[Música] Oi pessoal, tudo bem? Professor Rafael Lima de volta com vocês na web aula de número dois da disciplina Contabilidade Gerencial, custos e controladoria. Vamos continuar, pessoal, com essa temática bem interessante que a gente tá discutindo na nossa disciplina.
Dando continuidade, a gente trouxe essa agenda, eh, trazendo os princípios da contabilidade de custo. Vamos discutir um pouco sobre eles, novamente, trazer conceitos, né? Vamos adicionar alguns conceitos muito importantes pro entendimento da disciplina.
Vamos já começar a falar de sistemas de custeio e vamos fazer um exercício um pouco mais eh detalhado sobre o custeio por absorção, que é o o método de custeio, sistema de custeio, requisitário, digamos assim, estabelecido pela legislação. Tudo bem? Bom, então vamos em frente.
Princípios de custos, né, pessoal? A gente tem alguns princípios contábis que são aplicados à contabilidade de cursos, ou seja, a gente tem princípios que se aplicam de forma geral na contabilidade e também na contabilidade de cursos. Eles estão aí distribuídos em vários normativos, no CPC00, que a estrutura conceitual, CPC47 de receita e outros CPCs.
Tá bom? A gente vai trazer seis princípios aqui. Existem vários, esses são os principais.
Princípio de realização da receita. Reconhece a receita quando a transferência do bem ou prestação de serviço para terceiros, né? A gente tem o princípio da competência, que também chamado de confrontação, confronto da receita com a despesa, receita com valores representativos dos esforços para sua consecução naquele período, né?
É o princípio do custo histórico. Os ativos são registrados contabilmente por seu valor original de entrada. Esse princípio, quando a gente tem um período muito longo, ele acaba eh trazendo algum prejuízo informacional na informação, né?
Informacional na informação fica redundante, né? Traz algum prejuízo informacional, porque com decorrência do tempo aquele curso histórico pode não representar o valor de mercado, né? Mas a gente tem como princípio na contabilidade do curso histórico.
Esses três princípios são princípios bem comuns, bem conhecidos aí da contabilidade como um todo. Não carece a gente perder muito tempo com eles. A gente tem o princípio da consistência e uniformidade, adotar o mesmo critério de registro contábil ao longo tempo, né?
na contabilidade de custos, se eu uso determinado critério para fazer o rateio dos custos indiretos, por exemplo, quantidade de matéria prima que eu utilizo, então eu uso esse esse critério para fazer o rateio dos custos indiretos. É bom que eu mantenha esse mesmo critério ao longo do tempo. Eu não fique trocando toda hora o critério de rateio.
A gente vai ver um exemplo mais para frente nessa própria web aula. Princípio da prudência, né, pessoal? Compartamental.
na dúvida, optar pela forma de maior precaução, né? Isso aí também é bem conhecido da contabilidade e princípio da materialidade, né? Ites de pequeno valor são tratados conjuntamente até para evitar muitos custos, muito excesso de controle, né, pessoal?
Então, bem tranquilo esses princípios de custos. A gente tem muito do que a gente vê na contabilidade como todo, a gente também, obviamente, busca aplicar na contabilidade de custos. Lembrando aqui terminologias, né, pessoal, a gente tem custo fixo e custo variável.
Custo variável, como o próprio nome diz, varia em função do volume de produção e custo fixo não varia em função da quantidade produzida. E a gente tem custo direto e custo indireto. Custo direto pode ser diretamente apropriado aos produtos, o custo, né, e o custo indireto não pode ser diretamente apropriado aos produtos.
Sua locação é por estimativa e muitas vezes a arbitrária. A gente vai ver muitos exemplos hoje, tá? Aqui já trazendo conceitos adicionais pra gente fixar o custo total.
Custo total pode ser visto sobre duas perspectivas: custo fixo mais custo variável ou custo total é igual a custo direto, mas custo indireto é a mesma coisa. Tudo bem? Tudo é custo total.
Eu só tô classificando os custos com duas diferentes perspectivas. Se eu utilizar o custo total é igual a custo fixo mais custo variável, você concorda comigo que esse custo variável ele não varia em função da quantidade produzida? Então, custo variável é igual ao custo variável unitário vezes a quantidade produzida.
É isso que está aqui na primeira fórmula. Custo direto ou custo primário é mão de obra direta mais material direto. É o custo direto aquele coloco diretamente ao produto sem critério de rateio.
Custo de produção do período, material direto mais mão de obra direta mais o custo indireto de fabricação. Então, custo de produção do período é a mesma coisa de eu falar custo total do período. Custo de transformação.
Quanto que me custou para transformar aquele material direto? Então, custo de transformação é igual a mão de obra direta mais o custo indireto de fabricação. Não tem aí o material direto.
Eu só quero saber o custo de eu transformar esse material direto. Então, custo de transformação é igual mão de obra direta mais custo indireto. Vamos fazer um um exercício rápido pra gente fixar esses conteúdos e eu já volto com a resolução.
Bom, pessoal, a questão era: assinale a alternativa que apresenta o conceito e sua correta definição. Alternativa correta no nosso slide, letra A, custo total é igual ao custo fixo mais o custo variável. Vamos ver as outras alternativas.
Custo direto ou custo primário representa apenas o material direto? Não, a gente também tem a mão de obra direta. Custo de produção do período é o custo direto do período.
Não. Custo de produção do período, a gente também viu que ele é igual ao custo total do período. E aí é o custo direto mais o custo indireto ou custo fixo mais custo variável.
Custo de transformação é o somatório do material direto e o custo indireto. Não, não, não. Custo de transformação é a mão de obra direta mais o custo indireto.
É o que eu gastei para transformar aquele material no produto. Custo de transformação, mão de obra direta mais custo indireto. Beleza?
Vamos lá para mais exemplos. A nossa matéria, nós temos que ter muita prática pra gente fixar o conteúdo, não é isso? Em certo período, uma determinada empresa fabricante de móveis apresentou os seguintes gastos: materiais diretos 900.
000, mão de obra direta lá com seus funcionários, 150. 000, custos indiretos para aplicação, 230. 000.
Custos indiretos para aplicação, pessoal, são todos aqueles que não são material direto ou mão de job direto. Eu preciso de algum critério de rateio. É depreciação da máquina, é o aluguel da fábrica, é a energia elétrica da fábrica, todos os custos indiretos que eu tenho para aquela fábrica, para aquela produção funcionar.
E aí ele pergunta, determine o custo de produção do período? Então a gente viu, né, pessoal, custo de produção do período é material direto mais mão de obra direta mais custo indireto para aplicação. Os valores estão ali em cima, 900.
000 + 150. 000 + 230. 000.
Então meu custo do período foi 1. 280. 000.
Bem tranquilo esse exemplo, né, pessoal? Vamos avançar aqui um pouquinho mais pra gente ir aperfeiçoando a nossa capacidade analítica. Uma fábrica de móveis produz 500 mesas por mês e utiliza os seguintes insumos para essa produção.
Ou seja, tá utilizando para produção, é tudo custo. Aí ele coloca uma observação. Jornada de trabalho nessa fábrica são 8 horas por dia, 5 dias por semana, 4,5 semanas por mês.
E ele pede, determine por unidade produzida. Letra A. material direto.
Letra B, mão de obra direto, letra C, custo direto, letra D, custo indiretos para aplicação. E letra E, custo total. E aí ele traz ali um quadro com os gastos do período.
Vamos analisar esses gastos, né? O primeiro gasto, aluguel da fábrica, quantidade não tem nada. Preço 1550 por mês.
É um custo indireto fabricação. Eu não consigo alocar direto aos produtos. Eu não consigo identificar quanto cada produto gastou do aluguel.
Não, não consigo. É um curso indireto que eu vou ter que usar algum critério de rateio depois para apropriar isso aos produtos. Barras de ferro, 2.
000 unidades, gastei 5. 000 no mês. Barra de ferro para fazer as mesas, material direto.
Energia elétrica da fábrica, R$ 600 por mês. É um custo indireto de fabricação. Não sei, não consigo alocar quanto cada produto gastou de energia elétrica de forma direta.
Vou ter que usar algum critério para fazer isso. Madeira, quantidade 900 m², sendo R$ 32 o m². Que que é isso?
Material direto. Quanto que eu consumi de madeira para fazer as mesas? Ordenado dos operários.
Mão de obra direta, não é isso? Quanto que eu gastei de salário dos dos funcionários fazendo aquelas mesas, né? Mão de obra direta.
Vigia da fábrica. Olha lá, custo indireto de fabricação. São dois vigias, 1300 por vigia por mês.
A gente tem supervisor de produção, mesma coisa, são dois supervisores, 1600 por mês cada um. seguro da fábrica, custo indireto de fabricação, 4800 ao ano. E a gente tem de verniz, que eu usei nessas mesas todas, né?
Então é material direto que eu utilizei na fabricação das mesas. Bom, fizemos a classificação dos custos, então agora a gente consegue responder as questões. Vamos lá.
Olha só, letra A, ele quer material direto. Então, material direto, deixa eu pegar o o cadê que que a gente tem de material direto aqui? Material direto.
Material direto. Material direto. Então é 5.
000 + 32 x 900. Por que 32 x 900? R$ 32 1 m².
e eu consumi 900 m², então é 32 x 900 + 1600, 1620, né, que é o verniz. Então tenho de material direto 35 420 dividido por 500 unidades que eu fabriquei. Então o material direto por unidade por mesa é R$ 7084.
Mão de obra direta. Tá aqui a nossa mão de obra direta, ó. Que que é isso aqui?
R$ 7 por hora, sendo que trabalha 8 horas por dia, 5 dias na semana, 4,5 semanas por mês vezes oito funcionários, porque aqui são oito funcionários. Então eu tenho de mão de obra direta 10. 080 dividido por 500 mesas.
Cada funcionário operário que fez essa mesa me custou R$ 20,16 por mesa. Quando a gente vai pro custo direto, que que é o custo direto, pessoal? material direto mais mão de obra direta.
Somei os dois valores anteriores, cheguei a R$ 91 por mês de custo direto. Custo indireto de fabricação. Quais são os custos indiretos?
Esse mais esse mais esse mais esse mais esse. Então peguei 1550 de aluguel da fábrica mais 600 de energia elétrica mais 1300 x 2 porque são 2 vigias. 1600 x 2 porque são dois supervisores e 4800 di por 12.
Por que por 12? Porque aqui o seguro da fábrica é por ano e eu tô querendo saber o custo mensal. Então tenho que pegar 4800, dividir por 12 para saber o custo do mês.
Vai me resultar 8 350. Aqui eu divido por 50 por 500, quer dizer que é a quantidade de meses. Eu tenho um custo indireto para aplicação 16,70.
Então qual é o meu custo total? é o custo direto mais o custo indireto. Meu custo total por mesa é 107,70 centavos.
Legal, pessoal. Beleza, vamos em frente fazer uma breve reflexão. Poxa, mas às vezes pode ser difícil a gente separar custo e despesa, né?
Porque quando a gente tá falando custo é aquilo relacionado à produção e despesa é aquilo relacionado à venda. Muitas vezes isso na prática se confunde, né? Não tem muita clareza.
Eu posso ter o mesmo setor de recursos humanos que cuida tanto da fábrica quanto do setor de vendas. E aí, como eu vou dividir e o o gasto desse setor de recursos humanos pro que é despesa e pro custo? Não é tão clara assim.
A direção da minha empresa, ela se dedica tanto paraa produção quanto para vendas. Quanto que eu divido ali de gasto que eu tive com a direção, que é custo ou é despesa? Então, pessoal, na prática isso não é tão claro assim, não é tão objetivo.
Então, a gente tem algumas dicas, né, que que a gente pode fazer valores irrelevantes pela prudência a gente leva tudo pra despesa. Pela materialidade, a gente leva tudo pela despesa. Tudo é considerado despesa.
Se eu tenho lá um determinado departamento lá na minha empresa e esse departamento atende tanto a produção quanto as vendas e esse departamento tem uma representação financeira de montante pequena no meu orçamento, nos meus gastos e ela 1 2 3%. a gente leva tudo para despesa. Não vou ficar fazendo rateio de quanto é custo, quanto é despesa.
Se eu tenho valores relevantes, mais repetitivos e a maior parte é despesa, a gente em geral, via de regra recomenda levar tudo paraa despesa. Por exemplo, a minha diretoria ela representa um gasto importante na minha empresa e ela toma conta tanto da produção quanto das vendas. Mas eu sei que todo mês a minha diretoria gasta a maior parte de do tempo dela com as vendas e a menor parte do tempo da diretoria é gasto com a produção.
Poxa, então mesmo sendo um valor relevante, como a maior parte do tempo é dedicada às vendas e isso se repete mês a mês, então a gente tende a considerar tudo despesa, tá bom? princípio da prudência para evitar que eu use critérios muito arbitrários para dividir. Poxa, quanto tempo a diretoria ficou gastando com a produção?
Quanto tempo a diretoria ficou gastando com a venda? Como esse critério vai ser muito arbitrário, a tendência é a gente considerar tudo despesa. E valores com rateio extremamente arbitrário.
Muito difícil a gente precisar quanto é despesa, quanto é custo. A gente também tende a levar paraa despesa pelo princípio da prudência. Tudo bem?
Beleza. Alguns casos específicos, né? Encargos financeiros são tratados como despesa.
Mesmo se eu tô financiando a matéria-pra que eu tô utilizando na produção, aquele encargo financeiro ali que eu tô pagando do financiamento da matéria-prima é considerado despesa. Até o produto está pronto para venda, tudo é custo. Ou seja, se eu tenho uma embalagem que eu uso no meu produto, se aquela embalagem, todo o produto que chega pra venda, ele tá embalado, aquela embalagem é custo.
Agora, se determinados produtos chegam na venda sem a embalagem e eu de repente adiciono uma embalagem lá no setor de vendas para vender, aquela embalagem lá é despesa. gasto com pesquisa e desenvolvimento de produtos são considerados despesas, tá bom? Tem algumas regras que se já tiver em desenvolvimento, for um projeto já bem factível, já tiver bem consolidado, alguns itens podem ser considerados custos, mas via de regra, despesa e desenvolvimento são considerado eh pesquisa, né?
Pesquisa, desenvolvimento são considerado despesas, tá bom? São despesas os gastos com produção de bens e serviços. não destinados à venda.
Isso é legal. Se eu tenho lá na minha fábrica um setor de pintura, eu tenho na minha fábrica, eu uso para pintar os móveis, por exemplo. Aí eu pego o pessoal da fábrica e vou pintar lá o setor de vendas, porque o setor de vendas tá bastante eh antigo.
Eu preciso dar uma revitalizada no setor de vendas. Aí eu pego o pessoal da fábrica e uso para pintar lá a minha empresa no setor de vendas. Isso, essa mão de obra, essa tinta tem que ser considerado despesa, tá bom?
Muitos, muitos, muito embora sejam recursos da fábrica, foram utilizados em serviços não destinados à venda, produtos não destinados a vendas. Então isso é despesa. Beleza?
Show de bola. Vamos avançando aqui, pessoal. A gente precisa entender onde que eu vou usar a informação de custo.
Poxa, mas por que que a gente tá discutindo tanto custo, né? A gente precisa disso para uma série de coisas, dentre elas paraa nossa apuração de resultado. Então, de uma forma muito resumida, aqui não é o objetivo da gente destrinchar a nossa DRE, mas eu poderia explicar para vocês aqui.
Deixa eu pegar o apontador laser. A gente começa lá no faturamento bruto, tira os impostos, que seria no caso IPI, receita bruta, aí tira as deduções da receita, devoluções de vendas, impostos incondicionais, abatimentos concedidos, tributos sobre vendas, enfim. Chego na receita líquida.
Legal. Da receita líquida, eu tiro meu custo, que pode ser o custo da mercadoria vendida, custo do produto vendido, custo do serviço prestado. Eu tiro o meu custo, chego no resultado operacional bruto, também conhecido como lucro bruto.
Aí eu tiro as despesas operacionais, chego no resultado operacional líquido, tiro as despesas e receitas financeiras, chego no lucro antes do imposto de renda, tiro imposto de renda contribuição social sobre o lucro líquido, chega no lucro líquido do exercício. Isso aqui é uma demonstração de resultados simplificada, como o próprio nome diz. O que eu quero dar destaque para vocês é que a gente trabalha objetivando identificar esse valor, o custo que da receita eu vou tirar o custo, vou chegar no meu lucro bruto.
Tudo bem? Vale falar aqui rapidamente IFRS1, uma novidade, digamos assim, no que tange a normalização contábil. Ela prevê que a partir de 2017 a gente vai ter uma nova demonstração de resultado.
Distribuir em categorias operacional, investimento, financiamento, tributo sobre o lucro, operações descontinuadas para chegar no lucro líquido, no lucro ou prejuízo exercício. Então, interessante a gente só se atentar que a gente tá discutindo hoje essa DRE aqui, esse custo aqui, a gente vai estar utilizando esse modelo paraa nossa aula, mas em breve, daqui a alguns anos, a gente vai ter que buscar adaptar a nossa contabilidade de custos, especialmente na elaboração da DRE, para que a gente atenda as diretrizes, digamos assim, da IFRS1. Tudo bem?
Mais informações, tem esse link aí, é um relatório bem interessante da Deloid, que traz pra gente aí uma série de informações sobre essa nova abordagem da TR. Mas vamos em frente que o foco são os custos, né? apuração do custo.
A gente pode apurar o custo sobre duas dois prismas, dois duas perspectivas, o custo real e o custo estimado. Custo real é o que de fato acontece apurado posteriormente à fabricação. É quanto que eu tô gastando de mão de obra, quanto que eu tô gastando de material, quanto que eu tô gastando de cursos indiretos.
Eu apuro tudo isso e aproprio lá nos meus produtos. Esse custo é utilizado para fins fiscais e gerenciais, mas eu posso ter aporação de custo estimada anteriormente à fabricação. Isso é muito útil, pessoal, para fins gerenciais, quando eu preciso fazer orçamentos, quando eu preciso fazer estimativas do meu negócio, eu preciso fazer um planejamento estratégico, eu preciso fazer um planejamento de aquisição, eu preciso fazer uma precificação de produtos.
Então eu posso estimar quanto que vai ser meu custo. Então para estimar o o meu custo, eu uso uma série de informações, inclusive informações históricas de custos passados, custos reais passados, que eu posso me valer deles para estimar o meu custo futuro. Então é interessante a gente ter essa perspectiva que o custo real apurado depois da fabricação, quanto realmente eu gastei, ele é muito focado para fins fiscais e gerenciais.
Mas eu posso ter o custo estimado que é especialmente voltado para fins gerenciais de planejamento. Tá bom, pessoal? E quando eu falo em apuração de custos, eu posso ter dois sistemas.
o sistema por ordem de produção, também chamado de sistema em lotes, ou eu tenho sistema por processo contínuo. Eu trouxe até duas figuras aí, uma desse carro sendo customizado e o outro dessa fábrica aqui de refrigerantes. Sistema por ordem de produção são produtos customizados, especificações de cada cliente.
Ou seja, eu abro uma ordem de produção específica para determinada encomenda e todos os custos inerentes àquela produção vão ficar centralizados em uma determinada conta, um determinado controle. É um controle isolado para aquela ordem de produção, porque aquela ordem de produção, ela não se repete, ela é customizada. Já no sistema por processo contínuo, eu tenho produtos iguais, necessidades de mercado que eu já mapei.
Eu tenho uma produção homogênea, fluxo contínuo. Então eu não faço um custo isolado para cada garrafa de refrigerante. Eu acabo utilizando um controle de custo total de produção e depois eu calculo o custo médio unitário, dividindo o custo total pela quantidade produzida.
Isso a gente fez no exercício passado aqui das 500 mesas, não é isso? Eu não fiz o custo por mesa à medida que cada coada mesa foi produzindo. Eu produzi 500 mesas no mês, descobri o custo total, dividi por 500, achei o custo unitário.
Isso foi um sistema por processo contínuo. No sistema por ordem de produção, eu tenho uma uma organização controle do custo por ordem de produção. Não se preocupem, a gente vai ver isso com mais detalhe nas nossas web aulas para a frente, tá bom?
Sistema de custeio, isso é bem importante, eh, vamos fixar principalmente no custeio por absorção. Que que é custeio, pessoal? Custeio é a apropriação dos custos de produtos, eh, dos custos aos produtos, né?
a gente apropria os custos aos produtos, isso chama custeio. E a gente tem basicamente 5 m de custeio. Na verdade tem vários, né?
Mas a gente vai trazer hoje o custeio por absorção, o custeio variável, também chamar de custeio direto, custeio ABC, custeio padrão e custeio RKW. Vamos ver as características de cada um. Olha só, pessoal.
Custeio por absorção é o método resultante da aplicação dos princípios de contabilidade. Consiste na apropriação de todos os custos incorridos, sejam fixos, variáveis, diretos ou indiretos aos produtos fabricados. Então, a gente tem aqui, ó, custos fixos mais custos variáveis é igual a custo do produto.
Essa é um tipo de classificação, não é isso? O outro tipo de classificação é custo direto mais custo indireto é igual a custo do produto. Ou seja, todos os custos, seja utilizando a classificação A ou a classificação B, todos os custos são atribuídos aos produtos.
Nessa figura, a gente vê isso de maneira bem didática. Na DRE eu faço a separação entre despesas e custos. A gente já viu como fazer essa separação.
Os custos são apropriados aos produtos e quando eu vendo esses produtos, eles aparecem na nossa demonstração de resultado como custo do produto vendido. Lembra a demonstração de resultado que a gente acabou de ver? Receita menos custos igual a lucro bruto, menos as despesas igual ao lucro operacional.
Então as despesas elas vão direto aqui pro resultado. Interessante, né? E a gente também tem isso quando a gente fala de prestação de serviço.
A gente pode, de maneira eh de maneira hipotética imaginar os custos dos serviços no estoque de serviços. E aí quando eu tenho receita menos custos dos serviços prestados igual ao lucro bruto menos as despesas igual ao lucro operacional. Tudo bem?
Isso é o custeio por absorção exigido pela nossa legislação. Só que a gente tem outros sistemas de custeio que são extremamente úteis para fins gerenciais. Por exemplo, eu tenho custeio variável, também chamado de custeio direto ou custeio gerencial.
Nesse médio de custeio, apenas os custos variáveis são atribuídos aos produtos. Os custos fixos são tratados como despesas do período, sendo lançados diretamente na DRE. Então, olha só, o custo variável que vai pro produto, o custo fixo vai direto pra DRE.
Então, quando a gente vê lá a nossa DRE, o nosso lucro bruto vai est diferente, porque receita menos o custo dos produtos, que é igual ao lucro bruto, esse custo dos produtos está só variável. Aquele lucro bruto não tá condisente com o médico custeio para absorção que a legislação preconiza. Então esse método custeio variável, ele é muito útil para fins gerenciais, mas não é aceito pela legislação.
Tudo bem? A gente tem o custeio baseado em atividades chamado ABC ou active basis custing. É um médico custeio que procura reduzir a arbitrariedade do rateio dos custos indiretos.
Os custos são inicialmente atribuídos à atividades e depois os produtos. Bom, como é que esse é feito, pessoal? Olha só, a gente tem os custos, a gente precisa alocar eles aos produtos.
Se eu consigo fazer a alocação direta, tá ótimo. Aloqueio o custo direto ao produto. Sei como fazer isso.
Agora, se eu não conseguir fazer isso de maneira direta quanto cada produto usou, eu preciso usar alguma forma de rateio. E aí eu posso usar o método ABC. Eu uso os direcionadores, eu tenho os recursos, confronto ele com as atividades, sei quanto cada atividade consumiu de custo e da atividade eu vejo quanto cada produto consumido daquela atividade.
E aí eu faço o rateio. Nessa figura talvez fique mais claro, eu tenho os meus custos diretos. Se eu conseguir fazer a locação direta, vai direto pro custo do produto.
Legal. e eu tenho os custos indiretos. Em vez de eu usar um critério de rateio e ir direto pro custo do produto, eu pego as atividades que eu desenvolvo na minha empresa e acho o custo delas.
Eu pego esses custos indiretos e atribuo ele nas atividades. Faço isso utilizando os direcionadores de recursos. Esses esses direcionadores de recursos me falam quanto de recursos foram consumidos pelas atividades.
Uma vez que eu sei quanto cada atividade teve de custo, eu direciono elas para o custo do produto. Quanto de atividades foram consumidas pelos produtos? Esse método de custeio, pessoal, conhecido como ABC, tem várias vantagens.
diminui a arbitrariedade nos critérios de rateio, porque eu consigo identificar atividades que são úteis à minha empresa e consigo identificar atividades que não são úteis à minha empresa. Então, permite otimizar processos, eliminar desperdícios, determina os custos dos produtos com maior precisão. Só que, por outro lado, tem algumas desvantagens, né?
Eu tenho dificuldade de de determinar a correlação de atividades e direcionadores de custos. Não é tão claro, né? Poxa, quanto daquela atividade me custou de custo indireto.
Eu também tenho um pouco de dificuldade de identificar isso. Seleção de um direcionador pode sofrer arbitrariedade como vários outros critérios. E como vocês podem observar, o custo ABC envolve muitos controles, eh muitos registros, então isso fica dispendioso.
Em geral pode não valer a pena paraa sua empresa. Então você tem que fazer sempre uma relação entre custo e benefício para você ver se vale a pena você adotar esse método de custeio para fins gerenciais. também não é aceito pela legislação.
A gente tem um custeio padrão, interessante vocês conhecerem, tem um propósito de pré-fixar um custo meta e controlar os custos a priori. A gente estabelece meta de custo. Essas metas têm que ser realistas, podem ser desafiadores, mas tem que ser exequíveis.
Depois que eu estabeleci as metas de custos, é feito a comparação ao longo do tempo com os custos realmente incorridos. Isso permite que eu tenha maior eficiência nas operações. Eu vou analisando as operações, seus motivos, quem é responsável por essa ocorrência ou por aquela ocorrência e vai me permitindo ajustes ao longo do tempo dos meus custos.
É muito útil para fins gerenciais. E a gente tem também o custeio RKW, também chamado de custeio pleno. Apropia todos os custos de despesa aos produtos.
Não é permitido no Brasil. Antes ele era, né, mas hoje a legislação eh obriga a utilização do custeio por absorção. O RKW pode ser usado para fixar o preço de venda do produto, somando os custos e a despesa a mais de lucro da empresa para fins de definição do seu preço de venda.
É o markup, né, pessoal? Eh, eventual, não sei se vocês já viram ou vão ter oportunidade de ver certamente no nosso curso como que se dá a formação do preço de venda de produtos. A gente, um dos critérios que se usa é o markup, onde a gente soma despesas, soma custos, soma impostos, soma a margem de lucro que você deseja e você acaba calculando o preço de venda do seu produto.
Então o custeio RKW é um dos sistemas gerenciais utilizados para formação do preço de venda. Tá bom? Bom, muita coisa, né?
Vamos fazer um exercício paraa gente poder fixar todo esse conteúdo. Já já eu volto. Bom, pessoal, a questão era: assinar a alternativa que contém a definição correta sobre sistemas de custeio.
Letra A é a letra correta no nosso slide. Custeio por absorção é aquele que todos os custos são apropriados aos produtos, correto? Custei por absorção, tanto os custos diretos quanto os custos indiretos.
são apropriados aos produtos. É a mesma coisa de eu falar tanto os custos fixos quanto os cursos variáveis são apropriados aos produtos. Tudo bem?
Custeio direto ou variável é aceita pela legislação tributária? Não, não é, né, pessoal? É o custeio por absorção.
Custeio RKW pleno apropria todos os custos e despesas diretas aos produtos. Diretos e indiretos, né, pessoal? É todos.
O custo ABC aumenta a arbitrariedade na apropiação dos cursos. Não, o propósito que ABC é justamente diminuir a arbitrariedade. Tudo bem?
Usando os direcionadores. Bom, pessoal, para fixar, ver realmente que vocês entenderem, eu trouxe mais um exercício, uma prática aqui pra gente falar do custeio por absorção. Tudo bem?
A gente já viu esse slide. Esse slide traz pra gente que eu posso ter a classificação custo fixo e custo variável. Todos esses custos vão para os produtos.
Eu posso ter a classificação, custo direto e custo indireto. Todos esses custos vão para o produto. Posso usar a classificação de cima, classificação de baixo, tanto faz.
Isso é custo por absorção. A gente já viu essa figurinha, né? Os custos eu preciso identificar eles para que eu possa identificar o lucro bruto.
E depois do lucro bruto, eu tiro as despesas e identifico o lucro operacional. eh demonstração de resultado bastante inxuta, mas bastante didática pra gente. A gente viu que se aplica também aos serviços, né?
Então, olha só, deixa eu sair daqui que eu tô atrapalhando vocês. A gente tem um exemplo, vamos partir dessa planilha, tá bom? Essa planilha tá muito organizada.
Eu tenho produto A, produto B e o total somatório do produto A e produto B. E aqui eu tenho vários itens, todos eles organizados para que eu possa apurar os custos. Eu tenho matéria prima mais materiais secundários igual meus materiais diretos mais a mão de obra direta, eu tenho o meu custo direto, beleza?
material direto mais mão de obra direto, custo direto mais o custo indireto, eu tenho o meu custo de produção do período. Se eu divido pela quantidade produzida, eu tenho o meu custo unitário. Beleza?
Se eu pego o meu custo unitário vezes as vendas, vai me dar o meu custo do produto vendido, é o que vai lá para DRE. E se eu pego o meu custo unitário e multiplico pelo meu estoque físico que sobrou, é o meu estoque final que vai est no meu balanço patrimonial. Então, a gente tem essa tabela já aí com essa ordem bastante didática pra gente fazer um caso hipotético.
Vale lembrar que na nossa DRE a gente tem a receita bruta menos os impostos igual receita operacional líquida menos o meu custo produto vendido igual ao lucro bruto, menos a despesa igual ao lucro líquido. Vimos isso várias vezes ao longo dessa web aula. Agora vamos colocar números aí, né?
A gente tem uma empresa onde a produção do período foi 95. 500 unidades do produto A e 840. 000 unidades do produto B.
Preço de venda de cada produto, 5,80 do produto A, 6,30 do produto B. Quantidade vendida de cada produto, valor de matéria-pra de cada produto, o valor que eu consumi de materiais secundários de cada produto e mão de obra direta de cada produto. Esses dados são fornecidos pelo nosso sistema de contabilidade de custos.
A gente tem esses valores, então a gente vai utilizar eles para preencher aquela nossa tabelinha. Matérias primas 188 290. De onde eu tô tirando isso, pessoal?
Daqui, ó. Opa. Daqui desse slide são dados fornecidos pelo problema.
Matériapra 138 290. Então, todos esses dados aqui eu vou utilizar para preencher essa tabela aqui de cálculo dos nossos custos. Então, matériapra mais materiais secundários, eu acho materiais diretos.
Legal. Materiais diretos do produto A, 164. 000, do produto B, 328.
000. Total de materiais diretos na minha produção, 492. 000.
Tem o valor da mão de obra direta 5572. Vamos ver se era isso mesmo. 55 e 72.
Beleza, tá batendo. Eu vou ter o meu custo direto, que é material direto mais mão de obra direto. 619.
000. Eu tenho meu custo indireto de fabricação. De onde veio isso, professor?
Olha só, a gente tem uma informação extra no nosso exercício. A gente teve o total de custo indireto de fabricação de 159. 000.
Poxa, mas quanto é do produto A, quanto é do produto B? Esse custo indireto de fabricação pode ser o aluguel da fábrica, o custo da energia elétrica, o custo do vigilante da fábrica. são aqueles custos indiretos de produção que totalizaram aí no período de 159.
000. Bom, eu tenho que achar uma forma de dividir ele entre produto A e produto B. No nosso exemplo, eu vou usar a proporção de matéria-pra.
Eu escolhi é arbitrário. Então, matériapra, quanto que tem cada um de consumo? Do total de matériapra do período, que foi 428.
000. 67% é produto B e 32% é produto A. Essa é a proporção de matéria-pra que eu tenho de consumo num período.
Usando a mesma proporção, eu distribuí esses 159. 000, sendo 107 atribuído ao produto B e 51 atribuído ao produto A. Eu usei um critério da minha cabeça, matériapra.
Eu poderia ter utilizado mão de obra direta, poderia. Eu poderia ter utilizado materiais secundários. Poderia.
Eu poderia ter dividido 50% para um, 50% para outro. Poderia. O critério que eu achei melhor foi o critério de matériapra.
Tudo bem? Feito isso, eu identifiquei que 51. 000 custo indireto para aplicação produto A, 107.
000 custo indireto para aplicação produto B. Seguindo, eu vou ter o custo de produção do período, que é o custo direto mais o custo indireto. Tranquilo?
Divido pela produção. Quanto eu produzi de cada produto, eu vou ter o custo unitário de cada produto. Vezes as vendas, quanto eu vendi de cada produto, eu vou ter o meu custo do produto vendido.
235. 000 produto A, 79. 000 do produto B e 314.
000 a soma dos dois produtos. E quanto que ficou o meu estoque físico? Bom, se eu produzir isso aqui tudo e eu vendi isso, sobrou isso.
Esse é meu estoque físico, que vale esse valor, porque cada unidade é 283, no caso do produto A, e 0,60 no caso do produto B. No meu estoque, somando os dois, eu vou ter um estoque final de 479. 000.
Legal. Beleza. Vamos lá então pra nossa DRE.
Agora achamos o custo do produto vendido. Então, quando eu vou lá pra nossa DRE, eu tenho aqui receita operacional bruta. De onde a gente tá tirando a receita operacional, pessoal?
Quantidade vendida vezes preço de venda. quantidade vendida vezes preço de venda. Tem a receita operacional bruta, impostos aqui no caso, ICMS, por exemplo, de 18%.
18% eu vou ter esse valor dos impostos que vai me gerar uma receita operacional líquida de cada produto. Eu tenho quantidade de preço de venda produto A, quantidade preço de venda produto B. Tiro 18% de impostos de cada um, chego na receita operacional líquida de cada um, tem o custo de produção do período de cada um.
Olha aí onde a gente aplica o custo que a gente tava calculando. 235. 000 de produto A, 79.
000 de produto B. Custo total de produção no período 314. 000.
Então eu acho o lucro bruto de cada produto, inclusive da minha empresa. Tiro as despesas e acho o lucro líquido. Beleza?
Então é aí que a gente vê a importância da contabilidade de custos para que a gente possa apurar de fato qual foi o nosso lucro bruto e depois o nosso lucro líquido. Beleza, pessoal? Bom, espero que vocês tenham aí compreendido.
Foi uma aula com muito conteúdo. Tenho certeza que que eh a gente precisa de toda essa prática, de todos esses exemplos para que a gente entenda a contabilidade de cursos em toda a sua essência, né? Então, a gente tá indo construindo aí os conceitos, fazendo muito exercício, né?
Tô trazendo muito exercício, a aula fica até um pouquinho mais longa, mas é importante porque aí a gente vai vendo a aplicação desses conceitos em práticas, em números, em contabilidade e isso vai facilitar bastante o nosso entendimento, porque a gente ainda tem um longo caminho pela frente, um caminho muito interessante. Vejo vocês nas próximas web aulas. Forte abraço, pessoal.
Não.