Então vamos lá queridos mais uma vez né um prazer est aqui com vocês mais um sábado né vamos vamos vamos lá vamos trocar aí E hoje como eu falei assim o o o conteúdo ele é é mais denso porque a gente vai falar de famílias com crianças e famílias com adolescentes eh e como essa eh a a terapia flui nesse sentido né as questões que são importantes eh abordar nesse sentido Mas eu quero até fazer um resgate eh da última aula só paraa gente lembrar aqui eh que que eu que eu botei ali um comparativo
Logo no início da aula entre o enfoque psicanalítico e o enfoque sistêmico né Eh só pra gente resgatar isso pra gente dar continuidade no dia de hoje desculpe que de vez em quando Essa tossezinha ela ficou tá de de de herança aí Espero que ela logo vá embora mas de vez em quando ainda tô dando uma Torcidinha eh então no enfoque psicanalítico que nós vimos na outra aula a gente dá ênfase no passado no sentido de buscar a história dessa família né Como essa família começou Quem são os membros dessa família eh quem é casado
com quem eh como era o funcionamento dessa família porque eh e a gente trabalha fazendo isso Através do genograma né que eu também comentei isso com vocês que é onde a gente vai colocando lá né A gente pergunta pra pessoa aonde começa sua história e aí ela vem trazendo né às vezes começa dos bisavós às vezes dos avós quando não se tem notícias dos avós nem dos bisavós começam ali pelos pais enfim e a gente vem montando esse genograma e e e e aí a gente vai resgatando as histórias dessa família que são histórias que
normalmente Eh trazem pra gente como terapeutas ã a raiz podemos dizer assim de alguns sintomas que se apresentam hoje porque na verdade a história do indivíduo né história presente do indivíduo é na verdade uma repetição eh daquele do passado do passado e a gente se refere a essa família de origem Então os sintomas né dentro do enfoque psicanalítico eles são vistos como decorrência de experiências passadas que foram recalcadas fora da Consciência como eu falei não só da do próprio indivíduo né lembra que eu falei da criança ferida daquela criança interior ferida daquela criança interior que
tem questões que não foram resolvidas que ela nem tem consciência disso mas que né como eh uma questão de abuso de abandono de sentimento de desamor de desvalor de injustiça eh falei também a com com relação ao ao Abandono né porque abandono eh quando a gente usa esse termo essa palavra a gente sempre se remete ali alguém abandonou ali uma criança fisicamente na porta de outro alguém né Ou abandonou entregou no orfanato não o abandono ele pode acontecer mesmo a criança tendo ali pai e mãe ou outros cuidadores ela também pode setinha abandonada né o
fato de ter aquelas pessoas ali com ela no mesmo ambiente não quer dizer que ela não possa ter Esse sentimento de abandono porque tudo vai depender dessas relações familiares como elas se dão né ainda com relação a essa questão do dos sintomas de experiências recalcadas a gente tem essa criança interior ferida a gente tem os segredos familiares né hoje a gente vai falar rapidamente porque segredo familiar é um assunto também vasto assim sabe então se a gente tivesse que que que tratar profundamente a questão do segredo a gente ia precisar De um tempo muito maior
mas a gente vai falar rapidamente sobre o segredo e o quanto isso afeta né na na no desenvolvimento e eh e também trazendo como exemplo né A questão dos mitos familiares o os mitos toda a família né ou a maior parte delas tem um mito O mito é aquele que D as normas ele dita o que é certo e o que é errado é aquela pessoa que centraliza é aquela pessoa normalmente que tá no Comando então tudo que aquela pessoa diz é é o é o é o é o correto o que for fora disso
né se algum membro eh não não absorve aquilo que é posto como certo por aquela pessoa aquele membro passa a ser a ovelha negra da família que é o oposto do mito né então a ovelha negra da família ela nasce em oposição ao mito da família eh querem saber a história da família de fato procurem a ovelha negra da Família eu costumo sempre dizer isso é muito interessante a ovelha negra da família ela ela ela conhece toda a história daquela família perfeitamente e é por isso que ela consegue se contrapor a este mito de alguma
forma né e virou a ovelha negra é aquela aquela pessoa que precisa ser calada sabe Para que entre aspas o o segredo seja mantido naquele ambiente familiar então o enfoque psicanalítico Ele expressa os desejos inconscientes que estão na origem familiar já o enfoque sistêmico Ele trabalha a questão da comunicação da hierarquia da Fronteira né que nós também abordamos na aula passada a a comunicação a gente viu né que ela pode ser fechada ou uma comunicação aberta e a gente viu quanto a comunicação fechada Ela traz eh prejuízos pro desenvolvimento dos membros dessa família Eh a
questão do duplo vínculo a questão da esquizofrenia da da do suicídio então a comunicação fechada Ela traz consequências muito traz muitos sintomas ao passo que a a a comunicação aberta eh Ela traz aprendizado ela oxigena o ambiente familiar a tensões São menores né porque os assuntos são tratados mesmo os assuntos mais difíceis eles são tratados são Discutidos a questão da hierarquia né de quem tá no comando daquela casa a questão da hierarquia invertida hierarquia trocada e a fronteira né se é uma família eh fusionada onde só as só entram pessoas mas não pode sair ninguém
tá todo mundo ali né Eh aglomerado aglutinado é um pelo outro estão sempre brigando muito mas também se amam muito eh isso é muito comum em famílias que moram né no mesmo quintal ninguém consegue ir embora tá todo mundo ali Junto e o que vai embora é visto como traidor né é o que consegue sair o que consegue eh eh galgar outros outros espaços eh estudar por exemplo mais eh enfim é é é é visto como metido o O Traidor né da da família aquele que faz diferente de uma de uma família que é fusionada
é é é vira a ovelha negra dessa família né podemos dizer assim aí tem a a aquela família que é difusa Ou seja que a fronteira é aberta Todo mundo entra todo mundo sai não não né todo Mundo fica sabendo de tudo e e ao mesmo tempo é cada um por si né não tem não tem a a a como eu posso dizer não tem muita afetuosidade sabe nos relacionamentos são são pessoas mais fechadas que aonde tem a comunicação fechada também né então são famílias que tem uma fronteira de difusa eh e aí a gente
viu também que a a o fato das pessoas terem eh uma Hierarquia Ok correta uma uma uma uma fronteira também ok e uma comunicação Ok isso traz eh eh saúde digamos assim pros membros dessa família né E aí no enfoque sistêmico a gente busca identificar o funcionamento familiar e reorganizá-lo então no enfoque psicanalítico esse enfoque ele expressa os desejos inconscientes que estão na origem familiar e no enfoque sistêmico busca identificar o funcionamento familiar e Reorganizá-lo E aí no Campo da terapia familiar né o campo em si da terapia familiar ele é muito variado e complexo
e por conta disso não cabe um corpo teórico único então quando a gente vai atender eh a gente não não não não escolhe Ah eu vou seguir um enfoque totalmente psicanalítico ou eu vou seguir um enfoque totalmente sistêmico não na terapia de família nessa abordagem né de terapia de Família o nosso olhar é de Contraponto entre o enfoque psicanalítico e o enfoque sistêmico or a gente vai recorrer ao enfoque psicanalítico or a gente vai recorrer ao enfoque sistêmico dependendo do da queixa dos sintomas apresentados e trazidos bom e aí a gente vai começar hoje então
hoje a gente vai falar sobre partindo desse dessa dessa pequena revisão que a gente fez né da aula passada Hoje a gente vai falar sobre terapia eh de fam com crianças e no Segundo momento terapia de família com adolescentes Ok então assim na na abordagem de terapia sistêmica o cliente ele não é considerado individualmente mas sempre como participante de um sistema eh então a gente não consegue olhar para essa criança que chega no consultório só para ela porque a tendência dos Pais né quando busca consulta é é dizer olha meu filho Está com problema então
o primeiro contato sempre assim meu filho está com problema eu queria uma avaliação eh e aí quando eu pergunto eh avaliação Qual é a queixa né O que que mais tá incomodando e tudo mais enfim e aí eles fazem lá uma lista né interminável de de sintomas que essa criança tá apresentando Só que nesse momento quem normalmente faz contato normalmente a Mãe tá tem pais também que fazem contato homens Mas normalmente são as mães que fazem ali o primeiro contato e eh é interessante que eu digo assim OK E e essa mãe e esse pai
Eles não têm noção eh de que essa criança ela tá inserida Nesse contexto familiar e que a questão é essa criança Ela só está apresentando um sintoma que é da na verdade da família mas ã os pais e às vezes até os irmãos estão Olhando para aquela criança como o problema Então tem um um autor né da teoria familiar italiano andol que ele tem a seguinte eu gosto muito dessa frase ele diz o seguinte um um um problema de uma criança é sempre um problema familiar essa criança ela na verdade ela está a serviço dessa
família por el ela de de todos os membros ali ela foi a única que começou a De forma inconsciente né aí a gente Vai lá paraa psicanálise Por isso que eu digo que não tem como a gente trabalhar com família só com uma abordagem né então de uma forma inconsciente ela começa a apresentar sintomas e ela vai eh trazer essa família pro consultório Porque no momento que ela começa a apresentar questes ela movimenta essa família mesmo sendo taxada da criança problema né a criança que tá com essa criança que tá com problema essa criança que
está Doente essa criança que tá precisando de acompanhamento enfim eh então aí os pais trazem e é interessante porque eh eu eu faço o seguinte nesse primeiro contato eu já digo né para pro responsável que faz contato comigo que e a primeira consulta tem que estar presente todos que moram na mesma casa e é muito interessante a reação né quando tem irmãos então ah mas o fulaninho também tem que ir O Belinho Também tem que ir mas o problema é da fulana E aí eu digo sim todos que moram na mesma casa justamente por quê
Primeiro para que eu possa conhecer essa família esse e e no consultório né Apesar de pouco tempo a gente já consegue perceber esse movimento familiar e muitas vezes aonde está o noo sistêmico que a gente fala eh na forma como eles chegam o consultório na forma como uma criança se Comporta ou a outra na na forma como Eles sentam quem senta perto de quem quem fica longe de quem eh eh Então são sinais né que a família apresenta quando chega que pra gente enquanto terapeuta são ótimos Porque a gente já vai ali né criando as
nossas hipóteses e é interessante que eh além disso a gente sempre fica atento ao ao menor da turma né a criança mais nova Mesmo que não seja a criança que a gente chama de paciente identific Eh a gente sempre fica de olho nesse menor por o menor ele sempre vai falar desde que ele seja o primeiro a falar se ele for o primeiro a falar ele criança espontânea então ela vai falar sem medo ela vai trazer de uma forma né natural vai conseguir expor o que tá acontecendo de fato de uma forma muito tranquila ao
passo que os adultos já tem mais filtro já pensam né se eu falo isso eu falo aquilo Eh as crianças mais velhas já conseguem identificar nos pais o que agrada e o que desagrada aqueles pais então muitas vezes também eles se Calam porque sab que se falar algo eh uma determinada coisa sabe que vai desagradar o pai ou a mãe então o menor da casa é aquele que traz eh então por isso que eu faço muita questão né que todos estejam presente também por isso E aí eu já pego esse pequenininho chegou eu já vou
nele eu Não falo com o restante nem falo com o restante da família Eu já vou no pequenininho lá e já começo a puxar assunto e já dou a ele material para ele brincar se ele quiser e converso com ele e pergunto se ele sabe o que que ele tá fazendo ali é muito interessante porque quando o pequenininho não é o paciente identificado os pais ficam me olhando do tipo assim vem cá você tá enganada sabe parece que eu leio assim na testa quem tá com problema é esse daqui não é esse Sabe é muito
interessante eu nem olho para eles para eu também não ser né para eu não ficar ali entrando na pressão então eu pego e foco realmente no no menor o menor já vai me dando muitas muitas indica S de muitas coisas e aí quando eu eu tô mais ou menos satisfeita aí é que eu me volto eh paraa família como um todo e aí já vou conversando com o restante mas nunca começo conversando A não ser que seja o menor que que é Difícil normalmente é o filho do Meio ou o mais velho que vem trazendo
algum sintoma dificilmente é o mais novo eh e aí eh tirando isso eu sempre eu nunca começo por aquele que é o paciente identificado por qu se eu começo pelo paciente que é identificado eu estou reforçando que realmente aquele indivíduo é sozinho que ele não faz parte de um sistema e que ele Eh que que a questão é só dele não é do ambiente familiar então normalmente ele É o último que em que eu faço contato eh de perguntar de conversar e tudo mais vou ali começo ali pelos pais pelo se se tem às vezes
né se tem se é uma família com três crianças três irmãos eu vou do pequenininho vou pro do Meio aí nisso vou pros pais e aí por último eu vou no paciente identificado então fico aí nessa dança e também o que que eu faço ao final de todas as perguntas né qual é a queix o que que tá acontecendo quando Começou ah eu por fim eu pergunto para esses pais eh se não fosse o problema que a fulana ou Fulano tá trazendo qual outro problema essa família teria para resolver porque nesse momento é o momento
em que eles param e eles tiram eu consigo desfocar paciente e aí A família olha consegue Olhar para o próprio umbigo é o momento de que eu que eu consigo que eu consigo com que eles reflitam que eles Parem de focar só no problema daquela criança e comecem a olhar o próprio funcionamento familiar por vamos lá vamos imaginar vou dar um exemplo aqui um nome fictício vamos imaginar que a Gabriela não estivesse apresentando Tais questões vamos imaginar que a Gabriela estivesse ótima sem nenhum desses Sintomas tudo tivesse correndo bem qual seria a queixa qual seria
o outro problema que essa família Gostaria de resolver E aí nesse momento um para olha pro outro começa a pensar e aí é o momento em que a família diz assim ah pois é tem o fulaninho também então ou Eles olham para o outro filho ou Eles olham paraa relação deles agora olhar pra relação deles do casal é mais difícil tá Às vezes quando eles dizem Assim não não tem nenhum outro problema é bem possível que o problema esteja na relação deles uma crise conjugal porque sozinhos Eles não conseguem perceber eh mas depois eu vou
falar um pouquinho mais sobre isso tá quando chegar mais ali na frente eu vou voltar com exemplos clínicos e aí eh feito isso né de início como eu tô dizendo para vocês de entendimento de que uma criança ela não está sozinha ela Não pode ser vista sozinha e sim dentro daquele contexto familiar eu passo para falar para vocês o seguinte que a tarefa principal dos Pais né de famílias com crianças Eu até comentei sobre isso acho que na aula passada é a definição de papéis Então os pais precisam trabalhar com a definição de papéis nesse
momento em que os filhos estão pequenos que que seria isso Cátia seria eh que tem a ver com a Hierarquia que tem a ver lembra que eu falei na semana na na aula passada da questão da hierarquia tem que ficar bem definido quem é o pai quem é a mãe quem é quem nessa família quem é a avó quem é o avô Quem são os tios quem quem manda quem comanda a quem essa criança deve obediência não é respeito respeit né Tem tem que respeitar todos mas quem quem quem dá ordens para essa criança quem
quem tem autoridade com essa criança ou é uma Família onde todo mundo Manda todo mundo desmanda ninguém manda ou todo mundo manda ou H desmando né então por exemplo um bota de castigo outro tira como é isso então a principal tarefa desses pais é a definição de papéis quem é quem e essa criança precisa né Com o tempo ela vai entendendo quem é quem e isso vai trazendo estrutura para essa criança para ajudar nesse desenvolvimento dela então a principal tarefa dos Pais né de Famílias com crianças é a definição de papéis que nada mais é
é do que essa eh eh como eu posso dizer essa essa definição também ou ou essa marcação aí dessa hierarquia familiar né onde os pais estão no comando e os filhos são os comandados os sintomas o terapeuta precisa buscar entender o significado do sintoma para o grupo familiar é aquilo que eu disse o sintoma é a criança que está apresentando e que tá Trazendo a família para o consultório mas na verdade a questão é do grupo familiar Não é dessa criança somente então aí o terapeuta precisa entender o significado O que que significa aquele sintoma
naquele grupo familiar Qual a relação da família na formação e manutenção do sintoma olha aí que interessante aí vocês dizia assim Kátia Mas como manutenção do sintoma muitas vezes né quer dizer na maioria das vezes a gente vai de novo aí Pro inconsciente tudo isso é um movimento inconsciente a própria família vai retroalimentando aquele sintoma por quê Porque ainda assim De forma inconsciente aquele sintoma tá trazendo algum ganho então ao mesmo tempo que atrapalha que traz o mal-estar que incomoda que os pais ficam preocupados que buscam ajuda de um profissional ao mesmo Tempo aquele sintoma
ele tá trazendo algum benefício para aquela família e aí De forma inconsciente essa família não quer de de maneira alguma sem perceber ela não quer que aquele sintoma saia termine porque mexendo naquele sintoma você está eh mexendo com aquela configuração com aquela forma de funcionar daquela família que até então de certa maneira estava Ok Tava legal tava boa né aquele Funcionamento tava bom entre aspas eh é é algo meio complexo né por isso que trabalhar com família é algo muito complexo gente porque a família ela vem te pedir socorro ela vem pro consultório te pedir
socorro e quando você começa a mexer nos pontos s resolver as questões nem sempre suportam por isso que tem que ter muito cuidado na forma de abordar essas questões de trabalhar essas questões Então qual a relação da família Na formação e manutenção do sintoma a gente tem que perceber qual é e o que sintoma quer dizer o que que ele quer comunicar quais ASO estão envolvidas nisso então eu vou dar um exemplo para vocês de dois de dois casos eh um eh de uma menina de 14 anos quando chegou ao consultório né a família veio
eu até falei desse caso n na outra aula sobre a questão da hierarquia Eh essa menina chega no consultório com dificuldade de aprendizado eh com muita insegurança baixa autoeficácia baixa autoestima uma menina muito inteligente mas que acha que não sabe nada e eh se quer se manter nesse lugar né ela ela não apresenta eh ela não consegue ter segurança naquilo que ela sabe naquilo que ela conhece sem nenhuma questão cognitiva intelectual fiz todos os os testes psicopedagógicos com ela Ok Eh eu não sei se vocês vão lembrar quem tava aqui na aula passada que eu
trouxe a história dessa família onde a a menina praticamente foi criada por uma babá a vida inteira e essa babá que tava ali no comando quando eu falei sobre hierarquia essa babá que tava no comando dessa casa junto com a mãe e o pai tava sendo comandado junto com a filha não sei se vocês lembram dessa desse exemplo que eu dei eu trago esse esse caso Clínico de novo hoje para Falar dos sintomas por quê nesse caso eu fui procurar entender o significado do sintoma dessa menina para essa família e aí eu descubro o seguinte
essa menina tem uma afetividade muito grande com essa babá porque foi essa babá que cuidou dela desde recém-nascida né que ficou com ela que a mãe só fez né no caso foi amamentar e sustentar né sair para trabalhar Cuidar mas quem tava com essa menina no dia a dia eh eh tendo com ela todos os cuidados necessários foi essa babá Então essa babá na verdade é uma mãe né para essa adolescente E aí o que que ocorre essa babá eh não tem quase estudo né o grau de instrução dela é muito baixo e aí foi
dado o direito desta menina saber mais do que essa Babá É bem doido né mas aí que eu digo a gente a gente vai ali na sistêmica com relação à hierarquia né que eu falei e aí a gente volta pro pro enfoque psicanalítico como é que que eu posso saber mais do que ela porque se eu souber mais do que ela é como se ela tivesse traindo essa babá que ela tanto ama porque ela vai estar saindo desse grupo ela vai estar saindo ela vai estar se desconectando desta desta Mulher a mãe muito estudada né
com com com alto Cargo em empresas eh como o globo o pai também mas essa babá não então para essa menina apesar de ter toda a inteligência todo o conhecimento todo né Eh ela fica presa inconscientemente a essa babá nesse sentido e aí quando eu trago a família né e começo a trabalhar as questões familiares e tudo mais enfim em dado momento eu sugiro essa família essa Família já veio num processo bom né de terapia aí eu surgiro essa família assim olha agora a gente vai na próxima sessão preparei a família né a gente vai
vai chamar a babá aqui eu tô chamando de babá falar o nome né a gente vai chamar essa babá aqui pra gente fazer eh para essa babá entregar a l de volta para vocês né uma entrega simbólica porque eles eles deram assim que a l nasceu eles deram a l para essa Babá simbolicamente falando eles deram e nesse momento é preciso que essa babá devolva essa menina para essa família e quando eu propus isso nem o pai nem a mãe quiseram de forma alguma fazer receber a menina de volta simbolicamente falando não quiseram e eles
disseram não não não nisso a gente não vai mexer nisso a gente não consegue mexer né então eh O noso sistêmico ele ele ele permanece nesse caso porém eu fui trabalhando com entorno né posso dizer que hoje essa menina ela ela ela não ela não repetiu de ano né ela já tá com 16 anos ela tá conseguindo seguir os estudos dela ainda com muita dificuldade de aprendizagem ainda com muita insegurança Porém bem menos do que anteriormente por quê aí eu resolvi então ir por um outro caminho eu comecei a trabalhar com ela o fechamento De
identidade eh já que ela tá na adolescência então eu comecei a trabalhar com ela por esse caminho para fortalecê-la um pouco mais e trabalhar com ela essa diferenciação entre ela e a babá eh mas vocês vejam como é que para essa família de alguma forma manter esta babá no Cuidado desta menina é importante e eles não quiseram mudar isso E aí você não tem como sair Atropelando Por mais que você tenha essa visão que você perceba que ali que tá o nosso sêmico isso ficou muito claro para eles porque eu expliquei Ok mas eles eh
não conseguiram alcançar esse entendimento por quê Porque existe a necessidade por algum motivo ali para eles essa configuração esse funcionamento familiar ele está ele está bom de certa maneira né Eh mas eles Já conseguiram entender e aí O que que eu fiz assim e aí eu chamei essa babá por algumas vezes e eh trabalhei com ela o fato dela dar mais autonomia para essa menina ela conseguir liberar um pouco mais essa menina porque ela trazia essa menina como uma bebê ainda eh e mostrei para ela o quanto isso estava prejudicando o desenvolvimento dessa menina e
aí ela conseguiu né para vocês terem ideia essa essa moça né porque já tá com 16 anos era a acordada Por essa babá para ir pra escola eh o o café da manhã essa babá que preparava para ela passava Manteiga no pão fazia suco arrumava mochila como se elaa fosse bem pequenininha né Eh então Eh eu consegui né O que que a gente conseguiu avançar ali como eles conseguiram avançar conseguiram avançar um pouco mais nesse sentido de deixar ela acordar sozinha ela cuidar da da do uniforme dela da mochila do café da Manhã ir sozinha
pra escola porque essa babá que levava essa babá que ia buscar então agora ela vai sozinha pra escola ela volta sozinha da escola ela vai sozinha pro inglês ela enfim ela consegue agora já transitar sozinha pela rua né Eh Indo pros compromissos dela então assim aos poucos eu tô trabalhando para fazer esse esse desmame né entre as duas e e e trabalhar com ela com a l essa questão da da do fechamento de identidade quando A gente for pra parte dos Adolescentes eu vou falar melhor sobre isso para que haja essa essa diferenciação entre ela
e a babá eh tem um um um outro um outro caso Clínico também de uma criança de 7 anos el L também Eles chegaram no consultório uma família de pai mãe e dois filhos sendo a l mais velha de 7 anos e o menor de quatro menino eh e a queixa era de que essa criança vivia chorando muito tudo ela chorava Tudo ela chorava e e sempre exigindo muita atenção da mãe sempre puxando muito essa mãe para ela mas a maior queixa era do no choro né uma criança que chorava muito com 7 anos eh
e aí e que sempre para dormir era um caos era uma confusão muito grande dentro de casa e chegou um ponto que esse essa família já não tava mais dando Conta de tudo isso então vieram pro consultório e aí o que que eu pude perceber Na verdade o que tava acontecendo Ali era uma crise conjugal seríssima e esse choro dessa menina era totalmente o choro da mãe porque em dado momento Essa mãe Eh conta que eh assim eu fazendo uma técnica com a família toda dentro do consultório eh essa menina vira e diz assim ah
eu choro mesmo eu choro igual a minha mãe E aí eu me viro para essa mãe e digo Ah você também chora muito ah ela diz é eu sou igual a minha mãe ou seja a mãe dela chora muito que é a avó da criança ela chora muito e a criança chora muito e aí eu disse mas por qual motivo né Vocês são muito emotivas é por isso né a a questão do choro não a gente chora porque quando as coisas não estão bem quando eu não eu não quando acontece Alguma coisa quando a coisa
não não sai do jeito que a gente quer a gente chora e a gente é muito reclamona e a gente Ou seja todos os sintomas da menina na verdade eram sintomas que já vinham né ali da mãe e da avó Só que essa mãe nesse momento tava chorando essa crise conjugal e que ela não tava percebendo que estava acontecendo E aí depois de alguns algumas sessões com essa menina trazendo a família eu chamei só os pais e disse Olha não adianta continuar com essa menina porque na verdade eh a gente pode dizer que essa menina
ela era ela se tornou uma criança parentalizar uma criança parental uma criança parental é uma criança que absorve totalmente a os sintomas de um progenitor ou de outro ela absorve E aí ela passa a reproduzir é uma criança que tá assim Eh que que que de uma forma sensível né e inconsciente ela já percebe que essa mãe tá sentindo uma dor ela passa a sentir a mesma dor que a mãe E por que que ela cria tanta confusão porque se ela não criar tanta confusão em casa e ela cria Muita confusão ela criava Muita confusão
era Teve um dia que nós fizemos eu fiz uma dramatização no consultório com Unos quatro da hora de dormir porque eles disseram que a Hora de dormir er o caos eu falei tá bom então vamos encenar aqui agora a hora de dormir porque eu preciso ver esse caos e eles encenaram e foi algo assim gritante eh e principalmente por quê Porque em dado momento esses pais começam a discutir começam a discutir e essas crianças aumentam o nível do Caos eh e aí elas gritam mais elas pedem mais esses pais porque foi uma dramatização que acabou
virando uma Realidade é claro que eu fiz tudo isso de caso pensado tá Era exatamente isso que eu queria eu cutuquei essa família de tal modo que eles pudessem perceber de fato o que tava essa crise conjugal porque eh o que que acontece quando eu tô trazendo esses dois casos eu já tô trazendo aí o significado dos sintomas eh e esses sintomas né eles se convertem ali em quais sintomas essa crise na família ela se converte ali em sintomas é de uma criança não socializada de uma Criança angustiada de uma criança parental de uma criança
desatendida uma criança rebelde com com histórico de agressividade ou até mesmo com dificuldade de aprendizagem como eu falei no caso da L né dessa de anos anos ela era uma criança parental Porque ela tava trazendo a dor dessa mãe dessa crise conjugal e ao mesmo tempo ela tava Tentando Manter esse casamento por quê Porque conforme ela gritava conforme ela Criava um caos na hora de dormir era a forma que ela encontrava de trazer esses pais para unir esses pais que já estavam separados de certa maneira porque esse pai já estava dormindo no sofá da sala
só que até então não tô sabendo tá gente eu eu eu sabia só tinha percebido que tava tendo ali uma crise conjugal muito grande e aí eh na verdade esses pais já estavam separados de fisicamente e essa criança rumando essa confusão toda ela era forma de de uma Maneira inconsciente de juntar era o momento que ela conseguia juntar esses pais porque aí de desviava a atenção deles para um casamento que já estava em crise E aí eles não pensavam em separação por quê Porque não tinha espaço para pensar em separação porque essa menina tomava conta
do dia deles porque a cada momento ela criava um problema era com a comida era na hora de dormir era com brincadeira era tudo para ela era um Problema e Ela sempre arrumava um problema e ela fazia um Banzé muito grande e eles não conseguiam dar daquilo mas era o momento em que eles se uniam para tentar resolver a questão dessa menina então mais uma vez essa criança também tava ali a serviço dessa família eh e aí eu chamei esses pais pro pro pra terapia de casal né e disse olha não adianta eu continuar atendendo
essa criança porque eh ela vai se vocês não mudarem se vocês não se acertarem né na Conjugalidade de vocês essa criança vai continuar apresentando sintoma porque ela não quer que vocês se separem Óbvio eh e aí a gente partiu aí pra terapia de casal né essa criança foi embora e esses pais vieram pra terapia de casal lembra que eu falei com vocês sobre a questão do dos Segredos né o quanto O Segredo O Segredo normalmente ele vai eh trazer um sintoma de dificuldade de aprendizagem às vezes vai ter uma imagem Não vai aparecer vai ter
normalmente ele vai apresentar dificuldade de aprendizagem eh e aí eu vou ler para vocês aqui a história Três Histórias são curtinhas de caso Clínico de casos clínicos que tinha segredo envolvido e como isso foi foi reverberar lá na na na na na escola no no aprendizado D essa criança né aprendizado sistemático Então a primeira história é Do C um menino de 6 anos ele tava na classe de alfabetização em uma escola pública e aí ele foi trazido pro consultório por indicação da escola mas com os seguintes motivos dificuldade em aprender qualquer coisa qualquer coisa eh
que esquecia tudo que aprendia apatia lento e paralisado diante de algumas atividades aí na primeira consulta nessa época Deixa eu explicar Uma coisa para vocês nessa época eu ainda não era terapeuta de família tá então eu não exigia que viessem todos da família paraa primeira consulta então nessa primeira consulta quem trouxe o menino foi a avó materna aí ela trouxe o menino na primeira consulta e durante a entrevista ela disse mexendo com os lábios e o menino sentado ao lado dela tá gente olha isso menino sentadinho ao Lado dela e ela de frente para mim
e quando eu perguntei o nome do pai do menino ela começou a mexer os lábios Semar som e disse que o pai do menino tinha e que a mãe encontrou o pai morto depois de quro dias então depois de quatro dias que esse pai tinha morrido a mãe encontrou o corpo nesse tempo ela estava grávida do menino então ela tava ali de 7 meses a mãe do menino estava grávida de 7 meses quando o pai do menino foi encontrado morto essa é a história que a avó trouxe para o consultório eh como eu disse achando
que a criança não tava percebendo ela falar né Porque por mais que ela estivesse mexendo só com os lábios é óbvio que ele tava percebendo que tinha algum segredo que tinha alguma coisa que ele não poderia saber OK aí em seguida né a gente Consegue trazer essa mãe pro consultório aí a mãe conta o seguinte aí a mãe vem sem o filho tá só a mãe aí a mãe disse que o pai biológico do fil estava vivo e não sabe da existência do fil então Ou seja a mãe dela a avó da Criança e toda
a família pensam que o pai do menino é morto mas na verdade ele é Vivo e ele não sabe que tem um filho por que disso qual né o motivo do Segredo por o pai do menino é casado tem uma família e é vizinho então todos se conhecem na verdade então essa mãe escondeu isso da própria família e do próprio pai que é o vizinho lá então a avó materna e toda a família Eles não sabem dessa história eles pensam que o pai que o pai do menino é morto e aí ela contou a mãe
contou pro filho que o pai dele tá vivo e que um dia vai apresentar ele pro Pai Então veja aí gente essa confusão familiar esse segredo porque é o segredo do Segredo né porque a mãe tem um segredo com esse filho de que olha seu pai tá vivo um dia eu te apresento a ele e esse menino não pode contar pro restante da família que ele tem um pai que o pai tá vivo porque para essa família esse pai tá morto e essa mãe é a única que sabe a identidade do pai do menino Então
aí você veja essa criança tem dificuldade em aprender qualquer coisa É claro porque não foi dada a ela não foi dada a ela o direito de saber porque ela até agora não sabe quem é o pai ela sabe que o pai tá vivo mas ela não sabe quem é o pai então não foi dado ela o direito de saber então por que que ela né E aí a gente vai paraa psicanálise de novo a interpretação dela no inconsciente dela eu não tenho direito De saber então eu não aprendo esquece tudo por quê ele é obrigado
a esquecer que o pai dele tá vivo porque senão ele pode acabar contando isso pra família e pra família o pai tá morto então tudo que ele aprende ele esquece e tem que esquecer mesmo né e a questa do de ser apático lento e paralisado de algumas atividades diante de algumas atividades é porque como que Eu vou seguir né eu eu eu sei que meu pai tá vivo mas eu não posso revelar mas eu também não sei que quem é meu pai ou seja como é que tá a formação de identidade dessa criança e diantes
de tantas situações ele prefere estar o quê paralisado é melhor eu eu não sair da onde eu estou primeiro porque eu não tenho não sei nem quem eu sou né da onde eu vim e muito menos posso revelar o que sei Então olha né A questão aí e aí com isso A gente foi trabalhando com ele essa questão da identidade e tudo mais a mãe acabou contando né a gente conversou com a mãe a mãe acabou contando pro pro pro pai biológico a existência do filho apresentou o filho pro pai enfim e as coisas foram
pelo menos assim a família não ficou sabendo né naquele momento mas pelo menos a criança já tava tendo ali esse contato e sabendo quem era o pai dele Professor pois não já é uma segunda terceira vez se Senor menciona nesses Casos que está tratando a identidade sim como que como que que é tratado a identidade então eu eu vou ficar eh te devendo essa resposta nesse momento por quê Porque quando a gente for lá para palestra dos Adolescentes Esse vai ser o nosso foco tá E aí uma uma uma outra história essa história do W
menina de 11 anos segundo ano de uma escola Privada também foi indicado pela escola né Eh com dificuldade de leitura escrita não escreve o nome o nome o próprio nome não não consegui escrever o próprio nome não sabe a data de nascimento e diz atendo isso com 11 anos ele chega no consultório ele não sabe a data que ele nasceu ele não consegue escrever o próprio nome e e apresentando assim muita dificuldade de leitura escrita a mãe trouxe o menino na Primeira consulta Como eu disse esse caso esses dois casos são casos antigos Então ainda
não era terapeuta de família então só a mãe veio com o menino na primeira consulta e quando o w pediu para ir ao banheiro essa mãe contou que o menino pensava que o padrasto era o pai biológico dele mas que na verdade não era né o padrasto adotou esse menino quando ele tinha 2 anos e meio E aí em um outro momento o padrasto quando foi lá né porque aí eu chamei ela E o padrasto depois sem o menino aí o padrasto revelou não eu chamei só ele chamei só o padrasto porque aí eu vi
que ainda tinha ainda tinha segredo sim porque com o decorrer do da terapia eu percebi que ainda tinha mais outro segredo E aí eu resolvi chamar só o padrasto e aí o padrasto conta o seguinte que w sabia que ele não era seu pai biológico desde os 7 Anos mas a mãe não podia saber que ele sabia olha isso então para mãe do w o w não sabe que o padrasto é padrasto só que o w já sabe que o padrasto é padrasto e que ele tem um pai biológico só que a mãe não pode
saber que ele sabe então gente essa questão de segredo familiar é muito complicado isso traz muitas questões pro desenvolvimento de uma criança e aí vocês percebam que ele mais uma vez a gente volta pra questão Da identidade né ele não consegue escrever o próprio nome afinal de contas de quem ele é filho ele não sabe a data de nascimento para que saber a data que ele nasceu se tá tudo tão confuso para ele é melhor nem saber quando nasceu né eh e aí foi outra outro outro caso também né que aí a gente foi trabalhando
aí com essa família e tudo mais eh a revelação desses Segredos tem Algumas famílias até que conseguem tá vencer essa essa dificuldade de de revelar eh e consegue com a ajuda do terapeuta mas tem outras famílias que não que fecham o segredo e querem manter o segredo E aí realmente não tem muito o que fazer a gente tenta fortalecer um pouco mais essa criança mas o trabalho fica limitado e isso é dito né isso isso é colocado pro paciente enfim eh e por último a História de a uma menina de 11 anos sexto ano de
uma escola privada os pais vieram conversar porque ela estava apresentando dificuldade em matemática Olha só e até então ela nunca tinha apresentado dificuldade em matemática tá excelente aluna e tudo mais E aí chamou a atenção dos Pais porque que ela tava com tanta dificuldade em matemática no sexto ano eh e aí eles ficaram preocupados e vieram ao consultório no primeiro Momento com todo mundo junto eh não foi revelado O que foi revelado depois só com os pais porque aí depois eu chamei os pais para fazer uma anamnese e aí os pais contaram o seguinte que
eles casaram grávidos né as a a esposa tava grávida quando eles casaram estava grávida de a justamente dessa menina mas nunca contaram isso nem para ela nem pros irmãos mais novos Então os irmãos e ela não sabiam dessa questão Aí a menina comeou a questionar os pais sobre a data de nascimento dela ser tão próximo à data de casamento dos Pais Porque ela fez as contas e a informação não batia Olha que interessante ela fez as contas e a e a dificuldade dela de aprendizagem estava onde Na matemática e no sexto ano também a criança
começa a aprender sobre né menstruação sobre os os órgãos reprodutores sobre eh eh gravidez Gestação e etc e etc então foi aí que despertou ela fez as contas falou ó não tá batendo os pais não queriam contar para a que casaram grávidos por medo dela fazer a mesma coisa no futuro né porque eles acabaram engravidando na adolescência e tudo mais e Eles não queriam que ela repetisse nem ela nem os irmãos então eles acharam por bem eh esconder essa informação E aí foi quando eu conversei com eles e eh mostrei o quanto esse segredo tava
trazendo prejuízo até Por Toda vez que você tem um segredo familiar a criança ou o adolescente ele percebe que tem algo que não pode ser revelado ou mesmo ele sabe né como eu já dei exemplo dos dois outros casos ele tem esse segredo junto com o outro mas que não pode revelar pro terceiro ou então sabe que tem algo de estranho como o caso dessa menina ela sabia que tinha Alguma coisa ali que não tava batendo mas não sabia de fato o que que era E aí quando eu conversei com esses pais eu falei assim
olha quanto mais ela souber da história de vida dela da origem dela de como as coisas aconteceram menos possibilidade ela tem de repetir a história agora se ela continuar nesse segredo naturalmente essa história vai se repetir porque inconscientemente ela vai repetir essa história por questões de Lealdade familiar E aí eu expliquei todo esse contexto para eles e por confiança n eles criaram um vínculo ali comigo de confiança e Eles aceitaram conversar com ela e contar né Eh o que tinha acontecido e deu tudo certo super certo porque essa terapia nem durou H muito tempo porque
rapidamente eles compraram a ideia eles trouxeram ela no consultório eles contaram revelaram explicaram tudo que tinha acontecido Como foi como é que foi para eles os sentimentos enfim etc etc etc e essa menina ficou muito agradecida por entender a história dela por desatar esse nó que tava na cabecinha dela e por ver que os pais confiaram nela em contar o que tinha acontecido com eles né então ainda estreitou o vínculo com os pais e é isso e ela não repetiu a história dos pais quando a família chega no consultório a Gente para começar né a
gente limpa a gente diz que a gente limpa o terreno primeiro então o que que a gente precisa ter em mente primeira coisa a gente identifica demanda como eu falei para vocês né Aí eu pergunto Tá mas o que que tá incomodando E aí aquela lista interminável normalmente E aí é preciso o terapeuta ficar atento por essa lista de demandas na verdade não é a raiz do problema não é a raiz do problema na Verdade essa queixa é só a ponta do iceberg a raiz do problema tá lá dentro lá embaixo é onde a gente
tem que cavucar como eu contei para vocês esses três casos aqui vocês percebam né quando que a gente imaginar que todas as questões que eles trouxeram eram por causa de segredos né porque olha só olha olha as queixas dificuldade em aprender qualquer coisa Esquece tudo que aprende apatia lento paralisado diante de algumas Atividades o outro dificuldade de leitura escrita não escreve o próprio nome não sabe a data de nascimento desatento a outra dificuldade matemática entende se a gente foca na queixa que a escola eh apresenta ou os pais apresentam a gente vai ficar secando gelo
a gente vai ficar secando gelo Então na verdade o que a gente tem que fazer tá a gente ouve ali identifica a demanda Mas vamos Lá na raiz o que que isso tá me querendo me dizer qual o significado desse sintoma o que que esse sintoma está me comunicando então é exatamente isso que quer dizer aquele slide quando eu falei do significado do sintomas e adito só um instantinho tá eh o o significado do do dos sintomas para aquela família e para aquela criança enfim tá aí né a gente precisa descobrir onde tá realmente o
nó sistêmico Eh dar voz à criança como eu falei para vocês Eu normalmente pego o menorzinho da história ali o mais novinho pego e já começo a falar com ele antes do dos adultos falarem porque que se os adultos falam primeiro a criança vai se retrair a criança não vai querer falar e porque vai né perceber que Poxa isso aqui eu não posso falar porque vai papai e mamãe não querem que eu fale então eu vou direto nessa criança da voz essa criança porque uma outra coisa também que é Muito gritante no consultório gente sabe
o que que é os responsáveis né os pais Eles não conseguem dar ouvidos ao que a criança está dizendo E na fala da criança a criança já tá trazendo tudo sabe Ela traz tudo na fala dela é incrível como eh como eu disse para vocês a fala da criança ela me revela muita coisa e é incrível como os pais não ouvem não ouvem E aí quando eu dou ênfase ao que a criança falou os pais T normalmente tem Duas atitudes ou ou eles negam aquela situação ah besteira não é assim não fulano ou então eles
ficam chocados né aqueles que conseguem admitir né a situação ficam assim parados olhando né poxa é mesmo você tem razão então eles têm um movimento ou outro né ou de negação ou de aceitação mas uma aceitação que eh antes vem uma grande surpresa eh e a outra questão é trabalhar a culpa dos Pais por é óbvio que com esse mexe Mexe todo que a gente faz na clínica eh os pais acabam percebendo que as questões né ou a maior parte delas está vindo deles e aí a gente precisa trabalhar essa culpa dos Pais porque não
adianta sentar nessa cadeira de eu sou culpado eu sou miserável e eu estraguei meus filhos ou eu fiz tudo errado não adianta e não é esse o o o o propósito né o propósito é a gente mostrar e a gente ajudar a esses pais a se reorganizar De maneira que aqueles sintomas aqueles sintomas venham desaparecer de acordo com essa mudança no movimento familiar que vai ficar mais propício para essa criança eh antes de passar pro outro slide o Adilton levantou a mão e depois a Elisângela também não tô ouvindo Ô Cátia pode ser depois se
assim você preferir sim pode não pode falar posso falar Pode Ah então eu quero a Princípio assim de parabenizar pela explanação muito legal E aí fiquei pensando aqui comigo o seguinte Teve um caso que você falou que você fez testes psicopedagógicos não é isso isso aí eu fiquei aqui matutando o seguinte imagine a falha da psicopedagogia não é que deixa muito a desejar quando não se tem esse conhecimento mesmo a epistemologia convergente de visca isso é por aí que eu trabalho também é é Exatamente que tem o Freud lá tá certo a psicanálise tem a
psicologia social que tem o Pag mas a psicanálise a gente vê pouca coisa eu tô falando isso porque eu sou psicopedagogo também e já percebi pela sua fala aí trazendo os teó exatamente E aí você veja o seguinte como deixa desejar porque nesses dois casos que eu acompanhei aqui teve um que logo a gente identificaria como eh Di não é uma deficiência intelectual uma criança de 7 anos que e eh eh esquece Que não sabe eh fazer absolutamente nada não é isso mesmo e o outro a gente já apelaria se de 11 anos para uma
dislexia exatamente Então eu fico assim pensando e eh eh eh na psicopedagogia o distúrbio não é no problema de aprendizagem que tem o distúrbio e tem a dificuldade no distúrbio que é a discalculia dislexia menos mal de e eh eh de você eh eh até identificar nessa situação aí que eu tô me referindo agora dificuldade não é que é uma coisa assim mais extrínseca não é Que é uma coisa mais de Fora ISO Isso é meio complicado quando não se tem esse conhecimento eu fui aqui eu fiquei aqui matutando como realmente a psicopedagogia está a
psicopedagogia está deixando a desejar quando não se tem reforçando aqui esse conhecimento entendi exato É perfeito Adilton eu vou te contar eu eh atendi 10 anos como só como psicopedagoga no consultório né e a cada vez mais assim eu ia percebendo exatamente o que você tá falando na Prática né fui percebendo na prática Inclusive eu acabava perdendo entre aspas até alguns pacientes por como eu não tinha técnica não tinha esse conhecimento da terapia de família porque na psicopedagogia até a gente passa Ali pela questão familiar né a gente aprende ali alguma coisa mas é algo
bem superficial superficial você é superficial você não aprende técnicas de fato de como lidar com uma família né E aí eu lembro que eu identificava que a Questão tava ali na família eh tentava trazer essa família mas como eu não tinha técnica apropriada essa família ó não aguentava ir embora então depois de 10 anos eu já não via mais mais sentido em continuar atendendo se eu não ampliasse a minha visão como terapeuta de família e aí foi quando eu fechei a clínica eu fechei a clínica psicopedagógica e fui fazer especialização em terapia de família por
do anos sim só depois que eu voltei pra Clínica psicopedagógica e que na verdade hoje eu faço esse lá e cá e é exatamente ISO que você tá dizendo porque amplia o nosso olhar de uma forma tão maravilhosa Imagina você vai pro além né É isso que se a gente vai olhar aqui as as as as queixas como só como psicopedagogo você já vai dando diagnósticos que na verdade não você tá enxugando gelo Uhum você temando gel é eu fiquei aqui viajando na sua fala porque eu tenho um pouco de Conhecimento da da da da
psicanálise sim e ajuda bastante e já já ajuda bastante e dessa sistêmica Não não é aí você falando aqui eu viajando os casos que eu já atendi tal tal realmente muito interessante Parabéns aí muito leg Que bom adil Que bom aí a sua troca viu obrigada obrigado viu tchau tchau tchau Elisângela Oi bom dia oi bom dia é a minha dúvida é a seguinte e eu gostaria de saber a gente tá falando muito M sobre a questão Familiar mais focado no no problema quando a criança traz algum problema né E quando essa criança Já se
tornou um adulto existe também essa essa possibilidade de resgatar tudo isso ou é é mais difícil não não existe sim inclusive A Gente Faz terapia só com o indivíduo E aí eu boto muito entre aspas né porque quando é um jovem adulto que vem procurar a terapia sistêmica na abordagem sistêmica A gente vai olhar para esse adulto Mas vai estender o nosso olhar para essa família mas através dele entendi entendeu então assim ess a gente vai trabalhando com genograma a gente vai trabalhando com as lembranças que tem com fotos e também com a própria família
Em que momento quando esse adulto permite a chama essa família pro consultório também o pai a mãe um irmão uma irmã a gente chama para e eh para Que esses membros sejam os nossos consultores então por exemplo na na na na última sessão por na terça-feira eh eu fiz tô tratando de um um homem de 32 anos que ele tem uma uma relação muito conflituosa com a mãe dele muito conflituosa com o pai também mas com a mãe é pior pior então eu trouxe a mãe dele no consultório junto com ele nessa nessa nessa última
terça-feira e ali eu comecei a buscar dessa mãe como foi né Essa gravidez essa gestação esse Parto porque esse jovem ele tá preso nessa família de origem com muita mágoa dessa família e ele não consegue nascer pra vida então ele nasceu do útero da mãe pro útero da família só que ele não tá conseguindo nascer do útero da família pro útero do mundo sabe ele não tá conseguindo ele tá preso ele tá paralizado eh então eu trouxe essa mãe para entender um pouco mais esse desenvolvimento desse desse rapaz E aí foi interessante que em dado
momento né Antes da gente poder começar a entrar nisso também houve ali um pequeno conflito entre os dois coisas que estavam engasgadas e que não tinham sido DIT né não tinham sido faladas antes eh ali naquele espaço do consultório Eles se sentiram à vontade para para falar um pro outro né Eh Foi um momento um pouco mais tenso mas necessário como eu falei a comunicação ela precisa acontecer seja ela por uma discussão mas que ela chegue No entendimento do que ficar aquela coisa velada né E e aí ele pode falar algumas coisas para ela Elde
falar algumas coisas para ele e eu pude trazer ali a minha visão de Fora tanto de uma situação quanto de outra e a partir daí eu consegui entrar nessa parte eh eh do desenvolvimento dele e essa mãe começou a me relatar Como foi o casamento dela como foi esse período de gestação não foi um período fácil o casamento também não foi fácil o parto Não foi fácil e ela começou a contar ali a história dele que pelo jeito Ele também não sabia porque ele ficou muito mexido né ele começou a ter um pouco mais de
compaixão por essa mãe e essa mãe Eh em dado momento começou a chorar contando né Toda Toda a dificuldade que ela passou eh com esse eh com essa criança recém-nascida e tudo mais enfim e aí a gente vai continuar esse processo na próxima semana talvez eu ainda precise Que ela venha mais duas ou três vezes né no consultório junto com ele depois eu vou chamar ess a irmã dele também que é mais nova depois vou chamar o pai então Eh na próxima semana eu tenho um adulta também que eu atendo de 28 anos que eu
convidei a mãe para estar lá com a gente então a gente vai resgatando tá Elisângela então é possível sim e necessário na verdade se o adulto não quer também eles podem dizer não eu não quero ninguém Aqui da minha família não quero não quero receber ninguém aqui ok E aí a gente vai trabalhando de outras maneiras como eu te falei com metáforas a gente coloca os bonequinhos representando as pessoas da família e aí Dizendo Olha o que que você falaria vamos imaginar que a sua mãe tá aqui o que que você gostaria de falar para
essa mãe o que que você acha que ela te responderia Então a gente vai no hipotético mas que na verdade vai né destravando esse esse Adulto porque tem até situações em que eh como se trata de adulto Às vezes o genitor já morreu né já faleceu e sim quando é assim a gente pede alguém que que ele eh que seja assim mais velho da família alguém que tenha a história da família que tenha a história dele que possa ir lá no consultório ou então ele mesmo procura essa pessoa para conversar para saber um pouco mais
da história da família da história dele tá então a gente busca fazer dessa forma Mas a gente sempre vai na família de origens sempre diretamente ou indiretamente a gente vai sempre tá bom obrigada obrigada teve mais gente que levantou o dedo né o jaedson e a Viviane quem é o primeiro sou eu o primeiro já é aqui na listinha é Você é o primeiro pronto voltando lá no no início lá quando você deu o exemplo do do bote expiatório e da ovelha negra que ali o segredo está ali e quando se TR Trata de uma
família por exemplo disfuncional narcisista ou pode ser o pai e a mãe seja narcísico nós sabemos eu já estudei muito narcisismo e nós sabemos que muito raramente eles vão procurar uma psicoterapia Mas se caso for Mas se caso forem é para acusar ainda mais o bot expiatório nesse caso nesse caso você identificando que essa família é disfuncional eu queria entender Qual é a forma de acolhimento que vocêa tem para Com o Bod expiatório entre aspas e esse tratamento para com os pais narcisistas então é foi excelente pergunta porque na terça-feira essa mãe que eu atendi
com esse rapaz de 32 anos a mãe é narcisista então gente foi uma consulta muito difícil E lembra que eu falei que eu tava sem ar condicionado né então vocês Imaginem né era calor fora interno e externo eh então assim e eh eh e é algo muito desgastante pro Terapeuta muito desgastante porque esse menino Esse homem né na verdade eu chamo de menino porque emocionalmente Ele é um menino eh esse homem eh trazendo muita raiva dessa mãe muita raiva dessa mãe que essa mãe fez esse menino passar muita raiva por ser narcisista né narcisiste E
ela por sua vez eu que tô certa você que é isso Você que é aquilo então assim foi um embate muito grande mas ele conseguiu também se Colocar né porque ele já vem fazendo eh processos terapêuticos ao longo da vida dele então assim ele já tá um pouco mais fortalecido nesse sentido então muita coisa ele conseguiu falar pra mãe então eu deixei esse tempo né então num primeiro momento eu deixei eu deixei esse clima ali quente eh ele falando ela falando e quando ele falava ela não deixava ele falar lá né porque o narcisista não
deixa o outro falar até porque se ele tá sendo atacado é pior Ainda E aí ele dizia você quando você estava falando eu ouvi agora você tem que me ouvir você não ouve você é a dona da verdade então assim ele foi falando algumas coisas para ela bem importantes também né então eu deixei esse tempo para eles eh e quando terminou eu trouxe a minha visão por o que que eu fiz eu o que que eu no momento o que que eu pensei eu vou tirar essa questão dela ser narcisista eu vou esquecer isso e
vou olhar pra Pessoa pra humanidade dela né então ela traz uma história de vida também muito difícil Um casamento muito difícil uma família muito difícil de origem né que ela veio casamento muito difícil então eu humanize esta mãe e humanize esse filho também né então esqueci que ele tem tanta tanto ódio da mãe e esqueci que ela era Nar existe e fui pra humanidade ali de cada um E foi no momento em que eu disse olha só vamos vamos parar para pensar um pouco Olha Esse menino ele sofreu alienação parental desde os 4 anos com
a sua separação né porque o pai fez alienação parental com ele em relação a ela juntamente com a avó materna eh então ele sofreu alação parental o tempo todo ele só ouviu falar mal de você então Então você imagina foi uma criança que cresceu ouvindo falar muito mal da mãe o tempo todo o tempo todo então eh falei para ela né então você imagina que hoje para ele olhar para Você é muito complicado Ele carrega muita raiva de você mas não quer dizer que tudo que ele carregue de você seja verdade porque ele foi muito
envenenado desde os 4 anos de idade Então você precisa compreender isso aí ela fez assim com a cabeça aí eu me voltei para ele eu falei assim você escutou um pouco da história de vida da sua mãe você percebe o quanto para ela foi difícil na época em que ela se separou do seu pai vindo de uma família altamente machista Ela nova quantos anos mesmo você tinha eu já sabia a idade que ela tinha ela tinha 23 anos quando se separou desse Pai ela teve esse menino muito cedo o pai 20 anos mais velho então
assim eu falei para ele você imagina uma uma uma moça de 23 anos tendo que dar conta de dois filhos porque quando ela separou ela já tinha segunda filha né já tinha o segundo filho ali que era uma menina E e ter que dar conta sozinha dessa vida criar vocês dois porque esse pai se Tornou totalmente ausente inclusive de forma financeira você imagina tanta coisa que ela passou e que ela venceu para cuidar de vocês você veja Hoje você tá com 32 anos você não consegue ter seu próprio trabalho seu próprio sustento ela teve que
fazer tudo isso com 23 e com dois filhos então aí nesse momento eu consegui né que igualasse ali um pouco os sentimentos um para com o outro para que um visse a dificuldade do outro e aí Foi quando eu comecei a perguntar para essa mãe para que ela Contasse para ele como foi aí esse período né de casamento de gestação de nascimento dele e aí ela foi com todas dificuldades Ele nasceu prematuro ela teve muito trabalho enfim ela chorava e aí a a ponto dela chorar contando né pro narcisista isso é muito se entregasse na
terapia e ele por sua vez ficou Poxa mas é mesmo mãe aconteceu isso caramba poxa você conseguiu sabe eh sabendo da própria história também ele Foi baixando a atenção a gente vai continuar né Na próxima sessão o a história do desenvolvimento dele mas é dessa forma que eu busco trabalhar né porque que em determinado momento se você ficar se você focar na raiva da pessoa se você focar no diagnóstico de narcisista você não consegue sair do lugar você tem que arrumar um jeito de dobrar de trazer a pessoa paraa terapia de mexer nos sentimentos dela
porque na verdade uma Pessoa narcisista ela é muito sofrida e o narcisismo acaba chegando ali como uma forma até de mecanismo de defesa então é vira aquela pessoa né eu eu sou a certa eu sou a única pessoa certa eu é que comando a minha é a minha palavra é tem que ser a última ninguém pode vir contra mim e é uma forma de de defesa mas quando você tira aquela casca e vai lá dentro você percebe que isso tudo é manifestação de dor né é um sepulcro Caiado né É Nossa existe um ser Humano
muito fraco se escond atrás dessa casca e eu compreendi que a sen eu compreendi que a senhora foi mais na na linha do secretário do alienado vou deixar eles falarem né do que i bate aí porque eu sei também que assim tentar ensinar algo pro narcisista É melhor amestrar um cachorro adestrar um cachorro ele vai escutar e dessa mesma forma que senhora disse aí a forma eu queria entender justamente isso para não haver embate também D da clínica porque Não sei se vai chegar porque como eu disse é muito difícil difícil narcisista procurar terapia quando
vai é para mentir Então essa mesma ela talvez para se vitimizar para sensibilizar o terapeuta e e e levar o terapeuta pro lado dele mas como a senhora bem fez brilhantemente aí eu compreendi que a gente tem que atuar mais como secretário do alienado é até porque também o que que acontece o meu paciente é ele é o rapaz sim e mesmo Que ela esteja mentindo né em alguns pontos aumentando né o sofrimento dela ok o que me importa é que ele diminua essa raiva dessa mãe porque enquanto ele tiver com muita raiva dessa mãe
ele não vai sair do lugar que ele está sim entende ele ele para ele compreender que quem precisa eh sair de tudo de tudo isso É ele é ele é ele é para ele ela vai ela vai ser aquilo ali não adianta ele bater a cabeça é porque quando exatamente eu digo que a mãe que Não veio não vem e não virá prin A princípio quando a vítima descobre ela vive negação ah acha que tem uma forma de que ele vai fazer ela vai tentar mudar Ah eu vou chegar mais cedo ela não muda Ah
eu vou largar essa mulher para ver se ela fica Ela não fica boa então não há uma coisa que ele vai fazer que ela vai ficar boa ele aceitar que ela é assim e dar isso mas para isso eu preciso limpar o terreno do sentimento dele entende que é de muita raiva hoje De muita mágoa e conhecendo e conhecendo o narcisista como eu conheço eu sei que o perrengue aí foi quando chegou em casa viu