[Música] existem hospitais eh a venda ou com possibilidade de venda mas eu acho que sobre a ótica dos compradores muitos deles hoje a gente enxerga que o nível de resultado ou a dificuldade de rentabilizar uma aquisição daquele ativo com todas as necessidades que ele tem de investimento mas também e com posicionamento comercial que eles passaram a ter eh se tornou pouco atrativo Então a gente tem priv o crescimento orgânico ainda que a gente continue atento a boas oportunidades de aquisição Eu imagino que os outros as outras redes aí mais ativas em aquisições tem uma leitura
parecida com essa que eu tô [Música] colocando Olá meu nome é Rafael Barbosa e eu sou o CEO da bionexo bionexo é uma empresa dedicada a transformação da Saúde através de tecnologia mas nós sabemos que nem só a tecnologia transforma também a educação e o conhecimento e também as parcerias como essa que a gente tem o prazer de apresentar pra nossa comunidade a parceria com anap na construção do anap questiona uma série de entrevistas e conteúdos exclusivos que nós vamos compartilhar com vocês sejam [Música] bem-vindos nós estamos com mais um episódio da série que a
nap vem desenvolvendo procurando ouvir as principais lideranças do setor de saúde e em particular do setor hospitalar sobre qual o futuro do setor qual a estratégia para que o setor possa continuar oferecendo ao país especialmente a saúde suplementar os grandes serviços que tem prestado ao longo dos anos essa é uma parceria que temos com a bionexo uma empresa conceituada do setor E que hoje eh nos permite trazer uma das figuras que apesar da Juventude é uma das figuras mais respeitadas desse setor o melhor elogio que eu já ouvi a respeito dele e é um elogio
recorrente parece um elogio muito simples mas que me parece eh expressar muito bem o que o setor pensa dele se o nome dele não fosse Paulo mol ele continuaria sendo um dos maiores executivos e um dos melhores executivos do setor porque o nosso Paulo mol é respeitado exatamente pela qualidade pela inteligência pelo caráter estratégico que imprime as empresas do grupo do qual faz parte com grande brilho bom te receber aqui Paulo e a a obrigação deveria ser a seguinte primeira pergunta qual é a surpresa que vocês estão preparando como não adianta perguntar isso como não
adianta perguntar perguntar isso eh eh eu eu vou tentar te provocar num primeiro momento com o seguinte esses últimos 10 anos foram inacreditavelmente transformadores Quando você pensa os próximos 10 anos onde você imagina que o mercado de saúde suplementar tá indo se a gente pular para 2034 onde é que você imagina que a gente vai est bom primeiro prazer estar com vocês aqui Brito eh Obrigado pelos elogios aí pelas palavras não sei se eu se eu mereço tantos elogios mas eh vou pegar o link aqui da entrevista vou mostrar pra minha mãe que ela vai
ficar satisfeita de ver eh bom falando sobre é difícil né projetar projetar 10 anos né se há 10 anos atrás tivesse me perguntado onde é que ia tá o setor hoje Onde é que ia tá a nossa empresa hoje dificilmente eu eu conseguiria eh descrever todas essas transformações que que ocorreram a gente também não procura fazer eh planos assim tão longos né a gente vai observando claro que fazer investimento em hospital né construir hospitais em especial ou mesmo adquirir são investimentos para sempre né E os retornos né no hospital construído são retornos normalmente de mais
de 10 anos né se você considerar o prazo de você prospectar um terreno de você fazer um projeto você aprovar de você construir ter o retorno do Capital então aquilo é um comprometimento de muito longo prazo mas assim as as grandes mudanças anças de posicionamento de estratégias né no nosso caso nunca teve nos planos para ter um investimento numa seguradora foi eh algumas mudanças de mercado e uma oportunidade que a gente viu naquele naquele momento eh eh e um movimento que acho que trouxe muitas opcionalidade no nosso posicionamento ainda que a gente se se veja
claramente como uma empresa prestadora de serviços médicos que investiu estrategicamente numa seguradora mas sem sem mudar o nosso o nosso Foco com o nosso DNA como como prestador de de de serviço eh a gente tem à nossa frente aí muitos investimentos a gente tem uma visão Clara que ainda que eu tenho dificuldade de escrever todos os cenários e tudo que possa acontecer daqui para 2034 eh algumas coisas acho que a gente tem um nível de convicção mais alto e por isso a gente tá pautando alguns dos nossos investimentos nessa direção a gente entende que o
país eh precisa de uma infraestrutura hospitalar mais moderna eh com escala eh sejam hospitais de rede como os nossos ou mesmo hospitais individualmente quando a gente olha a gente ainda tem uma realidade de um tamanho médio de hospital no Brasil de 60 leitos a gente tem nos últimos 10 anos 500 hospitais entre os que abriram e os que fecharam 500 hospitais foram foram reduzidos aqui da da da oferta dentro do do setor privado Isso mostra que a gente tem muitas estruturas que TM dificuldade seja por falta de escala de capacidade de luz seus custos de
poder de barganha barganha na compra com com seus fornecedores eh estruturas tambem tendo muita dificuldade de sobreviver eh e e o investimento em hospital vai se tornando um investimento cada vez mais tecnológico né a parte de equipamentos eh ela vai se se tornando cada vez mais importante né do componente de investimentos Eu lembro que os primeiros hospitais que a gente construiu 80% do que a gente gastava era a parte de terreno e a obra civil eh e 20% Equipamentos Médicos eh investimentos mais recentes em especial no nossos hospitais com a marca estar isso isso já
se tornou 50 a 50 Às vezes a parte de Equipamentos Médicos sendo até maior do que todo o outro investimento isso não é porque diminuiu o investimento em obra porque na verdade os hospitais vão se tornando os equipamentos mais caros eh e isso acho que vai forçar as estruturas hospitalares a buscarem escala modernização um tamanho mínimo para operar eh e com essa visão de que esse processo vai continuar ocorrendo e que a gente entende que existe uma demanda por leitos de referência de qualidade que a gente tem uma quantidade importante aqui de de projetos são
são em torno de 6.000 leitos alguns a gente já entregou outros a gente tá entregando aí nos próximos 4 5 anos então é uma é uma oferta importante de leitos adicionais algumas expansões de hospitais mas muitos hospitais novos que a gente tá tirando do chão eh em cima dos atuais 10.000 leitos operacionais 11.000 leitos totais que a rededor tem é um investimento bastante importante acreditando eh óbvio que se o mercado crescer ajuda e a gente teria um Ramp up mais rápido desses leitos Mas vendo que com o mercado atual mesmo com Os Atuais 51 milhões
de vidas cobertas existe uma necessidade eh de hospitais de referência nesses locais que a gente tá que a gente tá ou crescendo os hospitais ou passando a ofertar com algum algum hospital com com uma das nossas marcas né no período pré-pandemia a gente teve uma uma verdadeira corrida de aquisições aí veio a pandemia vieram circunstâncias diferentes de mercado eh e aí eu não me refiro a rede dó especificamente eu digo as redes a o o o o BUM das aquisições passou existe ainda um espaço como é que você conceituaria o que que ainda existe de
crescimento por aquisições de fato hoje eh o número de oportunidades ele é ele é na nossa visão mais limitado a nossa própria atividade de aquisições eu diria até que um você falou que antes da pandemia ela chegou a entrar um pouco por da pandemia 2020 foi aquele ano do eu acho que ali do do do auge da pandemia do entendimento né até onde aquilo iria 2021 começou numa grande expectativa de que a pandemia teria ficado lá naquela primeira onda e aquele talvez terha sido o momento do Ápice ali das aquisições mesmo na rede dorf é
um ano muito ativo né a gente fez o nosso IPO no final de 2020 2021 a gente adquiriu 17 hospitais eu diria o que mudou eh é que alguns dos grandes ativos disponíveis deixaram de estar disponíveis hoje fazem parte já foram adquiridos fazem parte dos grandes grupos Eh agora se olhar o perfil das aquisições que a rededor fez ali em 2021 nesses 17 hospitais foram hospitais que de forma geral né alguns maiores alguns menores mas hospitais de tamanho intermediário mas com potencial na nossa visão muitos hospitais que precisavam de investimentos né precisavam de mais tecnologia
precisavam reposicionar mas em áreas que a gente entendia que tinha bastante potencial hospitais com esse perfil hoje fruto da crise do setor fruto das dificuldades que as operadoras tiveram por diversas razões eh e fruto da uma grande renegociação que foi feita com a rede credenciada esses hospitais com esse perfil de uma forma geral eles se tornaram menos atrativos paraa aquisição então existem hospitais eh à venda ou com possibilidade de venda mas eu acho que sobre a ótica dos compradores muitos deles hoje a gente enxerga que o nível de resultado ou a dificuldade de rentabilizar uma
aquisição daquele ativo com todas as necessidades que ele tem de investimento mas também com posicionamento comercial que eles passaram a ter e se tornou pouco atrativo Então a gente tem privilegiado o crescimento orgânico ainda que a gente continue atento a boas oportunidades de aquisição Eu imagino que os outros as outras redes aí mais ativas em aquisições tem uma leitura parecida com essa que eu tô colocando você acabou de referir que a rede dor é e se vê como uma rede fundamentalmente prestadora de serviços que numa estratégia em parte criada pelas situações de mercado levou a
uma operação específica eh de de cria de de aquisição eh eh de uma operadora Então você tem a oportunidade que às vezes deve ser divertida de dentro do mesmo grupo ter o prestador e a operadora e para quem tá fora fica aquela velha questão de isso avança para verticalização isso não avança para verticalização como é que você comenta a situação das oportunidades de verticalização no mercado brasileiro Olha eu acho que você tem eh dois segmentos Claros né Você tem um segmento eh de tickets baixos né ali mais o low end do mercado aonde é uma
verticalização completa né Se possível eh para ser competitivo eu diria que as empresas são mais competitivas nesse nicho elas tentam ter estruturas hospitalares que que até atendem senão a totalidade quase a totalidade dos seus clientes e Muitas delas eh totalmente dedicadas ao atendimento dos seus clientes dizer atendem pouco outras outros convênios eh por uma necessidade de um controle absoluto de todos os de todos os custos por estarem inseridos ali no no no mercado de tickets baixo conforme você vai subindo no posicionamento E aí entra o posicionamento das seguradoras onde ass inclui a sul-américa você para
ter atratividade para vender um produto você precisa de rede Ampla então nível mesmo tendo dentro do mesmo grupo uma rede door eu poderia citar também fazer a mesma análise da própria 1000 né a 1000 ela é nos planos mais baixo muito verticalizada Conforme você sobe o nível de planos ela acaba tendo uma rede credenciada mais Ampla porque é isso que o cliente tá buscando o cliente quer que é uma rede Ampla e por mais que a mil tenha muitos leitos e a rede dor também para oferecer a tenha muitos leitos o nível de verticalização nesse
nível de de de produto e a própria estratégia né Você pode usar a palavra verticalização mas as estratégias acabam sendo estratégias eh eh mais Independentes né onde a sul-américa tá buscando crescimento tá buscando atender as necessidades do seu cliente e a rede D é um grande prestador eh mas não tem capacidade de atender nem de perto toda essa necessidade do lado da rededor eh a sul-américa hoje deve ocupar em torno de 20% dos leitos Então como é que eu vou ter uma operação dedicada a um plano então por isso que eu digo que foi muito
mais um uma oportunidade um investimento que a gente fez e que a gente espera que seja eh que o tempo most que foi um que foi um bom investimento o momento era favorável a gente fez o investimento também por troca de ações o momento era era propício eh a rede do eh na época trava múltiplos bem mais altos do que a seguradora pela natureza do negócio pelo crescimento mas talvez no momento ali onde a gente enxergou que essa essa oportunidade de fazer dessa maneira a aquisição foi 100% em ações ela era ela era bastante Atrativa
mas eh seguindo asos empresas com estratégias Independentes eh pelas razões que eu coloquei aqui né existe existe existe uma participação da sul-américa dentro de regid e regid dentro de sul-américa Mas é uma é uma participação que é limitada digamos assim você expressou com muita clareza a sua visão sobre uma área do mercado de prestador de serviços que é a área de verticalizados vamos chamar assim e sobre uma outra área na qual obviamente a rede dor inclui que é a das redes eu não resisto a lhe fazer um comentário para não até para não não excluir
sobre a terceira área que área vamos chamar celular de hospitais Independentes né eh e aí a gente acaba às vezes pensando muito nos Independentes de altíssima qualidade de alta reputação mas na verdade Independentes são centenas Se não forem milhares como é que você vê a esse terceiro terço do do mercado Olha eu eu acho que o setor né e o e a gente a gente enfrentou desafios da pandemia para cá muito grandes Talvez os maiores desafios eh com prestadores estô falando aqui as operadoras também obviamente enfrentaram desafios enormes e a dificuldade delas acho que eh
contaminou também eh Toda a relação e toda e Tod todo o lado do prestador também eh o que eu vejo é se para se pros grandes grupos tem sido desafiador para quem tem uma operação independente esse desafio é maior ainda eh porque não tem a mesma capac cidade de acessar capital o custo de capital é mais alto eh não tem a mesma diluição de custos Quando eu olho para dentro da rede d o custo administrativo quer dizer tudo que a gente chama de corporativo backoffice custa menos de 4% da minha receita se eu tivesse um
hospital só eh mesmo com todo o conhecimento de de de de gestão e busca por eficiência seria impossível rodar 4% Talvez o número médio de mercado seja até acima de 10% para para estruturas Independentes Então quando você não tem eh essa capacidade de uição de custos de acesso a capital quando você não tem a mesma escala para fazer compras o seu desafio de gestão e de entrega de resultado se torna um desafio muito maior Eu acho que o reflexo disso a gente vê até nos próprios números até a nap divulga das margens que a gente
V As Margens ebitda que eram as margens pré-pandemia que são as margens atuais eh e acho que o trabalho desse gestores tem sido um trabalho heróico é de manter se as suas instituições oferecendo ainda boa qualidade eh e mantendo as suas estruturas de custo sob controle para manter eficiência e um resultado que possa perpetuar essas estruturas mas eh certamente as que tem mesmo sendo Independentes sendo um hospital único um porte um pouco maior tem mais facilidade do que essas de pequeno porte que a gente comentou essas estruturas até 60 leitos nessas realmente sendo independentes e
tendo menos de 60 leitos A não ser que seja um nicho muito específico de mercado existe uma dificuldade muito grande de de se manter equilibrado mas eu olho vou te falo até com com admiração para esses gestores que conseguem eh sem fazer parte de rede sem ter essas alavancas aqui para para pra criação de valor e para controle e eficiência dos custos conseguir manter suas suas instituições eh eh com um nível de rentabilidade mínimo para conseguir operar e investir e mantendo a qualidade obviamente do serviço pros pacientes né eu queria eh migrar para um outro
assunto que na verdade na minha opinião é o assunto né Eh colocado de forma bem simples você tem um país onde todo mundo gostaria de ter plano de saúde e quase ninguém tem recursos sejam pessoas ou empresas para pagar por planos de saúde mais qualificados o gestor das operadoras ou o gestor dos hospitais vive nessa tensão ele é demandado por qualidade e ele tem dificuldade Para viabilizar a sustentabilidade da oferta da qualidade como é que você vê esse desafio do Brasil como é que a saúde suplementar escapa dessa coisa de em 10 anos ficar rodando
só nos 51 milhões de beneficiários a população querendo cada vez mais plano e podendo infelizmente não podendo pagar eu acho que o o o primeiro ponto que eu queria destacar sobre sobre isso Brito é a gente fazer só uma reflexão porque a gente discute muito Muitas dificuldades doos problemas e às vezes a gente para a gente não para para olhar a qualidade que é entregue com o custo que é entregue Então é só relativizar acho que essa esse desafio que a gente olha aqui pro Brasil é um Desafio Mundial Corporação tecnológica novas terapias custos que
crescem muito acima da inflação e renda da população ou resultado das empresas que não acompanha eh esse nível de de de de crescimento e de pressão que você tem sobre os custos em função de novas drogas novas tecnologias o avanço todo da medicina que não pode ser medido só pelo pelo pelo pelo lado financeiro né Eh muitas vezes você tá agregando um custo Mas você tá aumentando a a longevidade acho que essa acho que essa é um dos grandes resultados que que que o setor de saúde entrega ao longo das últimas décadas em termos de
crescimento de longevidade no no mundo inteiro eh mas quando a gente olha o custo que a gente tem no plano de saúde no Brasil a gente deve tá falando de talvez 80 e poucos dólares eh por mês eh com cobertura de todas as doenças eh e com uma facilidade um nível de acesso e uma qualidade eh dos serviços acho que muito alta eh ah tem reclamação o setor tem tem queixas os hospitais Às vezes a espera da emergência eh as queixas a aos planos de saúde mas os números são muito grandes né de atendimento e
quando a gente faz um paralelo com que você vê lá fora eu acho que um bom exemplo é quando a gente vê os os amigos brasileiros ou familiares quando vão morar fora do país muitos deles mantêm seus tratamentos aqui usam aquelas duas semanas que vem passar férias aqui para ir ao médico para ir os serviços de saúde porque falam que olha para eu acessar o mesmo serviço fora não tem a mesma qualidade eu tenho dificuldade de agendar eh eh enfim eu acho que a gente tem que ter eh eh orgulho também do que a gente
tá entregando aqui como como nível de como nível de serviço eh óbvio que tem problemas óbvio que tem os desafios mas eu acho que quando a gente se compara com qualquer país do mundo em termos de custo benefício acho que a gente entrega muito com com um custo ainda bastante com competitivo com relação a ao desafio né da renda não crescer e mais pessoas t o interesse de de de Buscar planos eu acho que os últimos 10 anos foram difíceis né a gente até teve um crescimento importante nos últimos anos mas foi eh crescendo o
que a gente perdeu ali naquele período de de 2015 até até até 2020 depois recuperamos de 2020 para cá chegamos a 46 milhões e voltamos pros pros 51 milhões claro que se o país eh cresce mais se o desemprego cai tem uma correlação enorme obviamente com com as taxas de emprego eh a gente vai ver o setor com mais força com mais capacidade de crescer e até talvez até com alguma eh com alguma pressão por melhora do produto que que as empresas oferecem a gente já há 10 anos que não vê empresas fazendo upgrade do
benefício fazendo muito mais downgrade do que upgrade mas no momento que você tem uma uma procura maior por talento uma dificuldade de contratação eh é aí que se dá uma competição pelo por atrair o recurso humano que você acaba oferecendo eh um produto melhor eh sobre o desafio de de de custos Eu acho que o o setor tem como o resto do mundo tem procurado eh os mecanismos para para para que isso para que para que essa curva de crescimento seja mais controlada eh o que a gente tem visto que eu acho que tem um
grande Impacto aí nos últimos eh trimestres Talvez nos últimos anos eh um trabalho muito forte de combate à fraude Eu acho que isso alinha o setor todo eh então você vê eh muitas eh eh contratações eh com com com Fraude em declarações de saúde ou serviços eh que nem eh eh nem estabelecidos são dentro do kinésis oferecendo serviços via em rebolso fraudes em rebolso empresas demitindo acho que junta todos né prestadores operadoras empregadores empresas demitindo funcionários por mau uso Acho que são uma parte que tem ajudado a trazer um equilíbrio a própria coparticipação que sempre
existiu mas muitas empresas não usavam ou muitas cont at ações não eram feitas nesse modelo eu vejo um crescimento muito grande nos últimos eh do anos eh no oferecimento e até na competitividade desse tipo de produto olha Eh eu não consigo um reajuste mais alto eh mas eu consigo manter o meu pagamento ou até reduzir o pagamento que eu faço é colocando uma uma coparticipação dentro do produto que deixa obviamente o o o beneficiário de plano de saúde o paciente alinhado eh eh e gerenciando também as suas as suas as suas necessidades ali de uma
forma mais mais eficiente eh é um caminho que que que a gente viu lá fora acontecer de forma muito intensa eu acho que com algum atraso a gente tá agora crescendo nessa nessa direção e olhando pelo lado prestador eu acho que aí um um trabalho que eh acho que é uma responsabilidade de todos nós fazer eh que ol é o nosso nível de eficiência né olhar obviamente os nossos custos os as as oportunidades que a gente tem de ganh de de eficiência acho que a crise Traz essa pressão sobre todos e você começa às vezes
a olhar coisas que você não olhava em tempos que não tinha essa pressão tão grande e o próprio resultado o próprio resultado Clínico eu vejo hoje uma preocupação muito maior dos hospitais é uma preocupação grande o Nossa e a gente começou até publicamente a colocar os nossos indicadores as nossas taxas de infecção as nossas taxas de mortalidade eh eh medir os desfechos e trazer os médicos para dentro dessa eu vejo muito engajamento dos médicos né entender qual tem sido os resultados das suas das diversas equipes tem que ser um trabalho dos diretores dos hospitais dos
diretores médicos dos hospitais eh porque muitas vezes a gente fica discutindo com a operadora eh um desconto de 5% uma glosa de 5% eh só que um um um desfecho melhor né uma uma reinternação evitada acaba tendo o impacto pro setor muito maior do que essa discussão eh de de valores e de preço depois que o sinistro já aconteceu então acho que esse esse conjunto de ações algumas talvez mais evolu íd as e outras que estão eh são mais complexas eu acho que que tão que estão evoluindo dentro dentro do setor acho que elas vão
elas vão trazer oportunidades eu acho que todos nós né de de hospitais Estamos vendo um hoje um nível de empacotamento né pacotes cirúrgicos muito maior isso trouxe uma visão para dentro de olha sentar com os médicos trazer os médicos para dentro dessa discussão vejo um bom engajamento dos médicos quando a gente quando a gente traz para participar da solução olha como é que eu trago esse custo médio para um custo médio mais baixo mas procuro ter uma padronização com bons materiais mas uma padronização melhor eh um controle melhor daquela daquela daquele tipo de de de
paciente muitas vezes passa por uma especialização de áreas do Hospital da enfermagem no Cuidado daquele tipo de paciente e os resultados acho que de forma geral T sido positivos nessa direção com uma maneira de trazer eficiência pro setor sem você perder eh a sua margem a margem acaba sendo buscada ali no na eficiência do do dos custos né A questão da Fra né ela ela existe e ela tem que ser combatida por todo mundo singelamente porque é fraude porque não pode existir mas no Brasil e e eu quero lhe pedir uma reflexão sobre isso é
existe tão importante quanto a fraude aí não cabe medí ser mais ou ser menos é o desperdício tá então eh significa o esforço já referido de conquistar o apoio dos médicos em busca da eficiência respeito a autonomia deles mas também tem uma parte do paciente porque o brasileiro aparentemente ele se sente mal atendido se ele sai de uma consulta e o médico Só pediu dois exames né como é que vocês vem e como é que vocês têm trabalhado a questão dos médicos que você começou a referir e também essa questão cultural brasileira do paciente com
apoio do Dr Google eu acho que o que você descreveu é ura né que que a gente tem hoje né essa esse talvez esse excesso de eh de de exames diagnósticos e e e e talvez um eh um trabalho que de mudança de cultura que leva tempo mas que não não tem não tem caminho que não seja através do próprio médico eh eu acho que eh os bons médicos que sabem eh sabem como pedir vou me aventurar a falar de medicina aqui mas minha minha mãe é clínica geral e fã de semiologia então assim Acho
que o médico gasta mais mais tempo examinando o paciente ele sabe quais exames pediu quando eventualmente não pedir exame eh a gente tem um desafio grande com o tamanho do setor com o tamanho da quantidade de médicos que que a gente forma hoje mas eh eh a mudança eu acho que da da da cultura do paciente ela só acontece se a gente conseguir que esse seja um trabalho feito através dos médicos conscientizando essa população e tendo tempo de explicar que que se no caso dele não é pertinente pedir exames Isso é isso é uma boa
notícia o exame Clínico foi suficiente e a e a e a discussão do caso ele foi suficiente para uma tomada de de de decisão talvez a gente tenha caminhado para uma outra para uma outra para uma outra direção até eh pela dificuldade muitas vezes nos consultórios ou nas emergências por tomada de decisão rápida e por uma necessidade ali do ou às vezes até uma insegurança dentro da formação eh do do do médico de de de tomar Às vezes uma decisão eh sendo mais eh espartan talvez ali ou fazendo só realmente o o o necessário deixando
claro aqui que eu sou economista tô me aventurando aqui a falar a falar de a falar de medicina Eh mas você também como como jornalista começou começou começou então vamos vamos vamos vamos praticar Med cim eh não temos nosso CRM aqui mas temos muito tempo já de de de setor para para comentar você não acha que esse médico que nós dois estamos aqui desejando que exista ele ele é um médico que tem que ter uma excelente formação em clínica geral ele é um médico que tem que ter muita segurança porque é um ato de coragem
de um médico dizer Olhe eu não preciso lhe pedir exame para lhe dizer que você tem tal ou qual coisa e deve fazer tal ou outra então eu às vezes fico me perguntando se o caminho que a medicina tá tomando no Brasil muita faculdade pouca residência não é um caminho oposto ao que o setor precisa eu acho que o desafio vai ser ainda maior né e de Fato né Acho que o médico que tem eh a sua melhor formação experiência é o médico que tem capacidade de tomar ali uma decisão e segurança sem sem ter
ali um acesso de de de pedidos de exame acho que nos Estados Unidos o problema é diferente né o acesso lá muitas vezes vem para se precaver de eh de litígios e de questões de questões jurídicas não é uma não é não é uma questão isso aqui no Brasil como é no no nos Estados Unidos eu acho que passa muito mais aí por uma questão de formação e e segurança do profissional não tem caminho que não seja Senior isar treinar capacitar essas equipes e e e se você tem eh gente mais jovem trabalhando que você
tem a capacidade de C ter na na radiologia funciona muito bem a a segunda opinião né num laudo mais difícil então eventualmente um radiologista que não é tão especializado naquilo ou que eh não tem segurança naquele tema específico poder ouvir a segunda opinião eu acho que a gente tem que conseguir dentro de serviços e como as nossas emergências que que acabam sendo grandes demandador de exam de Diagnóstico eh a gente tem a capacidade também de ter ali o eh o o o médico ali com a com a cabeça branca né Eh com mais experiência que
apoia ali os eventualmente os mais jovens e que a gente tenha um caminho que a gente consiga trazer mais mais eficiência e segurança eh sem abre mão de segurança pro paciente mas mais eficiência para dentro do do do sistema a gente tem até uma história anedótica um médico nosso eh que uma vez liberou uma acho que ele nem tava ele nem tava no nosso no nosso Hospital ele tava trabalhando no no num plantão no Miguel coto E aí atendeu uma atendeu uma turista Argentina e acabou não pedindo Acho que até por alguma dificuldade ali de
acessar todos os exames que ele queria e tudo mas acabou dispensando achou que podia dispensar sem fazer uma investigação maior e E aí depois ficou preocupado se ele tinha liberado uma paciente que podia estar passando mal acho que ela tava sozinha no hotel ele resolveu ir até o hotel tocou a campanha e foi perguntar então a gente brincava pô imagina essa Argentina o que que deve est contando lá p lá no Brasil o médico me atendeu na emergência depois foi lá no hotel para ver para ver se eu tava eu tava bem mas acho que
é esse lado de você ter quem tem o perfil e quem tem a formação e a segurança para para ter essa tomada de decisão de uma forma equilibrada agora vocês no no no braço operadora né Eh seguramente parte da premissa que nós temos que festejar de que a população Tá envelhecendo mas ao mesmo tempo a população brasileira envelhece mal ela carrega obesidade sedentarismo e etc e etc etc em níveis que não precisaria E aí as operadoras elas fazem pouco em matéria de prevenção e é importante explicar que elas fazem pouco porque elas também têm um
sistema vivem dentro de um sistema onde os clientes desta operadora A cada fim de ano em grande número mudam de operadora Quando é que a gente vai conseguir ou quando Nem digo como a gente consegue romper um círculo vicioso nós precisamos de mais prevenção e o sistema se eu não tiver errado não estimula não remunera não não estimula que haja prevenção como colocar prevenção nesse nesse nessa análise Brito assim quando a gente olha eh não quero ser polêmico aqui na na minha na minha colocação mas quando a gente olha a gente entrou até na sul-américa
e olhou uma série de programas que foram feitos ao longo do tempo de prevenção alguns até com empresas internacionalmente reconhecidas que faziam isso né e vendiam esse tipo de serviço lá fora de fato quando você eh faz uma prevenção bem feita você diminui custos eh eh com com internações com exames e tudo mais mas essa estrutura para fazer prevenção não é uma estrutura barata é uma estrutura cara eh socialmente eu não tenho dúvida que tem um benefício gigantesco né e o trabalho que os municípios fazem dentro das dos médicos de família da atenção primá acho
que é um trabalho fundamental paraa sociedade quando a gente olha dentro do sistema de saúde suplementar eh eu entendo que isso é uma conta que ela fecha mais fácil quando você traz o empregador junto eh porque e eu como empregador a gente tem 75.000 funcionários mais de mais de 150.000 pessoas dentro do nosso plano eh quando eu faço a conta de ter um plano pós pagamento ou seja a gente é responsável ali pelo sinistro muitas vezes o investimento que eu faço em prevenção muitas vezes eh oferecendo e ofertando até cobertura de de medicamentos que não
não estariam cobertos mas evitando que esse paciente crônico eh eh eh se se se interne e tem uma e tem uma e tem alguma alguma complicação é essa conta se eu fizer só sobre a ótica do plano de saúde ela essa conta às vezes não fecha quando eu olho a redução do absenteísmo a produtividade daquele daquele funcionário aí essa conta fecha e fecha com com mais folga então acho que isso é uma das razões quando a operadora olha fora a questão que você colocou da rotatividade mesmo que seja numa base né Mesmo que seja uma
base mais estável eh de de pacientes como talvez sejam até os planos individuais eh é uma é uma conta que toda essa estrutura de de de de de prevenção às vezes ela acaba custando o que você economizou e o ganho e talvez os incentivos a a a olhar só a operadora não sejam suficiente para montar grandes programas eh mas com a participação e a gente tem visto cada vez mais e acho que esse é o caminho com a participação dos empregadores que no final do dia são os grandes financiadores do sistema Eh aí sim a
gente acho que tem uma equação Eh que que fecha e que pode ser um caminho eh de novo eu como empregador já vem fazendo isso a há muitos anos com resultado eh e a gente vê muitos empregadores indo nessa nessa mesma direção e mesmo se for um plano pré-pagamento olha mas isso daqui eu tenho o benefício de ter o meu uma redução de absenteísmo Eu tenho um benefício e o benefício obviamente aos pacientes e social mas pensando sobre a ótica dos números ou dos incentivos de quem paga essa conta eu acho que a gente vai
ter que olhar eh essa conta sendo financiada pelo pelo conjunto né Eh porque o benefício não tá ficando só na redução de sinistralidade né o benefício vem do ganho de produtividade da redução dos absenteísmo e esse pedaço ele é importante para financiar eh para financiar esses custos de de de de investimento em prevenção claro que a gente tá falando de uma forma muito genérica aqui prevenção existem eh áreas e programas que tem um resultado muito mais rápido e Óbvio isso é a maior parte das operadoras t esse program T falando de fazer um programa mais
robusto isso acho que é necessário trazer toda todos os elos da cadeia a gente palpitou junto sobre medicina agora vou palpitar sozinho sobre economia não a a a brincadeira parte o seguinte a a a a a forma de contratação de pessoas no Brasil nesses últimos 10 15 20 anos mudou muito na direção do empreendedor individual da pessoa do trabalho informal infelizmente para não falar dos desempregados significa que boa parte dos que não t um plano é porque na verdade não tem nem empresa para qual trabalho né como resolver perguntinha fácil como resolver a a necessidade
de criar produtos que permitam ao não funcionário da empresa entrar no setor de saúde suplementar é eu acho que a gente já tem eh Brito a minha visão particular eh nos diversos tipos de produtos que são ofertados quer dizer desde do Empresarial se estiver empregado passando pela pelo PME se for alguém que não tá empregado mas tem a sua mas tem a sua pequena empresa e pode usar para contratar ou quem não tem nenhuma das da das duas opções aí você tem o mercado de planos de adesão que eu acho que com a quantidade de
de de entidades e existem entidades mais abertas do que outras eu acho que eh eh qualquer brasileiro consegue acessar ainda existem algumas operadoras que vendem também o plano individual no número maor do que no passado né em função de decisões aí eh fruto da da regulação de de reajuste mas eh entre planos de adesão eh PME e empresariais eu acho que você virtualmente consegue cobrir a população você acha que não falta produto falta capacidade de pagar pelo produto totalmente porque obviamente Conforme você sair do um Empresarial para um produto eh de pequeno grupo ou indo
para um produto adesão Você tem uma antis seleção maior e você tem estruturalmente custos mais altos Então acho Passa muito mais pela capacidade de pagamento do que eh do que a falta do do do do acesso né acesso e a capacidade de contratar o produto produto existe mas acho que é Passa muito mais pela renda né no outro século quando eu era bem jovenzinho tinha um negócio que falavam muito que é tal coisa é uma pomada Maravilha cura tudo resolve tudo serve para tudo eu quando ouço e leio alguns artigos sobre telemedicina Com todo o
respeito Eu Fico me lembrando um pouco da coisa da pomada Maravilha porque ela é vista e ela é espetacular mas talvez ela seja vista como solução para tudo o que que realmente a telemedicina no Brasil pode fazer e ela está fazendo quando a gente fala dessa dessas questões de de novos serviços eu eu lembro de um um Case bem interessante que tem em Nova York eu Visitei a empresa que chama que chama sir MD essa empresa ela ela tese dela era vou montar clínicas para atendimento de urgência não da altíssima complexidade mas da baixa complexidade
eh e eu vou cobrar ó pro atendimento e um atendimento de emergência nos hospitais lá de Nova Yorque 1.000 pro atendimento então vou fazer uma grande redução de custos as operadoras credenciaram e ela foi crescendo Ela montou Ela montou 100 unidades eh ali pelo Estado de de Nova York eh foi um grande sucesso né só que a conveniência a facilidade de de acessar o serviço eh fez com que as operadoras depois de um tempo analisassem que a minoria dos casos eram casos que iriam para para uma para uma emergência nesses existia realmente uma economia mas
eu acho que sim 70% dos pacientes que passaram a usar esse serviço eles não estavam lá nas emergências porque Eles olharam e falam bom o que eu tenho aqui não é tão grave vou ver se eu melhoro espero o dia seguinte ou I depois só numa consulta médico alguma coisa mais simples a partir do momento que ele tem na esquina da casa dele ali um médico à disposição para fazer o para fazer esse esse atendimento de de de urgência o nível de utilização explodiu Então eu acho que a gente tem eh o mesmo desafio quando
a gente fala de uma oferta de serviço novo como como a telemedicina eu acho que uma parte eh do que ela traz certamente traz conveniência pro cliente e o cliente vai gostar de ter e vai e vai passar a utilizar agora uma parte do que ela vai ofertar vai tirar cliente que talvez desnecessariamente tiver síndrome uma emergência vai resolver um problema uma parte vai resolver problemas de pacientes que tão eh que tão à distância que não teriam como acessar a serviço de saúde eu acho que aí é um ganho importante né alguém que tá longe
Eh agora uma parte importante são são eh é nova utilização eh pela facilidade pela comodidade Então eu acho que sobre a ótica de eh dar conveniência e atender melhor o cliente eu acho que a telemedicina é uma grande uma grande solução assim como uma grande solução para esse paciente que não teriam como acessar a serviço sobre a ótica de redução de custos no setor eh eu acho que ela eu acho que ela pode ter por um lado uma redução ela tá solucionando esses casos que a gente comentou e por outro você tem alguma nova demanda
acontecendo ali Acho que talvez o o efeito combinado disso não seja de uma redução tão importante pelo menos não é o que a gente enxerga em números consolidados né você tem pela pela pelo tamanho da rede d e pela sua circulação condições de responder uma pergunta e eu faço essa pergunta porque a eh me parece que é uma injustiça em relação à avaliação que se faz da gestão dos hospitais você diria isso controle de ciclo de receita ciclo busca de redução de custos maior eficiência etc você diria que na média os hospitais brasileiros são bem
administrados estão melhorando como é que nota se dá no no no brincando com a expressão como é que você avalia a questão da gestão O que que você sente você que é uma pessoa super preocupada com gestão em relação à forma como o sistema privado suplementar vem sendo gerido vou vou bater na mesma tecla eu eu acho que a gente tem de uma forma geral eh gestores muito melhor capacitados do que a gente tinha H há 20 anos atrás ou mesmo há 10 anos atrás eu acho que existe um amadurecimento eh grande não importa o
tamanho da instituição ou mesmo nas capitais ou no interior você vê uma uma você vê uma evolução Clara a própria eh uso de tecnologia né há pouco tempo atrás mesmo eh entre o talvez há 10 anos atrás mesmo aqui dentro da anap a gente já vê muitos hospitais ainda com uma informatização muito limitada Então hoje as informações estão mais à mão você tem gestores mais capacitados agora aonde eu acho que tá o maior desafio é na falta de escala na falta de E aí você não pode culpar o gestor talvez alguém que tenha capacidade de
coordenar ali os rumos estratégico da instituição na busca de na busca de escala porque certos ganhos você só vai ter se você tem uma diluição de custo maior né eu tenho dentro da rede door um CF para 73 hospitais eu tenho um diretor jurídico para 73 hospitais uma área que roda folha de pagamento para 73 hospitais se você tem que ter uma área dessa para cada Hospital né se eu da noite pro dia tivesse que colocar essas estruturas dentro de cada Hospital eh a minha margem tem uma compressão brutal Então acho que esse é o
grande desafio acho que por melhor que seja mais capacitados hoje os gestores e os hospitais hoje com mais dados indicadores mais informação à mão teve uma evolução muito grande também eh dentro dos dos sistemas de controle eh mas o desafio eh de operar isso com eficiência sem uma capacidade de diluir custos é muito grande a gente tá se encaminhando pro final e esse é um assunto que na verdade permitiria horas e horas de conversa mas eu não queria encerrar eh sem sem sem oportunizar que a gente lhe ouvisse sobre essa questão que ficou simbolizada no
autismo mas que na verdade é muito mais Ampla do que isso ou seja há um crescimento extraordinário eh de despesas com determinadas terapias há uma imprecisão sobre Afinal o que que deveria o que que não deveria ser feito há uma extraordinária judicialização e a minha sensação é de que na medida em que a gente tá debatendo errado sobre esse assunto quanto mais faz debate mais se afasta de uma possível eh eh melhor solução como é que você acha que a gente e eu tô dizendo a gente não são as operadoras não é a rededor é
como é que o Brasil eh a gente o Brasil eh tem que enfrentar e essa questão que ficou simbolizada repito eh eh pelo autismo mas que obviamente não se limita a isso eu vou responder com com com o que a gente tá fazendo eu acho que esse é o caminho eh a partir momento você tem essa cobertura e obviamente tem uma pressão importante nos custos em relação as outras terapias eh a gente começou a ver um nível de de de de indicação que a gente começou à distância a questionar se eram todas boas indicações e
começou a haver muita fraude também né fraude via reembolso ou fraude verdadeiras quadrilhas montadas em cima dessas estruturas eh e o caminho que a gente tá obviamente a fraude an combate como você colocou eh o setor acho que se se junta em torno dessa dessa troca de informação e e atuação enfim Eh agora a gente tá vendo como uma solução mais definitiva eh a gente construir as próprias clínicas e oferecer e controlar os serviços então a gente procurou e tá montando uma série de clínicas para ofertar eh o melhor serviço possível dentro dessas diversas áreas
que a demanda cresceu muito eh contratando os melhores profissionais e estamos vendo que esse é um caminho onde a gente tá conseguindo oferecer um serviço muito melhor e as famílias ficando aonde a gente já inaugurou as famílias vendo estão tendo um serviço muito muito melhor do que eles tinham antes com equipes muito mais capacitadas com uma infraestrutura muito boa eh e com com a indicação S correta e isso tá trazendo Eu acho que um equilíbrio dos custos e é o que todo mundo quer é dar o tratamento certo é quem precisa o melhor tratamento e
mas obviamente olhando pela pelo equilíbrio do setor e evitando indicações desnecessárias assim na clínica que a gente abriu a gente que a gente tem uma série de clínicas sendo abertas mas é que a gente já abriu que já tá sendo um sucesso Ali em Santo André e a gente avaliou muitas muitos casos onde o diagnóstico estava errado e muitos casos uma equipe de altíssimo nível de super referência no Brasil então a gente imagina que é isso que a gente vai encontrar conforme a gente conforme a gente cresça essa essa essa nossa estrutura da oferta desse
serviço a gente vê que tem algumas outras eh eh redes oferecendo também e operadoras montando suas suas estruturas próprias Eu acho que isso é é um caminho desde que feito com alta qualidade eh e e como consequência disso um um um controle da da dos custos através da indicação correta eu acho que é o é o caminho do equilíbrio né normalmente é um caminho da moderação do caminho que a gente traga eh entender as necessidades da população dos pacientes eh mas olhar que a gente fazer da forma correta a gente vai trazer sustentabilidade eu queria
agradecer muito e registrar que seguramente quem não conhecia o Paulo pode ter aí em 45 minutos uma uma boa ideia da da qualidade de gestor e da boa cabeça de economista e administrador te agradecer muito Paulo agradecer em nome da bionexo que nos ajuda nesse projeto e desejar que a gente possa ter outras conversas muito obrigado Eu que agradeço um prazer estar com vocês [Música] aqui l