Olá tudo bem eu sou o Vitor Delboni bem-vindos a mais uma palestra do ciclo arte educação hoje a Valéria Alencar fala sobre mediação cultural [Música] Olá eu sou a Valéria Peixoto de Alencar eu tô aqui para conversar com vocês sobre mediação cultural eu tenho formação em História bacharelado licenciatura lá nos idosos dos anos 90 também tem o mestrado e doutorado em artes Especialmente na área de arte educação e educação e museus que é um assunto que eu pesquiso trabalho converso isso me levou as minhas pesquisas imediação cultural e é sobre isso que a gente vai
conversar hoje em três momentos eu pensei nessa conversa dividido em três partes primeiro o próprio conceito de mediação Afinal o que que é isso né Depois a gente vai conversar a educação como mediação cultural e depois Mais especificamente mediação cultural e instituições museus né que que tem acontecido Quais são as práticas possíveis e é sobre isso agora para começar conversar sobre mediação eu vou contar uma história aqui eu sou professora trabalhei trabalho né trabalhei bastante com formação de professores e uma vez eu dando aula numa turma de pedagogia eu tinha uma aluna surda e tinha
uma intérprete E aí eu tava falando sobre mediação E eu perguntei para essa intérprete de libras qual era o sinal para mediação ai gente não lembro muito bem se era uma coisa meio assim mas era um sinal para ideia de ponte mediação como ponte Guarda essa história que daqui a pouco eu volto nela a palavra o conceito de mediação ele vem da área do direito né começa aquela história de do da conciliação né e da mediação é dali que ela vem ela também entrou no mundo das escolas principalmente com aquela função do mediador de conflitos
um professor um educador um psicólogo enfim que trabalha na escola no espaço escolar como mediador de conflitos Então vamos pegar daí dessa ideia de ponte né Essa mediação que liga vamos pensar né um conteúdo um assunto liga dois duas partes né então no caso da educação liga um assunto ao público ou ao aluno estudante né Essa Ideia de ponte e essa ideia de ligação de apaziguamento né porque esse mediação venda era do direito da mediação de conflitos então da ideia de apaziguar Mas será que é isso mediação na área de educação então agora a gente
vai para o nosso segundo tópico aqui então se a gente vai falar de educação como mediação cultural vamos ter que repensar a própria de educação e aí eu retomo aquela ideia do apaziguamento se a gente for lembrar da gente na escola Quem é mais velho a gente tem a figura de um professor de uma professora a gente tem um conteúdo e o que ela faz é facilitar né pensar mediação como facilitadora né então ela faz uma facilitação do conteúdo escolar do conteúdo que tá um livro didático para os alunos para as alunas é isso que
seria o professor a professora historicamente falando quando a gente traz para o pensamento contemporâneo contemporâneo eu falo desde Paulo Freire para cá educar é mais do que isso né Paula Freire Inclusive tem aquela crítica a educação bancária o aluno como um depositário de conteúdos né então a gente tem que questionar esse modelo de educação hoje em dia educação ela é pensada por muitos outros caminhos que não só a figura do educador do educador tem que facilita o acesso então a gente pode pegar a ideia da ponte e implodir essa ponte né Vamos pegar assim é
muito mais do que de um lado da ponte tá o conteúdo e do outro quem tá aprendendo e a mediação seria essa ponte é muito mais do que isso vou voltar para aquela história que eu contei da minha aluna que era surda intérprete com o sinal de mediação como ponte quando ela me explicou que o sinal era aquele aquilo não tava me satisfazendo no sentido de que aquela aluna que tinha uma deficiência né que era surda ela não ia conseguir compreender o que eu tava explicando sobre mediação como o restante da sala porque eu tava
trazendo muito mais do que a ideia de ponte Né tava problematizando a própria educação como uma mesmo que seja uma via de Mão Dupla essa ponte né o aluno pergunta e me responde né É mais do que isso mediação aí eu fiquei lá pensando pensando eu virei chamei a sala inteira e falei assim não a gente vai fazer uma rotatória então eu trouxe um pouco a ideia da Professora Miriam Celeste Martins que vai aparecer o nome dela aqui é ela fala sobre a mediação para além da ideia de ponte não é estar entre dois entre
o conteúdo e o aluno por exemplo é estar entre muitos e quem são esses muitos né que Muitos são esses que envolvem a mediação é o conteúdo é o conteúdo é o aluno e o aluno também mas também é a expectativa do mediador da mediadora é aonde esse conteúdo tá sendo veiculada numa lousa é no museu é é na TV é aqui onde que que é isso né que onde que tá esse espaço que espaço é esse que espaço de cultura é esse já que a gente tá falando de mediação cultural né as ansiedades porque
o professor a professor mediadora mediadora tem suas ansiedades suas expectativas os educandos também a gente tem a expectativa da instituição cultural sobre aquele assunto todo e tudo que tá em volta então a mediar o a ideia o senso comum que se tem sobre determinado assunto né Então tudo isso em tá envolvido na mediação aí eu criei com a sala uma rotatória todo para que aquela aluna surda entendesse que eu tava falando que era muito além de ponte né então é nessa rotatória a minha a figura do mediador da mediadora tava presente na rotatória mas não
ligandos vários lugares mas fazendo como um guarda de trânsito sabe tentando falar quem passa agora mediando a situação mediando todo aquele contexto para proporcionar um processo é efetivo de ensino e aprendizagem Então nesse sentido a gente retoma aquela ideia de apaziguamento tá vou fazer uma experiência aqui pensem aí no museu Agora imagina visualiza uma obra de arte Depois você conta aqui no comentário nos comentários o que que foi que você imaginou como Museu e como obra de arte que eu quero ver agora vamos ver esta obra de arte aqui essa obra essa pintura é de
uma artista Cubana Harmonia rosalis ela mexe com a gente no sentido de entender da onde que vem os cânones da história da arte Quem que tá dentro dele quem que não tá a gente pode pensar o que é que você imaginou como obra de arte antes de ver essa obra da harmonia Rosália quando a gente fala imediação cultural isso também entra existe uma história da arte hegemônica daquilo que as pessoas acham o que é arte e existe uma outra provocação o que que deveria ser ou por que que tal coisa tal objeto tal obra não
é uma obra de arte ou não tá nos livros da história da arte e quando a gente pensa em educação como mediação cultural tudo isso tá envolvido porque eu eu posso tá vamos pensar primeiro aqui no ambiente escolar né que a gente estava falando de educação como mediação cultural eu posso pensar no ambiente escolar num conteúdo que tá no livro didático alguém pensou naquele livro alguém propôs aquele conteúdo porque aquele não outro tem uma decisão tomada aí que envolve relações de poder se a gente vai pensar em mediação cultural a gente tem que pensar na
própria ideia de Cultura porque que nossa sociedade ainda ele te diz a cultura existe a cultura erudita cultura popular porque que julgamento de valor é esse cultura é cultura né existe a o nosso gosto ele não é a gente não nasce achando uma coisa bonita ou feia ou achando que isso é melhor ou pior o nosso rosto é construído né quando a gente vive na família quando a gente vive na igreja ou nos grupos sociais que a gente frequenta o nosso gosto vai sendo construído E isso também entra nessa rotatória vamos dizer assim da mediação
cultural Então se a gente tem esse nosso gosto que é construído e que existem pesquisas muito rece a respeito de quem são por exemplo as mulheres na história da arte né se a gente pega autores muito clássicos mais antigos da história da arte a gente não vê artistas mulheres ali naqueles naquela bibliografia né E existe todo uma busca agora de entender e encontrar a história dessas artistas para dar um exemplo se a gente for para questão também da arte produzida por outros povos que não os povos europeus né E mesmo depois o norte Global né
os Estados Unidos a gente começa a resgatar outros aportes da cultura que vem sendo questionados e vem sendo revisitados certo então a gente tem essa questão para pensar a mediação não pode deixar isso de lado vou dar um exemplo aqui quando eu tava fazendo a minha pesquisa de doutorado uma boa parte dela foi feita no Museu Paulista Museu do Ipiranga aqui em São Paulo eu acompanhava visitas escolares e um dia eu tava acompanhando um grupo de umas crianças é ótimo né 13 14 anos adolescentes de adolescente de 13 14 anos eles estavam fazendo a visita
na exposição principal que tinha no museu naquela época isso foi ano de 2013 então foi antes até da reforma do museu mas essa exposição ainda tá lá porque ela é Tombada né então a gente passeando né o grupo o mediador que Tava acompanhando o grupo era um mediador que conversava bastante dialogava ele propunha ele questionava tudo chega um momento da visita em que o grupo sentava na escadaria conversar sobre o que estavam vendo enfim e aí na escadaria do museu tem uma faixa Central bem bem na altura Onde tá a escultura do Dom Pedro I
tem pinturas e esculturas trazendo a história do Bandeirante paulista então tem o ciclo do Ouro tendo criação de gado enfim tem algumas pinturas e aí tem uma pintura do Henrique Bernardelli especialmente que o título que é bem grande aparece embaixo assim para quem está visitando ali no museu aparece assim ciclo de caça ao índio Esse é o título E aí a gente conversar a gente não porque eu tava só observando né pesquisadora mas as crianças lá conversando com mediador e o professor da turma tal sobre o que eles estavam vendo e tal de repente um
menino agonia ele tava agoniado agoniado eu nunca vou esquecer isso gente ele levantou a mão e falou para tudo o que que é aquilo tá certo aqui no nome daquela pintura é ciclo de caça ao índio tudo errado ali né primeiro caçar pessoas a própria ideia de índio a palavra índio como uma palavra bastante complicada e a gente tá falando de uma visita em 2013 onde essa essa retomada da história esse Resgate dessa história já tinha já tava na sala de aula né E aí foi bem interessante porque quando esse menino ficou bem incomodado eles
nem estavam falando dessa pintura eles estavam sentado na escadaria observando tudo o mediador pegou esse assunto que o menino trouxe E aí ele contextualizou o ano que era aquela pintura porque que Cem Anos Atrás 100 anos para a gente agora mas 90 anos atrás né a pintura de da década de 20 né do século XX por que que naquele momento se dava esse título para uma pintura como essa e ninguém achava estranho para onde que aquela pintura foi encomendada para aquele espaço então assim tudo isso foi considerado na mediação para discutir não só para apaziguar
porque se fosse para paz igual ele podia falar assim não é esse é o título que foi dado e só só que não toda essa conversa levou a outra produção de saberes para além da história do Brasil ali que estava sendo exposta naquela exposição mas para entender porque que aquela obra estava naquele Museu naquele espaço e aí quando a gente pensa em educação como mediação cultural para além da do apaziguaro da ideia de ponte gosto muito de associar algumas palavras a mediação que é provocar articular refletir questionar acredito que essas palavras elas são muito mais
condizentes vamos dizer assim com a ideia de mediação cultural é dentro dessa área que a gente está conversando aqui que é a educação Bom agora vamos conversar finalmente sobre mediação cultural em instituições culturais e museus eu quero começar contando uma história também eu fiz uma parte Como falei para vocês né meu doutorado eu fiz uma parte aqui no Museu do Ipiranga e uma parte eu fiz na época em 2013/2014 eu fiz em Londres eu acompanhei visitas no museu de Londres e também no museu britânico algumas só que antes de eu começar a acompanhar visita eu
fui eu mesmo visitar sozinha sem acompanhar sem conversar com educativo e eu fui no museu britânico na sala do partido e eu tive um misto mix de sensações assim foi bem interessante primeiro porque a gente como falei né Eu Sou formada em História Então vê Aquele monte de mármore assim eu fiquei mais bacada depois eu comecei a ficar angustiada porque eu fiquei olhando todo aquele friso assim todo tá tudo lá no museu britânico e aí eu fiquei me questionando Gente o que que sobrou lá no parque o que que sobrou na Grécia ficou o quê
tá tudo aqui só sobrou o esqueletinho lá da do prédio né da edificação enfim e aí eu fiquei muito questionando isso e comecei também a pensar e é uma coisa que eu faço desde então quando eu entro numa exposição é pensar o que é que não está exposto Porque se alguém escolheu o que deveria ser mostrado também escolheu que não deveria então uma coisa para a gente começar a pensar isso também é entender o espaço expositivo como mediador tá eu queria falar que a gente está focando bastante na figura da pessoa do profissional da educação
né então o mediador e a mediadora mas dentro de um museu dentro de uma instituição cultural a gente tem muitos dispositivos de mediação a exposição em Sila já é uma mediação quando alguém cria uma exposição quando alguém monta essa exposição ela tem uma ideia ela tem um conceito ela tem algum objetivo e é selecionar obras e cria aquela visualidade Vamos colocar essa palavra bacana assim né da gente pensar a exposição uma exposição seja no museu seja no centro cultural ela tem um avisonidade que comunica uma ideia então ela já é uma mediação da ideia de
alguém com o público certo a gente também tem nas Exposições o que vários outros dispositivos a gente tem texto de parede tem as legendas das obras a gente tem muitas tem áudio guia Valdivia também é um dispositivo de mediação a gente tem a Como que fala panfleto catálogo tudo isso são dispositivos de mediação né que são o que informativos eu queria citar um outro autor aqui que vai aparecer aqui escrito também o Bernardo da paz ele fala sobre dois tipos duas abordagens para a gente pensar mediação em espaços culturais a primeira ela ele chama ele
denomina como abordagem diretiva que é isso você entra lá no museu tem um texto de parede ou às vezes tem até os aparatos eletrônicos hoje em dia né que você pode mexer e tal que te conta sobre aquele artista sobre aquele tema que está exposto ela tinha que te informa A legenda é uma informação o áudio guia quando tem né ele vai dando informações Isso é o que o da raça chama de mediação diretiva tem uma segunda abordagem de mediação que o Bernardo arras ele chama de construtivista e ele diz o seguinte abre aspas segundo
abordagem da mediação é construtivista por diversos meios interrogativos problemáticos práticos interativos ela contribui para o surgimento da construção de um ou vários processos interpretativos pelo destinatário da mediação assim a gente tem também dispositivos de mediação que colaboram com isso por exemplo quando em algumas instituições culturais você tem tablet ou mesmo às vezes junto da legenda da obra tem o QR Code que você pode apontar o celular e aí você consegue Pesquisar mais sobre aquilo né então esses dispositivos principalmente os aparatos eletrônicos assim eles trabalham nesse sentido de que você vá além daquilo que tá lá
você tem outra relação com aquela exposição com aquelas obras que só da recepção né recepção das imagens você pode dialogar de alguma forma mas para além dos dispositivos eu queria trazer agora de novo a figura do profissional da mediação né do educador do educador Então a gente tem na figura desse educador Educadora que trabalha com mediação é a construção é a provocação a articulação as relações toda a reflexão que se pode propor a partir do que daquilo que está exibido ali né Para Além de ser o guia né o mediador ele não é um guia
guia tem um ódio guia não que dar informações seja um problema a questão é quando a gente pensa em mediação cultural que horas que é essa informação ela é útil ela é importante e ela vai contribuir para uma experiência significativa e crítica né eu tô lidando com que pessoas eu tô lidando com crianças anos dentro de um museu Vamos pensar um museu biográfico por exemplo Museu Lasar Segall aí essas crianças de 6 anos estão ali e eu vou contar a história do Lasar Segal que ele veio para o Brasil nos anos no início do século
20 essas crianças nem sabem quando é o século 20 São coisas que não fazem sentido informação pela informação né então trazer a informação é importante mas refletir quando ela vai se importante quando que ela vai ampliar a camada de leitura daquela exposição quando que essa informação vai produzir ajudar né colaborar na produção de mais conhecimento sobre aquilo lembra da rotatória então o mediadora mediadora está nessa rotatória entendendo que todos os outros elementos ali da rotatória a obra de arte a instituição o público diversos públicos ele se movimentam nessa rotatória e esse mediador também ele se
movimenta e vai tentando fazer um diálogo entre tudo isso Lembrando que a gente está falando tá a obra de arte tá ali mas as pessoas envolvidas são pessoas né outras coisas interferem aí quem são essas pessoas vou dar contar uma outra pessoa cheia de contar causa né mas é porque é muito tempo trabalhando com mediação a gente tem muito causa para contar uma vez eu trabalhava numa exposição de aquarelas pensa Aquarela né bem tudo muito era tudo muito leve na exposição era uma obras do Michel falou e tinham inclusive ilustrações que ele fez né todos
muito muito singelas assim tudo muito poético e leve e aí a gente tava numa instituição cultural num bairro de classe alta em São Paulo e recebemos ônibus escolares de vários lugares e vinha a gente estava eu e duas colegas É eu era mediadora ali naquele momento esperando uma escola chegar a escola atrasou um pouco a gente tava lá esperando as outras escolas foram entrando e a gente lá esperando essa escola quando essa escola chegou era um ônibus né um ônibus que trouxe alunos adolescentes ensino médio segundo ano que veio da Periferia e a polícia parou
o ônibus sabe adolescentes saindo da escola Para uma excursão eles vão estar gritando no ônibus gente todo mundo aqui já foi adolescente sabe como é que é né motorista motorista olha a pista Acho que nem cantam mais isso hoje em dia mas enfim eles deviam estar causando a polícia parou e eles vinham de uma periferia bem distante zona sul assim bem extremo sul de São Paulo a gente sabe porque que a polícia parou né mesmo e eles também perceberam quando ele chegaram naquela instituição super ostensiva num bairro super eletista ele estavam muito nervosos e com
razão nunca tirei a razão desses meninos e eles estavam nervosos e questionadores E aí eu e minhas duas colegas assim a gente se olhou e falou como é que a gente mostra Aquarela bonitas para essas crianças que estão com sangue nos olhos aí a gente parou rapidamente assim né falando bom vamos fazer uma prática com eles porque isso também é assunto da mediação práticas que a gente consegue fazer no espaço expositivo a gente trouxe o assunto porque eles queriam falar Eles queriam falar que eles tinham sofrido racismo por parte da polícia que tinha parado o
ônibus só porque era da Periferia eles queriam falar aí a gente juntou né Cada uma pegou um grupo pequeno porque era uma turma de 45 cada uma pegou 15 assim mais ou menos e como exposição falava tinha uma parte da exposição que falava de ilustração ilustração de livros livros de poesia e tal a gente pediu para que eles criassem ilustrações a gente tinha um material para fazer isso né no museu que a gente tinha esse tinha os recursos né então a gente tinha um material para eles fazerem desenho e tal então a gente pediu que
o grupo é criasse a história do que eles quisessem obviamente que eles acabaram contando o trajeto né mas eles podiam criar qualquer história e ilustrar Só que essa história como a ilustração era da exposição né as obras da exposição falavam de ilustração de livros de poesia a gente sugeriu que eles criassem poesia a partir do que eles tinham experienciado e que essa ilustração dialogasse com essa poesia que eles criaram assim teve vários tipos de escrita né Não só poética mas a gente chegou numa parte de um assunto da exposição que é a ilustração sem virar
para eles sem apaziguar sem virar e falar assim ai vocês passaram por isso que pena agora esquece isso e vamos ver essas aquarelas aqui muito bonitas não a gente trouxe esse assunto trouxe o assunto da exposição trouxe o nervosismo que eles estavam trouxe a nossa insegurança porque a gente comodiador ali naquele momento ficou insegura também de como lidar com isso a gente trouxe a instituição a gente trouxe tudo jogando ali e eles criaram eles criaram histórias eles criaram música eles criaram poesia e eles criaram ilustração Depois disso tudo a gente conseguiu passar parte da exposição
com eles para eles perceberem que o trabalho daquele artista apesar de ser outra temática conversava com um trabalho que eles tinham feito né Isso foi muito rico no processo de um aprendizado significativa naquele espaço com aquelas pessoas que tinham sofrido uma violência antes né então acho que isso é uma história que fala muito sobre pensar as ações de mediação e espaços de Cultura bom Enfim acho que rapidamente brevemente conseguir trazer um pouco dessa ideia de mediação cultural pensar na mediação cultural relacionada à educação seja educação escolar mas principalmente que é o foco aqui né pensar
na mediação cultural em instituições culturais e museus para além da ideia de ponte e de apaziguamento tem um outro autor também que eu vou trazer aqui que eu gosto bastante que é o Jacques ancier que ele fala sobre dispenso criar discenso né então a gente pode estar diante de uma obra de arte dentro de um museu e todo mundo vamos pegar um imagina uma obra de arte que você gosta muito eu não quero nem colocar aqui porque eu quero que você imagina Pense numa obra de arte que você gosta muito a gente pode chegar numa
exposição essa obra tá lá e você e todo mundo concordar que ela é uma obra de arte significativa que ela é bonita que ela é interessante que o artista o artista também é bastante importante para a história a gente pode concordar com tudo isso aí de repente alguém levanta um questionamento mas por quê ou é mesmo ou porque é se não aquela esse discenso não é uma Esse discenso é uma provocação que ela não é só para causar vamos dizer assim mas é para de repente você olhar de novo para aquela obra olhar com outro
olhar olhar mais uma vez que outras experiências você se permite ter né outras experiências estéticas você se permite ter com aquela obra que você já conhece que você sempre gostou enfim esse discenso que faz a gente olhar de novo né uma outra ação da mediação é isso ah já vi essa pintura não olha direito é isso mesmo Você viu Você tem certeza né então esse olhar novamente parar para olhar teu tempo ter um pensamento reflexivo sobre isso tudo isso são práticas que a gente acha bem importante trabalhar quando faz mediação cultural seja na escola ou
seja em espaços culturais Então é isso espero que vocês tenham gostado pode comentar aí o que que vocês acham que outras experiências vocês têm com mediação cultural e se vocês clicarem na descrição do vídeo vocês vão ver os autores e autoras que eu citei aqui e mais alguns outros para aumentar aí o repertório sobre mediação cultural é isso obrigada E aí curtiu deixe sua pergunta o seu comentário que a gente te responde Obrigado um projeto realizado pela Polo cultural educação e Arte produção institute de Cultura apoio Alelo