[Música] Olá produtor e produtora Rural colaborador do mundo Agro sejam bem-vindos ao agrotal o podcast Agro da clima tempo eu sou Ângela Ruiz antes da gente começar esse podcast de hoje eu quero lembrar você produtor sobre os destaques do agronegócio que viraram notícia no site agroclima climatempo.com.br as últimas informações sobre a situação do clima na culturas você encontra neste site o agroclima pcmat tempo.com.br e eu espero você por lá bem Hoje nós vamos iniciar esse bate-papo sobre as projeções do clima para você produtor que está com a safra em andamento já algumas áreas na reta
final de plantil outras áreas semeadas mais cedo já com o desenvolvimento da soja em ritmo acelerado no campo como como que fica o clima para este finalzinho de ano e as perspectivas para 2025 será um ano diferente se comparado a safra anterior para tirar as nossas dúvidas hoje eu convidei a metrologista n diara Pereira Quero agradecer também a Rede TV que gentilmente cedeu a participação aqui do podcast agrotal da nadiara com a gente hoje nadiara seja bem-vinda aqui ao agrotal Olá Olá a todos É sempre um prazer aí trazer as atualizações e da previsão do
tempo e discutirmos aí sobre os impactos no Agro n diara pra gente esquentar esse bate-papo aqui eu queria falar sobre esse período chuvoso né que atrasou Mas a gente anda observando agora uma Cadência dessa chuva sobre os principais polos produtores do Brasil aí a gente pensa em frentes frias passando corredor de umidade instalado Quais são os prognósticos para esse finalzinho de Novembro chove mais com calor nessa Virada do mês para dezembro vamos ter ainda uma distribuição das chuvas bem generalizada sobre o interior do Brasil estamos como você bem falou apesar do atraso do retorno das
chuvas né um pequeno atraso aí em relação a ao normal mas as chuvas se estabeleceram bem aí no final de outubro novembro e vem ocorrendo com maior regularidade na maior mai parte das áreas produtoras Então já estamos vivendo uma temporada bem diferente do que foi o ano passado né Principalmente agora Novembro muito chuvoso em algumas áreas do interior do Brasil e com temperaturas bem mais amenas o ano passado tivemos Novembro extremamente seco e quente no interior do Brasil então estamos vivendo já uma temporada bem diferente em relação à última e o principal destaque tem sido
essa formação mais frequente dos corredores de humidade que trazem chuvas mais abrangentes aquelas chuvas mais homogêneas que garantem um encharcamento do solo de uma forma mais generalizada e até o final do mês são esperadas novas chuvas fortes pra metade norte do Brasil agora tem previsão já para uma chuva mais volumosa que chega até partes do matopiba e no na virada do mês a chuva retornando pro sul do Brasil pras áreas mais ao sul então nós temos observado muito essa alternância hora chove mais no sul hora chove a chuva avança pra metade Norte mas a chuva
ocorrendo de forma bem distribuída garantindo mais umidade no solo em grande parte das áreas produtoras a situação é um pouco mais crítica num matopiba que aí se enfrenta ainda uma um atraso maior na regularização das chuvas a chuva tem chegado mas de uma forma mais espaçada mais irregular tanto espacialmente quanto temporalmente não tem se regularizado efetivamente então o matopiba enfrenta um pouco mais de dificuldade tanto pela irregularidade quanto também pelo calor excessivo principalmente ali o Maranhão Piauí áreas mais ao Norte do Tocantins T enfrentado ainda esse déficit hídrico mais acentuado e o sul do Brasil
também a gente começa a ver um espaçamento maior das chuvas Principalmente agora no mês de novembro as chuvas avançaram um pouco mais pro Sudeste centrooeste e norte e aí no Sul as chuvas ficaram mais espaçadas mas ainda assim nada de muito alarmante nada que preocupe ainda porque as chuvas têm acontecido ah ah em alguns eventos mais significativos e tem mantido o sol ainda com bons níveis de umidade n diara você que tá em contato sempre né com os clientes que precisam dessa informação meteorológica para tomada de decisão Quais culturas você traz pra gente aqui de
destaque hoje milho soja a gente sabe que a soja já está em desenvolvimento no campo algumas áreas como o Paraná já reportam pra gente que essa soja Já passou da fase v1 V2 como que você tá observando nesses bate-papos aí com os clientes pelo Brasil todo o desenvolvimento de e de soja bom a soja Apesar desse ligeiro atraso em algumas áreas agora já avança bem né com plantil algumas áreas de Mato Grosso até vem sendo impactadas por chuvas fortes em alguns momentos então agora nesse mês de novembro tivemos aí a formação mais frequente de corredores
de umidade desde o final de Outubro na verdade né então Em alguns momentos esses corredores de umidade trazem chuvas mais duradouras dias consecutivos de tempo fechado isso acaba trazendo impactos aí também ativos paralisando as atividades no campo mas esse é o menor dos problemas né Eh eh felizmente as chuvas TM garantido bons níveis de humidade e o plantil alavancou aí desde o final de desde a segunda quinzena de de dezembro então tem Eh desculpa de outubro né ouvi ouvi relatos de algumas áreas do Oeste de Mato Grosso que estão com problemas de replantio porque a
chuva demorou um pouco mais para se regularizar tivemos alguns Episódios fortes já entre o final de setembro outubro os produtores começaram o plantil e a chuva não se regularizou completamente então algumas áreas estão enfrentando eh replantios pontuais e no sul do Brasil também o plantil do Milho primeira safra as áreas que planta o milho primeiro a safra aí no centro sul do Brasil também tem avançado bem aí com plantil então de uma forma geral a os os problemas são muito pontuais né algumas áreas do Oeste de Mato Grosso ainda enfrentam irregularidade H na água disponível
no solo Rondônia centro sul de Mato Grosso do Sul também vem enfrentando uma maior irregularidade e com picos de calor e essa situação do matopiba que atrasou um pouco mais a chuva apesar do matopiba plantar também um pouco mais tarde mas a chuva ainda não se regularizou e ainda vai continuar ocorrendo de forma mais espaçada então observamos sim alguns problemas pontuais regionalizados mas nada tão extremo como na temporada passada porque não temos um vento climático bem efetivo extremo atuando temos um resfriamento no Oceano Pacífico mas ainda não caracteriza um Laninha e nem deve caracterizar um
fenômeno de forte intensidade como tínhamos no ano passado o oposto né um é Ninho um efeito de aquecimento muito forte nessa época do ano já estávamos com um evento muito intenso e que trazia extremos extremos chuvosos pro sul do Brasil extremos Secos e quentes pro interior para várias áreas do Brasil Central Era exatamente isso que eu te perguntar eh na diária porque assim o Laninha não vingou né se é que a gente pode dizer desta forma que ele não vingou esse fenômeno já está com os dias contados ou ainda a gente vai observar essas nuances
da temperatura no oceano e vai ficar nesse chove não molha Pois é Angela desde Maio entramos aí numa fase de resfriamento no Oceano Pacífico né o Elinho chegou ao fim o Elinho que impactou muito a última temporada e entramos numa fase de resfriamento tudo indicava que esse resfriamento viria de uma forma rápida e intensa as projeções indicavam um Laninha bem estabelecido mas mês a mês as projeções foram reduzindo a intensidade E a duração desse fenômeno e agora chegamos já ao mês aí já estamos chegando a Dezembro sem um fenômeno efetivamente instalado a oscilação do resfriamento
no Oceano Pacífico tem ocorrido muito ali semanalmente ora resfria um pouco mais ora recua um pouco mais chegamos agora ao final de Novembro uma condição ainda de neutralidade sem o fenômeno efetivamente estabelecido os limiares de intensidade ainda podem ser atingidos até a virada do ano as projeções indicam sim que o resfriamento tende a se intensificar até a virada do ano poderemos ter os lime Ares aí de Laninha quando eu falo em limar de Laninha é que a área central do Oceano Pacífico precisa ter um resfriamento de pelo menos meio grau negativo isso ainda pode ser
atingido nos próximos períodos nas próximas semanas mas de dificilmente vai ter a persistência a duração necessária para a A nomenclatura Laninha para ser classificado como Laninha Porque além da intensidade nós precisamos de um período aí de cinco trimestres móveis consecutivos ah desse resfriamento persistente para caracterizar o Laninha e tudo indica que esse resfriamento deve atingir um ápice agora na virada do ano então deve atingir Talvez esse meio grau negativo até um pouquinho mais mas depois ele declina rapidamente no início do ano que vem então já em fevereiro março é um indicativo que os limiares de
Laninha devem ser eh já devem chegar a uma condição neutra então não deveremos ter aí o período suficiente paraa nomenclatura de Laninha então dificilmente vamos ter aí impactos muito extremos desse resfriamento o o resfriamento já traz alguns Alguns reflexos como a formação mais frequente de corredores de umidade isso é característico de períodos de resfriamento os corredores de umidade normalmente são mais frequent em anos de resfriamento anos de Laninha já observamos né agora na primavera tendência que no verão também eles ocorram com maior frequência isso é um reflexo as temperaturas também mais a menas em relação
à última temporada mas não deveremos ter efeitos tão efetivos efeitos extremos como por exemplo estiagem Severa no sul do Brasil na Argentina isso reduziu bastante aí com a desint ificação com risco menor aí para ocorrência do Laninha a gente sabe que nenhuma safra é igual a outra né então Eh olhando você trazendo essas informações pros produtores a gente observa que o ano de 2025 o desenvolvimento dessa Safra no campo vai se dar né Essa tendência mostra que vai se dar aí por um período mais neutro bem diferente do que a gente viu na safra 23
e 24 exatamente Principalmente um verão mais chuvoso no interior do Brasil isso garante lavouras cheias aí de cana de açúcar de café Ah também deve promover um bom desenvolvimento das lavouras de grãos o ponto de atenção é maior é pro risco aí de excesso de umidade na hora da colheita da soja e instalação do milio eh segundo a safra mas tudo indica que vai ser uma temporada um pouco mais tranquila mais amena Ah não só por conta da neutralidade né apesar do viés frio vamos ter essa maior frequência aí dos corredores de umidade mas pelo
menos temos também uma maior distribuição eh uma melhor distribuição da das chuvas Então vamos ter volumes maiores de precipitação um verão mais chuvoso isso também ajuda nos reservatórios e também menos calor isso não não significa que não vamos ter picos de calor vamos ter sim mas menos duradouros intensos como na temporada passada Então os problemas ah paraa produtividade vão ser muito regionalizados é claro que algumas áreas vão sentir um pouco mais em alguns momentos excesso de umidade outras áreas veranicos né as áreas mais ao sul do Brasil tem um risco aí de termos janelas de
veranico no verão aqueles dias consecutivos de tempo seco alguns picos de calor mas não nada tão extremo né não não existe um sinal muito extremo aí para essa temporada tanto chuvoso quanto eh seco o ponto de atenção é que como não temos um fenômeno bem efetivo a previsão oscila Mais também a longo prazo então é muito importante monitorarmos as previsões de curto e Médio prazo porque temos outras oscilações de menor escala que acabam influenciando em oscilações intras o Oceano Atlântico tem um impacto muito importante também ele sempre impacta muito mas quando não temos um Pacífico
muito atuante ele acaba tendo um reflexo ainda maior e temos aí um Atlântico Norte ainda bastante aquecido isso vai dificultar um pouco o estabelecimento da das chuvas na faixa norte do nordeste então é uma região que vai ser um pouco mais afetada aí por irregularidade nessa temporada e a costa leste sempre também influenciando muito então o oceano Atlântico como ele é mais volátil precisamos aí acompanhar sempre mesa a mesa aí as atualizações e as projeções de previsão aí de chuva e temperatura de curto prazo os produtores rurais devem ter uma certa atenção aí com relação
ao surgimento de pragas e doenças por causa desse verão mais chuvoso desses Picos de calor que podem acontecer Claro tem que ter um cuidado maior como eu comentei existe uma previsão para maior frequência dos corredores de umidade Então vamos ter aí dias consecutivos em alguns períodos ah de tempo fechado e úmido até risco de invernadas Em alguns momentos Nos meses de dezembro e janeiro que são os meses mais chuvosos as projeções indicam até início de Fevereiro algumas janelas aí bastante chuvosa sobre o centro e norte do Brasil então é preciso ter mais atenção principalmente com
as doenças fungicas né o tudo que a planta precisa para desenvolver é caloria e umidade e tudo indica aí que no interior do Brasil Vamos ter bastante aí principalmente Brasil Central Mas é claro que tem o contraponto Então existe sim um risco maior aí paraa proliferação de doenças especialmente as fúngicas associadas a excesso de umidade e só destacando né no verão deveremos ter aí uma migração maior da umidade pro centro e norte do Brasil Então essas áreas vão ficar mais suscetíveis aí a períodos consecutivos de tempo fechado e nas áreas mais ao sul tem a
tendência é que tenhamos mais janelas de tempo seco e picos de calor como eu comentei anteriormente nada muito Extremo não existe risco de estiagem prolongada e nem de ondas de calor muito duradouras mas a região sul ah Mato Grosso do Sul podem ter essas janelas aí de veranico E aí a atenção é para doenças principalmente pragas né associadas a esse calor e a algumas janelas de tempo seco Então muda um pouquinho de cada região mas é importante sim fazer esse monitoramento ter atenção porque em grande parte do Centro Norte do Brasil vamos ter mais chuvas
ess poderemos ter esse risco de excesso de umidade em algumas janelas enquanto as áreas mais ao sul é um risco maior aí para para veranicos sim eu te fiz essa pergunta porque recentemente agora saiu um boletim eh macrofiscal da secretaria de política econômica do Ministério da Fazenda que apontou uma queda de 1,7 do PIB do setor agropecuário e o motivo dessa queda tá muito associado às condições climáticas que afetaram diversas culturas né tem a laranja a cana de açúcar que sofreu com as queimadas o trigo e o café os produtores de café eh inclusive do
Sul de Minas e também do Espírito Santo andaram recebendo essa chuva de novembro nas áreas produtoras você tem observado a organização dessas chuvas sobre essas áreas produtoras de Café do Sul de Minas e do Espírito Santo os produtores estão aí de olho nessas informações Ou você já deslumbra uns períodos de tempo mais aberto para essa cultura específica do café o café também foi impactado principalmente pelo início da primavera muito seco e quente como você bem comentou né diversos cultivos foram bastante impactados aí começou a chover agora o que eu tenho ouvido aí de relatos é
que a chuva tem chegado bem nas principais áreas as produtoras de Minas do Espírito Santo o solo já está com níveis de umidade bastante elevados então como eu comentei lá no início esse verão chuvoso deve favorecer sim aí lavouras mais cheias tanto de cana de açúcar quanto de café mas vamos ter sim impactos por causa do início da primavera muito seco e quente isso afetou bastante a florada do café porque tivemos um período seco mais intenso e mais estendido Então por conta de stress hídrico houve o start né o início da florada e essa florada
foi eh demorou para ter um pegamento por conta da da demora para estabelecimento das chuvas então a chuva se estabeleceu um pouco mais tarde agora entre final de outubro e novembro agora sim garante bons níveis de umidade mas com certeza vamos ter impacto na produtividade do café por conta dessa florada que foi e impactada pelo excesso de eh de calor e também demora no estabelecimento das chuvas assim como a cana de açúcar também deve ser ter a as lavouras mais cheias por conta das chuvas volumosas do verão mas também vai ter impactos das queimadas aí
do início da temporada então Eh vai ter esse balanço aí mas tudo indica que sim agora as condições climáticas devem favorecer bom desenvolvimento das lavouras as janelas ah como a gente tem observado aí uma alternância ora os corredores de umidade atuando mais paraa metade norte do Brasil ora as chuvas migrando pro sul e aí Ah temos essa alternância de períodos chuvosos com janelas de tempo Seco Tudo indica que por enquanto o desenvolvimento das lavouras continua muito favorável é claro tem que ter esses cuidados redobrados agora com a a manutenção com os tratos culturais por conta
de eh risco de proliferação de doenças Mas vamos ter essa alternância de períodos chuvosos com períodos de luminosidade Então por enquanto para as lavouras de café a situação é bem favorável aí para os próximos períodos pros próximos meses n diara tem muito produtor rural que antes desse período chuvoso né que atrasou olhava pro céu e perguntava Mas cadê essa chuva para eu começar a plantar a safra 2425 muitos deles agora já encontram com a gente em alguns eventos do agronegócio e fala quando que vai fechar essa torneira né mas não a gente falou até aqui
de chuva mas eu quero falar de calor de temperatura porque assim em novembro de 2023 o Brasil viveu um tremenda onda de calor né e a gente tinha um Elinho né E agora tem muito produtor já sentindo até frio porque eu conversei com Alguns produtores eh da Serra Catarinense eu sei que a serra Catarinense tem uma característica né diferente é uma característica local a gente vê geadas acontecendo ao longo do ano nessa região em épocas que não é nem normal acontecer mas o que que tá acontecendo né Com esse calor de Novembro que que os
produtores já estão observando isso no campo principalmente e nas regiões eh de Santa Catarina Paraná Rio Grande do Sul muito importante tocar nesse assunto porque a falta de calor também temperaturas mais am menas acaba retardando um pouco o ciclo o desenvolvimento das lavouras então prolongando um pouco o ciclo é importante chamar atenção Para isso porque o ano passado nós tivemos ah um ciclo da Soja mais curto né intensificado pelo calor o calor promoveu aí um um desenvolvimento mais rápido perda de produtividade e um ciclo menor e esse ano deveremos ter um ciclo da soja um
pouco maior e possivelmente até o excesso de umidade temperaturas mais amenas pode até prolongar um pouco mais esse ciclo e esse ano tudo muito reflexo desse resfriamento no Oceano Pacífico apesar de não termos A nomenclatura Laninha um Laninha bem estabelecido ele já traz um impacto bem diferente em relação ao ano passado uma situação totalmente diferente enquanto tínhamos muito calor uma atmosfera muito aquecida mais instável mais tempestuosa as chuvas ocorriam muito de forma pontual mas quando Vinham vinham com força e altas temperaturas nesse ano as chuvas têm acontecido de uma forma mais generalizada mais prolongadas e
as tanto as chuvas amenizam o calor quanto também essa condição de atmosfera mais amena porque o resfriamento do Oceano Pacífico ele é Trans transmitido paraa atmosfera Então temos uma atmosfera ligeiramente mais amena que dificulta também os extremos de calor e a duração da das eh das temperaturas mais elevadas então é é comum em anos de resfriamento e inclusive algumas áreas do Sudeste do centro-oeste vem enfrentando anomalias negativas de temperatura máxima diferente do ano passado quando tivemos anomalias aí de até 5º Acima da Média pro mês de novembro que foi um dos meses mais quentes aí
da última temporada mas só destacando que é comum é normal em anos de Laninha se vocês lembrarem aí que tivemos ah de 2020 a 2022 né início de 2023 aquele aquelas três ah temporadas consecutivas sob efeitos de um Laninha que foi bem duradouro e tivemos até neve no dia 1eo de novembro de 2022 na serra Catarinense algo a neve mais tardia já vista na história então é é mais comum em anos de resfriamento mesmo que o lanin não esteja efetivamente ah atuando mas o resfriamento já traz esse reflexo sim de uma atmosfera mais amena e
temperaturas mais am menas H aliado também claro a maior quantidade de chuvas que ameniza o calor nadiara para finalizar Vamos fazer um pingpong aqui porque é o seguinte Dezembro tá começando o verão também começa em dezembro muda a estação o que que vai acontecer pra região sul aí do final do ano a virada para Janeiro a gente tem final de ano chegando verão verão mudando a estação temos Natal temos Reveillon produtor rural no campo ainda de olho nessa produção que tá se desenvolvendo O que que você tá vendo paraa região Sul região sul do Brasil
um ping-pong bem rápido aqui que eu quero passar pelas outras regiões o Sul do Brasil vai sentir um pouco mais esse espaamento das chuvas em reflexo ao esfriamento do Oceano Pacífico mas como o Laninha não vem aí com forte intensidade bem estabelecido diminuiu muito o risco para uma estiagem Severa Rio Grande do Sul e Santa Catarina tem previsão para um espaçamento maior das chuvas volumes menores até desvios negativos de prestação na virada do ano tem um sinal ali de redução um pouco mais significativa das chuvas Picos de calor mas nada muito extremo então de forma
regionalizada poderemos ter impactos mas não vai ser uma seca extrema uma estiagem Extrema e o Paraná tem uma condição melhor porque a a umidade deve avançar mais pro centro e norte do Brasil então o Paraná fica ali na borda dos corredores de humidade deve receber chuvas mais significativas mais frequentes especialmente as áreas mais ao norte do estado que ainda vem sendo ah marcadas aí por maior irregularidade então no sul do Brasil tem sim esse risco de espaçamento maior de janelas de veranico alguns Picos de calor mas nada muito extremo falando do sudeste porque o Sudeste
e o centro-oeste ficam aí nesse meio do corredor de umidade né vem chuva por aí sim vamos ter a maior frequência da atuação dos corredores de umidade também durante o verão inclusive temos que monitorar aí de perto as previsões de curto e e Médio prazo porque as projeções indicam para algumas áreas chuvas acima na média entre dezembro e janeiro que são os meses mais chuvosos do ano Então existe um risco aí para termos janelas de Invernada especialmente Mato Grosso Goiás e Minas porque os corredores de umidade tendem a migrar um pouco mais paraa metade norte
do Brasil no decorrer do verão pegando mais em cheio esses estados então pensando lá em janeiro depois do dia 20 fevereiro quando tem o forte aí do início da colheita da soja instalação do Milho segunda safra é um ponto de atenção porque se tivermos aí Invernada Isso pode impactar muitas atividades no campo não só o aumento né do risco de doenças fungicas mas também pode impactar muito as atividades do campo Paraná Ah desculpa São Paulo e Mato Grosso do Sul já ficam numa área ali que vão ter maior espaçamento das chuvas inclusive Mato Grosso do
Sul é um estado que estamos acompanhando de perto porque é um estado aí tá se mostrando um pouco mais quente os picos de calor mais intensos para Mato Grosso do Sul Por enquanto nada de muito extremo em termos de quebra de chuvas né de corte das chuvas mas é um estado aí que vai ter maiores temperaturas então Mato Grosso do Sul pode ter também impactos regionalizados aí de algumas janelas de veranicos e São Paulo por enquanto fica na área de transição também mas com tendência de BS volumes de chuva aí pro verão que devem contribuir
para boa produtividade dos cultivos e pra região Nordeste especificamente essas regiões de polos produtores do matopiba né que estão ali com a soja em desenvolvimento mas já vislumbrando aí o algodão a próxima safa troca de Safra como que fica essa situação para essa região na Bahia a chuva tem chegado com uma maior frequência então na Bahia nós estamos visualizando aí uma condição um pouco melhor agora no final agora de Novembro já tem novos episódios de chuva acontecendo em dezembro a chuva tende aumentar um pouco mais na segunda quinzena e o início do próximo ano tende
a ser um pouco mais regular apesar da chuva ainda ocorrer de uma forma um pouco mais espaçada acompanhada também por Picos de calor a observamos uma tendência melhor paraa Baía e a chuva chegando até o extremo sul do Piauí do Maranhão mas ainda muito na forma de pancadas quanto mais ao norte da região Nordeste é que o atraso no estabelecimento das chuvas e a irregularidade das chuvas deve ser maior por temos um oceano Atlântico Norte muito aquecido isso vai dificultar um pouco a a descida da zona de convergência intertropical que é um fenômeno muito importante
paraa regularidade das chuvas no nordeste então nessa temporada a zona de convergência intertropical as ecit vai ser menos atuante Vai demorar um pouquinho mais para estabelecer as chuvas então a faixa norte do nordeste deve ser a área ali mais seca e mais quente Como já vem sendo ah registrado Por enquanto é normal ainda esse período um pouco mais seco mais quente mas é a região que vai ser aí mais afetada por espaçamento das chuvas e picos de calor e toda a área ali do interior do matopiba deve ter uma regularidade maior das chuvas principalmente no
início do próximo ano Então essa é a área que realmente a gente fala que vai ter um atraso maior na regularização das chuvas porque as chuvas até tem chegado mas de forma muito pontual a regularização maior deve ocorrer no início do próximo ano tem produtor até ligando aqui já preocupado com essas informações aqui ó o telefone até tocou e para finalizar a região norte n diária porque a gente tem todo um olhar voltado ali pra Rondônia também que tem uma produção de café como que fica essa situação a região norte muito similar também ao nordeste
as chuvas têm chegado mais ao sul da região demoraram um pouquinho mais também para se estabelecer em Rondônia mas agora começam a chegar com maior frequência e intensidade estão chegando até o Sul do Tocantins sul do Pará mas não avançam muito para as áreas mais ao norte então centro e Norte do Tocantins e norte do Pará uma importante área produtora ali do Pará mais ao norte né Paragominas Tailândia Rondom do Pará essas regiões vão enfrentar um espaçamento maior das chuvas e uma regularidade maior no início do próximo ano é normal chover mais né no no
período ali de transição do verão pro outono aqui no hemisfério sul mas nesse ano a gente observa um atraso maior na regularização das chuvas nessas áreas mais ao norte da região norte e também eventos mais espaçados as janelas de tempo seco acompanhadas por Picos de calor Então as áreas mais ao norte da fronteira agrícola do matopiba e também norte do Pará vão sofrer mais com essa irregularidade Enquanto nas áreas mais ao sul as chuvas já estão aumentando e devem se estabelecer bem aí nos próximos períodos garantindo umidade no solo para desenvolvimento e aos poucos também
recuperando os níveis dos reservatórios que é algo que preocupa muito né no norte do país muito bem nadiara Muitíssimo obrigada pelas suas informações que ficou bem aqui Claro para todos os produtores o que vem por aí para esse finalzinho de ano essa virada aí também para a nova estação verão o que que se espera para janeiro de uma forma geral a gente observa que vem chuva por aí umidade pro solo eh na maior parte do Brasil não vai faltar tirando aí algumas regiões que a gente vai olhar em particular que podem sofrer com os Picos
de calor e até mesmo um veranico Mas é muito bom que o produtor rural sempre fique de olho aqui na Climatempo para essas análises de clima mais adiante aí para ele ter um planejamento de excelência para conduzir essa safra que tá no campo meu muito obrigada viu por essa transferência de conhecimento aqui com a gente Obrigada Angela e obrigada a todos aí que nos acompanham e como a Angela destacou é importante nós monitorarmos e nessa temporada Principalmente as projeções de curto e Médio prazo porque vamos ter maiores oscilações já que não temos um fenômeno bem
estabelecido e mais extremo Que bom né Que bom que vamos ter uma temporada Teoricamente um pouco mais tranquila mas é importante aí acompanhar muito as previsões de perto porque ã para para fazer os tratos culturais na hora certa paraa tomada de decisão né porque esse ano vamos ter maiores oscilações aí nas projeções estendidas É isso aí vamos torcer também paraa Estimativa de stafa Record se concretizar afal de quantos produtores aí estão né uma fábrica céu aberto estão aí esperançosos com essa safra Obrigado an diar até a próxima Até mais [Música]