É, pessoal, tem muitas coisas que a gente não percebe e que, quando ainda estamos inconscientes do quanto os traumas impactam na nossa vida, eles vão se transformando. Não somente naquele momento, mas conforme vamos passando os anos. Ele praticamente vai se tornando, talvez você fale: "Ah, é uma energia negativa que me envolve", "Ah, é um pensamento negativo.
" Presta bastante atenção! Enquanto você não prestar atenção em todos esses pensamentos e nessas energias, elas não estão aí por acaso. Elas estão justamente aí para te mostrar que está acontecendo alguma coisa com você ou que está acontecendo alguma coisa na tua família.
Justamente por isso que nós temos essa possibilidade de melhorar, essa possibilidade de buscar novos recursos para a nossa vida, porque nós estamos em constante evolução. Agora, olha que interessante o quanto a gente não conhece, talvez, lugares e, às vezes, ciência. Só que quantos de nós conhecemos realmente nós mesmos?
Quantos de nós conseguimos entender as nossas reais intenções diante de alguma situação? Às vezes, a gente acha: "Ah, vou passar por despercebido, né? " "Ai, minha vida é só isso.
" Não é! Você tem tanta história linda, você tem tanto conhecimento, você já passou por tantos caminhos que só você, que é essa pessoa única, tem para oferecer. Então, a partir de grandes conhecimentos que você adquire e que vai aplicando em si mesmo, você consegue mostrar, não mostrar.
Isso se torna natural em você, entende? Se torna tão natural na tua vida que outras pessoas vão olhar para você e falar: "Nossa, você não tem noção do quanto me inspira, você não tem noção do quanto me ajuda", porque você simplesmente está sendo você. E é por isso que eu sempre gosto de estar trazendo todos esses conhecimentos para você, de estar compartilhando sobre esse entendimento do teu corpo, para você conseguir alinhar com tua mente, com a tua alma, com o teu espírito.
Trazendo esse conhecimento justamente para que você já comece a mudar a partir de você. Então, lembra: esses pensamentos e essas energias negativas não estão aí por acaso. Você tem essa possibilidade de se liberar disso, basta estar aberto para o conhecimento, basta estar aberto para o novo na tua vida.
Todas aquelas histórias que aconteceram no teu passado — e eu já vou entrar para falar sobre o fígado aqui, sobre a visão sistêmica do fígado — mas toda aquela história que aconteceu no teu passado, não somente no teu passado, mas que, de repente, aconteceu com a história da sua família, pode estar, em algum momento, reverberando em você. De que forma? Tem uma história que eu gosto muito, que é basicamente assim.
Nem é uma história, é física, praticamente. Quando a gente joga uma pedra dentro da água, ela está parada, né? Mas, na hora que você joga a pedra, ela faz uma onda muito grande.
Essa pedra é como se fosse o nosso próprio trauma. Quando acontece na nossa vida, esse trauma, vamos supor que aconteceu com um antepassado seu, só que aí, naquele exato momento, foi um impacto muito gigante, muito intenso, muito difícil, e que, de repente, acabou ficando velado, porque muitas pessoas falavam: "Ai, não vamos tocar nesse assunto, não, porque ele é delicado. " "Ah, não vamos falar, porque isso dói demais.
" Então, isso foi se abafando. Só que, quando se abafa, o que vai acontecer? Essas ondas continuam, seja no rio, seja em qualquer lugar que você jogou a pedra.
Essas ondas vão continuando. Porém, a gente vai recebendo esses vestígios do passado e é por isso que, às vezes, a gente fala: "Nossa, por que de repente eu fico doente? Por que de repente eu estou da mesma forma como as pessoas da minha família estiveram?
" Porque existiu ali uma história. Ou, de repente, você passou por alguma situação e se calou. Existe uma verdade que está pulsante dentro da tua alma, dentro do teu espírito, que você escondeu.
Agora, até quando você vai esconder isso? Você precisa ser verdadeiro com você. Você precisa entender o que tudo isso está querendo te dizer.
Então, lembra e escreva isso: anota isso para tua vida. Todas as vezes que você foge da sua verdade ou do quanto você, talvez, ficou magoado, ressentido com algo, com alguém, com alguma situação, isso ainda continua gerando raízes e pensamentos negativos nessa simplicidade, pessoal. E todas as vezes que ocasionam um trauma na nossa vida e a gente não resolve isso dentro de cada um de nós, o nosso corpo começa a mostrar através das dores.
Então, quando se trata do fígado, essa busca que eu fiz eu gostei muito, porque foram grandes descobertas. Eu lembro que minha mãe sempre reclamava, falando: "Ai, ai, eu tô com a minha vesícula preguiçosa. Ai, atacou meu fígado.
" Minha mãe falava isso. O meu pai nem tanto, mas olha que interessante. Os meus avós paternos, meu Dian e minha Ban, que significa vovô e vovó em japonês, morreram com problema no fígado.
Meu Dian teve câncer no fígado, né? E a minha Ban também. Enfim, isso tudo não mostrou por acaso.
Não é somente assim: "Ah, a pessoa morreu. " Ok, não! Mas tem uma história que nos conta através disso e foi o que eu fiz, investigando na minha árvore genealógica, porque eu falei: "Gente, eu quero ter uma vida saudável.
Talvez eu tenha algum gene que eu não esteja percebendo, mas que, se de repente ele for acessado, pode ser que desencadeie, não é mesmo? " "Esteatose hepática" eu não lembro. Sabe, Rosângela, mas deve ser.
Eu não sei o que era, eu não lembro, porque quando ele morreu eu tinha 11 anos. Aí é o momento em que eu comecei a fazer essa busca, porque todos nós temos essa possibilidade. Não tem como você não saber disso, todos nós estamos aqui.
E e propensos a de repente desencadear alguma doença, mas de onde que ela surge? Como que ela vem até nós? Todos os impactos traumáticos que acontecem nas nossas vidas ou que aconteceram na história da nossa família impactam profundamente no nosso ser.
Mesmo que às vezes a gente fale assim: "eu não gosto das pessoas da minha família", tudo bem, mas se nós nascemos dessa árvore, se vamos supor que você é uma maçã, nasceu de uma macieira, tem como você ser um limão siciliano? Não tem? Nessa simplicidade, sabe?
Ah, mas o comportamento das pessoas da minha família. . .
Gente, que se dane o comportamento das pessoas da sua família. É sobre você, sobre você conseguir sair desse lugar, sabe? Sobre você ter esse entendimento e falar: "eu posso fazer diferente".
Porque o que a gente mais percebe - eu falo a gente, mas eu incluo terapeutas, nós, juntos comigo, os alunos, nós - porque a gente percebe que tem muitas pessoas que às vezes falam assim: "ah, mas meu pai", "mas a minha mãe". Quando chega nessa forma, pessoal, sabe o que a pessoa está fazendo? Ela simplesmente não quer mudar, porque ela já tem um milhão de desculpas para falar: "ai não, eu só sou assim porque meu pai e minha mãe são dessa forma", e ponto, sabe?
Então, é sobre isso, sobre você saber olhar para você, sobre você entender esse caminho para você ter esse autoconhecimento e se transformar, porque enquanto você não se transforma, como que você consegue ajudar as outras pessoas? E como disse Bert Hellinger, a gente só consegue ajudar o outro até onde a gente caminhou. Então, olha só, não tem como a gente não ser parte da família que a gente vem.
Não tem certo. A partir daí, biologicamente falando, nós temos os mesmos genes. A partir daí, nós temos também todo um script, digamos assim, tem um script.
E nesse script, que pessoas da sua família passaram, pode ser que você passe por histórias semelhantes sem você perceber. Você só vai se dar conta se for uma situação muito idêntica ao que aconteceu com as pessoas da sua família. Então, por exemplo, que foi basicamente o que aconteceu na minha família, que eu estava te falando com relação ao fígado e toda essa visão sistêmica, eu fui fazendo essas pesquisas e então eu entendi o que levou o meu Dã a chegar nesse resultado.
Ele havia passado por muitas situações de dificuldades, e essas dificuldades eram extremamente profundas. Agora, você imagina só: os japoneses, assim como antigamente, né? Muitas outras etnias, não somente os japoneses, não falavam, não podiam expressar o que estavam sentindo.
Não podiam falar que de repente estavam revoltados, que estavam ressentidos, simplesmente tinham que engolir e falar: "é isso", e pronto, acabou. A partir disso, eu comecei a olhar todo esse histórico familiar e, fazendo todos esses estudos, trazendo tanto epigenética, nova medicina germânica, as constelações familiares, tudo levou a um sentido que eu falei: "caramba, é isso, é realmente isso". Todas as pessoas, assim como meu Dã, passaram por inúmeros traumas, onde ele passou por muita escassez, escassez do que seria da vida dele, escassez de alimento, escassez de afeto.
Todas as pessoas que passam por essas situações desencadeiam inconscientemente alguma coisa ali no fígado. Então, por exemplo, não somente a escassez, mas atualmente, falando, o fígado está falando também sobre todas aquelas raivas das escassezes que você passou na tua vida ou que as pessoas da sua família passaram na vida. Para analisar escassez do quê?
É de dinheiro? Não, dinheiro é outra coisa, mas quando se trata do fígado, a gente precisa observar quais foram as situações que você passou. Perceba também, observe na tua árvore genealógica: tem mais alguém que tem algum problema no fígado?
Pri, foi escassez de tudo. Pri, eu vi minha vida adoecer, exato. E gente, escassez adoece.
Escassez adoece. Muitos vieram contra a vontade para o Brasil. Então, no caso da minha família, do meu Dã, eles vieram por vontade própria, tá?
Não vieram contra a vontade, não, mas eles passaram por muita escassez lá no Japão. Eles passaram por muita situação dificílima lá, escassez mesmo, é escassez assim, de não ter o que comer, de não ter o que fazer ou para onde correr. Sabe, prando com muita náusea.
Eu fiz exames e não deu nada. Observe se você não está sentindo muita raiva. Você não está conseguindo digerir alguma coisa?
Aí é emocional, viu? Eu fiz uma investigação do seu curso. Ah, o fígado e meu pai, meu avô, meu bisavô materno, todos morreram com problema no fígado.
Então, busque as carências na tua árvore genealógica e até mesmo na tua vida. Então, olha só, palavras e pensamentos ocultos. Por exemplo, eu tenho medo de faltar para mim, ou eu sinto raiva por eu não ter o que comer.
Ou senão: e se me faltar o meu afeto? E se faltar o meu alimento? E se faltar carinho na minha vida?
Quem vai alimentar a minha vida amorosa? Ou quem vai alimentar até mesmo a minha vida espiritual? Por exemplo, pode perceber que todo lugar em que tem uma certa carência, carência afetiva, carência emocional, as pessoas vão sempre desencadear algum problema no fígado, porque é sobre isso que ele vai sempre nos falar.
Ele fala também sobre um pouquinho da raiva, mas não é tanto, é mais sobre a falta, é mais sobre a escassez. Pri, ver os pais brigando por causa de dinheiro me gerava muita raiva. Hoje eu fico chateada quando percebo que estou brigando com meu marido com relação às nossas finanças.
Aí, nesse caso, você percebe que está acontecendo uma repetição, e essa repetição é justamente por aquele julgamento no pensamento. Não sei, né, como é a tua relação com os teus pais. Sabe?
O importante é você observar hoje, você como adulta, o que você pode fazer. A partir de agora, porque tudo aquilo que a gente julga em pensamento, isso se repete na nossa vida, tá? Porque, às vezes, as pessoas falam: "Ah, mas eu não tenho como não julgar".
Não tem, sim! Tem como não julgar. Talvez você fique alimentando.
. . A gente precisa prestar atenção no nosso comportamento.
Lembra? A gente consegue transformar a vida das outras pessoas quando a gente se transforma, quando a gente faz essa busca dentro de nós. E, enquanto a gente não observa essas dificuldades nossas, com os nossos, dificilmente a gente consegue sair desse emaranhado.
Então, quando a gente compreende que todos eles foram pessoas simples que também erraram e que a gente pode fazer um pouquinho de diferente a partir de agora, com algo novo. Porque muitos de nós buscamos novos aprendizados devido àquelas falhas, não é? Devido àquelas falhas.
E, quando a gente fala dessas falhas, nós estamos falando basicamente de nós. Ficou claro para você até agora? Então, por exemplo, quantas pessoas, além de você, passaram por alguma dificuldade?
Talvez uma dificuldade de carinho, talvez uma dificuldade de afeto, talvez uma dificuldade alimentar. . .
não teve o que comer. Então, quando a gente amplia o nosso olhar, a gente vai buscar, nessas árvores genealógicas, quem foram essas pessoas que passaram fome, que passaram muita dificuldade, muita escassez, precariedade. Muita precariedade.
Mas não foi só uma vez; foram várias. Quando a gente compreende que nós temos acesso ao novo, nós temos acesso à abundância, à prosperidade, tudo isso tem a possibilidade de sanar no nosso corpo. Porque, lembra?
O teu pensamento vai gerar essa energia. Se for um pensamento positivo, vai gerar uma energia positiva; se for um pensamento negativo, vai gerar uma energia negativa. E isso vai começar a se materializar no teu corpo.
Nessa simplicidade, até que chega no ponto que você só vai parar para olhar para você na hora que você realmente tiver enfermo. Aí você vai falar: "Não, deixa eu remar, porque agora o negócio ficou feio, né? Fugi tanto disso, mas agora eu preciso realmente olhar pra minha história".
Ah, depois de eu fazer uma tomografia, eu descobri que tenho vários nódulos. Eu fiquei preocupado, mas o médico disse que é genético, hum, e que não é pra me preocupar. E você, tomando já a consciência do que pode ser, quais são essas possibilidades.
. . é possível que o seu organismo pare de alimentar o DNA que está recebendo esse código, que está liberando e desenvolvendo esse nódulo no teu órgão.
A partir daí, você tem a possibilidade de trazer uma melhora muito significativa pro teu corpo. Então, precisa ter uma escolha, uma decisão. Por exemplo: "Ah, eu decido a partir de agora mudar o meu pensamento, mudar a minha postura.
" O nosso corpo sempre vai revelar alguma coisa que nos faz estar contra o nosso próprio espírito. PR a falta de comida. Os meus ancestrais passaram por falta de alimentação.
PR quando a exposição com a raiva pode atingir o fígado. Ela só pode atingir o fígado se a pessoa sentir raiva de passar por aquela situação, porque a raiva vai afetar uma outra parte do nosso cérebro. Ela vai trazer um outro entendimento que vai acessar uma parte cerebral e, automaticamente, vai acessar outros órgãos.
Então, não é somente o fígado que é afetado pela raiva; ela vai afetar outros fígados, outros órgãos também, tá? Ela só vai poder afetar se a cada pessoa fala assim: "Nossa, que raiva! Que ódio, de novo eu passando por necessidade.
" E a pessoa fica lá, totalmente contrariada: "Tô contrariada, eu não dou conta, tenho que passar por isso de novo, me sujeitando a isso de novo. Preciso fazer isso, porque senão eu não como. Olha, preciso fazer isso, senão não vou pra frente.
Como que eu me alimento? Eu preciso me sujeitar a esse relacionamento, senão eu não recebo esse amor, eu não recebo esse carinho. " A gente pode até buscar, aí, de repente, uma lesão emocional do abandono.
Talvez a gente pode buscar quais foram essas lesões, porque cada um de nós tem uma forma de olhar para o mundo. Eu não sabia. Eu não posso ver ninguém com fome; eu queria sair distribuindo comida pros outros na rua.
Minha mãe disse que eu era doida. É necessidade de reparação. Todas as nossas ações são necessidades de reparação.
Há alguma coisa que a gente olha em outra pessoa e que, de repente, nos dói, nos machuca. Está conversando com algo do nosso próprio sistema familiar. Por exemplo, é igual quando eu falo para vocês que existem três formas de reparação.
A gente repara histórias da nossa família. Essa reparação é uma melhora significativa para a nossa família. De que forma?
Através da nossa profissão, através dos filhos ou através das enfermidades. Então, por exemplo, se a gente passa por alguma situação, por exemplo, escassez de alimento. .
. Nossa, muitas pessoas passaram fome. De repente, pode aparecer aí os pizzaiolos, as pessoas que abrem restaurante ou, de repente, começam a surgir aí outras profissões que mexem com alimentos.
Já parou pra pensar nisso? Ou de repente surgem os voluntários que fazem alimentos e levam para as pessoas que passam por necessidades. Por isso que eu falo: cada um de nós somos únicos.
Você tem uma coisa que é única e que é sua, e que ninguém tem condições de ser como você nessa vida, nessa terra. Entende? Você tem noção do que é isso?
Entre 8 bilhões de seres humanos, você é uma pessoa única. Entre 8 bilhões de seres humanos que existem nesse planeta Terra, você tem uma digital que é somente sua. Dessa mesma forma que você tem uma digital somente sua, você tem a sua própria história, você tem o seu devido lugar, uma coisa única que só você faz.
Só você faz, mas ninguém sabe fazer no teu. Lugar é só você.