Bom dia! O sol já nasceu lá na Fazendinha. A todos vocês, que tenham um excelente dia!
Espero que todos estejam em paz. Dia 25 de fevereiro, com mais uma meditação estóica. Baita prazer reencontrá-los!
Vamos com a fumaça e a poeira do mito. A fumaça e a poeira do mito: uma meditação extraída exatamente das Meditações do nosso mestre Marco Aurélio. Diz o Marco Aurélio: "Não se esqueçam, né, moçada?
Não se esqueçam! Sempre na medida das vossas possibilidades. Eu sei que tem gente fazendo isso com o maior carinho do mundo, ah, mandar essas meditações para os amigos.
Eu tenho queridos amigos que estão dizendo: 'Olha, eu tô mandando para todo mundo. ' Tem gente comprando diário estoico lá no grupo da família. Churrasco de fim de semana, a gente fala sobre estoicismo.
Fico super feliz, fico super lisonjeado, porque o mensageiro não é importante. Eu não tenho importância nenhuma. Os estoicos bem nos ensinam isso, mas a mensagem é importante, né?
Uma vida meditada é importante. Como é bom quando a gente descobre uma coisa legal e compartilha isso com os amigos! Então, para vocês que gostam, né, insisto nessa solicitação: vamos repassar aos amigos.
Pois bem, lemos Marco Aurélio. Mantenha uma lista mental daqueles que arderam com cólera recentemente, por um motivo qualquer, ou mesmo os mais renomados por sucesso, infortúnio, más ações ou qualquer distinção especial. Olha a dica do Marco Aurélio: guarda aí na sua cabeça!
Tenha sempre na sua cabeça, tá? Volta lá naquela meditação dupla que eu fiz, lembra? Falando sobre como Marco Aurélio lida com isso: não é para olhar pros outros, é só para você.
Não olhar para o outro é fundamental. Não de forma mesquinha, não para ficar: 'Ah, ele tem, eu não tenho. ' Não, não!
Mas olhar como referência do que sim e do que não. Esse julgamento alto, esse julgamento do filósofo, né? Não o julgamento do vizinho fofoqueiro.
Ter essa lista mental desses modelos que você conhece, seja por infortúnio, más ações, ressentimentos, cóleras ou coisas positivas, sucesso, riqueza, etc. Então diz Marco Aurélio: pergunta a ti mesmo: o que restou de tudo isso? O que restou de tudo isso?
Gente, essa pergunta coloca a nossa vida numa perspectiva absolutamente formidável! Absolutamente formidável! Os nossos medos numa perspectiva absolutamente formidável.
Vem cá, Thalis! Vem cá falar bom dia! Numa perspectiva absolutamente diversa.
Pesada! Thalis, vem cá! Vem cá, Thalis!
Vem cá no papai! Vem cá! Ih, o sol já veio!
Pera aí que eu já retomo. Pera aí! Tem que falar 'oi'.
Vocês ficaram agitados de repente? Thalis, vem cá! Vem aqui, papai!
Aí, negão, vem cá dar bom dia! Vem cá! Vem cá dar bom dia!
Na loucura, senão tá na loucura! Na loucura! Senão a galera fica chateada com o papai.
Por que você tá loucão? Isso babou na lente dos meus óculos. Olha que babada gostosa, papai!
Olha que babada gostosa! Vai fazer bagunça para lá. Deixa eu ver se eu limpo aqui essa lente.
Moçada, essa simples pergunta: o que sobrou de tudo isso? O que sobrou dessa coiseira toda? Dessa correria toda, para cima e para baixo, sucessos, fracassos, cólera, ódio.
. . tudo, tudo, tudo!
O que sobrou disso? Onde é que esses caras estão? Para quê tanta preocupação?
Fumaça e poeira! Continua Marco Aurélio: fumaça e poeira, os ingredientes de um simples mito tentando ser lenda. Tantos medos que a gente carrega, tantos lamentos, tantos pesos desnecessários, tantas falsas alegrias.
Tudo pueril! Tudo é um grande castelo de cartas! Abre o álbum de fotografias aí dos seus avós falecidos, dos seus bisavós falecidos.
E aí, o que sobrou das grandes lendas, dos grandes heróis? Tem uma passagem, salvo engano, do Marco Aurélio mesmo, né, que ele fala assim: 'O cavalariço de Alexandre teve o mesmo fim de Alexandre. ' Na perspectiva do próprio Alexandre, o mesmo fim.
Os sucessos, as dores, as angústias que cada um trazia, todas acabaram dissolvendo em túmulos. Enfim, os nossos comentadores dizem em seus escritos: Marco Aurélio mostra constantemente como os imperadores que vieram antes dele mal eram lembrados apenas alguns anos depois. Eu carreguei isso muito forte dentro de mim, por causa do meu pai.
Meu pai foi um funcionário graduado do Banco do Brasil, assumiu cargos altíssimos de direção dentro do banco. E meu pai sempre chamava muito a minha atenção, já eu ainda muito pequeno, né? Assim: 'Isso aqui, Denis, é só um cargo.
Eu não sou esse cargo. ' Tanto que meu pai, assim que ele saiu desse cargo, toda essa festa aqui em torno dele vai acabar. Todas as visitas de deputados e senadores, toda a cerimônia de beijão, todos os convites para os jantares, para os almoços.
. . não é um convite ao seu pai, é um convite ao cargo que ele ocupa, que daqui a pouco acaba.
Tantos que meu pai se aposentou com muita inteligência. Tem gente que se aposenta e não sabe mais o que fazer da vida, porque aquela pessoa foi só o cargo que executou uma vida inteira ou boa parte da vida, né? Não sabe experimentar outra coisa ou o que carrega.
Então, perdeu o que tem. Puxa, mas se eu tô sem esse cargo, e agora, quem vai olhar para mim? É porque você não se construiu enquanto indivíduo, você se construiu enquanto aquilo que você tinha.
E o que você tem, você pode não ter amanhã. E mesmo que você tenha, até a morte, vamos todos para o mesmo lugar! Para ele, para Marco Aurélio, isso era um aviso de que, por mais que tenha conquistado, por mais que tenha imposto seu mundo, era como se construísse um castelo na areia, fadado a ser logo apagado pelos ventos do tempo.
O mesmo pode ser dito daqueles impulsionados às alturas do ódio. Raiva da obsessão ou do perfeccionismo? Marco Aurélio gostava de mostrar que Alexandre, o Grande, um dos homens mais apaixonados e ambiciosos que já existiram, foi enterrado no mesmo solo que o seu condutor de molas.
O seu cavalariço tem uma meditação dele sobre isso: finalmente, todos nós vamos morrer e ser, pouco a pouco, esquecidos. 20, 10, 50, 100 anos depois da nossa morte, alguém, dependendo do que você tiver feito, se for algo muito extraordinário, há de se lembrar de você, assim como se falasse de uma sombra que passou por aqui em algum momento. Finalmente, todos nós vamos morrer e ser, pouco a pouco, esquecidos.
Deveríamos gozar desse breve tempo que temos na Terra e não ser escravizados por emoções que nos deixam infelizes, insatisfeitos, vazios, desejosos de algo que não leva em consideração que, daqui a pouco, uns antes, outros um pouquinho depois, seremos todos fumaça e poeira. Viva como se hoje fosse seu último dia, porque pode ser! Beijo muito carinhoso para vocês.
Até amanhã!