mulheres que correm com os lobos clarissa pinkola celestes editora rucka capítulo 11 continuação la loba existe uma velha que vive num lugar o outro de que todos sabem mas que poucos já viram como nos contos de fadas da europa oriental ela parece esperar que cheguem até ali pessoas que se perderam e estão variando à procura de algo eller circunspecta quase sempre cabeludo e invariavelmente gorda e demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas ela sabe por citar e cacarejar apresentando geralmente mais somos animais do que humanos dizem que ela vive entre os declives de granito
decomposto no território dos índios está a rua uma dizem que está enterrado na periferia de felix perto de um pulso dizem que foi vista viajando para o sul para o monte albán um carro incendiado com a janela traseira arrancada dizem que fica parada na estrada perto de ao passo que pega carona aleatoriamente com caminhoneiros até morelia méxico o que foi vista indo para a feira cima de oaxaca com galhos de lenha de estranhos formatos nas costas ela é conhecida por muitos nomes o largo e cera uma mulher dos ossos o lacre a feira atraia feira
e la loba a mulher lobo o único trabalho de la loba é de recolher ossos sabe se que ela recolhe conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo sua caverna cheia de ossos de todos os tipos de criaturas do deserto o veado cascavel o corpo dizem porém que sua especialidade reside nos lobos ela se arrasta a sua carteira e esquadrinha as montanhas e os arroios leitos secos de rios à procura de ossos de lobos e quando consegue reunir um esqueleto inteiro quando o último você está no lugar a bela escultura
branca da criatura está disposta a sua frente ela senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar quando se decide ela se levanta e aproxima-se da criatura é que seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar é aí que os ossos das costelas das pernas do lobo começam assim forrar de carne e que a criatura começa a se cobrir de pêlos la loba canto um pouco mais e uma proporção maior da criatura minha vida seu rabo forma uma curva para cima forte e desgrenhado la loba canta mais e a criatura logo começa
a respirar e logo ainda canta com tanta intensidade que o chão do deserto estremece enquanto canta um logo abre os olhos dá um salto e sair correndo pelo desfiladeiro em algum ponto da corrida quer pela velocidade por atravessar um rio respirando água quer pela incidência de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco um novo de repente é transformado numa mulher que ri e corre livre na direção dos 11 por isso disse que se você estiver perambulando pelo deserto por volta do porto sol e quem sabe esteja um pouco perdido cansado sem dúvida
você tem sorte porque a lua pode simpatizar com você e lhe ensinar algo ao longo da alma todos nós começamos como um feixe de ossos perdidos em algum ponto no deserto um esqueleto desmantelado que já debaixo da areia é nossa responsabilidade de recuperar suas partes trata se de um processo laborioso que é bem mais executado quando as sombras estão exatamente uma certa posição porque exigem muita atenção lá logo indica o que devemos procurar a indescritível força da vida os ossos e 50 milagro um conto de mistério logo nos mostra o que pode dar certo para
a alma é um conto de ressurreição acerca do vínculo do mundo subterrâneo com a mulher selvagem ele promete que se cantarmos a canção poderemos conclamar os restos psíquicos do espírito da mulher selvagem e trazê la de volta à forma vital com o nosso canto na história lomba canta sobre os ossos que reuniu cantar significa usar a voz da alma significa sussurrar a verdade do poder e da necessidade de cada um sobre a alma sobre aquilo que está doente ou precisando de restauração isso se realiza por meio de um mergulho no ponto mais profundo do amor
e do sentimento até que nosso desejo de vínculo com o céu selvagem transborde e em seguida com a expressão da nossa alma a partir desse estado de espírito isso é cantar sobre os ossos não podemos cometer o erro de tentar extrair esse imenso sentimento de amor que algum ser amado pois essa função feminina de descobrir e cantar o hino da criação um trabalho solitário um trabalho realizado no deserto da psique consideremos a própria loba o símbolo da velha uma das personagens cações arquetípicas mais disseminados do mundo outros são o uso da grande mãe e pai
da criança divina do trickster do feiticeiro da virgin e do jovem da heroína e do buba mesmo assim la loba é muito diferente na sua essência e nos seus efeitos pois é a raiz principal de todo um sistema instintivo no sudoeste dos estados unidos ela é também conhecida como a velha lá que sabe aquela que sabe ouvir falar pela primeira vez de lá que saber quando morava nas montanhas sangue de cristo no novo méxico sob a proteção do pico lobo uma velha bruxa de ranchos me disse que lá que saber sabia de tudo sobre as
mulheres que lá que sabe havia criado as mulheres a partir de uma ruga na sola do seu pé divino é por isso que as mulheres são criaturas cheias de sabedoria elas são feitas essencialmente da pele da sola do pé que tudo senti essa idéia de que a pele do pé têm maior sensibilidade missô verdadeira pois uma índia aculturada tribo quiché uma vez me disse que só havia calçada o seu primeiro par de sapatos aos 20 anos de idade e que ainda não estava acostumado a caminhar conosco óculos vendados com vendas nos pés essa mulher selvagem
la loba que vive no deserto foi chamada por muitos nomes e atravessa todas as nações pelos séculos afora seguem se alguns dos seus antigos nomes a mãe dos dias é a deusa mãe criadora de todos os seres e de todas as coisas incluindo-se o céu ea terra mãe nicks exerce seu domínio sobre tudo o que for da lama e das trevas durga controla os céus os ventos e os pensamentos dos seres humanos nos quais se espalha toda a realidade 4 que dá a vida o universo incipiente que é marota difícil de controlar mas com uma
mãe loba ela morde a orelha do filhote para contê lo é casa a velha evidente que conhecem seu povo e trazem se o cheiro de um c o sobre o divino e muitas muitas outras essas são as imagens do quê e de quem vive aos pés dos morros longe no deserto olá nas profundezas no mito e seja pelo nome que for la loba conhece o passado pessoal e o passado remoto pois ela vem sobrevivendo pelas gerações afora ea mais velha do que o tempo ela é a memória arquivada das intenções femininas ela preserva a tradição
feminina seus bigodes pressentem futuro ela tem o olho papo e sagaz velho ela viaja simultaneamente para frente e para trás no tempo equilibrando um lado com a dança que realiza com o outro loba velha aquela que sabe está dentro de nós ela vive seja na mais profunda a uma psique nas mulheres antiga evitar a mulher selvagem a história de la loba descreve sua casa como aquele lugar no tempo no qual o espírito das mulheres e o espírito dos lobos se encontram um lugar onde a mente os instintos se misturam onde a vida profunda da mulher
embasa sua vida rotineira é o ponto onde eu e oto se beijam o lugar onde as mulheres correm como os lobos essa velha está entre os universos da racionalidade e do mito ela é a articulação com a qual esses dois mundos girão esse espaço entre os mundos é aquele lugar inexplicável que todos reconhecemos uma vez que passamos por ele porém suas nuances vai e tenha forma alterada se quisermos defini las a não ser quando recorremos à poesia à música a dança ou as histórias existem especulações acerca de um sistema imunológico no corpo humano achar se
enraizado nesse misterioso terreno psíquico bem como os impulsos e imagens místicas e arquetípicas incluindo-se nessa fome de deus nosso anseio pelos mistérios e todos os instintos sagrados e mundanos alguns sugeriram que a memória da humanidade a raiz da luz a espiral das trevas também se encontram ali não se trata de um vazio mas no lugar dos seres da névoa onde as coisas são e ainda não são um dos ombros tem substância ea substância de afinar uma coisa a respeito desse espaço é certa ele é antigo mas o velho do que os oceanos como a loba
ele não tem idade é atemporal o arquétipo da mulher selvagem da sustentação essa amada e emana da psique instintiva embora ela possa assumir muitos disfarces nos nossos sonhos e experiências criativas ela não pertence à amada da mãe da virgem da mulher medial nem da criança interior ela não é a rainha a amazona amada vidente ela é só o que é chamem não é de lá que sabe aquela que sabe chaminé de mulher selvagem la loba chaminé pelos nomes nobres ou pelos seus nomes humildes chama ainda pelos seus nomes mais novos ou mais antigos ela continua
sendo apenas o que é a mulher selvagem com o arquétipo é uma força imitável inefável que traz para a humanidade um abundante repertório de idéias imagens e particularidades o arquétipo existe por toda parte e no entanto não é visível no sentido comum da palavra o que pode ser visto dele no escuro não é visível a luz do dia encontramos comprovações residuais dos arquétipos nas imagens e símbolos presentes nas histórias da literatura na poesia na pintura e na religião seu brilho sua voz e seu perfume parecem ter a intenção de fazer com que nos ao semus
da contemplação de nossos próprios rabos para viagens maiores em companhia das estrelas no espaço de uma loba como diz o poeta tony move o corpo físico é um animal no uso e o seu sistema imunológico parece ser fortalecido ou debilitado pelo pensamento consciente no lugar de villa lobos espíritos manifestam-se como personagens e la voz mitológica da psique profunda fala como poeta e oráculo tudo que tiver valor psíquico mesmo depois de morto pode ser ressuscitado da mesma forma o material básico de todas as histórias existentes no mundo até hoje teve início com a experiência de alguém
aqui nesse explicável terreno psíquico em com a tentativa de relatar o que lhe ocorreu ali existem vários nomes para esse espaço entre os mundos e um de chamou tanto de inconsciente coletivo e psique objetiva quanto de inconsciente psicose di referindo se a uma camada mais indescritível do primeiro ele considerava este último lugar entre os universos biológico psicológico compartilhavam as mesmas nascentes em que a biologia psicologia talvez se pudesse infundir influênciando se mutuamente desde a memória humana mais remota esse lugar quer chamemos de nord de lar dos seres de nevo de fissura entre os mundos é
o lugar onde ocorre a aparições milagres imaginação inspiração e curas de todas as naturezas embora esse local transmite a imensa riqueza psíquica ele não deve ser abordado sem antes alguma preparação pois é grande a tentação de nos afundarmos alegremente no prazer de nossa estada ali a realidade consensual pode em comparação para ser menos interessante nesse sentido essas camadas mais profundas da psique podem se transformar numa armadilha de êxtase da qual as pessoas voltam sem equilíbrio com idéias duvidosas e pressentimentos impalpáveis não é assim que deve ser a pessoa que volta deve estar completamente purificada ou
ter sido mergulhado numa água revitalizante inspiradora algo que deixa na nossa pele o perfume do que é sagrado cada mulher tem acesso potencial ao rio à barra no rio esse rio por baixo do rio ela chega até ele através da meditação profunda da dança da arte de escrever e pintar de rezar de cantar tamborilar da imaginação ativa houve qualquer atividade que exija uma intensa alteração da consciência uma mulher chega a este mundo entre os mundos através de anseios e da busca de algo que ela vem apenas com o cantinho dos olhos ela chega lá com
artes profundamente criativas através da solidão intencional e da prática de qualquer uma das artes e mesmo com essas práticas bem executadas grande parte do que ocorre neste mundo inefável permanece para sempre um mistério para nós por desrespeitar as leis físicas e racionais como as conhecemos o cuidado com o que se deve penetrar nesse estado psíquico está registrado em uma história curta porém eloqüente a cerca de quatro rabinos que ansiavam por vir a sagrada roda de ezequiel