[Música] Cada encontro Giants ali, eu exploro muito forte todo o meu networking para trazer pessoas aqui que são pessoas que são pessoas que é difícil, né, você conseguir ter a agenda delas para est aqui. Por isso, fica sempre com os ouvidos abertos aí, o coração aberto, fica ligado, porque você nunca sabe quando vai vir aquela mensagem, aquela palavra, aquela provocação que pode fazer toda a diferença pro momento do seu negócio ou pros próximos passos da sua empresa ou do seu negócio. Agora nós vamos fazer aqui no palco um momento diferente, porque vai rolar aqui um
talk show, um momento de mentoria, um momento de perguntas e respostas com um dos nomes empresariais mais relevantes, mais fortes desse Brasil. E eu, inclusive, pela minha formação, sempre admirei até muito mais esse cara, porque ele foi um dos grandes nomes, ele é um dos grandes nomes do marketing da publicidade no Brasil, mas hoje tá liderando outros negócios, continua empreendendo, fazendo acontecer. Ele que além de sinônimo de resultado, é sinônimo de elegância. Quando eu tô do lado dele, me sinto até mais bonito, mais elegante assim. um cara que eu sou fã também. Queridos giants, faz
barulho, bate palma, vamos receber aqui para ter um momento de perguntas e respostas e mentoria, nada mais, nada menos do que ele. Vem para cá, pro palco. Roberto Justos. E aí, irmão? Obrigado, Roberto. Obrigado pela presença. Uou, que legal. Boa tarde. Boa tarde. Bem-vindo, viu, Roberto? Obrigado, Marcos. Temos aqui todo esse exército de donos de empresa aqui, ávidos por conhecimento. E aí quando a gente conversou de você vim, né, chegamos nessa ideia de fazer esse bate-papo aqui com eles, até porque ao longo dos dois dias ele já tem muita palestra e é muito valoroso, né,
às vezes aquele direcionamento com base numa pergunta, porque vem da dor, vem do campo prático. Então o seguinte, gigantes, nós vamos abrir aqui para perguntas e respostas. O Roberto vai responder aqui umas cinco perguntas e respostas eh de vocês, escolher pessoas aí diferentes. Traga uma dor do seu negócio ou uma pergunta sobre a história de vida, a mentalidade dele, como ele toma decisão, o que fizer sentido para vocês, tá? E eu também tenho minhas perguntas aqui que eu vou fazer para você, Roberto. Quero aprender contigo, tá? Beleza? Então, quem tem aí uma pergunta caprichada para
fazer pro Roberto, levanta a mão que ele vai escolher um de vocês aí. Quem topa trazer a primeira pergunta para Roberto Justos? Vamos lá, quem manda aí a primeira aqui na frente, então, Daniel, vai lá. Fala, Roberto. Tudo bem? Prazer conhecê-lo. E eu gostaria de saber, né? Eu gostaria, na verdade, de saber que que você faria, né, se você pudesse voltar paraos seus 20 anos, que que você faria diferente? Uma dica para você dar. Cara, é muito engraçado porque, eh, na vida a experiência, a vivência eh é é um aliado fundamental de qualquer empresário, de
qualquer ser humano em qualquer situação. Então, eh, eu penso que eu eu comecei empreendimentos novos agora. Eu acabei de completar anteontem 70 anos de idade. Não parece, né, gente? Obrigado. Mas brincadeira. Boa, boa. E aí eu eu lembro muito bem um dia o Abílio Dinis falou assim: "Se um dia eu morrer, como se um dia eu morrer?" Caceta, coitado, morreu, né? Então não vou falar isso para não acontecer comigo. Mas a experiência é uma coisa muito interessante, né? Porque esses novos empreendimentos, eu consigo enxergar de uma forma, apesar de ser um adepto muito forte do
lifelong learning, a gente vive aprendendo a vida toda. Essa figura aqui que tem tanto para, né, para dividir de informação com as pessoas dentro desse, dessa coisa fantástica que ele criou, tem só 37 anos de idade. É uma loucura. Então, imagino que se eu voltasse para trás, eu adoraria levar pelo menos parte dessa experiência e ter feito talvez alguns algumas decisões diferentes. Eu digo que nós empresários nós temos que acertar pelo menos 70 80% do tempo, senão nós não temos sucesso. Mas nós vamos errar 20 a 30. O importante também é saber identificar erros e
sair fora da rota do erro o mais rápido possível. botar para lucros e perdas, não chorar sobre leite derramado, olhar paraa frente e fazer acontecer de outra forma as coisas. Então, eu cometi alguns erros eh na minha carreira e talvez se eu pudesse voltar para trás com a experiência atual, eu ia ficar bem mais rico do que eu fiquei, com certeza, ou ia ficar bem melhor na vida, porque dinheiro também não é todo o objetivo da vida. sucesso tem uma tem uma uma significação, tem um significado diferente para cada pessoa. Tem muita gente que acha
que ficar rico é eh objetivo. Tem muita gente que não é bem assim, né? Hoje meu objetivo, por exemplo, com os meus negócios não é dinheiro. Dinheiro, que que eu vou fazer com mais dinheiro? Tô super bem, não tô na Forbes, né? Eu brinco que a eu fiquei quase 40 anos numa profissão, liderando os últimos 15 anos da minha carreira publicitária, o mercado altamente competitivo que era a publicidade. Eu era líder de mercado por 15 anos consecutivos. Aí eu pensei, bom, mas se eu fosse líder mercado mercado financeiro, se fosse no mercado de energia, se
fosse no mercado de varejo, se fosse no mercado de tecnologia, eu tava na FORBS como bilionário e não estou. Então eu tava na profissão errada, cheguei no topo dela, mas nunca é tarde, porque eu vendi minha empresa exatamente em 2015, 10 anos atrás e fiquei mais uns dois aninhos lá pedido dos compradores, fazendo um fadeout, né, de passar o bastão e depois entrei em outros ramos. Eu tenho hoje sete negócios diferentes. Eu tenho até e negócio de data center. Eu tenho eu tenho uma construtora industrializada que é uma fábrica de constução industrializada que é a
Step. Eu tenho quatro negócios mercado financeiro. Hoje em Wealth Management nós somos o maior do mercado fora banco. Tem 30 B de ativo sobre gestão lá na Legend, fazendo administração de patrimônio de terceiros. Então consegui entrar num monte de coisa que eu não conhecia, apesar que o empresário é empresário, né? E aí eu acabei eh vendo como é importante toda essa experiência. Então, só para amarrar o que eu tava te falando, eu não quero ser tão cumprido em todas as respostas, senão não vou conseguir responder mais muitas perguntas, mas quando você tem uma visão diferenciada,
graças a esse aprendizado de vida, você consegue administrar qualquer negócio, independentemente você se cerca dos bons, que são os técnicos daquele negócio. Que que eu entendo construção industrializada? Hoje já entendo, é segundo ano da empresa. Segundo ano vai fechar 700 milhões de faturamento. O negócio que cresceu muito. Mas eu tenho quem são os melhores do mercado. Eu fui buscar. E assim que você, você se envolve com os melhores, time, time é tudo. O líder é aquele que sabe atrair, retém, motivar talento e aí trazer a liderança do negócio, porque aí empresário é empresário. Qualquer negócio
se você, né, as governanças, o compliance, a a gestão, né, a forma de você se posicionar no mercado e liderar as pessoas, essa não muda muito de um negócio para outro. Mas enfim, se eu voltasse para trás, queria levar essa experiência junto, que talvez eu não cometesse os mesmos erros. E, e Roberto, você comentou da Steel Corp, que acredito é o é a sua menina dos olhos agora. O negócio que você tá como CEO, como executivo no negócio, além de ter comprado, né, o negócio, é a construção civil ali. E e por que você se
apaixonou por esse modelo de negócio ou por essa indústria? Porque, bom, você tá muito bem capitalizado e você tem toda uma esfera de possibilidades no mundo dos negócios, né? Por que a construção civil e a Steel Corp, os negócios que eu tô foram e eh o que que eu fiz quando eu saí, vendi minha empresa, eu pensei o Warren Buffettou de se aposentar cedo aos 94 anos, ele se aposentou essa semana e ele é o maior investidor da história da humanidade, né? Vocês sabem que a Berkshar Hway tem 1 trilhão de dólar de ativo sob
gestão. 1 trilhão. Então vocês imaginam o tamanho do cara de dólar. É metade do PIB brasileiro. Metade. Brasil tem dois. Hoje Brasil tem 1.8 trilhões, mais ou menos por causa do dólar. Chegou a 2 trilhões. Nós somos a nona economia do mundo. Imagina que o cara tem sobestão metade do PIB de um país do tamanho do Brasil. Ele falava que o poder do homem tá na agenda vazia, não na agenda cheia. Ele queria ditar onde ele é necessário. Ele não queria mais ser escravo de agenda depois de uma certa idade. Eu adorei isso, né? Porque
eu fui escravo de agenda por 38 anos num negócio. Então vocês sabem como vocês são escravos de agenda. começa 8 da manhã, acaba 8 da noite e você tá parece que você tá num turbilhão, né, de de de responsabilidades. Então, falei, quer saber? Eu preciso ser um cara mais fora do microanagement, do dia a dia, né? Fora do dia a dia, porque o dia a dia eu já não vou render tão bem quanto você com 37, né? Não vou ter a mesma paciência para ser bom naquilo no dia a dia. Então, eu tenho uma condição
de olhar com olhar um pouco maior para as coisas e ser mais rentável pros meus sócios. sendo membro do conselho, por exemplo. Só que aí surgiu uma oportunidade num negócio, num mercado gigante. Para vocês terem uma ideia, o Brasil faz R$ 10 trilhões deais, como falei aqui, mais ou menos de PIB. O mercado de construção no Brasil tem 27%, 23% disso, tem 2.3 trilhões com tudo, né? com todos os players, até a fábrica de tinta tá aí no meio. E se você olhar, tem uma pesquisa que mostra que em termos de atraso de inovador, em
termos de atraso de inovação, só perde paraa pesca. A pesca é a coisa mais atrasada que o Brasil tem, comparado com a pesca coreana, japonesa, americana, os caras quase artesanal esse mercado da pesca. O a construção é o segundo mais atrasado. Então, então pirâmides do Egito pra construção de hoje aqui é quase tudo igual com alvenaria, com tijolo, com cimento, com concreto. É absurdo. E mão de obra praticamente acabando no Brasil. Por quê? Porque o pedreiro, a idade média do pedreiro, do cara da obra, virou 45, 46 anos de idade. Já não tem sucessão. O
filho quer ser Uber, quer ser engenheiro, quer ser outra coisa, quer fazer, quer entrar no mercado de tecnologia. Então, o perfil da mão de obra brasileira mudou completamente. O que antes era, a incompetência desse setor era tampado por materiais baratos, né, por mão de obra barata, isso já mudou. E aí começou uma crise num setor que precisa de inovação. Aí se olhar pra China, tem um cara na China que eu vou conhecer, inclusive preciso ir para lá porque ele quer que a gente conheça e represente ele no Brasil. O cara construiu um prédio de 60
andares em 48 dias. 60 andares. Não tô nem fal coisa que eles fazem em 10, 15 dias prédio de 5, se andares dias. O que nós levamos 3 anos para fazer um prédio de 60 andares aqui. A gente vai fazer um prédio agora lá com 18 prédios lá em lá em Itapema. Nós vamos fazer um prédio em 1 ano e meio de 150 m de altura, de 50 andares. É um quase menos da metade do tempo do convencional, fora todas as vantagens. Quando eu comecei a ver tudo isso nesse mercado, eu falei: "Não é possível.
Quem é grande player?" Tinha muitos players pequenos. Sabe quanto a constução industrializada representava sobre esse PIB que eu acabei de comentar? Representava 7%. E lá steel frame, que é o principal material, mas não único que a gente atua, 1%. É uma brincadeira. Então assim, não é possível. Estados Unidos, 60% das obras são industrializadas. Ou é Lure Frame, é Wood Frame, usam muita madeira e o Brasil com 7%. Não, não dá. Então você vê um oceano azul na frente, não tem big player na história. Falei, vou investir, já investimos 200 milhões em dois anos nessa empresa,
trazendo investidores, inclusive com a gente e um negócio. Estamos rampando, fizemos uma fábrica nos Estados Unidos, em Doral, em Miami, fábrica grande para construir na também no mercado americano. Uou, uau, uau. Bora lá. E nesse eu voltei e souciou. Aí eu voltei pro dia a dia e mordi minha língua pro dia a dia. E tá feliz no dia a dia, Roberto? Já tá pensando em passar bat? Tô super feliz que eu botei um sócio para fazer o trabalho chato. Ele é presidente executivo, que é o Daniel que você conheceu, meu sócio. Ele toca o dia
a dia mais chatinho e eu fico lá. Mas eu tô todo dia lá agora virei escravo razoavelmente. Eu ainda me ainda me protejo um pouco para não para não trabalho chato eu não quero fazer. Deixo que a equipe, a diretoria toda faz. Não. E é o que eu falo para eles, quanto mais caixa e luxo você gerou, mais você tem o direito de ter uma vida com mais liberdade, mais prazer e mais escolhas, né? Pagou o preço para chegar, produzir é tudo, gente, assim, ninguém. Eu tô vendo algumas cabeças brancas aqui, eles vão concordar comigo.
Parou de produzir, é como andar de bicicleta, parou de pedalar, você cai. A mente vai embora, tudo vai embora, você sente inútil, você sente, é terrível. Então, esses velhinhos que se aposentam, não fazem nada, eu não consigo, não consigo imaginar que eu não tenho o que fazer, entendeu? Então é muito importante, eu acho que essa coisa de você continuar pedalando, continuar fazendo acontecer e continuar os desafios. A tua mente fica sempre ativa, teu corpo fica sempre ativo. Tô sempre fazendo tudo que eu posso para manter até onde der. Se um dia não conseguir mais, não
vou conseguir, mas eu vou indo. Legal. Bom, eu vou pegar agora uma pessoa do fundão. Mais do fundão. Quem levanta a mão aí quer fazer uma pergunta? Galera do fundão. Beleza. Lá no fundo. Fica em pé você aí pro time te identificar. Isso. Leva um microfone lá. Aí manda ver. É o Reinaldo ali da PEC. Lá. O homem é da construção civil. E essa calça curta aí como é que faz? Você viu aqui? É o seguinte, R, você vai caçar siri hoje. É que eu tô muito forte. O Rob, ou ele tá moderno demais ou
eu tô velho aqui com a minha meia, com minha cal. Não vou dizer, ô Roberto. É que eu tô muito forte, musculoso. Aí a calça subiu aqui um pouco. Vai lá, Reinaldo, manda ver. Roberta, eh, identifico com que você falou aí da questão do Cadê? Cadê? Cadê? Só para entender onde você tá. Levanta a mão aqui, ó. Aqui, ó. Ali, Eu tô no fundão aqui, tô de preto, sou pretinho. Eu ia falar que ele tá à nossa esquerda, mas aqui não tem esquerda. Aqui os dois lados é, entendeu? Aqui é direita invertida e direita. Então
ele tá na direita invertida lá, ó. Esquerda nós não queremos, né? Não. Esquerda da Azar. Ô, Roberto, eh, identifico o que que você disse. Eh, há um ano atrás eu comecei a trabalhar com a questão do steel frame. É fantástico. E a minha pergunta é a sua visão pros próximos 3 anos, qual que é o crescimento do estetil no Brasil? Bom, primeiro posso te garantir que você pode continuar investindo, tá? Porque modéstia à parte, eu já tive até multinacional me procurando para agradecer o aumento de negócios nesta área graças à minha entrada no negócio, que
ficou meio que um alofalante que não tinha no mercado, não tinha uma figura que tem, vamos dizer, uma voz, né, da gente já saiu em capas de revistas, a gente já fez sobre o tema sempre de negócio, né, não tô falando socialmente, falando de negócio. Então, alertamos o mercado, abrimos o olho do mercado. Aqui tinha um trabalho grande de resistência, né? Então preciso, se eu disser para vocês que uma parede de lá steel frame, e ele que trabalha com Steel Frame sabe, ela dura 400 anos, você não derruba, você bater nela vai parecer oca. Isso
o brasileiro tem essa coisa porque a consistência dela é um pouco diferente, porém ela é muito mais resistente. Você não derruba ela com machado, a alvenaria você derruba. Segundo, você tem, você tem aumento de qualidade eh térmica. Então, nós estamos fazendo casa popular pro Rio Grande do Sul lá, pro Eduardo Leite, por causa da tragédia que teve lá. Nós começamos a entregar primeiras 200 casas e ele entrou numa casa e falou para mim: "Justo, é inacreditável. tava 35º lá fora em fevereiro, tava muito quente lá no sul. A casa mantém a temperatura entre 22 e
26º. Para quem não tem ar condicionado, é uma outra qualidade de vida, porque nós temos uma lã de vidro no meio do a nossa parede respira, ela não absorve calor. No final do dia você põe a mão no malvinaria, ela é quente. Na nossa não é acústicamente 50% superior. Então tem barulho de um quarto pro outro. Nessas casas populares com aquela barulheira não tem. A criança pode chorar que não vai acordar mais ninguém, tá tudo certo. Então assim, é tanta não tem nenhuma patologia, então não tem trinca, mofumidade. Falei: "Pera aí, não é possível." E
as pessoas ainda continuam construindo em alvenaria, não é possível. Aí o preço hoje é equivalente. A gente conseguiu chegar no preço equivalente. Então, se eu te dou todas essas vantagens, a minha fazenda que eu tenho aqui no interior, eu reconstruí ela inteira em L frame. Você vai lá, você não vê, você não consegue, é uma parede igual essa aqui. Meu escritório inteiro, é isso, na nossa fábrica. Então, se você olhar, você não vai ver diferença. Agora, a a vantagem é gigantesca. O mercado vai crescer. Eh, lógico que nós não somos só únicos responsáveis por isso,
mas nós vamos ajudar bastante com todos esses investimentos nós estamos fazendo. Existe sim uma resistência, eh, infelizmente ainda dos engenheiros tradicionais, sabe? Eu desculpa eu falar, mas os americanos falam, quem fala inglês vai entender. Protecting assets, né? Então o cara quer proteger o traseiro dele e não o patrimônio. Então ele tem medo de perder o emprego porque ele não entende do nosso sistema. Então que a gente vai lá, o cara fala: "Bom, eu tô ferrado nessa obra porque eu não vou, o que que eu vou fazer aqui?" Entendeu? Então assim, é tudo tão, é tudo
tão eh sai o a pá e entra a parafusadeira, né? Nós somos montadores, né? Sai tudo da fábrica, todos os painéis, tudo pronto e chega na obra, você monta. Então é um negócio espetacular. Então esse mercado vai crescer muito, quem investir nesse mercado vai se dar bem, pode ter certeza. E nós estamos aí na vanguarda. Eu acho que nós vamos ser, já somos a principal empresa agora e caminhando para ser eh, vamos dizer assim, uns líderes de mercado e não só em valores, mas em termos de percepção institucional e etc. E Roberto, você já tem
uma estratégia de saída ou uma visão de futuro consolidada no seguinte, vamos buscar IPO, vamos buscar tanto de valuation, a companhia vai est de tal tamanho três a 5 anos? Eu fiz dois duas duas rodadas de investimento. Numa delas, a Rag, que é um grande player, não sei se você conheceu a RAG, tem 220 B de ativo sobre gestão lá. Eles investiram no primeiro momento. Eu fui tão sensacional com esse investidor, porque eu não tinha nada. Eu tinha acabado de comprar a empresa de um ex-sócio, empresa tinha quase nada de faturamento. Eu cheguei para ele
e falei: "Se você olhar a foto, você não compra. Se você olhar o filme, você compra". E ele acreditou muito em mim e comprou empresa num valation já naquele momento de 250 milhões. E aí ele colocou a parte dele, vendi para ele 30% da empresa, primeiro capital que entrou que a gente tudo cashin para investimento no negócio. E a segunda rodada fizemos recentemente, já no velho de 500 milhões, já dobrou a empresa, entrou mais um sócio e tudo que de novo para montar as fábricas, né, para fazer os investimentos em cápec e tudo que precisava.
E a ideia, óbvio, lá na frente, eu tenho, a minha idade, eu não quero ficar quanto tempo com uma empresa dessa, eu quero ficar bastante o tempo suficiente para criar um evento de liquidez, seja ele venda para estratégico ou abertura de capital. Vamos pensar lá na frente, mas é como é uma construtec, nós estamos falando em tecnologia, os múltiplos são totalmente diferentes do que da abertura de capital de consutora normal. Nós somos empresa de tecnologia total, né? Linha de montagem, fábrica. É um negócio. Quero te convidar um dia para conhecer a fábrica, você vai ficar
besta. E a fábrica é é por aqui, né? Aqui em Cajamar, no qum 29 da Anhanguera, inaugurando hoje. Estou com a camisa da empresa. Deixa eu mostrar para vocês aqui o logozinho. Eu vou tirar o palitó e vai pra firma. Eu vou 250 funcionários. Vamos fazer um almoço lá agora, porque eu te falei que eu tinha que sair no máximo até cinco para uma daqui ou 10 para uma para poder ir lá inaugurar a fábrica. E vamos inaugurar hoje no final da tarde, gente, olha que legal, nós construímos o primeiro estádio 100% em live steel
frame pro Red Bull Bragantino, 14, 13.000 lugares. Hoje inaugura no jogo Bragantino e Miraçol. O presidente do Red Bull me convidou, então vou sair, vou pegar um helicóptero da fábrica, vou para lá e vou ver se o jogo com ele. Inauguração, o primeiro jogo. Fizemos o estádio de 13.000 lugares em 7 meses. Levaria 3 anos em alvenaria. Qual é a outra vantagem? Por que que o Red Bull fez isso? Olha que interessante, porque ele tem um estádio lá, não sei quem entende futebol vai conhecer, chama Nabia Bichedi, que é o estádio da cidade de Bragança
Paulista. Ele vai ser vai ser reformado inteiro, vai virar tipo um Aliance Park da vida. Isso leva anos. Onde o Red Bull ia jogar, precisava de um estádio temporário. Esse estádio temporário vai durar uns 3 anos, 2, 3 anos. E quando acabar, se fosse em alvenaria, que que faz com esse estádio? Derruba. Derruba. Que que faz com o nosso? Desmonta. Porque tudo é reaproveitável. Aí virar escola doando pra prefeitura, vai virar UPA, centro médico, todo o material de Steel Frame que está nas arquibancadas todas, que tá no estádio todo, é reutilizável. Cara, assim, é loucura
como é como é como é sensacional tudo isso, entendeu? Então, é outro planeta, é outro momento de de mercado para você. Por isso que eu tô tão entusiasmado com essa história. Eu só queria ter 20 anos mesmo para poder aproveitar um pouco mais. Eu brinquei que eu vou ganhar em cinco ou seis nesses próximos 4 5 anos mais do que eu ganhei em 30, 40 anos na publicidade, nos negócios que eu tô envolvido. Se eu soubesse, teria saído antes. É, e isso se conecta com algo que você falou que é a força da sua experiência,
porque você é capaz também de ver esses oceanos azuis e se antecipar e ser tão certeiro e em 5 anos fazer o que você fazer mais você fez em em 50, talvez, dado essa experiência que criou, né, uma uma competência. mundo hoje mundo mais veloz, o mundo, né, mais com a história da, né, da da internet, da inteligência artificial, tudo tá acontecendo. É uma loucura. Eu também tô investido em negócio de data center, que é uma fábrica de data centers modulares. Então, é é olhar pras coisas como se eu fosse um principiante, começando a carreira,
né? Minha mulher falou assim para mim ainda bem, porque assim, pelo menos você sai de casa, o nosso casamento dura mais, né, para você ficar em casa. Só que ela trabalha mais que eu, maluca, do jeito que ela tá com a carreira dela. Mas é muito gostoso. Você tá produzindo, você tá olhando pros desafios. O Brasil é hostil a nós empresários, né? Infelizmente, por enquanto, se nós formos inteligentes e conseguirmos, e pior que nós não somos nós que elegemos, mas conseguirmos tirar, né, a esquerda do poder e voltar a entrar um presidente que também não
seja maluco da extrema direita como nós tínhamos antes, mas que alguém equilibrado, que coloque o Brasil para jogar o jogo do primeiro mundo de forma muito mais eh nós nós temos um potencial tão gigantesco que nunca se realiza. O Brasil sempre é o país do futuro, né? Porque não tem líderes que tenham a visão de colocar o Brasil no patamar que ele precisa tá, com toda a riqueza que tem, com a criatividade dos nossos empresários. Porque se botar um empresário europeu, americano para trabalhar no Brasil, nesse ambiente hostil que nós temos, com essas cargas de
impostos que nós temos, do jeito que o jogo é jogado aqui, né? E não tem menor condição de sobreviver. Muito difícil. Nós somos muito criativos como empresários. Agora eles têm o maluco deles lá nos Estados Unidos para atrapalhar. Ele vai quebrar o país se ele continuar fazendo o que ele tá fazendo, na minha visão. Mas eh o mercado americano é muito mais forte que ele, então acho que ele vai sucumbir já. Tá voltando atrás um pouco. É um cara totalmente irresponsável, na minha visão, despreparado na minha visão também. É só olhar os debates que ele
fazia na na na é tão é tão surreal, né, elegerem um cara como Donald Trump, presidente, da maior potência da história da humanidade, que a gente fica aqui meio até meio inseguro de como esse para onde esse mundo vai quando tem gente deste nível liderando o planeta. É uma coisa inacreditável, né? Como nós temos, infelizmente, no nosso país também, gente de um nível duvidoso liderando o nosso país dentro do Congresso, onde você quiser. Tem exceções, tem gente boa, só que não tem acesso. A gente boa, a gente agora 26 é a grande oportunidade, nós vamos
perder mais uma década se nós não conseguirmos mudar isso. E temos alguns nomes interessantes, tipo Caiado, Tarcísio, tem alguns nomes bacanas que podem tomar conta desse país e ajudar o nossos nossos, né, os grandes empregadores desse país, que é o maior projeto social do Brasil, é empresário que faz, não é o governo. O governo muito faz se não atrapalhasse, né? Mais Brasil, menos Brasília, tudo que nós sonhamos, né? Legal, Roberto. Agora, eh, trazendo uma uma pergunta aqui que vou investigar toda a sua experiência empresarial, responde pra gente na tua visão, o que que é a
coisa mais importante ou as coisas mais importantes de uma empresa? Cara, uma empresa eh ela tem que ter uma visão muito clara daquilo que ela pretende, né? você me falou lá atrás, se nós estamos conversando e eu se posso me antecipar, eh, porque acho que a resposta vai ter a ver com aquilo que você me falou, né? Então, o Marcos falou para mim, Roberto, na tua visão, o que que é cultura empresarial, né? Então me antecipei que talvez você fosse me perguntar, a cultura é uma coisa que nós temos que semear o tempo todo, porque
a cultura ela define os valores, ela define a missão, ela define a estratégia, ela define a visão da empresa, a como ela se comporta. E o muito importante é a empresa deixar claro a sua cultura, eh, não apenas pro mercado, mas principalmente paraos seus colaboradores. A coisa mais importante que tem numa empresa é o time que você vai montar, são as pessoas. Você não faria sucesso com esse teu empreendimento se nesse palco você colocasse gente que não tem a qualidade, que você sabe que tem? Eu nem ouvi aqui o rapaz tava falando, mas pelo que
eu vi ali atrás tava falando coisas interessantes que ajudam as pessoas, né, a melhorarem como seres humanos e como empresários e traz experiências, troca de experiência. Então, gente, em primeiro lugar, né? Então, a cultura empresarial ela precisa valorizar as pessoas, a gente precisa aprender a dividir a riqueza. Quem produz a riqueza, eu sou muito agressivo como empresário em termos de exigir resultado. Eu sou quase insuportável. O Daniel, meu sócio, é a mesma coisa. Nós somos dois demônios, mas que tratamos as pessoas com respeito. Mas é insuportável a nossa carga de exigência. Você é um cara
assim. Se você olha os detalhes, né, e Deus tá nos detalhes, tudo que a gente faz é o tempo todo exigir essas pessoas o melhor que eles têm e gozado. Eles não fazem por cara grande profissional, mas ele não, escuta, você já viu aquilo ali? Não, não vi ainda. Como não vi ainda? Comigo não tem não vi ainda. É na hora. Tudo eu vou atrás e tudo eu não deixo passar. Então a cultura da empresa é a empresa fazedora, a empresa entrega. Nunca prometa o que você não pode cumprir e nunca deixe de cumprir o
que você prometeu. Isso vai criar institucionalmente a imagem do seu negócio, né? Então eu sempre me preocupo. Eu tenho hoje lá, sei lá, quase 300 e poucos funcionários lá na Ste Corp. Nesse momento tá na frente de um cliente, um deles falando. E o que que ele tá falando, né? Ele só tá falando aquilo que eu preparei ele para falar. A nossa empresa preparou ele para falar. A nossa a nossa cultura mostrou para ele que ele não deve mentir, que ele deve assumir seus erros, que ele deve eh entregar pro cliente aquilo que o cliente
precisa e não bajular o cliente, não falar o que o cliente quer ouvir, falar o que o cliente precisa ouvir. Então assim, a forma de conduzir o negócio tá muito embasada e muito baseada nessa cultura que você cria dentro da organização, que tem que permear por todos, por todas as pessoas. Então, o que a gente tentou fazer, uma empresa muito nova, eu sou uma startup, nós acabamos de trocar um monte de gente. Eu não tenho dó nenhuma de tirar o funcionário porque eu tô eu sou fiel a uma marca, a um logotipo, a uma empresa,
a um projeto que é de todos. Então, saber dividir essa riqueza é um caminho importante. Então, a gente tem planos agressivos de bônus, planos agressivos de participação no evento de liquidez um dia para algumas pessoas que ajudaram a levar a empresa até lá. Então, o cara pode não ser sócio, mas ele vai ser sócio na na hora que eu vender a empresa. Eu vou dar para ele um pedaço disso e deixar ele rico. É super legal, porque ele me deixou também. Então assim, é a visão do empresário que tem essa, consegue enxergar e consegue dar
valor às pessoas que ajudaram a construir aquele projeto e fazer aquele projeto ter sucesso. Poucos empresários são assim, são muito gananciosos, tudo para eles, dane-se o outro. Não é assim que funciona. Agora, nível de exigência, essa não abro mão. Se o cara andar, o cara pode errar uma, duas vezes, OK, não tem problema. Na terceira voou, não tem como, porque não, a gente não tem tempo para perder. A gente tem que ser muito, muito, vocês brincam que às vezes parece que eu tô no aprendiz demitindo gente, mas não é. E aquilo que vocês viam no
aprendiz é um exagerado de um empresário, a necessidade do programa fazer um cara implacável, porque aquilo que o povo gostava de ver, né, o povo é meio sádico, né? Gosta de ver o outro sofrendo, né? Não tô lá na reunião, quem tá sofrendo é ele, né? Eh, e obviamente que eu não dirijo minhas empresas assim, porque eu já ganhei várias vezes prêmio de melhor empresa para trabalhar, que é um ambiente que a gente cria para as pessoas, a forma que a gente cuida das pessoas. Agora, exigência é régua lá em cima, sem dar um desconto,
todo mundo dando o máximo de si. Não quer, não quer, vai para outro lugar, vai fazer outra coisa. Quer dar o máximo de si, eu vou te dar o retorno. Pode ter certeza que vai ser reconhecido e você vai se dar muito bem. Mas nada menos do que o máximo. E uma coisa interessante até sobre exigência, anos atrás a gente tava junto lá no no aprendiz e um dia eu lembro que a gente tava conversando, seu pai foi meu conselheiro. Exatamente. Um dia a gente tava conversando e você comentou algo no seguinte sentido. Tem esses
rankings dos líderes mais admirados do Brasil pelos jovens e várias vezes você figurou entre os três, os cinco e você comentou algo tipo assim: "Como eu figuro como um líder admirado? Se a impressão que as pessoas têm de mim é de um cara exigente, duro e que demite? É porque as pessoas querem líderes que desafiam elas. As pessoas querem líderes que tirem elas da da zona de conforto. Acho que a pior coisa que uma pessoa pode ter é um líder bonzinho que só passa a mão na cabeça, porque o que não desafia não transforma. E
eu lembro que você comentou aquilo e e marcou a minha liderança até. Eu falei: "Cara, poxa, é isso. As pessoas tem como um dos líderes mais admir admirados o Roberto, porque ele é exigente, né? E o talento, o cara que é acomodado não, ele quer o líder frouxo, mas o cara quer talento quer crescer. Eu acho que todo mundo admira, né, a determinação. Porém, eu aprendi uma coisa com a idade, voltando àquilo que o rapaz tinha me perguntado. Eu quando era mais jovem eu era intragável, insuportável, que é por isso que eu caseia quatro vezes.
Nem as mulher me aguentava. Você vai ganhando. Quinta vez tô casado. Aliás, casei segunda vez com a mesma mulher agora. Então, idiota completo, né? Mas brincadeiras. Mas agora encerrou, né, Roberto? Encerrou agora. Não tá louco. Cas segunda vez com a mesa da mulher chega, tem mais nem idade para pensar em outra coisa. Fora que ela é maravilhosa, eu não vou achar coisa melhor não. E aí o seguinte, eh, eu aprendi com o tempo que ser exigente não significa ser intragável. Existe uma diferença grande entre forma e conteúdo. A forma é uma coisa, o conteúdo que
eu vou dizer pode ser passado de diversas formas. Eu passava goela abaixo, a minha nível de paciência, meu pavio era zero. Então assim, deu certo, porque realmente eu sempre fui muito realizador, tal, mas podia ter sido muito mais gostoso. Você pode dizer a mesma coisa. Vou dar um exemplo. O cara entrava na minha sala para me mostrar um trabalho. Se eu pegasse aquele trabalho, jogasse no chão, falei: "Isso aqui é um lixo? Nunca vi coisa pior". Essa é uma forma de dizer. Esse cara vai sair da sala, fala: "Isso é um babaca, não respeita, porque
respeito você não impõe, você conquista". O posso dizer a mesma coisa dizendo pro cara: "Cara, não tá legal, vai lá, você é capaz de fazer melhor que isso. Volta, faça, vem me trazer esse trabalho, depois eu quero ver melhor." E se a segunda vez ele não fizer bem, também não vou jogar no chão. Mas na época era assim, era de jogar no chão. Falei: "Então para, isso é porcaria, não sei quê". Então assim, é muito interessante que a maturidade te traz uma forma de fazer as mesmas coisas de jeito diferente, né? Então, eh, a forma
e o conteúdo são fundamentais para nós líderes, para nós empresários. Como dizer com firmeza? Como dizer com argumentos sólidos para você ter razão, você tem que ter bons argumentos, mas como dizer de forma que a pessoa absorva aquilo. Vai gritar com a tua mulher para você ver. Acabou, acabou, não tá ouvindo mais. vai dizer, porque mulher é um bicho difícil de entender, né? Não tem muita lógica, né? As mulheres, elas são maravilhosas, mas lógica não tem. A compreensão delas é diferente da nossa, né? Nós somos eh nós somos e e eh eh a mulher é
é diferente da gente. A gente a gente tem uma limitação. A gente gosta de um tema por vez, elas lidam com 200 temas ao mesmo tempo, né? Eh, agora vai gritar, levanta a voz, acabou, acabou a razão. Acabou. Você pode ter razão no que você vai dizer, mas você gritou, faltou o respeito, acabou. Então eu sempre falo isso, forma e conteúdo são são eh um patrimônio para quem sabe lidar com isso. Muito bom. E e acredito que estando na busca por conhecimento, por sabedoria, como eles estão fazendo, acelera a maturidade com menos tempo, né? Então
talvez lapidar a nossa forma de liderar, ao invés de precisar de 50 anos, talvez em 5 anos, já chegar num nível que eu precisaria de 10, 20 anos. Acho que isso é um é um pouco do poder da experiência e da busca pelo conhecimento. Mas bom, abrir oportunidade para essa galera aqui agora. O Roberto vai escolher alguém para trazer uma pergunta aí. Pode agora mulher, né? Porque homens já perguntaram já que eu falei delas. Qual? Qual aqui então, Roberto? Sinaliza aí. Ela levantou a mão primeiro aqui. Obrigada. Boa tarde, Roberto. Me chamo Cláudia. É um
prazer tá tendo a oportunidade de fazer uma pergunta para você. Eh, parabéns pelos 70 anos. Que Deus abençoe a sua vida com muita saúde. Eh, a minha pergunta é sobre 70 com carinho e corpinho de 50, né, gente? Uma salva de paus para Roberto Jes. Depois nós vamos perguntar para ele se ele dorme no formalló, o que que ele faz, que eu quero chegar no 70 assim também todo galã. São muitas coisas pra gente modelar, né? as filhas são incríveis, recando com a mesma esposa e é e como empresário também muitas coisas importantes pra gente
modelar. A minha pergunta é sobre resiliência e mentalidade. Eh, o que dentro de todos esses anos que você tem de experiência, você poderia passar para nós eh daquele momento que foi muito ruim, que deu tudo errado? Eh, o primeiro pensamento que você teve, essa é uma curiosidade que eu tenho, eh, sabe, deu ruim agora. Você acabou de receber a notícia, o primeiro pensamento, qual é? E aí, qual é a tomada de decisão que você tem na sequência disso daí para reverter? Obrigado pela pergunta. Vou te dar um exemplo prático que fica melhor do que teoria,
tá? Eh, lá atrás eu eu tinha uma uma conta de publicidade de um empresário agressivo para caramba, que era conta do Mapping. Mpping era do Ricardo Mansur, lembra? Quebrou depois. Ele tinha mapping Mesbl e e eu tinha uma eu tinha uma eu tinha era uma das maiores contas da empresa. Minha empresa não era tão gigante ainda. Nós estamos falando lá lá atrás. E esse cara resolveu fazer uma concorrência no meio do nada. uma concorrência, já tava com a conta e o cara resolveu fazer uma concorrência. E os nossos nossos eh concorrentes não eram eh talvez
não tinham o mesmo pensamento que eu em termos de preservar receita e foram oferecer serviços muito baratos pro cara. Na publicidade você ganha de duas formas principais na época, hoje mudou totalmente o mercado, você ganhava uma comissão sobre a veiculação do cara. Então, se ele botar lá 100 milhões na televisão, 20 milhões vinha para nós, 80 ia pro veículo, nissão. E você tinha uma coisa que era meio que um plano de milhagem dos veículos chamado bonificação de volume, que dependendo do que você punha naquele veículo, ele te dava um extra. As empresas se contentavam muitas
vezes de viver com essa bonificação e abriam mão da comissão e devolviam pro cliente, coisa que é ilegal. Quando eu fui falar com ele, ele falou: "Não, tô muito satisfeito com o trabalho de vocês, mas veja bem, olha, uma agência, eu não vou citar nomes aqui, mas uma agência que era principal do mercado, uma das mais criativas da época. Ó, ele trabalha para mim sem a comissão." Falei: "Cara, algum lugar ele vai ganhar de você, em algum lugar ele vai tirar esse dinheiro. Mas se ele trabalha assim, fazer o quê?" Resumo da ópera, perdi o
negócio. Representava 35, quase 40% do faturamento da empresa. Você imagina um empresário jovem com a sua agência lá perdendo 40% do faturamento naquele dia. Aí meu sócio saiu, desceu o enervador, começou a sair uma lágrima do olho dele na época. Falou: "Meu Deus do céu, tem que demitir metade das pessoas, tal". E eu lembro na época que um amigo meu tinha me ligado um tempo atrás falado, "Roberto, você não quer conhecer o pessoal da Casa Bahia? que era o maior anunciante da América Latina na época. E eu disse a ele não vou conhecer porque eu
tenho mapping e eu não acho e na publicidade você não pode ter conta conflitante. Falei: "Eu não vou conhecer porque eu não acho justo." mas ele não vai saber que você apresentou, não interessa, eu vou saber. Então a minha forma de atuar, não vou. e não fui. E os caras tinham uma tal de house agent que era uma não quero me alongar muito, essa história muito longa, mas eles tinham uma agência própria. Eles não tinham agência de mercado, eles mesmos faziam sua própria publicidade, o que é a mesma coisa que o médico ser dono do
hospital. Enfim, cada um tem que fazer o que sabe fazer, não interessa. Eu sou super contra o anunciante ter sua própria agência, nunca vai conseguir ser a mesma criatividade e tal. Aí o cara, eu desço da reunião com o cara onde eu perdi a conta naquele dia sem nem avisar pro meu escritório. Fomos tomar um café ali no lado no perto do do escritório do cara na Faria Lima lá. Eu olhei para meus sócios e falei: "Nós vamos atrás da Casa do Bahia". Falou: "Pô, mas isso aí, isso aí demora isso aí." Pô, você não
lembra que uns alguns meses atrás o cara me ligou, liguei pro cara na hora. Falei: "Cara, tá de pé que você não esnobou não? Você não falou que você já tem conta?" Falei: "Já, mas acabei de perder". Você me põe na frente dos caras? Não, não durou 15 dias eu tava na frente dos caras. Não levou 60 dias conquistei a maior conta da história da publicidade brasileira. Nunca teve uma única agência com uma conta desse tamanho. Então o que que eu dá esse exemplo? Não é baixar a cabeça, chorar e ficar chorando sobre leite derramado.
Não tem o que fazer. Os caras foram desleais, levaram, tiraram o nosso negócio. A gente olhou para outra coisa. Agora eu sempre tive mais sorte que juízo, como diz um grande amigo meu, tive muita sorte ainda está disponível aquele negócio. Os caras ainda não tinham definido uma outra empresa e a gente acabou fazendo negócio com eles. Eu fiquei 23 anos com a conta da Bahia até o dia que eu vendi o negócio. Hoje em dia não tá mais lá na empresa, mas ficou comigo durante 23 anos e eu posso e fomos líderes de mercado grande.
Graças muitas vezes a eles chegaram a investir R 1 bilhão deais em publicidade no ano mais top que nós tivemos com eles. Então é um negócio muito dinheiro que poucas empresas investiam na época, Unilever, grandes multinacionais investiam com quatro, cinco agências, não uma única só. Então foi a maior conta numa única agência da história da propaganda brasileira, motivada e nascida de um revés que a gente viveu naquele momento. Então o que que eu sugiro sempre? Não vamos perder tempo. Não adianta ficar chorando. Olha pra frente. Sempre vai ter alguma coisa melhor para você se você
tiver essa esse ânimo de encarar um novo e encarar o desafio outra vez sem nunca desanimar. É isso. Uau! Obrigada, Roberto. Reforça muito o nosso sentimento de que se algo ruim aconteceu, é para limpar o que tava ruim e abrir caminho pro novo e pro melhor. Vou te falar uma frase importante. Eu aprendi isso 2 anos e meio. Até me arrepia. Eu tive um câncer 2 anos e meio atrás. Eu todo mundo sabe, maioria das pessoas sabem. E é um câncer maldito que não podia ter tido. Por quê? Porque o meu foi na bexiga. Aí
eu liguei pro Dr. Maluf, que para mim eu moro oncologista do Brasil, talvez maiores do mundo. Falei: "Maluf, eu já li em toda a literatura do mundo que 80% do cano de bichiga é para quem fuma. Nunca fumei um cigarro na minha vida. Nunca tomei, gente, eu nunca tomei uma gota de álcool, tá? Nem cerveja, nunca. Não é errado. Quem quer tomar toma, mas é um problema sério. O álcool é um inimigo grande do corpo. E assim, sempre fui car, só tomo água, não tomo refrigerante, sabe? Isso ajuda. Só que não é justo um cara
que cuidou desse jeito. Toa que tá com 70 no corpinho em casa de 50. Mas não era justo porque se 80% falou Roberto, mas 80 não é 100, concorda? Tá os outros 20 por motivo genético, por outros motivos. Pode acontecer, aconteceu com você. Então é o seguinte, por que que você curou? Porque teu corpo não é um corpo sedentário. Porque você não tá acima do peso? Porque você nunca fumou? Porque você nunca bebeu. Aí teu corpo ajudou a curar. Eu só tô 2 anos e meio, não posso me vanglorear ainda. Ó o ateu batendo na
madeira. Eu eu não posso me vanglorear porque são 5 anos para cura total, mas o mais agressivo a metástase sempre vem nos primeiros dois anos, né? Se é para vir de novo, já teria vindo em algum lugar aparecido. Fiz um ano de imunoterapia, fiz um pouquinho de químico, perdi o cabelo, para minha vaidade foi uma merda, mas tá tudo certo. E aí a frase é a seguinte, quando a gente pensa em coisa ruim, quando você tem saúde, você tem um monte de problemas. Concorda? Um problema na casa, problema com filho, problema com amigo, problema no
negócio, problema em tudo. Quando você tem doença, você só tem um problema. Então isso é a coisa mais importante da vida, é a saúde. O resto, perder conta, perder negócio, perder dinheiro. Dane-se. Você busca. A saúde é o maior patrimônio da sua vida e é o único que você tem que preservar demais. O resto você resolve. Isso aí. Obrigado. Galera, eu vou pedir para todo mundo ficar em pé pra gente dar uma salva de palmas final em pé aqui pro Roberto e fazer uma foto. Que pena. Tava tão bom. Eu quero só também parabenizar o
grupo Aelador. Obrigado, né? Esse cara é fera, um jovem que consegue fazer atrair tanta gente, fazer uma sede como essa, porque investe no seu negócio, investe na qualidade das pessoas que tem aqui. Eu aceito poucos convites para fazer esse tipo de coisa, apesar de que até por falta de tempo, porque eu gosto de fazer isso, né? Não sei se ajudou ou não ajudou. Espero ter passado algumas informações importantes. Podíamos ter ficado aqui o dia inteiro. Garanto que repertório para isso eu construí na vida. Mas eh deixar aqui para vocês, então, primeiro agradecimento ao grupo Acelerador.
Eh, dizer para vocês que eu admiro empresários que tomam seu tempo do seu negócio para se alimentar de informação. O maior patrimônio que eu construí na minha vida foi a minha mente, foi as minhas informações que eu adquiri, foi a minha curiosidade em aprender para construir esse repertório que me ajuda todo dia em todas as decisões que eu tomo. É o nosso maior aliado. Se o Alzheimer não vai vir para mim, acho que não, porque eu uso a mente bastante, eu vou morrer com esse com isso, porque foi o maior patrimônio que eu construí e
me ajuda demais nos meus negócios. Porque o jovem brasileiro, infelizmente eu falo isso, não é curioso o suficiente. Fica aquela monotema, não tem visão. Você pergunta pro povo uma capital do mundo, pergunta para ele quem é o primeiro ministro da Inglaterra, pergunta qualquer coisa. Se eu fizer pergunta aqui, vocês também vão se ferrar um pouquinho, tenho certeza. Eu não vou fazer esse teste, mas pensem como é importante a gente se interessar por múltiplos assuntos pra gente abrir nossa mente para tudo. Eu posso sentar na frente de um presidente da República, de quem quiser, que eu
vou ter repertório para poder falar de igual para igual com a pessoa, com grande economista, com com grande músico, com quem você quiser. Não que eu seja o cara mais inteligente do mundo, não sou, mas eu sou talvez um dos mais interessados do mundo e fico absorvendo essa informação que depois vai ser meu grande aliado nas coisas que eu faço. Essa é a mensagem que eu quero deixar e parabenizar você pelo teu trabalho. Muito obrigado, Roberto, por ter disposto do tempo da sua agenda. Obrigado. Obrigado, pessoal. Vamos, vamos fazer uma foto aqui com o nosso
fotógrafo. Galera, todo mundo olhando pra foto aqui. Vamos lá, todo mundo. Sorrisão. Digam lucro. Lucro. Porque quando tem lucro o empresário sorri mais, não é, Roberto? Não, mas esse é o objetivo final de todo mundo. É isso aí. Obrigado, irmão. Gente, muito obrigado. Um grande dia para você.