[Música] mas eu sei que essas diferenças todo mundo já sabe agora tá todo mundo se perguntando Mas e o neuropsicopedagogo faz o quê se o psicopedagogo já faz isso o neuropsicopedagogo faz o quê né então eu trouxe um exemplo tá gente não não trouxe toda todas as sessões o plano de intervenção do neuropsicopedagogo é só um exemplo tá então o que que o neuropsicopedagogo neste caso poderia atuar Lembrando que o neuropsicopedagogo vai ter como com força a neurociência então ele vai estudar muito como é que esse cérebro funciona como é que as sinapses elas são
desenvolvidas como que cada Lobo cerebral se intercomunicação as funções de cada Lobo como que eu estimulo cada região Então isso é o trabalho do neuropsicopedagogo ele vai estudar profundamente isso então uma das intervenções que um neuropsicopedagogo poderia propor para essa criança é pedir para ela andar Olha só que coisa mas por por exemplo andar em linha reta né mas por quê Porque quando eu peço para ela caminhar em linha reta uma das coisas que né acontece é a estimulação do tronco em fálico e do cerebelo e quando eu estimulo o tronco encefálico e cerebelo que
são aqui né nessa nossa região ela vai ajudar na modulação neurotônico integrar as demais as demais áreas do nosso cérebro porque eu quero integrar o foco atencional com o controle do corpo então é mais de uma área que eu quero então eu quero o foco que é né o a desatenção a baixa concentração controle do corpo que é a hiperatividade que são essas características que o meu paciente Está apresentando na mesma intervenção além de caminhar em linha reta eu posso colocar a mais né introduzir uma uma uma corda e falar o João além de caminhar
em linha reta agora nessa próxima etapa você vai caminhar né por cima aí sobre uma corda então o movimento de ele vai ser um pouco mais complexo Quais são as regiões eh neurais que eu vou estimular né com essa estimulação sensorial eu vou ativar o lobo parietal que tem como função a percepção espacial e do movimento então isso está conectado com a minha hiperatividade eu quero estimular essa área do Lobo parental com a estimulação sensorial para essa criança começar a sentir o próprio corpo entender o próprio corpo conseguir controlar o próprio corpo né então aí
eu vou ter estimulação da própria própria O excepção que é essa noção de corpo né de da onde o meu corpo está o meu corpo está em Pé Meu corpo está sentado meu corpo está deitado o que o meu corpo está fazendo e do controle do próprio corpo né Outra coisa que eu posso pedir nessa mesma intervenção é que esse meu paciente em enquanto está andando está enquanto está andando em linha reta enquanto ele está andando sobre a corda ele fale aí depende de como é o cognitivo do meu paciente então eu posso pedir para
que ele conte de 1 a 10 ou eu posso que ele Fale o alfabeto de a z ou eu posso que ele fale números pares números ímpares ou eu posso começar de 1 a 10 e depois aumentando o nível de complexidade mas o fato é que eu quero que ele fale por que que eu quero que ele fale enquanto ele se movimenta porque eu estimulo a nossa região frontal como que eu estimulo essa região frontal porque quando eu falo eu estimulo a região de brocar área de brocar que tá na região frontal e o meu
ctex motor primário que também tá na região frontal e por que que eu quero né estimular essa região frontal porque a nossa região que a gente faz a organização e o planejamento das nossas ações Então pensa numa criança hiperativa que precisa caminhar em linha reta sobre uma corda e ainda falar os números pares de alguma forma ela precisa estimular esse nível de organização e planejamento melhorando o seu foco atencional né e ao cereja do bolo dessa minha intervenção né é que ela também aceite comandos por exemplo ela tá andando em linha reta sobre uma corda
recitando o número os números pares e de repente eu falo assim João Coloca a mão na cabeça tem que pôr a mão na cabeça e aí continua andando João agora põe a mão no nariz por que que eu quero que ela ouça comandos e Execute os comandos né então ele vai ouvir comandos pelo ouvido vai acessar né a nossa região aqui temporal vai processar as informações que para se organizar vai estimular a região pré-frontal que é Onde estão localizadas nossas né lindas aí tão bem faladas funções executivas que é que vai fazer que vai estimular
o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva isso gente todo esse arcabouço de intervenção neuropsicopedagógica vão estimular regiões cerebrais que vão produzir na criança uma melhora da hiperatividade e do foco atencional para qualquer intervenção pedagógica psicopedagógica e neuropsicopedagógica eu vou fazer isso em uma sessão a criança vai fazer e acabou os problemas dela obviamente que não senão a nossa profissão nem iria existir Porque a gente já resolver o problema numa sessão só de todo mundo né Claro que não isso é só um exemplo de como o neuropsicopedagogo precisa fazer o seu raciocínio em cima daquilo que
ele está estudando que é as funções da das regiões neuronais das regiões cerebrais o que que isso tem a ver com como a criança está se comportando como ela está aprendendo então é é só para vocês perceberem como cada profissão vai eh pensar dentro do seu conhecimento né dentro daquilo que ela recebeu de conhecimento de propor intervenção todos os profissionais são importantes todos os profissionais vão ajudar essa criança a ter melhor resposta adaptativa paraa sociedade porque a gente não ensina por ensinar a gente não não aplica intervenção por aplicar intervenção o o objetivo final para
qualquer coisa que nós fazemos é que essa criança consiga se adaptar bem à sociedade e ela consiga desenvolver a autonomia que ela consiga dar conta dela mesma dar conta do ambiente para que ela tenha uma vida produtiva não é isso então todos esses profissionais são importantes e precisam ora atuar em conjunto ora o pedagogo com psicopedagogo ou ora o pedagogo com neuropsicopedagogo ou ora com todos os profissionais né com a equipe multi mas é mais ou menos essas Eu acho que eu pelo menos acho que deu para entender a minúcia da diferença entre cada profissional
né Em cada profissão percebendo que todos esses profissionais são importantes né E era isso que eu tinha para trazer para vocês mas eu queria abrir para vocês conversarem um pouquinho comigo porque agora é a hora mais legal que eu acho gente que é quando vocês trazem a percepção de vocês as dúvidas de vocês que é esse momento de troca Ô Paulinha como são eh três funções diferentes se um se esse aluno por exemplo esse paciente ele já passa com o psicopedagogo ele teria necessidade de passar com neuro uma coisa poderia anular outra ou um já
consegue ajudar Então depende muito da dificuldade da criança Bárbara o psicopedagogo ele pode dar conta de de qualquer de qualquer dificuldade de aprendizado mas ele não vai atuar nessa estimulação cognitiva pensando na parte de neuroreabilitação sabe então Eh isso é eh a criança ela vai ter ganho se ela passar com os dois profissionais ela pode ter ganho o que a gente tem que tomar muito cuidado é que se eu trabalhar igual eu vou ter o mesmo resultado né então tem que ter pensa assim que o psicopedagogo ele pode jogar o Uno e o neuropsicopedagogo também
pode jogar Uno com a criança mas eles precisam ter né dentro de cada formação eles têm objetivos Diferentes né estimulações diferentes para atingir né eles precisam vão vão pegar outras áreas cerebrais porque cada um tá atuando na sua área né então pode não que toda criança precise passar com os dois profissionais não não necessariamente Paula Bom dia Bárbara os demais eu sou psic professora e psicopedagoga aqui da Mor em Rolim de Moura né da Clínica desenvolve E aí eu até tinha escrevido aí que eu estou no três ambientes Paula eu convivo a experiência dos três
ambientes porque eu sou professora né sou psicopedagoga clínica institucional e tem um o neto que é autista né então eu consigo ter experiência dos três ambiente mas eu queria falar sobre ambiente escolar a gente tem visto assim alguns profissionais pedagogo praticamente eh só faltou dar um laudo mesmo pra criança e esse não é o papel do pedagogo é ele fazer a intervenção fazer um relatório né como a Fran a nossa coordenadora aqui né falou fazer uma um relatório e passar para para equipe multidisciplinar para fazer investigação né E a gente tem visto acontecer muito isso
no ambiente escolar e o que eu gostaria que você desse uma uma Explanada sobre esse assunto se possível é a o pedagogo ele não tem ferramentas para fazer a investigação eh Clínica do paciente porque ele tá num ambiente ele pode academicamente falar pra gente o que é muito importante como que tá o desempenho dessa criança e qual é a percepção que ele tem dessa criança né então tem pedagogos que tem um olhar muito bom né falou assim ó essa criança eu tenho percebido e ele discorre muito bem daquilo que ele percebe na criança né porque
ele tem pedagogos aí né que realmente tem uma ele presta atenção na a criança que é seu aluno né mas realmente não é o papel do pedagogo fazer qualquer tipo de levantamento de hipótese diagnóstica porque pra gente fazer levantamento de hipótese diagnóstica a gente além de fazer observação clínica em ambiente controlado e receber essas informações do ambiente pelo que as crianças passam a gente vai ter auxílio de testes padronizados qualitativos né a gente não pode eh simplesmente só pela observação ou só pelo que a criança apresenta naquele lugar falar que ele tem determinada coisa né
Porque hoje a gente vê eh a a gente tem que avaliar a criança como um todo a nem a gente né na no no ambiente Clínico pode fazer diagnóstico apenas com teste concorda comigo porque em um teste pensa na gente aí hoje eu tenho que fazer lá o teste psicotécnico mas eu não tô legal não fui bem na prova pronto essa pessoa está laudada com o rebaixamento de q Ô pera aí mas eu um dia que eu não estava tão bem aí você já tá falando Não não é assim que funciona por isso que quando
a gente vai fazer avaliação a gente tem que ter eh várias sessões com essa criança expor ela a várias situações a vários testes pra gente conseguir fazer esse levantamento de hipóteses né agora aí eh Marina eu não sei porque que os professores eh estão tendo esse tipo de de postura e comportamento porque eles tê um papel muito relevante na vida do aluno Eles não precisam assumir esse papel que não né é um compromisso e tanto né É sim e eles e eles nos ajudam muito com um relatório bem detalhado da criança né mas realmente é
é para compor uma avaliação e não para determinar um diagnóstico o diagnóstico ali do professor acaba até eh assustando a família e muitas famílias acaba assim eh distanciando ou tirando a criança da escola como eu já vi né é e diagnóstico é difícil né gente é é um momento muito singular para cada família porque ninguém espera que o seu filho tenha um diagnóstico né então quando a gente emite um relatório a gente não pode omitir eh fatos observados mas a gente precisa ter cuidado e saber escrever uma forma que seja entendida mas sem sem sem
querer machucar né Sem machucar quem estiver lendo né