Cada vez mais nós brasileiros queremos empreender e a grande questão é como é que a gente começa? Meu nome é Seiiti Arata, da Arata Academy. Hoje nós vamos responder essa pergunta de como começar uma empresa do zero, sem capital. Como que a gente vai criar uma estratégia, como que a gente vai definir um ramo de atuação, como que a gente escolhe um mercado alvo. Como conseguir os primeiros clientes sem um orçamento robusto de marketing, enfim todas as perguntas relacionadas ao começo de uma jornada empreendedora. Pra isso eu viajei até aqui na Espanha. Eu estou no
táxi já de volta para o aeroporto. Nós estamos bebendo diretamente na fonte conversando com o melhor empreendedor brasileiro do ano, Flávio Augusto. Você deve se recordar que a Arata Academy, a nossa comunidade da Arata Academy fez uma votação no ano de 2012 e o Flávio Augusto foi escolhido o melhor empreendedor brasileiro, e não é pra menos. O Flávio é um cara super jovem, mas que você vai ver, num histórico rápido olha o que que ele realizou em pouquísissmo tempo. Primeira coisa ele criou a melhor rede de escolas de idiomas do Brasil, a WiseUp. A WiseUp
cresceu rápido e cresceu com qualidade, preenchendo uma demanda que até então não era bem abordada, era ignorada, que era inglês para adultos e com resultado rápido, dezoito meses. Um sistema tão bom que chamou a atenção do Grupo Abril de Educação, um dos maiores do mundo. Fechou com ele negócio quatro semanas atrás, oitocentos e setenta e sete milhões de reais, um negócio bilionário praticamente bilionário com 'B'. O Flávio é um empreendedor que trabalha com números grandes, esse é o Flávio. Ele tá colocando alguns milhões aí pra patrocinar a Copa do Mundo no Brasil. A WiseUp é
a patrocinadora oficial. Tá colocando alguns outros milhões, tá comprando um time de futebol nos Estados Unidos. A gente vai explicar o porquê, você vai entender, é surpreendente. Ele tá aproveitando, tá construindo um estádio também. Apesar de toda essa opulência ele começou de forma simples. Ele começou igual a todos nós. Ele pegava trem lotado, ônibus lotado lá no Rio de Janeiro. Começou do zero, do zero literalmente. Não é um cara engomadinho, Que nasceu em berço de ouro e tá administrando o negócio do papai. Não, ele veio do zero. Construiu tudo junto com a esposa, a Luciana.
Ele vai contar tudo isso pra gente numa riqueza, uma profundidade de detalhes que você nunca vai ver na televisão, nesses jornais, noticiário da TV, matéria de jornal e de revista. Que geralmente são matérias superficiais. Esse vídeo, ele é bem diferente. Isso aqui é uma baita de uma aula você pode pegar um caderno, um cadernão e uma caneta. Você vai ver e rever esse vídeo, e sempre você vai captar algo útil e novo ao ver esse vídeo. Enfim, Flávio Augusto melhor empreendedor brasileiro do ano de 2012. É um cara que tem muito resultado, e isso faz
toda a diferença. Ele foi e fez, sabe do que está falando, tá? Ele compartilha tudo isso com a gente tanto no canal Geração de Valor e também no vídeo de hoje. Esse é um vídeo que tem uma hora e meia de duração. É um conteúdo super valioso e tá aqui grátis pra você aproveitar. Então sem mais delongas vamos ao vídeo. Flávio, mais uma vez obrigado por compartilhar toda essa experiência conosco é de grande valia para todos nós que estamos assistindo esse vídeo aqui. Obrigado. Obrigado pelo convite Seiiti. Um abraço a todos da Arata Academy é
um prazer estar aqui com vocês. Temos uma série de perguntas que nossos amigos enviaram e nós agrupamos todas as relacionadas a como começar, como dar os passos iniciais. Antes da gente continuar eu quero explicar pra vocês que no almoço que eu tive com o Flávio agora há pouco, o Flávio me disse: Por favor não me revele antes quais são as perguntas eu quero ser supreendido pra que o vídeo fique espontâneo e... Um pouco mais autêntico né? Então nós temos um grupo, que é o grupo das perguntas de como que a gente começa um negócio Nós
temos depois um outro grupo a respeito de mentalidade empreendedora, ou seja, como a gente tem que pensar e se comportar pra ter sucesso no empreendedorismo. Um outro grupo de como crescer o nosso negócio e por final, as suas opiniões nos mais diferentes assuntos. Então dando início à parte de como começar. A pergunta que mais apareceu é Como começar do zero, Flávio? Sem capital inicial? essa é uma pergunta que veio do Ronaldo Barbosa, do Moisés Pinto, do Marcos Matos e vários outros colegas que desejam iniciar no empreendorismo do nada, do zero. Bom a pergunta é um
pouco aberta né, Seiiti. Porque não existe uma fórmula de como iniciar um negócio do zero, eu poderia dar uma opinião específica sobre um determinado projeto, um determinado segmento. Mas eu vou tentar também ser genérico aqui na minha resposta. Em primeiro lugar é muito importante a pessoa querer, a vontade é muito importante. Então muitas pessoas falam: - não mas eu quero. Mas muita gente quer, às vezes esse conceito de querer às vezes, para um empreendedor o conceito de querer ele tá intimamente ligado ao conceito de realizar. Então às vezes as pessoas elas ficam, é... um pouco
subjetiva essa coisa do querer. Né? Muita gente quer, mas na primeira dificuldade desiste. Então a pergunta é: Será que queria realmente? Não é? Muita gente diz que quer mas, no meio de uma situação turbulenta, no meio de uma situação que em qualquer negócio vai existir, em qualquer empreendimento vão existir variáveis, vão existir decepções, vão existir dificuldades, vão existir processos burocráticos do governo. Vão acontecer uma série de desafios e como que a pessoa vai reagir diante disso? Se ela desiste, se ela já não foca a mente dela para uma solução mais criativa. A minha pergunta é
sempre essa: Será que ela queria realmente? Não é? Então, às vezes, muita gente confunde querer, vontade, com desejo. Desejos todo mundo tem. Agora querer de verdade, a vontade verdadeira ela já é... A gente só pode colocar. A gente só pode definir e diferenciar o desejo da vontade quando colocado à prova. E diante da prova, diante da adversidade é que você vê quem de fato quer e quem teve apenas um desejo. Então na minha opinião, na minha avaliação. Acho que antes de qualquer coisa a pessoa precisa ter vontade, porque quando nós temos vontade, a vontade ela
aguça a nossa criatividade. A gente vê a solução diante de uma situação real onde nós de fato temos vontade. Sabe que esse ponto que você acabou de comentar, me trouxe a pergunta do Rodrigo Scherer, que ele parece que é uma pessoa que tem vontade, mas não sabe por onde tocar os próximos passos. Ele até diz: - Uma das partes mais difíceis, senão a mais, em iniciar o empreendimento é escolher o ramo de atuação. Ahan. Vou vender sapato, vou vender vinho, vou vender online, vou vender offline. Como não tenho uma fórmula será que o Flávio pode
ajudar a gente a aprimorar essa visão empreendedora. Então no caso do Rodrigo, ele tem a vontade, mas não sabe o que fazer, então é uma pergunta um pouquinho mais específica. Mas a tua vontade Rodrigo, vai te levar ao que você fazer porque é aquilo que eu falava, a tua verdadeira vontade. Aquela que... Então deixa eu tentar porque é uma coisa muito subjetiva pessoal, é um negócio e às vezes as pessoas não concordam. Não mas eu tenho vontade. Eu vou dar um exemplo aqui. A gente precisa conhecer a nós mesmos, a gente precisa se conhecer. É
muito importante cada um, a gente conhecer o nosso potencial e o fato é que muitas vezes nós não conhecemos o nosso próprio potencial. A gente não sabe daquilo que nós somos capazes. Daquilo que somos capazes. Então um exemplo que eu costumo dar é uma pessoa tinha é... tava andando na rua e veio de repente um Rotweiller e um Pitbull correndo atrás dela. Não é? Bom. Se cronometrássemos, se tivesse um cronômetro ali naquele momento, provavelmente ela teria batido o recorde mundial Alguma coisa do tipo. Ela vai correr, ela vai sair correndo e aqueles cachorros ferozes atrás
dela ela vai correr, ela vai saltar, ela vai pular muro, ela vai subir em árvore. Eu não sei se alguém aí já correu de cachorro, mas numa situação extrema como essa, por exemplo a gente se depara com um potencial que nós tínhamos dentro da gente, mas a gente não sabia. A gente não tem noção. Então numa situação extrema como essa a gente, a adrenalina vem não é? E a gente é capaz de realizar coisas que a gente não tinha ideia de que era capaz de realizar. Então nós temos uma capacidade, um potencial dentro de nós
que é muto importante a gente conhecer esse potencial. A gente se dar conta desse potencial e não duvidar desse potencial. Então quando a gente tem a vontade de fazer alguma coisa, essa vontade é acompanhada de uma busca e essa busca você vai alcançar. Você vai definir. Oportunidades tem muitas por aí. Você tem oportunidades de negócios online, você tem oportunidade de negócio offline, você tem oportunidade de negócio na área da indústria, na área de produtos, na área de serviços. Cada oportunidade dessa obviamente vai ser acompanhada de uma necessidade de investimento, não é? Para você fazer aquela
ideia acontecer. Mas uma coisa é certa, aí já é um outro departamento. Mas primeiro vem a vontade, depois a escolha. E as oportunidades você vai se esbarrar com ela. Eu nunca, por exemplo, imaginei que fosse trabalhar com curso de inglês. Eu não planejei quando era pequenininho. Ai quando eu crescer, eu vou abrir uma escola de inglês. Não é assim que o negócio acontece. Eu tava lá fazendo meu... tranquilo fazendo meu curso de ciência da computação e comecei a trabalhar com curso de inglês e me deparei com uma oportunidade. Eu enxerguei as transformações que estavam acontecendo
no mercado brasileiro, a entrada das empresas internacionais, o início da globalização, menos de 3% da população brasileira falava inglês, o inglês se tornou fundamental pra que alguém crescesse profissionalmente, pudesse conquistar novos cargos numa empresa multinacional, por exemplo. Eu enxerguei essa oportunidade e começamos a desenvolver um sistema de ensino que não levasse sete, oito, nove anos de duração. Porque quem tem... tá no mercado de trabalho não pode levar oito anos pra aprender inglês, o cara tá morto. Não é? Mas Flávio, houve uma análise da forma como você está dizendo. Eu posso empreender aqui, posso empreender ali.
Vou empreender no inglês porque tem o fator A, B, C e D, então quer dizer foi um planejamento estratégico seu ou o rumo da vida lhe trouxe diante de situações que você identificou oportunidade? O planejamento, eu acredito que o planejamento ele vem num rumo. Ele acontece enquanto você está caminhando. Sim perfeito. Entendeu, eu não planejei trabalhar num curso de inglês. Meu planejamento quando comecei a trabalhar no curso de inglês era: Eu preciso ganhar um dinheirinho pra pagar o restaurante e o cinema da minha namorada. Eu tinha 19 anos de idade e ela tinha 16 anos
na época e eu não queria depender dos meus pais. Eu queria um dinheirinho pra pagar cinema, pagar restaurante para minha namorada. Esse era o meu objetivo, esse era o meu planejamento. Só que no caminho, no rumo ao conhecer, ao me aprofundar, ao trabalhar na área comercial dessa escola de inglês, eu enxerguei uma oportunidade. Em cima dessa oportunidade aí eu já comecei a fazer um planejamento. Entendeu? E aí daí, vem a execução desse planejamento. Voltando aquela primeira pergunta, eu também não tinha dinheiro eu não tinha dinheiro, eu não tinha um recurso da minha família, meus pais
não tinham condições de me ajudar, eles me davam só apoio moral. Não tinham condições de me dar apoio financeiro. Mas eu tinha um projeto. Então meu primeiro objetivo, meu primeiro recurso eu chamei um amigo, apresentei pra ele a minha ideia eu já tinha quatro anos atuando em escolas de inglês, ou seja, já tinha conhecimento do setor. O meu planejamento ele não era um planejamento só teórico, ele já tinha já características práticas porque eu tinha trabalhado quatro anos naquela pequena rede de escolas de inglês. E aquele meu amigo comprou a ideia. Po legal. E o que
que ele precisava fazer? Precisava vender um voyage 86 que ele tinha. Era em 1991, então já era um voyagezinho já rodado. Precisava vender o voyage dele e ele ia ser meu sócio na abertura dessa primeira escola. Da primeira escola que foi no Centro do Rio de Janeiro, na Rua da Alfândega na esquina com a Avenida Rio Branco. Só que o seguinte. Três semanas antes da gente já começar a fazer, já os aportes, o meu amigo amarelou. Ele ficou com medo de perder o voyage dele. E aí ele amarelou, o cara ficou com medo. Deu um
pavor no cara lá e ele saiu fora. E eu fiquei na mão. Eu já tinha pedido demissão do meu trabalho, já tinha um grupo de pessoas que tavam acreditando em mim, iam ser os primeiros funcionários, já aguardando a inauguração da primeira escola. Não é? Eu já tinha falado pra várias pessoas e agora não tinha um voyage velho, ele desapareceu, virou fumaça. E eu não tinha grana. E agora o que que eu vou fazer? Né? Precisava do recurso. Então. Primeiro vem a vontade, depois você define o projeto, aí eu posso te dizer, aí você precisa de
um recurso. No meu caso, eu tinha definido o recurso porque o cara vendeu o voyage dele lá, ia botar mais um dinheirinho lá e tava resolvido o problema. De repente eu fiquei sem capital. Sem o meu capital inicial. Não é? Bom. Eu conversei lá com a minha gerente de banco e consegui um cheque especial. Então minha primeira escola eu abri com vinte mil reais do cheque especial à uma taxa de juros de doze porcento ao mês. Não é nada que eu e provavelmente, nenhum de nós. Quando eu escuto você contando essa estória, me dá uma
agonia eu falo: - Flávio, não fala isso que o pessoal vai começar a fazer com cheque especial. Pois é. Não é nada assim, que academicamente, fosse uma sugestão, mas eu vou dizer pra vocês que, o que um empreendedor quando ele quer fazer alguma coisa, ele faz. Quando ele quer fazer alguma coisa, ele arruma um jeito de fazer. Essa é a questão. A vontade, a certeza do cara, quando ele acredita no negócio dele. Ele é tão grande isso toma conta dele, que aqueles doze porcento, que cá pra nós é um juro extorsivo ao ano. E juro
composto deve dar quase mil porcento ao ano. Depois faz a continha ae direito, eu to fazendo aqui de cabeça. Mas é um absurdo! Não é? Você cobrar doze porcento, ao ano, né? De... é uma coisa, realmente extorsiva. Mas eu tava pegando aquele cheque especial e tava beijando ele porque aquele cheque especial era a minha alternativa que eu tinha pra abrir a primeira escola. Não é? Então... eu considero... Agora por que? Porque a minha vontade tava muito definida. Agora, você teve a vontade e teve o preparo. Eu tive o projeto. Eu tive a vontade, a definição
do projeto, só que eu tinha um preparo. Eu tinha um outro capital que era um capital intelectual. Um capital de experiência, um capital de conhecimento. Porque o meu trabalho era na área comercial. E nessa empresa o meu trabalho era fazer a captação de alunos. Então eu era responsável lá nessa outra empresa por captar novos alunos para a escola. Então pra mim, isso foi muito importante, porque tudo bem, os vinte mil reais deu pra eu comprar umas cadeiras, botar uns quadros, dar uma pintura lá e começar a primeira escola. Tá, mas e como que eu pagava
o aluguel de quatrocentos metros quadrados, um andar inteiro, na Rua da Alfândega, na esquina com a Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro, um endereço nobre. Como é que eu pagava o aluguel? Quer dizer, antes disso né? Como é que eu aluguei esse espaço? Eu tinha que encontrar um louco. Não é? Que topasse alugar pra mim. E aonde que você viu isso? Ahh.. depois de você... de eu tentar em quinze, vinte imóveis e ninguém querer me alugar porque eu não tinha fiador, porque eu não tinha garantia. E aí, até a hora que eu encontrei um
louco que topou. Que eu contei a história pra ele, ele acreditou e ele topou. Agora o detalhe é que, eu devo ter tomado uns trinta "nãos" né. A questão é quantos não teriam desistido no décimo não, no vigésimo não, no vigésimo nono não? Não é? Eu sabia, por isso que eu te falo, a vontade, isso não é auto-ajuda não entendeu gente, isso é prática é uma coisa muito prática. A vontade de alguém que quer empreender, ele é um fator muito determinante em especial em situações adversas como essa. Eu não tinha, eu não tinha fiador, na
verdade assim eu tinha um fiador, que era meu pai, que era um apartamento que custava, na época, talvez trinta e cinco mil reais na periferia do Rio de Janeiro e que não garantia nem três aluguéis e o condomínio e o iptu junto. Ou seja, não é garantia. Então o cara que topou alugar, ele teve que acreditar na história, teve que acreditar no projeto. E eu tinha 23 anos de idade né. Inclusive, isso tem a ver com o poder da comunicação que é um dos temas de perguntas que nós temos aqui. A você precisa tem que
ter o poder de comunicar o teu negócio. Eu tive que vender o negócio pro amigo do voyage mesmo ele desistindo eu tive que vender a ideia pro cara, o cara do imóvel, pra equipe que tava trabalhando com a gente porque aquelas pessoas tavam trabalhando no projeto, acreditando naquele projeto. Então elas poderiam crescer dentro dele. Então no mínimo, teriam que acreditar que o projeto ia dar certo. Porque a natureza de um curso de idiomas, ele precisa de vários funcionários. Então a gente, talvez inaugurou com uns doze ou quinze funcionários. E como é que fazia pra pagar
esses doze a quinze funcionários no outro mês, pagar o aluguel? Tinha que vender. Tinha que vender. Se não vendesse, não pagava né. Como que você conseguiu os primeiros clientes? Essa é a pergunta do Hugo Fortes. Inclusive a gente tem alguns amigos que acompanham de perto o seu trabalho e eles até me contam o seguinte: o Flávio quando abriu a primeira escola de inglês, ele conseguiu em um ano de escola aberta, mil matrículas. Me corrija se eu estiver errado, Flávio. Isso tá por dentro. Tá por dentro. Essas matrículas foram todas realizadas usando uma técnica que até
hoje você usa na WiseUp, ou houve outros meios né na época, panfletagem, divulgação, desconto, etc? Essa pergunta é do Luís Felipe de Assis. Legal Luís boa, tá bem informado Luís. É isso aí mesmo. desse jeitinho que você falou. Bom é como eu falei, eu trabalhei quatro anos numa escola de inglês na área comercial. Ali a gente trabalhava, fazendo a prospecção de alunos. E a técnica comercial que a gente usa, ela leva em conta que o nosso aluno, o aluno adulto. Vamos entender primeiro quem é meu aluno, quem é aluno da WiseUp, qual o perfil desse
aluno e como ele se comporta e como é o ciclo de decisão desse aluno. E como a gente em função desse perfil desenhou a estratégia comercial. Então em primeiro lugar o aluno da WiseUp é um Aluno entre 25 a 45 anos de idade, entre as classes A e B. Na época nosso posicionamento também atingia a classe C e depois a gente reposicionou, mas pra você entender o perfil do aluno. E por ser um aluno entre 25 e 45 anos de idade, ele não é um aluno, não é um perfil que quer estudar inglês, o aluno
adulto ele não vai estudar inglês assim: - ai cara, que delícia vamos estudar inglês, é tão legal estudar inglês. Não cara, olha o cara que quer estudar inglês ele faz assim: - ai é um mal necessário, eu vou estudar inglês porque é necessário, porque é uma necessidade. Ele não vai pra uma escola de inglês da mesma forma que ele vai pro cinema, que ele vai pra um show, que ele vai pra um restaurante bater papo com os amigos. Não, estudar inglês é um mal necessário. Então se estudar inglês é um mal necessário. O que eu
vou te dizer aqui é uma estatística empírica, não é um resultado de uma pesquisa científica que a gente tenha feito ao longo de vinte anos. Eu já atuo há vinte e dois anos nesse segmento de idiomas né. Mas eu vou dizer pra você que é uma estatística que é resultado da nossa observação. Pra cada um aluno, que espontaneamente se levanta da sua cadeira e vai até uma escola de inglês e chega lá e fala assim: - ó eu vim aqui fazer a minha matrícula. Pra cada um, ser humano, decidido como esse, Eu garanto a você
que tem duzentas pessoas que estão em casa falando assim olha: - esse ano, eu preciso fazer curso de inglês. Mas ele não toma a iniciativa. Eu costumo até brincar que o dia internacional da mentira não é o dia primeiro de abril. É o primeiro de janeiro. Primeiro de janeiro, exatamente, porque é o dia que ele chega e fala assim: - esse ano eu vou parar de fumar, vou fazer academia, vou estudar inglês. Né? Esse é o dia internacional da mentira e eu costumo brincar. Mas pra cada um aluno que vai até a escola e se
matricula eu digo empiricamente pra você que, tem duzentas pessoas que falam a mesma coisa mas não tomam a decisão e ficam protelando. Eles falam olha: - depois do carnaval, eu vou me matricular. Aí passa o carnaval ele gastou dinheiro pra caramba e aí ele tá corrido. Ele pensa: não, no segundo semestre. Chega agosto, o que que ele fala? Ano que vem, sem falta eu vou estudar inglês. Então, o setor de ensino de línguas no Brasil ele tem, sei lá vinte, trinta marcas diferentes. É óbvio que a WiseUp se tornou líder absoluta de ensino de inglês
pra adultos, mas ainda assim todas as marcas elas ensinam inglês pra adultos. Então significa dizer que aquele um aluno que se levanta da cadeira e vai se matricular numa escola, ele é disputado por essas dezenas de marcas que existem no mercado. Nós quando abrimos a escola, quando abrimos a WiseUp. Nós não trabalhamos esse um aluno até porque a gente não tinha grana pra fazer publicidade, não tinha dinheiro. Tinha mal dinheiro pra pagar as contas, então tinha vinte mil reais no cheque especial que a gente abriu a escola, depois tinha que vender pra poder pagar as
contas do outro mês. Como é que a gente ia fazer propaganda? Não tinha, e propaganda é muito caro. É investimento alto. Então nossa alternativa era nossa estratégia comercial e a nossa estratégia comercial ela não atuava naquele um aluno que se levantava e ia se matricular. Ela sempre atuou nesses duzentos alunos que estão falando: - eu vou estudar inglês. Mas ele não se levanta da cadeira e vai lá. Dentro desses duzentos nós sempre atuamos sozinhos. A nossa estratégia comercial ela é proativa. Ela não é uma estratégia como um vendedor de loja, por exemplo. Que fica lá
dentro da loja aguardando. E quando seu cliente entra na loja ele fala: - pois não, eu posso te ajudar? A estratégia ativa, ela não aguarda a vinda do cliente. Ela vai até o cliente. Então aproveitando e respondendo outras perguntas como é que a gente conseguiu os primeiros clientes? Então cada aluno que se matriculava. Que se matricula na escola. Ele em troca de um benefício, seja um desconto, seja algum benefício percebido de valor percebido por aquele aluno, ele indica vinte amigos. E indica sem compromissos. Ele indica vinte amigos. E nosso departamento comercial, em primeiro lugar, nenhuma
escola... as escolas não tem departamento comercial, não tinham naquela época departamento comercial. Então nós já formatamos um departamento comercial que eram profissionais dedicados cem porcento à prospecção de alunos. Então eles entravam em contato com esses amigos. Então ligava pra pessoa, olha: - to ligando pra você, o Seiiti é nosso aluno indicou você pra e a gente gostaria de saber se você realmente tem interesse em aprender inglês, se você acha que o inglês é importante. E se a pessoa dissesse: - não, eu acho legal eu tenho interesse em aprender inglês. Mas você não tá estudando inglês
por que? Não, por falta de tempo. Geralmente é essa a justificativa né. É a falta de tempo. Vou fazer ano que vem. Né. Mas se você conhecesse uma escola que resolvesse o seu problema de tempo, você taria disposto a investir no seu inglês? Lidando com objeções, estratégia de vendas muito boa. E a pessoa: - não, sim então tá bom. Mediante ao que você tá falando, se você concordar nós vamos até você e fazer uma apresentação pra você conhecer a escola. O Seiiti é nosso aluno tá gostando do curso e tal. Então vamos apresentar pra você.
Se você gostar da escola você pode se matricular, mas você não tem nenhum compromisso. - a tá legal. Ou seja, pra cada trinta ligações a estatística é essa: trinta ligações, cinco visitas. Cinco visitas, duas matrículas. Opa repete o número. Trinta, cinco, dois. Trinta ligações, cinco entrevistas, cinco visitas e duas matrículas. Ou seja, o trabalho do departamento comercial era... e pra cada entrevista realizada, você pegava as vinte indicações da pessoa. Às vezes mesmo quando o aluno não se matriculava, ele gostava mas às vezes não tinha dinheiro ou ia viajar, alguma coisa do tipo, indicava amigos. E
através dessas indicações a gente foi trabalhando. Nós matriculamos os mil primeiros alunos naquele ano, naquela primeira escola, sem gastar um centavo com publicidade. Sete meses depois nós abrimos a segunda escola na Avenida Paulista lá em São Paulo. E ali foi um desafio grande. Porque a gente quis abrir na Avenida Paulista, na época o metro quadrado mais caro do Brasil. Pegamos um andar lá também. Encontramos um outro louco que nos alugou o andar. Não é? E a gente assumiu na época o que seria hoje um aluguel, condomínio e iptu, um ticket na ordem de uns quarenta
e cinco mil, quarenta a cinquenta mil reais talvez por mês. Imagino muita gente, Flávio, imaginando justamente a questão da sua idade, muito jovem Indo atrás de todos esses potenciais proprietários que poderiam alugar pra você, pensando: - poxa mas eu não posso fazer isso porque sou muito jovem, ninguém vai me levar a sério. Como é que você fez? É eu tinha 23 anos. Eu acho quem é jovem. Eu vou dizer uma coisa pra você. Eu tenho 41 anos de idade. Já não sou tão jovem quando tinha 23, mas eu gostava muito de ter 23 anos e
mostrar pras pessoas que, apesar de 23 anos, eu era competente, eu tinha segurança, eu sabia vender o meu projeto, eu sabia o que eu queria. Não é? E liderava um processo, porque depois que eu fiz a primeira, o resultado da primeira escola. Eu já usei o resultado da primeira escola pra abrir a segunda. Eu abri vinte e quatro escolas em quinze cidades, em quinze capitais do Brasil, nos primeiros três anos. Inaugurei uma nova escola a cada quarenta e cinco dias, nos primeiros três anos. Tudo com capital próprio. E os vinte mil reais do cheque especial,
inicialmente. Então eu digo que, é claro que o resultado da primeira escola já me ajudou na segunda, no resultado da segunda. Porque eu digo uma coisa pra você resultado cara, resultado é incontestável, não importa qual é a sua idade. Tem muita gente com 50 anos de idade que tem menos resultado que pessoas de 20 anos, 22 anos, 23 anos. Eu sempre gostei, eu sempre utilizei o fato de eu ser jovem. Eu gostava muito quando as pessoas falavam assim: - Nossa mas como você é novinho. Eu gostava muito daquilo, né. Eu já sabia que quando eu
chegasse as pessoas iam olhar assim e desconfiar mas quando eu abrisse a boca as pesssoas iam ficar. E eu gostava dessa reação. Eu via o Body Language da pessoa e sabia. Olha agora a pessoa já tá de boca aberta, agora a pessoa já tá percebendo. Então essa confiança, esse brilho no olho sabe? E isso é uma coisa que não tem idade Isso é uma coisa que não depende da sua experiência, da sua classe social, da sua origem. Não importa. E ninguém determina o seu brilho no olho. Seu brilho no olho é determinado por você, pela
sua decisão, pela sua vontade e a partir daí os seus resultados vão te dando, mais o que? Mais consistência na sua comunicação. Não é um sonhador aloprado, não é um cara que delira, sonhador é... iludido. Não to falando de um cara que... sonha, que tem brilho no olho mas em seguida ele vai lá e pow. Mostra resultado, aí com resultado na mão amigo, as pessoas se rendem pelo resultado, não importa qual é a sua idade. Sensacional. A gente tem uma pergunta aqui da... Como sobreviver no mercado nos primeiros anos de operação com pouco fluxo de
caixa? Pergunta do Rafael Lacerda da universidade federal de Ouro Preto. Acho que tem a ver com esse começo seu. Tem que vender muito Rafael. Olha que bacana, na época eu não tinha grana, mas tinha conhecimento, tinha know how e eu sabia que tinha uma estratégia comercial que funcionava. Então tinha que vender cara. Eu lembro que eu tinha na minha primeira escola, eu tinha que vender cem matrículas por mês. Tinha que bater essa meta todo mês. Eu sabia ó, se eu fizesse cem matrículas por mês tá tudo bem, meu fluxo de caixa tá resolvido. Então eu
tenho que resolver, eu vou injetar fluxo de caixa como resultado da minha equipe comercial. Eventualmente você pode pensar: - po mas eu não tenho jeito pra vendas, eu não sei vender. Então amigo, se associa a alguém que vende. Porque eu acho muito importante se você quer abrir um negócio, você botar dinheiro pra dentro. A venda é o que põe o dinheiro pra dentro. O que põe... o que você injeta fluxo de caixa é o resultado comercial da sua empresa. A AMBEV, ela que é a maior cervejaria do mundo a INBEV não é, ela tem que
bater metas. Se ela não vender ela não paga as contas. Se a Coca-Cola não vender ela não paga as contas. Nenhuma empresa sobrevive se não vender. Então já que nós tínhamos uma estratégia comercial e desenvolvemos essa estratégia comercial que independia dos investimentos de publicidade, porque a gente não tinha dinheiro pra fazer. Então era o que? Era trinta, cinco, dois. Trinta chamadas, cinco entrevistas, duas matrículas. Então vamos embora, vamos ligar, vamos marcar, vamos matricular, pra poder pagar as contas. Então a resposta é bem objetiva, vendendo. Batendo, cumprindo as metas de venda. Esse era o primeiro lugar,
e com a qualidade do produto, a gente conseguiu o que? Reter o aluno. Se você não.. você vende, mas se entrega um produto porcaria, não adianta você tem que ter ali uma qualidade aceitável pra você fazer a retenção dos seus alunos. Então ali no nosso caso era um conjunto de vendas mais retenção de alunos. E a retenção era resultado do serviço que era prestado naquele momento. Queila Maidana pergunta: você começou com o dinheiro do cheque especial, como é que você adquiriu conhecimento de como gerir o dinheiro pra que ele desse o retorno? Qual foi sua
atitude, no aspecto financeiro, no aspecto de gestão? Eu tive... eu fui muito privilegiado nesse início porque, eu trabalhei quatro anos na empresa de uma escola de inglês, focado na área comercial. Mas a Luciana, lembra a Luciana que eu falei no início? Não é? Eu me casei com a Luciana, eu tinha 20 anos e ela 17 anos. Então, quando ela fez 18 anos de idade, eu já tinha 21 anos de idade nós fomos transferidos para a Venezuela nós implantamos uma escola daquela rede na cidade de Valência, na Venezuela. Foi uma experiência incrível. A gente era muito
novinho mas, eu já era gerente nessa ocasião e a Luciana começou a trabalhar na área administrativa e financeira lá. Então ali foi uma escola muito interessante porque a... era uma unidade, uma filial no exterior, num outro país, com outra legislação, com características bem diferentes do Brasil. E a gente começou do zero, e a gente ficou um ano trabalhando. Assim que nós voltamos pro Brasil em 94, em 1994, a Luciana assumiu... ela tava com 19 anos e eu 22 e ela assumiu a parte, a gerência administrativa e financeira de uma escola daquela empresa e eu continuava
focado na área comercial. Então eu tive, assim a possibilidade de contar com a Luciana na parte administrativa e financeira. Não é? Então eu pude ficar muito focado na área comercial, muito focado. Porque eu sabia assim, se tem as matrículas tá tudo bem. Então é isso... é muito importante pro empreendedor ele definir quais são os pontos críticos, os pontos que definem o resultado do negócio dele. Porque uma forma de se manter preguiçoso no trabalho, não é ficar sem fazer nada, às vezes é fazer o que não é pra fazer. Eu chamo isso de preguiça mantendo-se ocupado.
Não é? Se eu tenho que fazer cem matrículas num mês e se eu faço qualquer outra coisa. A vou fazer reunião com o professor, vou fazer reunião com a administração, vou fazer treinamento com a equipe de atendimento ao cliente, tudo isso é importante, mas pra outras pessoas fazerem, porque se eu ficar ocupado em qualquer função que não seja garantir a entrada de cem alunos por mês, é preguiça mantendo-se ocupado. Eu tive um privilégio de contar com a Luciana é, desde o início e ela se "virava nos trinta" pra conseguir todos os recursos necessários e ela
administrava aquele pouco, porque administrar com muito dinheiro é mole. Ela administrava sem recurso, então a gente conseguia conciliando o que entrava de recurso de venda, mais o fluxo de caixa, mais os alunos que já estavam estudando e pagando mensalidades. Ela fazia toda essa administração, administrativa e financeira isso facilitou muito pra mim porque eu pude ficar muito focado em duas coisas, uma... em primeiro lugar venda, área comercial que aquilo garantia a nossa sobrevivência naquele momento, e dois na parte estratégica, eu tinha condição de, do ponto de vista estratégico, olhar pra onde o negócio tava indo já
naqueles primeiros meses, o que redundou até a gente abrir a segunda unidade, minha segunda filial oito meses depois em São Paulo. Pode falar um pouquinho de estratégia, Flávio, que tipo de fatores são importantes pra você definir uma boa estratégia ou até mesmo você acha que é uma boa estratégia na implementação, vê que opa, o mundo prático tem fatores diferentes do que eu imaginava como é que você reajusta na sua estratégia? Acho muito importante a estratégia pra você definir pra onde você tá indo. Então pra mim, naquele momento, tava muito bem definido. O inglês se tornou
um idioma fundamental, no início da década de 90. Então o inglês não era mais como na década de 70, por exemplo, onde se aprendia francês na escola. Era algo desejável, não. Ali na década de 90, o inglês se tornou algo fundamental. As pessoas precisavam falar inglês pra poder crescerem e Terem acesso e depois vem a internet, acesso a conteúdos e por aí vai. Não é? Então, esse é o primeiro ponto que era parte da estratégia, o macro né. O posicionamento do inglês no Brasil e no mundo. Segundo, o posicionamento do nosso produto. Nós criamos um
produto fora da caixinha. As escolas de inglês trabalhavam em cima do inglês pra crianças e adolescentes a gente criou um curso pra adultos. Porque o curso pra adultos, dentro desse contexto, era um curso que precisava ter outras características. Eu não podia botar um adulto junto com uma criança em sala de aula. Então eu tinha que pegar, tinha que formatar todo um modelo operacional praquele público adulto de maneira a atender as necessidades dele. Em primeiro lugar um curso mais rápido, o adulto não queria. O adulto não quer ser professor de inglês. O cara é engenheiro, ele
quer ser professor de inglês? Ele não quer, se ele quiser ser professor de inglês, ele faria letras. Então como ele é engenheiro, ele quer aprender inglês rápido. Agora o que que eu vou ensinar pra esse cara? Vou ensinar pra ele as regras gramaticais, análise sintática, os sistemas de formação linguísticas, morfologia? Não sabe nem português, a língua pátria. Não, eu vou ensinar pra ele o que é necessário pra ele falar, ler e escrever e atingir o objetivo dele. Então por isso que a WiseUp criou um curso de dezoito meses. Então isso era parte da estratégia. Um
produto que oferecesse ao público adulto, uma solução mais rápida pra ele. Não é? Então uma vez definido isso, aí a gente foi pra parte operacional. Precisa ser um curso com flexibilidade de horários, precisa ser um curso que atendesse, que não misturasse que não botasse criança junto com adultos. Que tivesse uma turma homogênea. Não é? Então tudo isso fez parte da estratégia. Uma vez que a gente definiu e no meu caso, por exemplo, Seiiti, eu já trabalhava quatro anos no setor. Então eu já tinha um termômetro né? Então assim, uma vez definido isso a estratégia agora
é trabalhar, é meter a mão na massa e fazer acontecer. Entendeu? Tem gente que às vezes gosta de ficar no ar condicionado: - não eu estou fazendo estratégia. Você entendeu? É o cara preguiçoso tirando onda de intelectual. Entendeu? Tem hora que tem que trabalhar, tem hora que é mão na massa. Tá definida a estratégia é mão na massa. Mão na massa era o que? Vender. Foco era o quê? Captar alunos. Né? E prestar um bom serviço. Então tinha que captar alunos e prestar um bom serviço. Num processo de venda como é que você escutava o
seu cliente potencial, aquele que você telefonava. Ele fazia algumas perguntas obviamente por telefone, antes de ir até a escola e na escola ele provavelmente ele perguntava: - Mas se eu faltar hoje, porque eu tenho uma reunião até tarde, eu posso ter uma aula de reposição? Como é que você escutava essas perguntas pra remodelar o teu curso? É muito interessante quando a gente trabalha nessa área e eu já trabalhava há quatro anos, as perguntas são sempre as mesmas. Ah sim. Entendeu? É as perguntas são sempre as mesmas, as dúvidas são sempre as mesmas, as objeções são
sempre as mesmas. Se você está escutando. Claro. Quando você começa a perceber que o cara, você já sabe o que ele vai falar, você já sabe qual é a solução que você vai dar. Só corrigindo Seiiti. A entrevista não era na escola, era fora da escola. Era na casa da pessoa, ou no escritório da pessoa. Você mandava a pessoa até... Isso, o próprio vendedor ele falava com a pessoa e ele próprio já marcava e ia até o trabalho da pessoa. Porque vamos lembrar, se ele tivesse a disciplina pra se levantar da cadeira e fosse até
a escola, ele já teria se matriculado. Então a estratégia proativa, a gente ia até ao nosso cliente. Entendeu? Então esse é o ponto. E na hora de conversar, existia toda a técnica pra apresentação e pra tirar as dúvidas do aluno e o resultado geralmente era o aluno ficar super empolgado. Puxa! Porque primeiro, o nosso modelo era completamente diferente e atendia a todas as necessidades dele e segundo ele começava a enxergar assim: - cara, dessa vez eu vou aprender inglês. Ele ficava super empolgado. Aí a gente ia pra parte financeira, onde se falava da matrícula, da
mensalidade, etc e tal. E ali já assinava o contrato na hora com o aluno. Fantástico. Então todos os dias de manhã, a gente reunia nossa área comercial e entregava ali cinco, dez, quinze matrículas que foram feitas no dia anterior e a gente trabalhava essas metas, a gente vibrava muito, comemorava muito, com cada meta alcançada. Era uma característica, a gente vibrava e comemorava. Cada mês de meta alcançada era uma vitória e nosso projeto, nosso sonho tava indo, tava indo além. Então só pra resumir, definiu a estratégia, parte pra execução. Na hora da execução, se alguma coisa
não está dando certo na execução tem que ver onde que você está errando. Porque essa estatística trinta, cinco, dois era uma coisa que a gente já tinha. Já conhecíamos essa estatística na prática. Ou seja, se não tem aquele número alguma coisa tá errada. A gente sempre costuma dizer, se você não tem resultado, por dois motivos. Ou você não tá trabalhando, não tá ligando pra essas trinta pessoas, certo? Aí logo, não vai fazer cinco visitas e logo não vai fazer duas matrículas. Ou você tá trabalhando errado. Você não tá trabalhando ou tá trabalhando errado. Trabalhar errado
é se você não tá executando toda a técnica comercial devida, apresentação. Se você na hora de fazer a venda, você está muito mais preocupado em vender olhando pro talão de cheque do cara do que você tá preocupado em dar a solução pra vida da pessoa. Porque no fundo, a pessoa que vai aprender inglês ela vai transformar a vida dela, ela vai ter acesso a mais cultura, vai ter acesso a mais oportunidade. Em determinadas áreas, quem fala inglês ganha trinta porcento mais do que quem não fala. Segundo pesquisas de mercado. Então na realidade a pessoa que
faz a venda, ela precisa separar o desejo da venda, a ansiedade da venda de um trabalho consultivo pra poder ajudar aquela pessoa a atingir um objetivo dela. E o fator que faz essa mistura, que faz essas estações se confundirem é o fator ansiedade. Então pra se ter um bom resultado em vendas, é muito importante você controlar a sua ansiedade. Mas não é só em vendas não, é em tudo. Tudo na vida. Não é? Você precisa saber controlar sua ansiedade. A ansiedade ela faz parte da nossa vida, mas você ter essa inteligência emocional, você ter esse
controle das suas emoções é que determina um jogador de futebol na hora de bater um pênalti. A bola é pequenininha e o gol é enorme. Mas dependendo da ansiedade o gol fica pequenininho e a bola fica gigante. Então a emoção, o controle das nossas emoções ela define... é que vão definir a nossa performance. Isso em muitas áreas da vida, inclusive nessa área de vendas. Tem umas duas perguntas ainda pra encerrar esse primeiro módulo, a como dar os primeiros passos, como começar. O Daniel Costa pergunta: - como escolher naquilo que a gente vai se dedicar, quando
tem várias opções interessantes? Imagino o Daniel igual uma criança na fábrica de chocolates pensando: - po posso fazer isso, posso fazer aquilo, tem uma oportunidade aqui, ali, ele fica um pouco paralisado. Esse é um efeito comum, quando a gente tem muitas escolhas. Tem alguma dica boa pra ele? Olha será que Daniel, você tem realmente tantas escolhas assim? O que que você está levando em conta? Pra considerar que você tem tantas escolhas assim? Porque eu considero que grandes oportunidades não são tantas. Então se você tem tantas escolhas assim, eu sem saber quais são as suas tantas
escolhas, eu começo a questionar se de fato essas tantas escolhas são realmente, grandes oportunidades como talvez você esteja pensando. Analisa com calma porque eu vejo que as grandes oportunidades são aquelas que você olha e fala: - cara, perae, eu to maluco? É isso mesmo? Não perae, é isso mesmo perae? Pega a conta, pega uma planilha de excell, faz a simulação financeira e você fala: - caramba, que que é isso? Perae não é possível! Aí você conversa com um amigo, perae: - me diz aí se eu to maluco. Apresenta pra ele e o cara fala: -
não, cara isso é muito bom. A grande oportunidade é aquilo que bate forte, teu olho brilha, teu coração bate forte. Você quer fazer aquilo ali. Então você tem que buscar nada menos do que isso. Eu acho que uma boa oportunidade de negócio é aquela que você identifica que você vai ter muito prazer em realizá-lo e que ela vai te dar um excelente retorno. Eu não sei nem se você quer comentar um pouquinho sobre as suas novas iniciativas na área de futebol. Quando eu li na página do Flávio todos nós que acompanhamos aqui o trabalho do
Geração de Valor, a gente tem um carinho enorme. Todo mundo torcendo pro Flávio ir cada vez mais longe, e quando eu vi a estória... po Flávio investindo agora em time de futebol, estádio, eu pensei... você fica com um pouco de receio tipo, será que isso vai dar certo? Será que ele não tá queimando dinheiro? E no almoço em uma questão de dois minutos você me explicou e eu fiquei com o tal do queixo aberto falei: - putz não tem como dar errado. Isso aqui é uma grande oportunidade. Pra quem não sabe eu comprei um clube
de futebol nos Estados Unidos agora. Um investimento em torno de sessenta a oitenta milhões de dólares, da minha parte, do governo da Flórida, da prefeitura de Orlando. Um investimento total em torno de cento e sessenta milhões de dólares Uma iniciativa público-privado, onde só o nosso investimento é de oitenta milhões... de sessenta a oitenta milhões de dólares ainda tem alguns fatores, algumas negociações a serem feitas, né? Nós vamos levar esse clube que se chama Orlando City, inclusive você tá convidado a curtir a página do Orlando City Soccer. Vou colocar o link aqui embaixo. Lá no facebook
e não só isso, mas você vai ser muito mais que bem vindo a ser um torcedor do Orlando City pode, não tem problema... a gente não é ciumento, você pode continuar torcendo pelo seu clube aqui no Brasil mas seu segundo clube nos Estados Unidos você tá convidado. Nós vamos levar isso pra MLS. E aí a primeira coisa que muita gente pergunta A MLS é a Major League Soccer, a principal liga de futebol dos Estados Unidos. Então a primeira coisa que as pessoas perguntam - po o cara vai investir em futebol nos Estados Unidos, tá comprando
um clube nos Estados Unidos? Por que não compra no Brasil? Por que não no Brasil, né? Em primeiro lugar... Não é patriota. É... primeiro lugar no Brasil o clube não é uma empresa, o clube é um clube, é uma agremiação. Você não compra um clube aqui no Brasil. O máximo que você faz é investir em troca de publicidade. Como por exemplo a minha empresa a WiseUp investiu cerca de trinta milhões de dólares pra ser patrocinadora da Copa do Mundo. Nós estamos ajudando a Fifa a realizar a Copa do Mundo no Brasil, mas isso é em
troca de publicidade. E quando eu falo de investimento num clube de futebol nos Estados Unidos, eu to comprando eu sou dono do clube, é uma empresa. Eu sou acionista, sou dono e controlador desse clube. É um negócio. Negócio com fins lucrativos. Não é simplesmente uma troca de publicidade. E muita gente pergunta: - po mas nos Estados Unidos, po futebol e Estados Unidos? Isso ilustra muito bem aquilo que eu tava falando sobre grandes oportunidades. Meu filho de 13 anos joga futebol. Nos últimos três anos eu fui motorista dele aos fins de semana, levando o Breno em
várias cidades da Flórida pra participar de torneios, jogos de futebol. E fiquei lá em contato com o Youth Soccer, que é o esporte pra divisão de base dos Estados Unidos fiquei impressionado com a quantidade de jovens envolvidos e os pais completamente envolvidos. Fui fazer uma pesquisa daquilo. Quando fiz uma pesquisa eu identifiquei que nos Estados Unidos existem vinte e quatro milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade que praticam o futebol nosso soccer, o nosso futebol aqui no Brasil. Não o futebol americano, o futebol nosso aqui mesmo. Não é? O que já faz
com que o futebol nos Estados Unidos já seja hoje, ano de 2013, o esporte mais praticado nos Estados Unidos. Eu tenha certeza que você não sabia disso. O esporte mais praticado nos Estados Unidos é o futebol, eu não sabia fiquei chocado, fiquei impressionado com essa observação. Seguindo na pesquisa, nós observamos que a média de público nos estádios por jogo, em cada partida da MLS, ou seja, da liga da MLS, que é a principal liga, a primeira divisão dos Estados Unidos, já é cinquenta porcento maior do que a média de público da série A do Brasileirão,
ou seja, a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Você sabia? Que a média de público nos Estados Unidos já é cinquenta porcento maior que aqui no Brasil? Eu também não sabia. Diante dessas informações, prosseguindo a pesquisa eu vi que a MLS é a sétima maior liga em termos de público no mundo. Ou seja, atrás apenas da Espanha, Itália, Alemanha, França, México e Argentina. Em sétimo vem a MLS. E em crescimento, a previsão é que nos próximos dez anos, ela seja a maior liga em termos de audiência do mundo. Tenho certeza que você também não sabia dessas
informações. Só que quando eu me deparo com essas iinformações, morando nos Estados Unidos e sendo eu uma pessoa empreendedora, eu falei: - cara, isso aqui é uma grande oportunidade. Vou trazer um time pra MLS, aqui no sudeste dos Estados Unidos. Eu morava em Orlando, não tinha time em Orlando, não tinha time em Miami, Atlanta, Minneapolis, Tampa. Não tinha nenhum time. Vou trazer pra cá. Nisso eu identifiquei um time, que é Orlando City que joga na USL, que é uma liga de terceira importância nos Estados Unidos, uma liga profissional. Já completamente organizado e já pleiteando a
entrada na MLS. Eu fui lá e comprei esse clube, já estamos negociando com o governo, pra construir um estádio. Tem que construir um estádio já em torno de vinte a vinte e cinco mil pessoas, é uma exigência da MLS. Tamos negociando com a MLS, pra implantar o time lá já jogando na liga em 2015. Então a estrutura do negócio de futebol nos Estados Unidos é baseado em três pilares. Pilar número um, o clube de futebol, faturamento, publicidade, venda de jogadores, licenciamento de produtos, tudo que envolve o negócio de futebol como num clube tradicional em qualquer
país do mundo. Esse é o primeiro pilar desse projeto. Segundo pilar é a arena, administração dessa arena, que é Naming Rights, que é a venda do nome do estádio, as propriedades de publicidade, alimentação vendida dentro do estádio, estacionamento, suítes corporativas. Então só pra você ter ideia Esse estádio tem um projeto de ter quarenta suítes corporativas, cada suíte é vendida em torno de quinhentos mil dólares por mês. Geralmente são bancos, empresas que compram, pra fazer networking, pra levar clientes, etc e tal. São quarenta suítes corporativas. Então a venda dessas propriedades na administração da arena, além da
possibilidade de fazer shows e outras atividades que não o futebol também. Então esse é o segundo pilar que envolve o negócio. O terceiro pilar que envolve que vai envolver esse negócio, é uma rede de franquias de escolas de futebol nos Estados Unidos. Ou seja, se nós temos vinte e quatro milhões de crianças americanas entre 5 e 17 anos que praticam o futebol nos Estados Unidos eu quero só cinco porcento desse mercado. Com cinco porcento desse mercado, essa rede de mil franquias já terá mais de um milhão e duzentos mil alunos. O que já vai tornar
e desse negócio eu entendo bem porque a WiseUp é uma rede de franquias, já com um modelo de negócios que nós desenvolvemos que foi recentemente vendida agora pra Abril Educação, o qual eu me tornei acionista. Na Abril Educação. É um negócio que eu entendo muito bem. Então é só você tirar o inglês e você pega o futebol e você coloca o futebol. Ou seja, é o mesmo negócio. Nos Estados Unidos, sem nenhuma concorrência numa rede de escolas de futebol nos Estados Unidos. Bom o negócio arena, já é maior que o negócio clube, só que o
negócio rede de franquias e escola de futebol é maior que a arena e o clube juntos. Os três juntos formam um modelo de negócio desse investimento que eu estou fazendo no futebol. Eu contei essa estória aqui a pedido do Seiiti mas voltando àquela pergunta. É assim que funciona, aí você faz a conta, eu tenho lá o meu modelo, meu planejamento e os números são não acredito nesse número. Não, não é possível, eu tô maluco. Vem cá, eu chamo um ou dois amigos. Deixa eu apresentar isso pra você aqui. Eu devo estar louco. E aí? Aí
o resultado é que o cara fica louco também. Deixa eu ser sócio. Deixa eu ser sócio. Aí o cara fica louco. Então assim, o bom negócio, a boa oportunidade é aquela que você olha pra ela e fala assim: - cara eu não tô maluco, não é possível. Porque assim você enxergou alguma coisa, você enxergou alguma coisa que a maioria não enxergou. E quando você enxerga essa coisa, que é o primeiro pilar do empreendedorismo. Que eu costumo dizer que é a visão. Então você enxergou essa coisa, o próximo passo que você vai ter que ter é
ter a coragem. Porque você tem que ter a visão e a coragem. Se você tiver a visão e não tiver a coragem você fica chupando o dedão, cara. Você vai olhar praquilo e um dia alguém vai fazer. Aí você vai falar eu tive a ideia primeiro. Eu tive a ideia primeiro. E aí não adianta. Vítima já aconteceu isso comigo. Ixi, isso é ruim né Seiiti? Então você tem que ter a visão mas aí você tem que ter a coragem, porque beleza isso tudo é muito bonito, mas vai me custar eu botar a mão no bolso
e pegar oitenta milhões de dólares, né? Hoje eu não vou precisar de botar oitenta milhões de dólares no meu cheque especial. Ainda bem. Mas requer uma coragem de fazer esse investimento. Só que o terceiro passo, é ter a competência. Então é visão, coragem e competência. Você precisa ter a visão pra você enxergar, depois a coragem pra você avançar naquela visão que você teve e a competência de fazer acontecer. Fazer bem feito. E fazer bem feito, e aí isso envolve o produto, envolve toda a estratégia e amiguinho, a venda né? Tem que vender. Produto que não
vende fica encalhado na prateleira. Então se você não vende amigo, teu sócio precisa vender. Se você e teu sócio não vendem, tô preocupado com você. Tem que vender, alguém tem que vender. Se não vende é hobby ou é caridade. É caridade ou é hobby. Pode também, desculpa. Ainda assim rapaz, vai ser uma caridade medíocre se não vender também. Porque ninguém... Vai ser uma coisa sem expressão, entendeu? Até pra fazer caridade você tem que vender a tua ideia, pra você agregar outras pessoas na sua caridade. Bom é isso, bom obrigado pela paciência porque olha tô aqui
com o tempo aqui pra terminar esse bloco e tô procurando passar o máximo possível de conteúdo. Leandro Matera pergunta quais conselhos você dá pra um empreendedor que trabalha com inovação e criação de novos nichos? Ou seja, alguém que quer fazer algo além do óbvio e identificou algo um pouco diferente. O que que você pode pela tua experiência recomendar, Flávio? Olha eu acho que tá muito ligado a tudo isso que eu falei, porque eu sempre busquei trabalhar com inovação. Não é? Quando eu trabalhei com curso de inglês, eu não inovei o negócio curso, o negócio já
existia, mas a forma, o posicionamento. A forma de vender o material didático, a forma de vender a matrícula, tudo isso foi uma inovação num modelo de negócios e inovação também no produto. Então eu gosto muito da inovação, porque ela te permite ter valor agregado no seu produto. Então o meu conselho é que você nunca se conforme com o óbvio. A palavra se conformar significa ganhar a forma. Conformar, você ganhar a forma do óbvio. Então quando você não ganha a forma do óbvio você vai a todo momento buscar uma nova saída, uma nova alternativa. E quando
você encontra você tem um grande valor agregado nas suas mãos. O próprio negócio do futebol é uma forma de inovar porque ter uma rede de franquias, desta forma como a gente vai gerir grandes marcas do futebol hoje não conseguiram. Você tem aí grandes marcas que tem escolinhas, fazem franquia mas não conseguem emplacar porque não sabem tocar. Então eu acho que inovação é uma excelente estratégia pra você gerar valor e agregar valor no que você quer vender seja produto ou serviço. Flávio, enquanto a gente conversava, além de anotar ideias importantes que você tá transmitindo pra nós,
eu tentei capturar, fazer uma fórmula de tudo que você tá contando. Eu quero dar alguns pontos de destaque e você me corrija naquilo que eu coloquei de errado e que ficou faltando. Acho que dessa conversa toda o primeiro passo nada disso aconteceria se você não tivesse aqueles quatro anos de experiência porque isso que te deu a bagagem necessária pra implementar com competência. Então essa experiência, o conhecimento é muito valioso. Eu poderia até acrescentar aqui Seiiti, desculpa te interromper então. Eu sempre costumo dizer que quem quer empreender alguma coisa Procure trabalhar antes de empreender naquilo, procure
ter uma experiência de graça. De graça, vai aprender de graça, não importa qual salário, se vai pagar bem, pagar mal, não interessa. Investe. Né você quer trabalhar, fazer algum projeto de logística, cara vai trabalhar numa empresa que seja forte em logística, sei lá vai trabalhar no Correios, vai trabalhar em algum lugar pra você captar, você aprender o que que aquela empresa tem pra fazer porque esse conhecimento é também uma forma de capital, capital intelectual. Às vezes um salário paga mil reais e você pode falar não tem outro negócio que paga mil e quinhentos, vou pro
outro que paga quinhentos a mais. Só que você não tá... Mas qual o conhecimento que você vai agregar ali? Que tem um valor enorme. Você também tem um entendimento de modelo de negócios, isso também é muito importante, você adquiriu isso com a prática mas hoje... Eu fui aprendendo também ao longo do caminho. Sim e hoje você aplica em outros negócios, como é o caso do futebol. Aí é mais fácil, aí a gente já pegou aquilo que aprendeu e agora já tá aplicando direto. Resiliência, resistência, controle emocional. Pra tomar uma série de "nãos". Não é que
o Flávio pegou o cheque especial e falou: - legal, agora deixa eu ir pro primeiro aqui que, oi eu posso alugar? Então vem e coloca todos os móveis é tudo lindo e maravilhoso. Tem um certo atrito, você tem que passar por ele. O "não" faz parte. O "não" faz parte, o fraco cai diante do "não", o forte se fortalece ainda mais diante do "não". Você se sentiu mal, como pessoalmente eu, as pessoas não gostam de mim, das minhas ideias, você se sentiu pessoalmente vulnerável? No meio do processo de tomar um "não" depois do outro? Olha
inicialmente não. Eu me lembro bem que nesse primeiro cara, eu tava tão decidido, eu levei tanto "não", não cheguei nem a ser afetado. Mas eu me lembro bem quando eu fui pra segunda experiência, que foi abrir em São Paulo. E lá a gente deu um passo forte porque a gente pegou um espaço premium. Você imagina, a preço de hoje quarenta a cinquenta mil reais de aluguel, condomínio e iptu era muito ousado. Só que lá eu já tinha o resultado do Rio, pra apresentar, então eu já fui achando que eu não vou precisar levar trinta "nãos",
eu vou levar uns dez. Então eu criei uma expectativa de levar dez "nãos", é um erro. Eu tomei uns oitenta "nãos" em São Paulo. Carioca folgado, 23 anos de idade, é um moleque, pirralho que veio do Rio de Janeiro, que quer alugar um imóvel onde lá se viu. Então foi mais difícil do que no Rio de Janeiro, quando fui abrir em São Paulo e eu me lembro sim, quando a gente tinha uma expectativa muito grande de alugar um determinado andar lá. E a gente já tinha ralado pra caramba e tava eu e um companheiro Gerrison,
que começou comigo lá em São Paulo era o diretor comercial lá em São Paulo, e quando eu recebi a ligação no meu celular dizendo que o proprietário tinha negado, não queria alugar pra mim eu senti uma grande frustração, grande frustração, a gente ficou andando. A gente tava ali na Avenida Paulista caminhando muito frustrado, o Gerrison ficou mal, acho que o Gerrison até vomitou. Tá vendo o vídeo Gerrison? Ele ficava nervoso e vomitou. Cara, calma Gerrison. E a gente ficou meio desolado, né? E a gente, a nossa técnica a gente ligava pras imobiliárias, visitava e foi
nesse dia que a gente viu um imóvel assim, a gente viu olhou o prédio. Vamos entrar aqui e perguntar se tem alguma coisa. A gente entrou a frio ali no imóvel. E tinha, tava ali o imóvel, e o proprietário tava no prédio e eu sentei a gente tava desarrumado, eu tava de calça jeans todo barbado nesse dia, porque era um dia, não era um dia de fazer reunião, era um dia só de dar uma volta pra captar imóveis. Então não fui preparado. Muita gente desistiria, diria hoje eu não posso, hoje eu não tô com a
barba bem feita. Cara, mas a gente tava assim já desolado. A gente tava mal, mal, a gente ficou mal, eu fiquei mal aquele dia lá. Mas a gente já tava ali né, cara. Vamos lá ver, a gente nem acreditava que o cara ia atender a gente. E o cara atendeu a gente. Eu sentei lá na frente com o cara, Hélvio o nome dele. Eu já agradeci muito esse Hélvio. E fiz um vídeo uma vez pra esse Hélvio. Lá na minha empresa, fiz uma homenagem a esse Hélvio e ele era procurador do proprietário uruguaio de vários
imóveis na Avenida Paulista. Sentei com o Hélvio lá, a primeira coisa que ele falou foi: - não o nosso prédio fecha às seis horas da tarde. Nossa escola funciona principalmente à noite. Que é pra adultos né? Aí ele não. Mas aí revertemos. Ahh não funciona sábado, revertemos. Mas como é o projeto? E vendemos, vendemos o projeto. Bom cara, nós saímos daquela reunião com o Hélvio dando a chave do negócio pra gente. Na primeira? O contrato não tinha sido nem assinado ainda. Ó vou mandar o contrato pra vocês, mas pra vocês adiantarem já toma a chave
aqui. Então foi um negócio assim, excepcional. Negócio fantástico, a gente saiu de lá vibrando muito, com a chave na mão. Era inacreditável de uma grande frustração a uma grande alegria, entendeu? Então assim, tive vontade de desistir? Já, tivemos ali vontade de jogar tudo pra cima. Mas quando a gente acredita no projeto, a gente não desiste a gente avança. E essas experiências, essas vitórias, elas fortalecem a gente pra próxima decepção, pra próxima situação. Então isso é muito legal lembrar disso. Tem uma coisa que é impressionante, Flávio, a sua capacidade de comunicação, você transmite conceitos com clareza
igual você explicou tantos conceitos aqui pra gente na câmera, imagino que a mesma coisa quando você vai desde aquela época dessa reunião, ou até mesmo a primeira escola lá no Rio de Janeiro. Pra você ter uma imagem na sua cabeça, de quais são as vantagens, Quais diferenciais você oferece e entregar isso pra pessoa e ela se sentir entusiasmada e acreditar na sua visão. Tem como explicar da onde que surge isso? Eu acho que vem de dentro, eu gosto disso, eu continuo me envolvendo com isso. Eu assim, eu fiz um grande negócio agora com a Abril,
foi um negócio que eu fiquei muito feliz, muito satisfeito, uma coisa, um negócio que ficou público aí em toda a mídia. Um negócio de quase um bilhão de reais mas eu confesso a você, claro que eu fiquei feliz, mas eu me lembro muito das minhas primeiras conquistas. Essas ainda mexem muito mais comigo. Ainda me lembro muito quando eu pegava um trem cheio, ia trabalhar pra chegar oito horas da manhã tinha que sair às seis horas da manhã. Então eu saía de casa seis horas da manhã, entrava num ônibus cheio ou num trem cheio, lotado chegava
todo amassado, Chegava pra trabalhar já cansado de viajar duas horas em pé na Avenida Brasil. Quem é do Rio de Janeiro sabe do que eu tô falando. Morava lá na zona oeste do Rio de Janeiro. Nos grandes centros, né. Quem mora na periferia sabe do que eu tô falando também. E já chegava lá pra trabalhar, encontrava um coleguinha meu que veio da zona sul, que pegou metrozinho, que tava perfumadinho, Bonitinho lá. Eu competia direto com esse cara. Eu tava competindo por um espaço no mercado junto com esse cara. Quando eu lembro disso eu fico, isso
me emociona até hoje. Porque eu tenho certeza que esse é o dna que pode tocar você aí do outro lado. É isso que pode fazer você desistir do seu sonho e ser mais um na multidão, ou você superar tudo isso pra você chegar mais longe. Como eu sei que esse é o ponto que define. Eu procurei nesse tempo nunca me afastar dessa essência. Entendeu? Porque eu acho que é essa essência que define alguém superar, sair do zero pra chegar em algum lugar. Essa é a essência. Então eu não... sempre, assim porque o sucesso ele embriaga,
o sucesso faz a pessoa, às vezes achar que ela é grande coisa. E ninguém é melhor do que ninguém porque ganhou mais dinheiro ou menos dinheiro, ninguém é melhor do que ninguém porque é mais famoso ou menos famoso. A realidade é essa, o meu valor, hoje é o mesmo do que quando eu tava dentro do trem na periferia, amassado, comendo balas quémquém(?) e biscoito Globo, quem é do Rio de Janeiro sabe do que estou falando. Picolé Dragão Chinês, não é? Então meu valor hoje é o mesmo. A diferença é que talvez as pessoas me vêem
hoje, diferente do que de antes, mas isso é problema delas. Porque seja eu aqui onde eu tô hoje, ou onde eu estava antes, onde você está agora. Se você tem certeza do seu valor, isso basta. Isso basta. Não interessa se alguém duvida, se alguém não acredita, basta você acreditar. Porque na hora que você acredita, Você tem vontade, você tem criatividade, você vai ser resiliente, você vai fazer acontecer, você não vai se abater com as dificuldades, você vai enxergar uma boa oportunidade e vai falar: - cara, eu tô maluco? É isso que eu quero! E você
vai falar com outras pessoas e você vai deixar todo mundo maluco do seu lado. Aí alguém fala assim: - po mas se não tiver dinheiro, num adianta. Amigão, deixa os caras malucos do seu lado que vai aparecer dinheiro assim ó, nem que seja do voyage, entendeu? Acabou, porque hoje em dia, as pessoas nem que seja seu vizinho, teu primo, teu pai, tua mãe, seja quem for. Junta faz uma vaquinha pra investir em você. Isso é brilhante, eu vou te interromper porque quando as pessoas têm essa visão: - ou isso aqui é maluco! Alguém vai roubar
de mim, então eu vou ficar quieto. E aí a coisa. O cara pode roubar a tua ideia, mas não rouba o teu entusiasmo, não rouba o teu brilho. Não rouba. Ó eu tô falando do negócio do futebol agora e não tá feito ainda. Eu comprei o clube lá, mas não tá... Não construí o estádio ainda. Alguém lá pode fazer, vai fazer então. Por que que ninguém copiou a WiseUp até hoje? Porque um monte de gente tenta. Tá cheio de curso aí que é de dezoito meses, o engraçado que não é nem dezenove e nem dezessete.
Mas ninguém tem o resultado da WiseUp. Porque o dna do negócio, a cultura, é isso o que define. Então não esquenta a tua cabeça não, abre o bocão, fala, vende a tua ideia. Se levou oitenta "nãos", tá no camihho certo. Tá mais perto do "sim"! Ou seja, utilize a boa comunicação, como o Flávio faz e você vai conseguir aliados que vão te sustentar, vão te elevar ainda mais. Flávio, outra coisa que eu notei desde a hora que a gente tava conversando lá no restaurante, e aqui também. Entender o macro. Você faz o seu dever de
casa, você faz a sua pesquisa, você analisou por exemplo o setor do mercado, então isso é fundamental. É de cima pra baixo, sempre de cima pra baixo, nunca de baixo pra cima. Sempre do maior para o menor. Ou seja, você não vai nunca navegar contra a correnteza, você vir que não tem oportunidade no mercado você não quer nem saber como operacionalizar os mínimos detalhes. É que talvez não valha a pena. Não é? É muito melhor você surfar uma onda do que você querer criar um mar. É muito melhor você querer criar uma prancha pra surfar
a onda, do que você criar o mar. Então enxergar o macro é muito importante. Fantástico. Entender o cliente, também você conhece muito bem o perfil dos alunos da WiseUp. Isso também faz parte do teu processo você que quer começar. Como é que é a curva de decisão desse cliente, é muito importante. Curva de decisão termo essencial. Você entender o que que faz ele tomar a decisão. Como que é essa curva de decisão? Como é que ele constrói na cabeça dele essa curva de decisão. Isso é fundamental pra tua estratégia de venda. Como é que faz
isso, como é que se aprende isso? Observando, não é uma coisa, observando. No caso do, por exemplo vamos pegar do futebol que é novo. O do inglês a gente já fez, já é um negócio que começou e foi vendido já. Vamos falar do novo. Nos Estados Unidos, eu fiquei intrigado porque tinha tanta criança jogando futebol, tantos pais envolvidos. A cada time com quinze crianças, tinha vinte e cinco pais. Eu fiquei muito intrigado com aquela situação. Eu fui pesquisar e engraçado que eu tive respostas pra dúvidas que eu tinha antes, por exemplo, você nunca se perguntou
porque que os Estados Unidos ganham tantas medalhas nas Olimpíadas? Eu sempre achei ou de repente, o inconsciente coletivo pensa que é porque o governo investe no esporte, não que governo investe no esporte. O governo não faz nada nisso lá no esporte. Quem investe são os pais. Os pais investem no esporte. Ó eu nos Estados Unidos, em três anos, eu devo ter ido no barato, sei lá deixa eu ver. Talvez em, sei lá, cento e cinquenta partidas de futebol do meu filho. Tô chutando pode ser um pouquinho pra cima um pouquinho pra baixo. Eu não me
lembro de ter assistido nem cinco no Brasil. Acho que você entra naquele ambiente, você entra no meio da cultura também. O engajamento dos pais com os filhos é muito grande. Quem já viu os filmes americanos, vê os pais torcendo. Os pais torcendo né. É bem aquilo mesmo. Eu comecei a pesquisar por que aquilo? Primeiro eu observei aquilo, observei a diferença no meu comportamento e comecei a observar o por que aquilo. Na cultura americana, os pais, eles geralmente não têm babás, não tem empregadas, eles fazem tudo, eles são devotos à criação dos seus filhos. Até os
17 anos, com 17 anos ó: - amigo, tchau! Todo mundo sai de casa. Quem não sai de casa com 17 anos nos Estados Unidos é fracassado. É o loser, a sociedade americana considera dessa forma, então a criança com 17 anos vai pra faculdade. Quanto mais longe de casa é a faculdade, mais bem sucedido ele é considerado pela sociedade americana. Quanto mais perto de casa é a faculdade, mais próximo do loser ele é. Então essa é a cultura americana Não tô dizendo se isso é certo ou errado. Não vamos discutir isso. É assim lá nos Estados
Unidos. Quem assistiu Toy Story 3, você vê lá. É uma série que eu adoro, eu assisti com meus filhos mas eu confesso que eu gosto. Eu chorei. Ahh no três, é claro que eu chorei também. Porque eu fiquei imaginando o meu filho, mas é assim o moleque fez 17 anos e tá indo embora. Tá se despedindo dos brinquedos, se despedindo da mãe é assim a cultura americana. E a vida do americano é dividido em duas partes, ele tem que pagar o mortgage, que é a hipoteca dele, ele paga pela vida toda a prestação da casa
que ele comprou e ele faz também uma economia pra pagar a faculdade do seu filho. Pai que não tem dinheiro pra faculdade do seu filho também é considerado loser. Então por que que ele faz essa economia? Porque é cara a faculdade, Custa aí em torno de quarenta, às vezes cinquenta mil dólares por ano, uma faculdade nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos a escola é pública até o high school, até o ensino médio, mas a partir daí a faculdade não é pública, a faculdade é paga. Então o pai, ele economiza durante toda a vida pra depois
pagar a faculdade do filho. E quando o pai investe em esporte ele tá fazendo duas coisas: primeiro, ele tá próximo do filho dele, ele tá participando com o filho dele está incentivando o filho dele, na verdade são três coisas. A segunda coisa é, ele tá ocupando o tempo do filho dele com esporte, não com droga, não com coisa que não presta. Ele tá ocupando o tempo do filho dele com esporte que é associado à saúde, disciplina, liderança, faz parte da formação do caráter do filho dele. E terceiro ponto, ele tá fazendo um investimento que custa
em torno de mil dólares por ano onde os bons atletas nas faculdades conseguem ter bolsas entre vinte e cinco a cem porcento. Ou seja, uma bolsa média de cinquenta porcento, vai dar de retorno pra esse pai em torno de vinte a vinte e cinco mil dólares por ano. Ou seja, quase cem mil dólares de retorno financeiro. Você investe tempo no seu filho, apoia ele, forma o caráter dele e ainda tem retorno financeiro. Por isso os pais investem nos filhos e por isso os Estados Unidos tem bastante medalha nas Olimpíadas. Ó pra você ver, eu comecei
a observar essas coisas. Isso tudo é analisar o macro, a sociedade, a economia, por que que as pessoas se comportam. Como elas se comportam, como elas tomam decisão. Sem isso você não tem como empreender. Vai ficar um alienado, tenho uma ideia brilhante e é brilhante pra você e pra mais ninguém. Então nesse caso, quando eu começo a observar isso e aí eu começo a juntar com os números da MLS, aí eu desci. Saí da cultura, do comportamento, da sociedade e fui pra MLS, que é a liga, e aí comecei a ver números aí comecei... aí
eu vou descendo pra um time, aí do time eu agrego o sistema de franquias do sistema de escolas que é uma coisa que eu conheço então isso tudo fecha de cima pra baixo um projeto, onde eu sei que na hora que eu for vender por exemplo, na hora que eu for vender a matrícula na escola, na hora que o departamento comercial ativa o, é o que a gente sabe fazer, for vender a matrícula pra uma escola de futebol pra um americano você acha que ele vai abordar que aspectos com os pais? Ele vai ter imagina
o pai e o filho do lado e o cara, o vendedor lá fazendo a apresentação da escola pra eles, vai falar obviamente nós vamos criar convênios com universidades, Nós vamos fazer eventos com os coaches que contratam e dão as bolsas nas faculdades, nós vamos fazer toda uma preparação pra preparar aquela criança pra ganhar uma bolsa na faculdade. Porque a gente não vai vender simplesmente futebol, a gente vai vender também o que, a bolsa na faculdade. A possibilidade de bolsa na faculdade. Veja que esse processo todo, que o Flávio tá descrevendo pra nós aqui, faz parte
do seu entendimento, da sua pesquisa, do processo de decisão. Você sabe quais são os líderes que influenciam os motivos. Não é que o Flávio vai abrir, vai alugar um espaço e vai colocar uma placa "Escola de Futebol" e ficar esperando alguém. Isso deve ter um monte nos Estados Unidos, assim como tem um monte de escola de inglês "Matrículas Abertas" tem um monte. É assim que funciona. Não é? Então certamente esse processo vai nortear toda a campanha publicitária, todo o aspiracional intangível que forma a decisão do cliente final, que é o pai. No final do dia
é o pai e a criança de estudar naquela escola de futebol que vai dar a ela uma boa formação técnica, boa formação moral e uma oportunidade de ingressar, quem sabe nas melhores universidades com bolsa e De quebra ainda a chance de ser um profissional do futebol jogando na MLS. Se fosse no Brasil por exemplo, essa estrutura de argumentação, não servia. A cultura é outra, o povo é outro. Tem que entender o cliente. Tem que entender o cliente. Provavelmente a chance de ser um jogador profissional atrai muito mais do que uma bolsa na faculdade. Mulherada. É
são outros fatores. São outros fatores que vão fazer o cara tomar a decisão. Flávio, como último ponto que eu anotei aqui, com certeza tem milhares de outros, mas o que eu consegui captar do nosso bate-papo uma fórmula que garante a qualidade da execução e que garante o sucesso do teu empreendimento. Na nossa conversa você comentou bastante das tuas aptidões, do teu esforço que você aplicou na área matemática, que você gosta muito de sistemas, tem até a questão da matriz, mas enfim, Você... entendo que você pensa muito em sistemas, tanto que franquia é sistema quando você
tem um sistema que funciona bem, tanto faz qual é a característica específica daquela pessoa, quem olhar o manual e implementar, faz a coisa acontecer. Então esse pensamento sistêmico, eu acredito que ele ajuda muito algumas pessoas se sentem muito criativas, sabem né: - não eu vou improvisar, vou fazer de um jeito ou de outro. Só que no final das contas, acaba faltando essa parte sistêmica. Se você puder fazer um comentário seria bem interessante. Eu considero que é muito importante, por exemplo, nos meus empreendimentos, eu sempre procuro fazer um negócio de maneira que seja possível expandí-lo em
escala. É importante ter escala. Não adianta eu, por exemplo, criar um negócio que dependa diretamente de mim e eu não consigo escalar. Não consiga multiplicar ele em escala. E aí eu vou morrer na praia. Eu vou ficar com um negocinho ali o resto da vida trabalhando e no dia que eu parar, o negócio morre. Então eu procuro sempre investir em negócios que produzem escala, que eu possa ter hoje uma escola, eu possa ter mil escolas, que eu possa ter dez mil escolas, que eu possa atender milhares, centenas de milhares, ou até milhões de clientes. Eu
acho que é muito importante na hora que se desenha um projeto e você criar um sistema e ele possa ser replicado. E todo sistema pode ser replicado. Todo. Todo sistema pode ser replicado, uns são mais fáceis de serem replicados e outros mais difíceis. Mas todo sistema pode ser replicado, então o negócio que eu me envolvo é negócio que eu enxergue que eu possa começar pequeno, mas eu não tenha limite pra crescer. Então é esse o foco que eu tenho. Não abro mão de ter um negócio que ele possa ter escala. Novamente isso deve amarrar com
a questão do Daniel, tem muitas opções, mas será mesmo? Será que todas as grandes opções do Daniel têm por exemplo esse fator da escala? Esse é um fator a ser analisado. Muito interessante não é? Eu lembro que eu conversava com um grande advogado em São Paulo grande, um escritório de advocacia top. Então... pra você ter uma ideia é um advogado que ganha mil e quinhentos reais por hora trabalhada, então... e aí ele falava: - Flávio, eu ganho bem, mas eu não... se eu parar aqui o negócio acaba. Eu não posso pegar e vender meu escritório
de advocacia. O negócio sou eu. Não é? O negócio sou eu. Então muitas pessoas têm essa dificuldade como por exemplo, um médico. Um médico poderia ter essa mesma dificuldade. Po eu sou um bom médico, sou um excelente médico, mas se eu parar de trabalhar, minha clínica acaba. Porque o negócio sou eu. Só que um dia alguém teve uma ideia e criou um plano de saúde. Plano de saúde é um negócio onde você vende a medicina e escala sem limites. Então alguém um dia pegou a área da medicina e transformou num modelo de negócio. Criou um
modelo de negócios que você pode dar escala a esse modelo de negócios. Pode ser feito com plano odontológico, pode ser feito com qualquer coisa então eu penso que já que eu vou aplicar um esforço de trabalho pra empreender um negócio, ele tem que ter escala. Então no exemplo do futebol, por exemplo, que eu acabei de dar agora a coisa do clube de futebol, a franquia de escolas é uma possibilidade que dá escala. A arena já não dá escala, a arena é aquilo ali e acabou. Mas a arena é um elemento importante do todo. O clube
de futebol ele pode ganhar escala na medida que eu tenha produtos licenciados que eu posso vender pro mundo inteiro, aí eu já ganho escala. Então eu tenho que sempre verificar, onde eu vou conseguir gerar escala no meu negócio. Aí, isso aí vai me garantir um esforço e esse esforço vai valer muito a pena, a médio prazo, longo prazo. Flávio, te agradeço demais. Nós tivemos... isso aqui foi o primeiro bloco de informações e acabou o nosso tempo, infelizmente. Que o Flávio é um poço de informações. E tem ainda a parte de mentalidade empreendedora, como crescer, opinião,
são assuntos que não tem como a gente cobrir hoje. O Flávio tem alguns compromissos e o nosso tempo é limitado. Espero que no futuro a gente possa fazer outros módulos e discorrer um pouco mais, Flávio. Muito prazer Seiiti. Prazer aqui receber você em Barcelona, o lugar onde eu to morando agora, um prazer falar com vocês. Eu admiro muito o seu trabalho, o trabalho da Arata Academy. Você tá de parabéns e com essa tua iniciativa, que tem aí transmitido o seu conhecimento e trazido pro seu público um conteúdo sempre com o objetivo de ajudar, eu fico
muito feliz em ver iniciativas como essa que a gente ali no Geração de Valor, que é uma iniciativa que a gente também faz com muito carinho, a gente sabe que tem muita gente boa ali do lado, tem muita gente competente, capaz e sonhadora que tá afim de fazer acontecer. Então eu espero ter colaborado com cada um de vocês. Tá bom. Obrigado pelo convite. Muito obrigado. E com certeza acompanhando o canal do Geração de Valor, a gente vai colocar vários endereços nas mais diferentes plataformas você vai ver que o ano de 2013 tá cheio de novidades
né Flávio? Bastante é. E com certeza vários pontos que a gente não tratou hoje, serão com certeza abordados nesse ano e nos próximos anos que virão. Mas eu me convido pra voltar a gente falar mais com a galera aqui. Obrigado, será um grande prazer. Valeu. Tchau, tchau gente. E aí curtiu? Sabe que hoje em dia, com a atenção média das pessoas é até maluquice você falar: - vou publicar no YouTube, um vídeo de uma hora e meia, né. Lembra daquela hora no comecinho, Flávio até diz assim, com muita franqueza até pode ter algumas pessoas que
ficaram ofendidas. Ele fala: - olha gente, muita gente fala da boca pra fora, a eu quero isso, quero aquilo, mas será que quer mesmo? No fundo, no fundo, muita gente deseja, mas querer é outra coisa, outros quinhentos. Você assistiu esse vídeo inteiro do começo ao fim, fez suas anotações, tá mudando a sua forma de pensar, e de agir, de implementar? Por causa dessa aula do Flávio Augusto. Bom esse é um indicador a mais que você realmente quer. Tá, que você não é um desses sonhadores que só desejam. Então quanto mais a gente mergulha no mundo
do empreendedorismo, a gente vai encontrar mais pessoas que vão inspirar a gente, Tudo isso tem um efeito multiplicador no nosso ecossistema e eu tenho certeza que você também vai inspirar muita gente. Pra isso, clica no botão de curtir. Compartilhe esse vídeo, seja compartilhar no Facebook, ou até pegar o link, manda por email praquela pessoa que sabe que vai usar isso bem. Passa pra frente. A gente vai inspirar cada vez mais pessoas juntos. Meu nome é Seiiti Arata, da Arata Academy essa foi a aula com o fenomenal Flávio Augusto do Geração de Valor. Como você viu
a gente tinha dezenas, centenas de perguntas agrupadas né. Esse foi o grupo de como começar, mas também tem o grupo de mentalidade empreendedora, como crescer o nosso negócio, tem uma parte mais pessoal, mais psicológico pra gente entender o pensamento do Flávio, opinião dele em vários assuntos de empreendedorismo, mas não dá pra cobrir tudo. Eu já estou chegando aqui no aeroporto. Isso tudo a gente gravou uma hora e meia, espero que... vamos ver qual é a repercussão desse vídeo, se as pessoas estiverem curtindo, vendo até o final, vou olhar as estatísticas, dando joinha, recomendando, a gente
pode criar novos materiais eu aprendi muita coisa nesse vídeo, espero que você também. Então é isso. Um abraço forte e até nosso próximo vídeo, tchau.