantir a continuidade do seu plano.
Se o imprevisto grande, e aqui eu não tô falando de morte, tá? Tô falando de doença ou de algum tipo de acidente que te leve a ficar incapacitado, ele vem aparecer. Porque se isso acontecer, você vai est impedido de gerar sua renda da mesma forma que fazia antes.
E para quem quiser entender isso melhor, ver se faz sentido essa questão do seguro de vida, eu vou deixar o link da ASUS aqui na descrição junto com o caminho para você tirar suas dúvidas. E para entender por que eu tô trazendo isso aqui, eu vou deixar o meu exemplo. Lá atrás, quando era oficial do exército, eu tinha um cenário muito previsível, né?
tinha remuneração garantida, sem atraso, estabilidade e por isso meu colchão financeiro podia ser menor, já que o risco de imprevisto quebrar o meu plano, me deixar sem investir, era bem baixo. Só que quando eu saí desse cenário e passei a ter uma vida financeira mais dinâmica, renda que pode oscilar, projetos, responsabilidades, que eu passei a ter pessoas contratadas também na minha empresa, o impacto de imprevisto poderia ser muito maior. E é por isso que eu sempre gostei dessa ideia de seguro, pagar pouco para te proteger da pequena chance de que algo muito ruim venha acontecer na sua vida.
Então eu não uso um seguro de vida para substituir uma reserva de emergência, não é um ou outro, né? Mas ele é uma ferramenta sobretudo para esse período em que sua reserva não está pronta ainda. Mas dependendo do custo, porque muitas vezes é realmente pagar pouco para se proteger desse grande risco, ainda vale a pena continuar com ele mesmo com essa reserva completa.
Inclusive dando um exemplo aqui, eu fui cotar no site da ASUS quanto é que ficaria um seguro de vida com uma pollice de 1 milhão para um homem de 30 anos e ficou no valor de R$,11 mensais. Se você pensa em termos proporcionais, é muito pouco para se proteger de uma pequena chance que para vários de vocês aqui não vai acontecer, felizmente de algo dar muito errado na sua vida. Mas aqui é um orçamento genérico, né?
Eu coloquei as minhas informações e botei essa faixa dos 30 anos, porque é uma faixa mais ou menos média da audiência aqui do canal. Se quiser fazer a cotação para você, entra no link lá e simula. Inclusive, dá para contratar direto sem ter que falar com ninguém.
É bem prático as coisas na ASOS. Voltando aqui, veja que você já tá com as dívidas caras fora do caminho, né? pelo menos já tem essa noção e vai fazer isso ao longo do tempo e entende que tem que ter um orçamento funcionando e você tem que se pagar primeiro.
E aí entra a parte que realmente constrói patrimônio, que é investir com foco no longo prazo. E aqui eu vou te tranquilizar. Você não tem que ser um especialista para investir bem.
Eu gosto sempre de falar que o investidor ele é um generalista que usa o trabalho dos especialistas a seu favor. Então, você quer investir em fundo imobiliário, você vai conhecer um analista, vai ter um relatório indicando certos fundos e vai tomar a decisão com base nas indicações. Você quer investir em ações, você vai conseguir avaliar as empresas, sobretudo se estudar para isso, mas também vai ver informações chegando de outras pessoas e vai poder botar elas no seu screening para ver se passa ou não no crio.
Então você não vai conseguir ser especialista em tudo no mercado, mas vai ter conhecimento para poder diferenciar o joio do trigo e pegar a opinião dos especialistas mais críveis depois que souber avaliar bem. Mas como eu disse, você não tem que ser esse especialista exatamente em alguma coisa. você tem que ter, e acho que isso é muito mais importante, é um plano simples e tempo suficiente para que você possa chegar no seu objetivo.
O erro mais comum de quem começa a investir é achar que, ah, eu vou escolher aqui o melhor ativo. E não, isso vem depois, né? No começo, investir é criar um sistema que você consegue repetir por anos, sem depender de humor, de notícia e da motivação, que ela pode est presente um certo momento e depois ela meio que sumir.
E aí, como eu faria isso de forma genérica, começando em 2026, porque tem uma coisa que é comum no mundo todo quando a gente fala de investir bem e não existe uma carteira perfeita, existe uma carteira que combina com a sua vida. E por isso eu gosto da ideia de que o mercado ele tem que ser uma extensão da sua vida profissional, mas no caminho de encontrar um equilíbrio. Ou seja, o risco da sua carteira depende de como é que é o seu trabalho.
Se, por exemplo, você tem um trabalho mais estável, como eu lá atrás quando era militar, uma renda mais previsível, né, que não vai sumir do nada, então você pode aguentar mais oscilação na sua carteira, porque a sua vida real não depende do desempenho da bolsa. Agora, se a sua renda é volátil, porque você ganha comissão quando vende, você é um autônomo, você é um empreendedor, é o jogo muda. Porque pode ser que a sua renda caia, já que você pode ter uma crise na economia, ao mesmo tempo em que o mercado está caindo e aí você é obrigado a vender aquilo que você tem investido em um momento ruim, talvez até na pior hora possível, como aconteceu com muitos empreendedores na fase da pandemia, negócios fechados, ao mesmo tempo que a bolsa estava caindo.
Então o cara vendeu na mínima, pô, mas depois o mercado voltou, só que esse cara tava fora do mercado. Então, para simplificar, eu pensaria da seguinte forma, né? Quanto mais instável o seu trabalho, quanto mais incerto, mais robusta tem que ser a sua carteira e mais previsível.
Agora, quanto mais estável o seu trabalho, mais risco você pode correr no mercado para buscar crescimento. Mas cabe salientar aqui que geralmente não é isso que acontece, né? Porque uma pessoa, ela é empreendedora porque gosta de risco.
Então, no mercado ela quer correr mais risco, ela fica com risco nas duas pontas. Já o cara que é funcionário público, geralmente ele é funcionário público, ele gosta de previsibilidade. Então no mercado ele vai para onde?
Para previsibilidade também, ele fica só na renda fixa. Diria até que esse cara, considerando também o histórico do Brasil de juros altos, ele tá melhor do que o cara do muito risco. Esse cara que pode quebrar, esse aqui não.
Ele só vai demorar mais para chegar no seu objetivo, perdendo, né, aquelas fases do mercado, onde a nossa bolsa sobe muito. Inclusive, gravei um vídeo há pouco tempo falando sobre como a gente pode entrar num ciclo muito positivo, não só para Brasil, para emergente no geral, falando de bolsa. E eu diria para esses dois caras, né, que estão nesses extremos que eles têm que tentar chegar pelo menos no meio termo.
O cara muito conservador, arriscar um pouquinho mais e o cara muito arrojado, até pelo bem da carteira dele, diversificar um pouco mais na renda fixa. Na verdade, diversificação é uma palavra essencial pra gente citar aqui. E não entenda diversificação como você ter centenas de ativos.
Diversificação é você não depender de uma única coisa, de uma única empresa, um setor só, até um só país, né? né? Eu gosto sempre de falar de investir no exterior por conta disso.
Mesma coisa com uma só moeda ou uma só tese, porque quando você tá assim, dependa de uma coisa só, muito concentrado, é aí que as coisas podem ficar ruins. E aquele plano que você traçou com tanto esmeriro, pode ir por água abaixo. E é justamente para evitar esse tipo de coisa, essa derrocada do plano, que é necessário que você diversifique.
Porque entenda, né? É muito mais importante você evitar os erros feios do que você querer acertar tudo. Eu não conheço nem investidor que acertou todas as teses.
Geralmente se você monta carteira lá de ações com 10 ativos, você não vai ver os 10 subindo ao mesmo tempo. Alguma poção pode est caindo até com a empresa melhorando, mas com preço mais baixo. Seria inclusive ótimo você poder comprar alguma coisa que tá melhorando, tá gerando mais resultado com preço mais baixo.
Quando o mercado te dá essa chance, é bom que você aproveite. Mas enfim, ninguém planeja perder, mas de vez em quando isso acontece. estando diversificado, essa perda tende a ser menor.
E para fechar aqui os comentários sobre investimento nesse vídeo, eu lembraria de dois inimigos que ninguém vê, mas todo mundo no final sente o peso no bolso, né? O primeiro é o custo, que é uma das coisas que você controla em investimento. Então, não quero que você fique pagando taxas excessivas, um spread para fazer um câmbio muito alto, imposto que não deveria ser pago porque você poderia compensar com uso de prejuízos anteriores.
Então, quem lida bem com essa parte dos custos costuma ter melhores resultados. E a segunda é a ansiedade, que acomete principalmente os investidores mais novatos, aquele cara que quer olhar todo dia o mercado e aí como ele olha todo dia quando tá caindo, né, ele fica nervoso, aí já quer trocar os ativos e ele quer comprar o que tá na alta e vender o que tá na baixa, sendo que aquilo que tá na baixa provavelmente é uma oportunidade de compra melhor, já que é difícil você comprar aquilo que é mais popular e aquilo te dá mais retorno. Geralmente são os ativos mais largados que vão fazer isso depois de um tempo.
Então se você para de olhar todo dia, você evita essa ansiedade que vai acabar te autossabotando. diria que o melhor em termos de prática é você adotar um certo período. Por exemplo, você olhar mensalmente e rebalancear com mais critério sua carteira trimestralmente ou semestralmente, se a sua carteira for mais parada, não tiver tanta movimentação assim.
Até porque eu não quero que você gaste tanto tempo assim com o mercado, né? Como eu disse, esse plano aqui ele vai ser chato. Quero que você gaste mais tempo trabalhando para poder construir mais patrimônio, que é o próximo ponto desse vídeo, né?
Mas antes de chegar lá, eu vou dar um recado que é sobre a abertura da próxima turma do viver de renda. Turma 35 vai abrir agora no dia 9 de fevereiro. Então para você que é um passo a passo para que você possa começar a investir da maneira certa com o método para criar sua carteira diversificada entre ativos, moedas e até países investindo aqui no Brasil e também no exterior, no viver de renda eu te ensino do zero.
Ainda que você não saiba nada e com compromisso, porque se você assistir as aulas e tirar as dúvidas, eu garanto que você vai aprender a investir. Se você não aprender, eu devolvo seu dinheiro. Então, para quem quer entender mais sobre ações, renda fixa, fundos imobiliários, Bitcoin, investimentos exterior, diversificação em si, a lógica por trás da montagem de uma carteira, fica o convite.
Você pode escanear o QRCode que tá aqui na tela ou entrar no link da descrição. Lembrando que para essa turma tem um bônus para os 300 primeiros. Eles também vão ganhar um acesso de 12 meses a FCLS, que tem dentro delas nossas carteiras recomendadas montadas pelo nosso time de analistas, te indicando exatamente onde investir.
Então, para quem quiser concorrer esse bônus, a única forma é você se inscrever aqui na lista de pré-matrícula, porque pro pessoal da lista abre às 8, pro pessoal que não tá na lista vai abrir depois, somente às 9. Voltando ao vídeo, né, tem um ponto que eu faço questão de deixar claro que é meio que óbvio para quem pensa um pouco na matemática, mas muita gente não dá devida atenção, que é o fato de que no começo, mais importante do que a sua rentabilidade são os aportes. O mercado ele adora vender essa ideia do melhor investimento, né?
costuma dar mais clique, mas quando o seu patrimônio ainda é pequeno, ainda que você acerte uma baita de uma tese e que te dê um retorno percentualmente alto, um retorno percentual alto sobre um patrimônio pequeno, é um retorno absoluto pequeno. De modo que o que realmente muda o jogo nessa fase é quanto você consegue colocar todo mês para investir. E aí, se você entende que o aporte é o principal motor desse começo da sua vida como investidor, você também naturalmente entende qual o próximo passo desse vídeo, que é aumentar a sua capacidade de aporte.
Para isso, você pode cortar gastos, mas tem limite, né? Chega uma hora que você já fez aquilo que é necessário, já cortou superérfluos desnecessários, trocou algumas coisas, mudou certos hábitos na vida, mas vai ter limite. Você é humano, você tem que consumir.
Agora, o que não tem limite é paraa geração de renda. É isso que vai acelerar o seu patrimônio. E essa geração de renda, sobretudo quando ela vem de uma maneira extra, porque você já tem uma renda principal para bancar o seu curso de vida, eu trataria sempre como dinheiro do futuro.
Não só ela, né? Você recebeu algum bônus na sua empresa, você ganhou uma remuneração extra que era inesperada. Qualquer valor fora do padrão, eu não transformaria em consumo, eu transformaria em investimento pro eu do futuro.
Aquilo viraria aporte. Porque no fim do dia, a riqueza que você vai construir, ela vem principalmente de duas coisas. O quanto você consegue aportar e por quanto tempo você consegue manter o plano que você estruturou aqui.
E para isso, para te ajudar a aumentar sua renda, eu vou falar de uma coisa que pensando em 2026 pode ser aquilo que mais vai te catapultar em termos de produtividade e que ainda tem gente ignorando, né, que é IA, mas não de A como moda e muito menos como uma aposta, né, que você vai investir em empresas de A. é uma como ferramenta para que você possa ganhar mais dinheiro, para acelerar sua carreira, melhorar o seu trabalho e abrir espaço para uma renda extra, porque tem uma coisa que acelera qualquer plano financeiro é você aumentar sua renda. Em 2026, nada tem tanto potencial de fazer isso quanto o uso da IA.
E eu faria isso de uma maneira bem prática, em simplesmente dois passos. O primeiro é usar IA para ganhar tempo. E aí eu transformo esse tempo em dinheiro.
Você pega as tarefas que te drenam, você tem que fazer rascunho, pesquisa, organização, resumo, revisão. Isso aí faz para você em minutos. E esse tempo livre, ele se transforma em duas opções, né?
Ou você entregar mais o seu trabalho e cresce mais rápido, ou você usa esse tempo para fazer renda extra. E o segundo ponto é usar a para aumentar a qualidade daquilo que você entrega. A maioria usa EA para fazer o mínimo, né?
Eu usaria para realmente melhorar apresentação, clarear argumentos, estruturar propostas, revisar texto, montar roteiro, relatório, criar plano, porque quem entrega melhor vira referência e quem vira referência consegue cobrar mais naquilo que faz. E aí, para encerrar, perceba que agora você já tem o plano, mas o que vai te deixar rico não é o vídeo, que você vai fazer com ele nos próximos meses. Meta clara, prazo, aporte, consistência, arrumar sua casa, montar sua reserva, investir com foco no longo prazo e aumentar sua renda para acelerar a chegada até o seu objetivo.
E agora transformar em ação, eu diria que é bem simples, né? Quando esse vídeo acabar, você vai fazer duas coisas. Primeiro, escrever sua meta e o seu prazo.
E segundo, escolher um passo para executar ainda essa semana o automatizar o seu primeiro pagamento para que você possa começar sua reserva ou para quem já tem reserva, né, o seu próximo investimento. Porque é isso que separa quem viu esse vídeo aqui, gostou de quem realmente vai alcançar sua meta no futuro. Inclusive, se quiser tornar sua meta pública usando os comentários aqui embaixo, fique à vontade, né?
A casa é sua. Eu fico por aqui. Espero que esse vídeo tenha te ajudado.
Se você gostou, deixe seu like, se inscreva no canal. Um grande abraço e até a próxima.