[Música] Bem-vindos aqui ao Centro Cultural de Blin em Lisboa. É com enorme satisfação que damos início a mais um encontro, a mais uma conferência Fábrica 2030, uma iniciativa do Eco com o apoio da EDP, também do Novo Banco, da Tabaqueira e da Unit Consulting. Ao longo da manhã, propo-nos a pensar o futuro económico de Portugal com os pés bem assentos no presente. poucos dias de novas eleições Legislativas, voltamos a juntar empresários, gestores e decisores políticos para discutir o que deve mudar, mas também o que deve manter-se. Isto no que no que respeita às prioridades da
política económica para os próximos anos. Depois de uma legislatura breve e num contexto geoeconómico algo complexo, queremos ouvir hoje quem faz as políticas económicas acontecer e a economia também acontecer diariamente. Ouvimos então os Líderes das pequenas e médias empresas, os representantes das associações e também as vozes que moldam a política económica do país. Este é também um evento que integra as comemorações do nono aniversário do Eco. Por isso, mais do que fazer perguntas, queremos também contribuir com ideias, ideias para o futuro. Para dar início aos trabalhos, convido desde já ao palco António Costa, diretor do
Eco. Muito bom dia a todos. Bem-vindos, bem-vindos a mais este Fábrica 2030. Há um ano estávamos no Porto, pouco mais de um ano, um ano e um mês, estávamos no Porto a realizar precisamente este fábrica 2030 para discutir o futuro do país com dois candidatos a primeiro-ministro, dois novos candidatos a primeiro-ministro e para e na expectativa e talvez esperança ingénua, talvez de que pudéssemos entrar num novo Ciclo político de legislatura e com condições para, enfim, para para que o governo que saísse daquelas eleições pudesse ter, digamos, a vida a e condições para tomar as suas
decisões e para levar a cabo o programa que tinha apresentado ao país. Infelizmente, um ano depois diria, voltamos aqui a esta fábrica 2030 marcada exatamente porque o ciclo político se interrompeu. A, na verdade, nós sabemos, não foi um ciclo político que se tivesse Interrompido por razões de políticas públicas ou de uma crise económica. Foi, na verdade e por outras razões, e eu arrisco dizer que se pino não viva será provavelmente a palavra provavelmente a palavra do ano 2025. Veremos. O contexto hoje é muito diferente. Na verdade passou apenas pouco mais de um ano, mas o
contexto, enfim, político, mas diria desde logo económico, global, é muito diferente daquele que vivíamos Há um ano. A guerra na Europa prolonga-se, sem fim à vista, apesar dos das promessas anunciadas. Passamos a ter um, tínhamos, achávamos ter um aliado que passou à condição, eu diria, um estatuto ainda desconhecido. Estou obviamente a falar dos Estados Unidos. A guerra comercial que se instalou nas últimas semanas tem efeitos ainda imprevisíveis e muitos empresários que Aqui estão seguramente terão e digamos experiências para partilhar sobre o que são os riscos e as incertezas do que do que as empresas em
particular as empresas portuguesas exportadoras vivem hoje. Teremos esta semana uma reunião no FMI que vai antecipar um abrandamento muito significativo da economia global. Fim, creio que ainda não entraremos em zona de recessão do ponto de vista global, mas com um abrandamento muito significativo e temos também neste Contexto novas exigências de aumento de despesa na segurança e defesa eh e que na verdade até já ultrapassam as metas a que já nos tínhamos comprometido. os famosos 2%. Hoje sabemos na Europa fala-se em 3% e há países mesmo dentro da União Europeia que já estão próximo dos 5%
a falar do caso da Polónia. Ora, este este contexto económico e e político e política interna, nomeadamente pelas razões que levaram estas estas eleições, o caso de Pinão Viva, enfim, e uma moção de confiança apresentada no parlamento, tornam e diria ainda mais incerto o resultado destas eleições. Eu posso partilhar convosco que o Eco convidou os líderes do PS, do PST e da Iniciativa Liberal, que são, na verdade, os três partidos que apresentaram programas eleitorais e foi esse o nosso critério, e que têm condições objetivas de contribuírem, influenciarem, determinarem a Governação. Infelizmente a apenas Pedro Nuno
Santos e Rui Rocha tiveram a disponibilidade de estar aqui connosco hoje. No fundo, eu diria, a apresentarem as suas ideias, mas também h exporem-se ao escrutínio, enfim, público de quem é aqui está, dos nossos leitores que vão acompanhar, obviamente, esta conferência, mas também ao escrutín jornalístico que aqui teremos a oportunidade de fazer ao longo desta manhã. Enfim, vai ser um momento Importante porque tem-se falado muito de nesta campanha e nos debates que eu creio que têm sido úteis, enfim, diria também é justo dizê-lo uns mais do que outros para perceber que propostas é que os
partidos, nomeadamente os partidos que têm efetivas condições de influenciar a governação, nos trazem. Apesar de tudo, também é preciso dizer que olhando com atenção para os três programas eleitorais, para estes três e Para os dois em particular, que teremos aqui a oportunidade de discutir, o do PS e da Ins Liberal, são programas que são diferentes, de facto, são, diria, são alternativos e quem puder fazer essa escolha para lado do que é o debate, e nós sabemos que, obviamente, as leituras dos programas eleitorais são sempre são sempre limitadas. Enfim, eh, deixo aqui um desejo ao Pedro
N Santos, a quem agradece a disponibilidade desde o primeiro momento para estar aqui Presente e para se expor e submeter este escrutínio. Eh, mas um um uma sugestão de que, provavelmente, os programas eleitorais deviam ser mais curtos h lá constituição americana, com meio dizer de ideias fortes, verdadeiramente importantes. Muitas páginas não são necessariamente boas páginas e eu acho que para um escrutínio e para uma discussão e um debate público talvez fosse mais interessante que os partidos tivessem talvez uma limitação ao número De caracteres nos nos programas eleitorais, mas enfim, mas do que do que foi
possível obviamente discutir nos debates do trabalho jornalístico feito pelo ECA e por todos os nossos colegas, é possível perceber h diferenças e é possível fazer escolhas em função dessas diferenças. Eu creio que estas eleições também serão marcadas e percebe-se pelas sondagens, enfim, que são um retrato a cada momento da da diria da do desejo dos portugueses De somarem o que são as opções em função dos programas eleitorais, somarem também as a estabilidade e e vão seguramente olhar para as dimensões eh políticas das opções e das opções políticas que são apresentadas também. Quem são os partidos
ou o partido ou a coligação? que melhor melhores condições de governabilidade para avaliarmos se desta vez conseguimos ter não outra vez um miniciclo político de mais um ano um ano e meio, ainda por cima num ano nós Sabemos marcado por eleições, mas um ciclo que permita que o governo em funções tome decisões e que haja tempo para que essas decisões, digamos, produzam efeitos e produzam resultados eh para que depois, obviamente, os portugueses possam tirar daí as suas conclusões. Vamos ter, e esta foi também última nota, uma conferência que quisemos marcar para ouvir empresas e empresários
e sobretudo pequenas e médias empresas e Gestores e decisores de pequenas e e médios empresários. Enfim, nós sabemos que, obviamente, o acesso mediático das grandes empresas está sempre facilitado pela natureza das coisas. É o nosso compromisso também. E normalmente devo dizer, esta fábrica 2030 até decorre no Porto também por esse compromisso de trazer eh e de dar visibilidade e e e espaço a outras empresas e outros decisores que normalmente não aparecem Nestes fóruns. Fizemos-lo aqui em Lisboa desta vez pela marcação tão rápida de eleições a enfim e pela a sacrificando esse aspecto territorial a tentarmos,
digamos, beneficiar da eficácia, da eficiência de da realização de um de de um de um encontro que juntasse decisores políticos e económicos. Mas creio que teremos ao longo desta manhã a oportunidade de ouvir falar sobre e ouvir ouvir os líderes setoriais de associações setoriais estão muito Próximas dos seus associados. Teremos a oportunidade de discutir o que é o financiamento das empresas hoje e também teremos a oportunidade de ouvir pequenas e médias empresas e as suas as suas dores num país que nós sabemos devia ter mais empresas maiores, mas é preciso chegar lá e as condições
que que tornam possível ou não que as pequenas empresas se tornem médias e que as médias se tornem grandes. É esse o nosso objetivo. É também o nosso compromisso, digamos Assim, h editorial. é manter o escrutínio sobre, nomeadamente nesta fase eleitoral, sempre, mas particularmente nesta fase eleitoral, mas mas também contribuir para uma discussão informada sobre as opções de política económica e dos partidos que se apresentam a estas eleições. Mais uma vez, muito obrigado a todos pela vossa presença e teremos em seguida a oportunidade de ouvir o secretário geral Do PS, Pedro Santos. [Aplausos] Obrigado. Tal
como disse o António Costa, seguimos em frente nesta sessão de abertura. Convido agora a subir ao palco Pedro Nuno Santos, secretário geral do Partido Socialista. [Aplausos] Muito obrigado. Muito bom dia a todos. Queria agradecer o convite do Eco e do António Costa para aqui estar. tinha estado há um ano no Porto, exatamente. E queria começar pelos pelos tópicos com que começou o António Costa e sobre o facto de estarmos a ir novamente para eleições ao fim de um ano. Queria sem grandes considerações, dizer-vos que o Partido Socialista deu todas as condições de estabilidade e governabilidade
ao governo português. Ainda ontem tive tive um debate com o secretárial do PCP e foi Atacado por isso mesmo, por nós termos viabilizado um orçamento de Estado. E foi assim desde o início, desde o início, desde quando o PCP apresentou uma moção de rejeição do programa de governo. O Partido Socialista chumbou a moção de rejeição do PCP. Quando fomos a quando da eleição do presidente da Assembleia da República, fomos nós que que desbloqueamos essa eleição, fomos nós também que viabilizamos o orçamento de Estado que Teve o voto contra da Iniciativa Liberal. Já agora, fomos nós
que chumbamos duas moções de censura seguidas, uma do PCP e uma do Chega. Nós, ao longo deste último ano e meio fizemos aquilo que achavam que o líder do Partido Socialista, um tal de radical, nunca iria fazer. E, portanto, eh, naquilo que nos compete a nós, Partido Socialista, fomos sempre um elemento de estabilidade política em Portugal. E só votamos contra uma moção de confiança porque dissemos desde o dia 10 de março que votaríamos contra qualquer moção de confiança pela simples razão de que o de que uma uma moção de confiança implica um grau de compromisso
que com a governação que o Partido Socialista não podia ter. O Partido Socialista era o partido de oposição, era a alternativa política. E nas dois debates da moção de censura, eu próprio disse: "Não apresento nenhuma moção de confiança Porque nós chumbaremos." E, portanto, a moção de confiança é apresentada com a consciência clara por parte do ainda primeiro-ministro de que ela seria chumbada. E, portanto, quem tinha como principal função garantir e manter a estabilidade política em Portugal, foi quem decidiu levar o país para eleições. Nós podemos fazer fazer as leituras que quisermos, mas quando nós mas
nós temos que avaliar o último ano desde o dia 10 de março e o Comportamento do Partido Socialista ao longo desse período, nós viabilizamos um orçamento com o qual nós não concordávamos. viabilizamos medidas com as quais nós não concordávamos e por isso eh eh cada um assume as suas responsabilidades. Eu não podia deixar de de dar nota aqui do contributo que nós demos para a estabilidade política em Portugal e para o futuro também, porque o o António Costa falava aqui dos programas, podemos são programas Diferentes e pode-se ver e fazer as escolhas, mas não é
só o facto de serem programas diferentes. Nós podemos gostar até mais do de um deste programa ou daquilo. A questão é saber se os programas são viáveis. Tony Costa falava aqui do contexto de incerteza em que nós vivemos. Ora, o contexto de incerteza em que nós vivemos é um contexto sério. Eu não sou tão pessimista quanto o António Costa, mas na realidade há um há uma incerteza no horizonte no horizonte que É significativa e nós temos que nos preparar para ela. E quando nós olhamos para os para os programas e para os cenários macroeconómicos que
sustentam esses programas, nós vemos cenários que são irrealistas. Só três partidos apresentaram programa, só dois apresentaram cenário macroeconómico. O rei Rocha vem cá encerrar, não apresentou cenário macroeconómico nem orçamental. Percebem muito economia, mas Fazer um cenário orçamental, com todo o respeito, está quieto. O Partido Socialista e o e a AD fizeram cenários macroeconómicos e é muito importante olharmos para eles, porque é a partir de um cenário orçamental e macroeconómico que nós construímos o programa e as medidas. E se estão recordados, onde nós apresentamos um programa com 1750 milhões de euros de medidas de despesa, despesa
fiscal, carro de som fiscal nas Nossas medidas. E a AD criticou, disse que era uma um um um despesismo, que era despesísmo, e era uma receita para o desastre. AD, passado uma semana apresenta um programa que é mais do que custa mais do dobro. E agora nós perguntamos-nos como é que um programa que custa mais do dobro do programa do Partido Socialista tem cabimento no cenário orçamental da AD. É fácil. Quem faz cenário sabe como é que como é que se encaixa. Mete-se uma uma taxa de Crescimento da economia, mesmo que ela não tenha adesão
à realidade, para permitir ter as receitas que depois permitem encaixar as medidas. O que é que fez a AD? fez o mesmo que já tinha feito há um ano e ninguém pode eh à segunda vez, se quiserem ser enganados à segunda vez, são enganados a segunda vez. Éant toda a gente tem essa liberdade. Mas há já o já o ano passado a AD tinha feito, tinha apresentado a eleições um cenário macroeconómico com Taxas de crescimento a rondar os 3%. Eu sei que 3% não é nada de outro mundo, 2% também não é. Mas a questão
é quando nós fazemos um cenário que depois vaisnos dizer quantas receitas é que o estado vai ter e, portanto, quanta quanto de despesa é que podemos ter, nós temos de fazer um cenário mais realista possível. Quando nós vamos olhar para todas as projeções das instituições internacionais, elas dão todas, agora estão a rever em baixa, estão a rever em Baixa, não é em alta, mas davam todas a rondar crescimento da economia portuguesa nos próximos anos. a redondar os 2%. O que é que o PS faz? Bom, nós queremos que a economia cresça mais, mas não vamos
artificialmente pôr aqui num cenário taxas de crescimento superiores àquelas que as instituições internacionais estão a dar para o partido, para o partido, para o país. A partir deste crescimento de 2%, vamos então construir o nosso programa. Só dá Para 1750. É só isso que vamos propor nas eleições. O que é que faz a AD? Mete mais um ponto percentual em cima para caber mais uns milhares de milhões de euros. É este o truque que foi feito. Foi feito já o ano passado. E quando a AD já no governo tem que apresentar o cenário em brochelas
e já não dá para enganar da mesma maneira o cenário macroeconómico que o governo AD apresenta em Bruxelas é com taxas de crescimento a rondar os 2%. Voltamos a eleições e a AD volta com taxas de crescimento de 3%. Portanto, isto para vos dizer o quê? Nós até podemos gostar mais de um programa do que do outro. Nós temos é perceber se o programa é realista, se o o programa fala verdade com o país. E na realidade eh o programa da AD, com todo respeito, obviamente sou líder do PS, não fala a verdade. Basta confrontar
com qualquer instituição internacional e com o que eles próprios disseram em Bruxelas. Dito isto, ainda queria-vos dizer mais, que era o seguinte, e a partir daqui arrancamos para para para o tema que é que é a nossa economia. A economia portuguesa cresceu 1.9 em 2024 e eh é um não é um crescimento espetacular, ainda assim é um crescimento acima da média europeia. Na realidade, a economia portuguesa cresce acima da média europeia há cerca de 10 Anos que nós crescemos acima da média europeia com exceção da pandemia, sendo que nós crescemos em 2024 1.9, tínhamos crescido
e tem sido apresentado como extraordinário por quem criticava o crescimento anémico dos governos do PS, mas o crescimento em 2024 foi 1.9, em 2023 tinha sido 2.6 e a média dos governos liderados por António Costa foi 2.2. Ah, quer dizer, 1.9 não está longe do 2.2. É só para, quer dizer, não dá, é para tirar foguetes, como se tivesse havido já uma transformação em 2024, tinha posto a economia portuguesa a crescer de forma fugorosa face aos anos anteriores. Uns anos anteriores cresceu mais. No entanto, o crescimento económico ainda não é aquilo que nós queríamos, mas
sobretudo o maior desafio que a economia portuguesa enfrenta e em frente há muitos anos é a transformação Estrutural do perfil de especialização da nossa economia. Nós ainda temos uma economia assente em setores mão deobra intensiva, baixo valor acrescentado. A transformação tem acontecido, mas tem acontecido de forma muito lenta. Ora, nós sabemos algumas das coisas que nós podemos fazer e sabemos muitas coisas que hoje no quadro da União Europeia e da Organização Mundial de Comércio nós não podemos fazer, com exceção dos Estados Unidos da América que fazem o que lhes apetece, nós não podemos fazer e
ainda bem no quadro da União Europeia. Portanto, temos um conjunto de ferramentas e é essas ferramentas que nós temos de usar. Uma delas é a qualificação do nosso povo, dos portugueses, dos trabalhadores. E a verdade é que este país conseguiu dar um salto em termos de qualificações que é extraordinário, não tem paralelo. Eu ouço eu ouço às vezes alguns saludosistas do antigamente, mas O antigamente eram países analfabetos, um país com uma taxa de analfabetismo elevadíssima e para além de miserável para a grande maioria dos portugueses. E nós conseguimos nestes 50 anos dar um salto em
termos de qualificações extraordinário. Nós nós temos um país em que tem com pais com pais com a quarta classe com filhos licenciados. Há poucos países que conseguem contar esta história. A verdade é que nós hoje temos um nível de qualificação da nossa População que está na média europeia, na média da OCDE. demos este salto extraordinário na nas qualificações do nosso povo, mas não conseguimos da mesma forma dar este salto na qualificação da nossa economia. E quando nós andamos a queixar de termos jovens a a emigrar e a falar no no na nos impostos, a questão
verdadeiramente relevante é não é só sequer salarial. É salarial, mas não é só sequer salarial. é que nós não temos uma economia com que Com as ofertas de emprego para as formações e para as qualificações que nós temos nos nossos jovens. Nós qualificamos a nossa a nossa população, mas não qualificamos a nossa economia no mesmo patamar. E, portanto, há um desencontro entre as qualificações dos nossos jovens e a qualificação da economia portuguesa. E este é, de facto, o nosso o nosso maior desafio. E todos nós sabemos que tivemos sucesso na qualificação do nosso dos nossos
jovens. Fizemos um trabalho extraordinário também no ensino profissional que tem que continuar a ser feito, financiado e apoiado. Não há economia que se desenvolva se não tiver uma uma parte da sua mão deobra com competências profissionais que só o ensino profissional consegue dar. Esse trabalho tem que continuar a ser feito. Mas depois sabemos que uma economia só se moderniza se investir a sério na ciência. E Portugal entre 1987 e 2009 deu um salto também extraordinário. Nós tin nós investíamos 0,5% do nosso PIB em ciência em 1987 e chegamos a 1.5% do PIB investido em ciência
em 2009. Ora, ainda muito longe dos 3% que é compromisso assumido na Europa e por Portugal já há muitos anos, 2009 a 2015 nós fomos caindo no investimento na ciência e só voltamos aos valores de 2009 em 2020. E Os últimos dados que temos são 2022, é 1.7. Nós continuamos muito abaixo da média europeia e do valor de referência das principais economias europeias, que está nos 2.5, sendo que a meta são os três. Uma economia que não investe na ciência, estado e setor privado, é uma economia que não se consegue modernizar. Hoje, na era do
conhecimento, nós só vamos conseguir qualificar a nossa economia se nós investirmos na ciência. Ora, o que é Que acontece em 2024, quando se faz o orçamento para 2025, que bem verdade teve o voto do PS por razões de estabilidade política e económica no nosso país. Houve um corte, um maior, um dos maiores cortes na na Fundação para a Ciência e Tecnologia, que é a principal instituição que financia ciência e investigação em Portugal. Foi um corte de 10%. Ora, nós temos uma uma AD que eu com certeza imagino que muitos de vocês Gostem, que gosta quero
muito investir na na na economia portuguesa, mas cortou naquele que é o fator fundamental para se modernizar uma economia. Uma economia não se moderniza por por se estalar os dedos. É com trabalho, é com investimento na ciência, é com investimento na transferência desse conhecimento para a economia. Aquilo que nós temos no orçamento para 2025 é um corte naquele que é a principal instituição financiadora de ciência em Portugal. Isto não vai lá porque nós gostamos mais deste ou daquele político, vai pelas políticas que têm que ser desenvolvidas e o investimento na ciência é central para se
modernizar a economia portuguesa. A par deste investimento na ciência, há um investimento público que o país tem de fazer e que tem feito de forma muito lenta. E a a e eu falo com conhecimento com conhecimento e responsabilidade de quem teve no Ministério das Infraestruturas, mas nós deparamos-nos o estado e o setor empresarial privado com uma grande dificuldade em concretizarmos. E esse é um drama, nós já falamos disso o ano passado, que é a incapacidade que nós temos de decidir e de fazer, não é? O caso do aeroporto é paradigmático, são 50 anos de atraso.
Eh, e isto repete-se em vários em várias decisões que se vão atrasando, que se vão adiando, porque decidir, obviamente, cria eh reação, Cria resistência e há muito, muita gente que tenta fugir, evitar a resistência e a crítica. Os empresários portugueses sabem bem que se eh eh não tomassem decisões às vezes tomadas em contexto de incerteza, a empresa o parava de crescer ou morria mesmo. E e o mesmo acontece com o Estado e com um país. É preciso tomar um conjunto de decisões. Eh, bem, da verdade, nós estamos a fazer investimentos no nos portes e estão
em curso investimentos nas na ferrovia que São fundamentais para o transporte de mercadorias em Portugal. Demoramos anos a fazer, estamos a demorar, infelizmente, mais do que qualquer suposto a fazer. E e a principal razão nós temos, por exemplo, no corredor norte, na linha da Beira Alta, que é fundamental para o transporte de mercadorias e que vai permitir e comboios muito mais longos do que aqueles que são hoje permitidos, combóios de 750 m, portanto, que vai Permitir baixar o custo de transporte da mercadoria. Isto tem um atraso de 3 anos. As razões são muitas, mas uma
das principais razões é que nós em Portugal temos um temos um ciclo de investimento público stop and go. Nós fazemos investimento público, depois paramos, depois lançamos projeto, fazemos empreitada e depois paramos. O que acontece é que nós depois da crise financeira tivemos o nosso setor da construção civil despedaçado. Grande Parte dele passou a trabalhar para o estrangeiro. Os nossos os nossos projetistas, muitos deles emigraram, os melhores emigraram para o norte da Europa, para o Médio Oriente. E quando nós e quando Portugal quis fazer investimento ferroviário, não tinha aqui quadro, não tinha competências e os projetos
demoravam, demoravam, iam para a IP, voltavam para trás, iam para a IP, voltavam para trás. E e nós só conseguimos fazer bem quando há de facto Um contínuo e nós precisamos de investimento público. Nós não é o estado, não são os partidos, nem os políticos. O setor privado precisa que o Estado faça investimento público de forma contínua. E nós fazemos muito em percentagem da nossa riqueza, fazemos muito pouco investimento público quando comparado com a média europeia. E nós temos vários problemas e as nossas empresas enfrentam vários problemas porque o país não fez ao longo das
Últimas décadas o investimento público necessário para sustentar, para suportar as nossas empresas. Mas nós temos muitos problemas. Os problemas que o estado enfrenta, as empresas também enfrentam. E e na realidade, ao contrário às vezes da do imaginário que nós temos da esquerda burocrática, a verdade é que os processos de simplificação administrativa mais intensos que se fizeram em Portugal foram com governos do PS e esse trabalho está muito longe De estar concluído. nas das nas nossas empresas uma e são coisas mais simples porque grande grande parte das dores de cabeça das nossas empresas são em corresponder
às exigências de um conjunto de organismos que não termina. Até os inquéritos do IN para os nossos empresários são um drama, um drama, porque são folhas e folhas e depois têm que se preencher bem porque tem-se medo de dizer alguma coisa errada. É só um pequeno exemplo que se reproduz em não sei quantos formulários e inquéritos e papéis que têmse sistematicamente preencher e que vão perturbando a atividade da empresa que deve estar concentrada é em vender e fazer e faturar. Mas depois verdadeiramente o que nós precisamos no estado não esturvar, simplificar, mas tem que ter
uma estratégia de desenvolvimento económico. Eu já o o eu tenho defendido, já o Defendi aqui também o ano passado, uma maior seletividade da política da política económica portuguesa. E essa é mais uma característica que nós temos, que é a incapacidade de dizer não. E quando nós temos incapacidade de dizer não, há apoios para toda a gente. E quando há apoios para toda a gente, eles têm que ser pequenos. Quando no máximo dá um microondas por empresa, isso não transforma Nada. E nós ainda por comparação temos menos recursos que os nossos parceiros europeus. E o que
faz os países que se industrializam e que se modernizam e que crescem se fazem escolhas. A Holanda, que sistematicamente é usada como exemplo liberal, é uma economia que seleciona. Em 2024 selecionou 10 áreas tecnológicas onde vão investir. Ponto. E a diferença de recursos públicos holandêses e os recursos Públicos outros países baixos e os recursos públicos em Portugal é gigante. Mas até num país como a Holanda se percebe o óbvio. Quando se quer apostar em todo lado ao mesmo tempo, não se transforma nada e não somos melhor em melhores em nada. Isto não significa porque a
resposta demagógica e populista é logo então diga lá onde é que para que setores é que não apoia. Pronto, matou a discussão. Só que Verdadeiramente, em primeiro lugar nenhum setor tem que deixar de ser apoiado. Parece contraditório, mas não é. Grande parte do apoio públicos tem que estar concentrado numa política seletiva que faz uma seleção. Ponto final, o setor privado, o empresário investe o seu dinheiro onde bem entender. O estado a mesma coisa e é e o país deve ter a capacidade em conjunto perceber onde é que tem vantagens e insistir nessas Vantagens. Mas há
uma empresa num num de uma área sem exemplo em Portugal. Não há mais nenhuma. é mesmo a única que faz aquela faz aquele material ou aquele serviço aquele produto ou aquele serviço. Uma empresa boa com um bom projeto, seja de investigação, de internacionalização, de expansão ou de formação, deve ser apoiada. ter uma política de financiamento para uma política horizontal, transversal, mas o grosso do dinheiro público, Europeu ou nacional disponível para para financiar um sistema de incentivos, deve respeitar uma política seletiva. E depois o Estado em tudo que nós fazemos ministros deve ter sempre como perspectiva
a transformação da economia. Eu vou dar um exemplo para para permitir visualizar o que é que se deve fazer e que tem a ver também com a minha própria experiência, mas que permite percebermos em diferentes áreas o que é que nós num país com as nossas Possibilidades, que não pode recorrer ao proteionismo, pode fazer para se desenvolver. Um dos instrumentos que nós estado temos é a procura pública, as compras públicas. O Estado português investe milhares de milhões de euros. Portugal ao longo da sua história foi sempre um país muito bom a comprar. Sempre fomos muito
bons a comprar. Temos muito bons exemplos de empresários que são bons a vender, mas o Estado Português ao longo dos anos, quando vai fazer compras, faz as compras, obviamente com a grande preocupação de pagar o mínimo possível, mas invariavelmente compramos ao estrangeiro. Invariavelmente, nós que não somos ricos, os poucos recursos públicos que temos são para estimular e financiar a indústria de outros países, o que é extraordinário. Nós vivemos no espaço europeu, numa economia globalizada, temos regras da Concorrência para cumprir. Não temos que ser anjinhos, temos que cumprir a lei. Os espanhóis cumprem a lei, mas
na realidade quando têm que fazer compras públicas invariavelmente é espanhóis. Portugal não falha, invariavelmente é estrangeiros. E isto e e e este é um problema que se repete e que tem consequências na nossa economia. Portugal tem falta, e agora vou-vos dar o o exemplo, Portugal tem falta de Combóios há muitos anos. Os combóios mais novos que nós temos têm 20 anos, são os alfa. A partir daí é sempre a descer, temos combóios a circular na Linha de Cascais com 70 anos. E nós precisávamos de e tínhamos muitas supressões, combóios velhos, avariam, vão para as oficinas,
faltam comboios e sistematicamente aparece comboio suprimido. Comboio suprimido, combóio suprimido. Nós precisávamos de de de ter comboios, de injetar comboios na rede Ferroviária o mais pressa possível. O que é que nós fazemos? Comprar, não há combois emantes, já quase não há carros que fará combóis. Demoram anos, o que é que fazemos? E numa e numa e numa reunião com a nova administração da CP, foi-me dito que nós tínhamos dezenas e dezenas de comboios, carruagens, locomotivas, automotoras abandonadas pelo país. Abandonadas pelo país. Este país riquíssimo, deu só luz de ir encostando Combóis por todo o território
nacional. E aquilo que nó e aquilo mas esses comboios de alguma hipótese de ser recuperados têm com investimento, tenhm. Eu fui falar com o com o homónimo do António Costa, disse: "E pá, com este orçamento nós conseguimos recuperar 70 composições que estão a apodrecer há 10 anos pelo pelo país. Assim, é uma coisa impossível. Aliás, eu fui acusado de estar a recuperar a sucata. Somos um país tão rico que não se pode dar ao Luxo de recuperar coisa nenhuma. Bom, às vezes temos que fazer ouvidos mocos, como fazem às vezes muitos empresários, ouvidos mocos dos
administradores que dizem, nomeadamente se é for, não há dinheiro e às vezes é preciso investir e seguir em frente. E o o e a e fizemos um orçamento, um orçamento pequenino que foi autorizado pelo seu primeiro-ministro e pelo ministro das finanças. Reabrimos um grande pavilhão Em Guifões que era da IP, estava tinha sido abandonado há mais de 10 anos. recuperamos aquele aquele pavilhão e começamos a recuperar os nossos combóios. O que é que isto tem a ver com a indústria? Tem a ver com a indústria que estes combóis começaram a ser recuperados com indústria nacional.
Indústria nacional que não trava, que já não fazia comboios há muitos anos. Os últimos comboios que nós nós fizemos comboios, como sabem, é só fame na Amadora. E começamos a recuperar os comboios em Guifões, Matozinhos com indústria nacional. comboios que estavam abandonados, que estavam a apodrecer, que para a maior parte das pessoas não tinha utilidade, mas que nós conseguimos levar para um pavilhão em Matozinhos, contratar empresas portuguesas e 90 e tal% da recuperação daquele comboio foi feito integralmente por empresas portuguesas que não trabalhavam para o setor ferroviário, mas que tiveram ali Uma oportunidade de começar
a trabalhar para o setor ferroviário. Indústria metalomecânica, material elétrico, estofos. fazem os estofs para os automóveis, puderam fazer os stofs para os comboios, trabalharam para renovar aqueles comboios. Aqueles convóios foram renovados, foram injetados na rede ferroviária, no Minho, na linha do Douro, na linha de cinta e empresas portuguesas que não trabalhavam para o setor ferroviário passaram a trabalhar Para o setor ferroviário. Em cima disto não há combóios em stand, mas nós sabíamos que em Espanha o único país no mundo que tem a mesma vitola que nós, a mesma distância entre eixos que nós, fomos lá
ver combois, porque os os espanhóis têm dois fabricantes de de combóios e, portanto, a RENF vai abandonando os seus combóios por razões boas, abandona os seus comboios antigos para poder comprar combóios às suas duas fábricas. E, portanto, nós fomos lá Comprar 50 carruagens estavam abandonadas e levei pancada porque estávamos a comprar ferro velho aos espanhóis. Compramos por um preço barato, tinha um ambianto, um grande problema público nas notícias. A CP limpou o ambiente em 3 meses, não tem nada, não tem ciência nenhuma. Recuperamos as carruagens com indústria nacional e eles estão a circular. Em cima
disto, em cima disto, nós continuamos a precisar de combóios novos E então decidimos lançar um concurso internacional para comprar combóis, 117 comboios. Ora, quando nos fazem o caderno de encargos, uma sociedade de advogados faz um caderno de encargos para garantir que o caderno de encargos permite comprar os combóios mais baratos, cumprir a lei, a legislação nacional, a legislação comunitária e estava à prova de bala. Só que nós tínhamos outro objetivo, era conseguir não só comprar comboios, Cumprir a lei sempre, mas ir até ao limite daquilo que nos era possível da lei da concorrência, mas garantir
que no caderno de encargos quem olhasse para ele percebesse, eu se quero ganhar este concurso em Portugal tenho que fazer combóis em Portugal. E nós conseguimos trabalhar, fazer esse caderno de encargos, foi lançado o concurso e todos os concorrentes comprometeram-se a fazer uma fábrica de combóios em Portugal. Ele tá contestado, Que esse é outro outro outro problema que nós temos em Portugal. Concursos públicos são permanentemente contestados em tribunal. Está a fazer o seu caminho, infelizmente, mas está a fazer o seu caminho. Mas todos os concorrentes, o que ganhou e os que perderam, comprometem-se a fazer
uma fábrica em Portugal, uma fábrica de combóios. Isto ainda tem mais uma peça, mais duas e termino, peço desculpa. Nós fizemos, entretanto um centro de Competências ferroviários também em Guifões, onde juntamos a Universidade do Porto, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que tem engenheir engenheiros na área ferroviária de topo, muito bons e uma plataforma de empresas privadas com 100 empresas privadas e públicas, onde está a CP, os metros e a IP, a não centro de competências que faz incubação de empresas na área do setor ferroviário, faz investigação na área área da engenharia ferroviária
e faz, Portanto, e formação, incubação, investigação e formação na área ferroviária. Última peça, agendas mobilizadoras. Temos que temos que ter aqui uma agenda mobilizadora que financie a construção de um comboio português. E temos 10 empresas, empresas e organismos, empresas privadas e a CP estão a desenvolver um comboio português liderado por uma empresa do setor metalomecânico que está a liderar um um comboio por eu julgo que já devem estar Neste momento a fabricar a caixa do comboio. caixa, que é uma uma estrutura uma estrutura pesada eh que está neste que julgo neste momento já começou a
ser feita na Maia. E, portanto, com um a partir de uma necessidade que é faltam comboios em Portugal, é possível desenhar uma estratégia política, pública, industrial que permita começar a iniciar uma nova área de trabalho e uma nova área económica em Portugal, que é a área ferroviária. A primeira vez que Eu disse que Portugal podia ter um ter um comboio, fazer comboios em Portugal, disseram que eu era doido. E Portugal está neste momento a fazer um comboio português. O que é preciso é que os políticos, tal como os empresários, são ambiciosos no que diz respeita
ao seu projeto empresarial, ao seu projeto de vida, o Estado e os políticos também têm que ter a ambição, mesmo que se pareça uma coisa sem sentido. Quando nós, se nós acreditarmos que temos população, Temos população qualificada, que temos capacidade para fazer, que já temos alguma indústria que facilmente consegue migrar, nós tínhamos um setor metalomecânico avançado no país. Trabalhamos bem no que diz respeita a toda a parte elétrica, fazemos estofos de couro para automóveis de luxo no mundo. Nós tínhamos já tudo em Portugal que nos permitisse migrar para um setor. para para terminar falar de
comboio, já falei demais, que está em crescimento em Todo o mundo. é um setor que está em expansão, em expansão, porque no momento em que nós estamos na transição climática, todos os países desenvolvidos no mundo, todos estão a expandir a sua rede ferroviária, todos estão a comprar comboios. E, portanto, em todo o trabalho que nós fazemos em cada ministério, se o paradigma for este que vos aqui tive a descrever, nós conseguimos ter o Estado como parceiro do desenvolvimento económico, industrial E não como empecího. Peço desculpa tervos tirado este tempo todo, mas era muito importante percebermos
que o estado não tem que ser um estorvo. O estado não tem que se ocupar daquilo que faz o setor privado, mas pode ser um instrumento fundamental no desenvolvimento económico e industrial de Portugal. Portugal tem as competências industriais, tecnológicas, científicas para poder ser um país muito mais rico do que aquilo que é. Eu Acredito que é possível ter um país mais rico. Saibam os governantes ter a estratégia certa para industrializar este país. Muito obrigado. Ah, pensei que já me ia embora. Não, ainda não. Ainda vamos ainda vamos aqui discrever um bocadinho. Vamos esperar os minutos.
Antes de mais, obrigado pela pela sua presença. Não, falei por mim e pelo o ainda primeiro-ministro, por isso é que Falei tanto. Falei pelos dois. Bem, eu eu notei uma um aspecto importante da sua intervenção e de resto, na no programa eleitoral olhou para as previsões económicas e partido daí independentes os 2% e a partir daí construiu o seu programa eleitoral. Devemos chegar à conclusão que o programa eleitoral do PS não vai acrescentar crescimento económico nenhum. Isto é, se mantém e se assume que as perspectivas de crescimento Económico estão limitadas ao que nos dizem as
instituições internacionais e enfim não é mau, mas também não é bom. Enfim, vamos vivendo, não é? O que é que afinal traz o programa económico do programa eleitoral e o programa económico do PS para que possa aumentar desde logo um indicador que não tem sido discutido nesta campanha eleitoral, que é a riqueza para habitante para deixarmos estar lá em baixo e passarmos a estar lá em cima, estarmos nos 10 Primeiros, já não é já não é pedir muito, não vai nos 10 primeiros em riqueza per cápita e não é obviamente no primeiro ano de governação.
Bom, ainda bem que faz essa pergunta. Não foi combinado, não. Porque eu já ouviu, eu eu o meu principal adversário dizer: "Ah, o programa do PS não é ambicioso". Como se a uma economia crescesse, porque nós colocamos no cenário macroeconómico 3%, se fosse assim eu punha 10. Chegava lá e punha 10% no cenário macroeconómico E ainda dava para fazer promessas então e a toda a gente, não é? com crescimento de 10% era até podíamos ter o IRC assim que vocês ficavam todos contentes. Ora, não é por termos um cenário macroeconómico que tem 3% no no
no papel que vai ter uma economia a crescer a três, nem é o facto de nós pôrmos 2% no papel que vai ter a economia a crescer a dois. O que é importante que crescer mais, o que é importante no cenário macroeconómico é nós usarmos a taxa de Crescimento mais plausível e, portanto, vamos à aquilo que as instituições internacionais dizem para construirmos aquilo que é verdadeiramente importante, que é quanto é que eu estado vou poder gastar nos próximos anos. E por isso pusemos os 2% para saber, pá, a margem que temos é esta. Se nós
formos, quer dizer que se a economia crescer mais, vamos ter excedente. Se a economia crescer menos, temos um problema que é um problema maior se pusesse 3% e Tivesse uma despesa e para para encaixar nesses 3%. Portanto, o cenário macroeconómico é um cenário que deve ser feito sempre com cautela, porque amanhã vamos estar a governar e não queremos gastar mais do que aquilo que a economia portuguesa permite que se gaste. É só isso. A estratégia para para fazer uma economia crescer é muita coisa ao mesmo tempo. Quando nós Mas tem essas medidas, o programa eleitoral.
Eu eu eu eu tive a eu tive a a tentar explicar o que é que Eu acho que um como é que eu acho que um governo pode fazer para ajudar a transformar uma economia portuguesa. Uhum. Quando nós ouvimos a AD e diz uma coisa que obviamente os empresários gostam, todos os empresários puderem pagar menos impostos, pagam todos os empresários, todos os trabalhadores, toda a gente. Sim. Agora não é uma uma lamento, Armindo, uma redução do IRC que vai pôr a economia portuguesa a crescer de forma Estonte. Eu eu eu sei que provavelmente vocês não
concordam comigo, mas não é não há uma única medida que vá pôr a crescer. Só que é um conjunto que façam sentido. Só que quando eu ouço um um líder político de centro direireita ou da direita liberal quase transformar a redução do do IRC no alfa e no ómega do desenvolvimento económico português, é não perceber nada do que é que faz o do que é que permite a uma economia desenvolver-se e crescer. Portanto, é Muita coisa diferente, desde qualificar a nossa população, seja com qualificações superiores, seja com ensino profissional, ou seja, o investimento na investigação,
na transferência desse conhecimento, não pode ficar na universidade para as nossas empresas, seja numa estratégia que te permita tu perceber quando investes na ciência, quando investes na formação, quando investes na internacionalização, tu perceberes que Tens que há ali uma estratégia que há um que há um conjunto de áreas onde tu estás a apostar a sério. E e mas portanto o PS tem na verdade dois cenários macroeconómicos, o que permita despesa ou menos receita e o que espera que aconteça se estas medidas produzirem efeitos, porque é suposto que produzam algum efeito para lá deste crescimento económico.
Só que só que só que obviamente se nós formos sérios não nos vamos pôr a a especular. Quer dizer, eu Tenho uma estratégia para a economia portuguesa. Eu acho que ela pode resultar e pode ajudar as nossas empresas desenvolverem-se a surgirem novas. Mas quer dizer, eu não vou eu não vou eh isto não é uma uma isto não é tentativ não é uma não é magia. Quer dizer, falou no IRC, eu ia, fim, não posso dizer se vai crescer quatro, se vai crescer cinco, se vai crescer três. Quer dizer, isso seria uma irresponsabilidade. Não, não,
não é Falta de ambição, portanto, não, claro que não é falta de ambição. Ambição não me falta, não é? Agora não vou enganar as pessoas, fazendo conta que apresenta um cenário que diz que a economia vai crescer de três e depois quando for a Bruxelas o meu ministro das finanças vai lá dizer: "Nós dissemos que era três, mas aqui para vocês que não dá para enganar é só dois". Eh, parece-me que decorre das suas palavras que o facto de Portugal ter uma taxa de RC das mais Elevadas do mundo é irrelevante. Não, não é irrelevante.
Não é irrelevante. E que não tem, não tenho uma não tenho uma não tenho uma das taxas efetivas mais altas do mundo. As outras também são mais, as taxas efetivas dos outros países também são mais baixas que as taxas estatutárias. Elas andam em conjunto, alinham em conjunto. E nós temos as empresas que conseguem reinvestir os seus lucros, que investem na investigação e desenvolvimento, que Investem na capitalização das empresas, conseguem pagar uma taxa efetiva muito mais baixa. 0,2% das nossas empresas são responsáveis por cerca de 40% da receita de IRC.000. Não, não tá bem. Quando nós
não tá bem 0,2% é responsável por 40%. Isto para percebermos quando nós reduzimos o IRC para onde é que vai, certo? E quando nós vamos ver eh de que empresa é que estamos a falar, nós estamos a falar do da banca, desde logo, ainda bem que tem Lucros. Quer dizer, não há necessidade nenhuma de lhe estamos ainda aumentar os lucros via redução de IRC. Eh, e é a banca, é o setor da distribuição, é o setor energético onde está concentrada grande parte da do dos lucros em Portugal e grande parte da receita de IRC. Eu,
se nós aumentarmos os lucros do dos nossos dos nossos bancos, eu aposto, até porque há há há regras que eles próprios têm que Cumprir. Não vão baixar as taxas de juro que são cobradas às empresas, não vão aumentar as taxas de juro que são pagas nos depósitos e e quer dizer e só vão aumentar os salários trabalhadores se tiverem mesmo que aumentar. E o Luís Riveiro, o Luís Ribeiro administrador novo ano, vai dar oportunidade de responder a isso. Eu sei e vou apanhar. Acho que se candidata a primeira ministra, não administrador, eu por acaso, por
acaso Os bancos, por acaso os bancos nunca fizeram nenhuma guerra para redução de IRC, portanto fazer esta esta esta ressalva. Agora, eu prefiro usar as receitas do IRC para investir numa estratégia de desenvolvimento económico da nossa da nossa indústria do que estar a dar mais lucro ao Novo Banco, ao BCP ou à Caixa. Mas eu acho financiar a política de de investigação e política de ciência, financiar a política de internacionalização, as tais empresas Que tu estavas a dizer há pouco que que tu que o António Costa estava a dizer há pouco que que devemos que
queremos que sejam que passem de pequenas a médias e de médias a grandes. Para nós apoiarmos essa transformação, nós precisamos de alguns recursos. Mas o PS tem algumas ou não? Não, claro que não há. Parece porque é banca, a distribuição, esses três ou quatro, parece que estou a ouvir outros líderes partidários. Eu queria grandes empresas, eu queria, eu Queria grandes empresas em Portugal noutros setores também, que não apenas o setor, o setor financeiro ou o setor da distribuição para para te ser sincero. E e eu acho que há muito trabalho para fazer e há uma
coisa que eu sei, a maior parte da da investigação que é feita é feita nas grandes empresas. Sim. Isso são pagor parte da inovação elevados é feita nas grandes empresas. Eh, onde estão onde se contratam mais quadros qualificados é nas grandes empresas. E Acrescento outra, não isto para perceberes o valor que eu dou às grandes empresas e acrescento outra. As pequenas empresas e e muitas médias trabalham sobretudo para as grandes empresas. Portanto, as as grandes empresas são, obviamente motor de transformação e de arrastamento do resto do resto da economia. incentivadas a serem ainda maiores. Claro.
Só que não é o o IRC o instrumento que vai fazer a empresa ser maior. Quer dizer, se a empresa Investir, e nós temos algumas empresas que investem grande parte dos seus lucros, reinvestem grandos dos seus lucros, ou no aumento da capacidade produtiva, ou na investigação, na inovação, e pagam-se taxas de RC efetivas em Portugal de 5, 6, 7%. Há empresas, muitas empresas em Portugal que pagam 7%. média maior, mas mas é obviamente mais baixa que os 31,5. Obviamente o IVA zer parece ser uma espécie de mãe de todas as medidas deste Programa eleitoral. É
correta esta avaliação? Ponto de vista económico. Ponto de vista económico. É errado. Eu as páginas é onde está é onde está o grande esforço orçamental. Não, o programa 700 milhões. O programa tinha 200 páginas e portanto não, não, mas é a medida que mais custa. São 700 milhões de euros, segundo as contas que o próprio PS fez, não é? Porque é que porque é que o IVA Z0 é na nossa opinião, uma medida importante? as Nossas nós nós os salários ainda não são altos em Portugal, os salários são baixos. Uhum. O custo de vida tá
alto e nós temos a obrigação de e e de tentar aliviar o custo de vida das nossas famílias. E e é por isso que quando nós temos que fazer escolhas, aquilo que nós quisemos foi ajudar as nossas empresas a pagar menos naquilo que é mais básico, essencial, que são os bens alimentares e para alimentar as suas as suas as suas famílias. E, portanto, foi essa, foi Essa a nossa opção. Havia quem dissesse que e quem diga que isso não tem repercussão no preço, o que é falso, porque entretanto nós já tivemos IVA zer em Portugal,
não teve a repercussão dos 6%, né? Teve a quase totalidade dos 6%. Isso foi confirmado por um estudo do Banco de Portugal. O mesmo Banco de Portugal que no início da medida disse que ela não ia ter repercussão, conclui passado se meses que teve. E e e por isso mas não é regressiva, não é uma Medida regressiva, porque afinal todos beneficiam. É também uma boa pergunta porque é eu também ouço isso e só conseg não não eu só cons eu só consigo perceber isso de quem nunca estudou economia com todo o respeito por por razões
óbvias porque o imposto o o IVA é um imposto que é regressivo. É um imposto que é regressivo porque o imposto é regressivo. A redução quando se reduz o imposto regressiva, isso é isso traz progressividade. Porque é que O IVA é um imposto regressivo? Quem não, quem gasta todo, vamos imaginar que só há uma taxa de IVA de 23%. Sim. Quem consome totalidade do seu rendimento porque não consegue poupar, grande parte dos portugueses, julgo que sabem, não conseguem poupar nada no final do mês. O que quer dizer que todo o seu rendimento líquido depois de
do do IRS e das contribuições para a segurança social vai ser sujeito a 23%. OK? Quem não toda, todos os portugueses que Conseguem poupar, isto é, que não consomem a totalidade do seu rendimento, na realidade vão ter uma taxa de IVA sobre a totalidade do seu rendimento menor do que a família que consome os 1000 €. Isto é, o IVA pesa mais em quem na realidade ganha menos do que quem ganha mais. E depois há outra dimensão muito importante nos consumo, no consumo alimentar há um limite que é o limite de saciedade. Nós, quer dizer,
eu se tiver, eu apetece-me cinco laranjas, eu se Ganhar 1 milhão de euros, eu não vou comer mais do que as cinco laranjas. Há também um limite de saciedade, essa ideia de que quem tem mais dinheiro vai consumir mais, vai consumir mais arroz, porque o que nós estamos a falar é disto, é de carne, peixe, ovos, leite. Mas vais gastar menos nesses produtos que já consome, correto? Só que vai gastar, vai ter muito essa redução, vai ter muito mais peso no trabalhador desse português que ganha 1000 € no que no no Que no que ganha
10.000. E portanto, para concluir, o IVA é um imposto regressivo. A sua redução não é regressiva. Falamos de escolhas, não é? porque poderia pegar nesses 700 milhões de euros e, por exemplo, dar um crédito fiscal a quem, por exemplo, já não paga IRS e poderia ser beneficiado diretamente, alocando esses 700 milhões às classes que diz querer favorecer, que são os mais desfavorecidos. Quer dizer, mas se nós fizer, se nós fazemos isso Através do IVA, qual é que é o problema? É, é porque obviamente esses 700 milhões também repercute, também repercutem todas as famílias que consomem.
As políticas, as políticas têm que ser claras, têm que ser de perceção imediata. E o IVA zero é uma medida que facilmente percetível e compreendida por toda a gente. Aponta e as políticas. Esse é outro problema da da da política e da política pública, que é cada vez que um político começa a imaginar uma Política, aquilo sai dali um muitas vezes um Frankenstein. E nós temos que ser o mais simples possíveis. E aqui havia um há um problema, o custo de vida é alto, temos que dar o nosso contributo para o diminuir e o IVA
zero já provou ser uma medida eficaz desse ponto de vista, estamos aqui à frente de empresários e pequenos e médios empresários, aponta no programa eleitoral para uma evolução de salário mínimo e do salário médio acima do PIB Nominal nas suas contas. Ora, como é que isto é sustentável? Como é que as empresas vão conseguir consecutivamente aumentar o salário mínimo e o salário médio se a economiaos nominais para esse real mais inflação vai crescer menos. Como é que como é que como é que isto joga para que isto seja sustentável no que uma pressão, eu diria,
arriscada, nomeadamente sobre sobre o emprego nas empresas portuguesas? A variável mais importante para fazermos Essa essa avaliação é mesmo o crescimento da produtividade. E a produtividade ao longo dos últimos anos tem crescido mais do que os salários. Nós não temos um o problema neste momento em Portugal é nós termos nós termos nós pagarmos salários muito baixos. Eu eu eu tenho bem a consciência que nós, e esse foi um, por exemplo, um dos temas de debate ontem com o o PCP, que defende 1000 € já já a partir de julho, é de que nós nós nós
temos que e Ele falava e o Paulo Raimundo falava em coragem e eu dizia-lhe, coragem não é fazer grandes promessas, coragem é ir até ao limite do que é possível fazer-se. E há aqui um um uns um um papel e o salário mínimo compre esse papel, obviamente, que é ir forçando o aumento o aumento salarial. E eu acho que aquilo que nós temos, aliás, é exatamente a mesma meta da AD, 1110 de euros em 2029. Sim. E eu julgo que nós estamos em condições de o fazer. Isso Não significa que não vai colocar alguma pressão
sobre não sobre todas as empresas, como é evidente, sobre algumas das empresas, mas há há há pressão que é boa e há pressão que é necessária. Em Portugal ganha-se muito pouco e nós temos mesmo que fazer todos um esforço para aumentar os salários. Grande parte do trabalho que se tem que fazer é é parte daquilo que eu descrevi ali, transformarmos a economia, termos uma economia capaz de produzir maior valor Acrescentado. Isso é a melhor forma de garantir-nos que é capaz de pagar melhores salários. Mas há um uma parte que é da política que nós devemos
também ir forçando. O salário médio no acordo de rendimentos feito pelo governo do PS e que foi mantido no que diz respeito ao salário médio pelo atual governo, nós tínhamos uma uma trajetória de crescimento de 5%. E na realidade nos últimos anos cresceu seis. Isto é, a realidade superou o acordo a Que se tinha chegado com os parceiros sociais que tinha-se previsto uma um crescimento de cerca de 5% e eles até cresceram mais do que os 5%. Nós, eu acho que nós temos sido eh todos eh em Portugal eh suficientemente prudentes em matéria de de
crescimento de salário no que diz respeito à capacidade da economia aos pagar. Acho que não temos pedido excessivamente, nem nós, nem a União Europeia deve responder às tarifas de Trump com tarifas ou Não? Pergunta difícil. H, eu julgo que aquilo que nós temos que fazer nesta fase é diplomacia. Pior coisa que nos pode acontecer, e já ouvi líderes políticos em Portugal que também, por minha surpresa, têm apoio de alguns empresários, o que é extraordinário, e que olham para aquilo que o Trump está a fazer como uma coisa positiva, é o direito do Trump a fazer
aquilo. Nós temos que fazer o mesmo. E nós sabemos muito bem o que é que Acontece quando nós começamos a correr eh para o protecionismo. Sim. E e no caso da economia portuguesa, nós temos muitos setores na nossa economia, a queer que se tivessem confinadas a ao mercado nacional morriam. e mesmo muitas que estando confinadas ao mercado europeu também passariam a ter dificuldades. E por isso o grande esforço que nós todos temos de fazer é a Europa desde logo, é um grande esforço diplomático, negociação, um esforço Diplomático e de negociação para que não haja tarifas
do lado de lá. Dito isto, havendo, dito isto, não é, não é só havendo, eu não vou passar para aí, vou ainda na negociação. Como todos nós sabemos, a nossa negociação tem mais força quanto nós não abedicarmos de recorrer a nada. Isto é, os Estados Unidos da América têm que olhar para a Europa como um espaço político que está eh disponível também para se defender. Isto é muito Importante porque, obviamente, os Estados Unidos também exportam para para para a Europa. Isso não é o desfeixo desejável e devemos fazer tudo para evitar uma guerra comercial. Essa
deve ser a nossa preocupação. Mas até para evitarmos uma guerra comercial não se pode dizer à cabeça que nós nunca iremos recorrer à proteção da nossa economia. Porque isso aí então é entregar as cartas ao outro lado da Negociação, mas obviamente que o esforço deve estar na negociação na diplomacia porque senão então acho acho que será a guerra comercial é uma antecâmara de uma recessão económica. É o eu ficaria aqui obviamente que me compreenderão manhã inteira a fazer aqui uma entrevista a ao Pedro Nino Santos, mas eh e até porque estamos a terminar, mas estamos
estamos numa conferência sobre a economia, mas não posso lhe deixar de lhe fazer duas perguntas. Sobre diria justiça ou ou relacionado com a justiça. Eh, porque estas eleições resultaram de um caso, caso de Pinum Viva. O que é que ainda não sabe do caso de Pin não viva e que quer saber? Eu vou dizer de outra maneira. Eu eu eu tenho as mesmas dúvidas. Tenho a certeza que grande parte das pessoas que aqui estão ou pelo menos uma parte considerável das pessoas que aqui estão. Mas eu vou dizer de outra Maneira. Eu já sei o
suficiente. Eu já sei o suficiente para fazer um juízo negativo sobre a seriedade do ainda primeiro-ministro. Eu já sei o suficiente. Nós já sabemos o suficiente. E e e por isso tudo o resto que ainda se pode vir a saber ou a esclarecer será importante para fazermos um uma avaliação mais completa, mas eu já sei o suficiente para poder fazer um um juízo de quem lidera o governo Português. E h nós queremos sempre fugir de do de dos temas porque é desagradável, não se pode e eu não quero e estar aqui a a a esmioçar
cada um dos casos. E o caso da Spinova não é o único, não é o único. Toda a gente fala da Spinum Viva, mas não é o único caso. Tá a pensar em quais? Não estou a pensar nos casos que foram já noticiados. Alguns mais graves ainda, não é? quer dizer e e e portanto para mim, de forma sem aprofundar muito mais o tema, eu já Sei o suficiente para retirar as minhas conclusões e e sinceramente acho que eh todos nós temos já informação suficiente para tirarmos as nossas conclusões e não sermos surpreendidos daqui a
alguns anos. Acho que todos acho que todos acho que todos os portugueses já sabem. Se já sabe o suficiente, não vai pedir uma comissão de inquérito na próxima legislatura. Não, a comissão parlamentar, eu espero não ser necessário nenhuma comissão parlamentar De inquér e tenho a expectativa que até ao final desta campanha nós consigamos esclarecer o que ainda falta esclarecer. Tá bem? Veremos, veremos. Última pergunta sobre a sua própria situação. Disponilizou os documentos? Tão tão consultáveis sobre a forma como comprou as casas, como comprou os financiamentos? Está em condições de garantia? Veja lá, António, se lhe
fizessem isso, como é que pagou as suas casas? Mas eu não sou Candidato a primeiro-ministro. Ai, mas tá ai, mas tem uma grande responsabilidade num jornal económico online. Se fosse eu acionista, perguntava-lhe o que eu lhe pergunto mesmo para terminar, está em condições de garantir que do ponto de vista é bom que os acionistas façam isso com os administradores que contratam, não da mesma maneira que estão a fazer comigo, António com um site público, mas está em Condições de garantir aos portugueses que para lá da documentação que já disponibilizou que cumpriu todas as suas obrigações
fiscais na transmissão nos apoios que os seus pais lhe deram, nomeadamente para permitir o cumprimento desse dessas aquisições que fez. Obrigado. E eu não não sabe sabe porque é que eu acho, agradeço porquê? porque é uma oportunidade para nós podermos às vezes esclarecer algumas coisas. E eu só Gostava que eu ainda primeiro- ministro fizesse o mesmo, tivesse vindo cá porque também era uma gostava ele também, porque também era uma oportunidade para ele, era também uma oportunidade para ele poder esclarecer qualquer dúvida e dizer, e pá, o de facto o Pedro Nuno dos Santos é excessivo
em relação a ele e injusto. Agora se não se nós não nos disponibilizamos para dar respostas, não conseguimos clarificar nada. Eu eu ouvi eh sobre a a investigação que Investigação que que está em custo abrigação preventiva. O inquérito não não inquérito, é averiguação preventiva. Eu e eu bom eu não tenho nenhum nenhum problema. É o o custo de estar nesta vida é nós termos que que explicar tudo e, portanto, explicar como é que temos isto, como é que temos aquilo e, portanto, abertura total para explicar como as pessoas perceberam. Quer dizer, de facto, estão a
perguntar como é que ele como é que ele pagou a casa, como Daqui a bocado, como é que pagou o carro, daqui um bocado como é que paguei as meias. Eu eu não tenho problema nenhum fazer esse esse esse esforço. E depois a seguir a pergunta vem: "Então, mas e pois, mas não pagou o imposto de selo?" E eu fagou, não pagou? Estou a perguntar-lhe se cumpriu todas as obrigações. Porque o que tem o tema é origem dos fundos, né? Porque é que é importante porque é que é importante eh eh essa questão e a
resposta? Porque é Importante que toda a gente saiba que desde 2003 que não se paga imposto de selo nas doações de pais para filhos. Ponto um. Segundo, obrigações declarativas que ao contrário do que vou às vezes lendo nos comentários, não há obrigação declarativa de doações monetárias de pais para filhos. Ao contrário da do da ideia, eu percebi que é a ideia que muita gente tem, não tm doação de de bens mobiliários ou de bens imobiliários eh que têm lugar a uma Maisvalia, tenhm doação de de doações monetárias, não tem isento de de imposto de selo
e de declaração. E é muito importante que se saiba porque depois é pá, eu eu eu vou lendo e fico surpreendido porque parece que se está sempre à procura de alguma coisa. OK, vamos procurar, temos que ter a certeza que quem nos governa é sério, que não tem nada que que se lhe aponte. E eu acho que isso deve ser feito. Eu eu tenho convivido com com o memes, não é? Aquelas fazem-se umas uma espécie de de construções de publica que depois se publicam e se reproduzem. E eu vou dando eu vou levando com vários.
É, é, é, é da minha casa em Lisboa, é da minha casa em Montemor, é das ajudas de custo que eu viveria em Lisboa e estava a receber ajudas de custo. Eu recebi ajudas de custo enquanto tive a minha vida centrada em em Sãojão da Madeira. Em São João da Madeira. Era líder do PS, estava nos órgãos municipais, tinha outra Relação com casa em São João da Madeira. E quando eu tenho a minha vida centrada em Lisboa, nesse dia terminam as ajudas de custo. Mas quer dizer, mas a a verdade é que a explicação, as
perguntas são feitas legitimamente pelos jornalistas, as respostas são dadas a um ano, há um ano e meio, mas até ao dia de hoje eu tenho que conviver com comentários e publicações, ou é com as ajudas de custo, ou é com as casas, ou eu já, quer dizer, não é obviamente Agradável para ninguém, mas eu percebi que faz parte, não é, que faz parte da vida que eu escolhi ter, que as pessoas e pelo menos as bem intencionadas, as que estão mal intencionadas nunca quererão ouvir nem nem nada, mas as que estão bem intencionadas sentirem que
o político que têm à sua frente é um político sério. E por isso eu acho que por mais desagradável que possa ser fazermos um striptias da nossa vida, esse hoje é o custo da decisão que nós Tomamos de fazer. Mas já percebeu esta averiguação preventiva? já percebeu porque é que existe ou não? Eu percebi porque houve denúncias anónimas. Não, mas não háações preventivas de todas as denúncias anónimas. Eu eu não vou eu não vou fazer nenhuma crítica nem nenhuma apreciação sobre o trabalho do Ministério Público. Eu o Ministério Público está a fazer o seu trabalho.
Eu tenho total respeito. Obviamente eu já o disse e acho que Qualquer pessoa também compreende. As denúncias anónimas feitas nesta altura tiveram uma motivação política, como é evidente, e prejudicaram-me politicamente e podem ter efeito os resultados eleitorais. Eu eu espero que não. Eu fiz aquilo que podia, não é? no mesmo dia fiz um uma declaração, tentei explicar da melhor maneira e e e coloquei num site toda a informação eh que eu que eu posso disponibilizar para que as pessoas, não só um jornalista, Mas qualquer cidadão possa ver. Eh, essa isso era o que me competia
e eu fiz, não é? E por isso é que eu também já disse várias vezes, se tivesse o meu adversário feito o mesmo, se calhar nós não estávamos na situação em que nós estamos. ainda não sabe se vai ser ouvido. Já pediu para ser ouvido pelo Ministério Público formalmente. Eu ontem fiquei com a ideia que ainda não, mas é, quer dizer, provavelmente durante o dia de hoje enviamos o requerimento, porque Eu eu acho eu acho importante, não é? porque o o os portugueses vão a eleições no dia 18 de maio. E e esse é um
momento é um momento importante da vida democrática de um país. E eu acho que um tema que foi levantado durante a campanha, se pudesse ser clarificado antes dos portugueses serem chamados às urnas, eu acho que isso era útil, porque e a é um tema que surge durante uma campanha, durante uma Campanha em que o país está a ser mobilizado para fazer uma escolha sobre quem vai ser não só os partidos representados no parlamento, mas quem vai ser o líder do país durante os próximos anos. é uma é uma decisão demasiado importante para nós, para não
haver um esforço de todas as instâncias para que as coisas sejam resolvidas até às eleições. Acho que era correto, não era tanto por mim, era eh pelos portugueses que vão fazer uma escolha no Dia 18 de maio. Têm que saber, quer dizer, se tem algum motivo de preocupação com quem tem à sua frente e para além de ser socialista, não é? Muito obrigado. Obrigado. Obrigado pela sua presença. Muito obrigado. Sem striptizos, mas com radiografias. Seguimos assim em frente com o primeiro momento de debate desta fábrica 2030. Nos próximos minutos vamos navegar pelos desafios enfrentados pelas
empresas industriais. Vamos perceber que apoios Fazem falta. Vamos também perspetivar o futuro, olhando para as reformas estruturais e perceber se são ou não inadiáveis e quais é que serão estas reformas estruturais. Para fazer esta verdadeira radiografia da realidade empresarial portuguesa, temos connosco César Araújo, presidente da ANIVEC, Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e de Confeindo da Palco, por favor. também Luís Pedro Duarte, presidente da Portugal DC, Associação Portuguesa de Centro de Dados e ainda Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da IMAP, à Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal. A moderação deste espaço, deste
painel, uma radiografia empresarial, é da responsabilidade da Mónica Silvares, editora executiva do Eco. Olá, viva. Muito bom dia a todos. hh vamos tentar aqui recuperar um bocadinho O nosso atraso de eh de desta manhã. HH começo por si. H César Araújo, eh qual é que é no seu entendimento qual deve ser a principal prioridade do próximo executivo? H nós temos que pensar a forma em que o país está. Aquilo que eu digo tá aos trambilhões. É extremamente importante, se nós sabemos que daqui a um ano vamos novamente para eleições, que haja um acordo e um
pacto em assuntos muito importantes como a saúde, a Justiça e h educação. E educação. Esses são os três pontos que são importantes para o desenvolvimento do país. Depois desses acordos estarem feitos e haver um pacto de desenvolvimento, aí sim os os podemos andar aos trambilhões e a economia depois se ajusta. Mas a verdade é para nós empresários é um desconforto muito grande quando nós vamos tentar vender os nossos produtos e somos confrontados com Uma falta, uma estabilidade de governação em Portugal. Por isso, o importante é ver este acordo e a partir daí a economia vai
se ajustando. Luís Pedro Duarte, do seu ponto de vista, a prioridade deveria ser, por exemplo, o investimento público, como se como sugeria um investimento público que suporte as empresas, como dizia Pedro Nuno Santos. Eu eu dava seguimento aqui à a à a ào comentário anterior aqui ao César e Tem tem muito a ver aqui com a com a com a estabilidade política também que se pretende ter para Portugal. hum, em que é de facto para o quer para o investimento nacional, quer para o investimento estrangeiro, é muito importante termos essa e imagem e termos essa
eh garantia de de estabilidade política. No que diz respeito à geopolítica, somos um país bastante estável e tá numa posição absolutamente Estratégica. Falta, diria que assegurarmos esta esta componenta. Rafael Campos Pereira, no para si também a mesma a mesma questão. Qual é que deve ser a prioridade do próximo executivo que sair eh eleito eh nas no dia 18 de maio? Eh, bom dia a todos e obrigado por pela oportunidade de estar aqui. Eh, ao contrário do que diz o o candidato a primeiro-ministro Pedro Nuno Santos, agora já não está aqui para Nos ouvir, meu amigo
Pedro Nuno Santos e, portanto, não tenho não sou um dos dois que aqui estão que vai votar nele, mas eh ele pr disse que aqui, mas mas apesar de tudo, tenho apreço apreço pela pelo seu comportamento. O que o que ao contrário do que ele diz e pediu desculpa ao Armindo por dizê-lo, o a descida do IRC e a descida do IRS são fundamentais para eh o desenvolvimento do país. São medidas estruturantes. Nós temos em Portugal uma tenaz fiscal que Constrange o crescimento e é fundamental e não só mexermos no IRC para estimular o investimento
privado, como também é fundamental baixar o IRS para motivar os ajudar a motivar os nossos trabalhadores. O próprio Pedro Nuno Santos reconheceu que o aumento médio salarial nos últimos anos tem sido superior àqueles que eram os compromissos entre os governos, dois governos diferentes e os parceiros sociais. Portanto, as empresas estão a Fazer um esforço sério no sentido de aumentar os salários. Todos reconhecemos que em determinados segmentos da da da economia os salários ainda são baixos. os salários deviam ser mais altos, até porque o custo de vida tem aumentado e, portanto, é absolutamente necessário fazermos todos
um esforço nesse sentido de aumentar os salários. As empresas, como os números o demonstram de forma inequívoca, tão a fazer o seu trabalho nessa área. É fundamental que o Estado e As políticas públicas acompanhem esse esforço das empresas, tributando menos os trabalhadores. Porque nós, independentemente de se dizer que a carga fiscal é maior ou menor em Portugal ou noutros países, a verdade é que o esforço fiscal dos nossos trabalhadores, dos nossos cidadãos, é superior à média europeia, porque com salários relativamente baixos pagamos taxas que noutros países europeus são pagos com salários muito mais altos. Para
além dessa questão que é absolutamente prioritária, sendo certo que a questão da estabilidade também o é e há outras que eh, enfim, nós estamos habituados a um determinado bem-estar e não queremos abedicar dele. E, portanto, é fundamental também gerir com pinças todas essas matérias, mas eu acho que a questão fiscal é fundamental e também a questão da eh o Pedro Nuno Santos também referiu isso com até até fiquei surpreendido e falar Em flexibilizar as normas e em tornar menos burocrática e toda a economia e a relação entre os privados e o estado. E isso é
fundamental para o para o desenvolvimento, a partir logo, desde logo, da questão da gestão dos fundos europeus e dos sistemas de incentivos e também do licenciamento. O licenciamento e as questões ambientais associadas ao licenciamento e o comportamento das entidades públicas que tutelam essas matérias, de facto, constrange também o Crescimento. Nós temos que acelerar, agilizar todos esses processos para podermos promover o desenvolvimento da economia portuguesa. Evidentemente que haverá muitas outras matérias que também são importantes, tal como a formação e a qualificação dos trabalhadores e outras, mas para já, se tiver que centrar em duas são estas:
o licenciamento, a questão da flexibilidade menos burocracia e a uma política fiscal mais amiga do investimento e do crescimento Do rendimento das famílias. Vou agarrar nessa sua ponta já da questão da política fiscal. César Araújo, é mais importante reduzir a taxa de IRC ou, por exemplo, reduzir os custos eh do trabalho? H, e como o Rafael disse, os nossos trabalhadores pagam muitos impostos, as empresas pagam muitos impostos e nós não conseguimos porque nós concorremos com uma economia aberta. E se nós queremos eh trabalhadores motivados, nós devemos A nossa remuneração para além do salário, nós devemos
poder remunerar em em outras ou em prémios, porque nós devemos promover o mérito. Nós não podemos estar porque a verdade e o o Pedro Nun Santos disse: "Ah, a produtividade aumentou". É mentira. a nossa produtividade não aumentou e nós precisamos de aumentar essa produtividade. E essa produtividade só se consegue aumentar se nós conseguimos Diferenciar um determinado trabalhador. Eu, se tiver um trabalhador que não produz e tenho outro trabalhador que prom produz, eu tenho que promover mais aquele, tenho que lhe criar o mérito para que ele possa, o outro e aumentar a produtividade. E a verdade
e alguns setores, e o nosso é o exemplo disso, é que nós somos um setor contradição e fomos um setor que tivemos sempre na linha da frente no apoio aos trabalhadores. E o Pedro Nunes também Disse que o país há 50 anos e não tinha qualificações. As pessoas tinham a quarta classe, não é verdade? 30% da população portuguesa tem a quarta classe e o segundo ano de ciclo, que são os pais e as mães dos nossos jovens, que são o futuro, mas que são novos para se reformar, mas que são velhos para substituir o emprego.
E não tem qualificações porque elas cumpriram a sua obrigação. E então o que é que nós temos que fazer? um país a duas Velocidades, aqueles menos qualificados que é preciso formar e os jovens mais qualificados que vão eh dar o arranque em algumas empresas. Nós não podemos pegar na nossa força de trabalho e dizer assim: "Uma pessoa com 55 anos, agora vou mandá-la embora e vou trazer um jovem, uma empresa nova que se hoje instala em Portugal, essa empresa vai empregar jovens." Sim, tem um quadro jovem. Nós não o podemos fazer porque a nossa indústria
tem mais de 100 anos. É Um setor tradicional. Exatamente. Agora é com tradição, já não é tão tradicional. E o que é que acontece? Nós temos que ver essa diferença. Agora, falar que somos um setor de mão deobra intensiva. Sim, somos mão deobra intensiva. Eh, demos dignidade humana à aquele trabalhador com a quarta de classe, mas nós estamos em todos o lado, todo o lado. A metalomecânica faz o molde, nós revestimos o molde, é preciso eh forrar um avião. Nós forramos O avião ou até um acetum como e qualquer coisa. Isto é, se nós não
existíssemos, havia hoje muitos setores que não existiam. Por isso, nós somos a locomotiva de muitos setores que hoje podem estar na linha da frente porque são altamente tecnológicos, mas nós fomos um setor nos últimos 30 anos que fomos dados de moeda de troca. Só que agora dizemos o seguinte e vamos à boleia da indústria do automóvel. A indústria do automóvel Tá a enfrentar grandes desafios. Eu digo à indústria do automóvel, ponham olhos no nosso setor, o que é que eles nos quiseram fazer há 30 anos, dando como moeda de troca, mas hoje já não somos
tão pacíficos como éramos há 30 anos. Hoje nós estamos em Bruxelas. Eh, neste caso, a ANIBEC está em Bruxelas e é lá que se decide tudo. Por isso, nós temos que apostar em todos os setores e sim, temos que reduzir, porque era o tema era esse, temos que reduzir a carga fiscal Sobre a mão deobra, sobre as empresas para que elas possam ser mais competitivas, porque senão daqui a pouco não é os jovens que saem, somos nós empresários que saímos de Portugal porque Portugal deixa de ser competitivo. E eu prefiro ir para uma margem, para
outro sítio que é mais competitivo do que Portugal. H, essa questão da da atratividade do investimento faz-me saltar já para para outro tema. HH o Luís Pedro Duarte Acredita que em estabilidade política e vamos imaginar que o resultado das próximas eleições não é propriamente claro e que nós ficamos numa situação mais ou menos instável. Acha que isso vai ter consequências negativas sobre a capacidade de atração de investimento de Portugal? Sim, eu diria que sim. no setor que estou aqui a representar, o setor dos dos data centers que é um setor onde Portugal está a emergir
como como um h um h tecnológico. É um local Bastante atrativo porque para além do do sol e do surf e dos pasteis de nata, claro, nós também temos excelentes condições face a a outros países da Europa para poder albergar as melhores tecnologias relativamente aos centros de dados. E diria que isso é absolutamente essencial para poder acelerar a a transição digital e a indústria 4.0, que eu acho que acaba por ir ao encontro dos aqui do do César e do e do Rafael, Porque h com a com a com a evolução digital e de aquilo
que vemos hoje em dia com a inteligência artificial, nós temos de estar capazes de a poder utilizar da melhor maneira. Uma fábrica de calçado em Felgueiras, se fizer uso de uma inteligência artificial, pode aumentar bastante a sua produtividade. E Portugal, de facto, tem condições excecionais para para poder atrair esse investimento. Agora, com instabilidade Política, é que a coisa torna-se bastante complicada, porque h um investidor, um grande investidor estrangeiro, h ao pesar na balança a a as, enfim, o upside que Portugal tem, eh, também lhe vai pesar esta questão da instabilidade da da instabilidade política, porque
eh e é pena que assim seja, porque de facto Portugal tem bastantes atrativos para atrair esse investimento estrangeiro. Estamos temos uma vantagem muito Competitiva no que diz respeito à energia e à sustentabilidade. Temos muita energia verde, temos eh educação e talento para fazer esta transformação digital. é necessário também haver uma aposta maior na educação e no talento, não só de recursos portugueses, mas também na captação de de eh de de talento estrangeiro. Li ainda hoje de manhã que uma universidade eh acho que francesa que é a única que faz formação de de de Engenharia para
para a NASA querem fazer um protocolo com uma universidade no Minho. Portanto, há de facto interesse e há essa capacidade para poder fazer essa para poder atrair essa eh esse investimento. Eh, Rafael Campos Pereira, se o ideal seria mesmo termos conseguir ter um bloco central eh ou isso seria uma solução, como dizia Mariana Verde da Silva numa entrevista esta semana, isso só para situações de emergência? que eu sinceramente não não Me sinto muito confortável a concordar com a Mariana Ver da Silva, mas neste caso acho que e ela tem razão. Ou seja, e o o
um bloco central muito formal não é bom para a a democracia portuguesa, nem sequer para a economia a médio prazo, porque e obviamente que isso vai contribuir para e de algum modo reforçar os extremos, aliás, como tem acontecido e sempre que isso sucede noutros países. E, portanto, e não parece que a ideia do Bloco Central seja viável. Agora, acho Fundamental que os dois principais partidos se entendam para questões e estruturantes da economia, para questões estratégicas da economia e para garantir a governabilidade um do outro. Isso, eh, não tenho dúvidas que é fundamental eh que pode
e deve contribuir para uma maior estabilidade política, mas também para um melhor funcionamento da economia portuguesa. Eh, César Araújo, hh, nós começávamos esta conferência a Sublinhar o contexto internacional desafiante em que estamos, a que se junta este contexto político igualmente desafiante h perante esta guerra tarifária, h, ficaria mais satisfeito eh por uma imposição de tarifas em igual medida taco a taco entre a União Europeia e os Estados Unidos ou que tentemos resolver esta questão toda pela via negocial? Antes de ir às tarifas, eu gostava de dizer o seguinte. Toda a gente sabe, Portugal é um
país pequeno, 10 milhões de habitantes. Há cidades na Europa que tem mais habitantes que Portugal. Nós somos, é pouco ambiciosos, não temos ambição. Somos hoje eh pessoas que, prontos, é o que nos diz eh recebemos muita narrativa e a maior parte da narrativa é falsa e não queremos, porque hoje trabalhamos a nível global, nós temos que ter empresas com músculo com capacidade de competir globalmente. Eh, e agora vou voltar às Tarifas. O mundo está desequilibrado. Houve uma altura que até fazia sentido. A Ásia vem de tudo para o Ocidente. E o Ocidente até hoje comprou.
Eu não estou a dizer que concordo com o Trump porque ele é tolo, mas talvez nós não gostamos é da atitude, da forma. quando ele diz vai expulsar os imigrantes. O Obama foi o que mais imigrantes expulsou dos Estados Unidos. Agora ele fez algo que na campanha eleitoral dele anunciou e ele governa um país que foi eleito pelo povo desse país. O que nós temos que agora pensar é como é que eu vou ganhar competitividade, como é que eu vou desta, deste desafio ganhar uma oportunidade. Europa tem neste momento que trabalhar em grupo. Não pode
ser uma coisa Relacionada, não pode ser países individualmente. Não pode Portugal dizer: "Ah, eu vou exportar". Portugal não exporta nada, só se for comentários para consumo interno. Nós temos que em grupo tentar que, eu sou a favor da reciprocidade dos mercados, sou a favor da livre circulação de pessoas, capitais e eh e exportação de bens e mercadorias para os Estados Unidos, porque se estes dois blocos se unirem, nós vamos eh vamos demonstrar ao mundo boas práticas De governação. Não sei se é possível, mas vou acreditar que sim. Por isso, e o maior desafio é Ásia.
Porquê? Porque já agora, muito rápido, a maior parte das pessoas não sabe que são minimis, nem SPG, que são instrumentos que permitem que países asiáticos introduzam na nosso e espaço, neste caso na Europa, sem pagar qualquer tipo de imposto nem IBA. aquilo que eu digo que é a maior fraude fiscal do século XX na Europa, mas isso não traz esse só Desafio. Isso vai chocar com a agenda verde da Europa. Como é que eu exijo muito às empresas europeias e muitos critérios de sustentabilidade e depois abro as fronteiras todas e recebo milhões e milhões e
milhões de pequenos encomendas que depois vem poluir toda a Europa. Quem recicla isso para dizer o quê? A reciprocidade, lógico, o maior desafio é China, é a Ásia. Se eu quiser exportar para a Ásia, eles não me compram. Mas não compram porquê? Porque Nós somos maus produtores, porque nós não temos qualidade, não. Porque a política deles é não comprar e é vender. Talvez isto venha modificar a forma como nós fazemos as relações comerciais com o mundo. Além que eu não gosto de protecionismo, reciprocidade dos mercados. Rafael, não. Eu eu sobre este sobre este ponto eu
gostava de acrescentar duas coisas. Eh, também é verdade que não temos que dar grande valor eh eh a medidas ou pelo menos Atribuir grande credibilidade a medidas que cujos ideólogos não são capazes de explicar em entrevistas simples e que foram manifestamente feitas durante a noite anterior, aquela que foram apresentadas e com eh raciocínios que foram eh expostos que enfim que aparentemente crianças com a quarta classe, mas independentemente ente disso também é verdade que Donald Trump em 2017 tinha proposto um mercado aberto entre os Estados Unidos e a União Europeia e acho que a proposta a
reação europeia inicialmente pensar em retaliações e mas mais tarde com alguma prudência e a proposta da Comissão Europeia foi exatamente essa, a que tanto tinha proposto em 2017 o mercado aberto entre os Estados Unidos da Europa e já agora também o Canadá. Eh, e e evidentemente que isto é uma grande preocupação, até porque eh além disso, temos uma outra questão em paralelo, que são as tarifas Eh, impostas pela administração americana à China. a China, que produz e exporta brutalmente para os Estados Unidos, vai precisar, vai precisar de escoar os seus produtos e e vai inundar
o mercado europeu. Isto está ligado a uma outra questão que é fundamental, que tem a ver com a proteção que a Europa que particularmente afeta o setor metalúrgico e metalomecânico e aqui incluo todos os clânceres, o ferroviário, o aeronáutico, o o Aeroespacial, o automóvel, etc., que tudo isso faz parte do megaetor metalúrgico e metalomecânico. E neste momento a Europa está muito preocupada com impor tarifas e à importação de matérias primas, aliás, que já existem sob a forma de cláusulas de salvaguarda, 25% do valor e ao mesmo tempo não há tarifas do mesmo montante e na
mesma proporção a produtos transformados. A Europa está claramente a proteger os produtores de ácido e alumínio e não Protege os transformadores de aácio quando é certo que a dimensão e a importância e a relevância e o peso dos transformadores é muitíssimo superior àquele que é o peso dos eh produtores de aço e alumínio, seja em valor acrescentado, seja em exportações, seja em volume de negócios, seja em em trabalho qualificado. E, por exemplo, o caso de Portugal, ao longo dos últimos anos, a dificuldade que nós temos muitas vezes em a esclarecer e explicar aos Governos que
não podem e reagir desta forma quase a crítica e às vezes até é séfala, Portugal tem votado a favor sistematicamente da prorrogação das clausuras de salvaguarda, prejudicando os prejudicando os transformadores e beneficiando os os produtores. Curiosamente aqui a infecção ainda é maior. O que é que justifica do seu ponto de vista dessa dicotomia de tratamento por parte dois? Não, o o e eu creio, é evidente, nós temos que se Calhar conhecer um bocadinho de história. A União Europeia, antes de ser a União Europeia era a CE e antes disso foi a a comunidade económica do
Carvão e do hoje o caravão está estigmatizado e maldito. O aço continua a ter um poder brutal. Além disso, há a questão do e da pandemia e da necessidade que a Europa sentiu de ser autónoma, de ter a tal autonomia estratégica e a resiliência e e passaram a entender e o a produção de matérias primas, que eu compreendo que é Fundamental e n alguns setores nós vimos que estavam completamente expostos, nomeadamente na num farmacêutico, n alguns segmentos de remédios, mas a verdade é que e há um foco excessivo na produção na produção do aço e
do alumínio e não tanto na transformação. E eu admito que se proteja a produção de aço, mas tem que se proteger da mesma forma porque senão isto é mau, inclusivamente para os próprios produtores de aço. Aliás, eu acho que Eles estão a perceber isso. Os governos não, mas e a Comissão Europeia também ainda não percebeu, mas os próprios produtores estão a perceber porque percebem que os seus clientes na Europa começam também a ter dificuldades. E, portanto, acho que é é uma uma questão mais importante. Eu tenho falado com muitas empresas de grande dimensão e neste
no no meu setor, nós e dizem muito mais importante do que preocupados com as tarifas do Trump, estamos preocupados Com as tarifas da da Comissão Europeia e, portanto, a Comissão Europeia que tem que repensar o seu caminho e tem que tem que perceber aquilo que é verdadeiramente estratégico para a economia e para a sociedade europeia. A área dos data centers não é propriamente, obviamente, exportação de bens, estamos a falar de serviços, mas também eh são vítimas da política comercial norte-americana, nomeadamente com as restrições às exportações de Chips. Como é que estão a tentar lidar com
essa com essa situação? Sim, sem dúvida. Não, não somos exportadores de de bens, mas podemos ser eh exportadores de dados e Portugal aí pode ter de facto uma posição preponderante na na exportação de dados, assim consigamos atrair esse eh esse investimento. Por isso, não tem, de facto, como disse, eh, não está diretamente relacionado com a questão das tarifas, mas já tinha sido anunciado até da desta medida das Tarifas, a classificação a classificação do mundo em três em três camadas, em três tiares, que são aqueles que têm acesso sem restrições aos chips fabricados pelo fabricante eh
americano Nvíia. Uhum. Há aqueles que não têm acesso de todo, como seja o caso da China, e depois há um conjunto de países que estão ali numa zona cinzenta que têm acesso com restrições. Ora, Portugal foi dos poucos países da Europa que ficou com essa Classificação e isso, tal como a situação que falamos há pouco na onde estaríamos mais focados na instabilidade política nacional, mas aqui estamos a falar de uma instabilidade política internacional e que no caso também tem efeitos nefastos para para o investimento em Portugal. Ou seja, enquanto nós não conseguirmos eh sair desta
classificação da zona cinzenta, onde temos acesso aos chips que que no fundo são a base da inteligência Artificial, são a base, são o motor da da de toda a transformação digital que o mundo está que o mundo está a atravessar, h ficaremos um pouco para trás e isso h e isso é bastante bastante negativo, tendo em conta todas as as atratividades que Portugal tem a localização que nós temos como um ponto de entrada da Europa, como localização absolutamente estratégica naquilo que diz a ligação de dados h através dos cabos submarinos que nos ligam a todos
Os a todos os continentes do do mundo. Por isso, nós estamos a a trabalhar no sentido de tentar reverter esta classificação de Portugal como e um país tier dois que tem um acesso e restrito à à aos chips da Nvidia. Estamos já tivemos em reuniões com o Ministério da Economia. H brevemente teremos e reuniões também com a com a embaixador dos Estados Unidos em Portugal. E, portanto, é um trabalho que tem que ser feito e tem e que urge urge ser feito. Uhum. Eh, e já agora, hh, este, já houve algum impacto negativo, por assim
dizer, dessas dessas restrições neste curto prazo? H, há investimentos que sabemos que tão passaram a a uma posição de on perspectiva de ver o que é que o que é que daqui o que é que daqui decorre. E pode dar-nos algum exemplo desses investimentos? HH em concreto? Não, mas h o o dos maiores investimentos que já está em curso em Portugal tem fundos americanos e não é por serem fundos Americanos que eles deixam de estar eh debaixo desta restrição. Portanto, são fundos americanos que estão a operar cá, ficam na mesma h travados travados com esta
com esta capacidade de poder adquirir os os chips. César Araújo, nós nosso tempo está a chegar ao fim mais depressa do que do que diz ali o no cronómetro. uma última ronda. HH este stop foi distribuído pouco equativamente este Sim, é verdade. É verdade. Este stop and go na nas decisões Norte-americanas da imposição das tarifas, como é que deixa os os industriais do têtil neste momento? Muito apreensivos. Nós temos agora 90 dias. Uma das coisas que aconteceu é que nós já tínhamos taxas aduaneiras para os Estados Unidos. Normalmente no vestuário, a taxa aduaneira era 17%.
a 27. Uhum. Tendo agora 10, nós passamos a ter 27 ou 37. Mas antes haviam países que não Tinham taxas aduaneiras, o caso da China, do Vietnam, eh, de Miamar, e que hoje já tem taxas aduaneiras. Então, nó até estamos numa situação competitiva, não ficamos nibelados. O problema é que o cliente não consegue refletir o preço no consumidor final porque eles estavam habituados a um determinado preço e agora esse preço dobrou ou triplicou. Ele vai ter um problema que pode pôr em causa a sobrevivência dos nossos próprios clientes, que depois vai se Refletir nas nossas
empresas, porque eles se forem à falência, nós deixamos de ter encomendas. O que eu acredito é que o Trump, sendo todo, que em 90 dias faça um acordo com a Europa e que ponha 0% de taxas ou até 10, porque nós tínhamos 17 e agora baixamos para 10, também ficamos todos contentes. E que o nível de competitividade seja equilibrado. E neste momento as encomendas, a última vez que falamos para a última peça que escrevemos sobre Isso, estávamos com as encomendas on hold nas alfâ cancelamentos de encomendas. E agora a situação entretanto, rever, ainda não temos
cancelamentos de encomendas. os chineses têm, porque a taxa aduaneira após os chineses foram 240 e tal por isso é uma brutalidade. Eles nem deixaram sair os os barcos eh dos portos chineses. Eu a semana passada tive nos Estados Unidos e a tentar a ver a a economia, mas a verdade é que todos Os clientes concordam com a reciprocidade dos mercados, não com a forma como o Trump tá a colocar e a rapidez, porque é preciso regular. Vamos acreditar que nos 90 dias, e também digo que a Comissão Europeia deve ter um equilíbrio nas negociações, não
deve entrar já em retaliação, mas se daqui a 90 dias eles eles realmente insistirem nisso, a Europa não se pode pôr de joelhos. Europa, sim, tem que demonstrar o poder em grupo, mas nós também temos Controlar, como o Rafael disse, se eles não escoam os seus produtos na nos Estados Unidos, eles vão se virar para o maior mercado que é o europeu. E nós temos que regular essas entradas para não colapsar a economia europeia. Rafael Campos Pereira também queria a sua avaliação sobre a situação atual no setor eh metalomecânico. O que acontece é que já
anteriormente houve um conjunto de empresas do setor metalúrgico e metalomecânico que aproveitaram o IRA e Os incentivos que eh os incentivos na altura da administração Biden que subsidiava para todos os efeitos a 50% os o a produção desde que as empresas se instalassem lá. E, portanto, houve algumas empresas que se instalaram. Eh, isto pode, de algum modo, n alguns casos, também potenciar outras empresas que se instalem lá e algumas com maior dimensão, mas para todos os efeitos, a grande maioria não o fará. Eh, e aquilo que estão a sentir é algumas eh alguns Clientes que
pedem para expedir, para não expedir. E isso foi o que aconteceu de uma forma mais evidente. depois da suspensão. Eu acho que isto porque agora é uma suspensão de 90 dias, mas a imprevisibilidade a imprevisibilidade de da administração Trump e leva-nos a temer que possa ser 45 ou 180 o ou o contrário, absolutamente o contrário, porque uma vez umas vezes diz que é branco, outras vezes diz que é preto e, portanto, e é exatamente como a forma Como tem também gerido a negociação de da paz com entre a Rússia e a Ucrânia. E, portanto, é
ao sabor dos acontecimentos. E isso, de facto, é muito preocupante porque aquilo que as empresas e os empresários mais eh prezam é a estabilidade nos negócios, mais ainda do que e a estabilidade política nos países. Nós vemos a Espanha eh a crescer e e apesar da instabilidade, apesar da enorme instabilidade que tem e das acusações criminais entre os líderes Dos vários partidos, mas a Espanha é o país que mais cresce. a na Europa e com um governo que não é amigo de forma nenhuma das empresas, mas graças à e ao empreendedorismo e graças à resiliência
das empresas, como também nós em Portugal também, apesar de tudo, não fomos um modelo nem o paraíso da estabilidade nos últimos tempos, não é? com um governo minoritário, eh, sempre sujeito a a coligações negativas, também não houve grande estabilidade. Portanto, Antecipamos que vai ser a mesma coisa a seguir às eleições ou ou pouco pouco pouco melhor eventualmente. Mas de facto, relativamente àquilo que se passa nos Estados Unidos, afeta toda a Europa, está a afetar os mercados financeiros, está a afetar mundialmente a economia e, portanto, neste momento, é com grande apreensão também que as nossas empresas
olham para um mercado que é fundamental e onde estavam a crescer muito nos últimos tempos. Nas das exportações, Assim demonstravam. aos três. Muitíssimo obrigado pela vossa presença, foi um prazer. Muito obrigado. Vamos passar aos seguintes. Obrigado. [Aplausos] Depois desta pausa para retemperar energias, estamos de regresso aos trabalhos desta fábrica 2030. recordo uma iniciativa do ECO integrada no nono aniversário do jornal com o apoio da EDP do Novo Banco da Tabaqueira e também da Unit Consulting. Agora trazemos a este Espaço um olhar mais aprofundado sobre o financiamento. Olhamos então para os instrumentos que as empresas têm
ao seu dispor e, paralelamente, queremos perceber o que é que deve mudar para garantir o acesso a capital mais competitivo e mais ágil. Para esta conversa convidamos Luís Ribeira, executive board member do Novo Banco e também Armindo Monteiro, presidente da CIP. A moderação do painel é de Sherch Laxmidas, diretor adjunto do Eco. Começa Agora o painel financiamento das empresas nesta fábrica 2030. Tira aí. Aí já. Olá, bom dia a todos. Bem-vindos ao segundo painel desta fábrica 2030. Já já com o coffee break tomado, temos temos um ligeiro atraso, portanto vou acelerar. Vamos falar aqui do
do financiamento das empresas. Eh, um fator crucial na economia, especialmente em termos de de incerteza. Eh, felizmente temos aqui no palco dois convidados que Nos vão ajudar a navegar os dois lados. desta deste tema. Do lado das empresas, Ermino Monteiro, presidente da CIP, Confederação Empresarial de Portugal e do Financiamento Luís Ribeiro, executive member do Novo Banco. Obrigado por aos dois por estarem aqui. Nós tínhamos combinado uns temas, mas o secretáriogeral do do PS obrigou-me a ser disruptivo, para não dizer radical, e com uma referência ao imposto à banca, se e dizendo que se não vale
a pena Reduzir o imposto à banca, porque a banca não vai aumentar os juros que que paga nos no nos depósitos, tem de descer aqueles que que cobra na nos empréstimos e nem vai aumentar o salário dos trabalhadores se não tiver mesmo que o fazer. Luís, eh, não representa a banca toda, mas qual é a sua posição em relação a este comentário? Bom, já eu já sabia que ia sobrar para os bancos em período eleitoral, normalmente é o que acontece, dá dá muitos votos e depois Também já vi que o horário ficou mais apertado. Eu
sabia que os políticos nos atrasavam atrás nas conferências, portanto é sempre é sempre problemático. Eh, relativamente aos bancos, vamos lá ver, nós vivemos de facto uma economia aberta e um dos fatores mais escassos hoje é o fator capital. E isto é verdade para os bancos, é verdade para as empresas, é, é verdade para a atividade económica. E aquilo que nós temos que fazer é criar condições para que todas As empresas, sejam elas banca, sejam elas industriais ou comerciais, gerem e consigam gerar resultados, consigam criar valor para os seus acionistas. E se nós não criarmos condições
para que as empresas criem valor, elas não vão atrair capital. Eu acho que nós hoje devemos estar bastante satisfeitos com o trabalho que foi feito em Portugal pela banca em geral desde a crise. Nós todos temos em Portugal uma das bancas mais eficientes. Temos um rácio de eficiência Cost, em média em Portugal compara com mais de 47% alugado pelas agências de rating, por exemplo, temos uma qualidade do ativo, o rácio de NPL líquido é de 0,1%, compara com 0,6 na média dos bancos da Europa. Portanto, eu acho que a qualidade da banca portuguesa é aquilo
que assegura o papel fundamental que a banca tem, que é apoiar as famílias, as empresas nos seus projetos e no seu crescimento. E essa também é uma forma de de criar valor, não é só através e do Pagamento dos depósitos ou da redução dos prédios do crédito. E esse é um valor fundamental para a atividade económica portuguesa. podia concordar com o Pedro Nuno Santos, com que disse há pouco, eh, de que a a economia portuguesa tem que criar mais valor, as empresas portuguesas têm que estar num ponto patamar mais alto da cadeia de valor e
isso não é possível sem bancos fortes. Eh, e depois acho que não há que demonizar os lucros, que é um dos Problemas que nós temos. Quer dizer, temos empresas que geram resultados, é fundamental. Há bocado estávamos a falar, dem-me o exemplo de uma grande empresa portuguesa que seja reconhecida mundialmente, o CR7. o CR7. Portanto, tirando o Cristiano Ronaldo, não há uma marca portuguesa que seja reconhecida internacionalmente e nós temos que criar condições para que as empresas portuguesas e o país numa economia global consiga ter uma penetração e uma Um reconhecimento completamente diferente. Portanto, sem respondendo
diretamente, não sou político, nem me cabo fazer política, eh acho que temos que criar condições para que as empresas e criem valor e os bancos têm um papel fundamental nesta cadeia de criação de valor. Já levamos em mais detalhe eh esse papel Armindo também as empresas foram foram visadas, não é? Bem visadas, foram referidas no discurso de de Pedro Nuno Santos dizer que não é uma descida Do IRC que vai dinamizar de forma estonteante a economia portuguesa. O IRC tem sido tem estado em debate no teve em debate no no nas últimas eleições, está houve
uma diminuição, está em debate. Agora, qual a importância disto em termos do financiamento? Se deixamos o IRC eh a a um nível mais mais apropriado, teremos menos estrangulamento no no na de necessidade de financiamento. Deixa-me começar. Bom dia a todos. Deix-me começar por Agradecer o convite ao Eco e felicitar, felicitar o Eco por me parecer particularmente feliz chamar a esta conferência e economia no dia e seguinte às eleições. E parece-me particularmente feliz porque normalmente antes das eleições nós entretemo-nos a prometer e no dia a seguir às eleições e começamos a distribuir o que não queramos.
Isso é um milagre económico. Portanto, é fantástico e nós devíamos ser objeto de estudo. Eh, e parece temos isso quase Todos os anos. Agora não, exatamente. E agora temos como quando gostamos dos passatempos, nós temos tendência a repetir. É um bocadinho como as séries do Netflix. Mas falando coisas sérias, nós estamos de facto e estamos aqui numa plateia de empresários e quando ouvimos dizer que o IRC não importa para a economia ou importa pouco, eu fico perplexo por uma razão muito concreta, nós temos, de facto, das taxas, tal como o António Costa e referiu, temos
das taxas mais elevadas da Europa, se não a mais elevada com as derramas. Então, pergunta-se, algum investidor estrangeiro vem desenvolver negócio, investimento em Portugal para quê? É, é, é, por acaso, é masoquista, prefere pagar aqui mais imposto em Portugal que em qualquer parte do mundo. Não pode ser, mas há aqui condições fantásticas para realizar aqui investimentos. Será seguramente os custos da energia, que São os mais baratos. Será seguramente a centralidade na Europa, será seguramente termos um mercado enorme, será seguramente o grande poder de compra, ou seja, estou ironizar, naturalmente, nós precisamos de ter fatores que
permitam atrair para Portugal investimento. E quando comparamos com outros países, a Irlanda, por exemplo, que está provado conseguiram atrair investimento precisamente fruto de uma taxa baixa competitiva de IRC. e nós temos Precisamente o dobro. Então, qual é a lógica de efetivamente se dizer que a redução do IRC não importa? É preciso nós termos termos bem presente que este governo caiu agora há cerca de um ano. Houve uma ameaça de ter caído que poderia cair se o governo insistisse em reduzir dois pontos percentuais do IRC e acabou por reduzir só um. Recular. Sim. Portanto, nós na
Business Europe, que é A Confederação Europeia das Confederações, fic tivemos que explicar muito devagarinho porque é que em Portugal um governo quase caiu por insistir em reduzir um ponto percentual às empresas. Portanto, isto para dizer que eh e há bocado no painel anterior foi dito, nomeadamente pelo César, pelo Rafael, foi dito, se nós não tivermos condições de atrair investimento, se nós não tivermos condições favoráveis a um investimento em Portugal, não, o Investimento não acontece. E o investimento é o fator mais fundamental para a produtividade, que aquela ideia de se ligar à produtividade, eh, má vontade
dos trabalhadores ou falta atitude ou falta de organização dos dos empresários ou dos gestores também haverá, com certeza, mas o principal é naturalmente o investimento. Se nós tivermos investimento de qualidade, nós conseguimos aumentar a produtividade. Se Não tivermos, não conseguimos. E o investimento está naturalmente relacionado com um conjunto de fatores. Claro. Foi mencionado logo no no discurso inicial do do Pedro Santos também o o contexto de incerteza é inevitável. Temos dois em Portugal especificamente temos dois níveis de incerteza neste momento. Eh, um que é uma crise política nacional, não há outra forma de o chamar.
Eh, e depois a incerteza económica global com com as Tarifas anunciadas pelo Donald Trump. Queria ver este momento atual para os dois. Eh, Armindo, como é que estas empresas, estas incertecesas têm têm afetado as empresas portuguesas? Que impacto é que tdo na necessidade de financiamento? Eu sei que tenho falado sobre isto recentemente, na necessidade de financiamento, há mais necessidade para precaver perdas futuras ou eventualidades de de menos de de menos receitas, por exemplo, os Estados Unidos Ou ou há uma retração devido à paralização de projetos? ouvimos aqui de no panel anterior também nos textos de
de de falar já de de alguma alguma reticência em em avançar com com ideias. É próprio ser humano e um empresário não naturalmente também tem essa característica, sobrevalorizar as variáveis que não controla e desvalorizar as variáveis que controla. Há variáveis que nós controlamos e esses deveriam ser objeto da nossa atenção Máxima, mas temos tendência a sobrevalorizar as variáveis que não controlamos. Isto também é uma forma de desresponsabilização, não é? Mas e pensando nas variáveis que controlamos, o que é que nós ainda podemos fazer, tanto que podemos fazer em Portugal para resolver os problemas e os
constrangimentos da economia? Neste momento, temos quase como o alfa e o ómega de toda a nossa dificuldade são as tarifas americanas. Não pode ser. Naturalmente que não estou a desvalorizar a importância do mercado americano. É um mercado muito importante e com o elevado poder de compra, mas não podemos concentrar nos Estados Unidos e na sua política errática e todo o nosso problema. Nós temos problemas que só depende de nós portugueses. Acredita que esta que este impasse político, por exemplo, mais grave do que este impasse político é claramente um problema grave. Esta ideia de criarmos uma
cultura, uma Mentalidade com ambição em Portugal para efetivamente apoiarmos o investimento e quem ousa criar empresas é algo que são depende de nós portugueses. E no entanto nós não vemos nos políticos uma verdadeira ambição económica. Nós não colocamos a economia na centralidade do discurso político. Quase que pedimos desculpa por falarmos nas empresas, por falarmos na criação de de riqueza. Quase que são palavras proibidas. a falar na palavra lucro, falar na palavra margem, Falar na palavra prosperidade parece que nos envergonha a todos. É tabu. Nós, de facto, tivemos ao longo da nossa história esta ideia de
dos pobres e honrados. Os honrados é bom que continuemos a ser, mas temos que ser pobres verdadeiramente. E porque é que não há de facto esta vontade política de ousar transformar uma sociedade que já provou que quer mais do que estar de mão estendida? Portanto, estas transformações são transformações Culturais. que todos nos deveriam envolver e que efetivamente não envolvem. Mas não fujo à sua pergunta. É óbvio que um aumento de tarifas é uma dificuldade, mas não é a única. Não é única. Nós temos, para além dos impostos, para além da legislação, para além do licenciamento,
para além do da burocracia, do estado atávico que temos em muitas condições, uma administração que não está ao serviço nem das famílias, nem das Empresas, mas sim ao serviço dela própria. E digo isso com tristeza porque acho que a própria administração pública merece ser melhor tratada, merece ser melhor tratada e melhor reconhecida, mas a a cultura que se instalou e sobretudo a ausência de decisões e a falta de instrumentos de gestão na administração pública dificultam tudo isso. Portanto, há tanto que nós podemos fazer e e o momento de eleição era um bom momento para apresentar
planos, projetos de Transformação da sociedade e esses seriam verdadeiramente mobilizadores e esses seriam verdadeiramente teriam impacto na questão do financiamento. Só para dizer muito rapidamente, o financiamento antes falava-se na ausência de financiamento, ou seja, o problema era não existia. onde existe e seguramente que o Luís irá confirmar o Luís Ribeiro hoje existe. A questão é quais são as condições para o conseguirmos remunerar e pagar? Naturalmente pagar e remunerar. Portanto, essas condições têm que naturalmente ser condições muito concretas num quadro incerto, imprevisível, de fatores competitivos muito difíceis para a economia portuguesa, de custos de contexto, de
uma série de fatores de risco enormes. Portanto, eu diria, existe financiamento, existe disponibilidade de financiamento, mas o contexto económico, mas o contexto exige que todos os Empresários portugueses cumpram cumpr objetivos que em muitos casos não estão a ser ajudados por uma política do Estado. Luís, o Novo Banco é um banco muito ligado às empresas historicamente e quase especializado em empresas sociais, um dos mais ativos no país. Como é que tem visto a com como lida com a área corporate, como é que tem visto últimos meses? Tem sentido os clientes o esse receio, esse receio de
avançar, esse receio sobre consequências Negativas destas duas crises? Não, eu eu acho que naturalmente o ambiente de incerteza que temos que temos vivido e os empresários também sentem e naturalmente a primeira reação é esperar um bocadinho para ver o que é que vai acontecer. Este aumento de incerteza tem gerado uma grande volatilidade, mais até nos mercados internacionais. primeiro no mercado de capitais e depois no mercado de dívida com desvalorização das ações e com aumento dos prédios de crédito no Mercado de dívida, as empresas portuguesas, felizmente ou infelizmente não estão muito expostas a este a este
tipo de mercados, portanto, e tem o seu financiamento hoje de uma forma completamente diferente. Também aqui um parêntese, eu acho que às vezes nós não valorizamos aquilo que fazemos, mas nestes últimos 10 anos a economia portuguesa teve uma evolução fantástica, uma transformação, uma transformação profunda. As empresas também, só nos Últimos 5 anos, as empresas aumentaram em média. da sua autonomia financeira em cinco pontos percentuais. Antes da crise, a dívida das empresas em percentagem do PIB era muito superior à aquela que é a dívida e da média da União Europeia. Para dar um valor era 108
em 2012, hoje é 51.6. Eh, na média europeira 74, hoje é 58. O que significa que hoje as empresas portuguesas estão endividadas em percentagem do PIB daquilo que é eh o Endividamento da média europeia. Portanto, este trabalho que foi feito, naturalmente hoje, permite-nos olhar para estas para estes desafios com muito mais confiança. Hoje temos bancos mais sólidos, ajuda-nos a olhar para períodos de maior instabilidade, com muito mais confiança, porque temos mais margem para tomarmos as medidas que têm que ser tomadas da forma a apoiar as empresas. Portanto, e aquilo que o Armino dizia, que eu
concordo perfeitamente, eh, os Estados Unidos representam 6,7% das nossas exportações. Eh, naturalmente que há setores que vão estar mais impactados do que outros, mas temos um mundo enorme, desde logo, na Europa, com 500 milhões de consumidores, com oportunidades para explorar. Eh, não estou a dizer de que devemos de entrar em guerras comerciais, tarifárias ou não. Portugal, eu acho fantástico, todos temos opinião sobre o que é que a União Europeia deve fazer. a nossa capacidade De influência é quase zero. Portanto, quer dizer, aquilo que nós temos que fazer, como diz o Armindo, é o que depende
de nós. E o que depende de nós é olhar para as oportunidades, é descobrir novos mercados, é perceber onde é que somos competitivos e continuar naquilo que é a nossa economia aberta, eh, e não perder aquilo que era o nosso objetivo, nomeadamente aumento de peso das exportações no PIB, que era um dos objetivos comuns que tinha a economia Portuguesa e que deve ser continuada. Mas como é que um banco como o Novo Banco, a banca em geral consegue desempenhar esse papel, voltando à sua primeira primeira intervenção? Nós hoje temos aqui vão orientar mais para as
empresas exportadoras que que nós já estávamos as empresas exportadoras tipicamente são empresas mais resilientes, com melhor autonomia financeira, com melhor capacidade de apresentação de resultados, com mais Inovação. O que nós temos que fazer é quais são os fatores chave que nós temos que apoiar. Desde logo temos que dar mais liquidez à economia com linhas de curto prazo. Há mais imprevisibilidade nos segimentos, nos pagamentos. Portanto, as empresas têm que ter mais tesouraria nos diversos instrumentos que existem. Depois nós temos que as apoiar na na abertura de novos mercados. Trade finance é fundamental. Nós somos um banco
que tem hoje uma atividade trade Finance muito importante. Estar em novos mercados são novos riscos, novos riscos de crédito, novos riscos geopolíticos, novos riscos estratégicos. O investimento tem que ser feito, que não se abre de um dia para o outro. Aqui outro parêntese, uma coisa que nós temos que enquanto país apostarem na marca Portugal. Portugal tem que ser visto como uma marca de valor e aproveitar algumas coisas que nós fos. Porque é isso que acompanha os empresários quando Vão para novos mercados é a marca Portugal. Uhum. Não faz sentido. Nós somos o maior produtor ou
o segundo maior produtor mundial de azeite e são os italianos que ganham dinheiro. Portanto, e o nosso azeite é que vai dentro das garrafas italianas, só para dar um exemplo. Portanto, e aquilo que nós temos que fazer é fazer isto. Portanto, linhas trade finance para apoiar naturalmente os os nossos e clientes. Depois temos que apoiar o Investimento nestas condições. Temos que ter mecanismos de logística, de transporte, plataformas tecnológicas para chegar aos novos mercados de uma forma muito mais eficiente. Como o Armin dizia e ironizava, não estapa, o mapa vai mudar, o mapa vai mudar. Não
estamos no centro da Europa, mas hoje as rotas marítimas também mudaram com as guerras no Médio Oriente. Hoje a rota atlântica tem muito mais peso. Portanto, nós temos é que preparar a ferrovia e não vou Estar meia hora a falar sobre comboios, mas temos que apoiar a ferrovia, temos que apoiar naturalmente os portos, temos que apoiar todas aquelas plataformas que permitem às empresas chegar aos mercados de uma forma muito mais eficiente. E aqui os bancos, naturalmente com linhas de investimento têm a obrigação de apoiar. Outro apoio que nós temos que fazer ou dois combinados, e
aqui concordo com o Pedro Nuno Santos, tem a ver com o desenvolvimento das Competências técnicas das nossas das nossas pessoas. Temos que continuar a reter, atrair e desenvolver talento, porque se é isso soft skills como país e apoiar o desenvolvimento tecnológico. Aqui precisamos do apoio do estado para as empresas no investimento. Tem que criar condições para que as empresas invistam com uma simplificação da estrutura fiscal e com apoios efetivos ao investimento. Há que apoiar o mercado de capitais de uma forma diferente. Nenhuma empresa hoje pensa ir para o mercado de capitais, mas um particular também
penso investir. O Novo Banco pensa, eh, e vamos tentar abrir essa porta, mas temos que apoiar o nosso modelo de desenvolvimento económico tem que ser sustentado em tecnologia e inovação, não pode ser sustentado em consumo. E para isso temos que haver mecanismos de poupança que as pessoas com mecanismos simples consigam entrar no mercado de capitais com benefícios Fiscais e que esse mercado de capitais seja depois apoiado nas empresas e cabe aos bancos criar condições para que aproximem estas diferentes partes que isso é um papel fundamental da banca na atividade. Temos pouco tempo para ainda, mas
queria voltar ao ao tema desta conferência e uma pergunta para o Armindo, que é o dia a seguir às eleições. Já já já falou um bocado sobre os problemas que temos tido na na na decisão política de apoio às empresas, Mas sei que é difícil reduzir para um ou umas medidas. O que é que gostaria de ver um o próximo governo fazer em termos desta área específica de financiamento das empresas? Nós felizmente temos eh e concordo com também com aquilo que o António Costa há bocado dizia, nós não precisamos nos programas eleitorais de 300 páginas.
Isto não é uma lista telefónica, não é um anuário. Aquilo que nos parece que é importante é três ideias de base. Três, não são 30. Vai Ser sucinto que o relógio tá ali a piscar. A primeira é claramente criar condições para valorizar os salários, mas para isso não é possível sem fazer crescer a economia. Porque o facto dos salários não aumentarem não tem a ver com o humor ou a simpatia ou a generosidade dos empresários, tem a ver com a capacidade do retorno desse posto de trabalho. Por isso, é preciso fazer crescer a economia. E
o terceiro, é preciso simplificar o Estado, porque o Estado, de facto, não está em muitos casos ao serviço nem das empresas, nem das famílias. serv e está a servirse muitas vezes serve a sua própria função e por isso é possível conseguirmos fazer estas três coisas com medidas muito concretas que nós identificamos 10 para cada uma e é possível fazer isto. Portanto, há soluções. Nós não temos aquela ideia que Portugal não há nada a fazer, já tudo foi tentado, não há coisas concretas, nada foi tentado ou Muito pouco foi tentado. O Luís Ribeiro dizia há bocado
e muito bem, as empresas em 50 anos já fizeram muita coisa. Nós precisamos ter esta ideia que, apesar de sermos uma nação de 900 anos, verdadeiramente a nossa democracia, nossa liberdade económica também aconteceu com a democracia. Portanto, muita coisa já aconteceu. Outras coisas podem ser feitas se tivermos vontade para isso. Com essa nota fechamos este painel. Muito obrigado Luís e Hermindo Pela participação. Estamos pontuais e vou escapar um raspanete pelo atraso. Muito obrigado. [Aplausos] Obrigado. Nesta fábrica 2030, chega agora o momento de ouvirmos os protagonistas da economia real, empresários de diferentes setores e regiões que
que enfrentam todos os dias os desafios de crescer e inovar em Portugal e também de dar novos mundos aos produtos e aos serviços que Produzimos. Neste painel, Os Heróis PME, damos voz às histórias e às soluções de quem está no terreno. E para isso temos connosco o Bernardo Maciel. é CEO da Unit Consulting, também Luís Febra, CEO do grupo SOSEM, também Clara Moraguetes, CEO da Monte do Pasto, ainda Paulo Pires, Head of Commercial Operations Portugal da Philip Morris International. A moderação do painel fica a cargo de Tiago Ferreira, o subdiretor do ECO. Boa tarde a
todos. Obrigado por estarem Estarem aqui connosco. H, e isto é uma conferência sobre economia, portanto não vamos falar só de eleições. Eh, e este é um bom tema, vamos falar de PM e heróis PME. Hum, e exatamente nesse sentido, se calhar começava ali pelo h pelo Bernardo. Eh, Bernardo é mentor de uma iniciativa chamada Os Heróis PME, não é? Hum, da qual nós somos parceiros e eu gostava de rapidamente me explicasse de onde é que vem este nome, porque é que vem esta ideia e de lhes chamar heróis Às PME eh, nomeadamente das PM portuguesas.
Muito obrigado, Tiago. Queria saudar o E pela iniciativa e por manter esta matriz das PME. eh que eu acho que é que é que é fundamental para aquilo que é a estabilidade da nossa economia. Hã, de facto, nós nós iniciamos esta esta iniciativa dos heróis PME em 2017 e eu diria que eh eh o ponto chave foi precisamente ser um período período pós troica, a intervenção da troica em Portugal eh por Duas ordens de razão. De facto, as PMF demonstraram mais uma vez uma resiliência e uma uma capacidade de de manterem a pregabilidade em Portugal
num período difícil que vinha desde a crise suprem que se arrasta depois pela pelo período da intervenção da troica. Entendemos que era importante passar esta mensagem de facto quem são os heróis, utilizando o adjetivo correto aqui eh e o e o substantivo de PM para dar destaque a quem nós entendíamos que Que era importante também. Na verdade para nós foi um momento também de transição. Eh, éramos uma história sear menos conhecida, éramos participados na altura ou antes de desse período, nomeadamente pelo Novo Banco, Cerral Depósitos e PT também na altura e por intervenção da troica
tiveram que deixar os ativos não financeiros. fiz o MBO e passei a ser uma PME da noite para o dia, invertendo aquilo que o António Costa dizia há pouco, passamos de grande Empresa a uma PME, contrariando aquilo que era a lógica, mas neste caso por um tema de de acionistas. Portanto, não lhe correu mal a troica si digamos que abriu desafios diferentes. Abriu desafios diferentes e, nomeadamente olhar já na na verdade o negócio era o mesmo prestar serviços para PME, trabalhamos na área da consultoria e e e enfrentávamos aqui dois temas que eu acho que
nós em Portugal temos esta habilidade e linguística que é passar substantivos Para adjetivos. falamos em empresários e hoje quando dizemos empresários queremos que isto seja um adjetivo, como também já tem sido dito, negativo. E quando falamos em fundos comunitários, que em princípio seria uma coisa positiva, também queremos a utilizar esta palavra que tenha aqui uma conotação negativa. Nós preferimos passar uma mensagem positiva e nisso a iniciativa dos heróis PME vem também tentar destacar isso que é quem são as empresas que mais inovam, Quem são as empresas que são mais audazes e que ousam mais investir,
que têm esta capa de herói porque vão mantendo esta matriz muito muito local e capilar, apesar de tudo, no nosso país, e que vão estando resistentes às mudanças, sem estarem sujeitos à atratividade de um conjunto de capitais que, obviamente, são importantes, nomeadamente o investimento direto estrangeiro, mas que também é atraído muitas vezes pela capacidade de terem cá Dentro capacidade de resposta em cadeias de valor importantes que mais uma vez as nossas PME dão resposta. Certíssimo. Clara, obrigado por estar connosco. H, perguntar-lhe a e a a Clara é do do Mundo Pasto e queria lhe perguntar
como é que a empresa h está a enfrentar este momento estranho que vivemos, não é? H de instabilidade geopolítica e financeira. E eu queria lhe perguntar os que impactos é que está a sentir. H está já se está a sentir. Ponto um. eh em Quê? É nas exportações, nas na no aumento do de custos de financiamento ou não? Porque por outro lado as taxas de juro vão voltar vão voltar a descer. Como é que está a sentir este momento? Portanto, o grupo Monte Pasto é um grupo agropecuário localizado entre Cuba e Alvito, portanto, no interior
e que e passou por várias fases, mas desde há 10 anos é mercadamente exportador, portanto exportamos 90% da produção. A, eu na realidade acho que Antes de de contextos instáveis, internacionais, há questões estruturais que já vêm de mais atrás e e que depois nos permitem ou não e ter capacidade para reagir e em situações mais complicadas. Obviamente que toda esta situação tem impactos não tanto diretos, não exportamos para os Estados Unidos, mas os fluxos portadores e, portanto, as redes de abastecimento alteram-se todas. Portanto, é claro que nós temos também Impactos. Agora, eh, como é que
o o que sentimos e como reagimos? Eu acho que há aqui duas questões fundamentais, como eu diria, como eu dizia, vem trás, que é, por um lado, esta noção de criar valor. Eh, nós em Portugal, Portugal é um país pequeno, é um mercado pequeno, portanto é difícil, como se como aliás se disse antes nos painéis anteriores, eh limitar-nos ao mercado português para crescer, para tentarmos passar de uma PME para uma empresa maior. A, e a Questão de diferenciar e acrescentar valor é uma questão fundamental para a sobrevivência e nós sempre nos pautamos por tentar fazer
isso. Por outro lado, temos que ter mercados abertos, mercados abertos para poder exportar. Por exemplo, numa situação destas em que todas as relações se alteram, é importante que possamos exportar para outras regiões. Isto é um problema com que nos enfrentamos desde sempre. Eu estou na empresa há 10 anos. a tive Noutros setores. Portanto, no fundo, as empresas são empresas em qualquer setor, obviamente, e a e o e os objetivos e aquilo que se quer fazer. A isto é uma questão que para nós tem sido uma dificuldade e continua a ser e que torna as coisas
mais complicadas na reação nestes momentos, que é no nosso setor e são necessários protocolos sanitários com estabelecidos entre países, Portugal com outro país protocolos bilaterais. E neste momento e Portugal tem três países Abertos, o que é ridículo. Há uma inércia. Portanto, aquilo que se falava no painel anterior da dificuldade que as empresas têm a enfrentar quase um inimigo do ponto de vista da administração, isso é uma dificuldade completamente estrutural e que, quanto a mim, é das que mais nos condiciona. Portanto, nesta altura ainda mais relevante, uma vez que precisamos de explorar outros mercados, mas em
geral isto já é uma necessidade absoluta. Portanto, eu diria que isto, este aspecto, por um lado, do apoio à inovação e à criação de valor. Só para dar outro exemplo um bocado surreal, o setor primário tá excluído, foi, segundo me disseram por engano, ficou excluído no quadro de apoio à inovação, o que a mim me parece uma coisa difícil de compreender. Eh, foi-nos prometido que iria ser corrigido, mas neste momento o setor primário não tem apoio à inovação. Nós no mundo do PAS temos desenvolvido Uma quantidade de projetos inovadores com universidades, com, ou seja, julgo
que temos feito a nossa parte. Agora, realmente também precisamos que do outro lado também haja, porque somos uma PME com recursos limitados e, portanto, por muita vontade que tenhamos, precisamos de algumas vias verdes para conseguir atingir os objetivos. Sim. A, vamos explorar algum desse desses lados no na na nossa segunda na nossa segunda ronda. Chamo, chamo à conversa ao Luís. Luís Febra, como estás? Tudo bem? Eh, não sei se aqui trato por tu ou por você, fica mais institucionalmente fica mais interessante por você, mas nós tratamos por tu. Eh, Lu, eh, a questão também é
a mesma. No fundo, como é que como é que eh a tua empresa e o teu grupo estão a viver este momento de de de instabilidade hh onde misturamos não só tarifas, mas a questão não é tanto só as tarifas, é a imprevisibilidade constante do do que é que se pode esperar para o Dia a seguir, h, com as questões geopolíticas. Eh, no meio disto tudo, como é que como é que vocês estão a lidar e como é que isto se gera? Bom dia a todos. Eh, Tiago também obrigado pelo convite. Felicito o António Costa
pela iniciativa. Hã, começar por dizer que eh nós estamos a completar 40 anos no próximo ano e já passamos várias fases da nossa vida em que a vida foi difícil. Talvez h a palavra imprevisibilidade, Que já é falada há muito tempo, seja aquela que mais afeta a nossa estratégia ou ou pelo menos a nossa tomada de decisão. H nós e como disse vivemos outros momentos de dificuldade. Trabalhamos essencialmente para exportação, quer direta, quer indiretamente. Nós exportamos basicamente 100% daquilo que produzimos e vivemos num setor que já vem de algum tempo h com alguma dificuldade, nomeadamente
já foi falado no outro Painel, o setor automóvel. e o setor automóvel, a mobilidade como um todo, estão a sofrer eh um um uma fase disruptiva que coloca também do lado de lá algumas dificuldades. O que sentimos hoje de maior dificuldade é que nós precisamos de ser fornecedores e ao mesmo tempo banco. E essa é a grande dificuldade. Hoje o o meu setor em particular precisa de financiar os nossos clientes. Portanto, eh, nós estávamos habituados há anos atrás a Receber eh com encomenda uma parcela, depois com o envio dos primeiros produtos outra parcela e no
final aparecer ao final. Hoje os construtores de automóveis dizem: "OK, nós pagamos quando começarmos a vender carros". Isso cria um iato do tempo. Pode pode ir até 2 anos. E esta é hoje a maior dificuldade. Precisamos, efetivamente, que haja uma política eh nacional de apoio à exportação que possa ter projeto finance. eh aquilo que se faz talvez na Construção, não conheço muito bem, eh mas penso que a construção eh já tem alguns mecanismos de apoio a projetos de longo prazo. E esta é a grande dificuldade que nós estamos a viver hoje, que de alguma forma
influencia eh a nossa decisão. Depois, é óbvio, o o Armindo Monteiro falou aqui que nós eh devemos concentrar naquilo que dominamos e é isso que é o nosso foco, é ir lá para fora. Neste momento temos uma equipa nos Estados Unidos, outra na Alemanha, portanto e andamos à procura de oportunidades fora do setor do automóvel. Muito bem. Eh, e e chama agora o Paulo aqui à conversa. Paulo, estamos aqui a falar de e a a tabaqueira, neste caso é parte da da Philip Morris International, não é exatamente uma PME, certo? Certísimo. Já ou então seria
muito grandota para para PME, mas é uma mas é uma empresa exportadora e bastante e bastante exportadora. Mas eu Perguntava-lhe h como é que como é que se gere quais são os desafios de gerir uma empresa deste tamanho? Tem mais de os últimos números que eu vi, não sei se estão atualizados totalmente, tem mais de 800 mais de 1000 pessoas a trabalhar cá também 1500, não sei qual delas é que tá certa. exportam mais de 800 milhões de euros todos os anos e e li um número que me chamou a atenção, que é os impostos.
Não sei se isto é verdade, confirma ou não, que paga 3 milhões de Euros em impostos por dia, para o estado português. Cor 3.2 para ser mais Exato. Não tá mal. Eh, como é que uma empresa desta desta dimensão no mercado como Portugal, como é que se gera estes desafios todos e esta dimensão, digamos assim? Obrigado. Obrigado, Tiago, pela pergunta. em meu nome e em nome da tabaqueira, primeiro que tudo, bom dia e é um gosto estar neste neste painel e e mais uma vez parabenizar o António Costa iniciativa da Eco. Sim, e estava aqui
a Questionar-me que a audiência pode também temos a tabaqueira, heróis da pequenas e médias empresas, mas acho que até foi inclusive o António Costa, o António Costa, o o Pedro Nuno Santos esta manhã que referiu exatamente essa capacidade, primeiro que tudo, de arrastamento das grandes empresas para desenvolver as pequenas empresas para se tornarem médias e as médias para se tornarem grandes. E a tabaqueira tem esse compromisso, primeiro que tudo, e o Pedro Nuno Santos também referiu isso, que é nós vamos sempre primeiro aos fornecedores e aos parceiros nacionais em tudo aquilo que nós que nós
operamos. Por isso para nós é sempre esses desafios que o Tiago refere para a tabaqueira prendem-se sempre em três vetores: compromisso, inovação e parcerias estratégicas. Hum, isso é uma constante porque a tabaqueira está a celebrar daqui a 2 anos 100 anos. Já falamos há pouco de se é um setor, se É uma indústria com tradição. A tabaqueira tem essa tradição, mas tem sido capaz ao longo dos tempos de inovar e de trazer essa transformação e esse atrair talento e também atrair investimento, que foi tudo aquilo que nós falamos hoje e estamos aqui a falar para
como é que o país pode gerar riqueza. Eh, o ano passado batemos esses recordes de exportação. A nossa fábrica em Cintra exportou mais de 829 milhões de euros, ou seja, tá dentro dos 10 Maiores exportadores do país. E acho que isso é muito importante para falarmos. Eu eu eu aqui, permitam-me discordar um pouco, o país só é pequeno em tamanho, se quisermos, porque concordo em absoluto com o que o anterior painel disse em termos da ambição que nós devemos ter, porque já provamos em muito o que este país é capaz e cada vez mais e
o e o e anteriormente falávamos do data center e também da nossa capacidade de reter talento e de ser o novo Silicon Valley, right? Eu estava a pensar a ouvir para cá, já temos uma Golden Gate, falamos em surf, falamos em em pastéis de nata e cada vez está a ser uma realidade maior o hub da IT que se falava no painel anterior. Mas voltando às às exportações, 91% das exportações, 91% da produção da nossa fábrica Albarrac destina-se ao mercado externo, destina-se à Europa, principalmente, onde este, outra vez, este pequeno país representa 15% da produção
toda de Cigarros na Europa. é muito, é pouco. Aqui todos nós estamos atentos e sabemos que a percentagem e a contribuição do PIB português para a União Europeia é cerca de 1.6%. Ou seja, só esta indústria, uma uma fábrica baseada em Albarraque, Cintra, Lisboa, Portugal, representa 15% da produção. E eu acho que isso é fantástico e e é esse valor e geração de valor que nós também trazemos. Mas não só. Falamos também da da serviço. O ano Passado exportamos mais de 53 milhões de serviços porque temos centros de de excelência baseados em Portugal, onde o
grupo é que pertencemos a Philip Mor International investiu e continua a investir. E o ITUB é um desses exemplos. Ou seja, fomos responsáveis. Temos aqui 220 engenheiros de software a trabalhar para a Philip Moris Global. há umas semanas um um numa reunião diziam-nos: "Vocês não são uma empresa de tabaco nem de produtos de nicotina, vocês são uma Empresa de tec e se calhar somos um pouco das duas." OK? Das duas, talvez. Hum, efetivamente também o nosso papel relevante e temos que estar conscientes disso, qual é o nosso papel nesta nesta nesta pegada económica e da
e da relevância que temos para o país, que é como contribuinte e somos um grande contribuinte em termos de fiscalidade em Portugal, como o Tiago referiu, por ano e pagamos em em em fiscalidade cerca de 1.2.000 milhões, o que equivale aos tais 3.2 milhões que todos os dias nós entregamos ao estado como receita fiscal. E isso é um dos vetores que outra vez traz o tal compromisso, mas também traz uma responsabilização enorme de qual é o nosso papel no país. Não obstante e muito importante para nós são as nossas pessoas e tudo o que nós
falamos, como o Tiago referiu, 1500 trabalhadores em Portugal, onde curiosidade nos últimos 6 7 anos duplicamos a mão deobra e durante esses 6 7 anos passamos todos por uma pandemia. Isso não obstante e com a perspectiva a longo prazo, investimos e 50% dessa nossa mão deobra qualificada tem menos de 35 anos. Eu acho que já falamos aqui em painéis anteriores. Acho que é importantíssimo essa diversidade, essa criação de valor para estarmos constantemente a inovar. Mas isso só se faz, falamos muito em investimento, captar investimento. Nós pertencemos a um grupo Internacional que desde que adquiriu a
tabaqueira nacional em 1997 já investiu cerca de 420 milhões de euros em Portugal na tabaqueira. 420 milhões de euros. Agora, esse compromisso e esse investimento precisa que todos os decisores do setor sejam uma voz ativa em esclarecer. Começando por nós, nós somos os principais interessados, nós indústria e nós tabaqueira como representante do setor em Portugal, em Esclarecer, em abrir as portas ao diálogo, que é para todos os intervenientes no processo e no setor consigam continuar a captar este investimento que nós tabaqueira garantimos dentro do grupo Philip Morris, porque entre nós e convenhamos é uma concorrência
interna que temos com outras afiliadas de Espanha, de França, como é que captamos investimento. E aí queria deixar para último estes intervenientes todos no setor, que é o Diálogo, a informação da sociedade e também um papel ativo e uma voz ativa do governo em todas as oportunidades que possam ter junto de instâncias nacionais como internacionais, forma a continuar a captar investimento e a desenvolver em termos de inovação e compromisso o que é este setor e o que representa a tabaqueira para todo o panorama e o tecido económico em Portugal. Eu eu depois tenho uma follow-up
question acerca disso, mas fica fica para a Seguir. HH chamar de novo o Bernardo. H trabalhando trabalhando com as com as empresas de perto e apoiando as com soluções concretas e no fundo nas várias vertentes que implica a vida de uma empresa, como é que anda a sentir o tecido económico português? H nós tendemos a valorizar muitas vezes o o curto prazo e aquilo que tá mais fresco na nossa na nossa cabeça, não é? e obviamente as tarifas, a guerra, etc, essas coisas todas. Hum, isso tá tá a pesar de facto ou o que é
que tá a sentir? Há pouco o Luís estava a falar de algo que me parece extremamente natural, que é esperar para ver com tanta confusão, o primeiro instinto serado deixa acalmar, mas o prar para ver também às vezes perdem-se oportunidades, não é? Como é que como é que está a se sentir? Deixa-me só fazer um parêntese ainda em relação à questão anterior e pegar aqui em dois excelentes exemplos. aquilo que nós procuramos no Dizer às PME também que as empresas inspirem outras a investir e a continuar a crescer. E obviamente obviamente os dois presentes que
era o Luís que era Clara em dois setores obviamente distintos, mais industrial e mais agrícola, são obviamente excelentes exemplos e são histórias são importantes passar para para o resto dos empresários que os incentivem a continuar a investir e a procurar crescer eh com base em em bons exemplos que que há por nortear. E E aqui à à tua questão, eh, com com alguma frequência, porque nós trabalhamos diretamente com empresas, nomeadamente na na no nos momentos de investimento, vão perguntando como é que nós sentimos um bocadinho esse esse o clima da das empresas. Eh, e quando
temos que opinhar sobre isto, eu gosto muito de fazer a minha declaração de interesses. O meu partido é o Futebol Clube do Porto e, portanto, desta forma mais transparente, Gosto de opinar com com com a minha honestidade intelectual. Também não tá num bom momento. E ainda dá mais razão à minha honestidade. Hum. Eh, o o que nós sentimos nas empresas, eu usando aqui o o a dimensão da banca, quando quando caiu o governo, eu vi uma conferência qualquer com os líderes dos principais bancos, Dr. Oliveira Costa do BPI disse h chega uma altura que dá
vontade de baixar os braços e desistir. E quando chega ao nível da banca, esta Sensação que eu presumo que não seja uma declaração partidária, mas mais do de um de um clima que está à volta, mostram que depois acontece por aí abaixo no sentido de dimensão para as empresas. E de facto, esta esta instabilidade ou não deveria haver instabilidade causa obviamente moça naquilo que é a expectativa dos empresários. H e temos exemplos na Europa de países que tiveram momentos de instabilidade governativa grande, a Espanha, a Bélgica, a Itália de uma forma recorrente e isso não
causou grande disrupção naquilo que é e países também de PMS não causou instabilidade naquilo que é o a capacidade de investir das empresas. O que é que o que é que nós notamos incontornavelmente e aquilo que que diziam há pouco, para crescer tem que ser competitivo, para ser competitivo tem que investir, para investir tem que haver dinheiro. Incontorável nas pequenas e médias Empresas, o dinheiro precisa de vir da banca. E obviamente que é que é que é saudável que os bancos estejam mais sólidos, porque é um um parceiro fundamental para que as empresas possam possam
investir. E este caminho que o Luís Ribeiro descobri há pouco, eu diria alargado ao resto da da das instituições bancárias é importante, mas depois há as outras instituições que dependem mais do Estado que não que deveriam ter esta estabilidade que muitas vezes não têm e E aconte acontece nomeadamente aquilo que que nos toca mais de perto dos fundos comunitários são um instrumento fundamental. Clara, referia há pouco, eh, assumo que a SOSM também tem utilizado, confesso, não conhecer, mas que é natural que utilizem como alavanca para investir eh as constantes hesitações e instabilidade absorvida pelo IAPMI,
pelo ISE, pelo Banco Portugueso Fomento, pela Agência Nacional de Inovação, pelas instituições Que é Clara descrevi há pouco que não pode acontecer porque basta a instabilidade que existe ao nível executivo no governo. Não deveriam estas direções gerais, generalizando aqui um bocadinho o tempo para não falarmos das comissões de coordenação das regiões, etc. não deveriam absorver esta instabilidade, deviam ser o garante de alguma estabilidade ou de alguma garantia que os processos definidos, as legislações criadas, os financiamento Criadas, o 2030 tem 3 anos, ainda estamos à espera de decisões do concurso 2023. Isso é é é impossível
para uma empresa que está a investir com determinada lógica de mapa de investimentos, de orçamentos, estar a aguardar decisões que impactam de forma relevante aquilo que são os seus investimentos. Qual é o clima que eu sinto? Uma mais emocional. o empresário português continua a ter uma uma fibra e problemas de pressão tramada para Continuar a lutar e continuar a investir. É incontronável. Não saímos daqui por muito que o Arm dizia dizia há pouco que o empresário pode pegar nas malas e e sair. Eh, mas eu diria que não que que não que não o fará,
nomeadamente os das PME, quando muito que fará fará inspração para para outros países, mas temos sentido e nós tratamos de algumas centenas de projetos todos os anos, algum atrasar das decisões agora nesta fase do do ano. temos projetos que estão Em curso, que neste momento o empresário aguarda a decisão das entidades há bastante tempo e não avança com investimento sem ter o OK desse financiamento. Temos outros, estamos a preparar as candidaturas para para outro tipo de sistemas incentivos e que até haver uma clarificação daquilo que se passa dentro de portas e não necessariamente o tema
das tarifas, outras derivadas que possam decorrer daí, nomeadamente temas cambiais, Hilo que é uma estabilidade que lhes permita continuar a sua cenda de investimento. Isto impacta de forma relevante aquilo que são conjuntos de microcadeias de valor, digamos, dentro do país, sem falar daquilo que depois tem impacto a nível internacional. Impacta, obviamente, aquilo que é o clima dos empresários de tomar decisões, de investir. Mais uma vez, estamos a a a negligenciar 23 25.000 1000 milhões de euros que a União Europeia Disponibilizou a Portugal num quadro comunitário que vai a meio do ponto de vista temporal e
que vai muito curto ao nível da execução e vai muito curto ao nível dos concursos abertos, vai muito pouco, muito curto ao nível das decisões tomadas quando as regras estão definidas. não ajuda a alterar plataformas cada vez que muda o quarto comunitário de apoio, plataformas eletrónicas que estão estabilizadas, não ajuda a alterar as equipas nem os Líderes, não ajuda a arranjar emendas que muitas vezes não ajudam a à a à simplificação das coisas, só complicam, não ajuda complicar setores que hoje são reconhecidamente inovadores, como é o setor primário e em Portugal em concreto nalguns nalguns
subsetores específicos. Não olhar para isto da forma que penso que era onde a Clara estava a chegar para os sistemas de incentivo, não poder utilizar um instrumento que é a inovação produtiva para os seus investimentos. Enfim, aqui alguma alguma eh miopia, diria eu, que que poucas vezes são ouvidos os empresários que tocam de perto esta estas temáticas para poderem ter uma via aberta para as entidades que de facto gerem que muitas vezes têm que ser imunes àquilo que são as oscilações que os governos vão tendo. Mas mas era isso que eu queria que lhe queria
perguntar, Bernardo, porque o que me está a dizer é que h por exemplo esta crise política que estamos a viver e Esta nova ida para eleições está também no terreno a causar atrasos porque as próprias entidades públicas ficam algo paralisadas. É isso. Sendo que, obviamente, são entidades públicas do Estado português, não são de um governo PS, nem de um governo PSD, nem de um governo que possa incluir a Iniciativa Liberal, por exemplo, não são. São do do Estado português. A relação existe, não há nenhum motivo para as coisas não continuarem como contratualizada e como Até
aqui. Porque é que isso acontece nas empresas e na vida? Há as coisas que nós controlamos e as que não podemos controlar. E e invariavelmente as empresas investem em função de terem vantagens competitivas, tentarem oportunidades do mercado e prepararem as suas estratégias. Já basta haver uma guerra que de repente altera quem tinha cadeias de valor ou mercados nessas nessas regiões. Já basta um conjunto de todas as derivadas, nomeadamente as mais Recentes relacionadas com os Estados Unidos. Essas não podemos controlar, infelizmente, não nos cabe a nós, Portugal e empresários, poder controlar isso. Aquilo que nós podemos
controlar é se eu tenho uma iniciativa empresarial, uma estratégia qualquer que me obriga a a a alterar a minha a minha estratégia de mercado, sair dos países de leste e ir vou arbitrar para os países norte e Europa, se de repente aquilo que para mim devia ser, para mim enquanto Empresário, devia ser uma estabilidade, que são os instrumentos financeiros plurianuais discutidos durante não sei quantos anos e definidos à cabeça quais são as regras de funcionamento, depois não acontecem. E a partir daí tudo aquilo fica fica sujeito a novas alterações no mundo globalizado que hoje é
encontrá que assim aconteça. Quando eu não tenho aquilo que deveria ser estável, são os instrumentos que nós conseguimos controlar internamente. Isso Causa, obviamente eh um desajuste muito grande. já basta as alterações que foi havendo ao nível dos preços das matérias primas, alguma instabilidade que altera todos os mapas de investimento que existem, ou seja, candidatar um projeto a financiamento com determinado orçamento eh que de repente demora um ano e tal a ser tomada à decisão e em que entretanto também os preços que que suportaram esse mesmo orçamento alterados e que depois pode ferir o Cumprimento desse
projeto que foi finalmente aprovado ao fim do ano e tal. já não digo haver alterações na geopolítica internacional que obriguem o empresário a a reorientar a sua estratégia. Tudo isto, obviamente não é não é um bom sintoma. E concordando, obviamente, com aquilo que dizias, a estas instituições deveriam ser estáveis, são direções gerais, são órgãos, diria, quase empresariais ou pelo menos uma lógica empresarial para Dar estabilidade a quem vai continuando. E eu diria que assumindo que Portugal vai mantendo esta matriz estável pelo menos os últimos 50 anos, para um empresário, e perdoem-me, e ter este arrojo,
será mais ou menos indiferente que esta esfera central de dos nossos partidos mude mais à esquerda ou mais à direita. importa é controlar aquilo que que que que é de facto a alavanca fundamental, que é o acesso ao capital, o acesso às instituições, o acesso a ao Capital que as instituições políticas e públicas controlam, nomeadamente as entidades públicas e depois as outras instituições também ligadas ao ao estado, que podem abrir portas, nomeadamente as ICEPs da vida ou ou as embaixadas, podem também permitir que os empresários tenham acesso facilitado aos mercados. Todo este caldo, se não
estiver garantido, a estabilidade de quem tem que estar estabilizado, não ajuda ao não acontece. Clara, eh, há Pouco começou e eh falou falou, deu exemplos práticos de coisas que poderiam estar a ser feitas e e não estão. E eu pego nisso para lhe perguntar hum que medidas ou que uma, duas medidas que acha que é fundamental que o próximo governo, seja ele qual for, tome? Uma das que tocou tem a ver com não só uma questão de de agilização de procedimentos, mas muito de uma certa proatividade e que a Clara não vê que exista em
algumas entidades públicas. É Isso o que é que quer acrescentar além de em termos de medidas? Acho que esta esta orientação para para fora para a exportação, para a internacionalização é fundamental para a sobrevivência das pequenas e médias empresas. Portanto, eu acho que esse aspecto eh de facto eh tem funcionado um bocado ao contrário, tem havido obstáculos a essa internacionalização e não apoio. Depois a questão da do que se estava a falar há há pouco da Imprevisibilidade, a que é hoje em dia tem com um fator com o qual temos que viver, mas implica uma
flexibilidade, se calhar, mais estrutural de realmente encararmos estes desafios de outra forma. Portanto, eu acho que e, como eu dizia, a inovação, a criação de valor, a flexibilidade, a capacidade de reagir vão ser cada vez mais fundamentais para podermos efetivamente conseguir o crescimento que que estamos à procura. Mas esse esse espírito de de de Proatividade e de jogo de equipa, digamos assim, ou seja, das entidades que no no caso que explicou no seu nem sequer está a pedir incentivos nem apoios financeiros especificamente, tá? Não, nós para podermosar exportar os nossos produtos é preciso haver protocolos.
Exatamente. Que não pode ser a empresa e a celebrar, tem que ser entreados, não é? Claro, é claro. É claro. Isso é um aspecto fundamental. O outro, como também eh eu tava na Sequência daquilo que disse antes, o outro absolutamente fundamental que falaram, que já julgo quase todos os participantes falaram, é a questão do financiamento e das necessidades de fundo maneio que nas PMS, em particular e com determinados perfis, não é, mas em em geral perfis portadores, como também falava há pouco, em que a questão dos pagamentos da da do da fórmula de pagamento da
do aumento do aumento das Necessidades em valor absoluto pela variação dos custos com tudo o que tem acontecido. Isso é um aspecto absolutamente decisivo no nosso caso. e depois com empresas de de dimensões mais pequenas são quase a aspectos de vida ou de morte, digamos, porque o mercado pode estar lá, mesmo com as suas limitações, a nossa capacidade de reagir em situações complicadas, como também disseram, não é a única. Não foi a única. já temos Vivido outras, é claro que tão estratosférica como esta talvez não, mas por exemplo todos os problemas logísticos que para as
empresas exportadoras significaram um dificuldades eh adicionais, a questão do canal do Suê, do Golfo da ADEN, etc., Tudo isso teve grandes impactos, nomeadamente no nosso negócio. Agora, de facto, temos que ter condições para poder reagir. E as condições para poder reagir são o facto de acedermos aos Mercados, o facto de conseguirmos ser inovadores e o facto de termos e fundo manei para poder desenvolver o nosso negócio. Eu diria que estes aspectos são os fundamentais, que, como também diziam antes, há aqueles que controlamos e aqueles que não controlamos. E é muito frustrante naqueles que não controlamos
e morrer na praia, as coisas travarem, não se conseguir fazer. H, Luís, hum, para uma resposta relativamente rápida, que já não temos muito tempo. Hum, falou-se há pouco, falamos de IRC, falamos de eh para ti era mais tu e preferias que te baixassem o IRC ou que te, por exemplo, te simplificassem as obrigações fiscais? Só te desses a escolher uma das coisas. Eu acho que as duas ficariam ficariam bem e o governo seria seria ótimo para a economia portuguesa que o fizesse. H eu mais do que tudo é e haver uma orientação governamental para favorecer
A criação de riqueza, porque eu acho que o modelo é penalizante. Deveria haver discriminação positiva. Quem mais valor cria, mais incentivos deveria ter, mas o sistema funciona ao contrário. Bastaria mudar essa essa direção para o país h avançar, porque eu vi com alguma preocupação alguém que se propõe ser primeiro-ministro a dizer: "Os bancos estão a ganhar muito dinheiro". Eu acho que os bancos e as Empresas devem ganhar muito dinheiro e as pessoas também devem ganhar muito dinheiro e esse é o incentivo, é criar riqueza, criar valor no país. Caso contrário, nós vamos continuar a discutir
o salário nacional neste país. Portanto, acha achas que é uma questão sobretudo cultural e depois arrasta o resto? É isso. Acho que é estratégica para o país. É uma questão de pensamento estratégico para o país. Muito bem. H, bom, focar um bocadinho na na questão eh Dos fornecedores, ou seja, porque eu eh confessar que sou sou cliente, sou vosso cliente. Eh, obrigado. Eu eu eu contribuo muito para o vosso volume de negócios e para os impostos pagos ao ao estado português, estáis 3 milhões, pá, e meio milhão é meu ao longo da vida. Hum, mas
e que fornecedores são estes? Ou seja, na prática estamos a falar de quê? Que tipo de empresas? Como é que isto entra na vossa na vossa cadeia de valor? Que Relação é que existe? É isso mesmo. E Tiago, falaste há pouco de jogo de equipa. A Clara falava também diferentes panoramas e diferentes empresas que existem a nível nacional e a tabaqueira tem esse papel de responsabilização. Ou seja, se calhar não há noção porque lá está, somos um setor e assumimos polémico ou não esclarecido na na sociedade. Nós temos intervenções com Eu não gosto de chamar
fornecedores, vamos começar por aí. é mesmo parceiros, OK? Porque efetivamente só se constrói valor se tivermos todos na mesma jornada e todos a querer construir essa essa essa pegada económica, se quisermos colocar assim. A tabaqueira tem mais de 3.000 fornecedores, parceiros, o que lhe quisermos chamar, a operar diariamente connosco, 3.000, OK? Quando a maior parte deles são nacionais, OK? Senão 90, 95% são fornecedores, parceiros nacionais. E isso é muito importante para nós. Primeiro porque falávamos de Manhã há esse compromisso nosso como tabaqueira, apesar de pertencermos a um grupo cotado em bolsa a Filipe Mó Internacional,
sabemos o legado que a tabaqueira representa em Portugal. OK? Eu dou sempre o mesmo exemplo. Eu chego ao aeroporto e digo para um táxi me levar à tabaqueira e ele sabe onde me levar. Eu chego a Madrid ou chego a Paris e digo para me levar à Philip Morris, garanto-vos que não não me leva lá. É esse legado que nos traz a tal Responsabilização dessas parcerias que nós temos com esses nossos parceiros, onde onde destaco e por exemplo a Boost, a Finomac, a Performance, a Rangel, são parceiros efetivamente que para nós constróem conjuntos. Há um
exemplo muito técnico ou pequenino na nossa fábrica, onde evoluímos uma uma parte do processo em robotização que a empresa não percebia nada a nível de robotização. O que é que nós fizemos? sentamos-nos em conjunto, desafiamos a empresa e ela Agora, não só para nós, mas também para outros clientes, já tambémou por essa por essa vertente da robotização. Isso é é como é que podemos aproveitar mais estas buzws de inteligência artificial ainda a semana passada de justiça num painel, eu acho que cada vez mais é inteligência autêntica. OK? Porque porque mais cedo ou mais tarde vamos
precisar de humanizar um bocadinho a coisa. inteligência artificial, sem dúvida, tem todos os benefícios que que Acarreta e nós também estamos a beneficiar disso, mas autêntica e trazer um bocadinho da da personalização. Por isso, sim, 3.000 parceiros em Portugal onde nós interagimos diariamente. São mais de 45.000 empregos indiretos que a tabaqueira é responsável. Eu gosto de pôr o tom na responsabilidade porque a puxar para nós. Nós sabemos essa essa relevância que nós temos e temos que assumir. Mas efetivamente e fechando já que estamos Atrasados, era muito como é que construímos essa essa cadeia de valor
e elevamos para um diferente patamar de parceria e de construção em conjunto porque efetivamente esta relação de cliente fornecedor winllose, se quisermos olhar um bocadinho ao que era no no passado, é algo que para nós não se adecua e queremos mesmo construir em conjunto esse caminho. Isso só se faz outra vez, tendo toda a sociedade esclarecida e ter Todo o apoio de todos os intervenientes no processo e na cadeia de valor. E vocês com os 3 milhões, 3.2 por dia, se baixassem o IRC, não diziam que não. Não é não era uma coisa desagradável. Se
o Tiago me fizesse um, preferias. Para nós, o que é o que é fundamental é é ter uma sociedade informada, porque é muito fácil e é legítimo, digo já, é legítimo termos os dogmas que temos baseados no passado. E nós como parte interessada em esclarecer a sociedade é Diálogo e ter a sociedade mais esclarecida possível. A partir daí, todos nós fazemos o nosso caminho. Por isso é mais do que o IRC podia ficar quieto desde que haja outro. Eu não disse isso, eu disse o que o que o que era. Tá dito, tá dito. Foi
o que eu ouvi. Obrigado, meus caros, estamos a ficar ficamos sem tempo. Muito obrigado pela vossa presença e pelos vossos contributos. Uma salva de palmas. [Aplausos] Já a caminho do final desta jornada de debate e partilha de ideias, convido agora ao palco para a sessão de encerramento desta fábrica 2030. Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. [Aplausos] Obrigado. Muito obrigado. Bom dia a todos. Muito obrigado em particular ao António Costa. E eu sinto sempre algum eh algum momento de dúvida quando digo obrigado a António Costa, mas neste caso é merecido, é justificado e muito Obrigado ao
Eco pelo excelente trabalho que faz hh em também contribuir para a literacia financeira e a literacia económica do país, que é algo que também é tão caro à Iniciativa Liberal. H, a primeira mensagem que eu queria passar-vos e nesta intervenção tem a ver com o sucesso, eh, para vos dizer que o sucesso é bom, o sucesso é desejável, o lucro é bom, o lucro é desejável, o crescimento económico é bom, o crescimento económico é desejável e Independentemente das medidas que pudermos de que pudermos falar, eh, isso é o fundamental numa sociedade e há uma batalha
cultural que nós temos que fazer em Portugal, que é esta afirmação do sucesso, do lucro, da prosperidade, do crescimento, como arma fundamental para construir o futuro do nosso país. E há muito quem duvide dessa possibilidade, há muito quem contesta essa possibilidade. E a nossa obrigação, do meu lado enquanto político e a vossa Também enquanto decisores, eh, empresários, pessoas que têm uma presença relevante na sociedade portuguesa, é contribuir para essa afirmação. Porque se nós deixarmos que essa guerra seja perdida, se deixarmos por um momento que deixe de se afirmar que o crescimento, o lucro, a prosperidade
e o sucesso são coisas boas e que devem ser defendidas e estimuladas, aí estaremos a perder tudo aquilo que é a possibilidade termos um País diferente. Eu não posso eh deixar de fazer uma referência à intervenção que que o secretário geral do Partido Socialista fez eh na abertura. Eu acompanhei pelas notícias que foram saindo e creio que é justo dizer que nessa visão sobre o sucesso, sobre a prosperidade do país, há de facto duas estratégias fundamentalmente diferentes. HH E essa estratégia passa também eh pela estratégia fiscal. Eh, o secretário-geral do PS, Pedro Santos, Entende que
dentro das opções disponíveis neste momento, o desagravamento fiscal se deve fazer por via de uma descida do IVA dos produtos alimentares. E eu não gosto de desincentivar aqueles que finalmente chegam à necessidade e à evidência de baixar impostos em Portugal. Isso foi um longo caminho. Eu saúdo esse caminho. Portanto, eu não quero ser demasiado eh demasiado eh crítico desse caminho, porque eu acho que é de saudar que o Secretário geral do Partido Socialista finalmente tenha como medida relevante a descida de impostos. Creio, todavia, que traduz uma estratégia fundamentalmente diferente e nessa perspectiva errada sobre o
caminho de descida de impostos que se deve fazer. O IVA tem as particularidades que conhecemos, é seguramente um imposto regressivo, mas descer o IVA nesta altura, sabendo que temos recursos limitados e, portanto, temos que fazer As opções corretas, não faz a aposta certa que é a criação de riqueza para o país. E, portanto, daí que a Iniciativa Liberal entenda que a descida de impostos que deve ser feita, na medida do possível, nas circunstâncias que vivemos, deve ser feita nas áreas que são capazes de criar riqueza para o país. E aquilo que é capaz de criar
riqueza para o país são, por um lado, o trabalho, obviamente. E, portanto, nós, eh, como empresários sabem perfeitamente Que temos várias restrições e temos uma progressividade muito alta já destes escalões muito baixos. Já falarei disso, mas a aposta deve ser na redução dos impostos sobre trabalho e a redução dos impostos sobre as empresas. É absolutamente fundamental que o façamos. Porquê? Porque descer o IVA neste momento os produtos alimentares pode ter efeitos positivos, que eu não nego, obviamente, mas não faz a aposta certa na criação de condições de Desenvolvimento económico do país para que finalmente passemos
a deixar distribuir riqueza escassa e possamos aumentar o bolo, fazer crescer o bolo para que possamos depois distribuir de acordo com as políticas que em cada momento forem mais ajustadas. Mas é absolutamente fundamental que tenhamos mais riqueza no país. Essa estratégia, por exemplo, de reduzir o IVA neste momento desconsidera completamente a absoluta necessidade de captar Investimento estrangeiro. Portanto, é absolutamente ineficaz do ponto de vista da captação de investimento estrangeiro e é absolutamente ineficaz também do ponto de vista daquilo que eh concordarão comigo. é também fundamental é que as pequenas e médias empresas portuguesas possam eh
crescer, que as médias possam ser grandes, que as grandes possam ser e multinacionais. Esse tem que ser um objetivo estratégico do país, tem que ser um objetivo Estratégico para uma legislatura de 4 anos. É aí que as fichas que temos disponíveis devem ser apostadas. E, portanto, há aqui uma divergência inicial. diria que depois, eh, olhando para o espectro político que não está com esta estratégia virada para o IVA, portanto, olhando para aqueles que querem e consideram que é absolutamente importante descer os impostos sobre o trabalho e sobre as empresas, diria que há depois uma diferença
já não Estratégica. Estou a falar eh da AD e da Iniciativa Liberal, diria que há uma diferença da ambição, da capacidade de fazer uma redução mais ou menos pronunciada, de fazer o caminho para termos uma redução mais ou menos pronunciada. Isso eh virá na parte final desta intervenção. Portanto, eu queria falar-vos, como disse depois deste apontamento sobre a intervenção de Pedro no Santos, eh falar-vos do sucesso e a primeira condição para o sucesso, para o Sucesso de Portugal, para o sucesso das empresas, parece-me ser, por estranho que pareça, mas creio que que para todos será
também relativamente evidente, baixar os impostos às pessoas com os empresários com quem falo sucessivamente e fazendo aquela eh questão do preferias eh que se colocava há pouco, eh muitos muitos empresários me dizem: "Sim, é importante baixar o IRC, é importante pensar nas tributações autónomas, é importante pensar nas derramas, mas por Amor de Deus, baixem os impostos às pessoas. E isso tem uma evidência, é que as empresas são também pessoas. Nós precisamos de reter talento, precisamos de cativar talento e não conseguiremos fazer com uma carga fiscal punitiva para as pessoas. Todos nós passamos, eu também na
minha outra vida tinha funções de gestão de recursos humanos. Eu tive casos de pessoas que pediam para não ser aumentadas, porque isso lhes aumentava o escalão e no final do mês levavam menos Para casa por serem aumentadas. Isto é uma mensagem terrível para o país. É uma mensagem que desconsidera em absoluto o mérito, o sucesso das pessoas. E, portanto, todos sabemos que a progressividade é alta desde eh salários muito baixos. Todos sabemos que a vantagem de uma promoção, de um aumento, é muitas vezes comida por aquilo que se paga a mais. Todos sabemos que o
custo para a empresa eh de um aumento de uma promoção fica comido muitas vezes e Aumenta desproporcionalmente àquilo que é a vantagem para a pessoa. Todos sabemos que quem faz trabalho extraordinário, aquilo que leva para casa é muito pouco. E nós chegamos ao limite até na administração pública, onde houve algumas atualizações com algum significado no último ano. A polícias, professores que chegaram a ter mais 300, 400 € por mês, chegarem ao fim do mês e olharem para o que fica e dizerem: "Metade desapareceu". Isto é Absolutamente contra o sucesso, contra o mérito, contra o crescimento
e, portanto, temos que baixar impostos às pessoas. Continuando na dimensão das pessoas e daquilo que são desígnios estratégicos para o país, nós precisamos de ter mais casas para as pessoas, para os trabalhadores das nossas empresas. Hoje em dia, as próprias empresas têm dificuldade em recrutar talento, porque às vezes não há condições para a mobilidade dentro do país, onde as Oportunidades surgem, para as pessoas aceitarem essas oportunidades, já para não falar mesmo na atração de quadros internacionais, que hoje fica mais complicada com a profunda crise de habitação que vivemos. E temos sim também que ter uma
infraestrutura de transportes para as pessoas, para que elas tenham qualidade de vida, para que se possam mover, para que possam chegar do emprego ao sítio onde residem com facilidade para não passarem horas e Horas em transportes públicos que não funcionam ou em filas de trânsito, porque aí chegarão também seguramente às empresas muito menos capazes de contribuir para o sucesso do país. Portanto, sucesso das empresas, prosperidade do país, passa primeiro pelas pessoas. Isso parece-me absolutamente evidente. Depois, olhando para aquilo que é uma política para as empresas propriamente dita, a mensagem tem que ser: "Cres, cresçam, cresçam,
Cresçam hoje, cresçam depois, cresçam ainda mais". E aí, obviamente, tem que passar pela política fiscal. Nós não podemos ter, no país do sucesso que queremos criar o incentivo e de que se falava há pouco. Parece que é dizer às empresas: "Estejam quietas, não cresçam, porque se crescerem pagam mais". Nós não podemos ter uma fiscalidade progressiva sobre o crescimento e o sucesso das empresas. Temos que ter o contrário. Não faz sentido que a derrama Exista como existe e que tenha uma nota tão acentuada de progressividade na tributação das empresas portugueses. As tributações autónomas, as tributações autónomas
assentam num princípio de desconfiança do Estado sobre as empresas. E isso também não faz sentido que um estado se relacione com aqueles que criam riqueza numa perspectiva de desconfiança de base sobre as empresas. Os empresários não têm culpa que a Tributação do trabalho seja tão pesada e que haja tantas pessoas que recorrem a mecanismos e a veículos de empresa para não terem a tributação do trabalho. Mas a solução não é desconfiar das empresas, é desagravar a tributação do trabalho. É aí que tem que ser feito. Se há empresas fantasma que não trazem atividade porque são
meros veículos de reduzir a tributação, ataque-se do lado certo. Não se criem restrições adicionais às empresas. A sexta condição que eu de que eu vos queria falar para o sucesso e para o crescimento de Portugal tem a ver com a simplificação e a desburocratização. Eu tenho algumas embirrações de base que num contexto tão restrito como este eu sei que não usarão. Eh, e eu desmentirei se se disserem que eu disse, mas há algumas entidades públicas neste país que são verdadeiras formas de atrasar o desenvolvimento. Vamos falar do IAP May. Eu concedo, provavelmente neste último Ano
foram dados alguns passos no IAP May, mas o IAP Mei não cumpre a sua missão. Nós ouvimos falar disso naquela intervenção de há pouco. Ouvimos dizer como é importante ter políticas que apoiem a exportação, como o IAPME pode ser uma ponta de lança fundamental na ajuda às pequenas e médias empresas que exportam. Cumpre o IAP meia essa função? Pois eu diria que não cumpre. Olhemos aos aos centros de emprego. Olhemos ao papel dos centros de emprego. Alguém hoje pode dizer que um centro de emprego cumpre a sua missão de fazer um encontro entre as qualificações,
as necessidades do mercado de trabalho das empresas e as necessidades das pessoas de desenvolvimento das pessoas? Claro que não. Claro que não. É preciso refundar estas entidades. Olhamos à APA. APA não pode ser uma arma de bloqueio do desenvolvimento do país. Sim, nós temos que apostar na na sustentabilidade. Sim, nós temos que ter a sustentabilidade Presente, mas não pode haver projetos que demoram 2 3 anos para ter um licenciamento, porque a AP é fundamentalista na sua aplicação das suas regras. Portanto, é preciso refundar estas entidades. Nós não podemos continuar a demorar 2, 3 anos a
licenciar atividades. Não podemos fazer de qualquer processo, seja das empresas, das pessoas, um verdadeiro martírio, um inferno. Nós não podemos dizer aos empresários, estejam quietos. E é isso Que dizemos quando temos entidades que são absolutamente castradoras da iniciativa e da capacidade de empreender. Essa refundação permanece necessária. Sétima condição, a justiça. Nós temos uma justiça administrativa totalmente ineficaz. É curioso porque quando o Estado tem intenção de que as coisas corram rapidamente, e eu não estou a dizer que isso seja mau, isso é bom, as coisas correm rapidamente. O trabalho, a justiça do Trabalho é muito mais
célere do que a justiça administrativa. Qual é a razão fundamental para isso? É que num caso o Estado tem interesse em que as coisas corram celebremente. No outro caso não tem interesse em que assim seja. Nós temos praticamente o dobro do tempo da decisão em primeira instância nos tribunais administrativos. O que é que isso implica? Incerteza, insegurança de quem? Nomeadamente dos cidadãos, mas também das empresas. É por isso que é Preciso criar mecanismos que desarticulem esta tendência para o bloqueio da justiça administrativa. Pelo menos que se diga que quando um determinado prazo está cumprido, que
é possível ir para a arbitragem e se deve ir para a arbitragem se a justiça do Estado não resolve. é um exemplo simples. Outros há criação de eh entidades ou de juízos especializados em determinadas áreas que hoje são muito complicadas e que atrasam muito o Urbanismo, o direito, o direito das migrações e dos estrangeiros. Oitava condição, a a previsibilidade e e a estabilidade. Eu ouvi-vos bem sobre o que disseram relativamente à situação que vivemos. Eu fico espantado. Deixem-me dizer como é que é possível que tenhamos chegado a uma crise política à necessidade de irmos a
eleições. Por um lado, porque alguém entendeu que um conjunto de explicações não deviam ser dadas atempadamente, Adiou essas explicações, não as deu integralmente e enfiou o país nesse beco de uma moção de confiança, sabendo que do outro lado tinha partidos irresponsáveis que iriam votar contra essa moção de confiança, sabendo que o país não desejava eleições. Quem confia em irresponsáveis para decidir sobre o país é também irresponsável. E quem não atalhou do ponto de vista imediato essa intenção, isso também é responsabilidade. Mas depois eu ouvi Também a transcrição de algo que foi dito aqui. final. Já
não é preciso, já não é preciso uma comissão parlamentar de inquérito, desculpem, desculpem, com os mesmos dados que tínhamos até agora, aquilo que era absolutamente fundamental há um mês, agora deixou de ser a Comissão Parlamentar de Inquérito, que era o Alfa e o Ómega da descoberta de toda a verdade, desde a conspiração de Sião até hoje, agora já não É. O que é que esta gente anda a fazer ao país? Desculpem, como é que é possível alguém que está no poder fazer uma moção de confiança que sabe que vai ser chumbada e ainda assim atirar
o país com irresponsabilidade para esta situação? E alguém que insistiu numa comissão parlamentar de inquérito chegar um mês depois e dizer: "Bem, afinal isto já está mais ou menos tudo esclarecido." É absolutamente é absolutamente indesculpável. E eu aí quero vos dizer que a Iniciativa Liberal tem esse compromisso de com estabilidade. Eu percebo as vossas preocupações. Alguém dizia ainda há pouco, bem, eu se pudesse preferir, até já preferia a estabilidade, que eles não façam muitas asneiras, que estejam lá, que cumpr os seus mínimos. Mas aí também vos quero dizer, sejam mais exigentes do que isso. Eu
sei que a história vos tem aconselhado a não ser muito exigentes com o poder político, mas não fiquem por Aí. Não peçam só estabilidade, não peçam os mínimos, não peçam que eh os políticos sejam tão pouco ambiciosos que estar ali sem fazer nada seja o suficiente. Sejam mais ambiciosos com isso do que isso, sejam mais exigentes do que isso. Nona condição, eh, a questão da mão deobra, isso leva-nos ao tema da imigração, que neste momento é absolutamente fundamental. Neste momento, com os dados que temos com 1.600.000 1000 imigrantes Em Portugal com a duplicação em 3
anos do número de imigrantes. Parece-me evidente que é necessário haver uma ligação direta entre as necessidades da economia e a entrada de pessoas. Eu tenho formulado isso eh de uma forma relativamente resumida. Quem tem trabalho entra, quem cumpre a lei fica. E eu creio que isso é absolutamente necessário nesta altura. O país não tem estruturas para continuar a ter uma política de portas abertas, totalmente Abertas, descontrole total de fronteiras. Não faz sentido que assim seja e nós precisamos, portanto, de ter essa ligação. Preocupa-me, sim, porque eu sei que as grandes empresas têm a possibilidade de
recorrer de forma mais fácil e ao mecanismo da Via Verde que está a ser desenvolvido. Preocupa-me o funcionamento do mecanismo de Via Verde, que sabemos como o Estado muitas vezes promete e depois não é capaz de cumprir a estabilidade desse desse processo. Mas Eu não vejo neste momento de outra maneira que não seja esta. E, portanto, creio que é eh aquilo que se deve fazer, aprofundando as possibilidades das vias verdes para recorrer e para acorrer às necessidades das empresas, envolvendo as associações empresariais para as empresas que têm menos escala. Penso que isso é absolutamente necessário
e preocupa-me também ver quem defenda cotas de imigração, não porque seja um mecanismo xenófobo ou ou Discriminatório, é porque as cotas de imigração são um mecanismo dirigista, um mecanismo hh inflexível que faz com que o Estado, se meses antes de um ano, esteja a perguntar às empresas quantas pessoas é que precisas. As empresas grandes terão muitas vezes essa capacidade, as outras não terão. Depois como é que funciona? há uma oportunidade de negócio. Precisamos de 30 engenheiros. Esses 30 engenheiros não podem vir porque a cota já foi esgotada Pelos outros. Isso não faz sentido. Introduz uma
rigidez muito grande no mercado de trabalho e no e na economia. Portanto, essa adequação tem que ser entrecretas de trabalho e entrada de pessoas. É assim que nós vemos. Por último, para terminar, a 10ma condição que eu vos queria trazer é que o desagravamento fiscal que propomos e esta estratégia económica que passa por aliviar impostos às famílias e impostos às pessoas, em tese, pode ser executada De três formas eh diferentes. Por um lado, pode ser por via da substituição de impostos como o IRC ou como o IRS por outros impostos, nomeadamente o IVA. Mas aí
num país em que temos uma carga e um esforço fiscal tão elevado para as pessoas e para as empresas, isso não equivale rigorosamente a uma estratégia de mudança, porque aí estamos a dizer, deixa de sair do por via de um de um de um lado e entra por outro. Não é isso que que é desejável. Se poderia ser uma Estratégia viável se não tivéssemos um esforço fiscal tão alto e que nos condiciona tanto. A outra é a redução ser obtida por via da redução das prestações sociais. E eu creio que ninguém nesta sala entenderá que
isso é um caminho viável. Portugal tem ainda eh uma situação de pobreza endémica que é feita cerca de 2 milhões de pessoas. Eh cerca de 40 pessoas em Portugal seriam pobres eh ou são pobres antes de transferências sociais. Portanto, não há Margem para reduzir prestações sociais que não seja na medida em que a ativação económica permite que algumas pessoas saem eh do desemprego e que outras deixam de precisar de prestações como o rendimento social de inserção. Mas aí estamos a falar de de coisas com pequena com pequena expressão. Portanto, se estas duas vias não são
possíveis para fazer essa redução, sobra uma. Eh, é isso que que o professor Óscar Afonso, que esteve, aliás, eh, também envolvido Na coordenação do programa económico da AD e que tem e que se tem manifestado desilusão, tem manifestado desilusão com com a falta de ambição da AD, também defende e parece-me que é a única, que é a racionalização do Estado. Nós temos que racionalizar o Estado. Não podemos continuar a falar eh de com uma inteligência artificial, de como uma automação, de que uma modernização, como a digitalização muda processos. Não podemos ter as empresas a olhar
para a Frente e a ver como é que podem investir, como é que podem tirar o melhor partido. E o estado, o estado português, que tem mais 100.000 funcionários do que tinha em 2015, continuar a ser um estado do século passado que não aposta nessa modernização e nessa digitalização, nessa simplificação, desburocratização. Isso é absolutamente crucial e nós temos uma oportunidade de o fazer com redução de duplicações de entidades na energia. Quantas entidades há para a energia na modernização e digitalização do Estado para além da AM ama? Quantas entidades há na transparência? Quantos quantas entidades há?
O mecanismo contra a corrupção, entidade de transparência. Marques Mendes fez as contas e chegou com base nos dados da Saps, chegou a 645 entidades públicas. Temos um setor empresarial do Estado que não é transparente, que não apresenta contas, onde temos sistematicamente que fazer Injeções ou perdões de dívida. Portanto, é aqui a oportunidade que temos, porque com a carga fiscal que temos, não faz sentido substituir impostos por outros impostos e não podemos prescindir das prestações sociais. É na racionalização do estado que nós temos que investir. E é aí que está a enorme diferença entre a proposta
da AD e a proposta da Iniciativa Liberal. É nessa racionalização do Estado aproveitar a oportunidade que temos, que temos em 2025, mais de 30.000 funcionários públicos atingirão a idade de reforma sem nenhum drama social. respeitando o momento em que as pessoas chegam à reforma com todo o direito, trabalharam, adquiriram o seu direito de dizer: "O Estado tem que se reformar, tem que se focar nas suas funções essenciais, tem que o fazer com eficiência e isso permite libertar recursos para baixar os impostos às pessoas e às empresas e com isso transformarmos definitivamente o País num país
de sucesso, que é aquilo que todos buscamos. Muito obrigado. Boa tarde. Muito obrigado pela vossa atão. Obrigado. Ah, mais uma vez muito boa tarde a todos. Obrigado. R, por favor. licença. Enfim, apresentou aqui um, eu quase arriscava dizer que é um programa que é cor de rosa. Eu não sei se isso é muito politicamente correto para a Iniciativa Liberal apresentá-lo. Eu diria que nem Rosa nem laranja, mas um programa cor-de-os pela ambição, pela ambição. Eu tenho que fazer a primeira, digamos, a primeira dúvida porque ele é de facto ambicioso e não se pode dizer que
os outros programas sejam particularmente ambiciosos, mas eu diria que, apesar de tudo, o do o da AD mais ambicioso, sim, nos objetivos e com a estratégia no caminho certo, diria eu, e depois a questão é de é da ambição. Estamos aqui ver uma aproximação que, apesar de tudo, Nos vai levar a outra a outra pergunta, mas porque é que porque é que a Iniciativa Liberal não pôs cenário macro e objetivos eh orçamentais? porque tem uma ambição na redução de impostos, tem uma ambição no corte de despesa administração pública, mas não nos diz como é que
isso joga depois num objetivo que é que é fundamental, que é, enfim, obviamente crescimento económico, mas se mantemos as contas certas e se Continuamos a a deixer a dívida pública, que são critérios que obviamente temos que cumprir e que imagino que a Iniciativa Liberal também os queira cumprir, mas não os pôs no programa, não é? Sim, isso parece-me parece-me evidente. Portugal tem que tem que ter essa eh responsabilidade que que tem tido vantagem, obviamente, para o país e para as empresas com eh com os ratings que t sido possível obter da dívida pública. Isso é
um caminho que tem que Continuar. Hã, é por isso que o programa da Iniciativa Liberal tem esta ambição. Nós ach achamos que era absolutamente fundamental eh passá-la ao país. Eu não creio que nós possamos terminar e eu desejo que o próximo governo tenha uma legislatura de 4 anos. Portanto, não desejo que esta instabilidade continue depois as as consequências são óbvias eh no parar do país. Eh, e parece-me absolutamente essencial que haja um partido que ponha essa ambição sobre a Mesa. Eh, é um bocadinho aquela frase histórica: "Fazemos isto porque temos de fazer". É, é isto
que temos de fazer. Eh, mas esse programa da Iniciativa Liberal, ao contrário do que acontecia no programa 2024, não tem um escalonamento no tempo determinado. E, portanto, aquilo que nós entendemos é que façâncias internacionais, o caminho tem que ser este. Ele é compatível com manter as contas saudáveis, mas tem que ser escalonado o tempo em no tempo em Função e das circunstâncias internacionais. E, portanto, admitimos como possibilidade, não prescindo desse objetivo final, de o fazer de forma fasiada e, portanto, não ser tão agressivos no início. A reforma do Estado é determinante e, portanto, ela tem
começar de imediato para ganharmos a folga necessária para podermos fazer o alívio que temos previsto no B. Mantendo mantendo, era precisamente isso que eu que eu lhe ia perguntar. eh objetivos de Redução de IRS e de IRC ambiciosos, pesados, enfim, obviamente face à realidade que nós temos, que é de impostos tão elevados e tão progressivos, eh, se pesados, mas a Inativa Liberal quer começar por onde? Porque se começar pela descida de impostos e depois e se atacar o tema da da da do estado e da da reforma do Estado, corre um sério risco de obviamente
gastar primeiro ou receber receber menos primeiro e e não não ter As poupanças que pretendem ter para financiar toda esta todo impostos. Essa essa é obviamente a estratégia. Portanto, a reforma do Estado tem que ser a prioridade absoluta nesta altura. Como eu digo, não é possível imaginar que substituímos impostos por outros eh nas circunstâncias atuais. não é possível eh afetar as prestações sociais e, portanto, a reforma do Estado é absolutamente determinante nesta matéria. Portanto, a redução de impostos Que queremos que tenha esse nível de ambição há de ser mais eh eh mais deixada para o
final da legislatura, para a segunda para a segunda segunda da legislatura, assegurando que até lá damos os passos necessários nessa reforma de estado. É importante também dizer, e eu quero ser justo, há como eu, como eu disse, há há uma diferença de estratégia fundamental com o PS. No caso da AD, estamos a falar de ambição. E se nós olharmos para os números da AD e Para os números da Iniciativa Liberal, a grande diferença eh que se reflete depois eh na tal ambição de ceda de impostos para as empresas e para as pessoas está precisamente na
reforma do Estado. Eh, o valor da adenda, nos 3700 milhões ou 3800 milhões de de redução para a legislatura, nós estamos nos 6800 milhões. Onde é que está a diferença? está naquilo que nós estimamos que é possível com esta política de substituição de funcionários públicos, Dois que vão para a reforma, um que entra, e também na tal e racionalização das duplicações do setor empresarial do Estado, de todos esses departamentos dos se das 645 entidades públicas. Aí é que está a diferença. Portanto, nós olhamos para o programa da AD e vemos um conformismo com o estado.
Aliás, eu aqui no 2025, ainda nem vi, mas em 2024 o rácio de saída entradas eh do do programa da AD é um por um. E nós falamos de dois por um, tá aí uma Diferença fundamental. E essa ambição de racionalização da despesa do Estado é onde está a diferença da ambição depois da redução fiscal eh entre a iniciativa. Eu gostava que talhasse um ou dois exemplos, mas quero recordar-lhe que as pessoas saem da função pública, os trabalhadores, mas vão para a Caixa Geral de Apresentações e continuam apesar nas contas de estado, a não ser
que obviamente está, portanto, o peso na Despesa pública continua a ser elevado e nós sabemos quanto é que custa hoje a Caixa Geral de Apresentações e a pressão na sustentabilidade da segurança social, entendendo em termos lados, não é? Mas o António, sim, mas o que estamos a dizer é que as pessoas chegam pela sua idade à idade da reforma. Isso já está repercutido a nas contas e nas estimativas a do dos mecanismos de segurança social. Portanto, nós não estamos aqui a falar de nenhum mecanismo De reformas antecipadas com pesos depois e mais relevantes para a
frente. Não é aquilo que está previsto. As pessoas chegam ao momento de de se reformar, saem e o esforço tem que estar em que essas substituições não se façam eh no rácio de um por um, como propõe a AD. E na verdade com o aumento até do número de funcionários públicos tem acontecido também já com AD, porque nem esse rácio de um por um foi respeitado. O número de funcionários públicos têm crescido. E já Agora, uma outra questão muito importante é a questão das dos cargos diretivos que cresceram também 15% nos últimos nos últimos anos
e, portanto, tem havido aqui uma evolução negativa. Mas eu gosto até de pôr as coisas ao contrário e isso é particularmente relevante com uma plateia como esta que temos aqui, é que as empresas e as famílias têm sido chamadas ao longo do tempo a um esforço adicional sempre crescente, ou pelo menos a AD faz um Grande um grande alarido porque desta vez a carga fiscal não subiu, desceu ali uma décima ou qualquer coisa. E bom, mas subiu muito nos nos últimos nos últimos anos. Portanto, eu entendo que desta vez, se nós não pararmos isto e
se continuarmos a achar que as famílias, as empresas sistematicamente conseguem continuar a fazer esse esforço adicional e mais um esforço adicional, a despesa pública só em 2025 cresceu 8.000 milhões, mais de 8000 milhões de euros. Portanto, se nós não pararmos isso e não dissermos ao estado, não, desta vez numa organização com 750.000 pessoas, com a dimensão que o estado tem, com as tais 645 entidades, com as duplicações de entidades que compram, que pagam salários, que gerem energia. Se se nós não dissermos isso ao Estado, este é um movimento imparável. E, portanto, desta vez tem que
ser eh pedido ao Estado esse esforço. Eu creio que qualquer gestor que chega a uma empresa lhe puserem um Projeto de dizer: "Tu vais controlar a despesa deste deste desta organização em 1% ao ano". Eu acho que o mais que pode acontecer a essa pessoa é dizer: "Bem, isso não é desafio, isso não é desafio, não é? E e se olharmos para a dimensão do Estado, eu parece-me ainda menos desafio." Portanto, eu acho que eh a proposta da Iniciativa Liberal a merecer alguma crítica é provavelmente até a crítica de ser menos ambiciosa do que devia
nessa redução eh dessa inferição. A Milei, o que é mais um problema, não? Bom, isso também é uma pergunta, é uma pergunta interessante. Eu também mais uma provocação, eu sei, eu sei. Mas, mas a questão é, se nós olharmos para a Argentina, a Argentina chegou a um momento de rotura social, rotura económica, por políticas e, enfim, de esquerda, vamos lhe chamar socialistas de forma de forma genérica. e que queiramos ou não, o que o Milei tem são dois indicadores em março de 2025, Descida da pobreza e descida da inflação. Agora, perguntam se a visão da
Iniciativa Liberal é uma visão que é transposta de alguma maneira daquilo que se passa na Argentina, de todo, não é? Aquilo que nós temos é uma visão inspirada nos melhores exemplos europeus. E e aquilo que é um bocadinho às vezes até dececionante é que o que eu estou a dizer parece-me bastante mainstream na Europa, não é? Não estou a dizer nada de extraordinário. Não estou A dizer, estou a dizer que a carga fiscal em Portugal não pode ser 35,7%, por muito que uma parte dela seja eh tem a ver com a segurança social. Estou a
ver, estou a dizer que a taxa estatutária de RC não pode ser das mais altas da Europa. Estou a dizer que não podemos ter impostos progressivos sobre o sucesso das empresas. eh dizer ou imaginar que isto é uma proposta radical eh está nos antípodas da realidade. E, portanto, nós apenas estamos a puxar, a Tentar puxar o país com esta proposta que é diferenciada, porque os outros têm as propostas que têm, eh, para aquilo que nos parece o caminho da prosperidade que foi trilhado na Europa. Portanto, essa inspiração europeia dos melhores exemplos que nós temos. Tudo
o que se passa na Argentina não tem nenhuma aplicabilidade prática em Portugal. Enfim, nós tivemos de manhã eh aqui Pedro no Santos. Eh, infelizmente não podemos contar com a disponibilidade do Do presidente do PST, neste caso, não? Primeiro ministro presidente do PST, mas eh e esses são verdadeiramente os candidatos a ganhar as eleições, dizem-nos as sondagens. Que papel é que está reservada a iniciativa liberal na governabilidade? Eu dividiria isto em dois momentos fundamentais. Este, eu creio que é o momento de apresentarmos as propostas, não é? E seria seria pouco sensato, seria até pouco adequado no
momento em Que o país vive que nós contaminássemos a discussão das propostas e da visão do país com depois as contas que são as contas parlamentares do dia seguinte. Eu não me escuso essa essa resposta, mas este é o momento de apresentarmos a visão para o país, dizermos aquilo que queremos, propostas que temos e e mais sentido faz para a Iniciativa Liberal, porque eu estou mesmo absolutamente convencido que temos propostas diferenciadas relativamente a a outros a Outros que se apresentam estas eleições. Obviamente, tal como fizemos na moção de confiança, eh no dia seguinte eh nós
seremos seguramente um fator de estabilidade para o país. Nós percebemos bem as consequências que a estabilidade política tem. Nós percebemos bem a como a máquina do Estado para e tem consequências brutais sobre as empresas. E, portanto, a mesma o mesmo sentido de responsabilidade que tivemos em todo este processo será o sentido de Responsabilidade de sermos eh absolutamente presentes eh numa solução de governabilidade para o país. Portanto, esse é o meu compromisso. Neste momento, não me peçam para eu perder mais tempo em cenários de pós-eleitorais do que na apresentação das minhas medidas, porque eu tenho uma
profunda convicção que é muito útil para Portugal esta diferença que a Iniciativa Liberal traz de visão e de ambição. Muito bem. Rui Rocha, muito obrigado Pela sua disponibilidade. Ob, obrigado a todos. Obrigado, Antónnio. Obrigado a todos. Obrigado pela vossa presença. Fechamos assim a nossa conferência fábrica 2030. Creio que tentamos dar aqui um contributo para a discussão sobre o que são os programas eleitorais. Aliás, até até seguindo aqui a a mensagem que o Rui Rocha nos nos deixou e obviamente podem acompanhar seguramente no próximo mês, falta menos de um mês, na verdade, e para fazermos o
Devido escrutínio do que é do que são as propostas e do que é a apresentação e os objetivos de cada partido política às eleições 18 de mai. Muito obrigado pela vossa presença. Obrigado.