Olá, boa tarde, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo. É uma alegria a gente iniciar essa série, série de sabatinas, promovida pela Folha, eu ia falar Folha, [risadas] o Wall e Folha de São Paulo. Mais uma vez estamos em parceria, que é esse objetivo maior que é da democracia brasileira.
O nosso papel aqui é entrevistar, entender, conhecer e apresentar a você que tá do outro lado as opções. Tudo não está decidido ainda e você é o responsável por escolher quem você quer no comando dos estados. quem você quer no comando do país.
E é isso que a gente vai fazer ao longo dos próximos dias aqui nas sabatinas que serão realizadas no canal Wall. Nessa parceria Wall e Folha de São Paulo. A gente começa pelo Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro, esse estado que tem 17. 220. 000 moradores inúmeros, inúmeros problemas e desafios.
São enormes as reclamações da população do Rio de Janeiro. A principal delas, sem dúvida nenhuma, a violência. O medo de viver no estado do Rio de Janeiro é apontado por 70% dos eleitores.
Em seguida, vem a questão da saúde, com problemas também muito graves no atendimento. A educação que acabou de sair, o IDEB, o estado do Rio de Janeiro, está figurando entre os piores estados do Brasil. O nosso primeiro convidado é Anthony Garotinho.
Anthony Garotinho, candidato do Republicanos, tenta voltar ao governo do Rio de Janeiro 28 anos depois de ter sido eleito pro cargo. Garotinho tem uma trajetória de mais de quatro décadas na política. antes de governar o Rio, foi deputado, foi prefeito de campus de Goitacasesas por dois mandatos, mas recentemente conseguiu uma série de decisões que anularam processos judiciais, eh, que inclusive o levaram para a prisão pelo menos quatro vezes desde 2016.
Nas pesquisas de intenção de voto divulgadas eh recentemente, eh ele está atrás de Eduardo Pais do PSD, que está na frente e com 38% das intenções de voto. Garotinho e Douglas Ruas do PL aparecem empatados com 10%. Ainda segundo essa pesquisa, Garotinho tem 12% de preferência entre os eleitores considerados lulistas e 13% pelos bolsonaristas, então pelos dois lados.
Bom, para essa entrevista comigo aqui no estúdio, ela, minha parceira aqui no Hall, é ela que é apresentadora, que é colunista, que é repórter, que é tudo aqui no All, Daniela Lima, que vai me acompanhar. Olá, Dani, bom dia, boa tarde. Já, boa tarde, querida.
Muito boa tarde para você. Vamos embora. Vamos juntos.
Bom demais trabalhar com essa moça. Bom, e a gente vai contar com a ajuda dele, claro, lá do Rio de Janeiro. Ele é repórter do jornal Folha de São Paulo, da sucursal do Rio.
Conosco também Itítalo Nogueira nessa parceria. Olá, Ítalo. Boa tarde para você.
Boa tarde, Dani. Boa tarde, Fabiana. Boa tarde, candidato.
Espero que a gente aproveite só uma hora com ele. Vamos lá. E pra gente começar, vamos dar bom dia ao nosso candidato que já está aqui.
Eh, a partir de agora, 50 minutos sendo contados no cronômetro. Olá, candidato Antony Garotinho. Boa tarde, seja bem-vindo aqui ao nosso programa.
Boa tarde. É um prazer falar com todo o pessoal que tá assistindo essa sabatina do Wall e como eu faço costumeiramente dizer que vocês estão livres aí para perguntar o que vocês quiserem. Não tem esse negócio de, ah, esse assunto não quero falar, porque esse é um assunto privado.
O homem público, ele é homem público. Então, não tenho direito de dizer sobre esse assunto. Eu não falo, eu falo sobre qualquer assunto.
Pode perguntar o que vocês quiserem que eu tô aqui. Faremos isso. Faremos isso, candidato.
Agora sim, o cronômetro será liberado. 50 minutos. Aí começa a soltar agora na minha primeira pergunta.
Eu queria saber inclusive eh a respeito da sua vice. É isso mesmo, acaba de ser anunciada. Será anunciado.
Quem será seu vice nessa disputa ao governo do estado do Rio de Janeiro? Eu vou ter o privilégio de ter dois vicios. o coronel Venâncio Moura, que eu havia escolhido como meu companheiro, ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais 04 dos Caveiras do Rio de Janeiro, homem que implantou comigo uma série de políticas eficazes.
Por exemplo, na área onde o BOP está instalado, na Tavares Bastos, não há nenhum tipo de crime, especialmente aqueles envolvidos com [limpando a garganta] droga. Mas infelizmente o partido dele se vendeu ao Eduardo Pais. O Eduardo Pais vendeu para todo mundo no Rio, que eu não seria candidato.
Então ele não foi ligando muito, né? plantou de todas as maneiras que não, o garotinho não vai conseguir registrar, o partido não quer. Tem outro disputando com ele.
Aquele jeito, Eduardo faz de ser, né? Bom, quando ele viu que eu era candidato, ele entrou em desespero e tentou uma série de medidas. ainda vem tentando até no dia da convenção, ele tentou impedir que o meu nome fosse anunciado.
Aí ele foi agora em cima do partido do vice e comprou o partido, né? Bom, eu não tive outra opção. Eu vou ficar com o vice que eu escolhi, o coronel Venâncio Moura, que vai continuar eh liderando este grupo da Polícia Militar.
que elaborou uma série de programas junto comigo, mas legalmente, né, perante a justiça eleitoral, eu tenho que ter alguém estrado. Então, eu escolhi a major Eline, ela eh fundadora do movimento Heróis do Rio, que é um movimento que cuida das famílias vítimas dos policiais. Os policiais que são vitimados, ficam com problemas de sequelas e ela cuida disso.
Ela é uma pessoa que está mais de 20 anos na Polícia Militar e às 2:30 eu vou dar uma coletiva oficializando o nome dela. Éine Gonçalves, que é uma policial do Democratas. É isso, né?
Ela é ela é filiada ao Democratas, mas não era a sua escolha inicial, como o senhor tá falando, não era a sua preferência. É isso? O senhor não gostaria de tê-la como vice.
Foi o que foi decidido. Hã, eu gostaria sim, mas só que vi você só pode ter um, né? O vice escolhido era o coronelâncio Moura, né?
Mas como eu disse, o Eduardo Pa comprou o partido, eu tive que conversando com o próprio coronel Venâncio Moura, escolhi alguém que cuide do outro lado. Os policiais vitimados, eles que ficam com suas famílias cheias de problemas, de dores. Senhor, o senhor, ô candidato, o senhor, você, o senhor conhece ela pessoalmente?
Conversou com ela ou ou ainda nem foi apresentado? Como é que eh como é que é a sua, a sua relação com ela hoje com a Major? Conço, eu conheço o trabalho dela, estive uma ou duas vezes com ela, mas mais importante do que ser amigo dela, né?
Eh, tem as referências que eu tive a respeito dela, candidato, só as referências já são muito positivas. Candidato, boa tarde, Dani Lima. Aqui, prazer falar com o senhor.
Brinquei aqui que vamos entrevistar, iniciar essa Tudo joia. Saudade sua. É tudo joia.
Brinquei que a gente vai iniciar essa bati para te agradecer. Por quê? Não, uma vez eu tava assistindo você quando você trabalhava ainda no outro canal e você comentando sobre as eleições, né, passadas.
Aí um dia apareceu um retrato da eleição de 2002, né, você comentando ali e tal, falou assim: "Ih, olha aqui o garotinho tão novinho eleado, [risadas] por onde ele anda? " Eu falei: "Tá nada, né? " Ai, tá me achando um novinho com 66 anos.
É porque o senhor causa tanto, entendeu? Que a idade nem nem chega. Eu tava brincando que a gente vai começar essa batinas com ar alto do caos.
Antes de falar das polêmicas todas recentes, eu quero jogar um pouquinho a bola aí sobre o Rio de Janeiro. O senhor tá investindo claramente, né? procurou dois vices, fechou com a major vices da segurança pública.
É certamente o problema eh mais premente no Rio de Janeiro. Virou um problema tipo exportação e infelizmente o Rio ficou conhecido por isso. O Rio vive uma situação de disputa territorial.
Tem lugar onde o estado não chega. De quando o senhor saiu pro governo para agora, a situação piorou bastante, quase metade do estado eh dominado ou por tráfego, ou por milícia, ou pela narcomilícia. Eu quero entender exatamente o que é que o senhor pretende fazer para retomar esses espaços e como é que o senhor pretende se relacionar com o governo federal em relação a isso.
Pedirá socorro? Pedirá intervenção, pedirá exército, pedirá polícia federal? Como é que o senhor pretende resolver o problema da ocupação territorial onde o estado não chega mais no Rio de Janeiro?
Ô Dani, é só para lembrar, como disse, é Fabíola ou Fabiana? Fabíola. [risadas] Fabíola.
Fabíola Sidral. Não, eu sei que eu sei que é Fabíola, mas pareceu escrito início Fabiana. Eu fiquei em dúvida aqui.
Bom, então, eh, eu montei um programa e esse programa ele trata tecnicamente o assunto pelo nome correto. Violência é um sentimento. Você pode estar num lugar eh seguro, se sentindo inseguro.
Você pode estar num lugar inseguro se sentindo seguro. Então, o que nós vamos combater é a criminalidade. Esse é o problema do Rio.
Olhando os indicadores do ISP, Instituto de Segurança Pública, que foi criado por mim lá atrás, quando os dados do rio eram compilados ainda em papel de pão, né? O que eu percebo? Eu percebo que nós temos um problema grave em relação a roubo de cargas.
São oito caminhões todos os dias roubados no rim dia. A suspeita até de que esse número é maior, mas vamos levar em consideração o número oficial. Oito caminhões de carga.
Olha, algumas cargas roubadas, muito pouco, mas aquelas que são de alimentos, às vezes são levados para dentro da comunidade, distribuídos ali com os moradores. Mas o grosso dos caminhões roubados são móveis, eletrodomé. [limpando a garganta] Eu pergunto a o morador do Rio de Janeiro, vocês já viram alguém ventando geladeira no meio da rua?
Vocês já viram alguém vendendo cama, air fry no meio da rua? Não. Todo mundo no Rio de Janeiro sabe quem são os compradores de carga roubada no Rio.
Todo mundo sabe. Por que não se toma providência? que infelizmente falta coragem candidato a polícia do Rio de Janeiro.
Hã, deixa eu interromper o senhor. O senhor fala que falta coragem, né? O que a gente tem visto é que há uma relação concluir há uma relação muito próxima, mais mais até do que se imaginava entre a política e o crime no Rio de Janeiro.
Eu fui fazer meu dever de casa. Calma, vou chegar lá. Vou chegar lá.
Eu vi o senhor dizendo o seguinte: "A assembleia do Rio não tem moral para caçar ninguém por corrupção, nem o Fernandinho Beiramar". Eu tô tentando entender como o senhor vai implementar medidas numa assembleia que tem deputado, ex-presidente da assembleia preso por acusação de envolvimento com o comando vermelho. Olha só quem denunciou esse pessoal que foi preso.
Siane, Paulo Melo e Barcelá fui eu. Eu tenho os documentos, denuncia a procuradoria geral da República. Então eu sei o que eu tô falando.
Falta coragem. Por quê? Porque esses grandes receptadores são também grandes financiadores de campanha.
Então você não vai ter coragem de eh pedir a autoridade policial que você escolheu, que aqui no Rio você se lembra a briga que foi para escolher comandante da Polícia Militar e da Polícia Civil por parte dos deputados. formavam grupos para escolher algum interesse. Claro, havia nisso aí.
Então, primeiro ponto, vamos anotar roubo de carga. Segundo, roubo de veículos, roubo de automóveis e furto de automóveis. No ano passado foram 185.
000 carros roubados. Agora senta na cadeira. Como é que funciona isso?
Carro da Daniela Lima foi roubado. Se ela tem seguro, ela vai à delegacia, faz o registro. Enquanto ela tá fazendo o registro, o carro dela tá sendo levado para dentro de uma comunidade dominada por uma facção criminosa, [limpando a garganta] por alguém que não é da facção criminal diretamente, mas tem o consentimento da facção criminal.
Aí quando ela dá entrada no pedido seguro, a seguradora comunica a polícia e então a polícia aciona a Daniela. Olha, o seu carro foi recuperado. A senhora, por gentileza, pode vir buscar o seu carro.
E aí ela vai até a delegacia. A seguradora queria pagar 70, 80, dependendo do valor do seguro. A proprietária do carro foi roubada, ela paga R$ 3.
500. R$ 2. 500 fica pro policial e 1000 ele dá pro bandido que guardou o carro lá.
Bom, qual é o resultado disso? Há um conuio entre policiais civis e militares, especialmente da RFA, delegacia de roubo e fruto de automóveis, mas também batalhões que guardam viaturas com a Penazeg. Quando eu fiz essa denúncia há dois anos atrás, o presidente da Fenazeg, ele entrou na justiça contra mim.
Federação Nacional de Seguros Seguradoras. O seu Júlio, o seu Júlio Avelar entrou na justiça que o senhor afirmou que a Penazeg é sócia dos bandidos. Eu digo, eu vou provar em juízo.
Ele desistiu do processo. É que eu não entendi ainda como o senhor vai resolver, mas eu vou passar a palavra ao Ítalo. O senhor fez um diagnóstico do problema, mas o senhor não disse exatamente como resolve.
Lógico, não, eu já te falei, é só intervira, né, e acabar com esse esquema das seguradoras. Eu tô indo ponto por ponto, porque não adianta chegar com aquelas fórmulas eh pirotécnicas, eu tô pegando crime por crime, né? Eu vou chegar lá.
Então, primeiro pergun, mas acho que a história da da ocupação, candidato, a pergunta que a que a Dani fez no começo é muito interessante. Quer dizer, o medo o medo dos moradores do Rio de Janeiro, né? Eh, o estado vai voltar a ocupar o seu território ou não?
Pera aí, nós temos uma hora de entrevista, se eu puder falar, eu agradeço. Então, ó, roubo de automóveis, roubo de carga, roubo de combustível. Eu venho falando aqui há anos e quem acompanha os meus trabalhos que um dos maiores envolvidos com roubo de combustível no estado é também o maior patrocinador da campanha do Cláudio Castelar.
Hum. Chama-se Fernando Trabque, dono da rede de postos meta. Tá solto.
Ele aliado também do Ricardo Magro, né? Não do tamanho do Ricardo Magro, mas com forte influência. Ele inclusive foi preso numa certa ocasião por uma denúncia que eu fiz na operação Caça Fantasma.
O advogado dele foi Rodrigo Barcel no período em que ele foi preso. Então vamos agora ao ponto principal, ao que a Daniela pergunta. É impossível você retomar [limpando a garganta] territórios quando o poder público participa diretamente, perfeito, desta corrupção.
Então, nós vamos retomar um projeto que havia sido criado lá atrás, há 20in tantos anos atrás, que é criar a corregedoria externa da Polícia Civil e da Polícia Militar e vamos banir todos os policiais que estiverem, civis, militares e penais, que estiverem envolvido com o crime, organizando ali a polícia aumentando o seu efetivo, fazendo uma equiparação, a chamada pagade de armas, que hoje é desigual, o crime tá mais armado do que a polícia. Nós então vamos criar o BOP 2. 0.
Que que é o BOP 2. 0? O Bop atualmente ele entra, faz uma operação, uma operação muitas vezes bem-sucedida, outras vezes mal sucedida.
mata gente que é bandido, mata inocente, bala para tudo quanto é lado. O BOP 2. 0, nós vamos ocupar a comunidade por tempo indeterminado.
Junto dele vai a inteligência da polícia civil e só saímos de lá depois que o território estiver retomado. Não é esse negócio de eu entro um dia e saio no outro. Não, eu entro, eu fico, eu cerco a comunidade ou GETAN, grupamento especial tático móvel, não entra nem sai nenhuma carga sem ser verificada.
Isso vai juntar no roubo de carga também. Enquanto são investigados os criminosos da comunidade, os paióis de arma e droga, acabou aquela ali, o batalhão da área vai ser orientado a manter a área sob controle da polícia e vamos paraa outra. Perfeito.
É assim que nós vamos retomar todos os territórios do tráfico e da milícia. Qual é a diferença da milícia hoje? O tráfico ocupa território.
A milícia vendo que era o bom negócio, tá tentando fazer a mesma coisa. Mas o que mais incomoda o comerciante é que o miliciano bate na porta dele, diz assim: "Escuta, a partir de amanhã o cigarro que você vai comprar é o meu". Ah, mas não quero o senhor não.
Ou você compra, eu fecho o teu comércio. Ah, você vai comprar minha água mineral, você vai comprar isso, você vai comprar aquilo. Então, esse pessoal tem que entender os comerciantes, que eles vão ter proteção para denunciar e a gente prender esses milicianos que hoje estão atuando no Rio.
E o que é pior, todos identificados. Todo mundo sabe quem é, não prende porque a conivência entre a polícia, a política e o crime no Rio de Janeiro chegou ao nível que chegou o candidato, o os candidatos que estavam colocados ali antes da da entrada minha na disputa, um é aliado do comando vermelho e o outro é aliado da milícia. O candidato.
Essa é a opção do povo. Vamos, vamos passar aqui porque a gente já for quase 20 minutos. O Ítalo tem informações e tem informações, não tem perguntas ao senhor.
Vai lá, Ítalo. Candidato, eu queria retomar um um ponto da pergunta da Dani, que o senhor acabou não entrando, que é a questão do governo federal. Eh, o Rio de Janeiro já viveu algumas GLO, já viveu uma intervenção federal na área de segurança.
Eh, qual é o papel que o governo federal vai ter nesse plano de segurança do senhor e se vai exigir o envolvimento do das Forças Armadas? A gente vive aí um cenário agora em que as facções criminosas foram declaradas com organizações terroristas. Como é que isso também interfere nessa nesse seu plano de segurança?
Olha, eu vou pedir o apoio sendo governo federal. Eu vou querer que o governo federal me ajude no cerco. As comunidades entrada não, porque eles não são preparados para isso, mas eles podem me ajudar muito bem com esse efetivo que existe aqui no Rio de Janeiro, a prazer o cerco tático nessas comunidades.
Eu vou ter um encontro, né, assim que vencer a eleição e vou dizer o seguinte, olha, com o efetivo que eu tenho e com a parte que eu vou ter que tirar, né, eu não vou ter número suficiente para tomar as medidas rápidas que nós precisamos tomar. Vocês têm aí um contingente enorme de policiais, né, de oficiais do exército. Vamos sentar e vamos trabalhar juntos.
Afinal de contas, o crime relacionado à droga, né, é um crime que tem responsabilidade federal. Então nós chamaremos o governo federal também para sentar à mesa conosco e participar deste plano que tá bem elaborado, tá bem detalhado e eu tenho certeza que não não é esse negócio de ah, eu vou mandar não sei quantas pessoas da poça nacional para entrar aqui invadir ele não. Papel deles vai ser ajudar na inteligência e no cerco tático.
Quem entra a polícia militar. Quem entra é a polícia militar junto com a polícia civil. a militar para cumprir o papel de ocupação e a polícia civil para fazer as investigações e identificar sem uso da violência para não matar inocentes, né?
O os paióis de armas e os locais onde são guardadas as drogas. Candidato, como a a Fabula descreveu no início, né? O senhor é um ex-governador, né?
Então ficou 4 anos e depois um período como secretário de segurança. Então eu queria que o senhor falasse também um pouco qual é a parcela de de responsabilidade que lhe cabe nesse cenário de caos na nessa área no Rio de Janeiro. Vamos lembrar que no no seu mandato eh teve tivemos uma rebelião grave, né, em Bangu, enfim, com mortos, enfim.
E as milícias, a origem das milícias e a o mas enfim, foi vício da do senhor, né? ela tinha acabado de sair ela, enfim. Eh, e a milícia, a origem da milícia se dá justamente nesse período ali, enfim, 2004, 2005, que ela começa a crescer e a CPI das milícias vem em 2008.
Então, queria saber um pouco qual é o senhor acha a sua eh a sua dose de responsabilidade nesse cenário de segurança pública no Rio. Ô, Ítalo, sabe que eu tenho muito respeito de você, você é um repórter investigativo, assim como eu, mas preciso fazer algumas correções aí na sua colocação. Primeiro, quando eu governei o estado, o Rio tinha uma milícia, a de Rio das Pedras, comandada pelo seu Nadinho.
Não existiam outras milícias, existia esta milícia que até tinha outras características. Qual foi o meu foco? Desmontar o Comando Vermelho.
Eu prendi mais de 40 líderes do primeiro escalão do comando vermelho até Fernandinho Beiramar. É o primeiro esclarecimento. Nós estávamos desmontando o comando vermelho.
Segundo, olha, falar que a rebelião que houve no Rio foi de total responsabilidade da Benedita, por ela assume o governo do estado. Quando o Fernandinho Beiramar foi preso, essa é uma história que precisa contar, ele foi preso a pedido meu num encontro com o presidente Pastrana na ONU, quando eu mostrei ao presidente da Colômbia a ligação de Fernandinho Beiram com a FAC, porque ele dizia para mim no meio da conversa, não, não, não, nossa, o negócio é guerrilha, não, não é tráfego e eu dizia, mas olha, ele é ligado ao negro Acáio Quando eu mostrei uma foto do Fernandinho Beiramar, o negro acáo a Colômbia resolve participar conosco. Bom, Fernandinho Beramaria pego num avião que é derrubado na selva.
Num dia de sábado, eu recebo o telefonema e ele me diz: "Ta costa está preso. Acácio morreu. Que faço com ele?
" Eu digo, eu vou mandar buscá-lo. Aí fretei um avião, tá tudo registrado jornais. Botei o coronel Josias, o coronel Seabra e um grupo de policiais para ir até onde estava na Colômbia, preso o seu Fernandinho Beiram.
E então na hora de trazê-lo, eu consigo eh receber um telefonema aqui do ministro Gregory. Olha, o senhor não pode trazer, ele é um preso federal, que ele tem que trazer a polícia federal. Eu falei: "Ô, ministro, ele saiu pela porta da frente do presídio de Minas Gerais.
Eu tenho que trazê-lo pro Rio de Janeiro porque a organização dele funciona no Rio de Janeiro e nós é que fizemos tudo. " Aliás, dizer uma culpa pro senhor, ele tá lá dizendo ao coronel Josias assim: "Me entrega pr pra federal daqui, me deixa eu ficar com ele. " E o coronel falando comigo ao telefone e eu diz: "Não, senhor traga ele e traga vi".
Foi bem. Depois me liga o pro Fernando Henrique e governador, você não quer me desmoralizar. Bom, se o senhor trouxer uma pedadinha vai ficar mal para mim, pô.
Ô candidato, não, pera aí, deixa eu concluir porque essa história é importantíssima. Tempo tá correndo. [risadas] Quando a gente, quando a gente tá trazendo o Fernandinho Beiramar, quando o avião para para abastecer em Boa Vista, a Polícia Federal chega e toma da mão da polícia estadual o seu Fernandinho Beamar e ele é levado então para um presídio em Brasília.
Dois meses depois, o senor Fernando Henrique me liga e diz: "Olha, eu preciso mandar ele pro Rio". Eu falei: "Não, agora não. O senhor não disse que ele é preso federal, fica com ele".
Não, mas porque eu eu falei, eu avisei pro senhor que a situação é complicada. Esse rapaz é complicado. Não, mas por favor, Bom.
Aí começou aquela história, manda para lá, manda para cá, manda para lá. E eu disse pro Rio não vem. Rosinha sai.
Benedita nomeia então o ex-secretário de segurança, um professor aí que foi secretário do Cristó Brasília. E o Fernando Henrique liga para ele e ele aceita então que Fernandinho Beiramar, que estava preso num presídio federal, venha pro Rio de Janeiro. E aí, santa ingenuidade, ele é levado para onde?
para o complexo penitenciário de Bangu, onde 80% dos presos pertenciam à facção Comando Vermelho. As imagens que existem até hoje da chegada dele, ele parece um ídolo pop. As cadeias batiam.
CV CV Fernando C. Aí ele toma o presídio. Vamos lá.
Ele toma o presídio, abre as celas, faz uma carneficina, corta a cabeça de uê, faz embaixadinha com a cabeça de Uê, bota Celsinho da Vila Vintém, eh, que era o comandante da ADA, criminoso chefe da ADA, de joelhos e volta a mandar no Rio de Janeiro. Oô candidato, essa é a história real, tem nada a ver com a gente. Ô candidato, eu queria perguntar, o senhor enfrentou aí nos últimos anos essas situações relacionadas à justiça, foi preso pelo menos quatro vezes.
Eh, e esse é o assunto entre os eleitores, é assunto do Rio de Janeiro. Acho muito importante a gente usar esse espaço para que o senhor esclareça isso e fale com o eleitor. O senhor tem a maior rejeição, segundo as pesquisas, 60%, é um é um índice altíssimo e muito difícil eh essa rejeição que aparece, claro, e cada pesquisa aparece um índice de rejeição, mas ela é alto.
Eu queria que o senhor falasse, né, eh, até o senhor sempre fala que há uma perseguição política, que essas prisões são equivocadas. Eh, o senhor reclama disso. E aí eu queria entender, né, o que que o eleitor deve pensar.
Quer dizer, a culpa sempre é da polícia, da justiça, da justiça eleitoral. Só deixa eu concluir, por favor, candidato. Eh, como é que ou ou o problemação dos seus atos nesse sentido, né?
Como é que o senhor eh o que que o senhor pode falar pro eleitor voltar a confiar o voto no senhor depois de todos esses anos e todos esses episódios? Ô, ô, Fabo, primeiro vamos aos fatos. O único país do mundo que faz rejeição múltipla é o Brasil.
Em todos os lugares do mundo, quando se faz pesquisa, pergunta em quem vota e [limpando a garganta] em quem não vota. Quando a pesquisa é feita fazendo esta pergunta, quem você vota, quem você não vota, eu tenho 25% de rejeição. Quando você pergunta quem que você não vota e mais quem?
E mais quem? E dá três opções. Mas eu acho que o importante é ocupar esse espaço aqui, né, candidato pro senhor falar da confiança.
Como é que o eleitor vai confiar no senhor depois desses episódios todos, inclusive dos períodos de prisão, que é uma coisa que outros candidatos também enfrentam, né? O candidato sou eu ou é você? Não, eu sou eu não.
Deixa eu explicar. Eu acho que o eleitor tá querendo é me ouvir. Claro.
Você me perguntou, tô te dando explicação. Sim. Então, sobre rejeição, então, rejeição única é a que vale.
Eu tenho 25% de rejeição única. Quando é múltipla, a de todos cresce. A do Eduardo, por exemplo, vai a 46, a minha vai a 54.
Então, única rejeição única hoje o Lula tem acima de 40 e o o Flávio Bolsonaro tem acima de 40. Então, primeiro lugar, eu tenho 25% do eleitorado que foi altamente influenciado por aquela sucessão de covardias feitas contra mim, provadas. Você falou que eu fui preso quatro vezes.
Verdade. A primeira delas na véspera da prisão de Sérgio Cabral, já sabia. Eu estava sendo preso porque eu havia denunciado uma quadrilha liderada por Sérgio Cabral, mas que tinha entre eles o chefe do Ministério Público do Estado, Cláudio Lopes, que foi preso e um presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
Foi colocado em campos uma força tarefa para tentar me desmoralizar. Não acharam fazenda, não acharam riqueza, não acharam nada. Então acharam o quê?
O garotinho teria autorizado a distribuição de cheque cidadão. Por isso que o nome da operação é operação chequinho para vereadores. Bem, disseram que tinha um documento meu assinado.
Eu não era secretário de ação social, eu era secretário de governo. Eu pedi uma perícia em primeira instância, negado. em segunda instância, negado.
Quando chega no Supremo, o ministro Zanim, pelo qual não tenho ligação nenhuma, meu advogado disse a ele: "O senhor pode eh analisar esse pedido aqui, que é um pedido de perícia? Ele manda a Polícia Federal fazer perícia para ver se o tal documento era um documento relativo a aquele assunto e se a assinatura conferia com a minha. Mas sabe o que ele descobre?
Não tinha assinatura nenhuma. Candidato. A eu vou ter que interromper.
Não sabe por quê? Sabe por quê? A gente tem eh 17 minutos e 45 segundos e contando.
Esse é muito importante. As pessoas saber a verdade. Dizer o candidato foi preso.
O candidato foi preso. A pergunta que eu lhe fiz foi sobre a confiança que o eleitor vai ter candidato. Estado tem nome.
Ladrão nesse estado é Sérgio Cabral que eu botei na cadeia. Ladrão é Pesão que eu botei na cadeia. Ladrão é Pisani que eu botei na cadeia.
Ladrão é bacelá que eu botei na cadeia. Essa história de tentar transformar denunciante em denunciado, isso é muito antigo. Perfeito.
E para mim não cola. Pero, perfeito. É que o senhor tem de comunicação eh o dobro do meu tempo de trabalho e eu já tô trabalhando há 23 anos.
Então eu vou pedir um pedir um favor pro senhor, porque eu tenho muitas coisas para perguntar e eu queria muito colocar todas elas na rua. Explicar o que você considera principal. Perfeito.
Vamos lá. Eu eu vou pedir pro senhor um esforcinho de concisão e o senhor vai conseguir fazer porque tá mal acostumado com os podcasts de 3 horas, a gente só tem 50 minutos. Processo foi anulado.
Perfeito. O processo. O senhor disse aqui, o senhor disse aqui agora que o govern até a sua entrada na corrida, o Rio tinha um candidato da milícia e um candidato do comando vermelho.
Quem é o candidato da milícia e quem é o candidato do comando vermelho? Dito que Douglas Ruas é aliado de Flávio Bolsonaro, eu replico, o senhor vai votar em Lula ou Flávio? Eu vou explicar aqui primeiro.
Então os senhores podem ter absoluta certeza da minha lisoura, porque quando eu faço as minhas investigações, eu começo pelo sinal exterior de riqueza e a partir daí eu vou seguindo o dinheiro até chegar no crime que foi cometido. Minha vida foi vasculhada pela Polícia Federal, a Receita Federal. Eu fiquei 29 dias preso.
Quatro das quatro vezes somando dá 29 dias preso. Entrava, teve dia de eu entrar de manhã e saí à tarde e não provavam nada contra mim. Aquilo era retaliação porque queriam calar a minha voz em relação aos poderosos que eu estava denunciando.
Bom, quem era o candidato do Comando Vermelho, ó? Quem dizia na Assembleia Legislativa, no microfone, o seguinte: "Meu ídolo é Rodrigo Barcel. Rodrigo Barcel Quem era candidato?
Quem era? Quem era? Calma, eu vou dizer.
O o Rodrigo Barcelar não pode ir pro Tribunal de Contas. Ele tem que ser nosso candidato do PL a governadoras ruas, secretário de Cláudio Castro, candidato de Cláudio Castro. Cláudio Castro, cujo maior financiador lavava nos seus postes de gasolina dinheiro de Fernandinho Beiramar, através do Playboy que depositou nos postes de gasolina dele, R bilhão deais.
candidato do comando vermelho, apoio do comando vermelho, candidato da milí. Bom, todo mundo sabe que a mesma Polícia Federal que denunciou o Rodrigo Barcelá e prendeu o Rodrigo Barcelá, afastou da assembleia a deputada Lucinha do PSD, partido de Eduardo Pais. a deputada Lucinha, cujo filho é secretário de Eduardo Pais.
Eduardo Pais dizia para todo mundo que tinha por ela um carinho todo especial. Quando a Lucinha vai presa pela Polícia Federal, a Polícia Federal descobre que ela conversava ao telefone com o Zinho e Zinho chamava ela, sabe de quê? Madrinha, ô madrinha, resolve o problema do batalhão aqui, madrinha, troca esse delegado daqui, madrinha.
Bom, se ele não é o candidato da milícia, a madrinha da milícia é do partido dele. O filho da madrinha da milícia é secretário dele. Ainda tem um detalhe, o chefe da milícia dentro do sistema penal chamado Igor Bic, que lidera a milícia de Santa Cruz e Paciência, foi requisitado do estado para a Secretaria de Agricultura do Município do Rio para fazer o quê?
Campanha com as milícias da zona oeste para Eduardo Paz. Então, o candidato da milícia é Eduardo Pais, o candidato do comando vermelho. A Dani, a Dani emendou outra pergunta, né, entre Flávio e Lula.
O seu partido é neutro, o senhor pode escolher entre um e outro. Em quem o senhor vai votar, Lula ou Flávio Bolsonaro? Eh, e subiria no palanque com algum deles aí no estado?
Olha, deixa eu falar uma coisa aqui para você. O principal problema do Brasil, na minha opinião, nenhum dos dois está tocando no assunto. Qual é o principal problema do Brasil?
Os bancos brasileiros captam dinheiro no exterior a 2% e emprestam pro governo agora com a nova taxa Selic. Isso é um absurdo, isso é um assalto. A Constituição manda fazer auditoria da dívida.
Qual é a diferença do ministro da economia de Lula e do ministro da economia de Bolsonaro? O que que eles fizeram em relação ao que consome 50% de todo o dinheiro que o Brasil arrecada? Eles continuam mantendo tanto o Lula quanto o Bolsonaro a mesma política de superavit primário, câmbio flutuante, teto de gastos, sem incluir o pagamento da dívida.
Então, se ganhar a direita ou se ganhar a esquerda, vai mudar muito pouca coisa paraa vida real da população. Vamos ter mudanças em alguns costumes, né, em algumas posições de política internacional. Agora, a vida do povo, um projeto que faça a nossa economia crescer, um ou outro, quem vai continuar, senhor vai anular o voto.
Então, o senhor vai anular o voto, não vai nenhum no outro. Eu não anulo o voto agora, por que que vocês estão perguntando se eu vou votar em um e outro? Se tem parandidade interessa.
Isso interessa o eleitor. Ah, pode ser em outro. Quem é que o senhor vai votar?
Não, vocês só perguntam assim: "Ou é o Lula, vocês forçam a polarização? Vocês insistem em dizer que só existem dois candidatos? " Senhores eleitores, nós temos vários [roncando] candidatos.
Vamos observar os candidatos. Quando eu fui candidato, qual qual qual qual que qual que tem qual que tem despertado qual tem despertado mais o seu interesse? Muito interessante isso, senhor, porque realmente a a Dani perguntou Lula ou Flávio, eu emendei a pergunta, mas temos aí Ronaldo Caiado, tem Romeu Zema, tem Renan Santos, tem outros candidatos.
Qual, já que o seu partido é neutro, qual é a proposta que mais te interessa, candidato? Um minutinho, por gentileza. Quando eu fui candidato em 2002, todo mundo dizia: "É Lula Serra, Lula Serra, Lula Serra".
Eu fiquei fora do segundo turno por 3%. O Data Folha foi o único instituto que no final, no dia da eleição, publicou a seguinte manchete: Segundo turno será entre Lula, Serra ou Garotinho. Eu nunca fui colocado.
Eu estou dizendo que entre os dois candidatos, naquilo que de fato melhora a vida do povo, o salário, o poder de compra, o combate à corrupção, eu quero [limpando a garganta] saber qual é a diferença que nós temos aqui. Eu confesso a você, eu tô esperando ainda que os candidatos sejam colocados. Não estão todos colocados ainda.
A dúvida sobre algumas candidaturas, mas eu tenho simpatia hoje pela candidatura do Renan. Olha, eu hoje tenho simpatic Ítalo, não tô dizendo que vou apoiá-lo, eu nem o conheço, mas pelo menos uma coisa ele tem feito, tocado na ferida que outros candidatos tentam esconder. Não adianta tentar forçar o eleitor.
Eu não voto na esquerda por um motivo muito simples. Eu votei em Lula em 89, no segundo turno. Primeiro turno eu votei em Brisola.
Depois em 94 eu votei em Brizola de novo. Em 98 eu fui coordenador e candidato da chapa Lula Brisola. Depois, em 2002, eu fui candidato.
No segundo turno eu apoiei Lula. Em 2006 eu apoiei Dilma, depois apoiei Dilma de novo. Chega, né?
2010. Será que com 20 anos de PT o PT não teve coragem de enfrentar o principal problema do Brasil, que é o problema da dívida, para não brigar com os banqueiros e dar bolsa família pros pobres e bolsa banqueiro pro G. Vai lá aí, candidato.
Candidato, há 4 anos o senhor teve aqui com a gente como pré-candidato, acabou não sendo candidato. Eh, e o senhor minimizou um pouco a questão, a faceta golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro, eh, disse que não via clima com aquilo no país, enfim. E depois daquilo acabou que a gente Deixa eu só concluir minha, o senhor pode responder, só concluir minha pergunta.
Eh, o senhor acha, enfim, depois do que se soube eh no julgamento, enfim, eh, esse não é um tema que que que pro senhor é relevante para avaliar dos candidatos que estão se apresentando, seja Renan, seja Flávio, seja Caio, seja presidente Lula? O que eu disse, o que eu disse, eu repito, o julgamento dele não foi correto. Eu não entrei no mérito.
O que eu disse é que o processo foi marcado por uma série de irregularidades. E assim como é feito um dia contra um, é feito contra o outro. Eu já fui, eu já fui julgado aqui no Tribunal do Rio de Janeiro sem advogado.
Só é porque o senhor citou, por exemplo, Lu Fernando Pezão foi absolvido agora. Então o senhor parece que quantos seus adversários o senhor a justiça ela age corretamente, o senhor contra pessoas que o senhor mantém algum vínculo, elas ela parece tá agindo de forma correta. Então eh eu queria saber em relação a à atuação por que que você tá falando?
Eu não, eu não tô fazendo essa comparação. O que eu tô dizendo é que o processo contra Bolsonaro, o processo não obedeceu a ao rito judicial. Aliás, mesmo aqueles que acham que ele tem um golpe reconhecem [limpando a garganta] isso.
Todo mundo os dele foram gopistas. para Carmen Lúcia em determinado fala dela, disse assim: "É, em momentos especiais nós temos que flexibilizar algumas posições. " Não, a lei é lei para todo mundo, né?
Então, mas os atos deles foram os atos dele foram golpistas ou não? Essa é a pergunta. Não, tá falando em relação à outra pergunta.
Exatamente. OK. Você você falou que eu disse que eu defendi golpe, não defendi golpe nenhum porque na ditadura quando estourou a bomba do Rio Centro quem foi preso foi e eu Rosinha.
Minimizou a possibilidade de golpe há 4 anos. Não, eu tô falando o seguinte, eu sempre combati a ditadura. Ó, eu fui pra rua defender anistia, a defender eleições diretas.
Eu tenho uma história de luta pela democracia. Agora, a democracia existe direitos iguais, julgamento igual. Quando a justiça julga de um jeito para um e julga de um jeito para outro, aí não vale.
Ô candidato, a gente tem agora o momento de pingpong aqui da nossa entrevista. Deixa só fazer uma perguntinha, Fabula. Eu me escrevi aqui, não deu tempo de você ler.
Não tem como deixar o senhor sair daqui sem falar da bendita festa do astronauta, né? Vossa Excelência me obrigou a apurar Eu tive que escrever uma matéria longuíssima. para dizer quem tava e quem não tava.
Trágico, né? Eu quero entender exatamente o que que o senhor pretende fazer com esse material. O senhor disse: "Não, eu não vou porque meu advogado disse que não, porque é privado".
Na verdade tem interesse público, né? A gente tá vendo o que tá acontecendo no estado do Pará. O senhor tá sabendo que tá acontecendo lá?
Tem muita gente pedindo voto dentro de igreja, tem muita gente pedindo voto na internet dizendo que é Deus, pátria, família e no privado tá fazendo outra coisa. O senhor não acha que seria uma prestação de serviço público? abrir a informação, dar nome aos bois, fazer a coisa direitinho, dizer quem tava, quem não tava.
Se o ministro se o ministro André Mendons suspender o sigilo, eu publico. Ó, para você ter noção, eu tenho tanta responsabilidade para esse assunto que eu ando com isso aqui guardado no meu bolso, eu durmo com ele. Dá para mim, eu publico.
Eu publico aqui. Manda para mim, eu publico. Não, não, mas vamos saber que fui eu que te [risadas] eu não entrego minha conta.
Quando eu disse que tinha a festa dos guardanapos, eu provei. Quando eu disse que eu tinha o print do Barcelona encomendando minha morte, eu provei. Eu tenho a festa.
Não tem imagem com Flávio Bolsonaro, tem imagem de outras autoridades. Não tô dizendo que ele não tava na festa, eu tô dizendo que não tem imagem com ele. OK.
Podia tá na testa, mas na imagem da câmera que me foi mandada, porque assim, eu tenho imagem de uma câmera fixa. Essa imagem foi tirada da câmera, foi provavelmente pro telefone do VCAR. O telefone dele é apreendido.
Isso vai pra Polícia Federal, é periciado. De lá vai pra PGR, da PGR vai pro ministro, o ministro coloca em gelo. Aí vasa.
Qual é o único lugar aí que não passou pela mão de autoridade? Se vaza por mim. Eu Você acha que eu quero mais uma vez, diante do contencioso que eu tenho com setores do judiciário, que eu falo o que eu penso, é, as pessoas querem, ô, né?
Esse assunto a gente depois vai abordar mais, mas agora a gente vai entrar num momento que é muito interessante pro leitor, que é o senhor fala assim, se confundiu na sua matéria. Hum. Onde você falou que foi a festa de Nova York?
Na de Nova York eu não tenho. Essa aqui é retrô dos astronautas. Ela foi feita em Tranoso.
Foi feita depois. A sua matéria está corretíssima quanto a de Nova York, mas essa aqui é outra, não é a festa que você falou. Então, astronauta realmente era um tema que eles gostavam porque repetiram, né?
Então, pessoal vive no mundo da lua. Tudo bem. Deixa [risadas] eu passar pra Fabía, ela tem um pingafogo para fazer com o senhor.
[suspirando] Vamos lá. Vamos começar o pinga fogo muito rapidinho. O senhor fala sim ou não contra ou a favor?
Por favor, fique nisso, tá? O PP contra ou a favor? PT.
O PP. Ah, o PP contra. Contra.
Câmera no uniforme da polícia. Vai permanecer a inclusive do BOP. A favor.
Oi. A favor. A favor.
Voto impresso. Contra ou a favor? Eu sou a favor da votação atual com Opa, travou justamente nesse momento.
O senhor é a favor do voto impresso junto com o voto eletrônico. Não, o voto eletrônico votou, cai lá atrás um comprovante, só isso. Senhor a favor das bets?
De quê? Bets. Bet.
Bet é desde que algumas limitaçõ redução. O senhor é a favor da redução? com algumas limitações.
Sim. O o senhor é a favor ou contra a redução da maioridade penal? A favor.
A favor da redução da maioridade. O senhor é contra ou a favor as organizações sociais na saúde? Não é possível que travou neste momento.
Trava o o cronômetro foi trava, gente. Juro, no pinga fogo. Tinha um minutinho.
No pinga fogo. Vamos ver se a gente retoma aqui. Mas acho importante aqui.
Ah, voltou. Eu acho que a gente voltou. Voltou?
Não, não voltamos. Estamos, essa é a nossa primeira entrevista hoje com foco no Rio de Janeiro. A gente chamou os principais candidatos.
Estamos aguardando também outras confirmações. Anthony Garotinho, que tá aqui nos últimos segundos dessa entrevista. A gente estava fazendo o pingafogo com ele.
Ele dizendo que é a favor da redução da maioridade penal, é a favor das bets, é a favor das câmeras no uniforme da polícia, né? E nesse momento caiu. Não conseguimos retomar a entrevista?
Ainda não. Agora, eh, ô Dani, vamos falar um pouquinho, já que você apurou sobre a história da festa do astronauta e eu quero ver se ele vai conseguir te entregar [risadas] esse penal, não vai entregar. Ele, ele já falou que não vai entregar, mas foi ótimo, pelo menos eu consegui corroborar [risadas] toda a minha apuração, porque quando ele lança a polêmica voltou.
Pronto, vamos ao que volou. Vamos lá. Vamos só, vamos só finalizar.
Abre o áudio aí, por favor. Eh, candidato, só pra gente finalizar o pingafogo, só estamos na última eh pergunta aí que é o senhor falou que das organizações sociais. Eu perguntei se o senhor é contra ou a favor as organizações sociais na saúde.
Totalmente contra. Contra uma qualidade e um defeito seu. Uma qualidade?
Eu acho que eu falo a verdade e um defeito meu, não ter medo de morrer. Encerramos 50 minutos. Agora o senhor tem 2 minutos para as suas considerações finais.
Candidato, muito obrigada por tá aqui. Já agradeço aqui a sua participação. A gente agora zerou o cronômetro, 50 minutos de entrevista com o candidato Anthony Garotinho do Republicanos.
E agora a gente vai oferecer isso a todos os candidatos que participarem da nossa sabatina, o Wall e Folha. Ele tem 2 minutos para as considerações finais. Pode ir, candidato.
Eu quero me dirigir, né, ao eleitor que nos assiste dizendo o seguinte: "Tenha responsabilidade com o seu voto. Votar é rápido, 4 segundos, a responsabilidade vem depois, 4 anos". Então, por gentileza, pense, [limpando a garganta] o Rio de Janeiro está hoje diante da seguinte opção.
Existem três grupos de candidatos. os candidatos que estão ligados ao crime, que eu já aqui, outros candidatos que não estão ligados ao crime, mas não tem experiência e nem carcaça e nem coragem para enfrentar esta situação. E tem a minha candidatura que é contra esse sistema todo que tá instalado aí.
Se vocês entenderem que querem continuar, votem no Eduardo Pais ou no Douglas Rua. Se vocês entenderem que o Rio deve sair desta crise, vote em alguém que tem passado, presente e um futuro de esperança para oferecer pro povo do nosso estado. Assistam aos debates, assistam as entrevistas e cuidado, muito cuidado, porque nós temos um candidato que finge ser bom administrador, mas eu vou provar para vocês que enquanto o estado cresceu, a cidade do Rio encolheu.
Foi a única capital do Brasil que a população diminuiu. Pegou a cidade com 400 milhões do César Maer, entregou pro Cavaliere 24 bilhões de dívida. Eu sou uma pessoa preparada.
Eu leio dois livros por semana. Nunca deixei de acompanhar as questões do nosso estado. Prontinho para ser governador.
Exato. Candidato. Muito agradecida por iniciar aqui a nossa sabatina, nossa série de sabatinas.
Muito obrigada pela gentileza e até uma próxima. Boa sorte aí na sua candidatura. Agradeço Dani Lima também pela parceria.
Obrigada, Dani, tchau, Ítalo. Muito obrigada pela parceria também, Itítalo Nogueira, que vai nos ajudar nas sabatinas do Rio de Janeiro. Até Ítalo.
Até Fabiola. Tchau, Dani. Até a próxima.
Bom, e assim a gente segue. Amanhã teremos mais uma edição dessa parceria Wall e Folha. Amanhã vamos receber aqui nesse mesmo horário o candidato pelo Paraná, eh, Sérgio Moro, será o nosso sabatinado aqui no nossa série de entrevistas.
Muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia.