Olá, pessoal. Gustavo Machado, canal Orientação Marxista. Conforme eu já havia prometido alguns vídeos atrás e também para algumas pessoas que entraram em contato pessoalmente comigo, eh eu fiz um vídeo de resposta ao Jones sobre alguns comentários que ele fez a meu respeito e também sobre alguns conteúdos que ele tratou.
Agora eu vou comentar aqui um pouco sobre o Jabu, eh, alguns comentários que ele fez, basicamente a minha pessoa e bem genericamente a respeito de alguns temas que comumente eu abordo aí quando eu trato da China, tá bom? Eu vou vou passar o vídeo dele com comentários mais breves, só ao final eu vou fazer algumas considerações gerais, tá? sobre, por assim dizer, o método, algumas estratégias retóricas ou descritas que o Jabu utiliza eh no tratamento da China.
Mas vou deixar isso pro final. Antes, eu quero fazer dois anúncios aqui no canal, tá? Eh, o primeiro deles, eu já mencionei que eu tive em Santa Catarina aí a convite do IELA.
Eh, e foram gravados dois programas comigo, eh, um discutindo marxismo e nacionalismo numa mesa com Nildo, eh, e Eline, que fazem parte do IELA. e foi publicado eh ainda hoje, eu vou botar o link aqui na descrição. Eh, recomendo muito quem quiser acompanhar.
E também foi gravado um vídeo a respeito do instituto que eu trabalho, Laes. Eh, agradeço muito, inclusive, por terem dado essa oportunidade. Eu vou linkar os dois vídeos aqui na descrição.
O segundo tema é que na próxima semana, nos dias 13, 14, terça e quarta, eh vai se iniciar pelo Ilazi, um curso online que nós estamos ofertando aí a respeito da inteligência artificial e da indústria 4. 0, o impacto de ambas nas relações de trabalho, tá? Eh, eu vou até deixar o link na descrição também, até passar aqui a tela para que vocês possam ver esse aqui é a página do Ilazi, tá?
Então, o curso O impacto da indústria 4. 0 e da inteligência artificial nas relações de trabalho. Eh, então tem aqui breves comentários a respeito do curso, o link paraa inscrição.
Eu convido todos que tiverem interessados, tá? Tenho certeza que vai ser produtivo para quem tem interesse pelo tema. O Ila, ele vem eh tratando desse tema já há bastante tempo, eh inclusive antes da inteligência artificial ter bombado, né, quando a gente a partir de alguns estudos nós identificamos na Hyundai, eh, na na Empresa Automobilística Coreana, o primeiro momento em que esses processos de transformações, transformação produtiva, maior nível de automatização começou dentro da indústria.
E aí a gente aprofunda isso analisando aí processos como a digitalização dos valores de uso, os impactos da inteligência artificial, impactos em toda a cadeia de produção, como em minerais de terras raras, nas energias renováveis, o que que tá por trás disso, os impactos que podem ter nas relações eh de trabalho e no Brasil. Então, tem uma apostila aí eh com todo o conteúdo do curso apresentado, com dados, números, informações e com texto base. Eh, e vai ser feito comigo esse curso.
Nós temos outros cursos feitos com outros membros do Ilazi. Convido vocês a conhecerem melhor aí a nossa plataforma de cursos, mas esse vão vai ter provavelmente duas turmas, tá? Uma primeira vai ser então no dia 13, 14.
Eh, faça aí o convite para que se inscrevam. Eh, não é gratuito, tá? Nosso nosso instituto precisa de recursos para poder sobreviver.
Eh, mas fica aí o convite para que todos se inscrevam, que tem interesse no tema, se inscrevam e participem desse curso aí comigo, beleza? Então, os informes são esses. Vamos então ao os comentários lá no Três Irmãos, no podcast Três Irmãos, os comentários que o Elias Jabu fez.
Eu vou tecer aqui alguns comentários e fazer algumas considerações gerais ao final. Beleza? Vamos lá.
Se fosse falou que Elias tem que participar de debates em podcast novo. Aliás, o pessoal tá pedindo para você debater com o Gustavo Machado, viu? Que é um marxista.
É uma outra linha de você. Você é helenista, né? Ele é trotquista.
É isso mesmo? É assim que fala? Trotquista?
Eu não conheço o Gustavo assim, eu já ouvi falar. Eu vi um ou dois cortes dele, eh, porque me pediram para ver. Eu não reconheço como uma figura com com relevância do debate público.
Eu não reconheço não. E as duas, uma vez eu vi as duas vezes em que eu vi ele falando sobre a China, assim, ele demonstrou uma um desconhecimento atróz da China, né? Atóz, né?
Da China. Então eu não tenho por debater com uma pessoa que não que fala do que não conhece e que também é é uma figura irrelevante no debate público, né? Eu quero debater com pessoas que tm relevância no debate público, né?
E ele, até onde eu sei, conheço muito pouco, não tem interesse no que ele, nas coisas que ele fala, tem relevância nenhuma, né? Zero, né? Relevância muito zero, né?
Não é um pessoal que influência no debate público, né? E o que eu vi ele falar falando falando da China, falei o que eu vi ele falando umas duas vezes da China, né? assim falando coisa, falando literalmente coisa que não conhece.
Eu falo assim, isso aí, eu sei. Eh, não, o argumento é bom, eu não posso negar, né? Eu, de fato, se tiver uma pessoa que eu avalei que ela não conhece, né, os temas do qual ela trata, ou em particular esse, que seria objeto de debate e que não tem nenhuma relevância no debate público, eu realmente não debateria, tá?
E deixo muito claro que eu não acho que ninguém é obrigado a debater com ninguém. Eh, as pessoas podem, t os seus critérios, eh, e existem 1000 motivos para alguém não querer debater com outra pessoa. Eh, bem, eu desconfio que não seja esse exatamente os motivos, né?
Vamos continuar vendo, né? Eh, até porque relevância, claro, certamente eu não sou uma figura eh de nome dos das pessoas que tá no primeiro plano, né, do debate público brasileiro, eh, e etc. , Mas já tem aí alguma repercussão, né, das do dos trabalhos que eu venho fazendo, eh, tanto aqui na internet quanto por escrito, tanto que o meu nome tá sendo aí colocado no no podcast e como vocês podem ver, ele já sabia quem eu era, né?
Não é que eu era um desconhecido, mas vamos lá, vamos continuar. Mas eu, se realmente eu não tenho conhecimento sobre o que fala e não tem relevância no debate público, não faz sentido nenhum debater comigo, né? É, não vou aí um completa o outro e você tem que pegar o seu conhecimento e completar o que ele velho.
Mas eu eu acho que eu acho, eu acho que a gente precisa se unir. A gente precisa se unir. Revolução eu não vou eu não vouar e nem fulanizar, mas eh eu tenho dificuldade de de debater com pessoas que falam do que não conhece.
É só um comentário sobre o que o Rodrigo falou, né? Eh, claro que a gente tem que unir, mas desde que a gente se una para atuar em torno daquilo que a gente concorda, né? E para ir na direção que a gente acredita que tem que ir, né?
Eh, então aí com relação à China, por exemplo, não é não é possível ter nenhum tipo de unidade, porque eu e o Elias pensamos de maneira completamente diferente. Ele acredita que ali é um um socialismo da nossa época, não é isso? como ele diz lá, a economia do projetamento e etc, que é um sistema que tem que ser defendido.
Eh, e eu, pelo contrário, acredito, um sistema que tem que ser derrubado, né? Evidentemente, não por por invasores externos, mas pela sua própria população. A minha atuação vai nessa direção.
Então, a gente vai em sentidos completamente opostos. não tem por eh nos unirmos se queremos coisas diametralmente opostas um do outro, ao menos com relação a esse tema que não é um tema menor no mundo hoje. OK?
E pelo que eu vi dele, pentão, tá mano? Assim, não, isso ele fala do que não conhece. As os dois cortes que eu vi que falando da China, ele fala do que ele não conhece.
Uhum. E as opiniões que ele tem sobre a China, do que eu vi ali, são as menos opiniões que a extrema direita americana tem sobre a China. Ou seja, é, ele é tão revolucionário, ele é tão assim, ele leva tão a sério o a vírgula do capital, aquela coisa teoricista, né, que ele ele em que tem duas consequências isso.
Primeiro, ele ladeia com que há de mais reacionar na política americana com as opiniões dele sobre a China. ao mesmo tempo e que tem um problema muito sério que a realidade, né? Porque a teoria é muito linda, aquela coisa do uma Bem, isso é isso aí é aquela pegadinha clássica, né?
Aquela pegadinha clássica. Eh, ora, por que eu critico a China? Eu critico a China porque eu tô a serviço, defendo uma revolução socialista na China, que os trabalhadores chineses se organizem, que eles se apropriem e passem a a a reger o próprio processo de produção e distribuição da riqueza interna e nesse sentido que derrubem o poder instalado pelo Partido Comunista Chinês.
e que procurem dar marcha a uma economia onde haja planejamento social por meio de organismos democráticos para qual destino da riqueza e não decisões burocráticas que emanam do Partido Comunista Chinês e que operam inteiramente sobre a lógica capitalista. As empresas estatais chinesas são empresas capitalistas que adiantam, acumulam capital, segundo todas as características, né, que estão no capitalismo. Enquanto a extrema direito norte-americana, ela quer destruir a China, eh, faz críticas, evidentemente, a ao autoritarismo do regime chinês, mas para fazer apologia da forma democrática norte-americana, mas no fundo para poder eh vencer a China numa disputa capitalista e imperialista no interior da divisão internacional do trabalho, né?
Então nós nós dois estamos, né, extrema direita americana e o organização com pertence, estamos em dois lados diametralmente opostos, né? Agora, se você reduz isso, né, Jabu, a questão binária de eles criticam a China, eu também critico a China, eh todo o conteúdo dessa crítica e para onde se quer caminhar é jogado fora, não é isso? Aliás, sinto muito nesse caso o raciocínio binário que conforma bastante a extrema direita no Brasil e no mundo, né?
Eh, então isso aí é clássico, você tá entendendo? Tipo assim, ah, vocês criticam Chaves, Hugo Chaves quando tava vivo, né? Agora Maduro.
A extrema direita americana também critica o Chaves. É, só que a extrema americana critica o Chaves. Por que que a entrada do capital norte-americano lá dentro para fazer o que?
Bem entender, abertura completa da Venezuela, enquanto a gente defendia a expropriação das grandes empresas que não fossem indenizadas, que fossem colocadas sob o controle dos trabalhadores, que se desse marcha a um projeto de desenvolvimento na Venezuela. Seja, né? Na verdade, as posições, no caso minha e da minha organização e a desses regimes são, né, e a e a da extrema direita americana são diametralmente opostas uma da outra, mas que se tira o conteúdo fora e resume ao fato de que eh ambos os ambas as posições criticam a situação que tá ali instaurada e criticam por razões opostas, apontando para sentidos também opostos, né?
Mas vamos lá, vamos lá. o marxismo, não sei o quê, mas a realidade é outra, né? Eh, eu quero, a diferença que eu tenho em relação a essas pessoas todas, vamos falando dele, é que eu quero exercitar o poder político.
Para eles, o problema é um problema exercitar o poder político, sabe? que fazer poder você exercitar o poder político, você vai ter que fazer coisas que não tá no manual lá que ele do Marx, a da eh a revolução permanente do Trotsk, eh a trans essa coisa toda que essa esse esses dogmas religiosos que ele acho que ele parte de uma seita, se eu não me engano, né, o seu Gustavo, né? Ah, sobre aceita, vamos comentar já.
Mas então, primeiro sobre isso aí nós temos uma diferença grande mesmo, Jabu, sem dúvida nenhuma, porque pelo que eu tô entendendo que você chama de exercitar o poder político é nos marcos da sociedade capitalistas, nos marcos de uma sociedade onde não há nem sequer transição para outra forma de sociedade, porque se move sobre a o movimento do capital por meio do mercado e etc. , você vai exercitar o político para tentar resolver os problemas da sociedade. Nesse sentido, realmente eu não quero exercitar não, né?
O poder político que eu minha organização procura exercitar e procura construir é por meio da autoorganização dos trabalhadores, no interior dos organismos dos trabalhadores, que tem por objetivo tomar o poder, sim, para mudar essa forma de sociedade, dando origem aí a uma mudança nas relações sociais existentes, né? Então, o exercício do poder político nesse âmbito dos trabalhadores, isso aí com certeza eh eu defendo que os trabalhadores no seu conjunto e todos aqueles que apoiam, participam desse movimento exercitem, né? E se exercita isso aí diariamente, inclusive, né?
Organismos de poder não é apenas dentro do estado capitalista institucionalizado, né? as relações de poder elas estão presentes dentro das organizações de trabalhadores também, inclusive já é uma escola se você quer construir uma nova sociedade, procurar se construir a partir daí dessa posição. Agora, exercitar o poder político, entendendo o poder político institucionalizado, eh, que serve para tentar contornar os malefícios de uma sociedade que eu julgo não tem como ser contornado, ao menos não de maneira consistente, continuada.
Eh, isso realmente eu não pretendo fazer. E na verdade a tradição marxista nasceu em oposição direta a isso, né? Eh, nunca foi eh realmente nunca foi proposta dos do Marx assumir o poder do Estado e de dentro desse estado e dessa forma de sociedade capitalista procurar intervir e consertar os seus problemas, né?
Mas foi sim proposta organizar para destruir esse estado, construir outro sob novas bases que sirva de ponto de partida para uma nova forma de organização social. Isso é bem básico do que eu entendo, eh, que é a razão de ser que o movimento marista surgiu, né? De fato, esse exercício do poder político, institucional, político, administrativo nos marcos do capitalismo, realmente eu não pretendo exercitar não.
Você tem razão sobre esse aspecto. É um partido político que parece mais uma seita do que outra coisa. Eu não debato com seita, desculpa, sabe?
Eu não debato com membro de seita, eu não debato com gente que que fala que não conhece, entendeu? A não ser que, a não ser que seja uma pessoa como tem vários. Vamos pegar aqui Jones Manuel, por exemplo.
Eu vou debater com o Jones porque eu vou aprender com o Jones Manuel. A gente vai quebrar o pau, vai ser na porrada. Ele ele ele luta e tal, mas lutador que ele é outra coisa, você já teve com ele?
Já já tive. Ele é quase o tamanho do cabeleiro aqui, velho. Ele é um, ele é grandão também, velho.
Eu vou sair da porrada com ele, ele vai me xingar, eu vou xingar ele, ele vai fazer um react contra mim, depois vai fazer a toda, só que eu vou aprender alguma coisa com ele e eu sei que ele vai ter que ele vai ter a mente aberta, vai aprender algo comigo. O caso, eh, alguns comentários aí também que são interessantes, né? Eh, primeiro, ele taxa a minha organização, o PSTU de uma seita política.
Ele teria que explicar, né? Na verdade, o problema de reagir a essa essa fala do Jabu e é que ele não explica nada, ele só joga, né? Eh, por exemplo, ele não tenta demonstrar o porqu eu não sei sobre a China, quais seriam os problemas.
E aqui, ah, ele faz parte de uma seita política. Mas seria uma ceita em que sentido? Por quê, né?
Por exemplo, o Jonas Manuel faz parte de uma organização, eh, que em termos de tamanho, né, não é lá muito diferente da que eu faço parte. Eh, então é, tem a ver com o tamanho da organização. Seita normalmente tem tende a ter comportamentos fechadas em si mesmo, né, no sair para fora.
Bem, várias críticas que eu vejo ao PSTU, organização que eu participo é que é exatamente o contrário, que o PSTU é muito movimentista, né? eh, que a a tenta atuar em todas as lutas, tá em todos os lugares, eh presente em em tudo quanto é luta de todos os setores, em todos os lugares e que se descuidaria, né, eh, sei lá, programaticamente de uma propaganda e tudo mais. Eu vejo muito mais falas nessa direção.
Então, aceita em que sentido, percebe? Eh, eu não entendo, teria que explicar, né? teria que explicar, eh, porque senão é simplesmente uma adjetivação que é jogada ao vento, né?
Eh, e tem uma questão aí que fica se inscinua. Ô, Jabu, e sinto muito, né? Qual que é a diferença que existe do Jonas Manuel, por exemplo, e comigo?
Por que você aceita debater com ele e não comigo? Bem, que não, Jones, eh, Humberto, que você diz que debate também e etc, são pessoas que vocês podem ter as diferenças que for a respeito se chama a China disso ou daquilo, socialista ou não e etc. Mas todos vocês concordam de que a China cumpriria na no capitalismo atual, na divisão internacional do trabalho atual, um papel progressivo em relação aos Estados Unidos e que em alguma medida ela tem que ser defendida.
Então, na verdade, vocês estão nesse prisma, no mesmo bloco, né, no mesmo campo. Será que o problema é o quê? Eu não, né?
Eu combato a China. Para mim, não não sinto nenhuma necessidade de escolher entre China e Estados Unidos, entre os governos e os regimes capitalistas, chineses e dos Estados Unidos, né? E combato os dois como socialista que sou.
Tem uma diferençazinha aí, né? Desse rapaz que eu não que eu que eu mal ouvi falar, é claramente milita numa aceita política, né? e fala do que não conhece e tem opiniões sobre a China que é iguaizinhas a da extrema direita norte-americana, né?
Como que eu vou sentitar com cara desse para conversar? Possível, né? Ah, o Jeff mandou aqui, é, é curioso e aí encerra o trecho, né?
Que ele ele disse que esse indivíduo aí que eu mal ouvi falar, mas ele sabe a organização que eu atuo, né? Eh, ele sabe a característica dos materiais que eu faço, porque ele vai falar que eh eu fico lá lendo os manuais de Marcos, preocupado ali com a vírgula do capital, não é isso? Eh, enfim, ele parece ter bastante informações aí ao meu respeito, né?
Eh, então não me parece que seja esse o caso, mas enfim, eu não vouentar entrar dentro da cabeça das pessoas. Eu só vou fazer algumas considerações aqui que ele disse que só debate com pessoas que têm relevância no debate público, né? Embora você tenha feito debates aí com a Renata Barreto, que não sei se é uma pessoa que tem tanta relevância no debate público assim, né?
Eh, enfim, eh, mas que eu falo do que não conheço, não é isso? Então, OK, eu eu não eu não sou nenhum especialista sobre a China, então vamos tratar sobre isso, né? Eu sou um especialista sobre a China?
Certamente não. Certamente eu não sou. O que eu me dedico a estudar, eh, nesse sentido, a me especializar, é a divisão internacional do trabalho contemporâneo, do qual a China ocupa um papel central, né?
Com esse objetivo, o instituto que eu trabalho, a gente já vem catalogando dados, fazendo estudo a respeito eh do papel da China nos mais diversos ramos de produção, há sei lá, uns 8, 9 anos, né? por exemplo, fizemos um seminário das montadoras, eh, que me fez atentar para um papel enorme que a China tem na Divisão Internacional Trabalho Atual lá em 2017, eh, ou seja, há uns 8, 9 anos atrás. E desde então tem sido um dos temas eh mais abordados dentro do instituto que eu trabalho, em particular das minhas elaborações.
Constituímos aí uma base de dados internacional que hoje deve estar aí com as 600 maiores empresas do mundo que tem dados divulgados em série histórica de 25 anos e e estamos atualmente com as 130 empresas chinesas de todos os ramos, analisando aí evolução do capital, eh trabalhadores empregados, salário, taxa de acumulação, taxa de exploração, estratégia de desenvolvimento, papel do estado em cada uma dessas empresas do capital privado, aquilo que eu apresento naquele vídeo de umas 2 horas e meia. eh, a respeito dos meus conhecimentos sobre a China. Vamos lá.
Eu não sou, como eu disse, a China não é a minha especialidade, mas eu vou falar disso já. Mas alguma coisinha eu tenho, Jabu, senão eu não não arriscaria falar sobre o tema, né? Eh, eu quando escrevi o meu livro, vou até pegar aqui, isso já foi publicado há 7 anos, né?
Tá aqui, das particularidades nacionais da universalidade da revolução socialista. Eh, e isso aqui foi baseado numa dissertação defendida, eu acho que em 2016, eu acho, ão, há 9 anos atrás. Eh, dos blocos de artigos que eu trato do Marx é exatamente os artigos sobre a China, né, que tá analisado aqui no capítulo 4 do meu livro, que é uns 20 artigos do Marx sobre a China para tratar da questão das particularidades nacionais.
Quando eu fui fazer esse trabalho, evidentemente, quando eu fui analisar os artigos de Marcos sobre a China, eu fui procurar toda uma bibliografia a respeito do tema, né? Eu trouxe aqui só os que eu comprei de forma física, que muita coisa, sobretudo artigos de trabalhos mais recentes, eu tenho em forma digital. Naquela época eu estudei, por exemplo, esse livro que eu recomendo muito, são dois volumes, né?
é um clássico da história da China, o livro aqui do Jax Guerner, o mundo chinês, tá? Eh, ele tá todo marcado e etc. Uns 10 anos atrás, eu estudei isso aqui minuciosamente, tá?
Inclusive no capítulo 5 do meu livro, portanto, não é uma coisa recente, né? Eu até eh esboço uma tese lá, tem um esboço, uma indicação de uma tese de que, pelo que eu li, que necessitaria de muito mais estudos, mas tá no contexto do meu tratamento do tema Marx e a história, eh parece ter indícios muito claros de que a China teria passado por uma revolução nas suas relações de produção, na sua forma de organização social, por volta ali do século VI, já na dinastia Tang, né? eh, mostrando e que tampouco eu classifico essas relações sociais, segundo essas categorias que correspondem ao mundo ocidental, né, escravista, feudais.
E tampouco acho que a ideia geral de modo de produção agisiático serve para expressar o que aconteceu ali na China no século VI. Já tá no meu livro naquela época, né? Eh, para poder ler os artigos do Marx com maior conhecimento histórico.
Na época eu peguei também várias bibliografias sobre o processo de colonização da Ásia no século XVI X, né? Tem aqui a dominação ocidental na Ásia, né? A Ásia oriental nos séculos XIX, XX.
Tem alguns outros livros que eu tenho a respeito do processo de colonização ali que eu não encontrei na passada rápida que eu dei para fazer esse vídeo. E no período mais recente, eu tenho me dedicado muito a à história do do pensamento da filosofia ocidental, em particular na sua forma moderna, e é um dos temas centrais do meu próximo livro. E para poder examinar as especificidades dessa que eu vou chamar aqui esquematicamente metafísica ocidental, eu dediquei bastante tempo investigando outras formas de pensamento que não a a as propriamente ocidentais, né?
E me debrucei sobre uma literatura aí sobre vários países, inclusive da China, né? Tenho aqui eh dois livros clássicos sobre o tema, que esse aqui eu recomendo para caramba, que é do Marcel Granê, que é o pensamento chinês, né? publicado pela Contraponto.
Esse aqui, que eu saiba, não tem tradução, é um livro mais básico, mas interessante também, né? História do pensamento chinês da An Sheng, que é uma francesa, tá? De descendência chinesa, eh, dentre várias outras coisas, né?
Então, ainda que eu não seja um especialista, a China ela tá aí no meu itinerário de leitura há há 10 anos, pelo menos, tá? com a ênfase aí no estudo exatamente das formas de pensamento chinesa e lá atrás quando eu produzi o outro livro eh da forma de organização social da China. Esses livros que eu mostrei são bibliografias clássicas, tá?
Clássicas não é nem um elogi e nem uma crítica, significa que foram marcos históricos nesses estudos, mas que não necessariamente refletem eh os materiais arqueológicos, as fontes escritas mais recentes, tá? E aí eu tenho aqui numa das minhas pastas, mas um conjunto de artigos aí eh da bibliografia mais recente a respeito da China. Isso é material que caracteriza um especialista em China?
Não, mas eu não sou totalmente leigo nesse tema, né? Já tenho aí um um tempinho que eu que eu me preocupo e me dedico com ele sobre distintas formas. E basicamente o que eu comento nos meus vídeos tem a ver com o papel da China dentro do processo de acumulação do capital eh das últimas décadas, né?
É esse o tema. Eh, e que é baseado na base de dados que nós conformamos no interior do IES, que eu não conheço nenhuma outra, tá, no Brasil feita por ninguém em nenhum lugar, tá? Que tem ali 130 empresas chinesas com 25 anos de dados históricos mapeados.
Vocês podem fazer os cálculos aí da quantidade de relatórios econômicos que envolve isso, né? Aí daí eh 20, 25 relatórios por empresa, né? Eh, aí só multiplicar aí por 120, 130, que vocês vão ver o tamanho do esforço.
E fizemos uma centralização desses dados no mundo inteiro e tudo, procurando extrair aí as conclusões de onde o capital chinês está, onde não está, onde estão as empresas estatais, qual o vínculo entre elas e as empresas privadas, o peso da carga tributária chinesa e a distribuição do capital pela via dos dos bancos que são bastante centralizados. Eh, onde tá as empresas estatais e por estão, né? Eh, onde está as empresas 100% privadas, estatais de capital misto e por aí vai.
Então tem algum acúmulozinho aí e em particular no interior da divisão internacional do trabalho, que aí sim é o tema que eu venho me especializando, ou seja, estudando a China nesse contexto, que é a ótica dos vídeos que eu venho abordando aqui. Esses outros livros que eu mostrei aqui, nunca nem fiz material tratando disso, porque realmente considero que o meu conhecimento sobre esse tema ainda é insuficiente para mim travar qualquer tipo de batalha pública a respeito desses temas, né? Mas eu tenho uma ideia da trajetória chinesa eh bastante considerável, né?
Eh, e você tem uma estratégia que se reflete muito, eu sei que é só uma resposta, um super chat, viu, Jabu, que é um pouco curiosa, na verdade, que é, ah, você usa três estratégias para fazer evasivas e não responder as questões a respeito da China, que pessoas que tm posição como eu, que são diferentes das que tem o Jones e Humberto e etc, a respeito da China, eh, utilizam e e sobretudo para você que se diz leninista, né? Não é isso aí que o pessoal falou? Eh, bem, eu eu realmente não acho que nem Len nem Marx seja um conjunto de dogma e certamente as coisas que eles escreveram estão sujeitas à revisão, alterações e críticas.
Agora, se tudo que eles escreveram tá sujeito à revisão, alterações e críticas, eh, e nada do que falou tava certo, e o socialismo chinês, além de se dar pela destruição do capital e seu movimento, se dá a partir do movimento do capital, parece muito difícil que uma coisa dessa possa ser considerada marxista. E não é nenhum xingamento, né? Não tem nenhum problema alguém chegar à conclusão de que Marx estava errado.
Eh, eu acho que dá para construir um outro socialismo feito de outra forma e penso que isso tem na China e entrar no debate, mas acho difícil associar isso à Marx. Mas de qualquer forma você usa três evasivas para sair fora dos temas e que eu queria identificar cada uma delas aqui até para que se em algum momento você resolver debater comigo, você entre nos temas mesmo, nos conteúdos e não nessas evasivas para evitar de tratar dos temas. As evasivas que o Jaburo utiliza muito são as seguintes.
A primeira, ele utiliza muita afirmação de que o marxismo é historicamente determinado, é algo não estático, é dialético, muda com o tempo, né? Eh, acontece que essas frases elas são usadas apenas como pórtico, como porta de ponto de partida, pedra de toque, para ignorar simplesmente o conjunto da elaboração desses autores e colocar qualquer outra coisa no lugar e chamar de marxismo. Então, por exemplo, para determinar bem o que eu tô dizendo aqui, eh, como pode ser marxista, e não tem nenhum problema se não for, porque marxismo não é elogio, nem xingamento, é só uma concepção, né, eh, da realidade de como intervir nela, como pode ser um socialismo marxista ou leninista de nossa época, um socialismo que procura reestruturar toda a sociedade a partir do capital, inclusive pelas empresas estatais que se movem integralmente dentro das relações sociais capitalistas.
onde o estado intervém como eh como elemento planejador apenas no sentido de direcionar o capital para esse setor, ora para aquele, né? Ora para um ramo de produção, ora pro outro, tá? Eh, ora, toda a crítica de Marx não está centrada na crítica das relações produzidas exatamente por essas relações eh regidas pelo movimento do capital, seja ele de propriedade estatal ou privada, né?
Enfim, as perguntas como essa você não responde. Você só fala: "O marxismo é historicamente determinado, né? Uma ciência historicamente determinada.
Então parece que eu posso colocar qualquer coisa no lugar e chamar de marxismo, né? Então assim, sinto muito, fazendo uma provocação para deixar bem claro aqui para você, né? Então por que não a extrema direita também não pode ser o marxismo de nossa época?
Não é isso? Por que que no marxismo de nossa época não pode ser o Steven Ben? Afinal de contas, o marxismo é historicamente determinado, não é algo estático que muda com tempo, não é isso?
Então, é uma casca vazia que eu posso colocar no interior eh sobre a desculpa de que é historicamente determinada. Isso é o primeiro comentário. O segundo comentário do Jabu, eu até vem batendo nessa tecla, ele até não usou nessa entrevista, já fico feliz, que é nossa mentalidade ocidental, né, não serve para analisar a história chinesa, né, que no fundo é que a gente não pode nem fazer críticas à China porque a gente tá projetando as nossas categorias, né, sobre a China.
Eh, OK, Jabu, isso pode ser válido, essa crítica. Por exemplo, esse autor aqui, o que eu mostrei, que eu gosto do livro dele, tá? Que é do o Jax Guerne, ele recebeu muitas críticas nesse sentido, ele tem uma certa influência estruturalista, né?
Eh, e de fato muitas vezes ele aplica certas categorias que originaram na nossa tradição para expressar a nossa tradição que podem não ser adequadas. para descrever o que tá acontecendo na China antiga que ele tá descrevendo. O mesmo já não se pode dizer, o mesmo não se pode dizer, por exemplo, já desse livro bem melhor do do Marcel Granê, né, que trata exatamente das estruturas mentais chinesas de pensamento completamente diferente das nossas.
Eh, agora, eh, você tem que indicar que categorias são essas que eu tô utilizando ou qualquer outro que tá utilizando e por elas não servem para descrever as relações sociais chinesas. Então, hoje a China não foi em partes, em partes ocidentalizada. Hoje lá você não tem uma sociedade da produção universal de mercadorias.
Eu não posso usar a categoria mercadoria para descrever o processo de produção na China, porque não é a mesma relação social que nós temos no acidente. Não se produz para a troca no mercado por empresas orientadas para acumulação de capital, incluindo as estatais. O movimento social não é esse.
Que outro movimento social é esse? E por que a categoria de capital não pode ser empregada na China, de mercadoria, de maisvia, de capital a juros, de dinheiro de crédito, de renda fundiária? Por que não?
Não é essa relação que está acontecendo hoje lá? Não é por meio dessa ótica que as empresas se movem. Aí fica aparecendo já, Bu, Bu, vai me desculpar, que é que é meio que isso é meramente um espantalho, né?
Ou seja, você pode criar categorias e aplicar pra China, não é isso? a economia do projetamento, não sei o quê. E que se for para elogiar, tá OK, mas eh eh eu ou qualquer outro não pode.
A coisa tem que ser analisada na sua especificidade e se há algum anacronismo, alguma inadequação categorial no sentido de projetar estruturas mentais que não se adequam à aquelas relações reais, você tem que mostrar, né? Tem que demonstrar. Não adianta fazer o discurso genérico, eh, que parece que é uma coisa assim, a história da China sempre teve um poder centralizado, autoritário, então lá pr chineses tá sempre e eternamente de boa, né?
Eles gostam é do chicote. Não sinto muito. Isso é que me parece ser muito preconceituoso, na verdade.
Naturaliza e universaliza certas características que são aí tiradas e usadas aí como desculpa da história milenar da China, que aliás não foi igual ao longo desses milênios, tá? Como eu tô até du implicações no capítulo 5 do meu livro. E terceira coisa que você usa muito, eu também queria aqui tentar limpar campo a respeito disso, é a carteirada.
que é, eu estudo a China há 30 anos, eu sou o grande especialista na China, eu já tive lá na China fazendo trabalho em loco 856 vezes em todas as regiões, em todas as cidades. Então, ninguém pode falar nada comigo, pode me questionar, falar: "Mas se você tem toda essa bagagem, então você vai usar o conhecimento seu acumulado ao longo desses 30 anos e todas as coisas que você poôde experienciar em suas viagens pra China, você vai utilizar tudo isso para argumentar e mostrar os elementos que destróem o que o interlocutor, o debatedor tá dizendo, né? Eh, e não pela simples carterada, né?
Eh, afinal de contas, né? Sei lá, aqui no Brasil nós temos aí muitos milhões de bolsonaristas que moram no Brasil. Vários deles, inclusive deve ter viajado por boa parte do país, evidentemente, né?
Não todos os tipos de lugares, mas viajaram pelo país inteiro. E nem por isso significa que eles conhecem muito do Brasil, né? Se fosse assim, era uma maravilha, né?
As pessoas que são naturais de um determinado lugar necessariamente conheciam tudo sobre aquele lugar, porque elas moram lá. Eu não nego que fazer viagens em loco a um lugar pode te fornecer elementos que te ajudem a melhor entender aquele local. Tem nenhuma dúvida que isso pode acontecer, mas o simples fato de estar lá e principalmente se esteve lá com a base teórica enviasada, já com objetivo premeditado, querendo ver, procurando eh ver a ou não c ou d, que contrariam as suas respectivas teses, então essa viagem pode até muito bem cumprir o papel contrário.
Então assim, eh tá cheio de pessoas aí que em tese estudam temas há 30, 40, 50 anos e que os resultados são terríveis. Então, por si só, isso não diz algo. Agora, se você tem toda essa bagagem, você pode utilizar toda essa bagagem com elementos, com argumentos, com demonstrações, provem que as coisas que eu estou dizendo estão incorretas, né?
Então é isso que eu tinha de dizer aí sobre esse vídeo aí do Jabu. Lembrando que eu fiz o vídeo de 2 horas sobre a China, que já tá aqui no canal, tá? eh onde eu dou uma passada ali pela estrutura social, dando uma destrinchada mesmo na estrutura social da China, baseado numa base de dados primária que nós catalogamos aqui no Ilazi ao longo aí desses últimos 6 7 anos, tá?
de trabalhos intensos de toda uma equipe. Eh, e falando em Laes, não esqueçam, tá anunciado no começo o curso de inteligência artificial, impacto da inteligência artificial, indústria 4. 0, nas relações de trabalho, vai ser ofertado online pelo instituto eh na nos dias 13 e 14 desse mês.
Vai tá aqui na descrição o link para quem quiser fazer, tá bom? Então é isso aí. Ah, eu sei que o Jones fez um vídeo lá, acho que de umas 5 horas de duração a respeito desse meu vídeo sobre a China, me parece.
Acho que outras coisas também. Eh, eu ainda não tive tempo de ver, mas eu verei, tá? Eu voerei, eh, e vou pensar na melhor forma de abordar, né?
Desculpa a turma aí, mas não vai ter como fazer um react vídeo de 5 horas, né? Eu não disponho desse tempo agora, tá? Mas eu vou ver a melhor forma de fazer, tá?
Talvez pegar alguns momentos, eh, para poder responder onde tá os argumentos centrais, as teses centrais. Vou ver a melhor forma. Para isso eu tenho que ver o material primeiro, tá bom?
Então é isso, um abraço, até o próximo vídeo.