Sejam bem-vindos ao Nerdologia! Eu sou Átila, biólogo, pesquisador e prometo muito mais nerdologias esse ano. Hoje vamos ver porque promessas e resoluções dão errado e como fazer pra elas funcionarem.
Nossas promessas são projeções do que queremos que o nosso "eu" futuro faça. Mas nem sempre o que queremos fazer no presente concorda. Hoje a sobremesa foi bolo de chocolate, mas na segunda não comeremos mais.
O que acontece é que no presente tomamos decisões com base em sentimentos. Imagine que você está comprando um móvel pela internet, daqueles que levam meses para chegar, sua poltrona só será enviada em quatro meses. Mas se você pagar 40 reais a mais a entrega é adiantada em dois dias.
Você pagaria à mais? E se a entrega fosse em dois dias e pagando mais a poltrona chegasse ainda hoje? Quando a decisão é imediata, somos muito mais impulsivos.
Como Gary Marcus conta no ótimo "Kluge: a Construção Desordenada da Mente Humana", ao mesmo tempo em que pensamos que seremos pessoas mais controladas e centradas no futuro, descontamos o valor de algo incerto no futuro em favor de algo concreto no presente. A promessa de chegar ao peso certo no final do ano é bem menos valiosa do que um sorvete agora, por isso cartões de crédito podem ser um problema. É muito mais fácil fazer um gasto futuro do que ver o dinheiro indo embora na hora.
Fazemos votos de no futuro estudar e não tirar nota vermelha, mas a decisão diária de não ver séries, jogar menos videogame e não procrastinar é bem difícil. Mais cedo ou mais tarde os trabalhos estão atrasados e nada de estudar pras provas de antemão. Aliás, o problema da procrastinação em faculdades é tão sério que milhares de vós morrem todos os anos por isso.
Ou pelo menos é o que parece. O professor de biologia Mike Adams anotou as datas e notas dos alunos que tinham perdido as avós durante o semestre. Isso porque ele ouviu muitos trágicos acidentes de alunos no final do semestre, que precisavam atrasar trabalhos ou faltar em aulas e provas porque as avós morreram.
Comparando duas décadas de anotações, ele viu que a taxa de morte de avós aumenta vinte vezes com o final do semestre, especialmente para os alunos que iam pior os alunos com as piores notas, tinham 50 vezes mais chances de perder uma avó e precisar ir no funeral, do que os alunos com as melhores notas. talvez porque as avós fiquem preocupadas de mais com as notas dos netos e a situação ficou pior com o passar dos anos a recomendação do "Mike" foi bem clara ou os alunos estão mentindo muito mais,para ter mais prazo porque não souberam seguir o calendário ou as avós serão extintas por causa das provas. o maior problema nesse conflito, como "Daniel Kahneman" disse no livro "rápido e devagar" é que usamos os dois sistemas mentais diferentes para planejar os nosso compromissos situações futuras, são pensadas com um sistema mais lento e racional que pensa no que é melhor para o nosso futuro tirar boas notas, ir bem no trabalho, comer de forma saudável, se exercitar ou poupar dinheiro mas o sistema que toma decisões no momento, normalmente o emocional e rápido que valoriza mais o momento e cede às tentações e para não ceder precisamos de auto controle como Roy Baumeister, Ellen Bratslavsky, Mark Muraven e Dianne M.
Tice mostraram o problema com o auto controle é que ele é limitado e se cansa eles dividiram os voluntários em dois grupos um podia comer chocolates a vontade, enquanto, o outro grupo precisava se controlar e comer apenas nabos. aqueles que gastaram o auto controle pra não comer o chocolate, acabavam disistindo muito mais cedo de tarefas um fenômeno que recebeu o nome de depleção de ego o mesmo aconteceu com pessoas que precisavam controlar emoções ou mesmo fazer contas mentais ou lembrar de números grandes quanto maior o esforço, mais difícil era não ceder à tentações depois por isso mesmo tomar um sorvete ou fugir da dieta é muito mais frequente ao final do dia quando passamos o trabalho ou o dia na escola todo nos controlando e estamos cansados em outra série de experimentos testando o autocontrole de voluntários, sem eles saberem outros colaboradores de balmastein, mostraram que as pessoas que foram rejeitadas na hora de formar grupos de trabalhos não só, desistiam antes de desafios, como acabavam comendo mais cokies por isso um péssimo momento para tomar decisões é quando estamos cansados ou depois de emoções fortes como Charles Duhigg explica no conveniente "O poder do habito" uma boa forma de não precisarmos depender desse auto controle que acaba, é mudamos de hábitos ruins ou pelo menos criarmos novos hábitos melhores se é mais fácil tomar decisões pro futuro do que agora o ideal para manter uma promessa, é garantir que ela sera mais fácil de cumprir incorporar um horário para se exercitar, parar de passar no supermercado depois do trabalho ou mesmo mudar o lugar do almoço , pode ser o suficiente pra dependermos menos do autocontrole pra manter uma promessa estabelecer metas também ajuda melhor ainda se o planejamento envolve uma recompensa se a promessa for cumprida e o que fazer se ela der errado Dan Ariely conta no livro "previsivelmente racional", que ele resolveu o problema da morte das avós cobrando datas definidas ao longo dos semestres para os alunos aqueles que tinham prazos e consequências para quem não entregasse na data certa acabaram fazendo todos os trabalhos enquanto os que puderam tudo quando quisessem, deixaram tudo pro final e acabaram não entregando ou fazendo piores trabalhos então aproveite as dicas pra manter as promessas e não matar sua vó esse ano não se esqueça de curtir e compartilhar o video, assine o nosso canal para manter o compromisso de se informar e até a próxima quinta. Mais uma vez um agradecimento ao André Souza pela ajuda com o episódio.