o que a gente faz essa comparação do movimento hoje né de chamado jovem feminismo e femismo dos anos 2012 por aí né e essa geração dos anos 80 90 meio a composição mudou muito a um chamado enegrecimento do feminismo aquela época era um feminismo basicamente de mulheres brancas de classe média diz que a gente já falou universitário johnny e o que você tem hoje é um componente quer dizer o feminismo tem um componente ele é muito mais plural interno da sua composição racial de cor isso é visível em qualquer encontro que se vai em qualquer
tal como que as feministas negras tão oi gente se marca uma pauta também não é só uma presença física não é uma marca uma pauta marcam as agendas de discussão e etc então eu acho que isso é é algo é uma novidade realmente para o feminismo brasileiro tem uma vamos ver um componente negro tão expressivo né a outra mudança me parece a relação com os homens eu acho que hoje há uma maior aceitação da participação masculina no movimento feminista porque também o feminismo e o movimento lgbt tão muito próximos hoje aquela época não me parecia
que ele estivesse então tão entanto interação mas como a questão da sexualidade ganhou também no feminismo um lugar muito expressivos questão dela é a ideia de você enfim dumm dumm componente masculino ali dentro é muito mais aceito do que era na em épocas anteriores né acho que o conflito entre os sexos era muito maior chamava assina guerra e é do que hoje eu acho que hoje é uma aceitação muito maior da presença de homens pelo menos para uma talvez na grande maioria né além de presença de transgêneros né para vestir é uma gama muito mais
variada de expressões de gênero do que foi no feminismo atrás que é uma expressão de gênero mais heterossexual normativa e era aquilo e hoje você tem um feminismo mais aberto a representar a água incorporar várias expressões de gênero né então isso também eu acho que mudou muito eu acho que mudou a pauta como nós estamos dizendo algumas coisas são mais eu acho que hoje está muito mais presente a ideia e da liberdade do corpo da questão do assédio mais do que a outra na época na outra geração e essa questão do corpo ela é muito
interessante porque e ela é que a gente meu tem um aluno fez uma ted você também sobre a marcha das e o que é interessante não acha das é que elas falam do assédio do estupro em fim da violência de gênero física etc mais elas não abrem mão de afirmar o prazer sexual e quanto que na geração passada ao você falar sobre a violência de gênero a doença a violência era como que você que você reduzir um pouco a ideia de que você é um sujeito de prazer né como se você afirmar que você é
um sujeito de prazer você tem uma pulsão sexual você de alguma eu gostaria justificando aquela violência que que você foi vítima então havia um certo jogo nas feministas de um pouco não não trazer a ideia do prazer e do gozo como parte da sua reivindicação da sua da expressão desse movimento hoje não hoje o que é essas bolsas estão na rua essa geração é jovem elas o tempo todo afirmam elas são contra violência mas elas afirmam que elas elas têm prazer as querem traseira há uma certa para alguns setores uma certa percepção de que o
feminismo foi colonizado pela sexualidade e era um movimento que a sexualidade alimente é parte integrante dele não dá para pensar no no feminismo sem pensar no tema da sexualidade né mas é é uma certa ideia que praticamente tudo gira em torno dos direitos sexuais do reconhecimento das diferenças sexualidades dos direitos do das sexualidades não-normativas etc e uma série de questões mais tradicionais não resolvidas né do feminismo ficam um pouco secundarizadas como a questão do tra igualdade no trabalho igualdade salarial educação diferenciada na escola é como se essas questões né aquelas primeiras não tivessem basicamente resolvido
a gente sabe que não toca né não sabe que isso você pegar a estrutura do mercado de trabalho as mulheres estão muito mais ativas participam muito mais do que nos anos 80 e etc mas nem fim eles estrutura é muito de acordo com o gênero né mas estrutura ainda você pegar os cargos mais altos nas empresas uma minoria de mulheres que estão lá nas engenharias é uma minoria nas universidades são a maioria mas nos cargos de liderança científica uma minoria nos cargos de reitor e é uma minoria então você tem novamente enfim uma situação da
política né você dizer o que que é o nosso parlamento então então parece em termos muito tradicionais porque as feministas falam disso já três quatro décadas e mas é como se falar sobre gênero falar sobre desigualdades de gênero falar se virou a questão das diferentes sexualidades das sexualidades não-normativas e tal então acho que é um certo conflito no sentido de é de algumas de uma parte das feministas perceberem que estas e sistemas tradicionais filmes que não estão resolvidos e que em alguns momentos até muito estagnados né na sua no avanço que que tiveram mas que
pararam de avançar é que é um pouco isso tá sendo relegado a uma enfim uma coisa né menor né no feminismo ea questão da sexualidade ganhando uma coisa eu acho que tem um pouco com esse essa atenção e bora eu não vejo aqui as uma atenção e nas feministas de aceitarem essas sexualidades não-normativas como parte do movimento eu acho que a essa questão de bom dia de algumas pautas não estarem mas eu acho que é porque a sexualidade ganhou é um conjunto de causas que fazem essas faltas hoje não terem muito porque evidentemente nós estamos
numa economia muito pouco protetiva fala da questão de trabalho etc então uma economia neoliberal em que de fato você também tá tá muito conta corrente você e você defender direitos trabalhistas direitos sociais muito difícil pelo menos né muito difícil então acho que tem tem várias razões de porque essas pautas acho que elas eram mais foram muito mais bem-sucedidas e mais no momento vamos ver de um alferes peito que a gente viveu na eram eram eram muito mais incorporadas mas aceitas mais discutidas hoje já tá muito difícil também as pautas sociais trabalhistas e que poderiam de
alguma maneira contribuir para o avanço né das mulheres em vários em vários setores falta de cuidados na falta o estado hoje não tá não tá muito e o aberto a a esse tipo de discurso então tem várias razões mas no caso vamos ver da da questão da sexualidade eu acho que é uma questão acho uma questão muito importante e acho que ela tem desdobramentos importantes ela não é só sobre a sexualidade o que está em jogo não é só sobre eu acho que tem jogo a democracia eu acho que muito hoje da democracia se joga
na questão de gênero inacreditável como hoje não é possível você pensar em democracia e como assegurar direitos democráticos no estado de direito sim a questão de gênero não tá e a questão de gênero sexualidade não questão de gênero essa de emprego essa questão não é não está sendo discutida por que ela virou a grande questão para esses para direita e essa é a questão de direita e não adianta a gente ter posto você menor isso é uma não não é menor isso é o maior porque a democracia está se jogando hoje aí eu acho que
o cuidado hoje é um grande tema não só enfim o cuidado como trabalho mas o cuidado até como filosofia política a ideia de que todos nós nós somos dependentes na interessante uma nova ideia falamos tanto das nossas autonomias e independências e a ideia de somos todos que tendência em algum momento da vida somos mais menos e não são suas crianças e os e os idosos todos nós somos dependentes então todos nós precisamos dar e receber cuidados ao longo da vida toda a e aí e como é que a sociedade pode a valorizar isso uma sociedade
cuidadora o indeferimento as outras coisas tá lá coloca valor né a produção riqueza e etc né eu acho que tem uma perspectiva no feminismo o que é essa de tentar pensar no cuidado esse cuidado tão desvalorizado que generosa mulheres são responsáveis e fazem gratuitamente e que é pensado como um dom que elas trazem para o casamento né isso tudo que começou por aí mas que agora adquiriu uma expressão muito mais ampla uma filosofia política quase um projeto societário então acho que por aí tem vamos ver feministas pensando em como você valoriza o cuidado né o
que que é o tempo do cuidado como é que a sociedade atribui valor aí só as pessoas cuidarem trabalho e eu não trabalho várias perspectivas nesses nesse que eu vejo que a talvez a coisa mais nova o feminismo tem pensado né como criar uma sociedade cuidadora