Fala galera, sejam todos muito bem-vindos a mais um super prepare-se porque hoje será um super podcast, um episódio maravilhoso do Como você fez isso, porque eu recebo ela que é psicanalista, filósofa, neurocientista, doutora em filosofia da mente e fundadora de um instituto que já formou milhares de pessoas em saúde mental. Então, já tô dando spoiler do nosso tema, tá? Reconhecida por a sua Habilidade de unir razão e emoção. By the way, eu adoro os vídeos dela. Ela transforma traumas e complexidades do comportamento em caminhos de cura, consciência e espiritualidade integrada. A convidada de hoje é
a Dra. Andreia Vermonte, turma, Palmas para Andreia. Palmas para Andreia. Seja muito bem-vinda, querido. Obrigado pelo convite. Que honra estar aqui com você aqui, viu? >> Eu também. Também te conhecer é um Prazer. >> É te conhecer pessoalmente. Alegria. >> Ah, ouvi muito bem falar de você. Ah, que bom. >> E eu sou um cara que eu gosto dos seus vídeos. Falei com você um pouco antes sobre a sua autenticidade de colocar tua verdade. Eu consigo sentir tua verdade no jeito que você fala. E isso atrai, né? Isso é magnético, né? A gente gosta de
pessoas que colocam a sua verdade. >> Ah, >> eu acho que é isso que talvez faça diferença, né? >> É, >> acho que as pessoas elas estão procurando pessoas. As pessoas não se ligam a marcas, a empresas. As pessoas se ligam a pessoas. E eu acho que isso que fez essa O Joel brinca muito, ele fala: "Você é uma anomalia". Eu acho que essa anomalia ela aconteceu por essa característica. Eu acho que as pessoas sentem necessidade de ver do outro lado Uma pessoa e eu acho que as pessoas me olham e vem uma pessoa, me
vê, vê gente. Então isso eu acho que isso chamou atenção de alguma forma. Acho que as pessoas estão muito cansadas de personagens. >> É. >> E aí isso isso bate, né? E aí realmente cria esse magnetismo que essa cara, ela parece comigo, ela tem filhos, ela tem esposo, ela ela fala como eu falo, ela sente as coisas que eu sinto. Então às Vezes sai uns cortes meus, eu falo: "Não é possível que é isso que viralizou". Assim, uma coisa que para mim é tão simples, >> sim, >> e que é tão do dia a dia
e que de repente aquilo ali chamou tanta atenção e gerou uma repercussão tão grande dentro da pessoa, então você percebe que é isso realmente que cria essa liga. E aí é fantástico demais. André, [limpando a garganta] nosso podcast Começa a partir de um como e o nosso que eu vou trazer pra mesa e que Deus nos leve por para onde ele quiser dentro desse papo, mas é como a saúde mental define os nossos resultados. Saúde mental, resultado. Como que a saúde mental eh ela ela ela influencia onde a gente está? >> Eu assim, você foi
muito feliz na escolha do tema, né? Tá? >> Como a saúde mental influencia nos resultados. Primeiro nós poderíamos Falar de números, né? Hoje, por exemplo, se você for pensar em doenças, 87% das doenças tem causas psicossomáticas. >> Uau! Então eu tô dizendo que 87% das doenças são causadas pelas nossas emoções. E aí eu tô falando de dor de cabeça, de enxaqueca, de doenças eh autoimunes. Então, olha o peso da saúde mental, inclusive no meu corpo. Quando eu falo de história e de sucesso, ah, isso muda tudo. Ontem eu falava, por exemplo, sobre como que a
nossa infância Influencia na nossa forma futura de ganhar dinheiro. Isso é 100%. Então, vamos pegar lá da base, então, como que a saúde mental influencia nos resultados. Vou pegar passo um, >> tá? >> Primeiro deles, os seus filhos vão lidar com o dinheiro a partir do que eles experimentaram na sua casa nos primeiros 7 anos. A criança não entra em contato com moeda, a criança não sabe o que é dinheiro, ela sabe o que é afeto. E a Depender de como você lida com certos afetos, os seus filhos vão ser quebrados ou vão ser pessoas
que vão querer crescer muito na vida, vão ser grandes empreendedores, grandes empresários. >> Então, eu já começo por aí. Então, até o meu futuro profissional, ele é muito determinado pela forma com que eu vivi isso dentro da minha casa nos meus primeiros 7 anos. a forma com que os meus pais lidavam com o dinheiro, com a com a escassez, com o excesso, com o Medo, com a falência, essas coisas vão influenciar com a minha forma de lidar com o dinheiro. Ontem eu fazia uma experiência até sobre isso com a Dani, falando um pouco sobre isso.
Eh, imagina algumas perspectivas eh como que aconteceu o dinheiro lá na sua infância. Ah, nós vivíamos um período de escassez muito grande. Falei: "E hoje eu aposto que você tem medo de perder o dinheiro". Ela falou: "Ponto". Falei: "É óbvio, porque você experimentou dinheiro em Forma de medo e quando eu tenho medo, eu levo medo pra vida adulta." E aí eu começo a funcionar a partir do medo. Falava com meu esposo, falei: "Volta lá nos seus 7 anos, se eu falar para você dinheiro, dinheiro, qual é a primeira palavra que vem na sua cabeça?" Ele
falou: "Tragédia". Falei: "E hoje como você lida com dinheiro?" Como se fosse uma tragédia. Morre de medo de perder, morre de medo de alguém te passar para trás. Uhum. >> lida com dinheiro como se ele fosse algo que pudesse ir embora muito rápido. Então a saúde mental ela já começa por aí. Nos seus primeiros sete anos de vida, eu vou formatar o que você vai levar pros próximos. E aí isso é tão grave. Eu até repi de falar nisso, né? E às vezes até choro de falar nisso. Eu falo pros pais, são só 7 anos.
São só 7 anos. Se você precisar parar sua vida, para. São só sete. São sete que vão determinar todo o resto. >> Qual que é a forma correta do do pai passar esse ensinamento do da de como a criança lida com dinheiro? Porque eu falo que não vem instalado de fábrica na cabeça do pai nem da mãe. >> Não. Não. >> Ele vai descobrindo por às vezes experiências que o pai dele fez com ele e falou: "Pô, isso aqui deu certo comigo, deixa eu replicar ou ao contrário, pô, meu pai fez isso aqui comigo, não,
não foi legal que ele fez, Vou mudar a partir de mim". Então, qual que você acha que é o melhor? A gente precisa cuidar o tempo todo das nossas emoções para que a gente não passe isso pros nossos filhos ou passe da forma correta, >> tá? >> A criança, vou dar um exemplo aqui, ela não sabe o que é amor. E não adianta você sentar com o seu filho e dar uma aula sobre amor. >> Ele não vai entender o conceito. Ele Experimenta o conceito. >> Muito bom. >> Se o Caio diz que ama a
filha dele, mas ele é distante, ele é frio, ela entende que amor é distância e frieza. E na vida adulta, ela vai procurar um cara frio e distante, porque é isso que ela entende de amor. Amor para ela é isso. Se ele entende que dinheiro é medo, é escassez, na vida adulta, ele vai experimentar dinheiro como medo e escassez. te dar um exemplo prático. Uma pessoa que trabalha Com a gente no escritório, a menininha me mandou um áudio. Tia André, minha mãe bateu o carro, mas meu pai não vai matar ela. Ele não vai danar
com ela porque foi sem querer. Eu falei, quando eu fui lá no escritório, eu vou tentar entender isso. Aí peguei a criancinha, falei: "Ela gravou esse vídeo, mandou para mim". Por que que ela falou isso? falou: "Não, porque a hora que eu bati o carro, eu falei: "Nossa, o fulano vai me matar na criança já gera medo, deixa eu Justificar a atitude da minha mãe, porque senão meu pai vai brigar com ela." Aí eu perguntei pro pai, falei: "Quando ela faz alguma coisa errada, você briga com ela?" "Não, porque ela é muito barbeira, ela é
isso." Falei: "Você tá percebendo o que que você tá criando na sua filha?" >> Uhum. Então, é, é, não adianta ele dizer: "Eu sou um bom pai, eu sou amoroso, mulher é tratada assim". Se quando a esposa dele Erra, ela tem uma punição. E aí a criança, olha como a criança sofre. A criança se justifica, manda um vídeo falando: "Papai, a mamãe bateu o carro, mas não briga com ela, tá? A culpa não foi dela." Isso, isso aqui já gerou uma fábrica de afetos dentro dela. >> Sim. >> E isso já vai gerar uma repercussão
lá na vida adulta. Então, respondendo a sua pergunta, o que fazer? Presta atenção no que você demonstra Pros seus filhos. Presta atenção em como você estimula os seus filhos. Presta atenção em como que isso vai repercutir na cabecinha deles as críticas, eh, a forma de lidar com dinheiro, eh, que dinheiro, que que trabalho é uma coisa boa. Então, por exemplo, a minha filha, quando eu ela era muito pequena e eu precisava viajar, não tinha escolha, >> então a gente ia pro aeroporto. Aí quando eu ia me despedir dela, ela tinha um, dois anos, ela chorava.
Eu dizia: "Não chora. A mamãe está indo fazer uma coisa maravilhosa trabalhar é ótimo. Mulheres que trabalham é perfeito. A mamãe faz escolhas, a mamãe compra bolsa, a mamãe compra suas coisinhas. O tanto que é bom uma mulher que trabalha, uma mulher empreendedora, você tem que ficar feliz com que a mamãe tá conseguindo. Ou eu podia chorar junto e ela entender: "Trabalho é ruim, trabalho rouba minha mãe. Eu perco a minha mãe porque minha mãe tá trabalhando." Percebe que uma simples atitude muda tudo? tudo. >> Se eu abraço ela no aeroporto e choro também, o
que que ela vai entender? O trabalho rouba minha mãe de mim. Portanto, quando eu for adulta, o ideal é eu não ser uma mulher empreendedora, uma mulher que trabalha, uma mulher que ganha dinheiro, porque isso vai me tirar dos meus filhos. Então, eu tenho que ser uma mulher que não vença na vida, percebe? >> Uhum. >> Minha filha com primeiro colegial, ela começou a fazer cooks e vender na escola. Ela falava: "Mãe, eu quero ter meu dinheiro, eu quero ter minhas coisas, eu gosto, eu eu quero ter meu futuro". Ela fala: "Hoje, não, o dinheiro
de vocês é de vocês. Eu quero construir a minha história." Por quê? Porque ela entende que trabalho é maravilhoso. >> Olha as palavras que a gente fala sobre O trabalho. É, amanhã segunda-feira começa a luta. Luta é coisa boa. >> Hum. >> Ah, vou pra guerra. Ah, hoje eu tenho que matar um leão por dia. Aí a gente associa trabalho, sustentabilidade, a luta, a tristeza, a guerra, a coisa ruim. Aí eu travo tudo. Eu travo lá atrás. >> E você falou que muito das doenças psicossomicas começam lá na infância. >> Sim. E e você vê
que essa correlação de uma eh uma pessoa, talvez o jeito que eu vou perguntar talvez seja um um um não jeito tão correto, mas esse inteja semântico quando forar. É possível uma pessoa chegar ao sucesso emocionalmente destruída? >> Não, não. Ela, aliás, ela pode até chegar, mas vai durar muito pouco, >> tá? E se ela chegar, ela vai chegar por obra do destino, por um, por uma sorte, por um tropeço. Mas esse sucesso vai, vai, ele vai durar muito pouco tempo. A gente vê grandes personalidades, por exemplo, um MN o W house e daí paraa
frente. Esse sucesso ele tem uma sustentabilidade pequena. O sucesso, a prosperidade e o dinheiro, eles podem ser uma bção, uma desgraça na sua vida. É >> o rei Midas, que é um mito que eu gosto Muito. Midas pediu o poder de tudo que ele tocasse virasse ouro. >> Uhum. >> E isso é maravilhoso, não é? Tudo que você toca vira ouro. Você está afortunado. Só que a partir dali ele não podia comer e nem tocar nas pessoas que ele amava. Ou seja, o que era uma bênção virou uma maldição na vida dele. Dinheiro, fama e
prosperidade sem sustentação psíquica é prisão. Se você não tem saúde emocional, isso Vira uma prisão. Isso não te abençoa, isso te prende, isso te limita. Então, se eu chego no sucesso sem o pilar emocional estável, eu vou destruir absolutamente tudo e aquilo que eu tenho de mais precioso. Então, eu vou destruir minha família, eu vou destruir os meus valores, eu vou destruir aquilo que eu que é importante para mim. Por isso, saúde emocional é tão importante, porque ela é pilar, senão você coloca tudo a perder. E aí a Única coisa que você vai ter é
dinheiro e sucesso, que que talvez não seja sucesso, né? Porque sucesso para mim ele passa por outras perspectivas. Quando a gente fala de saúde física, talvez seja seja um pouco mais óbvio pras pessoas, ah, se eu quero buscar minha saúde física, eu tenho que me alimentar bem, fazer exercício físico, tomar água e dormir. Agora, quando falo saúde emocional, tem gente que dá uma tela azul. E qual que é o sono, a água, o Exercício físico >> e da saúde emocional? É, o primeiro deles é autoconhecimento. Esse é o primeiro. Sua pergunta muito boa. Primeira coisa
é você se autoconhecer, é você saber quais são as suas os seus limites e quais são as suas potencialidades. Limite todo mundo tem e é importante, inclusive que você conheça os seus. Até onde eu consigo ir e até onde eu não conheço. Até onde eu não consigo. Então, autoconhecimento é Imprescindível. Que tanto que eu aguento? Eh, quem eu sou? O que que eu posso? Qual é a minha história? Quais foram os meus limitadores lá atrás? O que que aconteceu na minha infância que pode sabotar a minha história, que pode ferrar com o meu futuro? Então,
qual quais são as zonas cinzentas? Isso eu ainda tô só falando de autoconhecimento. Quais são as zonas cinzentas que eu tenho que ficar de olho nelas? Então, Sei lá, aconteceu alguma situação, por exemplo, a mim e passei por muita, eh, dificuldade financeira lá na infância. Passamos, nunca passei fome, mas passei muita vontade de muita coisa. Então essa é uma área que eu tenho que cuidar dela, porque eu tenho uma tendência a olhar para tudo com muita escassez, com muita limitação. Então isso tudo, primeiro pilar, então a a minha água, sono, exercício, autoconhecimento é um deles.
Conheça-se, conheça-se, conheça-se, Gasta tempo se conhecendo. Esse precisa ser o melhor projeto da história. >> A gente precisa ter um mapa a respeito de nós mesmos. Depois autodesenvolvimento. Então, primeiro autoconhecimento, depois autodesenvolvimento, que seria o nosso exercício físico, >> tá? >> Se você é muito bom em alguma coisa, torne-se melhor ainda. >> Uau! >> Você você é o cara do, sei lá, eu, por exemplo, eu sou boa de retórica, eu falo bem em público, cara, potencializa isso ao máximo. Eu trabalhei numa universidade corporativa e eu meio que quebrava a loja, que eu era muito disruptiva,
eu era executiva de treinamento e desenvolvimento de executivos. E lá a gente dava feedback baseado em pontos fortes e pontos a melhorar. Ah, pontos fracos e pontos a e pontos fortes. Eu dizia: "Tá tudo Errado. Esqueça os pontos fracos". Pontos fracos é terapia, é história de vida. Isso daí é o buraco é bem mais embaixo, >> tá? >> Fortalece os pontos fortes. >> Não, André, mas não é essa a lógica corporativa. Claro que é. Desenha o plano de desenvolvimento do cara baseado nos pontos fortes dele, não nos pontos fracos dele. Porque a gente desenhava o
plano de desenvolvimento baseado nos Pontos fracos. Ah, ele não tem oratória, ele precisa fazer um curso de oratória, ele não se comunica bem, ele tem que fazer um curso de oratória, ele tem isso, ele precisa fazer um curso de Não esquece isso daqui. Isso aqui é a questão dele. Isso aqui nós vamos contar para ele, falar: "Cara, isso aqui são suas suas bombas que você pode pisar nelas, suas minas. Você precisa cuidar disso aqui." Agora, o plano de desenvolvimento tem que ser baseado é Nos pontos fortes. Então, primeiro autoconhecimento, depois autodesenvolvimento. Se você é bom
em alguma coisa, torne-se melhor ainda. Por quê? Porque aqui é meu, é minha velocidade de cruzeiro. Aqui é onde eu vou sem muito esforço. Eu não preciso sofrer aqui para crescer, porque eu já sou bom nisso. Então, auto desenvolvimento é outro pilar da saúde mental. Depois, zelar daquelas coisas que são básicas, parecidos. Esse seria a Nossa água, >> tá? >> Sem hidratação eu morro. >> Sim. >> Sem algumas questões de saúde mental eu morro. E aí são questões práticas. sono, descanso, lazer, prazer. Existe dentro de nós um mecanismo de autorregulação, eh, que ele ele vai
trabalhar com as questões do do dos pesos ou das questões que você tem que lidar com elas e a questão do prazer. Um equilibra a outra, Se elas não se equilibrarem, a gente adoece. Então, como que essa autorregulação funciona? Você tem que trabalhar, você tem que ganhar dinheiro, você se preocupa com a violência urbana, você se preocupa com o crescimento dos seus filhos, você se preocupa com doença, normal, isso é vida. Isso é do game. Isso aqui acontece. Eu preciso aqui na na aba prazer ter também uma proporção para que isso se equilibre. Se isso
não se equilibra, eu adoeço. Então, Olha para isso. O seu prazer é proporcional à suas dores. O titã tem uma música que diz: "A gente quer prazer para aliviar a dor". É fato. Isso é uma teoria da psicologia. O prazer alivia a dor. O que que você faz de bom para você? Você se cuida? Você, por exemplo, falou dos gilgits que você ama. Você faz alguma coisa que você ama, um esporte, você sei lá o quê, você lê, você faz meditação, você tem prazer em alguma coisa e e você investe tempo nesse Prazer. Nós vivemos
numa sociedade onde a gente sente culpa de sentir prazer. Alguns dias atrás fomos praia com um casal de amigo nosso. Aí ele falava assim: "André, mas será que tá certo mesmo? Tem cinco dias que eu tô aqui à toa. Será que isso não tá errado? Minha empresa tá lá, tem outras pessoas tocando? Será que eu não deveria era tá lá?" Eu falava, olha pra crença que você tem. Seu pai te ensinou lá atrás que você tinha que trabalhar 24 horas por Dia, porque é o olho do don que engorda o gado e que não sei
quê, que não sei quê. Você tá sentindo culpa de sentir prazer. Só que se você não tiver prazer, você vai adoecer. Então, descompressão. Então, autoconhecimento, autodesenvolvimento, descompressão. >> Que que você faz para descomprimir? A máquina não vai andar se não for assim. Ah, eu quero. Não adianta você querer. Você vai adoecer. Deixa eu te contar que Você vai adoecer. Se você não descomprimir, você vai adoecer. Então assim, vê até onde você aguenta. Não dá para você achar que você vai aguentar tudo. Quarta coisa, saúde mental real. Hoje vivemos questões, especialmente no Brasil, muito importantes, dados
da OMS. >> Somos o país mais ansioso do mundo. >> É, >> um país que não tem guerra, que não tem terremoto, que não tem grandes Desgraças. Por que que o Brasil é o país mais ansioso do mundo? >> Por que, André? >> Porque ansiedade é que daria uma aula de neurologia, né? Nós faremos 4 horas de podcast aqui. É. >> Que que é o mecanismo da ansiedade? A ansiedade ela trabalha numa zona no nosso cérebro ligada à instabilidade. >> Nosso cérebro não nasceu para viver sobre instabilidade, ele nasceu para rodar na velocidade de cruzeiro.
Quando Alguma coisa entra em estabilidade, a minha amídala ativa. Quando a minha amídala ativa, ela derrama cortisol, dopamina e todos os os neurotransmissores para me colocar em alerta. Isso não é ruim. Isso é um sistema de urgência emergência, como no avião. Aconteceu alguma coisa, quebre o vidro, máscaras cairão, mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. Para quê? Para que a gente viva. O negócio já tá errado. >> Mecanismo de segurança. >> Segurança. Nosso cérebro trabalha do mesmo jeito. Velocidade de cruzeiro. Aconteceu alguma coisa? Tum. Mecanismo de segurança. Muito cortisol, muita adrenalina, porque tá acontecendo alguma coisa
errada. Esse cara precisa reagir e fugir. >> Uma das duas coisas. >> Uhum. >> Só que esse mecanismo ele é para urgência e emergência. Ele não é para Ficar ligado o tempo todo, não é para o tempo todo você tá voando daqui para Paris e máscaras caindo e o pau torando, senão você pira dentro do avião. [risadas] Isso é para de vez em quando. >> Sim. >> Só que o que que acontece? Que que eu falei? A amídala instala sobre instabilidade. Quando há alguma instabilidade, ela ativa. No Brasil a gente vive em instabilidade econômica, financeira,
política e de segurança. Sua Filha, seu, você ainda não passa por isso, mas eu passo. Minha filha de 19 anos sai pra rua, eu não sei se ela volta. >> Uhum. Isso mantém o meu mecanismo de instabilidade >> ligado, >> amídala ligada, máscaras caindo o tempo todo e aí as pessoas ficam o tempo todo ansiosas. Quando a política me deixa em instabilidade, eu não sei se o presidente passa ou não por um Impeachment, que toda hora um presidente passa por impeachment. Eu não sei se a moeda se sustenta, eu não sei se a economia se
sustenta, eu não sei se daqui um ano as minhas empresas estão saudáveis, dada a instabilidade. Percebe que eu tô com mecanismo de instabilidade o tempo todo ligado? Uhum. >> Por isso somos o país mais ansioso do mundo. Então, quarto ponto, saúde mental. Cuide disso. Perceba Sinais de ansiedade. Ansiedade não é ruim. A ansiedade é uma amiga. A gente não precisa conversar com ela. >> A ansiedade é uma amiga. >> Uma amigaça. >> Ela é um [limpando a garganta] alerta de segurança. Se a máscara cai no avião, ela tá tentando fazer o quê? >> Salvar. A
ansiedade é a mesma coisa. Quando você tem uma crise de ansiedade ou quando você está mais ansioso, o seu cérebro Está te dizendo assim: "Caio, faz um inventário, tem alguma coisa acontecendo que não tá legal. Vamos parar para olhar, cara. Senão você vai adoecer. Você pode fazer um câncer daqui alguns anos, >> você pode ter um AVC, você pode ter um Alzheimer, você pode ter um Parkson. >> Vamos olhar o que que tá acontecendo, cara. Sua vida não tá muito legal do jeito que você tá levando, não. Você precisa rever. A ansiedade é um alerta.
Ela não é, ela não é algo para te adoecer. O que, o que, quando eu já estou doente, eu tenho um transtorno de ansiedade generalizado. Aí já é a doença. >> Uhum. >> Mas a ansiedade do nosso dia a dia, ela é uma informação. >> Uhum. >> Tem alguma coisa que você tá fazendo que não tá legal e se você não cortar, isso Vai gerar problemas futuros mais graves. Percebeu sinais de ansiedade? Outro dia, no final da tarde, eu fiquei um pouquinho ansiosa. Eu falei: "Pera aí, deixa eu olhar aqui". Cheguei lá em casa, fui
tomar um banho, fui para debaixo de chuveiro, falei: "Deixa eu ver nesse dia que que aconteceu, deixa eu mapear aqui". Percebi que eu entrei na rede social de uma pessoa que me fez super mal, me deixou ansiosa, me deixou com algumas, falei, cortei, não olho Mais nunca essa rede social dessa pessoa, já era. Isso aqui tá me adoecendo e eu não posso entrar nessa. Eu preciso proteger minha energia. >> Muito bom. >> Então, saúde mental. Então, a o quarto ponto seria a nossa saúde mental. Ah, tô tristinho. Fica atento. Você pode ir lá paraa frente
desaguar numa depressão. Você tá ficando um pouco triste. Você tá indo trabalhar e você não tá gostando do que você tá fazendo. Você a Segunda-feira você amanhece, você fala: "Ai, que saco que eu tenho que ir pro escritório". Talvez você esteja burnoutando, talvez você esteja entrando em burnout. Então, o que que eu digo pras pessoas? Isso virou meu meu propósito de vida, até porque perdi minha irmã em julho por uma questão de doença mental. Au! >> É, olha para isso, não espera virar doença, porque depois que virar doença, aí o negócio complica bem. Aí você
tá na Mão dos outros e aí a sua chance de dar certo é mínima. Eu vou afirmar isso. E eu falo isso em congressos de médicos e eu falo: "Se eu tiver errado, doutores, algum levante aí e fala que eu tô errada". No Brasil, num curso de medicina de 6 anos, nós temos dois semestres só de saúde mental. Você acha que o médico tá preparado para te receber num pronto socorro com a urgência de saúde mental? Não. >> Então não chegue nesse ponto. >> Se você chegar, você está >> a sorte >> aí. percebeu sinais
de tristeza, de ansiedade, de burnout, de melancolia, de dores generalizadas, de fibromialgia, de uma tristeza sem razão, de uma perda de sentido pela vida, uma perda de sentido por ah, eu gostava de sair dia de domingo, agora eu prefiro ficar mais quieto, eu gostava de estar com as pessoas, agora eu não gosto mais. Tá percebendo mudanças de comportamento? Acorda antes, já vai cuidar antes. Se você chegar a a precisar de medicação, enfim, aí você vai para uma outra esfera. Aí aí o negócio já vai complicar bastante. >> É o que tá falando, é o que
você falou da da balancinha, né? Tem gente que não vem percebendo essa balancinha. E quando ela faz isso aí para você fazer isso aqui de novo, aí você passa perto. Então é pressão que você não vai abrir mão dela. Isso é vida, é do game, todo mundo Vai ter pressão e descompressão. >> Tem gente que só funciona no caos. >> Tem, mas aí você roda no esforço, né? E aí você corre o risco de ter um problema lá na frente. >> Não parece que tem gente que sempre tá buscando caus. É, eu brinco. Ontem eu
falei sobre isso até com o meu esposo. Tem gente que parece camicaze. Você lembra dos camicazes na Segunda Guerra? Enchia o avião de bomba e jogava em cima do Lugar. >> Tem gente que é camicia. A pessoa parece que ela cria para ela viver no limite assim com a faca no dente. Isso. A nossa cabeça não suporta isso daí. Isso aí em algum momento vai vai esse copo vai encher. >> Você tem uma fala muito boa, né? Que quem ama frustra. Só que a palavra amar e frustrar parece que é antagônico, né? Pô, se a
pessoa ama, não tinha que frustrar. O que qual É o a a essência dessa frase? >> Que que você entende por frustrar? [limpando a garganta] >> Não corresponder à expectativa em algum momento? >> Ótimo. É isso mesmo. >> É isso. >> E você acha que você tem, por exemplo, seus filhos? Aliás, se um pai quer vir a falência da sua paternidade, queria agradar, [risadas] >> é tentar corresponder a expectativa dos filhos. Ué, >> minha filha tem 19 anos, acabou de entrar numa faculdade de medicina. A expectativa dela é que todo final de semana ela vai
sair e vai >> Sim, >> eu vou zero corresponder à expectativa dela. Isso é frustrar. É, >> seu filho de 3 anos, ele quer vestir a roupa do do da fantasia do superherói e Andar com ela 24 horas por dia. Você vai frustrar ele. Sorry. Em alguns momentos você vai precisar vestir outras roupas, fazer outras coisas. Ele não vai querer ir na escola, ele não vai querer acordar, ele não vai querer fazer o esporte. Perceba que paternidade, maternidade, ele ele ele é muito de frustrar. É, >> e não só o líder também na empresa. A
pessoa não sabe muitas vezes o que é Melhor para ela, mas eu sei, eu já passei por algumas, quer dizer, eu sei não, né? Eu tenho uma chance maior de saber até pela nossa vivência, por tudo que nós já vivemos, a gente já passou o caminho das pedras, a gente sofreu. Então, muitas vezes você chama alguém dentro da sua empresa e fala uma coisa, porque você tá vendo que lá na frente isso vai dar errado e você precisa frustrar. E por que que a gente tem tanto desafio Com a eh com a aprovação alheia? Por
que que você acha que o ser humano tem tanto desafio com o que o outro vai falar, com que o outro vai fazer, principalmente de pessoas significantes na nossa vida. Por que que você acha que é um desafio pro ser humano? >> Porque a gente quer ser amado e a gente dá vida por isso. A gente quer muito ser amado e a gente confunde a provação com Amor. >> Uau! >> Então você quer muito que os seus filhos te amem. E em nome disso você corre o risco de negociar coisas importantes. >> Uhum. >> Os
nossos pais eles não se preocupavam em serem amados, eles se preocupavam em serem respeitados. >> Consequentemente eles eram amados, Porque só se ama a quem se respeita. Concordo. >> A gente quer ser amado. Nós somos uma geração muito carente. A gente quer que as pessoas gostem da gente. E paternidade, maternidade e liderança passa por impopularidade. >> Concordo. >> E o impopular muitas vezes ele não é amado. Então, entre os meus filhos me respeitarem, se darem bem na minha na vida e me amarem, eu prefiro que eles me Respeitem e se dê bem na vida. >>
Eu também. >> Se eles me amem ou não, isso é um problema deles. Outro dia meu filho me ligou, fiquei muito chateado com atitude da senhora. Falei, pode falar, desabafe à vontade. Ele tem 24 anos. Falou, falou, falou. Falei: "Excelente." E eu continuo fazendo a mesma coisa. E se eu precisar amanhã eu faço a mesma coisa, porque eu não estou preocupada tomar se você gostou ou não. Eu só estou disposta A te ouvir para você desabafar. Você tem direito. Eu valido a sua chateação comigo, mas eu continuo achando que eu fiz certo. Se eu precisar
amanhã eu faço novamente. Eu não, não. Se eu for esperar você me aprovar em tudo que eu tiver que fazer com você, eu tô perdida. Ué. Imagina se eu vou esperar que ele me aprove, não vai fazer isso. Deixa eu ver se ele vai gostar. Não, não tô preocupado se ele vai gostar. Aliás, zero problema. se Ele gosta ou não, o problema é dele. Ele que vai pra terapia com isso. Zero problema com isso. Tô nem aí se ele gostou do que eu fiz ou não. E e aí liderança cai, passa muito por isso. E
maternidade, paternidade passa muito por isso. Você sabe o que você tá fazendo e você tem certeza do que você tá fazendo. Você bate na mesa e fala: "Não, isso aqui é o melhor para ele". Porque o que acontece hoje de novo, liderança, paternidade, maternidade, é que no fundo A gente não tem muita certeza do que a gente está fazendo. O que você falou da da impopularidade é maravilhoso, >> é? Ué, a gente duvida, >> será mesmo que isso aqui vai ser o melhor pro meu filho? E aí quando você titubeia, a pessoa vê no seu
olho que existe dúvida e aí ela deita e rola. Eh, eu converso muito com a Fabi e a gente e a gente é muito do acordo que eh essas decisões impopulares é o que faz a gente ser pai e não amigo, colega, >> eh, eh, falar o que ele não gosta por um caminho que ele discorda, mas é porque a minha principal função é ser pai. Se eu conseguir ser amigo do meu filho, ótimo, >> mas amigo, ele pode ter um monte. Pai, ele só tem eu, pô. É, é exatamente isso. >> Eu falo isso
com a Fabi, né? >> É, exatamente isso. >> Eu chamo meu filho de amigão, né? Mas eh o té quando a gente tá brincando de alguma coisa, né? Mas eu lembro que quando eu dei eu eu comecei a chamar ela De amigão, eu falei assim: "Té, vem cá, papai te chama de amigão quando a gente tá brincando junto, mas entende: "Eu sou teu pai, não sou teu amigo. Papai vai amar ser amigo, mas eu preferir sempre ser pai em primeiro plano." >> Exatamente. >> Que amigo ele vai ter um monte. E fora que ontem até
conversava com uma amiga minha que ela tá tendo uma questão lá com a filha dela e ela falou que a filha dela falou uma situação lá para ela. Falei: "Tá errado isso aí. Ela deveria ter falado pra amiga dela, não era para você". No momento em que ela fala para você, ela gera umas preocupações em você desnecessárias. O Té precisa viver certas coisas que ele tem que contar pros amigos dele. >> Sim. >> Porque se ele contar para você, você vai ter um frio na na espinha. Ele precisa viver. É necessidade dele viver. Só que
ele tem que compartilhar isso é com o Amigo dele. Ele não pode te gerar essa preocupação. Então não dá para ser pai, amigo, não dá para ter tudo nessa vida. Se tiver que fazer escolhas, escolha. A paternidade, a maternidade, a liderança, ela é mais importante. >> Que que você acha que é a maior pedrinha hoje no sapato das pessoas em relação à saúde mental? falou assim, caiu aqui, geral tá tropeçando. >> A maior pedrinha assim, pensando nessa Nessa leitura aí de saúde mental, pensando ainda naquela nossa fala, né, autoconhecimento, eu acho que as pessoas se
conhecem muito pouco. >> Quando eu me conheço pouco, eu tenho n problemas. Você imagina um um boneco ou sei lá, um arquétipo de alguma coisa vazio por dentro. Uhum. >> Qualquer coisa cabe. >> Imagina um boneco de plástico que não tem conteúdo, ele é vazado. >> Uhum. >> Se eu ponho Coca-Cola, serve. Se eu ponho água, serve. Se eu ponho nada, serve. Se eu ponho outra pessoa dentro, serve. Então, qual que é a o grande gap da saúde mental hoje? É que a gente não está preenchido por quase nada e aí a gente sai sendo
preenchido por qualquer coisa. >> Nossa, isso é muito forte. te dar um exemplo simples. Se eu não sei quem eu sou, eu fico muito refém do seu olhar. É. >> E se você falar alguma coisa, eu saio daqui arrasada e você pode destruir minha carreira, inclusive. Eu preciso estar muito cheia de mim mesma. Isso vale paraa minha maternidade, isso vale paraa minha empresa, isso vale com os meus sócios, isso vale com meu esposo, isso vale com as pessoas que me olham no Instagram e que elogiam ou que descem o [ __ ] Se eu tô
muito cheia de mim, e isso não é vaidade, pelo contrário, é estar Preenchido de si mesmo, eu não sou vulnerável. A nossa vulnerabilidade, ela parte do fato de que a gente não tá preenchido com quase nada. Tem uma música da Adriana Calcanhoto que diz assim: "É, eu perco o chão, eu não acho palavras, eu ando tão triste, eu ando pela casa. Eu perco a hora, eu chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim". Quando você não mora mais em você, você é casa vazia. E casa vazia é ocupada por
Rato, por mendigo, por bicho, por sujeira, por aranha, por >> Aí a pergunta, né? Como se encher de si? >> A gente precisa morar na gente. Imagina você como uma casa. >> Sim. >> Tem um cômodo lá que é pai. Quem é o Caio? Pai, qual foi o pai que o Caio teve? >> Uhum. Visita essa paternidade. Não, meu pai foi um cara massa, mas ele teve alguns Gaps aqui. Esses eu não quero ter, cara. Isso aqui eu quero preencher assim, assim, assim. Mas eu também não quero deshonrar minha origem. Meu pai foi massa para
caramba. Eu quero trazer isso daqui para meus filhos. Você já encheu o quarto, pai? Agora eu vou lá no quarto esposo. Cara, eu vejo um monte de esposa aí que é umas drogas. Eu não quero ser assim. Eu quero honrar minha esposa. Eu quero que meu filho olhe pra forma que que eu relaciono com a mãe dele e ele Entenda que é assim que relaciona com as mulheres. Eu quero que meus filhos tratem a irmã deles como eu trato a mãe deles. A relação que os meus filhos entendem com uma mulher e que eles constróem
com uma mulher é a relação que eu ensino. Visitei o como do pai. >> Uhum. >> Agora eu visito o como do corpo. Cara, eu tô satisfeito com esse corpo que eu tenho aqui. Eu tô gostando. Esse corpo é funcional. Esse corpo me leva para onde Eu preciso. Eu quero viver 90 anos. Esse corpo vai dar conta de me levar. esse joelho, essa perna, esse coração, esse pulmão. Você percebe como você vai visitando os cômodos dessa casa e preenchendo? E quando eu faço isso, eu não tenho tempo para cuidar da vida dos outros, né? >>
Porque eu tenho muito cômodo para cuidar. Quem fica o tempo todo a serviço de Avaliar o outro, mora, está aos pedaços, menos em si mesmo. Essa é a questão. >> Sabe aquela expressão que você só coloca para fora o que tem excesso lá dentro? É uma verdade. >> A boca fala do que o coração tá cheio. >> Eu acredito muito nisso, sabia? O Freud falava assim: "Quando você me fala, quando Pedro me fala de Paulo, eu conheço mais Pedro do que Paulo. Quando você me olha na rede social e me julga, não é sobre mim,
é sobre você, É sobre o que eu te provoco." As pessoas estão muito incomodadas, é muito engraçado. Eu gravo um vídeo e o vídeo dá um engajamento gigantesco, mas eu coloco uma foto e ela dá. Eu postei uma foto em Uberlândia e vim para São Paulo. 45 minutos depois, essa foto tinha 3 milhões de views e mais de 30.000 comentários das pessoas incomodadas com o quanto eu emagreci. Não pode ter emagrecido desse tanto. Isso é canetinha, isso é Iá, tem muito Photoshop, caminhão de comentário. Isso não é sobre mim. Isso definitivamente não é sobre mim.
É sobre o que eu te provoco. Porque quando minha magreza te incomoda, eu tô atestando a respeito do quanto você não cuida de você. Quando a minha suposta beleza te incomoda, ela tá dizendo sobre você. Se eu faço tratamento de saúde ou não, isso provoca em você. Não é sobre mim, é sobre você. Você tá olhando para mim, mas eu estou Te provocando algo em você. E e aí de novo passa por saúde mental, porque nós que temos visibilidade, se não tivermos isso muito claro, a gente confunde as coisas. >> Uhum. >> E a gente
começa a achar que é sobre a gente e aí a gente adoece. Eu gosto muito de uma história e eu conto ela muito, que é uma metáfora, né? Porque Jesus entra em Jerusalém no domingo de ramos e as pessoas começam a Gritar: "Ah, Messias, rei dos judeus, balançar o ramo", tal, >> validando Jesus depois de tanta coisa que ele realmente era o Messias. E aí tem uma metáfora que brinca que Jesus entrou no lombo de um burro, né? E é verdade mesmo. >> Mas aí a metáfora brinca que quando começaram a gritar Messias, aleluia, o
burrinho levantou a cabecinha e começou a rir, né? Satisfeito. E aí Jesus bate nele e fala: "Calma, burrinho, não é com Você, é comigo, é sobre mim, não é sobre você. Nós que temos exposição, nós somos só o burrinho de Jesus. Não se confunda, não se confunda, senão você vai quebrar sua cara, você vai adoecer. O dia que você se confundir, tranca dentro da sua casa, fica quieto. Você vai se ferrar, você vai acabar com a sua saúde mental. Se você achar que é sobre você, você vai acabar com a sua saúde mental. Eu vejo
pessoas acendendo e descendendo na mesma velocidade. Artistas, jogadores, influencers, por confundirem tudo. Não é sobre você. >> Do jeito que subiu, desceu. >> As pessoas a Ah, eu gosto de você, gosta, gosta. Mas você pouco me conhece, você gosta do meu conteúdo. E se algum dia eu pisar na bola, você vai me execrar com a mesma velocidade. >> Você gostou de mim? [risadas] Sim, eu gostei de você. Não, >> André, qual que para você qual que é a Definição de de felicidade? Porque a gente busca saúde mental, porque no final das contas, eu acho que
todo ser humano quer ser feliz. É difícil você fazer uma pergunta para alguém assim, cara, você quer ser feliz? Não, não quero. >> É, não. >> Tem gente que faz força para não ser. >> É, >> né? Mas de uma pergunta direta, eu acho que todo mundo, todo ser humano tem um Desejo de ter. Não, e se alguém falar que não quer, tem problema. >> Então é uma coisa errada. E mas para você, qual que é a definição de de felicidade? Que que é felicidade para você? >> Você falou bem para mim, porque felicidade é
muito subjetivo, né? >> O que é para mim não é pro outro. Para mim felicidade é paz. >> Ex. >> Se a minha vida financeira me traz paz, Eu sou feliz. Se o meu casamento me traz paz, eu estou feliz. Se a minha carreira me traz paz, eu tô feliz. Se as minhas amizades me trazem paz, eu tô feliz. Tudo que tira minha paz é muito caro. Qualquer coisa, >> qual? >> Qualquer coisa que tira minha paz é caro demais. Então para mim, felicidade caminha junto com paz. se não me traz paz. Então, por exemplo,
eu respeito muito a minha intuição. Eu vou chamar de Intuição. Se o meu coração não me pede, cara, eu não faço mesmo. Você pode me oferecer 50 milhões, eu não faço. Se eu não sentir paz, não. Não faço mesmo. E e eu gosto muito de de quando Jesus morreu, depois que ele ele ressuscita todas as aparições dele, a primeira a primeira fala dele era que a paz esteja com vocês. Então, o grande sinal da presença dele era a paz. Então, para mim, eu só decido se eu estiver em paz, porque ali tem a vontade De
Deus para minha vida que é boa, perfeita e agradável. Se eu não tiver em paz, mas é, não há o que faça eu fazer. Não há o que faça eu fazer. Então, para mim, felicidade é paz. Então, às vezes a gente vai fazer algumas coisas, que seja negócios, enfim. Tem coisa que eu chego de cara, falo: "Pode, pode tocar aqui, aqui tem Deus aqui. Pode ir, eu sinto a paz. Sinal da presença de Deus é a paz para mim e isso me deixa muito feliz. Se eu não sentir paz, não tô Feliz e aí não
vale nada, né? Não tem nem dinheiro que pague. >> Gerenciamento de frustração acaba sendo uma habilidade pra proteção da nossa saúde mental, né? Porque quantas coisas que às vezes nos derrubam, porque Mike Tyson tem uma frase maravilhosa, todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. [risadas] E cara, a vida vai te dar esse soco na cara. Pode ser dentro de uma esfera pessoal, Esfera profissional. E e para você, qual que é a melhor forma de lidar com as decepções? É, por exemplo, cara, aceita o luto ali, é importante, tem que chorar, chora.
Ô bicho, é um dia levanta a cabeça e bola pra frente ou não liga. Como que para você quando a vida te dá um soco na cara, que que você faz? >> Eu eu calculo. >> Conte mais. [risadas] >> Eu sou muito históica, né? >> As coisas para mim, na minha cabeça, funciona como uma calculadora. 2 mais do tem que dar quatro. >> Você é assim? >> Super. >> Que bom. >> Sou super históica. >> A vida me deu um soco na cara. Eu vou eu vou eu vou pensar assim. Eu consigo continuar lutando. Esse
soco me derrubou e eu tenho que Sair de cena, senão vai ficar feio. Eu eu calculo aqui o que que vai acontecer e qual que é a melhor opção. >> Você digere o soco? >> Eu sou eu, eu eu faço a digestão, mas eu eu planejo, eu mensuro, até porque eu vi muito do mercado corporativo, né? >> A retomada, >> talvez nem a retomada, talvez a retirada. Entendi. >> Eu planejo o próximo passo. Então assim, as coisas na minha cabeça elas são muito Calculadas. Eu eu demoro alguns dias para tomar uma decisão. Eu não sou
uma pessoa que toma uma decisão assim. Eu demoro alguns dias às vezes para tomar algumas decisões porque eu planejo. Mas quando eu chego a tomar uma decisão, eu já pensei inclusive no nas quatro possibilidades que vão acontecer depois daquilo e como que eu vou reagir a cada uma delas. E se desse tempo para você se permitir não tomar uma decisão, entre aspas, sentindo algo, por exemplo, toda Vez que você toma a decisão com raiva, não é você que decidiu ali, né? Então você se dá esse tempo para você, aquela decisão que não é influenciada por
um sentimento de momento. >> Eu dou esse tempo para eu tomar a melhor decisão e para eu não passar vergonha, >> tá? >> Eu gosto da história da luta que você trouxe do Mike T. Você todo mundo tem um plano até tomar um murro na cara. O Maguila, eu tava vendo até o Documentário dele, teve uma luta lá que acho que foi com Hollyfield, ele tomou um murro na cara, ficou tontão e continuou lá passando vergonha. Não disfarça, finge que caiu, simula um nocout, cara. Simula um nocout, sai de cena. >> Então assim, eu eu
respiro e falo, pera aí, deixa eu ver aqui o que que eu vou o que que eu vou fazer. Todo mundo tem um plano. Olha que loucura. Eu vou dar um um exemplo bem prático. Nós estávamos no nosso primeiro lançamento de produto digital, >> tá? >> Nós íamos lançar o produto dia 19 de junho. Dia 16, a minha irmã falece na minha frente. >> Nossa, que dura, hein? >> Dor. Mulher gigante, forte, bonita, malhada, tem uma crise de pânico e não sai dessa crise de pânico. Esse é o soco na cara que você não tem
mais o plano. Cadê o plano? Ou eu sento, choro e nem sei quantos meses eu demoro para me recompor disso tudo. Uma mãe de 80 anos para eu cuidar, uma várias coisas acontecendo, a minha carreira começando, as coisas acontecendo naquele momento. Ali ali é é sentar, respirar e recalcular a rota e falar: "Todo mundo tem um plano até tomar um mur na cara. Acabei de tomar um e agora?" >> Uhum. >> "Eu preciso sentar aqui e ver o que que Eu vou fazer. Não dá para agir pelo pelos sentimentos, porque se eu agir pelos sentimentos,
eu corro o risco de fazer coisa errada. O nosso cérebro, ele trabalha sobre dois hemisférios, né, das emoções e da razão. As emoções elas turvam muito a razão. O cérebro do lado direito, ele funciona 5 segundos antes. Então a gente toma decisões muito inconscientes. >> Não sabia. >> Foi capa de cinco revistas científicas. O lado direito do cérebro funciona 5 segundos antes. Foi inclusive sobre vendas isso, esse essas capas. As decisões de compra elas são emocionais, não são racionais. A razão justifica, a emoção decide. Nossa, é, tem uma frase clássica, né? A gente compra na
emoção e justifica nos fatos. >> É isso. Se eu me deixo tomar pelas emoções aqui do momento, eu tomaria decisões muito burras. Então, eu preciso deixar a minha emoção baixar pra minha Razão de novo voltar a conversar. Por isso eu dou esse tempo para eu deixar aqui, ó, a serotonina, oitocina e dopamina baixar para as duas empatar e eu tomar boas decisões. Ali que eu precisava fazer, cara. Eu tô com um momento importante da minha carreira e talvez isso inclusive ajude a minha família toda. Minha irmã morreu e na porta do hospital. Nós estávamos decidindo,
meus irmãos, eu não tenho dinheiro para pagar o velório, o outro Nem eu, o outro nem eu, o outro nem eu, o outro nem eu. Eu falei, eu graças a Deus tem. acabei de acontecer uma situação boa profissional e agora eu posso ajudar vocês todos. Então ali eu tinha eu tinha que tomar decisões inteligentes, inclusive para ajudá-los. Então ali era o momento de pensar eh friamente pensar no plano B. Que que eu fiz? Fizemos tudo que tinha que ser feito. Tudo que tinha que ser feito, inclusive dessa parte logística. Falei: "Façam o melhor, cuidem da
melhor forma, vamos fazer o que nós tivermos que fazer". Passou dois dias, eu estava dentro do do do estúdio. Falei: "Eu preciso gravar e eu preciso gravar agora mais ainda para que menos pessoas morram dentro de um pronto socorro com a crise de pânico." Então agora eu preciso transformar isso num propósito de vida. Se isso já era importante para mim, agora isso ficou 10 vezes mais importante. Então todo mundo tem um Plano até tomar um murro na cara. Tomou o morro, recalcula aqui. Eu caio, eu simulo um um desmaio, eu continuo lutando, não dá para
ir ainda. Que que você vai fazer com isso aí? Então, recalcula a rota, senão esse esse mur destrói para sempre, você nunca mais se levanta. Que que é determinante uma pessoa? Ah, talvez não seria bem essa palavra, tá? Mas eh porque eu acredito que os nossos Propósitos de vida eles vão eles vão mudando ao longo do caminho. >> Sim. >> Coisas que às vezes nos motivava quando a gente começa uma caminhada, não é coisa que motiva no meio dela. E às vezes quando você tá na final fala assim: "Nossa, olha, eu eu eu tinha esses
desejos no começo. Como que eu faço para ter a manutenção do meu propósito? que para mim muito. Minha mãe falava isso, filho, Eh, protege sempre a tua esperança. Eu eu falei: "Por qu, mãe? P, se você perder tudo e mantiver ela, você tem tudo que você precisa para levantar de novo. Agora, se você tiver tudo e perder ela, você não tem mais nada. >> Boa." >> E a minha mãe falava assim: "E protege até de mim, que pode ser que eu entre em casa num dia ruim e eu queira tocar na tua esperança. Protege até
da mãe." >> Nossa, que sábia. >> Animal. Minha mãe às vezes você sabia que às vezes era chegar com mais porrada porque minha mãe falava que que esperança é como se fosse um cristal. Ela falava, >> ó, a esperança é como se fosse um cristal. É lindo, mas é frágil, não deixa ninguém tocar, entendeu? Então ela falava: "Tal prot tua esperança, prot tua esperança, não deixa ninguém apontar o dedo para tocar, Nem a mãe." Então meio que minha mãe era mais explosiva assim, então quando ela tava calma parecia que ela dava um um sistema de
autodefesa até contra ela. [risadas] >> Uma vacina. >> Uma vacina. né? E eu gravei isso muito para mim, pô, proteger minha esperança, esperança, esperança. Como que você acredita no mundo que a gente vive? Como é que a gente protege a nossa Esperança? Porque pode, a gente abre o telefone, a gente liga uma TV, a gente fica desacreditado, né? Então, e as notícias nos bombardeu a todo momento. Ah, qual ser o jeito mais? É porque para mim muito da nossa esperança tá ligado com a saúde mental. Para minha esperança, um cara muito esperançoso com o futuro,
com a vida dele, com os relacionamentos. Cara, esse cara vai me dar bem, pô. >> Como proteger a nossa esperança? >> Para mim, proteger nossa esperança tem muito a ver com automotivação. Eu não acredito em motivação, eu acredito em automotivação. Por que que eu não acredito em motivação? Motivação, motivo para ação. >> Como que eu vou dar motivo paraas suas ações? >> Quem tem que dar isso é você. como que a gente protege a nossa esperança, entendendo que ela é responsabilidade Nossa. >> Nossa, muito bom. >> Então, isso são ações no nosso dia dia. Isso
são ações no nosso dia a dia. Lá atrás, qual era o meu propósito? Você falou muito e e você falou bem. Ele muda. O meu, por exemplo, esse ano mudou muito. Esse ano eu quero transbordar na vida das pessoas. Haj visto que Deus me deu até a tampa. Então eu preciso transbordar e eu preciso proteger isso mesmo, porque se eu não protejo eu me Perco desse dessa história toda e dessa desse dessa esperança. >> Sim. >> Eh, é se guardar, é olhar para você, ver aquilo que é precioso para você e sua mãe foi muito
sábia. Eu é que aprendi com essa história. É guardar aquilo que é precioso para você e deixar que nada macule. Muitas vezes, se a gente for olhar para fora, a gente sofre. >> Uhum. Você for Madre Teresa de Calcutá fala isso belamente, belamente no poema. Ela diz assim: "As pessoas são incoerentes, ame-as a si mesmo. Elas vão falar mal de você, trabalho por elas a si mesmo. Você verá que no final das contas nunca foi entre você e as pessoas, sempre foi entre você e Deus." >> Uau! >> É sobre isso. É sobre isso. Assim,
eu protejo a minha pensando sobre isso. Todos os dias eu coloco a minha cabeça no meu travesseiro e pergunto: "Foi o que o senhor esperava? Bati as suas expectativas, porque se eu for fazer baseado num monte de coisa, eu já teria desistido. Eu já teria desistido. Tem muita gente na arquibancada torcendo contra. Tem muita gente doidinho para ir contando num relógio assim. Vamos ver em quanto tempo cai. Se você fosse se prender nisso, a sua esperança ela quebra rápido, rápido. Se for por dinheiro, ela também quebra rápido. Se for pelas pessoas, ela também Quebra rápido.
Então, a gente precisa ter uma autoconsciência e um autocuidado e uma clareza clareza do seu propósito de vida. Eu tava em Balneário Camburiu a semana passada fazendo uma palestra e conversei com uma mulher que ela é dona de um hotel. Ela é gerente de um hotel. >> Uhum. E ela tem um filho espectro autista nível dois de suporte, difícil, com muitas questões. E o hotel dela realmente é inclusivo, porque no Brasil Se fala inclusão, mas não é inclusão, é aceitação. Uma coisa é você aceitar autista no ambiente, outra coisa você ter um ambiente preparado para
um autista. >> Uhum. >> Um hotel que tem uma cozinha onde a mãe pode acessar a cozinha e fazer a comida específica para ele na textura que ele come. Isso é inclusão. >> Uhum. >> E ela me falava sobre isso e a gente Conversando, ela pediu que eu fizesse uma entrevista. Eu falei: "Claro, tá aí, é de presente para você, tá feita". E aí no final ela falou assim: "Doutora, a senhora falou tanta coisa importante e eu tenho uma associação de mães que tem filhos do espectro autista. Será que a senhora não vim aqui? Eu
coloco 400 mães no hotel. A senhora não faria aqui uma uma imersão para essas mães? Ajudaria tanto na saúde mental delas? Quanto a senhora cobraria?" Eu falei: "O quanto Eu cobraria, você não pagaria? Eu vou vir aqui sem sepor R$ 1 no meu bolso. Eu preciso muito ajudar vocês. Eu preciso muito estar com vocês. Eu preciso muito falar sobre isso. Eu preciso muito falar no Brasil inteiro o que é aceitação, o que é acolhimento e o que é inclusão sobre neurodivergência. Então é sobre isso. Quando eu faço isso, eu protejo muito a minha esperança. De
verdade você não precisa pôr R$ 1 no meu bolso. Se eu começar a andar em hotéis No Brasil e ver hotéis que recebem melhor neurodivergentes, eu já vou estar tão feliz. que eu vou dormir rindo. Se um cara me para no aeroporto e fala: "Doutora, a sua mensagem me salvou, ele não me pagou 50 centavos." Mas isso protege muito a minha esperança. Então, para mim, isso parte de um diálogo interno muito intenso. Por isso que eu falo de autoconhecimento e autodesenvolvimento. Isso é tão importante. A gente precisa conversar Com a gente o tempo todo, senão
a gente pira. >> Você tem que estar o tempo todo conversando com você. Você recebeu uma crítica, conversa com você. Como que se impactou? Por que que isso mexeu com você? Da onde isso vem? Você recebeu um elogio? Cuidado também. Não seja tão vulnerável aos elogios também. Converse. Por que que isso te mobilizou tanto? Você tem um desafio, converse com você. Você tá ansioso, converse com você. Tenha um diálogo intenso com você. É isso que protege o seu cristal. país que protege a sua esperança. É esse estar aqui e exercitar esse cuidado. Para mim passa
por essa perspectiva. Eu vi um vídeo seu quando você disse, na verdade foi uma pergunta, é quando você vence, quem vence junto com você? [roncando] >> [limpando a garganta] >> Ah, é correto afirmar que quando a gente Sabe quem vence junto com a gente, a gente bota uma capinha na nossa esperança, porque se dependesse da gente mesmo, a gente já tinha largado tudo. Eh, o ser humano tem isso mesmo de quando a gente faz por alguém, a gente parece que a gente pega uma força extra. Tem isso mesmo, porque eu eu sinto isso. >> Eu
também, >> né? Então, ah, quem vence quando você vence? >> O Cartola tem uma música que ele, acho que é do Cartola que ele fala: "É impossível ser feliz sozinho". Eu acredito nisso piamente. Eu acho difícil você ser feliz, já que nós falamos sobre felicidade sozinho. Eh, você falou da capinha, né? Interessante, realmente, né? Imagina uma capinha na esperança. Eu acho que quando a gente vai ao encontro de outras pessoas e alimenta outras pessoas, a gente se retroalimenta. Eu eu acredito muito nisso, assim, dá sentido pra sua vida, porque a nossa vida só por ela,
ela é muito limitada. você já alcançou muita coisa, sua família já tá legal, você já tem sustentabilidade aí pros próximos anos e aí é só isso. Perde o sentido. Quando eu alimento outras aí, aí muda o propósito, que é o que você falou, >> agora muda o propósito. Agora o propósito era me alimentar, agora o Propósito é alimentar o outro. >> Exato. >> Eu gosto muito quando Jesus chega na figueira e o que é que você espera de uma figueira? Figo. >> Exato. >> Jesus enfia a mão e não tem figo, ele amaldiçoa e a
figueira seca. A gente precisa alimentar os outros. A gente precisa frutificar na vida dos outros. Se a gente não fizer isso, a natureza faz assim com a gente, ó. >> Seca >> rapidamente, porque o nosso objetivo é esse. Figueira tem que dar figo. Se você não der figo, qual que é o sentido? A sua vida precisa alimentar outras pessoas. >> A sua vida precisa frutificar na vida das de outras pessoas. Então, o primeiro passo é cuidar. A a filosofia fala que a gente parte do individual, do individual pro universal. >> Uhum. >> Então, primeiro era
sobre o Caio, depois é sobre o Caio e a esposa do Caio, depois sobre o Caio, a esposa do Caio e os filhos do Caio. E agora? >> Agora é sobre quem? Não é possível que Deus te abençoou só para isso. Você vai virar uma figueira sem figo. Quanto mais figo a gente tira, mais figo nasce. Se não tem figo, você é uma árvore de plástico, serve para nada. Vai ficar aí 200 anos, Serve para quê? dentro da sua visão. Ah, até uma vez uma pessoa fez uma pergunta para mim e eu falei assim: "Caio,
como é que você faz quando alguém te faz [roncando] mal? Que técnica que você faz?" Assim, honestamente, eu não sei uma técnica te dá. Eu eu eu faço a técnica e eu saio Fora. [risadas] Eu só saio fora. Parece que é um mecanismo de defesa. Eu assim, >> você faz bem, ué. >> Eu faço bem. Eu simplesmente não me viu mais. Mas te dar um morro, você tem que sair fora. >> Eu sou aquele cara que eu saio fora. Eu só tô num no qualquer tipo de relacionamento que eu vejo que [ __ ] tá
tóxe Vejo que meu me põe para baixo. Ah, eu e é impressionante que todo o relato, e eu lembro que eu abri uma caixinha falando disso daí, né? Habilidade de sair fora, desenvolve habilidade de sair fora. Aí na caixinha veio: "Mas e quando a pessoa é próxima? ou era alguém de um núcleo de intimidade maior, ou às vezes era um familiar, ou era, ou seja, uma pessoa que é tóxica, é dentro. Como é que eu sei que muito da Saúde mental é pela qualidade dos relacionamentos que a gente tem. Eu vi uma vez um estudo
sobre felicidade, ciência relacionando que crava algumas coisas e foi meio que cravado que, cara, qualidade dos nossos relacionamentos influencia o quanto que a gente é feliz. E essa equação, quando pessoas do nosso, às vezes de um ciclo mais íntimo não nos fazem bem, a gente tem que lutar para reverter, tem que sair fora. Como Você resolve essa equação? >> É lutar para reverter, não, porque a gente não é reformatório de adulto, né? >> Boa. >> Ah, se ferrar para lá. Ficar consertando gente não. Não tô nem com esse tempo, nem mesmo. Vou ficar consertando ninguém.
Não sou reformatório de ninguém. >> Tô. Se der, sai fora, proteja a sua esperança. Tem gente que só vem para Arrancar pedaços. Então, realmente, se der, sai fora mesmo. Chama mecanismo de defesa. Isso nunca foi ruim. O alguém te dá um urso, você desvia. Mecanismo de defesa. >> Sim. >> Se alguém te faz mal, afaste-se. Se não é possível afastar, cauteriza. Quando uma veia tá sangrando, se você não cauterizar, você morre de de hemorragia. Você vai no pronto socorro, o médico calutteriza, ele vem com cautério ou com Misturia elétrica, queima ali e aquilo cauterizou. A
veia só vai parar de sangrar. Ela foi cauterizada, ela continua nas funções dela. Como que eu cauterizo pessoas? Eu cauterizo pessoas muito. As próximas, né? as próximas que não tem jeito de você fugir. Seja com constranja as pessoas com a sua bondade. Seja tão bom que constranja as pessoas. Você caeriza na hora a veia para de sair ruindade, de sair veneno. Seja constrangedoramente bom. Na hora a pessoa vai, ela não vai conseguir continuar. Eu falo o seguinte, Jesus lá na cura da hemorroíça, ele falou: "Alguém me tocou porque eu senti que de mim saiu virtude.
Você pode fazer o que você quiser comigo, vai sair virtude. Você não espera que vai sair amargura. Se eu chegar aqui, você me tratar mal, não Espere que eu te trate mal, porque eu não vou, porque isso não é meu, isso é seu." Outro dia uma pessoa me procurou, o Jorge falou: "Não é possível. Essa pessoa há 10 anos atrás te bloqueou, te arregaçou, te tratou mal para caramba. Agora ela tá passando por uma situação, vivendo uma situação e e te procurou e quer conversar com você e você tá dando assunto e você vai receber.
Falei: "Vou receber". Não é sobre mim, é sobre ela. Eu dou o Que eu tenho e de mim sai virtude. E quando você é virtuoso, você constrange as pessoas. Pessoas, ontem, por exemplo, nós fomos jantar, aí eu cheguei na porta da da do restaurante, aí a música que cara ruim, tem reserva, não sei o quê. Falei: "Menina, do céu, o que que tá acontecendo? É para eu ir embora? Que eu tô até com medo. O restaurante deve tá lotado, porque você me recebeu com de um jeito que eu tô achando que que ela começou a
rir. Ué! >> Uhum. >> Porque ela foi tão mal educada comigo e eu fui tão educada e bem humorada com ela que eu tirei ela daquele estado de cara ruim. Ela começou a dar risada. Falou: "Nossa senhora, me desculpa, realmente a minha cara tava ruim mesmo. Restaurante tá lotado?" Não é porque a gente é tão treinado para fazer essa pergunta que eu acabei sendo grosseira com a senhora. Falei: "Não, menina, você me deu até um susto. Ui, que que é Isso?" Já entrei rindo, tropeçando. Seja tão bom a ponto de constranger as pessoas. A pont
falar: "Não, não dá para tratar mal cai não, difícil. Ele é muito, muito bonzinho. Não dá". Então, os que dá para afastar, corra. Quilômetros de distância. Ah, você tem que reformar, você não vai consertar ninguém. Esqueça. Uma das maiores raízes do sofrimento é a gente querer mudar as pessoas. Ninguém muda ninguém. Uma das coisas mais difíceis de fazer na vida é Mudar. Mudança não é um processo simples >> e ela parte só de dentro, ela não vem de fora. Então para de querer mudar as pessoas, não sofra com isso. Isso é uma das coisas que
mais sucumbe a nossa saúde mental, ficar lutando para mudar os outros. Não tenta mudar ninguém. Você não é reformatório de marmanjo. Essa pessoa é grossa, é manda sumir. Diz: "Se você puder correr, corre. Agora é meu irmão, é meu primo, é minha cunhada. Que que eu vou fazer?" seja tão bom a ponto Dessa pessoa ficar constrangida na sua presença. Esse para mim é a receita. Essa mulher, gente. [risadas] [aplausos] >> V, antes de eu fazer a pergunta final, a gente tem uma um presente da nossa patrocinadora. >> Pode pode vir aqui, Aninha. A gente tá
perto do Dia das Mães da Cafinar, tem o nosso kit, tem o Koala, tem o nosso super cof, tem para você, Para você experimentar essa linha que eu sou apaixonado. >> Ah, que delícia. >> Esse é o sabor língua de gato. >> Minha filha ama, eu amo. >> E que por sinal estou tomando hoje, tá? Língua de gato. >> Ai, que legal. >> Esse é o koala para melhorar a sua qualidade do sono. Então, para todo mundo que busca performance. Esse é antes de dormir. >> Isso. E esse é o shot pela manhã. >> Facilita
mil vezes porque a gente >> profunis para quem busca foco, performance, uma linha maravilhosa da cafeinar. >> Eu sou apaixonada com essas coisas, né? Eu tive uma mudança de vida gigante e tô assim, tô >> é agora essa fase maravilhosa. >> Desde que a minha irmã, eu digo mudança de vida, estilo de vida assim, >> é, desde que a minha irmã faleceu, eu Comecei a fazer, olhar toda para essa parte. Tem um ano que eu nem gripo. Eu nunca mais tive gripe. Só com medicina funcional integrativa, >> zero remédio. >> Animal. Animal. Só cuidando disso
daqui, >> suplementando, se alimentando bem, dormindo bem, >> dormindo, cuidando da minha esperança. [risadas] >> V, para quem chegou no episódio com a gente, eh, Ah, toda vez que a gente fala sobre saúde mental, eh, qual é a tua, deixa eu melhorar minha pergunta. Se um vídeo seu fosse chegar para todo mundo, assim, vai pular um vídeo seu para todo mundo. >> Boa. >> Qual vídeo seria? >> Sobre qual tema? >> O que você quiser. >> Se um vídeo meu fosse chegar eh a milhões de pessoas, eu gostaria que as pessoas entendessem uma coisa. Eh,
quando a minha irmã faleceu, o que foi mais chocante para mim, apesar de ter sido muito chocante, eh, perdê-la na minha frente, isso não foi o mais chocante. O mais chocante foi quando acabou tudo e a gente fez o enterro e a gente foi embora. [roncando] Só ali eu me permitiar. Meu esposo pegou na minha mão e falou: "Vamos embora". Eu falei: "Como assim?" Ele falou: "Ai, vamos embora. Acabou tudo?" Falei: "Mas ela vai ficar aí?" Ele falou: "Meu bem, é assim que funciona." >> Hum. >> Ali as fichas caíram. A vida só parou para
ela. Todas as pessoas viraram as costas e foram embora. Tristes, chateadas, com perdas, mas todos a vida continuou. No outro dia Não foi feriado, os bancos não fecharam, o dólar não caiu. Alguns meses depois nós comemoramos Natal. Todos os domingos continua acontecendo o almoço lá na casa da minha mãe. Mesmo tristes. A vida só para se a sua parar para você. Você só é imprescindível para você. Você não é imprescindível para mais ninguém. Todas as pessoas continuarão existindo apesar de você. Então, não morra como imprescindível. Viva como imprescindível. Acorde todos os dias e lembre que
você é imprescindível para você. Tome decisões pensando na sua em que você é imprescindível. Tome decisões paraa sua saúde pensando que você é imprescindível. você, pra você e isso não é egoísmo. E isso não é olhar pr as pessoas de forma ruim. Eu sei que os meus filhos me amam, mas se eu morrer hoje, amanhã, minha filha continua fazendo medicina e a vida dela continua acontecendo e ela vai casar e ela vai Ter filhos e eu desejo que seja assim porque é do game e meu esposo também vai se virar porque é do game e
o mundo vai continuar acontecendo porque é do game. Então você é imprescindível para você. Se a sua vida parar, ela só para você. Então não morra assim. Viva assim. Entenda que a única pessoa que depende da sua existência é você. Então, cuide-se. Cuida da sua saúde mental, cuida da sua carreira, cuida da sua esperança, cuida dos seus Relacionamentos. Proteja-se em todos os sentidos. Em todos os sentidos. Proteja a sua esperança, proteja a sua saúde mental, proteja a sua carreira, proteja a sua vida financeira, proteja os seus sonhos. Então assim, e eu acho que essa informação,
essa mensagem, ela é muito importante. Assim, se a gente tem alguém que protege isso ou se a gente protege isso na gente, a gente vira uma uma usina nuclear assim, ó, de energia o Tempo todo, assim, ó. Se você pensa nisso o tempo todo, você vira uma usina louca. Depois disso, eu virei uma usina. As pessoas ficam d Ah, mudou muito, emagreceu muito, fez muito o quê? Caiu a ficha. O que que você tomou? Tomei vergonha na cara. Eu quero viver 90 anos, aquele corpo não me levaria para 90 anos. Eu quero ter joelho para
subir no avião até os 90, aquele joelho não me levaria. Eu quero ter estômago para comer e para tomar vinho até os 90, Aquele estômago não me levaria. O que eu tomei foi susto, o que eu tomei foi vergonha na cara. O que eu tomei foi responsabilidade de entender que eu sou imprescindível para mim. Eu comecei a levar os meus sonhos a sério. Se eu quero viver aos 90, isso é um sonho. Eu preciso levar esse sonho a sério. O que que eu preciso fazer para viver até os 90? Se eu quero que meus filhos
tenham qualidade de vida e sustentabilidade financeira, isso é um sonho. Eu preciso Levar esse sonho a sério. Se eu quero que a minha mensagem chegue a milhares de pessoas, eu preciso cuidar da minha empresa e eu preciso levar isso muito a sério. Eu não posso permitir que nada macule isso. Então é sobre isso. É sobre a gente entender o quanto a gente é imprescindível para a gente e apenas para a gente. Se você vive assim, você vira uma usina nuclear. Todas as suas decisões são são catalisadas baseadas nisso. Palmas para essa usina, gente. [risadas] [aplausos]
Nessa parte final, eh, tem duas perguntas, né, da produção, da plateia. Produção, vou chamar duas pessoas para fazerem perguntas. >> Ah, que legal para >> você. Primeira pergunta é do >> da Alix. >> É da >> Alix. >> Alix. Alix, pergunta sua. Pode ficar Aqui na marquinha e momento é teu. Pergunta o que você quiser. >> Bom, boa tarde, André. >> Boa tarde, querida. Obrigada. >> Por que tantas pessoas ã competentes sabotam os próprios resultados e não percebem que estão fazendo isso? Como que os vícios emocionais impactam as nossas vidas e as nossas decisões? >>
Boa pergunta, hein? >> Boa. Excelente pergunta. O Freud vai Dizer o seguinte: "O homem não é senhor em sua própria casa". Imagine você morar numa casa e você não manda nela, você não é senhor dela. Você O que que o Freud quis dizer? Que nós não somos senhores aqui, ó. Essa é a casa. O homem não é senhor na sua própria casa. Nós somos escravos da nossa inconsciência. Tudo o que você desconhece, você é refém. Você é refém de tudo que você desconhece. >> E você é livre. para tudo que você conhece. Os vícios emocionais
são questões que estão na inconsciência e que precisam ser trazidos a consciência. Quando eu trago a consciência, eu domino, eu deixo de agora eu sou senhor nessa casa. Enquanto está inconsciente, ele decide e não me pergunta. Então eu sei lá, meu pai era um cara muito duro e tals. Eu tenho dificuldade na minha vida profissional. Quando o meu chefe ou o Meu líder age mais firme comigo, eu desanimo, eu fico chateado e eu peço as contas. Percebe que isso tá inconsciente? Quando eu trago isso paraa consciência, eu já não tomo decisões baseados na inconsciência. Agora
eu sei da onde isso vem. Por que que as pessoas são tão E eu cansei de ver gente assim, aliás, eu vejo gente assim todos os dias. Tem gente que eu olho, falo: "Cara, você é uma potência, mas você não vai sair daí se você não fizer". Mas Claro que eu não falo, né? Mas eu penso, se essa pessoa não fizer isso e isso e isso, ela não vai sair daí. E é batuta, porque existem questões que elas vão te travar de uma forma que você pode ser o mais competente do mundo, você pode ser
o melhor no que você faz. Se você não trazer a consciência os seus fatores, os seus defatores, você vai ficar preso nisso. Então passa por aí. É tomar consciência o máximo possível sobre você, sobre as coisas que te atrapalham. A gente é refém de tudo aquilo que a gente desconhece. >> Nossa, é muito bom que como ela perguntou de sabotador, algo só é um sabotador se ele é invisível para você. O jogo do campo minado, ele é difícil porque você não sabe onde tá a bomba. É >> porque na hora que revela o joguinho é
um joguinho ridículo. Era só você não clicar nesse quadrado. Ah, mas eu não enxergava. >> É isso. >> Maravilhoso. >> O quarto bagunçado. O problema do quarto bagunçado não é a bagunça, o problema é a luz apagada. Quando eu acendo a luz, eu desvio da cadeira caída, eu desvio da caixa, desvio da sujeira. >> Aí eu começo, vejo, a, tá? Agora eu organizo, eu dobro a roupa, eu levanto a cadeira, eu arrumo a cama. O problema não é a bagunça, o problema é a escuridão. A gente foca na bagunça, a gente tem que focar na
luz. Eu preciso é Acender a luz. Nossa, >> o melhor desinfetante é a luz do sol. >> Nossa, muito bom. >> É isso. >> É isso. Obrigada. Não, calma aí, deixa eu digir mais um pouquinho. [risadas] Muito bom. O pior do quarto, do quarto bagunçado não é a bagunça, a luz apagada. >> É, ué. >> É verdade. Pergunta dois. Produção de quem? >> Vittor Hugo. >> Vittor Hugo, que isso? Brilha. >> Pessoal, parabéns aí, viu? Não sei se vocês tm esse termômetro, mas tava aqui. E é legal que no podcast tá todo mundo assim, ó.
[risadas] A plateia tava tudo que vocês estão falando. Então, parabéns, doutor. Obrigado, querido. >> Eh, a minha pergunta é o seguinte, tava fui impactado nesses estudos que a gente tenta fazer de PNL, né, neurolinguística E neurociência. E eu fui impactado da seguinte forma, que muitas vezes eh nós escolhemos como nos como vamos nos sentir mesmo antes daquilo acontecer. Então, quando acontece algo, a gente só tava esperando uma justo para ficar bravo, para ficar irritado. E faz sentido isso? A gente tem como precaver, escolher não se sentir mal ou é culpa nossa às vezes como a
gente se sente? >> É, escolher não se sentir mal é complexo, porque de novo, né, é o que as Pessoas perguntam, por exemplo, sobre a diferença entre psicologia e psicanálise, né? A psicologia trata o comportamento, a psicanálise trata raiz. Se nós imaginássemos uma árvore, a psicologia trata as folhas, a psicanálise vai tratar a raiz. Se a folha tá doente, não adianta você ficar arrancando folha e batendo veneno. Você tem que ir lá na raiz entender porque que a folha tá adoecendo. Eu acho difícil dizer que a gente tem como Escolher os nossos eh como a
gente vai se comportar, porque a raiz tá lá embaixo. Então, como que eu escolho como eu vou me comportar se a raiz está lá embaixo em algo muito maior? Então, eh, ó lá, um exemplo banal. Por exemplo, eu tenho claustrofobia. Não adianta eu ficar fazendo terapia para claustrofobia ou escolher não, eu vou subir no no no elevador agora e eu escolho não ter medo. O homem não é senhor em sua própria casa. Sabe que dia Que eu comecei a andar de elevador em paz? O dia que eu mergulhei na claustrofobia e descobri que lá atrás,
com 4 anos, meus irmãos me prenderam num corredor e não me deixaram sair. Cinco moleque me apertando. Até que eu desmaiei. Ali era a raiz da minha claustrofobia. Quando eu descubro isso e faço alguns exercícios, agora a adulta toma o lugar da criança. Agora quando eu vou entrar no elevador antes do aí sim eu escolho, porque agora eu tomei Consciência. Então não é tão simples assim como a PNL, porque senão era muito simples. Ah, eu escolho aqui, eu escolho ali. Não, não é simples assim. O negócio é um pouco mais complexo. Eu preciso entender a
raiz do comportamento para só aí fazer escolhas. Então, quando eu entendo a raiz da minha claustrofobia, quando eu estou indo, ontem aconteceu isso, estou indo para o elevador, eu falo: "Não, não vai vir ninguém junto, vou ficar com medo dentro desse Elevador." Aí eu respiro e em frações de segundo eu digo para minha criança: "Eu valido o seu medo. Eu entendo o que você está sentindo. Eu não vou invalidar seu medo. Seus irmãos te apertaram lá atrás, né?" E foi horrível, né? E você desmaiou, eu te acolho. Mas agora quem vai entrar no elevador é
a adulta. É ela que vai apertar os botões e é ela que vai subir. Quem tá na sala de comando é a adulta. Você vai ficar aqui no meu coraçãozinho, mas você não entra no Elevador, você não toma essa decisão. Pronto, aqui eu escolhi como eu me comportar. Semana passada alguém me perguntou: "Nossa, uma palestra de 5.000 pessoas, você não tem medo antes de entrar?" Claro que eu tenho. E eu acho inclusive muito saudável ter medo. O dia que eu parar de ter medo, alguma coisa tá acontecendo. Eu tô achando que eu tô de maison.
Sim, >> claro que lá no camarinho eu fico, poxa, 5.000 pessoas, eu vou sustentar aquilo Ali duas horas, eu preciso, preciso tá bem de novo. O que que eu faço? Eu pego a minha criança e eu digo: "Eu te entendo." Você tá insegura, né? Você tem medo, né? Sua mãe falou algumas coisas para você, seus irmãos também, né? Eu valido o que você tá sentindo. Eu te amo, fica aqui comigo. Mas quem vai dar a palestra é a adulta, tá? É ela que entra na sala de comando. Ela estudou, ela fez doutorado, ela é boa
de palco e é ela que vai falar e nós vamos bater Palma para ela, ok? Não saia da sala de comando, criança. Você não pode assumir a sala de comando. O que que nos adoece é que a gente deixa a criança tomar sala de comando. Você vai brigar com a sua esposa, aparece o Caiozinho lá da infância que alguém tomou a bola dele todo birrento. Não, sua esposa quer discutir com um homem, não é com o menino que a mãe fez pipi popó. Então a gente precisa tirar aí quando que eu escolho o como me
Sentir? Quando eu entendo a raiz de como eu me sinto, aí eu acolho isso, valido isso e aí sim eu tomo decisões. Eu tiro o trauma da sala de comando, coloco o adulto na sala de comando. Aí sim, aí faz sentido. Então o negócio é um pouco mais complexo. >> Obrigado. >> Muito bom. Palmas. Bela pergunta. Bela pergunta. [aplausos] Minha amiga, eu adorei o papo. >> Foi bom, né? >> Muito. >> Eu ficaria 5 horas. >> Muito. Foi muito. Foi muito. Foi tiro, porrada, usina nuclear. >> Bom, né, gente? And de energia, de convicção, de
conteúdo, de informação, >> mas principalmente eu senti uma usina de paixão por servir e contribuir. >> Eu tenho, eu tenho, >> sabe? Paixão por contribuir, por fazer a diferença. Você consegue, parece que Enxergar nesse microfone um monte de mãe, um monte de pai, >> um monte de de gente que eh tem seus desafios, cada um uma circunstância. Então, tá só eu, eu com você. Mas eu cons eu consegui sentir que neste microfone você tá contribuindo com muita gente. >> É, eu eu percebo assim mesmo. Eu a sensação é que realmente existem milhares aqui e eu
preciso chegar lá nesses milhares. E isso é isso é Fantástico, assim, isso é maravilhoso. É o que me alimenta hoje, é o que me faz querer acordar assim todo dia de manhã e gravar vídeo e fazer e falar e acontecer. E é isso. >> Obrigado pela tua participação. >> Eu te agradeço, querido. Obrigado pelo convite. Deus te abençoe, tepere. Amém. Obrigado, viu? >> Obrigado, >> turma. Tô colocando aqui nas descrições desse episódio todas as redes sociais da Andreia. Vai lá, acompanha o trabalho dela, manda mensagem, fala que você vio do podcast, que eu tenho certeza
que ela vai contribuir muito com vários insightes, com muita coisa legal num conteúdo maravilhoso que ela produz, tá? E se você está assistindo ou vendo o o nosso episódio por alguma plataforma de stream, não deixa de se inscrever. se inscreva para você não perder um só vídeo. Eu recomendo que você gaste 3 segundos. Pega o link desse episódio e Manda no teu WhatsApp de família, de trabalho, dos amigos, que eu tenho certeza que tem alguém perto de você que precisa de uma mão e às vezes você não sabe. Tem muita gente que tá num quarto
escuro que você não imagina. >> É. E vai acender a luz, né? >> E vai acender a luz, tá? É esse é o convite que eu faço. André de novo, obrigado. >> Eu que te agradeço, >> tá? Plateia maravilhosa. Vocês serviram maravilhosamente bem aqui com a gente. E você que tá em casa, obrigado pela tua confiança, obrigado pela tua companhia e eu te vejo no próximo episódio. Fica com Deus. Ciao. [música]