o Hip Hop para mim Eh o Break eh os grafites todos de de Nova York o lagaro São Bento onde a galera ali do hip hop se encontrava nels nelso Triunfo Taí dj1 eh Jabaquara Breakers backspin Então tinha todo um movimento envolvido com isso e era Fantástico sabe fazer parte disso né até que além dos grupos de pichadores eu acabei também me conectando com o grupo de break que era o Jabaquara Breakers e eu fiz parte desse grupo é na realidade como um dos elementos da cultura hip hop é eu fazia o grafite então assim
os caras saíam para dançar tinha alguém que cantava e tudo mais o Paulo vai se identificar de novo Paulo dançava Break aí ah danav fantástic essa época aí cara eu fiz de tudo nessa vida mas essa época particularmente foi foi muito intensa também para mim foi né porque assim é é o é o nascimento do movimento hip hop no Brasil né quando chegou aqui teve aquele teve um um um um início que aí foi parar a novela aquela novela parti do alto a capa do disco de os caras dançando break e tal e aí aquela
aquela primeira fase assim foi um negócio muito louco assim para todo mundo né fo fo to foi tocou muito tocou virou pop o negócio né cultura cultura de rua doa de rua exatamente ta tal outras outras culturas assim ou ou foi uma coisa que ficou na rua mesmo Car mas foi foi para na novela Pô tinha uma novela que a abertura era era os caras dançando break virou uma moda assim que pegou assim durante um tempo tal não deixou de ser marginalizado certo porque sempre foi tava falando ontem com o flip né no noar assim
o no Brasil o Hip Hop ainda é geto lá nos Estados Unidos e virou mainstream já os caras estavam cantando no super bow aí no final de semana É com certeza certeza então lá já é mainstream não tem uma série não tem um filme não tem um uma propaganda não tem nada que não tem a hip hop no meio ou por meio da dança ou por meio da da música e tal então assim lá já é mainstream aqui por incrível que pareça né é uma cultura vigorosa para caramba já tem aí mais de 30 anos
e ainda vários expoentes e ainda é um negócio marginalizado né não é um negócio que atingiu um status de ser mainstream no Brasil não é é exatamente eu acho que assim eh um momento que foi um divisor de águas assim dentro do do da cultura hip-hop é o aparecimento dos Racionais NCIS né claro aí vieram com Pânico na Zona Sul tal etc e isso realmente acabou ultrapassando as barreiras né e e entrou em tudo que ela lugar então é Eu lembro quando chegou no Rio de Janeiro com uma força absurda também todo que é lugar
é não sei se o primeiro disco né O que tem Pânico na Zona Sul que era um EP Mas e aquele que tem fim de semana no parque o r x Brasil Esse aí foi o que estourou assim est mesmo to que também não era não chegou a tocar fora daquele espaço ele atravessava e o brown brinca com isso quando fala né seu filho quer ser preto tal Porque aí os caras de fora da da Periferia começa a ouvir e tal mas cara eu lembro quando eu tava dentro do um baile da chiic show e
a primeira vez que tocou Pânico na Zona Sul o baile parou assim pô o que que tá acontecendo o que que é isso aí isso aí já não é mais aquilo que a gente tava ouvindo até agora mudou o jogo né É É verdade então é o impacto do caramba assim que teve esse negócio na mente de quem viveu aquilo ali naquela época Pô não tem que falar foi completamente é porque você via ali nas letras relatando o seu dia a dia né É S totalmente totalmente Então tava ouvindo aquilo falei meu é isso que
acontece é isso que eu tô vendo é isso que eu tô vivendo essa dificuldade que eu tô passando x y então a identificação era direta né imediata e teve uma mudança muito grande no pensamento também né porque foi uma outra forma de contar a história das ruas né O que que tava acontecendo como que era qual era o dia a dia a dificuldade o preconceito o racismo a violência tudo que tudo que acontecia tava sendo relatado ali então era muito difícil você est na rua naquele momento e não se identificar com com com isso que
tava acontecendo né Então para mim realmente eh fez parte de toda a minha o meu desenvolvimento a minha construção o meu trabalho e tudo mais na rua mesmo eu não tinha uma uma Como que eu posso dizer assim uma uma uma luz no fim do no no no final do T objetivo claro né Ah quero ir para tal lugar não tem é uma referência falou assim pô tal Fulano pinta Olha isso olha que que é possível Olha que que olha que coisa eu espontaneamente simplesmente por gostar de de de pintar gostar de arte eu falei
meu eu vou seguir fazendo essa parada independente do que aconteça sabe Independente de tá pintando na rua e a galera achar que é um vagabundo sabe pô ess cara é um vagabundo é porque não trampa né dependente das questões dentro de casa né porque assim a a tomou uma tal proporção que sei lá 17 anos eu já tava morando sozinho e tudo mais sem grana nenhuma para pagar aluguel para pagar comida ganhava cesta básica para sobreviver E vivia com ag agiota ó me empresta grana no final do mês eu não tinha como sobreviver mesmo de
de arte ou alguma coisa parecida com isso e a gente tá falando de quê final dos anos 80 é 90 né 90 e pouco assim já e explorando pintando na rua