Olá pessoal o meu nome é Camila Alves de Amorim e sejam bem-vindos ao curso de neurociências e psicoeducação em terapia do esquema eu vou acompanhar vocês hoje no primeiro módulo do nosso curso falando um pouquinho sobre a introdução a terapia de esquemas e alguns aspectos relacionados Então quais que são os objetivos do que nós vamos conversar hoje da dos pontos que nós vamos discutir hoje nós pretendemos com esse módulo do curso ajudá-los a reconhecerem os principais conceitos da terapia de esquemas e da teoria de apego E como eles se relacionam ali com padrões específicos que
as pessoas vão tendo ao longo da vida também pretendemos auxiliá-los a compreender as principais características dos esquemas iniciais desadaptativos os AIDS e como eles se desenvolvem ao longo da vida e também auxiliá-los a identificar os principais objetivos e conceitos da terapia de esquema nós vamos começar então falando um pouquinho sobre alguns autores que postularam os conceitos que nós vamos conversar hoje as imagens aqui tem nesse no lado lado esquerdo temos o Bob e a Mary ainsworth e depois temos o Jeffrey Young logo ao lado esses autores falavam bastante sobre a teoria do apego e sobre
a terapia de esquemas Então qual que é a relação muito bem Boby e ainsworth conseguiram perceber que a forma como as crianças pequenas desenvolviam apego relação de apego com as suas figuras de apego que tendiam a ser os cuidadores principais na primeira infância isso Regia quais seriam as expectativas e comportamentos que essas crianças viriam a ter nas suas relações futuras de apego seja com família com amizade com parceiros românticos o Jeffrey Young na década de 1980 usou bastante do que os dois autores postularam sobre apego sobre experiências no início da vida e sobre Quais que
poderiam ser os possíveis desenvolvimentos que essas experiências iam trazer pros indivíduos a partir de como tenha sido essas vivências iniciais e o que que poderíamos esperar ao longo da vida em termos de padrões de cognições né pensamentos emoções e comportamentos Essa é a principal intersecção entre a teoria de apego ali dos estilos de apego e os padrões que o Jeffrey Young foi chamando de esquemas iniciais desadaptativos então o que que seria apego na realidade o apego é a relação a forma como uma criança por exemplo se conecta emocionalmente como seu cuidador que tende a ser
ali eh os pais no primeiro momento mas poderia ser qualquer pessoa que fosse aquela mais próxima e que zelasse e oferecesse cuidado para aquele bebê nos primeiros anos de vida o apego ele serve como base para formação de expectativas e padrões de pensamento em relação a quem eu sou quem o mundo e os outros são e o que o futuro é toda a compreensão que nós vamos ter do mundo no futuro ao longo do nosso desenvolvimento tem uma estreita relação com as expectativas e leitura do mundo o que que nós entendemos que podemos esperar a
partir do que nós temos de experiência infância o harl inclusive e outros autores também nós vamos falar um pouquinho sobre isso mas harl fez um experimento muito famoso na realidade 1958 justamente para tentar entender um pouco mais sobre esses aspectos da teoria do apego E como que isso se dá na infância o experimento que ele fez ficou muito conhecido no sentido de ser a observação de como alguns filhotes de macaco se comp uma vez que eram separados das suas mães biológicas eu coloquei aqui uma figura do experimento né Para que ficasse mais ilustrativo mas em
termos do que aconteceu o harlow pegou alguns filhotes ali de macacos e os separou em jaulas diferentes de modo que eles não tivessem contato uns com os outros né E também não tivessem contato com a mãe biológica e qual que era o ponto nessas diferentes jaulas com diferentes filhotes de macaco tinham duas mães que eram artificiais uma delas como Vocês conseguem perceber na imagem era uma mãe feita de Arame Então ela era dura rígida fria não era aconchegante era feita de Arame né o material ali é é mais frio enquanto que a outra mãe a
outra mãe virtual era uma mãe também que não era real porém ela era feita com materiais mais quentinhos mais felpudos que imitavam mais o corpo da mãe biológica por exemplo com pano tinha o aspecto ali do do rosto da mãe virtual né da cabeça tem algumas aspectos relacionados à Anatomia da mãe biológica então o objetivo era torná-la mais parecida possível com a mãe biológica e mais aconchegante mais quentinha mais eh agradável ao toque nessas diferentes jaulas os bebês ali né os filhotes de de macaco conseguiam ter alimentação então o atendimento das suas necessidades básicas pela
mãe que fosse de pano e pela mãe que fosse de Arame o grande ponto desse experimento e a conclusão que foi possível ser observada é que os filhotes de macaco eles preferiam ficar mais tempo eles passavam mais tempo com a mãe de pano mesmo nas jaulas em que quem provia alimentação era mãe de Arame então parece que tinha alguma coisa que não era eh suprir necessidades fisiológicas que atraía eles para essas Mães de pano E aí no sentido de desenvolver cada vez mais esses experimentos e a teoria do apego a Mary awor fez um experimento
chamado situação estranha e qual que foi o objetivo dela foi tentar repetir alguns desses dessas desses pontos que foram observados no experimento do harl porém com seres humanos como que suicidava será com bebês o experimento consistia ali em deixar um bebê junto da mãe e uma pessoa estranha uma pessoa desconhe Cida pro bebê que no caso era a própria pesquisadora o objetivo era tentar entender quais eram os comportamentos das Mães e dos bebês uma vez que a mãe levantava da sala saía E o bebê ficava com a pesquisadora né e com alguns brinquedos diferentes reações
foram percebidas a partir disso e dentro dessas diferentes reações a Mary ainsworth conseguiu mapear quatro tipos de estilos de apego diferentes que era possível perceber nos nos bebês e que iam sendo repetidos ao longo da vida ela postulou esses quatro e nós vamos falar um pouquinho mais sobre eles agora o primeiro estilo de apego que ela conseguiu observar foi o apego seguro o que que isso significa dizer significa dizer que a interação como cuidador que aquele bebê tem tende a ser algo no sentido de cooperação de orientações seguras adequadas um monitoramento que não fosse intrusivo
mas sim que fosse suficiente adequado e um estímulo à autonomia autoeficácia e a independência do bebê quando essa é a interação com o cuidador a tendência que os comportamentos da criança uma vez que o cuidador se retira do ambiente sej de explorar o contexto com motivação com curiosidade sim Existe uma forma ali de protesto frente à separação mas não é uma forma exagerada é um protesto adequado e que inclusive tende a ter uma duração no tempo depois ele se esvai E o bebê passa a querer explorar ali o ambiente e uma vez que o cuidador
retorna os bebês vão ao encontro do cuidador e recebem o carinho e o acolhimento o apego seguro seria a cognição o pensamento de que tudo bem eu estar sem a minha figura de apego nesse momento porque eu dou conta e eu sei que se algo for extremamente estressante Eu tenho um lugar onde eu posso encontrar apoio um outro estilo de apego que foi mapeado seria o apego om bivalente ou resistente o que que isso significa dizer parece que a interação com o cuidador desses bebês seria de instabilidade então Em alguns momentos o bebê conseguiu receber
apoio cuidados em outros não e era difícil prever quando isso iria acontecer nesse contexto quando o cuidador se retira da sala os comportamentos das crianças dos bebês tendiam a s de reação muito exagerada de protesto muito grande frente à separação muitas vezes um protesto que poderia por vezes parecer imaturo pra idade do bebê depois de algum tempo as crianças tendiam a olhar pro ambiente mas não com muito interesse elas eram pouco preocupadas e curiosas em relação ao ambiente se preocupavam mais em buscar os cuidadores uma vez que os cuidadores retornavam e eles eram recebidos com
Retaliação as crianças se irritavam com eles o terceiro estilo de apego seria o apego evitativo a interação com o cuidador dessas crianças pequenas desses bebês tende a ser uma provável negligência recusa então poucas vezes em que esses cuidadores se demonstraram preocupados com as necessidades das Crianças Então as crianças né os bebês passaram a aprender a ocultá-los em momentos importantes porque eu sei que se tiver uma necessidade específica e não vai ter um conforto aqui então eu preciso aprender a tolerar esse desconforto os comportamentos das Crianças frente a separação do cuidador tendiam a ser de continuar
brincando muitas vezes se aproximar do desconhecido ali engajadas em brincadeiras muitas vezes sozinhas sem protestar frente a separação e também quando eram Reunidas né novamente com os cuidadores elas não os procuravam ali para obter conforto ou afago continuavam entretidas como o que já estavam fazendo por fim o último estilo de apego que a Mary awor conseguiu mapear foi o estilo de apego desorganizado ele tende de aparecer em bebês em crianças que tiveram situações de violência seja um abuso físico abuso sexual abuso psicológico maus tratos negligência extrema nesses casos os comportamentos das crianças dos bebês ali
tendiam a ser na presença dos cuidadores comportamentos impulsivos instáveis Então as crianças pareciam confusas perdidas tanto perturbadas como se a presença do cuidador fosse uma ameaça ou então como se a presença do cuidador não fosse suficiente para proteger a criança de uma ameaça era possível ver que os bebês e as crianças eles pareciam amedrontados na presença do cuidador e não se sentiam protegidos a gente conversou um pouco Então nesse vídeo sobre alguns pontos relacionados a do apego a terapia de esquemas ali como que são as interfaces entre ambas as teorias e quais são os possíveis
desenvolvimentos de apego a partir disso vamos continuar falando sobre os próximos tópicos do primeiro módulo nos próximos vídeos